– Quem disse que em Rede Social “Pode Tudo”?

Redes Sociais não são território sem lei. Carece-se de respeito, ética e educação.

Claro que em alguns ambientes, elas são mais flexíveis e permitem a descontração, mas, conforme se observa, a pessoa reflete o que ela é no dia-a-dia quando posta em Rede Social.

Convido a leitura desta postagem sobre Reputação Digital, em: https://professorrafaelporcari.com/2018/11/23/como-anda-a-sua-reputacao-digital/

Se preferir, ao invés da leitura, compartilho em vídeo, uma rápida abordagem do tema, em: https://www.youtube.com/watch?v=1ihS4XUC9XA

– Smartphone ontem e hoje.

Celular AINDA é algo relativamente novo à minha geração, que não pode se acomodar nem deixar de se atualizar tecnologicamente.

Para a minha filha pequena, celular é algo que sempre existiu e faz parte do dia-a-dia. Aliás: celular não, mas sim SMARTPHONE.

Sou do tempo antigo BIP, o precursor do “teletrim”. Mas eis que vejo algo curioso: uma propaganda da Nokia sobre, acredite, fazer envio de mensagem de texto!

Parece coisa de séculos atrás, mas deve ter no máximo uns 15 anos. Abaixo:

– Os Tipos de Comentaristas na Internet

Existe muita gente bacana comentando posts na Internet, não? Há os chatos, há os fanáticos e os malucos também.

Abaixo, uma classificação bem verdadeira:

(Extraído da Superinteressante, Ed Outubro/2014, pg 89).

COMO IDENTIFICAR OS BICHOS DIGITAIS

– Povo da Zoeira:

Posta conteúdos engraçados em discussões alheias, muitas vezes mudando o rumo da conversa para coisas anárquicas.

– Extremista Político:

De direita ou de esquerda, uns defendem o nazismo ou chamam de nazista quem discorda deles. Radicais.

– Sabichão:

Sommelier de qualquer coisa, tem opinião formada sobre tudo. Gosta de insultar a suposta ignorância ao seu redor.

– Ista:

Sonistas (fãs da Sony) e nintendistas (da Nintendo). Defendem suas marcas de games como torcidas organizadas. Ocorre também com Apple x Google x Windows.

– Conspirador:

Culpa tudo na conta do Governo. Ou duvida de tudo o que a grande mídia diz.

– Monossilábico:

Limita a participação como “legal” ou somente “lixo”.

– Troll de raiz:

Usa o anonimato para assediar outros usuários, sutil ou agressivamente.

– Fofo:

Traz sempre novas informações as discussões e responde pacientemente a todos.

– Confuso:

Xinga, mas é difícil dizer o quê e por quê. Dispara um repertório de clichês e preconceitos, mas não dá para entender o que defende.

E aí, que tipo de comentarista você é na Internet?

– Em que acreditar? Talvez em nada! Cuidado com propaganda política mentirosa disfarçada de notícia

O mundo virtual permite coisas assustadoras. Abro o Facebook e leio: “Bolsonaro é eleito o melhor presidente da história”. Rolo a linha do tempo e vejo: “Lula pode ser indicado ao Prêmio Nobel da Paz”. Mais um pouco e me aparece: “Bolsonaro é o líder mundial mais desprezado pelos presidentes”. E, por fim: “Bolsonaro é o líder mundial mais aclamado pelo G20”.

Pô, quanta bobagem, não? O que tem de matéria sensacionalista, fake news, coisa direcionada e outras que não existem (são produzidas apenas para propaganda política) que assustam demais a pessoa sensata! E se contradizem em menos de segundos de atenção nas timelines.

– Infoxicação: já sofreu disso?

Cuidado: nossa sociedade apresenta males do século XXI que são novos mas constantes. Um deles seria a intoxicação por excesso de informação, misto de contaminação com carência de atualizações.

Compartilho interessante material, extraído da revista Isto É, Ed 2168, pg 76, por Patrícia Diguê e João Loes. Abaixo:

INTOXICADOS DE INFORMAÇÃO

O estresse causado pela hiperconectividade e a sensação de estar sempre desatualizado causam a chamada infoxicação. Saiba quais são os sintomas e como se livrar desse mal

A publicitária Larissa Meneghini, 24 anos, toma café da manhã com os olhos grudados num livro. No caminho para o trabalho, parada no trânsito de São Paulo, aproveita para escutar notícias pelo rádio do carro e ler mais um pouco. Passa o dia conectada, respondendo a e-mails, checando redes sociais e pesquisando sites relacionados ao trabalho. “Chego a ficar tonta com tanta informação, a ponto de ter de sair da frente do computador e esperar passar”, conta a paulistana, que recentemente abriu mão do celular com internet para tentar reduzir o estresse com a hiperconectividade. Apesar de antenada com tudo, se sente constantemente desatualizada. “Estou sempre com medo de ficar de fora”, lamenta. A angústia de Larissa diante do grande volume de informação é tema que vem gerando manifestações acaloradas desde o início da era digital e agora ganhou nome: infoxicação.
O neologismo, uma mistura das palavras “informação” e “intoxicação”, foi cunhado por um físico espanhol especialista em tendências da informação, Alfons Cornellá. Segundo ele, uma pessoa está infoxicada quando o volume de informação que recebe é muito maior do que o que ela pode processar. “Quando ainda nem terminamos de digerir algo, já chega outra coisa”, afirma o especialista. As consequências são a ansiedade diante de tantas opções e a superficialidade.

