– Textor precisa provar! As 3 polêmicas da semana:

Nessa semana, John Textor, o dono da SAF do Botafogo, “causou”!

1. Disse que o Campeonato Francês não é atrativo e que reclamou aos príncipes do PSG sobre isso;

2. Sugeriu a criação de uma Liga Mundial de Futebol, a fim do Botafogo ter a chance de jogar na Europa; e

3. Denunciou que possui gravações de árbitros reclamando que não receberam uma suposta propina combinada.

A última, logicamente, muito grave. Tem que provar, e se sabe de algo sujo e se cala, torna-se cúmplice.

Nesse momento, Textor tem a oportunidade de mostrar que é o cara para moralizar o futebol brasileiro, ou se não passa de mais um fanfarrão.

Anaf repudia acusações de John Textor sobre arbitragem: "Tem que ser banido do futebol"

Imagem: Divulgação Botafogo

– Loustau apavorado com a arbitragem paulista.

Uma informação de fonte segura: o gestor dos árbitros de São Paulo, Patrício Loustau, está assustado com o que acontece na arbitragem paulista. 

Quando aceitou o desafio na FPF, não imaginava que a cultura das reclamações à arbitragem era tão grande, e talvez não tenha se dado conta que a qualidade dos árbitros estava tão a desejar. 

Um dos comentários recorrentes foi: “Se num Estadual é assim, que inferno deve ser a pressão no Campeonato Brasileiro?”.

O grande problema é que o argentino não tinha a dimensão do quanto os erros de árbitros são frequentes e “cabeludos” aqui no Brasil.  Idem à questão dos clubes pedirem veto de juízes e dos cartolas justificarem suas derrotas na arbitragem. E o problema maior, que traz indignação para ele: o comportamento ruim de jogadores e treinadores. 

Diante de tudo isso, como renovar a arbitragem paulista, se não há paciência para esse processo? Aliás, o próprio Loustau não está sabendo conduzi-lo!

Vide: num Derby, árbitro veterano de Copa do Mundo (Claus). Num Choque-Rei, árbitro novato de 25 anos (Candançan).

Loustau, sinceramente, ainda não viu nada… deixe chegar as finais!

Imagem ilustrativa extraída da Web, autoria desconhecida.

– A origem dos problemas na formação de árbitros de SP.

Onde começaram os problemas da arbitragem paulista?

Falamos um pouco nesse vídeo: https://youtu.be/6X2yWKkPmpA?si=6fHx4bLLgNWyIGX8

(em texto, você encontra parte dele aqui: https://wp.me/p4RTuC-UMT e a continuação aqui: https://professorrafaelporcari.com/2024/03/07/qual-a-raiz-do-problema-da-arbitragem-paulista-a-lacuna-dos-20-anos-e-a-culpada-2/).

Se preferir, visite o blog “Pergunte Ao Árbitro”, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/

– Qual a raiz do problema da Arbitragem Paulista? A lacuna dos 20 anos é a culpada.

Para quem vive e respira a arbitragem paulista, o “relógio dos anos” não deixa dúvidas: temos 20 anos de atraso na formação dos árbitros.

Quer uma prova disso?

Qual a idade dos árbitros que “seguram o rojão” dos clássicos? Vinícius Gonçalves Dias Araújo, Raphael Claus, Flávio Rodrigues de Souza e até o veterano Luiz Flávio de Oliveira: beirando 45 anos.

Qual a idade dos árbitros que “estão sendo jogados aos leões?”João Vitor Gobi, Matheus Delgado Candançan, Fabiano Monteiro dos Santos: a partir dos 25 anos.

45-25 = 20 anos de atraso.

Cadê os árbitros maduros, na casa entre 33-38 anos, idade ideal para conciliar a juventude física, a experiência na carreira e a vivência do meio? Não temos. Não foram formados. Não se revelou ninguém.

Árbitros na casa dos 25 anos deveriam estar tendo as primeiras oportunidades na 3ª divisão, ficando dois anos por lá, subindo para a A2 e depois dos 30 começarem a apitar a série A1. O juiz de futebol que tem uma carreira solidificada não surgiu do nada, ele foi trabalhado aos poucos. Começa novinho, apitando Sub 15, Sub 17, Sub 20 e depois de algum tempo vai estrear, enfim, no futebol profissional (em São Paulo, na “Bzinha”, a 5ª divisão). Mas o grande problema tem sido: há árbitros “parrudos”, “vistosos”, “bonitões”, que acabam tendo oportunidades melhores, pois ficam bem no vídeo (cadê os juízes baixinhos, magrelos ou não-bombados? E quantos negros nós temos em evidência?). Um outro aspecto é o político: quantos árbitros que são de cidades que não têm equipes de futebol profissional, e que acabam tendo oportunidade para serem “atrações” em seus redutos? Sim, a geopolítica entra no esporte, principalmente se existir um deputado forte na região… E o principal: você aprendia apitar na Várzea, nos Campeonatos das Penitenciárias, nos “Projetos Cingapuras”, mas hoje você inicia a sua carreira em um gramado sintético bem cercado e protegido, e pouco tempo depois começa a aprender a apitar no Morumbi, no Allianz, na Vila Belmiro ou na NeoQuímica Arena. E deveria ser o contrário: para estar num clássico em grande estádio, o árbitro deveria ter anos de formação! Já apitado a A1 em diversos confrontos entre grandes e pequenos para chegar ao grande jogo da vida, o clássico (qualquer que seja ele) bem maduro.

A última grande turma de árbitros, estou muito a vontade para dizer isso, foi formada pelo saudoso Professor Gustavo Caetano Rogério. Tinha como auxiliares Antonio Cláudio Ventura e orientador de assistentes Édie Mauro Garcia Detófoli. Foi na virada dos anos 1990/2000. Eu me recordo das nossas aulas no antigo prédio da Avenida Brigadeiro Luiz Antonio, quando uma emissora de TV foi fazer uma reportagem sobre a Escola de Árbitros, e a chamada foi: aqui estão os árbitros do ano 2000, a qual o Prof Gustavo chamou de “Nova Safra”. E essa nova safra começou em 95/96 com Sálvio Spinola, Paulo César de Oliveira, Anselmo da Costa, e 96/97 com Cleber Wellington Abade, Rodrigo Braguetto, Marcelo Rogério e pouco depois Wilson Luís Seneme. Sou testemunha, pois estava lá nesse meio (preferencialmente como 4º árbitro na A1, trabalhando com todos eles). Faltava escudo FIFA para tanto árbitro paulista bom! E os daqui faziam as finais dos principais estaduais Brasil afora.

Quando o Prof Gustavo deixou a FPF, no começo dos anos 2000, os árbitros que ele trabalhou formaram a nata brasileira, e foram tocando os jogos, até o episódio da Máfia do Apito (onde estava comandando a arbitragem José Evaristo Manuel, trocado pelo Cel Marcos Marinho, em 2005). Ali, estavam surgindo os últimos nomes FIFA de hoje: Flávio Rodrigues de Souza e Raphael Claus.

E quem surgiu depois? Nomes esporádicos, que não se firmaram: Thiago Duarte Peixoto, Vinícius Furlan, e uma série de razoáveis árbitros que já foram trabalhados com outra mentalidade, não frutificando como a “última safra do Professor Gustavo”.

