– FIFA não pagará Impostos nos Combustíveis. Também quero!

Coisas inadmissíveis num país que deveria ao menos demonstrar honestidade com o dinheiro público: a isenção plena para a FIFA durante o período da Copa do Mundo de 2014 e Copa das Confederações 2013 concedida ontem!

O grande absurdo: se amanhã um dirigente da FIFA, qualquer um dos senhores privilegiados financeiramente, quiser vir aqui ver como estão as obras, já gozarão pessoalmente dos benefícios do decreto assinado pela presidente Dilma.

Um exemplo: qualquer elemento da FIFA (e inclua-se Ricardo Teixeira, presidente da CBF), poderá abastecer seu carro sem pagar impostos! E, como milito nessa área, sei que os combustíveis poderiam custar A METADE DO PREÇO, caso não tivéssemos tantos tributos.

Por quê justamente eles que tem tanto dinheiro recebem esse benefício, e a população em geral, não o tem?

Quer saber a duração do golpe? Ele vale até dezembro de 2015! Ué, se a Copa acabará em Julho de 2014, por que a FIFA, CBF e seus parceiros receberão benefícios por mais 1 ano e 5 meses?

Extraído de: http://rdplanalto.com/copa-2014-governo-federal-isenta-fifa-de-impostos/

GOVERNO FEDERAL ISENTA FIFA DE IMPOSTOS PARA A COPA

Um decreto publicado nesta quinta-feira pela presidente Dilma Rousseff no Diário Oficial da União concede à Fifa isenção total de impostos federais para bens e serviços relacionados à Copa das Confederações de 2013 e à Copa do Mundo de 2014.

Os dirigentes ficam livres, inclusive, da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), cobrada na importação e comercialização de combustíveis. A desoneração vale desde 1º de janeiro deste ano e se estende até 31 de dezembro de 2015 e, da forma geral como a regra foi escrita, permite, por exemplo, isenção de impostos durante visitas de representantes da Fifa ao Brasil para encontros com Dilma ou vistoria do andamento das obras.

A isenção abrange de alimentos a material de escritório, Já os bens duráveis que ficarem no País após junho de 2016 precisarão ser doados a entidades beneficentes ou à União para escapar do imposto retroativo. Segundo o coordenador-geral de Tributação da Receita Federal, Fernando Mombelli, a desoneração era uma “condição” para a realização dos eventos esportivos no País.

Tais concessões são comuns em eventos da Fifa, lembra Mombelli, mas o volume de desoneração depende da negociação de cada país com a entidade. A Receita prestará contas da desoneração em janeiro de 2016.

– E quanto custará a Copa do Mundo no Brasil?

Oficialmente, a Copa do Mundo FIFA 2014 está orçada em R$ 23,8 bilhões. O valor vem da ‘Matriz de Responsabilidades’ um documento que busca fazer o orçamento oficial do dinheiro que vem dos cofres públicos e privados. Cerca de 80% dessa verba é de dinheiro público.

E quem controla isso?

Oficialmente: TCU (Tribunal de Contas da União), CGU (Controladoria Geral da União), Senado e Câmara.

Claro que infelizmente os vultuosos números podem se contradizer. E a transparência nunca ocorre como deveria. Um exemplo disso: Gil Castello Branco, da ONG Contas Abertas  (em http://is.gd/DibSOT), observou que o TCU, até o último dia 06 de outubro (quarta-feira), não possuía um único dado sequer fornecido pelo Ministério dos Esportes sobre gastos do Itaquerão.

Para um leigo, o estádio paulistano da Copa até o presente momento não custou nenhum centavo a ninguém até agora! Ou seja, com quase 10% das obras realizadas, não se contabilizou nem dinheiro publico nem privado. Um feito digno de magia! Estádio a custo Zero.

E você, acredita na transparência das contas da Copa? A conta vai fechar nos R$ 23,8 bi ou não? Deixe seu comentário:

– Deputado Vicente Cândido joga pra qual time? Para o Brasil ou para a FIFA?

Defender os interesses do Brasil deve ser a primeira missão de um deputado brasileiro, correto?

O que se pode dizer do deputado petista Vicente Cândido, que em todo discurso vai contra os anseios da população e defende tudo o que a FIFA pede para o Brasil? E o incrível é que ele é do mesmo partido da presidente!

Em suas falas, ele sempre coloca defeito no que o Brasil quer nas relações divergentes da FIFA. E defende a entidade. Por quê?

Hum… aqui em São Paulo, não é ele amicíssimo do presidente da FPF Marco Polo Del Nero?

Como os interesses dos dirigentes e poderosos é diferente da população, não?

– Quanto custará, de verdade, o Estádio do Corinthians?

Quando surgiu a história de que seria construído o novo estádio do Corinthians, em Itaquera, Luís Paulo Rosemberg, diretor de Marketing, disse que com a venda dos Naming Rights pagaria o custo (por volta de R$ 260 milhões).

O estádio inflacionou-se para R$ 400 milhões, e, primeiramente, Andrés Sanches que não pensava em “Estádio da Copa”, mas sim como Arena do Timão. Depois virou estádio oficial da Copa em SP… o preço foi subindo, subindo…

Na Revista Época dessa semana, o presidente do Corinthians declarou que:

Quem fez o estádio [Itaquerão] fui eu e Lula. Garanto que custa mais de R$ 1 bi“.

Imediatamente o Corinthians desmentiu, e colocou no site que o custo será de “apenas” R$ 820 milhões, dizendo que é falso o valor da Revista.

Porém, a Época desmentiu o desmentido, e colocou no Twitter, há pouco, o áudio da entrevista com a afirmação de Andrés Sanches sobre o 1 bilhão! Aqui: http://glo.bo/qxdlOq

A pergunta básica: Quanto custará de verdade e de onde virá o dinheiro desse estádio?

Ninguém sabe ao certo quanto vem da Iniciativa Privada, do Governo ou de renúncia fiscal. Toda semana os números mudam! E até a inauguração do estádio, o quanto mais vão inflacioná-lo?

Uma observação: na mesma Época se fala sobre os amigos de André Sanches, todos ligados ao jogo do Bicho (que, verdade seja dita, são denunciados há tempos pelo “Blog do Paulinho”, que absurdamente é censurado por falar tais verdades). Bicheiro não é contraventor nesse país? Não deveriam estar na cadeia, ao invés de serem dirigentes e amigos do peito de Andrés Sanches?

Confesso estar indignado…

E você, o que pensa sobre isso?

– Lei Geral da Copa: Dona Fifa versus Dona Dilma

Quer dizer que a Dona Fifa foi pedir à Dona Dilma que suspenda o Código de Defesa do Consumidor durante a Copa do Mundo para seus eventos?

A entidade máxima do futebol quer várias regalias, entre elas: fim das meia-entradas (a meia-entrada de estudante varia por estado, a meia-entrada para idoso é Lei Federal), quer ser ela a determinante dos preços de qualquer coisa que possa ser cobrado em relação ao evento, e, por incrível que possa parecer, não quer se submeter ao Estatuto do Torcedor.

Aí fico pensando: Quem sorteará os árbitros das partidas da Copa? Claro, afinal se o evento é em nosso país e o torcedor é consumidor, tem que haver sorteio de arbitragem para a Copa do Mundo também.

Será hilário: quem vai tirar a bolinha dos jogos? Blatter, Bussaca, Jerome Valckie, Ricardo Teixeira, Marco Polo?

Hum… de repente, poderemos ter árbitros ‘sorteados a dedo’? Não esqueçamos de Byron Moreno, equatoriano que garfou a Espanha e a Itália na Copa e hoje curte a cadeia nos EUA, por porte de heroína.

Não votei na Dilma e não gosto de suas posições, mas nessa questão (endurecer com a FIFA e fazer prevalecer a nossa soberania), dou 10!

E você, o que acha de tudo isso? Deixe seu comentário:

– “The Economist” ataca Ricardo Teixeira por Manchas e Gols Contras

Parece que não é só no Brasil em que a imprensa está em cima de Ricardo Teixeira. A The Economist, importante revista de circulação mundial, relata um histórico de gestão nebulosa, manchas e gols contras do mandatário. E cita que a presidente Dilma Roussef preocupa a FIFA, por não estar alinhada nem compactuar com as idéias do presidente da CBF.

