– Atenção: o novo VS não substituirá o VAR no futebol.

A FIFA está mudando o VAR? Seria um novo árbitro de vídeo?

Não! É uma nova ferramenta, sem árbitro: o VS, ou se preferir, o suporte de vídeo.

A idéia será testada no Mundial de Seleções Sub 20 Feminino (na Colômbia, em Setembro), e basicamente é um sistema eletrônico de vídeo, como “o olho do falcão” do Tênis, sem árbitros dedicados. Disse Pierlugi Collina, o ex-árbitro italiano que está à frente do projeto:

“O VS e o VAR basicamente podem ser usados para o mesmo tipo de incidente, mas não podem ser comparados, pois foram projetados para cenários completamente diferentes. O resultado do teste na Blue Stars/FIFA Youth Cup foi muito positivo. (…) O Football Video Support (VS) não é substituto ao VAR, mas uma alternativa para competições de menor orçamento”.

Ele se referiu aos primeiros testes realizados numa competição em maio (na cidade de Zurich), onde se testou o chamado “desafio”. O sistema conta com 3 a 5 câmeras, e tudo é automaticamente armazenado. Se os jogadores quiserem contestar o árbitro, comunicam ao técnico que pede revisão. Serão permitidos 3 momentos: gol, cartão vermelho e pênalti. Cada time terá direito a dois pedidos, e se o árbitro concordar com a reclamação, ao analisar o pedido do time e alterar a sua decisão, o time continua tendo direito a dois pedidos. Se a decisão não for alterada,  o time perdeu uma chance do desafio e fica apenas com uma oportunidade.

Eu acho uma boa ideia, mas penso: surgiria a discussão se o VS será melhor do que o VAR, e se escolherá o modelo. Como custo, sem dúvida, é bem mais barato.

Não duvidarei se levarem a ideia do “desafio” do VS também para o VAR, caso ela agrade.

Pierluigi Colina é chefe do Comitê de Arbitragem da Fifa — Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Corinthians (Copa Sulamericana).

E para o confronto do Massa Bruta contra o Coringão, a Conmebol escalou:

Árbitro: Felipe Gonzáles – CHI
Bandeira 1: Claudio Urrutia – CHI
Bandeira 2: Carlos Poblete – CHI
Quarto-Árbitro: Manuel Vergara – CHI
VAR: José Cabero – CHI
AVAR: Benjamin Saraiva – CHI
Assessor de Arbitragem: Juan Lagones – BOL

Uma grande curiosidade: estava escalado para essa partida Piero Maza, árbitro chileno que apitou a Finalíssima entre Argentina 3×0 Itália em Wembley e que andou tendo “crise de estrelismo”. Pela Libertadores, fez um horroroso trabalho em Red Bull Bragantino x Aguilas Doradas, onde andou em campo e menosprezou o jogo. Aliás, naquela oportunidade, uma história maluca: eu “dei carona” para a equipe de arbitragem, que passeava em Bragança e se perdeu na cidade… veja aqui: https://wp.me/p55Mu0-3pw).

Piero Maza sofreu uma contusão e foi substituído: em seu lugar, apitará seu compatriota Felipe Gonzáles Alveal, de 44 anos, natural de Cerrillo, e que há 5 anos pertence ao quadro da FIFA. 

Felipe tem pouca experiência internacional, com apenas duas partidas de Libertadores da América em seu curriculum (um dos jogos: Palmeiras x San Lorenzo, neste ano). É um árbitro que deixa o jogo correr e apita poucas faltas. Também aplica poucos cartões amarelos.

Torço para um grande jogo e boa arbitragem.

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Corinthians pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/futeboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Terça, 13/08, 21h30. Mas desde às 20h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Eric Pulgar vs Richard Rios no Flamengo x Palmeiras: e o VAR?

No Maracanã, Eric Pulgar tenta disputar a bola com Richard Rios. Ele usa os braços para tentar ganhar vantagem e atinge o adversário.

Soco? Agressão? Acidente?

Desde 2020, a FIFA tem cobrado rigor máximo dos árbitros em lances de braços e mãos que possam atingir a cabeça do adversário. Ela tem pedido Cartão Vermelho nessa situação.

Portanto, o VAR Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira – MG deveria ter chamado o árbitro Wilton Sampaio para expulsão.

FLAMENGO X PALMEIRAS. ARTE: ENM

Arte: Esporte News Mundo

– Vasco 2×0 Fluminense: a Regra de Bola na Mão / Mão na Bola.

A Regra da Mão na Bola / Bola na Mão é a que mais mudou no futebol. Para entender se acertou ou errou o árbitro Anderson Daronco no gol de Vegetti, primeiro saiba:

  1. Historicamente, se definia a infração da “mão ou braço na bola / bola na mão ou no braço” apenas com a pergunta: foi intencional? Imprudência não deve ser avaliada até hoje (e aí você tinha algumas condições para avaliação: distância do chute, velocidade da bola, etc).
  2. Nos anos 2010, isso ampliou-se: a intenção veio acompanhada da preocupação em acompanhar o movimento antinatural dos braços e das mãos. Ou seja, uma intenção disfarçada de tocar a bola. Por exemplo: pular com os braços elevados numa barreira, não recolher a mão numa bola que visivelmente vai bater nela, entre outras.
  3. Em 2019, todo lance de ataque (intencional ou não) passou a ser infração
  4. Em 2020, devido a radicalidade da modificação anterior, voltou-se atrás e passou a ser infração apenas a situação em que a bola bata na mão e imediatamente o jogador ou seu companheiro marquem um gol (o gol do Bayern de Munique contra o Tigres, no Mundial de Clubes da FIFA, foi irregular – e é o grande exemplo).
  5. Em 2021, mudou de novo (definitiva): será considerado infração apenas se esse toque na mão que resulte imediatamente no gol for exclusivamente do próprio jogador. Se for gol do companheiro, o lance é legal (isso validaria o gol do Bayern citado acima).

Sobre o lance de Vasco x Fluminense, onde é reclamado o lance de Léo e de Vegetti:

1- Para mim, ambas as situações (se bateram na mão, de fato), não foram por intenção e nem por movimento antinatural. Foram casualidades.

2- Léo não foi o marcador do gol, portanto, o lance (após bater na mão dele) deveria seguir. Vegetti, que fez o gol, por ser o marcador, deveria ser sancionado por tiro livre indireto e o gol anulado, pela determinação da Regra.

Se considerarmos o ano de 2009, onde nada disso existia, seria gol legal e essas dicsussões não existiriam.

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Corinthians (Copa Sulamericana).

E para o confronto do Massa Bruta contra o Coringão, a Conmebol escalou:

Árbitro: Felipe Gonzáles – CHI
Bandeira 1: Claudio Urrutia – CHI
Bandeira 2: Carlos Poblete – CHI
Quarto-Árbitro: Manuel Vergara – CHI
VAR: José Cabero – CHI
AVAR: Benjamin Saraiva – CHI
Assessor de Arbitragem: Juan Lagones – BOL

Uma grande curiosidade: estava escalado para essa partida Piero Maza, árbitro chileno que apitou a Finalíssima entre Argentina 3×0 Itália em Wembley e que andou tendo “crise de estrelismo”. Pela Libertadores, fez um horroroso trabalho em Red Bull Bragantino x Aguilas Doradas, onde andou em campo e menosprezou o jogo. Aliás, naquela oportunidade, uma história maluca: eu “dei carona” para a equipe de arbitragem, que passeava em Bragança e se perdeu na cidade… veja aqui: https://wp.me/p55Mu0-3pw).

Piero Maza sofreu uma contusão e foi substituído: em seu lugar, apitará seu compatriota Felipe Gonzáles Alveal, de 44 anos, natural de Cerrillo, e que há 5 anos pertence ao quadro da FIFA. 

Felipe tem pouca experiência internacional, com apenas duas partidas de Libertadores da América em seu curriculum (um dos jogos: Palmeiras x San Lorenzo, neste ano). É um árbitro que deixa o jogo correr e apita poucas faltas. Também aplica poucos cartões amarelos.

Torço para um grande jogo e boa arbitragem.

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Corinthians pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/futeboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Terça, 13/08, 21h30. Mas desde às 20h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista FC x AA Flamengo.

Para o jogo entre o Galo e o Corvo, a FPF escalou:

Árbitro: Guilherme Nunes de Santana.
Árbitro Assistente 1: Alex Alexandrino.
Árbitro Assistente 2: Giovanni Crescêncio.
Quarto Árbitro: Ricardo Bittencourt da Silva.
Analista de Campo: Marcelo Rogério.

Guilherme teve uma ascensão muito grande na carreira. Ele pulou da Bzinha apitando jogos do Paulista contra o Amparo e o próprio Flamengo, indo para a A1 e se firmando.

Com 32 anos, seu defeito nas partidas que assisti era o de titubear em cartões amarelos, preferindo advertências verbais (corrigiu isso ao longo da temporada). Com bom porte físico e muito bom tecnicamente, é uma das promessas da FPF para os próximos anos.

Detalhe: o bandeira será Alex Alexandrino, com 49 anos – um dos mais experientes do quadro (se não for o mais experiente hoje). Todos avaliados pelo ótimo instrutor FIFA Marcelo Rogério (filho do saudoso e querido Professor Gustavo Caetano Rogério).

Torço para uma boa arbitragem e um grande jogo!

Acompanhe Paulista x Flamengo de Guarulhos pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começa as 19h00 (10/08), mas desde as 18h00 o Tome Forte do Esporte já estará no ar.

 

– Não tivemos bola rolando…

Com todo respeito, havíamos adiantado: com Daronco, não iria ter bola rolando pelas pausas que ele provoca para se recuperar fisicamente e, quanto menos bola rolando, menos possibilidade de confusão. Dos mais de 100 minutos de jogo, tivemos apenas 45 com a bola rolando.

