– Quem escalou Wilton Sampaio para Palmeiras x Santos?

O mundo do futebol é cheio de coincidências. Ou não?

Em todos os clássicos paulistas no Brasileirão, árbitros do Estado de São Paulo foram escalados até agora. Nos clássicos de outros estados, árbitros de fora da Federação de origem.

Eu havia destacado o excesso de jogos de Raphael Claus. Já o ex-árbitro Sálvio Spinola bateu forte sobre esse critério de “árbitros locais” nos sorteios de SP.

E não é que, na sequência, isso mudou?

O goiano Wilton Pereira Sampaio (que não vem atuando bem, embora seja da FIFA) foi sorteado para Palmeiras x Santos nesta 3a feira.

A bolinha do “globinho da sorte” é populista e tem escutado as massas…?

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– A decepção de Clattenburg na Final da Eurocopa entre Portugal x França

De novo, não gostei da arbitragem do inglês Mark Clattenburg. E olha que ele tem “bom cartaz” na UEFA. Foi Clattenburg quem apitou a decisão da Champions League entre Real Madrid x Atlético, criticado por mim na oportunidade (vide as falhas do juizão em: http://wp.me/p55Mu0-Ws).

Dessa vez, não coibiu a contento a intimidação dos franceses com faltas mais viris em Cristiano Ronaldo (no pouco tempo em que ele esteve em campo). Pior: no final da partida, no segundo tempo da prorrogação, um atacante português colocou intencionalmente a mão na bola e ele marcou mão do zagueiro francês, resultando numa falta que bateu na trave!

Já imaginaram se essa bola entra e decide o jogo? Estaríamos contestando até agora o triunfo dos nossos irmãos lusitanos. E olha que lá na Inglaterra os árbitros são profissionais (provando que, acima de tudo, o árbitro precisa de competência).

Sobre o título de Portugal: pelo jogo final, empolgante pelo fato do drama vivido por Cristiano Ronaldo e sua vibração, justo. Mas não nos esqueçamos: apesar da heroica conquista, a Seleção Portuguesa fez uma pífia campanha…

Lembrete: Portugal possui as grandes universidades de futebol na Europa, e são pioneiros em estudar o esporte como ciência. Os frutos estão sendo colhidos…

Curiosidade: há 18 anos, um outro Ronaldo, que também falava português, que também usava a camisa 9, que também estava em uma decisão contra a França, que também estava no Estádio de France, também se contundia no 1o tempo… Que ironia! É muito “também” coincidente entre Cristiano Ronaldo-2016 e Ronaldo Fenômeno-1998!

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– Análise Pré Jogo da Arbitragem de Paulista x Ituano (Copa Paulista)

Leomar Oliveira Neves, 36 anos, apitará o confronto dos Galos de Jundiaí e Itu. Ele apitou Paulista 2×0 Guaratinguetá em 2015, foi 4o árbitro na A2 neste ano (Paulista 1×4 Bragantino) e apitou o Sub 20 do Galo no último final de semana (Paulista 1×8 Ponte Preta).

O árbitro tem como características: correr bastante (é muito bem preparado fisicamente), deixar o jogo fluir (e às vezes se perde ao não marcar faltas reais confundindo com as faltas forçadas) e ser regular na aplicação de cartões.

Seus bandeiras serão o experiente Alex Alexandrino e o jovem Fernando Afonso Gonçalves de Melo. Leandro Camargo da Silva será o 4o árbitro.

Desejo um bom jogo às equipes e boa arbitragem ao quarteto!

Acompanhe a transmissão de Paulista x Ituano pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Domingo, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 9h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– O Polêmico Árbitro que apitará São Paulo x Atlético Nacional

O árbitro argentino Mauro Vigliano (auxiliado por Juan Belatti e Gustavo Rossi) apitará o importante jogo entre São Paulo x Atlético Nacional. Ele é natural de La Plata, tem 40 anos de idade e apenas 6 anos trabalhando na 1a divisão argentina. Está no quadro da FIFA há 3 anos. É considerado rigoroso e gosta de aplicar cartões amarelos por reclamações. Costuma ser muito criticado em suas atuações. Não titubeia em aplicar cartões vermelhos (e uma das queixas dos hermanos é que no campeonato local as expulsões são constantes em seus jogos). A questão é: sobre o comando de Carlos Alarcon, envolvido nos escândalos da arbitragem da Conmebol, seu estilo é diferente: apitou somente 3 jogos, aplicou 16 Cartões Amarelos mas nenhum Cartão Vermelho (a última partida arbitrada: Independente Del Valle 2×1 Pumas).

Em seu primeiro ano como árbitro FIFA (2014), apitou um polêmico Boca x River que acabou em confusão, sendo suspenso pela AFA. Na época, Mauricio Macri (o atual presidente argentino e ex-dirigente do Boca) pediu sua eliminação do quadro de árbitros. Vigliano foi suspenso por muitas rodadas.

Curiosidade: Mauro é filho de Jorge Vigliano, árbitro dos anos 80. Seu irmão Paulo Vigliano apita na segunda divisão argentina. Muitos creditam a carreira dos dois à influência do pai em casa e na AFA.

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– Por quê Heber não expulsou Fagner no lance de Ederson?

Muitas reclamações do Mengão contra a arbitragem de Heber Roberto Lopes na Arena Corinthians.

Ainda no 1o tempo, Ederson está com a posse de bola e Fágner dá um carrinho por trás para atingi-la. É infração, pois para alcançar a bola atinge o adversário. Na linguagem dos juízes de futebol, é falta por força excessiva e Cartão Vermelho (já que atinge a bola e o jogador).

Alguns poderão dizer que não atingiu o jogador mas sim exclusivamente a bola. Discordo, mas se o leitor interpretou dessa forma, é “falta por ação temerária e Cartão Amarelo”, pois se configuraria a chamada tesoura.

As duas únicas interpretações que não poderiam ser utilizadas eram: falta por imprudência (que não requer cartão algum) ou jogada limpa (que foi a leitura de Heber). E tal erro resultou nas reclamações do treinador Zé Ricardo que foi expulso.

A preocupação maior é: o número elevadíssimo de treinadores expulsos, sendo que a maioria tinha razão em suas queixas. Seria uma certa confusão entre autoridade e autoritarismo dos árbitros?

Me pesa ver que há um certo orgulho da CBF em dizer que o número de faltas diminuiu no Brasileirão e o tempo de bola rolando aumentou. Pudera, as faltas reais não estão sendo marcadas… Ainda: que fase do Heber! Depois da má atuação na final da Copa América, outra arbitragem discutível.

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– As reclamações de Ponte Preta 1×0 São Paulo procedem?

Muitas queixas do Tricolor Paulista sobre a arbitragem de Vinícius Furlan contra a Macaca a respeito de jogar uma partida quase que inteira com 1 jogador a menos. Vamos à análise do lance?