Hoje, quase 20 anos depois, vemos que a distância dos árbitros que estão apitando é justamente a mesma do período em que o Professor Gustavo deixou a FPF. Ou seja: o hiato de falta de árbitros se deve às más gestões de dirigentes de arbitragem.

Pudera: todos os anos temos centenas de alunos na Escola de Árbitros, pagando valores altos para estudarem, nem sempre vocacionados, mas que se tentará peneirar um ou outro nome. Não é na quantidade que se alcançará qualidade, mas no trabalho árduo de observação de talentos (muitos, apitando jogos amadores e sem dinheiro para bancar a Escola de Árbitros da FPF).

– Brasileirão com 9 estrangeiros por equipe?

Eu acho uma loucura: os clubes se reuniram e decidiram que o Campeonato Brasileiro passará a ter um limite máximo de 9 estrangeiros em campo (a CBF apenas concordou). Quem mais brigou por essa causa foi o Internacional.

Penso que você fecha demais o mercado aos próprios brasileiros, inibe revelações e tira espaço dos jovens. Isso, claro, pode afetar a própria Seleção (vide o que aconteceu com a Itália, quando as equipes locais fizeram algo parecido)…

Li no LinkedIn um comentário de Thiago Scuro, ex-CEO do Red Bull Bragantino e hoje no Mônaco, sobre esse assunto. Disse ele:

Lamento muito por essa decisão. A falta de compreensão da importância da governança corporativa no esporte levam a decisões que serão nocivas ao nosso futebol em breve. Muito mais breve do que se imagina……

Concordo. Terminou sua opinião com um monte de reticências… proposital pela indignação?

Estrangeiros no Brasileirão 2023 - Série A bate recorde de gringos

Gráfico extraído do Portal Firula. Quantos serão em 2024 no Brasileirão?

 

– Histeria e Hipocrisia no Futebol Brasileiro, independente da nacionalidade.

Nunca uma palavra serviu tão bem para definir o que acontece no futebol brasileiro: histeria

Ela foi usada no manifesto divulgado pelo Palmeiras contra as reclamações e xingamentos do São Paulo. O Verdão pede o fim da “histeria” no futebol brasileiro.

E aqui quero fazer a grande observação: cada vez que há algum erro de arbitragem contrário, os clubes fazem escândalos, reclamam, ficam histéricos e prometem reclamar até na FIFA. Mas quando os erros são a favorfingem-se de surdos, entendem que o árbitro é humano e tergiversam.

Em qualquer lateral marcado contra o Palmeiras, o tecnicamente ótimo Abel Ferreira esperneia, grita, esbraveja, tem chiliques e atormenta a arbitragem. Mas quando o erro é a favor… cala-se. Aliás, uma bobagem falarem que ele sofre de xenofobia, pois ele não é criticado por vir de Portugal, da Espanha, do Japão ou de Tangamandápio, mas sim pelo discurso de moralizar o futebol brasileiro, com comportamento uníssono aos interesses da sua equipe, não do coletivo (me rendo ao discurso contrário se encontrar alguma declaração dele ou dos seus assistentes reclamando da arbitragem brasileira por terem sido beneficiados, pois aí não será hipocrisia, mas altruísmo).

E não é só Abel (mas principalmente Abel, pois ele tem vencido quase tudo). Vejam António Oliveira, tenho escrito dele desde o Cuiabá. Os gestos raivosos, estupefatos, histéricos e desnecessários dele ao receber (mais um) cartão amarelo no jogo Corinthians x Santo André assustam. E isso tudo serve para muitos treinadores no Brasil.

O fato é: quando há um erro contrário da arbitragem, os treinadores (muitos deles, que não se generalize) ficam histéricos. Quando há a favor, emudecem-se. Aí ficará apenas no discurso a ideia de “melhorar o futebol brasileiro”, de “ideias para ajudar o esporte”, entre outras coisas.

Realmente, chega de histeria. Chega de hipocrisia. Chega de más arbitragens. E que se avalie tudo sem a paixão clubística, que mascara a situação. Aliás, não é só no futebol que há essa pilhagem, mas na sociedade brasileira. É tudo dual: Certo ou Errado, Direita ou Esquerda, Abelista ou Anti-Abel, como se não existisse o bom senso, o meio-termo ou a ponderação.

– O áudio do VAR de São Paulo 1×1 Palmeiras e a grande bobagem sobre POSSE de bola.

Ao ouvir o áudio do VAR de São Paulo x Palmeiras, fico estarrecido ao ouvir o árbitro Matheus Delgado Candançan, na DISPUTA de bola, falar que existia POSSE de bola.

A impressão que tive é que ele não tem experiência alguma no futebol! E não é isso… deveria ter dito essa grande bobagem por estar nervoso.

Entenda melhor neste áudio, em: https://youtu.be/KWTYdqu-iFA?si=VT4SdZr_srPLTr0E

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Botafogo x Red Bull Bragantino.

Para a partida do Massa Bruta contra o Fogão, a Conmebol escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Gustavo Tejera (URU)
Bandeira 1: Nicollas Taran (URU)
Bandeira 2: Martin Soppi (URU)
4º árbitro: Anahi Fernandez (URU)
VAR: Leodan Gonzales (URU)

Aqui, uma observação importante: como Piero Maza (que apitou RBB x Águilas) teve uma ruim arbitragem no último jogo com comportamento descomprometido, a Conmebol voltou a escalar Gustavo Tejera (que fez o jogo de ida do RBB na Colômbia e que foi bem).

Tejera tem 36 anos, é natural de Montevidéu e trabalhou em 6 jogos internacionais nesse ano (numa partida das Eliminatórias da Copa 2026, em 4 jogos do Pré-Olímpico e na Pré-Libertadores citada há pouco). No ano passado, apitou Corinthians x Newells Old Boys pela Sulamericana, sem dificuldades. Está há 6 anos no quadro internacional da FIFA, sempre foi considerado uma promessa, mas ainda não teve as chances que queria (pois o Uruguai prioriza as carreiras de Andrés Cunha e Andrés Matonte).

É um árbitro que deixa o jogo rolar e prefere mais a advertência verbal do que os cartões. Que ele não tenha trabalho no Rio de Janeiro!

Acompanhe conosco o jogo entre Botafogo vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise de arbitragem de Rafael Porcari. Quarta 06/03, 21h30. Mas desde às 20h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Brasileirão com 9 estrangeiros por equipe?

Eu acho uma loucura: os clubes se reuniram e decidiram que o Campeonato Brasileiro passará a ter um limite máximo de 9 estrangeiros em campo (a CBF apenas concordou). Quem mais brigou por essa causa foi o Internacional.

Penso que você fecha demais o mercado aos próprios brasileiros, inibe revelações e tira espaço dos jovens. Isso, claro, pode afetar a própria Seleção (vide o que aconteceu com a Itália, quando as equipes locais fizeram algo parecido)…

Li no LinkedIn um comentário de Thiago Scuro, ex-CEO do Red Bull Bragantino e hoje no Mônaco, sobre esse assunto. Disse ele:

Lamento muito por essa decisão. A falta de compreensão da importância da governança corporativa no esporte levam a decisões que serão nocivas ao nosso futebol em breve. Muito mais breve do que se imagina……

Concordo. Terminou sua opinião com um monte de reticências… proposital pela indignação?