Não é má intenção. É estilo de arbitragem.

– Análise Pré-Jogo para Corinthians x Red Bull Bragantino (Brasileirão 2024).

E para o confronto entre o Coringão e o Massa Bruta, a CBF escalou:

Árbitro: Felipe Fernandes de Lima-MG
Árbitro Assistente 1: Felipe Alan Costa De Oliveira-MG
Árbitro Assistente 2: Schumacher Marques Gomes-PB
Quarto Árbitro: Daniel da Cunha Oliveira Filho-MG
Assessor: Vayran da Silva Rosa-SC
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral-SP
AVAR: Herman Brumel Vani-SP
AVAR2: Douglas Marques das Flores-SP
Observador de VAR: Raimundo Nonato Lopo de Abreu-DF
Quality manager: Tatiana Pacheco Lima Guedes-CBF

Felipe é um árbitro que jogou fora a oportunidade de entrar no quadro da FIFA. Tem boas virtudes técnicas e disciplinares, além de um bom condicionamento físico. Mas, na minha modesta opinião, foi traído pela vaidade.

Ele poderia ter sido substituto de Ricardo Marques Ribeiro como árbitro internacional no quadro de MG. Porém, por ser mais discreto, entrou Paulo César Zanovelli (que tecnicamente é inferior a Felipe). E isso se deu por alguns motivos:

Me recordo de um Red Bull Bragantino x São Paulo em um domingo à noite. Não tivemos polêmica, mas o árbitro conversou demais com os atletas, com Comissão Técnica e, em alguns momentos, parecia querer ser ele a atração.Dias depois, em um jogo do Vasco na Série B, contra o Vila Nova, foi flagrado pelas câmeras com falas arrogantes sobre os clubes estarem na segunda divisão. Foi suspenso por Leonardo Gaciba, que estava à época na Comissão de Arbitragem.

Reveja aqui a pisada na bola: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/08/11/o-arrogante-arbitro-de-vasco-x-vila-nova/

Por fim, o seu auge: em Paysandu x Náutico, no ano passado, Felipe expulsou um atleta e IMITOU Gabigol. Depois fez um teatro enorme com caras e bocas inusitadas. E encerrou o jogo de maneira espalhafatosa. Foi para a geladeira de novo. As engraçadas cenas estão em: https://www.oliberal.com/esportes/paysandu/arbitro-de-paysandu-x-nautico-viraliza-com-momentos-inusitados-video-1.715875

Nesse ano, voltou a ser escalado em diversos jogos (trabalhou em Cuiabá x Red Bull Bragantino, bem como o Massa bruta contra o Internacional – indo bem em ambos jogos). Também trabalhou em jogos do Corinthians, bem discretamente.

Que ele dê a volta por cima na carreira! Torço para um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe conosco o jogo do Corinthians x Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/futeboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 10/08, 21h30. Mas desde às 20h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Assim não, Zubeldía!

Amigos, depois de assistir Goiás x São Paulo e ver o comportamento de atletas e Zubeldía, esse texto faz mais sentido.

Repost em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2024/08/04/as-pessimas-praticas-comportamentais-no-futebol-brasileiro/

PÉSSIMAS PRÁTICAS COMPORTAMENTAIS NO FUTEBOL BRASILEIRO.

Quem assiste o Campeonato Brasileiro e o compara com os da Europa, vê alguns hábitos condenáveis (especialmente os de unfair-play). É muita reclamação por parte de jogador, treinador, preparador físico e até de atleta reserva!

Cansa, a cada partida, ver gritos e gestos de protestos até para marcação de um simples arremesso lateral. Não condiz com o verdadeiro espírito esportivo, pois parece que as equipes querem ganhar a qualquer custo, legalmente ou não, sem se importar com a lisura e os bons exemplos.

Foi pênalti “roubado”? Ops: no jargão esportivo, “roubado” significa “mal marcado, errado, equivocado”… Mas a seu favor, pode.

Quer exemplos?

Quando é que os recordistas em cartões amarelos Zubeldía e Abel Ferreira reclamaram que foram beneficiados pela arbitragem? Quando os erros são contrários (e até quando não há erros), fazem um enorme escândalo e acabam mascarando erros de suas escalações, esquemas táticos que não deram certo ou substituições fracassadas, arranjando a temática “arbitragem” como motivo de discussão.

A propósito deles, impressiona como não evitam tomar cartões e promovem rodízio de reclamações. Repare: os assistentes técnicos e seus preparadores físicos são igualmente mal comportados, e recebem advertência tanto quanto os técnicos. É uma estratégia de pressão, igualmente condenável.

Obviamente, nossa qualidade técnica da arbitragem está aquém do desejado se comparado com a das principais ligas europeias. Mas lá, mesmo quando ocorrem os erros, não se vê toda essa bagunça com árbitro e quarto-árbitro.

Estenda-se a percepção de mau comportamento para alguns atletas. Assisti São Paulo x Flamengo e me assustei: Raphinha tumultou o jogo, foi desagradável, deselegante e inconveniente. Quando ele fez isso lá na Alemanha, no período em que jogou a Bundesliga?

Quando o VAR é acionado… aí vira bagunça. Compare na Premiere League: não há rodas em torno do árbitro, ele vai tranquilamente ao monitor e toma a decisão. Já no nosso capenga VAR tupiniquim, há quase uma conferência entre atletas “favoráveis” a uma marcação e a outros “não favoráveis”. E nada disso pode! Ficou conversando com o árbitro durante o diálogo com a cabine ou foi junto ao monitor, obrigatoriamente é lance para cartão amarelo. Aliás, para se coibir isso, algumas ligas estão adotando a regra proposta para discussão em 2025 (e que usam na condição de teste): somente o capitão tem permissão para conversar com o árbitro. Se implantada universalmente, esqueça do seu sucesso aqui. Todo mundo ficará em cima do juizão, como já é.

Outro comportamento indesejável: as simulações! Qualquer contato físico, o atingido se joga, berra, geme, pede ambulância e socorro. E em boa parte das vezes… nada foi. Um empurrão leve vira um atropelamento. Um esbarrão vira agressão. E o pior: os jogadores insistem em cavar faltas e muitas pessoas aplaudem a malandragem. Não pode! Sem contar as tentativas de pênalti… Na Europa, atacante que se joga na área e finge ter sofrido infração, é vaiado pela atitude antidesportiva. Aqui é exaltado…

Só que repare: atletas como Luciano (SPFC), Hulk (CAM), Deyverson e tantos outros, se jogassem na Europa e tivessem os mesmos comportamentos incorretos, seriam sacados do jogo. Só que os torcedores gostam disso! É como a situação desnecessária de uma bola que vai sair pela linha lateral e não tem chance de ser salva: o atleta corre, dá carrinho, faz um teatro e é ovacionado! Ele sabia que não salvaria a bola, mas sabia também que o coração apaixonado de um torcedor não fala com a razão, mas somente com a emoção.

Em resumo, tudo isso só acontece pois temos a cultura do vitimismo: todo mundo diz que seu time é o mais prejudicado do campeonato. Ué, e quem são os mais ajudados, se todos são prejudicados?

Por um futebol mais correto e limpo, amigos…

– Quanto ganha um árbitro para apitar a Copa do Brasil?

Sabemos que as taxas de arbitragem para o Campeonato Brasileiro são diferentes na Copa do Brasil, pois elas variam.

Da Rodada 1 até a Rodada 38 do Campeonato Brasileiro, um árbitro recebe R$ 5.000,00 (se for da FIFA, quase R$ 7.000,00 – exatamente R$ 6.930,00 + estadias e alimentação). O bandeira CBF R$ 3.000,00 (FIFA: R$ 4.160,00). Idem ao VAR. E vejam só quanta gente está nas escalas hoje…

Para a Copa do Brasil, isso muda: no ano passado (em números redondos), cada árbitro recebeu aproximadamente R$ 3.000,00 nas primeiras fases. As taxas vão aumentando rodada a rodada, atingindo R$ 7.500,00 nas quartas-de-final, R$ 11.000,00 nas semi-finais e… em 2023, Bráulio da Silva Machado e Anderson Daronco (os árbitros de ida e volta de Flamengo x São Paulo – coincidentemente, os mesmos de Flamengo x Palmeiras em 2024), receberam cada R$ 20.000,00 (Bandeiras 12.000,00, VAR R$ 12.000,00, 4º árbitro R$ 5.000,00).

Por tanto dinheiro, tem que ser impecável a arbitragem, não?

– Os 7 lances polêmicos da arbitragem de Palmeiras x Flamengo.

Já havíamos explicado a escala de Anderson Daronco para esse importante jogo de volta da Copa do Brasil (aqui: https://wp.me/p4RTuC-Zop), e até mesmo falamos das taxas de arbitragem (nesse link: https://wp.me/p4RTuC-Zr4).

Como esperado, muita polêmica pós-jogo (e seria assim qualquer que fosse o placar). Vamos aos lances polêmicos?

1- Aos 8m, a bola é cruzada para Vítor Reis que faz o gol. A bandeira 2 Maria Mastella Moreira marcou impedimento. Errou. Após revisão do VAR, as linhas foram traçadas e o gol confirmado, pois Varella dava condição. Acertou o VAR ao corrigir o erro da assistente.

