– O pênalti em Gerson do Flamengo explica a arbitragem brasileira.

A – Mandaca (JUV) e Gerson (FLA) se esbarram. O flamenguista cai e o árbitro Bráulio da Silva Machado marca pênalti equivocadamente. Na cabine, há VAR, AVAR 1, AVAR 2, Assessor do VAR e Quality Management. Ainda assim conseguiu-se errar… O Twitter do Juventude publicou que “se isso é pênalti, eu sou uma Brastemp que lava e seca”.

B – Aos 45 minutos do segundo tempo, o árbitro Flávio Rodrigues de Souza marcou um pênalti inexistente para o Vitória, que foi decisivo para o triunfo do time baiano diante do Fluminense. Mano Menezes chamou o lance de “pênalti Mandrake“.

C – Ramon Abatti Abel se superou: marcou dois pênaltis inexistentes ao Palmeiras e deixou de expulsar Lucero num jogo marcado por muitos erros (vide aqui a análise dessa partida: https://wp.me/p4RTuC-11Tn).

De positivo na rodada, apenas Rodrigo José Pereira (FIFA/PE) que expulsou Rafa Silva aos 4 segundos de jogo (você não leu errado, o cruzeirense agrediu um jogador do Athletico no apito inicial). Mas repare: 

Bráulio é FIFA. Flávio é FIFA, Abatti é FIFA. Nesta rodada, tivemos 9 árbitros da FIFA escalados em 10 jogos (Marcelo de Lima Henrique, veterano e ex-FIFA, apitou Atlético Mineiro x Internacional). Indisponível apenas Paulo Zanovelli, que havia sido suspenso por 15 dias por conta do erro de direito em Fluminense x São Paulo e, após o Tricolor do Morumbi reclamar que o STJD não havia anulado o seu jogo, conseguiu como compensação mais 15 dias de gancho ao juiz (pedido feito pelo próprio time e atendido de pronto).

Se os novatos não dão conta, e os FIFAs (que são a elite da arbitragem brasileira) não resolvem, não é melhor importar árbitros? Veja que nos últimos jogos da Libertadores e da Sul-americana, os estrangeiros não tem dado problemas.

Mas um agravante: os clubes não ajudam a já fraca arbitragem. E daí veio a motivação do título desse post com a chamada do pênalti de Gerson: há 3 dias, Bruno Spindel disse: A arbitragem tem medo de errar contra os outros clubes, e não tem contra o Flamengo. O mesmo Bruno recorrigiu sua fala após o erro a favor do Mengão ontem?

Árbitro, na verdade, tem medo de errar contra time grande, contra camisa pesada e, principalmente, contra clube que tem força política. E erra-se muito no futebol brasileiro, e quem grita quando o erro é contrário, cala-se com o erro a favor.

Outro exemplo notório? Abel Ferreira, sobre os dois pênaltis inexistentes a seu favor, respondeu de maneira tranquila e serena: “Eu marcaria e você não marcaria, é interpretação”. Se fosse ao contrário… Abel, João Martins e Vitor Castanheira estariam falando do sistema, de perseguição, de melhorar o futebol, disso e daquilo, com sangue nos olhos e esbravejando aos quatro cantos. Mas como os erros foram a favor do Verdão… muda-se o tom! Que chance Abel perdeu de ser aplaudido e declarar: “já fomos prejudicados, e hoje fomos ajudados; a arbitragem é ruim sempre e precisamos melhorar”.

Além dessa pressão dos cartolas e medo de ficar fora de escalas, outros fatores explicam essa fraca arbitragem:

  • Os árbitros de hoje não têm personalidade. Ao invés de baterem no peito e assumirem suas decisões, jogam a responsabilidade à cabine do VAR, pois sabem que alguém da CA-CBF está lá, além de outros 3 elementos decidindo em um ar condicionado. Por mais que se tenham telões, a visão do árbitro em campo e o calor da partida não são reproduzidos nesses meios eletrônicos. Mas o árbitro prefere transferir a decisão…
  • A má formação dos juízes: antes se começava a apitar na cadeia (era para ganhar experiência na marra) e na várzea; hoje se inicia em Sub 11. Antes, chegar ao Morumbi, Mineirão ou Maracanã era o momento final, o auge da carreira. Hoje, pula-de da série D com a Série A com uma facilidade enorme, por falta de árbitros, e vai-se aprendendo a dirigir um jogo em estádios míticos. É como querer trocar o pneu do carro com ele rodando…
  • Privilegia-se o corpanzil, a condição atlética e a aparência do que a qualidade técnica. Quantos árbitros da altura e físico de um Emídio Marques Mesquita, Roberto Nunes Morgado ou Paulo César de Oliveira temos? Há de ser “sarado” para estar na telinha… além disso, quantos negros no apito estão na elite no país de Pelé, Garrincha, Didi, Ronaldinho Gaúcho e tantos outros grandes pretos da bola?
  • Os VARs querem ser protagonistas e participarem efusivamente do jogo. É o equivocado “reapitar a partida”, tão combatido pela FIFA, que os árbitros de vídeo insistem em praticar. Lembrando que das nações importantes no futebol, quase todas estiveram no Mundial, mas a FIFA recusou nossos VARs na última Copa do Mundo.
  • Alguém pode dizer que existem mais câmeras e isso é covardia contra o árbitro. Ao contrário, hoje ele pode usar as câmeras a seu favor! E ainda assim, o faz errado… prova da dificuldade técnica.

Enfim: nesse péssimo final de semana na arbitragem, onde a elite entrou em campo e não resolveu, insisto: nos jogos importantes, que se traga árbitros bons de fora, a fim de evitar queixas e outros problemas.

– CBF afasta árbitros que erraram pelo Brasileirão!

A informação vem de Rodrigo Mattos, do UOL: a CBF afastou Bráulio da Silva Machado, Flavio Rodrigues de Souza e Ramon Abatte Abel, pelos erros da rodada, e seus respectivos VARs.

Sobre esses lances, falamos aqui: https://professorrafaelporcari.com/2024/10/27/o-penalti-em-gerson-do-flamengo-explica-a-arbitragem-brasileira/

São todos da FIFA! Assim, faltará árbitro experiente para a próxima rodada… e, por outro lado, caminho aberto para Anderson Daronco e Rafael Claus apitarem os jogos finais da Copa do Brasil (se não errarem na próxima rodada do Brasileirão e a CBF os afastarem).

Sendo assim, fica a dica: não escale quem for apitar os jogos entre Atlético Mineiro x Flamengo pelo Brasileirão. A chance de errarem até lá, é grande.

– Os 4 lances polêmicos de Palmeiras 2×2 Fortaleza.

Como disse um amigo meu: a tarde de sábado “não foi boa para os ‘Abéis’ no futebol”. O treinador palmeirense Abel Ferreira foi criticado, bem como o árbitro Ramon Abatti Abel.

Vamos aos lances polêmicos:

1) Aos 24m: Raphael Veiga lança Flaco Lopes, que tem Titi na sua marcação. O atacante cai, mas não há falta do defensor. Repare que Titi está com o braço nas costas de Flaco, mas não o desequilibra. Flaco sente o contato e se joga, e isso tem sido lembrado pela FIFA desde 2020: nem todo puxão ou empurrão é falta, deve existir desequilíbrio real na força exercida. E o árbitro marcou pênalti… errou!

2) Aos 51m: Caio Paulista chuta para o gol, e a bola bate em Pikachu. O defensor está com o braço colado, se vira, a bola bate em sua mão de maneira natural. E aqui, tenho muita preocupação com a justificativa: “o jogador ampliou seu espaço corporal”. Ora, você só pode levar isso em consideração se for por movimento antinatural! Por movimento natural e/ou ocasional, isso não pode ser considerado. De novo, o árbitro errou… E fico pensando: o VAR chamou e sugestionou ao erro, ou o árbitro mudou de opinião por conta própria? Em ambas situações, isso é equívoco.

Repararam quanto tempo se perdeu em análises de pênalti? Não pode demorar tanto…

3) Aos 74m: Lucero dá uma cotovelada certeira no rosto de Richard Ríos. É o lance clássico para Cartão Vermelho, mas Ramon Abatti Abel/SC prefere o Cartão Amarelo. Esse é o erro crasso (cotovelada deliberada) em que o VAR Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro/RN deve pedir a revisão do cartão ao árbitro.

4) O segundo gol do Fortaleza: há a reclamação de que a jogada que iniciou a posse de bola (e resultou posteriormente num gol) foi de uma falta cobrada com a bola rolando. Não me parece! A impressão que eu tenho é que o jogador a toca quando a bola para de se mexer.

Escudos de Palmeiras e Fortaleza

Palmeiras x Fortaleza (Imagem: Rodrigo Mozelli/Olhar Digital)

– 161 anos de Futebol e 11 curiosidades.

Em 26 de outubro de 1863, findava em Londres uma vitoriosa campanha encabeçada por universitários e pelo jornalista John Cartwright: a da padronização das diversas práticas de ‘football’.

Como o esporte era jogado sob a orientação dos diversos colégios e associações esportivas, não haviam regras únicas para o futebol. Há mais de um século e meio, na Freemason’s Tavern, dessa união de esforços nasceu a “The Football Association” (a FA é a ‘CBF inglesa’), que visava, como mote maior, divulgar um único conjunto de medidas para que o jogo de futebol fosse disputado uniformemente em toda a Grã-Bretanha.

Nascia assim o livro The Simplest Play, que nada mais eram as Regras do Jogo de Futebol, com 14 capítulos.

Vamos a algumas curiosidades? Selecionei 11 itens, já que em 1870 o futebol passou a ser jogado com esse número de atletas, definido pela regra 3 até hoje.

1) As traves (Regra 1) eram compostas apenas por postes; o travessão (ou seja, a parte de cima da meta) só surgiu 2 anos mais tarde, tamanha era a confusão para se determinar se os chutes muito altos tinham sido gol ou não;

2) Infrações (Regra 12) eram resumidas como: são proibidas rasteiras, caneladas e cotoveladas, bem como golpear ou segurar a bola com a mão; simples assim!

3) Não existia a figura do árbitro (Regra 5), que só surgiu em 1868, e ficava sentado numa cadeira, na sombra, servindo para tirar as dúvidas dos capitães das equipes (que eram as pessoas que decidiam se havia alguma falta ou não em comum acordo). Somente em 1878 é que surgiu o apito, mas ainda não servia para marcar faltas, mas para avisar sobre o começo e término dos jogos. Em 1881, enfim o árbitro entrou em campo e começou a decidir sobre infrações sem a consulta de capitães, fazendo parte da regra.

4) O tempo de jogo (Regra 7) é definido em 90 minutos (1893), com intervalo e acréscimos. Antes, se desse o tempo, encerrava a partida imediatamente, quer a bola estivesse no ataque ou não.

5) O pênalti (Regra 14) surge em 1891. Até então, nas faltas próximas ao gol, os jogadores se aglomeravam em cima da linha de meta e formavam um muro sobre ela.

6) Diversas infrações poderiam deixar de serem marcadas, caso a equipe que sofresse a falta achasse que não importava a marcação. Ou seja, nascia em 1903 a “lei da vantagem” (não era o árbitro quem determinava se seguia ou não o lance).

7) O goleiro podia segurar a bola com a mão por toda a sua metade do campo. Em 1907, radicalizou-se e o arqueiro só podia colocar as mãos dentro da grande área. Mas somente em 1921 alguém teve a idéia de que eles deveriam usar roupas diferentes dos jogadores de linha, para não confundir as pessoas.