Estrangeiros no Brasileirão 2023 - Série A bate recorde de gringos

Gráfico extraído do Portal Firula. Quantos serão em 2024 no Brasileirão?

 

– Não faça isso, Luan Cândido…

Luan Cândido foi muito bem expulso por Fabiano Monteiro dos Santos (árbitro que não foi tão bem ao longo da partida do Red Bull Bragantino contra o Santos FC).

O defensor deu uma cotovelada certeira no adversário, e fez com que o Massa Bruta jogasse metade do jogo com 10 em campo.

Se eu sou da diretoria, multo o rapaz. Isso se chama irresponsabilidade (alem, óbvio, de que cotovelada ee agressão).

Luan Cândido, lateral-esquerdo do Bragantino — Foto: Ari Ferreira/Red Bull Bragantino

Foto: Ari Ferreira / Red Bull Bragantino

– Os 3 lances polêmicos da arbitragem de São Paulo 1×1 Palmeiras.

Lances polêmicos no Morumbis, onde tentaremos dizer “se o árbitro errou”, e, num exercício mais difícil, entender “porque errou ou não”.

Antes de tudo: já havíamos falado sobre a expectativa de Matheus Delgado Candançan para o Choque-Rei (vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2024/03/03/o-arbitro-que-picota-jogo-no-choque-rei-2/). E assim como ocorreu no jogo do Corinthians no último final de semana, há muitos relatos na súmula do jogo de ontem sobre reclamações. O TJD-SP está tendo, rodada a rodada, muita gente a ser julgada por conta da caneta de Candançan…

Sobre os lances:

1- Richard Ríos em Pablo Maia: um lance que, se bem posicionado, não precisaria de VAR: Richard Ríos “de sola” atinge a perna de Pablo Maia, com um pisão violento. É o clássico lance de cartão vermelho.

Mas por que não deu? A VAR Daiane Muniz (foi sua 12ª escala no Paulistão A1 em 11 rodadas) tem chamado os árbitros em vários lances, muitas vezes “caçando pelo em ovo“. Dessa vez, ela entendeu que foi lance interpretativo do árbitro, pois foi na lateral, próximo a ele. Pela “cabeça de árbitro”: tal lance, no segundo tempo, com placar resolvido, o Vermelho seria aplicado fácil, fácil… Mas sendo ainda no primeiro tempo, com árbitro jovem… precisa de peito

Como teria sido o jogo, com 1 jogador palmeirense a menos desde o primeiro tempo?

Acréscimo: leio que Pablo Maia declarou que “o árbitro lhe disse que só deu o Amarelo pois saiu o gol”. Não faz sentido algum tal coisa…

2- Rafael em Murilo: o goleiro são-paulino soca a bola e atinge a cabeça do palmeirense. Na primeira imagem, me pareceu que atinge só a bola e depois o adversário (isso não é pênalti). Mas vendo, revendo e insistindo, você pode entender que foi simultâneo (e aí seria pênalti). A questão é: esses lances são corriqueiros no futebol, difíceis, chatos, não são considerados infracionais em sua maioria e os jogos costumam seguir. Repare que exceto Murilo, o Palmeiras continua o jogo normalmente e o único que reclama (como praxe) é o treinador Abel Ferreira. A VAR quem chamou o árbitro para nova avaliação.

Eu não marcaria, mas respeito a interpretação de quem entendeu pênalti.

3- Piquerez em Luciano: houve toque do jogador palmeirense no são-paulino, e antes de 2020, seria marcado pênalti se o jogador parasse de correr e pedisse a marcação. Mas a orientação mudou: toques, agarrões e puxões só devem ser marcados se o atingido não conseguir manter o equilíbrio e for impedido de continuar a jogada. Se o jogador abdicar de jogar e pedir a falta, não deve ser considerada a infração. Nesse lance, Luciano (que normalmente pede falta de tudo, ele é bem “reclamão”) é tocado realmente, mas tem a chance de continuar a jogada (como fez). Portanto, não se deveria marcar o pênalti (como feito). Por esse detalhe da regra, acertou o árbitro (e se Luciano parasse e pedisse o pênalti, de acordo com isso, não teria a marcação, embora o toque tenha ocorrido, por coerência da regra).

Em suma: expulsão clara de Richard Ríos que não houve; pênalti “marcável ou não” em Murilo e lance normal em Luciano.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Botafogo x Red Bull Bragantino.

Para a partida do Massa Bruta contra o Fogão, a Conmebol escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Gustavo Tejera (URU)
Bandeira 1: Nicollas Taran (URU)
Bandeira 2: Martin Soppi (URU)
4º árbitro: Anahi Fernandez (URU)
VAR: Leodan Gonzales (URU)

Aqui, uma observação importante: como Piero Maza (que apitou RBB x Águilas) teve uma ruim arbitragem no último jogo com comportamento descomprometido, a Conmebol voltou a escalar Gustavo Tejera (que fez o jogo de ida do RBB na Colômbia e que foi bem).

Tejera tem 36 anos, é natural de Montevidéu e trabalhou em 6 jogos internacionais nesse ano (numa partida das Eliminatórias da Copa 2026, em 4 jogos do Pré-Olímpico e na Pré-Libertadores citada há pouco). No ano passado, apitou Corinthians x Newells Old Boys pela Sulamericana, sem dificuldades. Está há 6 anos no quadro internacional da FIFA, sempre foi considerado uma promessa, mas ainda não teve as chances que queria (pois o Uruguai prioriza as carreiras de Andrés Cunha e Andrés Matonte).

É um árbitro que deixa o jogo rolar e prefere mais a advertência verbal do que os cartões. Que ele não tenha trabalho no Rio de Janeiro!

Acompanhe conosco o jogo entre Botafogo vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise de arbitragem de Rafael Porcari. Quarta 06/03, 21h30. Mas desde às 20h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Histeria e Hipocrisia no Futebol Brasileiro, independente da nacionalidade.

Nunca uma palavra serviu tão bem para definir o que acontece no futebol brasileiro: histeria

Ela foi usada no manifesto divulgado pelo Palmeiras contra as reclamações e xingamentos do São Paulo. O Verdão pede o fim da “histeria” no futebol brasileiro.

E aqui quero fazer a grande observação: cada vez que há algum erro de arbitragem contrário, os clubes fazem escândalos, reclamam, ficam histéricos e prometem reclamar até na FIFA. Mas quando os erros são a favorfingem-se de surdos, entendem que o árbitro é humano e tergiversam.

Em qualquer lateral marcado contra o Palmeiras, o tecnicamente ótimo Abel Ferreira esperneia, grita, esbraveja, tem chiliques e atormenta a arbitragem. Mas quando o erro é a favor… cala-se. Aliás, uma bobagem falarem que ele sofre de xenofobia, pois ele não é criticado por vir de Portugal, da Espanha, do Japão ou de Tangamandápio, mas sim pelo discurso de moralizar o futebol brasileiro, com comportamento uníssono aos interesses da sua equipe, não do coletivo (me rendo ao discurso contrário se encontrar alguma declaração dele ou dos seus assistentes reclamando da arbitragem brasileira por terem sido beneficiados, pois aí não será hipocrisia, mas altruísmo).