2- Ainda no primeiro tempo, o lance entre Vitor Reis e Gerson: o flamenguista está tentando o domínio da bola e vai pisar nela, mas o palmeirense chega e acaba (na minha impressão) dando um leve encostão. No meio do campo, não tenha dúvida, se marcaria falta por imprudência (sem intenção, sem cartão, tiro livre direto). Na área, é pênalti.
Aqui, as imagens não são tão claras. Daronco teria entendido que esse encostão entre as pernas não teve força para desequilibrar o adversário? Pode ser. E é isso que justifica o VAR não ter chamado: a proximidade de Anderson Daronco, o gestual dele de que foi jogo limpo (ele não entendeu como simulação, mas casualidade) e a imagem não ser tão clara (assim, na cabeça do VAR, não era um lance de erro crasso e sim interpretativo, deve respeitar a decisão de campo). Eu marcaria o pênalti, pela leitura que fiz, mas entendo os motivos de omissão do VAR.

3- Aos 45’+ 6’do 1º tempo, o lance de Caio Paulista: repare que o zagueiro flamenguista perdeu o tempo da bola e toca no adversário, que já tinha adiantado a própria bola e perdido o domínio. No meio-de-campo, no estilo Daronco, marcaria a falta. Dentro da área… pênalti, sem cartão.
O que acontece: frequentemente, quando um jogador adianta a bola e perde seu domínio, ele procura o pé do zagueiro e tenta cavar. É essa a leitura de Daronco no jogo! Mas não foi o que aconteceu: apesar de ter adiantado a bola, o defensor perdeu o tempo de disputa e toca o palmeirense (e isso é infração – infantil, bobinha, mas real). É a chamada “falta imprudente”.
Aqui, o VAR também não chamou o árbitro pelo mesmo motivo do lance de Gerson: interpretação. Também eu daria o pênalti, pelo motivo justificado.

4 – Aos 7 minutos do segundo tempo, a encarada de Tite e João Martins: profissionais da magnitude deles, deveriam se portar muito melhor. É jogo de futebol profissional, não uma guerra. É esporte-business. Tal comportamento mereceu corretamente Cartão Amarelo para o treinador flamenguista e o assistente palmeirense.

5 – Aos 20′ do 2º tempo, lance de mão de Murilo: óbvio que ele não teve intenção, não se pode marcar falta por esse motivo, pois o jogador não quer tocar deliberadamente a bola. Mas… e por movimento antinatural? Aí vale uma boa discussão:
Pedro e Murilo estão com os braços abertos, levantados, tentando ocupar espaço e olhando para a bola que vem pelo alto (um tentando ganhá-la antes do outro). Ao estarem nessa ação (braços esticados, querendo ganhar espaço propositalmente), ampliam infracionalmente o espaço de contato! É natural disputar uma bola com os braços estendidos? É legal evitar a aproximação do adversário fazendo uso das mãos e braços?
A resposta é: Não. Se a bola bate no braço de qualquer um desses jogadores, o árbitro pode interpretar movimento antinatural (já que você não pode estar com o braço aberto, levantado, tentando empurrar ou distanciar o adversário na disputa de bola). É interpretativo, e o VAR pode ou não ser acionado nesse caso. Eu marcaria pênalti, justamente pelo movimento antinatural.
Ops: aqui não vale questionar se “a bola passaria, seria dominada, bloqueada, etc”, pois a questão é: intenção ou não, movimento natural ou antinatural de braço estendido. Repare que Murilo tenta retirar o braço, depois que a bola já está caindo. Aí é tarde…
Lembrando: se a bola bate na mão de um atacante e na sequência sai o gol, ele deve ser anulado, pela mudança recente na regra em relação a mão de atacante.

6 – 26m do 2º tempo, o gol anulado de Flaco López: dificílimo, pois as imagens daqui não são nítidas. Estamos na era analógica em nossos torneios… O assistente técnico João Martins reclamou em coletiva do frame, o que é algo a considerar, mas só com a tecnologia de IA da FIFA para impedimentos poderemos afirmar. Aparentemente, houve o impedimento milimétrico (e aqui não existe “mulher meio grávida”: ou está a frente ou não). Acertou a arbitragem, em lance difícil.

7- Aos 37’do 2º tempo, a expulsão de Abel Ferreira. Há 3 tipos de agressão no futebol (lembrando que qualquer agressão é para Cartão Vermelho): a física (dar um soco), a verbal (xingar com um palavrão) e a gestual (um gesto obsceno). O que o treinador fez foi juvenil, “de 5ª série”). E dentro do protocolo do VAR, Wagner Reway, o árbitro de vídeo, achou esse lance e cumpriu o seu papel. Repare que Daronco foi “com gosto” na corridinha ao monitor…
Com tantas câmeras, Abel achava que não seria flagrado? Aliás, Abel e Zubeldía (bem como seus assistentes) continuam dando péssimos exemplos comportamentais (falamos sobre isso aqui: https://wp.me/p55Mu0-3vz).

Considerações finais:

A – No segundo tempo, Daronco não quis jogo. A cada paralisação, respirava, tomava fôlego e não agilizava a partida. A falta de dinamismo em jogos que ele apita é irritante. Mas consideremos: o jogo foi muito chato e com lances dúbios.

B – Ninguém ainda questionou João Martins e Abel Ferreira sobre o lance de Veiga no jogo de ida? Insisto, e vale para Flamengo, São Paulo, Atlético e demais clubes: só se reclama erros contrários, nos a favor, escondem-se e “curtem” a falha intramuros. É muita hipocrisia o mundo do futebol.

C – A ironia do destino: o Palmeiras vetava Paulo César de Oliveira em seus jogos e a torcida o ofendia dos piores palavrões quando ele era escalado. Hoje, recebo prints e vídeos de torcedores palmeirenses com o PC dizendo no Sportv: “Não foi pênalti em Gerson e não foi pênalti de Murilo”! Ué, agora o Paulo César é bom? O que é a paixão do mais aficcionado…

– Por quê Daronco em Palmeiras x Flamengo?

Para qualquer árbitro do futebol brasileiro que apite jogos da elite, você achará erros contrários e a favor para qualquer clube. É fato!

Costumo usar o termo: não tem árbitro imaculado em nosso país. Todos já prejudicaram e favoreceram (sem intenção, obviamente) os times grandes que apitaram. E a solução da CBF é: escalar o menos rejeitado!

Ao divulgar Anderson Daronco para o jogo de volta da Copa do Brasil entre Palmeiras x Flamengo, não fiquei surpreso, pois era “bola cantada” que o gaúcho seria escalado. E por falta de opção. Veja só:

O Brasil tem 10 árbitros FIFA masculinos (número máximo permitido). São eles:

Anderson Daronco (RS)
Bráulio da Silva Machado (SC)
Bruno Arleu (RJ)
Flávio Rodrigues (SP)
Paulo César Zanovelli (MG)
Rafael Klein (RS)
Ramon Abatti (SC)
Raphael Claus (SP)
Rodrigo Pereira Sampaio (PE)
Wilton Pereira Sampaio (GO)

Lembre-se: temos Edina Alves Batista no quadro feminino, que apita jogos masculinos da elite. Portanto, seriam 11 nomes disponíveis. Mas ela é paulista, e assim sendo, não pode. Retire paulistas e cariocas da escala, e sobraram 7 opções.

Dos 7, retire Bráulio, pois apitou o jogo de ida (e não expulsou Raphael Veiga). Restaram 6. Mas Ramon Abatti Abel está na final dos Jogos Olímpicos, não pode apitar. Sobraram 5. Descarte Wilton Pereira Sampaio, que apesar de experiente, é vetado pelo Palmeiras (lembrem das reclamações fortes contra Wilton e Sávio, os irmãos Sampaio). Wilton, além disso, está em péssima fase, e apitará mesmo assim Red Bull Bragantino x Athletico Paranaense. Sobraram 4.

Paulo Zanovelli e Rodrigo Pereira Sampaio, apesar de serem da FIFA, não tem condições de tocar um jogo desse. Com deficiência técnica, qualquer erro seria motivo para seminários de discussões e subterfúgio para as eliminações. Aí temos os gaúchos Rafael Rodrigo Klein e Anderson Daronco. 

O meu Xará é novato na FIFA, e precisa ser preservado. Aí, por sorte, sobrou um nome experiente: Daronco.

A favor dele (pelo lado da CBF), na hora em que o jogo ficar pegado, o juizão não terá vergonha em marcar um monte de faltas e “cadenciar” o apito. Quanto menos tempo de bola rolando, menor chance de erros. Assim, prefira-se reclamações de uma partida onde o árbitro não deixou jogar, do que um jogo decidido com erro e polêmica (é a lógica da Comissão de Arbitragem).

Que quebra-cabeça, hein?

Boa sorte aos times, e torçamos para o árbitro deixar o jogo rolar.

– Como se escolheu o árbitro para o jogaço entre Verdão vs Mengão.

Sobre a escala de Anderson Daronco para Palmeiras x Flamengo, escrevemos aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2024/08/06/por-que-daronco-em-palmeiras-x-flamengo/

Se preferir, explicado no vídeo em: https://youtu.be/6kudsli66BY?si=ZProT8tZDSmegOJk

– Quanto ganha um árbitro para apitar a Copa do Brasil?

Sabemos que as taxas de arbitragem para o Campeonato Brasileiro são diferentes na Copa do Brasil, pois elas variam.

Da Rodada 1 até a Rodada 38 do Campeonato Brasileiro, um árbitro recebe R$ 5.000,00 (se for da FIFA, quase R$ 7.000,00 – exatamente R$ 6.930,00 + estadias e alimentação). O bandeira CBF R$ 3.000,00 (FIFA: R$ 4.160,00). Idem ao VAR. E vejam só quanta gente está nas escalas hoje…

Para a Copa do Brasil, isso muda: no ano passado (em números redondos), cada árbitro recebeu aproximadamente R$ 3.000,00 nas primeiras fases. As taxas vão aumentando rodada a rodada, atingindo R$ 7.500,00 nas quartas-de-final, R$ 11.000,00 nas semi-finais e… em 2023, Bráulio da Silva Machado e Anderson Daronco (os árbitros de ida e volta de Flamengo x São Paulo – coincidentemente, os mesmos de Flamengo x Palmeiras em 2024), receberam cada R$ 20.000,00 (Bandeiras 12.000,00, VAR R$ 12.000,00, 4º árbitro R$ 5.000,00).

