– As escalas nonsense da CBF

Duas escalas infelizes da Comissão de Árbitros da CBF. Totalmente evitáveis e que parecem duas coisas: provocativas ou ingênuas.

Os treinadores de futebol pediram que no Campeonato Brasileiro de 2016 os 4os árbitros fossem neutros, ou seja, não sejam do mesmo estado da federação do time mandante (hábito praticado para evitar custos). A CBF atendeu o pedido e passou a escalar esses árbitros de outros estados. A idéia é evitar que 4os árbitros “da casa” tivessem mais intimidade com o time do seu estado do que com o visitante, já que estes convivem com frequência nos regionais.

E não é que a CA escalou bandeiras da casa? No ano passado, tentou-se quebrar o paradigma dizendo que todo mundo é neutro e não existe árbitro paulista ou carioca, mas sim ‘brasileiro’. Depois de muita reclamação, a ideia foi abandonada.

Nesta próxima rodada, teremos 4os árbitros de fora, mas no São Paulo x Internacional teremos o assistente FIFA de SP, Emerson Augusto Carvalho. É excelente bandeira, comprovadamente respeitado e competente, mas sua escala poderia ser evitada. Falta bandeira de outros estados? Certamente, o time gaúcho achará provocação e desejará que se “faça média” no 2o turno, quando jogarem Internacional x São Paulo, escalando um bandeira local também.

Por que não escalar todo mundo de fora? Parece que a CBF quer arranjar um debate desnecessário…

A outra bobeada: para a decisão do Campeonato Brasileiro Feminino (Rio Preto/SP x Flamengo/RJ), foi escalado o árbitro paulista Douglas Marques das Flores! Ué, se pede ajuda às mulheres e se reclama tanta falta de incentivo ao futebol feminino, mas os árbitros e os bandeiras são masculinos? Não tem lógica… Não existem novas árbitros no quadro? Não há renovação?

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– Os dois pênaltis reclamados em Atlético Mineiro 2×1 São Paulo

O Galo de Minas Gerais chiou bastante do árbitro uruguaio Andrés Cunha após a eliminação pela Libertadores. Com ou sem razão?

1) O lance em que o zagueiro Maicon agarra o adversário: sim, pênalti claro e indiscutível, pois ele aproveita que o árbitro não está olhando e impede o prosseguimento da tentativa de avanço do jogador do CAM. O juizão não viu pois acompanhava a jogada que acontecia no lado esquerdo do campo de defesa são-paulino. Se existisse o árbitro de vídeo, quem sabe fosse possível reclamar.

2) O puxão de Leonardo Siva: nem todo puxão de camisa é pênalti! Jogador malandro valoriza e cai, e se o juiz for fraquinho, marca a infração. Mas se o árbitro for bom, sabe que deve existir força suficiente para impedir o prosseguimento da jogada para se marcar falta ou pênalti. E não foi o caso de ontem. Leonardo Silva tentou cavar.

Algumas outras observações:

3) Para mim, os dois goleiros falharam nos gols sofridos.

4) Imaginem a “alegria” do presidente atleticano em por no lápis o custo benefício de Robinho. No jogo mais importante do ano até então, o jogador mais caro do clube não pode jogar.

5) Maicon está fazendo a função que Lugano deveria fazer. Cá entre nós: será que a Seleção Brasileira não precisava de um zagueiro “com cara de mau” na zaga, como ele, ao invés de David Luís?

6) Uma dúvida cuja resposta não encontrei: já tivemos algum campeão da Libertadores da América que conquistou o torneio mesmo com derrota “na baixitude” (ou seja, em casa) por algum time boliviano? Creio que não…

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– O erro de arbitragem consertado em tempo hábil no Palmeiras 4x 0 Atlético Paranaense

Uma tarde, digamos, atrapalhada do árbitro carioca Bruno Arleu de Araújo no Allianz Parque.

Mau posicionado dentro de campo, embora razoável tecnicamente, se destacou por um lance curioso: aos 36 minutos do 1o tempo, estando ele longe da jogada, viu Paulo André (CAP) se enroscar numa disputa de bola com Lucas Barrios (SEP). Foi falta do zagueiro sobre o atacante, mas o árbitro equivocadamente interpretou ao contrário. Errou, e marcou falta de ataque do paraguaio (simulação ou falta de ataque?), aplicando o cartão amarelo a ele (e sendo o segundo, teria que ser expulso).

Após a lambança, o bandeira 1 Luiz Cláudio Regazone provavelmente o informou do erro e o juizão voltou atrás, para a legitimidade do lance. O cartão foi retirado e “re-aplicado” a Paulo André, e a falta remarcada para a equipe paulista.

Em tempos de tantas mudanças de regras, será que o árbitro estudou tanto os detalhes do livrinho que se esqueceu do be-a-bá?

Claro que não. Foi simplesmente um erro ocorrido por estar distante do lance e corrigido pelo assistente. Mas um detalhe: acabar a partida aos 45 minutos do 2o tempo não dá. Não existiram paralisações ou substituições para o acréscimo?

Em tempo: nos acostumemos a ver relógios marcando 50, 51 e 52 minutos no Brasileirão em jogos com parada para hidratação. Não se parará mais o cronômetro em tais situações, e o árbitro deve se comprometer a recuperar essa pausa após os 45 minutos.

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– Você teria alguma sugestão de Mudanças na Regra do Futebol, nesse momento de novas orientações entrando em vigor?

Xingar o árbitro valerá pênalti, se feito dentro da própria área; os calções térmicos (que ficam escondidos debaixo dos shorts) deverão ser idênticos a todos os atletas (cores e modelos), mas as chuteiras poderão ser coloridas para cada um dos atletas; jogador que evitar uma situação clara e manifesta de gol em disputa de bola não receberá mais cartão vermelho, mas amarelo. Se o goleiro adiantar no pênalti receberá amarelo, e se o batedor praticar a paradinha ilegal, levará Cartão Amarelo e terá um tiro livre indireto marcado contra a sua equipe. Além disso, o árbitro não precisará mais sinalizar a vantagem com os dois braços, mas apenas com um.

Aqui relatei algumas orientações curiosas das novas orientações da Regra válidas a partir de 01 de junho (e no Brasileirão, a partir da Rodada 1). Claro que há outras relevantes, como pênaltis marcados por infrações fora da área entre outras (vide o “pacotão” em: http://wp.me/p55Mu0-Ug ).

A pergunta é: o futebol (a prática e suas regras) precisam de modificações ou não? Você teria alguma sugestão?

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para São Paulo x Atlético Mineiro, 11/05/2016 (Jogo de Ida da Libertadores da América).

Ele é persona non grata ao Tricolor Paulista: Wilmar Roldán, o árbitro colombiano que um dia, ao jornal argentino Olé, declarou que seu grande ídolo no esporte era o argentino Javier Castrilli (o árbitro do famoso episódio do pênalti decisivo de Corinthians x Portuguesa pelo Campeonato Paulista na década de 90). Considerado o sucessor em importância de Oscar Ruiz junto à Conmebol, foi apelidado de “Castriilli da Colômbia”.

O mal-estar entre Roldan e o time do São Paulo começou em 2011, quando discutiu com Richarlysson (que tentou agredi-lo) na partida entre Libertad x São Paulo pela Copa Sulamericana. Naquela oportunidade, o lateral esquerdo Juan acusou o juizão de chamar atletas de “macaco”. Mas com muito prestígio na Conmebol, nada aconteceu a Roldan.

Na Libertadores de 2013 (ano que Wilmar Roldan apitou a final da Libertadores entre Atlético Mineiro x Olímpia, conquistada pelo Galo), o colombiano conduziu São Paulo x Arsenal de Sarandi, tendo acontecido confusão ANTES do início do jogo: o Arsenal entrou com os shorts da mesma cor que o SPFC, e como é o visitante quem deve usar cores diferentes do mandante, o time do Morumbi se recusou a jogar de camisa branca e calção preto em seus domínios. Roldan obrigou o time da casa a trocar o uniforme e o clima ruim se instaurou. Durante o jogo, uma bola bateu despretensiosamente no braço do lateral Cortês, Roldan se equivocou e marcou pênalti ao Arsenal. Posteriormente, não marcou um suposto e duvidoso pênalti por empurrão em Luís Fabiano (que foi expulso após o término da partida por reclamação), nem um outro suposto pênalti reclamado por Oswaldo (este, com acerto ao árbitro pois foi simulação).