Abaixo, extraído de: http://www.economist.com/node/21530991

OWN GOLS FROM SENHOR FUTEBOL

Brazil hopes that the 2014 World Cup will boost its image, but the country’s football federation is shrouded in sleaze

IT IS the only country to have played in the final stages of every football World Cup and it has won it five times, more than anybody else. So Brazil feels proprietorial about the tournament, which it is to host in 2014. Another victory, good football and a party atmosphere would satisfy the demanding home fans, as well as many of the 600,000 expected from abroad. But for Brazil’s government the run-up to the tournament is not going well.
It is becoming clear that promised improvements to the country’s creaking transport systems are unlikely to amount to much. Of 49 planned urban-transport schemes in the host cities, work has started on just nine. Airport upgrades are running behind schedule too, and more than half are just temporary fixes. The government is trying to damp down expectations. In an interview with Carta Capital, a weekly magazine, Brazil’s president, Dilma Rousseff, said that the urban-transport improvements were not essential for the tournament’s success. Miriam Belchior, the planning minister, suggested that the government would declare holidays on match days to avoid traffic jams.
Sepp Blatter, the president of FIFA, world football’s governing body, has written to Ms Rousseff expressing concern. But Ms Rousseff has cause to worry about FIFA. Just when she is doing her best to clean up the country’s politics—she has sacked four ministers over corruption claims—the World Cup is being run by one of football’s most tarnished figures. And claims of sleaze keep on coming.
Ricardo Teixeira, who is president of the local World Cup organising committee and a member of FIFA’s executive committee, has been chairman of the Brazilian Football Confederation (CBF) since 1989. He is a protégé of João Havelange, who ran FIFA for almost a quarter-century until 1998. Mr Teixeira has been fighting accusations of graft for years. In 2001 investigations by Brazil’s Congress into corruption in football found irregularities in a deal arranged by Mr Teixeira under which Nike, an American sportswear firm, sponsored the national team. The congressional committee of inquiry passed on to the public prosecutor some 13 charges against him, including embezzlement, money laundering and tax evasion. All were subsequently dropped. (Nike says the contract was “fully legal in essence and spirit”.)
“Panorama”, a BBC television programme, has accused Mr Teixeira and Mr Havelange of taking bribes in the 1990s related to marketing rights for games. Earlier this year Lord (David) Triesman, the man who launched England’s failed bid to host the World Cup in 2018, said that Mr Teixeira had asked for money in return for his vote.
In an interview in Piauí, a Brazilian monthly, Mr Teixeira denied the BBC’s claims. He said the English were “pissed off because they lost” and that he would have his revenge on the BBC: as long as he is at the CBF and FIFA, “they won’t get past the door.” He boasted that in 2014 he would do “the most slippery, unthinkable, Machiavellian things [such as] denying press credentials, barring access, changing game schedules.” The sports minister, Orlando Silva, had to promise that all journalists would be fairly treated and allowed to do their work.
A FIFA investigation cleared Mr Teixeira of Lord Triesman’s allegations. Mr Havelange has not responded to the BBC’s allegations. But the International Olympic Committee, of which Mr Havelange is a member and which has stricter ethical standards than FIFA, is investigating them. This week a Brazilian prosecutor declared that he will order police to look into whether Mr Teixeira was guilty of money laundering and tax crimes.

Marketing games
Another brewing scandal concerns a friendly game between Brazil and Portugal in Brasília in November 2008. Associates of Mr Teixeira received millions from the event. Around the same time they appear to have signed contracts committing them to pay large sums to Mr Teixeira for purposes that remain obscure. Six months before the match Sandro Rosell, who is now the president of Barcelona Football Club, the European champions, became a director of Ailanto, a sports-marketing firm in Rio de Janeiro set up shortly beforehand.
Mr Rosell has been doing business with Mr Teixeira for years: he moved to Brazil as Nike’s director of sports marketing in 1999 to manage the company’s relationship with the CBF. A week before the Brasília match, the government of the Federal District signed a contract to pay Ailanto 9m reais ($4m at the time) for the marketing rights and for other loosely defined services, including arranging transport and accommodation for both teams’ players. (The then governor of the Federal District, José Roberto Arruda, was later imprisoned and charged by the Federal Police over corruption relating to other matters.)
That deal is now being investigated for padding and corruption. The public prosecutor’s office in Brasília says that receipted expenditure relating to the game was only around 1m reais—and that in any case the Football Federation of Brasília (FBF), an affiliate of the CBF, had paid. It also says that, although the Federal District government bought the rights to the game, the money from ticket sales went to the FBF. Brasília’s police force has searched Ailanto’s premises in Rio de Janeiro, seizing documents.
Alongside these deals run three others whose purposes are not immediately obvious. The Economist has copies of what appear to be the contracts for all three. One dated March 2009 commits Vanessa Precht, a Brazilian who formerly worked at Barcelona FC and who was Mr Rosell’s partner in Ailanto, to leasing a farm in the state of Rio de Janeiro from Mr Teixeira for 10,000 reais a month for five years. Rede Record, a Brazilian television network, visited the farm in June and could find nobody who had heard of Ms Precht. Two Brazilian congressmen have called for an investigation to establish whether the deal was a way for Ms Precht to return to Mr Teixeira some of the money Ailanto earned from the Brazil-Portugal friendly.
The other two contracts were signed separately in July 2008 by Mr Teixeira and Mr Rosell with Cláudio Honigman, a financier who is a partner of Mr Rosell’s in a different Brazilian sports-marketing company, Brasil 100% Marketing. Mr Honigman undertook to pay each man 22.5m reais to buy back options on 10% of the shares in Alpes Corretora, a São Paulo brokerage, which the contracts state he had previously sold to them. A spokesman for Alpes Corretora has told The Economist that Mr Honigman never had any interest in any shares in the company. Mr Rosell and Mr Teixeira declined to comment for this article. Mr Honigman’s lawyer says that he has been unable to contact him. Ms Precht did not respond to our request for an interview.
The panjandrums of international football have traditionally been untouchable: FIFA is a law unto itself. Mr Teixeira has kept his position at the top of Brazilian football despite previous corruption claims. But this time may be different.
FIFA’s lawyers are trying to block the publication of a report by the public prosecutor in the Swiss canton of Zug on a criminal investigation into payments received by senior FIFA officials in the 1990s. The officials’ defence was that taking commissions was not illegal under Swiss law at the time. But since the money was intended for FIFA, the prosecutor investigated the individuals pocketing it for criminal mismanagement and misappropriation. The investigation was dropped after two officials agreed to pay 5.5m Swiss francs ($6.2m) to the canton, which passed the money to FIFA and charities. Both denied criminal wrongdoing.
The report was shelved at the request of the officials’ lawyers. So their identities have not been disclosed, though the lawyer for one of them said that his client is an old man in poor health who no longer has an official role. That appears to describe Mr Havelange, who is 95 and is FIFA’s honorary president. The Zug high court is to decide in the next few weeks on petitions by journalists for the release of the report. The Economist contacted Mr Havelange’s office in Rio de Janeiro regarding these matters, but he declined to speak to us.
Inside Brazil, too, the ground is shifting under Mr Teixeira. Ms Rousseff has appointed Pelé, Brazil’s most famous footballer, as the government’s honorary World Cup ambassador and is trying to freeze Mr Teixeira out. The organising committee left Pelé off the guest list for the World Cup draw in July. Ms Rousseff brought him along anyway, and also made much of him at a ceremony on September 16th marking 1,000 days till kick-off. “With all due respect to FIFA and the CBF,” Ms Rousseff told Carta Capital, “the face of [the tournament] abroad will be Pelé.”

– Alckmin sinaliza para 3º aeroporto na Região Metropolitana. Não era melhor arrumar os já existentes?

Quem se utiliza dos aeroportos de São Paulo sabe que os 2 da região metropolitana + o da Grande Campinas estão saturados. Congonhas parece receber aviões de 2 em 2 minutos, hiper congestionado. Guarulhos no limite, e Viracopos com balcões improvisados.

Novamente se fala de um novo aeroporto a ser construído. Caieiras já teve seu nome ventilado, à beira da Rodovia dos Bandeirantes.

Independente de onde, vale a pergunta: ao invés de otimizar os já existentes, acabar com as improvisões e ordenar seriamente, por que se pensar em gastar mais? Sobra dinheiro assim?

Penso que o calcanhar da Copa do Mundo será a questão aeroportuária. Em todo o Brasil, os aeroportos estão a desejar e muito!

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Estádios da Copa Prontos em 2012?

Dona Dilma prometeu: os estádios da Copa do Mundo estarão prontos a tempo, e 9 deles serão entregues em Dezembro de 2012.

Daqui 15 meses serão entregues? Duvido-e-o-dó!

– Blatter sugere a Abertura da Copa no Rio de Janeiro. E os investimentos absurdos do Itaquerão?

Muita verba pública (tanto do Governo Municipal, Estadual ou da União) está sendo utilizada no estádio a ser construído em Itaquera, seja em obras no entorno, benefícios/ isenções fiscais ou ainda financiamentos oficiais. A intervenção governamental e os políticos que se aproveitam dessas benesses para a busca de votos das camadas mais populares é a mais clara evidência da demagogia barata e do uso da Máquina Governamental.

Mas Jamil Chade, do Estadão (clique aqui para a citação: ENTREVISTA COM BLATTER) conseguiu entrevistar o presidente da FIFA Joseph Blatter e ‘arrancar’ depoimentos importantes.