Na mesma corrente, está o psicólogo britânico David Lewis, que criou o conceito da Síndrome da Fadiga Informativa, que se dá em pessoas que têm de lidar com toneladas de informação e acabam se sentindo paralisadas em sua capacidade analítica, ansiosas e cheias de dúvidas, o que pode resultar em decisões mal tomadas e conclusões erradas. Outros sintomas são danos às relações pessoais, baixa satisfação no trabalho e tensão com os colegas. “O excesso é mais prejudicial do que proveitoso”, afirma. Se há duas décadas só contávamos com alguns canais de televisão, hoje o volume de dados no mundo equivale à leitura de 174 jornais por dia por pessoa, aponta estudo da USC Annenberg School for Communication & Journalism, publicado em fevereiro (leia quadro).
Apesar dos perigos do excesso de informação, a maioria dos especialistas ainda enxerga mais vantagens do que desvantagens na era digital. Só alertam para a necessidade de as pessoas aprenderem a amenizar os efeitos colaterais dessa nova realidade. “Não temos como reverter esse processo, então é preciso aprender a lidar com ele”, defende a psicóloga Rosa Farah, do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “E não podemos subestimar a capacidade de o ser humano de adaptar-se a essa realidade.”
Para não ser contaminado pelo turbilhão de bytes a que está exposto diariamente, o engenheiro naval Guilherme Malzoni Rabello, 27 anos, inventou uma dieta da informação. “Eu escolho cuidadosamente o que merece minha atenção antes de sair atirando para qualquer lado, atentando principalmente para a origem da fonte. “Quanto mais gabaritada e reconhecida, mais vale a pena consumir”, diz. O engenheiro é exemplo de quem conseguiu exercer a escolha criativa, segundo o psicanalista Jorge Forbes, que não concorda com a patologização do mundo online. “Será que alguém fica gordo porque vai a um restaurante de bufê e se acha obrigado a comer de tudo para não fazer desfeita?”, compara Forbes. A professora Rosa, da PUC, ressalta, porém, que há pessoas mais vulneráveis a essa abundância e, para elas, recomenda escutar os alertas do organismo. “O corpo dá sinais de que estamos ultrapassando limites. Aí é hora de reavaliar prioridades”, ensina. Por enquanto, a quantidade de informação no mundo ainda equivale a menos de 1% da que está armazenada nas moléculas de DNA de um ser humano, indício de que a espécie deverá sobreviver a mais esse impacto.

– Ser esquecido na Internet é um direito!

Cada vez mais ouço notícias de pessoas que querem sumir da Web”. Seja qual for o motivo – se por crimes no passado e penas já cumpridas, se por motivos tristes ou constrangedores, ou simplesmente para manter a privacidade.

Para isso, entram na Justiça contra o Google ou sei lá contra quem for necessário! O fato é que enquanto alguns querem aparecer, outros (por motivos particulares e justos) querem desaparecer.

O que você pensa sobre isso? Eu, pessoalmente, não tenho problemas em aparecer em links de buscas por nada me desabonar. Mas confesso: a idéia em sair da Internet é interessante (mas talvez um pouco burocrática), caso por algum motivo eu queira.

– Descansem em Paz, Roberto Petri e Luis Gustavo.

Que domingo triste. O jornalista Roberto Petri (um ícone do jornalismo esportivo) faleceu no começo da tarde. Minutos depois, a notícia do icônico e talentoso ator Luís Gustavo (de tantos trabalhos cômicos, como o Vavá do “Sai de Baixo”).

Sobre Roberto Petri, aqui: https://www.uol.com.br/esporte/colunas/milton-neves/2021/09/19/milton-morre-roberto-petri-marcante-nome-da-cronica-esportiva-brasileira.amp.htm

Sobre Luís Gustavo, em: https://revistaquem.globo.com/amp/QUEM-News/noticia/2021/09/luis-gustavo-morre-aos-87-anos.html

– Sorrisos no Vocabulário Global da Web

Achei curiosa essa matéria da última edição da Revista Superinteressante. Ela aborda como se escrevem os “risos” em diversos outros países.

No Brasil, um modismo é escrever “kkkk”.

Sabia que na Grécia os internautas usam “Xaxaxaaxa”?

Na Inglaterra é “Lol”; na Coréia do Sul é “Kekekkeke”; em francês há duas formas: “MDR” (morrendo de rir) e “PDR” (peidando de rir).

Já em japonês são várias letras w: “wwwwwwwww”; na Dinamarca é “GGGG”; por fim, na Tailândia, o mais esquisito: “555555”.

Coisas de um mundo globalizado mas que guarda as suas coisas regionais. É por isso que gosto dos escritos da minha sogra na Internet. A Zabezinha, minha segunda mãe, escreve docemente: “ki ki ki”.

– Discutidores: mantenham a calma.

Quantas vezes as pessoas perdem a cabeça e começam com brigas desnecessárias?

Pior: perdem o controle emocional e aí seus melhores argumentos se tornam meros gritos…

Um rápido lembrete, abaixo:

– Cuidado “como”, “de que jeito” e “o que” você fala.

Essa imagem, abaixo, nos permite várias interpretações sobre o que levou às consequências ruins (o “custar caro”): falar demais faz mal; ser chato ao falar; ser inconveniente; falar e não medir as consequências; exaltar-se no volume da fala; e, por fim, falar e magoar.

O uso da fala está atrelado com a educação e o equilíbrio emocional dos interlocutores. A forma como você trata as pessoas e usa as palavras pode, se feito de maneira turva ou bruta, entristecer a todos.

Palavras ou gestos precisam ser expressados com respeito – para o convívio sadio da sociedade, em qualquer seara dela.

– De novo, Lula fala em “regular a mídia”. Isso não incomoda?

Me admiro em ver tanta gente acomodada, quieta, sem levantar um “A” sobre a enésima fala de Lula sobre “regular a mídia”.

Ora, que negócio é esse de controlar a imprensa? Com todos os “defeitos que tem” e “as groselhas que fala”, Bolsonaro não fala tal barbaridade. Ele ofende lamentavelmente os profissionais, ameaça tirar a concessão da Globo mas… já imaginaram se é ele quem diz tal idiotice?

E o que é regular a imprensa? É dizer o que o Governo quer, no melhor estilo chinês, norte-coreano ou cubano?

Isso é censura, e deve-se alertar desse risco e cobrar Lula de tais bobagens. Aliás, repararam que até as denúncias do Petrolão, Lula não falava disso. Quando a Revista Veja conseguiu mostrar os constantes desvios de dinheiro, veio o “lenga-lenga”. Com o impeachment de Dilma, os petistas começaram a chamar a Globo de “Globolixo” (igual ao que fazem os bolsonaristas quando as manchetes mostram erros do Governo atual).

Não deixe essa ideia macabra – de regular a mídia – prosperar. A não ser se você quiser uma ditadura de esquerda na imprensa

– Visite meu canal no YouTube!

DISCUTINDO CONTEMPORANEIDADES, de Rafael Porcari, em vídeo?

Meu tradicional blog, numa simples versão em vlog. Conheça-o! É bem informal, feito sem muitos recursos, mas com muita coisa legal.

Ficarei grato com sua inscrição no canal e possível divulgação. 

Em: 

https://www.youtube.com/channel/UCRT3Ds8ExBZppf6iTwFTsuA

– “Se eu voltar, vai ter regulação dos meios de comunicação”, disse Lula.

Em 2018, Lula fez essa declaração acima (a de controlar “melhor” a imprensa, desejada com Franklin Martins, o Ministro das Comunicações da época). Fernando Haddad, quando candidato, abordou isso também. E o assunto volta à tona.