E não é só Abel (mas principalmente Abel, pois ele tem vencido quase tudo). Vejam António Oliveira, tenho escrito dele desde o Cuiabá. Os gestos raivosos, estupefatos, histéricos e desnecessários dele ao receber (mais um) cartão amarelo no jogo Corinthians x Santo André assustam. E isso tudo serve para muitos treinadores no Brasil.

O fato é: quando há um erro contrário da arbitragem, os treinadores (muitos deles, que não se generalize) ficam histéricos. Quando há a favor, emudecem-se. Aí ficará apenas no discurso a ideia de “melhorar o futebol brasileiro”, de “ideias para ajudar o esporte”, entre outras coisas.

Realmente, chega de histeria. Chega de hipocrisia. Chega de más arbitragens. E que se avalie tudo sem a paixão clubística, que mascara a situação. Aliás, não é só no futebol que há essa pilhagem, mas na sociedade brasileira. É tudo dual: Certo ou Errado, Direita ou Esquerda, Abelista ou Anti-Abel, como se não existisse o bom senso, o meio-termo ou a ponderação.

– Richard Rios em Pablo Maia: Cartão Vermelho!

Já havíamos falado sobre a expectativa de Matheus Candançan para o Choque-Rei (vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2024/03/03/o-arbitro-que-picota-jogo-no-choque-rei-2/).

Porém, no primeiro tempo, um lance que, se bem posicionado, não precisaria de VAR: Richard Ríos “de sola” atinge a perna de Pablo Maia, com um pisão violento. É o clássico lance de cartão vermelho.

Mas por que não deu? A VAR Daiane Muniz não chamou (cedo demais?), o árbitro assumiu o lance para ele (estava convicto?) e não houve a punição adequada.

Pela “cabeça de árbitro”: tal lance, no segundo tempo, com placar resolvido, o Vermelho seria aplicado fácil, fácil… Mas sendo ainda no primeiro tempo, com árbitro jovem, neca.

Arte: Estadão.com

– São Paulo x Palmeiras: o árbitro que “picota” jogo no Choque-Rei?

Na última semana, António Oliveira reclamou bastante do jovem árbitro Matheus Delgado Candançan, escalado para domingo em SPFC x SEP (o mesmo que apitou um Derby com 23 anos, mal escalado à época) e que aos poucos está ganhando experiência.

Falamos sobre isso nesse link, onde o treinador corintiano diz que ele “picota demais a partida”, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2024/02/26/arbitro-nao-gosta-de-jogo-sobre-corinthians-0x1-ponte-preta/

Eis que Candançan, apesar de jovem, não leva desaforo para casa. No jogo do Corinthians, relatou as agressões verbais de Rubão e de outro diretor em Súmula:

“Informo que aos 32 minutos de jogo o preparador físico da equipe AA Ponte Preta Sr. Thiago Gomes Vegette, entregou ao quarto árbitro um pedaço de madeira, não sendo possível saber de onde veio.
Informo que no intervalo de jogo ao nos dirigirmos para o nosso vestiário fomos abordados na zona mista pelo Sr. Fabio de Jesus que proferiu a seguinte palavras: “ Você está inventando, não foi falta, aqui é sério, aqui é sério “. Informo que ao estarmos dentro do nosso vestiário o Sr. Rubens Gomes abriu a porta do vestiário e proferiu as seguintes palavras: “ Você está de sacanagem, apita direito, não foi falta “.
Informo que ao término da partida o senhor Fabio de Jesus novamente nos esperava na zona mista e proferiu a seguinte palavras: “ Vocês perseguiram meu técnico o jogo todo “. Informo que ambos citados acima estão credenciados como comissão técnica.
Ao chegarmos na porta do nosso vestiário fomos abordados pelo Sr. Luiz Fernando dos Santos que proferiu as seguintes palavras: “ Você é um vagabundo safado, pilantra, é tudo esquema, está armado, isso é manipulação”. Informo que o referido senhor citado acima está credenciado como comunicação.

E por quê desse assunto num São Paulo x Palmeiras?

Porque árbitro jovem, em boa fase, quer mostrar serviço e detesta reclamação. Portanto, se algum dos treinadores chiarem, cartões podem sairem com facilidade.

Tomara que tenhamos um ótimo jogo! E sem “picotes”.

Arte extraída de Estadão.com

 

– A cotovelada certeira de Fagner em Geovane no Corinthians 3×2 Santo André.

Aos 52 minutos, com o cotovelo esquerdo o lateral Fagner atinge a boca do seu adversário Geovane. Lance proposital / intencional, era para cartão vermelho, mas nem o árbitro tampouco o VAR observaram.

Num país sério, tal situação seria punida a posterior, não? Isso é agressão.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Santos:

E para o confronto entre o Massa Bruta e o Peixe, a Federação Paulista escalou a seguinte equipe de Arbitragem:

Árbitro: Fabiano Monteiro dos Santos
Árbitro Assistente 1: Risser Jarussi Corrêa
Árbitro Assistente 2: Leandro Matos Feitosa
Quarto Árbitro: Thiago Lourenço de Mattos
VAR: Adriano de Assis Miranda
AVAR1: Fábio Rogério Baesteiro
Observador VAR: José Henrique de Carvalho
Quality Manager: Bernardo Campos Martins
Analista de Vídeo: Philippe Lombard
Técnico de Garantia FPF: Breno Raimundo
Operador de Replay: Raul Holanda
Técnico de Garantia Estádio: Márcio Freitas
Assistente de Area de Revisao: Robson Custódio

A FPF repete o mesmo árbitro de Novorizontino x Red Bull Bragantino (falamos sobre o jovem árbitro e suas características nesse link: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2024/02/06/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-novorizontino-x-red-bull-bragantino/). Mas agora, há um detalhe: ele foi cobrado por não ter tido atitude firme contra Calleri, quarta-feira, em Brasília, no Internacional x Sao Paulo (para quem não viu, vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2024/02/29/as-duas-perguntas-necessarias-em-internacional-0x3-sao-paulo/).

Não reclamar nesse jogo será bom motivo para evitar amarelo.

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino x Santos pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise de arbitragem de Rafael Porcari. Domingo, 03/03, 18h00. Mas desde às 17h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Não faça isso, Luan Cândido…

Luan Cândido foi muito bem expulso por Fabiano Monteiro dos Santos (árbitro que não foi tão bem ao longo da partida do Red Bull Bragantino contra o Santos FC).

O defensor deu uma cotovelada certeira no adversário, e fez com que o Massa Bruta jogasse metade do jogo com 10 em campo.

Se eu sou da diretoria, multo o rapaz. Isso se chama irresponsabilidade (alem, óbvio, de que cotovelada ee agressão).

Luan Cândido, lateral-esquerdo do Bragantino — Foto: Ari Ferreira/Red Bull Bragantino

Foto: Ari Ferreira / Red Bull Bragantino

– O árbitro que “picota” jogo no Choque-Rei?