Aos 8 minutos de jogo, Matheus Reis (SPFC) vai dividir a bola de maneira temerária e atinge a perna de Mateus de Jesus (AAPP) com o bico da chuteira. Na regra do jogo, é a clássica Advertência (Lembre-se: em Falta Imprudente não há cartão; Temerária é Amarelo e Força Excessiva é Vermelho). O são-paulino recebe corretamente o Cartão Amarelo e o ponte-pretano fica fora de campo para ser atendido. O treinador Eduardo Baptista reclama e, antes da “teórica permissão” do reinício de jogo, o árbitro vai “reavaliar” sua decisão indo verificar a gravidade da contusão. Na sequência, cancela o Amarelo e aplica o Vermelho.

Pode fazer isso?

Sim, pode (mas não digo que a decisão foi correta, pois não sei se ele houvera pedido ao jogador ponte-pretano para esperar a cobrança da falta, já que ele não precisa esperar permissão daquele tipo de falta  – e se não fez o pedido, foi erro de direito). É possível mudar uma decisão técnica ou disciplinar, desde que não seja reiniciada a partida (e naquele momento Vinícius está de costas ao reinício).

A dúvida principal que fica no ar é: Vinícius Furlan resolveu verificar de novo a contusão (mesmo não sendo médico)…

1) Por que o quarto árbitro Márcio Henrique de Góes o chamou? Se foi isso, é válido.

2) Por que teve uma preocupação em conferir a decisão que lhe trazia dúvida por iniciativa própria? Se foi isso, é válido também.

3) Ou tomou a decisão após os berros do treinador da casa? E se foi isso, é lamentável.

Por fim, sinceramente, creio que houve equívocoEra lance para Cartão Amarelo e é inaceitável que o árbitro vacile de tal forma na decisão. Que respire fundo antes de aplicar um cartão e tenha que corrigi-lo. Ademais, ao ir de encontro ao atleta fora do campo, na frente do banco que reclama, deixa a impressão de que aceitou pressão. E não se use o argumento de que havia sangue, pois, se fosse assim, todo atleta que sangrasse em divididas teria que fazer o adversário levar o Cartão Vermelho (não se esqueça que o futebol é um esporte de contato físico). Para o azar de Furlan, o torcedor do SPFC não esquece a sua má arbitragem contra o Palmeiras em que ele expulsou Rafael Tolói também no começo da partida (vide a análise daquela arbitragem em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/03/26/entendendo-as-expulsoes-de-palmeiras-3-x-0-sao-paulo-corretas-ou-nao/).

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Bragantino x Paulista, Rodada 1

Para a rodada inicial da Copa Paulista, teremos Antonio Ferreira de Oliveira Junior, 34 anos, como árbitro central. Ele tem apitados jogos da Série A3 e trabalhou como 4o árbitro na partida entre Água Santa x Paulista na série A2. Apesar de 10 anos de carreira como árbitro, não chegou ainda a principais jogos da A2 e A1.

Os bandeiras serão Vicente Romano Neto (38 anos, 20 anos de carreira, que já foi aspirante da FIFA e que vive uma fase ruim desde o ano passado) e Marco Antonio Teixeira Ianez , 35 anos, buscando se firmar como assistente. O quarto-árbitro será Luciano Silva (curiosamente, com mais experiência do que o próprio árbitro).

Nos demais jogos, vejo árbitros jovens que se destacaram na A1 ou que foram muito bem na série A2. Espero que eles estejam nas outras escalas em jogos do Paulista como visitante. 

Acompanhe Bragantino x Paulista com o Time Forte do Esporte da Difusora AM 810, sob o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo. Reportagens de Sílvio Loredo. Sábado, as 13h.

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– Os pênaltis não marcados de São Paulo 2×1 Fluminense e Coritiba 1×0 Atlético Paranaense

Dois jogos com muita reclamação sobre pênaltis. Vamos a eles?

1- SÃO PAULO 2X1 FLUMINENSE

Levir Culpi reclama da arbitragem de Anderson Daronco em São Paulo 2×1 Fluminense. Com razão?

Em parte, sim.

A primeira queixa foi o pênalti marcado corretamente por uso indevido das mãos na bola de João Schmidt. O são-paulino de maneira infantil estica o braço e toca na bola em um lance desnecessário dentro da área. É pênalti e se pediu cartão amarelo. Deve receber a advertência?

Neste caso, não. Nem toda mão é advertência para cartão amarelo. Especificamente, o amarelo por uso nas mãos é aplicado, segundo as diretrizes da Regra 12, quando você evita um contra ataque, domina a bola com a mão ou faz um gol tentando ludibriar a arbitragem. Esta mão indevida do atleta do São Paulo não teve gravidade, embora seja uma infração. Se é no meio do campo, tiro livre direto sem cartão. Dentro da área, pênalti sem cartão (cuidado: não caia na tentação em dizer que “todo pênalti tem que ter cartão pois foi dentro da área”).

A segunda queixa do treinador do Fluminense foi o pênalti cometido aos 31 minutos do segundo tempo em Osvaldo. O zagueiro Maico vai no corpo do atacante carioca, não há o que discutir. É pênalti e cartão amarelo e que Anderson Daronco bobeou e não marcou.

2- CORITIBA 1X0 ATLÉTICO PARANAENSE

Já em Curitiba, no Atletiba, o goleiro Wilson (COR) sai pulando “a la Fabio Costa”, e estando no alto atinge com a sola a cabeça do adversário Deivid (ATL). É pênalti e cartão vermelho, não marcado pelo árbitro paulista Thiago Duarte Peixoto. Repare que o árbitro não está em diagonal na jogada, ele está numa linha reta ao goleiro tendo o corpo de um jogador do Coritiba atrapalhando sua visão. Ali, faltou experiência em perceber que um goleiro que pula com a perna na cabeça de um adversário dificilmente acerta a bola em movimento. Talvez a maior falha tenha sido a do bandeira paranaense Ivan Carlos Bohn, que estava de frente para a jogada. Assim, com razão o Furacão reclama deste lance contra o Coxa Branca.

Vídeo deste lance em: http://globoesporte.globo.com/pr/futebol/brasileirao-serie-a/jogo/29-06-2016/coritiba-atletico-pr/#video-id=5129469

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– Árbitro José das Couves Fulano de Tal em jogo errado???

Bobeada daquelas que há muito eu não via. 

O Jornal Lance costuma divulgar suas notas aos jogadores e árbitro pós-jogo (gostaria que árbitro e bandeiras tivessem nota a parte, mas os assistentes são sempre esquecidos). 

Eis que jogaram Vitória 1×1 Ponte Preta, com arbitragem de Ricardo Marques Ribeiro. Mas não é que o jornal publicou Vitória 1×1 Chapecoense?

