– Futebol Estudado pela Análise Estratégica de Michael Porter

Um dos papas da Administração Estratégica é Michael Porter. Para os professores de Administração de Empresas e também pelos grandes executivos, ele é o cara!

 

Professor Dr Marcos Morita, docente renomado, utilizou as forças competitivas de Michael Porter em análises estratégicas para explicar o futebol de maneira científica. Trabalho muito bom, que compartilho com os amigos:

 

Extraído de: http://br.hsmglobal.com/notas/58156-o-futebol-sob-otica-da-administracao?utm_source=300610_gestao&utm_medium=300610_gestao&utm_content=300610_gestao_o-futebol-sob-otica-da-administracao&utm_campaign=300610_gestao

 

FUTEBOL SOB A ÓTICA DA ADMINISTRAÇÃO

 

Consultor analisa o interesse comercial por este tipo de evento sob o modelo das cinco forças de Michael Porter. Confira!

 

Dizer que a Copa do Mundo é um dos maiores eventos mundiais, talvez não seja nenhuma novidade, a não ser que você esteja na Coréia do Norte. Em nosso país, jogo da seleção é dia de festa, celebração com amigos, folga no trabalho, ruas vazias, camisas amarelas e cerveja gelada. Entre a paixão brasileira e o desconhecimento coreano, existem cinco continentes nos quais centenas de países e milhões de pessoas acompanham de perto o desenrolar dos jogos.

É patente o crescente interesse comercial e político na competição, dirigida e controlada pela FIFA (Federação Internacional de Futebol). Para analisá-lo sob o ponto de vista estratégico, utilizarei o modelo das cinco forças de Michael Porter, o qual avalia a atratividade de uma indústria com base no poder de barganha dos seus integrantes. Começarei pelos fornecedores, literalmente os donos da bola.

 
Fornecedores – É de supor que nos idos dos anos trinta, quando o futebol era ainda um esporte amador, as próprias seleções eram responsáveis por seus uniformes. Hoje muita coisa mudou. As cifras para patrocinar uma equipe, ultrapassam com facilidade a casa das dezenas de milhões de dólares. Nesta briga de gigantes, tem destaque a americana Nike e a alemã Adidas. Inglaterra, Brasil, Portugal e Holanda são parceiros da primeira, enquanto Alemanha, Espanha, Argentina e a anfitriã África do Sul, vestem os uniformes das três listras. Vinte e duas seleções utilizando uma ou outra marca e trinta e duas com a controversa Jabulani, reverenciada no início de cada partida. Devido à concentração, é uma força que deve ser monitorada para que não aumente ainda mais sua influência e poder de barganha.
 
Concorrentes – Ainda que trinta e duas seleções estejam na disputa do tão famigerado título, poucas na verdade tem condições reais de levá-lo para casa. A menos que uma grande zebra ocorra, a final deverá ser disputada entre uma das sete seleções que já levantaram o caneco. Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, Uruguai, França e Inglaterra. Estas últimas já desclassificadas ou com sérias dificuldades de seguirem adiante. A despeito da hegemonia brasileira, a alternância é bastante grande. Esperamos vinte e quatro anos na fila, período semelhante ao grupo dirigido por Maradona. A possibilidade de uma ou mais seleções concentrarem os títulos é bastante baixa. Mercados monopolistas ou oligopolistas tendem a diminuir a competitividade num determinado setor.

 
Clientes – Conforme levantamento da FIFA, a última edição da Copa na Alemanha foi transmitida para 214 países e territórios por um contingente de 376 canais. A audiência acumulada durante o evento ultrapassou a casa dos 26 bilhões de telespectadores, com 700 milhões durante a final entre Itália e França. Basta olhar ao redor em dia de jogo para verificar a heterogeneidade da audiência. Brancos, negros, pardos, amarelos, ricos, pobres, homens, mulheres, adultos e crianças. Fanáticos, apreciadores e simpatizantes, os quais muitas vezes não sabem a relação entre bandeirinha e impedimento. Poucos os negócios que podem contar com um público tão cativo e fiel. Cabe aos dirigentes mantê-la longe de interesses políticos, antiesportivos ou excessivamente comerciais, tais como realizá-la a cada dois anos.

 
Novos entrantes – O interesse em participar da competição pode ser medido pela popularidade das eliminatórias. Nada menos que duzentas seleções disputaram o torneio de qualificação, envolvendo 5.622 jogadores e 275 técnicos das mais diversas nacionalidades. Quase meia centena de franceses, holandeses, brasileiros e alemães, repassando os conhecimentos de escolas consagradas. Dinamarca, Coréia do Sul, Japão e Estados Unidos são alguns exemplos de equipes em ascensão. Alguns riscos para a competição estariam no desbalanceamento das vagas por continente ou no inchaço do torneio, como já vimos em terras tupiniquins.

 
Produtos substitutos – Apesar da paixão dos sul-africanos pelo rúgbi, franceses pelo ciclismo, indianos pelo críquete e ianques pelas ligas de basquete e beisebol – o futebol ou soccer  é o único produto com apelo global, capaz de competir com marcas locais fortes. Em uma sociedade cada vez mais sem fronteiras, não tardará o dia em que o mundo usará chuteiras. Sob este aspecto, a Copa do Mundo não terá produtos substitutos a médio ou longo prazo.

 
A análise demonstrou um relativo equilíbrio entre as cinco forças, necessário e imprescindível para a manutenção do torneio que tanto nos seduz. Em diversas indústrias, o poder de decisão está nas mãos dos governos e governantes, os quais com suas leis e medidas podem auxiliar ou até mesmo atrapalhar seu desenvolvimento. No país da bola, este poder está com a FIFA e seus dirigentes. Desta maneira, sugiro que os brasileiros apaixonados por futebol acendam duas velas a partir de hoje. Uma para o hexa e outro para a lucidez de Joseph Blatter, presidente da entidade.

 

Marcos Morita (Mestre em Administração de Empresas e professor da Universidade Mackenzie. Especialista em estratégias empresariais, é colunista, palestrante e consultor de negócios. Há mais de quinze anos atua como executivo em empresas multinacionais – professor@marcosmorita.com.br / www.marcosmorita.com.br)

– Chatices do Dia + Prazer pelo Dia

 

É bem intencionada a festa do sorteio das Eliminatórias da Copa-14. Mas, cá entre nós… é de uma chatice ímpar! Longo sorteio para o chaveamento… Cansativo mesmo, além de que os políticos que lá aparecem enojam.

 

O otimismo de Zagallo, a simpatia de Cafu e a timidez do menino Lucas contrastam com Blatter e Ricardo Teixeira (para ficar por aqui, sem revirar o estômago dos leitores).

 

Ponto alto da cerimônia (que custou mais de 30 milhões, pra variar…)?

 

O belíssimo clipe de Tom Jobim & Frank Sinatra, além da Orquestra dos pobres de Heliópolis. Aliás, a estes últimos, o verdadeiro aplauso por vencerem na vida.

 

Agora: nada a ver a Ivete Sangalo estragando a sinfonia de Aquarela do Brasil, cortando-a com aquele “Acelera Brasil”. Deveria ficar para outro momento.

– Copa do Mundo: Dilma a tem como um “Abacaxi”?

 

Vejam só. Segundo o jornalista Ricardo Boechat (Revista IstoÉ, Ed 2173, 06/07/2011, pg33), a presidente do Brasil Dilma Roussef tem uma pesquisa em que a maioria dos brasileiros se manifestou ser a favor da Copa do Mundo.

 

Uma outra pesquisa, um pouco diferente, divulgada dias atrás pela jornalista Mônica Bérgamo (Folha de São Paulo), foi encomendada pelo governador Geraldo Alckmin que analisou com preocupação o fato de 70% dos paulistas não quererem dinheiro público na Copa do Mundo.

 

Segundo Boechat, sobre a pesquisa nacional, um ministro contou a ele que:

 

“o Mundial está sendo uma dor de cabeça tão grande, com seus gastos descomunais e obras irrealizáveis que, a presidente, muito provavelmente, adoraria livrar-se desse abacaxi!”

 

E você, o que acha sobre isso: a Copa do Mundo é de fato um ‘abacaxi’ a ser descascado pelo Governo ou deveria ser ‘descascado’ pela CBF e iniciativa privada? Deixe seu comentário:

– “Tô c. de medo”, disse Ricardo Teixeira

 

“Tô cagando de medo”

 

Como o nível dos internautas que freqüenta o blog é alto, me recuso a comentar a frase acima dita pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, sobre a sua preocupação com as acusações que são feitas contra ele.

– A Exclusiva do presidente do Corinthians à Globo!

 

Na semana em que a TV Record levou ao ar reportagens sobre suspeitas de dirigentes esportivos, em especial ao presidente corinthiano Andrés Sanches, o mesmo contra-atacou.

 

Em entrevista exclusiva e polêmica à Globo, reproduzida na Revista Época São Paulo desta semana (Ed 39, Julho/2011, pg 66 – 72 por Eduardo Duarte Zanelato), várias declarações de efeito e que certamente repercutirão. São 6 páginas de material, além de um áudio com a íntegra da entrevista com mais detalhes (o áudio pode ser acessado no link: http://glo.bo/AndresItaquerao).

 

Destaque para as afirmações:

 

“Isso (o estádio) é uma coisa privada. O poder público não tem que acompanhar nada do estádio”.

 

Ué, a Prefeitura de São Paulo, através do Kassab, quer dar 420 milhões de isenção fiscal. As obras precisam de licenças. A fiscalização de tudo isso, segundo a visão do mandatário, deve ser inexistente?

