– Os “cinquentões” e a carreira profissional.

O que você pensa sobre os profissionais que atingiram os 50 anos de idade?

Para uns, há o preconceito de que estejam desatualizados. Para outros, o respeito da experiência!

Compartilho essa matéria bem bacana, extraído de: VEJA, edição nº 2642

O CRACHÁ DEPOIS DOS 50

As empresas só têm a perder ao desprezar o talento dos profissionais mais maduros – mas uma melhor diversidade etária também pressupõe a adaptação desses trabalhadores.

Por Mórris Livtak

Em 2017, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), realizada pelo IBGE, mostrou que o Brasil chegou a 30,2 milhões de “idosos”. A Organização Mundial da Saúde estimava até então que o país fosse alcançar esse número somente em 2025. Em cinco anos aumentou em 18% a parcela de pessoas com 60 anos ou mais, e pelo ritmo atual o Brasil ganhará 1 milhão de “idosos” anualmente daqui em diante.

Escrevi a palavra idosos entre aspas porque não conheço ninguém com idade entre 60 e 70 anos que se considere idoso. Esse termo carrega o estereótipo daquele símbolo de vaga para idosos em que há uma pessoa com bengala — o que está longe da realidade da maioria dos que estão nessa faixa etária.

Na década de 80, quando eu nasci, quem tinha 60 anos era considerado um velhinho. Hoje em dia a coisa é bem diferente. Dizem que os 60 anos são os novos 40. E a pessoa com 50, então? É e se sente (e normalmente está mesmo) jovem, cheia de energia e de planos.

O fato é que muita gente simplesmente parou de ter filhos. Também é fato que, com o avanço da medicina e das demais ciências, hoje conseguimos viver mais e melhor. A idade biológica do ser humano se estende cada vez mais. Assim, boa parte dos nossos filhos atuais será centenária amanhã. Na contramão disso, há quem não tenha se dado conta dessa nova realidade, como é o caso de um grande número de empresas, principalmente no que diz respeito à contratação de talentos 50+.

O cenário macroeconômico de crise, a necessidade de cortar custos e despesas e o avanço da tecnologia no mercado de trabalho potencializam a chamada “juniorização” dos talentos nas empresas. Tal efeito se contrapõe à realidade e à tendência de envelhecimento da população — e da força de trabalho — no Brasil e no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nosso país é um dos que envelhecem mais rápido hoje e será o sexto com maior número de idosos em 2025.

Outra pesquisa, realizada pela FGV e pela Pricewater­houseCoopers em 2013, mostrou que, muito embora se reconheça que os profissionais 50+ sejam bem qualificados, as empresas no Brasil não os contratam. Nesse mesmo sentido, conforme os dados mais recentes sobre o assunto, não chega a 3% a média de funcionários com mais de 50 anos nas 150 melhores empresas para trabalhar no país.

Há quatro anos pesquisando sobre preconceito etário na MaturiJobs, percebi que, especialmente nos cargos mais baixos, fora das posições de gerência ou direção, já se torna difícil conseguir um emprego no Brasil (sobretudo para as mulheres) após os 40 anos. Quando se avança nos 50, fica praticamente impossível. Por isso focamos nosso trabalho a partir dessa faixa etária — que ainda não é “idosa” mas já é considerada velha e desinteressante para o mercado. Para se ter uma ideia, já ultrapassamos a marca de 90 000 profissionais de 50 anos ou mais que se cadastraram em nossa plataforma e conseguimos empregar somente 1% desse total até hoje. Por outro lado, por sorte muitas dessas pessoas começam a se reinventar profissionalmente de diversas maneiras.

“Os empregadores sofrem com a alta rotatividade dos jovens, que saem em busca de outros propósitos”

O que as empresas estão perdendo com isso? Estão perdendo o que é cada vez mais valorizado em tempos de automatização e de inteligência artificial. Ou seja, perdendo parte significativa dos soft skills (predicados comportamentais). As habilidades ligadas às relações intra e interpessoais — que têm muito a ver com autoconhecimento e trato com pessoas — são esferas intangíveis potencializadas com os anos e com a experiência de vida dos profissionais.

Mas não só isso: atualmente as empresas têm sofrido bastante com a alta rotatividade dos jovens, que pedem demissão para procurar diferentes contextos, propósitos, empreendedorismo etc. — e, muitas vezes, falham ao deixar de buscar o comprometimento, a resiliência e a postura dos mais maduros. Alguém viu o filme Um Senhor Estagiário, com Robert De Niro e Anne Hathaway? Além de ser zeloso e dedicado, o personagem de De Niro apresentava uma flexibilidade incomum ante novas situações. No filme ele aprendia com os mais novos, e os mais novos com ele.

Assim, integrar as gerações é o caminho para fundir as aspirações e os olhares de modo a proporcionar equilíbrio ao ambiente de trabalho e trazer à mesa a diversidade etária, assunto ainda raramente discutido nas organizações.

Os 50+ — atualmente mais de 25% da população brasileira —, que enfrentam tanta dificuldade em se recolocar, devem por sua vez buscar continuamente atualização (já ouviu falar do Lifelong learning, o aprendizado pela vida toda?). As capacitações técnica e comportamental são essenciais, assim como o autoconhecimento, o net­working, a integração com os mais jovens e a procura por novos caminhos profissionais como o empreendedorismo, além da manutenção da autoestima, para aproveitar o conhecimento e não temer processos seletivos com jovens nem ter receio de lidar com um chefe mais novo.

Hoje em dia há vários caminhos a ser percorridos e é preciso pensar “fora da caixa” para ir além daquele formato tradicional de trabalho que se aprendeu vinte ou trinta anos atrás. O próprio setor voltado para os 50+, em seus mais diversos segmentos, carece de muitos serviços e melhor atendimento, e essa é uma grande oportunidade para os maduros — que “sentem na pele” essa realidade — perceberem e criarem oportunidades de negócio.

Conto aqui sobre minha experiência pessoal. Criamos recentemente um programa em que startups estão recebendo alguns 50+ para trabalhar por um curto período para que possam se conhecer e a partir daí estabelecer um modelo de trabalho como empregado, sócio, investidor, estagiário, mentor ou consultor.

Aliás, um estudo recente do MIT Sloan School of Management mostrou que a idade média para o sucesso de um empreendedor nos Estados Unidos é de 45 anos, desfazendo o mito de que startup é coisa só de jovem. A experiência dos “longevos” faz toda a diferença — Google e Airbnb são cases conhecidos de empresas que viram seu negócio crescer exponencialmente após trazerem CEOs mais maduros.

É hora de repensar não apenas o que significa trabalhar, mas a própria natureza do trabalho. A longevidade é um fato que está aí e estará cada vez mais presente, portanto se faz urgente enxergar além dos desafios.

Há muitas oportunidades que os trabalhadores que passaram dos 50 anos e as empresas poderão desfrutar, a partir do momento em que começarmos a entender que a soma da idade não subtrai, só multiplica, e criarmos uma consciência social em torno disso, como diz a espanhola Raquel Roca, pesquisadora desse tema.

Que tal então revermos nossos conceitos a respeito da idade, já que todos nós seremos “idosos”?

* Mórris Litvak, de 36 anos, é engenheiro de software e criador da plataforma digital MaturiJobs

The Intern – Wikipédia, a enciclopédia livre

GERAÇÕES – Cena do filme ‘Um Senhor Estagiário’: o comprometimento acima da média costuma fazer diferença (Divulgação/Warner Bros)

– Um pequeno desabafo…

Há certas empresas que “pedem” para serem questionadas.

Quando o RH questiona a idade do candidato e desconsidera a experiência (te dando a impressão de que está velho),

Quando leva em conta a distância da residência ao trabalho, como se isso fosse um impeditivo,

Quando se preocupa como a família do empregado é constituída…

Não merece ter você como colaborador.

– Ser improdutivo, de vez em quando, não é tão ruim…

Muitas vezes as pessoas se esgotam na rotina do trabalho e prejudicam o próprio serviço. Afinal, é muito difícil render o máximo a todo instante. Um pouco de improdutividade (ou se preferir: descanso), de vez em quando, não faz mal!

Quem nunca surtou ou chegou “à beira de” por conta do engajamento profissional sem perceber que é um ser humano normal?

Um pouco mais, extraído de: https://www.linkedin.com/feed/news/cuidado-com-o-esgotamento-4698300/

CUIDADO COM O ESGOTAMENTO

É humanamente impossível manter um alto nível de performance no trabalho o tempo inteiro. Devemos aceitar nossos limites e nos permitir um certo grau de improdutividade durante a jornada de trabalho. Se não fizermos isso, o risco de esgotamento ou “burnout” é enorme, alerta Alberto Roitman, diretor na Nexialistas Consultores e professor da FIA Business School: “não se disputa uma Olimpíada e uma Copa do Mundo no mesmo ano. Nenhum ser humano consegue estar o tempo todo com 100% da sua capacidade de alta performance. No mercado corporativo não é diferente”.

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Ser produtivo no home office? Crie um ambiente adequado!

Você tem dificuldade de melhorar a produtividade do seu trabalho, por conta de distrações durante o Home Office?

Veja dicas importantes

Extraído de: Folha de São Paulo, Caderno “Sobre Carreiras”, 13/06/2020

CRIAR ROTINA AJUDA A DESOCUPAR O CÉREBRO E SER PRODUTIVO EM CASA

Especialistas ensinam técnicas para se concentrar no trabalho ou no estudo.

Por Marília Miragaia

Quem precisa manter o foco na hora de trabalhar ou estudar em casa deve criar uma rotina não só para os afazeres profissionais. É necessário planejar o dia inteiro, desde a hora de acordar até dormir, incluindo momentos de lazer e tarefas domésticas.

“É importante ter uma rotina global. Como não há mais diferença espacial e temporal entre trabalho e lazer, você precisa construir essa diferença. Senão, não faz nenhuma das coisas bem”, afirma Fabiano Moulin, neurologista e médico-assistente do departamento de neurologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Antes da pandemia, a maior parte da rotina nos escritórios não era determinada pelos profissionais. Em casa, o trabalhador pode ter a sensação de que construir esses hábitos é algo artificial.

“Tivemos que trazer para a consciência microdecisões que a gente não tomava antes, mas o cérebro não tem capacidade para lidar com todo esse fluxo de informações. Por isso, os hábitos são importantes”, explica Moulin.

E fazer um planejamento por escrito ajuda o cérebro a automatizar esses afazeres. A programação também é uma saída para controlar a ansiedade, afirma Christian Barbosa, especialista em produtividade e empresário.

“Quando não sabemos exatamente o que precisamos fazer, estamos aumentando nosso esforço para executar tarefas”, diz Saulo Velasco, psicólogo e fundador da Lupa – Educação Ampliada, organização que atua com estudantes e professores.

Na hora de colocar no papel a rotina diária, é importante sentar e conversar com a família para discutir como eles podem participar desse processo, afirma Moulin. Se tudo for combinado antes, fica mais fácil se dividir entre todas as tarefas e conseguir momentos de silêncio.

