– Os lances polêmicos de São Paulo 3×1 Corinthians.

Lance 1- Pênalti de Fagner em Carelli: o sãopaulino consegue fazer a jogada (talvez por isso o árbitro Rafael Rodrigo Klein não tenha marcado imediatamente). Mas, na sequência, o corintiano (que tinha perdido o tempo da bola) pisa na sua perna ao errar o bote, já sem bola. Acerto do VAR Daniel Nobre Bins (Fágner já tinha Amarelo e corretamente recebeu o outro Amarelo).

Lance 2- Rafinha vai disputar uma bola com Yuri Alberto, e o faz de uma maneira muito forte, levando risco ao adversário. Eu entendo ter sido um carrinho frontal (portanto, para Cartão Vermelho, como manda a regra do jogo). Entretanto, o árbitro entende ser Ação Temerária (sendo assim, Amarelo). Respeito essa interpretação, mas discordo.

Lance 3- Ramalho atinge fora do lance de jogo Luciano com uma cotovelada. Foi deliberado (bem diferente do ocorrido no mesmo Mané Garrincha, em Botafogo 0x0 Grêmio – vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2024/09/29/botafogo-0x0-gremio-e-a-expulsao-de-monsalve-equivocada/). Acertou o árbitro ao expulsar (novamente, com acerto do VAR).

O ponto negativo da partida: o péssimo comportamento dos atletas. Qualquer lance, os jogadores simulam agressão, reclamam e atrapalham a arbitragem (que nessa partida, foi bem). É desgostoso assistir um jogo tão reclamado como esse.

ATUALIZAÇÃO: Em tempo: apareceu nas redes sociais um lance em que André Ramalho agarra Calleri, que tenta se soltar mas o faz com uma agressão no rosto do corintiano. Era para Cartão Vermelho também.

São Paulo x Corinthians ao vivo: horário e onde assistir ao jogo do Brasileirão

Imagem extraída de Tech Tudo.

– Botafogo 0x0 Grêmio: e a expulsão de Monsalve (equivocada)?

Lance polêmico no Mané Guarrincha: Monsalve (Grêmio) agride ou não Vitinho (Botafogo)?

O braço esquerdo do gremista atinge na altura do rosto o botafoguense. Não é uma cotovelada ou uma agressão, é uma tentativa de se desvencilhar. Mas Vitinho vai ao chão e simula ter sido agredido. Mesmo com a existência do VAR, o árbitro Maguielson Lima Barbosa – DF (que costuma ter altos e baixos nas várias oportunidades que têm) o expulsa (de maneira errada).

Nosso grande problema continua sendo a falta de critério da arbitragem

Ops: o que a IA de Textor dirá sobre esse lance, em específico?

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Juventude x Red Bull Bragantino.

E para o confronto do Massa Bruta contra o Juventude em Caxias do Sul,

Árbitro: Alex Gomes Stéfano -RJ
Árbitro Assistente 1: Alessandro Álvaro Rocha de Matos -BA
Árbitro Assistente 2: Thiago Rosa de Oliveira -RJ
Quarto Árbitro: Bruno Mota Correa – RJ
Assessor: Simone Xavier de Paula e Silva – RJ
VAR: Rodolpho Toski Marques – PR
AVAR: Marcus Vinicius Gomes – MG
AVAR2: Thayslane de Melo Costa – SE
Observador de VAR: Rodrigo Pereira JóiaRJ
Quality manager: Nayara Pereira dos Santos – RJ

Alex tem 36 anos e já apitou 13 jogos no Brasileirão da série A em 2024. Seneme lhe tem dado boas oportunidades, e ele tem aproveitado.

Em jogos do Red Bull Bragantino, apenas uma partida trabalhada: a derrota por 2×1 em casa, diante do Fortaleza.

Diferente do começo do ano, onde ele estava mais preso em campo, agora Alex Stefano tem deixado as partidas correrem mais, não marcando qualquer tipo de falta. Uma evolução, visando aumento de tempo de bola rolando.

Torço para um bom jogo e uma boa arbitragem.

Acompanhe conosco o jogo entre Juventude x Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/futeboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 29/09, 11h00. Mas desde às 10h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Juventude x Red Bull Bragantino.

E para o confronto do Massa Bruta contra o Juventude em Caxias do Sul,

Árbitro: Alex Gomes Stéfano -RJ
Árbitro Assistente 1: Alessandro Álvaro Rocha de Matos -BA
Árbitro Assistente 2: Thiago Rosa de Oliveira -RJ
Quarto Árbitro: Bruno Mota Correa – RJ
Assessor: Simone Xavier de Paula e Silva – RJ
VAR: Rodolpho Toski Marques – PR
AVAR: Marcus Vinicius Gomes – MG
AVAR2: Thayslane de Melo Costa – SE
Observador de VAR: Rodrigo Pereira JóiaRJ
Quality manager: Nayara Pereira dos Santos – RJ

Alex tem 36 anos e já apitou 13 jogos no Brasileirão da série A em 2024. Seneme lhe tem dado boas oportunidades, e ele tem aproveitado.

Em jogos do Red Bull Bragantino, apenas uma partida trabalhada: a derrota por 2×1 em casa, diante do Fortaleza.

Diferente do começo do ano, onde ele estava mais preso em campo, agora Alex Stefano tem deixado as partidas correrem mais, não marcando qualquer tipo de falta. Uma evolução, visando aumento de tempo de bola rolando.

Torço para um bom jogo e uma boa arbitragem.

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– O que influencia um árbitro de futebol na sua tomada de decisão?

Repost de Abril / 2012, mas muito atual…

Vejam só: estupendo trabalho de pesquisa, publicado pelo ótimo site da Universidade do Futebol (citação abaixo), mostra: numa partida de futebol, o árbitro é influenciado por:

1) Presença de barulho da multidão condicionando a marcação de infrações (um árbitro inexperiente deixa de marcar faltas do time da casa, mas continua marcando as do time visitante).

2) desvantagem do time anfitrião no marcador (a intimidação à agressão levaria um árbitro a ser mais caseiro),

3) tempo de acréscimo (menor ou maior conforme o controle do árbitro na partida) e

4) pagamentos sociais, que têm relação direta com a atuação (o reconhecimento à sua atuação, valorização da carreira e do nome).

Além disso, há outras explicações sobre motivação e desmotivação da carreira.

Abaixo, extraído da Universidade do Futebol, em: http://is.gd/ZMc7Y1

Importante: o trabalho não levou em conta Influência de Dirigentes / Clubes / Federações.

E você, o que acha dos dados acima e das explicações que estão abaixo?

FATORES QUE PODEM INTERFERIR NA TOMADA DE DECISÃO DO ÁRBITRO DE FUTEBOL

Por Alberto Inácio da Silva* e Mario Cesar Oliveira**

Os árbitros de futebol são preparados para interpretar as regras do futebol de forma imparcial durante uma partida. Porém, eles podem mostrar um poder discricionário considerável, em particular ao acrescentar tempo extra, marcar penalidades, usar os cartões amarelos ou vermelhos e decidir os tiros livres ou impedimentos. Como consequência, os árbitros têm uma influência muito importante no resultado final de uma partida de futebol.

Vários estudos publicados em revistas científicas demonstraram uma gama de fatores que podem interferir na toma de decisão do árbitro no transcorrer de uma partida. Portanto, o objetivo deste trabalho foi fazer um levantamento destes estudos e apresentar de forma resumida suas conclusões.

Recentemente o técnico de futebol Vanderlei Luxemburgo comentou em várias emissoras de televisão que ele havia observado e tinha gravado em uma fita de vídeo uma partida de futebol sem a presença de torcedores. Nesta partida o árbitro apresentou menos cartões e várias faltas sinalizadas pelos árbitros quando o estádio esta cheio de torcedores lá não foram marcadas. Ou seja, na prática ele observou que o comportamento do árbitro durante uma partida sem torcida era totalmente diferente do seu comportamento quando o estádio estava tomado por uma multidão. Esta observação foi objeto de alguns estudos.

A presença do barulho da multidão tem efeito dramático nas decisões tomadas pelos árbitros. Nevill et al. (2002) forneceram evidência experimental de que os árbitros de futebol são afetados pelo barulho da torcida. Eles mostraram algumas disputas de bola ocorridas em jogos da Primeira Liga Inglesa, gravadas em vídeo, para dois grupos de árbitros qualificados que tiveram que decidir se marcariam ou não uma falta. Um grupo assistiu o videoteipe sem o barulho da torcida, enquanto o outro grupo ouviu o barulho. Aqueles que enfrentavam os desafios com o barulho da multidão de fundo ficavam mais inseguros no momento de tomar a decisão e marcaram significativamente menos faltas (15,5%) contra o time da casa, quando comparado com os que assistiram em silêncio. É notável que as decisões tomadas pelo grupo de árbitros que ouviu o barulho estejam significativamente mais de acordo com as decisões tomadas pelo árbitro original da partida do que as decisões tomadas pelo grupo que assistiu as entradas silenciosamente.

Com respeito a um julgamento tendencioso em potencial na tomada de decisão, o árbitro pode colocar importância igual na informação audível da torcida e na informação visual, levando a desequilíbrio de decisões a favor do time da casa. Pesquisas anteriores sugerem que a experiência pode ajudar a reduzir potencialmente efeitos negativos de estresse no desempenho (Janelle et al., 1999; Williams e Elliott, 1999). Árbitros experientes provavelmente teriam maior controle sobre suas emoções (Hardy et al., 1996) e bases de conhecimento de tarefa específica ampliadas que facilitam a tomada de decisão com habilidade em ambientes com alto nível de estresse (Williams et al., 1999).

De forma interessante, o estudo de Nevill et al. (2002) indicou que o efeito dominante do barulho da torcida era para reduzir significativamente o número de infrações marcadas contra o time da casa, em lugar de aumentar o número de infrações contra o time visitante.

Dado que fazer uma marcação ruim e o barulho da torcida elevarão os níveis de tensão nos árbitros do grupo exposto ao barulho, de modo semelhante ao do árbitro da partida (fontes de tensão percebidas como difíceis de controlar), a estratégia para lidar com isso é provavelmente evitá-la. Como é provável que a torcida deixe claro que eles sentem que a decisão foi ‘errada’, evitar isso poderia ser interpretado como simplesmente não tomar a decisão impopular para penalizar o time da casa ao avaliar os desafios menos claros ou contenciosos. Sempre que um jogador da casa comete uma infração, a reação da torcida é capaz de ativar uma tensão potente de fazer marcação ruim, assim aumentando o nível de incerteza ou indecisão dos árbitros, resultando em nenhuma decisão (evitar) e menos infrações contra o time de casa (Nevill et al., 2002).

