– Melhores da FIFA e Melhores do Brasil

A FIFA divulgou a lista dos candidatos ao Bola de Ouro: o goleiro alemão Neuer, o meio-campista argentino Messi e o atacante português Cristiano Ronaldo.

Tenho grande curiosidade: Cristiano Ronaldo foi impecável no Campeonato Espanhol e tem sido espetacular na Liga dos Campeões. Mas na Copa do Mundo, sumiu em campo.

Assim, qual seria o peso do desempenho de um atleta no Mundial da FIFA? Se for irrelevante, a entidade despreza sua competição maior; se for determinante, dá um peso muito maior a um mês de campeonato que ela realiza e despreza os demais de outros organizadores.

Já no Brasil, a relação dos melhores do Brasileirão foi anunciada. Ela é composta por:

Goleiro: Jefferson (Botafogo)

Zagueiros: Dedé (Cruzeiro) e Gil (Corinthians)

Lateral-direito: Marcos Rocha (Atlético Mineiro)

Lateral-esquerdo: Egídio (Cruzeiro)

Volantes: Lucas Silva (Cruzeiro) e Souza (São Paulo)

Meias armadores: Éverton Ribeiro (Cruzeiro) e Ricardo Goulart (Cruzeiro)

Atacantes: Diego Tardelli (Atlético Mineiro) e Guerrero (Corinthians)

Revelação: Erik (Goiás)

Craque: Éverton Ribeiro (Cruzeiro)

Craque da Galera: Rogério Ceni (São Paulo FC)

Técnico: Marcelo Oliveira (Cruzeiro)

Arbitragem: Ricardo Marques Ribeiro (Árbitro – FMF), Emerson Augusto de Carvalho (Árbitro assistente – FPF) e Marcelo Carvalho Van Gassen (Árbitro assistente – FPF)

Puxa, um detalhe curiosíssimo: a Seleção é predominantemente de MG; o treinador é de uma equipe de MG. O Craque é de MG. E o árbitro é de MG! Aliás, sobre Ricardo Marques, discordo totalmente. Ao longo do campeonato foi mal/razoável, tendo algumas boas arbitragens nas últimas rodadas. E não nos esqueçamos do incrível gol não confirmado para o Goiás que bateu mais de 1 metro dentro da meta e ele falhou enquanto adicional. Sejamos justos: Leandro Pedro Vuaden, Marcelo de Lima Henrique, Raphael Claus e Luís Flávio de Oliveira foram melhores do que ele em 2014.

E você, gostou da relação? Deixe seu comentário:

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– Marcelo de Lima Henrique zarpando para novos desafios.

E o árbitro carioca Marcelo de Lima Henrique, que perdeu injustamente o escudo FIFA, está de partida: apitará no Campeonato Pernambuco, onde será mais um dos árbitros que trocam o estado natal contratados como atração.

E ele está certo! Sou do tempo que o bom árbitro encerrava a carreira com 45 anos (a idade limite) apitando uma das decisões nacionais, despedindo-se do escudo FIFA. Sempre foi uma questão de respeito! Hoje, isso mudou. Se o árbitro não tem idade para duas Copas do Mundo, fica de escanteio, desprezado…

E é justamente incoerente! Quando o árbitro está experiente, respeitado pelos jogadores e com o nome consagrado, é alijado da FIFA e algum jovem assume sua vaga, sem ter feito por merecer.

Para ser FIFA, tem que ter apitado Majestoso, Fla-Flu, Grenal ou algo que o valha. Hoje, o cara vai para a FIFA sem ter pisado no Maracanã ou no Morumbi!

Boa sorte, Marcelo! Sucesso no novo desafio.

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– Richarlyson vai encerrar a carreira por causa do juiz?

Pensei que era simples reclamação pós-jogo… mas não. Eis que Richarlyson declara que encerrará a carreira por culpa dos árbitros!

Intempestividade de Ricky ou perseguição verdadeira?

Veja a declaração do jogador à Sportv logo após a derrota contra o Flamengo:

Eu particularmente encerro minha carreira aqui. A gente veio para brigar e ver o que o senhor Elmo fez hoje… Não venho representar uma equipe como o Vitória para ver o que o Elmo fez hoje. A convicção que marcou o gol do Flamengo valeu. Foi um ponto positivo, ok. Mas convicção para não marcar o pênalti a nosso favor foi impressionante. Não vim a passeio, não vim brincar de passear. Não tenho culpa de eles não serem profissionais. Não estou generalizando, tem árbitros bons. Mas o que eles fizeram aqui… Era o jogo da nossa vida, o que esse cara fez hoje aqui, que Deus abençoe a vida dele. Que o Vitória siga seus passos. O que o Sr. Elmo fez aqui não vale nada.  A torcida não merece isso. Somos homens, mas o que ele fez… (…) Estávamos jogando a partida da nossa vida. Mas não passo mais por isso. O futebol foi muito grato por onde passei. Não vou deixar que árbitros como esse façam isso com minha carreira. Não vou mais passar por isso. Encerro contra o Santos. Passar a vergonha que passei hoje, sem poder fazer nada porque o poder está nas mãos dele. Minha última partida vai ser no Barradão.

Eu acho que Richarlyson não está encerrando a carreira por culpa do seu relacionamento com os árbitros. E você?

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– Análise da Arbitragem de Fluminense 5 x 2 Corinthians

Quem ouviu a entrevista pós-jogo do treinador Mano Menezes dizendo que a arbitragem “estava com vontade de marcar algumas coisas” e deixando nas entrelinhas que o árbitro Wilton Pereira Sampaio prejudicou de caso pensado o Corinthians, pode achar que a atuação do juiz foi do mesmo naipe que a de Carlos Amarilla no inesquecível Corinthians x Boca Juniors. Calma lá! Não foi bem assim…

“A lá” Felipão, insinuando que o Campeonato Brasileiro era de “cartas marcadas”, me parece que o treinador corinthiano quis desviar os erros de finalização da sua equipe escondendo-se atrás da arbitragem. Vamos falar sobre os lances polêmicos?

LANCE 1 (1o tp) – aos 10 minutos, Fred e Gil vão disputar a bola e Fred descaradamente se joga simulando pênalti. Wilton Sampaio não dá uma de Nishimura e manda o jogo seguir (o lance foi idêntico ao da Copa do Mundo). Acertou tecnicamente. O erro do árbitro foi não aplicar o cartão amarelo ao atacante.

LANCE 2 (1o tp) – aos 35 minutos, Fred marca de cabeça após o cruzamento de Conca e a arbitragem marca impedimento. Correto.

LANCE 3 (1o tp) – aos 46 minutos, Malcom cobra o escanteio, a bola chega à grande área e volta para ele sozinho, no canto do campo. Impedimento mal marcado, já que a bola voltou de uma cabeçada do jogador do Fluminense e, portanto, não há impedimento. Errou o árbitro em um lance não tão relevante.

LANCE 4 (2o tp) – aos 17 minutos, Conca entra na área e Gil vai tentar roubar a bola. Na disputa, Conca cai e o árbitro muito bem posicionado marca pênalti. A priori, o lance parecia ter sido de disputa de bola leal, onde Gil não atinge o pé de Conca. Observando atentamente, se verifica que a infração não foi ali, mas sim no momento em que o corinthiano obstrui o adversário com a perna esquerda travando a sua passagem. Faltinha boba, infantil. Sendo dentro da área, pênalti. Acertou o árbitro.

LANCE 5 (2O tp) – Fábio Santos comete infração em Kennedy. Falta ou pênalti? Entenda: a falta aconteceu fora da área e o jogador caiu dentro. Portanto é tiro livre direto fora da área, pois as infrações devem ser marcadas onde elas “terminam de acontecer”, e não onde o jogador cai. Só para ilustrar: se Fábio Santos hipoteticamente tivesse começado a agarrar Kennedy fora da área e continuasse o segurando até ele entrar na grande área e ali se desequilibrasse, pênalti pois ali se consumiu o lance. Não foi o caso do ocorrido. Errou o árbitro.

LANCE 6 (2o tp) – aos 37 minutos, após a cobrança de escanteio para o Corinthians, a bola vem pelo alto, Petros não sobe e firma o corpo no chão. O jogador Edson do Fluminense está em disputa de bola e tromba com ele, numa quase “cama-de-gato”. Falta para o Fluminense e o árbitro inverte, marcando pênalti para o Corinthians. Errou o árbitro.

Dos 6 lances polêmicos, 5 eram capitais (o lance 3 do escanteio de Malcom foi de pouca importância); destes, a arbitragem acertou 3, errou um pênalti contra o Corinthians e errou outro contra o Fluminense.

Segundo Mano Menezes, esses erros determinaram a derrota por 5 x 2. Foram mesmo?

Nos minutos 1, 3, 4 e 5 do 2o tempo, tivemos 4 importantes lances de ataque do Corinthians em erros de finalização que poderiam ter matado o jogo. Como não soube matar…

Me preocupa muito que os dois ex-treinadores da Seleção Brasileira imputam sobre as costas da CBF a responsabilidade das suas falhas, insinuando que seus jogos são decididos por má intenção premeditada do mesmo ex-empregador deles.

É muita choradeira nessa reta final de Brasileirão.

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– Quando pode ou não pode treinador/jogador receber informação externa em um jogo de futebol?

Muita confusão sobre uma possível irregularidade do São Paulo FC antes das cobranças de pênalti na semifinal da Copa Sulamericana. Supostamente, o comentarista de arbitragem da Rede Globo dissera que Rogério Ceni não poderia ver as imagens do histórico de cobranças de tiros penais do adversário em um laptop antes do início das mesmas. Como não assisti a transmissão da emissora, não posso confirmar o dito. 

Mas afinal: PODE ou NÃO PODE VER IMAGENS?