Por tanto dinheiro, tem que ser impecável a arbitragem, não?

– VAR e AVAR bêbados… É o que faltava!

E se fosse no Brasil?

Para a 3ª rodada das fases preliminares da UCL, no jogo entre Dínamo Kiev (Ucrânia) x Glascow Rangers (Escócia), estavam escalados o polonês Bartosz Frankowski (Polônia) como VAR e Tomasz Musial (Inglaterra) como AVAR. Eis que, saíram embriagados de um bar e roubaram uma placa de sinalização de semáforo!

Ambos fora de si, acusaram alto teor alcoólico no bafômetro (segundo as agências internacionais) e detidos. Após pagamento de fiança, foram liberados (e obviamente substituídos do jogo).

Apesar das lambanças no Brasileirão, ainda não se viu isso aqui no VAR do Brasil

Bronca na Champions. Árbitros embebedam-se, roubam sinal e são detidos

Frankowsky, na imagem extraída de https://www.noticiasaominuto.com/desporto/2610999/bronca-na-champions-arbitros-embebedam-se-roubam-sinal-e-sao-detidos

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Athletico Paranaense (Copa do Brasil):

Para o confronto entre o Massa Bruta e o Furacão, valendo vaga para a próxima fase da Copa do Brasil, a CBF escalou:

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio – GO
Árbitro Assistente 1: Fabrício Vilarinho da Silva – GO
Árbitro Assistente 2: Eduardo Gonçalves da Cruz – MS
Quarto Árbitro: Bruno Prado Nogueira – BA
Assessor de Arbitragem: José Alexandre Barbosa Lima – RJ 
VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro – RN
AVAR1: Cleriston Clay Barreto – SE
AVAR2: Rodrigo Nunes de Sá– RJ
Observador de VAR: Rodrigo Pereira Joia – RJ

Sabidamente, Wilton é um árbitro experiente e participou da Copa do Mundo Catar 2022 e Copa América EUA 2024. Entretanto, apesar de ter feitos bons jogos no Mundial, foi mal em Inglaterra x França e “não saiu desse jogo” ainda (tanto tempo depois). Vive um “inferno técnico” desde então, com erros diversos nas partidas, bem longe do que foi no auge da carreira.

Deixou o “pau comer” no ano passado em Boca x Racing, sendo permissivo demais (veja aqui: https://wp.me/p55Mu0-3kF), depois exagerou no rigor num Fla-Flu (aqui: https://wp.me/p55Mu0-3n0), acrescentando o erro crasso no Corinthians 4×4 Grêmio (partida em que Renato Gaúcho reclama até agora que lhe tiraram o título, aqui: https://wp.me/p55Mu0-3lt), e, por fim, pela Copa do Brasil, ufa, o erro que eliminou o Bahia (aqui: https://wp.me/p4RTuC-O3O).

É bom árbitro, mas há tempos que tem errado em muita quantidade e de maneira bizarra.

Torço para um grande jogo e uma boa arbitragem!

Acompanhe conosco o jogo do Red Bull Bragantino x Athletico Paranaense pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/futeboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Quarta, 07/08, às 19h. Mas desde às 18h estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Por quê Daronco em Palmeiras x Flamengo?

Para qualquer árbitro do futebol brasileiro que apite jogos da elite, você achará erros contrários e a favor para qualquer clube. É fato!

Costumo usar o termo: não tem árbitro imaculado em nosso país. Todos já prejudicaram e favoreceram (sem intenção, obviamente) os times grandes que apitaram. E a solução da CBF é: escalar o menos rejeitado!

Ao divulgar Anderson Daronco para o jogo de volta da Copa do Brasil entre Palmeiras x Flamengo, não fiquei surpreso, pois era “bola cantada” que o gaúcho seria escalado. E por falta de opção. Veja só:

O Brasil tem 10 árbitros FIFA masculinos (número máximo permitido). São eles:

Anderson Daronco (RS)
Bráulio da Silva Machado (SC)
Bruno Arleu (RJ)
Flávio Rodrigues (SP)
Paulo César Zanovelli (MG)
Rafael Klein (RS)
Ramon Abatti (SC)
Raphael Claus (SP)
Rodrigo Pereira Sampaio (PE)
Wilton Pereira Sampaio (GO)

Lembre-se: temos Edina Alves Batista no quadro feminino, que apita jogos masculinos da elite. Portanto, seriam 11 nomes disponíveis. Mas ela é paulista, e assim sendo, não pode. Retire paulistas e cariocas da escala, e sobraram 7 opções.

Dos 7, retire Bráulio, pois apitou o jogo de ida (e não expulsou Raphael Veiga). Restaram 6. Mas Ramon Abatti Abel está na final dos Jogos Olímpicos, não pode apitar. Sobraram 5. Descarte Wilton Pereira Sampaio, que apesar de experiente, é vetado pelo Palmeiras (lembrem das reclamações fortes contra Wilton e Sávio, os irmãos Sampaio). Wilton, além disso, está em péssima fase, e apitará mesmo assim Red Bull Bragantino x Athletico Paranaense. Sobraram 4.

Paulo Zanovelli e Rodrigo Pereira Sampaio, apesar de serem da FIFA, não tem condições de tocar um jogo desse. Com deficiência técnica, qualquer erro seria motivo para seminários de discussões e subterfúgio para as eliminações. Aí temos os gaúchos Rafael Rodrigo Klein e Anderson Daronco. 

O meu Xará é novato na FIFA, e precisa ser preservado. Aí, por sorte, sobrou um nome experiente: Daronco.

A favor dele (pelo lado da CBF), na hora em que o jogo ficar pegado, o juizão não terá vergonha em marcar um monte de faltas e “cadenciar” o apito. Quanto menos tempo de bola rolando, menor chance de erros. Assim, prefira-se reclamações de uma partida onde o árbitro não deixou jogar, do que um jogo decidido com erro e polêmica (é a lógica da Comissão de Arbitragem).

Que quebra-cabeça, hein?

Boa sorte aos times, e torçamos para o árbitro deixar o jogo rolar.

– As péssimas práticas comportamentais no futebol brasileiro.

Quem assiste o Campeonato Brasileiro e o compara com os da Europa, vê alguns hábitos condenáveis (especialmente os de unfair-play). É muita reclamação por parte de jogador, treinador, preparador físico e até de atleta reserva!

Cansa, a cada partida, ver gritos e gestos de protestos até para marcação de um simples arremesso lateral. Não condiz com o verdadeiro espírito esportivo, pois parece que as equipes querem ganhar a qualquer custo, legalmente ou não, sem se importar com a lisura e os bons exemplos.

Foi pênalti “roubado”? Ops: no jargão esportivo, “roubado” significa “mal marcado, errado, equivocado”… Mas a seu favor, pode.

Quer exemplos?

Quando é que os recordistas em cartões amarelos Zubeldía e Abel Ferreira reclamaram que foram beneficiados pela arbitragem? Quando os erros são contrários (e até quando não há erros), fazem um enorme escândalo e acabam mascarando erros de suas escalações, esquemas táticos que não deram certo ou substituições fracassadas, arranjando a temática “arbitragem” como motivo de discussão.

A propósito deles, impressiona como não evitam tomar cartões e promovem rodízio de reclamações. Repare: os assistentes técnicos e seus preparadores físicos são igualmente mal comportados, e recebem advertência tanto quanto os técnicos. É uma estratégia de pressão, igualmente condenável.

Obviamente, nossa qualidade técnica da arbitragem está aquém do desejado se comparado com a das principais ligas europeias. Mas lá, mesmo quando ocorrem os erros, não se vê toda essa bagunça com árbitro e quarto-árbitro.

Estenda-se a percepção de mau comportamento para alguns atletas. Assisti São Paulo x Flamengo e me assustei: Raphinha tumultou o jogo, foi desagradável, deselegante e inconveniente. Quando ele fez isso lá na Alemanha, no período em que jogou a Bundesliga?

Quando o VAR é acionado… aí vira bagunça. Compare na Premiere League: não há rodas em torno do árbitro, ele vai tranquilamente ao monitor e toma a decisão. Já no nosso capenga VAR tupiniquim, há quase uma conferência entre atletas “favoráveis” a uma marcação e a outros “não favoráveis”. E nada disso pode! Ficou conversando com o árbitro durante o diálogo com a cabine ou foi junto ao monitor, obrigatoriamente é lance para cartão amarelo. Aliás, para se coibir isso, algumas ligas estão adotando a regra proposta para discussão em 2025 (e que usam na condição de teste): somente o capitão tem permissão para conversar com o árbitro. Se implantada universalmente, esqueça do seu sucesso aqui. Todo mundo ficará em cima do juizão, como já é.

Outro comportamento indesejável: as simulações! Qualquer contato físico, o atingido se joga, berra, geme, pede ambulância e socorro. E em boa parte das vezes… nada foi. Um empurrão leve vira um atropelamento. Um esbarrão vira agressão. E o pior: os jogadores insistem em cavar faltas e muitas pessoas aplaudem a malandragem. Não pode! Sem contar as tentativas de pênalti… Na Europa, atacante que se joga na área e finge ter sofrido infração, é vaiado pela atitude antidesportiva. Aqui é exaltado…

Só que repare: atletas como Luciano (SPFC), Hulk (CAM), Deyverson e tantos outros, se jogassem na Europa e tivessem os mesmos comportamentos incorretos, seriam sacados do jogo. Só que os torcedores gostam disso! É como a situação desnecessária de uma bola que vai sair pela linha lateral e não tem chance de ser salva: o atleta corre, dá carrinho, faz um teatro e é ovacionado! Ele sabia que não salvaria a bola, mas sabia também que o coração apaixonado de um torcedor não fala com a razão, mas somente com a emoção.