Observa-se constantemente na imprensa algumas pessoas palpitando que seria prudente interromper o jogo em determinados lances para que uma equipe decidisse o lance. Desta forma, seria prudente que, se os corpos administrativos, como a Fédération Internationale de Football Association (FIFA), considerarem empregar o replay do vídeo para ajudar os árbitros em campo, fosse empregado mais de um árbitro para ajudar a julgar tais replays contenciosos e, mais importante: os árbitros deveriam julgar em uma cabine à prova de som, evitando a influência da torcida.

Nos estudos apresentados acima, houve um desequilíbrio significativo nas decisões tomadas, por árbitros experientes, com e sem barulho da torcida, demonstrando que árbitros mais experientes são menos afetados pelas vaias da torcida. Os anos de experiência tiveram efeito significativo no número de infrações marcadas pelos árbitros contra os jogadores do time da casa, aumentando com os anos de experiência até um pico aos 16 anos de experiência (aproximadamente) e, depois disso, foi observado um declínio (Nevill et al., 2002). O outro efeito principal da experiência do árbitro foi aumentar significativamente o número de decisões incertas pelos árbitros experientes, ou seja, mais velhos.

Dohmen (2008) afirma que sociólogos e psicólogos sociais reconhecem que as decisões dos indivíduos não só são governadas pelos pagamentos materiais (dinheiro), mas também por pagamentos sociais (reconhecimento) não-materiais que surgem no ambiente social dos tomadores de decisão; por exemplo, na forma de aprovação social ou de sanções sociais. Este tipo de pressão social pode fazer com que os árbitros tomem decisões que acomodem as preferências de um grupo social (torcida) até mesmo se eles não estiverem de acordo com os próprios interesses do tomador de decisões (árbitro). Dohmen (2008) se refere a este ponto de vista como a “hipótese da pressão social”.

Em uma partida de futebol, é de interesse particular do árbitro ser imparcial, enquanto os torcedores querem o sucesso de seu time e, portanto, deveriam ter interesse em trabalhar por um objetivo comum, entretanto contestam as decisões do árbitro que não favorecem seu time e aprovando somente as decisões favoráveis, em uma atitude totalmente parcial e irracional.

Dohmen (2008) desenvolveu estudo que forneceu evidência complementar do comportamento tendencioso do árbitro com base nos dados de 3.519 jogos da Primeira Bundesliga (Campeonato Alemão), que apóia a visão de que o ambiente social pode afetar as decisões do árbitro. A análise empírica que confirma que árbitros profissionais que são designados e pagos pela Associação de Futebol Alemão (DFB) e de quem se espera que sejam imparciais, na realidade sistematicamente favorecem o time da casa. O favoritismo é manifestado no tempo de acréscimo, marcação de gols e cobranças de pênalti. Os dados também forneceram evidências de que características da torcida, tais como a composição da torcida e a distância do campo de futebol que esta se posiciona, prejudicam as decisões dos árbitros, de forma que é consistente com a hipótese de pressão social; quer dizer, que as forças sociais influenciam o comportamento do árbitro.

Dohmen (2008) relata que a extensão do comportamento tendencioso depende da composição da torcida: a parcialidade da casa tende a ser menor quando mais partidários do time visitante assistem à partida. Isto é consistente com a ideia de que a aprovação social e as sanções sociais têm efeito de valor contrário em recompensas sociais líquidas. Os partidários de cada time, que têm o interesse comum, que o time preferido deles alcance sucesso, trabalham para este objetivo aclamando decisões favoráveis do árbitro e expressando descontentamento com as decisões desfavoráveis. Os julgamentos dos árbitros evocam a aprovação social dos torcedores do time favorecido e sanções sociais do time oposto. Espera-se que um árbitro que não é influenciado, quer dizer, que não deriva utilidade intrínseca de uma determinada partida e valoriza pagamentos sociais, pense nos custos e benefícios sociais do acontecimento esportivo.

Outro dado importante desta pesquisa foi perceber que o favoritismo do time da casa é mais forte quando a partida acontece em um estádio sem pista de atletismo ao seu redor, ou seja, quando a torcida fica fisicamente mais próxima do campo e do árbitro – nesse caso há uma intensidade da pressão social indiscutivelmente maior. Essa descoberta empresta suporte para a conjetura que forças sociais influenciam a decisão dos árbitros, seja por causa da pressão social da torcida, diretamente acionando o julgamento parcial da arbitragem, ou por um canal mais oblíquo, no qual, por exemplo, a torcida cria uma atmosfera que encoraja os jogadores no campo para exercer pressão sobre o árbitro. Portanto, times da casa que jogam em estádios com uma pista de atletismo são afetados de forma diferente do que os times que jogam em estádios sem uma pista ao redor do campo (Dohmen, 2008).

O árbitro acrescenta mais tempo na partida se o time da casa está perdendo (Dohmen, 2008). De forma interessante, torcedores têm incentivos muito mais fracos para influenciar o árbitro em partidas decididas na qual o último resultado da partida é improvável que mude durante o tempo de acréscimo. Analisando dados de duas temporadas da Primeira Liga de Futebol Espanhol, Garicano, Palacios-Huerta e Prendergast (2005) perceberam que os árbitros espanhóis favoreciam o time da casa prolongando o tempo da partida em quase 2 minutos quando o time da casa estava perdendo por um gol, quando comparado à situação na qual o time da casa está ganhando por um gol. Eles também investigaram se o tamanho da torcida e a proporção de frequência-capacidade fazia diferença e descobriram que o aumento no desvio padrão na frequência aumenta a parcialidade em cerca de 20%, enquanto uma proporção de frequência-capacidade mais alta reduz a tendência à parcialidade. Eles concluíram que incentivos não monetários, em particular a pressão social da multidão, provocam o tratamento preferencial.

Sutter e Kocher (2004) destacam que, como são os árbitros que decidem a quantidade de tempo extra a favor ou não do time da casa, não há nenhuma razão pela qual os árbitros deveriam acrescentar mais tempo extra quando o time da casa está perdendo por um gol depois dos primeiros 45 min, porque ainda há o segundo tempo a ser jogado. Em vez disso, os árbitros poderiam ficar tentados a acrescentar menos tempo extra se o time da casa estiver perdendo por um gol no primeiro tempo para evitar mais danos (o time visitante poderia marcar mais um gol) e dar ao time da casa a oportunidade de se reorganizar o mais rápido possível durante o intervalo.

Outra informação a ser destacada no estudo de Dohmen (2008) diz respeito à marcação de faltas. Este autor observou diferença estatisticamente significativa, que implica que times da casa tiveram mais gols marcados incorretamente ou discutíveis a seu favor, em relação aos times visitantes. Notavelmente, é menos provável que gols concedidos sejam corretamente marcados quando um time está perdendo, especialmente quando o time da casa está perdendo. É particularmente provável que o time da casa receba a marcação de gol com base em uma decisão errada ou discutível se estiver perdendo por um ou dois gols.

Os árbitros também parecem favorecer os times da casa em decisões de cobrança de pênalti. Os dados brutos revelam que uma fração menor de pênaltis para o time da casa é corretamente marcada (65,20% vs 72,57%). Diferenças observadas nas frequências de decisões injustas, corretas e discutíveis foram estatisticamente significativas. Novamente, a fração de decisões erradas ou discutíveis a favor do time da casa é maior quando o time da casa está perdendo. Porém, deve ser notado que os árbitros também tomam mais decisões discutíveis a favor do time visitante, quando o time visitante está perdendo por apenas um gol. Foi constatado que o time da casa recebe significativamente mais gols ilegítimos do que o time visitante. Também foi observado que é mais provável que os times visitantes tenham negados um gol ou uma cobrança de pênalti legítimos ou discutíveis, pois o time visitante teve um pênalti legítimo injustamente negado em 35,75% dos casos; mas com o time da casa isso só aconteceu em 29,59% dos casos. No caso de decisões a respeito de pênaltis discutíveis, a evidência do favoritismo do time da casa é ainda mais pronunciada: os times da casa têm 28,67% dos pênaltis discutíveis marcados, mas os times visitantes têm apenas 20,27%. Portanto, os dados indicaram que é significativamente mais provável que os times da casa recebam uma cobrança de pênalti quando esta deveria objetivamente ser marcada e quando uma marcação de pênalti é discutível. As estimativas também mostram que os árbitros tendem a marcar menos cobranças de pênalti discutíveis e injustificadas quando a torcida está separada do campo por uma pista de atletismo.

Outra diferença ocorre quando a análise envolve situações ambiguas, em que até mesmo a subsequente análise do vídeo não pôde determinar claramente se esta situação deve ser punida com penâlti. Nestas situações ambíguas, a equipe da casa teve frequentemente mais pênaltis marcados do que a equipe adversária (Dohmen, 2008). Esta é uma prova de que o árbitro, em situações ambíguas, não decide casualmente, mas contraditoriamente. No caso da vantagem da equipe da casa, poderiam os gritos da plateia ter estimulado o árbitro a realizar esta sinalização. Askins (1978) sustentou que durante o curso de qualquer competição há muitos incidentes que parecem ambíguos, até mesmo para os árbitros mais veteranos. Quando isto acontece, os árbitros fazem o que todos os humanos fazem, basicamente, em tal situação: eles buscam esclarecer a situação por qualquer meio disponível. A reação da torcida às vezes pode fornecer a dica que incita a decisão.

Dohmen (2008) afirma ter ficado evidenciado que os árbitros mais experientes tendem a ser menos parciais, o que sugere que os indivíduos podem aprender a resistir à pressão social.

Na ampla literatura sobre a vantagem do time da casa em esportes nos quais ocorre o enfretamento entre duas equipes, a pressão social exercida pela torcida mostrou ser de grande importância (Courneya e Carron, 1992; Nevill e Holder, 1999). Há dois canais principais pelos quais o fator torcida se torna efetivo. Primeiro, as torcidas podem estimular o time da casa a se desempenhar melhor. Embora a literatura não seja conclusiva nesse aspecto, um recente estudo realizado por Neave e Wolfson (2003) pôde unir a composição da torcida à reação fisiológica dos jogadores. Mais especificamente, eles mostram que os jogadores têm um nível de testosterona significativamente mais alto nos jogos realizados em casa do que quando jogam fora de casa, o que poderia ser causado por um desejo natural de defender seu próprio território. Em segundo lugar, o barulho criado pela torcida pode influenciar o árbitro para, subconscientemente, favorecer o time da casa. As torcidas liberam sua raiva em grande parte e bastante depressa nos árbitros por causa de decisões que não favorecem seu time (Sutter e Kocher, 2004).