 

“Os dutos estão lá desde 1976. Para fazer a obra (de remoção), não custa R$ 5 milhões. Aí vira R$ 30 milhões. Bom, não posso falar.

 

Não foi Andrés que um dia disse que o valor era de R$ 2 milhões? E quem pagará a conta que é muito maior? Se for a Transpetro (Petrobras), quer dizer que será nós…

 

“O que tem de ficar em cima é se vão roubar na ponte, nas obras da Copa. O resto é balela”

 

Então tá. Nas obras públicas haverá corrupção. Nos estádios, tudo será feito honestamente…

 

Amigos, isso me dá nojo pelo tamanho da demagogia e hipocrisia… Ao acessarem o áudio, estejam com o estômago preparado.

 

E você, o que pensa sobre as obras do Itaquerão? Deixe seu comentário:

– Rússia mais adiantada do que Brasil para a Copa do Mundo?

 

O secretário-geral da FIFA Jérôme Valcke declarou que a Rússia está mais adiantada para 2018 do que o Brasil para 2014.

 

Apesar da declaração ser de alguém suspeito (vide escândalos da entidade), ele tem razão.

 

Para quem viaja de avião, é nítido que nossos aeroportos viraram rodoviárias! Sempre lotados. A verdade é que com o aumento do poder aquisitivo da classe C, muita gente que viajava de ônibus passa a ir de avião. E as empresas estão oferecendo tarifas cada vez mais baixas. Tudo isso em meio à mesma capacidade da infraestrutura aeroportuária.

 

O aeroporto internacional Franco Montoro (Guarulhos) irá adaptar um galpão como terminal de passageiros! Isso é uma vergonha. Puxadinho da Infraero? Como iremos receber tantos estrangeiros se nem damos conta da capacidade interna?

 

Sem falar, claro, dos estádios. Ricardo Teixeira, semana passada, esteve em um seminário da Copa em Natal. Numa de suas falas, afirmou:

 

“Estarei presente em um dos jogos da Copa do Mundo aqui em Natal”

 

Será que se referiu a Natal em 2014? Estamos entrando em Julho de 2011. Vai dar tempo para fazer coisa boa? Não tem nada pronto lá na capital potiguar. E se diga o mesmo para o Itaquerão. Quer maior “engana-Mané” do que a terraplanagem do estádio do Corinthians? Quem é do ramo sabe que, pelo ritmo dos tratores e números de funcionários, a limpeza do terreno vai estar pronta só em 2012! Não existe terraplanagem de grande obra com 20 funcionários e 3 tratores. É gozação! Ou melhor, satisfação para dizer que a obra começou (sem contar com o problema da remoção dos dutos da Transpetro).

 

As incoerências da Copa são grandes. O que faz Ricardo Teixeira afirmar que o Serra Dourada, em Goiás, estará na Copa América, sendo que teremos teoricamente estádios sobrando devido a Copa de 2014 e este está excluído do Mundial? Ou é apenas falácia do administrador da CBF?

 

Lamentável que isso esteja acontecendo, mas já era esperado. Faço parte dos 70% de paulistas que não querem dinheiro público na Copa do Mundo. E talvez pertenço a uma parcela menor que deseja a devolução utópica da Copa do Mundo à Fifa.

 

Uma pena que a Inglaterra esteja brigada com a FIFA. Ela seria a sede ideal para substituir o  Brasil em 2014; está tudo pronto por lá – não em virtude da Copa, mas para o usufruto confortável e rentável do dia-a-dia de suas competições.

 

E você, o que pensa sobre a Copa do Mundo no Brasil? Ainda a quer ou não? Deixe seu comentário:

– Nicolas Leoz ou Romário: Quem está com a razão?

 

Pelo fato da Libertadores da América ser decidida nesta quarta, o presidente da Confederação Sulamericana de Futebol (Conmebol), Nicolas Leoz, esteve nesta terça-feira fazendo vistorias e contatos com os envolvidos da decisão. E, aproveitando a sua estada, foi homenageado pela Polícia Militar do Estado de São Paulo.

 

Pois é, a alta cúpula da Polícia Paulista concedeu a ele a maior honraria da Corporação, a medalha Brigadeiro Tobias, que é destinada àqueles que realizam grandes serviços à sociedade!

 

Inevitável questionamento: que grande serviço à sociedade paulista foi prestado pelo Sr Leoz, a fim de receber tal congratulação? Sinceramente, não sei de nenhum!

 

E durante a homenagem, duas frases do presidente da Conmebol me chamaram a atenção. Ele disse que:

 

Torço para que ‘San Pablo’ seja sede da Copa, é a maior potência da América Latina e não pode ficar de fora.”

 

Tudo bem. À todos é inadmissível Copa do Mundo sem a nossa Capital, visto a pujança do Estado. Mas a outra fase de efeito desta terça-feira foi:

 

Tenho certeza de que o Brasil fará a melhor Copa de todos os tempos”.

 

Quando ouvi, lembrei-me de pronto do deputado federal Romário de Souza Farias (PSB-RJ). O baixinho tetracampeão, em entrevista à Folha de São Paulo na última segunda-feira, disse:

 

Disse sim que tinha certeza que o Brasil faria a melhor Copa de todos os tempos (…), mas com o andamento das coisas, só se Jesus Cristo voltar e fazer milagre”.

 

E você, com quem concorda? Com “a melhor Copa de todos os tempos” de Nicolas Leoz ou com o “realismo da necessidade de milagres” de Romário? Deixe seu comentário:

– Cadê os Caras-Pintadas?

 

Os jovens brasileiros têm se mostrado apolíticos. É uma percepção. Em 1992, os caras-pintadas pediram a cabeça de Collor. Eram mais politizados? Talvez. Mas esses jovens envelhecidos estão em que lugar hoje? Se manifestam como aquele tempo?

 

Querem um exemplo? Estão nos roubando descaradamente na Copa do Mundo (leia esse post sobre o assunto: http://is.gd/iMWSYh), e ninguém protesta como deveria! Temos Marcha da Maconha, Parada Gay, Manifestação disso-e-daquilo, mas ninguém faz protesto contra a Copa do Mundo?

 

Será que a maioria absoluta dos brasileiros quer a Copa no Brasil? Só da Prefeitura de São Paulo, Kassab irá dar 420 milhões de isenção de impostos! Cadê os caras-pintadas?

 

E você, o que pensa sobre o assunto? Deixe seu comentário:

– Gastos com a Copa do Mundo: o Céu é o Limite!

 

Uso a mesma expressão do jornalista Ricardo Perrone em seu blog do UOL para expressar o que penso sobre os limites de gastos e possíveis desvios de dinheiro para a Copa do Mundo (citação em: http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/sem-categoria/governo-agiu-em-dose-dupla-pelo-direito-de-estourar-orcamentos-da-copa/).

 

O que podemos falar da ridícula medida provisória 527, criada pelo Governo Federal para a Copa do Mundo?

 

Nela, cai o limite para os órgãos ‘estourarem seu orçamento’. Para reforma de estádios, as contas não poderiam passar de 50% e para a construção de novas arenas, 25%. Agora, não há mais teto, segundo as  novas regras.

 

Ora, cá entre nós: o Maracanã, por exemplo, terá a reforma orçada no mínimo em 931 milhões de reais. Quase 1 bi, segundo o Portal 2014 (citação em: http://www.copa2014.org.br/noticias/7294/ORCAMENTO+DO+MARACANA+CAI+26+DIZ+GOVERNO.html). E tinha-se permissão em estourar em até 50% esse valor! Imagina agora que o estouro de verba é ilimitado? Na mesma fonte, se recorda que o orçamento inicial era de R$ 400 milhões. Quer dizer que o estádio nem está pronto e já orça 150% a mais que o previsto?

 

Porém, na Folha de São Paulo de hoje, Dimmi Amora (citação em: http://www1.folha.uol.com.br/poder/931228-prestacao-de-contas-da-copa-exclui-novas-obras-e-servicos.shtml) traz que o Ministério dos Esportes diz que a prestação de contas (ou não) da Copa do Mundo será feita por conveniência do Executivo, já que essa mesma MP 527 permite sigilo nos gastos. Quer dizer então que não precisa ser revelado o valor investido nas obras!

 

Segundo Maurício Savarese no UOL (http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2011/06/16/sigilo-em-licitacoes-da-copa-do-mundo-evita-formacao-de-carteis-diz-governo.jhtm), o líder do governo, o deputado federal Cândido Vacarezza afirmou que tal medida é importante pois evita a criação de “redes de corrupção”, já que as empresas não saberão quanto o Governo está disposto a gastar.

 

Incrível a cara-de-pau do parlamentar!

 

Então, as regras de gastos para a Copa do Mundo são as seguintes (oficialmente):

 

o Regime Diferenciado de Licitações permite que as empresas vencedoras nas concorrências sejam escolhidas pela rapidez na obra, não pelo preço mais baixo;

 

os gastos não precisam ser revelados publicamente, devido a lei do sigilo;

 

isenção de impostos aos parceiros da FIFA;

 

não há limite para gastos.

 

Não se esqueça: quando o Brasil ganhou a organização da Copa do Mundo, Ricardo Teixeira disse:

Não haverá dinheiro público nas obras da Copa”.

 

Meu círculo de relacionamento não quer a Copa do Mundo. Nas minhas atividades acadêmicas, dos alunos calouros aos veteranos, incluindo meus colegas docentes, ninguém defende uma Copa aqui. Nas minhas atividades comerciais, idem. Com as pessoas que relaciono no meu convívio social, também.

 

Seria eu um alienado?