8) Preocupada com a saúde dos atletas, decidiu-se em 1924 que, se o árbitro considerasse que um jogador estivesse contundido, deveria parar o jogo para que ele fosse atendido. Antes, o lesionado deveria se arranjar sozinho para deixar o campo e o jogo não deveria ser interrompido.

9) Uma revolução aconteceu em 1925: o impedimento (Regra 11) passou a exigir que ao menos 2 atletas (antes, eram 3) estivessem dando condição para que o jogo prosseguisse.

10) Em 1938, numa ‘reengenharia’ esportiva, definiu-se as 17 regras do futebol que persistem até hoje, com algumas alterações ao longo do século.

11) Somente em 1970 permitiu-se substituições de atletas universalmente (Regra 3). Antes (desde 1966), eram permitidas somente em partidas que envolvessem clubes. Também temos a adoção dos cartões amarelos e vermelhos (Regra 12).

É claro que ao longo do século XX outras tantas modificações surgiram, como o tempo de 6 segundos da posse do goleiro com a bola nas mãos, mesma linha deixar de ser impedimento, 3ª substituição, área técnica, entre outras. E no século XXI, o VAR.

E você, teria alguma sugestão para mudanças de Regra do Futebol, no dia do seu aniversário de 161 anos?

Deixe seu comentário:

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Botafogo.

E para o confronto do Massa Bruta contra o Fogão, a CBF escalou:

Árbitro: Anderson Daronco-RS
Árbitro Assistente 1:Luanderson Lima dos Santos-BA
Árbitro Assistente 2: Victor Hugo Imazu dos Santos-PR
Quarto Árbitro: André Luiz Skettino Policarpo Bento-MG
Assessor: Ana Karina Marques Valentin-PE
VAR: Wagner Reway-ES
AVAR: Helton Nunes-SC
AVAR2: Charly Wendy Straub Deretti-SC
Observador de VAR: Renato Cardoso da Conceição-MG
Quality manager: Mikael Silva de Araújo-CBF

Repararam quanta gente de toda parte do Brasil? Difícil entrosar uma equipe de arbitragem tão diversa…

Sobre Daronco: ele aparenta estar pesado nas suas últimas atuações, e os jogos não fluem pois, especialmente no 2º tempo, os reinícios de partida são mais demorados. Apesar disso, melhorou num quesito que pecava demais: em qualquer mão na bola (movimento natural ou não-intencional) marcava pênalti, e agora ele respeita o toque ocasional.

Mesmo com as polêmicas do último domingo na Neo Química Arena, Anderson Daronco está prestigiado. Afinal, todo jogo importante Seneme está escalando os FIFAs (até porque não temos tantos árbitros à disposição).

Para essa escala, especificamente, John Textor ficará feliz: afinal, não tem queixa de jogos do árbitro gaúcho. Curiosamente, pelo Brasileirão em 2024, em jogos do Fogão, ele apitou Corinthians x Botafogo, Botafogo x Palmeiras e Botafogo x Corinthians todos com vitória do time carioca. Também em 2023 deu sorte ao time: apitou as vitórias do Botafogo contra o Corinthians e Red Bull Bragantino em casa, além da vitória contra o América fora. O resultado menos ruim foi no segundo turno, no empate em 2×2 contra o próprio Massa Bruta, fora de casa.

Uma observação: quanto mais jogos um árbitro trabalha, menos tempo para preparação física devido as escalas exigirem viagens e deslocamentos longos (será o 42º jogo dele em 2024, nas diversas competições). A corrida de um jogo não é treino, é serviço! E dar tempo ao descanso para a recuperação, é fundamental para o aprimoramento.

Enfim: em nenhuma partida a IA de Textor levantou algo contra Daronco. Desejo boa sorte ao árbitro e um ótimo jogo.

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Botafogo pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/futeboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 26/10, 19h00. Mas desde às 18h estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Duas Regras que mudaram, esquecidas, de maneira bem didática: Cruz Azul 3×2 Toluca (lembrando de Aragão no Palmeiras x Santos):

Veja esse lance didático, da 7ª Rodada do Campeonato Mexicano de 2021, onde o árbitro foi protagonista e duas regras que mudaram recentemente, foram aplicadas (é muito inusitado).

O ataque do Cruz Azul dispara em contra-ataque e vence a defesa do Toluca. Ao chutar para o gol, a bola bate na trave e sobra para o uruguaio Jhonatan Rodriguez, que vê a meta aberta e chuta para fazer seu tento. Eis que o árbitro Óscar Macias cruza a frente do atacante (um erro de posicionamento primário do juizão, nunca você deve ficar na frente da bola, mas à esquerda dela, lateralmente). A bola bate em seu calcanhar e sai… salvando o gol!

Mas o que o árbitro deve fazer nesse caso (além de pedir desculpas)?

Antes, o árbitro era neutro. Ou seja: se a bola batesse nele, o jogo continuaria (como se batesse numa trave). Temos como grande exemplo o gol que bateu eme José de Assis Aragão num Palmeiras x Santos (relembre aqui na brilhante narração de Osmar Santos, uma pérola: https://www.youtube.com/watch?v=Fk50gmXse0o).

Hoje, a regra mudou: o árbitro é um corpo estranho! Se a bola bater nele:

o jogo será paralisado pelo árbitro se a jogada virou uma situação de ataque por esse contato (e que anteriormente não era),
– idem se a bola entrar para o gol (portanto, não valeria o gol de Aragão hoje),
– idem se a posse de bola for para o adversário.

Só não será paralisada a partida se a bola bater no árbitro e acabar continuando em posse da equipe, sem ter mudado para uma situação de ataque.

E aí vem a outra mudança, mais silenciosa, que pouca gente não percebeu: extinguiu-se disputa de bola num “bola ao chão”!

Veja que curioso: quando a bola batia num corpo estranho, a partida era paralisada imediatamente, você chamava atletas das duas equipes e soltava a bola ao chão. Isso mudou:

– se uma bola bater num corpo estranho e esse toque não tiver algum prejuízo, segue o jogo sem paralisação;
– se o toque for relevante, paralisa-se a partida, reinicia-se com bola ao chão para quem tocou por último na bola (o que é mais justo). O adversário tem que ficar a 4 metros de distância (bem como os companheiros de quem vai reiniciar o jogo com o bola ao chão).
se a bola bater no árbitro na grande área (e é uma exceção da regra), o bola ao chão é sumariamente ao goleiro.

Também não é mais permitido que quem cobre o bola ao chão, faça um gol. O motivo é: muitas vezes, dois atletas estavam esperando a bola cair ao chão e alguém, por Fair Play, dizia que devolveria a bola ao goleiro. Na prática, ele enganava o adversário, dominava essa bola, partia para o ataque e fazia um gol (e o “pau comia”). Hoje, isso não ocorre mais, já que só se pode fazer um gol após dois jogadores tocarem na bola depois do reinício de bola ao chão.

Pergunto: não seria legal se a FIFA explicasse melhor esses detalhes “escondidos” da regra?

Veja o lance, em: https://www.youtube.com/watch?v=AnDePZDqJ9w

Se quiser salvar o vídeo, abaixo:

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Botafogo.

E para o confronto do Massa Bruta contra o Fogão, a CBF escalou:

Árbitro: Anderson Daronco-RS
Árbitro Assistente 1:Luanderson Lima dos Santos-BA
Árbitro Assistente 2: Victor Hugo Imazu dos Santos-PR
Quarto Árbitro: André Luiz Skettino Policarpo Bento-MG
Assessor: Ana Karina Marques Valentin-PE
VAR: Wagner Reway-ES
AVAR: Helton Nunes-SC
AVAR2: Charly Wendy Straub Deretti-SC
Observador de VAR: Renato Cardoso da Conceição-MG
Quality manager: Mikael Silva de Araújo-CBF

Repararam quanta gente de toda parte do Brasil? Difícil entrosar uma equipe de arbitragem tão diversa…

Sobre Daronco: ele aparenta estar pesado nas suas últimas atuações, e os jogos não fluem pois, especialmente no 2º tempo, os reinícios de partida são mais demorados. Apesar disso, melhorou num quesito que pecava demais: em qualquer mão na bola (movimento natural ou não-intencional) marcava pênalti, e agora ele respeita o toque ocasional.

Mesmo com as polêmicas do último domingo na Neo Química Arena, Anderson Daronco está prestigiado. Afinal, todo jogo importante Seneme está escalando os FIFAs (até porque não temos tantos árbitros à disposição).

Para essa escala, especificamente, John Textor ficará feliz: afinal, não tem queixa de jogos do árbitro gaúcho. Curiosamente, pelo Brasileirão em 2024, em jogos do Fogão, ele apitou Corinthians x Botafogo, Botafogo x Palmeiras e Botafogo x Corinthians todos com vitória do time carioca. Também em 2023 deu sorte ao time: apitou as vitórias do Botafogo contra o Corinthians e Red Bull Bragantino em casa, além da vitória contra o América fora. O resultado menos ruim foi no segundo turno, no empate em 2×2 contra o próprio Massa Bruta, fora de casa.

Uma observação: quanto mais jogos um árbitro trabalha, menos tempo para preparação física devido as escalas exigirem viagens e deslocamentos longos (será o 42º jogo dele em 2024, nas diversas competições). A corrida de um jogo não é treino, é serviço! E dar tempo ao descanso para a recuperação, é fundamental para o aprimoramento.

Enfim: em nenhuma partida a IA de Textor levantou algo contra Daronco. Desejo boa sorte ao árbitro e um ótimo jogo.

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Botafogo pela Rádio Futebol Total, acessando:
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ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 26/10, 19h00. Mas desde às 18h estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Duas Regras que mudaram, esquecidas, de maneira bem didática: Cruz Azul 3×2 Toluca (lembrando de Aragão no Palmeiras x Santos):

Veja esse lance didático, da 7ª Rodada do Campeonato Mexicano de 2021, onde o árbitro foi protagonista e duas regras que mudaram recentemente, foram aplicadas (é muito inusitado).

O ataque do Cruz Azul dispara em contra-ataque e vence a defesa do Toluca. Ao chutar para o gol, a bola bate na trave e sobra para o uruguaio Jhonatan Rodriguez, que vê a meta aberta e chuta para fazer seu tento. Eis que o árbitro Óscar Macias cruza a frente do atacante (um erro de posicionamento primário do juizão, nunca você deve ficar na frente da bola, mas à esquerda dela, lateralmente). A bola bate em seu calcanhar e sai… salvando o gol!

Mas o que o árbitro deve fazer nesse caso (além de pedir desculpas)?

Antes, o árbitro era neutro. Ou seja: se a bola batesse nele, o jogo continuaria (como se batesse numa trave). Temos como grande exemplo o gol que bateu eme José de Assis Aragão num Palmeiras x Santos (relembre aqui na brilhante narração de Osmar Santos, uma pérola: https://www.youtube.com/watch?v=Fk50gmXse0o).

Hoje, a regra mudou: o árbitro é um corpo estranho! Se a bola bater nele:

o jogo será paralisado pelo árbitro se a jogada virou uma situação de ataque por esse contato (e que anteriormente não era),
– idem se a bola entrar para o gol (portanto, não valeria o gol de Aragão hoje),
– idem se a posse de bola for para o adversário.

Só não será paralisada a partida se a bola bater no árbitro e acabar continuando em posse da equipe, sem ter mudado para uma situação de ataque.

E aí vem a outra mudança, mais silenciosa, que pouca gente não percebeu: extinguiu-se disputa de bola num “bola ao chão”!