Segundo ele, sobre a Abertura da Copa do Mundo no Brasil, Blatter sugere abertamente e indica o Rio de Janeiro, dizendo que:

Há definitivamente uma competição entre Rio e São Paulo para obter a abertura. Mas já demos o centro de Mídia para o Rio e a sede da organização da Fifa será no Rio. Portanto, a cidade mais adequada para receber a abertura é mesmo o Rio de Janeiro. O futebol brasileiro é o Rio. E para o mundo, o Rio é a cidade mais atraente para abrir uma Copa, sem dúvida.

Ué, por que tanta intervenção pública para estádio de 65.000 pessoas na capital paulista se praticamente a sede da abertura está escolhida? Por que a FIFA fomenta a discussão entre Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Brasília e Belo Horizonte, se deu a entender nas entrelinhas que já se decidiu pelo Maracanã? Não poderiam poupar gastos com o anúncio direto e objetivo? A quem interessa encher os cofres dos Comites Organizadores?

Por fim, Blatter comenta sobre o futuro do futebol brasileiro em campo, questionando o sumiço dos dribles da Seleção Sub20 e o modelo de futebol forte, além de afirmar: com Lula e Ricardo Teixeira, a relação era mais amigável”.

Aiaiai… nossos bolsos vão doer muito até 2014 chegar, não?

Quer comentar sobre o assunto? Deixe sua mensagem:

– O Fim da Era Brasil no Futebol?

 

Você concorda com essa afirmação abaixo?

 

É o fim de uma era. O que eu tinha dúvidas em 2006, agora se confirma

David Beckham, reproduzida pela FSP, 13/08/2011, Caderno Esporte, pg E3, após o jogo Alemanha X Brasil, sobre o atual momento da Seleção Brasileira.

 

Tudo é cíclico. O mundo tem idas e vindas. O que é impensável para nós pode ter sido comum a outras gerações. Na geopolítica econômica é assim: Os gregos foram hegemônicos durante um determinado período da Antiguidade; hoje, estão falidos! A Roma Antiga foi o maior império da humanidade, e hoje a Itália está numa pindaíba. Vemos atualmente esse fenômeno ocorrendo na economia americana. Por que não no esporte também?

 

Já tivemos o Basquetebol como segunda grande paixão do Brasileiro. Monteiro Lobato ousou questionar se um dia o Futebol superaria a Capoeira! E hoje, a capacidade técnica da Seleção Brasileira é questionada. Nossos craques são, de fato, craques? Nossos treinadores são grandes estrategistas? Nossas ações de marketing esportivo são eficazes?

 

Será que não estamos nos enganando e vivendo um grande engodo? O da crença que somos e sempre seremos os melhores do mundo?

 

O futebol foi criado pelos ingleses. O Brasil se destacou pela criação do drible, oriundo de lances de dança africana onde os jogadores negros utilizavam tal tática para fugir das faltas dos seus adversários brancos não aceitas pelos árbitros da época (embora, na Grã-Bretanha, os ingleses mais superiores aos escoceses jogavam o passing game X dribling game – mas é uma outra história).

 

O Uruguai com população diminuta ganhou 2 Copas. A Argentina no período da 2ª Grande Guerra tinha a melhor Seleção do Mundo, mas não tivemos Copa. A Hungria quase levou em 54. Holanda idem em 74. Levamos na Era Pelé 3 Copas, mas onde Pelé nunca jogou sozinho, pois tínhamos maravilhosos Nilton Santos, Garrincha, Carlos Alberto Torres, Tostão, Rivelino… Hoje temos André Santos, Jadson, Fred… Nossos amistosos eram contra os times de 1ª linha e/ou médios fortes. Hoje, preterimos a Espanha por Gabão. Nosso querido Paulista de Jundiaí, com o time comum que disputa a Copa Paulista, faz frente tranquilamente ao pobre país africano, caso desafia-se tal adversário.

 

Onde está o erro:

1-   Valorizamos demais jogadores comuns (um drible a mais e o cara virou craque);

2-   A safra é fraca; ou

3-   O treinador é ruim?

A única unanimidade: nossos dirigentes esportivos são péssimos! Não existe planejamento sério, prestação de contas nem responsabilidade social. O trabalho psicológico se resume a fazer os jogadores acreditarem que são os melhores do mundo, mesmo não sendo mais…

 

Nosso ciclo acabou realmente? Beckham tem razão? Deixe seu comentário:

– As Diversas Datas dos Estádios da Copa!

 

O Ministro Orlando Silva disse no Roda Viva, na última segunda-feira, que pelo menos 8 estádios estarão prontos para a Copa de 2014 já em 2012. A presidente Dilma afirmou que todos os estádios serão entregues em 2013. O Itaquerão tem previsão de entrega para o início de 2014.

 

Quem vai acertar a data?

– 1 ano, Vários Jogos e 1 Torneio: Bom Tempo para o Mano?

 

Mano Menezes faz 1 ano como técnico da Seleção Brasileira. Vários amistosos e a Copa América nesse período. Já não era tempo para termos uma boa base? Hoje, mais uma derrota com um time pífio em campo.

 

O Brasil joga como time pequeno, se porta como time pequeno e apresenta um futebol pequeno. De quem é a culpa maior: do treinador ou dos jogadores? Deixe seu comentário:

– Futebol Estudado pela Análise Estratégica de Michael Porter

Um dos papas da Administração Estratégica é Michael Porter. Para os professores de Administração de Empresas e também pelos grandes executivos, ele é o cara!

 

Professor Dr Marcos Morita, docente renomado, utilizou as forças competitivas de Michael Porter em análises estratégicas para explicar o futebol de maneira científica. Trabalho muito bom, que compartilho com os amigos:

 

Extraído de: http://br.hsmglobal.com/notas/58156-o-futebol-sob-otica-da-administracao?utm_source=300610_gestao&utm_medium=300610_gestao&utm_content=300610_gestao_o-futebol-sob-otica-da-administracao&utm_campaign=300610_gestao

 

FUTEBOL SOB A ÓTICA DA ADMINISTRAÇÃO

 

Consultor analisa o interesse comercial por este tipo de evento sob o modelo das cinco forças de Michael Porter. Confira!

 

Dizer que a Copa do Mundo é um dos maiores eventos mundiais, talvez não seja nenhuma novidade, a não ser que você esteja na Coréia do Norte. Em nosso país, jogo da seleção é dia de festa, celebração com amigos, folga no trabalho, ruas vazias, camisas amarelas e cerveja gelada. Entre a paixão brasileira e o desconhecimento coreano, existem cinco continentes nos quais centenas de países e milhões de pessoas acompanham de perto o desenrolar dos jogos.

É patente o crescente interesse comercial e político na competição, dirigida e controlada pela FIFA (Federação Internacional de Futebol). Para analisá-lo sob o ponto de vista estratégico, utilizarei o modelo das cinco forças de Michael Porter, o qual avalia a atratividade de uma indústria com base no poder de barganha dos seus integrantes. Começarei pelos fornecedores, literalmente os donos da bola.

 
Fornecedores – É de supor que nos idos dos anos trinta, quando o futebol era ainda um esporte amador, as próprias seleções eram responsáveis por seus uniformes. Hoje muita coisa mudou. As cifras para patrocinar uma equipe, ultrapassam com facilidade a casa das dezenas de milhões de dólares. Nesta briga de gigantes, tem destaque a americana Nike e a alemã Adidas. Inglaterra, Brasil, Portugal e Holanda são parceiros da primeira, enquanto Alemanha, Espanha, Argentina e a anfitriã África do Sul, vestem os uniformes das três listras. Vinte e duas seleções utilizando uma ou outra marca e trinta e duas com a controversa Jabulani, reverenciada no início de cada partida. Devido à concentração, é uma força que deve ser monitorada para que não aumente ainda mais sua influência e poder de barganha.
 
Concorrentes – Ainda que trinta e duas seleções estejam na disputa do tão famigerado título, poucas na verdade tem condições reais de levá-lo para casa. A menos que uma grande zebra ocorra, a final deverá ser disputada entre uma das sete seleções que já levantaram o caneco. Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, Uruguai, França e Inglaterra. Estas últimas já desclassificadas ou com sérias dificuldades de seguirem adiante. A despeito da hegemonia brasileira, a alternância é bastante grande. Esperamos vinte e quatro anos na fila, período semelhante ao grupo dirigido por Maradona. A possibilidade de uma ou mais seleções concentrarem os títulos é bastante baixa. Mercados monopolistas ou oligopolistas tendem a diminuir a competitividade num determinado setor.

 
Clientes – Conforme levantamento da FIFA, a última edição da Copa na Alemanha foi transmitida para 214 países e territórios por um contingente de 376 canais. A audiência acumulada durante o evento ultrapassou a casa dos 26 bilhões de telespectadores, com 700 milhões durante a final entre Itália e França. Basta olhar ao redor em dia de jogo para verificar a heterogeneidade da audiência. Brancos, negros, pardos, amarelos, ricos, pobres, homens, mulheres, adultos e crianças. Fanáticos, apreciadores e simpatizantes, os quais muitas vezes não sabem a relação entre bandeirinha e impedimento. Poucos os negócios que podem contar com um público tão cativo e fiel. Cabe aos dirigentes mantê-la longe de interesses políticos, antiesportivos ou excessivamente comerciais, tais como realizá-la a cada dois anos.