Pior foi o nome do árbitro que levou nota 5,5: José das Couves Fulano de Tal! E não é brincadeira não… Vai sobrar para alguém na Redação. Veja abaixo:

– Heber, Messi e Maradona: E a final da Copa América Centenário conquistada pelo Chile?

Heber Roberto Lopes foi muito criticado pela arbitragem de Argentina x Chile. Algumas queixas são corretas: o mau posicionamento dentro de campo, a aplicação da “targeta roja” para Rojo (aliás, dar cartões em meio ao bololô é algo condenável para qualquer árbitro) e outras queixas mais. Mas não influenciou no resultado.

Sua escala foi um presente dado por Wilson Luís Seneme (o responsável pelas escalas da Copa América Centenária-16) pelos serviços prestados. Heber é respeitado árbitro, mas nada de espetacular tecnicamente, ainda hoje pecando por algumas posições espalhafatosas.

Quanto a Messi (que perdeu o pênalti nas cobranças decisivas da final), uma injustiça o craque não ter um título pela Seleção Argentina. Aliás, a Argentina tem uma geração que merecia ter conquistado algo (a de Batistuta e Riquelme). Esta, de Messi e Mascherano, por pouco não levou a Copa do Mundo do Brasil, mas como vice-campeonato nunca é reconhecido… E Lionel, ao anunciar que abandona a seleção, só faz crescer o “mito Maradona” entre seus compatriotas.

Para mim, Pelé foi e será sempre o número 1, seguido por Maradona, o número 2, colado com Messi, o número 3. Embora, há muita discussão se Di Stéfano (que não vi jogar nem em vídeos) seria tão bom quanto Dom Diego. Cruyff estaria no meu ranking na sequência.

Cá entre nós: falamos de gênios, de gente fora de série, de extraterrestres da bola. Criticar Messi, tantas vezes melhor do mundo, é imbecilidade. O grande erro dele foi não se naturalizar espanhol, pois sua vida foi construída na Espanha.

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– SanSão perdendo a oportunidade de revelar árbitros

Não gostei do sorteio do árbitro Raphael Claus para a partida entre Santos x São Paulo para este domingo. Nada contra o bom árbitro, mas… todo clássico só dá ele?

Nos tempos em que a Comissão de Árbitros da FPF degringolou, tivemos uma sequência de escalas em clássicos exclusivamente para Seneme e Sálvio. Abade, Bragueto e Paulo César de Oliveira eram vetados ou desprestigiados. Agora, a CBF só utiliza Claus (que faz por merecer bons jogos) em clássicos paulistas?

Gostaria de ver outros árbitros tendo oportunidade e se destacando. Como firmar a carreira de Vinícus Furlan, Thiago Peixoto, Flávio de Souza, Vinícius Gonçalves e outros nomes interessantes, se não tem oportunidades em jogos possíveis?

Um clássico como esse em jogo da metade do 1o turno era a chance de testar alguém, mas a chance foi desperdiçada.

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– Grêmio 1×2 Vitória e a Malandragem de Dagoberto. Valeria punir por imagem?

Dagoberto, veterano atacante do Vitória, entrou na área com a bola dominada, se viu na frente do gremista Bressan e… se atirou descaradamente ao chão. Usou da experiência para ir de encontro com a perna do adversário e simular uma infração, cavando o pênalti. O árbitro Sandro Meira Ricci, traído pela interpretação, marcou.

Sem absolver o erro do árbitro, vale o debate: diante da clara simulação, não valeria punir o atacante pelas imagens?

Reflita: Dagoberto, além do pênalti a seu favor, fez com que o adversário Bressan (que não fez falta) recebesse o seu segundo cartão amarelo e ser expulso. E isso no 1o tempo. Será que a burla da regra e o benefício dentro do campo de tamanha malandragem não mereceria uma punição pós jogo?

Precisamos urgentemente acabar com a falta de espírito esportivo no futebol. Chega de jogo sujo!

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– Precisa-se de bandeiras vesgos para o Brasileirão!

Aos críticos de plantão (e eu me encaixo muitas vezes nesse quesito): sim, os erros de arbitragem estão ocorrendo aos montes no Campeonato Brasileiro, mas algo precisa ser dito: as falhas de gols onde há alguém em impedimento, cá entre nós, estão sendo perdoáveis!

Explico: repare que muitos lances neste Brasileirão surgem em decorrência de poucos centímetros de diferença na linha do impedimento. Por mais capacitado que seja o bandeira, só o olhar eletrônico pode tirar a dúvida (e ainda assim muitas vezes ela persiste, mesmo com imagens). Dessa forma, em Atlético 2×1 Corinthians, Fluminense 2×4 Santos e em outros tantos jogos em que isso ocorre, tal dificuldade tão elevada faz com que sejam erros “aceitos”.

Mas por que ocorrem?

Talvez os atacantes estejam treinado mais a saída para o ataque quando os zagueiros os marcam mal. Ou as linhas de impedimento (as famosas “linhas burras”) estejam sendo mal feitas ou realizadas no limite, permitindo as falhas. Deve-se pensar em “uma margem de segurança” para a zaga.

O ideal é que nós tivéssemos bandeiras “vesgos”! Um olho na bola na hora do lançamento e outro na linha de impedimento. Pronto, resolvemos a questão.

É mais difícil ser árbitro assistente e ser preciso na linha, do que ser árbitro central para interpretar uma falta ou não.

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– Coritiba 2×2 Palmeiras: imagens são claras…

Pouco a se falar sobre o empate que o Palmeiras cedeu no final do jogo em Curitiba. Havia impedimento no gol do Coxa Branca, que não se discuta. Mas o que deve ser tratado: a imbecilidade de torcedores que, sabendo que sinalizadores são proibidos, insistem em utilizá-los nos estádios.

Neste caso, os palmeirenses que o fizeram, além de infringir a lei, esfriaram o jogo e “no recomeço” o time parananese cresceu.

Santa inteligência…

Aliás, o Corinthians, que na Libertadores teve atraso de início de partida pelo mesmo motivo, já foi punido?

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– Londrina X Vila Nova e a confusão do árbitro com as novas regras

As orientações das mudanças da Regra do Jogo de Futebol ainda causam dúvidas a jornalistas, torcedores, jogadores e até aos árbitros. Mais do que se possa ensinar, ainda existem equívocos.

Vide na série B: o Londrina venceu o Vila Nova por 1×0, mas um lance curioso ocorreu: pênalti para o Londrina, o atleta Rondinelly vai bater e seu companheiro Jô invade descaradamente a área. Sai o gol, mas o árbitro Francisco de Paula Silva Santos Neto recebe a informação do bandeira que houve a invasão e a cobrança é anulada. Só que ao invés de repetir a cobrança, o árbitro marca tiro livre indireto ao adversário.