 

Reflita: quantas pessoas que você conhece que quer a Copa do Mundo no Brasil? Deixe seu comentário:

– Começou a Copa do Mundo 2014!

 

Você sabia que quem disputa Eliminatórias pode ser chamado de “Mundialista”?

 

Hoje, 2 mundialistas entraram em campo, realizando o primeiro jogo oficial das Eliminatórias tentando a Classificação para a World Cup’ Brasil: Montserrat 2 X 5 Belize.

 

Apesar do jogo ter pouco apelo, começou a festa!

– Four-Four-Two “Enterra” o Futebol no Brasil!

 

Ora essa! A revista Four-Four-Two, respeitadíssima publicação inglesa, trouxe em sua última edição de capa uma matéria sobre o Futebol Brasileiro. Na montagem, atletas desolados e o escudo da CBF com as letras trocadas por RIP (descanse em paz).

 

O conteúdo questiona o que acontece com o futebol brasileiro, e…

 

se a arte morreu?

se conseguiremos organizar a Copa-2014?

se nossos craques são só zagueiros?

se abandonamos a ofensividade?

 

E, por mais que achemos exagerada a forma em que se coloca a reportagem, cá entre nós… NÃO SÃO QUESTIONAMENTOS PERTINENTES?

 

O conteúdo está disponível apenas para assinantes, mas a revista disponibiliza o material do Fórum sobre a matéria, que pode ser acessado neste link:

http://fourfourtwo.com/blogs/fourfourtwoview/archive/2011/06/01/from-brazil-to-stockport-via-scotland-pace-and-1993.aspx

(Não é a matéria, mas blog e fórum sobre o assunto)

 

E você, o que pensa sobre as críticas: válidas ou não? Deixe seu comentário:

 

Abaixo, a capa:

– Homenagem Sem Graça ao Ronaldo

 

Ronaldo foi craque. Se não tivesse se contundindo tanto, não pagaria vexame como os ocorridos no final da carreira, onde o peso e a desclassificação da Libertadores atrapalharam a relação e o respeito popular.

 

Ontem o jogo foi de festa. Mas só de 15 minutos, pois a entrada de Ronaldo foi melhor do que o restante da partida. Nós ganhamos de 1X0 da Romênia B! O que Fred fez nos últimos tempos para merecer a convocação? Jadson com a 10?

 

De certo, Mano terá trabalho. Aliás, não tem um time ainda.

 

Estaríamos tão atrasados com a Seleção quanto aos preparativos para a Copa do Mundo? Deixe seu comentário:

– Mais Bilhões Não-Programados para a Copa do Mundo?

 

Todos nós estamos assustados com os custos dos estádios para a Copa do Mundo.

 

Mas algo, ou melhor, um custo não-discutido: o Exército está abrindo licitação para a compra de mísseis e canhões anti-aéreos para proteger os estádios durante a Copa do Mundo.

 

Expectativa de gastos? De 1,5 a 4,5 bi de reais! (A África do Sul optou por contratar o Exército Israelense em 2010, pagando US$ 1bi pelo serviço)

 

Uau… Extraído de: Revista Época, Ed 06/06/2011, pg 68-70

 

O EXÉRCITO SE ARMA PARA A COPA DO MUNDO

 

Por Pedro Paulo Rezende

 

O rúgbi é o principal esporte da África do Sul. Em 1995, o país foi sede da Copa do Mundo de Rúgbi. O torneio foi cercado de grande simbolismo. Era o primeiro grande evento esportivo realizado no país, que pouco antes se libertara do regime do apartheid. O jogo final entre África do Sul e Nova Zelândia foi realizado no Ellis Park, em Johannesburgo, com a presença do então presidente, Nelson Mandela. De repente, um jato Boeing 747 fez um voo rasante, não autorizado, sobre o estádio. O avião tinha a mensagem “Para frente, Springboks!” (um tipo de antílope, símbolo da seleção sul-africana) pintada nas asas. Quem assistiu ao filme Invictus, do diretor Clint Eastwood, conhece essa cena. Em 2014, o Brasil vai sediar uma Copa do Mundo de Futebol, o maior evento esportivo no país em décadas. Em sigilo, o Exército se prepara para tornar impossíveis surpresas como a da África do Sul.

O Exército iniciou uma licitação internacional para a compra de equipamentos de defesa antiaérea. A previsão é gastar de US$ 1,5 bilhão a US$ 4,5 bilhões em mísseis, canhões antiaéreos e radares para proteger contra atentados os estádios durante a Copa das Confederações, em 2013, os 64 jogos da Copa do Mundo de 2014 e as competições das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. ÉPOCA teve acesso a um documento de 15 páginas de 26 de janeiro, com o selo “confidencial”, no qual o Comando Logístico do Exército detalha a fornecedores internacionais o Projeto do Sistema Integrado de Artilharia Antiaérea do Exército Brasileiro (Projeto Siaaeb). “(O projeto é) destinado à atualização do sistema existente, já bastante defasado, com vistas a atender às exigências da Estratégia Nacional de Defesa e às do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro, particularmente em face das obrigações decorrentes da realização no Brasil da Copa das Confederações, em 2013, da Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e dos Jogos Olímpicos de 2016”, diz o texto.

Desde que terroristas da al-Qaeda sequestraram e jogaram dois aviões contra as torres do World Trade Center, e outro contra o prédio do Pentágono, nos Estados Unidos, em 11 de setembro de 2001, os organizadores de grandes eventos esportivos internacionais adicionaram a exigência de proteção antiaérea ao planejamento s de segurança. Nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, o Exército chinês cercou os principais centros de competição, inclusive o Estádio Ninho de Pássaro, com seus mais avançados equipamentos. A intenção dos militares brasileiros é aproveitar a oportunidade aberta pela Copa para modernizar a obsoleta força antiaérea nacional. O Exército pretende comprar cinco baterias de mísseis de médio alcance, mísseis de curto alcance, que podem ser lançados do ombro por um soldado, novos radares de detecção e centros de comunicação. O investimento inclui a modernização de cinco grupos de artilharia antiaérea, equipados com canhões de 35 mm e 40 mm, adquiridos ainda nas décadas de 1970 e 1980. O Exército também vai comprar canhões antiaéreos de calibre 30 mm e complexos de mísseis de curto raio de ação para os novos veículos blindados Guarani e os velhos blindados M-113, usados na ocupação do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro. Os velhos canhões antiaéreos ganharão novos motores elétricos, geradores e sistemas de comunicação em rede de última geração.

É notório que os equipamentos das Forças Armadas brasileiras estão superados. Nas últimas duas décadas, os governos gastaram pouco em armamentos, o que obriga os militares a reciclar e consertar velharias. Hoje, quatro dos cinco grupos vinculados à 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, espalhados pelo país, estão equipados com canhões de 40 mm de calibre e centrais que comandam os sistemas de radar e tiro. Eles foram construídos pela Avibras na década de 1980. O 1º Grupo de Artilharia Antiaérea, no Rio, usa canhões de 35 mm recebidos em 1977. Uma comparação serve também para mostrar a dimensão do despreparo do Brasil, tanto em qualidade quanto em quantidade. Enquanto o Exército e a Força Aérea Brasileira (FAB) são obrigados a compartilhar cerca de 160 mísseis russos Igla (que podem ser lançados dos ombros por um soldado), o Exército da antiga Iugoslávia disparou mais de 1.000 mísseis desses apenas no primeiro dia das operações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Kosovo, em 1999. Na América Latina, os especialistas avaliam que apenas a Venezuela possui uma defesa antiaérea adequada, comprada da Rússia.

O sistema que o Exército quer estabelecer na Copa e nas Olimpíadas empregará cerca de 4 mil homens. A cada jogo, o espaço aéreo perto do estádio será fechado pela Aeronáutica. Cerca de 200 homens estarão envolvidos diretamente na defesa aérea e outros 400 darão apoio. Canhões, baterias antiaéreas e homens armados com lançadores de mísseis serão colocados em posições estratégicas (leia o quadro abaixo) do lado de fora dos estádios. Em um ponto mais alto, será instalado um radar para detectar qualquer movimento nos céus. Em caso de ataque, os primeiros a entrar em ação serão mísseis antiaéreos de médio alcance, que podem derrubar intrusos a até 12 quilômetros. Se um eventual invasor conseguir passar incólume, os canhões ficarão encarregados do alvo. A última linha de defesa será feita por soldados equipados com mísseis que podem ser lançados do ombro, capazes de atingir alvos a até 5 quilômetros de distância. O tempo de destruição de um alvo não poderá ultrapassar 12 segundos.

Há dois anos o Exército estuda o assunto. Trinta e sete fornecedores foram consultados e 27 empresas da China, da França, dos Estados Unidos, da Suécia e da Rússia responderam. Uma comissão analisa o material recebido das empresas. A assinatura dos contratos está marcada para 16 de novembro. O Exército exige que as empresas concorrentes se comprometam a nacionalizar a produção das armas em oito anos.

Para cumprir o cronograma imposto pela Fifa, todo o sistema precisa estar pronto para operar em janeiro de 2014. Por se tratar de uma despesa para a Copa, a despesa com os equipamentos está livre dos cortes de R$ 50 bilhões do orçamento da União, estabelecidos pelo governo federal. Esse freio segurou, por exemplo, a compra de novos caças para a Aeronáutica e de fragatas e barcos patrulheiros para a Marinha. Caso não consiga reequipar sua defesa aérea dentro do prazo, o governo terá de contratar um país que preste o serviço. Em 2010, a África do Sul preferiu essa alternativa: pagou cerca de US$ 1 bilhão para as forças armadas de Israel protegerem seus estádios na Copa do Mundo. Mas, por enquanto, essa alternativa ainda não está na mesa.