Exames estatísticos de registros de jogo indicam que os times da casa ganham mais frequentemente que os times de fora; os times da casa recebem mais penalidades favoráveis e recebem menos cartões (Nevill et al., 1996). Por exemplo, em um estudo sobre o número de penalidades marcadas a favor dos times da casa nas ligas inglesas e escocesas, os resultados mostraram evidências claras de que os times da casa com grandes torcidas recebem mais penalidades a seu favor, enquanto os times de fora recebem mais penalidades contra, com mais jogadores sendo expulsos (Nevill et al., 1996).

Folkesson et al. (2002) mostraram que a concentração e o desempenho dos árbitros, particularmente dos mais jovens, foram influenciados pelas ameaças e agressões dos jogadores, dos treinadores e do público. Reforçando esta afirmação, McMahon e Ste-Marie (2002) mostraram que as decisões dos árbitros de rúgbi eram tomadas em função da experiência – e não tanto pela descoberta de infrações decorrentes de fatores que não estavam presentes na jogada, ou seja, de informações extracampo.

Coulomb-Cabagno et al. (2005) publicaram um estudo que teve como objetivo examinar a agressão exibida pelos jogadores e analisar as decisões dos árbitros sobre estes comportamentos como uma função do gênero dos jogadores no futebol francês. Foi percebido que os jogadores do sexo masculino praticaram atos agressivos mais violentos que os jogadores do sexo feminino. Não obstante, em relação ao número total de punições aos atos agressivos cometidos, os árbitros penalizaram mais as mulheres do que os homens. Estereótipos de gênero poderiam ser uma explicação pertinente para estes resultados, uma vez que o futebol geralmente é percebido como um esporte do tipo masculino, particularmente na França, e a agressão como uma característica tipicamente masculina, afirmam os autores.

No contexto desportivo, há também uma evidência crescente de que os homens são mais agressivos ou percebem a agressão como sendo mais legítima do que as mulheres o fazem (Conroy et al., 2001; Tucker e Parks, 2001). Este fato poderia justificar o porque das mulheres serem mais penalizadas por infrações às regras em faltas similares cometidas pelos homens durante uma partida de futebol.

Apesar da falta de consenso na definição do que é agressão no esporte, uma que é frequentemente aceita é o comportamento que transgride as regras da atividade considerada com a intenção de prejudicar ou ferir alguém (Tenenbaum et al., 1996). Os árbitros estão diretamente preocupados com a agressão porque eles são responsáveis por fazer com que as regras sejam cumpridas adequadamente, pois o risco de um jogador sofrer ferimento é cerca de 1.000 vezes maior do que o encontrado na maioria de outras profissões (Fuller et al., 2004).

Investigações de atos de agressão do espectador e observações de torcedores demonstram uma relação entre a agressão do torcedor e as atividades dos jogadores no campo. Smith (1983) sugerem que quando o desempenho dos jogadores no campo for percebido como violento, os espectadores e os partidários do esporte tendem a agir ambos violentamente durante e após a partida.

As regras do jogo instruem os árbitros em como eles deveriam responder quando jogadores, substitutos, substituídos ou oficiais de equipe se utilizam de um linguajar abusivo e/ou gestos no sentido de contrariar a sua decisão. Um estudo, que teve como objetivo verificar a relação da aplicação dos cartões amarelo e vermelho, frente a uma agressão verbal, levando em consideração o disposto no item que trata de faltas e incorreção do caderno de regras da FIFA, mostrou que somente 55,7% dos árbitros teriam tomado uma atitude correta relacionada à ofensa verbal ocorrida no transcurso de uma partida (Praschinger et al., 2011), apesar da literatura mostrar que o abuso verbal dos jogadores nos árbitros é percebido como uma das situações mais embaraçosas em um jogo (Kaissidis e Anshel, 1993). Em outras palavras, a regra 12 não estaria sendo cumprida em sua plenitude.

O estudo desenvolvido por Praschinger et al. (2011) demonstrou que os árbitros são inconsistentes em suas aplicações das regras em relação a ofensas verbais, vindas de dentro ou de fora do campo de jogo. A mesma palavra sendo dita para dois árbitros diferentes pode desencadear reações diferentes, embora as regras do jogo sejam idênticas em relação à situação de agressão verbal.

Entretanto, de um lado temos as regras do jogo, as quais os árbitros devem seguir, do outro lado, nós temos uma situação altamente complexa e dinâmica: uma partida de futebol. Os árbitros parecem resolver este dilema aplicando a “administração do jogo” (Praschinger et al., 2011). Eles balanceiam suas decisões através da sua sensibilidade a várias influências, por exemplo: tempo de jogo, nível de agressividade dos jogadores dentro da partida, tamanho da torcida presente no estádio, se a partida está sendo televisionada, se há policiamento no campo de jogo, os antecedentes do jogador etc. A administração do jogo parece ser um pré-requisito necessário para a aplicação das regras do jogo, apesar de, em algumas situações, contrariar o que esta escrito nas regras, sendo aplicada de maneira diferente em situações específicas durante uma partida.

Folkesson et al. (2002) examinaram as circunstâncias pertinentes a ameaças e agressão (físicas ou verbais) durante as partidas de futebol que foram vivenciadas por 107 árbitros da Associação de Futebol da Província de Värmland (região ocidental da Suécia). Foram identificadas três fontes de agressão: (1) jogadores de futebol, (2) técnicos/treinadores e (3) espectadores. A incidência de ameaças e agressão teve efeito na concentração, no desempenho e na motivação, inclusive nas preocupações antes da partida. Além disso, descobriu-se que os resultados foram afetados pela idade, pelo grau de experiência e pela orientação de vida dos árbitros. Percebeu-se que os árbitros mais jovens eram os mais sujeitos a ameaças e agressão. Com relação à motivação para arbitrar uma partida, este estudo concluiu que os árbitros com orientação geralmente pessimista experimentaram menos motivação, desempenho pior e maiores problemas para enfrentarem o comportamento agressivo dos torcedores, quando comparados com árbitros com orientação geralmente otimista.

Rainey (1994, 1995) examinou fontes de tensão entre 782 árbitros qualificados (certificados) de beisebol e de softboll. Foram revelados quatro fatores correlacionados: medo de fracasso, medo de dano físico, pressão do tempo e conflito interpessoal. O estudo sugeriu que esses fatores podem ser fontes comuns de tensão entre os árbitros e que há necessidade de se pesquisar as fontes de tensão em árbitros de outros jogos esportivos.

Andersson (1983) examinou os motivos que levam os árbitros de futebol a continuarem arbitrando partidas de futebol apesar de ser um trabalho aparentemente ingrato. Este estudo incluiu 36 árbitros de futebol da Associação da região de Göteborg, Suécia, para os quais foi pedido que respondessem perguntas organizadas na forma de um questionário. Os resultados indicaram que dois terços dos árbitros tiveram intenção de desistir do seu trabalho como árbitro. A razão mais comum para isto era que arbitrar ocupava muito de seu tempo e que eles tinham se cansado de toda a crítica que eles tiveram que aceitar no papel de árbitro. Geralmente, eles também percebiam as exigências feitas a eles como sendo irracionais. Vinte por cento dos respondentes (7 entre 36) tinham ficado tão chateados por causa das críticas que consideraram a possibilidade de renunciar ao trabalho. Vários árbitros (aproximadamente 30%) queriam que os jogadores e os treinadores recebessem uma formação melhor e ensinamentos a respeito das regras e regulamentos do jogo. A razão principal pela qual os árbitros continuaram arbitrando, apesar de tudo, foi o amor que tinham pelo jogo.

Em um estudo que examinou as razões dos árbitros de futebol e seus motivos para atuar como árbitro (Isberg, 1978); 80 árbitros de associação e de distrito participaram do estudo. Os resultados mostraram que a razão mais importante para se tornar um árbitro de futebol era manter o contato com o esporte depois de uma carreira ativa como um jogador de futebol. Um forte interesse pelo jogo também foi um fator crítico. O desejo contínuo de se tornar um árbitro melhor era um dos motivos para eles continuarem atuando como árbitros de futebol. Foram listadas oportunidades de contato humano e chances de melhoria na função de árbitro entre as experiências positivas deles. Entre as experiências negativas deles figurou o nível elevado de crítica gerada pela mídia e pelos técnicos.

Os resultados do estudo de Friman et al. (2004) descrevem as percepções de ameaças e agressões vivenciadas pelos árbitros. Apesar disto, e de certa forma surpreendentemente, muitos deles declararam que é divertido ser árbitro de futebol. Por exemplo, em comunidades pequenas o valor do sucesso é muito importante. Da mesma forma, uma decisão que não favorece o time da casa foi relacionada a reações emocionais fortes (irritação e agressão) entre o público que assiste ao jogo. Uma possível explicação para as ameaças e as agressões que os espectadores dirigiram ao árbitro pode ser por falta de conhecimento sobre as regras do jogo. Por exemplo, vários participantes validam a raiva que os jogadores, os técnicos e a torcida expressaram em situações quando eles não estavam completamente certos das regras ou da mais recente interpretação das regras (Friman et al., 2004). Segundo Mack (1980), pode-se garantir que menos de um porcento da população brasileira leu uma regra de futebol – e isto, sem dúvida nenhuma, dificulta a atuação do árbitro durante uma partida, tendo em vista os fatos mencionados anteriormente.

A atenção é um aspecto importante do comportamento do árbitro. Quando o árbitro não corre no campo como se espera que faça, os jogadores ficam obviamente aborrecidos. Se o árbitro frequentemente perder situações importantes, os jogadores eventualmente perderão a confiança no árbitro e começarão a agir agressivamente e ameaçadoramente.

Friman et al. (2004) afirmam que há esperança de que um treinamento mais extensivo de jogadores e técnicos sobre as regras e os regulamentos do jogo reduziriam as experiências negativas causadas por ameaças e agressões. Além disso, os resultados realçam a importância de se espaçar as partidas. Muitos jogos por semana parecem afetar a atenção dos árbitros.