Na última semana, António Oliveira reclamou bastante do jovem árbitro Matheus Delgado Candançan, escalado para domingo em SPFC x SEP (o mesmo que apitou um Derby com 23 anos, mal escalado à época) e que aos poucos está ganhando experiência.

Falamos sobre isso nesse link, onde o treinador corintiano diz que ele “picota demais a partida”, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2024/02/26/arbitro-nao-gosta-de-jogo-sobre-corinthians-0x1-ponte-preta/

Eis que Candançan, apesar de jovem, não leva desaforo para casa. No jogo do Corinthians, relatou as agressões verbais de Rubão e de outro diretor em Súmula:

“Informo que aos 32 minutos de jogo o preparador físico da equipe AA Ponte Preta Sr. Thiago Gomes Vegette, entregou ao quarto árbitro um pedaço de madeira, não sendo possível saber de onde veio.
Informo que no intervalo de jogo ao nos dirigirmos para o nosso vestiário fomos abordados na zona mista pelo Sr. Fabio de Jesus que proferiu a seguinte palavras: “ Você está inventando, não foi falta, aqui é sério, aqui é sério “. Informo que ao estarmos dentro do nosso vestiário o Sr. Rubens Gomes abriu a porta do vestiário e proferiu as seguintes palavras: “ Você está de sacanagem, apita direito, não foi falta “.
Informo que ao término da partida o senhor Fabio de Jesus novamente nos esperava na zona mista e proferiu a seguinte palavras: “ Vocês perseguiram meu técnico o jogo todo “. Informo que ambos citados acima estão credenciados como comissão técnica.
Ao chegarmos na porta do nosso vestiário fomos abordados pelo Sr. Luiz Fernando dos Santos que proferiu as seguintes palavras: “ Você é um vagabundo safado, pilantra, é tudo esquema, está armado, isso é manipulação”. Informo que o referido senhor citado acima está credenciado como comunicação.

E por quê desse assunto num São Paulo x Palmeiras?

Porque árbitro jovem, em boa fase, quer mostrar serviço e detesta reclamação. Portanto, se algum dos treinadores chiarem, cartões podem sairem com facilidade.

Tomara que tenhamos um ótimo jogo! E sem “picotes”.

Arte extraída de Estadão.com

 

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Santos:

E para o confronto entre o Massa Bruta e o Peixe, a Federação Paulista escalou a seguinte equipe de Arbitragem:

Árbitro: Fabiano Monteiro dos Santos
Árbitro Assistente 1: Risser Jarussi Corrêa
Árbitro Assistente 2: Leandro Matos Feitosa
Quarto Árbitro: Thiago Lourenço de Mattos
VAR: Adriano de Assis Miranda
AVAR1: Fábio Rogério Baesteiro
Observador VAR: José Henrique de Carvalho
Quality Manager: Bernardo Campos Martins
Analista de Vídeo: Philippe Lombard
Técnico de Garantia FPF: Breno Raimundo
Operador de Replay: Raul Holanda
Técnico de Garantia Estádio: Márcio Freitas
Assistente de Area de Revisao: Robson Custódio

A FPF repete o mesmo árbitro de Novorizontino x Red Bull Bragantino (falamos sobre o jovem árbitro e suas características nesse link: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2024/02/06/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-novorizontino-x-red-bull-bragantino/). Mas agora, há um detalhe: ele foi cobrado por não ter tido atitude firme contra Calleri, quarta-feira, em Brasília, no Internacional x Sao Paulo (para quem não viu, vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2024/02/29/as-duas-perguntas-necessarias-em-internacional-0x3-sao-paulo/).

Não reclamar nesse jogo será bom motivo para evitar amarelo.

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino x Santos pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise de arbitragem de Rafael Porcari. Domingo, 03/03, 18h00. Mas desde às 17h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– As duas perguntas necessárias em Internacional 0x3 São Paulo.

E o mundo do futebol é feito também de perguntas sem respostas ou de hipóteses duvidosas. Digo isso devido ao jogo em Brasília, válido pelo Paulistão, entre Internacional x São Paulo.

1- Dentro de campo: Jonathan Calleri, que não é um garoto inexperiente, estava pendurado com dois cartões amarelos para o clássico contra o Palmeiras. Ora, diante do compromisso contra a Internacional, em tese, é só se comportar direito que não seria punido (sempre defendi a tese: atacante bom não recebe amarelo, ele cava amarelo dos adversários). Eis que antes do jogo ele reclama do árbitro Fabiano Monteiro dos Santos dizendo na cara do próprio: “Faça um bom jogo porque no outro dia você não fez, contra a Ponte Preta não fez”. Fabiano, novato, não entendeu nada e ficou intimidado (deveria ter dado o cartão amarelo para ele naquele momento). Se não bastasse isso, no segundo tempo, Calleri cometeu uma dura e desnecessária falta de ataque, quando a partida era morna e seu time vencia. Levou o “desejado” cartão e daí parou de “encher o saco”.

  • Se eu sou um diretor do SPFC, questiono: por que fez de tudo para ser advertido num jogo como esse, e agora está fora de uma partida importante?

2- Fora de campo: um empresário “comprou” o mando da partida, e pagou R$ 1 milhão para que fosse disputado no Estádio Mané Garrincha de Brasília. Será que a Inter não conseguiria no Estádio Major Levy Sobrinho (que cabe 18.000 pessoas) arrecadar muito mais do que isso em sua bilheteria? Ou vendeu barato demais, ou os valores devem ser outros…

Screenshot

Print de tela da TV Record.

– A tristeza da última divisão.

Na grande imprensa, lógico que não repercutiu. A 5ª e última divisão paulista será disputada por 17 times (não houve um número redondo por falta de interessados na participação). Alguns desistiriam de última hora.

A fórmula de disputa? Classificam-se 4 para a próxima fase dos 3 grupos. Ou seja: de 17 (2 grupos de 6 e 1 de 5), passam 12 de fase

O Paulista de Jundiaí ficou numa chave de 5 times, onde se classificam 4. Não é constrangimento alheio um regulamento assim?

Que situação…

 

– O decepcionante trabalho de Piero Maza no Red Bull Bragantino x Aguilas Doradas

Para um árbitro de futebol comprometido com o espetáculo, todo jogo é decisão. Não se pode menosprezar fase, nome de equipe ou local.

Lamentavelmente, tivemos um exemplo de presunção no Nabizão. Conto aqui: https://youtu.be/C_Yl4Af_xyU?si=2HekC_d9H9I7i2FL

– A tristeza da última divisão.

Na grande imprensa, lógico que não repercutiu. A 5ª e última divisão paulista será disputada por 17 times (não houve um número redondo por falta de interessados na participação). Alguns desistiriam de última hora.

A fórmula de disputa? Classificam-se 4 para a próxima fase dos 3 grupos. Ou seja: de 17 (2 grupos de 6 e 1 de 5), passam 12 de fase

O Paulista de Jundiaí ficou numa chave de 5 times, onde se classificam 4. Não é constrangimento alheio um regulamento assim?

Que situação…

 

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Águilas Doradas.

Para a partida do Massa Bruta no Nabizão contra os colombianos do Águilas Doradas, a Conmebol escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Piero Maza (CHI)
Bandeira 1: Cláudio Urrutia (CHI)
Bandeira 2: Juan Serrano (CHI)
4º árbitro: José Cabero (CHI)
VAR: Fernando Vejar (CHI).