Errou. Tiro livre indireto deve ser marcado se fosse um “não-gol” (por exemplo, um rebote do goleiro e o invasor domina a bola). Como foi gol, repete-se a cobrança.

Se a infração fosse do cobrador e não do seu companheiro, aí sim seria tiro livre indireto (como cobrar com a paradinha, ou chutar a bola para trás).

São tantos detalhes mudando que até a arbitragem está em fase de aprendizagem!

Veja o lance aos 23 segundos desse vídeo, em: http://m.youtube.com/watch?v=BHpuHdj7sHQ

– Tite pedirá desculpas ao árbitro Raphael Claus?

Vendo e revendo a exaustão pelas imagens da Rede Globo o difícil lance da polêmica falta aos 49 minutos do segundo tempo entre Palmeiras 0x1 Corinthians, fiquei na dúvida se quem realmente impede o domínio do goleiro Fernando Prass foi seu companheiro Tiago ou o adversário Felipe. Com outras imagens, me convenci de que realmente houve falta do corinthiano, DESDE QUE NÃO ESTIVESSE IMPEDIDO.

Assim, errou o bandeira Rogério Pablo Zanardo em lance dificílimo pela rapidez. É o “erro perdoável” (e o árbitro não pode chamar a responsabilidade para ele em tal situação). Na sequência, acertou o árbitro Raphael Claus, que estava bem posicionado (com uma visão da jogada melhor do que as das câmeras da TV). Por linhas tortas, foi legitimado o resultado da partida (falamos sobre isso aqui: http://wp.me/p55Mu0-XJ).

Enfim: Tite, que tanto reclamou da arbitragem após a partida, fará mea culpa e pedirá desculpas?

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– O gol de mão em Brasil 0x1 Peru: 4 considerações!

A Seleção Brasileira foi eliminada pela Seleção Peruana com um gol irregular. A bola foi cruzada e Ruidíaz “dá uma raquetada”. Mão deliberada, intencional, indiscutível. O árbitro uruguaio Andrés Cunha, que tem se notabilizado por ótimas arbitragens no último ano, estava no seu lado cego, ou seja, em posicionamento ingrato, difícil de se ver. Quem poderia ajudar naquela situação seria o bandeira 1, ou um Árbitro Assistente Adicional (os AAA) que víamos há tão pouco tempo no Campeonato Brasileiro.

Mas quatro coisas são necessárias sobre o erro:

1) Não houve influência externa ilegal na decisão do árbitro (nenhum repórter “soprou” às escondidas para o 4o árbitro ou bandeira);

2) A necessidade do árbitro de vídeo se faz cada vez mais necessária;

3) A Comissão de Árbitros da Copa América Centenária, presidida por Wilson Luís Seneme (especial e exclusivamente para o evento) foi traída pelo erro de um candidato à apitar a finalíssima.

4) Dunga, que tanto reclamou do erro, se esqueceu que fomos ajudados em proporção igual contra o Equador, invalidando um gol legítimo do adversário.

Enfim, é vida que segue. E a Seleção Canarinho cada vez menos prestigiada pelos brasileiros pelo baixo nível técnico.

*ATENÇÃO: VEJA A DATA DA POSTAGEM, POIS AS REGRAS MUDAM.

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– O polêmico lance aos 49 m do 2o tempo de Palmeiras 1x 0 Corinthians

No 4o minuto dos acréscimos do Dérbi deste final de semana, o goleiro Fernando Prass (SEP) sai para defender uma bola e tromba com o zagueiro Tiago Matias (SEP). Felipe (SCCP) estava junto para dividir a jogada. Não há falta no lance. Prass não consegue o domínio de bola pois Tiago, de costas, o toca. Ao menos, é o que se vê à exaustão pelas imagens de TV. O árbitro Raphael Claus apita falta no instante em que Bruno Henrique completa para o gol.

Aqui, é uma grande bobagem discutir se ele apitou a falta (inexistente) antes, durante ou depois do chute de Bruno Henrique. O gol sairia do mesmo jeito e seria invalidado em qualquer uma das situações, pois Claus entendeu como infração.

Perigo de gol, alguns diriam?

Não creio. Acredito em erro de interpretação. Agora, se aparecer outra imagem que ninguém viu, rendamos a mão à palmatória.

Importante 1: surge, agora, uma imagem congelada mostrando Felipe encostado no braço de Prass. Teria força suficiente para evitar o domínio de bola? Ou a trombada de Tiago foi mais significativa para isso? Se a resposta foi a primeira, acertou Clauss.

Importante 2: se Felipe estava impedido (segundo a Fox Sports, estava mesmo), o árbitro acertou por linhas tortas (já que foi marcado o tiro livre direto e não indireto).

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– A antipática declaração unfair-play de Paulo Bento

No último confronto entre Cruzeiro X América-MG, dias atrás, um atleta do time americano se lesionou e o seu companheiro colocou a bola para fora. Na devolução, o treinador do Cruzeiro, o Português Paulo Bento, orientou a não devolver a bola. Disse ainda:

O Cruzeiro não colocará a bola fora. Se a colocar, não pretendemos que nos devolvam“.

Claro, a regra não obriga a devolução embora o Fair Play (o espírito do jogo), sim. Entretanto, o fim de tal gesto não parece uma atitude inapropriada e deselegante?

O que você pensa sobre isso?

Deixe seu comentário:

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– A Mão na Bola de Flamengo 1×2 Palmeiras e o seu Custo Benefício

Futebol é realmente algo bacana para se discutir. Na partida do Mané Garrincha entre Flamengo x Palmeiras, uma ruim atuação do árbitro paraense Dewson Freitas (e que é da FIFA!). Uma clara mão deliberada na bola (não dá nem para discutir movimento antinatural, o zagueirão do Mengo teve clara intenção) e que ele fez vista grossa. Certamente, dirá que não viu o toque, mas a verdade é que aparenta ter errado na interpretação.

Mas o assunto é outro: a defesa do zagueiro César Martins, jogador de linha que evitou o gol espalmando a bola. Correto pênalti marcado e cartão vermelho bem aplicado. Mas vale refletir: ele trocou o gol certo que sua equipe sofreria por um possível risco de sofrer um gol de pênalti, a troco de sua equipe jogar com um atleta a menos o restante da partida.

O sacrifício foi em vão. Vale a pena correr o risco?

Se eu fosse jogador, preferiria ter um atleta a mais na partida. E você?

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– Afinal, a bola do gol anulado saiu ou não saiu?

Se válido, o gol do Equador contra o Brasil na Copa América Centenário seria um dos grandes “frangos” da Seleção Brasileira de todos os tempos. Entretanto, o bandeira Carlos Aztrosa anulou alegando saída de bola no cruzamento de Bolaños e o árbitro chileno Julio Buscañàn confirmou a marcação dele.