 
Novos entrantes – O interesse em participar da competição pode ser medido pela popularidade das eliminatórias. Nada menos que duzentas seleções disputaram o torneio de qualificação, envolvendo 5.622 jogadores e 275 técnicos das mais diversas nacionalidades. Quase meia centena de franceses, holandeses, brasileiros e alemães, repassando os conhecimentos de escolas consagradas. Dinamarca, Coréia do Sul, Japão e Estados Unidos são alguns exemplos de equipes em ascensão. Alguns riscos para a competição estariam no desbalanceamento das vagas por continente ou no inchaço do torneio, como já vimos em terras tupiniquins.

 
Produtos substitutos – Apesar da paixão dos sul-africanos pelo rúgbi, franceses pelo ciclismo, indianos pelo críquete e ianques pelas ligas de basquete e beisebol – o futebol ou soccer  é o único produto com apelo global, capaz de competir com marcas locais fortes. Em uma sociedade cada vez mais sem fronteiras, não tardará o dia em que o mundo usará chuteiras. Sob este aspecto, a Copa do Mundo não terá produtos substitutos a médio ou longo prazo.

 
A análise demonstrou um relativo equilíbrio entre as cinco forças, necessário e imprescindível para a manutenção do torneio que tanto nos seduz. Em diversas indústrias, o poder de decisão está nas mãos dos governos e governantes, os quais com suas leis e medidas podem auxiliar ou até mesmo atrapalhar seu desenvolvimento. No país da bola, este poder está com a FIFA e seus dirigentes. Desta maneira, sugiro que os brasileiros apaixonados por futebol acendam duas velas a partir de hoje. Uma para o hexa e outro para a lucidez de Joseph Blatter, presidente da entidade.

 

Marcos Morita (Mestre em Administração de Empresas e professor da Universidade Mackenzie. Especialista em estratégias empresariais, é colunista, palestrante e consultor de negócios. Há mais de quinze anos atua como executivo em empresas multinacionais – professor@marcosmorita.com.br / www.marcosmorita.com.br)

– Chatices do Dia + Prazer pelo Dia

 

É bem intencionada a festa do sorteio das Eliminatórias da Copa-14. Mas, cá entre nós… é de uma chatice ímpar! Longo sorteio para o chaveamento… Cansativo mesmo, além de que os políticos que lá aparecem enojam.

 

O otimismo de Zagallo, a simpatia de Cafu e a timidez do menino Lucas contrastam com Blatter e Ricardo Teixeira (para ficar por aqui, sem revirar o estômago dos leitores).

 

Ponto alto da cerimônia (que custou mais de 30 milhões, pra variar…)?

 

O belíssimo clipe de Tom Jobim & Frank Sinatra, além da Orquestra dos pobres de Heliópolis. Aliás, a estes últimos, o verdadeiro aplauso por vencerem na vida.

 

Agora: nada a ver a Ivete Sangalo estragando a sinfonia de Aquarela do Brasil, cortando-a com aquele “Acelera Brasil”. Deveria ficar para outro momento.

– Copa do Mundo: Dilma a tem como um “Abacaxi”?

 

Vejam só. Segundo o jornalista Ricardo Boechat (Revista IstoÉ, Ed 2173, 06/07/2011, pg33), a presidente do Brasil Dilma Roussef tem uma pesquisa em que a maioria dos brasileiros se manifestou ser a favor da Copa do Mundo.

 

Uma outra pesquisa, um pouco diferente, divulgada dias atrás pela jornalista Mônica Bérgamo (Folha de São Paulo), foi encomendada pelo governador Geraldo Alckmin que analisou com preocupação o fato de 70% dos paulistas não quererem dinheiro público na Copa do Mundo.

 

Segundo Boechat, sobre a pesquisa nacional, um ministro contou a ele que:

 

“o Mundial está sendo uma dor de cabeça tão grande, com seus gastos descomunais e obras irrealizáveis que, a presidente, muito provavelmente, adoraria livrar-se desse abacaxi!”

 

E você, o que acha sobre isso: a Copa do Mundo é de fato um ‘abacaxi’ a ser descascado pelo Governo ou deveria ser ‘descascado’ pela CBF e iniciativa privada? Deixe seu comentário:

– “Tô c. de medo”, disse Ricardo Teixeira

 

“Tô cagando de medo”

 

Como o nível dos internautas que freqüenta o blog é alto, me recuso a comentar a frase acima dita pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, sobre a sua preocupação com as acusações que são feitas contra ele.

– A Exclusiva do presidente do Corinthians à Globo!

 

Na semana em que a TV Record levou ao ar reportagens sobre suspeitas de dirigentes esportivos, em especial ao presidente corinthiano Andrés Sanches, o mesmo contra-atacou.

 

Em entrevista exclusiva e polêmica à Globo, reproduzida na Revista Época São Paulo desta semana (Ed 39, Julho/2011, pg 66 – 72 por Eduardo Duarte Zanelato), várias declarações de efeito e que certamente repercutirão. São 6 páginas de material, além de um áudio com a íntegra da entrevista com mais detalhes (o áudio pode ser acessado no link: http://glo.bo/AndresItaquerao).

 

Destaque para as afirmações:

 

“Isso (o estádio) é uma coisa privada. O poder público não tem que acompanhar nada do estádio”.

 

Ué, a Prefeitura de São Paulo, através do Kassab, quer dar 420 milhões de isenção fiscal. As obras precisam de licenças. A fiscalização de tudo isso, segundo a visão do mandatário, deve ser inexistente?

 

“Os dutos estão lá desde 1976. Para fazer a obra (de remoção), não custa R$ 5 milhões. Aí vira R$ 30 milhões. Bom, não posso falar.

 

Não foi Andrés que um dia disse que o valor era de R$ 2 milhões? E quem pagará a conta que é muito maior? Se for a Transpetro (Petrobras), quer dizer que será nós…

 

“O que tem de ficar em cima é se vão roubar na ponte, nas obras da Copa. O resto é balela”

 

Então tá. Nas obras públicas haverá corrupção. Nos estádios, tudo será feito honestamente…

 

Amigos, isso me dá nojo pelo tamanho da demagogia e hipocrisia… Ao acessarem o áudio, estejam com o estômago preparado.

 

E você, o que pensa sobre as obras do Itaquerão? Deixe seu comentário:

– Rússia mais adiantada do que Brasil para a Copa do Mundo?

 

O secretário-geral da FIFA Jérôme Valcke declarou que a Rússia está mais adiantada para 2018 do que o Brasil para 2014.

 

Apesar da declaração ser de alguém suspeito (vide escândalos da entidade), ele tem razão.

 

Para quem viaja de avião, é nítido que nossos aeroportos viraram rodoviárias! Sempre lotados. A verdade é que com o aumento do poder aquisitivo da classe C, muita gente que viajava de ônibus passa a ir de avião. E as empresas estão oferecendo tarifas cada vez mais baixas. Tudo isso em meio à mesma capacidade da infraestrutura aeroportuária.

 

O aeroporto internacional Franco Montoro (Guarulhos) irá adaptar um galpão como terminal de passageiros! Isso é uma vergonha. Puxadinho da Infraero? Como iremos receber tantos estrangeiros se nem damos conta da capacidade interna?

 

Sem falar, claro, dos estádios. Ricardo Teixeira, semana passada, esteve em um seminário da Copa em Natal. Numa de suas falas, afirmou:

 

“Estarei presente em um dos jogos da Copa do Mundo aqui em Natal”

 

Será que se referiu a Natal em 2014? Estamos entrando em Julho de 2011. Vai dar tempo para fazer coisa boa? Não tem nada pronto lá na capital potiguar. E se diga o mesmo para o Itaquerão. Quer maior “engana-Mané” do que a terraplanagem do estádio do Corinthians? Quem é do ramo sabe que, pelo ritmo dos tratores e números de funcionários, a limpeza do terreno vai estar pronta só em 2012! Não existe terraplanagem de grande obra com 20 funcionários e 3 tratores. É gozação! Ou melhor, satisfação para dizer que a obra começou (sem contar com o problema da remoção dos dutos da Transpetro).

 

As incoerências da Copa são grandes. O que faz Ricardo Teixeira afirmar que o Serra Dourada, em Goiás, estará na Copa América, sendo que teremos teoricamente estádios sobrando devido a Copa de 2014 e este está excluído do Mundial? Ou é apenas falácia do administrador da CBF?

 

Lamentável que isso esteja acontecendo, mas já era esperado. Faço parte dos 70% de paulistas que não querem dinheiro público na Copa do Mundo. E talvez pertenço a uma parcela menor que deseja a devolução utópica da Copa do Mundo à Fifa.