Em 2015, Roldan apitou São Paulo 1×0 San Lorenzo pela Libertadores, ocasião em que houve muita reclamação por um gol legal mal anulado de Centurion.

Eu não escalaria Roldán para jogos do São Paulo. Sabe aquele árbitro que “não dá química” com certos clubes? É como Paulo César de Oliveira em jogos do Palmeiras: mesmo que fosse bem, sempre havia um “quê” a discutir.

Não nos esqueçamos: Carlos Alarcón, o paraguaio que há décadas escala árbitros na Conmebol e flagrado em esquemas com Julio Grondona (o mesmo cartola responsável por Amarilla no fatídico Corinthians x Boca), é quem promoveu a escala. Mesmo com o anúncio de que Wilson Seneme seria o chefe da Comissão de Árbitros da Conmebol (e que nunca ocorreu sua posse), Alarcón, sabe-se lá quais os motivos, continua vivo e forte em Assunção…

Tecnicamente: Roldán corre bastante em campo graças ao seu bom porte físico, tem posicionamento regular dentro de campo (às vezes, percebo que não se coloca bem para visualizar as jogadas), tem bom discernimento técnico de faltas ou disputas mais viris e é bastante rigoroso disciplinarmente. Quando quer, apita muito bem – embora, sejamos justos, a irregularidade e alternância de ótimas e ruins atuações tem sido frequentes.

O presidente Leco, do São Paulo FC, reclamou para a Conmebol de erros contra o seu time. Isso funciona?

Se o clube estiver afinado com a Confederação, na rodada seguinte, se jogar em casa, ganha de escala um árbitro fraco, suscetível à pressão. Se estiver “de mal”, ganha o mais rigoroso em seu jogo. A questão é: no jogo da volta, já está escalado o bom uruguaio Andrés Cunha.

Como Roldán reagirá as críticas pré-jogo? Certamente, pelo seu estilo e histórico, não vai querer bancar como o “cara que foi pressionado”…

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– O Pênalti não marcado em Mirassol 0x1 Santo André: entendo o movimento antinatural dos braços!

Quem quer entender o que é “a nova orientação da interpretação do uso indevido das mãos na bola“, vale assistir o lance reclamado (e não marcado pelo árbitro) pelo time do interior paulista contra o do ABC, na decisão de sábado da Série A2.

Lembrando: não existe imprudência para avaliar se uma bola bate na mão ou se a mão é colocada propositalmente. Existe apenas uma condição: MÃO INTENCIONAL, que pode ser explícita ou disfarçada.

O atacante do Mirassol avança, cruza a bola para a área e o defensor andreense pula com os dois braços levantados, nitidamente desejando ampliar o seu espaço, visivelmente de maneira antinatural, sem querer evitar um futuro toque da bola em seus braços.

Esse tipo de ação é o clássico exemplo de INTENÇÃO DISFARÇADA, ou seja, quando o atleta usa de um movimento antinatural dos braços. Ele pulou de uma forma que poderia ser evitada.

Para mão na bola, reforço que tem que existir intenção: explícita, quando o movimento é claro, ou disfarçada, quando o movimento é antinatural como o desse lance.

Vale ressaltar: lamentável a entrada de sinalizadores no estádio. A torcida de Santo André viaja mais de 500 km para assistir o jogo e usar esses artefatos sabidamente proibidos! Tenha paciência…

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(imagem: Agência Futebol Interior)

– Acabando o 1o tempo da Arbitragem Brasileira em 2016

O calendário do futebol brasileiro, diferente do europeu, tem um começo do ano com torneios regionais e “um semestre” com mais de 6 meses para o Brasileirão.

Sendo assim, uma nova etapa finda no esporte. E esse “primeiro tempo”, como foi, se analisarmos a arbitragem em geral?

Nos estaduais, nenhuma novidade. Poucas polêmicas nos campeonatos, sem lances muito duvidosos e ou atuações horrorosas. Mas nada de excepcional também. Talvez a facilidade em se arbitrar os jogos esteja mostrando a diminuição da importância dos regionais. Em São Paulo, por exemplo, um árbitro que se destacou foi para o primeiro jogo da final (Flávio Rodrigues de Souza) e outro já renomado e que faz parte do quadro da FIFA (Raphael Claus) no 2o jogo. Parafraseando o ex-árbitro Sálvio Spinola, uma “escala de segurança”.

No âmbito nacional, mais politicagem do que arbitragem. Um discurso demagógico de que se utilizaria o árbitro de vídeo no Brasileirão (e desde março tenho reiterado: NÃO VAI USAR DE MANEIRA OFICIAL), e as mudanças de diversas orientações de regra que causam certa expectativa e curiosidade. Há, ainda, uma novidade: a Federação Pernambucana que “comprou o passe” (numa linguagem retrô futebolística) do carioca Péricles Bassols. Já se tornou frequente: sempre o pessoal de PE quer ter um árbitro FIFA em seus quadros. E um detalhe: agora, o Rio de Janeiro está sem nenhum árbitro FIFA!

No âmbito sulamericano, nada de diferente: Carlos Alarcon, o dirigente que há décadas manipula a arbitragem (declaradamente corrupto nas gravações de conhecimento público), continua “formando” árbitros sulamericanos. E não sai de lá nunca.

Nas demais competições internacionais, vejo a escolha do árbitro Heber Roberto Lopes para representar a Copa América Centenária uma forma equitativa de comparar o que pensa a CBF: o teoricamente melhor árbitro brasileiro, pré candidato à Copa de 2018, Sandro Meira Ricci, apitando a Olimpíada 2016, demonstrando que os Jogos Olímpicos são mais importantes para a entidade do que a Copa América hoje.

Uma observação final: ótima (e até certo ponto, surpreendente) atuação de Wilton pereira Sampaio no jogo Boca Júniors x Cerro Porteño. Apitou em nível maior do que faz aqui no Campeonato Brasileiro.

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– O Lance Curioso de Liverpool 3×0 Villarreal: Lallana tinha condições de jogo pelo braço do zagueiro que estava fora de campo ou não?

Pelas semifinais da Liga Europa (chamada jocosamente por alguns de “2a divisão da Champions League” – e que segundona!), um lance didático para quem gosta de discutir regras de futebol: o 3o gol do Liverpool.

Entenda: os ingleses tem a posse de bola, um jogador vai até a linha de fundo e cruza. O zagueiro que disputava a bola com ele fica no chão, com o corpo fora do campo de jogo, deixando apenas o braço dentro. Há um bate-e-rebate dentro da área e Lallana aproveita o rebote da tentativa de Sturridge e faz o gol.

Lallana, o marcador do gol, quando recebe a bola só tem o goleiro à sua frente para a disputa direta, e fora ele, o defensor do time espanhol que permanece fora de campo, com o braço para dentro.

Gol legal ou impedimento?

É gol legal. Alguém pode alegar que somente o braço está em campo, e como jogadores de linha não podem jogar com o braço, teoricamente esse atleta não está em campo e por isso não conta para a linha de impedimento. Realmente os braços não contam para a linha de impedimento (somente contam as partes que os jogadores de linha podem jogar: tronco, cabeça, pernas/ pé). Mas quem disse que o atleta está fora de campo por tal motivo?

O jogador do Villarreal dá condição de jogo pois um atleta que vai até a linha de fundo e por força da jogada sai momentaneamente de campo, para efeito da linha de impedimento, ainda está em jogo!

Ele não está fora do gramado porque saiu para atendimento médico ou troca de equipamento, nem está ausente esperando autorização para voltar. Ele está lá fora porque correu demais e ultrapassou a linha em disputa de bola (assim como disputa uma bola na linha lateral, quando alguém dá um drible da vaca, saindo do campo e voltando ao mesmo). Como não precisa de autorização do árbitro para voltar ao campo, ele permanece em jogo. Nesse caso, é irrelevante se a mão está em cima da linha ou não, pois mesmo se o corpo todo estivesse fora, o bandeira considera que ele está sobre a linha de fundo (repito: já que está fora por força da jogada).

Isso surgiu para evitar a seguinte trapaça: um jogador está dando condição, sozinho, próximo à linha de fundo. Ao ver que a bola vai ser cruzada e ele dá condição, sai de campo deliberadamente para deixar o adversário em impedimento. Assim, sair deliberadamente ou não para além da linha de fundo, considera-se que o jogador está sobre a linha.