Todos estes resultados apóiam a evidência de que atitudes tendenciosas podem estar presentes no processo de tomada de decisão dos árbitros. Este fato também é confirmado por outros estudos que incluíram variáveis como a cor dos uniformes, a reputação dos times ou as decisões anteriores dos árbitros. Assim, Frank e Gilovich (1988) indicaram que os árbitros de futebol e hóquei no gelo percebiam os jogadores com uniformes pretos como sendo mais agressivos. Por conseguinte, eles também tenderam a penalizar mais esses jogadores, talvez porque a cor preta seja associada com agressividade. Jones et al. (2002) estudaram o impacto da reputação agressiva de um time nas decisões tomadas por árbitros de futebol. Cinquenta incidentes, divididos entre cinco categorias – faltas manifestas cometidas pelo time; faltas ambíguas cometidas pelo time; faltas manifestas cometidas contra o time; faltas ambíguas cometidas contra o time. e nenhuma falta cometida –, foram mostrados a 38 árbitros, primeiro com informação explícita sobre reputação agressiva do time, depois sem qualquer informação a respeito da reputação do time. O último grupo apenas teve que julgar cada incidente em seu próprio mérito. Os resultados revelaram que a informação sobre a reputação agressiva do time afetou o número de cartões amarelos e vermelhos (a severidade da sanção), mas não o número total de decisões marcadas. O time com reputação agressiva foi penalizado mais severamente do que o outro time. Finalmente, Plessner e Betsch (2001) informaram que as decisões também podem ser influenciadas por decisões anteriores; era menos provável que os árbitros marcassem uma penalidade para um time se eles tivessem marcado uma penalidade para o mesmo time antes, e era mais provável que marcassem uma penalidade para um time se eles tivessem marcado para o outro time antes. Ou seja, uma vez que o árbitro concedeu um pênalti a uma equipe, ele supostamente muda seu critério de conceder pênalti ao mesmo time para um nível mais alto em situações subsequentes.

Na ótica de Buther (2000), o estado emocional influencia o comportamento de técnicos, atletas, torcedores, árbitro e assistentes durante o desenvolvimento de um jogo. Ninguém tem a noção exata da natureza, extensão e profundidade dos impactos dos fenômenos sociológicos e psicológicos sobre o comportamento dos indivíduos dentro dos estádios de futebol.

Os árbitros mais jovens estão mais expostos e são mais vulneráveis à ameaça e à agressão. Uma possível explicação para esta situação pode ser que os árbitros mais jovens tenham frequentemente menos experiência em arbitragem de partidas de futebol (Folkesson et al., 2002).

Poderia se especular que um tipo diferente de experiência seja relevante, alguma maneira de “experiência de vida” que permite que o árbitro mais velho apresente maior eficácia para desarmar as tendências à ameaça e à agressão em uma fase inicial. Outra explicação pode ser que os jogadores de futebol, os técnicos e o público podem perceber um árbitro mais velho como sendo mais merecedor de respeito que um árbitro mais jovem, i.e., sugerindo a existência de algum mecanismo “patriarcal” (Folkesson et al., 2002).

Por outro lado, o fator idade não parece influenciar a motivação e o desempenho dos árbitros. Ambos os árbitros com orientação pessimista e orientação otimista se sentiram expostos à ameaça e à agressão a um grau equivalente, mas os árbitros pessimistas sofreram mais com os efeitos. Os árbitros com orientação pessimista tiveram maiores problemas de motivação – e o seu desempenho tendeu a se deteriorar quando comparado com árbitro com orientação otimista. Além disso, os árbitros pessimistas tiveram maiores problemas para lidar com o comportamento agressivo dos espectadores. Parece ser o caso de que uma perspectiva de vida otimista pode afetar em grande parte a forma como a pessoa lida com as tensões e as exigências dos jogos esportivos fisicamente e psicologicamente (Folkesson et al., 2002).

Na Suíça existem duas comunidades, divididas em língua francesa e língua alemã (Messner e Schmid (2007). Estes autores desenvolveram um estudo com o intuito de verificar se uma equipe possui alguma vantagem quando se trata da mesma cultura do árbitro. Foram analisados 1.033 jogos do campeonato da primeira divisão de futebol suíço (masculino). Verificou-se que uma equipe tem vantagem quando se trata da mesma cultura do árbitro. O benefício foi evidente no número de vitórias, a quantidade de pontos ganhos, o número de cartões amarelos e o número de expulsões.

Outra característica especial do árbitro é o poder discricionário entre diferentes punições. No uso da advertência verbal ou do cartão amarelo ou do cartão vermelho é necessário o critério do árbitro. Contudo, espera-se que a equipe defensiva seja com mais frequência punida. Uma equipe visitante tem jogo defensivo mais do que uma equipe da casa. Por isso, espera-se que uma equipe visitante seja penalizada com mais frequência do que a equipe da casa (Courneya & Carron, 1992; Pollard, 2006). E, portanto, recebe a equipe da casa menor número de cartões amarelos e menos expulsões do que a equipe visitante (Sutter & Kocher, 2004).

A vantagem de uma equipe numa partida pela proximidadade cultural não é bem clara. Neste ponto a pesquisa difere de um estudo no futebol australiano. Mohr e Larsen (1998) encontraram maior número de jogos do campeonato australiano nos quais os tiros livres diretos eram favoraveis às equipes de regiões tradicionais do futebol australiano do que em comparação com as equipes das regiões em que o esporte foi introduzido mais tarde. Eles explicam este efeito pela condição social do árbitro, pois os árbitros provêm, na maioria das vezes, de áreas tradicionais.

Outros fatores podem influenciar na atenção concentrada, conforme análises resultantes dos estudos de Maughan e Leiper (2006), os quais relatam que houve interferência na performance em testes de função cognitiva quando o nível de desidratação alcançou 2% do peso corporal inicial. A desidratação dos árbitros durante a partida foi estudada no Brasil. No primeiro estudo constatou-se que a perda total de água corporal pelo árbitro durante a partida era equivalente a 2,05% do seu peso corporal (Da Silva e Fernández, 2003). Já, em outro estudo, foi constatado que a perda hídrica estimada do árbitro foi de 2,16% do peso corporal (Roman et al., 2004). Entretanto, estes dois estudos foram desenvolvidos na região sul do Brasil, mais especificamente no Paraná. Na literatura consta que a perda hídrica média do árbitro de futebol atuando no Estado de São Paulo é, de 3,20% do peso corporal (Da Silva et al., 2010).

As regras do jogo constituem a base de cada esporte. Os jogadores poderiam conhecê-las e os árbitros deveriam apenas supervisioná-las durante o jogo, pronunciar julgamentos com o intuito de apenas sancionar as ações permissivas. Contudo, uma vez que o árbitro sofre influência intra e extracampo, o que inclui jogadores, treinadores e torcida, ele deve apresentar um nível de tolerância para a condução de uma partida. A tarefa dos árbitros é de difícil execução, pelo fato de que cada decisão tomada não pode ser explicitada por escrito. Os árbitros devem controlar a partida, a qual inclui interações sociais e psicológicas (fatores como dinâmica de grupo e liderança) (Praschinger et al., 2011). Possivelmente, porque um jogo de futebol requer administração do jogo ao invés de uma simples aplicação das regras pelo árbitro.

Apesar da regra 5 estabelecer que o árbitro fará cumprir a regra do jogo durante uma partida de futebol, Mascarenhas et al. (2002) discutem que os árbitros aplicam certo tipo de administração do jogo. Isto significa que os árbitros em geral estão dispostos a aplicar as regras de jogo, mas durante uma partida eles têm de ser sensíveis para com a fluência do jogo. Isto os leva a situações nas quais não aplicam as regras de acordo com o propósito que estas indicam. Segundo Praschinger et al. (2011), os árbitros se consideram como os administradores do jogo, ao invés de se considerarem como administradores das regras do jogo.

Como foi possível observar nesta revisão, são inúmeros os fatores que podem interferir no momento da formulação da decisão de um árbitro de futebol no instante que ele tem que interferir na partida. Estas informações são importantíssimas para os profissionais que trabalham com psicologia do esporte, pois há necessidade de se desenvolver metodologias de trabalho para minimizar a influência destes fatores, para que as decisões dos árbitros sejam cada vez mais imparciais e, desta forma, se reduzindo a responsabilidade do árbitro no resultado da partida.

Durante este estudo, não foram abordados tema com corrupção, suborno, que envolve constantemente dirigentes de clubes e federações, membros de Comissão de Arbitragem, e árbitros de futebol. Estes temas são encontrados freqüência em jornais, revistas e telejornais. Como inúmeras vezes denunciado, a decisão de um árbitro de futebol pode também sofrer influencia de suborno, recomendações, e interesse de subir na carreira, já que os critérios para que um árbitro de futebol saia do nível regional para o nível internacional são obscuros, sendo constantemente denunciado que para este avanço na carreira alguns árbitros, conduzem uma partida de futebol de acordo com interesses pessoais ou de terceiros. Para uma melhor compreensão sobre o tema corrupção, suborno no meio futebolístico, recomendasse a leitura dos artigos intitulados “Árbitro de futebol e legislação esportiva aplicável” e “Ética no futebol: será possível?”.

*Professor do Departamento de Educação Física da Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG, Paraná
**Prof. Universidade Federal de São Paulo, Programa de Pós-Graduação, Centro de Estudos em Medicina da Atividade Física e do Esporte – CEMAFE

Referencial bibliográfico    ————————————————–

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– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Internacional.

E para o confronto do Massa Bruta contra o Colorado, a CBF escalou:

Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima – PE
Árbitro Assistente 1: Nailton Junior de Sousa Oliveira – CE
Árbitro Assistente 2: Francisco Chaves Bezerra Junior – PE
Quarto Árbitro: Márcio dos Santos Oliveira – AL
Assessor: Vidal Cordeiro Lopes – BA
VAR: Rodrigo Nunes de Sá -RJ
AVAR: Cleriston Clay Barreto Rios – SE
AVAR2: Rodrigo Batista Raposo – DF
Observador de VAR: Hilton Moutinho Rodrigues – RJ
Quality manager: Maria Victória Benetti Vargas – CBF

Rodrigo entrou recentemente para o quadro da FIFA, entre boas e ruins atuações, tornando-se o representante da arbitragem nordestina que tanto se cobrava (não tínhamos um árbitro dessa região do país no quadro internacional há algum tempo). Em jogos do Red Bull Bragantino, apitou pouca coisa (muitas vezes atuando como quarto-árbitro, mas como juiz central, somente no ano passado, em Goiás x Massa Bruta).

Nas suas últimas atuações, tem tentado se firmar como árbitro de ponta, mas oscilando muito. Ora é rigoroso, ora deixa de dar cartões. Me lembro, às vésperas de entrar para a FIFA, de uma atuação muito ruim (aqui: https://wp.me/p55Mu0-3kL).

Torcerei para uma boa arbitragem e um grande jogo!

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Internacional pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
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ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Quarta, 25/09, 19h00. Mas desde às 18h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– As duas polêmicas em Vasco x Palmeiras e São Paulo X Internacional.