 

Uma pena que a Inglaterra esteja brigada com a FIFA. Ela seria a sede ideal para substituir o  Brasil em 2014; está tudo pronto por lá – não em virtude da Copa, mas para o usufruto confortável e rentável do dia-a-dia de suas competições.

 

E você, o que pensa sobre a Copa do Mundo no Brasil? Ainda a quer ou não? Deixe seu comentário:

– Nicolas Leoz ou Romário: Quem está com a razão?

 

Pelo fato da Libertadores da América ser decidida nesta quarta, o presidente da Confederação Sulamericana de Futebol (Conmebol), Nicolas Leoz, esteve nesta terça-feira fazendo vistorias e contatos com os envolvidos da decisão. E, aproveitando a sua estada, foi homenageado pela Polícia Militar do Estado de São Paulo.

 

Pois é, a alta cúpula da Polícia Paulista concedeu a ele a maior honraria da Corporação, a medalha Brigadeiro Tobias, que é destinada àqueles que realizam grandes serviços à sociedade!

 

Inevitável questionamento: que grande serviço à sociedade paulista foi prestado pelo Sr Leoz, a fim de receber tal congratulação? Sinceramente, não sei de nenhum!

 

E durante a homenagem, duas frases do presidente da Conmebol me chamaram a atenção. Ele disse que:

 

Torço para que ‘San Pablo’ seja sede da Copa, é a maior potência da América Latina e não pode ficar de fora.”

 

Tudo bem. À todos é inadmissível Copa do Mundo sem a nossa Capital, visto a pujança do Estado. Mas a outra fase de efeito desta terça-feira foi:

 

Tenho certeza de que o Brasil fará a melhor Copa de todos os tempos”.

 

Quando ouvi, lembrei-me de pronto do deputado federal Romário de Souza Farias (PSB-RJ). O baixinho tetracampeão, em entrevista à Folha de São Paulo na última segunda-feira, disse:

 

Disse sim que tinha certeza que o Brasil faria a melhor Copa de todos os tempos (…), mas com o andamento das coisas, só se Jesus Cristo voltar e fazer milagre”.

 

E você, com quem concorda? Com “a melhor Copa de todos os tempos” de Nicolas Leoz ou com o “realismo da necessidade de milagres” de Romário? Deixe seu comentário:

– Cadê os Caras-Pintadas?

 

Os jovens brasileiros têm se mostrado apolíticos. É uma percepção. Em 1992, os caras-pintadas pediram a cabeça de Collor. Eram mais politizados? Talvez. Mas esses jovens envelhecidos estão em que lugar hoje? Se manifestam como aquele tempo?

 

Querem um exemplo? Estão nos roubando descaradamente na Copa do Mundo (leia esse post sobre o assunto: http://is.gd/iMWSYh), e ninguém protesta como deveria! Temos Marcha da Maconha, Parada Gay, Manifestação disso-e-daquilo, mas ninguém faz protesto contra a Copa do Mundo?

 

Será que a maioria absoluta dos brasileiros quer a Copa no Brasil? Só da Prefeitura de São Paulo, Kassab irá dar 420 milhões de isenção de impostos! Cadê os caras-pintadas?

 

E você, o que pensa sobre o assunto? Deixe seu comentário:

– Gastos com a Copa do Mundo: o Céu é o Limite!

 

Uso a mesma expressão do jornalista Ricardo Perrone em seu blog do UOL para expressar o que penso sobre os limites de gastos e possíveis desvios de dinheiro para a Copa do Mundo (citação em: http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/sem-categoria/governo-agiu-em-dose-dupla-pelo-direito-de-estourar-orcamentos-da-copa/).

 

O que podemos falar da ridícula medida provisória 527, criada pelo Governo Federal para a Copa do Mundo?

 

Nela, cai o limite para os órgãos ‘estourarem seu orçamento’. Para reforma de estádios, as contas não poderiam passar de 50% e para a construção de novas arenas, 25%. Agora, não há mais teto, segundo as  novas regras.

 

Ora, cá entre nós: o Maracanã, por exemplo, terá a reforma orçada no mínimo em 931 milhões de reais. Quase 1 bi, segundo o Portal 2014 (citação em: http://www.copa2014.org.br/noticias/7294/ORCAMENTO+DO+MARACANA+CAI+26+DIZ+GOVERNO.html). E tinha-se permissão em estourar em até 50% esse valor! Imagina agora que o estouro de verba é ilimitado? Na mesma fonte, se recorda que o orçamento inicial era de R$ 400 milhões. Quer dizer que o estádio nem está pronto e já orça 150% a mais que o previsto?

 

Porém, na Folha de São Paulo de hoje, Dimmi Amora (citação em: http://www1.folha.uol.com.br/poder/931228-prestacao-de-contas-da-copa-exclui-novas-obras-e-servicos.shtml) traz que o Ministério dos Esportes diz que a prestação de contas (ou não) da Copa do Mundo será feita por conveniência do Executivo, já que essa mesma MP 527 permite sigilo nos gastos. Quer dizer então que não precisa ser revelado o valor investido nas obras!

 

Segundo Maurício Savarese no UOL (http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2011/06/16/sigilo-em-licitacoes-da-copa-do-mundo-evita-formacao-de-carteis-diz-governo.jhtm), o líder do governo, o deputado federal Cândido Vacarezza afirmou que tal medida é importante pois evita a criação de “redes de corrupção”, já que as empresas não saberão quanto o Governo está disposto a gastar.

 

Incrível a cara-de-pau do parlamentar!

 

Então, as regras de gastos para a Copa do Mundo são as seguintes (oficialmente):

 

o Regime Diferenciado de Licitações permite que as empresas vencedoras nas concorrências sejam escolhidas pela rapidez na obra, não pelo preço mais baixo;

 

os gastos não precisam ser revelados publicamente, devido a lei do sigilo;

 

isenção de impostos aos parceiros da FIFA;

 

não há limite para gastos.

 

Não se esqueça: quando o Brasil ganhou a organização da Copa do Mundo, Ricardo Teixeira disse:

Não haverá dinheiro público nas obras da Copa”.

 

Meu círculo de relacionamento não quer a Copa do Mundo. Nas minhas atividades acadêmicas, dos alunos calouros aos veteranos, incluindo meus colegas docentes, ninguém defende uma Copa aqui. Nas minhas atividades comerciais, idem. Com as pessoas que relaciono no meu convívio social, também.

 

Seria eu um alienado?

 

Reflita: quantas pessoas que você conhece que quer a Copa do Mundo no Brasil? Deixe seu comentário:

– Começou a Copa do Mundo 2014!

 

Você sabia que quem disputa Eliminatórias pode ser chamado de “Mundialista”?

 

Hoje, 2 mundialistas entraram em campo, realizando o primeiro jogo oficial das Eliminatórias tentando a Classificação para a World Cup’ Brasil: Montserrat 2 X 5 Belize.

 

Apesar do jogo ter pouco apelo, começou a festa!

– Four-Four-Two “Enterra” o Futebol no Brasil!

 

Ora essa! A revista Four-Four-Two, respeitadíssima publicação inglesa, trouxe em sua última edição de capa uma matéria sobre o Futebol Brasileiro. Na montagem, atletas desolados e o escudo da CBF com as letras trocadas por RIP (descanse em paz).

 

O conteúdo questiona o que acontece com o futebol brasileiro, e…

 

se a arte morreu?

se conseguiremos organizar a Copa-2014?

se nossos craques são só zagueiros?

se abandonamos a ofensividade?

 

E, por mais que achemos exagerada a forma em que se coloca a reportagem, cá entre nós… NÃO SÃO QUESTIONAMENTOS PERTINENTES?

 

O conteúdo está disponível apenas para assinantes, mas a revista disponibiliza o material do Fórum sobre a matéria, que pode ser acessado neste link:

http://fourfourtwo.com/blogs/fourfourtwoview/archive/2011/06/01/from-brazil-to-stockport-via-scotland-pace-and-1993.aspx

(Não é a matéria, mas blog e fórum sobre o assunto)

 

E você, o que pensa sobre as críticas: válidas ou não? Deixe seu comentário:

 

Abaixo, a capa:

– Homenagem Sem Graça ao Ronaldo

 

Ronaldo foi craque. Se não tivesse se contundindo tanto, não pagaria vexame como os ocorridos no final da carreira, onde o peso e a desclassificação da Libertadores atrapalharam a relação e o respeito popular.

 

Ontem o jogo foi de festa. Mas só de 15 minutos, pois a entrada de Ronaldo foi melhor do que o restante da partida. Nós ganhamos de 1X0 da Romênia B! O que Fred fez nos últimos tempos para merecer a convocação? Jadson com a 10?

 

De certo, Mano terá trabalho. Aliás, não tem um time ainda.

 

Estaríamos tão atrasados com a Seleção quanto aos preparativos para a Copa do Mundo? Deixe seu comentário:

– Mais Bilhões Não-Programados para a Copa do Mundo?

 

Todos nós estamos assustados com os custos dos estádios para a Copa do Mundo.