Lembrando: se ele usa aquela mão para segurar um atleta dentro da área, é pênalti, pois o que sofre a infração está dentro da área.

E se ele estivesse totalmente fora do campo e cometesse uma infração contra seu adversário também fora de campo? Hoje, se marca bola ao chão no local onde ela se encontrava no momento da infração (não existe a marcação de falta pois “falta” tem que necessariamente ocorrer dentro das 4 linhas). Mas com as mudanças das orientações da Regra de Jogo, a partir de 1o de junho, deve se marcar tiro livre direto no ponto mais próximo da linha de fundo onde ocorreu a infração. E se for mais próximo da linha da grande área, será pênalti!

Assista ao lance em: http://espn.uol.com.br/video/596766_liga-europa-semifinal-volta-melhores-momentos-de-liverpool-3-x-0-villarreal

Em tempo: os espanhóis são conhecidos como Yellow Submarine. Foram perder justo na terra dos Beatles?

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– Análise da Arbitragem de Toluca 3×1 São Paulo

Não consigo assistir jogos pacíficos do árbitro colombiano Wilson Lamouroux. Sempre há clima nervoso e certas polêmicas.

Destaco quatro lances na partida de ontem – com a maioria de acertos, embora, sinceramente, não senti segurança em seu trabalho.

1- Aos 17m, a falta que origina o 1o gol do Toluca foi cobrada sem autorização. Correto. O jogador mexicano abriu mão da distância para agilizar a cobrança. Nada a reclamar, aqui a equipe brasileira teria que estar mais atenta.

2- Aos 13m, Rios (TOL) derruba Centurion (SPFC). O lance ocorreu dentro da área, sem muita dificuldade para arbitragem perceber. Entretanto, o árbitro marca tiro livre direto (portanto, fora da área). Para uma partida importante como essa, tal erro é relevante (até pelo placar do jogo naquele momento). E se já tivéssemos o recurso do Árbitro de Vídeo? O que aconteceria?

3- Aos 15m, gol de Triveiro. Aqui uma consideração: foi questionado se, caso a bola não entrasse, se poderia marcar ou não um pé alto do são-paulino que estava na disputa de bola. A resposta é: não! A bola vem a meia-altura, o atacante estava longe e ele salta para a frente a fim do cabeceio. O zagueiro não leva perigo a nenhum adversário nesse momento.

4- Centurion dá uma cusparada em Rios. Indefensável defendê-lo… Cuspir (ou tentar atingir com uma cusparada) é agressão e merece Cartão Vermelho direto. E aos 46 minutos do 2o tempo, só dá para puxar a orelha do argentino.

Importante: vendo e revendo os lances de impedimento, fico com a pulga atrás da orelha… são lances complicados (em Itaquera, também foram e os bandeiras acertaram em jogadas duvidosas dos dois lados). Pela dificuldade dos mesmos, dá para absolver os bandeiras que trabalharam no México. Mas e se fossem lances a favor dos brasileiros?

Xi…

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– As Irregularidades nas Cobranças de Pênaltis em Corinthians 2×2 Nacional-URU

Deu tudo errado para o torcedor do Timão na Arena de Itaquera na partida entre Corinthians 2×2 Nacional pela Libertadores da América!

A começar: quem permitiu a entrada de sinalizadores (proibidos desde o episódio que culminou na morte do garoto Kelvin Spada)? Não há revista da Polícia? Ninguém viu tamanho número de artefatos entrando no estádio? Haverá multa sobre o atraso da partida?

Vamos à parte que nos interessa – sobre o pênalti desperdiçado por André e as decisões do árbitro:

André, quando vai cobrar o pênalti, pratica a paradinha “proibida”. Ou seja: de acordo com as diretrizes da Regra 14 (Tiro Penal), as “fintas para confundir o adversário” são permitidas enquanto se corre para a cobrança (como parar durante o trajeto), mas proibidas quando já se completou a corrida de preparação. Dessa forma, a paradinha na hora de chutar é irregular, como feito ontem. Se fosse feita como em Corinthians x Audax no Campeonato Paulista, pelo próprio André, durante a corrida, tudo bem.

E o que o árbitro deve fazer?

Hoje, sob o rigor das Regras do Jogo de 2015/2016, as atitudes seriam diferentes das que tomaria a partir de 1o de junho próximo, quando mudarão várias orientações da Regra de Jogo para a temporada 2016/2017.

André corre, um companheiro dele invade a área por trás do árbitro. O goleiro está corretamente em cima da linha de meta. Quando ele dá a paradinha, o goleiro se adianta para a defesa, ludibriado por acreditar que o atleta chutaria.

O goleiro não deve ser punido, pois não se adiantou voluntariamente (ele foi enganado). O atleta que invadiu a área o fez antes da paradinha, este de maneira voluntária. Assim, hoje, deveria se marcar tiro livre indireto (“falta em dois toques”) para o Nacional no local onde foi cometida a invasão! O erro de Nestor Pitana não foi relevante pois a bola foi defendida (e sem rebote) pelo goleiro.

E se a bola entrasse no gol? Daí o tiro deveria ser repetido, pois houve invasão, independente de existir a paradinha ou não.

ATENÇÃO:

Com as novas orientações da Regra a partir do próximo dia primeiro de junho, quando há modificação na punição da paradinha:

– Independente da invasão existir ou não, de ser gol ou não, O ÁRBITRO ANULARÁ A COBRANÇA POR CULPA DA PARADINHA, aplicará cartão amarelo ao cobrador e MARCARÁ TIRO LIVRE INDIRETO AO ADVERSÁRIO NA MARCA DO PONTO PENAL!

Já imaginaram se ontem a bola tivesse entrado, e na sequência o árbitro anulasse a cobrança e ao invés de manda-la repetir, a transformasse em tiro indireto ao Nacional, por culpa da paradinha? Sim, o time PERDE o direito do pênalti por culpa da cobrança com a burla. Essa será a nova orientação da Regra em menos de um mês.

Em tempo: no pênalti convertido por Marquinhos Gabriel, houve a mesma invasão de área, irregular, e o pênalti DEVERIA ter sido repetido (isso não muda nem hoje, nem a partir de 1o de junho).

Aliás, parabéns aos árbitros assistentes pois nos 3 primeiros gols da partida, existiram lances ajustados e difíceis de impedimento, não marcados corretamente e que resultaram nos gols. Foram muito bem os bandeiras nesses momentos.

OPS: Perguntar não ofende…

Já que o assunto é Libertadores da América, o Racing-ARG será punido em 2017, se estiver classificado para a Libertadores, pelo fato do membro da sua Comissão Técnica ter sido flagrado fazendo gestos de “descascar banana” aos torcedores do Atlético Mineiro, ironizando de maneira racista os negros como macacos?

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– Arbitragem para Olimpíadas 2016 definida. E o Brasil foi desprestigiado…

Definidos os nomes dos árbitros para os Jogos Olímpicos de 2016: serão 88 oficiais, sendo 18 árbitros e 32 bandeiras masculinos, 14 árbitras e 24 bandeiras femininas (representando os “seis” continentes, de acordo com a divisão geográfica da FIFA).

O Brasil estará representado por um trio masculino brasileiro: Sandro Meira Ricci, Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gassen, que foi o mesmo da Copa do Mundo de 2014 e que larga bem à frente dos demais árbitros e bandeiras para a Copa da Rússia 2018 (Wilton Sampaio é o substituto eventual de Ricci), além da bandeira catarinense Neuza Inês Back.

A observação é: sendo o Brasil país-sede, é inadmissível que não tenhamos uma árbitra central capacitada para o evento! Se está a contento a escolha masculina, fica a pergunta: não temos competência pela aptidão do quadro ou o trabalho de formação é mal feito? Ou ainda: faltou força política?

Vergonha.

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– Uma Justiça Tardia na escala de Arbitragem para Audax X Santos

Já falamos durante a semana da boa indicação do árbitro Flávio Rodrigues de Souza para o primeiro jogo da final do Campeonato Paulista (vide aqui: http://wp.me/p55Mu0-Ue). Mas só agora tomei ciência de que seu assistente número 1 será Herman Brumel Vani.

Justíssimo! Herman há muito tempo tem trabalhado com dedicação. Trabalhamos vários jogos juntos e, dentre as partidas que destaco, me recordo de uma guerra em Olímpia (Olímpia 3×3 Taquaritinga), com uma equipe lutando pelo acesso à série A1 e a outra contra o rebaixamento à A3. Naquela disputa, chuvosa, pegada, com o alambrado balançado e muita pressão, fizemos uma arbitragem excepcional (Sabe aquele jogo para guardar com carinho na memória? Esse é um deles).