Não assisti a integra dos jogos, mas pontualmente:

A falta reclamada em Marco Antônio, que posteriormente surge o gol do São Paulo: o Internacional tem razão na queixa, não foi nada.

O pênalti reclamado pelo Vasco: para mim, lance de movimento natural (assim, não foi infração). E se fosse, teria sido fora da área.

Os piores erros da rodada (mas que não impactaram no resultado) foram na Arena MRV. Bizarro…. Aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2024/09/22/analise-da-arbitragem-de-atletico-mineiro-3×0-red-bull-bragantino/

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Internacional.

E para o confronto do Massa Bruta contra o Colorado, a CBF escalou:

Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima – PE
Árbitro Assistente 1: Nailton Junior de Sousa Oliveira – CE
Árbitro Assistente 2: Francisco Chaves Bezerra Junior – PE
Quarto Árbitro: Márcio dos Santos Oliveira – AL
Assessor: Vidal Cordeiro Lopes – BA
VAR: Rodrigo Nunes de Sá -RJ
AVAR: Cleriston Clay Barreto Rios – SE
AVAR2: Rodrigo Batista Raposo – DF
Observador de VAR: Hilton Moutinho Rodrigues – RJ
Quality manager: Maria Victória Benetti Vargas – CBF

Rodrigo entrou recentemente para o quadro da FIFA, entre boas e ruins atuações, tornando-se o representante da arbitragem nordestina que tanto se cobrava (não tínhamos um árbitro dessa região do país no quadro internacional há algum tempo). Em jogos do Red Bull Bragantino, apitou pouca coisa (muitas vezes atuando como quarto-árbitro, mas como juiz central, somente no ano passado, em Goiás x Massa Bruta).

Nas suas últimas atuações, tem tentado se firmar como árbitro de ponta, mas oscilando muito. Ora é rigoroso, ora deixa de dar cartões. Me lembro, às vésperas de entrar para a FIFA, de uma atuação muito ruim (aqui: https://wp.me/p55Mu0-3kL).

Torcerei para uma boa arbitragem e um grande jogo!

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– Análise da Arbitragem de Atlético Mineiro 3×0 Red Bull Bragantino.

Lucas Paulo Torezin estava fazendo uma boa atuação até os 18 minutos. Deixando o jogo correr (com apenas duas faltas marcadas), dando corretamente a lei da vantagem e seguro nas suas marcações. Eis que… aos 18 minutos, Deyverson (CAM) recebe a bola, Pedro Henrique (RBB) estava próximo e o folclórico atacante cai sozinho dentro da área. Imaginei que o árbitro marcaria simulação. Porém, surpreendentemente, um erro crasso: ele marcou pênalti.

O VAR Wagner Reway não chamou o árbitro, enquanto que na repeticão se mostrava Deyverson tropeçando nas próprias pernas. Um “auto-pênalti”! Com a omissão do VAR, o árbitro confirmou o tiro penal (defendido pelo goleiro Cleiton). Vide abaixo que lance bizarríssimo do Brasileirão 2025.

Fora isso, em 15 minutos ocorreram 5 situações de impedimento e/ou ajustado que o bandeira Rafael Trombeta deixou seguir para possível revisão do VAR, seguindo o protocolo, mas que não ocorreram pois o time bragantino ficou com a vantagem. Fez o correto.

Na primeira hora de jogo, foram 4 faltas do Galo Mineiro e apenas 1 do Massa Bruta (o pênalti inexistente). No primeiro tempo, em infrações: CAM 7×1 RBB.

No segundo tempo, o jogo começou a se tornar um típico confronto brasileiro, com mais faltas e menos bola rolandoe outro lance polêmico: Arthur Sousa (RBB), próximo da área, sofreu uma falta em que havia dúvida: dentro ou fora da área?

Ao ir ao VAR, percebeu-se que Lyanco (CAM) tocou na perna direita do adversário fora da área, e também na esquerda (mas dentro da área). O árbitro Torezin foi tirar a dúvida no monitor para se verificar em qual perna foi cometida a infração, para decidir: pênalti ou falta? Mas… entende que em ambas não foi nada, e dá bola ao chão! Errou de novo!

Dois lances assustadores da arbitragem com o VAR…

– Fluminense 0x1 Botafogo.

Que cáca do Felipe Melo…
Acertou o árbitro Wilton Pereira Sampaio em não marcar falta de ataque do Botafogo contra o defensor do Fluminense. Lance legal e gol validado corretamente.

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Atlético Mineiro x Red Bull Bragantino.

E para o confronto do Massa Bruta contra o Galo em Minas Gerais, a CBF escalou:

Árbitro: Lucas Paulo Torezin – PR
Árbitro Assistente 1: Victor Hugo Imazu dos Santos – PR
Árbitro Assistente 2: Rafael Trombeta – PR
Quarto Árbitro: Ruthyanna Camila Medeiros da Silva – PB
Assessor: Sérgio Cristiano Nascimento – RJ
VAR: Wagner Reway – SC
AVAR: Leone Carvalho Rocha – GO
AVAR2: José Ricardo Vasconcellos Laranjeira – AL
Observador de VAR: Cleidy Mary dos Santos Nunes Ribeiro – SC
Quality manager: Larissa Ramos Monteiro – RJ

Paranaense de Campo Largo e com 41 anos, embora desconhecido no Brasileirão para muitos, Lucas tem muita experiência no Campeonato Paranaense. Estreou na Série A do Brasileirão somente nesse ano, e pelas diversas competições da CBF, já apitou os 4 grandes paulistas. Seu último jogo em partidas do Braga foi contra o Fluminense.

Eu gosto do estilo de jogo dele: não vulgariza cartões, nem marca qualquer faltinha. Lembra, muitas vezes, o estilo de arbitragem europeia.

Torço para um bom jogo e uma ótima arbitragem.

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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 22/09, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Atlético Mineiro x Red Bull Bragantino.

E para o confronto do Massa Bruta contra o Galo em Minas Gerais, a CBF escalou:

Árbitro: Lucas Paulo Torezin – PR
Árbitro Assistente 1: Victor Hugo Imazu dos Santos – PR
Árbitro Assistente 2: Rafael Trombeta – PR
Quarto Árbitro: Ruthyanna Camila Medeiros da Silva – PB
Assessor: Sérgio Cristiano Nascimento – RJ
VAR: Wagner Reway – SC
AVAR: Leone Carvalho Rocha – GO
AVAR2: José Ricardo Vasconcellos Laranjeira – AL
Observador de VAR: Cleidy Mary dos Santos Nunes Ribeiro – SC
Quality manager: Larissa Ramos Monteiro – RJ

Paranaense de Campo Largo e com 41 anos, embora desconhecido no Brasileirão para muitos, Lucas tem muita experiência no Campeonato Paranaense. Estreou na Série A do Brasileirão somente nesse ano, e pelas diversas competições da CBF, já apitou os 4 grandes paulistas. Seu último jogo em partidas do Braga foi contra o Fluminense.

Eu gosto do estilo de jogo dele: não vulgariza cartões, nem marca qualquer faltinha. Lembra, muitas vezes, o estilo de arbitragem europeia.

Torço para um bom jogo e uma ótima arbitragem.

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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 22/09, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Zanovelli foi denunciado por erro de direito. Mas e o SPFC se beneficiará ou não com isso?

Paulo César Zanovelli, o árbitro de Fluminense 2×0 São Paulo, foi indiciado pelo STJD por descumprir a regra do jogo (o que caracteriza um Erro de Direito, motivo de anulação de uma partida). 

O São Paulo houvera sido avisado que a causa é “perdida”, pois demorou mais do que 48 horas da partida para reclamar. Entretanto, ao contrário da divulgação em poucas horas do vídeo (onde o árbitro confirma ao VAR que estava errando ao falar que deu vantagem e validou o gol), a CBF o fez 5 dias depois. Assim, o ideal não é contar a partir desse momento o prazo?

Enfim: por falta de datas e por saber o histórico de forças das equipes em julgamentos, penso que o SPFC perdeu a causa…

(Foto de Wagner Meier/Getty Images)

Crédito: Wagner Meier/Getty Images, extraído de Esporte News Mundo em https://www.terra.com.br/esportes/futebol/arbitro-paulo-cesar-zanovelli-de-fluminense-x-sao-paulo-e-denunciado-pelo-stjd-por-descumprimento-de-regras-do-futebol,8950a3f57bbf994febc9de04a95a28c4ddyz32vu.html

– Zanovelli foi denunciado por erro de direito. Mas e o SPFC se beneficiará ou não com isso?

Paulo César Zanovelli, o árbitro de Fluminense 2×0 São Paulo, foi indiciado pelo STJD por descumprir a regra do jogo (o que caracteriza um Erro de Direito, motivo de anulação de uma partida). 

O São Paulo houvera sido avisado que a causa é “perdida”, pois demorou mais do que 48 horas da partida para reclamar. Entretanto, ao contrário da divulgação em poucas horas do vídeo (onde o árbitro confirma ao VAR que estava errando ao falar que deu vantagem e validou o gol), a CBF o fez 5 dias depois. Assim, o ideal não é contar a partir desse momento o prazo?

Enfim: por falta de datas e por saber o histórico de forças das equipes em julgamentos, penso que o SPFC perdeu a causa…

(Foto de Wagner Meier/Getty Images)

Crédito: Wagner Meier/Getty Images, extraído de Esporte News Mundo em https://www.terra.com.br/esportes/futebol/arbitro-paulo-cesar-zanovelli-de-fluminense-x-sao-paulo-e-denunciado-pelo-stjd-por-descumprimento-de-regras-do-futebol,8950a3f57bbf994febc9de04a95a28c4ddyz32vu.html

– Análise da Arbitragem de Paulista (Campeão) x Colorado, além da promessa da FPF para o torcedor.

Para 7.399 pessoas, o Galo venceu o Colorado. Sobre a juíza e a confusão na entrada:

Satisfatória arbitragem de Marianna Nanni batalha. Correu bastante, advertiu verbalmente atletas que, no começo do jogo, estavam muito pilhados, e não foi tão exigida.
Faltou um pouco de experiência nos lances em que tentou dar vantagem, e não deveria, quando os ânimos se exaltaram. Tem muitas qualidades, mas precisa ganhar mais rodagem. O erro dela na partida foi o pênalti em Léo Souza, no primeiro tempo (vide nossas anotações abaixo).