A forma de se organizar varia de pessoa para pessoa. A agenda pode ser pensada para três dias ou para a semana inteira, por exemplo, mas deve ser o mais detalhada possível e feita para o curto prazo, de acordo com Velasco.

O profissional precisa ser realista com o que consegue cumprir para não ficar ansioso, o que também tem impacto na sua produtividade.

“Tendemos a criar metas impossíveis porque a gente acha que vai relaxar se baixar a exigência. Mas, quanto maior a expectativa, maior pode ser o fracasso e a decepção”, afirma o psicólogo.

Preparar o ambiente também é uma recomendação importante para quem quer evitar distrações. A orientação é deixar em cima da mesa apenas o que for indispensável para cumprir as tarefas e até incluir no espaço itens que relembrem o trabalho, como o porta-retratos que costumava ficar no escritório.

“Nosso cérebro depende de gatilhos para construir um estado de espírito. Quando chego ao hospital, entro no papel de médico. O problema é que nossa casa sempre foi relacionada a outro tipo de emoção. E ter que ressignificar esses gatilhos é importante para manter o foco”, afirma Moulin, neurologista.

Quando fazemos atividades de naturezas diferentes no mesmo ambiente, elas ficam associadas a esses espaços e criamos uma competição entre comportamentos, explica Velasco.

Para ele, a prática de rituais pode ajudar a contornar esse problema. Entre eles, estão tomar banho ao acordar, vestir as roupas usadas para ir ao escritório, se maquiar caso tenha costume e diferenciar músicas ouvidas em momentos de lazer das que são escutadas durante o expediente.

Outro elemento a ser monitorado é o estresse, que em altas doses atrapalha a performance, lembra Elisa Kozasa, pesquisadora da área de neurociência do Hospital Israelita Albert Einstein. Mas, em níveis saudáveis, ele é importante para que o profissional continue estimulado.

“O estresse se torna negativo quando começa a atrapalhar as atividades da vida diária, como dormir e comer, ou quando a pessoa se irrita com facilidade”, afirma.

Segundo ela, meditação e relaxamento são duas ferramentas que ajudam a administrar a tensão.
“O ganho dessas práticas é desenvolver uma habilidade de atenção relaxada. Você fica atento e, ao mesmo tempo, relaxado”, diz.

Para quem nunca meditou, um bom caminho é procurar aplicativos sobre o tema e fazer pequenas pausas ao longo do dia.

8 PASSOS PARA MANTER O FOCO NO HOME OFFICE

1 – Prepare a mesa do escritório
Deixe o espaço arrumado para evitar distrações e decore esse ambiente com objetos que lembrem sua atividade, como agendas, livros, porta-retratos que eram usados no escritório, planejadores e canetas

2 – Crie rituais
Adote hábitos que vão ajudar o seu cérebro a entender que você está fazendo algo diferente de descansar no ambiente doméstico. Entre eles, tomar banho ao acordar, vestir as roupas que normalmente são usadas para ir ao escritório e escolher músicas diferentes das escutadas em momentos de lazer

3 – Siga uma rotina
Não adianta só reservar horário para o trabalho: pense em um cronograma para todas as atividades do dia. Colocar o planejamento no papel ajuda o cérebro a automatizar tarefas. A agenda pode ser organizada de forma semanal ou a cada três dias

4 – Converse com a família
Mantenha um diálogo com filhos e companheiros para sinalizar como eles farão parte da sua rotina. Faça acordos para ter ambientes mais silenciosos e horários dedicados ao trabalho e à convivência

5 – Faça pausas
Quebre o trabalho em ciclos. Eles podem ter cerca de 20 minutos, mas cada pessoa pode encontrar o intervalo que faz mais sentido para ela. Além disso, é recomendável levantar e alongar pernas e costas a cada duas horas

6 – Coloque fone de ouvido
É possível encontrar em sites, aplicativos e páginas do YouTube músicas para facilitar a concentração. Quem fica em ambientes barulhentos pode usar fones que bloqueiam ruídos

7 – Pense na ergonomia
Para evitar dores no corpo com o passar do tempo, siga essas orientações: mantenha os pés apoiados no chão (use um suporte se preciso); forme um ângulo de 90 graus com os braços em relação à mesa; nivele o topo da tela do computador com a altura dos olhos e deixe uma distância de mais ou menos um braço (de 50 a 75 cm) entre você e o computador. A iluminação do ambiente também é importante. O ideal é que não haja sombras ou reflexos na tela do computador, o que pode deixar ainda mais cansativa a exposição contínua à tela

8 – Tenha cuidado com redes sociais
Para não se distrair com o celular, você pode usar aplicativos que regulam notificações ou separar um tempo exclusivo para essa atividade

Fontes: Christian Barbosa, especialista em produtividade e empresário; Fabiano Moulin, médico-assistente do departamento de Neurologia da Unifesp; Mariana Digiovanni, médica do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie; Saulo Velasco psicólogo e fundador da Lupa – Educação Ampliada

Como Trabalhar Home Office em 2020 - Guia Prático

Imagem extraído da Internet, autoria desconhecido.

– Trabalhar é necessário. Mas lembremo-nos do equilíbrio e de… saber viver!

Achei verdadeiro e sensacional tal alerta sobre ser os cuidados sobre a cobrança de que devemos trabalhar incessantemente (abaixo na imagem), e aqui registro que é a visão de um semi-workaholic (eu).

A imposição de um ritmo frenético e a chamada “ditadura do sucesso”, supostamente necessária a qualquer custo, cansa. É lógico que devemos produzir, estudar, fazer a diferença. Mas o custo disso pode ser muito alto e não compensar.

E a família? E os prazeres? E os momentos de introspecção e calmaria?

Gostei demais dessa mensagem, na figura, de lembrarmos do necessário equilíbrio. Compartilho-a:

JOAO BATISTA

– PME que contratam funcionários transexuais.

Empresas que aceitam a diversidade sexual e contratam LGTBs. Uma novidade ou tendência?

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/08/1911077-pequenas-empresas-se-abrem-para-receber-funcionarios-transexuais.shtml

PEQUENAS EMPRESAS SE ABREM PARA RECEBER FUNCIONÁRIOS TRANSEXUAIS

por Everton Lopes Batista e Júlia Barbon

O site Transempregos, que divulga vagas de trabalho para transexuais e travestis, contava com 160 currículos cadastrados em 2013, ano em que foi inaugurado. Atualmente, são mais de mil.

A plataforma foi um dos canais usados pela hamburgueria Castro, inaugurada no fim de 2016 na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, para acrescentar diversidade ao negócio. Uma chamada publicada no site convidava pessoas de todos os gêneros e orientações sexuais para participar de uma seleção.

A transexual Roberta Proença Gouvea, 41, se candidatou e conseguiu a vaga de recepcionista do local, que tem 16 funcionários no total –dois deles são trans.

“A proposta da Castro me deu muita esperança para conseguir o emprego. Eu fui tratada como uma candidata de verdade”, afirma ela.

Segundo Luiz Felipe Granata, um dos sócios da Castro, a proposta é ser um ambiente “não excludente” para funcionários e clientes.

“A maior diferença de trabalhar em um lugar como esse é poder ser quem você realmente é e se sentir seguro”, afirma o transexual Bruno Mikó, 23, que trabalha como auxiliar de cozinha ali.

Com um investimento inicial de R$ 400 mil, o faturamento deve chegar a R$ 2,4 milhões neste ano. Os donos já planejam abrir uma franquia no próximo ano.

O estabelecimento faz parte de um grupo cada vez maior de empresas que têm procurado transgêneros –pessoas que se identificam com um gênero diferente do indicado pelos órgãos genitais de nascimento– para fazer parte de seu quadro de funcionários.

FALTAM DADOS

As dificuldades para conseguir trabalho ocorrem tanto por preconceito quanto por invisibilidade –não há dados sobre a empregabilidade de transgêneros no país.

Segundo a empresária e travesti Márcia Rocha, que administra a Transempregos de forma voluntária, cerca de 40% dos candidatos cadastrados na plataforma têm nível superior. “Mas mesmo para pessoas mais bem qualificadas, o mercado ainda é bastante hostil”, afirma ela.

Gouvea, por exemplo, tinha ensino médio, dois idiomas –além do português, ela fala inglês e espanhol– e um intercâmbio no currículo. “Era mais fácil quando eu escondia das pessoas que eu era trans”, afirma.

Aos 18 anos, Paloma Castro, também trans, desistiu de procurar emprego e passou a se prostituir. Hoje, aos 26 anos, é garçonete no Casa Café Teatro, na Bela Vista, região central de São Paulo.

O salário de R$ 1.191 permitiu que ela saísse das ruas enquanto termina um curso técnico em gestão de qualidade.

Histórias como a dela, no entanto, ainda são exceção. “Ainda é pouco, porque é muito recente. Temos muito trabalho a fazer”, diz Márcia Rocha. “Mas sinto que a coisa realmente está acontecendo, não estou dando conta de tantas reuniões e capacitações.”

AÇÕES

A IBM foi uma das criadoras, em 2013, do Fórum de Empresas LGBT. A organização informal reúne 39 grandes companhias que se comprometem com ações como usar o nome social do funcionário trans (em crachás e e-mails, por exemplo) e não restringir o uso de banheiros.

“Pessoas diversas trazem maior produtividade à empresa. Se eu fechasse essa porta, perderia bons recursos”, diz Adriana Ferreira, líder de diversidade e inclusão da IBM Brasil.

Na outra ponta, para que essas pessoas cheguem melhor preparadas até as empresas, foi criado, em 2015, o projeto Transcidadania, da Prefeitura de São Paulo.

A iniciativa paga uma bolsa mensal de R$ 983,55 por até dois anos, enquanto os beneficiários, transexuais e travestis, voltam para a escola, fazem cursos profissionalizantes e são acompanhados por advogados e psicólogos.

Hoje, o programa tem 175 participantes.

No entanto, a baixíssima escolaridade e o envolvimento com drogas impedem, em alguns casos, que a pessoa esteja pronta para o trabalho no final dos dois anos, afirma Ivan Batista, coordenador de políticas para LGBT na Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania do município.

Para isso, diz o coordenador, está sendo criado um comitê envolvendo os departamentos de educação e saúde da cidade, para que esses fatores sejam tratados antes do ingresso no programa.

A Coordenação de Políticas LGBT, também da prefeitura, oferece ainda capacitação para empresas que queiram receber trabalhadores trans e conhecer a a lei estadual 10.948, criada em 2001 para proteger a comunidade LGBT nas relações de trabalho.

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Imagem extraída do link acima.

– As 4 faces dos Workaholics.

Veja só: o workaholic é aquele típico viciado em trabalho. Porém, agora já temos catalogados 4 tipos desse sujeito.

Será que você se encaixa em alguns deles, sendo um workaholic e não sabe?

Extraído de: Revista Superinteressante, ed Janeiro/2013, ed 45.

AS QUATRO FACES DOS WORKAHOLICS

1) O IMPLACÁVEL

Não sabe dizer “não”. Assume mil responsabilidades sem conseguir priorizar o que importa nem delegar tarefas a outras pessoas. Com tanta coisa a fazer em pouco tempo, acaba deixando passar muitos erros.