 

Mas algo, ou melhor, um custo não-discutido: o Exército está abrindo licitação para a compra de mísseis e canhões anti-aéreos para proteger os estádios durante a Copa do Mundo.

 

Expectativa de gastos? De 1,5 a 4,5 bi de reais! (A África do Sul optou por contratar o Exército Israelense em 2010, pagando US$ 1bi pelo serviço)

 

Uau… Extraído de: Revista Época, Ed 06/06/2011, pg 68-70

 

O EXÉRCITO SE ARMA PARA A COPA DO MUNDO

 

Por Pedro Paulo Rezende

 

O rúgbi é o principal esporte da África do Sul. Em 1995, o país foi sede da Copa do Mundo de Rúgbi. O torneio foi cercado de grande simbolismo. Era o primeiro grande evento esportivo realizado no país, que pouco antes se libertara do regime do apartheid. O jogo final entre África do Sul e Nova Zelândia foi realizado no Ellis Park, em Johannesburgo, com a presença do então presidente, Nelson Mandela. De repente, um jato Boeing 747 fez um voo rasante, não autorizado, sobre o estádio. O avião tinha a mensagem “Para frente, Springboks!” (um tipo de antílope, símbolo da seleção sul-africana) pintada nas asas. Quem assistiu ao filme Invictus, do diretor Clint Eastwood, conhece essa cena. Em 2014, o Brasil vai sediar uma Copa do Mundo de Futebol, o maior evento esportivo no país em décadas. Em sigilo, o Exército se prepara para tornar impossíveis surpresas como a da África do Sul.

O Exército iniciou uma licitação internacional para a compra de equipamentos de defesa antiaérea. A previsão é gastar de US$ 1,5 bilhão a US$ 4,5 bilhões em mísseis, canhões antiaéreos e radares para proteger contra atentados os estádios durante a Copa das Confederações, em 2013, os 64 jogos da Copa do Mundo de 2014 e as competições das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. ÉPOCA teve acesso a um documento de 15 páginas de 26 de janeiro, com o selo “confidencial”, no qual o Comando Logístico do Exército detalha a fornecedores internacionais o Projeto do Sistema Integrado de Artilharia Antiaérea do Exército Brasileiro (Projeto Siaaeb). “(O projeto é) destinado à atualização do sistema existente, já bastante defasado, com vistas a atender às exigências da Estratégia Nacional de Defesa e às do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro, particularmente em face das obrigações decorrentes da realização no Brasil da Copa das Confederações, em 2013, da Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e dos Jogos Olímpicos de 2016”, diz o texto.

Desde que terroristas da al-Qaeda sequestraram e jogaram dois aviões contra as torres do World Trade Center, e outro contra o prédio do Pentágono, nos Estados Unidos, em 11 de setembro de 2001, os organizadores de grandes eventos esportivos internacionais adicionaram a exigência de proteção antiaérea ao planejamento s de segurança. Nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, o Exército chinês cercou os principais centros de competição, inclusive o Estádio Ninho de Pássaro, com seus mais avançados equipamentos. A intenção dos militares brasileiros é aproveitar a oportunidade aberta pela Copa para modernizar a obsoleta força antiaérea nacional. O Exército pretende comprar cinco baterias de mísseis de médio alcance, mísseis de curto alcance, que podem ser lançados do ombro por um soldado, novos radares de detecção e centros de comunicação. O investimento inclui a modernização de cinco grupos de artilharia antiaérea, equipados com canhões de 35 mm e 40 mm, adquiridos ainda nas décadas de 1970 e 1980. O Exército também vai comprar canhões antiaéreos de calibre 30 mm e complexos de mísseis de curto raio de ação para os novos veículos blindados Guarani e os velhos blindados M-113, usados na ocupação do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro. Os velhos canhões antiaéreos ganharão novos motores elétricos, geradores e sistemas de comunicação em rede de última geração.

É notório que os equipamentos das Forças Armadas brasileiras estão superados. Nas últimas duas décadas, os governos gastaram pouco em armamentos, o que obriga os militares a reciclar e consertar velharias. Hoje, quatro dos cinco grupos vinculados à 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, espalhados pelo país, estão equipados com canhões de 40 mm de calibre e centrais que comandam os sistemas de radar e tiro. Eles foram construídos pela Avibras na década de 1980. O 1º Grupo de Artilharia Antiaérea, no Rio, usa canhões de 35 mm recebidos em 1977. Uma comparação serve também para mostrar a dimensão do despreparo do Brasil, tanto em qualidade quanto em quantidade. Enquanto o Exército e a Força Aérea Brasileira (FAB) são obrigados a compartilhar cerca de 160 mísseis russos Igla (que podem ser lançados dos ombros por um soldado), o Exército da antiga Iugoslávia disparou mais de 1.000 mísseis desses apenas no primeiro dia das operações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Kosovo, em 1999. Na América Latina, os especialistas avaliam que apenas a Venezuela possui uma defesa antiaérea adequada, comprada da Rússia.

O sistema que o Exército quer estabelecer na Copa e nas Olimpíadas empregará cerca de 4 mil homens. A cada jogo, o espaço aéreo perto do estádio será fechado pela Aeronáutica. Cerca de 200 homens estarão envolvidos diretamente na defesa aérea e outros 400 darão apoio. Canhões, baterias antiaéreas e homens armados com lançadores de mísseis serão colocados em posições estratégicas (leia o quadro abaixo) do lado de fora dos estádios. Em um ponto mais alto, será instalado um radar para detectar qualquer movimento nos céus. Em caso de ataque, os primeiros a entrar em ação serão mísseis antiaéreos de médio alcance, que podem derrubar intrusos a até 12 quilômetros. Se um eventual invasor conseguir passar incólume, os canhões ficarão encarregados do alvo. A última linha de defesa será feita por soldados equipados com mísseis que podem ser lançados do ombro, capazes de atingir alvos a até 5 quilômetros de distância. O tempo de destruição de um alvo não poderá ultrapassar 12 segundos.

Há dois anos o Exército estuda o assunto. Trinta e sete fornecedores foram consultados e 27 empresas da China, da França, dos Estados Unidos, da Suécia e da Rússia responderam. Uma comissão analisa o material recebido das empresas. A assinatura dos contratos está marcada para 16 de novembro. O Exército exige que as empresas concorrentes se comprometam a nacionalizar a produção das armas em oito anos.

Para cumprir o cronograma imposto pela Fifa, todo o sistema precisa estar pronto para operar em janeiro de 2014. Por se tratar de uma despesa para a Copa, a despesa com os equipamentos está livre dos cortes de R$ 50 bilhões do orçamento da União, estabelecidos pelo governo federal. Esse freio segurou, por exemplo, a compra de novos caças para a Aeronáutica e de fragatas e barcos patrulheiros para a Marinha. Caso não consiga reequipar sua defesa aérea dentro do prazo, o governo terá de contratar um país que preste o serviço. Em 2010, a África do Sul preferiu essa alternativa: pagou cerca de US$ 1 bilhão para as forças armadas de Israel protegerem seus estádios na Copa do Mundo. Mas, por enquanto, essa alternativa ainda não está na mesa.

– Gestos, Gestuais e Gestação da Seleção Brasileira

 

Parece que o “gestual”, o “simbólico” ou a “interpretação das imagens” norteia a vida de alguns jogadores da Seleção Brasileira de Futebol.

 

Digo isso pelas declarações e ações de alguns atletas. Veja o caso do atacante Fred, que declarou na sua saída de campo à imprensa após ser vaiado:

 

“A torcida vaia mesmo porque ainda vive da imagem de um futebol de 100 anos atrás, mas o pouco a gente vai cativando o torcedor”.

 

Em outras palavras, o atacante quis dizer que o “futebol de balé, espetáculo e beleza” não existe mais. Os jogadores querem a simpatia do torcedor por esse futebol apresentado no último sábado?

 

Destaco 4 fatos importantes:

 

1) Neymar pulou, caiu, gesticulou e reclamou. Nas imagens rápidas, Neymar apanhou. Na realidade, contracenou com a bola, já que simulou faltas pelo menos em 4 lances. No primeiro, cavou um cartão amarelo injusto ao adversário. No último, esgotou a paciência do árbitro paraguaio Carlos Amarilla ao dar o pulo canastrão tentando outra falta (e olha que para árbitro dar esse tipo de cartão em amistoso é porque o cara passou da conta…). Sempre o garoto foi assim, mas parecia que Muricy o teria feito amadurecer. Queremos na Seleção o Neymar decisivo e objetivo, de pé. Não o Neymar molequinho pula-pula, que ao receber o amarelo, ficou emburrado chiando do árbitro. Ué, errou o paraguaio?

 

2) Ramires jogava muita bola no Cruzeiro. Está bem também no Chelsea. Mas não tem noção da força de suas entradas. Como pode bater tanto e querer ficar em campo? A desculpa, lógico, será contra a arbitragem. Até bico para longe ele deu após um apito. Poderia ter recebido 4 cartões amarelo no jogo. Tanto que o próprio treinador o repreendeu publicamente por prejudicar sua equipe (na Copa, também foi expulso bisonhamente).