– Gestos, Gestuais e Gestação da Seleção Brasileira

 

Parece que o “gestual”, o “simbólico” ou a “interpretação das imagens” norteia a vida de alguns jogadores da Seleção Brasileira de Futebol.

 

Digo isso pelas declarações e ações de alguns atletas. Veja o caso do atacante Fred, que declarou na sua saída de campo à imprensa após ser vaiado:

 

“A torcida vaia mesmo porque ainda vive da imagem de um futebol de 100 anos atrás, mas o pouco a gente vai cativando o torcedor”.

 

Em outras palavras, o atacante quis dizer que o “futebol de balé, espetáculo e beleza” não existe mais. Os jogadores querem a simpatia do torcedor por esse futebol apresentado no último sábado?

 

Destaco 4 fatos importantes:

 

1) Neymar pulou, caiu, gesticulou e reclamou. Nas imagens rápidas, Neymar apanhou. Na realidade, contracenou com a bola, já que simulou faltas pelo menos em 4 lances. No primeiro, cavou um cartão amarelo injusto ao adversário. No último, esgotou a paciência do árbitro paraguaio Carlos Amarilla ao dar o pulo canastrão tentando outra falta (e olha que para árbitro dar esse tipo de cartão em amistoso é porque o cara passou da conta…). Sempre o garoto foi assim, mas parecia que Muricy o teria feito amadurecer. Queremos na Seleção o Neymar decisivo e objetivo, de pé. Não o Neymar molequinho pula-pula, que ao receber o amarelo, ficou emburrado chiando do árbitro. Ué, errou o paraguaio?

 

2) Ramires jogava muita bola no Cruzeiro. Está bem também no Chelsea. Mas não tem noção da força de suas entradas. Como pode bater tanto e querer ficar em campo? A desculpa, lógico, será contra a arbitragem. Até bico para longe ele deu após um apito. Poderia ter recebido 4 cartões amarelo no jogo. Tanto que o próprio treinador o repreendeu publicamente por prejudicar sua equipe (na Copa, também foi expulso bisonhamente).

 

3) Já repararam como Fred faz caras-e-bocas a cada gol perdido? Faz tempo que não vejo um jogador fazer tanta careta numa partida. O bom atacante está perdendo muitos gols, mas seu repertório de expressões e gestos impressionam.

 

4) Por fim, Mano Menezes. Tem um esquema bacana para time de futebol limitado. Faz sempre bons trabalhos técnicos. Mas dirigir Seleção, com o leque total de atletas a sua disposição, é diferente de dirigir clube com elenco limitado e sem dinheiro.

Dá para fazer mais.

Claro que a Seleção Brasileira está em Gestação, mas a Copa América será decisiva para saber quem será o pai da criança, que deve nascer em 2014: Mano ou um substituto… Até agora, não me lembro de vitórias sobre equipes Top. Na terça, pegará a fraquinha Romênia que vem sem técnico!

 

E aí, quer comentar sobre o assunto? Deixe seu comentário e responda: concorda com a frase acima de Fred?

– A Preocupação com o “Social na Copa” foi Esquecida?

 

Emanuel Fernandes é o Coordenador do Comitê Local para a Copa do Mundo no Estado de São Paulo. E uma frase sua, publicada no diário Lance dessa quinta-feira, causou-me espanto:

 

“Teremos um esquema especial de atendimento médico, diferenciado, exclusivo [para a Copa do Mundo]”

 

Ele se referia para a não construção de hospitais na Zona Leste. Ou seja, os hospitais precários que lá existem hoje, serão os mesmos (ou mais precários ainda) durante o evento. Não teremos construção ou ampliação de hospital!

 

Quando aquela região foi escolhida (sabe-lá-Deus os reais motivos), se pregou o crescimento social e desenvolvimento da carente região. Será que as autoridades se esqueceram desse discurso?

 

No momento em que se fala em “esquema especial e diferenciado”, não sei porque, me vem a cabeça a história dos banheiros químicos! Quando há grandes jogos nos estádios, ao invés das praças estarem capacitadas com toiletes para todos, se adapta imundas casinhas verdes como suporte.

 

Teremos agora os “leitos químicos”? Armarão barraquinhas nas ruas para socorrer as emergências?

 

Não tenha dúvida: se algum figurão passar mal no Itaquerão, será levado de helicóptero para o Albert Einstein, Sírio-Libanês, São Luís… não irá ser atendido por lá não.

 

E você, o que pensa sobre esse assunto? Deixe seu comentário:

– Mensagem da Dona Dilma à Copa do Mundo

 

Segundo as delegações de prefeitos, governadores e envolvidos na Copa do Mundo de 2014, a presidente Dilma, nesta terça-feira, decretou:

 

As licitações deverão estar prontas até 2011 e as obras prontas em dezembro de 2013*”

 

Bonito discurso. Que passe um anjinho e diga AMÉM. Mas em Dezembro de 2013 não dará tempo para a Copa das Confederações, que precede a Copa e é em meados de 13… Dilma cometeu uma gafe gigantesca.

 

(*extraído da mensagem do ex-árbitro Carlos Eugênio Simon, membro do comitê gaúcho para 2014 que esteve com Dilma, via Twitter)

 

E você, acredita que vai dar tempo para as licitações e estádios cumprirem seus prazos? Deixe seu comentário:

– Valcke e Ricardo Teixeira: Dupla Cara-de-Pau?

 

Jérome Valcke, secretário da FIFA (aquele mesmo que deu uma canseira no SPFC e praticamente alijou o estádio do Morumbi da Copa do Mundo de 2014) assegurou hoje:

 

“Ricardo Teixeira é um homem limpo”

 

Agooooora sim acredito mais ainda. Não na inocência, mas na culpa das acusações.

 

Vejam a matéria e a foto muito sincera de dois amigos (Teixeira e Valcke), abaixo (citação em: http://is.gd/rJYRaE)

 

VALCKE ASSEGURA: ‘TEIXEIRA ESTÁ COMPLETAMENTE LIMPO’

 

Site Oficial da CBF/Divulgação
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Principal dirigente do futebol brasileiro, o mandatário da entidade máxima do esporte no País foi acusado de propina pela imprensa inglesa. Segundo os britânicos, Ricardo pedira favores em troca de votos para a nação europeia sediar a Copa do Mundo de 2018 – a Rússia venceu o pleito, enquanto Inglaterra recebeu apenas dois votos.

Somado a Ricardo Teixeira, outros três dirigentes acabaram inocentados neste domingo: Jack Warner, presidente da Concacaf (Confederação de Futebol das Américas do Norte, Centro e Caribe), Nicolas Leoz, mandatário da Conmebol (Confederação Sul-Americana), e Worawi Makudi, membro do comitê executivo da Fifa.

O quarteto havia sido acusado de conduta “imprópria e antiética” nas eleições que definiram as sedes dos Mundiais de 2018 e 2022. Além da Rússia, o Catar venceu o pleito para o torneio que será realizado daqui a 11 anos.

A inocência de Ricardo Teixeira rapidamente repercutiu no Brasil. Instantes depois da entrevista concedida por Jérome Walcke, a CBF estampou em seu site um comunicado, ressaltando a retirada das acusações da Federação Inglesa de Futebol, que culminou na abertura do processo na Fifa, contra o mandatário brasileiro.

“Em documento enviado à FIFA, neste domingo, a Federação Inglesa (FA) esclareceu que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, não participou de qualquer episódio de corrupção, como alegado pelo ex-presidente da FA, Lord Triesman, em relação à campanha da Inglaterra pela Copa do Mundo de 2018”, escreveu o portal da entidade.

“Estou triste pelo que ocorreu”, afirma Blatter

Joseph Blatter, presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e que não será investigado em um caso de fraude eleitoral no órgão, disse neste domingo sentir-se “triste pelo que ocorreu”, completando que “a imagem da Fifa sofreu muito”.

“A Comissão de Ética da Fifa comunicou seu julgamento, que não quero entrar em detalhes”, escreveu Blatter em seu texto.

“Apenas declaro que estou triste pelo que ocorreu nestes últimos dias e nestas últimas semanas. A imagem da Fifa sofreu muito, para a desgraça da Fifa e de todos os amantes do futebol”, completou.

A eleição presidencial foi mantida para 1º de junho e Blatter, 75 anos é o único candidato à sucessão, para um quarto e último mandato.

Mohamed Bin Hammam, do Catar, presidente da Confederação Asiática, que era seu único adversário, anunciou neste domingo sua retirada da corrida eleitoral, antes de comparecer diante da Comissão de Ética da Fifa, que decidiu suspendê-lo provisoriamente, enquanto durar a investigação.

– O Custo das Comissões nos Estádios da Copa. Caímos no Conto…

 

Antes, a corrupção era institucionalizada por percentuais. Agora, por tabela de valores fixos.

 

Pelo menos é o que relata a Revista Veja através de Augusto Nunes, em sua coluna digital “Direto ao Ponto”. Nela, o jornalista revela coincidências de valores e pessoas, e ainda alerta: sempre foi prometido a não-entrada de recursos públicos nas obras para o Mundial de 2014.