Herman já estava no quadro nacional, havia trabalhado em jogos da Série A1 do Brasileirão, mas por culpa da Comissão de Arbitragem que assumira o comando, não sei porque o árbitro não só deixou de pertencer ao quadro da CBF como foi deixado de lado na Série A1.

Teria sido por algum motivo político? Não sei. Pois condição técnica e física o bandeira tem e já houvera provado.

Quando se deve criticar, faço as devidas postagens. Idem para os elogios. Me parece que a Meritocracia está voltando a reinar na Nova Comissão de Árbitros. Que ela seja duradoura e eu não me decepcione com tal expectativa.

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– Emendas à Regra do Jogo 2016/2017: 23 novas alterações no Futebol!

Não se assuste, mas saiba: a Regra do Futebol irá ser alterada em diversas situações a partir de 1o de junho de 2016, e elas sequer foram divulgadas a contento.

Vamos entender essa transformação que ocorrerá?

No começo do ano, houve a histórica reunião da International Board (a “dona das Regras do Jogo de Futebol” e seus parceiros (FIFA e demais Federações históricas da Grã Bretanha, as pioneiras na prática do esporte, como o próprio nome qualifica, “bretão”). Desse encontro, repercutiu bastante a autorização para testes com árbitros de vídeo (AV), ou seja, o uso de imagens para 4 situações:

A- confirmar a validade ou não de um gol onde exista dúvida de infração,

B- acerto de decisões ao marcar pênaltis duvidosos ou simulações,

C- confirmar se é justo ou não a aplicação de um cartão vermelho e

D- identificar um jogador infrator para ser advertido em situações que o árbitro confunde quem praticou a infração.

Entretanto, além dos testes, surgiram inúmeras alterações em outras Regras, algumas importantes e outras que poderão passar despercebidas. Mas confesso: é um pacote de alterações nunca antes visto nos tempos do “futebol moderno”.

Para a temporada 2016/2017 (ou seja, para campeonatos que começarem a partir de 01 de junho), além de novas orientações à Regra, surgiram novas redações mais claras de alguns pontos obscuros (esqueça o bordão popular “a Regra é Clara”). De todas (são muitas), cito 23 necessárias ao conhecimento do público em geral (as demais não citadas  decorrem de correções redacionais e/ou detalhes de normatização que não mudarão a prática):

REGRA 1

1- Estarão proibidos gramados que contenham grama natural misturados com grama artificial. Com o maior número de estádios com piso sintético, fez-se necessária essa observação.

2- As bandeiras de escanteio deveriam ser “limpas”, sem desenhos ou marcas. Agora, se poderá colocar os emblemas das associações esportivas/ organizadoras do evento. Publicidade nas bandeirinhas do tiro de canto continuam proibidas!

REGRA 3

3 – Expulsão de atletas antes do apito inicial: anteriormente, um jogador que merecesse o cartão vermelho antes do jogo começar, era substituído por qualquer outro atleta na súmula (e contava como uma das 3 substituições de jogo). Agora, ele pode ser substituído e a equipe continuará podendo realizar 3 alterações durante a partida.

4- Se um atacante chutar a bola e, quando ela fosse entrar no gol, batesse num objeto estranho ou em uma pessoa qualquer que invadisse (um gandula que tenta impedir o gol), o jogo deveria ser paralisado e marcado bola ao chão. Agora, se a bola entrar no gol e o toque ocorrer e não for relevante (mudar a conduta de um zagueiro ou defensor momentaneamente), deve-se confirmar o gol.

REGRA 4

5- Fitas, adesivos ou qualquer coisa que vá sobre a meia, deverão ser da mesma cor da meia (por exemplo, se a meia do atleta é vermelha e ele quer amarrar uma fita crepe ou usar uma proteção extra para o pé, deverá ser da mesma cor. Isso se refere também àquelas pequenas tornozeleiras externas, normalmente brancas.

6- Shorts e calções térmicos deverão ser de uma das cores relevantes da bermuda e idênticos à todos os atletas das equipes. Se a bermuda é branca com bainha preta, o calção térmico poderá ser branco ou preto – mas toda a equipe deverá usar a mesma cor de calção térmico. Aqui fica a observação: pela lógica da nova normatização de calções térmicos e acessórios sobre as meias, por que ninguém mexeu com a “cor das chuteiras”? Provavelmente, a força de bastidores da Adidas ou da Nike é maior…

REGRA 5

7- Avaliação do árbitro para permitir atendimento médico a atletas que se machucam: se o infrator receber cartão amarelo ou vermelho, o lesionado poderá ser atendido dentro de campo, sem a necessidade de sair do gramado de jogo como é hoje.

REGRA 7

8- Duração da Partida: antes, se paralisava o cronômetro quando existia a pausa para a reidratação. Agora, o tempo deve ser contínuo e o árbitro deve indicar ao final do jogo, nos acréscimos, a recuperação dessa paralisação (não nos assustemos com acréscimos de 6, 7 ou 8 minutos de jogo com mais frequência).

REGRA 8

9- Uma novidade: no bola ao chão, o jogador que tocar a bola não poderá tocá-la novamente até que alguém a toque novamente (como em tiro livre indireto, o popular “dois toques”). Se o fizer, deverá se marcar tiro livre indireto ao adversário.

10- Não será mais necessário que o tiro de saída seja para frente. O jogo poderá ser iniciado com um toque para trás.

REGRA 10

11- Nas decisões por pênaltis, o árbitro deverá sortear a meta onde ocorrerão os chutes, ao invés de escolher um dos gols (só poderá fazer em condições extremas; ou seja, se uma área está muito mais prejudicada por outra por conta de chuva, neve, buraco, etc.). Portanto, serão dois sorteios: o primeiro para saber em qual meta serão disputados os pênaltis; o segundo, quem começará batendo os pênaltis.

12 – As equipes não precisarão informar previamente os batedores numa decisão por pênaltis. Ou seja: o árbitro só saberá na hora quem vai chutar as cobranças (reforço: os clubes não precisam mais informar os nomes dos cobradores nem a ordem).

REGRA 11

13- Os braços dos atletas de linha nunca contaram para a marcação de impedimentos (pois os jogadores de linha não podem tocar a bola com a mão). Agora, um lembrete: em qualquer lugar do campo (inclusive na sua própria grande área), não se conta o braço do goleiro também.

14- Se um atacante ficar parado dentro da meta (anteriormente essa ação era para demonstrar que não queria participar da jogada), e sua equipe fizer o gol, o gol deverá ser anulado e será marcado impedimento.

REGRA 12

15- A “mão na bola”, necessariamente, não deve ser sempre sancionada com cartão amarelo. A partir de agora, deve-se analisar qual a intensidade/ gravidade/ motivo do uso da mão na bola.

16 – Ofensas verbais contra a arbitragem serão consideradas para a marcação de tiro livre direto ao adversário (não mais indireto), assim como para pessoas do banco de reservas. Na prática, se um zagueiro xingar o árbitro dentro da área com a bola rolando, poderá ser marcado pênalti!

17- Começarão a existir as “faltas fora do campo”: a situação em que os atletas estão disputando a bola, correm, saem de campo mas a bola fica dentro do gramado. Antes, se ocorresse um agarrão ou um pontapé, você não poderia marcar a falta pois a bola estava em campo mas os atletas não (se reiniciava com bola ao chão). Agora, você marcará a falta e o jogo se reiniciará sobre a linha demarcatória, no ponto mais próximo do local da infração. E se isso for próximo a grande área, pênalti!

18- A mais relevante: a não expulsão de um jogador que impedir uma situação clara e manifesta de gol, desde que este cometa uma infração durante a disputa de bola. Ou seja: se o gol estiver aberto, sem goleiro, e o zagueiro faz uma falta temerária no atacante, se marcará pênalti e aplicará cartão amarelo (não mais o vermelho). Porém, se o zagueiro der um pontapé certeiro contra o atacante, sem visar a disputa de bola (uma agressão, por exemplo), continuará a ser vermelho. Idem para a situação de uso indevido das mãos na bola, como na marcante defesa de Luizito Suarez na Copa de 2010. Tais lances continuam a ser vermelho.