Vamos lá: durante uma partida de futebol, é vetado o uso de comunicação eletrônica (vide a evolução desta proibição e suas curiosidades no link: http://t.co/Wqg9UWLXrg). Lembrando que precisamos definir o que é esse “durante a partida”: ou seja, durante os dois tempos de 45 minutos. Não confunda isso com a autoridade do árbitro, que começa a partir do momento em que ele adentra ao campo e se estende até a sua saída, depois do apito final.

Portanto, não se pode usar comunicação eletrônica enquanto o jogo está correndo. Mas:

– Antes do apito inicial e durante o intervalo do 1o ao 2o tempo, não há problemas.

– No intervalo entre o fim do tempo normal e o início da prorrogação ou de cobrança de pênaltis (quando isso ocorre), idem.

Precisamos entender que durante a bola rolando, não pode. Entenda “a bola rolando” os dois tempos de 45 minutos ininterruptamente.

Claro que:

– quando uma bola sair para a linha de fundo e existir aquele tempo de jogo parado para o reinício da partida com o tiro de meta não pode;

– também não pode durante a parada para a hidratação quando ela existir, já que aquela pausa é exclusiva para tomar água e os treinadores NÃO PODEM sequer dar orientações técnicas;

– e por fim quando acabar o 1o tempo da prorrogação não pode, já que não há intervalo e o 2o tempo deve ser reiniciado assim que as equipes trocarem de lado.

Seria incoerente não poder usar as imagens depois que o jogo se encerrar e existir o tempo de intervalo até o sorteio da prorrogação e/ou definição de quem baterá os pênaltis. Se quando acaba o 1o tempo de um jogo, os jogadores vão ao vestiário, recebem orientações, assistem rapidamente a replays de lances polêmicos e dos próprios erros, qual o impedimento ao final dos 90 minutos? Feriria até mesmo o Espírito da Regra! Ou vai querer que um 4o árbitro acompanhe a equipe dentro do seu vestiário a fim de proibir o uso de comunicação eletrônica?

A partir do momento em que uma etapa é encerrada e os atletas podem sair de campo e receber orientação, não há nada de irregular. Resumidamente, o problema é:

– durante a bola rolando nos 90 minutos de um tempo normal,

– dos 30 minutos da prorrogação ou

– durante a cobrança dos tiros penais.

Sendo assim, que a comunidade são-paulina não se preocupe em punição da Conmebol, pois não houve irregularidades.

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– E se a idéia de Fergunson vingasse no Morumbi?

Tivemos nesta última 4a feira uma emocionante decisão na semifinal entre São Paulo x Nacional pela Copa Sulamericana.

Apesar de ter jogado bem, o Tricolor ganhou só de 1 x 0 e teve que decidir nos pênaltis o seu futuro, já que perdeu na Colômbia pelo mesmo placar. Durante as cobranças, houve escorregão, falha, emoção e, para os são-paulinos, decepção por conta da vitória do adversário.

– E se a idéia do ex-treinador do Manchester United e hoje consultor da UEFA, Sir Alex Fergunson, tivesse sido aplicada aqui?

Explico: A UEFA estuda a proposta de Fergunson para que as cobranças de pênaltis, em jogos decisivos, sejam realizadas ANTES das partidas. Tal medida diminuiria o nervosismo dos cobradores, não se criaria um “vilão” da última cobrança e as equipes poderiam entrar em campo sabedoras de quem seria a vencedora do jogo eliminatório caso o resultado da partida levasse às cobranças dos tiros penais – já disputados.

Em um imaginário cenário em que o jogo começasse com o Nacional já tendo vencido as cobranças, será que a escalação de Muricy Ramalho seria diferente?

Sobre a discussão na UEFA, o link está em: http://wp.me/p55Mu0-kw

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– Felipão e suas acusações no Corinthians 1 x 0 Grêmio. Foi pênalti ou não?

Um lance aos 25 minutos do 2o tempo despertou a ira de Luís Felipe Scolari: o gremista Ramiro cruza a bola e dentro da grande área ela bate no braço do corinthiano Fábio Santos.

Bateu por acaso ou bateu por quê o jogador propositalmente quis?

Até o ano passado, sem a nova orientação da FIFA sobre movimento antinatural, a resposta era simples: lance legal, não houve intenção, a bola explodiu no braço do atleta e o jogo deveria seguir.

Após a nova orientação, além das questões comuns (intenção ou não, velocidade da bola que não permite um reflexo mais ligeiro, distância da jogada), questiona-se agora se o jogador não tinha uma intenção subjetiva de que a bola batesse na sua mão propositalmente. Ou seja: ele não foi imprudente (já que imprudência não é infração em “uso indevido da bola nas mãos”, somente intencionalidade), mas foi “malandro”, pois disfarçou uma mão intencionalmente para se beneficiar. E aqui a resposta é mais complexa: o lance é totalmente interpretativo.

AVALIE: o salto de Fábio Santos foi “antinatural”? A posição dos seus braços era “incomum” quando estava saltando? O movimento de evitar o contato foi de um “reflexo normal?”

Particularmente, confesso que precisei assistir várias vezes a jogada pela dificuldade do lance e a má posição das câmeras (portanto, não se crucifique o árbitro por qualquer atitude). Para mim, o chute foi forte, o salto e os braços estavam em posição normal e era inevitável que a bola batesse nos braços. Como fazer o braço desaparecer àquela velocidade e distância da bola? Claro, e o principal: sem intenção. Sendo assim, não foi pênalti.

O destaque negativo: de novo Felipão reclamando! E com o mesmo artifício quando da sua última passagem no Palmeiras: lembram-se quando ele disse que havia “uma bomba” que divulgaria e nunca foi dita? Agora, acusa a CBF, seu ex-empregador, de favorecer times para a Libertadores da América pois existiria um suposto critério de que não seria bom 2 mineiros ou 2 gaúchos.

Infelizmente, falou tanta bobagem que soou estranho: se houvesse tais interesses, por quê no ano passado tivemos 2 mineiros, 2 cariocas, o PRÓPRIO Grêmio e um paranaense (detalhe: sem nenhum paulista).

Puro chororô que não cola mais…

E aí, o que você achou do lance reclamado? Deixe seu comentário:

Em tempo: a FoxSports conseguiu uma imagem mais clara, mostrando que a bola bate no rosto do jogador.

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– A UEFA quer bater pênaltis antes dos jogos. Boa ou ruim iniciativa?

Sir Alex Fergunson, ex-treinador por décadas do Manchester United, faz parte atualmente de um grupo de notáveis que buscam o desenvolvimento do futebol pela UEFA.

É dele a idéia que começa a ganhar simpatia na Europa: em jogos eliminatórios, realizar a decisão de tiros penais ANTES dos jogos.

E por vários motivos:

1- uma equipe pequena que levaria um 0 x 0 até o final da partida contra um grande, caso soubesse que a vitória seria do adversário nas decisões penais, sairia mais para o jogo.

2- não teríamos o vilão das cobranças, ou seja, aquele jogador que perde o último chute e ficaria marcado, já que sua equipe teria a possibilidade de buscar a vitória dentro de campo.

3- mesmo se um time vencesse fácil a partida e os tiros penais se tornassem desnecessários, haveria essa certa dose de emoção antes das partidas.

É claro que surgiram críticas: cansaço emocional e físico desnecessário antes dos jogos e, caso uma equipe mais fraca vença nos pênaltis, total retranca durante os 90 minutos.

E você, o que acha dessa idéia?

Deixe seu comentário:
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Foto extraída de: https://www.dailytelegraph.com.au/sport/football/world-cup/world-cup-great-moments-roberto-baggios-careerdefining-penalty-disaster-in-1994-final/news-story/cb866a018327737e26f8e035394e338b?nk=edf696dad0d174ae4519f42bd46cf9dc-1636407011

– O Cartão Amarelo não aplicado ao Luís Fabiano? Sportv errou…

No Choque-Rei deste domingo, Luís Fabiano vai “comemorar o gol” com a galera. Durante o seu festejo, ergue a camisa tentando tirá-la, mas não a tira por inteiro.

Antes, a Regra falava em desconfigurar o uniforme como infração e punição por cartão amarelo.

Fernando Prass atravessou o campo para reclamar com o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza. O próprio goleiro recebe a advertência.

Mas Luís Fabiano deveria ser advertido?

No Sportv, o pessoal que transmitia o jogo disse que “agora, a FIFA orienta a só dar o Amarelo se tirar a camisa inteira”. Não sei de onde veio a informação, mas está errada.

No Livro de Regras 2014/2015, em Regra 12- Infrações e Indisciplinas (Diretrizes), está claro que se o jogador tirar a camisa ou encobrir a cabeça com ela é motivo para Advertência com o Cartão Amarelo.

O site da FIFA com o link está no endereço:

http://pt.fifa.com/aboutfifa/footballdevelopment/technicalsupport/refereeing/laws-of-the-game/index.html

O arquivo PDF das Regras do Jogo pode ser acessado em:

http://pt.fifa.com/mm/document/footballdevelopment/refereeing/02/36/01/11/27%5f06%5f2014%5fnew–lawsofthegameweben%5fneutral.pdf

E no livro original, em inglês, na Página 124, “Celebration of a gol” (Comemoração de Gol), se orienta que se deve dar cartão amarelo se:

he removes his shirt or covers his head with his shirt”.

Se Luís Fabiano encobriu a cabeça com a camisa, era para Amarelo. Se não chegou a tanto, sem advertência. O erro é: dizer que a FIFA orienta a só dar Amarelo se tirar a camisa por completo.

E você, o que pensa sobre o lance?

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– Explicando o erro do bandeira em São Paulo 1 x 1 Internacional

O São Paulo empatou contra o Internacional e não conseguiu se aproximar como queria do líder Cruzeiro no Brasileirão. O árbitro Heber Roberto Lopes foi escolhido como o culpado pelo resultado, devido ao fato do gol colorado estar em impedimento.