 

O título é tão bom quanto a matéria… Compartilho abaixo esse esplêndido e esclarecedor artigo (citação em: http://is.gd/5GYSKn)

 

OS BRASILEIROS CAÍRAM NO CONTO DA COPA

 

Em 15 de junho de 2007, numa cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Lula avalizou com um sorriso e aprovadores movimentos de cabeça o palavrório de Ricardo Teixeira, comandante perpétuo da CBF. “A Copa do Mundo é um evento privado”, garantiu o supercartola.  “O melhor da Copa do Mundo é que é um evento que consome a menor quantidade de dinheiro público do mundo. O papel do governo não é de investir, mas de ser facilitador e indutor”

Quatro meses depois, Teixeira repetiu no Rio a manifestação de apreço pelos pagadores de impostos. “Faço questão absoluta de garantir que a Copa de 2014 será uma Copa em que o poder público nada gastará em atividades desportivas”. Em 4 de dezembro de 2007, também no Rio, o ministro do Esporte, Orlando Silva, oficializou a promessa com o aval de Lula: “Os estádios para a Copa do Mundo serão construídos com dinheiro privado. Não haverá um centavo de dinheiro público para os estádios”.

Três anos e meio depois da discurseira, está claro que os brasileiros foram vítimas do conto da Copa. Lula queria transformar a festa esportiva em trunfo eleitoreiro. Ricardo Teixeira queria ampliar o cacife para disputar a presidência da FIFA ─ e continuar prosperando. Orlando Silva também queria continuar prosperando, e para tanto era necessário convencer os crédulos de que todo delinquente é recuperável. Como a farra dos Jogos Panamericanos de 2007, que deveria custar R$ 450 milhões, acabara de engolir R$ 5 bilhões, o campeão brasileiro de despesas superfaturadas achou prudente jurar que a Copa sairia de graça.

Conversa de vigaristas, confirmou a performance do ministro nesta quarta-feira. Com a arrogância dos condenados à impunidade, subiu a voz alguns decibéis e passou a exigir que o governo de São Paulo e a prefeitura da capital arranjem o dinheiro que falta para a construção do estádio do Corinthians. “Quando você se candidata a receber a abertura de uma Copa, eu imagino que você saiba das responsabilidades que possui”, falou grosso Orlando Silva.

Conforme o combinado, Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab estão investindo R$ 350 milhões em obras no entorno do local onde será erguido o estádio. O aprendiz de extorsionário acha pouco. Como a Odebrecht acaba de anunciar que o colosso orçado em R$ 650 milhões vai custar R$ 1 bilhão, quer que os paulistas banquem a diferença. E invoca o precedente aberto pelo governador Sérgio Cabral, que espetou nos bolsos dos fluminenses a conta da reforma do Maracanã. Deveria custar R$ 600 milhões. Acaba de saltar para R$ 950 milhões.

Como a Odebrecht, o consórcio que age no Maracanã aumentou a gastança em R$ 350 milhões. A quantia talvez tenha resultado da soma das comissões, propinas e taxas de sucesso. Até agora, a corrupção era medida em porcentagens. A bandidagem esportiva pode ter descoberto que fixar um preço para a roubalheira dá mais dinheiro e menos trabalho.

– Falência Moral do Futebol

 

Estamos perto do fim do entusiasmo e da credibilidade no mundo do futebol. Infelizmente.

 

Observem alguns dados:

 

1) O último Campeonato Paulista deu 20% a menos de audiência à Rede Globo se comparado com os 10 anos anteriores (dados da Folha de São Paulo de hoje, Ilustrada, D8).

 

2) Maradona disse que os argentinos jogaram a repescagem de 93 contra a Austrália dopados, e só por isso se classificaram para a Copa de 1994. Faz tempo, mas o presidente da AFA era o mesmo: Júlio Grondona.

 

3) A Federação Inglesa denuncia que Ricardo Teixeira e João Havelange desviaram verbas e aceitaram propinas nos anos 90. Faz tempo, mas Teixeira continua na CBF…

 

4) No Leste Europeu e no Sudeste Asiático estouram dia-a-dia denúncia de jogos arranjados para fraudes em casas de apostas. Mas ninguém é preso…

 

5) Na Argentina, ex-árbitro da 1ª Divisão denuncia esquema de corrupção para favorecer o Boca Jrs. Sabe o que aconteceu nas terras dos hermanos, após a denúncia? Nada. Quem sabe abram uma Comissão para Apuração… daquelas que nunca resultam em nada!

 

6) Passada a final do Paulistão A1, alguém assistiu ao sorteio dos árbitros? Teve sorteio “ao vivo”? Cadê a transmissão e o alarde para os jogos da Segunda Divisão? Nem a velhinha da FPF foi reclamar mais ao Coronel Marinho…

 

7) Por quê a Pallas Eventos e Transportes Esportivos continua sendo a única agência a vender passagens aos árbitros para o Brasileirão? Exclusividade da categoria?

 

8) A Arena Fonte Luminosa, de Araraquara, é uma das mais queridas pelos clubes afinados politicamente com a FPF. Por que os outros clubes não conseguem utilizá-la, como o São Paulo, por exemplo? A propósito, o Corinthians lançará a terceira camisa, que será grená, e vai estreá-la em Araraquara. É homenagem ao Torino ou à Ferroviária?

 

9) “Não haverá dinheiro público na Copa do Mundo do Brasil em 2014 – Essa frase de Ricardo Teixeira há anos nunca teve crédito no meio das pessoas mais cultas e esclarecidas. Mas por que o Ministro Orlando Silva a repete como um mantra, e ao mesmo tempo pressiona Geraldo Alckmin para investimentos no Itaquerão?

 

10) Ainda sobre o caso de corrupção na Fifa e em eventos da Copa do Mundo (citado no item 3), o programa Panorama da BBC comprova que num acordo com a Polícia Suíça devolveu-se a propina. Tablóides ingleses sugerem que o Brasil não teria condições morais de sediar a Copa do Mundo. Já que as obras estão atrasadas por aqui, por que não retribuir aos ingleses a gentileza deles ao conseguirem comprovar crimes da CBF (já que aqui ninguém consegue) e deixá-los organizar o Mundial de 14? Alguém duvida que a Inglaterra teria condições de sediar a Copa do Mundo se ela fosse amanhã?

 

E você, o que acha de tudo isso? Deixe seu comentário:

– Eu não quero a Copa do Mundo no Brasil. E você?

 

A Revista Veja desta semana traz um verdadeiro Raio-X sobre as obras que envolvam “estádios para a Copa do Mundo”. O cenário é desolador, e olha que nem se aprofundou nos temas “infraestrutura / aeroportos / hospitais e mobilidade urbana”.

 

Munidos de fotógrafos, jornalistas, helicópteros e engenheiros, a matéria calcula que, pelo ritmo das obras e pelo orçamento planejado, teremos a Copa do Mundo mais cara de todos os tempos! E, além dos custos, o prazo: em 2038 as promessas feitas serão cumpridas!

 

Eu nunca fui a favor de uma Copa do Mundo no Brasil. Não a quero. Acho que temos outras prioridades. Mas a vontade dos dirigentes e dos políticos falou mais alto…

 

Quem se utiliza do discurso de que “o desejo da Copa é uma vontade popular”, engana-se. Pesquisa encomendada pelo Palácio dos Bandeirantes (segundo Renata Lo Prete, Folha de São Paulo, 22/05/2011, pg A4), 70% dos Paulistas não querem que o Governador Geraldo Alckmin gaste dinheiro público na Copa e preferem que outra cidade sedie o evento do que investir recurso estadual (mesmo o Ministro Orlando Silva indiretamente se dando a entender que, se São Paulo ficar sem a Copa, seria por culpa do Governo do Estado em não gastar dinheiro no estádio corinthiano).

 

Como contribuinte e cidadão brasileiro, preferia que os bilhões (sim, não são milhões, são bilhões) que estejam previstos para gastar na Copa do Mundo (sem contar os nefastos contratos emergenciais, sem licitações e que surgirão sem dúvida) fossem investidos em Educação, Saúde, Habitação…

 

A Casa de Saúde de Jundiaí, o Asilo Vicentino e outras tantas entidades assistenciais ficam passando o pires pedindo recursos. Para eles não há a mesma disposição governamental? E olha que eles pedem muito menos dinheiro…

 

E você, o que pensa disso? Se o Brasil puder, deve abrir mão da Copa do Mundo? Deixe seu comentário:

Eu, particularmente, acho que estamos em tempo de devolvê-la à FIFA. O prejuízo seria menor à nação.

– Qual a Característica da Capital da Abertura da Copa do Mundo?

 

Li no Estadão de hoje (não me recordo do jornalista para citá-lo, perdoem-me) de que a FIFA pressiona muito a cidade de São Paulo para a abertura da Copa do Mundo, devido aos atrasos das obras. Brasília estaria na pauta, devido aos 70 mil lugares do estádio e do entorno estar desobstruído e desimpedido de qualquer problema. Rio de Janeiro seria uma alternativa, fazendo a abertura e a final.

 

Aí fica a dúvida: quem receberá a Copa: a capital financeira (São Paulo), a turística (Rio de Janeiro) ou a política (Brasília)?

 

Palpite sem nenhuma pretensão em acertar: BRASÍLIA! Justamente pela característica política…

– São Paulo e a sede para a Copa 2014. Acreditar em quem?

 

Novamente vem à tona a discussão sobre a sede paulista da Copa do Mundo. Praticamente fora da Copa das Confederações (e, cá entre nós, será que não da Copa do Mundo também?), o Governador Geraldo Alckmin amenizou o seu discurso lembrando que temos opções, como Morumbi, Pacaembu e Nova Arena Palestra.

 

Será que temos tempo para adequá-las?

 

Por que desde o início o Morumbi, que carecia de reformas, foi descartado? E por que o Estádio do Corinthians, ainda sem um tijolo de pé, tinha todas as chances?