Ora, cercear a sagrada liberdade de expressão é algo temeroso. Para mim, é censura. Não gosta de uma emissora, então assista outra. Leu numa revista e não se simpatizou com o tom, busque outra.

Bem claro: pela Globo, o Brasil está um caos. Pela Record, viramos a Suíça! E o cara inteligente, vai filtrar essas abordagens e interpretar corretamente. Mas o que não pode, é: privilegiar um ou outro, ou ainda querer impor o que não pode reportar ou não.

Em tempo: Jair Bolsonaro, sem dizer isso, vive em briga com a imprensa. E aí se conclui: qualquer político gosta de elogios, mas na hora das críticas…

– A Escrita à Mão sobreviverá?

Adoro rabiscar em papéis. Ando sempre com várias canetas e boas lapiseiras. Caprichar na caligrafia (quando posso) é muito bom! Claro que meus textos costumeiramente (como a maior parte da população hoje) são digitados em equipamentos eletrônicos. Mas se puder encher a minha agenda de lembretes escritos ao invés dos marcadores eletrônicos, melhor!

Leio um bacana texto do Marcelo Tas, em seu blog no Terra. Ele aborda justamente isso: escrever a mão deixará de existir?

Sabe qual a motivação dele para escrever o artigo? O fato de que na Inglaterra, uma pesquisa acusou que as pessoas (em média) ficam 45 dias sem pegar uma caneta!

Uau. Em: http://blogdotas.terra.com.br/2012/07/17/escrever-a-mao/

ESCREVER À MÃO: PRÁTICA EM EXTINÇÃO?

Qual a última vez que você escreveu usando um lápis ou caneta? Estudo recente, realizado a pedido da Docmail– empresa que imprime e envia correspondência via web da Inglaterra- diz que as pessoas tem pego na caneta uma vez a cada 45 dias!

Das duas mil pessoas que participaram da pesquisa, dois terços declararam que pegam na caneta quando precisa fazer anotações em papelzinhos colantes. Mais da metade confessam que sua caligrafia tem piorado de forma acelerada. Uma em cada sete pessoas sente vergonha dos erros de ortografia. E 40% sistematicamente abreviam as palavras na hora de escrever ou preferem a comunicação falada.

Recentemente tive a alegria de recuperar mais de uma dezena de caderninhos onde anoto e desenho coisas desde quando iniciei minha vida profissional. Estou chocado com a quantidade de coisas que já escrevi à mão e usei nos trabalhos que realizei por aí. Tenho me esforçado para manter esse caderninho como companhia. Mas percebo, com uma certa preocupação, que a minha produção de escrita à mão tem diminuido de forma acelerada, como sugere a pesquisa.

Segundo uma outra pesquisa, que eu mesmo faço no Google, há dezenas de cursos de caligrafia prometendo o milagre de fazer a escrita melhorar em 15 dias.

A escrita à mão está com os dias contados? Vai nos fazer falta?

– Críticas e Elogios no papel e na conduta

Tecer comentários é uma arte. Li em algum lugar este sábio conselho do saudoso mestre Armando Nogueira:

Você pode elogiar sem bajular e criticar sem ofender

Perfeito.

Deveríamos saber!

– É preciso falar sobre isso!

Olhem só que assunto delicado e de importância gigantesca: a forma na qual o suicídio é tratado pela mídia contribui ou não para o aumento ou diminuição dos casos?

Extraído do blog Marginália Social, em: https://marginaliasocial.wordpress.com/2020/08/07/vamos-falar-sobre-suicidio-na-midia/

VAMOS FALAR SOBRE SUICÍDIO NA MÍDIA?

Por Karolina Calado

O suicídio é encarado no Brasil e no mundo como um grande tabu. Discussões sérias sobre este fenômeno são invisibilizadas, e seu silenciamento não permite a clareza da dimensão do problema para fins de enfrentamento. O “não dito” é encarado, portanto, como inexistente. De encontro a essa postura silenciadora, a Organização Mundial da Saúde evidencia que 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano e já é a causa de morte de ¼ da população mundial. Para dar visibilidade a este assunto, desde 2015, o Centro de Valorização da Vida (CVV), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) têm promovido o “Setembro Amarelo”, uma campanha dedicada à prevenção do suicídio junto a setores midiáticos e de poder. Nos parágrafos abaixo, buscaremos propor um debate sobre como historicamente o suicídio foi encarado pela mídia.

Essa temática é pouco abordada na mídia por conta da convenção de que as notícias podem aumentar o contágio entre os indivíduos e ocasionar no suicídio. Ao encontro dessa perspectiva, em 2013, o IPEA divulgou uma pesquisa na qual conclui que “(…) o índice de mídia é o terceiro motivador de suicídios, depois do desemprego e da violência, para todos os grupos de pessoas. (…) o aumento de 1% na mídia eleva a taxa de suicídio de jovens do sexo masculino entre 15 e 29 anos em 5,34%.” Segundo Asa Briggs e Peter Burke, a associação entre suicídio e imprensa é conhecida já há algum tempo: “Dois exemplos concretos de como ajudar a moldar as atitudes de seus leitores referem-se ao suicídio e ao ceticismo. Em Sleepless Souls (1990), Michael MacDonald e Terence Murphy escrevem que ‘o estilo e o tom das histórias dos jornais sobre suicídio promoveram uma atitude secular crescente e simpática sobre esse ato’ no século XVIII na Inglaterra. Essa impressão foi-se criando pela frequência dos relatos que mostravam o suicídio como coisa comum. As cartas dos que se matavam eram publicadas nos jornais, permitindo aos leitores ver o evento do ponto de vista dos atores, sendo que essas cartas, por sua vez, influenciavam o estilo de outras deixadas por suicidas posteriores.” (BRIGS; BURKE, 2006, p. 78-79). Outro fato bastante lembrado é novela de Goethe, “Os Sofrimentos do Jovem Werther”, pulicada em 1774. Nela, o jovem comete um suicídio após uma desilusão amorosa. Por conta disso, vários jovens, na época, repetiram esse tipo de morte.

No entanto, o silenciamento diante deste assunto é maléfico para a sociedade como um todo. A prevenção só é possível através da informação de qualidade, da capacidade de informar para formar, da tematização que se torna possível a partir do momento em que se discute o tema, levanta dados, ouve-se pessoas com possíveis distúrbios e se humaniza para a valorização da vida. “Os clínicos e os pesquisadores sabem que não é a cobertura jornalística do suicídio per se, mas alguns tipos de cobertura, que aumentam o comportamento suicida em populações vulneráveis”(Organização Mundial da Saúde). A mídia, portanto, ocupa um lugar essencial nesse processo.