2) O BULÍMICO

Por ter autoestima baixa, cria expectativas altas demais de como devem ser seus resultados. Isso lhe dá medo de começar projetos e, quando começa, trabalha à exaustão, extremamente preocupado com o risco de cometer erros.

3) O DESATENTO

Tem prazer com muitas idéias e, assim, começa uma imensidão de projetos. Porém, sente-se enfadado quando precisa levá-los adiante. Acaba fazendo tudo sem muito empenho, pensando em outras coisas.

4) O DEGUSTADOR

Detalhes o preocupam tanto que ele acaba paralisando, reescrevendo a mesma frase, rechecando algo. Como acha que ninguém será cuidadoso como ele, não consegue passar o bastão. E aí, você se identificou com algum perfil?

Workaholic: Você é um? Confira as características do distúrbio - Economia - iG

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– A quantidade correta de “sono permitido” no ambiente organizacional!

Que dormir faz bem, é sabido. Mas e depois do almoço, durante o trabalho?

Pesquisa mostra: dependendo da quantidade de sono, pode ser bom ou ruim. Mas a novidade é a seguinte: as empresas estão aderindo à moda no Brasil, criando até mesmo “espaços-soneca”.

Abaixo, extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0EMI190504-15259,00-A+INVASAO+DA+SONECA.html

A INVASÃO DA SONECA

Por Carlos Giffoni e Marcos Coronato

Ter vontade de cochilar depois do almoço não é coisa de preguiçoso nem de glutão. É normal que haja uma queda na temperatura do corpo no meio da tarde, similar à que ocorre no meio da madrugada. Daí vem a sonolência pós-almoço. No horário em que outros mamíferos diurnos se espreguiçam gostosamente em alguma sombra, a maior parte dos trabalhadores volta ao batente. Mas cresce o número de empregados, no Brasil e no exterior, que podem tirar uma bela soneca depois do almoço – com o apoio do chefe.

Empresas como o Google e a Nike estão entre os defensores globais da dormidinha. No Brasil, até 2009, a consultoria especializada em ambientes de trabalho Great Place to Work (GPTW) não tinha nenhum relato de funcionários agradecidos por contarem com locais bons para dormir na empresa. Neste ano, em sua lista das 100 Melhores Empresas para Trabalhar (publicada por ÉPOCA) apareceram dez histórias sobre ambientes feitos para o descanso. Cada um a seu estilo, com pufes, redes ou colchonetes.

Dormir cerca de meia hora no meio da tarde pode melhorar a atenção, a memória, as habilidades motoras, o humor e a capacidade de tomar decisões. Segundo um estudo da Nasa, a agência espacial americana, 26 minutos de repouso, em média, aumentam a produtividade em até um terço e a capacidade de atenção em 54%. O estudo, coordenado pela especialista em fadiga Mark Rosekind, foi feito em 1995 – e só agora as empresas estão acordando para ele.

Os bons efeitos da soneca durante o expediente são percebidos por trabalhadores como Simone Silva, de 44 anos, assistente de treinamento na empresa de consórcios Embracon. No emprego anterior, ela já podia dormir, mas não contava com um espaço adequado para isso. “Eu tinha de colocar uma cadeira na sala do arquivo”, diz. No emprego atual, há uma estrutura de apoio. “É como se os pufes me abraçassem. Dormir 15 minutos é o suficiente.”

Um levantamento interno sobre qualidade de vida feito na Embracon mostrou que um terço dos funcionários em São Paulo tem jornada dupla, entre trabalho e estudo. “Eles acordam cedo e dormem tarde. Percebemos que um ambiente para descansar depois do almoço melhoraria as condições de trabalho”, diz Brenda Donato, gerente de recursos humanos. A empresa de software Sydle, de Belo Horizonte, também oferece espaço para descanso e escolheu não controlar o horário de uso. “A sala de descanso fica aberta das 7 horas às 21 horas, e cada um passa ali o tempo que quiser. Basta cumprir as oito horas diárias de trabalho”, afirma Alessandra Ravaiani, analista de RH.

A empresa pode até não controlar a duração da soneca, mas ainda assim o sono da tarde precisa ter limites. Senão, em vez de melhorar, ele pode piorar a saúde e a produtividade. A neurologista Andrea Bacelar, vice-presidente da Sociedade Brasileira do Sono, destaca algumas características do cochilo proveitoso. Em primeiro lugar, ele dura de 20 a 40 minutos. Parece pouco, mas o segredo é cultivar o hábito. O cérebro, quando acostumado à regularidade do momento de repouso, tenta aproveitá-lo ao máximo e “corre” para um estágio do sono revigorante. “Depois de 40 minutos, você entra em estágios ainda mais profundos, e acordar no meio de um deles pode causar mais cansaço”, diz Andrea. O bom sono, mesmo curtinho, também requer níveis baixos de luz e ruído.

Dormir 30 minutos já melhora o resto do dia, mas
mais de 40 minutos pode atrapalhar o sono noturno

A pior ameaça, porém, é a piora do sono noturno, já ruim para muita gente. O brasileiro médio dorme de seis horas e meia a sete horas e meia por noite, mas sete horas e meia é o mínimo necessário para manter a saúde física e mental. Um estudo da Unifesp em 2007 constatou que metade dos paulistanos tem problemas relacionados ao sono, situação comum em grandes cidades. “Quem tira uma soneca de vez em quando, sem regularidade, corre o risco de atrasar o sono noturno”, diz Andrea. Também para preservar o sono da noite, é importante não adiar o horário do descanso vespertino.

Em algumas áreas comerciais, surgem estabelecimentos que prestam esse tipo de serviço. Em Nova York, ganham fama spas de cochilos como o Yelo. No centro do Rio de Janeiro, desde o ano passado funciona a clínica de sono Pausadamente. Lá, salas para descanso podem ser alugadas por períodos de 20 a 40 minutos. Em São Paulo, o restaurante Bello Bello oferece desde 2004 a seus clientes o Espaço Soneca – um ambiente reconfortante, bem isolado da agitação do comércio da vizinhança, no bairro de Pinheiros. “Queria trazer o clima de minha casa para o restaurante”, diz a proprietária, Salete Ebone. “Fui acostumada a descansar durante a tarde, mas vejo que a soneca ainda é um tabu para muita gente.” Dos 300 clientes que almoçam por lá todos os dias, cerca de 40 vão ao Espaço Soneca depois da refeição e se libertam desse tabu.

Olga Kurbatova/Getty Images

Extraído de: https://super.abril.com.br/comportamento/o-homem-e-o-unico-animal-a-dormir-de-uma-tirada-so/

– Que pena! Quanta gente se perde…

Fico sinceramente triste quando pessoas se perdem nas Redes Sociais! Por viverem dentro de uma bolha virtual, seja ela de qual assunto for, passam a postar críticas pelo simples fato de caçar cliques ou “causar”, abrindo mão do bom senso e da razoabilidade.

Normalmente, são pessoas sozinhas, que se afastaram de amigos ou das pessoas que queriam lhe ajudar. Atacam jornalistas, celebridades ou ainda pessoas comuns, passam vergonha e não percebem o papel ridículo que fazem. Difamam o trabalho alheio achando que todos são porcaria e que nada presta. Ousam atacar profissionais bem-sucedidos. Por inveja? Talvez…

Viram “Stalkers”, e depois “Haters”, e aí a credibilidade vai embora mesmo…

É difícil para elas reconstruir uma carreira. Tornam-se amargas (e porque querem), não aceitam críticas e se acham melhores e mais inteligentes do que outras. Precisam criar novos perfis, novos avatares e mudar até mesmo o “nome de guerra”.

O que a teimosia, a arrogância e o menosprezo à ajuda fazem, não? E não percebem o quão mal fazem a si próprias, não entendendo que a opinião diversa de alguém deve ser respeitada. Perdem emprego e respeito, lamentavelmente.

Imagem extraída de: https://www.significadodossonhosonline.com/5-habitos-que-tornam-as-pessoas-amargas-como-evitar/amp/

– A Montanha-Russa da Vida.

Visualizei no perfil do LinkedIn de Ronaldo Nascimento essa analogia fantástica, e não tem como deixar de compartilhar.

Assistam ao vídeo com a explicação abaixo:

A estrutura azul escura é Deus em nossas vidas, sustentando-nos em todo tempo! A azul clara é a vida profissional que precisamos estar nela amparados e a rosa é a família, que não podemos nos desprender! Os movimentos nos mostram que a vida é dinâmica e não se pode viver estaticamente, por maiores que possam ser as adversidades representadas pelos movimentos destas estruturas. Temos um Deus que cuida de nós, um emprego para não faltarem as necessidades e nossa família, que é nosso alicerce!

– A Prática do Slow Work nas Empresas

Um movimento ganha corpo no mundo organizacional: o de reduzir o ritmo frenético de trabalho que tanto estressa os profissionais.

Você conseguiria participar da turma do Slow Work?

Extraído de: http://is.gd/t1YoBz

DESACELERE O TRABALHO

Essa é a máxima do movimento slow work: quanto mais flexível for o ambiente profissional, mais produtiva será a equipe.

Natália Martino

Executivo de uma multinacional espanhola, Leonardo Ricciardi, 35 anos, iniciou 2012 como um típico profissional de sucesso. Mas a remuneração alta cobrava seu preço: a diferença de fuso horário com a Espanha fazia seu dia começar às 4h30. Cansado dessa rotina, Ricciardi resolveu trocar de emprego em fevereiro. Hoje gerente de operações de uma empresa de tecnologia no Rio de Janeiro, ele ganha duas vezes menos do que no emprego anterior. Em compensação, trabalha como, quando e onde quer. “Abaixei meu padrão financeiro, mas acompanho o crescimento da minha filha e finalmente vou terminar meu curso de chinês, que adio há seis anos”, diz. Essa flexibilidade é uma das vertentes do slow work, “trabalho lento”. Apesar do nome, especialistas garantem que a estratégia pode aumentar significativamente a produtividade da empresa. “Somos bombardeados com informação o tempo todo e se espera que a resposta seja sempre instantânea, mas a resposta mais rápida nem sempre é a melhor”, disse à ISTOÉ Peter Bacevice, consultor da DEGW, multinacional especializada em melhorias nos ambientes corporativos.

“O conceito de slow work é basicamente facilitar a vida dos empregados”, diz Clara Linhares, professora de gestão de pessoas da Fundação Dom Cabral. A satisfação deles, por sua vez, aumenta seu comprometimento com a empresa e sua produtividade. Para gerar esse contentamento vale tudo que favoreça o florescimento de novas ideias e o equilíbrio da vida profissional e pessoal. Mas as mudanças precisam ser feitas com cuidado. “A dica é incorporar as mudanças aos poucos e depois de muito diálogo com os funcionários”, diz Clara Linhares. Sem pressa e com mais eficiência, como o próprio slow work.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– O que os gestores devem saber:

Gestores que querem obter bons números precisam ter ciência de que:

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Ser Professor é… Cachaça!