 

3) Já repararam como Fred faz caras-e-bocas a cada gol perdido? Faz tempo que não vejo um jogador fazer tanta careta numa partida. O bom atacante está perdendo muitos gols, mas seu repertório de expressões e gestos impressionam.

 

4) Por fim, Mano Menezes. Tem um esquema bacana para time de futebol limitado. Faz sempre bons trabalhos técnicos. Mas dirigir Seleção, com o leque total de atletas a sua disposição, é diferente de dirigir clube com elenco limitado e sem dinheiro.

Dá para fazer mais.

Claro que a Seleção Brasileira está em Gestação, mas a Copa América será decisiva para saber quem será o pai da criança, que deve nascer em 2014: Mano ou um substituto… Até agora, não me lembro de vitórias sobre equipes Top. Na terça, pegará a fraquinha Romênia que vem sem técnico!

 

E aí, quer comentar sobre o assunto? Deixe seu comentário e responda: concorda com a frase acima de Fred?

– A Preocupação com o “Social na Copa” foi Esquecida?

 

Emanuel Fernandes é o Coordenador do Comitê Local para a Copa do Mundo no Estado de São Paulo. E uma frase sua, publicada no diário Lance dessa quinta-feira, causou-me espanto:

 

“Teremos um esquema especial de atendimento médico, diferenciado, exclusivo [para a Copa do Mundo]”

 

Ele se referia para a não construção de hospitais na Zona Leste. Ou seja, os hospitais precários que lá existem hoje, serão os mesmos (ou mais precários ainda) durante o evento. Não teremos construção ou ampliação de hospital!

 

Quando aquela região foi escolhida (sabe-lá-Deus os reais motivos), se pregou o crescimento social e desenvolvimento da carente região. Será que as autoridades se esqueceram desse discurso?

 

No momento em que se fala em “esquema especial e diferenciado”, não sei porque, me vem a cabeça a história dos banheiros químicos! Quando há grandes jogos nos estádios, ao invés das praças estarem capacitadas com toiletes para todos, se adapta imundas casinhas verdes como suporte.

 

Teremos agora os “leitos químicos”? Armarão barraquinhas nas ruas para socorrer as emergências?

 

Não tenha dúvida: se algum figurão passar mal no Itaquerão, será levado de helicóptero para o Albert Einstein, Sírio-Libanês, São Luís… não irá ser atendido por lá não.

 

E você, o que pensa sobre esse assunto? Deixe seu comentário:

– Mensagem da Dona Dilma à Copa do Mundo

 

Segundo as delegações de prefeitos, governadores e envolvidos na Copa do Mundo de 2014, a presidente Dilma, nesta terça-feira, decretou:

 

As licitações deverão estar prontas até 2011 e as obras prontas em dezembro de 2013*”

 

Bonito discurso. Que passe um anjinho e diga AMÉM. Mas em Dezembro de 2013 não dará tempo para a Copa das Confederações, que precede a Copa e é em meados de 13… Dilma cometeu uma gafe gigantesca.

 

(*extraído da mensagem do ex-árbitro Carlos Eugênio Simon, membro do comitê gaúcho para 2014 que esteve com Dilma, via Twitter)

 

E você, acredita que vai dar tempo para as licitações e estádios cumprirem seus prazos? Deixe seu comentário:

– Valcke e Ricardo Teixeira: Dupla Cara-de-Pau?

 

Jérome Valcke, secretário da FIFA (aquele mesmo que deu uma canseira no SPFC e praticamente alijou o estádio do Morumbi da Copa do Mundo de 2014) assegurou hoje:

 

“Ricardo Teixeira é um homem limpo”

 

Agooooora sim acredito mais ainda. Não na inocência, mas na culpa das acusações.

 

Vejam a matéria e a foto muito sincera de dois amigos (Teixeira e Valcke), abaixo (citação em: http://is.gd/rJYRaE)

 

VALCKE ASSEGURA: ‘TEIXEIRA ESTÁ COMPLETAMENTE LIMPO’

 

Site Oficial da CBF/Divulgação
null

Principal dirigente do futebol brasileiro, o mandatário da entidade máxima do esporte no País foi acusado de propina pela imprensa inglesa. Segundo os britânicos, Ricardo pedira favores em troca de votos para a nação europeia sediar a Copa do Mundo de 2018 – a Rússia venceu o pleito, enquanto Inglaterra recebeu apenas dois votos.

Somado a Ricardo Teixeira, outros três dirigentes acabaram inocentados neste domingo: Jack Warner, presidente da Concacaf (Confederação de Futebol das Américas do Norte, Centro e Caribe), Nicolas Leoz, mandatário da Conmebol (Confederação Sul-Americana), e Worawi Makudi, membro do comitê executivo da Fifa.

O quarteto havia sido acusado de conduta “imprópria e antiética” nas eleições que definiram as sedes dos Mundiais de 2018 e 2022. Além da Rússia, o Catar venceu o pleito para o torneio que será realizado daqui a 11 anos.

A inocência de Ricardo Teixeira rapidamente repercutiu no Brasil. Instantes depois da entrevista concedida por Jérome Walcke, a CBF estampou em seu site um comunicado, ressaltando a retirada das acusações da Federação Inglesa de Futebol, que culminou na abertura do processo na Fifa, contra o mandatário brasileiro.

“Em documento enviado à FIFA, neste domingo, a Federação Inglesa (FA) esclareceu que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, não participou de qualquer episódio de corrupção, como alegado pelo ex-presidente da FA, Lord Triesman, em relação à campanha da Inglaterra pela Copa do Mundo de 2018”, escreveu o portal da entidade.

“Estou triste pelo que ocorreu”, afirma Blatter

Joseph Blatter, presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e que não será investigado em um caso de fraude eleitoral no órgão, disse neste domingo sentir-se “triste pelo que ocorreu”, completando que “a imagem da Fifa sofreu muito”.

“A Comissão de Ética da Fifa comunicou seu julgamento, que não quero entrar em detalhes”, escreveu Blatter em seu texto.

“Apenas declaro que estou triste pelo que ocorreu nestes últimos dias e nestas últimas semanas. A imagem da Fifa sofreu muito, para a desgraça da Fifa e de todos os amantes do futebol”, completou.

A eleição presidencial foi mantida para 1º de junho e Blatter, 75 anos é o único candidato à sucessão, para um quarto e último mandato.

Mohamed Bin Hammam, do Catar, presidente da Confederação Asiática, que era seu único adversário, anunciou neste domingo sua retirada da corrida eleitoral, antes de comparecer diante da Comissão de Ética da Fifa, que decidiu suspendê-lo provisoriamente, enquanto durar a investigação.

– O Custo das Comissões nos Estádios da Copa. Caímos no Conto…

 

Antes, a corrupção era institucionalizada por percentuais. Agora, por tabela de valores fixos.

 

Pelo menos é o que relata a Revista Veja através de Augusto Nunes, em sua coluna digital “Direto ao Ponto”. Nela, o jornalista revela coincidências de valores e pessoas, e ainda alerta: sempre foi prometido a não-entrada de recursos públicos nas obras para o Mundial de 2014.

 

O título é tão bom quanto a matéria… Compartilho abaixo esse esplêndido e esclarecedor artigo (citação em: http://is.gd/5GYSKn)

 

OS BRASILEIROS CAÍRAM NO CONTO DA COPA

 

Em 15 de junho de 2007, numa cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Lula avalizou com um sorriso e aprovadores movimentos de cabeça o palavrório de Ricardo Teixeira, comandante perpétuo da CBF. “A Copa do Mundo é um evento privado”, garantiu o supercartola.  “O melhor da Copa do Mundo é que é um evento que consome a menor quantidade de dinheiro público do mundo. O papel do governo não é de investir, mas de ser facilitador e indutor”

Quatro meses depois, Teixeira repetiu no Rio a manifestação de apreço pelos pagadores de impostos. “Faço questão absoluta de garantir que a Copa de 2014 será uma Copa em que o poder público nada gastará em atividades desportivas”. Em 4 de dezembro de 2007, também no Rio, o ministro do Esporte, Orlando Silva, oficializou a promessa com o aval de Lula: “Os estádios para a Copa do Mundo serão construídos com dinheiro privado. Não haverá um centavo de dinheiro público para os estádios”.

Três anos e meio depois da discurseira, está claro que os brasileiros foram vítimas do conto da Copa. Lula queria transformar a festa esportiva em trunfo eleitoreiro. Ricardo Teixeira queria ampliar o cacife para disputar a presidência da FIFA ─ e continuar prosperando. Orlando Silva também queria continuar prosperando, e para tanto era necessário convencer os crédulos de que todo delinquente é recuperável. Como a farra dos Jogos Panamericanos de 2007, que deveria custar R$ 450 milhões, acabara de engolir R$ 5 bilhões, o campeão brasileiro de despesas superfaturadas achou prudente jurar que a Copa sairia de graça.