Em resumo, tudo isso só acontece pois temos a cultura do vitimismo: todo mundo diz que seu time é o mais prejudicado do campeonato. Ué, e quem são os mais ajudados, se todos são prejudicados?

Por um futebol mais correto e limpo, amigos…

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Athletico Paranaense (Copa do Brasil):

Para o confronto entre o Massa Bruta e o Furacão, valendo vaga para a próxima fase da Copa do Brasil, a CBF escalou:

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio – GO
Árbitro Assistente 1: Fabrício Vilarinho da Silva – GO
Árbitro Assistente 2: Eduardo Gonçalves da Cruz – MS
Quarto Árbitro: Bruno Prado Nogueira – BA
Assessor de Arbitragem: José Alexandre Barbosa Lima – RJ 
VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro – RN
AVAR1: Cleriston Clay Barreto – SE
AVAR2: Rodrigo Nunes de Sá– RJ
Observador de VAR: Rodrigo Pereira Joia – RJ

Sabidamente, Wilton é um árbitro experiente e participou da Copa do Mundo Catar 2022 e Copa América EUA 2024. Entretanto, apesar de ter feitos bons jogos no Mundial, foi mal em Inglaterra x França e “não saiu desse jogo” ainda (tanto tempo depois). Vive um “inferno técnico” desde então, com erros diversos nas partidas, bem longe do que foi no auge da carreira.

Deixou o “pau comer” no ano passado em Boca x Racing, sendo permissivo demais (veja aqui: https://wp.me/p55Mu0-3kF), depois exagerou no rigor num Fla-Flu (aqui: https://wp.me/p55Mu0-3n0), acrescentando o erro crasso no Corinthians 4×4 Grêmio (partida em que Renato Gaúcho reclama até agora que lhe tiraram o título, aqui: https://wp.me/p55Mu0-3lt), e, por fim, pela Copa do Brasil, ufa, o erro que eliminou o Bahia (aqui: https://wp.me/p4RTuC-O3O).

É bom árbitro, mas há tempos que tem errado em muita quantidade e de maneira bizarra.

Torço para um grande jogo e uma boa arbitragem!

Acompanhe conosco o jogo do Red Bull Bragantino x Athletico Paranaense pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/futeboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Quarta, 07/08, às 19h. Mas desde às 18h estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Juventude ou Vivência para apitar um jogo de futebol?

Compartilho artigo de minha autoria, publicado aqui no blog em 2010 e extremamente pertinente:

JOVIALIDADE CONTRA EXPERIÊNCIA NA ARBITRAGEM

Poderia até soar demagogo o título deste artigo. Ao contrário, ele vem dar o tom para um debate que certamente ocorrerá ao longo do ano: a renovação do quadro de árbitros do futebol brasileiro.

A Comissão de Árbitros da CBF anunciou que os árbitros a ingressarem no Quadro Nacional em 2010 deverão ter até 30 anos de idade. Tal medida servirá de subsídio para aplausos e vaias, de acordo com o enfoque desejado.

Uma renovação com nomes jovens e desconhecidos, a fim de realizar um trabalho de base, com treinamento técnico e teórico, é uma medida sensacional. Porém, dificultosa por alguns motivos: terão os clubes paciência para o amadurecimento desses árbitros? O trabalho de preparação dos nomes em treinamentos seria feito como? A estrutura financeira do futebol permitiria tal trabalho? Os jovens teriam a garantia de escalas?

Um grande ponto a favor seria o condicionamento físico, num momento em que o futebol é muito mais corrido do que jogado. O ponto negativo, claro, a inexperiência.

Já a renovação com nomes alternativos (não necessariamente tão jovens), a fim de oxigenar a atual relação, dando oportunidades a talentos das federações estaduais que até então, por número de vagas escassas, não apareceram no cenário nacional, se adotada para 2010 será contestada: de onde viriam esses nomes jovens a serem indicados? Quem os garantiriam ou os respaldariam em caso de pressão de dirigentes? Como não queimar jovens talentos e lançá-los em jogos adequados?

Um grande ponto a favor de nomes “alternativos” seria a experiência adquirida em campo em contrapartida dos novatos. O ponto negativo, claro, é o vício que poderão carregar pelos anos de apito (e entenda-se na linguagem do árbitro de futebol como “vício” os costumes e hábitos adquiridos na maneira de apitar e no estilo de arbitragem, difíceis de serem eliminados ao longo do tempo).

E aí virá a discussão. O que é mais necessário hoje: jovialidade ou experiência?

Para responder tal questão, leve em conta os fatores:

– Condicionamento físico;
– Capacidade de fazer a leitura do jogo durante a partida;
– Conhecimento de artimanhas e características de atletas já trabalhados em outras partidas;
– Histórico de arbitragem;
– Rodagem em campeonatos e clubes diversos;
– Respeitabilidade adquirida ao longo dos anos;
– Idade madura do árbitro (qual é a maturidade do jogador e a do árbitro?)

Tal tema é de dificílimo trato. E a implantação de tal projeto carece de força e apoio. Desejo boa sorte a Sérgio Correa nesta ousada empreitada. E que os clubes tenham paciência em entender o processo de renovação proposto.

Vale lembrar que tal assunto não se restringe apenas ao mundo do futebol. No dia-a-dia, em qualquer seara, se discute sobre a renovação profissional, o momento dela, e o costumeiro debate: jovens ou seniors? No mundo corporativo, isso é cotidianamente questionado.

Por fim, talvez algo a ser exaltado: a troca de informações entre gerações! Um jovem inexperiente interagindo com alguém tarimbado é ótimo, bem como um experiente aprendendo inovações com os mais novos.

Tipos de intercâmbio: experiências que podem mudar a sua vida!

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– As péssimas práticas comportamentais no futebol brasileiro.

Quem assiste o Campeonato Brasileiro e o compara com os da Europa, vê alguns hábitos condenáveis (especialmente os de unfair-play). É muita reclamação por parte de jogador, treinador, preparador físico e até de atleta reserva!

Cansa, a cada partida, ver gritos e gestos de protestos até para marcação de um simples arremesso lateral. Não condiz com o verdadeiro espírito esportivo, pois parece que as equipes querem ganhar a qualquer custo, legalmente ou não, sem se importar com a lisura e os bons exemplos.

Foi pênalti “roubado”? Ops: no jargão esportivo, “roubado” significa “mal marcado, errado, equivocado”… Mas a seu favor, pode.

Quer exemplos?

Quando é que os recordistas em cartões amarelos Zubeldía e Abel Ferreira reclamaram que foram beneficiados pela arbitragem? Quando os erros são contrários (e até quando não há erros), fazem um enorme escândalo e acabam mascarando erros de suas escalações, esquemas táticos que não deram certo ou substituições fracassadas, arranjando a temática “arbitragem” como motivo de discussão.

A propósito deles, impressiona como não evitam tomar cartões e promovem rodízio de reclamações. Repare: os assistentes técnicos e seus preparadores físicos são igualmente mal comportados, e recebem advertência tanto quanto os técnicos. É uma estratégia de pressão, igualmente condenável.

Obviamente, nossa qualidade técnica da arbitragem está aquém do desejado se comparado com a das principais ligas europeias. Mas lá, mesmo quando ocorrem os erros, não se vê toda essa bagunça com árbitro e quarto-árbitro.

Estenda-se a percepção de mau comportamento para alguns atletas. Assisti São Paulo x Flamengo e me assustei: Raphinha tumultou o jogo, foi desagradável, deselegante e inconveniente. Quando ele fez isso lá na Alemanha, no período em que jogou a Bundesliga?

Quando o VAR é acionado… aí vira bagunça. Compare na Premiere League: não há rodas em torno do árbitro, ele vai tranquilamente ao monitor e toma a decisão. Já no nosso capenga VAR tupiniquim, há quase uma conferência entre atletas “favoráveis” a uma marcação e a outros “não favoráveis”. E nada disso pode! Ficou conversando com o árbitro durante o diálogo com a cabine ou foi junto ao monitor, obrigatoriamente é lance para cartão amarelo. Aliás, para se coibir isso, algumas ligas estão adotando a regra proposta para discussão em 2025 (e que usam na condição de teste): somente o capitão tem permissão para conversar com o árbitro. Se implantada universalmente, esqueça do seu sucesso aqui. Todo mundo ficará em cima do juizão, como já é.

Outro comportamento indesejável: as simulações! Qualquer contato físico, o atingido se joga, berra, geme, pede ambulância e socorro. E em boa parte das vezes… nada foi. Um empurrão leve vira um atropelamento. Um esbarrão vira agressão. E o pior: os jogadores insistem em cavar faltas e muitas pessoas aplaudem a malandragem. Não pode! Sem contar as tentativas de pênalti… Na Europa, atacante que se joga na área e finge ter sofrido infração, é vaiado pela atitude antidesportiva. Aqui é exaltado…

Só que repare: atletas como Luciano (SPFC), Hulk (CAM), Deyverson e tantos outros, se jogassem na Europa e tivessem os mesmos comportamentos incorretos, seriam sacados do jogo. Só que os torcedores gostam disso! É como a situação desnecessária de uma bola que vai sair pela linha lateral e não tem chance de ser salva: o atleta corre, dá carrinho, faz um teatro e é ovacionado! Ele sabia que não salvaria a bola, mas sabia também que o coração apaixonado de um torcedor não fala com a razão, mas somente com a emoção.