Muito verdadeira tal declaração de Amor pelo Ensino do prof Nalini! Ser professor é ser vocacionado, não tendo na remuneração sua satisfação maior, mas o reconhecimento do aluno.

Compartilho, pois vale a leitura! Abaixo:

Em: https://renatonalini.wordpress.com/2020/05/25/o-retrato-de-um-mestre/

O RETRATO DE UM MESTRE

Por Prof Dr José Renato Nalini

Ser professor é uma cachaça. Passei a lecionar em 1969, a convite do inesquecível Professor Nassib Cury, Diretor do Instituto de Educação Experimental de Jundiaí. Hoje o nome é Escola Estadual Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, o primeiro Bispo de Jundiaí, a caminho dos altares.

Nunca mais deixei de ter esse encontro criativo com o alunado. Continuo a aprender com eles. Vivenciei a experiência de participar do drama dos 230 mil professores da Rede Pública Estadual, quando não consegui recusar a convocação do Governador Geraldo Alckmin para assumir a Secretaria da Educação em fase terrível de múltiplas crises. Vi que há verdadeiros heróis nas salas de aula. Lutam contra tudo: estrutura carcomida, falta de reconhecimento, salários vis. Mesmo assim, muitos deles não perdem o idealismo.

Ensinar é vocação. O prêmio que o professor recebe não está na remuneração. Ela é insuficiente a satisfazê-lo. Ele precisa do reconhecimento do aluno. Mais do que isso, do carinho, da amizade, do respeito do aluno.

Tais sentimentos existem, ainda que em proporção diminuta, considerado o prestígio do Magistério em outros tempos. Basta verificar como é que os ex-alunos antigos se referiam a seus mestres.

A leitura de “Velhas Figuras de São Paulo”, de Pelágio Lobo, me fornece exemplo singular dessa devoção. Ele reconstitui seu curso de Ciências Jurídicas na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Faz um perfil de cada professor. Escolhi Herculano de Freitas, porque ele é ascendente de meus filhos. Meu sogro, Francisco Glicério de Freitas Filho, era neto de Herculano.

Vejam como ele é descrito pelo seu discípulo: “Na Cadeira de Direito Público tivemos Herculano de Freitas. Era um dominador da tribuna que, na cátedra, e no nosso curso de excepcional e inesperada assiduidade, se impôs à nossa benquerença, como se impusera à nossa admiração fervorosa pelo brilho de suas lições, a variedade e vivacidade dos seus argumentos e o tom risonho com que sublinhava fatos políticos e históricos ou críticas a intérpretes da lei básica, numa profusão de ideias que nos deixavam dominados pelo fulgor daquelas cintilações. Com ele estudamos, além das bases do Direito Constitucional e Público, a Constituição de 1891 e aprendemos a conhece-la e admirá-la; o regime republicano, as funções dos três poderes, o sistema de contrapesos, destinado a manter sua harmonia e equilíbrio, a autonomia dos Estados e a questão de distribuição de rendas – tudo isso era exposto com a clareza de um mestre consumado e a esbelteza de um conferencista de alta linhagem tribunícia. Todos os sistemas eleitorais, escrutínio simples e de lista, voto cumulativo e os regimes eleitorais desde os da Monarquia, tudo isso era exposto, criticado com fertilidade de fatos e noções e com o tom risonho, muitas vezes faceto em que o mestre era exímio”.

Herculano de Freitas, genro de Francisco Glicério, o prócer da República, foi Ministro da Justiça e, em seguida, Ministro do Supremo Tribunal Federal. Morreu em 1926. Daqui a alguns anos, celebrar-se-á o seu aniversário de morte. Mas enquanto houver quem dele se lembre, viverá na memória coletiva, como um brasileiro de que a Pátria deve se orgulhar.

_ José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-Graduação da UNINOVE e Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – 2019-2020.

Qual a importância do professor na formação do aluno?

Foto extraída de: https://blog.unicep.edu.br/qual-a-importancia-do-professor-na-formacao-do-aluno/

– Você conhece o potencial da sua equipe?

Nem sempre sabemos o quão qualificados nossos colaboradores são.

Uma observação pontual, na imagem:

– Não é sorte, mas sim esforço!

Essa figura retrata uma grande verdade traduzida naquele velho ditado popular: “você vê as ‘pingas que eu tomo’, mas não os ‘tombos que eu levo’, em referência ao esforço realizado para conquistar alguma vitória.

Mas e quem se importa com isso?

O que vale, mesmo se o objetivo não for alcançado, que seu suor foi realizado e que você tem valor, pois batalhou!

Não se importe com o pensamento alheio.

– Ser um profissional extraordinário é…

… praticar e buscar esses 3 pilares do quadro abaixo:

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Para se dar bem com o seu “líder”.

O extinto jornal Diário de São Paulo trouxe certa vez em seu Caderno de Empregos uma matéria interessante: como se dar bem com os chefes, sem parecer bajulador (ou puxa-saco, como queiram).

Compartilho, extraído de: http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2011/09/139304-para+se+dar+bem+com+o+chefe.html

PARA SE DAR BEM COM O CHEFE

De carona com o filme “Quero Matar Meu Chefe”, o DIÁRIO lista os dez piores tipos de líder e dá dicas de como domar as feras

No mundo corporativo há todo tipo de chefe, como tirano, acomodado, workaholic (viciado em trabalho), baladeiro, o que só promove os amigos etc. No filme “Quero Matar Meu Chefe” (Horrible Bosses), ainda em cartaz, é possível ver como líderes que não trabalham em equipe e não têm bom relacionamento interpessoal podem criar situações ruins no ambiente de trabalho. Nessa comédia, três empregados insatisfeitos com a chefia decidem recorrer a um ex-presidiário para matar seus gestores e acabar com seus problemas.

No livro “Como Gerenciar seu Chefe”, os autores Armênio Rego, Miguel Pina e Cunha e Thomaz Wood Jr. identificam dez tipos de chefe que podem ser encontrados no mundo corporativo e dão dicas de como domar essas feras. Entre eles há o chefe barata burocrática, que é fixado em normas, regras e procedimentos e baseia todas suas ideias e estratégias nessas premissas. Já o gestor preguiça procrastinador vive cansado e demora a realizar suas tarefas e obrigações.

Exageros à parte, esses líderes comprometem o desempenho e os resultados da equipe e, normalmente, são responsáveis pela alta rotatividade dos colaboradores, que não aguentam a pressão, o assédio moral ou outros problemas. De acordo com pesquisa da Robert Ralf, empresa especializada em seleção e recrutamento, as principais razões para aumentar o estresse no universo corporativo são: pressão desnecessária e insatisfação com a capacidade de gestão.

“A maioria dos profissionais que troca de emprego sai para não ter de trabalhar com aquele gestor. O conceito de chefes que abusam do poder está ultrapassado”, afirma Fabiano Kawano, da Robert Half. Não conhecer o funcionário, não saber dar feedbacks (retornos) negativos, não conversar com o subordinado e subestimar a capacidade do colaborador são os erros mais comuns cometidos pela liderança.

“Os gestores precisam saber onde o profissional quer atuar, devem conhecer seu perfil para conseguir entender como ele quer estruturar a carreira”, ressalta Ricardo Rocha, gerente da Michael Page, especializada em recrutamento. “O que as empresas buscam hoje são bons líderes, um conceito muito mais complexo do que o de chefes. A liderança, por exemplo, de chefes que inspiram seus funcionários”, diz Kawano.

Responsabilidades da chefia:

-Incentivar e motivar a equipe
-Dar exemplo aos funcionários
-Promover a integração do grupo
-Conhecer o perfil dos profissionais
-Apresentar desafios e novos projetos
-Ter bom relacionamento interpessoal
-Dar feedbacks (retornos) sobre tarefas realizadas

Qualificação é essencial para um líder:

Com 22 anos de trabalho na rede de fast food Mc Donald’s, João Célio Oliveira, de 42, passou por vários cargos antes de se tornar diretor de treinamento. “Comecei como gerente de trainee em um restaurante, passei por todos os postos dentro da loja e fui para o escritório, com o objetivo de fazer carreira”, recorda o gestor.

Com a ajuda da empresa, Oliveira fez faculdade de marketing, pós-graduação em gestão de negócios e, agora, se prepara para investir em um master of business administration (MBA). “Formação e conhecimento são fundamentais para que você se mantenha firme e atualizado”, acredita o profissional.

De acordo com ele, os principais aprendizados que adquiriu para se tornar um líder foram saber ouvir e dar feedbacks (retornos) para seus funcionários. Para Oliveira, é preciso ouvir todas as opiniões, inclusive as negativas, para aprimorar os negócios e resolver situações. “O líder tem de estar atento e saber ouvir as verdades. Além de dar feedbacks, o chefe também precisa recebê-los. Pensar coletivamente e se comunicar é importante.”

Despreparo leva ao assédio moral:

Abusar do poder e humilhar os funcionários são atitudes que podem ser consideradas assédio moral. “No geral, a empresa tem chefes despreparados que fazem isso com seus funcionários e a diretoria não sabe. Assim, não há como evitar”, fala Wolnei Tadeu, diretor jurídico da Associação Brasileira de Recursos Humanos Nacional (ABRH Nacional).

Como proceder ao ser humilhado:

Segundo Tadeu, quem sofre assédio deve procurar o RH ou a diretoria da empresa e contar sua experiência. Casos que não são resolvidos podem chegar à Justiça do Trabalho.

Gestores que estão em alta:

Pró-atividade, liderança e bom relacionamento interpessoal são as principais características buscadas em gestores pelo mercado, de acordo com Ricardo Rocha, gerente da Michael Page.

Puxa-saco - Brasil Escola

Imagem extraída de: https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/puxasaco.htm

– Trabalhe com afinco!

Nunca trabalhe com vontade. Tenha propósito e se dedique!

Gosto desta mensagem, abaixo:

– Hernanes aposentando?

Poxa… o “Profeta” Hernanes está pendurando as chuteiras. Ídolo são-paulino, eu me lembro dele começando na Copa São Paulo Futebol Jr. Apitei ele num Santo André x SPFC no Estádio Bruno José Daniel.

Estamos ficando velhos…

Hernanes certamente será brilhante em algum cargo fora de campo. Ele é um cara do bem.

– As Profissionais e o Sonho da Maternidade: como retomar a carreira?

Um assunto importante: muitas mulheres deixam o trabalho para se tornarem mães, desejosas de retomar a carreira profissional. Mas na prática… não é bem assim que funciona.