Ao compreender a relevância da problematização e discussão midiática, a Organização Mundial da Saúde (OMS) produziu o material “Prevenção do suicídio: um manual para profissionais da mídia” a fim de orientar os jornalistas sobre a forma de abordar esse tipo de morte. “O suicídio é talvez a forma mais trágica de alguém terminar a vida. A maioria das pessoas que consideram a possibilidade de cometer o suicídio são ambivalentes. Elas não estão certas se querem realmente morrer. Um dos muitos fatores que podem levar um individuo vulnerável a efetivamente tirar sua vida pode ser a publicidade sobre os suicídios. A maneira como os meios de comunicação tratam casos públicos de suicídio pode influenciar a ocorrência de outros suicídios. (OMS)”. Entretanto, o texto orienta o que fazer na produção noticiosa: “Trabalhar em conjunto com autoridades de saúde na apresentação dos fatos. Referir-se ao suicídio como suicídio ‘consumado’, não como suicídio ‘bem sucedido’. Apresentar somente dados relevantes, em páginas internas de veículos impressos. Destacar as alternativas ao suicídio. Fornecer informações sobre números de telefones e endereços de grupos de apoio e serviços onde se possa obter ajuda. Mostrar indicadores de risco e sinais de alerta sobre comportamento suicida.” Nesse material, é também possível encontrar as orientações sobre o que não fazer: “Não publicar fotografias do falecido ou cartas suicidas. Não informar detalhes específicos do método utilizado. Não fornecer explicações simplistas. Não glorificar o suicídio ou fazer sensacionalismo sobre o caso. Não usar estereótipos religiosos ou culturais. Não atribuir culpas.”

Ao tematizar a relevância da mídia no “Setembro Amarelo” e na inclusão desse assunto na mídia, o G1 lembrou da campanha sobre o câncer de mama que, por meio da publicização, alcançou a queda do número de pessoas com a doença desde a década de 1960. Nesse mesmo sentido, o Centro de Valorização da Vida promoveu em Porto Alegre (RS) o IV debate “Abordagem Responsável do Suicídio na Mídia”, no dia 10 de setembro, data em que se celebra o “Dia Mundial de Prevenção do Suicídio”. O local foi escolhido porque o Rio Grande do Sul possui 11 municípios dentre os 20 com os maiores índices de suicídio do Brasil. “A mídia desempenha um papel significativo na sociedade atual, ao proporcionar uma ampla gama de informações, através dos mais variados recursos. Influencia fortemente as atitudes, crenças e comportamentos da comunidade e ocupa um lugar central nas práticas políticas, econômicas e sociais. Devido a esta grande influência, os meios de comunicação podem também ter um papel ativo na prevenção do suicídio. (OMS)”

No manual da OMS, informa-se que, junto às notícias sobre suicídio, deve-se trazer: “listas de serviços de saúde mental disponíveis e telefones e endereços de contato onde se possa obter ajuda (devidamente atualizados); listas com os sinais de alerta de comportamento suicida; esclarecimentos mostrando que o comportamento suicida frequentemente associa-se com depressão, sendo que esta é uma condição tratável; demonstrações de empatia aos sobreviventes (familiares e amigos das vítimas) com relação ao seu luto, oferecendo números de telefone e endereços de grupos de apoio, se disponíveis. (OMS)”

Com uma boa base de dados, além da OMS, as fontes confiáveis para divulgar informações relacionadas ao suicídio são: “Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) – Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM) – Instituto Inter-Regional das Nações Unidas para Investigações sobre Criminalidade e Justiça (UNICRI) – Rede Clínico-Epidemiológica Internacional (INCLEN), Sociedade Internacional para a Prevenção da Negligência e Abuso Infantis (ISPCAN), INTERPOL, Departamento Estatístico da Comunidade Européia (EUROSTAT) e Banco Mundial” (OMS).

O CVV defende que a mídia tem um papel crucial na prevenção do suicídio e mostra, em seu site, matérias publicadas, de forma responsável, por diversos veículos sobre esse assunto. Esse Centro oferece serviço gratuito de ajuda, via ligação por meio do número 144, chat, Skype, e-mail ou presencialmente. Em Recife, por exemplo, o endereço é na Avenida Manuel Borba, 99/102 – Boa Vista, com funcionamento 24 horas. Maiores informações podem ser encontradas no site https://www.cvv.org.br/.

Centro de Valorização da Vida (CVV). Disponível em: << https://www.cvv.org.br/ >> acesso em 20 de setembro de 2017.

Dados da OMS sobre o suicídio. Disponível em: https://www.saude.gov.br/images/pdf/2019/setembro/13/BE-suic–dio-24-final.pdf > acesso em 07 de agosto de 2020.

BRIGGS, A; BURKE, P. Uma história social da mídia: de Gutenberg à Internet; tradução Maria Carmelita Pádua Dias; revisão técnica Paulo Vaz. 2.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2006.

Estudo do IPEA: “OS EFEITOS DA MÍDIA SOBRE O SUICÍDIO: UMA ANÁLISE EMPÍRICA PARA OS ESTADOS BRASILEIROS”. Disponível em: << http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/TDs/td_1851.pdf >> acesso em 20 de setembro de 2017.

História do Setembro Amarelo. Disponível em: << http://www.setembroamarelo.org.br/historia/ >> acesso em 20 de setembro de 2017.

Notícia sobre o Setembro Amarelo no G1. Disponível em: << http://g1.globo.com/natureza/blog/mundo-sustentavel/post/setembro-amarelo.html >> acesso em 20 de setembro de 2017.

Prevenção do suicídio: um manual para profissionais da mídia: Disponível em: << http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/67604/7/WHO_MNH_MBD_00.2_por.pdf >> acesso em 20 de setembro de 2017.

Setembro Amarelo (CVV). Disponível em: << https://www.cvv.org.br/blog/um-setembro-mais-amarelo/ >> acesso em 20 de setembro de 2017.

– Os Árbitros e a Orientação para Cuidados com Jornalistas!

Há exatos 6 anos…

Está na coluna Painel da Folha de São Paulo (08/08/15, por Marcel Rizzo):

Espiões na Rede – Árbitros receberam recomendações da CBF, por meio de documento da FIFA, de como se portar em redes sociais. Entre os pedidos para tomar cuidado com postagens pessoais, principalmente fotos, há uma orientação inusitada: tomar cuidado com os ‘amigos’ que aceita, já que podem ser JORNALISTAS.