Piero tem 39 anos, e há 5 anos está no quadro da FIFA. O jogo que mais se destacou foi quando trabalhou na Finalíssima (competição entre as seleções campeões da Europa e América do Sul), em Wembley, onde jogaram Itália x Argentina.

Aliás, pelos acordos Conmebol e Liga Saudita, já apitou duas partidas na Arábia Saudita: um jogo da Liga e outro da Copa do Rei, sem qualquer problema.

Pelas Eliminatórias da Copa, apitou em outubro o ótimo jogo entre Colômbia 2×2 Uruguai, sem problemas. Mas era o árbitro escalado naquele Brasil x Argentina no Maracanã, onde quase não tivemos jogo – e naquela oportunidade, Piero Maza “picou o jogo”, evitando qualquer lance mais físico como legal (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-3nh).

Ainda, no ano passado, Piero Maza apitou Argentinos Jr x Fluminense pela Libertadores, tendo se destacado por expulsar o lateral Marcelo, que acidentalmente pisou e quebrou a perna do adversário (sobre esse lance, eu não expulsaria e tive a impressão que a decisão pelo cartão vermelho foi pelo impacto da imagem, mas falamos detalhadamente aqui: https://wp.me/p55Mu0-3jv).

Seu grande problema era aplicar muitos cartões amarelos, e foi melhorando nisso. Está aplicando as advertências na dose certa, mas sinto que ainda peca em permitir a cera dentro de campo (que é uma questão cultural).

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Águilas Doradas pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise de arbitragem de Rafael Porcari. Terça 27/02, 21h30. Mas desde às 20h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Árbitro não gosta de jogo? Sobre Corinthians 0x1 Ponte Preta.

António Oliveira, após Corinthians 0x1 Ponte Preta, em coletiva, reclamou sobre a arbitragem do jovem Matheus Delgado Candançan (segundo ele, o Timão sofreu um gol de uma jogada que não foi falta):

Esse tipo de árbitro não gosta do jogo. Ele não deixa jogar, pois se ele picotar muito o jogo e fazer muitas paragens, não precisa tomar decisões, pois ele decide mal”.

Fiquei pensando: uma das verdades do futebol (não estou me referindo especificamente a essa partida) é que realmente há árbitros que “picam / picotam” o jogo, pois quanto menos bola rolando, menos problemas para tomar decisões. Assim, “faltinhas” são marcadas para todos os lados. E isso demonstra: falta de coragem!

Isso é uma realidade ou não em nosso país?

– Análise da Arbitragem para Ituano x Red Bull Bragantino.

Para o confronto entre o Galo Ferroviário e o Massa Bruta, a FPF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: João Vitor Gobi
Árbitro Assistente 1: Danilo Ricardo Simon Manis
Árbitro Assistente 2: Evandro de Melo Lima
Quarto Árbitro: Márcio Mattos dos Santos
VAR: Daiane Muniz dos Santos
AVAR1: Amanda Pinto Matias
Observador VAR: Carlos Augusto Nogueira Junior
Quality Manager: Eduardo César Coronado Coelho
Analista de Vídeo: Luiz Vanderlei Martinucho
Técnico de Garantia FPF: Breno Raimundo
Operador de Replay: Paulo Pereira
Técnico de Garantia Estádio: Márcio Freitas
Assistente de Área de Revisão: Robson Custódio
Gobi tem 28 anos e é uma das grandes promessas da arbitragem. Já trabalhou em jogos da série A do Campeonato Brasileiro e aproveitou as oportunidades. Na temporada 2024, será sua 9ª escala em 10 rodadas. “Cumpridor”, sua grande virtude é aplicar a regra sem “contemporizar marcações” (traduzindo: não faz média).
Em 2019, quando surgiu na 4ª divisão paulista, pudemos fazer a análise de sua ótima atuação e fazer uma humilde indicação de seu nome (veja aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/06/16/amparo-2×0-paulista-otima-arbitragem-de-gobi-vale-a-pena-dar-oportunidade-ao-rapaz/).
Que a juventude não atrapalhe o seu sucesso (e que não lhe suba à cabeça).

Acompanhe conosco o jogo entre Ituano vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise de arbitragem de Rafael Porcari. Sábado, 24/02, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– O lance reclamado em LDU 1×0 Fluminense: foi pênalti em Cano?

Aos 6 minutos do primeiro tempo, Gérman Cano (FLU) foi lançado para o ataque e em disparada, indo para o gol e vendo o goleiro adversário sair, onde acabou sendo tocado pelo braço de Quiñonez (LDU) no ombro e caiu. Pênalti ou não?

Entenda: todo contato físico faz parte de uma disputa de bola no futebol. Há contatos infracionais ou não. Vendo as imagens disponíveis (não vale em câmera lenta, tem que ser na velocidade do jogo), me pareceu que o defensor não coloca simplesmente a mão no ombro, mas ele acaba dando um leve empurrão no atacante, que o desequilibra.

IMPORTANTE – Desde 2020, só é infração se um empurrão ou um agarrão impedir o jogador de continuar a jogada ou o desequilibrar. Se o jogador imediatamente parar ao sentir um contato, não se deve marcar nada, pois, entende-se que ele abdicou da tentativa de jogar.

Sendo assim, eu marcaria pênalti – e justifico: em grande velocidade como estava, qualquer empurrão mais leve tem impacto e desequilibra. E há um outro fator: não consigo concluir se há um pisão no pé esquerdo dele, o que ajudaria ainda mais na marcação (caso apareça uma imagem melhor).

  • Mas por quê o árbitro não marcou?

Alguns fatores: a força de um empurrão, cá entre nós, observada a distância, é interpretativa. Talvez por ter sido um lance rápido e o goleiro estar saindo para disputar a bola, o árbitro Andrés Rojas (COL) imaginou em um primeiro momento que Cano tentou simular um pênalti pela disputa com o goleiro (se isso tivesse acontecido, seria cartão vermelho para o arqueiro). Mas o que chama a atenção é: vendo pelo monitor do VAR, ele teve a oportunidade de rever o lance e manteve a sua decisão, desconsiderando o empurrão.

Algo relevante: Andrés Rojas não é um árbitro de primeira linha, ele é um “FIFA que não vingou”. Compare com os árbitros FIFA domésticos do Brasil, que não saem do país para jogos importantes internacionais. Rojas já tem 40 anos, foi pouco utilizado pela Conmebol, apitou alguns jogos da Sulamericana no passado, e quando teve oportunidade na Libertadores, pegou uma geladeira bem grande por ter ido mal naquele polêmico Atlético-MG x Boca Juniors de 2021. Desde então, foi um mero coadjuvante, tendo sua partida mais importante a escala como 4o árbitro na decisão da Libertadores passada, entre Fluminense x Boca Juniors. Ao contrário, Nicolas Gallo, o VAR, é um dos melhores (senão o melhor) da América do Sul (e quem o chamou para rever o lance).

Respeito as opiniões contrárias, entendo quem não daria infração pelos motivos citados, mas eu marcaria o pênalti e daria cartão amarelo para Quiñonez (não é vermelho pois Cano teria que passar ainda pelo goleiro).