 

O pior foi o discurso do político: Alckmin disse que poderíamos usar outro estádio para a Copa das Confederações. É como você fazer um test-drive num veículo sendo que sabe que comprará outro, sem nunca ter entrado no mesmo…

 

E você, o que acha disso: a cidade de São Paulo corre risco de ficar sem estádio para a Copa ou é excesso de preocupação? Deixe seu comentário:

– Definidas as sedes da Copa das Confederações 2013 no Brasil!

 

Salvador, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e Belo Horizonte. Estas são as 5 cidades que sediram a Copa das Confederações, torneio-teste para a Copa do Mundo-14.

 

São Paulo caprichou tanto, mas tanto, tanto mesmo… que conseguiu ficar de fora.

 

Vergonha. Enquanto tramam o Itaquerão, a capital paulista perde pontos e respeito.

– Você ainda deseja a Copa do Mundo no Brasil? EU NÃO!

 

Depois da nojenta sugestão de flexibilizar as licitações para ajudar obras atrasadas a custos altíssimos através da RDC e da sugestão do Senador Álvaro Dias em devolver a sede da Copa 2014 à FIFA, particularmente me convenci de que não quero e não podemos receber uma Copa do Mundo no Brasil.

 

Se você não leu, 2 motivos para refletir (são os dois tópicos abordados acima tratados nesta semana):

 

1-LICITAÇÕES COM VENCEDORES DEFINIDOS POR RAPIDEZ E NÃO PREÇO: http://bit.ly/hDs9Xy

 

2-DEVOLUÇÃO DA COPA PARA A FIFA: http://bit.ly/euFVRp

 

E você, ainda quer uma Copa no Brasil?

– Começou a Imoralidade? O Golpe contra Nossos Bolsos Parece estar Próximo…

 

As obras da Copa do Mundo, há quase 3 anos do pontapé inicial e há 2 da Copa das Confederações, nitidamente, estão em atraso.

 

Alguns reclamam da demora nas licitações, outros dos entraves burocráticos. Outros, ainda, parecem querer atrasar propositalmente o processo.

 

A quem interessaria obras atrasadas?

 

Vejam que curioso: Para acelerar as obras em atraso na Copa, o Governo Federal está propondo por Medida Provisória o RDC – Regime Diferenciado de Contratações Públicas. É um processo que será exclusivo para obras que envolvam a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, e envolve desde a contratação de serviços, bens e mão–de-obra.

 

Dentro deste regime diferenciado (RDC), a obra que estiver com problemas de cronograma permitirá que o fator decisivo para a contratação da empreiteira / produto / pessoa será a rapidez na execução da obra. Portanto, a empresa de menor valor não será a vencedora. Detalhe: recursos contra o vencedor da licitação terá apenas uma fase com julgamento sumário pelas instâncias de fiscalização do próprio Governo.

Segundo Denise Madueño (OESP, Ed 16/04/2011,pg C7) a  RDC surgiu da proposta enviada ao Governo pelo líder situacionista Cândido Vacarezza (PT-SP), já que a primeira iniciativa, que era de mudar a Lei de Licitações (8666), naufragou.

 

Será que tem gente querendo atrasar as obras para contratar empresas mais caras que executem mais rápido, do que empresas que cobrem menos e trabalhem de acordo com o cronograma? De novo: a quem interessaria?

 

Será?

 

Não creio. Ou creio? Será que os atrasos são necessários para licitações suspeitas?

 

Esse RDC é um dos motivos aos quais eu não sou a favor de uma Copa do Mundo no Brasil, respeitando quem pensa contra.

 

Quer um exemplo da descrença nas pessoas envolvidas na Copa do Mundo?

 

O estádio do Corinthians, que iniciaria as obras no final do ano a R$ 220 milhões e sem custo porque os naming rights mais caros do mundo o pagariam, teve o início das obras adiadas para 2011, que se iniciariam em fevereiro, março e até na data irônica de 1º de abril.

Hoje é 16/04, o Estádio este orçado em quase R$ 600 mil e nada de pedreiros e enxadas.

 

Um paralelo bom pode ser o episódio Apple & Jundiaí. Dos anunciados 12 bilhões de dólares de investimentos e 100 mil empregos com a construção da Cidade Inteligente Foxconn (aqui no Jardim Carolina, há 1 km de casa), viraram R$ 2 bi, 6.000 vagas diretas e aluguel do GR Galpões.

 

Coringão & FIFA está no mesmo caminho: pompa, pompa e… ao final das contas… bomba!

 

O amigo Rogério Bello, via Twitter, ironizou o início das obras do Estádio do Corinthians com uma tirada fantástica, ao qual ele chama de San Thomé Stadium (em alusão ao santo católico de que precisava ‘ver para crer’): postou as fotos iniciais do Itaquerão! Abaixo:

 

Alguém se lembra disso???

 

Mas pelo Fiat Panorama e as Roupas da Época, deve ser de algumas das Pedras Fundamentais de 1983. Estariam elas por lá ainda?

– Senador pede que Brasil devolva a Copa do Mundo 2014 para a FIFA

 

O Senador Álvaro Dias (PSDB) deu uma forte declaração no Senado Federal ontem. Após análises sobre o atraso nas obras de infraestrutura do país (principalmente na reforma dos aeroportos e construção dos estádios), declarou que:

 

“A continuar neste ritmo, é melhor que o governo brasileiro assuma a sua incapacidade de empreender, peça desculpas ao País e devolva a primazia de organizar uma Copa do Mundo para que a Fifa possa destinar essa incumbência a outro país”.

 

Após o discurso, o Senador Walter Pinheiro (PT-BA), rebateu as críticas culpando os governos passados pelo caos:

 

“Essa agonia de muita gente em relação ao apelo da Fifa, que fica querendo ver cronograma de estádio, cronograma de mobilidade urbana, que também vamos ter em todas as cidades-sede da Copa do Mundo. Portanto, eu diria a Vossa Excelência [senador Álvaro Dias] que não foi essa a preocupação do passado que, lamentavelmente, nós estamos tendo que fazer no presente, porque encontramos uma infraestrutura, literalmente, abandonada e sem investimento para preparar o Brasil para receber uma Copa do Mundo. Por isso temos que fazer agora, de forma acelerada” .

 

E agora? Segundo o petista, a culpa é dos governos passados. Mas não era o presidente Lula que estava no Governo quando o Brasil foi escolhido como Sede da Copa 2014? Não deu tempo de fazer nada em 8 anos?

 

O mais gozado: se você prestar bem atenção no discurso de Walter Pinheiro, ele só falta dizer de maneira popular: A Fifa está enchendo o saco… até parece que atrasar não é normal! Parece que tudo isso está correto e é aceitável!

 

Eu não quero e nunca quis Copa do Mundo no Brasil. Pelos justos motivos da Desconfiança da Corrupção e da Capacidade de Organizar o País estruturalmente falando. E você, o que acha da Copa do Mundo no Brasil? Deixe sua opinião:

– Fiador do Itaquerão será o Governo?

 

Leio no diário esportivo Lance! de que o BNDES (que é um banco para desenvolvimento do Governo) não aceitou as garantias bancárias do Corinthians e da Construtora Odebrecht, e por isso, o Governo Federal deverá ser o avalista das garantias.

 

Ué? Devo estar ficando louco, mas… Se o Banco é do Governo, por que o próprio Governo dará as garantias? Trocando em miúdos: o dinheiro, portanto, será emprestado sem garantidor, e, em caso de calote, o próprio Governo fica com o prejuízo. Ou não é isso?

 

Como é que eu posso ser fiador de mim mesmo?

 

O que mais impressiona é que a Odebrecht é uma das maiores construtoras do mundo, realizando obras por todo o planeta. Recentemente, anunciou ser a responsável pela construção de 167 km do trecho do trem-bala Madrid-Lisboa, a um custo de EURO 1,65 bi !

 

Não teria a Odebrecht dinheiro suficiente para garantir o empréstimo do dinheiro do Estádio do Corinthians?

 

O mais desconfiado dirá: faz-se o Estádio e o Governo paga a conta. Não podemos achar que na tão criticada e fiscalizada Copa do Mundo do Brasil isso acontecerá, né?

– Maracanã: a Reforma mais Cara do Mundo!

A Revista ESPN, edição 16 (Fevereiro/2011, pg73, por Eduardo Zobaran), traz uma matéria que me assusta. O Maracanã deverá ser marcado como o Estádio mais Caro de uma Final de Copa do Mundo!

 

Inicialmente orçado em R$ 400 milhões, após a licitação passou a custar, oficialmente, R$ 765 milhões, e com a descoberta dos problemas da cobertura, alcançou a incrível marca de R$ 1,055 bilhão.

 

Compare:

1998 – Stade de France: R$ 368 mi

2002 – Yokohama International Stadium: R$ 525 mi

2006 – Berlim Olimpic Stadium: R$ 653 mi

2010 – Soccer City: R$ 806 mi

2014 – Maracanã: R$ 1,055 bi

 

Detalhe: a revista lembrou uma célebre frase de Ricardo Teixeira, de 1999: “O Engenhão será um estádio apto a receber uma final de Copa do Mundo já em 2006”.

 

Que farra com o dinheiro, não?

 

QUANTO VALE O SHOW?

 

A reforma do Maracanã se assemelha a um daqueles programas de televisão em que carros sucateados são transformados em verdadeiras máquinas. O espanto provocado pelos novos motor, pintura e acessórios faz que os telespectadores até se esqueçam do orçamento. O mesmo acontece com o estádio carioca, que foi repaginado de 1999, quando o Brasil sediou o Mundial Interclubes da Fifa, até 2007, quando o Rio recebeu os Jogos Pan-Americanos. Ao todo, o governo estadual gastou mais de R$ 350 milhões nessas obras. Com a chegada da Copa do Mundo em 2014, uma nova reforma foi encomendada. O orçamento começou na casa dos R$ 400 milhões, foi para R$ 705,6 milhões após licitação pública, e já se cogita que, com a atual estrutura da cobertura ameaçada, o valor ultrapasse R$ 1 bilhão.