Nas imagens da Rede Globo, achei que foi erro grotesco. Porém, vejo no site do jornal espanhol Marca uma foto que pode explicar a falha: se o árbitro assistente estava atrasado no lance (não consegui verificar na jogada se ele bobeou no seu posicionamento), sua visão não era em linha reta mas sim em diagonal. Portanto, houvera sido enganado pela ilusão de ótica como na imagem abaixo:

  • Traído pelo atraso?
  • Os árbitros de vídeo, se existissem, ajudariam?
  • A tecnologia como a do tênis poderia resolver o problema?

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– A Permissão EM OFF para testes de vídeo e o árbitro emudecido.

A CBF prometeu que usaria o árbitro de vídeo no Campeonato Brasileiro. Não poderia fazer de maneira oficial, já que o tempo era curto, o torneio não poderia começar sem o recurso eletrônico e tê-lo no meio da competição, e as imagens teriam que ser feitas por geradora independente.

O discurso, evidentemente, era demagogo. E eis que a FIFA não liberou o uso do recurso de árbitro de vídeo para utilização oficial para ajudar os árbitros, nem liberou o Brasileirão para que tivesse tal benefício em formato de teste prático. Ela permitiu somente testes em OFF: ou seja, se acontecer um lance polêmico, o árbitro não poderá tomar a sua decisão com base no uso do vídeo. O novo árbitro (AV, o árbitro de vídeo) estará vendo as imagens, agindo como se fosse corrigir o árbitro, mas não o fazendo de fato.

Na prática, é um simulado que não poderá ter interferência em campo. Um teste sem uso verdadeiro do recurso, e que poderá trazer um grande problema: e se o árbitro tomar uma decisão polêmica e voltar atrás? Dirão que ele recebeu informação do árbitro de vídeo que em tese não poderia informá-lo?

Aqui fica a confirmação: a CBF disse iria usar o árbitro de vídeo no Campeonato Brasileiro, mesmo sabendo que seria uma mentira. Terá que se contentar com um teste oficial, “quase nulo” na prática, pois o ideal era testar com as informações valendo, não com um AV mudo.

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– Vale Cobrar: e o Árbitro de Vídeo, dona CBF?

Falamos em Março, voltamos ao tema em Abril e Maio e estamos quase entrando em Junho: o Campeonato Brasileiro de 2016 está em curso SEM O ÁRBITRO DE VÍDEO, prometido demagogicamente no começo do ano.

Há meses venho batendo na mesma tecla e pedindo para ser cobrado: o discurso da Comissão de Árbitros era diálogo flácido a fim de acalentar bovino, ou se preferir no popular: “conversa mole pra boi dormir.

Os motivos são os mesmos que já citei:

  • A CBF não tem estrutura adequada para implantá-lo;
  • Não poderá usar as imagens da Rede Globo, pois ela tem que ter uma geradora dedicada à arbitragem;
  • É proibido usar o recurso com um campeonato já iniciado (ou se faz em todas as partidas ou em nenhuma);
  • O prazo era curto para a implantação sem treino aos árbitros nem experiência em torneio amador;
  • Mesmo com muita grana, Marco Polo Del Nero não gastará o dinheiro em tal incremento.

Pois bem: estou sentado, ainda esperando um pronunciamento oficial da CBF e daqueles que venderam a mentira de que o BR-16 possuiria os AV já nesse ano (e não vale recadinho via e-mail).

Assim como na política, o futebol está cheio de demagogos e espertalhões tentando iludir as pessoas de bem. E há quem acreditou que a IFAB / FIFA levaria a CBF a sério, cujo presidente nem pode sair do país!

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– A falta não marcada em São Paulo 1×0 Palmeiras. Dudu está definitivamente marcado?

Creio que não há dúvida em dois lances polêmicos no Choque-Rei do último domingo: a falta não marcada em Dudu no começo da partida (e na sequência sai o gol de Ganso) e a tentativa de pênalti simulado por Rogério no final do jogo.

No primeiro lance, errou o juizão. No segundo, acertou, embora faltou a aplicação do cartão amarelo. Aliás, o árbitro Ricardo Marques Ribeiro me impressionou fisicamente. Como correu em campo! E foi extremamente criterioso na marcação ou não de faltas: contato em disputa de bola que fosse duvidoso, deixava o jogo seguir sem dar a suposta infração, deixando até de marcar algumas faltinhas de jogo.

Mas o leitor pode perguntar: por quê não foi marcada a falta sobre Dudu?

Simples. Porque Dudu tem histórico ruim com a arbitragem. É jogador que está marcado e “cavou tal condição”. É evidente também que os árbitros não podem entrar predispostos contra ele.

Claro, seria leviano afirmar que a falta não foi marcada de caso pensado. Mas cá entre nós: se você tem um lance supostamente faltoso que envolva Cocito (ex-Corinthians e Atlético Paranaense, que batia bastante e fazia sua própria sombra sair de maca), se o árbitro tem dúvida, vai marcar. Se no mesmo lance fosse o Gamarra (o grande zagueiro paraguaio), vai deixar seguir.

Com Dudu é a mesma coisa: se ele dividir uma bola e pedir falta, existindo dúvida, o árbitro não vai marcar. E o atleta está ciente disso, pois após a partida, declarou sobre o juiz (querendo mudar a sua imagem):

Ele apitou bem o jogo, sem reclamação”.

Nunca vi Romário simular pênalti ou reclamar da arbitragem. Pergunte aos árbitros sobre o Baixinho dentro de campo. Já sobre Djalminha, Edmundo, Marcelinho Carioca (que jogavam muito mais do que Dudu)…

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– O jogador ia ser atingido e pulou. Marca-se falta ou não?

Dias atrás, ouvi em uma rádio um jogador que sofreria uma falta e que resolveu pular dizer:

Se não pulo, me quebrava.

É nesse ponto que devemos ter atenção quanto às marcações das faltas: Quando é que o fato do atleta “Pular” invalida ou não uma infração?

A Regra 12 (Infrações e indisciplinas) diz que todo ato faltoso (dar um pontapé, agredir, cuspir) independe se atingiu ou não o atleta. O jogador que DAR ou TENTAR praticar a infração deve ser punido.

Se na disputa de bola, um zagueiro pratica um carrinho e, na iminência de atingir as pernas do seu adversário, este atacante pula para não se machucar, deve-se considerar falta (a mesma marcação de como se tivesse atingido), por essa condição da regra. A Regra do Jogo permite isso, pois, logicamente, se o atleta permanecesse esperando as travas de uma chuteira, fatalmente se lesionaria gravemente.

Portanto, pular para não ser atingido pode; e ainda ganha a falta ao seu favor.

O que não pode:

– Pular depois de perder uma disputa de bola, simulando a infração, tentando ludibriar a arbitragem/torcedores.

– Pular antes da disputa de bola se efetivar, abdicando da tentativa de domínio, deixando de jogar para tentar cavar uma falta.