Como eu não consegui fazer o download do vídeo, dois momentos do lance para ilustrar (mas para a análise, só vale em vídeo).

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Águilas Doradas.

Para a partida do Massa Bruta no Nabizão contra os colombianos do Águilas Doradas, a Conmebol escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Piero Maza (CHI)
Bandeira 1: Cláudio Urrutia (CHI)
Bandeira 2: Juan Serrano (CHI)
4º árbitro: José Cabero (CHI)
VAR: Fernando Vejar (CHI).

Piero tem 39 anos, e há 5 anos está no quadro da FIFA. O jogo que mais se destacou foi quando trabalhou na Finalíssima (competição entre as seleções campeões da Europa e América do Sul), em Wembley, onde jogaram Itália x Argentina.

Aliás, pelos acordos Conmebol e Liga Saudita, já apitou duas partidas na Arábia Saudita: um jogo da Liga e outro da Copa do Rei, sem qualquer problema.

Pelas Eliminatórias da Copa, apitou em outubro o ótimo jogo entre Colômbia 2×2 Uruguai, sem problemas. Mas era o árbitro escalado naquele Brasil x Argentina no Maracanã, onde quase não tivemos jogo – e naquela oportunidade, Piero Maza “picou o jogo”, evitando qualquer lance mais físico como legal (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-3nh).

Ainda, no ano passado, Piero Maza apitou Argentinos Jr x Fluminense pela Libertadores, tendo se destacado por expulsar o lateral Marcelo, que acidentalmente pisou e quebrou a perna do adversário (sobre esse lance, eu não expulsaria e tive a impressão que a decisão pelo cartão vermelho foi pelo impacto da imagem, mas falamos detalhadamente aqui: https://wp.me/p55Mu0-3jv).

Seu grande problema era aplicar muitos cartões amarelos, e foi melhorando nisso. Está aplicando as advertências na dose certa, mas sinto que ainda peca em permitir a cera dentro de campo (que é uma questão cultural).

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Águilas Doradas pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise de arbitragem de Rafael Porcari. Terça 27/02, 21h30. Mas desde às 20h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– E se o Brasil imitasse a Ucrânia com detectores de mentira para os árbitros?

Uma polêmica muito grande: os árbitros da Ucrânia serão submetidos a um polígrafo, a fim de provar a integridade de cada um.

A ideia é interessante, mas eu a estenderia: colocaria os DIRIGENTES da arbitragem para serem submetidos também, bem como os membros das entidades.

E você, o que acha da ideia?

Abaixo, extraído de: https://ge.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/2024/02/20/ucrania-vai-usar-detector-de-mentiras-para-arbitros-de-futebol.ghtml

UCRÂNIA VAI USAR DETECTOR DE MENTIRAS PARA ÁRBITROS DE FUTEBOL

A Federação Ucraniana de Futebol anunciou nesta terça-feira que os árbitros do país serão submetidos um polígrafo (detector de mentiras) antes dos jogos. A ideia da entidade, cujo presidente é o ex-jogador Andriy Shevchenko), é diminuir as reclamações de decisões dos juízes e possíveis casos de corrupção.

A medida foi tomada por Kateryna Monzul, que foi nomeada recentemente chefe da arbitragem da federação. Ela terá a missão de desenvolver um procedimento para o polígrafo, que deverá ser utilizado após o sorteio dos árbitros para cada partida. Por sinal, outra novidade no país (antes os juízes eram escolhidos por nomeação da federação).

A medida segue uma proposta feita ao Judiciário da Ucrânia, que também estuda o uso de polígrafos para juízes e magistrados.

Federação da Ucrânia vai usar polígrafos para árbitros de futebol — Foto: REPRODUÇÃO

Foto: Reprodução.

– Endrick e os psicólogos: abra a sua mente, rapaz.

Gosto muito do menino Endrick. Bom moço, ótimo jogador e parece que está bem orientado quanto ao comportamento.

Porém, algo que me incomodou: o certo desprezo à Psicologia, na contramão do que deveria ser o discurso correto.

Disse ele em entrevista à Revista Placar:

“Se eu tenho Deus na minha vida, não preciso desabafar com outra pessoa que não vai nem conhecer meus pais e minha pessoa. Eu somente tenho que conversar com Deus e orar”.

Eu entendi o que aconteceu. Ele é um garoto religioso (imagino que de alguma crença cristã), que tem muita fé e quis testemunhá-la nessa afirmação. Entretanto, viver sua profissão de fé, manifestar a sua espiritualidade ou defender sua crença religiosa, não são coisas contraditórias à Ciência, à Medicina ou à ajuda que vem dos estudos (“a Fé e a Razão são duas asas que nos elevam para o Céu”, disse São João Paulo II).

Pois bem: a ajuda psicológica não se resume a “estar aberto a um desabafo”. É algo muito mais complexo, que vai além, onde o profissional vai ajudar com a terapia no entendimento de si próprio e do que pode te afligir. Tão importante também o trabalho de um psiquiatra, outro profissional marginalizado por muitos.

Endrick tem 17 anos, e é normal que a falta de vivência por conta da sua jovialidade tragam essa opinião polêmica, beirando o menosprezo aos psicólogos. Ele teve uma vida sofrida, é sabido, e agora vive um “conto de fadas”, sendo uma promessa mundial e agradando toda vez que entra em campo.

A pergunta é: e quando o garoto começar a ser cobrado? Afinal, o mundo do futebol tem dessas situações: dias bons, dias maravilhosos, dias ruins e dias péssimos. O trabalho mental será fundamental para essa situação, pois a pressão será enorme.

Todos nós temos nossa crença (ou descrença) em Deus, seja em qual deus for. Ao ler essa fala de Endrick, lembrei-me do seguinte conto, do homem e da enchente:

“Certa vez, houve uma enchente numa cidade, e uma casa, construída numa baixada, começou a ser inundada. Nela havia apenas um homem. Este senhor começou a rezar para a chuva parar. Mas a chuva não parava. E ele rezava pedindo a Deus que parasse a chuva. Entretanto, a água foi subindo… até chegar à sua cintura.

Apareceu uma canoa. O canoeiro gritou: ‘Ei! Entre aqui!’ Ele disse: ‘Não! Estou rezando e o Senhor vai me ajudar’. E a água subindo. Logo ele teve de subir no guarda-roupa.

Apareceu um barco a motor. Chamaram-no, mas ele deu a mesma resposta. Minutos depois, o homem teve de subir em cima do telhado. E a chuva não parava, nem ele parava de pedir para Deus parar a chuva.

Com a água já nos joelhos, apareceu um helicóptero. Desceram uma cadeirinha até ele numa corda. Mas ele deu sinal que não ia, porque estava rezando para a chuva parar.

Aconteceu que a chuva aumentou, o homem foi levado pela correnteza, não sabia nadar e morreu afogado.

Logo que chegou ao Céu, já foi brigando com o primeiro que encontrou, que foi São Pedro: ‘Deus não atendeu à minha oração!’, disse ele. São Pedro respondeu: ‘Como não atendeu, filho, se Deus lhe mandou a canoa, o barco a motor e até o helicóptero?’*

Endrick precisa saber separar as coisas, e entender que a inteligência e a sabedoria dos homens pela Ciência, também é fruto da ajuda de Deus, que ele pede nas orações particulares dele.