Veja que curioso: quando a bola batia num corpo estranho, a partida era paralisada imediatamente, você chamava atletas das duas equipes e soltava a bola ao chão. Isso mudou:

– se uma bola bater num corpo estranho e esse toque não tiver algum prejuízo, segue o jogo sem paralisação;
– se o toque for relevante, paralisa-se a partida, reinicia-se com bola ao chão para quem tocou por último na bola (o que é mais justo). O adversário tem que ficar a 4 metros de distância (bem como os companheiros de quem vai reiniciar o jogo com o bola ao chão).
se a bola bater no árbitro na grande área (e é uma exceção da regra), o bola ao chão é sumariamente ao goleiro.

Também não é mais permitido que quem cobre o bola ao chão, faça um gol. O motivo é: muitas vezes, dois atletas estavam esperando a bola cair ao chão e alguém, por Fair Play, dizia que devolveria a bola ao goleiro. Na prática, ele enganava o adversário, dominava essa bola, partia para o ataque e fazia um gol (e o “pau comia”). Hoje, isso não ocorre mais, já que só se pode fazer um gol após dois jogadores tocarem na bola depois do reinício de bola ao chão.

Pergunto: não seria legal se a FIFA explicasse melhor esses detalhes “escondidos” da regra?

Veja o lance, em: https://www.youtube.com/watch?v=AnDePZDqJ9w

Se quiser salvar o vídeo, abaixo:

– É preciso falar: o VAR quebra a dinâmica do futebol!

No último sábado, Ramon Abatti Abel representou perfeitamente o espírito da arbitragem brasileira atual, desde a introdução do VAR: o de transferir a responsabilidade de lances para  cabine.

Em Vasco x Atlético Mineiro, Otávio colocou a mão na bola intencionalmente. Não foi movimento nem natural, nem antinatural. Foi deliberado!

O árbitro deve marcar pênalti, e não há o que contestar. O VAR, como sugere o protocolo, fez a revisão. Mas ficamos vários minutos esperando o árbitro de vídeo decidir alguma coisa, e ainda assim Abatti foi ao monitor. Perdeu-se um tempão enorme, desnecessariamente. Lance claro, sem dúvida alguma, e o próprio árbitro foi ver a decisão dele para um possível momento de se “reapitar” o jogo.

É justamente isso que a FIFA não quer: se surgir uma dúvida (e esse lance não era duvidoso), mantenha-se a decisão de campo. Se o lance for claro (como foi), agilize-se a partida. Porém, nenhum juiz quer bater no peito e assumir o lance. Deixe para a equipe de VAR, com seus AVARs e demais membros no ar-condicionado…

Tanta demora causa apreensão, traz nervosismo e tensão maior à partida, além de que quebra o ritmo de jogo das equipes e acaba com toda a dinâmica. 

Fico pensando: nos Jogos Olímpicos, tivemos um outro Ramon Abatti Abel apitando. O que houve com ele, que lá em Paris não sucumbia ao VAR?

Arte: Olhar Digital

– Árbitro pode receber camisa de time de futebol?

Sobre a polêmica de Anderson Daronco ter recebido ou não uma camisa do Flamengo, saiba como os clubes agem e o que a CBF pede, em: https://youtu.be/pGSrw5zSw7g?si=qw_7PDPetsQgUHf6

– 28m, Corinthians 0(0)x(1)0 Flamengo: Cartão Vermelho correto e Cartão Amarelo irregular.

Dois lances polêmicos no primeiro tempo:

O que a Regra diz, de maneira bem didática, quanto a expulsão de Bruno Henrique:

  • Você não pode disputar uma bola com o pé alto, levando perigo ao seu adversário com a sola. Se o fizer:
  1. Se não atingir o seu adversário, é tiro livre indireto (falta em dois lances, sem cartão).
  2. Se atingir “de raspão”, “ao lado”, “sem precisão”, “de leve”, é tiro livre direto e cartão amarelo.
  3. Se atingir “em cheio” (voluntariamente ou não, pois reforce-se, mesmo sem querer é proibido erguer o pé daquela forma) é para cartão vermelho.

Recordo-me de um lance muito parecido: Adriano Imperador,  num amistoso da Seleção Brasileira contra a Coreia do Sul, em atitude semelhante (também expulso).

IMPORTANTE: o lance de Gustavo Henrique, aos 21m, agarrando Arrascaeta.

O atacante está indo em direção ao gol. Não corta para o lado, nada que possa dizer que ele não irá ficar apenas com o goleiro para finalizar. Não há adversário que possa chegar a tempo para tentar interceptá-lo. Sendo assim: situação clara e manifesta de gol, lance para Cartão Vermelho (Daronco erra e dá Amarelo).

A pergunta é: com quase 70 minutos a serem jogados, como seria o jogo se o Corinthians ficasse com 10 atletas?

– É preciso falar: o VAR quebra a dinâmica do futebol!

No último sábado, Ramon Abatti Abel representou perfeitamente o espírito da arbitragem brasileira atual, desde a introdução do VAR: o de transferir a responsabilidade de lances para  cabine.

Em Vasco x Atlético Mineiro, Otávio colocou a mão na bola intencionalmente. Não foi movimento nem natural, nem antinatural. Foi deliberado!

O árbitro deve marcar pênalti, e não há o que contestar. O VAR, como sugere o protocolo, fez a revisão. Mas ficamos vários minutos esperando o árbitro de vídeo decidir alguma coisa, e ainda assim Abatti foi ao monitor. Perdeu-se um tempão enorme, desnecessariamente. Lance claro, sem dúvida alguma, e o próprio árbitro foi ver a decisão dele para um possível momento de se “reapitar” o jogo.

É justamente isso que a FIFA não quer: se surgir uma dúvida (e esse lance não era duvidoso), mantenha-se a decisão de campo. Se o lance for claro (como foi), agilize-se a partida. Porém, nenhum juiz quer bater no peito e assumir o lance. Deixe para a equipe de VAR, com seus AVARs e demais membros no ar-condicionado…

Tanta demora causa apreensão, traz nervosismo e tensão maior à partida, além de que quebra o ritmo de jogo das equipes e acaba com toda a dinâmica. 

Fico pensando: nos Jogos Olímpicos, tivemos um outro Ramon Abatti Abel apitando. O que houve com ele, que lá em Paris não sucumbia ao VAR?

Arte: Olhar Digital

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Vitória x Red Bull Bragantino.

E para o confronto do Massa Bruta contra o Leão, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Dênis da Silva Ribeiro Serafim – AL
Árbitro Assistente 1: Eduardo Goncalves da Cruz- MS
Árbitro Assistente 2: Luís Filipe Gonçalves Corrêa – PB
Quarto Árbitro: Joanilson Scarcella de Lima – CE
Assessor: Sérgio Cristiano do Nascimento – RJ
VAR: Igor Junio Benevenuto de Oliveira – MG
AVAR: Marcus Vinícius Gomes – MG
AVAR2: Elmo Alves Resende Cunha – GO
Observador de VAR: José Antonio Chaves Franco Filho – RS
Quality manager: Tatiana Pacheco Lima Guedes – CBF

Dênis tem 39 anos e costuma apitar jogos da série B com bastante frequência. Todo ano, ele é premiado com 1 ou 2 jogos da Série A, mas não se firma na divisão. No ano passado, apitou sem problemas Red Bull Bragantino 1×2 Fortaleza. Em 2024, apitou Red Bull Bragantino x Athletico, e agora volta à série A, novamente em um jogo do Massa Bruta.

Ele costuma deixar o jogo correr e não aplica muitos cartões. Não tem tido problemas em campo.

Curiosidade: em 2021, Dênis (que sofre de incontinência urinária) precisou parar um jogo da Copa do Brasil e fazer xixi em campo. Vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-2Ml.

Acompanhe conosco o jogo entre Vitória x Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 19/10, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Vitória x Red Bull Bragantino.

E para o confronto do Massa Bruta contra o Leão, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Dênis da Silva Ribeiro Serafim – AL
Árbitro Assistente 1: Eduardo Goncalves da Cruz- MS
Árbitro Assistente 2: Luís Filipe Gonçalves Corrêa – PB
Quarto Árbitro: Joanilson Scarcella de Lima – CE
Assessor: Sérgio Cristiano do Nascimento – RJ
VAR: Igor Junio Benevenuto de Oliveira – MG
AVAR: Marcus Vinícius Gomes – MG
AVAR2: Elmo Alves Resende Cunha – GO
Observador de VAR: José Antonio Chaves Franco Filho – RS
Quality manager: Tatiana Pacheco Lima Guedes – CBF

Dênis tem 39 anos e costuma apitar jogos da série B com bastante frequência. Todo ano, ele é premiado com 1 ou 2 jogos da Série A, mas não se firma na divisão. No ano passado, apitou sem problemas Red Bull Bragantino 1×2 Fortaleza. Em 2024, apitou Red Bull Bragantino x Athletico, e agora volta à série A, novamente em um jogo do Massa Bruta.

Ele costuma deixar o jogo correr e não aplica muitos cartões. Não tem tido problemas em campo.

Curiosidade: em 2021, Dênis (que sofre de incontinência urinária) precisou parar um jogo da Copa do Brasil e fazer xixi em campo. Vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-2Ml.

Acompanhe conosco o jogo entre Vitória x Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 19/10, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Leozinho é diferente de Jabá!

Um dia, o árbitro Leonardo Gaciba advertiu com cartão amarelo o jogador Jabá, do Coritiba, por drible debochado. Considerada “atitude antidesportiva” pelo então juiz e hoje comentarista, o fato rendeu muita polêmica.

Relembre em: https://ge.globo.com/google/amp/pr/futebol/times/coritiba/noticia/2022/05/12/conta-ai-o-dia-em-que-um-jogador-do-coritiba-foi-punido-por-um-drible.ghtml

Acontece que Leozinho, do Ituano, tentou uma carretilha igual a de Falcão, do Futsal, no confronto contra o Guarani (Série B do Brasileirão). E o “pau quebrou”, com os bugrinos tentando bater no adversário.

Depois de muita confusão, o árbitro Lucas Canetto Belotte aplicou o Cartão Amarelo a Leozinho, trazendo nova revolta (agora, pelos jogadores do Ituano).

Entretanto, há um grande equívoco: na súmula, não consta uma “punição por finta antidesportiva” como no caso do Jabá, e sim por “provocação verbal”.

Ainda assim, fica a questão subjetiva: o atleta tentou uma carretilha visando o ataque, quase apanha e ainda assim leva o cartão amarelo? Qual foi a provocação? Ou foi uma resposta à tentativa de agressão que sofreu de vários atletas?

Está difícil a nossa arbitragem discernir o que é “do futebol” e o que é “mi-mi-mi”.

Aliás, também está chato ver zagueiro ditando o que um atacante pode ou não fazer, né?

– Leozinho é diferente de Jabá!

Um dia, o árbitro Leonardo Gaciba advertiu com cartão amarelo o jogador Jabá, do Coritiba, por drible debochado. Considerada “atitude antidesportiva” pelo então juiz e hoje comentarista, o fato rendeu muita polêmica.

Relembre em: https://ge.globo.com/google/amp/pr/futebol/times/coritiba/noticia/2022/05/12/conta-ai-o-dia-em-que-um-jogador-do-coritiba-foi-punido-por-um-drible.ghtml

Acontece que Leozinho, do Ituano, tentou uma carretilha igual a de Falcão, do Futsal, no confronto contra o Guarani (Série B do Brasileirão). E o “pau quebrou”, com os bugrinos tentando bater no adversário.

Depois de muita confusão, o árbitro Lucas Canetto Belotte aplicou o Cartão Amarelo a Leozinho, trazendo nova revolta (agora, pelos jogadores do Ituano).

Entretanto, há um grande equívoco: na súmula, não consta uma “punição por finta antidesportiva” como no caso do Jabá, e sim por “provocação verbal”.