A primeira situação, a da simulação, é um problema cultural brasileiro, onde os jogadores preferem enganar a arbitragem do que disputar lealmente o jogo, fato que não ocorre em torneios como a europeia Champions League

A segunda situação, a da abdicação do jogo, é outro problema tupiniquim, o de achar que “tudo é falta”, onde “encostou tem que parar o jogo”. Remete até mesmo a uma certa frouxidão, não obervada em torneios como a sulamericana Libertadores da América.

Portanto, pular para se preservar no momento de ser atingido, pode.

Claro, os jogadores agem aqui no Brasil dessa forma não tão correta (abdicar do jogo), e nas partidas internacionais, mudam de comportamento. É visível. Também os árbitros procedem da mesma forma, diferenciando o comportamento em partidas domésticas e internacionais, infelizmente.

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– O acerto de Daronco em Ponte Preta x Flamengo

Um lance polêmico no Moisés Lucarelli: aos 11 m do 1o tempo, a Macaca estava no ataque. A bola foi cruzada para a área do Mengão e Fábio Ferreira (AAPP) está em posição de impedimento. Porém, a bola é cabeceada por Wellington Paulista (AAPP), que vem de trás em posição legal. O árbitro assistente 1 Jorge Eduardo Bernardi se equivoca e anula o gol. Anderson Daronco, o juizão da partida, anula o tento e na sequência vai conversar com o bandeira. O árbitro corajosamente chama o lance para ele e confirma o gol outrora anulado (procedimento legal, já que não houve reinício do jogo).

Parabéns ao árbitro Daronco. Mas uma dúvida: a decisão foi em decorrência da sua sensibilidade e atenção ou existiu uma informação externa (que seria ilegal)?

Quero crer na 1a hipótese.

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– Os 5 lances de erros de arbitragem em Real Madrid x Atlético de Madrid

Uma decepção o árbitro inglês Mark Clattenburg. Talvez ele seja o número 1 da Premier League, onde recebe US$ 25,000.00 / mês. Lá, os árbitros são profissionais.

Escalado para a final da Uefa Champions League entre Real x Atlético, mostrou ser medroso e ruim tecnicamente. Fisicamente foi bem. Disciplinarmente razoável. Já o vi atuando em clássicos ingleses, e esperava muito mais dele.

Noite infeliz?

Talvez. Mas suas atitudes mostraram, principalmente no final do jogo, insegurança. Mas vamos lá:

Lance 1) A bola é cruzada na área e Bale toca de cabeça para Sérgio Ramos, em posição de impedimento ativo, marcar o gol. Lance difícil, que só bons auxiliares ou o auxílio da tecnologia poderiam ajudar. Aqui, absolva-se o árbitro e condene-se o bandeira Simon Beck, que está lá só para isso e foi escalado pela competência que tem.

Lance 2) Pepe (RMA) se antecipa na bola e a domina antes do atacante Fernando Torres (ATL), que o toca levemente, derrubando o zagueiro. É falta de ataque, mas o juizão se equivoca e marca pênalti, aplicando cartão amarelo. Pepe pagou pela fama de “caçador de canelas”. Na cobrança, outro erro: Griezmann chuta na trave e há invasão de área dos dois times! Deveria voltar a cobrança. Só que como provavelmente já tinha percebido que errou na marcação do pênalti, fez de conta que não viu…

Lance 3) Filipe Luís vai dividir uma bola com Pepe, que simula ter sido trancado no ombro, cai e pede a falta, alegando dores pelo golpe inexistente. O árbitro vê, mas não aplica cartão amarelo (seria o segundo dele, e portanto, estaria expulso). Na sequência, Filipe coloca a mão no rosto de Pepe que simula ter levado um tapa. Ainda assim o árbitro se acovarda e nada faz disciplinarmente.

Lance 4) Aos 47 minutos do segundo tempo, Carrasco arma um contra-ataque e Sérgio Ramos dá um carrinho certeiro por trás. É lance para Vermelho Direto, mas falta coragem e o árbitro aplica Amarelo. Errou de novo. 

Lance 5) No segundo tempo da Prorrogação, Pepe atinge com a sola o joelho do adversário Koke. Maldade pura! Lance para Vermelho, mas o árbitro só aplica o Amarelo. Está proibido expulsar?

Para mim, pelo que ganha no seu ofício, pelo que pode se preparar por ser profissional e pelo histórico, arbitragem muito aquém de uma final de UCL.

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– Cuca será punido pelo comunicador ou não?

Alberto Valentim, assistente técnico, foi flagrado com um rádio comunicador na partida entre Palmeiras 2×0 Fluminense. Supostamente, ele se comunicava com Cuca, que estava nas tribunas, suspenso por ser expulso no último jogo.

Mas ele poderia usar de tal artifício?

No Brasil, quando treinador era suspenso, ía a um camarote e acabava, indiretamente, dirigindo o time por rádio ou qualquer outro meio de comunicação. Não podia estar no banco como técnico, mas sua vontade e opinião chegavam ao seu substituto. Porém, a FIFA proibiu a comunicação da comissão técnica com auxiliares ou pessoas de fora a partir do momento que vetou rádios, celulares e afins (sobre o que “pode ou não” e a evolução das proibições, leia o texto no link em: http://wp.me/p55Mu0-VU).

Na Europa, tivemos um caso interessante e parecido em 2011. O francês Arsene Wenger, técnico do inglês Arsenal, foi expulso por mau comportamento na partida entre Arsenal X Barcelona nas Oitavas de Final da Champions League daquele ano (gesticulou contra as marcações do árbitro Massimo Bussaca, acirrando os ânimos dos seus atletas contra o juizão). Julgado, recebeu 2 jogos de suspensão.

No cumprimento da primeira partida de suspensão contra a Udinese, Wenger estava na arquibancada e foi flagrado conversando num telefone celular no mesmo momento em que seu substituto no banco também conversava em outro aparelhoA Comissão Disciplinar da UEFA entendeu que Wenger cometeu duas infrações por esse ato:

  1. por estar suspenso, não poderia conversar por rádio, celular, bilhete, recado ou qualquer outra forma com o banco.
  2. mesmo se estivesse calado na arquibancada, não poderia estar ali, já que a suspensão implica em estar proibido em estar dentro do estádio.

A defesa do treinador alegou que a punição foi confusa: Wenger imaginava que poderia pagar um ingresso e assistir ao jogo no meio da multidão, anonimamente, e não sabia que comunicadores estavam proibidos. Alegou ainda que conversava ao telefone com sua esposa que estava em casa, não com o treinador substituto.

Mesmo assim, a pena para Arsene Wenger foi aumentada em mais 2 partidas; ou seja, dobrou-se  a punição.

E você, o que acha? Cuca será punido como Wenger ou nada disso?