Mesmo que estudos encomendados pela Secretaria Estadual de Obras revelem que a cobertura é segura, o Maracanã – que, o órgão garante, será entregue em dezembro de 2012 – entrará para a história como o estádio mais caro a receber a final de uma Copa do Mundo. E isso levando em conta somente as obras recentes. Do gigante que viu a vitória uruguaia sobre o Brasil em 1950, apenas a fachada – tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – remeterá ao estádio que fez de um bairro da Zona Norte do Rio sinônimo de futebol.


Por dentro do Maracanã, mesmo as recentes modificações foram postas abaixo. Inaugurada em 2007, a área ampliada das cadeiras numeradas, que no passado abrigava a geral, já foi demolida pelas escavadeiras que trabalham no estádio desde agosto do ano passado. “Houve uma bobeada quando decidiram investir numa reforma que não atendia às exigências da Copa do Mundo”, lamentava em fevereiro de 2007 o então secretário estadual do Esporte e Lazer, Eduardo Paes, atual prefeito do Rio de Janeiro.

– Repita a Frase como Um Mantra…

 

… para que ela não seja esquecida!

 

Quando o Brasil foi escolhido como sede para a Copa do Mundo de 2014, ouvimos claramente do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, a seguinte frase afirmativa:

 

“Não haverá dinheiro público na Copa do Mundo”

 

Tudo bem. Alguns acreditaram. Mas estamos em 2011, e que tal algumas constatações:

 

Algumas sedes da Copa nem tem licitação realizada: Natal, por exemplo. Quanto tempo levará para definir quem vai construir a Arena das Dunas e quanto tempo levará para começar a construção do estádio?

 

– Quando se permitirá, na prática (pois na teoria temos diversas datas) a construção do estádio do Corinthians, que deverá ser a sede paulista do torneio (segundo a vontade dos políticos locais)?

 

Em que data começaremos a mexer nos nossos aeroportos? Eu moro próximo a uma das rotas de Viracopos, e à tarde, os Boeings e Airbus passam sobre nossas chácaras de 3 em 3 minutos exatamente. E assim ocorre em Cumbica e em Congonhas. Ninguém vai se mexer?

 

As estações de metrô e hospitais prometidos em boa parte das localidades próximas às sedes já iniciaram sua construção? Os cronogramas estão em ordem?

 

Custa-me a crer que para resolver esses imbróglios e pendências a simples ação da iniciativa privada poderá ser providencial. Acreditar na viabilidade de alguns estádios parece ser o grande problema, já que se fossem lucrativos, haveria briga judicial para ganhar os contratos de tantos candidatos a operacionalizarem as obras.

 

É claro, lógico, evidente e cristalino de que o governo, em qualquer esfera (federal, estadual, municipal), colocará dinheiro na Copa do Mundo. Aliás, terá que colocar: para a mobilidade urbana, infraestrutura logística e saúde, é saudável e necessária a intervenção pública, pois, afinal, são obras que ficarão para a população e beneficiará a sociedade. Mas… e para os estádios? Colocar dinheiro do nosso bolso para elefantes brancos?

 

Ok, o “Itaquerão” não será uma obra ociosa porque, afinal, o Corinthians será o dono do estádio. Mas por que nós, contribuintes, temos que arcar com a conta? E o governo do RJ com o Maracanã? E os demais?

 

Há uma lei (que parece ter sido descoberta depois de estar empoeirada) que traz benefícios fiscais generosíssimos para a região de Itaquera. Tudo bem, a idéia é desenvolver a região. Mas os benefícios são voltados para quem? Para empresas associadas a FIFA? Para parceiros comerciais de grandes construtoras e lobbystas? Ora, é claro que a lei é anterior à decisão do estádio. Mas vai beneficiá-lo. Não deveria ser uma lei (para dizer que há moralidade na administração pública paulistana) exclusiva aos pequenos e médios empresários que desejem estabelecer-se por lá, ou para os já estabelecidos?

 

Dar dinheiro para quem já tem, facilitando pagar suas contas, é fácil. Boa lei é aquela que ajuda quem realmente precisa. Leciono as disciplinas “Administração de Pequenos e Médios Negócios” e “Empreendedorismo”, além de ter uma PME. Sei das dificuldades em se obter crédito barato. Crédito caro sobra na praça!

 

Será que o dono da pequena confecção, do comércio popular, do bar da esquina ou o borracheiro da quadra (todos de Itaquera) foram informados de que poderiam pagar metade do IPTU e aliviar em 60% o INSS? As Pequenas e Médias Empresas, segundo qualquer instituto de pesquisa ou ONG do setor, mostram que os grandes empregadores do Brasil são os pequenos e micro-empresários. Assim, fica a pergunta: o BNDES é tão generoso à eles quanto aos parceiros da FIFA?

 

Portanto, é demagogia dizer que não há dinheiro público na Copa do Mundo. Seja por linhas de crédito a juros baratos (que poderiam atender a outras significativas parcelas da sociedade), seja por renúncia fiscal (abatam os impostos da população em geral, já que sobra dinheiro) ou ainda por obras de infraestrutura que atendam a uma parcela pequena da população mas alguém em específico (a Arena de Recife é um ótimo exemplo dessa imbecil conta).

 

Deixar de dar linha de crédito com subsídios e carências aos sofredores microempresários e as dar para times de futebol e parceiros da FIFA: é esse o cenário. Tenha dó…

 

Aguardemos 2013, quando a coisa apertar. Aí a farra será mais absurda.

 

E você: sempre foi a favor de Copa do Mundo no Brasil ou está mudando sua opinião? Deixe seu comentário:

– 2014: Copa p/ Árbitros Profissionais? Pura Demagogia.

 

Nesta última quarta-feira, li um post de Joseph Sepp Blatter no Twitter, destacando: “Árbitros Profissionais somente na Brazil’14 World Cup”, com uma chamada para uma entrevista de Blatter no site FIFA.com (O link pode ser acessado clicando em: Pro Referees Only Brazil 14).

 

Curioso, pois ouço tal tema há muitos anos e nunca resolveram o problema. Resolvi então ler o texto original e, apesar da minha regular/fraca fluência em Inglês, nada achei de proposta, a não ser a promessa. Procurei alguma tradução para o Português, e… nada! Conversei com amigos, mas… ninguém tem idéia do que seja a idéia real da FIFA.

 

Assim, sem titubear, dá para afirmar que a FIFA quer a profissionalização mas não sabe como fazê-la! O intuito de melhorar a arbitragem é louvável, mas jogar a idéia para a comunidade futebolística sem idéias ou propostas, no vazio, é demagogia pura.

 

Se ela quer a profissionalização, assuma os custos da mesma. Que tal remunerar os árbitros com escudo FIFA por conta dela, entidade maior do futebol, pagando os salários e encargos tributários?

 

Falar é fácil. Mas como fazê-lo?

 

Na Inglaterra, os árbitros são profissionais e recebem um salário mensal e um adicional por jogos apitados. Na Argentina, há a semi-profissionalização, onde os árbitros semanalmente têm que cumprir alguns compromissos com a AFA. No resto do mundo, ele é amador mas age e é cobrado como profissional.

 

No Brasil, os árbitros têm que conciliar a rotina de trabalho com a rotina da arbitragem. Acordam mais cedo ou dormem mais tarde para poderem treinar; abrem mão do convívio familiar para cumprirem a escala dominical. Mas, cá entre nós: será que os árbitros de ponta do Brasil “batem cartão”? Claro que a maioria não, senão não haveria patrão que agüentasse as faltas no meio de semana para as rodadas na terça/quarta/quinta. Boa parte é profissional liberal, empresário, autônomo, funcionário público… E, claro, sofre também para conciliar suas atividades.

 

Mas aí vem o conceito: o que é ser profissional do apito? Numa versão Weberiana da Sociologia da Burocracia, diria que o cotidiano desse profissional seria:

treinar fisicamente durante os períodos matutinos (condicionamento e simulações de jogo);

nos vespertinos, reler regras, assistir vídeos, discutir situações de jogo;

incluir uma folga semanal;

remunerar mensalmente – independente do número de jogos, pois, se comissionados, teríamos uma guerra pelas escalas;

recolhimento por parte da entidade organizadora do evento dos encargos fiscais;

plano de saúde; fisioterapeuta; psicólogo; e, principalmente,

– isenção da Comissão de Árbitros em relação aos clubes.

 

Utopia?

 

Sim, utopia. Pense no nosso âmbito local: se quer realmente árbitro profissional, quem arcará com uma política de trabalho como a sugerida acima? A CBF? As Federações Estaduais? Os Sindicatos? As Cooperativas?

 

Ninguém, claro.

 

A FIFA lançou a profissionalização da arbitragem como solução (segundo ela) para os problemas nas Copas do Mundo. Que ela assuma sua responsabilidade para tomar à frente desse novo processo.

 

Penso, particularmente, que as entidades organizadoras se esquivarão do modelo ideal e tentarão modelos alternativos, convocando árbitros para treinos mais sistemáticos em meio às suas atividades profissionais; continuarão tratando-os como “prestadores autônomos de serviços” (essa é a relação dos árbitros com a FPF, por exemplo) e aumentarão o número de árbitros para que elas, entidades, não sejam reféns de nomes – o que traz um viés inevitável: quanto mais árbitros, mesmo jogos para cada um e menor ritmo de jogo; diminui-se a qualidade da arbitragem e o emprenho dos árbitros.