É sabido que os comandantes da arbitragem nacional (e os da estadual também) detestam qualquer manifestação de árbitro, orientando informalmente que não se dê entrevista e que fuja de microfone, câmera ou computador. Mas a impressão é que eles querem transformar jornalistas em vilões para com os árbitros.

Uma pena pensar assim…

– Feliz Aniversário, Internet!

Eu estava em meio ao Mestrado quando a conheci! E tudo foi forçado. Um dos meus professores queria que tivéssemos uma conta de e-mail para que nos comunicássemos.

Era 1998. Ela, quem era? A Internet! Muito cara, lenta e pouco acessível. Ter um endereço eletrônico parecia uma “frescura” sem fim! Mas, na marra, acabei me relacionando com ela até hoje.

O certo é que as crianças do século XXI não imaginam como era o mundo sem Internet, numa infância diferente do que a nossa. Elas já nascem meio que “infoway”.

Há apenas 30 anos nascia a Web (ou Internet, se preferir), exatamente em 06 de agosto de 1991.

Que revolução em nossas vidas, não?

– Muitas vezes, a Web chateia.

De saco cheio da Internet!

Muitos compromissos a resolver e as timelines lotadas de Fakenews! Como tem idiota publicando manchete mentirosa, “pagando pau pra político” e disseminando notícias para enganar os outros.

É de torrar a paciência… E tem coitado que lê e diz todo pimpão: “mas eu vi na Internet, eu vi”!

INTERNET É COMO PAPEL. ACEITA TUDO.

Fui. Dando um tempo em ver o que se passa nas Redes Sociais que se transformaram em Anti Sociais por algumas horas.

– Fleets? Bye, bye…

E agora que “peguei o jeito” da ferramenta “Fleets”, do Twitter, descubro que eles deixam de funcionar a partir de hoje…

Motivo?

Era pouco usado, segundo a empresa.

E você, também está sentindo falta deles?

Compartilho sobre eles em: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2021/08/02/fleets-famosos-se-despedem-da-ferramenta-com-nudes-e-brincadeiras-no-twitter.ghtml

– Quem controla o seu trabalho?

Nesta próxima semana, Sílvio Santos comemorará 40 anos da conquista da TVS por concessão do Governo (antes, ele era da Globo e arrendava horário na Record). E ouvi certa vez no antigo programa “Rádio Atividade” da Rádio Jovem Pan seu discurso naquela ocasião.

Preocupado com a carga de atividades, no meio da sua fala, disse à sua mulher:

Íris, fique tranquila, sou eu quem comanda o meu trabalho, não ele quem me rege“.

Fantástico. Gostei e, confesso, desejaria sempre colocar isso em prática (sabemos que muitas vezes não é possível). Aliás, quem não gostaria?

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– 7 anos de ProfessorRafaelPorcari.com, 13 de blog.

Puxa, que legal: hoje faz 7 anos que registrei o domínio do meu blog (ProfessorRafaelPorcari.com), sendo 13 que ele está no ar.

Obrigado pelas 1.086.489 visitas em 23.151 postagens!

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– A desnecessidade de alguns blogs?

Há muita coisa desnecessária na Web?

Veja a opinião do articulista americano Lee Siegel, em: https://www.youtube.com/watch?v=vB8wD8Lx7Q4

– Valorize-se e tenha responsabilidade no que prega.

Na minha esteira, enquanto eu estava correndo e ouvindo meu rádio, escutei durante a canção “Utopia” do Padre Zezinho SCJ (mítico sacerdote da música católica), ele pausando a apresentação e falando sobre a responsabilidade e a competência de quem leva uma mensagem”.

Disse:

Não é porque você está na televisão, que você é melhor ou pior do que alguém. A única diferença dos outros que estão fora da grande mídia é que a sua ‘fala’ vai mais longe”!

Sensacional. Serve para todas as atividades profissionais que tem espaço na TV (independente de crenças ou descrença)… Precisamos de humildade. Carecemos de senso de didática. Necessitamos de vozes diversas para crescermos e aprendermos.

Diante de tudo isso, tenhamos a certeza: somos competentes com ou sem repercussão – e isso nos faz importantes para nós mesmos!

– Obrigado, JJ. Obrigado, Difusora.

Obrigado aos amigos do Jornal de Jundiaí por me citarem na homenagem aos 75 anos da Rádio Difusora AM 810!

É um orgulho fazer parte do Time Forte do Esporte de Adilson Freddo e demais companheiros, bem como ser citado pela estimada publicação.

Abaixo:

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– O STF do nosso dia-a-dia: Supremo Tribunal do Facebook

Li em algum lugar e concordo: as Redes Sociais (em especial o Facebook) tornaram a vida de muitas pessoas baseadas em opiniões virtuais, fake news e outras bobagens.

De tão bom uso, a Internet se transforma, indevidamente, num Tribunal que condena, absolve ou divide pessoas.

Isso é bom?

Claro que não. A Web é como papel: aceita tudo, de verdades a mentiras.

Resultado de imagem para facebook negro

– Você conhecia a TSū, a Rede Social que remunerava seus membros?

Esse post tem algum tempo, e era uma rede social bem bacana. Abaixo, apenas para rememorar (há outras na Web), a TSū, que “quebrou”. 

Já imaginaram se o Facebook tivesse a mesma lógica que ela? Abaixo:

TSŪ

Uma rede social que remunera os seus participantes. Muito parecida com o Facebook, com uma timeline próxima do Twitter, mas com um jeitão de Google Plus. Essa é a TSū (se pronuncia “SÚE”), uma network nova e que está crescendo por um motivo especial: ela paga pelas boas postagens curtidas!

Pois é: a cada post, se alguém curtir, compartilhar ou ter público para tal, a pessoa ganha décimos de centavos de dólar.

Achei interessante. Quem quiser participar (só é possível por “links convites”) pode clicar no meu perfil lá no TSū, em: https://www.tsu.co/rafaelporcari

Extraído de: http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2014/10/tsu-nova-rede-social-paga-por-conteudo-gerado-e-tempo-gasto-pelo-usuario.html

TSU, NOVA REDE SOCIAL PAGA POR CONTEÚDO GERADO E TEMPO GASTO PELO USUÁRIO

Atualmente, Facebook, Twitter, Tumblr e outras redes sociais movem bilhões de dólares com anúncios por ano e influenciam o mercado de forma assustadora. O Twitter, por exemplo, gera mais de 500 milhões de tuítes por dia e o Facebook já ultrapassou a marca de 700 milhões de usuários que criam, repassam, comentam e trocam informações. Já pensou se você pudesse receber pelo conteúdo que cria nesses sites? Foi com esta proposta que a rede social TSU (pronuncia-se Sue) surgiu.