Extraído de: http://epoca.globo.com/vida/noticia/2016/05/ambicao-profissional-das-mulheres-aumenta-apos-o-nascimento-dos-filhos.html

A AMBIÇÃO PROFISSIONAL DAS MULHERES AUMENTA APÓS O NASCIMENTO DOS FILHOS

Por Marcos Coronato e Ana Helena Rodrigues

Há 154 anos, a americana Jennie Douglas entrava no Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, em Washington – a primeira mulher na história a ser contratada pelo governo americano. A Guerra Civil arrancava os homens dos postos de trabalho. Jennie era uma experiência. Havia dúvidas sobre a capacidade dela para cortar e aparar cédulas recém-impressas, outra novidade naquele momento. Mas, como avaliou o chefe da área, “o primeiro dia de trabalho resolveu o assunto, em favor dela e das mulheres”. O governo contratou mais centenas de funcionárias nos anos seguintes. Terminada a guerra, em 1865, muitas poderiam voltar a se dedicar só à família. Mas a tendência era irreversível. Em 1870, o censo americano registrou pela primeira vez a categoria pequena, mas crescente, das mulheres com empregos formais fora de casa (antes, as mulheres tinham, usualmente, ocupações informais, autônomas e braçais). O censo passou também a dimensionar uma questão em debate até hoje. Como mulheres e homens podem trabalhar fora, obter realização profissional e criar filhos de forma saudável?

Entre as mulheres, em países democráticos, as oportunidades se multiplicam. Mas o avanço não acompanha o ritmo de crescimento das ambições femininas. Uma enquete organizada pela revista Crescer, feita em fevereiro e março, colheu opiniões de mais de 3 mil mães de crianças com até 11 anos de idade. E mostra a largura do fosso entre ambições e realidade. A pesquisa listou e ordenou sonhos e prioridades. Somemos as indicações recebidas por um certo sonho ou uma certa prioridade como “primeiro mais importante” e como “segundo mais importante”. De acordo com a pesquisa, o maior sonho das mulheres após ter filhos é retomar a carreira. Isso vem à frente de viajar o mundo (11%) e muito à frente de ter um bom relacionamento (2%) (leia o quadro abaixo). Sete em cada dez das mães sonham com um trabalho que as realize (71% indicam essa opção como o maior sonho ou o segundo maior sonho). Mas, diante das demandas familiares, apenas uma em cada dez consegue tratar isso como uma prioridade (9% indicam essa opção como a maior prioridade ou a segunda maior prioridade). Além das próprias mulheres, saem perdendo a sociedade e as organizações.

Uma mudança ainda incipiente vem indicando um rumo interessante. Parte dela é difusa – os parceiros mais atentos atuam pela igualdade de oportunidades para suas mulheres. Durante os três últimos anos, a administradora financeira Ana Paula Santos, de 30 anos, precisou dedicar mais tempo à carreira, na escola híbrida de negócios e design Polifonia. Seu marido, Eduardo, é designer de interiores e tem horário flexível no trabalho. Assim, ele consegue arrumar a agenda para trabalhar somente até o horário de buscar na escola o filho de Ana, Caio, de 10 anos. “Meu marido sempre fez tudo. Pega meu filho na escola, dá janta, ajuda na lição de casa. Coisas que não consigo fazer”, diz Ana. O avanço na carreira satisfaz Ana e beneficia a família. “Meu salário aumentou em 70% nos últimos três anos.”

Outra parte da mudança, porém, precisa vir de quem tem poder – empresas e governos. Organizações modernas vêm propondo benefícios para a mulher, o que é ótimo. Mas organizações extremamente modernas, interessadas em participar da solução do problema em grande escala, devem pensar em benefícios não apenas para a mulher, e sim para a família. Isso significa definir sistemas e culturas de trabalho que apoiem todos os funcionários, inclusive os homens, a planejar, ter e cuidar de filhos. Incentivar os homens a dividir meio a meio a responsabilidade parental significa apoiar as ambições femininas. “Muitas empresas e países ainda parecem pensar que a maioria das crianças só tem mãe”, diz a consultora Avivah Wittenberg-Cox, atuante há 20 anos nessa frente e fundadora da Rede de Mulheres Profissionais da Europa. “A cultura da maior parte das empresas é dominada e definida por homens. Essas companhias sofrem uma hemorragia de talentos femininos.”

A mudança apareceu em destaque no Relatório de Tendências do Ambiente de Trabalho de 2015 da Sodexo, uma empresa multinacional de benefícios trabalhistas, presente em 80 países. Uma tendência destacada no ano passado foi a “redefinição do ambiente de trabalho amigável para a família”. As organizações mais sensíveis ao tema perceberam o que as mães já sabiam. “Mães e pais tendem a ter responsabilidades substanciais tanto no trabalho como em casa. Em resposta, as organizações estão implementando ações ‘amigáveis à família’”, afirma o relatório, assinado por um painel de especialistas. As políticas incluem horários flexíveis para mulheres e homens com filhos pequenos. O estudo admite que os resultados ainda não são conclusivos – estamos desbravando território novo. Os governos terão papel fundamental nisso.

A Suécia, que ocupa a quarta posição no índice de igualdade de gênero do Fórum Econômico Mundial, foi o primeiro país a adotar a licença-paternidade, em 1974. Atualmente, o casal recebe por lei 480 dias de licença parental, a partir do nascimento da criança, e os dois juntos decidem como dividir esse tempo. Nos primeiros 390 dias, quem optar por ficar em casa recebe 80% do salário, pago pelo Estado. “Na Suécia, os homens (com filhos recém-nascidos) são obrigados a tirar pelo menos oito semanas de licença, ou perdem o benefício”, diz Avivah. A licença parental pode permitir que mãe e pai fiquem em casa, trabalhem meio período ou tenham horários mais flexíveis. Trata-se de um impulso igualitário – e benéfico para todos.

(Clique na Imagem abaixo para ampliá-la:)

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– Dará certo uma semana de 4 dias de trabalho?

Como teste, funcionou. Mas…

O que você pensa sobre 4 dias de trabalho na semana?

Algumas experiências brasileiros, em: https://www.linkedin.com/news/story/empresas-brasileiras-testam-semana-de-quatro-dias-5789914/

EMPRESAS BRASILEIRAS TESTAM SEMANA DE 4 DIAS.

A semana de quatro dias segue ganhando adeptos no Brasil. Uma reportagem do Estadão revelou que startups como Winnin, AAA Inovação e Crawly testaram esse modelo (mantendo 8 horas diárias de trabalho e sem redução do salário) e observaram um aumento não só no bem-estar dos seus funcionários, mas também em seu foco, criatividade e produtividade. Para que isso desse certo, no entanto, as empresas contam que tomaram medidas como otimizar a comunicação, eliminar reuniões improdutivas e promover treinamentos para tornar as equipes mais ágeis.

Imagem extraída do link acima.

– Formandos que se Tornam Líderes Corporativos dando Aula.

Eis um projeto salutar para a nação, glorioso para a Educação e com retorno garantido ao profissional: ajudar comunidades carentes intelectualmente, a partir da boa vontade de recém-formados, garantido boa impressão às empresas que desejam contratar. Abaixo:

QUER SER UM BOM LÍDER? VÁ DAR AULA

Extraído de Época Negócios, pg 30, Ed Abril, por Marcos Todeschini

Com o apoio de grandes empresas, um novo projeto recruta os melhores alunos para lecionar em escolas públicas com problemas

Uma das maiores dificuldades de dar jeito no ensino é atrair profissionais de topo – o status e a recompensa financeira não ajudam. Nos Estados Unidos, que enfrentam o mesmo problema, uma ex-aluna da Universidade Yale criou, em 1992, o programa Teach for America. E conseguiu recrutar, desde então, 25 mil dos melhores cérebros do país para dar aulas nas escolas públicas com as piores notas. A grande sacada foi atraí-los por prazo determinado, bem no início da carreira.

Essa idéia está agora chegando a algumas escolas públicas brasileiras. O programa Ensina recruta os melhores recém-formados, em diversas áreas, oferece treinamento e coloca-os para dar aulas de reforço. A iniciativa começou este ano com 30 professores em 13 escolas do Rio de Janeiro, e deve chegar a cidades de outros estados, como São Paulo e Minas Gerais.

Por 40 horas semanais, os “ensinas” recebem cerca de R$ 2 mil. Eles são seduzidos pelo idealismo, mas há outra recompensa: são bem-vistos por empresas como Tecnisa, Natura e Itaú, apoiadoras do projeto. Elas favorecem membros do Ensina! na fase de seleção, fazendo os pular as etapas iniciais. Por quê?

“Os ensinas desenvolvem habilidades valorizadas, como a capacidade de resolver conflitos, cumprir metas, liderar e dar feedback“, diz Maira Pimentel, diretora do Ensina!. Nos Estados Unidos, as escolas do programa subiram de nível. Espera-se resultado semelhante no Brasil.

Voluntariado empresarial: entenda como funciona! - MGN Consultoria

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Especialista em Currículo de Trabalho para LinkedIn?

De fato, se vê de tudo. Já repararam como existem especialistas que “transformam” seu conteúdo em um passe de mágica?

Vi essa gravura na Internet e concordo: se não tiver uma boa história profissional, não adianta maquiar sua experiência de vida.

Abaixo:

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer o autor, favor informar.

– O movimento pró-Home Oficce.

Há muita gente que não quer o fim do Home Office (e ele não vai acabar mesmo). Várias instituições implantaram o sistema durante a pandemia, e permanecerão com ele por uma série de benefícios. Outras, ao contrário, exigem o retorno presencial como algo fundamental.

Há aqueles que sofreram com o Home Office, pois não conseguiam se concentrar no trabalho. Outros que amaram!

E você, na sua atividade: foi uma boa ou não?

Aqui, navegando na Web, alguém que amou. Abaixo: 

– A preferência de vagas para determinados grupos e a polêmica do LinkedIn.

Dias atrás, o LinkedIn se envolveu em uma polêmica a respeito de excluir uma vaga preferencial (um anúncio que priorizava negros e indígenas), alegando que não poderia existir privilégios aos candidatos. Depois, voltou atrás (vide matéria abaixo, de duas semanas atrás).

A questão é: antes, se pedia “candidatos de boa aparência”, e isso foi proibido. Depois, curriculum com foto (proibido também). A justificativa é que você, em tese, poderia discriminar algum candidato pelo rosto. Nos nossos dias, isso mudou: muitas empresas dão preferência para a contratação de pessoas dos outrora chamados “grupos minoritários” ou de histórica vivência em meio ao preconceito (por exemplo,  o Magazine Luiza e a contratação de negros para cargos de gerência, ocorrido no ano passado).

Aqui existirão várias discussões: um branco heterossexual se sentirá ofendido pois lê-se muitas vezes a preferência para inclusão de candidatos vítimas de homofobia, e reclamará: é meritocracia ou preferência sexual o determinante para a vaga? Mesma coisa com branco ao ver vaga para negro, homem em relação à mulher e tantos outros exemplos.

As queixas se fazem verdadeiras para quem perdeu a vaga. Mas, por outro lado, há uma parcela da população que sofre com preconceito e que, na livre concorrência, não teria oportunidade. Portanto, contemplemos a todos e usemos o bom senso.

Por fim, imaginemos que tudo isso não existiria se tivéssemos o mundo ideal: sem racismo, homofobia, preconceito de idade ou qualquer outra coisa. Entretanto, não é assim que caminha a humanidade…

A matéria citada, abaixo, extraída de: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2022/03/29/apos-acao-diretor-do-linkedin-diz-que-rede-vai-permitir-vagas-afirmativas.htm

LINKEDIN VOLTA ATRÁS E PERMITE ANÚNCIOS DE VAGAS PARA NEGROS E ÍNDIOS

O LinkedIn voltou atrás hoje e atualizou sua política de divulgação de vagas para permitir anúncios que priorizem grupos historicamente desfavorecidos, como negros, indígenas, mulheres, pessoas com deficiência e LGBTQIA+.