Justo ou não?

Injusto, claro. Explico: Heber realmente “dá azar” quando apita no Morumbi. Vide histórico de discussões entre ele e Rogério Ceni nos jogos trabalhados. No ano passado, num São Paulo x Grêmio, deixou de marcar um pênalti claríssimo após Kleber Gladiador, que estava na barreira durante uma cobrança de falta, desviar a bola que estava indo para o gol.

Ontem, entretanto, A CULPA FOI DO BANDEIRA, pois Heber nada poderia fazer no lance do gol de Paulão. Concordo quem critica a má atuação do paranaense (que apita como árbitro catarinense), pois durante a partida se perdeu em muitos lances. Mas no lance capital, está isento.

E o erro foi fácil ou difícil?

Entenda: o bom Kleber Lúcio Gil, assistente no. 1, FOI TRAÍDO NA JOGADA. Alex cruzou e Bertotto cabeceou, sobrando para Paulão (em impedimento) abrir o placar no Morumbi. Porém, do ângulo de visão do bandeira, havia um bololô e certamente Kleber acreditou que a cabeçada foi do MARCADOR do SPFC (que, se fosse, daria condição a Paulão pois a bola teria vindo do adversário). Tal equívoco custou-lhe o erro crasso.

Concordo em termos que o erro decidiu o jogo, pois, afinal, no 2o tempo, o mesmo Kleber Lúcio deu condição a Luís Fabiano (que estava impedido) para cabecear ao gol; só que houve a bela defesa de Alisson. Se a bola entra, 1 gol mal confirmado para a equipe.

E para você: o erro do 1o tempo decidiu o jogo?

Deixe seu comentário.
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– Pênaltis reclamados da noite de Domingo

Dois lances reclamados de pênalti no clássico entre Corinthians 1 x 0 Santos e que nem deveriam ser motivo de discussão, além de outro bem questionado em Belo Horizonte na partida entre Cruzeiro 3 x 1 Criciúma. Vamos comentá-los?

Claro, no calor do jogo o jogador que se sente prejudicado vai chiar de qualquer coisa, mas não deveria. Assim foi no Itaquerão. Diferente do que se viu no Mineirão. Abaixo:

COR x SFC – Lance 1, 4 minutos: Bruno Uvini ajeita uma bola que vem de escanteio e chuta para o gol a “queima roupa”. Guerrero estava a frente do lance, muito próximo, e a bola desvia após bater em seu cotovelo direito, mudando a trajetória dela.

O que se deve marcar?

Nada! Lance normal de jogo, foi “bola na mão” e não a “mão na bola”. Não dá para dizer que houve intenção de colocar a mão e nem que foi movimento antinatural do corinthiano. Acertou o árbitro.

COR x SFC – Lance 2, 11 minutos: Após escanteio, a bola é desviada pela cabeceada de um atacante do Corinthians e bate no antebraço do santista Alisson, que está de lado da jogada e não tem tempo hábil de se desviar. Nenhuma infração, acertou de novo o árbitro Vinícius Furlan.

CRU x CRI – Lance 3, final de jogo: Lucca, do Criciúma, cruza a bola para a grande área, um zagueiro cruzeirense tenta dar o carrinho e não consegue. Na sequência Mayke passa da bola e deixa o braço para que a bola bata nele. Pênalti claro, não marcado pelo árbitro Marcos André da Penha (ES). Aliás, o capixaba constantemente se enrola em pênaltis. Lembram-se do confuso jogo entre ABC x Palmeiras, no ano passado? Para quem não ligou o árbitro à lambança, aqui o link: http://wp.me/p55Mu0-cs

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– Quem deveria inaugurar a Arena do Palestra?

O antigo estádio Palestra Itália, localizado no Parque Antártica, dará enfim lugar a nova arena Allianz Parque.

Não a conheço ainda, mas pelas fotos, é espetacular. Lá teremos o megashow de Paul McCartney, mas que não será o evento inaugural. A abertura história será o jogo entre Palmeiras x Sport!

Respeitosamente, mas… que festa chinfrim! O Corinthians perdeu a oportunidade de inaugurar o Itaquerão com um jogo emblemático e acabou derrapando contra o modesto Figueirense. Não serviu de exemplo?

O Palmeiras não poderia trazer um adversário de maior impacto para um amistoso oficial? Se não há datas, que se aguarde até o final do Brasileirão. Afinal, quantas vezes se faz um jogo inaugural?

Fico pensando: e se a comunidade italiana trouxesse a Azurra como adversária, a fim de um jogo festivo?

Para um marcante Palmeiras x Seleção da Itália, quanto não se pagaria para fazer parte daquele momento estando na arquibancada? Esqueça o resultado dentro de campo, o que importa é a festa. Se perder, perdeu para alguém “possível de perder”. Mas se inaugurar perdendo do Sport… aguente a chacota!

Será que ao custo de R$ 100,00 o ingresso, mais a ajuda de patrocinadores (creio que não faltariam para tal evento), não seria possível bancar os custos e ainda ganhar dinheiro? Afinal, para Palmeiras x Audax no Paulistão a entrada custará, no mínimo, R$ 40,00…

Inauguração tem que ser algo marcante, pois as pessoas aceitam um custo maior a fim de estarem vivendo a história. Por isso é que deveria ter-se estudado bem o que fazer.

Há quanto tempo começou-se a construção. Ninguém pensou nisso?

E você, o que acha da inauguração do Allianz Parque com Palmeiras x Sport? Deixe seu comentário:

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– Competência ou Aparência? O troca-troca de Federações!

Cada vez mais os árbitros de futebol estão em busca de reconhecimento, mesmo que esse não seja o respeito pela atuação. O reconhecimento pelo dinheiro, pela fama, pela vaidade ou simplesmente pelo prazer em apitar são algumas formas de retorno buscadas pelos “homens” de preto.

Aliás, correção devido a mudança de termos no século XXI: “homens e mulheres de preto”! E nem sempre de preto: de amarelo, de rosa, de azul…

O fato é: um dia, Oscar Roberto de Godoy recebeu uma boa proposta financeira e foi para o Paraná, levando seu escudo FIFA “paulista” junto. Teoricamente, o escudo é do árbitro, não do estado. Assim, qual o mal do árbitro reforçar seu caixa honestamente?

Posteriormente, quando Dalmo Bozzano se aposentou e o último escudo catarinense deixou de existir, Delfim Peixoto, eterno presidente da FCF (e hoje, um dos vice de Marco Polo Del Nero para 2015), resolveu “importar árbitros”: trouxe o mineiro Márcio Rezende de Freitas e depois o paranaense Heber Roberto Lopes.

Curioso: quando Heber era do Paraná, não poderia apitar Coritiba x Corinthians. Agora que é catarinense, pode?

Digo isso pois Sandro Meira Ricci, que surgiu como FIFA pelo DF, emigrou recentemente para PE. E, pelo que tudo indica, irá para SC em 2015 com bom salário e luvas.

Nada contra a contratação de árbitros, mas… e o quadro local, como fica? Santa Catarina pode alegar que “importando” juízes da FIFA eleva o nível da competição e eles são atrativos para o seu público. Eduardo José Farah fazia quase o mesmo em São Paulo, contratando árbitros (até estrangeiros) por jogo, não por campeonato e nem por mudança de domicílio.

Se os árbitros da FCF recebem palestras de formação e orientações pertinentes, a fim de se capacitarem, ok. Mas há quanto tempo não vemos legítimos árbitros natos catarinenses na FIFA? Isso intimida o surgimento de novos árbitros e fecha a porta para novas oportunidades.

Não pensemos que para Guarani de Palhoça x Metropolitano apitará Sandro Ricci e para Avaí x Figueirense um novato. É natural que portas se fechem, mesmo com os sorteios de arbitragem.

E na chegada de Ricci, temos a saída de Fernanda Colombo, a bela bandeirinha que se destacou pela inegável beleza (mas com atuação desastrosa em São Paulo x CRB pela Copa do Brasil e em Atlético x Cruzeiro pelo Brasileirão, ambos em maio deste ano).

A moça faz o caminho inverso: vai de SC para PE, mesmo tendo trabalhado pouco – e mal – nas oportunidades que teve, sendo uma aposta da Federação Pernanbucana para a FIFA, bem remunerada como Ricci.

Nada contra a beleza ou a mudança de estado dos árbitros, mas tenho saudade do tempo em que o cara era escalado única e exclusivamente pela competência…
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– Fair Play que deve ser seguido!

O Árbitro Elmo Resende Cunha (GO) se viu em uma situação inusitada na partida entre Cruzeiro x Botafogo. Após um “pé de ferro” entre Júnior César (BOT) e Marcelo Moreno (CRU), a bola foi para o gol e o goleiro Jeferson a agarrou. O toque foi do cruzeirense, mas o árbitro se equivocou e marcou recuo de bola do botafoguense.

Após as reclamações da marcação do tiro livre indireto, eis que Marcelo Moreno avisa o árbitro de que ele próprio foi o responsável pelo toque, não o adversário.

O árbitro desmarcou a infração e reiniciou o jogo com bola ao chão.

Botafoguenses elogiaram a atitude incomum do jogador, como o goleiro Jeferson:

Atitude de homem, de profissional, teve caráter. Isso que o futebol tá precisando. Parabéns ao Marcelo Moreno.”

Marcelo Moreno, humildemente disse:

Acho que é importante para o futebol brasileiro esse gesto. A gente já vê isso na Europa e também podemos fazer isso aqui no Brasil. Independentemente do resultado, acho que eu faria o mesmo. Até porque criaria polêmica se eu fizesse o gol”.

O Cruzeiro está folgado na liderança do Brasileirão, o Botafogo agonizando e o lance aconteceu com o placar favorável à Raposa. Mas… e se fosse o último jogo do campeonato e ambas equipes estivessem empatadas em pontos com o placar em 0 x 0?