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– O pênalti por movimento antinatural de Figueirense 2×2 Santos

Para quem tem dúvida sobre a nova orientação da mão na bola, vale assistir o lance que originou o 1o gol do Santos em Santa Catarina.

A bola é cruzada para o ataque santista, e o defensor Ferrugem pula para disputá-la. Seus braços estão abertos, e durante a queda, ao invés de naturalmente os braços caírem, os mantém esticados esperando a bola bater em um deles (e é o que acontece). O árbitro Wagner do Nascimento Magalhães corretamente marcou pênalti.

Repare que o desvio ocorre mesmo ele tendo tempo para recolher o braço. É a chamada “intenção disfarçada”, o movimento antinatural dos braços.

Importante: a Regra não mudou, ele teve intenção e desejo de que a bola batesse no braço tirando o proveito. Nunca diga que pulou de maneira imprudente, pois a imprudência em lances de mãos e braços na bola continua não sendo falta.

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– Havia ou não Ponto Eletrônico em Palmeiras 2×0 Fluminense? E se havia…

Muita polêmica sobre a utilização de um suposto ponto eletrônico ou não do suspenso treinador Cuca e seu banco de reservas na partida do Allianz Arena entre Palmeiras 2×0 Fluminense.

Afinal, isso pode ou não pode?

Aliás, a questão sobre como jogador, treinador e seus auxiliares se comunicam tem sido discutida há algum tempo: tudo começou com Vanderlei Luxemburgo, então treinador do Corinthians, na final do Campeonato Paulista de 2001: Corinthians x Santos jogaram e descobriu-se que Luxemburgo orientava o meia Ricardinho através de um ponto eletrônico escondido em seu ouvido. Era permitido ou proibido?

Ninguém sabia se podia, pois a Regra nada dizia. Dias depois, em uma reunião da International Board (o Organismo que é “dono” das Regras do Futebol) determinou-se que seria proibida a comunicação eletrônica entre treinador e jogadores durante a partida.

Recentemente, passou a ser fato comum a comunicação via celular entre treinadores e seus assistentes. O próprio Luxemburgo, certa feita, assistia o 1o tempo das partidas nas arquibancadas, conversava com seu assistente via rádio e depois dirigia a equipe no 2o tempo no banco de reservas.

Após os estudos de uma equipe de força-tarefa da FIFA em 2011 (grupo formado por ex-atletas e estudiosos do futebol, que visava trazer sugestões), reforçou-se textualmente com a redação da orientação na Regra 4 (Equipamento dos Jogadores):

Os árbitros proibirão o uso de radiocomunicação entre jogadores e o corpo técnico”.

Mas aí veio uma nova modificação. Para 2013/2014, houve alteração do mesmo texto:

Os árbitros proibirão o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre os jogadores e/ou o corpo técnico”.

Aqui a alteração é mais profunda: a comunicação eletrônica por celulares ou rádios era proibida (portanto, a comunicação FALADA), mas nada impedia que a comunicação fosse REDIGIDA através de outro equipamento eletrônico “não sonoro” exceto os citados, como, por exemplo, via tablets ou notebooks. Onde estaria a proibição de que um treinador não poderia se comunicar com os atletas mostrando imagens e informações em um iPad com estatísticas em tempo real? Ou com informações de fora via email?

Agora, a proibição é EXTENSIVA A QUALQUER SISTEMA ELETRÔNICO DE COMUNICAÇÃO e não mais somente entre jogadores e treinadores, mas AMPLIADA ENTRE OS PRÓPRIOS INTEGRANTES DA COMISSÃO TÉCNICA. E um grande exemplo disso: José Mourinho costumava receber informações estatísticas on-line das partidas de seu assistente técnico via tablet, e as repassava através de bilhetinhos escritos a mão para seus jogadores. Isso (informação de fora), agora, não pode! Mas se o treinador quiser passar suas instruções por escrito em uma tecnologia rudimentar, como papel, somente com suas impressões pessoais, PODE!

Na sua última circular antes do início do Paulistão 2014, a FPF reforçou esse lembrete no capítulo 20 das suas orientações:

É PROIBIDO o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre jogadores e/ou comissão técnica. Exemplo: treinador para assistente fora do campo, conforme alt Regra 4, pg 29 do Livro de Regras.[Lembro que não é só fora do campo, mas dentro também].

Eu, particularmente, acho um retrocesso proibir a comunicação externa. Se o clube tem uma equipe técnica profissional e que se atenta a detalhes do jogo para ajudar o treinador, isso deveria ser uma evolução bem vinda ao futebol. Porém, entendo também o que os legisladores da Regra pretendem: se um árbitro não tem um celular para ligar a alguém com imagens e perguntar se foi pênalti ou não, seria desproporcional que treinadores tivessem essa informação privilegiada.

Resta aos mais espertos utilizarem alternativas. Imaginaram bolinhas de papel voando das arquibancadas com informações ao banco? Quem disse que a rudimentar tecnologia de “escrita no papel” está proibida? O texto é claro: somente a eletrônica está proibida.

E nas arenas européias, onde torcedores e comissões técnicas estão próximas: que tal a comunicação boca-a-boca, onde um torcedor assiste o jogo em tempo real via Web em som alto e “sem querer” o treinador escuta?

Alternativas criativas existem! Ou você acha que não? O que não pode, de fato, reforço, é a eletrônica.

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– Lambanças de Flamengo 2×2 Chapecoense

O árbitro Diego Almeida Real teve uma noite infeliz em Volta Redonda, ao dar dois pênaltis inexistentes (1 para cada time) em Flamengo 2×2 Chapecoense.

Aos 10m do 1o tempo, Lucas Gomes (CHA) invade a área e Juan (FLA) vai disputar a jogada. O atacante adianta a bola e se joga. É simulação, mas o árbitro, estando longe do lance, marca pênalti e dá amarelo ao zagueiro. Errou. O detalhe: Lucas ficou no chão fingindo que estava todo dolorido…

Aos 49m do 2o tempo, um Flamenguista cabeceia a bola, ela bate nas costas de um zagueiro catarinense, reboteia e bate despretensiosamente no braço de Marcelo (que estava próximo, com o braço colado ao corpo) e que leva um susto. Nada a se marcar, mas… juizão dá pênalti ao Mengão! Errou absurdamente.

Fica a dúvida: equívoco por deficiência técnica ou fez média pelo erro anterior?

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– Revivendo: Impedimento por “lançar involuntariamente a bola”

Um texto bacana de 31/05/2010, publicado neste blog, falando sobre uma jogada quando a bola é lançada pela zaga e sobra a um adversário em impedimento. Vale dar uma “revivida” nas diversas situações:

LANÇAMENTO DE ZAGA PARA ADVERSÁRIO?