O site, criado por Sebastian Sobczak, foi inaugurado no dia 21 de outubro e, ao contrário da rede social Ello, sem anúncios, tem como objetivo ganhar dinheiro sim, mas pagar o usuário pelo conteúdo gerado. No TSU, 90% do valor arrecadado por publicidade é dos usuários, os outros 10% ficam com a rede social. O fundador Sebastian Sobczak, define a rede como uma plataforma de monetização social.

“As redes sociais estabelecidas construíram modelos de negócios surpreendentes. São prósperos na monetização total de conteúdo gerado pelo usuário de forma gratuita. Por que alguém deveria se beneficiar comercialmente a partir da imagem, curtidas e trabalhos sem dar retorno financeiro ao proprietário? Os mercados em que participamos são enormes e podem compensar o usuário – estamos simplesmente e unicamente recompensando os usuários que estão fazendo todo esse trabalho. Esta é a forma como o mundo deve funcionar “, acredita Sobczak.

Aparentemente, a rede social funciona como o Facebook: você cria sua página, publica seu conteúdo, agrega seus amigos, curte, comenta e repassa conteúdo. A diferença está no fato de que cada perfil possui uma “conta bancária”. Com um sistema de analytics voltado para o gerenciamento da conta, você pode conferir quanto ganhou, o que gerou mais retorno, débitos, créditos, gráficos e outras informações bem interessantes.

Dentro da rede, o que gera lucro são os views, ou visualizações do conteúdo original, gerado pelo usuário. Mas não é só isso, um sistema de convites cria uma espécie de “árvore” de contatos, em que os convidados que entram para a rede dão lucro para quem os convidou – sistema que lembra o modelo de negócios da pirâmide. Os valores podem ser resgatados após atingirem US$ 100,00.

Porém, para evitar internautas maliciosos, a rede social alerta que publicar um material que não seja de autoria própria renderá penalizações. Portanto, se você pretende ganhar dinheiro com a nova rede social não poderá postar músicas de outros artistas, vídeos, fotografias ou qualquer outro tipo de material protegido por lei. O site segue as especificações da Digital Millennium Copyright Act (DMCA); fique atento com violações de direitos.

Para ingressar na rede é preciso ter o “shortcode”, isto é, um link exclusivo de algum usuário da rede social. A partir dele, você terá acesso a todos os recursos do serviço, que conta com app para Android e iOS (Universal). Dentro do site é possível postar fotos, escrever posts, incluir hashtags, adicionar títulos nas postagens, definir sua privacidade, distribuir seu conteúdo entre outras redes sociais como Facebook e Twitter, além de comentar, curtir, convidar amigos.

Se você ainda não se convenceu de que vale a pena ingressar na nova rede social, saiba que o TSU recebeu um investimento de US$ 7 milhões da Sancus Capital Prive e apoio de artistas como 50 Cent e Luol Deng do Miami Heat, entre outros. Nada mal para quem está começando, não é? Faça um teste.

– Eles riem enquanto outros brigam… Política e Futebol iludindo a muitos!

A semana foi complicada para o mundo do futebol. Surgiu uma baita discussão provocada pelo jornalista Carlos Cereto, onde ele defendia a separação entre jornalismo esportivo e político, como que “se evitasse falar de ambos concomitantemente”. Respeito a opinião dele, mas discordo: a política está intrínseca na sociedade, pois ela é necessária para todas as searas!

Aliás, já disse uma vez até mesmo o Papa Francisco sobre ela: “A Política é o mais alto grau da Caridade” (entenda esse contexto em: https://wp.me/p4RTuC-c0U).

Pois bem: se discute muito as manifestações de esportistas sobre Direita e Esquerda (ou Extrema D / Extrema E), como, por exemplo, as críticas que são lidas a Felipe Melo ou a Casagrandepois ambos têm posições abertamente assumidas. Eles podem assumir suas convicções, é da Democracia e não os censure por suas visões de mundo (isso não quer dizer “fazer apologia”, mas simplesmente respeitar e permitir a expressão de todos os prismas).

Assusta-me ver como as coisas vão sendo deturpadas quando a busca pelo poder e o fanatismo político tomam o lugar da sensatez e da razão. Vide a taxação de “comunista” atribuída ao treinador Tite, que NUNCA se manifestou ideologicamente, e que agora é atacado por uma foto de 2012 onde ele já se disse arrependido. 

Sobre essa posição de neutralidade do treinador da Seleção Brasileira, compartilho na postagem de ontem, postada em: https://wp.me/p4RTuC-vib (onde falamos da grande fake news que viralizou).

O mais interessante é: as pessoas se exacerbam, discutem, mas não se lembram que a CBF, em questões de política, não é nem de Esquerda e nem de Direita: ela é do lado do PODER!

Esquecemos tão rapidamente os afagos de Marco Polo Del Nero em Lula (juntamente com Marin, filho da Ditadura Militar)? A bancada da bola sempre migrou de lado, conforme o interesse. Rogério Caboclo faz o mesmo com Jair Bolsonaro (e faria a mesma coisa com Fernando Haddad, Marina Silva, Cabo Daciolo ou Guilherme Boulos). É do “jogo da CBF”.

Portanto, não se rotule quem não quer ser rotulado como Tite, respeite-se quem se manifesta ideologicamente, mas não se apaixone-se por quem quer usufruir das benesses do dinheiro e do poder.

Enquanto “internautas desavisados” e “tiozões do WhatsApp” replicam memes contra os “mercenários jogadores” ou “a hipocrisia do treinador”, como gostam de escrever, os senhores da imagem abaixo riem…

– Compulsão Digital: um novo mal da Tecnologia

Leio numa edição de dias atrás da Revista Isto É (ed 2289, por Monique Oliveira) a respeito daqueles que são reféns de smartphones e tablets. E um número que assusta: 10% dos brasileiros são viciados digitais e não percebem. Já existe até clínica de reabilitação para viciados digitais.

Mas, repare: o que são aquelas pessoas que ficam nas mesas de restaurantes, ao invés de baterem papo, digitando? Ou aqueles jovens / adolescentes teclando suas mensagens completamente alienados do que está acontecendo ao seu redor?

E nós mesmos, acessando email ou redes sociais muitas vezes desnecessariamente?

Caramba… precisamos nos cuidar desta compulsão ou desse transtorno, chame-o do que quiser.