Por mais que o atacante boliviano tivesse boa vontade, declarou que “achava” que faria o mesmo.

Faria?

Imagine os mais fanáticos do seu time! E se fosse contra o arquirrival Atlético Mineiro?

Eu aplaudo a attitude de Marcelo Moreno, independente do “achismo”.

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– Santos 1 x 2 Internacional e o erro decisivo

Aos 33 minutos do 2o tempo, um erro do árbitro baiano Jailson Macedo decidiu o jogo entre Santos x Internacional.

A partida estava empatada em 1×1, e um tiro livre indireto dentro da área a favor do Internacional foi fundamental para a vitória dos gaúchos.

O lance foi o seguinte: Mena tentou tocar a bola para trás, procurando Edu Dracena. Tentou, pois errou o chute e a bola passou pelo zagueiro e acabou indo para Aranha, que a segurou com as mãos.

Claro, você pode interpretar da seguinte forma: “o goleiro pegou uma bola recuada; portanto, é infração”. Ledo engano…

Avalie: a bola foi recuada intencionalmente para quem? Se o defensor pega “na orelha da bola” e ela vai forte para o próprio gol, o goleiro não pode defendê-la com as mãos?

Não caiamos na ignorância: o recuo de bola não é proibido; proibido é o uso das mãos após toque deliberado do companheiro de equipe ao goleiro.

Se Mena tivesse a intenção de tocar a bola originariamente para o goleiro, aí sim é infração. E não precisa nem ser o toque direto! Imagine a seguinte situação: Mena vai cobrar o lateral, Dracena a toca de cabeça e Aranha a agarra com as mãos. Isso é falta, pois houve um recuo de bola indireto para o goleiro que usou as mãos, e nesse caso, pouco importou o toque de cabeça de Dracena!

Curioso, não?

Enfim: o gol que levou o Santos à derrota surgiu de uma infração mal marcada.

E aí, o que achou do lance? Deixe seu comentário!

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– Análise da Arbitragem de Corinthians 2 x 2 Coritiba. Muita polêmica em campo!

Arbitragem confusa e lances complicados no jogo realizado no Itaquerão nesse sábado a noite. Foram 5 situações muito discutíveis (e 2 erros efetivos) que irritaram as duas equipes. Vamos entender onde houve erro ou acerto da arbitragem?

1- PÊNALTI DESMARCADO: A bola é cruzada, o atacante Luciano está para recebê-la e o zagueiro Welinton pula para disputá-la, mas o faz por trás atingindo as costas e derrubando o adversário.

Lembremo-nos: futebol tem contato físico, e em disputas de bola, trancos ou divididas, deve-se avaliar se houve condições idênticas de tentar o domínio: ou seja, o atleta do Corinthians iria dominá-la e estava de frente, mas o adversário lhe dá uma carga no alto e por trás, “atropelando-o”. Não há dúvida de que é falta.

Se Welinton pulasse juntamente com Luciano pelo lado e não por trás jogando-o pela frente ou ainda sem a força de deslocá-lo durante o pulo, a disputa seria legal.

Portanto, o árbitro Jean Pierre “Vin Diesel” Gonçalves Lima acertou ao marcar o pênalti, mas errou ao atender o aviso do adicional no. 1 Francisco de Paula Santos Silva Neto de que o lance não houvera sido faltoso, voltando atrás na marcação. Me chamou muito a atenção o recomeço do jogo: se o pênalti foi desmarcado, o reinício é com bola ao chão. Por quê os atletas corinthianos deixaram que os jogadores do Coritiba ficassem de posse da bola e a devolvessem no meio de campo? Se está dentro da área e discordou do lance, coloque meia dúzia de jogadores para ganharem esse bola ao chão e chutem para o gol! Será que desconheciam a Regra ou ninguém pensou nisso, devido ao nervosismo?

2- GOL ANULADO DO CORINTHIANS: o zagueiro Anderson Martins estava no ataque quando a bola foi lançada, um pouco a frente do seu adversário e mesmo assim faz o gol. Anulado corretamente pelo bandeira no. 1 José Javel Siveira, em lance difícil de se marcar.

3- GOL VÁLIDO DO CORITIBA: Mano Menezes reclama de impedimento de Robinho no 1o gol. Não estava. O bandeira no. 2 José Eduardo Calza acertou, pois quando Alex está caminhando com a bola, Robinho está realmente avançado. Mas exatamente no momento do passe (que é onde se avalia o impedimento de quem recebe a bola), o atacante coxa branca dá uma desacelerada e o zagueiro Anderson Martins que corria em velocidade para ajudar a defesa acaba dando condições de jogo ao ficar em mesma linha.

4- FALTA MARCADA E DESMARCADA DE CÁSSIO EM LANCE DE ALEX: lance chato! Alex rouba a bola ainda no meio do campo e atravessa sozinho para a meta do Corinthians. Antes de Alex entrar na área, o goleiro Cássio se joga na bola, impedindo o gol. Jean Pierre entende que a defesa foi feita fora da área com o joelho e manda seguir. O bandeira José Javel entende que foi com as mãos e marca falta. O árbitro (que havia interpretado como lance legal) paralisa o jogo e atende o seu assistente, confirmando a infração. Se foi a defesa com a mão fora da grande área, deveria expulsar o goleiro. Mas vendo e revendo a defesa para mim foi com o joelho, e naquelas lentes de aproximação lateral, dá-se a ilusão de que foi com a mão. Difícil demais para o bandeira. Depois de muito bate-boca, o árbitro desconsiderou a informação do bandeira e promoveu o reinício com bola ao chão. E fica a mesma consideração feita ao lance do 1o tempo: se o Coritiba discordou da não marcação da falta, por que a devolveu gentilmente e não tentou o gol nesse reinício?

Resumindo: o árbitro acertou ao não marcar falta e nem expulsar o goleiro, errou ao atender o bandeira e antes de consumar o erro crasso, corrigiu tudo na desmarcação da falta. Ainda bem!

5- TERCEIRO GOL DO CORITIBA: após a cobrança de escanteio de Alex, Welinton salta mais alto que Anderson Martins e faz o gol de cabeça, mas o árbitro imediatamente apita a falta, alegando carga. Lance muito parecido (mas não igual) com o do primeiro tempo, do mesmo Welinton com Luciano. Diferente de lá onde houve a infração a favor do Corinthians não marcada, aqui, Welinton pula de maneira legal e Anderson Martins se joga (nem pula para disputá-la) ao perceber um contato. Não houve carga ou ilegalidade alguma. Errou o árbitro.

****************

Enfim: lances difíceis na partida, uma pressão incrível de jogadores e comissões técnicas. Mas de prejuízo efetivo, consumado e real, apenas duas situações: o pênalti não marcado ao Corinthians e o gol anulado do Coritiba.

O grande problema do jogo foram as intervenções de assistentes e bandeiras, fazendo com que o árbitro vacilasse em suas marcações. Uma marca-desmarca incomum no futebol…

E você, o que achou do jogo e da arbitragem? Deixe seu comentário:
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– Os Novos Árbitros FIFA 2015. Gostou da Lista Brasileira?

A CBF divulgou a relação dos árbitros do Brasil que comporão a lista internacional da FIFA 2015. Nosso país é um dos poucos que tem o privilégio de ter 10 nomes em tal honraria.

Teoricamente, um Árbitro FIFA é aquele que pode apitar qualquer jogo do planeta pela sua competência, desde os jogos clássicos de clubes importantes locais até uma final de Copa do Mundo. 

Será que, na prática, é assim?

Para o ano que vem, teremos as 4 seguintes alterações:

  1. Sai Francisco Carlos do Nascimento (Alagoas), entra Dewson Fernando Freitas da Silva (Pará).
  2. Sai Marcelo de Lima Henrique (Rio de Janeiro), entra Anderson Daronco (Rio Grande do Sul).
  3. Sai Paulo César de Oliveira (São Paulo), entra Luís Flávio de Oliveira (São Paulo).
  4. Sai Wilson Luiz Seneme (São Paulo), entra Raphael Claus (São Paulo).

Além desses, outros 6 árbitros permanecem na lista: Wilton Pereira Sampaio (Goiás), Ricardo Marques Ribeiro (Minas Gerais), Péricles Bassols Cortez (Rio de Janeiro), Leandro Pedro Vuaden (Rio Grande do Sul), Sandro Meira Ricci (Pernambuco) e Heber Roberto Lopes (Santa Catarina).

Algumas observações:

O estado de São Paulo passou o ano inteiro sem árbitros da FIFA, já que Seneme virou cartola e Paulo César comentarista da Rede Globo. Em seus lugares, entraram outros dois paulistas. A surpresa foi a rápida (e justa) ascensão de Claus em detrimento ao aspirante e “ex bola da vez” Guilherme Ceretta de Lima, que sumiu das escalas, relaxou e o pouco que atuou e não foi bem.

Chicão de Alagoas, que nunca houvera se firmado, havia entrado na vaga de Sálvio Spínola Fagundes. Na época, se alegou que era uma vaga “prometida” ao Nordeste. Agora, seu escudo vai à Região Norte. Vi Dewson apitar em Campinas em um jogo da Ponte Preta na série B. Foi muito mal… Mas inegavelmente está evoluindo. A questão é: vai aprender a apitar futebol e ser um árbitro respeitado já de posse do escudo FIFA? Para mim, tem que rodar o Brasil, apitar grandes partidas e só aí ser indicado.