O “lamentável” do jogo: a dificuldade na entrada ao estádio. Quando eu fui sair da cabine, vi a porta do camarote da FPF semi-aberta, “de entrão” fui lá e conversei com o presidente Reinaldo Carneiro Bastos. Ele estava POSSESSO com a organização do jogo. Perguntei se ele nos daria uma entrevista à Rádio Difusora, e de imediato ele topou.
Nos disse que era uma vergonha o que a Federação Paulista e a PM de Jundiaí fizeram com o torcedor. Que ele, como presidente da entidade, tomaria duras providências e puniria quem fosse pela bagunça na entrada. Ressaltou que “doa a quem doer”, ele iria ser rigoroso na apuração de quem deixou a torcida para fora com meia hora de jogo rolando. Falou ainda que conversaria com o Secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite sobre o acontecido em Jundiaí, para que o torcedor do Paulista FC não passasse mais esse sufoco desnecessário.

Viva o Paulista, campeão da Série B do estado de SP.

ANOTAÇÕES:

Aos 3m, Pablo (COL) havia cometido duas faltas mais fortes, totalmente desnecessárias. A árbitra chamou a atenção dele.

Após 4m, Adelan (PFC) se desentendeu com Lobato (COL) e a árbitra se fez presente, acalmando os ânimos. Boa intervenção.
Aos 7m, Adelan, de novo, encarou o adversário e denovo foi advertido verbalmente.

Aos 12m: Após excelente lançamento de Caveira (PFC), a bola é cruzada e Léo Souza (PFC) a domina. Durante o drible, é tocado e cai no desequilíbrio. Pênalti não marcado. Errou a arbitragem.

Aos 16m, Pablo mata um contra-ataque e recebe o Cartão Amarelo.

Aos 19m, zagueiro do Colorado escorrega e a bola bate no peito. A torcida pede pênalti, mas não foi. Acertou a árbitra.

Aos 42m, Miguel Elias vai fazendo falta em Davi. Ele puxa, toca por baixo, agarra. Ela tenta dar a vantagem, e não deveria, pois o clima não estava legal. Depois ela dá a falta atrasada e o Cartão Amarelo. Se ela dá logo a falta, os ânimos não se exaltariam. Faltou um pouquinho de experiência.

Aos 6’do 2º tempo: Lamin pede pênalti na entrada da área, não foi.

Aos 9’: Cartão Amarelo a Michel (COL), por reclamação à bandeira. Correto.

Aos 28m, pênalti ao Colorado Caieiras, bem marcado. Aos 30m, acertou ao não marcar pênalti ao Paulista, na jogada corpo-a-corpo.

Rafael Mainini, anunciando o Galo Campeão, em: https://youtu.be/V6umbSEdLFo?si=Z1Y6Aqw5DXxQrRXg

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Grêmio. Kkkk

E para o confronto do Massa Bruta contra o Tricolor Gaúcho, a CBF escalou:

Árbitro: Bruno Arleu de Araujo – RJ
Árbitro Assistente 1: Bruno Boschilia – PR
Árbitro Assistente 2: Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha – RJ
Quarto Árbitro: Luciano da Silva Miranda Filho – CE
Assessor: Renato Cardoso da Conceição – BA
VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga – RJ
AVAR: Andreza Helena de Siqueira – MG
AVAR2: Heber Roberto Lopes – SC
Observador de VAR: Rodrigo Pereira Joia – MG
Quality manager: Paulo Roberto da Rocha Camello – RJ

Bruno Arleu é o melhor dos árbitros cariocas da atualidade, e pertence há algum tempo no quadro da FIFA (embora não tenha sido aproveitado a contento pela Conmebol).

Discreto, gosta de ser rigoroso disciplinarmente nas questões de reclamações, mas nem tão duro nas questões técnicas. Costuma comete um ou outro erro, mas nada tão escandaloso.

Que possa fazer uma boa arbitragem no domingo!

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Grêmio pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/futeboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 15/09, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Considerações sobre CAM x SPFC:

Sobre Atlético Mineiro x São Paulo, alguns pitacos em: https://youtu.be/-8t2fFUu8SI?si=wUElNgUPFESFxIEn

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista X Colorado:

E para a finalíssima da Bezinha, a FPF escalou um quinteto feminino:

Árbitra: Marianna Nanni Batalha
Árbitra Assistente 1: Izabele de Oliveira
Árbitra Assistente 2: Juliana Vicentin Esteves
Quarta Árbitra: Adeli Mara Monteiro
Quinta Árbitra: Marcela de Almeida Silva
Analista de Campo: Márcio Verri Brandão
Analista de Vídeo: Antonio Rogério Batista do Prado

Falamos no primeiro jogo, que por ser partida de ida em um clima mais amistoso (já que os dois tinham conquistado o acesso), a FPF havia premiado um árbitro novato para apitar. E que dependendo do placar, para a segunda partida teríamos um árbitro experiente (caso o placar fosse ajustado) ou mais um novato (se praticamente o jogo tivesse sido resolvido). Sendo assim, com 4 gols de vantagem, a FPF resolve fazer um jogo de festa com jovens árbitras tendo oportunidade.

Marianna, a árbitra, tem 31 anos de idade e em 6 temporadas, poucos jogos profissionais trabalhados. Entretanto, teve a oportunidade de apitar a A3 nesse ano. As bandeiras, ambas com 28 anos, tiveram voos mais altos (mas também, com poucos jogos trabalhados). Quarta e quinta árbitra são bem mais veteranas e foram escaladas para participar da festa.

Torço para um bom jogo e uma grande arbitragem.

Acompanhe Paulista de Jundiaí x Colorado Caieiras pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começará as 16hoo (14/09), mas desde às 15h00 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Grêmio.

E para o confronto do Massa Bruta contra o Tricolor Gaúcho, a CBF escalou:

Árbitro: Bruno Arleu de Araujo – RJ
Árbitro Assistente 1: Bruno Boschilia – PR
Árbitro Assistente 2: Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha – RJ
Quarto Árbitro: Luciano da Silva Miranda Filho – CE
Assessor: Renato Cardoso da Conceição – BA
VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga – RJ
AVAR: Andreza Helena de Siqueira – MG
AVAR2: Heber Roberto Lopes – SC
Observador de VAR: Rodrigo Pereira Joia – MG
Quality manager: Paulo Roberto da Rocha Camello – RJ

Bruno Arleu é o melhor dos árbitros cariocas da atualidade, e pertence há algum tempo no quadro da FIFA (embora não tenha sido aproveitado a contento pela Conmebol).

Discreto, gosta de ser rigoroso disciplinarmente nas questões de reclamações, mas nem tão duro nas questões técnicas. Costuma comete um ou outro erro, mas nada tão escandaloso.

Que possa fazer uma boa arbitragem no domingo!

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Grêmio pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/futeboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 15/09, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista X Colorado:

E para a finalíssima da Bezinha, a FPF escalou um quinteto feminino:

Árbitra: Marianna Nanni Batalha
Árbitra Assistente 1: Izabele de Oliveira
Árbitra Assistente 2: Juliana Vicentin Esteves
Quarta Árbitra: Adeli Mara Monteiro
Quinta Árbitra: Marcela de Almeida Silva
Analista de Campo: Márcio Verri Brandão
Analista de Vídeo: Antonio Rogério Batista do Prado

Falamos no primeiro jogo, que por ser partida de ida em um clima mais amistoso (já que os dois tinham conquistado o acesso), a FPF havia premiado um árbitro novato para apitar. E que dependendo do placar, para a segunda partida teríamos um árbitro experiente (caso o placar fosse ajustado) ou mais um novato (se praticamente o jogo tivesse sido resolvido). Sendo assim, com 4 gols de vantagem, a FPF resolve fazer um jogo de festa com jovens árbitras tendo oportunidade.

Marianna, a árbitra, tem 31 anos de idade e em 6 temporadas, poucos jogos profissionais trabalhados. Entretanto, teve a oportunidade de apitar a A3 nesse ano. As bandeiras, ambas com 28 anos, tiveram voos mais altos (mas também, com poucos jogos trabalhados). Quarta e quinta árbitra são bem mais veteranas e foram escaladas para participar da festa.

Torço para um bom jogo e uma grande arbitragem.

Acompanhe Paulista de Jundiaí x Colorado Caieiras pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começará as 16hoo (14/09), mas desde às 15h00 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– Dia do Árbitro de Futebol.

11/09 é Dia do Árbitro de Futebol… e também do de vôlei, basquete, críquete, pólo-aquático… É dia do Árbitro Esportivo!

Orgulho-me de estar incluído nesta lista. Afinal, uma vez árbitro, sempre árbitro!

Feliz 11 de setembro, nosso dia! Que tenhamos o que comemorar e que nessa data nossas mamães sejam poupadas.

– São Paulo tentará anular o jogo contra o Fluminense por Erro de Direito:

Segundo UOL e GloboEsporte, o São Paulo pedirá a anulação do jogo do último domingo, no Maracanã. Sobre o Erro de Direito, explicamos na repostagem abaixo:

Importante: antigamente, você tinha até 48 horas para tentar impugnar uma partida. Acontece que a CBF não divulgou o áudio do VAR, para se entender o que o árbitro de vídeo conversou com o árbitro central. Tendo feito somente na sexta-feira à tarde, creio que são 48 horas a partir dessa divulgação (lembrando que sábado e domingo não são dos úteis).

ERRO DE DIREITO

falamos à exaustão sobre o lance irregular no Maracanã (aqui: https://wp.me/p55Mu0-3xa). Em resumo: Calleri faz falta em Thiago Santos e o bandeira agita o seu instrumento avisando o árbitro. Calleri se afasta e reclama, e o árbitro Paulo Zanovelli (de costa para o lance) sinaliza vantagem. Porém, o atleta para a bola com as mãos (como se tivesse ouvido um apito, que não existiu) e cobra a falta. Desse lance sai o primeiro gol do Fluminense.

Questionamos a não divulgação até essa sexta-feira (aqui: https://wp.me/p4RTuC-10nH): alguns áudios saem logo após o final da partida. Esse, estava levando quase uma semana a troco de quê?

Pois bem: enfim, ele foi divulgado. O VAR questiona o árbitro sobre o lance polêmico, e ele diz que não marcou a falta, mas deu vantagem. Avisado que houve a mão na bola (e isso implicaria em anular o gol do Fluminense), Zanovelli refuta qualquer irregularidade e pede para ver no monitor. Ao ver a mão na bola, justifica dizendo que “há a falta clara (…) eu ía dar a vantagem, o jogador para e bate a falta, ok.” E o VAR repete, reforçando que parou a bola com a mão e bateu a falta. E Zanovelli se perde, dizendo ao árbitro de vídeo Igor José Benevenuto: “eu dei a vantagem e deixei seguir, é gol legal, Igor”.