REGRA 13

19- Para qualquer cobrança de tiro livre, acrescentou-se que a bola só estará em jogo quando for chutada e mover-se claramente. Portanto, acabou a burla de “tocar leve e disfarçadamente na bola”, colocando a bola para seu companheiro sair jogando e enganar o adversário que pensa que o tiro ainda será cobrado.

REGRA 14

20 – Nas cobranças de pênaltis, duas alterações: se o atleta der a “paradinha proibida” (aquela na hora exata do chute), a cobrança será considerada irregular e não voltará o chute, mas se marcará tiro livre indireto ao adversário. A outra: goleiro que infringir a regra será advertido com cartão (ou seja, se ele se adiantar na cobrança, recebe o Amarelo).

REGRA 15

21 – Nos arremessos laterais, os adversários não podem interferir na cobrança e devem estar a 2 metros de distância.

REGRA 17

22- Na cobrança de um tiro de meta, sabe-se que a bola só pode ser tocada por quaisquer jogadores quando ela sair da área (embora eles possam estar dentro da área penal durante a cobrança, sem tocá-la). Agora, se um adversário estiver dentro da área durante a cobrança, não só deverá esperar ela sair da área como também deverá esperar alguém tocá-la para poder tentar dominar a bola.

SINAIS DOS ÁRBITROS

23- O árbitro poderá dar “sinal de vantagem” com apenas uma mão, não necessariamente com duas (nossa, que importante!!!).

Sinceramente, acho que de todas, algumas poucas modificações são necessárias (como validar um gol quando há o toque externo e ele não é determinante ,ou quanto a questão de faltas fora do campo de jogo). Outras, duvidosas (cartão amarelo ao goleiro que se adiantar durante a cobrança de pênalti) e algumas burras (como não expulsar atleta em situação clara e manifesta de gol).

Sobre o árbitro de vídeo?

Aguardemos os testes.

O que achou de todas estas mudanças? Salutares ou não?

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– Garrincha e Neymar: ícones dos dribles, craques, mas…

Pela minha idade, só vi Garrincha por vídeo. Gênio. Craque. Irreverente. Driblador. Carismático.

Cinquenta anos depois, os atributos descritos acima poderiam ser qualificados a Neymar?

Claro que sim. A diferença é: o Marketing e a Mídia!

Garrincha acrescentou involuntariamente a visão folclórica no seu rótulo; Neymar a comercial. Aí começam a se distanciar (em questão de títulos, só dá para falar ao final da carreira do ex-santista).

O problema é: se Garrincha se perdia nas doses de cachaça, Neymar se perde na dose de ostentação em meio as tribulações. Quando foram apreendidos carros de luxo, posou para foto com outros. Quando é perseguido pelo fisco ou joga mal, aparece em baladas ou compra “mimos” de 40 milhões de reais, como o seu novo avião.

Se estivesse jogando bem sem críticas, tudo isso seria irrelevante. Mas na fase de contestação, evitar a exposição nas festas e se blindar de polêmicas faz bem, não?

Quando, após uma partida na Vila Belmiro, Rene Simões (na época treinador adversário) alertou para que se colocasse limites comportamentais na jóia santista, muitos o criticaram. Hoje, prova-se que ele tem razão.

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Imagem extraída da Web. Quem
Souber a autoria, informar para o crédito na postagem.

– 6 anos que pendurei o apito!

Ufa! Hoje faz 6 anos que encerrei minha carreira na arbitragem de futebol. Muitos jogos, muitas histórias e muitas alegrias.

Claro, muitos desencantamentos. As decepções, na sua maioria, com a cartolagem – e que continua espalhada e se mantendo de galho em galho, mamando nas tetas dos árbitros.

Um dia há de surgir uma liderança que defenda os juízes de futebol de verdade. No atual modelo sindical, quem se alegra é o patrão.

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– Parabéns a Flávio Rodrigues de Souza, árbitro de GO Audax x Santos FC

No começo do Paulistão, escrevi que estava gostando muito do desempenho do árbitro Flávio Rodrigues de Souza. Árbitro que em outras temporadas fez atuações medianas/boas,  conseguiu melhores oportunidades com a nova Comissão de Árbitros da FPF. E fazia por merecer seu primeiro clássico!

O clássico veio: Palmeiras x Corinthians com bom desempenho. Regularidade mantida e… enfim uma final importante!

Flávio, merecidamente, está escalado para Audax x Santos. Com ótimo condicionamento físico, bom desempenho técnico, mais experiente devido ao bom campeonato, já com algum nome entre a boleirada, espero que faça uma boa partida. Como ele deixa o jogo rolar e não marca “faltinhas forçadas”, e pelo estilo e jogo das equipes, penso que teremos uma partida bem corrida, com muitos gols e excepcional tempo de bola rolando.

Boa sorte ao árbitro e grande jogo para as equipes.

Ops: para o segundo jogo, Santos x Audax, bola cantada: Luiz Flávio e Raphael Claus no sorteio.

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– Futebol, política e arbitragem: árbitro vai ao STJD por postagem no Facebook

Gostaria de não escrever novamente sobre a direção do comando da arbitragem brasileira, mas sou obrigado.

Ontem, falamos sobre a infeliz declaração de Sérgio Correa da Silva (presidente da CA-CBF) sobre os motivos para não profissionalizar a arbitragem (vide em: http://wp.me/p55Mu0-TQ). Hoje, escrevo sobre a notícia de que o mesmo Sérgio enviou ao STJD o árbitro Marcelo de Lima Henrique, pelo fato dele escrever nas Redes Sociais a seguinte postagem:

Votei e votarei no Jair Bolsonaro para qualquer cargo. PSOL, PT e PC do B nunca terão meu voto. Prefiro votar em louco do que em ladrão, incentivador de boiolices, maconheiro e inimigos da família. Cada um com seu cada um. Não sou politicamente correto, não apoio boiolices, viciados, pederastas feministas e machistas…

Pouco tempo depois, Marcelo editou a mensagem explicando-a melhor:

Votei e votarei no Jair Bolsonaro para qualquer cargo. PSOL, PT, PC do B nunca terão meu voto. Prefiro votar em louco do que em ladrão, incentivador de boiolices (homossexualidade é uma coisa e eu respeito as pessoas. Boiolice é outra parada, para ficar claro estou editando este post), maconheiro e inimigos da família. Cada um com seu cada um. Não sou politicamente correto, não apoio boiolices (homossexualismo é outra coisa e eu respeito), viciados, pederastas feministas e machistas…

Por fim, escreveu ainda que:

Sou um cidadão comum, que tem pensamentos e preferências. Tenho respeito a qualquer ser Humano independente de sua opção sexual. Carioca usa os termos que falei. Voto é individual e cada um tem o seu. Se alguém se sentiu ofendido com minha postagem, peço desculpas. Apenas tenho o direito de me expressar.

Sérgio alegou que denunciou o árbitro poque:

Eu disse a ele que, na condição de uma autoridade esportiva, ele não pode ter tal posicionamento público. Nós orientamos o árbitro a parar os jogos quando houver um caso de racismo ou de homofobia.

Tire suas conclusões. Excesso de Sérgio Correa em pautar o árbitro fora de campo ou não?

Ah se o mesmo rigor fosse dado aos dirigentes do apito de acordo com seu comportamento fora (e dentro) do horário de trabalho…

Cadê a liberdade de expressão? Não somos um país democrático? Não leio homofobia ou racismo em suas palavras. Onde elas estariam?

Tire-se então o mando de campo de toda torcida que xingar o árbitro e o adversário de “bicha”.

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– Uma demagoga justificativa para não profissionalizar a arbitragem brasileira!

No segundo dia do Seminário Somos Futebol, promovido pela CBF desde segunda-feira, Sérgio Correa da Silva (presidente da Comissão Nacional de Árbitros), que por anos foi presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo, se mostrou contra a profissionalização dos juízes de futebol, alegando que se a CBF profissionalizasse seus 450 árbitros, gastaria R$ 60 milhões por ano, e de nada adiantaria pois, segundo ele:

– Se profissionalizar resolvesse, teríamos a certeza que o Zico não perderia pênalti na Copa do Mundo. Ele não perde porque ele quer. Faz parte o erro do jogador, assim como faz parte o erro do árbitro.

Claro que o exemplo é esdrúxulo. Um árbitro profissional não precisa sair do serviço e ir correr de noite (ou de madrugada). Não precisa trocar dia de trabalho por dia de jogo. Treinaria mais e se prepararia melhor, errando menos.