Anderson Daronco faz aumentar uma vaga gaúcha e diminuir uma vaga carioca. Daronco tem apitado bem, mas tirar Marcelo de Lima Henrique? O árbitro do Rio de Janeiro apitou vários jogos importantes das Eliminatórias da Copa do Mundo e da Libertadores da América. Teria sido apenas pela idade, já que está com 43 anos? Quanto mais experiente está o árbitro, mais é descartado…

Não quero crer que as escolhas foram políticas. O RJ ficará só com Péricles Bassols (lembram da possível candidatura de Rubem Alves e a pendenga entre ele e Marco Polo?). O RS ficará com Vuaden e Daronco (Noveletto iria se candidatar e virou apoiador). SP volta a ter 2 juízes. MG, GO, SE, PE… todos na mesma.

Penso que Marco Polo Del Nero não negociaria escudos FIFA, como supostamente (claro, sem provas) outras administrações em outros tempos fizeram. Afinal, a remuneração mensal de R$ 15.000,00 que a entidade quer pagar aos presidentes de federações estaduais já seria suficiente para evitar pedidos e pressões (e não vale chamar isso de “mensalinho”, é bolsa-auxílio).

Não sei, sinceramente, se merecemos ter 10 árbitros no quadro da FIFA. Penso que o número de aspirantes deveria ser maior do que hoje é e dos árbitros menor.

Hoje, o cara aprende apitar no Maracanã, Morumbi, Mineirão… poucos chegam ao escudo FIFA após vários clássicos nas costas.

E aí, gostou dos nomes? Deixe seu comentário:
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– Palmeiras x Corinthians versus Real Madrid x Barcelona

Acompanhei o clássico espanhol e o derby paulista no último final de semana. Foram dois ótimos jogos e vale a pena escrevermos sobre eles.

Normalmente, aos sábados e domingos de manhã, tenho assistido aos excelentes confrontos do Campeonato Inglês. Mas quando assisto o Brasileirão à tarde… é outra realidade. Muito jogo nacional ruim! Não que os ingleses se superaram, mas sim que os clubes trouxeram estrelas do mundo inteiro e os seus treinadores se reciclaram e acabaram com o tradicional “chuveirinho” na área.

Mas nessa última rodada foi diferente. Guardadas as proporções de nível técnico, Real Madrid x Barcelona e Palmeiras x Corinthians foram igualmente prazerosos e empolgantes.

No Santiago Bernabeu, em um maravilhoso estádio com ótimo gramado, o Barcelona começou começou muito bem, com Neymar marcando aos 4 minutos e o Real Madrid jogando para frente, se impondo. O tom do jogo foi: madrilenhos no abafa e catalães no contra-ataque. Mas o experiente treinador italiano Carlo Ancelotti acabou engolindo o novato treineiro Luís Henrique e não permitiu ao longo do jogo que o Barcelona assustasse.

No Pacaembú, mítico estádio com também excelente gramado, o Palmeiras esqueceu a crise em estar próximo da Zona do Rebaixamento e encarou o Corinthians que entra-e-sai em crise pela pressão em Mano Menezes. Jogo de toma-lá-dá-cá, onde tanto Dorival Júnior quanto Mano Menezes souberam mexer nos seus times.

Algumas observações:

1) Na Espanha, o jovem árbitro Jesus Gil Manzano, de apenas 30 anos, foi mal tecnicamente. Carvajal acertou a boca de Neymar deixando o braço no brasileiro, e o juizão nada fez. No lance seguinte, Neymar desforrou identicamente no adversário e recebeu Cartão Amarelo.

Poucas faltas no jogo (algumas mal marcadas), além de um pênalti não marcado fora do lance, onde um defensor do Barça agarra um atacante Merengue ainda no 1o tempo. Mas o que me chamou a atenção entre inúmeros equívocos irrelevantes de Manzano foi um acerto importante: o pênalti cometido por Piquet! Marcelo estava na jogada e quando tenta tocar a bola para seu companheiro na área, eis que Piquet se joga para tentar o carrinho e vai com o braço aberto, buscando interceptar a bola e o árbitro não vacila para marcar o pênalti. Houve gente falando que é o lance tão discutindo no Brasil de jogador assumindo o risco, movimento anti-natural, blábláblá e outras coisas mais. Esqueça tudo isso, foi mão deliberada mesmo com clara e pura intenção.

2) No Brasil, Flávio Guerra errou menos do que seu colega espanhol, em uma partida muito mais catimbada do que a de lá. Valdívia provoca, simula, pratica milonga o jogo inteiro. E por isso apanha e apanha mesmo! Vai do equilíbrio emocional do adversário em não cair em tentação e dar um pontapé no chileno. O que irrita do Guerra é a falta de vibração e aceitar que em determinados momentos a malandragem reine, como, por exemplo, deixar Valdívia ficar caído no campo por muito tempo ou aceitar as chiadeiras e bate-bocas do jogador passivamente. Nisso, o clássico do Brasil foi mais tedioso do que o da Espanha: as reclamações / comportamento inadequado dos jogadores.

Por fim, deve-se registrar e certamente o leitor que assistiu a partida concordará: Henrique, do Palmeiras, fez o gol do Palmeiras em lance idêntico a uma jogada em que Messi perdeu para o Barcelona.

Não vale cornetar: “Como é grosso esse tal de Messi…”

E você, o que achou dos jogos? Deixe seu comentário:

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– Neymar, o ex Cai-cai!

Neymar está cada vez mais decisivo como jogador, além de ter parado de simular faltas. Mas veja que interessante: há exatamente 2 anos, o grande assunto era: Neymar é “cai-cai” (se joga para cavar faltas) ou apanha muito?

Abaixo, extraído deste mesmo blog:

QUEM TEM RAZÃO: LUXEMBURGO OU RONALDO?

Após a partida contra o Santos no último domingo, Wanderley Luxemburgo esquivou-se de algumas perguntas sobre a arbitragem, mas foi enfático numa das respostas:

O problema é que a arbitragem está protegendo demais Neymar; caiu é falta”.

Na última segunda-feira, Ronaldo comentou sobre o craque santista:

O problema é que os árbitros precisam proteger mais o Neymar; eu apanhei muito que nem ele”.

E aí quem tem razão? Luxemburgo ou Ronaldo? 

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– A Injusta Expulsão em Chapecoense 0 x 0 São Paulo

O árbitro carioca Wagner do Nascimento Magalhães estava fazendo uma boa arbitragem no jogo Chapecoense 0 x 0 São Paulo. Porém, errou feio aos 30 minutos do 2o tempo!

Fabinho (CHA) conseguiu avançar num contra-ataque. Próximo à entrada da área, Paulo Miranda (SPFC) que o acompanhava supostamente o tocou levemente.

Confesso que não senti firmeza se houve o contato ou não. Para mim, ao sentir a proximidade do defensor o jogador catarinense se joga. Mas mesmo se houvesse o toque, não deveria expulsar o jogador são-paulino.

Não era situação clara e eminente de gol.

Não era “último homem”.

Não foi lance violento.

Na sobra de bola havia um outro jogador dando cobertura.

Portanto, ali o Cartão Amarelo seria o ideal, CASO TENHA SIDO FALTA.

Muricy Ramalho que terá tantos desfalques para o próximo jogo, pode colocar essa expulsão na conta do árbitro…

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– Cruzeiro 1 x 1 Palmeiras e a brincadeira do gol de queimada! Anulou certo ou errado?

O lance do gol anulado de Egídio que prejudicou o Cruzeiro no Mineirão nesta quarta-feira contra o Palmeiras me fez recordar: na EEPG Irmã Úrsula Gherello, a querida Escola Rural da Caic, nossas regrinhas de infância eram simples como a tomada de decisão do árbitro Péricles Bassols. Ou seja, BATEU NA MÃO, PÁRA O JOGO!

Egídio avançou, entrou na área e chutou. O goleiro Fernando Prass fechou o ângulo, mas eis que quando o cruzeirense chuta, um zagueiro palmeirense dá um carrinho na bola, que sobe e bate no braço do lateral esquerdo do Cruzeiro, entrando no gol.

Gol legal, válido e de mão!

Porém… o juizão anulou o lance.

Como justificar?

Impossível. Equívoco total! Jogada claramente sem intenção, movimento natural do braço, rápido, a queima-roupa e sem colocar nada em risco. E vale ressaltar: não dá para achar qualquer subjetividade na regra, na orientação da FIFA ou na interpretação da CBF que possa invalidar o lance.

Seu Péricles Bassols errou feio…

Quer prova disso? Veja o que a própria CBF escreveu aos árbitros dias atrás:

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– Arbitragens com Critérios Geográficos?

Quando mais se aproxima das finais dos campeonatos (de quaisquer divisões), mais fica difícil escalar árbitros.

Seja pelo número diminuto em decorrência da competência, seja pelos vetados (tenha certeza: clube veta sim!), seja pelos reprovados em teste físico ou ainda… pelo estado em que o juiz nasceu!

Pois é: na série C dias atrás, Guarani x Caxias jogariam com arbitragem de um árbitro carioca. Porém, como o Madureira também era interessado pelo placar, a Comissão de Árbitros mudou a escala.

Imagine no Brasileirão: se escalar paulista em jogo do Cruzeiro, se existir erro, poderão dizer que há interesse da Federação Paulista em ajudar o São Paulo, seu filiado (Raphael Claus que o diga no pênalti não marcado no jogo da Raposa contra o Vitória). Se for mineiro que apite jogo do Tricolor, idem na relação inversa. Ou se for gaúcho no jogo do Atlético Mineiro, conspiração pró-Grêmio e Internacional.

E o que fazer? Imagine na Zona do Rebaixamento, onde o desespero em não cair talvez seja maior do que a vontade de classificar…

O que se vem promovendo – e contesto isso – é a escala de árbitros de estados que não estejam na série A. Vide o número de árbitros e bandeiras de federações cujos principais clubes estão na série B, C ou D.

Quer exemplo? O FIFA “Chicão de Alagoas”, o aspirante mato-grossense Wagner Reway, o paraense Dewson… todos sortudos no globinho da CBF.