Futebol é apaixonante por certos detalhes. Ontem, no jogo Corinthians X Santos, o atacante santista Marquinhos estava em impedimento a 44 cm. Distância significativa, não dá para reclamar, gol bem anulado. Mas vejo com surpresa uma reclamação que mostra certo desconhecimento da regra. A de que embora o bandeira Ednilson Corona tenha acertado no impedimento pela posição do jogador, o árbitro Sálvio Spinola houvera errado por não perceber que a bola partiu da zaga corinthiana.

Quem usa desse argumento, reclama por conhecer PARCIALMENTE a Regra 11, que se refere ao impedimento. Essa regra é uma das mais curtinhas do futebol, e justamente por isso você tem que dar muita importância a cada palavra do seu texto.

Vamos usar alguns exemplos simples, comparando com o lance reclamado:

1- Zagueiro recua a bola para o goleiro e esta é interceptada por um atacante adversário impedido, que domina a bola (segue o jogo, bola que vem do adversário não tem impedimento).

2- Zagueiro chuta a bola pra frente, bate na cabeça do seu COMPANHEIRO e sobra para o atacante adversário impedido (segue o jogo, o desvio não muda nada, valia o chute no momento da POSSE DE BOLA do zagueiro).

3- Zagueiro chuta a bola pra frente, bate na cabeça do seu ADVERSÁRIO e sobra para o atacante impedido (não segue o jogo; marca-se impedimento, lembrando que o desvio de um atleta da equipe que ataca é diferente do desvio de um atleta que defende; valia o momento do TOQUE/DESVIO NA BOLA do atacante).

Poucos se atentaram ao fato de que um jogador não estará em impedimento se a bola é “lançada” pelo seu adversário, mas estará em impedimento se for “lançada ou tocada” por seu companheiro. A palavra “tocada” é desprezada por muitos, mas é ela quem faz a diferença! Na regra, lançar ou tocar tem interpretações diferentes. Ela significa que se a bola for desviada ou resvalada num atacante, e por conta do desvio cair no pé de um atacante que estava em posição de outrora impedimento passivo, imediatamente este mesmo atacante passa a estar em impedimento ativo.

Resumindo: uma bola que seja lançada deliberadamente ou tocada sem intenção através de um desvio para o seu companheiro em impedimento, tem o mesmo peso para a sanção técnica.

Assim, tanto Sálvio quanto Corona acertaram na marcação e mostraram conhecer bem as regras do jogo, neste lance específico

Cá entre nós… será que os jogadores, torcedores, treinadores, jornalistas e até nós, que militamos na arbitragem de futebol, sabemos de todos os detalhes da regra?

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– Flávio Guerra encerra a Carreira de Árbitro

Um fim melancólico: Flávio Rodrigues Guerra, o mesmo da polêmica entre Corinthians x Santos no Brasileirão passado e que, mesmo suspenso pelo STJD, foi escalado pelo Cel Marcos Marinho (involuntariamente ajudando a derrubá-lo do cargo), “pendurou o apito“.

Segundo o site ApitoNacional.com, Guerra irá comentar futebol pela Rede Família, já que seus compromissos profissionais atrapalhavam a carreira de árbitro.

Na verdade, sem o Coronel Marinho na Comissão de Árbitros Paulista e “queimado” no quadro nacional por Sérgio Correa devido à lambança de outrora, o agora ex-árbitro ficou sem clima e oportunidade para apitar.

Boa sorte ao Guerra no seu novo desafio!

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– Os gols polêmicos de Fluminense 2×2 Santa Cruz

Reclamações aos montes em Volta Redonda. Vamos aos lances?

Segundo Gol do Fluminense: dizem que o nascedouro do escanteio aconteceu de maneira irregular, com Fred impedido. Não consegui assistir o lance, tampouco achei o link. Mas certamente a conclusão dele foi irregular: viram a posição de Gerson? O escanteio é cobrado, há o bate-rebate e o atacante do Flu está na frente do goleiro. Ele está impedido segundo a regra 11 por interferir contra o adversário. Porém, a arbitragem nada fez.

Antigamente, quando um jogador estava impedido, ele corria para fora do campo ou para dentro do gol tentando demonstrar que abdicava de participar da jogada. Hoje, lembremos que nas novas orientações, quando um jogador entrar dentro do gol, deve ser considerado em impedimento ativo. Sendo assim, como justificar ato passivo de Gerson na frente do goleiro? Portanto, gol ilegal.

Segundo Gol do Santa Cruz: o lance do pênalti em Grafite. Indiscutível erro. O atacante “fura” o cruzamento, chuta estando em desequilíbrio na tentativa de continuar a jogada. O árbitro marca convictamente o pênalti, e repare nas imagens que o bandeira número 2 está incrédulo, vacilando para correr no posicionamento de tiro penal. Aliás, ele poderia ter ajudado o árbitro Jailson Macedo a desmarcar o equívoco.

E se tivéssemos o árbitro de vídeo em vigência? Será que o placar seria 1×1 ao invés de 2×2?

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– O Gol anulado de Ponte Preta 2×1 Palmeiras: acerto ou erro da arbitragem?

Muita reclamação por parte do Verdão a respeito do gol anulado por impedimento de Gabriel de Jesus no jogo do Moisés Lucarelli. Procede a chiadeira ou não?

Para mim, acerto do bandeira Daniel Zioli, corroborado pelo árbitro Leandro Vuaden. Explico: a bola é cruzada, o zagueiro da Macaca toca nela e ela cai nos pés de Gabriel que estava a frente, em posição de impedimento, no nascedouro da jogada.

Impedimento ativo claro. Desvio de bola não tira impedimento (há raríssima exceção da regra). O toque do zagueiro não é um novo lance, nem uma nova jogada criada. A bola foi lançada para o ataque por um palmeirense, visando os jogadores companheiros de frente. Se um pontepretano a toca ou não, é irrelevante nesse caso.

Alguns entendem que o fato do zagueiro ter ido disputar a bola e a tocado possibilitou uma nova jogada – e sendo assim, seria um toque de bola da defesa para o adversário, situação na qual não existe o impedimento (como uma bola recuada erroneamente ao adversário, por exemplo). Respeito quem pensa assim, mas discordo. Não foi um domínio de bola tocado para trás, foi um desvio acidental que de nada modificou a condição de impedimento (já que o jogador do Palmeiras lança a bola para o ataque palmeirense, não para a zaga campineira).

Por fim, há quem possa ainda interpretar como a nova orientação do começo desta década: uma bola que é desviada pela zaga e que caia nos pés de um jogador em impedimento mas que não estava na jogada e que nem tinha a pretensão de recebê-la, não é mais impedimento (por exemplo, um chute para o gol, a bola bate num defensor e sobra para um atacante sozinho, em posição de impedimento, próximo ao mastro de escanteio) Não foi o caso também, na minha humilde avaliação.

E você, o que achou? Deixe seu comentário:

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