Ainda assim, fica a questão subjetiva: o atleta tentou uma carretilha visando o ataque, quase apanha e ainda assim leva o cartão amarelo? Qual foi a provocação? Ou foi uma resposta à tentativa de agressão que sofreu de vários atletas?

Está difícil a nossa arbitragem discernir o que é “do futebol” e o que é “mi-mi-mi”.

Aliás, também está chato ver zagueiro ditando o que um atacante pode ou não fazer, né?

– E o Cacá?

Um lance que me assustou: Cacá, do Corinthians, deu uma entrada violenta em Valência, do Internacional, e o árbitro Torezin não deu Cartão Vermelho!

Sinceramente, deve ter sido o lance bizarro da rodada… Lamentável.

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Palmeiras.

E para o confronto do Massa Bruta contra o Verdão, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Bráulio da Silva Machado – SC
Árbitro Assistente 1: Bruno Raphael Pires – GO
Árbitro Assistente 2: Eduardo Goncalves da Cruz – MS
Quarto Árbitro: Yuri Elino Ferreira da Cruz – RJ
VAR: Paulo Renato Moreira da Silva Coelho – RJ
AVAR: Helen Aparecida Goncalves Silva Araujo – MG
AVAR2: Jose Mendonca da Silva Junior – RJ
Quality manager: Tatiana Pacheco Lima Guedes – RJ

Importante: o carioca Alex Stefano estava escalado para esse jogo. Entretanto, ele já tinha apitado no domingo o jogo do Bragantino contra o Juventude. Como não pode repetir árbitro sequencialmente, a CBF colocou que o árbitro não poderia trabalhar por motivo de indisponibilidade dele. Nada disso… foi “cáca” da própria Comissão de Árbitros, que não se atentou a isso.

Bráulio, como é sabido, é um árbitro que sempre está em bons jogos por conta de ser da FIFA, além de ser de um estado que não tem times grandes. Tecnicamente razoável, oscila muito em campo. Diminuiu a quantidade de pênaltis “de queimada” que marcava, aprendeu a deixar o jogo rolar mais, mas ainda peca na questão de indisciplina, exagerando na autoridade dentro de campo.

Como fato negativo, o torcedor bragantino lembrará, a expulsão espalhafatosa de Eric Ramires e a péssima atuação em Red Bull Bragantino 0x3 Cruzeiro, onde Pedro Caixinha foi “vigiado” por Bráulio.

Torço para um bom jogo e uma boa arbitragem.

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– 15 dias de gancho para Zanovelli. O São Paulo conseguirá anular o jogo contra o Fluminense?

Por Erro de Direito em Fluminense 2×0 São Paulo, o árbitro Paulo Zanovelli pegou 15 dias de suspensão (determinado pelo STJD). Ele justificou que houve problemas de comunicação com o VAR, por isso ocorreu o equívoco…

Não foi bem assim. Veja o vídeo em: https://professorrafaelporcari.com/2024/09/08/confirmado-erro-de-direito-em-fluminense-2×0-sao-paulo-so-nao-cancela-o-jogo-se-nao-quiser-2/

Resta saber: o Tricolor Paulista conseguirá anular o jogo contra o Tricolor Carioca? Em tese, deveria. Mas se justificará qualquer coisa para não fazê-lo, pois não há data no calendário.

(Foto de Wagner Meier/Getty Images)

Crédito: Wagner Meier/Getty Images, extraído de Esporte News Mundo em https://www.terra.com.br/esportes/futebol/arbitro-paulo-cesar-zanovelli-de-fluminense-x-sao-paulo-e-denunciado-pelo-stjd-por-descumprimento-de-regras-do-futebol,8950a3f57bbf994febc9de04a95a28c4ddyz32vu.html

– No Flamengo 1X0 Corinthians, se…

Se o torcedor confiasse na qualidade do VAR,

Se tivéssemos uma tecnologia melhor,

Se ocorresse um histórico positivo da arbitragem,

Se as imagens de revisão fossem em 3D como as da Copa do Mundo,

Se fosse em paralelas melhores e em outro ângulo,

Não estaríamos discutindo: Gabigol não parece estar em posição legal, com o calcanhar do corintiano dando condição a ele, pois o ombro (que é a última parte jogável) estando atrás da linha?

Fico em dúvida no frame e no traçado, na alça tracejada… não se pode “deixar de discutir” esse lance e em dúvida, manter a decisão de campo (como orienta o Protocolo).

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Palmeiras.

E para o confronto do Massa Bruta contra o Verdão, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Bráulio da Silva Machado – SC
Árbitro Assistente 1: Bruno Raphael Pires – GO
Árbitro Assistente 2: Eduardo Goncalves da Cruz – MS
Quarto Árbitro: Yuri Elino Ferreira da Cruz – RJ
VAR: Paulo Renato Moreira da Silva Coelho – RJ
AVAR: Helen Aparecida Goncalves Silva Araujo – MG
AVAR2: Jose Mendonca da Silva Junior – RJ
Quality manager: Tatiana Pacheco Lima Guedes – RJ

Importante: o carioca Alex Stefano estava escalado para esse jogo. Entretanto, ele já tinha apitado no domingo o jogo do Bragantino contra o Juventude. Como não pode repetir árbitro sequencialmente, a CBF colocou que o árbitro não poderia trabalhar por motivo de indisponibilidade dele. Nada disso… foi “cáca” da própria Comissão de Árbitros, que não se atentou a isso.

Bráulio, como é sabido, é um árbitro que sempre está em bons jogos por conta de ser da FIFA, além de ser de um estado que não tem times grandes. Tecnicamente razoável, oscila muito em campo. Diminuiu a quantidade de pênaltis “de queimada” que marcava, aprendeu a deixar o jogo rolar mais, mas ainda peca na questão de indisciplina, exagerando na autoridade dentro de campo.

Como fato negativo, o torcedor bragantino lembrará, a expulsão espalhafatosa de Eric Ramires e a péssima atuação em Red Bull Bragantino 0x3 Cruzeiro, onde Pedro Caixinha foi “vigiado” por Bráulio.

Torço para um bom jogo e uma boa arbitragem.

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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 05/10, 16h30. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Os lances polêmicos de São Paulo 3×1 Corinthians.

Lance 1- Pênalti de Fagner em Carelli: o sãopaulino consegue fazer a jogada (talvez por isso o árbitro Rafael Rodrigo Klein não tenha marcado imediatamente). Mas, na sequência, o corintiano (que tinha perdido o tempo da bola) pisa na sua perna ao errar o bote, já sem bola. Acerto do VAR Daniel Nobre Bins (Fágner já tinha Amarelo e corretamente recebeu o outro Amarelo).

Lance 2- Rafinha vai disputar uma bola com Yuri Alberto, e o faz de uma maneira muito forte, levando risco ao adversário. Eu entendo ter sido um carrinho frontal (portanto, para Cartão Vermelho, como manda a regra do jogo). Entretanto, o árbitro entende ser Ação Temerária (sendo assim, Amarelo). Respeito essa interpretação, mas discordo.

Lance 3- Ramalho atinge fora do lance de jogo Luciano com uma cotovelada. Foi deliberado (bem diferente do ocorrido no mesmo Mané Garrincha, em Botafogo 0x0 Grêmio – vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2024/09/29/botafogo-0x0-gremio-e-a-expulsao-de-monsalve-equivocada/). Acertou o árbitro ao expulsar (novamente, com acerto do VAR).

O ponto negativo da partida: o péssimo comportamento dos atletas. Qualquer lance, os jogadores simulam agressão, reclamam e atrapalham a arbitragem (que nessa partida, foi bem). É desgostoso assistir um jogo tão reclamado como esse.

ATUALIZAÇÃO: Em tempo: apareceu nas redes sociais um lance em que André Ramalho agarra Calleri, que tenta se soltar mas o faz com uma agressão no rosto do corintiano. Era para Cartão Vermelho também.

São Paulo x Corinthians ao vivo: horário e onde assistir ao jogo do Brasileirão

Imagem extraída de Tech Tudo.

– Botafogo 0x0 Grêmio: e a expulsão de Monsalve (equivocada)?

Lance polêmico no Mané Guarrincha: Monsalve (Grêmio) agride ou não Vitinho (Botafogo)?

O braço esquerdo do gremista atinge na altura do rosto o botafoguense. Não é uma cotovelada ou uma agressão, é uma tentativa de se desvencilhar. Mas Vitinho vai ao chão e simula ter sido agredido. Mesmo com a existência do VAR, o árbitro Maguielson Lima Barbosa – DF (que costuma ter altos e baixos nas várias oportunidades que têm) o expulsa (de maneira errada).

Nosso grande problema continua sendo a falta de critério da arbitragem

Ops: o que a IA de Textor dirá sobre esse lance, em específico?

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Juventude x Red Bull Bragantino.

E para o confronto do Massa Bruta contra o Juventude em Caxias do Sul,

Árbitro: Alex Gomes Stéfano -RJ
Árbitro Assistente 1: Alessandro Álvaro Rocha de Matos -BA
Árbitro Assistente 2: Thiago Rosa de Oliveira -RJ
Quarto Árbitro: Bruno Mota Correa – RJ
Assessor: Simone Xavier de Paula e Silva – RJ
VAR: Rodolpho Toski Marques – PR
AVAR: Marcus Vinicius Gomes – MG
AVAR2: Thayslane de Melo Costa – SE
Observador de VAR: Rodrigo Pereira JóiaRJ
Quality manager: Nayara Pereira dos Santos – RJ

Alex tem 36 anos e já apitou 13 jogos no Brasileirão da série A em 2024. Seneme lhe tem dado boas oportunidades, e ele tem aproveitado.

Em jogos do Red Bull Bragantino, apenas uma partida trabalhada: a derrota por 2×1 em casa, diante do Fortaleza.

Diferente do começo do ano, onde ele estava mais preso em campo, agora Alex Stefano tem deixado as partidas correrem mais, não marcando qualquer tipo de falta. Uma evolução, visando aumento de tempo de bola rolando.

Torço para um bom jogo e uma boa arbitragem.

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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 29/09, 11h00. Mas desde às 10h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Juventude x Red Bull Bragantino.

E para o confronto do Massa Bruta contra o Juventude em Caxias do Sul,

Árbitro: Alex Gomes Stéfano -RJ
Árbitro Assistente 1: Alessandro Álvaro Rocha de Matos -BA
Árbitro Assistente 2: Thiago Rosa de Oliveira -RJ
Quarto Árbitro: Bruno Mota Correa – RJ
Assessor: Simone Xavier de Paula e Silva – RJ
VAR: Rodolpho Toski Marques – PR
AVAR: Marcus Vinicius Gomes – MG
AVAR2: Thayslane de Melo Costa – SE
Observador de VAR: Rodrigo Pereira JóiaRJ
Quality manager: Nayara Pereira dos Santos – RJ

Alex tem 36 anos e já apitou 13 jogos no Brasileirão da série A em 2024. Seneme lhe tem dado boas oportunidades, e ele tem aproveitado.

Em jogos do Red Bull Bragantino, apenas uma partida trabalhada: a derrota por 2×1 em casa, diante do Fortaleza.

Diferente do começo do ano, onde ele estava mais preso em campo, agora Alex Stefano tem deixado as partidas correrem mais, não marcando qualquer tipo de falta. Uma evolução, visando aumento de tempo de bola rolando.

Torço para um bom jogo e uma boa arbitragem.

Acompanhe conosco o jogo entre Juventude x Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
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– O que influencia um árbitro de futebol na sua tomada de decisão?