“Agradecemos o feedback que recebemos da nossa comunidade no Brasil. Fazer a coisa certa é importante e estamos comprometidos em continuar aprendendo e melhorando”, disse a empresa em nota.

A decisão da rede social acontece após a exclusão de uma vaga que dava prioridade a candidatos negros e indígenas. Na ocasião, a plataforma se justificou dizendo que a política de uso não permitia vagas que dessem preferência a quaisquer características.

A derrubada do anúncio motivou uma notificação pelo Procon-SP e uma ação que pede R$ 10 milhões em danos morais e coletivos, movida pelas organizações Educafro, Frente Nacional Antirracista e Centro Santo Dias de Direitos Humanos.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o diretor-geral do LinkedIn para a América Latina, Milton Beck, afirmou que este é um passo importante. “É um processo de evolução. A gente não opera somente no Brasil. Reconhecemos que é um passo importante para permitir que grupos menos favorecidos possam ter uma inclusão maior no mercado de trabalho, mas é um processo que demanda um nível maior de complexidade”, disse.

Na entrevista, Beck disse que a nova política da empresa só vai valer para grupos historicamente subrrepresentados.

“A nossa política diz que ‘o LinkedIn proíbe a discriminação em anúncios de emprego com base em características protegidas, como idade, sexo, deficiência, etnia, raça e orientação sexual’. No entanto, em uma jurisdição onde isso seja legalmente aceito, o LinkedIn pode permitir anúncios cuja linguagem expressa preferência por pessoas e grupos historicamente desfavorecidos”, declarou.

LinkedIn excluiu anúncio de vagas que dava preferência a candidatos negros e indígenas - Getty Images

LinkedIn excluiu anúncio de vagas que dava preferência a candidatos negros e indígenas. Imagem: Getty Images

– A Autossabotagem na Administração de Empresas

Quer pressão maior do que essa?

Robson Viturino e Álvaro Oppermann, da Revista Época Negócios, Ed fevereiro/32, pg 60, escreveram sobre como a própria pressão e erros de conduta podem “autossabotar” um administrador.

Abaixo:

O FANTASMA QUER TE PEGAR

A autossabotagem é hoje o principal inimigo da área de risco. Saiba como tirar esse esqueleto do armário antes dos outros.

A história de Tony Hayward ainda assombra os executivos. O caso do ex-CEO da BP, derrubado pelo desastre no Golfo do México, Estados Unidos, é emblemático de como carreiras brilhantes podem ser abruptamente interrompidas ou sofrer sérios arranhões em consequência de eventos que não estavam no script. Segundo Joseph W. Koletar, ex-diretor de Fraudes e Investigações da consultoria Ernst & Young, histórias como a de Hayward estão muito longe de ser uma exceção. Elas se repetem de tempos em tempos e mostram que, a despeito dos avanços tecnológicos e do aperfeiçoamento das práticas de gestão, as companhias seguem despreparadas para gerenciar riscos. “As empresas infelizmente sofrem com muitas falhas nos sistemas de avaliação”, diz Koletar. No recente Rethinking Risk – How Companies Sabotage Themselves and What They Must Do Differently (“Repensando o risco – como as empresas se sabotam e o que se deve fazer diferente sobre isso”), Koletar também afirma que os dirigentes geralmente contam com informações incompletas ou equivocadas para monitorar as ameaças. “Eles supõem que os dados que lhes são apresentados são precisos. Mas muitas vezes não são”, diz. De acordo com o seu livro, os CEOs precisam lidar com três problemas para gerenciar riscos nas corporações. Saiba quais são eles.

PÉ NO ACELERADOR_ O CEO vive o dilema descrito pelo ex-piloto de Fórmula 1 Mario Andretti: “Se você está em segurança e sob controle, não está correndo suficientemente rápido”. O mercado exige velocidade frenética dos executivos e aplaude aqueles que “pisam fundo”. No entanto, os mecanismos de proteção das empresas, de acordo com Koletar, não são seguros como os carros de F1 do século 21 – mas antiquados como os carros do tempo de Andretti, dos anos 70 e 80. Um exemplo disso está nas vistas grossas com que muitos executivos encaram os processos de auditoria que antecipam as fusões e aquisições. “O temor é de que uma auditoria mais detalhada acabe com o negócio”, diz Koletar. O maior receio não é a descoberta de esqueletos no armário, mas que uma negociação demorada jogue para baixo o preço das ações, tirando o impacto do negócio e atrasando o cronograma de execução das fusões. Como resolver a questão? Nesse caso, as principais defesas de uma companhia estão na sua cultura e no seu nível de governança. Ou seja, os conselheiros, diretores e acionistas devem aprender a ser mais rigorosos.

LABIRINTO_ As empresas estão travando uma guerra contra a complexidade estrutural, simplificando organogramas, eliminando cargos redundantes e horizontalizando a gestão. No entanto, alerta Koletar, ainda há muito a ser feito para que os riscos sejam de fato mitigados. É preciso melhorar a coordenação e o tráfego de informação entre o CEO, o jurídico, o financeiro, o operacional e o setor de TI. Sem isso, a empresa pode se ver desamparada diante de uma crise. “Na maior parte das empresas, não existe sequer um plano de gestão claramente desenhado e articulado”, afirma o especialista.

MEDO E PARANÓIA_ Essa é a pior postura. Sucede que é mais frequente do que se admite. “O risco deve motivar o CEO a desenvolver um sistema coerente e prático para lidar com crises e problemas”, diz Koletar. Sua recomendação: esqueça políticas duras, do tipo “tolerância zero”. Nas empresas, um estado policialesco costuma fomentar culturas pouco abertas, em que somente os espertalhões prosperam. Uma boa gestão nasce da cultura transparente: “Beba no conhecimento dos seus funcionários, pois eles são a mais rica fonte de informação com relação ao risco”.

Imagem extraída da Internet / Reprodução.

– Dicas do “Sucesso” em pessoa! Qual é a fórmula do bom êxito?

Li uma reportagem a respeito do SUCESSO. A matéria trouxe uma entrevista de Malcoml Gladwell, conhecido como “doutor Sucesso”, e um dos campeões de venda de livros nos EUA.

Basicamente, ele diz que a fórmula do sucesso é um mix composto de:

  1. TALENTO GENIAL;
  2. ESFORÇO OBSTINADO;
  3. AMIGOS INFLUENTES; e
  4. SORTE.

O texto, extraído em duas partes, de: 

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI17730-15204,00-O+DOUTOR+SUCESSO.html

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI17725-15228,00.html

Resultado de imagem para sucesso

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer, favor informar para crédito.

– A Felicidade Organizacional depende de quem?

Compartilho o ótimo artigo sobre bem-estar e clima organizacional, produzido pela i9 Consultoria Empresarial. Nele, a boa e inteligente discussão sobre crenças e mitos do ambiente de trabalho, bem como relacionamentos e condutas.

Vale a pena ler!

Extraído de: http://i9consultoriaempresarial.blogspot.com.br/2014/01/o-cracha-da-felicidade.html

O CRACHÁ DA FELICIDADE

por Cristiana Almeida, psicóloga

Será que a felicidade tem crachá para adentrar os portões das empresas? Se você já conversou com pessoas cujo repertório resume-se a reclamações e a angústias quanto ao ambiente corporativo, certamente notou que, para elas, a satisfação profissional é utopia. Mas será possível viver esse sentimento em um contexto onde as subjetividades caminham juntas às metas a cumprir?

Onde é preciso atuar diante de incertezas e de exigências de desempenho cada vez mais elevadas? No qual os relacionamentos são pautados pela diversidade de pensamentos e de valores pessoais e em que são necessários inúmeros malabarismos para prover o mínimo de dedicação à vida pessoal?

A resposta para essas questões dependerá das percepções que temos a respeito da nossa vida profissional que, muitas vezes, estão posicionadas sobre destrutivos paradigmas. Dentre as várias crenças que impedem o bem-estar no ambiente de trabalho, existem três muito comuns. Desde já, pense em deletá-las!

A primeira é a de que “Trabalho serve para ganhar dinheiro e só!”. Ela também pode ser observada em frases como “A parte boa do trabalho é o dia 5 e o dia 20” ou “eu sou somente um número”. Por essa ótica, é evidente que a pessoa não enxerga o significado nem a importância do trabalho que executa, porque sua visão está “embaçada”. É necessário romper essa barreira para recobrar a consciência em relação ao significado dele. O trabalho deve ser emancipador, mas não apenas sob a ótica financeira e sim pelo crescimento que traz ao nos colocar diante de desafios e de situações inesperadas. Lembre-se de que a atividade profissional deve ter o sentido de contribuição e de prestígio para a própria pessoa que a desenvolve. Isso traz felicidade!

A segunda crença a ser eliminada é aquela em que se condiciona a felicidade profissional a fatores sobre os quais não é possível exercer controle. Os portadores desse tipo de convicção manifestam seus sintomas por frases assim: “Esse trabalho seria muito bom, não fosse o meu chefe, o colega, o sistema, o cliente etc.” ou por falas como: “Se as coisas voltassem a ser como antes, aí sim”.

Tais profissionais posicionam-se como vítimas das circunstâncias e vivem em função de suas próprias reclamações. Eles se esquecem de que sempre há pelo que agradecer, a começar pela própria oportunidade de trabalho, passando pelo convívio com os colegas, pelos impasses que geram aprendizado, pelo salário e pela saúde para trabalhar. A gratidão desperta a felicidade! Além do que, não há tempo mais apropriado do que agora para mudar sua história. Desavenças não podem ser prioritárias ao ponto de desestimular a satisfação no contexto profissional. Se havia maior felicidade no início da carreira, é preciso refletir sobre quais elementos eram responsáveis por esse sentimento, a fim de que ele seja rapidamente resgatado.

A terceira crença leva seu adepto a imaginar que as pessoas são coadjuvantes de sua própria história. O chamado “perfil conformista” é notado em falas como “O meu tempo já passou, olha a minha idade!”; “Aqui é difícil crescer, não vou perder tempo me esforçando, nem dinheiro com estudos”; “Eu não penso em sair daqui porque todo lugar é a mesma coisa” ou ainda “O sol brilha somente para alguns”.

Os antídotos para os efeitos dessa crença estagnante são posicionar-se como protagonista de sua trajetória, assumir o controle, não se dar prazo de validade, ousar se desconfortar, pensar em mudanças, e, principalmente, provocá-las. Quando a pessoa acredita ser a única responsável por “fazer acontecer”, percebe que o crescimento no ambiente de trabalho depende de suas próprias atitudes e entende que os limites são impostos por ela mesma, a satisfação profissional aparece, sem demora!