Leonardo Gaciba, comentarista de futebol, discutiu com Correa e lembrou: se profissionalizasse 10% do quadro (45 árbitros) para a Série A, o custo seria de apenas R$ 6 milhões/ano. Mas Sérgio Correa continuou irredutível.

Tudo isso é um mistério: Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Del Nero e Cel Nunes: todos o mantiveram no cargo mais importante da arbitragem brasileira, e o homem não cai!

O detalhe é que a CBF recebeu, segundo suas contas, quase R$ 600 milhões de reais no ano passado. Mas não quer gastar 1% para melhorar a arbitragem.

Não se esqueça que continuo APOSTANDO e AFIRMANDO: a história de árbitro de vídeo criada por esses senhores é mentirosa! Por favor, me cobrem, pois não teremos isso oficialmente no Brasileirão.

Motivos para tanta certeza? Visite: http://wp.me/p55Mu0-Tt

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– A Paradinha está proibida ou liberada? Sobre os pênaltis de André do Corinthians e Jean do Palmeiras

Me recordo que o Rei Pelé, vez ou outra, reduzia a velocidade da corrida durante a cobrança de tiros penais a fim de ludibriar os goleiros. A isso se chamou de “paradinha”. Posterior a ele, surgiram as “paradinhas de fato”, que é uma real pausa na corrida durante a cobrança de pênalti. Muitos atletas paravam e retomavam a cobrança, ficando difícil ao goleiro se preparar adequadamente para a tentativa da defesa.

Recentemente (2010), a FIFA se preocupou em regular essas situações, proibindo a “paradinha” como ela era. Variar a corrida ou diminuir a velocidade, pode. O que não pode é parar e retomar a cobrança na hora do chute.

Eis que na decisão de pênaltis, sábado, entre Corinthians 2×2 Audax, semifinal do Paulistão, o corintiano André corre, dá um intervalo na corrida e retoma. Isso pode?

Pode.

A Regra 14 diz que:

Fazer fintas durante a corrida para executar um tiro penal, para confundir o adversário, é permitido e faz parte do futebol. Todavia, fazer fintas ao chutar a bola quando o jogador já completou a corrida de preparação, é infração à Regra 14 e caracteriza conduta antidesportiva, pelo que o jogador deve ser advertido com cartão amarelo.”

Domingo, na decisão entre Santos 2×2 Palmeiras, o palmeirense Jean também fez a paradinha na Vila Belmiro (e foi dupla). Pode também?

Sim, pois ele parou duas vezes distante da conclusão do chute

Em tempo: por curiosidade, ambas equipes (talvez as duas folhas salariais mais caras do Brasil) foram eliminadas mesmo com as cobranças com paradinha.

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– A Vantagem do Pênalti em La Coruña 0x8 Barcelona

Quem disse que não existe vantagem em pênalti?

Tal crença é um mito no futebol. Toda a infração de jogo pode ser avaliada pelo árbitro. Ele analisa se deve deixar de marcar a falta a fim de conceder uma vantagem à equipe que sofreu a infração (mas nunca abandonando a sanção disciplinar). Para isso, verifica a posição da bola na hora da infração (sobrará para um companheiro do atingido continuar a jogada), o local da falta (campo de defesa, na lateral, ou na entrada da área?), a gravidade da mesma (falta leve ou grave) e, claro, o clima do jogo (ambiente nervoso?).

Uma infração dentro da área é pênalti. Se ocorrer a possibilidade de uma vantagem, por quê não aplicá-la?

Lembre-se: vantagem nem sempre é posse de bola. Uma infração na entrada da área para equipes que contam com grandes cobradores (Rogério Ceni, Marcelinho Carioca ou Neto), a vantagem real é marcar a falta, e não permitir a posse de bola (que pode ser perdida na sequência). Como a maioria das infrações dentro da área são para a marcação de tiros penais (pouquíssimas poderiam ser de tiros indiretos), é preferível cobrar o pênalti do que continuar a jogada.

Eis que nessa quarta-feira, na goleada do Barça frente ao La Coruña, Neymar corre com a bola, cruza dentro da área para Luizito Suarez, um zagueiro tentar interceptá-la com um carrinho e cai no chão. O jogador tenta roubá-la e, ao sofrer o drible, caído, espalma a bola em vão, que fica na posse do atacante uruguaio que conclui o lance em gol.

Houve a infração não marcada de mão na bola. Acertadamente o árbitro deu vantagem. Só houve uma falha: deixou de aplicar o cartão amarelo!

Pois é: se você põe a mão na bola e impede o gol, é pênalti e cartão vermelho. Se você põe a mão na bola para impedir esse gol e não consegue impedi-lo, é cartão amarelo. E se você tenta por a mão e não consegue colocá-la, obviamente segue o jogo pois a infração só se concretiza com o toque efetivo (diferente de “dar ou tentar dar um pontapé”, não existe a situação de “colocar ou tentar colocar a mão na bola”).

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– A Cabeçada de Milton Mendes e o Desequilíbrio Emocional

Durante uma partida de futebol, há diversos momentos de nervosismo. Árbitros devem estar concentrados para cumprir a regra, jogadores precisam controlar o emocional para realizarem boas jogadas e treinadores não devem se contaminar pela passionalidade.

Mas neste final de semana… ô Milton Mendes, que pisada de bola!

Na partida em que o Santa Cruz passou pelo Bahia e se classificou para a final da Copa do Nordeste, o treinador que tem feito bons trabalhos perdeu a cabeça. Ou melhor: “deu de cabeça”! Desferiu uma cabeçada contra o auxiliar técnico de Doriva.

Que feio… será que levará 1 ano de suspensão (que se tornará 2 meses de gancho e o resto transformado em cesta básica) ou não haverá severa punição?

Assista ao lance em: https://www.youtube.com/watch?v=IBn1GFWlQD0

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– Retirada Indevida do Árbitro no Cariocão ou não?

Árbitro que atua em campeonatos importantes deve não só ser honesto, mas parecer ser honesto. É como o dito popular sobre a mulher de César….

Lenilton Rodrigues Júnior foi 4o árbitro na partida entre Vasco x Flamengo (a que houve a confusão entre Rodrigo e Guerrero). O juizão esteve no Tribunal de Justiça Desportiva no RJ na última 3a feira e se deixou fotografar com a alegre e imparcial turma do Tribunal (tenho muitas ressalvas com qualquer tribunal esportivo), estando ao lado de Guerrero. Entretanto, foi escalado para apitar Bangu x Flamengo no final de semana. A pedido do presidente da Federação Carioca, foi retirado do jogo.

Vacilo do árbitro em uma situação evitável ou excesso de preocupação em ser politicamente correto?

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– A falácia da CBF sobre os árbitros de vídeo!

Dissemos em Março neste blog, reiteramos agora em Abril. Me cobrem em Maio: a CBF está MENTINDO quando diz que usará árbitros de vídeo.

Explico, extraído de PergunteAoArbitro.com, em 08 de Março:

ÁRBITROS DE VÍDEO NO BRASILEIRÃO? SOMENTE EM 2017!

Será que a Confederação Brasileira de Futebol está promovendo uma demagoga propaganda de que usará os árbitros de vídeo neste ano, ou eles estão cometendo uma gafe?

Leio que a CBF quer usar o recurso tecnológico de imagens de TV com o VAR (Vídeo-Árbitro Assistente) para o Brasileirão, em meados de Agosto.

Não vai usar por um motivo simples: toda modificação da Regra do Jogo (ou de Teste Experimental da Regra do Jogo) só pode ser utilizado a partir do início da temporada pelo calendário europeu, adotado pela FIFA. Ou seja, se alguma liga europeia quiser usar os VAR, o fará a partir de 01 de Julho de 2016 (que se refere à temporada 2016/2017). E isso se estende a qualquer país-membro da FIFA, independente se utiliza o calendário europeu ou não.

O Brasileirão começa bem antes de Julho; portanto, sem chances da inovação estar nos gramados brasileiros em 2016. Outro fator: você não pode mudar a Regra (ou o Teste da Regra) de uma partida de futebol com o campeonato em curso. Isso significa que: ou a CBF pede uma permissão especial para começar os testes no 2o trimestre de 2016 (que significa a partir da Rodada 1 do Brasileirão), ou só poderá utilizá-los em 2017.