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/326665_VITIMAS+DA+DEPENDENCIA+DIGITAL

VÍTIMAS DA DEPENDÊNCIA DIGITAL

Com a explosão dos smartphones, cerca de 10% dos brasileiros já são viciados digitais. A medicina aprofunda o estudo do transtorno e anuncia o surgimento de novas opções de tratamento, como a primeira clínica de reabilitação especializada

“Eu literalmente não sabia o que fazer comigo”, disse um estudante do Reino Unido. “Fiquei me coçando como um viciado porque não podia usar o celular”, contou um americano. “Me senti morto”, desabafou um jovem da Argentina. Esses são alguns dos relatos entre os mil que foram colhidos por pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Eles queriam saber o que sentiam jovens espalhados por dez países, nos cinco continentes, depois de passarem 24 horas longe do computador, dos smartphones e tablets. As descrições, como se viu, são assombrosas. E representam exatamente como sofrem os portadores de um transtorno preocupante que tem avançado pelo mundo: o IAD (Internet Addiction Disorder), sigla em inglês para distúrbio da dependência em internet. Na verdade, o que os entrevistados manifestaram são sintomas de abstinência, no mesmo grau dos apresentados por quem é dependente de drogas ou de jogo, por exemplo, quando privado do objeto de sua compulsão.

Estima-se que 10% dos brasileiros enfrentem o problema. Esse número pode ser ainda maior dada a velocidade com que a internet chega aos lares nacionais. Segundo pesquisa da Navegg, empresa de análises de audiências online, o Brasil registrou o número recorde de 105 milhões de pessoas conectadas no primeiro trimestre deste ano. Dados da Serasa Experian mostram que o brasileiro passa mais tempo no YouTube, no Twitter e no Facebook do que os internautas do Reino Unido e dos EUA. A atividade na rede é impulsionada pela explosão dos smartphones. De acordo com a consultoria Internet Data Corporation, esses aparelhos correspondiam a 41% (5,5 milhões) dos celulares vendidos em março. Em abril, o índice pulou para 49% (5,8 milhões).

Tantas pessoas usando esses aparelhos está levando ao surgimento de um fenômeno que começa a chamar a atenção dos estudiosos. Trata-se do vício específico em celular e da nomofobia, nome dado ao mal-estar ou ansiedade apresentados por indivíduos quando não estão com seus celulares. No livro “Vivendo Esse Mundo Digital”, do psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas, do Hospital das Clínicas de São Paulo, há uma das primeiras referências ao tema. Nele, estão descritas as consequências dessa dependência. “Os usuários estão se distraindo com facilidade e têm dificuldade de controlar o tempo gasto com o aparelho”, escreveu o especialista. A obra também pontua os sintomas da dependência. O que assusta é que eles são muito parecidos com os manifestados por dependentes de drogas. Um exemplo: quando não está com seu smartphone na mão, o usuário fica irritado, ansioso (leia mais no quadro na pág.67).

No futuro, a adesão aos óculos inteligentes, à venda a partir de 2014, poderá elevar ainda mais o número de dependentes. Esses aparelhos são, na verdade, um computador colocado no campo de visão. Empresas como o Google, por meio de seu Google Glass, apostam alto nessa tecnologia.

Como todas as dependências descritas pela psiquiatria, a digital não é facilmente reconhecida. Mas, da mesma forma que as outras, pode ser diagnosticada a partir de um critério claro. Ela está instalada quando o indivíduo começa a sofrer prejuízos na sua vida pessoal, social ou profissional por causa do uso excessivo do meio digital. Na vida real, isso significa, por exemplo, brigar com o parceiro/a porque quer ficar online mesmo com a insatisfação do companheiro/a ou cair de produção no trabalho porque não se concentra na tarefa que lhe foi delegada.

A gravidade do problema está levando a uma mobilização mundial em busca de soluções. Uma das frentes – a do reconhecimento médico do transtorno – está em franca discussão. Recentemente, a dependência foi um dos temas que envolveram a publicação da nova versão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, publicação da Associação Americana de Psiquiatria adotada como guia para o diagnóstico das doenças mentais. Na edição final, o vício, não citado em edições anteriores, foi mencionado como um transtorno em ascensão que exige a realização de mais estudos. Muitos especialistas criticaram o manual porque acreditam já ser o distúrbio uma doença com critérios diagnósticos definidos.

Uma das vozes a defender essa posição é a psiquiatra americana Kimberley Young, reconhecida autoridade na área e responsável, agora, por dirigir uma experiência mundial inédita: a primeira rehab digital, aberta no mês passado. O centro de reabilitação fica na Pensilvânia, como um anexo do Centro Médico Regional de Bradford. O modelo é igual ao de programas de reabilitação de drogas. No local, o indivíduo passará por uma internação de dez dias. O tratamento terá como base a terapia cognitivo-comportamental, cujo objetivo é substituir hábitos nocivos por outros saudáveis, além de sessões em grupo, individuais e intervenção medicamentosa consensual, se necessária, em situações extremas. “Há uma crescente demanda para esse tipo de serviço”, disse Kimberley à ISTOÉ.

Em países como Japão, China e Coreia do Sul, a dependência já é tratada como questão de saúde pública. Programas desses governos foram criados na tentativa de mitigar o problema. O Ministério da Educação japonês lançou um projeto que atenderá 500 mil adolescentes. Além de psicoterapia, a iniciativa definirá áreas ao ar livre nas quais os jovens serão exortados ao convívio social por meio da prática de esportes, com uso restrito às mídias digitais. Na China, o programa é militarizado, o que desperta críticas no Ocidente. “É um tratamento militar, com total restrição à mídia”, diz Rosa Farah, coordenadora do Núcleo de Pesquisa e Psicologia em Informática da PUC-SP, serviço que atende os dependentes por meio de orientações transmitidas por e-mail. Na Coreia do Sul, onde cerca de 30% dos adolescentes são viciados, os jovens passam 12 dias internados.

(CONT…)

Vício digital: você sofre desse mal? - Blog ProDoctor

Imagem extraída de: https://prodoctor.net/blog/vicio-digital-voce-sofre-desse-mal/

– A função de aceleração das mensagens de voz do WhatsApp.

Não vou mentir: adorei a nova função do WhatsApp, que permite acelerarmos em 1,5X e 2X a velocidade dos áudios.

Sabe aquele áudio de mais de 5 minutos, que a pessoa pára no meio da gravação, respira, volta a falar vagarosamente, e depois pára de novo…? Complicado escutar (especialmente em lugares com barulho, ou na falta de tempo).