Conversa de vigaristas, confirmou a performance do ministro nesta quarta-feira. Com a arrogância dos condenados à impunidade, subiu a voz alguns decibéis e passou a exigir que o governo de São Paulo e a prefeitura da capital arranjem o dinheiro que falta para a construção do estádio do Corinthians. “Quando você se candidata a receber a abertura de uma Copa, eu imagino que você saiba das responsabilidades que possui”, falou grosso Orlando Silva.

Conforme o combinado, Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab estão investindo R$ 350 milhões em obras no entorno do local onde será erguido o estádio. O aprendiz de extorsionário acha pouco. Como a Odebrecht acaba de anunciar que o colosso orçado em R$ 650 milhões vai custar R$ 1 bilhão, quer que os paulistas banquem a diferença. E invoca o precedente aberto pelo governador Sérgio Cabral, que espetou nos bolsos dos fluminenses a conta da reforma do Maracanã. Deveria custar R$ 600 milhões. Acaba de saltar para R$ 950 milhões.

Como a Odebrecht, o consórcio que age no Maracanã aumentou a gastança em R$ 350 milhões. A quantia talvez tenha resultado da soma das comissões, propinas e taxas de sucesso. Até agora, a corrupção era medida em porcentagens. A bandidagem esportiva pode ter descoberto que fixar um preço para a roubalheira dá mais dinheiro e menos trabalho.

– Falência Moral do Futebol

 

Estamos perto do fim do entusiasmo e da credibilidade no mundo do futebol. Infelizmente.

 

Observem alguns dados:

 

1) O último Campeonato Paulista deu 20% a menos de audiência à Rede Globo se comparado com os 10 anos anteriores (dados da Folha de São Paulo de hoje, Ilustrada, D8).

 

2) Maradona disse que os argentinos jogaram a repescagem de 93 contra a Austrália dopados, e só por isso se classificaram para a Copa de 1994. Faz tempo, mas o presidente da AFA era o mesmo: Júlio Grondona.

 

3) A Federação Inglesa denuncia que Ricardo Teixeira e João Havelange desviaram verbas e aceitaram propinas nos anos 90. Faz tempo, mas Teixeira continua na CBF…

 

4) No Leste Europeu e no Sudeste Asiático estouram dia-a-dia denúncia de jogos arranjados para fraudes em casas de apostas. Mas ninguém é preso…

 

5) Na Argentina, ex-árbitro da 1ª Divisão denuncia esquema de corrupção para favorecer o Boca Jrs. Sabe o que aconteceu nas terras dos hermanos, após a denúncia? Nada. Quem sabe abram uma Comissão para Apuração… daquelas que nunca resultam em nada!

 

6) Passada a final do Paulistão A1, alguém assistiu ao sorteio dos árbitros? Teve sorteio “ao vivo”? Cadê a transmissão e o alarde para os jogos da Segunda Divisão? Nem a velhinha da FPF foi reclamar mais ao Coronel Marinho…

 

7) Por quê a Pallas Eventos e Transportes Esportivos continua sendo a única agência a vender passagens aos árbitros para o Brasileirão? Exclusividade da categoria?

 

8) A Arena Fonte Luminosa, de Araraquara, é uma das mais queridas pelos clubes afinados politicamente com a FPF. Por que os outros clubes não conseguem utilizá-la, como o São Paulo, por exemplo? A propósito, o Corinthians lançará a terceira camisa, que será grená, e vai estreá-la em Araraquara. É homenagem ao Torino ou à Ferroviária?

 

9) “Não haverá dinheiro público na Copa do Mundo do Brasil em 2014 – Essa frase de Ricardo Teixeira há anos nunca teve crédito no meio das pessoas mais cultas e esclarecidas. Mas por que o Ministro Orlando Silva a repete como um mantra, e ao mesmo tempo pressiona Geraldo Alckmin para investimentos no Itaquerão?

 

10) Ainda sobre o caso de corrupção na Fifa e em eventos da Copa do Mundo (citado no item 3), o programa Panorama da BBC comprova que num acordo com a Polícia Suíça devolveu-se a propina. Tablóides ingleses sugerem que o Brasil não teria condições morais de sediar a Copa do Mundo. Já que as obras estão atrasadas por aqui, por que não retribuir aos ingleses a gentileza deles ao conseguirem comprovar crimes da CBF (já que aqui ninguém consegue) e deixá-los organizar o Mundial de 14? Alguém duvida que a Inglaterra teria condições de sediar a Copa do Mundo se ela fosse amanhã?

 

E você, o que acha de tudo isso? Deixe seu comentário:

– Eu não quero a Copa do Mundo no Brasil. E você?

 

A Revista Veja desta semana traz um verdadeiro Raio-X sobre as obras que envolvam “estádios para a Copa do Mundo”. O cenário é desolador, e olha que nem se aprofundou nos temas “infraestrutura / aeroportos / hospitais e mobilidade urbana”.

 

Munidos de fotógrafos, jornalistas, helicópteros e engenheiros, a matéria calcula que, pelo ritmo das obras e pelo orçamento planejado, teremos a Copa do Mundo mais cara de todos os tempos! E, além dos custos, o prazo: em 2038 as promessas feitas serão cumpridas!

 

Eu nunca fui a favor de uma Copa do Mundo no Brasil. Não a quero. Acho que temos outras prioridades. Mas a vontade dos dirigentes e dos políticos falou mais alto…

 

Quem se utiliza do discurso de que “o desejo da Copa é uma vontade popular”, engana-se. Pesquisa encomendada pelo Palácio dos Bandeirantes (segundo Renata Lo Prete, Folha de São Paulo, 22/05/2011, pg A4), 70% dos Paulistas não querem que o Governador Geraldo Alckmin gaste dinheiro público na Copa e preferem que outra cidade sedie o evento do que investir recurso estadual (mesmo o Ministro Orlando Silva indiretamente se dando a entender que, se São Paulo ficar sem a Copa, seria por culpa do Governo do Estado em não gastar dinheiro no estádio corinthiano).

 

Como contribuinte e cidadão brasileiro, preferia que os bilhões (sim, não são milhões, são bilhões) que estejam previstos para gastar na Copa do Mundo (sem contar os nefastos contratos emergenciais, sem licitações e que surgirão sem dúvida) fossem investidos em Educação, Saúde, Habitação…

 

A Casa de Saúde de Jundiaí, o Asilo Vicentino e outras tantas entidades assistenciais ficam passando o pires pedindo recursos. Para eles não há a mesma disposição governamental? E olha que eles pedem muito menos dinheiro…

 

E você, o que pensa disso? Se o Brasil puder, deve abrir mão da Copa do Mundo? Deixe seu comentário:

Eu, particularmente, acho que estamos em tempo de devolvê-la à FIFA. O prejuízo seria menor à nação.

– Qual a Característica da Capital da Abertura da Copa do Mundo?

 

Li no Estadão de hoje (não me recordo do jornalista para citá-lo, perdoem-me) de que a FIFA pressiona muito a cidade de São Paulo para a abertura da Copa do Mundo, devido aos atrasos das obras. Brasília estaria na pauta, devido aos 70 mil lugares do estádio e do entorno estar desobstruído e desimpedido de qualquer problema. Rio de Janeiro seria uma alternativa, fazendo a abertura e a final.

 

Aí fica a dúvida: quem receberá a Copa: a capital financeira (São Paulo), a turística (Rio de Janeiro) ou a política (Brasília)?

 

Palpite sem nenhuma pretensão em acertar: BRASÍLIA! Justamente pela característica política…

– São Paulo e a sede para a Copa 2014. Acreditar em quem?

 

Novamente vem à tona a discussão sobre a sede paulista da Copa do Mundo. Praticamente fora da Copa das Confederações (e, cá entre nós, será que não da Copa do Mundo também?), o Governador Geraldo Alckmin amenizou o seu discurso lembrando que temos opções, como Morumbi, Pacaembu e Nova Arena Palestra.

 

Será que temos tempo para adequá-las?

 

Por que desde o início o Morumbi, que carecia de reformas, foi descartado? E por que o Estádio do Corinthians, ainda sem um tijolo de pé, tinha todas as chances?

 

O pior foi o discurso do político: Alckmin disse que poderíamos usar outro estádio para a Copa das Confederações. É como você fazer um test-drive num veículo sendo que sabe que comprará outro, sem nunca ter entrado no mesmo…

 

E você, o que acha disso: a cidade de São Paulo corre risco de ficar sem estádio para a Copa ou é excesso de preocupação? Deixe seu comentário:

– Definidas as sedes da Copa das Confederações 2013 no Brasil!

 

Salvador, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e Belo Horizonte. Estas são as 5 cidades que sediram a Copa das Confederações, torneio-teste para a Copa do Mundo-14.

 

São Paulo caprichou tanto, mas tanto, tanto mesmo… que conseguiu ficar de fora.

 

Vergonha. Enquanto tramam o Itaquerão, a capital paulista perde pontos e respeito.