Repost de Abril / 2012, mas muito atual…

Vejam só: estupendo trabalho de pesquisa, publicado pelo ótimo site da Universidade do Futebol (citação abaixo), mostra: numa partida de futebol, o árbitro é influenciado por:

1) Presença de barulho da multidão condicionando a marcação de infrações (um árbitro inexperiente deixa de marcar faltas do time da casa, mas continua marcando as do time visitante).

2) desvantagem do time anfitrião no marcador (a intimidação à agressão levaria um árbitro a ser mais caseiro),

3) tempo de acréscimo (menor ou maior conforme o controle do árbitro na partida) e

4) pagamentos sociais, que têm relação direta com a atuação (o reconhecimento à sua atuação, valorização da carreira e do nome).

Além disso, há outras explicações sobre motivação e desmotivação da carreira.

Abaixo, extraído da Universidade do Futebol, em: http://is.gd/ZMc7Y1

Importante: o trabalho não levou em conta Influência de Dirigentes / Clubes / Federações.

E você, o que acha dos dados acima e das explicações que estão abaixo?

FATORES QUE PODEM INTERFERIR NA TOMADA DE DECISÃO DO ÁRBITRO DE FUTEBOL

Por Alberto Inácio da Silva* e Mario Cesar Oliveira**

Os árbitros de futebol são preparados para interpretar as regras do futebol de forma imparcial durante uma partida. Porém, eles podem mostrar um poder discricionário considerável, em particular ao acrescentar tempo extra, marcar penalidades, usar os cartões amarelos ou vermelhos e decidir os tiros livres ou impedimentos. Como consequência, os árbitros têm uma influência muito importante no resultado final de uma partida de futebol.

Vários estudos publicados em revistas científicas demonstraram uma gama de fatores que podem interferir na toma de decisão do árbitro no transcorrer de uma partida. Portanto, o objetivo deste trabalho foi fazer um levantamento destes estudos e apresentar de forma resumida suas conclusões.

Recentemente o técnico de futebol Vanderlei Luxemburgo comentou em várias emissoras de televisão que ele havia observado e tinha gravado em uma fita de vídeo uma partida de futebol sem a presença de torcedores. Nesta partida o árbitro apresentou menos cartões e várias faltas sinalizadas pelos árbitros quando o estádio esta cheio de torcedores lá não foram marcadas. Ou seja, na prática ele observou que o comportamento do árbitro durante uma partida sem torcida era totalmente diferente do seu comportamento quando o estádio estava tomado por uma multidão. Esta observação foi objeto de alguns estudos.

A presença do barulho da multidão tem efeito dramático nas decisões tomadas pelos árbitros. Nevill et al. (2002) forneceram evidência experimental de que os árbitros de futebol são afetados pelo barulho da torcida. Eles mostraram algumas disputas de bola ocorridas em jogos da Primeira Liga Inglesa, gravadas em vídeo, para dois grupos de árbitros qualificados que tiveram que decidir se marcariam ou não uma falta. Um grupo assistiu o videoteipe sem o barulho da torcida, enquanto o outro grupo ouviu o barulho. Aqueles que enfrentavam os desafios com o barulho da multidão de fundo ficavam mais inseguros no momento de tomar a decisão e marcaram significativamente menos faltas (15,5%) contra o time da casa, quando comparado com os que assistiram em silêncio. É notável que as decisões tomadas pelo grupo de árbitros que ouviu o barulho estejam significativamente mais de acordo com as decisões tomadas pelo árbitro original da partida do que as decisões tomadas pelo grupo que assistiu as entradas silenciosamente.

Com respeito a um julgamento tendencioso em potencial na tomada de decisão, o árbitro pode colocar importância igual na informação audível da torcida e na informação visual, levando a desequilíbrio de decisões a favor do time da casa. Pesquisas anteriores sugerem que a experiência pode ajudar a reduzir potencialmente efeitos negativos de estresse no desempenho (Janelle et al., 1999; Williams e Elliott, 1999). Árbitros experientes provavelmente teriam maior controle sobre suas emoções (Hardy et al., 1996) e bases de conhecimento de tarefa específica ampliadas que facilitam a tomada de decisão com habilidade em ambientes com alto nível de estresse (Williams et al., 1999).

De forma interessante, o estudo de Nevill et al. (2002) indicou que o efeito dominante do barulho da torcida era para reduzir significativamente o número de infrações marcadas contra o time da casa, em lugar de aumentar o número de infrações contra o time visitante.

Dado que fazer uma marcação ruim e o barulho da torcida elevarão os níveis de tensão nos árbitros do grupo exposto ao barulho, de modo semelhante ao do árbitro da partida (fontes de tensão percebidas como difíceis de controlar), a estratégia para lidar com isso é provavelmente evitá-la. Como é provável que a torcida deixe claro que eles sentem que a decisão foi ‘errada’, evitar isso poderia ser interpretado como simplesmente não tomar a decisão impopular para penalizar o time da casa ao avaliar os desafios menos claros ou contenciosos. Sempre que um jogador da casa comete uma infração, a reação da torcida é capaz de ativar uma tensão potente de fazer marcação ruim, assim aumentando o nível de incerteza ou indecisão dos árbitros, resultando em nenhuma decisão (evitar) e menos infrações contra o time de casa (Nevill et al., 2002).

Observa-se constantemente na imprensa algumas pessoas palpitando que seria prudente interromper o jogo em determinados lances para que uma equipe decidisse o lance. Desta forma, seria prudente que, se os corpos administrativos, como a Fédération Internationale de Football Association (FIFA), considerarem empregar o replay do vídeo para ajudar os árbitros em campo, fosse empregado mais de um árbitro para ajudar a julgar tais replays contenciosos e, mais importante: os árbitros deveriam julgar em uma cabine à prova de som, evitando a influência da torcida.

Nos estudos apresentados acima, houve um desequilíbrio significativo nas decisões tomadas, por árbitros experientes, com e sem barulho da torcida, demonstrando que árbitros mais experientes são menos afetados pelas vaias da torcida. Os anos de experiência tiveram efeito significativo no número de infrações marcadas pelos árbitros contra os jogadores do time da casa, aumentando com os anos de experiência até um pico aos 16 anos de experiência (aproximadamente) e, depois disso, foi observado um declínio (Nevill et al., 2002). O outro efeito principal da experiência do árbitro foi aumentar significativamente o número de decisões incertas pelos árbitros experientes, ou seja, mais velhos.

Dohmen (2008) afirma que sociólogos e psicólogos sociais reconhecem que as decisões dos indivíduos não só são governadas pelos pagamentos materiais (dinheiro), mas também por pagamentos sociais (reconhecimento) não-materiais que surgem no ambiente social dos tomadores de decisão; por exemplo, na forma de aprovação social ou de sanções sociais. Este tipo de pressão social pode fazer com que os árbitros tomem decisões que acomodem as preferências de um grupo social (torcida) até mesmo se eles não estiverem de acordo com os próprios interesses do tomador de decisões (árbitro). Dohmen (2008) se refere a este ponto de vista como a “hipótese da pressão social”.

Em uma partida de futebol, é de interesse particular do árbitro ser imparcial, enquanto os torcedores querem o sucesso de seu time e, portanto, deveriam ter interesse em trabalhar por um objetivo comum, entretanto contestam as decisões do árbitro que não favorecem seu time e aprovando somente as decisões favoráveis, em uma atitude totalmente parcial e irracional.

Dohmen (2008) desenvolveu estudo que forneceu evidência complementar do comportamento tendencioso do árbitro com base nos dados de 3.519 jogos da Primeira Bundesliga (Campeonato Alemão), que apóia a visão de que o ambiente social pode afetar as decisões do árbitro. A análise empírica que confirma que árbitros profissionais que são designados e pagos pela Associação de Futebol Alemão (DFB) e de quem se espera que sejam imparciais, na realidade sistematicamente favorecem o time da casa. O favoritismo é manifestado no tempo de acréscimo, marcação de gols e cobranças de pênalti. Os dados também forneceram evidências de que características da torcida, tais como a composição da torcida e a distância do campo de futebol que esta se posiciona, prejudicam as decisões dos árbitros, de forma que é consistente com a hipótese de pressão social; quer dizer, que as forças sociais influenciam o comportamento do árbitro.

Dohmen (2008) relata que a extensão do comportamento tendencioso depende da composição da torcida: a parcialidade da casa tende a ser menor quando mais partidários do time visitante assistem à partida. Isto é consistente com a ideia de que a aprovação social e as sanções sociais têm efeito de valor contrário em recompensas sociais líquidas. Os partidários de cada time, que têm o interesse comum, que o time preferido deles alcance sucesso, trabalham para este objetivo aclamando decisões favoráveis do árbitro e expressando descontentamento com as decisões desfavoráveis. Os julgamentos dos árbitros evocam a aprovação social dos torcedores do time favorecido e sanções sociais do time oposto. Espera-se que um árbitro que não é influenciado, quer dizer, que não deriva utilidade intrínseca de uma determinada partida e valoriza pagamentos sociais, pense nos custos e benefícios sociais do acontecimento esportivo.

Outro dado importante desta pesquisa foi perceber que o favoritismo do time da casa é mais forte quando a partida acontece em um estádio sem pista de atletismo ao seu redor, ou seja, quando a torcida fica fisicamente mais próxima do campo e do árbitro – nesse caso há uma intensidade da pressão social indiscutivelmente maior. Essa descoberta empresta suporte para a conjetura que forças sociais influenciam a decisão dos árbitros, seja por causa da pressão social da torcida, diretamente acionando o julgamento parcial da arbitragem, ou por um canal mais oblíquo, no qual, por exemplo, a torcida cria uma atmosfera que encoraja os jogadores no campo para exercer pressão sobre o árbitro. Portanto, times da casa que jogam em estádios com uma pista de atletismo são afetados de forma diferente do que os times que jogam em estádios sem uma pista ao redor do campo (Dohmen, 2008).

O árbitro acrescenta mais tempo na partida se o time da casa está perdendo (Dohmen, 2008). De forma interessante, torcedores têm incentivos muito mais fracos para influenciar o árbitro em partidas decididas na qual o último resultado da partida é improvável que mude durante o tempo de acréscimo. Analisando dados de duas temporadas da Primeira Liga de Futebol Espanhol, Garicano, Palacios-Huerta e Prendergast (2005) perceberam que os árbitros espanhóis favoreciam o time da casa prolongando o tempo da partida em quase 2 minutos quando o time da casa estava perdendo por um gol, quando comparado à situação na qual o time da casa está ganhando por um gol. Eles também investigaram se o tamanho da torcida e a proporção de frequência-capacidade fazia diferença e descobriram que o aumento no desvio padrão na frequência aumenta a parcialidade em cerca de 20%, enquanto uma proporção de frequência-capacidade mais alta reduz a tendência à parcialidade. Eles concluíram que incentivos não monetários, em particular a pressão social da multidão, provocam o tratamento preferencial.

Sutter e Kocher (2004) destacam que, como são os árbitros que decidem a quantidade de tempo extra a favor ou não do time da casa, não há nenhuma razão pela qual os árbitros deveriam acrescentar mais tempo extra quando o time da casa está perdendo por um gol depois dos primeiros 45 min, porque ainda há o segundo tempo a ser jogado. Em vez disso, os árbitros poderiam ficar tentados a acrescentar menos tempo extra se o time da casa estiver perdendo por um gol no primeiro tempo para evitar mais danos (o time visitante poderia marcar mais um gol) e dar ao time da casa a oportunidade de se reorganizar o mais rápido possível durante o intervalo.