Em resumo, tudo isso só acontece pois temos a cultura do vitimismo: todo mundo diz que seu time é o mais prejudicado do campeonato. Ué, e quem são os mais ajudados, se todos são prejudicados?

Por um futebol mais correto e limpo, amigos…

– Análise da Arbitragem de Vasco da Gama 2×2 Red Bull Bragantino.

Gustavo Ervino Bauermann é um árbitro jovem, e dos diversos novatos que estrearam na Série A neste ano, é o que melhor está aproveitando as oportunidades.

No estádio São Januário, fez um primeiro tempo muito bom (não foi muito exigido, mas cumpriu a regra quando foi chamado). Deixou o jogo correr, não marcou qualquer faltinha e se posicionou bem em campo. Aliás, nos primeiros 45 minutos, tivemos um número curioso: em faltas, Vasco 2×10 Red Bull Bragantino. Mas as duas do Vascão resultaram em cartões amarelos (Souza por matar um contra-ataque de Borbas agarrando-o pela cintura e Adson por um jogo temerário no final da etapa).

O detalhe: a maior parte das faltas do Red Bull Bragantino foram em situações de ataque, na etapa inicial. Talvez, pela leitura de jogo, por serem atletas reservas que queriam mostrar serviço ao treinador Caixinha e foram afoitos.

No Segundo Tempo, o jogo ficou mais nervoso e Bauermann precisou usar as advertências verbais, mas sem problemas também. Todos os cartões amarelos foram necessários e corretos (4×1). Em faltas, no segundo tempo: 6×8. Tecnicamente, só bobeou em uma falta em Helinho (eu marcaria, mas foi coerente com seu estilo de apitar, pois não marcou lances semelhantes).

Se bem trabalhado, Gustavo pode ser um bom nome para a CBF em um futuro próximo.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Vasco da Gama x Red Bull Bragantino.

E para o confronto entre o Vascão e o Massa Bruta, a CBF escalou:

Árbitro: Gustavo Ervino Bauermann – SC
Árbitro Assistente 1: Alex dos Santos
Árbitro Assistente 2: Henrique Neu Ribeiro
Quarto Árbitro: Fernando Mendes
Assessor de Arbitragem:
VAR: Emerson Ferreira – MG
AVAR1:
AVAR2:
Observador de VAR: (A CBF ainda não disponibilizou a escala completa).

Gustavo Bauermann tem somente 28 anos e é de Francisco Beltrão / PR (embora apite por SC). Ele apitou a série C e D em 2022. Em 2023, apitou dois jogos da série B. E, sem muita experiência, estreou na série A em Bahia × Red Bull Bragantino. Depois apitou Botafogo x Red Bull Bragantino.

Além desses jogos, Gustavo apitou vários outros da serie A e da Copa do Brasil. Dos novatos, sem dúvida, tem sido o melhor árbitro até agora.

Torço para um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe conosco o jogo do Vasco x Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/futeboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 03/08, 19h00. Mas desde às 18h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Inter de Bebedouro:

A FPF escalou para o confronto entre Paulista Futebol Clube vs Internacional de Bebedouro a seguinte equipe de arbitragem:

Henrique tem apenas 5 anos de carreira, Apitava as categorias amadoras no ano passado, e nesse ano estreou na A4. Como o jogo do Galo, em tese, é apenas para cumprir tabela, a Comissão de Árbitros opta por dar chance a um jovem.

Me surpreende o 4º árbitro: Flavio Mineiro pulou da Bzinha para a A1 como um raio, fez uma lambança no Morumbi e… da forma como subiu, desceu! Ser reserva na 5ª divisão em jogo de cumprimento de tabela, não dá.

Acompanhe Manthiqueira x Paulista pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo, no sábado, começa às 15h, mas desde às 14h o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– A expulsão de Marta.

Considero Marta a “Rainha do Futebol”, respeito sua brilhante trajetória, a admiro, mas… não tinha o que fazer no lance da Seleção Brasileira contra a Espanha pelas Olimpíadas. Ela mereceu a expulsão.

Também respeito o Juca Kfouri, brilhante jornalista, mas discordo totalmente da opinião dele (vide abaixo): a Regra do Futebol é universal, e tem que ser cumprida desde o desconhecido Zézinho da Esquina até o famoso Lionel Messi.

Marta simplesmente deveria ter sido mais cuidadosa. E errou. Paciência. O cartão vermelho foi bem aplicado.

– Minha Coluna Esportiva no Jornal de Jundiaí:

Para quem não pode ler, meu texto no JJ dessa semana, onde abordo a confusão e falta de critérios para se dar os acréscimos no futebol:

Regras e orientações para isso, obviamente há. Se não se cumpre, é outro assunto

Em: https://sampi.net.br/jundiai/noticias/2850479/opinioes/2024/08/de-onde-vem-os-acrescimos-exagerados

– Os lances polêmicos de Flamengo x Palmeiras, Corinthians x Grêmio e Athlético Paranaense x Red Bull Bragantino: por que eles ocorreram?

Para ficar o entendimento dos lances a seguir, um preâmbulo didático: estamos no começo dos anos 90, na Escola de Árbitros Flávio Iazzetti da FPF, na fala do instrutor FIFA Gustavo Caetano Rogério:

“Quando alguém for com a trava da chuteira no adversário, não tem que administrar, porra, é Cartão Vermelho. Se quiser fazer média não vai apitar”.

O saudoso e querido professor Gustavo odiava que se utilizasse a expressão “administrar o jogo”, pois o árbitro deve cumprir a regra. E eu não me esqueci da resposta, a anotei, pois a pergunta estúpida (sobre administrar jogo) era minha… jovem, recém formado em Administração, fiz uso indevido do termo. 

Dito isso: muitos árbitros estão administrando situações para não se comprometerem! E transferem a responsabilidade, malandramente falando, para o VAR. As decisões são sempre omissas, esperando o chamado da cabine, pois lá tem VAR e AVARes no ar condicionado com inúmeras câmeras (embora, sem sentirem o calor do jogo e sem o elemento principal: a visão privilegiada do árbitro dentro de campo, coisa que câmera alguma tem).

Em torneios eliminatórios de dois jogos (mata-matas), um erro de árbitro no primeiro jogo pode repercutir no segundo e ser decisivo. Por exemplo: e se o Raphael Veiga (que entrou de sola na perna de Eric Pulgar e deveria ter sido expulso e não foi) “arrebentar” no jogo de volta e ser decisivo no Allianz Parque? Não-expulso no Maracanã, decidindo… se expulso, seria um desfalque importante (aliás, o Palmeiras com 10 atletas no jogo de ida poderia tomar mais gols, hipoteticamente).

E por que o árbitro Bráulio da Silva Machado  não expulsou?

Antigamente, muito árbitro evitava expulsar atleta no primeiro jogo para “não se comprometer”, com a maldita ideia de que “estragaria o jogo de volta”. Ora, quem estraga é o jogador! Se o árbitro tem que expulsar e isso vai desfalcar um time, não é culpa dele, pois se cumpre a regra e acabou! E há jornalista que defende isso: poupar vermelhos para o bem do espetáculo. Será que Bráulio pensou nisso?

O VAR Igor Junio Benevenuto de Oliveira deveria ter chamado, pois para lances de possíveis cartões vermelhos e erros crassos, o protocolo precisa ser acionado. A única explicação é: Igor não achou lance crasso e respeitou a interpretação do árbitro. Se assim o fez, errou. Veiga vai com as travas em Pulgar, já tinha perdido o tempo da bola e nem esboça movimento de evitar contato com o adversário.  

Na Neo Química Arena, houve o lance de Raniele que “meteu o pé” em Villasanti e Gustavo Nunes que deu uma braçada/cotovelada em Pedro Henrique (desde 2021 há a orientação para expulsão nesse tipo de atitude com mãos e braços no adversário). Ambos mereceram o Cartão Vermelho. Mas o detalhe é: não se pode passar batido que o veteraníssimo Marcelo de Lima Henrique, com 52 anos, na frente dele, tenha contemporizado a entrada de Raniele e dado apenas o Cartão Amarelo. Felizmente o VAR Rodolpho Toski Marques corrigiu o cartão. Nesse momento, pensei: Marcelo “deu uma de Bráulio”, em relação, a Veiga, e tentou poupar o atleta também?

Em Curitiba, o Red Bull Bragantino fazia um abafa no Athlético Paranaense e não deixava o adversário jogar. Num contra-ataque, tomou o primeiro gol. Na sequência, tomou o segundo gol. E no final do primeiro tempo, quase tomou o terceiro num pênalti de queimada!

A bola é levantada na área, o atacante do Furacão cabeceia para o gol e a bola bate no braço de Nathan Mendes. O defensor estava de costas, pois tinha saltado e perdido a bola. Seus braços estavam em movimento natural e é a bola que bate nele! Não tem nada de intenção ou movimento antinatural, e o árbitro carioca Wagner Magalhães nada marca. Eis que o VAR pernambucano Gilberto Rodrigues Castro Júnior o chama e ele muda de opinião. Errou! Faltou personalidade ao juizão… e aqui, novamente: transferência de responsabilidade! 

Eu, sinceramente, não sei o que é pior: a deficiência técnica dos árbitros ou se falta “culhão” para se bater no peito, agradecer a sugestão do VAR e dizer: “fico com a minha interpretação de campo”. Má intenção ou desonestidade não é, esqueça.

Em tempo: e o torcedor corintiano bobão (para usar um termo publicável) que fez gestos de natação ironizando insensivelmente os gaúchos com a tragédia da enchente? Parabéns ao clube por repudiar, mas deveria proibir o sujeito de voltar a entrar no estádio. Aliás, o que os filhos e os netos desse “cidadão” devem estar pensando, né?