 

E você, qual idéia para profissionalizar os árbitros? Deixe seu comentário?

– Eu também quero Isenção Fiscal

 

Na saideira, o presidente Lula anunciou isenção fiscal para a FIFA até 2014, visando a Copa do Mundo no Brasil.

 

Sabe quanto deixaremos de arrecadar em impostos? Quase 1 bi!

 

Os caras vem aqui, usam e abusam e ao invés de pagar a conta, são anistiados? Eu que trabalho de segunda a segunda e sou brasileiro da gema quero isenção também!

 

E você, também não queria uma boquinha dessa? Deixe seu comentário:

– Neymar e Ganso na Seleção de 70?

Até pelo término do Brasileirão, passou batido uma importante consideração feita por Zagallo no Footecon (Congresso Internacional de Futebol realizado no RJ). O Velho Lobo disse que:

 

“Neymar e Ganso tranquilamente poderiam estar no grupo da Seleção de 70”.

 

Caramba. Parece meio insosso pensar que a Jóia Santista, que nos mostra uma irresponsabilidade social tão grande quanto ao seu talento, dividindo espaço com Pelé, Tostão, Clodoaldo, Rivellino… Mas, se falarmos “bola por bola”, sua convocação à Copa do México, caso estivesse jogando naquele tempo, seria uma loucura?

 

Num primeiro momento achei uma grande bobagem tal declaração. Mas o declarante é o Zagallo, que foi técnico daquele esquadrão. Então, acho melhor respeitar tal observação…

 

E você, o que acha de tal declaração? Caberia Neymar e Ganso na seleção de 1970? Deixe seu comentário:

– Quero a Copa do Mundo Jundiaí / Itu / Salto em 2026!

 

Ontem a FIFA divulgou os países que sediarão as próximas Copas do Mundo em 2018 e 2022.

 

Para 2018, deu Rússia. Sinceramente, achei uma zebraça, tendo em conta que a Inglaterra era adversária e é um país pronto para receber o evento, não precisando gastar muito nem construir nada. Talvez esse seja o pecado da Inglaterra: ter tudo pronto e não precisar do Governo para organizar o evento. Alguém duvida que os fatores “influência do governo russo” e, digamos, “muito dinheiro talvez não contabilizado” foram determinantes para a escolha? As candidaturas de Espanha / Portugal e de Bélgica / Holanda também não vingaram.

 

Para 2022, o absurdo é ainda maior: Catar. Quer ver como essa candidatura é indevida? Responda as questões:

A população do país inteiro é equivalente a soma das cidades de Jundiaí, Itu e Salto. Mas se somarmos nossas vizinhas Cabreúva, Itupeva, Várzea e Campo Limpo Paulista, tornamo-nos ainda maior em extensão territorial. Em resumo, o Catar tem uma população menor do que Ribeirão Preto!

Se todas as pessoas economicamente ativas do Catar estiverem no mesmo horário presentes dentro dos estádios de futebol, sobrará metade dos assentos. Eles não lotam, juntos, todos os estádios…

– Teríamos 12 cidades-sedes que sustentariam os estádios? Aliás, qual a população dessas cidades? Se metade da população está em Doha, a capital, quer dizer que corremos o risco de ter uma cidade com o estádio maior do que sua população?

Quantas Copas o Catar já disputou? Como nunca jogou um Mundial e as chances de se classificar são pequenas, a vaga teria sido comprada pelos sheiks?

– Se um dos principais patrocinadores da FIFA é um fabricante de cerveja, e se no Catar o álcool é proibido, quer dizer que os estádios serão território internacional?

– As mulheres de Doha usam véu, dificilmente encontram-se uma burca. Mas dá para imaginar multas brasileiras sambando de biquíni ou Larissas Riquelmes à vontade nas arquibancadas do Catar?

 

Por tudo isso, não vejo o porquê de não podermos receber uma Copa do Mundo em nossa região. Que tal o nome de “Serra do Japi World Cup 2026?”

 

Ah bom… esqueci da nossa principal diferença: o dinheiro dos sheiks. Aliás, muito se fala da grana do petróleo. Mas não é do ouro negro que vem os recursos, mas sim do gás. Opa: gás? Então já temos o candidato a 2030: Bolívia, onde o dinheiro do gás e dos cocaleiros abunda… Disse alguma mentira ou isso não é uma verdade dita em prosa e verso de Evo Morales?

 

E você, o que achou das escolhas de Rússia e Catar? Deixe seu comentário:

– Vamos mudar a data da Copa do Mundo do Brasil?

 

Natal não teve nenhuma empresa interessada quando da abertura dos envelopes para a construção da Arena das Dunas. Pior do que cronograma de obras atrasado, é o fato de nem existir projeto definitivo e nem se ter empreiteira disposta a tirá-lo do papel. Um verdadeiro mico…

 

O Rio de Janeiro assusta pela violência. São Paulo nem tem projeto de estádio. Brasília diz que ainda está na briga pela abertura. O Ministro Mantega quer mudar o cálculo inflacionário para não contabilizar os aumentos dos alimentos e dos combustíveis…. “Cenariozinho” promissor para 2014, não?

 

Uma sugestão: que tal dar a Copa de 2014 para um dos candidatos a 2018 (a Inglaterra, por exemplo, tem plenas condições de realizar uma Copa do Mundo na semana que vem) e ficamos esperando mais um tempo?

 

É fácil comparar: estamos no mesmo patamar de obras (ou até atrás) dos projetos de 2018 que nem tem país sede definido!

 

E você, o que acha disso? Seria uma boa idéia trocar 2014 por 2018? Deixe seu comentário:

– Uma Copa para se Invejar! Ou não?

O Catar quer sediar a Copa de 2022, e para isso, gastará fábulas bilionárias para ser uma exuberante sede.

 

É de invejar para quem gosta da idéia de ser sede. É para odiar para quem acha gasto excessivo. Afinal, quantos bilhões poderão ser consumidos?

 

Veja a loucura do projeto abaixo, extraído de: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/27952_UMA+COPA+DAS+ARABIAS

 

UMA COPA DAS ARÁBIAS

 

O Catar, que tem um dos maiores PIBs per capita do mundo, promete um torneio dos sonhos – e seus estádios estão além da imaginação

 

Por Yan Boechat e Rodrigo Cardoso

 

O emirado árabe do Catar é tão pequeno que é difícil até de encontrá-lo no mapa. Encravado no Golfo Pérsico, entre o Bahrein e a Arábia Saudita, esse país um pouco maior que a área metropolitana de São Paulo, tem menos de 1 milhão de habitantes e muito, muito petróleo e gás.

Dono do segundo maior PIB per capita do mundo – US$ 121 mil anuais –, o Catar quer agora entrar em definitivo no mapa mundial. O país é um dos 11 concorrentes para sediar a Copa do Mundo de 2022. Recheado de dinheiro e com problemas sociais e econômicos quase inexistentes, o país que atrai uma leva cada vez maior de jogadores brasileiros apresentou uma das propostas mais ousadas para ter o direito de receber o Mundial de futebol.

Com temperaturas que no verão ultrapassam com facilidade os 45 graus, o país prometeu à Fifa construir estádios com um sistema de refrigeração inovador, sem poluir o ambiente. Por meio de painéis solares na cobertura das arenas, o Catar promete gerar eletricidade suficiente para refrigerar não só as salas vip dos estádios, mas todos os assentos e mesmo os jogadores. De acordo com a proposta do país à Fifa, a temperatura nunca excederá os 27 graus, mesmo nos dias mais quentes, em qualquer lugar dos estádios.

Outra novidade prometida pelo país é construir um sistema de metrô interligando as 12 arenas prometidas. De acordo com o país, todos os estádios ficarão a menos de uma hora de distância pelo moderno sistema de transporte que promete ser implantado. O Catar promete também ter 110 mil vagas de hotéis prontos até 2022, além de construir um novo aeroporto internacional.

Até o momento, o Catar já apresentou o projeto de cinco estádios que serão construídos ou ampliados se o país se tornar a sede da Copa, como quer. Cada um deles terá capacidade média de 45 mil lugares e contará com um design avançado e original.

O país não declarou quanto pretende investir nas obras de infraestrutura para o evento, mas, levando-se em conta os cerca de US$ 5 bilhões que o governo sul-africano teve que desembolsar para um projeto bem mais modesto, os custos devem ser altos.

O país também está investindo pesado em sua candidatura. Contratou grandes astros do futebol mundial para serem embaixadores do Catar na disputa, que ocorre no final do ano, quando a Fifa escolherá os países-sedes das Copas de 2018 e de 2022. Estão fazendo campanha para o emirado árabe o lendário treinador do Barcelona Joseph Guardiola, o argentino Gabriel Batistuta, o ex-jogador camaronês Roger Milla e o técnico sérvio Bora Milutinovic. “O projeto é inovador. Espero que eles vençam. Seria uma Copa completamente diferente de todas as outras”, disse Milutinovic à ISTOÉ.

O Catar vai disputar o direito de sediar a Copa com outros dez países. Quase todos eles – com exceção da Coreia do Sul – são candidatos tanto para o Mundial de 2018 quanto ao de 2022. Os outros concorrentes são: Japão, México, Estados Unidos, Inglaterra, Rússia, Espanha, Portugal, Bélgica e Holanda. Mas nenhum tem tanto dinheiro para queimar como o pequeno país árabe.