Outra informação a ser destacada no estudo de Dohmen (2008) diz respeito à marcação de faltas. Este autor observou diferença estatisticamente significativa, que implica que times da casa tiveram mais gols marcados incorretamente ou discutíveis a seu favor, em relação aos times visitantes. Notavelmente, é menos provável que gols concedidos sejam corretamente marcados quando um time está perdendo, especialmente quando o time da casa está perdendo. É particularmente provável que o time da casa receba a marcação de gol com base em uma decisão errada ou discutível se estiver perdendo por um ou dois gols.

Os árbitros também parecem favorecer os times da casa em decisões de cobrança de pênalti. Os dados brutos revelam que uma fração menor de pênaltis para o time da casa é corretamente marcada (65,20% vs 72,57%). Diferenças observadas nas frequências de decisões injustas, corretas e discutíveis foram estatisticamente significativas. Novamente, a fração de decisões erradas ou discutíveis a favor do time da casa é maior quando o time da casa está perdendo. Porém, deve ser notado que os árbitros também tomam mais decisões discutíveis a favor do time visitante, quando o time visitante está perdendo por apenas um gol. Foi constatado que o time da casa recebe significativamente mais gols ilegítimos do que o time visitante. Também foi observado que é mais provável que os times visitantes tenham negados um gol ou uma cobrança de pênalti legítimos ou discutíveis, pois o time visitante teve um pênalti legítimo injustamente negado em 35,75% dos casos; mas com o time da casa isso só aconteceu em 29,59% dos casos. No caso de decisões a respeito de pênaltis discutíveis, a evidência do favoritismo do time da casa é ainda mais pronunciada: os times da casa têm 28,67% dos pênaltis discutíveis marcados, mas os times visitantes têm apenas 20,27%. Portanto, os dados indicaram que é significativamente mais provável que os times da casa recebam uma cobrança de pênalti quando esta deveria objetivamente ser marcada e quando uma marcação de pênalti é discutível. As estimativas também mostram que os árbitros tendem a marcar menos cobranças de pênalti discutíveis e injustificadas quando a torcida está separada do campo por uma pista de atletismo.

Outra diferença ocorre quando a análise envolve situações ambiguas, em que até mesmo a subsequente análise do vídeo não pôde determinar claramente se esta situação deve ser punida com penâlti. Nestas situações ambíguas, a equipe da casa teve frequentemente mais pênaltis marcados do que a equipe adversária (Dohmen, 2008). Esta é uma prova de que o árbitro, em situações ambíguas, não decide casualmente, mas contraditoriamente. No caso da vantagem da equipe da casa, poderiam os gritos da plateia ter estimulado o árbitro a realizar esta sinalização. Askins (1978) sustentou que durante o curso de qualquer competição há muitos incidentes que parecem ambíguos, até mesmo para os árbitros mais veteranos. Quando isto acontece, os árbitros fazem o que todos os humanos fazem, basicamente, em tal situação: eles buscam esclarecer a situação por qualquer meio disponível. A reação da torcida às vezes pode fornecer a dica que incita a decisão.

Dohmen (2008) afirma ter ficado evidenciado que os árbitros mais experientes tendem a ser menos parciais, o que sugere que os indivíduos podem aprender a resistir à pressão social.

Na ampla literatura sobre a vantagem do time da casa em esportes nos quais ocorre o enfretamento entre duas equipes, a pressão social exercida pela torcida mostrou ser de grande importância (Courneya e Carron, 1992; Nevill e Holder, 1999). Há dois canais principais pelos quais o fator torcida se torna efetivo. Primeiro, as torcidas podem estimular o time da casa a se desempenhar melhor. Embora a literatura não seja conclusiva nesse aspecto, um recente estudo realizado por Neave e Wolfson (2003) pôde unir a composição da torcida à reação fisiológica dos jogadores. Mais especificamente, eles mostram que os jogadores têm um nível de testosterona significativamente mais alto nos jogos realizados em casa do que quando jogam fora de casa, o que poderia ser causado por um desejo natural de defender seu próprio território. Em segundo lugar, o barulho criado pela torcida pode influenciar o árbitro para, subconscientemente, favorecer o time da casa. As torcidas liberam sua raiva em grande parte e bastante depressa nos árbitros por causa de decisões que não favorecem seu time (Sutter e Kocher, 2004).

Exames estatísticos de registros de jogo indicam que os times da casa ganham mais frequentemente que os times de fora; os times da casa recebem mais penalidades favoráveis e recebem menos cartões (Nevill et al., 1996). Por exemplo, em um estudo sobre o número de penalidades marcadas a favor dos times da casa nas ligas inglesas e escocesas, os resultados mostraram evidências claras de que os times da casa com grandes torcidas recebem mais penalidades a seu favor, enquanto os times de fora recebem mais penalidades contra, com mais jogadores sendo expulsos (Nevill et al., 1996).

Folkesson et al. (2002) mostraram que a concentração e o desempenho dos árbitros, particularmente dos mais jovens, foram influenciados pelas ameaças e agressões dos jogadores, dos treinadores e do público. Reforçando esta afirmação, McMahon e Ste-Marie (2002) mostraram que as decisões dos árbitros de rúgbi eram tomadas em função da experiência – e não tanto pela descoberta de infrações decorrentes de fatores que não estavam presentes na jogada, ou seja, de informações extracampo.

Coulomb-Cabagno et al. (2005) publicaram um estudo que teve como objetivo examinar a agressão exibida pelos jogadores e analisar as decisões dos árbitros sobre estes comportamentos como uma função do gênero dos jogadores no futebol francês. Foi percebido que os jogadores do sexo masculino praticaram atos agressivos mais violentos que os jogadores do sexo feminino. Não obstante, em relação ao número total de punições aos atos agressivos cometidos, os árbitros penalizaram mais as mulheres do que os homens. Estereótipos de gênero poderiam ser uma explicação pertinente para estes resultados, uma vez que o futebol geralmente é percebido como um esporte do tipo masculino, particularmente na França, e a agressão como uma característica tipicamente masculina, afirmam os autores.

No contexto desportivo, há também uma evidência crescente de que os homens são mais agressivos ou percebem a agressão como sendo mais legítima do que as mulheres o fazem (Conroy et al., 2001; Tucker e Parks, 2001). Este fato poderia justificar o porque das mulheres serem mais penalizadas por infrações às regras em faltas similares cometidas pelos homens durante uma partida de futebol.

Apesar da falta de consenso na definição do que é agressão no esporte, uma que é frequentemente aceita é o comportamento que transgride as regras da atividade considerada com a intenção de prejudicar ou ferir alguém (Tenenbaum et al., 1996). Os árbitros estão diretamente preocupados com a agressão porque eles são responsáveis por fazer com que as regras sejam cumpridas adequadamente, pois o risco de um jogador sofrer ferimento é cerca de 1.000 vezes maior do que o encontrado na maioria de outras profissões (Fuller et al., 2004).

Investigações de atos de agressão do espectador e observações de torcedores demonstram uma relação entre a agressão do torcedor e as atividades dos jogadores no campo. Smith (1983) sugerem que quando o desempenho dos jogadores no campo for percebido como violento, os espectadores e os partidários do esporte tendem a agir ambos violentamente durante e após a partida.

As regras do jogo instruem os árbitros em como eles deveriam responder quando jogadores, substitutos, substituídos ou oficiais de equipe se utilizam de um linguajar abusivo e/ou gestos no sentido de contrariar a sua decisão. Um estudo, que teve como objetivo verificar a relação da aplicação dos cartões amarelo e vermelho, frente a uma agressão verbal, levando em consideração o disposto no item que trata de faltas e incorreção do caderno de regras da FIFA, mostrou que somente 55,7% dos árbitros teriam tomado uma atitude correta relacionada à ofensa verbal ocorrida no transcurso de uma partida (Praschinger et al., 2011), apesar da literatura mostrar que o abuso verbal dos jogadores nos árbitros é percebido como uma das situações mais embaraçosas em um jogo (Kaissidis e Anshel, 1993). Em outras palavras, a regra 12 não estaria sendo cumprida em sua plenitude.

O estudo desenvolvido por Praschinger et al. (2011) demonstrou que os árbitros são inconsistentes em suas aplicações das regras em relação a ofensas verbais, vindas de dentro ou de fora do campo de jogo. A mesma palavra sendo dita para dois árbitros diferentes pode desencadear reações diferentes, embora as regras do jogo sejam idênticas em relação à situação de agressão verbal.

Entretanto, de um lado temos as regras do jogo, as quais os árbitros devem seguir, do outro lado, nós temos uma situação altamente complexa e dinâmica: uma partida de futebol. Os árbitros parecem resolver este dilema aplicando a “administração do jogo” (Praschinger et al., 2011). Eles balanceiam suas decisões através da sua sensibilidade a várias influências, por exemplo: tempo de jogo, nível de agressividade dos jogadores dentro da partida, tamanho da torcida presente no estádio, se a partida está sendo televisionada, se há policiamento no campo de jogo, os antecedentes do jogador etc. A administração do jogo parece ser um pré-requisito necessário para a aplicação das regras do jogo, apesar de, em algumas situações, contrariar o que esta escrito nas regras, sendo aplicada de maneira diferente em situações específicas durante uma partida.

Folkesson et al. (2002) examinaram as circunstâncias pertinentes a ameaças e agressão (físicas ou verbais) durante as partidas de futebol que foram vivenciadas por 107 árbitros da Associação de Futebol da Província de Värmland (região ocidental da Suécia). Foram identificadas três fontes de agressão: (1) jogadores de futebol, (2) técnicos/treinadores e (3) espectadores. A incidência de ameaças e agressão teve efeito na concentração, no desempenho e na motivação, inclusive nas preocupações antes da partida. Além disso, descobriu-se que os resultados foram afetados pela idade, pelo grau de experiência e pela orientação de vida dos árbitros. Percebeu-se que os árbitros mais jovens eram os mais sujeitos a ameaças e agressão. Com relação à motivação para arbitrar uma partida, este estudo concluiu que os árbitros com orientação geralmente pessimista experimentaram menos motivação, desempenho pior e maiores problemas para enfrentarem o comportamento agressivo dos torcedores, quando comparados com árbitros com orientação geralmente otimista.

Rainey (1994, 1995) examinou fontes de tensão entre 782 árbitros qualificados (certificados) de beisebol e de softboll. Foram revelados quatro fatores correlacionados: medo de fracasso, medo de dano físico, pressão do tempo e conflito interpessoal. O estudo sugeriu que esses fatores podem ser fontes comuns de tensão entre os árbitros e que há necessidade de se pesquisar as fontes de tensão em árbitros de outros jogos esportivos.

Andersson (1983) examinou os motivos que levam os árbitros de futebol a continuarem arbitrando partidas de futebol apesar de ser um trabalho aparentemente ingrato. Este estudo incluiu 36 árbitros de futebol da Associação da região de Göteborg, Suécia, para os quais foi pedido que respondessem perguntas organizadas na forma de um questionário. Os resultados indicaram que dois terços dos árbitros tiveram intenção de desistir do seu trabalho como árbitro. A razão mais comum para isto era que arbitrar ocupava muito de seu tempo e que eles tinham se cansado de toda a crítica que eles tiveram que aceitar no papel de árbitro. Geralmente, eles também percebiam as exigências feitas a eles como sendo irracionais. Vinte por cento dos respondentes (7 entre 36) tinham ficado tão chateados por causa das críticas que consideraram a possibilidade de renunciar ao trabalho. Vários árbitros (aproximadamente 30%) queriam que os jogadores e os treinadores recebessem uma formação melhor e ensinamentos a respeito das regras e regulamentos do jogo. A razão principal pela qual os árbitros continuaram arbitrando, apesar de tudo, foi o amor que tinham pelo jogo.