– A expulsão de Marta.

Considero Marta a “Rainha do Futebol”, respeito sua brilhante trajetória, a admiro, mas… não tinha o que fazer no lance da Seleção Brasileira contra a Espanha pelas Olimpíadas. Ela mereceu a expulsão.

Também respeito o Juca Kfouri, brilhante jornalista, mas discordo totalmente da opinião dele (vide abaixo): a Regra do Futebol é universal, e tem que ser cumprida desde o desconhecido Zézinho da Esquina até o famoso Lionel Messi.

Marta simplesmente deveria ter sido mais cuidadosa. E errou. Paciência. O cartão vermelho foi bem aplicado.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Athletico Paranaense x Red Bull Bragantino (Copa do Brasil):

E para o confronto entre o Furacão x Massa Bruta, a CBF escalou:

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães – RJ
Árbitro Assistente 1: Fabrício Vilarinho da Silva – GO
Árbitro Assistente 2: Thiago Henrique Neto Correa Farinha – RJ
Quarto Árbitro: João Marcos Gonçalves Fernandes – RJ
Assessor de Arbitragem: José Antonio Chaves Franco Junior – RS 
VAR: Gilberto Rodrigues Castro Júnior – PE
AVAR1: Diogo Carvalho Silva – RJ
AVAR2: Vinícius Gomes do Amaral – MG
Observador de VAR: Alício Pena Jr – MG

Me preocupa essa escala. Wagner Magalhães está em péssima fase! Cometeu dias atrás seu 3º erro seguido em jogo do Palmeiras, no lance de Aníbal Moreno e Baralhas. Terceiro jogo com equívocos e ainda é prestigiado! Vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2024/07/12/o-polemico-penalti-nao-marcado-em-palmeiras-x-atletico-go-e-o-3o-erro-a-favor-do-mesmo-arbitro/

O juizão foi quem apitou o jogo contra o Sousa-PB também pela Copa do Brasil, e responsável pela ruim atuação na eliminação do mesmo torneio no ano passado contra o Ypiranga. Relembre aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/03/15/analise-da-arbitragem-de-ypiranga-3×1-red-bull-bragantino/

Uma das piores atuações dele, sem dúvida, foi num Coritiba x Santos, onde pareceu um ex-árbitro em campo. Aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/10/26/e-pra-ir-dormir-o-penalti-para-o-coritiba-contra-o-santos/

Enfim: que esteja bem condicionado fisicamente nessa partida.

Acompanhe conosco o jogo do Athletico Paranaense x Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/futeboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Quarta, 31/07, às 19h. Mas desde às 18h estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Textor é processado por VAR devido as acusações de manipulação:

E o VAR Rafael Traci, de Botafogo 3×4 Palmeiras, pede na Justiça indenização e demais providências contra John Textor, por acusação de manipulação de resultados.

Extraído de: https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2024/07/25/arbitro-de-video-de-botafogo-x-palmeiras-de-2023-processa-john-textor-por-danos-morais.ghtml

ÁRBITRO DE VÍDEO DE BOTAFOGO X PALMEIRAS PROCESSA JOHN TEXTOR

por Andrés Ribas.

Rafael Traci pede R$ 100 mil e retirada de postagens de dirigente, sob pena de multa

O árbitro Rafael Traci entrou com uma ação contra o dono da SAF do Botafogo, John Textor. Ele cobra R$ 100 mil por danos morais, pelo dirigente ter acusado o VAR de Botafogo e Palmeiras, no Brasileirão de 2023, de manipulação. Traci era o árbitro de vídeo da partida.

Textor acusa VAR de manipulação em expulsão de Adryelson em análise

Traci entrou com a ação no dia 25 de julho, na 4ª Vara Cível de Curitiba, no estado do Paraná. No documento, a defesa do árbitro alega que Textor o acusou de manipulação, via Instagram (vídeo acima).

” Na data de 05 de junho de 2024, o réu o qual é o sócio proprietário da SAF – Sociedade Anônima de Futebol do time profissional Botafogo de Futebol de Regatas, publicou em suas redes sociais (Instagram) dois vídeo no qual acusa o autor que atuava junto ao VAR do jogo entre o Botafogo e Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro de 2023, que este teria induzido o arbitro principal à expulsão do jogador Adryelson, situação que teria colaborado para a derrota do Botafogo pelo placar de 4 x 3″.

Segundo a defesa, as postagens do dirigente atacam a honra de Traci, bem como classe de árbitros do futebol brasileiro.

No processo, eles destacam que o Tribunal Superior de Justiça Desportiva – STJD – julgou as denúncias feitas por Textor e trataram como “imprestáveis” e concluiu que as ações configuram ilícitos desportivos contra a honra de sete entidades desportivas, nove atletas e nove árbitros.

No documento, a defesa também pede, em tutela de urgência, que Textor retire as postagens feitas, contra o árbitro, das redes sociais sob pena de multa, além de abster de mencionar o nome de Traci.

O norte-americano publicou uma análise sobre a intervenção do VAR na expulsão de Adryelson na partida entre Botafogo 3 x 4 Palmeiras, no Brasileirão 2023.

Em vídeo publicado no Instagram, ele questiona Rafael Traci, árbitro de vídeo daquele jogo, pela maneira como interferiu e nas câmeras que mostrou ao árbitro Bráulio da Silva Machado para justificar a expulsão do camisa 34. Na ocasião, o Botafogo vencia por 3 a 1. Com um a menos, não segurou a pressão e viu o rival paulista conseguir uma virada histórica.

A análise divulgada por Textor indica que Traci não mostrou as melhores imagens do lance para Bráulio. Na visão do dono da SAF Botafogo, Adryelson não merecia ter sido expulso porque Breno Lopes, atacante do Palmeiras que sofre a falta, não estava na direção do gol.

“Traci instrui o operador de replay a parar o vídeo em uma “imagem congelada”… para dar a FALSA impressão de que a bola está perfeitamente dominada no pé do jogador do Palmeiras. TRACI manipula o replay do vídeo para que MACHADO veja uma imagem da perfeita posse e controle de bola que, na verdade, NUNCA existiu.

MACHADO confirma sua chegada ao monitor do VAR para ver uma imagem parada que está enganosamente pausada para mostrar posse e controle de bola… mas as condições exigidas pelo DOGSO de posse e controle de bola NUNCA foram configuradas.

Nenhuma das quatro condições de um DOGSO foram atendidas, e o DOGSO exige que TODAS as condições sejam atendidas. Como resultado da manipulação da visualização do vídeo por TRACI para estabelecer de forma enganosa duas condições de DOGSO que NÃO foram cumpridas (posse e controle de bola), MACHADO decidiu confirmar um DOGSO e expulsar o nº 34 Adryelson

Então, além da aparente manipulação de uma “imagem congelada” para mostrar uma posse de bola que não existia, o que o Oficial do VAR TRACI escolheu NÃO mostrar ao árbitro da partida?

Havia um ângulo de câmera melhor para mostrar?

…porque este é o ângulo da câmera [veja no vídeo acima] que o árbitro de VAR TRACI não permitiu que o árbitro de campo visse.

Isso prova (1) que havia possibilidade de chance domínio da bola por parte do Adryelson, (2), que Adryelson realmente tocou na bola primeira, (3) que não houve posse ou controle da bola pelo jogador do Palmeiras, e (4) que o engano da “imagem congelada” mostrando posse de bola não passou de um breve desvio

O Tribunal de Justiça Desportiva decidiu duas vezes que a decisão do VAR de expulsar o jogador foi um erro, um erro que levou o Palmeiras a superar uma desvantagem de 1 a 3, e vencer o jogo decisivo do campeonato… e transformar uma provável desvantagem de 9 pontos na tabela do Campeonato Brasileiro em uma desvantagem de 3 pontos.

Resta uma pergunta ao Sr. Traci: Por que a apresentação do vídeo foi manipulada para dar a falsa impressão de posse e controle; e porque a o melhor ângulo não foi compartilhado com o árbitro de campo?

A manipulação da apresentação do vídeo pelo árbitro do VAR Traci claramente destruiu o campeonato de 2023, mas não houve qualquer pedido para que ele esclarecesse as suas ações.”

John Textor - Botafogo x Atlético-GO — Foto: Vítor Silva/Botafogo

Foto: Vitor Silva / Botafogo, extraído do link acima:

– Proteger o rosto ou tirar proveito? Sobre o pênalti de Atlético Mineiro x Corinthians.

Hulk cobrou uma falta chutando com toda a sua potência, e a bola bateu na mão de Garro na barreira.

Pênalti ou não?

No geral, depende. Naquela situação, é pênalti.

Explico: você pode usar as mãos para proteger o rosto e as partes baixas de uma forte bolada no futebol masculino (e inclua-se os seios no futebol feminino). Entretanto, repare: a bola não vai ao rosto do corintiano, ele ergue o braço e a toca após passar a altura da cabeça.

Se ela fosse bater nele, não seria pênalti. Mas se ele não fizesse uso das mãos, ela iria ao gol. Ou seja: movimento antinatural (pois não protegeu o rosto e tirou proveito).