Aliás, não sou amigo do WhatsApp. Se for urgente, me ligue! Não participo de grupos pois, sabidamente, as coisas importantes se perdem em meio às mensagens diversas. Só estou nos essenciais (de escola, trabalho e família).

E você, sofre com os áudios longos com o excesso de mensagens desnecessárias? Sem dizer nas correntes… aff!

Faça bom uso dos aplicativos!

– Use bem as palavras!

COMUNICAÇÃO – Falar é importante.

“Saber falar” é uma virtude!

Não fique quieto para tudo, mas busque ter clareza e educação no que você diz!

Refletindo em: https://www.youtube.com/watch?v=1I0U3M7M9xw&t=2s

– O Hello e o Telefone!

Puxa, não sei onde li ou escutei, só sei que: logo após o telefone ser inventado por Graham Bell,  criou-se uma regra de, ao atendê-lo, para a pessoa saber que você estava na linha, dizer: “você está aí” ou “tem alguém do outro lado”?

E sabe como surgiu o alô?

Com o pai da lâmpada elétrica, Thomas Edson! Ele se habitou a dizer Hello, e a moda pegou. O “Hello” virou “Alô” e até hoje é usado.

– Dizer qualquer coisa com educação, sempre será melhor.

Quando você vai abordar algo com alguém, seja qual for o assunto, vale a pena escolher as palavras.

Você pode ser seco, cuidadoso, grosso ou… gentil. Ou qualquer outra opção.

Veja essa imagem com a mensagem abaixo:

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer o autor, favor informar para créditos na postagem.

– As boas dicas para Criadores de Conteúdo na Internet.

Você gosta de escrever na Internet? Tem assunto para compartilhar? É “blogueiro”?

Saiba: ser “criador de conteúdo” pode ser um bom negócio!

Extraído de: https://g1.globo.com/economia/pme/pequenas-empresas-grandes-negocios/noticia/2021/05/16/veja-dicas-de-criadores-de-conteudo-para-faturar-na-internet.ghtml

DICAS DE CRIADORES DE CONTEÚDO PRA FATURAR NA INTERNET

O brasileiro vive grudado no celular, e a pandemia força todos a usar os negócios online. Com essa mudança, quem ganha destaque na internet é o criador de conteúdo. Ele é o profissional que usa as plataformas digitais para publicar vídeos, textos e fotos e atrair o público.

O criador de conteúdo é a profissão do momento e se equipara ao sonho de ser jogador de futebol de anos atrás. E a previsão do faturamento mundial para este ano da economia dos criadores é de R$ 84 bilhões.

Edson Castro virou criador de conteúdo em 2012, com um blog voltado para o público masculino. Com o passar dos anos, ele partiu para outras plataformas: vídeo, podcasts e redes sociais. Hoje, com a divulgação, fatura R$ 50 mil por mês.

Bia Granja tem uma consultoria de influência. Ela explica que a explosão digital de 2014, quando o brasileiro passou a usar a internet com mais frequência, chamou a atenção das grandes empresas para vender com esse trabalho.

“As marcas começaram a olhar para isso e a usar a potência dessa comunicação de uma forma direta para vender seus produtos e serviços”, explica.

Para Castro, a profissão é o futuro, e os criadores de conteúdo já começam a vender inteligência para as empresas.

“Então a gente consegue ver isso no Brasil, como ser um criador de conteúdo se tornou uma chance de as pessoas ascenderem. E isso é uma coisa que a internet traz pra gente, ela empodera as pessoas. Então quanto mais você entende todos os mecanismos ao redor daquilo, mais poder você tem”, aponta Castro.

Os criadores nas plataformas digitais precisam pesquisar, escrever, gravar e postar. E, para se dar bem na internet, é preciso pensar na atividade como uma empresa desde o começo.

“Meu trabalho não é um hobby, eu não sou um menino no quarto com uma câmera, eu sou uma empresa. Eu tenho sete funcionários e tenho uma responsabilidade com meus funcionários e para a família dos meus funcionários”, diz Castro.

Bia Granja indica pensar nas revistas na hora de criar os conteúdos. “Se você fosse uma revista, sobre o que você falaria, como você falaria, com quem você vai falar, frequência e qual sua visão sobre esse assunto. A partir daí, você começa a entender como ganhar dinheiro a partir desse conteúdo que você cria.”

Além dos anúncios e de conteúdo pago por empresas (publieditorial), o criador pode fazer programas de afiliados, em que recebe uma porcentagem para indicar produtos de um parceiro. Pode ainda fazer assinaturas com conteúdo exclusivo ou uma loja virtual com seus próprios produtos.

“Eu acho que tem que toda uma grande nova área aqui de monetização que é o criador vendendo a expertise dele na criação do conteúdo”, diz Bia.

É preciso ainda abusar da ligação com o público: saber bem os gostos e criar soluções para esta comunidade.

Segundo Castro, para não ser vítima da barra de rolagem e passar despercebido da tela do público, é necessário deixar bem claro quem você é na comunicação. “E aí eu expresso nesse conteúdo a minha personalidade, a minha identidade”, diz.

5 dicas de como ser um criador de conteúdo freelancer bem-sucedido

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem souber, favor informar para divulgação dos créditos.

– A demissão de Paulo Figueiredo da Rádio Jovem Pan.

Dias atrás, falamos sobre como impressiona negativamente (ao menos, para mim) a postura do jornalista Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente militar João Batista Figueiredo, pelo excesso de louvação ao Governo Bolsonaro.

Se algo é dito pelo Governo, TUDO é correto. Se for de qualquer outro contra o Governo, NADA presta. É muito radicalismo.

Abordamos em: https://professorrafaelporcari.com/2021/05/05/nao-seja-tao-chapa-branca-paulo-figueiredo/

Pois bem: Paulo foi demitido pela Jovem Pan, e disparou contra a Rádio. Incentivou pelo seu twitter para que seus seguidores subissem a hastagh #ForaCandil (Humberto Candil, ex-CNN, diretor da Rádio JP), pois disse que ele era esquerdista e isso causou sua demissão.

Aqui, as pessoas “piram”: a Jovem Pan é acusada por muitos de ser “direitista demais”, sempre citando o Programa “Nos Pingos dos Is” por ser quase uma “Tribuna Pró-Bolsonaro”. E um direitista radical sai da emissora pois “ela é contrária ao Governo…”.

Cá entre nós: na programação tem gente de Direita, de Esquerda, de Centro e Radicais. Aí, vale a interpretação de quem ouve e a narrativa de alguns jornalistas (vide os contrapontos Guga Noblat e Augusto Nunes).

Escute várias linhas e tire a sua conclusão: é esse sempre o melhor caminho.