Em um estudo que examinou as razões dos árbitros de futebol e seus motivos para atuar como árbitro (Isberg, 1978); 80 árbitros de associação e de distrito participaram do estudo. Os resultados mostraram que a razão mais importante para se tornar um árbitro de futebol era manter o contato com o esporte depois de uma carreira ativa como um jogador de futebol. Um forte interesse pelo jogo também foi um fator crítico. O desejo contínuo de se tornar um árbitro melhor era um dos motivos para eles continuarem atuando como árbitros de futebol. Foram listadas oportunidades de contato humano e chances de melhoria na função de árbitro entre as experiências positivas deles. Entre as experiências negativas deles figurou o nível elevado de crítica gerada pela mídia e pelos técnicos.

Os resultados do estudo de Friman et al. (2004) descrevem as percepções de ameaças e agressões vivenciadas pelos árbitros. Apesar disto, e de certa forma surpreendentemente, muitos deles declararam que é divertido ser árbitro de futebol. Por exemplo, em comunidades pequenas o valor do sucesso é muito importante. Da mesma forma, uma decisão que não favorece o time da casa foi relacionada a reações emocionais fortes (irritação e agressão) entre o público que assiste ao jogo. Uma possível explicação para as ameaças e as agressões que os espectadores dirigiram ao árbitro pode ser por falta de conhecimento sobre as regras do jogo. Por exemplo, vários participantes validam a raiva que os jogadores, os técnicos e a torcida expressaram em situações quando eles não estavam completamente certos das regras ou da mais recente interpretação das regras (Friman et al., 2004). Segundo Mack (1980), pode-se garantir que menos de um porcento da população brasileira leu uma regra de futebol – e isto, sem dúvida nenhuma, dificulta a atuação do árbitro durante uma partida, tendo em vista os fatos mencionados anteriormente.

A atenção é um aspecto importante do comportamento do árbitro. Quando o árbitro não corre no campo como se espera que faça, os jogadores ficam obviamente aborrecidos. Se o árbitro frequentemente perder situações importantes, os jogadores eventualmente perderão a confiança no árbitro e começarão a agir agressivamente e ameaçadoramente.

Friman et al. (2004) afirmam que há esperança de que um treinamento mais extensivo de jogadores e técnicos sobre as regras e os regulamentos do jogo reduziriam as experiências negativas causadas por ameaças e agressões. Além disso, os resultados realçam a importância de se espaçar as partidas. Muitos jogos por semana parecem afetar a atenção dos árbitros.

Todos estes resultados apóiam a evidência de que atitudes tendenciosas podem estar presentes no processo de tomada de decisão dos árbitros. Este fato também é confirmado por outros estudos que incluíram variáveis como a cor dos uniformes, a reputação dos times ou as decisões anteriores dos árbitros. Assim, Frank e Gilovich (1988) indicaram que os árbitros de futebol e hóquei no gelo percebiam os jogadores com uniformes pretos como sendo mais agressivos. Por conseguinte, eles também tenderam a penalizar mais esses jogadores, talvez porque a cor preta seja associada com agressividade. Jones et al. (2002) estudaram o impacto da reputação agressiva de um time nas decisões tomadas por árbitros de futebol. Cinquenta incidentes, divididos entre cinco categorias – faltas manifestas cometidas pelo time; faltas ambíguas cometidas pelo time; faltas manifestas cometidas contra o time; faltas ambíguas cometidas contra o time. e nenhuma falta cometida –, foram mostrados a 38 árbitros, primeiro com informação explícita sobre reputação agressiva do time, depois sem qualquer informação a respeito da reputação do time. O último grupo apenas teve que julgar cada incidente em seu próprio mérito. Os resultados revelaram que a informação sobre a reputação agressiva do time afetou o número de cartões amarelos e vermelhos (a severidade da sanção), mas não o número total de decisões marcadas. O time com reputação agressiva foi penalizado mais severamente do que o outro time. Finalmente, Plessner e Betsch (2001) informaram que as decisões também podem ser influenciadas por decisões anteriores; era menos provável que os árbitros marcassem uma penalidade para um time se eles tivessem marcado uma penalidade para o mesmo time antes, e era mais provável que marcassem uma penalidade para um time se eles tivessem marcado para o outro time antes. Ou seja, uma vez que o árbitro concedeu um pênalti a uma equipe, ele supostamente muda seu critério de conceder pênalti ao mesmo time para um nível mais alto em situações subsequentes.

Na ótica de Buther (2000), o estado emocional influencia o comportamento de técnicos, atletas, torcedores, árbitro e assistentes durante o desenvolvimento de um jogo. Ninguém tem a noção exata da natureza, extensão e profundidade dos impactos dos fenômenos sociológicos e psicológicos sobre o comportamento dos indivíduos dentro dos estádios de futebol.

Os árbitros mais jovens estão mais expostos e são mais vulneráveis à ameaça e à agressão. Uma possível explicação para esta situação pode ser que os árbitros mais jovens tenham frequentemente menos experiência em arbitragem de partidas de futebol (Folkesson et al., 2002).

Poderia se especular que um tipo diferente de experiência seja relevante, alguma maneira de “experiência de vida” que permite que o árbitro mais velho apresente maior eficácia para desarmar as tendências à ameaça e à agressão em uma fase inicial. Outra explicação pode ser que os jogadores de futebol, os técnicos e o público podem perceber um árbitro mais velho como sendo mais merecedor de respeito que um árbitro mais jovem, i.e., sugerindo a existência de algum mecanismo “patriarcal” (Folkesson et al., 2002).

Por outro lado, o fator idade não parece influenciar a motivação e o desempenho dos árbitros. Ambos os árbitros com orientação pessimista e orientação otimista se sentiram expostos à ameaça e à agressão a um grau equivalente, mas os árbitros pessimistas sofreram mais com os efeitos. Os árbitros com orientação pessimista tiveram maiores problemas de motivação – e o seu desempenho tendeu a se deteriorar quando comparado com árbitro com orientação otimista. Além disso, os árbitros pessimistas tiveram maiores problemas para lidar com o comportamento agressivo dos espectadores. Parece ser o caso de que uma perspectiva de vida otimista pode afetar em grande parte a forma como a pessoa lida com as tensões e as exigências dos jogos esportivos fisicamente e psicologicamente (Folkesson et al., 2002).

Na Suíça existem duas comunidades, divididas em língua francesa e língua alemã (Messner e Schmid (2007). Estes autores desenvolveram um estudo com o intuito de verificar se uma equipe possui alguma vantagem quando se trata da mesma cultura do árbitro. Foram analisados 1.033 jogos do campeonato da primeira divisão de futebol suíço (masculino). Verificou-se que uma equipe tem vantagem quando se trata da mesma cultura do árbitro. O benefício foi evidente no número de vitórias, a quantidade de pontos ganhos, o número de cartões amarelos e o número de expulsões.

Outra característica especial do árbitro é o poder discricionário entre diferentes punições. No uso da advertência verbal ou do cartão amarelo ou do cartão vermelho é necessário o critério do árbitro. Contudo, espera-se que a equipe defensiva seja com mais frequência punida. Uma equipe visitante tem jogo defensivo mais do que uma equipe da casa. Por isso, espera-se que uma equipe visitante seja penalizada com mais frequência do que a equipe da casa (Courneya & Carron, 1992; Pollard, 2006). E, portanto, recebe a equipe da casa menor número de cartões amarelos e menos expulsões do que a equipe visitante (Sutter & Kocher, 2004).

A vantagem de uma equipe numa partida pela proximidadade cultural não é bem clara. Neste ponto a pesquisa difere de um estudo no futebol australiano. Mohr e Larsen (1998) encontraram maior número de jogos do campeonato australiano nos quais os tiros livres diretos eram favoraveis às equipes de regiões tradicionais do futebol australiano do que em comparação com as equipes das regiões em que o esporte foi introduzido mais tarde. Eles explicam este efeito pela condição social do árbitro, pois os árbitros provêm, na maioria das vezes, de áreas tradicionais.

Outros fatores podem influenciar na atenção concentrada, conforme análises resultantes dos estudos de Maughan e Leiper (2006), os quais relatam que houve interferência na performance em testes de função cognitiva quando o nível de desidratação alcançou 2% do peso corporal inicial. A desidratação dos árbitros durante a partida foi estudada no Brasil. No primeiro estudo constatou-se que a perda total de água corporal pelo árbitro durante a partida era equivalente a 2,05% do seu peso corporal (Da Silva e Fernández, 2003). Já, em outro estudo, foi constatado que a perda hídrica estimada do árbitro foi de 2,16% do peso corporal (Roman et al., 2004). Entretanto, estes dois estudos foram desenvolvidos na região sul do Brasil, mais especificamente no Paraná. Na literatura consta que a perda hídrica média do árbitro de futebol atuando no Estado de São Paulo é, de 3,20% do peso corporal (Da Silva et al., 2010).

As regras do jogo constituem a base de cada esporte. Os jogadores poderiam conhecê-las e os árbitros deveriam apenas supervisioná-las durante o jogo, pronunciar julgamentos com o intuito de apenas sancionar as ações permissivas. Contudo, uma vez que o árbitro sofre influência intra e extracampo, o que inclui jogadores, treinadores e torcida, ele deve apresentar um nível de tolerância para a condução de uma partida. A tarefa dos árbitros é de difícil execução, pelo fato de que cada decisão tomada não pode ser explicitada por escrito. Os árbitros devem controlar a partida, a qual inclui interações sociais e psicológicas (fatores como dinâmica de grupo e liderança) (Praschinger et al., 2011). Possivelmente, porque um jogo de futebol requer administração do jogo ao invés de uma simples aplicação das regras pelo árbitro.

Apesar da regra 5 estabelecer que o árbitro fará cumprir a regra do jogo durante uma partida de futebol, Mascarenhas et al. (2002) discutem que os árbitros aplicam certo tipo de administração do jogo. Isto significa que os árbitros em geral estão dispostos a aplicar as regras de jogo, mas durante uma partida eles têm de ser sensíveis para com a fluência do jogo. Isto os leva a situações nas quais não aplicam as regras de acordo com o propósito que estas indicam. Segundo Praschinger et al. (2011), os árbitros se consideram como os administradores do jogo, ao invés de se considerarem como administradores das regras do jogo.

Como foi possível observar nesta revisão, são inúmeros os fatores que podem interferir no momento da formulação da decisão de um árbitro de futebol no instante que ele tem que interferir na partida. Estas informações são importantíssimas para os profissionais que trabalham com psicologia do esporte, pois há necessidade de se desenvolver metodologias de trabalho para minimizar a influência destes fatores, para que as decisões dos árbitros sejam cada vez mais imparciais e, desta forma, se reduzindo a responsabilidade do árbitro no resultado da partida.

Durante este estudo, não foram abordados tema com corrupção, suborno, que envolve constantemente dirigentes de clubes e federações, membros de Comissão de Arbitragem, e árbitros de futebol. Estes temas são encontrados freqüência em jornais, revistas e telejornais. Como inúmeras vezes denunciado, a decisão de um árbitro de futebol pode também sofrer influencia de suborno, recomendações, e interesse de subir na carreira, já que os critérios para que um árbitro de futebol saia do nível regional para o nível internacional são obscuros, sendo constantemente denunciado que para este avanço na carreira alguns árbitros, conduzem uma partida de futebol de acordo com interesses pessoais ou de terceiros. Para uma melhor compreensão sobre o tema corrupção, suborno no meio futebolístico, recomendasse a leitura dos artigos intitulados “Árbitro de futebol e legislação esportiva aplicável” e “Ética no futebol: será possível?”.