O medo é: Endrick é um garoto de fé que não teve a orientação correta sobre psicólogos, ou algum líder religioso se aproximou dele e está o fanatizando, a tal ponto de cegá-lo quanto a essas necessidades?

Endrick comemora gol pelo Brasil no torneio Pré-Olímpico

Fala extraída de: https://www.terra.com.br/esportes/colunistas/breiller-pires/endrick-deus-e-familia-psicologos-nao-podem-ser-menosprezados-pela-religiao,d20256ede9bbb85d3be4f042b16fcc299vhhp92r.html#:~:text=%C3%80%20princ%C3%ADpio%2C%20uma%20fala%20sincera,conversar%20com%20Deus%20e%20orar%E2%80%9D., Imagem: crédito de : FEDERICO PARRA/AFP via Getty Images / Esporte News Mundo

*Extraído de: https://www.a12.com/redacaoa12/historias-de-vida/o-homem-que-rezava-durante-a-enchente

– E se o Brasil imitasse a Ucrânia com detectores de mentira para os árbitros?

Uma polêmica muito grande: os árbitros da Ucrânia serão submetidos a um polígrafo, a fim de provar a integridade de cada um.

A ideia é interessante, mas eu a estenderia: colocaria os DIRIGENTES da arbitragem para serem submetidos também, bem como os membros das entidades.

E você, o que acha da ideia?

Abaixo, extraído de: https://ge.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/2024/02/20/ucrania-vai-usar-detector-de-mentiras-para-arbitros-de-futebol.ghtml

UCRÂNIA VAI USAR DETECTOR DE MENTIRAS PARA ÁRBITROS DE FUTEBOL

A Federação Ucraniana de Futebol anunciou nesta terça-feira que os árbitros do país serão submetidos um polígrafo (detector de mentiras) antes dos jogos. A ideia da entidade, cujo presidente é o ex-jogador Andriy Shevchenko), é diminuir as reclamações de decisões dos juízes e possíveis casos de corrupção.

A medida foi tomada por Kateryna Monzul, que foi nomeada recentemente chefe da arbitragem da federação. Ela terá a missão de desenvolver um procedimento para o polígrafo, que deverá ser utilizado após o sorteio dos árbitros para cada partida. Por sinal, outra novidade no país (antes os juízes eram escolhidos por nomeação da federação).

A medida segue uma proposta feita ao Judiciário da Ucrânia, que também estuda o uso de polígrafos para juízes e magistrados.

Federação da Ucrânia vai usar polígrafos para árbitros de futebol — Foto: REPRODUÇÃO

Foto: Reprodução.

– Até tu, Weverton? O unfairplay em Palmeiras 2×2 Corinthians.

Boa arbitragem de Raphael Claus, mas houve um “miguézão” que deu constrangimento alheio.

Bom moço e ótimo goleiro, Weverton deu um pisada de bola no 2º tempo do Dérbi e Claus, que deveria dar exemplo, contemporizou.

Entenda: 

Após um ataque do Corinthians, Yuri Alberto está saindo da grande área palmeirense. O jogo está valendo, e o goleiro Weverton está com a posse de bola. Ele corre para repô-la, e de repente muda sua trajetória e dá uma carga em Yuri, que assustado, se vira perguntando o que foi.

Claramente o goleiro deixa de repor a bola (seu time está vencendo) para ganhar tempo, e simula ter sido obstruído por Yuri Alberto (iludindo o árbitro que, se caísse na simulação, deveria ter dado cartão amarelo ao atacante). Mas a bola estava em jogo! E Weverton é quem foi no corpo do adversário!

O que deveria ter feito o árbitro?

Marcado TIRO LIVRE INDIRETO ao Corinthians e cartão amarelo ao goleiro.

Raphael Claus, experiente como só, nada marcou de infração. Parou o jogo, conversou, e marcou bola ao chão a favor do Palmeiras (ou seja: a equipe que cometeu a infração).

Um grande árbitro como ele deve ser exemplo de coragem aos jovens juízes que se espelham nele.

Palmeiras x Corinthians: onde assistir, horário e escalação das equipes -  Estadão

– Os indisciplinados treinadores portugueses de Palmeiras x Corinthians:

Publicado em 26 de janeiro de 2023, por Sambafoot, mas com dados importantes para hoje: (https://www.sambafoot.com/br/noticias/portugues-topo-ranking-treinadores-mais-amarelos-futebol-brasileiro):

  • “O GloboESporte.com, por meio da editoria “Espião Estatístico”, fez um levantamento dos cartões amarelos recebidos pelo treinadores que atuam no futebol brasileiro em pelo menos 84 jogos oficiais desde 2020.
  • O português António Oliveira, atualmente no Cuiabá, é o que tem maior média, com 3,4 jogos para levar um amarelo. Compatriota de Oliveira, Abel Ferreira, do Palmeiras, está em segundo no ranking, com 4,2 jogos para uma advertência.
  • O técnico mais disciplinado da lista é Renato Gaúcho, hoje no Grêmio, que precisa de 59,5 partidas para levar um cartão amarelo.”

Eu venho dizendo: há momentos que alguns treinadores passam a ser “folgados” à beira do gramado e perdem o respeito com a arbitragem. Raphael Claus terá trabalho com os treinadores nesse domingo… (em tempo: Abel reveza os cartões com seus auxiliares).

– Os cartões vermelhos em São Paulo 2×2 Red Bull Bragantino.

Um jogo fácil para se apitar no primeiro tempo, onde as equipes quiseram jogar bola. Nenhuma reclamação – exceto de Luciano (SPFC), que cometeu uma falta de ataque claríssima e teve a “cara-de-pau” de reclamar.
O primeiro cartão amarelo do jogo veio aos 52 minutos somente, quando Pablo Maia (SPFC) apelou e matou um contra-ataque de Thiago Borbas (RBB) agarrando-o e o derrubando.

Porém, depois…

Talisson (RBB) desce para o ataque tendo Arboleda (SPFC) como último jogador de linha. O jogador do Bragantino cai e pede falta + expulsão.
Num primeiro momento, muitas reclamações de que foi o último homem e deveria receber o Cartão Vermelho, e o árbitro nem falta deu. No replay, entendo que Arboleda foi de maneira limpa na bola, e Talisson quem tromba nele e cai feio.
Na sequência, Helinho (RBB) faz uma falta para Amarelo, reclama e é expulso. Como o jogo não foi reiniciado, o VAR chamou pelo lance de Arboleda e Vinícius mudou de opinião, trocando sua decisão anterior (que para mim era correta) para falta e Cartão Vermelho. Errou.
(Em tempo: os cartões amarelo e vermelho recebidos por Helinho não são cancelados, pois foram disciplinares).

Depois disso, o árbitro se perdeu. Não deu uma solada em Lincoln (RBB), deixou de marcar faltas para ambas equipes e sentiu o jogo.

Uma pena. A partida estava boa para a arbitragem e virou de cabeça para baixo.

ACRÉSCIMOS:

São Paulo X Red Bull Bragantino: Escalações, desfalques, retrospecto, onde assistir, arbitragem e palpites