Acertou o árbitro.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Athletico Paranaense x Red Bull Bragantino (Copa do Brasil):

E para o confronto entre o Furacão x Massa Bruta, a CBF escalou:

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães – RJ
Árbitro Assistente 1: Fabrício Vilarinho da Silva – GO
Árbitro Assistente 2: Thiago Henrique Neto Correa Farinha – RJ
Quarto Árbitro: João Marcos Gonçalves Fernandes – RJ
Assessor de Arbitragem: José Antonio Chaves Franco Junior – RS 
VAR: Gilberto Rodrigues Castro Júnior – PE
AVAR1: Diogo Carvalho Silva – RJ
AVAR2: Vinícius Gomes do Amaral – MG
Observador de VAR: Alício Pena Jr – MG

Me preocupa essa escala. Wagner Magalhães está em péssima fase! Cometeu dias atrás seu 3º erro seguido em jogo do Palmeiras, no lance de Aníbal Moreno e Baralhas. Terceiro jogo com equívocos e ainda é prestigiado! Vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2024/07/12/o-polemico-penalti-nao-marcado-em-palmeiras-x-atletico-go-e-o-3o-erro-a-favor-do-mesmo-arbitro/

O juizão foi quem apitou o jogo contra o Sousa-PB também pela Copa do Brasil, e responsável pela ruim atuação na eliminação do mesmo torneio no ano passado contra o Ypiranga. Relembre aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/03/15/analise-da-arbitragem-de-ypiranga-3×1-red-bull-bragantino/

Uma das piores atuações dele, sem dúvida, foi num Coritiba x Santos, onde pareceu um ex-árbitro em campo. Aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/10/26/e-pra-ir-dormir-o-penalti-para-o-coritiba-contra-o-santos/

Enfim: que esteja bem condicionado fisicamente nessa partida.

Acompanhe conosco o jogo do Athletico Paranaense x Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/futeboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Quarta, 31/07, às 19h. Mas desde às 18h estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Os dois lances polêmicos em Palmeiras 0x2 Vitória:

Já havíamos falado dos erros recentes do árbitro / VAR Caio Max, que apitou o jogo Palmeiras x Vitória (aqui: https://wp.me/p4RTuC-YVM). Numa rodada ele é VAR, em outra é árbitro… A CBF está confusa!

No jogo de sábado, dois lances polêmicos com ele (em situações envolvendo Flaco López). Vamos à eles:

1- O erro que virou acerto: José Breno vai com a sola da chuteira na perna do Flaco López. Uma entrada perigosa, e, por que não, criminosa. Afinal, isso machuca bastante e pode lesionar um companheiro de profissão. Somente após o chamado do VAR, é que o árbitro expulsou (ele havia dado Cartão Amarelo). O juizão precisa receber um puxão de orelha: como precisa da interferência do árbitro de vídeo para entender tal lance como o típico “jogo brusco grave?”. É vermelho direto.

2- O acerto: Ainda envolvendo Flaco López, a falta reclamada por uma cotovelada recebida que antecedeu o 2º gol do Vitória-BA: não foi absolutamente nada! O atleta abre os braços em movimento NATURAL para ganhar impulso e não altera o seu movimento em busca de atingir o adversário. Aqui, parece-me mais o péssimo hábito de reclamar da arbitragem por qualquer momento e de cavar faltas (ambos comportamento notoriamente comuns em nosso país, lamentavelmente).

Foto: Marcello Zambrana/AGIF, extraída de: https://br.bolavip.com/amp/palmeiras/abel-reclama-de-falta-em-flaco-lopez-em-gol-do-vitoria-contra-palmeiras-cotovelada-clara

– Textor é processado por VAR devido as acusações de manipulação:

E o VAR Rafael Traci, de Botafogo 3×4 Palmeiras, pede na Justiça indenização e demais providências contra John Textor, por acusação de manipulação de resultados.

Extraído de: https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2024/07/25/arbitro-de-video-de-botafogo-x-palmeiras-de-2023-processa-john-textor-por-danos-morais.ghtml

ÁRBITRO DE VÍDEO DE BOTAFOGO X PALMEIRAS PROCESSA JOHN TEXTOR

por Andrés Ribas.

Rafael Traci pede R$ 100 mil e retirada de postagens de dirigente, sob pena de multa

O árbitro Rafael Traci entrou com uma ação contra o dono da SAF do Botafogo, John Textor. Ele cobra R$ 100 mil por danos morais, pelo dirigente ter acusado o VAR de Botafogo e Palmeiras, no Brasileirão de 2023, de manipulação. Traci era o árbitro de vídeo da partida.

Textor acusa VAR de manipulação em expulsão de Adryelson em análise

Traci entrou com a ação no dia 25 de julho, na 4ª Vara Cível de Curitiba, no estado do Paraná. No documento, a defesa do árbitro alega que Textor o acusou de manipulação, via Instagram (vídeo acima).

” Na data de 05 de junho de 2024, o réu o qual é o sócio proprietário da SAF – Sociedade Anônima de Futebol do time profissional Botafogo de Futebol de Regatas, publicou em suas redes sociais (Instagram) dois vídeo no qual acusa o autor que atuava junto ao VAR do jogo entre o Botafogo e Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro de 2023, que este teria induzido o arbitro principal à expulsão do jogador Adryelson, situação que teria colaborado para a derrota do Botafogo pelo placar de 4 x 3″.

Segundo a defesa, as postagens do dirigente atacam a honra de Traci, bem como classe de árbitros do futebol brasileiro.

No processo, eles destacam que o Tribunal Superior de Justiça Desportiva – STJD – julgou as denúncias feitas por Textor e trataram como “imprestáveis” e concluiu que as ações configuram ilícitos desportivos contra a honra de sete entidades desportivas, nove atletas e nove árbitros.

No documento, a defesa também pede, em tutela de urgência, que Textor retire as postagens feitas, contra o árbitro, das redes sociais sob pena de multa, além de abster de mencionar o nome de Traci.

O norte-americano publicou uma análise sobre a intervenção do VAR na expulsão de Adryelson na partida entre Botafogo 3 x 4 Palmeiras, no Brasileirão 2023.

Em vídeo publicado no Instagram, ele questiona Rafael Traci, árbitro de vídeo daquele jogo, pela maneira como interferiu e nas câmeras que mostrou ao árbitro Bráulio da Silva Machado para justificar a expulsão do camisa 34. Na ocasião, o Botafogo vencia por 3 a 1. Com um a menos, não segurou a pressão e viu o rival paulista conseguir uma virada histórica.

A análise divulgada por Textor indica que Traci não mostrou as melhores imagens do lance para Bráulio. Na visão do dono da SAF Botafogo, Adryelson não merecia ter sido expulso porque Breno Lopes, atacante do Palmeiras que sofre a falta, não estava na direção do gol.

“Traci instrui o operador de replay a parar o vídeo em uma “imagem congelada”… para dar a FALSA impressão de que a bola está perfeitamente dominada no pé do jogador do Palmeiras. TRACI manipula o replay do vídeo para que MACHADO veja uma imagem da perfeita posse e controle de bola que, na verdade, NUNCA existiu.

MACHADO confirma sua chegada ao monitor do VAR para ver uma imagem parada que está enganosamente pausada para mostrar posse e controle de bola… mas as condições exigidas pelo DOGSO de posse e controle de bola NUNCA foram configuradas.

Nenhuma das quatro condições de um DOGSO foram atendidas, e o DOGSO exige que TODAS as condições sejam atendidas. Como resultado da manipulação da visualização do vídeo por TRACI para estabelecer de forma enganosa duas condições de DOGSO que NÃO foram cumpridas (posse e controle de bola), MACHADO decidiu confirmar um DOGSO e expulsar o nº 34 Adryelson

Então, além da aparente manipulação de uma “imagem congelada” para mostrar uma posse de bola que não existia, o que o Oficial do VAR TRACI escolheu NÃO mostrar ao árbitro da partida?

Havia um ângulo de câmera melhor para mostrar?

…porque este é o ângulo da câmera [veja no vídeo acima] que o árbitro de VAR TRACI não permitiu que o árbitro de campo visse.

Isso prova (1) que havia possibilidade de chance domínio da bola por parte do Adryelson, (2), que Adryelson realmente tocou na bola primeira, (3) que não houve posse ou controle da bola pelo jogador do Palmeiras, e (4) que o engano da “imagem congelada” mostrando posse de bola não passou de um breve desvio

O Tribunal de Justiça Desportiva decidiu duas vezes que a decisão do VAR de expulsar o jogador foi um erro, um erro que levou o Palmeiras a superar uma desvantagem de 1 a 3, e vencer o jogo decisivo do campeonato… e transformar uma provável desvantagem de 9 pontos na tabela do Campeonato Brasileiro em uma desvantagem de 3 pontos.

Resta uma pergunta ao Sr. Traci: Por que a apresentação do vídeo foi manipulada para dar a falsa impressão de posse e controle; e porque a o melhor ângulo não foi compartilhado com o árbitro de campo?

A manipulação da apresentação do vídeo pelo árbitro do VAR Traci claramente destruiu o campeonato de 2023, mas não houve qualquer pedido para que ele esclarecesse as suas ações.”

John Textor - Botafogo x Atlético-GO — Foto: Vítor Silva/Botafogo

Foto: Vitor Silva / Botafogo, extraído do link acima:

– Análise da Arbitragem para Manthiqueira 0x3 Paulista.

Faz tempo que eu não comentava uma partida tão tranquila: pouquíssimas faltas, sem lances polêmicos, bastante fair play… Manthiqueira e Paulista não deram trabalho para o árbitro Rafael Gomes Félix da Silva. Para o juizão, existem duas observações: não houve exigência (é ruim para quem avalia o árbitro, pois não há muito o que dizer) e bom para o espetáculo, pois nem se lembrou de que havia alguém apitado.

Destaque para o jogo “encaixado” do Galo. Em que pese a fragilidade do adversário, o Paulista fez tudo certinho: Caveira foi bem, o esquema tático funcionou e o time ganhou moral. Para o campeonato, imagino que os outros adversários aumentaram a preocupação em enfrentar o Tricolor Jundiaiense.