Tudo errado! O VAR deveria insistir: “você não pode validar o gol, não é essa a regra”, e não disse. Mas o árbitro, lógico, é o maior culpado por descumprir a regra.

Erro de fato: quando você vê uma falta e fica em dúvida se atingiu ou não um adversário, é questão interpretativa e não se anula um jogo.

Erro de direito: quando você desconhece a regra ou a descumpre (o que aconteceu nesse jogo), levando uma partida a ser anulada.

Com o áudio divulgado, configurou-se um INDISCUTÍVEL erro de direito. O São Paulo pode pedir a anulação da partida, pois o árbitro, em sua fala, confessa que viu a mão (“ele para a e bate a falta”), mesmo dizendo na sequência que “não a marcou pois deu vantagem”, equivocadamente confirmando o gol.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Colorado Caieiras x Paulista de Jundiaí (jogo de ida da final):

Para o primeiro jogo da decisão da Bzinha, a FPF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Henrique Otto Cruz Hengstmam
Árbitro Assistente 1: Daniel Luis Marques
Árbitro Assistente 2: Leandra Aires Cossette
Quarto Árbitro: Fagson Junior dos Santos Silva
Quinto Árbitro: Izabele de Oliveira
Analista de Campo: Márcio Verri Brandão
Analista de Video: Adriano Stange

Uma grande surpresa tal escala! Henrique Hengstmam, jovem árbitro de 29 anos, tem apenas 5 anos de carreira na FPF e na última temporada apitou jogos do Sub 11 e Sub 13. Até o ano passado, um jogo apenas no Sub 20. Em 2024, apitou outros jogos amadores, Copa Paulista, Bezinha e A4. E por quê tal escala?

A interpretação que eu tenho é: diferente dos outros jogos, que valiam acesso e eram bem nervosos (onde árbitros promissores e de A1 apitaram – e bem – nas últimas rodadas), o chefe da arbitragem da FPF Patrício Loustau quis premiar quem melhor se destacou nas divisões inferiores com essa escala. Afinal, em tese, é uma partida bem menos difícil para se apitar: dois times já garantidos na divisão de cima, clima de festa e, para a entidade, o segundo jogo final é o mais importante (e aí, dependendo do placar na ida, saberemos se vem alguém experiente ou não). E repare: como assistentes, bandeiras experientíssimos para dar suporte ao árbitro.

Torço para um bom jogo e uma grande arbitragem.

Acompanhe Colorado Caieiras x Paulista de Jundiaí pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começará as 15hoo (07/09), mas desde as 14h00 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

 

– CONFIRMADO: Erro de direito em Fluminense 2×0 São Paulo. Só não cancela o jogo se não quiser…

falamos à exaustão sobre o lance irregular no Maracanã (aqui: https://wp.me/p55Mu0-3xa). Em resumo: Calleri faz falta em Thiago Santos e o bandeira agita o seu instrumento avisando o árbitro. Calleri se afasta e reclama, e o árbitro Paulo Zanovelli (de costa para o lance) sinaliza vantagem. Porém, o atleta para a bola com as mãos (como se tivesse ouvido um apito, que não existiu) e cobra a falta. Desse lance sai o primeiro gol do Fluminense.

Questionamos a não divulgação até essa sexta-feira (aqui: https://wp.me/p4RTuC-10nH): alguns áudios saem logo após o final da partida. Esse, estava levando quase uma semana a troco de quê?

Pois bem: enfim, ele foi divulgado. O VAR questiona o árbitro sobre o lance polêmico, e ele diz que não marcou a falta, mas deu vantagem. Avisado que houve a mão na bola (e isso implicaria em anular o gol do Fluminense), Zanovelli refuta qualquer irregularidade e pede para ver no monitor. Ao ver a mão na bola, justifica dizendo que “há a falta clara (…) eu ía dar a vantagem, o jogador para e bate a falta, ok.” E o VAR repete, reforçando que parou a bola com a mão e bateu a falta. E Zanovelli se perde, dizendo ao árbitro de vídeo Igor José Benevenuto: “eu dei a vantagem e deixei seguir, é gol legal, Igor”.

Tudo errado! O VAR deveria insistir: “você não pode validar o gol, não é essa a regra”, e não disse. Mas o árbitro, lógico, é o maior culpado por descumprir a regra.

Erro de fato: quando você vê uma falta e fica em dúvida se atingiu ou não um adversário, é questão interpretativa e não se anula um jogo.

Erro de direito: quando você desconhece a regra ou a descumpre (o que aconteceu nesse jogo), levando uma partida a ser anulada.

Com o áudio divulgado, configurou-se um INDISCUTÍVEL erro de direito. O São Paulo pode pedir a anulação da partida, pois o árbitro, em sua fala, confessa que viu a mão (“ele para a e bate a falta”), mesmo dizendo na sequência que “não a marcou pois deu vantagem”, equivocadamente confirmando o gol.

– De fato, houve mesmo Erro de Direito em Fluminense x São Paulo e a CBF estaria escondendo o áudio?

Eu sei que o site da CBF está “bugado”, mas há quase uma semana tento achar o áudio do VAR sobre o lance que seria um erro de direito no jogo Fluminense 2×0 SPFC.

Como a CBF não o divulga, posso pensar que a Comissão de Arbitragem sabe que houve tal falha e, se divulgar o que foi conversado, permitiria a anulação do jogo?

Relembre e entenda:

O relógio marcava 30 minutos do 1º tempo. Calleri (SPFC) e Thiago Santos (FLU) disputavam uma bola e o são-paulino reclamou ter sido atingido no rosto, pedindo falta. O bandeira Guilherme Dias Camilo (experientíssimo) agitou sua bandeira e sinalizou ao árbitro que foi falta de Calleri em Thiago Santos, e não o contrário (o procedimento do árbitro assistente foi correto e teve caráter informativo, cabendo ao árbitro aceitar a sugestão de falta ou não). Porém, o árbitro Paulo Zanovelli (aquele mesmo dos enésimos cartões de Bahia vs Flamengo, que foi para a geladeira e que já falamos que ganhou o escudo da FIFA pois o estado de MG ficaria sem um árbitro internacional, herdando de Ricardo Marques Ribeiro) nada marcou

Acontece que Thiago Santos parou a bola com a mão e “cobrou a falta”. Ora, bandeira não marca falta, apenas sugestiona (como falamos). E o árbitro, para marcar a falta, tem que soar o apito. Se ele não apitar, a falta não está marcada. Dessa forma, Thiago Santos cometeu uma infração (colocou a mão na bola com ela rolando). E o pior: dessa jogada saiu o gol do Fluminense!

Gol irregular, e, cá entre nós, erro de direito. Não sei o que o árbitro e o VAR conversaram (se por ventura o árbitro alegou que avisou que foi falta mas não soou o apito, confessou um erro de desconhecimento de regra).

Importante: você não precisa autorizar uma cobrança de falta (em certas condições) com o apito, pois o jogador pode bater rápido a falta (evitando benefício a um infrator). Mas não foi esse o caso: estamos falando de MARCAÇÃO de falta, não de AUTORIZAÇÃO de cobrança de falta.

Será que o juizão se confundiu?

Semana retrasada, o presidente da CBF fez uma reunião para que se diminuísse a discussão entre jogadores, técnicos, cartolas e árbitros, e criou para a semana passada a “Segunda do Seneme”, onde dirigentes de clube se reuniriam toda a segunda-feira para uma DR sobre a arbitragem da rodada. Agora, leio que nessa 3ª feira, o presidente do São Paulo foi pessoalmente na CBF reclamar da arbitragem

Nada adiantou nessas reuniões?

 

– De fato, houve mesmo Erro de Direito em Fluminense x São Paulo e a CBF estaria escondendo o áudio?

Eu sei que o site da CBF está “bugado”, mas há quase uma semana tento achar o áudio do VAR sobre o lance que seria um erro de direito no jogo Fluminense 2×0 SPFC.

Como a CBF não o divulga, posso pensar que a Comissão de Arbitragem sabe que houve tal falha e, se divulgar o que foi conversado, permitiria a anulação do jogo?

Relembre e entenda:

O relógio marcava 30 minutos do 1º tempo. Calleri (SPFC) e Thiago Santos (FLU) disputavam uma bola e o são-paulino reclamou ter sido atingido no rosto, pedindo falta. O bandeira Guilherme Dias Camilo (experientíssimo) agitou sua bandeira e sinalizou ao árbitro que foi falta de Calleri em Thiago Santos, e não o contrário (o procedimento do árbitro assistente foi correto e teve caráter informativo, cabendo ao árbitro aceitar a sugestão de falta ou não). Porém, o árbitro Paulo Zanovelli (aquele mesmo dos enésimos cartões de Bahia vs Flamengo, que foi para a geladeira e que já falamos que ganhou o escudo da FIFA pois o estado de MG ficaria sem um árbitro internacional, herdando de Ricardo Marques Ribeiro) nada marcou

Acontece que Thiago Santos parou a bola com a mão e “cobrou a falta”. Ora, bandeira não marca falta, apenas sugestiona (como falamos). E o árbitro, para marcar a falta, tem que soar o apito. Se ele não apitar, a falta não está marcada. Dessa forma, Thiago Santos cometeu uma infração (colocou a mão na bola com ela rolando). E o pior: dessa jogada saiu o gol do Fluminense!

Gol irregular, e, cá entre nós, erro de direito. Não sei o que o árbitro e o VAR conversaram (se por ventura o árbitro alegou que avisou que foi falta mas não soou o apito, confessou um erro de desconhecimento de regra).

Importante: você não precisa autorizar uma cobrança de falta (em certas condições) com o apito, pois o jogador pode bater rápido a falta (evitando benefício a um infrator). Mas não foi esse o caso: estamos falando de MARCAÇÃO de falta, não de AUTORIZAÇÃO de cobrança de falta.

Será que o juizão se confundiu?

Semana retrasada, o presidente da CBF fez uma reunião para que se diminuísse a discussão entre jogadores, técnicos, cartolas e árbitros, e criou para a semana passada a “Segunda do Seneme”, onde dirigentes de clube se reuniriam toda a segunda-feira para uma DR sobre a arbitragem da rodada. Agora, leio que nessa 3ª feira, o presidente do São Paulo foi pessoalmente na CBF reclamar da arbitragem

Nada adiantou nessas reuniões?

 

– Os gandulas expulsos de Corinthians 2×1 Flamengo.

É o fim da picada! Já sugerimos, em outras oportunidades, que os gandulas na Série A do Brasileirão fossem alunos da Escola de Árbitros.