Lembre-se de Corinthians x Santos no Brasileirão do ano passado: David Braz foi expulso erroneamente, sem a existência de VAR. E se na rodada seguinte jogassem Palmeiras x Corinthians e um atleta do Corinthians fosse expulso erroneamente e ali estivesse o vídeo-árbitro, e ele corrigisse o juizão?

É por tal critério o de que nenhum time deve ser prejudicado ou favorecido pela mudança da Regra de Jogo em um torneio em andamento – de que os campeonatos em curso não podem adotar os VAR.

Sobre as explicações do aceite da experiência dos VAR, clique no link abaixo:

 – Entendendo o que a FIFA liberou para uso de Tecnologia no Futebol

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– Paulistão começa agora? Considerações no campo e no apito:

Era bola cantada: os 4 times grandes do Estado se classificaram para a fase eliminatória do Paulistão, que mais uma vez tem um nível técnico fraco.

Algumas observações:

1) Cansa ouvir o discurso dos treinadores. Bauza, com razão, reclamando do calendário puxado. Cuca, agora descontraído, repetindo que o trabalho ainda está começando. Dorival se queixando da falta de jogadores no elenco. Tite com seu discurso professoral que até dói o ouvido. Lembrando: ambos são competentes, e que disputarão com outros dois técnicos que há tempos merecem uma oportunidade em clubes grandes: Paulo Roberto e Fernando Diniz. São, indiscutivelmente, trabalhadores e estudiosos (embora chatíssimos no trato do dia-a-dia). O que fariam se trabalhassem no Trio-de-ferro da Capital?

2) Seis times foram rebaixados. Para aceitarem passivamente o número mais elevado de times que iriam para a A2, os clubes aceitaram a contrapartida que os “2 menos piores pontuados que caíssem” recebessem cotas de A1 em 2017. Portanto, desde já, são favoritos ao acesso em 2018.

3) Amigos de Capivari me confidenciaram: o Capivariano estava saneado financeiramente, tranquilo, sendo um bom participante das demais divisões. Para realizar o sonho de ser um figurante na A1, se endividou e a alegria se tornou um pesadelo. Volta para a A2 num ambiente diferente do que havia subido.

4) Por fim, ouço e sou questionado por amigos que Dionísio Roberto Dominguez, aquele mesmo da CBF, de ligação umbilical com Sérgio Correa, poderia ser chefe de Ednilson Corona e José Henrique de Carvalho na FPF, sendo dado a ele um departamento a ser criado acima da CEAF. O que eu tinha de informações é que seria um departamento paralelo; mas se confirmadas as especulações, Reinaldo Carneiro Bastos recria a temida “República do Vale do Paraíba” dando cargos a seus amigos e atrapalhando o trabalho competente que tem sido feito até então nesse recomeço da Nova Comissão.

Entra ano e sai ano, o Paulistão continua com os mesmos vícios

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– Qual jogador brasileiro de campeonato estadual poderia jogar num grande europeu? Dá para comparar árbitro de lá e cá?

Para mim, Bayern, Barcelona, PSG e Real Madrid são os 4 melhores times do mundo na atualidade. São jogadores incríveis que formam equipes monstruosas!

Houve um tempo em que os clubes daqui rivalizavam à altura com os da Europa (ou até mais forte que eles). Hoje, isso é uma triste realidade… A diferença é gritante.

Diante disso, comparando os jogadores dos grandes clubes brasileiros com os da Europa, pense:

– qual jogador de time brazuca, atualmente, poderia ser titular em um desses 4 gigantes mundiais citados acima?

Não vejo ninguém, infelizmente. A única comparação devida é a da arbitragem: nossos melhores árbitros (ainda) estão quase no mesmo nível – mas desde que a bola não bata na mão!

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– Após a denúncia, Sérgio Correa não deveria renunciar?

Matéria da ESPN denuncia: Marco Polo Del Nero pede para que Sérgio Correa (o presidente da Comissão de Árbitros) consiga junto a ANAF, que aceita passivamente, a indicação de um representante no STJD “ao gosto do presidente da CBF”. E tudo é aceito numa boa!

Qualquer pedido que o Marco Polo faça ao Sérgio será atendido?

A ANAF, de Marco Antonio Martins (que um dia simulou que faria uma greve no Brasileirão), se dobra aos pés tão facilmente a favor da CBF? Não deveria lutar pelos árbitros?

Toda a história no link: http://espn.uol.com.br/noticia/590355_marco-polo-indicou-representante-da-arbitragem-no-tapetao

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– Coras 3×1 Atlético São Luís e o Raro e Ousado Fair Play!

Há situações que você duvida que possa acontecer no futebol: na segunda divisão do México, jogaram Coras x São Luís. Um atleta da casa se machucou, a bola foi colocada para fora visando seu atendimento médico. Mas enquanto esperavam a devolução da sua posse, o atacante adversário dominou a bola e fez o gol!

Claro que houve reclamação e chiadeira, resolvida de maneira conciliatória: o time “unfair-play” do São Luís permitiu que o Coras, que se dizia prejudicado, marcasse um gol.

Já vi isso na Holanda e no Japão. Mas no Brasil… nunca!

Vídeo (a partir dos 47 segundos o gol da confusão e 1’07” o gol da devolução), em: https://www.youtube.com/watch?v=75IJItQK3C4

– O Pênalti de Argentina 2×0 Bolívia

Só agora tive tempo para escrever: e o pênalti mandrake marcado pelo árbitro venezuelano Jesús Valenzuela, a favor da Argentina contra a Bolívia?

Caramba… esse é suspeitíssimo. Que o juizão é fraco, sabemos. Mas tal erro leva a pensar tantas coisas…

Era para garantir o resultado?

Caso o Brasil precise de uma vitória na última rodada das Eliminatórias para a Copa de 2018, taí o árbitro ideal.

Veja o lance, em: https://www.youtube.com/watch?v=BgDh2iAbMQY

– Análise dos 2 lances polêmicos de Palmeiras 1×0 Corinthians

Uma bola é reboteada pela defesa do Palmeiras e Giovanni Augusto (COR) a domina dentro da área. Dois adversários tentam interceptá-lo e Thiago Martins (PAL) é mais rápido e tenta evitar a continuidade da jogada usando o corpo. Tranco legal (ombro-a-ombro) não foi, e sim uma disputa viril de bola. A questão é: faltosa ou não? Se sim, pênalti.

Se eu estivesse em campo apitando, não marcaria, pois teria entendido que o jogador tenta a bola e ao sentir a aproximação do adversário, força a queda com o contato físico da perna. Mas como tenho o recurso eletrônico e pude rever, teria percebido que seria errado deixar o jogo seguir. Thiago vai atrapalhado para a disputa, não quer bloquear Giovani mas o contato da sua perna à frente do peito é, de acordo com a regra, infração por imprudência. Como foi dentro da área: tiro penal. ACERTOU UM DIFÍCIL LANCE O ÁRBITRO.

Sobre o gol do Palmeiras: há o erro por centímetros do jogador palmeirense a frente do penúltimo defensor do Corinthians, portanto: impedimento. Esse é o chamado “lance ajustado”, que somente com recurso eletrônico pode ser bem observado. ERROU O BANDEIRA NO CHAMADO “ERRO ACEITÁVEL”.

Ficará a discussão: apesar do erro, o grandalhão Cássio falhou ao disputar a bola com o baixinho Dudu?

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– A MENTIRA da Conmebol! Cuidados com os árbitros e seu chefe!

Estou decepcionado. Há 2 meses, o novo presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, anunciou que o brasileiro Wilson Luís Seneme, ex-árbitro internacional, seria o novo chefe dos juízes da entidade, tendo em vista as denúncias e gravações sobre o paraguaio Carlos Alarcón, o antigo comandante da Comissão de Árbitros que manipulou resultados (entre eles, o recente Corinthians x Boca Juniors apitado por Carlos Amarilla). Vide em: http://wp.me/p55Mu0-LQ .

Após 15 dias, soubemos que Alarcón continuava na entidade. Não foi despedido e mandava informalmente. Seneme estaria sendo uma Rainha da Inglaterra? O anúncio de sua posse não teve validade? Leia em: http://wp.me/p55Mu0-Ob .

Mais grave do que isso, é o Curso de Capacitação de Árbitros realizado pela FIFA que ocorre nesta semana na Colômbia. Lá, Carlos Alarcón é, de fato, o presidente da Comissão de Árbitros da Conmebol (Veja sobre o evento: http://dimayor.com.co/capacitacion-para-el-arbitraje-del-fpc/).