Me recordo que, em determinado período, o sergipano Sidrack Marinho era escalado em quase toda a rodada. O rei dos clássicos do eixo Rio – São Paulo!

EU PREFIRO A MERITOCRACIA E A INDEPENDÊNCIA. Quando a cultura do futebol obriga a escolher árbitros de estados fora da briga pelo rebaixamento ou título, me preocupa muito!

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– Fim dos Adicionais e pressão no Bussaca?

A CBF decretou o fim dos AAA para 2015 (árbitros assistentes adicionais). Segundo Sérgio Correa da Silva, presidente da Comissão de Árbitros, ”o custo-benefício era alto pelos resultados apresentados”.

A experiência durou 3 anos e, mesmo implantada, não era de bom grado pelo que se ouvia nas declarações de gente da CA-CBF.

A ideia dos AAA é boa! Embora, sou sincero: eu os preferia à direita dos goleiros, não à esquerda, tão próximo dos Árbitros Assistentes (os bandeiras). Do outro lado das metas, menos povoado, eles seriam mais úteis.

Claro, os Adicionais trouxeram vantagens e desvantagens: com eles, diminuiu-se o número de “agarra-agarra” dentro da área, facilitou a vida do árbitro em lances próximos a linha de meta e, evidentemente, foram dois olhos a mais para ajudar o juiz central.

O problema maior foi: a competência deles! Muitas vezes o árbitro foi prejudicado por informações e interpretações equivocadas dos AAA. E repare: quando eles eram jovens, faltava confiabilidade. Mas quando eram rodados, os erros também aconteciam. Vide o árbitro FIFA Ricardo Marques Ribeiro, trabalhando como AAA, no gol não confirmado ao Goiás contra o Santos no Pacaembu.

Uma pena que não deu certo no Brasil. Tal medida seria positiva com entrosamento entre as equipes de arbitragens! São 6 elementos reunidos apenas 2 horas antes do jogo; não há plano de trabalho que se tenha sucesso. E como não existe treino para árbitro (treino é o próprio jogo), o futebol é quem acaba perdendo…

Importante: na Folha de São Paulo de Sábado (18/10), na coluna Painel FC, há a informação: o chefe dos árbitros da FIFA, Mássimo Bussaca, está com a corda no pescoço devido aos seus superiores desaprovarem o episódio da confusão da orientação de mão na bola e bola na mão no Brasil. Pode até perder o seu emprego!

Que estrago está se fazendo na arbitragem não só brasileira, mas mundial, não?

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– E se Rio Ferdinand jogasse no Brasil? Sobre a indisciplina e o exemplo!

A Federação Inglesa de Futebol cobra “fair play” (jogo limpo, comportamento adequado) a todos os participantes do seu ambiente de trabalho. Isso se refere a jogadores, árbitros, dirigentes e treinadores. Uma das suas mais belas campanhas foi a “RESPECT”, para que não se ofendesse os árbitros de futebol durante as partidas, e praticou iniciativas de melhora da imagem dos apitadores levando os juízes às escolas, orfanatos e outras entidades e eventos.

Eis que o zagueiro Rio Ferdinand, atualmente no Queens Park Rangers, ao ler no Twitter um comentário de um torcedor de que o QPR precisava contratar um zagueiro, respondeu escrevendo um tuíte com uma “ofensa à mamãe” dele.

O Comitê disciplinar não gostou e o intimou a se defender formalmente em uma semana, pois tal conduta é “inaceitável a um esportista”.

E se fosse aqui?

Cartolas colocam em xeque a credibilidade do Brasileirão publicamente, ofendem os árbitros, levantam e criam teorias conspiratórias e nunca acontece nada.

Só para lembrarmos de alguns casos: o goleiro Felipe, ex-Santos, ao ser chamado de “mão de alface” também no Twitter, respondeu que o salário que o torcedor ganhava no final de mês ele gastava com seus cães em ração…

Aliás, se Dunga fosse treinador na Inglaterra, o “gesto do nariz” contra o massagista argentino não ficaria barato.

Os ingleses estão certos ou exageram na dose? Deixe seu comentário:
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– Análise da Arbitragem de Brasil 4 x 0 Japão e demais pitacos. Como foi o árbitro?

Ufa! Há quanto tempo não vemos seguidamente dois jogos agradáveis da Seleção Brasileira, não?

Mas ainda precisamos ter calma. Dá para melhorar muito mais!

Na partida, além dos 4 gols do Neymar sobre uma Seleção mesclando novatos e veteranos e em reformulação como a japonesa (desfalcada dos seus principais jogadores: Kagawa e Uchida), vale observar algumas coisas da arbitragem:

O árbitro foi Shamsul Maidim, de Cingapura, que apitou pela 1a vez um jogo internacional usando o escudo da FIFA. Fraquinho, mas não comprometeu pelo placar avantajado e pela costumeira disciplina dos jogadores do Japão. Um árbitro estreante de um país de pouca cultura de futebol deveria apitar uma partida de seus vizinhos não tão expressivos como o seu, futebolisticamente falando. Eu o escalaria em um jogo como Malásia x Tailândia, por exemplo, não em confronto que envolvesse uma Seleção famosa. Quando exigido, errou em dois lances:

Pênalti a favor do Japão, após Luiz Gustavo deliberadamente pular e deixar a mão na bola. Estava em cima da linha e o árbitro não marcou.

Bitoque de Neymar em um lance curioso: Neymar cobra a falta, a bola bate na trave e volta para Neymar. Ora, para que ele possa tocar na bola novamente, ela deveria ter sido tocada por um outro adversário ou companheiro, já que a trave é neutra. Deveria ser marcado naquele momento tiro livre indireto a favor do Japão.

Enfim: não dá para crucificar o juizão, pois, pela tradição do seu país, fez mais do que se poderia esperar.

Contra a Argentina, apitou um chinês. Contra o Japão, um cingapuriano. Ambos jogos em gramado ruim. Será que a CBF não poderia exigir algo melhor, no apito e na qualidade da grama? Ô economia burra…
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– Pênaltis em Efervescência! Sobre Brasil 2 x 0 Argentina, Botafogo 1 x 0 Corinthians e Palmeiras 2 x 1 Grêmio

Há dias em que os erros de arbitragens se concentram em um único tipo de jogada: por exemplo, numa quarta só lances de “bola na mão”; em um domingo, só jogadas de expulsões; e, nesse sábado, pontualmente tivemos 3 jogos importantes com 3 pênaltis discutíveis.

Vamos comentá-los, além de algumas análises de outras discussões das partidas?

1) BRASIL 2 X 0 ARGENTINA

Superclássico das Américas jogado sobre gritos de torcedores com sotaque Mandarim? É o mundo dos negócios… Gostaria de ver a antiga Copa Roca jogada no Maracanã ou no Monumental de Nuñes, em data FIFA sem prejudicar os campeonatos nacionais. Aliás, imagino a torcida e a diretoria do Santos por pagar um alto salário ao Robinho e vê-lo entrar em campo aos 50m do 2o tempo…

Sobre o jogo: Péssima arbitragem do chinês Fan Qui. Respeitosamente, mas era um juizão “Xing Ling”. Não acredito que com aquele nível técnico possa ostentar o escudo FIFA. Seria legítima a honraria ou produzida em Pequim mesmo? Custa tão caro trazer um juiz europeu ou sulamericano para apitar tal importante jogo?

Aos 6 minutos de jogo, pênalti claro para a Argentina. Agüero é travado por Miranda, e o árbitro manda seguir. A propósito, a todo instante sinalizava vantagem na jogada (até quando não existia falta), abrindo os braços como se fizesse um aviãozinho.

Entretanto, aos 39 minutos, o árbitro compensou: Danilo disputa a bola com Di Maria, a acerta limpamente colocando-a para escanteio e o árbitro inventa um pênalti. Errou. Na cobrança, um detalhe muitíssimo curioso: Messi bateu, Jeferson espalmou e um argentino pegou o rebote, chutando para fora. Mas o árbitro não deu tiro de meta, ele incrivelmente reiniciou o jogo com um tiro livre indireto!

Falta não houve. Invasão de área tampouco. Não quero crer, mas só posso acreditar que ele marcou IMPEDIMENTO do argentino, que aparece sozinho para o rebote! Ao menos, o gestual foi esse (e nada repercutiu pois os brasileiros comemoravam a defesa do goleiro e os argentinos lamentavam a cobrança). Mr Fan Quin tem que voltar para a escolinha…

A se observar:

  1. a) Dunga ironizando o massagista argentino com um gesto de quem “cheira cocaína”;
  2. b) Messi ignorando a troca de camisas com Kaká num lamentável desprezo; e,
  3. c) Elias xingando o árbitro em português no intervalo de jogo, que respondia com largos sorrisos por nada entender.

Unfair Play total…

2) BOTAFOGO 1 X 0 CORINTHIANS

O Fogão enfrentou o Timão em Manaus, com umidade surreal e gramado ralado. Sem salários pagos, com o presidente internado por culpa de uma crise de labirintite e demissões em massa, teria o time levado o jogo para a Amazônia para a renda não ser confiscada caso o jogo fosse no Maracanã? Talvez sim.

Se no sábado de manhã a arbitragem chinesa foi mal na marcação ou não de pênaltis, a tarde o árbitro goiano André Luís de Castro Freitas acertou na marcação do tiro penal pela mão na bola de Fábio Santos. Nada de “inventar regra” ou “deturpar a orientação” da FIFA: a bola é chutada e o corinthiano pula com os braços de uma forma não convencional – o braço e a mão indo em direção a orelha, meio que desengonçado, sem evitar que a bola bata nele. É esse o perfeito exemplo de movimento antinatural, de intenção disfarçada, que se deve marcar a infração e o pênalti.

Apesar do elogio, fico na dúvida: mérito do árbitro ou do adicional, que estava em boa posição?