Motivo?

Evitar situações constrangedoras como as relatadas pelo árbitro de Corinthians x Flamengo (que expulsou 2 gandulas):

  • “Informo que aos 25 minutos do segundo tempo, expulsei do campo de jogo o gandula Thiago Mastrochirico Rezetti, por retardar o reinício de jogo, demorando a repor a bola para a equipe adversária”.
  • “Informo que aos 46 minutos do segundo tempo, expulsei do campo de jogo o gandula Alessandro da Silva, por retardar o reinício de jogo, murchando a bola que estava em sua posse.

– O São Paulo tem razão em pedir a anulação do jogo contra o Fluminense.

O relógio marcava 30 minutos do 1º tempo. Calleri (SPFC) e Thiago Santos (FLU) disputavam uma bola e o são-paulino reclamou ter sido atingido no rosto, pedindo falta. O bandeira Guilherme Dias Camilo (experientíssimo) agitou sua bandeira e sinalizou ao árbitro que foi falta de Calleri em Thiago Santos, e não o contrário (o procedimento do árbitro assistente foi correto e teve caráter informativo, cabendo ao árbitro aceitar a sugestão de falta ou não). Porém, o árbitro Paulo Zanovelli (aquele mesmo dos enésimos cartões de Bahia vs Flamengo, que foi para a geladeira e que já falamos que ganhou o escudo da FIFA pois o estado de MG ficaria sem um árbitro internacional, herdando de Ricardo Marques Ribeiro) nada marcou

Acontece que Thiago Santos parou a bola com a mão e “cobrou a falta”. Ora, bandeira não marca falta, apenas sugestiona (como falamos). E o árbitro, para marcar a falta, tem que soar o apito. Se ele não apitar, a falta não está marcada. Dessa forma, Thiago Santos cometeu uma infração (colocou a mão na bola com ela rolando). E o pior: dessa jogada saiu o gol do Fluminense!

Gol irregular, e, cá entre nós, erro de direito. Não sei o que o árbitro e o VAR conversaram (se por ventura o árbitro alegou que avisou que foi falta mas não soou o apito, confessou um erro de desconhecimento de regra).

Importante: você não precisa autorizar uma cobrança de falta (em certas condições) com o apito, pois o jogador pode bater rápido a falta (evitando benefício a um infrator). Mas não foi esse o caso: estamos falando de MARCAÇÃO de falta, não de AUTORIZAÇÃO de cobrança de falta.

Será que o juizão se confundiu?

Semana retrasada, o presidente da CBF fez uma reunião para que se diminuísse a discussão entre jogadores, técnicos, cartolas e árbitros, e criou para a semana passada a “Segunda do Seneme”, onde dirigentes de clube se reuniriam toda a segunda-feira para uma DR sobre a arbitragem da rodada. Agora, leio que nessa 3ª feira, o presidente do São Paulo foi pessoalmente na CBF reclamar da arbitragem

Nada adiantou nessas reuniões?

 

– Os chatos estão se dando mal: os efeitos da nova orientação sobre reclamações!

Já falamos sobre o que pode e o que não pode com a nova recomendação aos árbitros sobre reclamações (não é nova regra, ela é uma modificação em teste). Está aqui: https://professorrafaelporcari.com/2024/08/30/quem-pode-falar-com-o-arbitro-2/

Porém, quem costuma reclamar sem limites está chateado. Por exemplo, Rafinha, lateral do São Paulo, que costuma infernizar com grande indisciplina a arbitragem, disse:

“Já que é pra falar, vamos ser realistas, essa mensagem de só o capitão falar com o árbitro já começou errado. A gente vai falar com o árbitro e toma amarelo”.

Lógico, quem reclama e gosta do que faz, não quer ser impedido de transgredir a regra. Me espantaria se ele aprovasse isso…

Zubeldía me chamou a atenção também. Abaixo, a sua declaração (como se fosse vítima de algo que nunca fez… evidentemente, os árbitros não podem “marcar” ninguém, mas ele passa dos ponto).

E você, tem gostado da nova recomendação? Deixe seu comentário:

– Os gandulas expulsos de Corinthians 2×1 Flamengo.

É o fim da picada! Já sugerimos, em outras oportunidades, que os gandulas na Série A do Brasileirão fossem alunos da Escola de Árbitros.

Motivo?

Evitar situações constrangedoras como as relatadas pelo árbitro de Corinthians x Flamengo (que expulsou 2 gandulas):

  • “Informo que aos 25 minutos do segundo tempo, expulsei do campo de jogo o gandula Thiago Mastrochirico Rezetti, por retardar o reinício de jogo, demorando a repor a bola para a equipe adversária”.
  • “Informo que aos 46 minutos do segundo tempo, expulsei do campo de jogo o gandula Alessandro da Silva, por retardar o reinício de jogo, murchando a bola que estava em sua posse.

– Que pênalti é esse?

A suspeita de manipulação de resultados na série C do Brasileirão assusta. Dessa vez, envolve Jhonata Varela, do Sampaio Corrêa, que saltou o máximo que pode para agarrar uma bola na grande área (não, ele não é goleiro, mas… volante).

Desconfiado do forçoso e bizarro pênalti cometido, seu próprio clube o denunciou. Veja o lance e a reportagem em: https://ge.globo.com/ma/futebol/times/sampaio-correa/noticia/2024/08/31/procurador-ve-indicios-de-infracao-disciplinar-em-penalti-na-serie-c-e-pede-abertura-de-inquerito-no-stjd.ghtml?_gl=1*vmr8ym*_ga*Rm0tVTY3a0UtdkM4U1JMWUF5ak40aF9Lc1ZBc0NRcGRtVDd6dFlTQjhLN2w3VnBnRlFGLU1PaEtlc01tT01kTA..*_ga_K8B6Y0T4CS*MTcyNTE5OTY3NC4xLjEuMTcyNTE5OTY3NC4wLjAuMA

Jhonata Varela, Sampaio Corrêa x ABC, pênalti bizarro — Foto: Reprodução/Nosso Futebol

– Os chatos estão se dando mal: os efeitos da nova orientação sobre reclamações!

Já falamos sobre o que pode e o que não pode com a nova recomendação aos árbitros sobre reclamações (não é nova regra, ela é uma modificação em teste). Está aqui: https://professorrafaelporcari.com/2024/08/30/quem-pode-falar-com-o-arbitro-2/

Porém, quem costuma reclamar sem limites está chateado. Por exemplo, Rafinha, lateral do São Paulo, que costuma infernizar com grande indisciplina a arbitragem, disse:

“Já que é pra falar, vamos ser realistas, essa mensagem de só o capitão falar com o árbitro já começou errado. A gente vai falar com o árbitro e toma amarelo”.

Lógico, quem reclama e gosta do que faz, não quer ser impedido de transgredir a regra. Me espantaria se ele aprovasse isso…

Zubeldía me chamou a atenção também. Abaixo, a sua declaração (como se fosse vítima de algo que nunca fez… evidentemente, os árbitros não podem “marcar” ninguém, mas ele passa dos ponto).

E você, tem gostado da nova recomendação? Deixe seu comentário:

– O pênalti que resultou no gol de empate em Corinthians x Flamengo.

O que é movimento antinatural?

Movimento Antinatural das mãos / braços na bola é quando você tenta tirar proveito disfarçadamente de uma posição do corpo. Entenda:

Para ser infração, você deve ter a INTENÇÃO de colocar braço / mão na bola (é essa a primeira avaliação do árbitro). Depois, você verifica o MOVIMENTO ANTINATURAL, que é uma intenção disfarçada, ou seja, você pode evitar o contato mas, no fundo, tira proveito de uma posição que poderia ser evitada. 

Avalie: quando o jogador do Corinthians pula para tentar interceptar a bola cruzada pelo Flamengo dentro da área, ele:

  • o faz com a intenção de tocá-la, ou,
  • pula com os braços de maneira natural, e ocasionalmente a bola bate num deles, ou ainda,
  • pula com os braços de maneira antinatural, podendo evitar o contato (sem tentar evitar o toque / recolher / ou com a intenção de ganhar vantagem)?

Eu não marcaria pênalti, entendo que foi toque por movimento natural. Mas é um lance puramente interpretativo.

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Bahia.

E para o confronto do Massa Bruta contra o Baêa, a CBF escalou:

Árbitro: Davi de Oliveira Lacerda – ES
Árbitro Assistente 1: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa – RJ
Árbitro Assistente 2: Douglas Pagung – ES
Quarto Árbitro: Leonardo Willers Lorenzatto – MT
VAR: Rodolpho Toski Marques – PR
AVAR1: Frederico Soares Vilarinho – MG
AVAR2: Adriano Milczvski – PR
Observador de VAR: Márcio Eustáquio Sousa Santiago – MG
Quality Manager: Paulo Roberto da Rocha Camello – CBF

Davi é o mesmo jovem que apitou Fortaleza 1×1 Red Bull Bragantino (tendo algumas dificuldades técnicas e indo mal, escrevemos em: https://wp.me/p55Mu0-3rn). Depois apitou melhor o jogo contra o Atlético Goianiense em Bragança Paulista e ainda o polêmico Palmeiras x Cruzeiro.

É um árbitro com potencial, que deixa o jogo rolar e permite entradas mais viris (e esse é um erro: ele tem deixado de marcar muitas faltas).

Que possa se corrigir nessa tarde/ noite.

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Bahia pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 01/09, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Que pênalti é esse?

A suspeita de manipulação de resultados na série C do Brasileirão assusta. Dessa vez, envolve Jhonata Varela, do Sampaio Corrêa, que saltou o máximo que pode para agarrar uma bola na grande área (não, ele não é goleiro, mas… volante).

Desconfiado do forçoso e bizarro pênalti cometido, seu próprio clube o denunciou. Veja o lance e a reportagem em: https://ge.globo.com/ma/futebol/times/sampaio-correa/noticia/2024/08/31/procurador-ve-indicios-de-infracao-disciplinar-em-penalti-na-serie-c-e-pede-abertura-de-inquerito-no-stjd.ghtml?_gl=1*vmr8ym*_ga*Rm0tVTY3a0UtdkM4U1JMWUF5ak40aF9Lc1ZBc0NRcGRtVDd6dFlTQjhLN2w3VnBnRlFGLU1PaEtlc01tT01kTA..*_ga_K8B6Y0T4CS*MTcyNTE5OTY3NC4xLjEuMTcyNTE5OTY3NC4wLjAuMA

Jhonata Varela, Sampaio Corrêa x ABC, pênalti bizarro — Foto: Reprodução/Nosso Futebol