Seneme não assumiu oficialmente (embora tenha sido anunciado). Alarcón, que há décadas “não larga o osso”, continua forte. Disso tiramos a seguinte dúvida:

Alejandro Dominguez voltou atrás na sua decisão e desprestigiou Seneme (veja como o Brasil está fraco politicamente na Conmebol), ou,

Alarcón sabe tanta coisa que é melhor mantê-lo no cargo do que correr o risco de que ele delate os podres da entidade?

Eu estou preocupado. Carlos Alarcón é comprovadamente um picareta na Conmebol. Pior: está no comando da arbitragem sul-americana em plena fase decisiva da Libertadores! Se Amarilla, a mando dele, fez o que fez com o Corinthians em pleno Pacaembú…

Deixe seu comentário.

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– Palmeiras 3×0 Rio Claro e a desnecessária polêmica com o Jornalista Tiago Maranhão

Já faz algum tempo que está proibido comunicação externa (seja por via eletrônica ou não) entre comissões técnicas e gente de fora. Na prática, o histórico do que PODE e NÃO PODE está aqui, neste post muito importante e didático, curiosamente redigido sobre os “bilhetinhos de Osório”, em: http://wp.me/p55Mu0-rL .

Omar Feitosa, do Palmeiras, foi flagrado pelo árbitro Marcelo Aparecido Riberio de Souza se comunicando com um aparelho celular. Portanto, conforme a orientação, isso é proibido e ele foi expulso. O problema é que algumas pessoas dizem que a informação veio do jornalista Tiago Maranhão do Sportv, que minutos antes havia observado a irregularidade e falado durante a transmissão.

Duas considerações:

1- Tiago fez seu papel profissional de jornalista ao informar o telespectador. Não há o que se discutir.

2- Se supostamente ele informou ao árbitro ou ao 4o árbitro (isso não foi provado), isso é Erro de Direito e a partida pode ser anulada, já que o árbitro recebeu a informação externa para uma decisão.

Até agora, as acusações não tem provas. Particularmente, eu penso que o árbitro foi avisado pelo 4o árbitro (embora, na súmula, ele não especificou que foi informado por alguém).

Insisto na leitura desta postagem a seguir, sobre a evolução das proibições, link em: http://wp.me/p55Mu0-rL .

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Santo André x Paulista

Não gostei do sorteio de árbitros da FPF que definiu a arbitragem para o jogo tão importante entre Ramalhão x Galo. Em outros jogos da A2, árbitros de melhor condição técnica irão trabalhar. E para o Estádio Bruno José Daniel, Salim Fende Chavez, o chileno com nome de turco que não deu um pênalti claríssimo em Eric Mamadeira no último minuto de jogo na partida entre Paulista x Mirassol.

Relembre a péssima arbitragem desse jogo e saiba mais em: http://wp.me/p55Mu0-Px

Mauro André de Freitas e Rafael Tadeu de Souza serão os bandeiras. Samuel de Lima será o 4o árbitro.

Tomara que o juizão não comprometa!

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– Corinthians 2×1 Ponte Preta e a Sina do Prejuízo aos Pequenos

Não assisti a partida por estar trabalhando nos comentários de Paulista 5×0 Independente pela Rádio Difusora. Mas pelos melhores momentos, fiquei decepcionado com a arbitragem de Alessandro Darcie na vitória do Timão sobre a Macaca.

Bola que bate na mão não é pênalti; e mesmo com a orientação de avaliar o movimento antinatural do braço na bola (que por inúmeras oportunidades já explicamos – não mudou a Regra, não existe mão na bola por imprudência e a INTENÇÃO continua sendo o principal fator), não foi nada e o tiro penal a favor do Corinthians (e poderia ser qualquer outro grande), equivocadamente assinalado.

Em lance similar, a favor da Ponte Preta (e poderia ser a qualquer outro pequeno), não foi (acertadamente) marcado.

A sina é: há alguns árbitros que sentem a pressão e na hora da dúvida a camisa pesa. Não há como explicar a falta de critério em lances idênticos, lamentavelmente. Mesmo assim, Darcie estará escalado para o importante jogo entre São Caetano x Taubaté na A2 no próximo domingo.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 5 X 0 Independente. Um Galo caiu, outro Galo vai ficando…

Ah… se o Paulista de Jundiaí pudesse pegar alguns dos gols da noite dessa 4a feira e repartí-los nas partidas que faltaram… A situação seria mais tranquila, não?

Nesta rodada em que o Galo de Jundiaí ganhou fôlego e moral para permanecer na A2 (e rebaixou o Galo de Limeira para a A3), uma arbitragem que ficou a desejar.

Apesar do placar elástico, o jogo não foi tão tranquilo para se apitar como um todo. Com um início muito rápido e pegado (sem ser faltoso), a disputa entre os atletas não estava na mesma velocidade que o árbitro Demétrius Pinto Candançan. Houve uma dificuldade muito grande nos tiros curtos, sendo que estava apitando de longe. E se o novo uniforme da arbitragem cria uma certa “barriga” aos juízes os engordando, para quem já está um pouco acima do peso…

Henrique Pangella e André Pastor (IND) bateram pra valer! E reclamavam de tudo, sem serem advertidos. Em determinado momento do jogo, Pastor ficou à beira do gramado num verdadeiro discurso com o bandeira Vicente Romano Neto. Faltou pulso ao árbitro e ao bandeira para que não se tivesse a sensação de que os dois atletas “apitavam” o jogo.

Foram 14 faltas do Paulista e 18 do Independente, sendo 2 cartões amarelos para cada equipe (em especial, um muito bem aplicado a Felipe Santos/ PFC por simulação). A maioria das infrações no 2o tempo, quando o jogo se tornou mais nervoso e os erros de não marcação de faltas leves e/ou marcação de faltas não existentes aconteceram (a maioria pela distância do árbitro do lance ocorrido). Em destaque, um pontapé de Jordy Guerreiro (IND) em Ramalho (PFC) não observado e que seria passível de Cartão Amarelo.

Existiram 3 lances de bola ao chão, todos de faltas não marcadas e motivadas pelos atletas permaneceram lesionados necessitando paralisar as jogadas. No último, a equipe do Independente não praticou o famoso Fair Play na devolução de posse de bola e o clima esquentou.

Não existiram lances polêmicos, felizmente. O bandeira 2 e o quarto árbitro foram discretos e não pareceram na partida.

A questão fica: para a “decisão” em Santo André no próximo domingo (Santo André x Paulista, de grande rivalidade e de ambições de classificação/ fuga do rebaixamento), se faz necessário que a FPF escale o que tiver de melhor, pois os jogos derradeiros da A2 serão empolgantes, tanto para o acesso da A1 quanto para a fuga da A3.

Uma observação: Mamadeira, ao Marcelo Tadeu na Rádio Difusora, disse que os jogadores do Galo fizeram um pacto e se mantiveram em concentração desde a 2a feira. Que para o último jogo ela comece já!

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Paulista X Independente 

Demétrius Pinto Candançan, 43 anos, professor de Educação Física, 15 anos de arbitragem, apitará o confronto entre o Galo da Terra da Uva x Galo de Limeira.

Natural de Osasco, Demétrius é árbitro frequente nas escalas da série A2 e A3. Já esteve na A1, mas uma séria contusão o atrapalhou nesse período. Quando voltou, se firmou na divisão de acesso. O árbitro tem bastante experiência, não solta o jogo demasiadamente (apita muitas faltas), mas não aplica muitos cartões em condições normais. Uma curiosidade: Demétrius é bom jogador de futebol e seu irmão, André Pinto, foi centroavante na Portuguesa e em diversas equipes brasileiras e no exterior.
Outra curiosidade: será seu 8o jogo na A2-2016, sendo 1 empate e 7 vitórias para o mandante (ele apitou União Barbarense 2×0 Paulista na Rodada 08).

Enfim: bom árbitro e boa pessoa.

Os bandeiras serão Vicente Romano Neto (ex-aspirante à FIFA, que depois daquele fatídico erro num Corinthians x Ponte Preta numa eliminatória do Paulistão viveu um inferno na carreira) e Leandro Alves de Souza. O quarto árbitro será Lucas Martins Mola e Dias.

Desejo boa sorte ao quarteto de arbitragem e um grande jogo aos atletas.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Independente pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Quarta-feira, às 20h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 18h00 dentro do Show de Bola, para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!