A curiosidade desse jogo é que o Corinthians ganha do líder Cruzeiro no Mineirão e perde do lanterna Botafogo com 10 jogadores…

3) PALMEIRAS 2 X 1 GRÊMIO

Nos anos 90, as equipes do Felipão eram recordistas em número de faltas. Lances de matar o jogo, não-violentos mas numerosos. O Grêmio de hoje não foge a risca na quantidade de infrações, mas as faltas estão cada vez mais violentas. Como o Tricolor Gaúcho mete o pé! Pilhado, maldoso e antidesportista: eis o que o time gaúcho mostra em campo pelos jogadores ou dirigentes (e, também, pela sua torcida organizada – vide episódio da morte do Fernandão e do Racismo cometido contra o Aranha).

Aos 9 minutos, a bola é alçada na área e Barcos pula juntamente com Valdívia. O chileno pula e a bola supostamente bate na mão. Vendo e revendo várias vezes, fico na dúvida se bateu na mão ou na cabeça do palmeirense. Mas importante: mesmo se a bola tivesse batido na mão, me pareceu involuntário, diferente do lance de movimento antinatural do jogo do Corinthians. Errou o árbitro Sandro Meira Ricci. E tenho a pulga atrás da orelha: o adicional dele, em frente a jogada, o auxiliou? Não sabemos…

Pior ainda foi a pipocada para a não expulsão de Fellipe Bastos. Como bateu! Árbitro de Copa do Mundo não pode pipocar desse jeito e se acomodar em não expulsar jogador só porque é 1o tempo. Felipão, que não é bobo, sacou o jogador ainda aos 28 minutos para não ficar com 10 jogadores. Segundo grave erro para prejuízo do Palmeiras.

No segundo tempo, Barcos disputa com Cristaldo, vai cometer (ou não) a falta mas o palmeirense se antecipa e se joga. O gremista leva o segundo amarelo e é expulso. Errou de novo, agora, prejudicando o time do Sul.

Nos lances de cartões amarelos em sequência nas faltas em Valdívia, aí sim Ricci acertou. Eram lances para pegar o gringo, tem que receber o cartão. Errados estão os jogadores gremistas em entrar na milonga e darem botinadas.

Por fim, me chamou a atenção que, após o fim de jogo, Valdívia e um diretor do Grêmio estavam em frente ao sexteto de arbitragem falando poucas e boas, ambos reclamando da arbitragem.

O que aconteceu com Sandro Ricci? Depois de um irretocável Mundial está apitando como novato. É péssima fase ou mudança de estilo? Desejo muito a volta aos gramados do Ricci aspirante a FIFA, com a faca entre os dentes e apitando muito.

E você, o que achou dos jogos? Deixe seu comentário:

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– Dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil e dos Árbitros de Futebol

Poucos sabem, mas na década de 90, em eleição entre os árbitros de futebol, Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi escolhida como padroeira da categoria. Motivo: sendo que Maria é Mãe de Cristo, seria de bom grado a sua benção e invocação para os juízes de futebol (cujas mães são tão lembradas em campo). Assim, tornou-se também a Mãe dos Árbitros.

Há quase 12 anos, por indicação do Padre Ton Ferreira, o então bispo de Jundiaí, Dom Amaury Castanho (que se tornou conhecido nacionalmente por suas cartas à imprensa defendendo radicalmente os valores cristãos), aprovou e reconheceu oficialmente a Oração do Árbitro de Futebol, que não existia até então, direcionada ao Filho de Deus por invocação de Nossa Senhora Aparecida.

Abaixo, reconhecida pelo Vaticano, a oração aos árbitros de futebol devotos de Maria, neste dia onde ela é lembrada não só por ser padroeira do Brasil, mas também como patrona dos Árbitros de Futebol.

ORAÇÃO DO ÁRBITRO DE FUTEBOL

Senhor Jesus Cristo,

Tu, que conheces o íntimo de cada um de nós, tem piedade de todo o teu povo.

Pedimos tuas bênçãos para todas as pessoas que estão envolvidas na prática esportiva: árbitros e jogadores, torcedores e policiais, gandulas e jornalistas, fiscais e dirigentes das nossas federações.

Nós te amamos, mas sabemos de nossas fraquezas. Humildemente, te suplicamos a proteção, visando não as vitórias ou honrarias humanas, mas a um bom, honesto e seguro trabalho. Acima de tudo, que seja feita a tua santa e bendita vontade.

Tudo isso te pedimos por intercessão de Maria Santíssima, a quem carinhosamente temos por mãe, invocada como Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil e Patrona dos Árbitros de Futebol.

Amém.

COM APROVAÇÃO ECLESIÁSTICA DO SR BISPO DA DIOCESE DE JUNDIAÍ, DOM AMAURY CASTANHO, EM 04/12/2002

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– 1 ano depois que o Árbitro Profissionalizou…

Já faz um ano que alguns árbitros, ilusoriamente, comemoraram a profissionalização da categoria.

Mas mudou o quê?

Leia sobre o que escrevemos na oportunidade:

A REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE ÁRBITRO DE FUTEBOL

Vejo muita gente comemorando a regulamentação da profissão de árbitro de futebol. Mas quem milita no meio sabe que esse projeto sancionado pela presidente Dilma Rousseff é, na verdade, uma hipócrita e demagógica ação que nada mudará no dia-a-dia dos árbitros de futebol, tampouco trará melhorias práticas.

Assustou com minha opinião? Explico a ilusão desse projeto:

1 – Ao árbitro será permitido se associar em cooperativas de trabalho e sindicatos. Mas já não é assim? E, pasmem: se um árbitro não se sindicalizar e/ou cooperar, não apita jogos profissionais nesse país! No Rio de Janeiro, Jorge Rabello, funcionário da FERJ, é o responsável pelo departamento de árbitros da entidade. Porém, é ele quem dirige o Sindicato e a Cooperativa de lá! Em São Paulo, Arthur Alves Júnior é o presidente do Sindicato dos Árbitros e Silas Santana trabalha na Cooperativa, sendo que ambos são funcionários da FPF! Claro que tudo está dentro da lei; e, mesmo sendo legal, poder-se-á contestar: não é imoral? A mim, tal situação desagrada muito, já que entendo como incompatibilidade de cargos. Se o árbitro tiver que brigar com a Comissão de Árbitros de SP ou do RJ, e quiser recorrer ao Sindicato, terá que recorrer à mesma pessoa. Dá para imaginar o Rabello do Sindicato discutindo com o Rabello da Federação Carioca?

Reforço: nada contra essas pessoas, mas entendo ser impossível que se tenha condição de trabalhar antagonicamente em cargos tão distintos, sendo o mesmo dirigente.

2- A Lei reza que o árbitro poderá trabalhar em Ligas e Entidades de prática do Futebol. Ué, cadê a novidade?

Na verdade, se festeja única e exclusivamente o fato de que, no papel, existe uma profissão chamada de “árbitro de futebol”. A lamentar que nada se fez para que o árbitro receba FGTS, tenha direito a 13o e Férias, fruto de registro na Carteira de Trabalho, sendo as Federações e/ou a CBF o(s) patrão(ões).

Aliás, me causa curiosidade: por quê os Sindicatos e Cooperativas que agora podem representar o árbitro (mas que já representavam) não lutam para que as Federações e a Confederação assumam o árbitro como empregado? Que banquem os treinos para melhorar o desempenho em campo e os assumam como funcionários profissionais para que se dediquem integralmente a profissão e não cometam tantos erros.

Reitero: a Lei é demagógica, já que ilude o cidadão comum a pensar que algo vultuoso foi feito; e hipócrita, pois se comemora para disfarçar o que está em situação calamitosa, que é a péssima condição dos árbitros do Brasil, resultando em arbitragens no nível que se vê.

Gozado: para apitar em São Paulo, os árbitros assinam um documento de próprio punho dizendo que são prestadores autônomos de serviços aos clubes, sendo que a FPF é quem os paga, via Sindicato (descontando-se taxa sindical), alegando que o dinheiro é repassado das verbas que o clube receberia a fim de evitar calote.

Isso não é contestado por quê?

Portanto, torcedor comum, não se anime: nada mudará nos jogos que você assistir. E aos árbitros, vale o lembrete: você não ganhou nada com a nova lei.

Invejo a Inglaterra. Lá sim o árbitro é profissional, com contrato de trabalho e tudo mais.

Abaixo, compartilho o texto da lei:

LEI nº 12.867, DE 10 DE OUTUBRO DE 2013

Regula a profissão de árbitro de futebol e dá outras providências.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º
A profissão de árbitro de futebol é reconhecida e regulada por esta Lei, sem prejuízo das disposições não colidentes contidas na legislação vigente

Art. 2º
O árbitro de futebol exercerá atribuições relacionadas às atividades esportivas disciplinadas pela Lei no 9.615, de 24 de março de 1998, destacando-se aquelas inerentes ao árbitro de partidas de futebol e as de seus auxiliares

Art. 3º
(VETADO)

Art. 4º
É facultado aos árbitros de futebol organizar-se em associações profissionais e sindicatos.

Art. 5º É facultado aos árbitros de futebol prestar serviços às entidades de administração, às ligas e às entidades de prática da modalidade desportiva futebol.

Art. 6º
Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 10 de outubro de 2013;

192º da Independência e 125º da República

DILMA ROUSSEFF

Manuel Dias

Aldo Rebelo

Luís Inácio Lucena Adams

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– Sobre a Mão na Bola por quem Orienta: entrevista com Sérgio Correa antes da Reunião Técnica

Nesta 5a feira a tarde ocorrerá a tão aguardada reunião entre árbitros e capitães das equipes do Brasileirão da série A para se falar sobre a questão polêmica da interpretação de infrações de mão na bola no Brasil.

Gostaria de participar dela, e apesar do convite feito a mim pela CA-CBF na última 3a feira, compromissos outrora assumidos me impedem de estar no Rio de Janeiro nesta tarde.