*Professor do Departamento de Educação Física da Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG, Paraná
**Prof. Universidade Federal de São Paulo, Programa de Pós-Graduação, Centro de Estudos em Medicina da Atividade Física e do Esporte – CEMAFE

Referencial bibliográfico    ————————————————–

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– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Internacional.

E para o confronto do Massa Bruta contra o Colorado, a CBF escalou:

Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima – PE
Árbitro Assistente 1: Nailton Junior de Sousa Oliveira – CE
Árbitro Assistente 2: Francisco Chaves Bezerra Junior – PE
Quarto Árbitro: Márcio dos Santos Oliveira – AL
Assessor: Vidal Cordeiro Lopes – BA
VAR: Rodrigo Nunes de Sá -RJ
AVAR: Cleriston Clay Barreto Rios – SE
AVAR2: Rodrigo Batista Raposo – DF
Observador de VAR: Hilton Moutinho Rodrigues – RJ
Quality manager: Maria Victória Benetti Vargas – CBF

Rodrigo entrou recentemente para o quadro da FIFA, entre boas e ruins atuações, tornando-se o representante da arbitragem nordestina que tanto se cobrava (não tínhamos um árbitro dessa região do país no quadro internacional há algum tempo). Em jogos do Red Bull Bragantino, apitou pouca coisa (muitas vezes atuando como quarto-árbitro, mas como juiz central, somente no ano passado, em Goiás x Massa Bruta).

Nas suas últimas atuações, tem tentado se firmar como árbitro de ponta, mas oscilando muito. Ora é rigoroso, ora deixa de dar cartões. Me lembro, às vésperas de entrar para a FIFA, de uma atuação muito ruim (aqui: https://wp.me/p55Mu0-3kL).

Torcerei para uma boa arbitragem e um grande jogo!

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Internacional pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
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ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Quarta, 25/09, 19h00. Mas desde às 18h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– As duas polêmicas em Vasco x Palmeiras e São Paulo X Internacional.

Não assisti a integra dos jogos, mas pontualmente:

A falta reclamada em Marco Antônio, que posteriormente surge o gol do São Paulo: o Internacional tem razão na queixa, não foi nada.

O pênalti reclamado pelo Vasco: para mim, lance de movimento natural (assim, não foi infração). E se fosse, teria sido fora da área.

Os piores erros da rodada (mas que não impactaram no resultado) foram na Arena MRV. Bizarro…. Aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2024/09/22/analise-da-arbitragem-de-atletico-mineiro-3×0-red-bull-bragantino/

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Internacional.

E para o confronto do Massa Bruta contra o Colorado, a CBF escalou:

Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima – PE
Árbitro Assistente 1: Nailton Junior de Sousa Oliveira – CE
Árbitro Assistente 2: Francisco Chaves Bezerra Junior – PE
Quarto Árbitro: Márcio dos Santos Oliveira – AL
Assessor: Vidal Cordeiro Lopes – BA
VAR: Rodrigo Nunes de Sá -RJ
AVAR: Cleriston Clay Barreto Rios – SE
AVAR2: Rodrigo Batista Raposo – DF
Observador de VAR: Hilton Moutinho Rodrigues – RJ
Quality manager: Maria Victória Benetti Vargas – CBF

Rodrigo entrou recentemente para o quadro da FIFA, entre boas e ruins atuações, tornando-se o representante da arbitragem nordestina que tanto se cobrava (não tínhamos um árbitro dessa região do país no quadro internacional há algum tempo). Em jogos do Red Bull Bragantino, apitou pouca coisa (muitas vezes atuando como quarto-árbitro, mas como juiz central, somente no ano passado, em Goiás x Massa Bruta).

Nas suas últimas atuações, tem tentado se firmar como árbitro de ponta, mas oscilando muito. Ora é rigoroso, ora deixa de dar cartões. Me lembro, às vésperas de entrar para a FIFA, de uma atuação muito ruim (aqui: https://wp.me/p55Mu0-3kL).

Torcerei para uma boa arbitragem e um grande jogo!

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– Análise da Arbitragem de Atlético Mineiro 3×0 Red Bull Bragantino.

Lucas Paulo Torezin estava fazendo uma boa atuação até os 18 minutos. Deixando o jogo correr (com apenas duas faltas marcadas), dando corretamente a lei da vantagem e seguro nas suas marcações. Eis que… aos 18 minutos, Deyverson (CAM) recebe a bola, Pedro Henrique (RBB) estava próximo e o folclórico atacante cai sozinho dentro da área. Imaginei que o árbitro marcaria simulação. Porém, surpreendentemente, um erro crasso: ele marcou pênalti.

O VAR Wagner Reway não chamou o árbitro, enquanto que na repeticão se mostrava Deyverson tropeçando nas próprias pernas. Um “auto-pênalti”! Com a omissão do VAR, o árbitro confirmou o tiro penal (defendido pelo goleiro Cleiton). Vide abaixo que lance bizarríssimo do Brasileirão 2025.

Fora isso, em 15 minutos ocorreram 5 situações de impedimento e/ou ajustado que o bandeira Rafael Trombeta deixou seguir para possível revisão do VAR, seguindo o protocolo, mas que não ocorreram pois o time bragantino ficou com a vantagem. Fez o correto.

Na primeira hora de jogo, foram 4 faltas do Galo Mineiro e apenas 1 do Massa Bruta (o pênalti inexistente). No primeiro tempo, em infrações: CAM 7×1 RBB.

No segundo tempo, o jogo começou a se tornar um típico confronto brasileiro, com mais faltas e menos bola rolandoe outro lance polêmico: Arthur Sousa (RBB), próximo da área, sofreu uma falta em que havia dúvida: dentro ou fora da área?

Ao ir ao VAR, percebeu-se que Lyanco (CAM) tocou na perna direita do adversário fora da área, e também na esquerda (mas dentro da área). O árbitro Torezin foi tirar a dúvida no monitor para se verificar em qual perna foi cometida a infração, para decidir: pênalti ou falta? Mas… entende que em ambas não foi nada, e dá bola ao chão! Errou de novo!

Dois lances assustadores da arbitragem com o VAR…

– Fluminense 0x1 Botafogo.

Que cáca do Felipe Melo…
Acertou o árbitro Wilton Pereira Sampaio em não marcar falta de ataque do Botafogo contra o defensor do Fluminense. Lance legal e gol validado corretamente.

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Atlético Mineiro x Red Bull Bragantino.

E para o confronto do Massa Bruta contra o Galo em Minas Gerais, a CBF escalou:

Árbitro: Lucas Paulo Torezin – PR
Árbitro Assistente 1: Victor Hugo Imazu dos Santos – PR
Árbitro Assistente 2: Rafael Trombeta – PR
Quarto Árbitro: Ruthyanna Camila Medeiros da Silva – PB
Assessor: Sérgio Cristiano Nascimento – RJ
VAR: Wagner Reway – SC
AVAR: Leone Carvalho Rocha – GO
AVAR2: José Ricardo Vasconcellos Laranjeira – AL
Observador de VAR: Cleidy Mary dos Santos Nunes Ribeiro – SC
Quality manager: Larissa Ramos Monteiro – RJ

Paranaense de Campo Largo e com 41 anos, embora desconhecido no Brasileirão para muitos, Lucas tem muita experiência no Campeonato Paranaense. Estreou na Série A do Brasileirão somente nesse ano, e pelas diversas competições da CBF, já apitou os 4 grandes paulistas. Seu último jogo em partidas do Braga foi contra o Fluminense.

Eu gosto do estilo de jogo dele: não vulgariza cartões, nem marca qualquer faltinha. Lembra, muitas vezes, o estilo de arbitragem europeia.

Torço para um bom jogo e uma ótima arbitragem.

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YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/futeboltotalbraganca, ou
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ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 22/09, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Atlético Mineiro x Red Bull Bragantino.

E para o confronto do Massa Bruta contra o Galo em Minas Gerais, a CBF escalou:

Árbitro: Lucas Paulo Torezin – PR
Árbitro Assistente 1: Victor Hugo Imazu dos Santos – PR
Árbitro Assistente 2: Rafael Trombeta – PR
Quarto Árbitro: Ruthyanna Camila Medeiros da Silva – PB
Assessor: Sérgio Cristiano Nascimento – RJ
VAR: Wagner Reway – SC
AVAR: Leone Carvalho Rocha – GO
AVAR2: José Ricardo Vasconcellos Laranjeira – AL
Observador de VAR: Cleidy Mary dos Santos Nunes Ribeiro – SC
Quality manager: Larissa Ramos Monteiro – RJ

Paranaense de Campo Largo e com 41 anos, embora desconhecido no Brasileirão para muitos, Lucas tem muita experiência no Campeonato Paranaense. Estreou na Série A do Brasileirão somente nesse ano, e pelas diversas competições da CBF, já apitou os 4 grandes paulistas. Seu último jogo em partidas do Braga foi contra o Fluminense.

Eu gosto do estilo de jogo dele: não vulgariza cartões, nem marca qualquer faltinha. Lembra, muitas vezes, o estilo de arbitragem europeia.

Torço para um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe conosco o jogo entre Atlético x Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/futeboltotalbraganca, ou
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ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 22/09, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Zanovelli foi denunciado por erro de direito. Mas e o SPFC se beneficiará ou não com isso?

Paulo César Zanovelli, o árbitro de Fluminense 2×0 São Paulo, foi indiciado pelo STJD por descumprir a regra do jogo (o que caracteriza um Erro de Direito, motivo de anulação de uma partida). 

O São Paulo houvera sido avisado que a causa é “perdida”, pois demorou mais do que 48 horas da partida para reclamar. Entretanto, ao contrário da divulgação em poucas horas do vídeo (onde o árbitro confirma ao VAR que estava errando ao falar que deu vantagem e validou o gol), a CBF o fez 5 dias depois. Assim, o ideal não é contar a partir desse momento o prazo?

Enfim: por falta de datas e por saber o histórico de forças das equipes em julgamentos, penso que o SPFC perdeu a causa…

(Foto de Wagner Meier/Getty Images)

Crédito: Wagner Meier/Getty Images, extraído de Esporte News Mundo em https://www.terra.com.br/esportes/futebol/arbitro-paulo-cesar-zanovelli-de-fluminense-x-sao-paulo-e-denunciado-pelo-stjd-por-descumprimento-de-regras-do-futebol,8950a3f57bbf994febc9de04a95a28c4ddyz32vu.html

– Zanovelli foi denunciado por erro de direito. Mas e o SPFC se beneficiará ou não com isso?

Paulo César Zanovelli, o árbitro de Fluminense 2×0 São Paulo, foi indiciado pelo STJD por descumprir a regra do jogo (o que caracteriza um Erro de Direito, motivo de anulação de uma partida). 

O São Paulo houvera sido avisado que a causa é “perdida”, pois demorou mais do que 48 horas da partida para reclamar. Entretanto, ao contrário da divulgação em poucas horas do vídeo (onde o árbitro confirma ao VAR que estava errando ao falar que deu vantagem e validou o gol), a CBF o fez 5 dias depois. Assim, o ideal não é contar a partir desse momento o prazo?

Enfim: por falta de datas e por saber o histórico de forças das equipes em julgamentos, penso que o SPFC perdeu a causa…

(Foto de Wagner Meier/Getty Images)

Crédito: Wagner Meier/Getty Images, extraído de Esporte News Mundo em https://www.terra.com.br/esportes/futebol/arbitro-paulo-cesar-zanovelli-de-fluminense-x-sao-paulo-e-denunciado-pelo-stjd-por-descumprimento-de-regras-do-futebol,8950a3f57bbf994febc9de04a95a28c4ddyz32vu.html