A felicidade no ambiente de trabalho existe e é uma responsabilidade pessoal, que não pode ser delegada a terceiros ou atribuída a todo tipo de circunstâncias, como a sorte. Então, quanto à pergunta: a felicidade tem crachá para adentrar os portões das empresas? A resposta é simples: depende de você!

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Imagem extraída da Internet, autor desconhecido.

– Administradores Raivosos que Comprometem o Trabalho

Jack Welch, o famoso ex-CEO número 1 do mundo, abordou em sua coluna mundial e impressa pelo Brasil através da revista Exame (citação abaixo), o tema “sentir raiva no trabalho“, e principalmente tratou de falar sobre os efeitos negativos de tal sentimento em tempos de crise, as preocupações quanto ao rendimento profissional e as dificuldades lançadas quando se coloca a raiva como fator relevante na decisão pessoal. Cada vez mais, em um mundo competitivo, vemos profissionais buscando espaço de todas as formas. E “raiva”, “frustração”, “motivação” acabam fazendo parte do dicionário cotidiano.

ESQUEÇA A RAIVA E PENSE NO FUTURO

Você se lembra da posse do presidente dos Estados Unidos? Foi há pouco mais de dois meses. A economia estava em dificuldades, as pessoas estavam assustadas. Mas por um breve e brilhante momento – e talvez até um pouco mais – praticamente todo mundo pareceu acreditar que uma espécie de grande e necessária reinvenção iria acontecer. As pessoas sentiram esperança.

Hoje elas sentem raiva.

Quem sabe exatamente por que ocorreu essa terrível mudança? Ajudas econômicas sem fim, audiências rancorosas, demissões surpreendentes. Os sistemas de controle falharam quando não deveriam. Os líderes das empresas e os do governo cometeram erros. E muita gente decente está pagando o preço.

Mas sem dúvida a recente trapalhada sobre os bônus da AIG foi um ponto de virada. De repente, muitas pessoas deixaram de querer mudança e passaram a querer vingança.

Talvez isso seja compreensível. Mas o tumulto econômico e cultural mais profundo de nossa época não será solucionado se cedermos à raiva. A raiva só gera raiva: muitas vezes leva as pessoas a fazer coisas idiotas e míopes, que invariavelmente geram consequências imprevistas.

A raiva não é curativa. É polarizadora.

É por isso que todos precisamos lutar para manter a esperança viva e substituir nossa raiva por um enfoque maior e renovado nas coisas boas e absolutamente certas da vida – as “caça-raiva”, como podemos chamá-las.
Veja, por exemplo, o fato de que neste exato momento há centenas ou milhares de estudantes de engenharia brilhantes no MIT, em Stanford e outros campi ao redor do mundo que estão sentados em seus dormitórios, vivendo à base de pizza e sem se importar com o tempo lá fora enquanto se debruçam sobre uma nova ideia interessante. Esses garotos malucos e suas ideias incríveis são o futuro da economia – basta esperar para ver.

Você também pode ter certeza de que existem legiões de pessoas por aí que não estão assustadas com a crise econômica. Estamos falando dos empreendedores. Os desafios não fazem com que eles se rendam. Os desafios lhes dão mais energia.

Ou considere o fato de que neste momento, em empresas de todo tipo, grandes ou pequenas, novas ou velhas, equipes de funcionários estão reunidas dando duro para descobrir como salvar empregos.

Você pode ter certeza de que, enquanto lê este artigo, pesquisadores médicos e laboratórios de todo o mundo estão trabalhando 18 horas por dia para descobrir os segredos do genoma humano e tratamentos além da imaginação. Você pode ter certeza de que a maioria deles – ou talvez todos – é motivada por um desejo forte e profundo de salvar vidas. É bem possível que você ou alguém que o cerca venham a se aproveitar do resultado dessas pesquisas no futuro.

Você pode ter certeza (ou quase) de que em abril Tiger Woods fará algo sobre-humano no torneio de golfe Masters e o mundo ficará maravilhado, feliz com sua volta.
Você pode ter certeza de que não muito depois do Masters, em um dia quente de primavera, uma mãe e um pai vão tentar conter as lágrimas enquanto veem o primeiro membro de sua família se formar no colégio. Você pode ter certeza de que eles não serão os únicos.
Você pode ter certeza de que, para cada idiota com a ética comprometida que prejudica os negócios, há 98 ou 99 pessoas decentes e trabalhadoras decididas a fazer a coisa certa. Você pode ter certeza de que essas pessoas vão predominar.
Você pode ter certeza de que um herói apartidário surgirá da lama no Capitólio e que essa pessoa nos mostrará o que é o verdadeiro serviço público.
Você pode ter certeza de que haverá mais de um herói no final disso.
Você pode ter certeza de que na próxima estação haverá uma nova canção no rádio que é tão incrível e divertida que você não conseguirá tirá-la da cabeça. Você pode ter certeza de que a música nunca morrerá.
Você pode ter certeza de que um dia, em um futuro não muito distante, vamos rever este tempo difícil e dizer: “Foi duro, mas nos esforçamos e aprendemos tanto que realmente reduzimos as possibilidades de que volte a acontecer”.
Você pode ter completa e absoluta certeza de que o primeiro cachorro-quente que você comer enquanto assiste ao primeiro jogo de beisebol da temporada será maravilhoso – e o segundo também não será ruim. E, finalmente, você pode ter certeza de que nos lembramos de apenas alguns “caça-raiva” que deveriam estar nesta lista. Quais são os seus?

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Imagem extraída da Internet, autor desconhecido.

– O mundo da colaboração, e não o da competição, é necessário.

Em tempos de pandemia e necessidade de ações solidárias e coletivas, deparei-me com essa consciente reflexão:

“As pessoas educam para a competição e esse é o princípio de qualquer guerra. Quando educarmos para cooperarmos e sermos solidários uns com os outros, nesse dia estaremos a educar para a paz”.

Maria Montessori, médica e educadora.

Pensemos: de que adianta, especialmente nos dias de hoje, a agressividade nas palavras e o discurso da necessidade de sucesso na carreira profissional neste mundo competitivo, onde o indivíduo faz de tudo para se dar bem, muitas vezes sobrepujando seu próximo?

Mais do que isso: o que é sucesso?

Vale pensar…

Colaborar e Cooperar para o crescimento da sua empresa - Parte ...

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Executivas que Sofrem Pela sua Vaidade.

Há alguns percalços interessantes na carreira de Administrador. Para as mulheres, alguns outros limites e paradigmas a serem quebrados.

Costumeiramente, elas se questionavam: Carreira ou Família?

Hoje, segundo a historiadora Mary Del Priore, as mulheres fracassam no mundo da administração por um outro motivo: a Vaidade!

Certamente, se fosse uma declaração dada por homem, seria rotulada de machista. Mas uma própria mulher falando sobre a preocupação das executivas em relação a beleza, é algo a se levar em conta.

Ela ainda diz que:

“As brasileiras são apáticas, machistas e escravas da ditadura da beleza“.

Eu discordo. E você?

Extraído de: ISTO É (clique acima para citação)

O ESPELHO É A NOVA SUBMISSÃO FEMININA

por Cláudia Jordão

(…) uma grande parcela da população feminina foi absorvida pelo mercado de trabalho, conquistou liberdade sexual e hoje, cada vez mais, se destaca na iniciativa privada, na política e nas artes – mesmo que a total igualdade de direitos entre os sexos ainda seja um sonho distante. Mas, para a historiadora Mary Del Priore, uma das maiores especialistas em questões femininas, apesar de todas as inegáveis conquistas, as mulheres não se saíram vitoriosas. Autora de 25 livros, inclusive “História das Mulheres no Brasil”. Mary, 57 anos, diz que a revolução feminista do século XX também trouxe armadilhas.

Istoé – Neste 8 de março, há motivos para festejar?

Mary Del Priore – Não tenho nenhuma vontade. O diagnóstico das revoluções femininas do século XX é ambíguo. Ele aponta para conquistas, mas também para armadilhas. No campo da aparência, da sexualidade, do trabalho e da família houve benefícios, mas também frustrações. A tirania da perfeição física empurrou a mulher não para a busca de uma identidade, mas de uma identificação. Ela precisa se identificar com o que vê na mídia. A revolução sexual eclipsou-se diante dos riscos da Aids. A profissionalização, se trouxe independência, também acarretou stress, fadiga e exaustão. A desestruturação familiar onerou os dependentes mais indefesos, os filhos.

Istoé- Por que é tão difícil sobreviver a essas conquistas?

Mary Del Priore – Ocupando cada vez mais postos de trabalho, a mulher se vê na obrigação de buscar o equilíbrio entre o público e o privado. A tarefa não é fácil. O modelo que lhe foi oferecido era o masculino. Mas a executiva de saias não deu certo. São inúmeros os sacrifícios e as dificuldades da mulher quando ela concilia seus papéis familiares e profissionais. Ela é obrigada a utilizar estratégias complicadas para dar conta do que os sociólogos chamam de “dobradinha infernal”. A carga mental, o trabalho doméstico e a educação dos filhos são mais pesados para ela do que para ele. Ao investir na carreira, ela hipoteca sua vida familiar ou sacrifica seu tempo livre para o prazer. Depressão e isolamento se combinam num coquetel regado a botox.

Istoé – A mulher também gasta muita energia em cuidados com a aparência. Por que tanta neurose?Mary Del Priore – No decorrer deste século, a brasileira se despiu. O nu, na tevê, nas revistas e nas praias incentivou o corpo a se desvelar em público. A solução foi cobri-lo de creme, colágeno e silicone. O corpo se tornou fonte inesgotável de ansiedade e frustração. Diferentemente de nossas avós, não nos preocupamos mais em salvar nossas almas, mas em salvar nossos corpos da rejeição social. Nosso tormento não é o fogo do inferno, mas a balança e o espelho. É uma nova forma de submissão feminina. Não em relação aos pais, irmãos, maridos ou chefes, mas à mídia. Não vemos mulheres liberadas se submeterem a regimes drásticos para caber no tamanho 38? Não as vemos se desfigurar com as sucessivas cirurgias plásticas, se negando a envelhecer com serenidade? Se as mulheres orientais ficam trancadas em haréns, as ocidentais têm outra prisão: a imagem.
Istoé – Na Inglaterra, mulheres se engajam em movimentos que condenam a ditadura do rosa em roupas e brinquedos de meninas. Por que isso não ocorre aqui?Mary Del Priore – Sem dúvida, elas estão à frente de nós. Esse tipo de preocupação está enraizado na cultura inglesa. Mas aproveito o mote para falar mal da Barbie. Trata-se de impor um estilo de vida cor-de-rosa a uma geração de meninas. Seus saltos altos martelam a necessidade de opulência, de despesas desnecessárias, sugerindo a exclusão feminina do trabalho produtivo e a dependência financeira do homem. Falo mal da Barbie para lembrar mães, educadoras e psicólogas que somos responsáveis pela construção da subjetividade de nossas meninas.
Istoé – O que a sra. pensa das brasileiras na política?Mary Del Priore – Elas roubam igual, gastam cartão corporativo igual, mentem igual, fingem igual. Enfim, são tão cínicas quanto nossos políticos. Mensalões, mensalinhos, dossiês de todo tipo, falcatruas de todos os tamanhos, elas estão em todos!
Istoé – Temos duas candidatas à Presidência. A sra. acredita que, se eleitas, ajudarão na melhoria das questões relativas à mulher no Brasil?Mary Del Priore – Pois é, este ano teremos Marina Silva e Dilma Rousseff. Seria a realização do sonho das feministas dos anos 70 e 80. Porém, passados 30 anos, Brasília se transformou num imenso esgoto. Por isso, se uma delas for eleita, saberemos menos sobre “o que é ter uma mulher na Presidência” e mais sobre “como se fazem presidentes”: com aparelhamento e uso da máquina do Estado, acordos e propinas.
Istoé – Pesquisa Datafolha divulgada no dia 28 de fevereiro apontou que a ministra Dilma é mais aceita pelos homens (32%) do que pelas mulheres (24%). Qual sua avaliação?Mary Del Priore – Estamos vivendo um ciclo virtuoso para a economia brasileira. Milhares saíram da pobreza, a classe média se robusteceu, o comércio está aquecido e o consumo de bens e serviços cresce. Sabe-se que esse processo teve início no governo FHC. Para desespero dos radicais, o governo Lula persistiu numa agenda liberal de sucesso. Os eleitores do sexo masculino não estarão votando numa mulher, numa feminista ou numa plataforma em que os valores femininos estejam em alta, mas na permanência de um programa econômico. Neste jogo, ser ou não ser Dilma dá no mesmo. No Brasil, o voto não tem razões ideológicas, mas práticas.
Istoé – Ou seja, o sexo do candidato não faz a menor diferença?Mary Del Priore – O governo criou um ministério das mulheres (a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres) que não disse a que veio. A primeira-dama (Marisa Letícia), hábil em fazer malas e sorrir para o marido e para as câmaras, se limita a guardar as portas do escritório do presidente, sem estimular nenhum exemplo. O papel de primeira-dama é mais importante do que parece. É bom lembrar que, embora elas não tenham status particular, representam um país. Daí poderem desenvolver um papel à altura de seus projetos pessoais e sua personalidade. A francesa Danielle Mitterrand, que apoiou movimentos de esquerda em todo o mundo e nunca escondeu suas opiniões políticas, ou Hillary Clinton, pioneira em ter uma sala na Casa Branca, comportando-se como embaixatriz dos EUA, são exemplos de mulheres que foram além da “cara de paisagem”.
Istoé – Por que as políticas brasileiras não têm agenda voltada para as mulheres?Mary Del Priore – Acho que tem a ver com a falta de educação da mulher brasileira de gerações atrás e isso se reflete até hoje. Tem um pouco a ver com o fato de o feminismo também não ter pego no Brasil.
Istoé – Por que o feminismo não pegou no Brasil?Mary Del Priore – Apesar das conquistas na vida pública e privada, as mulheres continuam marcadas por formas arcaicas de pensar. E é em casa que elas alimentam o machismo, quando as mães protegem os filhos que agridem mulheres e não os deixam lavar a louça ou arrumar o quarto. Há mulheres, ainda, que cultivam o mito da virilidade. Gostam de se mostrar frágeis e serem chamadas de chuchuzinho ou gostosona, tudo o que seja convite a comer. Há uma desvalorização grosseira das conquistas das mulheres, por elas mesmas. Esse comportamento contribui para um grande fosso entre os sexos, mostrando que o machismo está enraizado. E que é provavelmente em casa que jovens como os alunos da Uniban aprenderam a “jogar a primeira pedra” (na aluna Geisy Arruda).
Istoé – O que nos torna tão desconectadas?Mary Del Priore – As mulheres brasileiras estão adormecidas. Falta-lhes uma agenda que as arranque da apatia. O problema é que a vida está cada vez mais difícil. Trabalha-se muito, ganha-se pouco, peleja-se contra os cabelos brancos e as rugas, enfrentam-se problemas com filhos ou com netos. Esgrima-se contra a solidão, a depressão, as dores físicas e espirituais. A guerreira de outrora hoje vive uma luta miúda e cansativa: a da sobrevivência. Vai longe o tempo em que as mulheres desciam às ruas. Hoje, chega a doer imaginar que a maior parte de nós passa o tempo lutando contra a balança, nas academias.
Istoé – Há saída para a condição da mulher de hoje?
Mary Del Priore – Em países onde tais questões foram discutidas, a resposta veio como proposta para o século XXI: uma nova ética para a mulher, baseada em valores absolutamente femininos. De Mary Wollstonecraft, no século XVIII, a Simone de Beau­voir, nos anos 50, o objetivo do feminismo foi provar que as mulheres são como homens e devem se beneficiar de direitos iguais. Todavia, no final deste milênio, inúmeras vozes se levantaram para denunciar o conteúdo abstrato e falso dessas ideias, que nunca levaram em conta as diferenças concretas entre os sexos. Para lutar contra a subordinação feminina, essa nova ética considera que não se devem adotar os valores masculinos para se parecer com os homens. Mas que, ao contrário, deve-se repensar e valorizar os interesses e as virtudes feminina s. Equilibrar o público e o privado, a liberdade individual, controlar o hedonismo e os desejos, contornar o vazio da pós-modernidade, evitar o cinismo e a ironia diante da vida política. Enfim, as mulheres têm uma agenda complexa. Mas, se não for cumprida, seguiremos apenas modernas. Sem, de fato, entrar na modernidade.
Istoé – O que as mulheres do século XXI devem almejar?

Mary Del Priore – O de sempre: a felicidade. Só com educação e consciência seremos capazes de nos compreender e de definir nossa identidade.

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MULHERES NA POLÍTICA
“Elas roubam igual, mentem igual, fingem igual. São tão cínicas quanto nossos políticos”, diz

– Toda organização precisa de alguém para “lhe perturbar”.

Um chato incomoda muita gente? Claro que sim.

E dois chatos? Muito mais!

Mas tem um detalhe: muitas vezes, são os chatos que nos abrem os olhos sobre alguns aspectos organizacionais, e é por isso que muitas empresas estão abrindo espaço para questionadores com total liberdade para “chatear”.

Veja, extraído de: Revista EXAME, ed 1042, pg 94,  29/05.

ODE AO CHATO

O chato é um chato. Não é o tipo de companhia que se quer para tomar um vinho, ir ao cinema ou chamar para compartilhar um jantar. O chato tem a insuportável mania de apontar o dedo para as coisas, enxergar os problemas que não queremos ver, fazer comentários desconcertantes. Por isso, é pouco recomendável ter um deles por perto nos momentos nos quais tudo o que você não quer fazer é tomar decisões. Para todos os outros – e isso envolve o dia a dia dos negócios, a hora de escolher entre um caminho e outro caminho, de fazer isso ou aquilo – é bom ter um desses cada vez mais raros e discriminados exemplares da fauna empresarial por perto.

Conselho dado por alguém que entende muito de ganhar dinheiro, Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo: “Ouça alguém que discorde de você”. No início de maio, Buffett convidou um sujeito chamado Doug Kass para participar de um dos painéis que compuseram a reunião anual de investidores de sua empresa, a Berkshire Hathaway. Como executivo de um fundo de hedge, ele havia apostado contra as ações da Berkshire. Buffett queria entender o porquê. Kass foi o chato escolhido para alertá-lo sobre eventuais erros que ninguém havia enxergado.

Buffett conhece o valor deste tipo de pessoa. O chato é o sujeito que ainda acha que as perguntas simples são o melhor caminho para chegar às melhores respostas. Ele não tem medo. Não se importa de ser tachado de inábil no trato com as pessoas ou de ser politicamente incorreto. Questiona. Coloca o dedo na ferida. Insiste em ser o animal pensante, quando todo mundo sabe que dá menos dor de cabeça deixar tudo como está. Acha ridículo ver o rei passar no por ai enquanto todo ao redor fingem que nada está acontecendo. O chato não se rende ao cinismo que, quase sempre, domina as relações nas grandes empresas. Ele não se conforma com a mediocridade (inclusive a própria), com as desculpas esfarrapadas, com as demonstrações de autopiedade diante de erros. E o pior: quase sempre, as coisas que o chato diz fazem um tremendo sentido. Nada pode ser mais devastador para seus críticos do que o chato, feitas as contas, tem razão.

Pobre do chefe que não reconhece, não escuta e não tolera os chatos que cruzam no caminho dele. Ele – o chefe, que frequentemente prefere ser chamado de líder – acredita que está seguro em um mundo de certezas próprias, de verdades absolutas. Ora, qualquer dono de botequim sabe que o controle total de um negócio é uma miragem. Coisas boas e ruins acontecem o tempo todo nas empresas sem que ele se dê conta. Achar que é possível estar no comando de tudo, o tempo todo, ó vai torna-lo mais vulnerável como chefe – e o mais ridículo aos olhos dos outros. E vai, mais dia menos dia, afastar definitivamente os chatos, os questionadores, aqueles que fazem as perguntas incômodas e necessárias. Sobrarão os ineptos, aqueles que, não tendo opção de pensar, ficam ali mesmo, fingindo que acreditam nas ordens que recebem e que são capazes de produzir algo que valha a pena.

Por isso, só existem chatos em lugares onde há alguma perspectiva de futuro. Essa espécime de profissional só prolifera em ambientes onde liberdade de pensamento e expressão é respeitada (não estou falando de democracia total ou decisão por consenso), onde a dúvida não é um mal em si, onde existe disposição, coragem e humildade para mudar de trajetória quando se parece a melhor opção. Olhe para as companhias de sucesso espalhadas pelo mundo e conte quantos questionadores há nelas –  e como são tratados pelos chefes e pelo grupo. São companhias eternamente insatisfeitas, que se questionam, mas que tem a coragem de ir em frente em suas decisões quando tem convicção. Os muitos chatos que fazem parte delas questionam, ajudam a encontrar respostas e vão em frente – ainda que enxerguem os riscos onipresentes em qualquer tipo de negócio. Em seu discurso aos formandos da Universidade Stanford, Steve Jobs – o ídolo supremo dos chatos empresariais – deu a sua definição do caminho para o sucesso. Seu último conselho: “Continuem famintos. Continuem ingênuos”. Ser chato é ser ingênuo. Ser chato é ser livre.

Sales Guy

Imagem extraída de: https://www.websticker.com/blog/im-no-salesperson-or-am-i/

– Você cuida da sua Saúde Mental?

Acho que essa imagem com algumas dicas para cuidar da saúde mental são válidas tanto para a vida pessoal quanto para a profissional, não?

Avalie, reflita e responda: de acordo com as dicas desse quadro (abaixo), estou evitando esses contratempos no meu dia-a-dia?

Aqui:

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem souber sobre a origem, informar para crédito.

– Clima Organizacional: uma breve ilustração.

Tal representação sobre salário e clima nas organizações é perfeita. Na imagem:

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer o autor, favor avisar para informar o crédito.

– Faça com propósito!

Nunca trabalhe com má vontade. Tenha propósito e se dedique!

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