Entretanto, em troca de e-mails com o Presidente da Comissão de Árbitros, Sérgio Correa da Silva, discutimos as situações e pendengas que estão ocorrendo na questão da orientação da FIFA quanto a esse item. E, elegantemente e “sem fugir da raia”, respondeu a 4 questões, debatendo sobre seu entendimento e anexando links e emails sobre o caso, incluindo os originais enviados pela FIFA, a quais compartilho. São elas, basicamente:

1- A Orientação e o Texto da Polêmica Diretriz

2- Mão por Intenção virou “Mão por Imprudência” ao assumir o Risco?

3- Prática da Orientação no Brasil e na Europa não estão uniformes?

4- O imbrólhio da resposta de Bussaca (chefe dos árbitros da FIFA) sobre o “absurdo das mãos na bola no Brasil”.

Abaixo, a nossa conversa. Fica o esclarecimento com a Palavra Oficial da CBF, baseada no texto da International Board com a orientação da FIFA, para que se possa discernir tudo o que está acontecendo (e, particularmente, continuo entendendo – NADA MUDOU…):

Segue:

Rafael Porcari (RP) – Obrigado por aceitar responder essas questões visando esclarecer as dúvidas.

Sérgio Correa da Silva (SCS) – Como bem sabe o IFAB redige os textos e a FIFA expede orientações. Ressalto que as respostas não são fruto de entendimento pessoal, ou seja, segundo eu, a Comissão ou Escola Nacional e seus instrutores pensamos, mas o que a FIFA pensa e determina.

RP Pergunta 1– A recomendação de que o árbitro deve verificar “Si la mano está pegada o no al cuerpo“, a mim parece, nada mais é do que ser um simples lembrete de avaliação para que os árbitros observem uma atitude possivelmente premeditada do jogador, sendo uma condicional para a marcação ou não de infração em braços que estejam abertos, MAS NÃO DETERMINANTE. Se os braços estão soltos, o sinal de alerta do árbitro deva ser apenas “ligado”.

SCS – Resposta 1 – A primeira parte de suas indagações e ponderações estão absolutamente dentro da filosofia da FIFA. A segunda, todavia, ou seja, a relativa aos carrinhos, em que pese a correta lógica do seu raciocínio, não se ajusta tão perfeitamente. De fato, pois a FIFA entende que ao dar um carrinho para bloquear a bola, o jogador que o faz com braços abertos, embora tal posição seja natural, assume o risco do toque da bola em sua mão, que, se não for marcado, lhe ocasionará um benefício, um ganho, em consequente prejuízo da equipe adversária.

RPPergunta 2 – Você crê que, em lances onde exista a demonstração clara de reflexo/susto do atleta (e o grande exemplo foi Antonio Carlos no jogo Corinthians x São Paulo e a bola na mão), é evidente que ocorra a involuntariedade e não se pode avaliar o risco?  Disso surge uma lógica: “correr risco de praticar uma infração” pressupõe numa possível falta por imprudência (não quís cometer a infração mas cometeu). Tudo isso não leva a uma grande confusão, já que a mão deliberada na bola é exclusivamente uma infração por intenção?

SCS – Resposta 2 – Mais uma vez seu raciocínio é agudo. Todavia, sem analisar lances e, muito menos, acerto ou erro de decisões, mas baseando-me apenas nas diretrizes da FIFA, entendo que tudo quanto você disse está correto e que, neste particular, a FIFA assim pensa. Todavia, com um alerta: O árbitro deve analisar a possibilidade de o jogador poder evitar o contato da bola com sua mão; o espaço ocupado pela mão, ainda que em movimento de reflexo, e o ganho que tal ação pode dar a sua equipe.

RPPergunta 3 – Como ex-árbitro e por ser admirador de futebol/ arbitragem, vejo que nas principais ligas européias  não ocorreram lances como esses no Brasil. Cito como exemplo uma partida do Barcelona pela Copa da Espanha (semana passada), onde 4 lances duvidosos ocorreram e foram parecidos com lances de pênaltis aqui marcados com essa orientação. Seria ousadia dizer que nós entendemos melhor a orientação da FIFA e os europeus não, ou nossos colegas do Velho Continente tem o facilitador de um comportamento melhor dos atletas e daí o não surgimento de tais lances?

SCS – Resposta 3  – Porcari, é obvio que a diretriz é comum pata todo o mundo. As circunstâncias fáticas e as peculiaridades de cada lance – ainda que muito semelhantes – podem conduzir a decisões aparentemente conflitantes. Isso, todavia, não implica, necessariamente, que houve entendimento da filosofia em uma parte e não eu outra do mundo. Nesse particular, entram os elementos pessoais dos árbitros, uns são mais argutos e sensíveis do que outros. Quanto às reações dos jogadores, ao nível de controvérsia etc., é lógico que todas elas estão diretamente relacionadas com aspectos culturais, profissionais e, até, de foco: o futebol ou a arbitragem? (Mais abaixo envio links para sua análise do que tem ocorrido na Europa.)

RP – Pergunta 4 – Você me disse que o Bussaca respondeu a uma pergunta de maneira genérica e, até certo ponto, com viés (sobre a marcação de pênaltis em lances nos quais a bola bata na mão), sem citar lances específicos. Ela repercutiu muito com a resposta de que isso era um “absurdo”, mas dita sem avaliar as jogadas criticadas. Questionado por você próprio, Bussaca justificou via email que “não tinha entrado em situações específicas de jogo”. Não seria uma boa solução que Mássimo Bussaca viesse ao Brasil, e até como respaldo à CA-CBF, esclarecesse a orientação para que a pressão sobre os árbitros diminuísse?

SCS – Resposta 4 – Na reunião técnica que ocorrerá amanhã [hoje, 02/10] (espero que os que gostam do assunto possam estar presentes), informo que Busacca solicitou e a FIFA será representada pelo mesmo instrutor e membro de sua comissão que esteve em nossos últimos cursos no Brasil – 25/08 a 02/09 (72 árbitros e 8 instrutores), o ex-árbitro Jorge Larrionda. (Oito partidas nas 3 Copas que participou).

No Brasil

http://globotv.globo.com/sportv/copa-2014/v/apos-polemica-presidente-da-comissao-de-arbitragem-reafirma-que-segue-orientacoes-da-fifa/3656390/

http://www.cbf.com.br/cbf-tv/programa/regras-de-futebol-mao-na-bola?page=1#.VCbuWPl5N1Y 

http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2014/09/ainda-existe-bola-na-mao-que-nao-e-faltosa-diz-diretor-de-arbitragem.html

Na Itália

http://espn.uol.com.br/noticia/442408_juventus-vence-com-penalti-a-brasileira-roma-sofre-e-inter-triunfa-com-golaco-de-hernanes

Campeonato Espanhol

http://espn.uol.com.br/video/441371_espanhol-melhores-momentos-de-deportivo-la-coru-a-2-x-8-real-madrid

Inglaterrra

http://espn.uol.com.br/video/443242_salvio-spinola-analisa-lances-polemicos-de-bola-na-mao-no-campeonato-ingles

UEFA

http://espn.uol.com.br/temporeal/30-09-2014-os-gols-desta-terca-pela-uefa-champions-league

Trecho do e-mail recebido da FIFA

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Además de las consideraciones que hay en la regla se pidió tener en cuenta:

  • si la mano está pegada o no al cuerpo
  • si la mano está en una posición natural o no
  • y si el balón golpea la mano cuando el jugador toma un riesgo al disputar el balón, por ejemplo tirándose al suelo.

Esto se ilustró con unos videos.

 

– Ludogorets x Real Madrid e o Desafio ao Árbitro!

Tive 30 minutos de folga nesta quarta a tarde, e resolvi assistir um “pedaço” da Champions League. Liguei a TV e me achei em Sofia, onde o búlgaro Ludogorets surpreendeu o Real Madrid logo aos 6 minutos, com um gol do veterano e desconhecido Marcelinho (ex-Cascavel), um dos inúmeros brasileiros-ciganos que rodam o mundo (aliás, neste clube joga também o ilustre Júnior Caiçara, ex-CSA).

Mais eis que os espanhóis ficaram irritados e partiram com tudo para o ataque, e logo aos 10 minutos um pênalti (bem marcado) a favor do Real. 

E como a arbitragem está em má fase tanto lá como cá…

Cristiano Ronaldo correu, bateu e… ao seu lado, 3 jogadores do time da Bulgária! o goleiro Vladislav Stoyanov defende o chute, com seus colegas búlgaros disputando a sobra do rebote numa TRIPLA e CLARA invasão! Pôxa, deveria voltar a cobrança, conforme manda a Regra. Erro que prejudicou os madrileños. Aliás, nem Árbitro, nem Adicional e tampouco Assistente se atentaram.

Mas e se existisse o “desafio”, ou seja, a oportunidade do treinador Carlo Anceloti pedir a revisão da jogada ao árbitro? O árbitro teria percebido a infração do time búlgaro e não tenho dúvida de que a cobrança seria repetida.

Aos 13 minutos, Cristiano Ronaldo dispara em direção ao gol ao receber em condição legal uma bola “redondíssima” de Chicharito e faz um golaço. Mas o bandeira Alan Nulanic marca impedimento. Errou de novo.

Três minutos depois, Gareth Bale enfia um lançamento preciso a Sérgio Ramos, que domina, entra na área e chuta cruzado. Golaço de novo. De novo anulado… Errado de novo!

E como as lambanças destoaram nesse começo de jogo, aos 23 minutos Chicarito invade a área e força a passagem no zagueiro do Ludogorets, se jogando descaradamente. Não foi nada, mas o árbitro Brad Thompson inventa um pênalti nesse grave erro, convertido dessa feita. E também insisto: e se o treinador Georgi Dermendzhiev pedisse o seu “desafio”? Acredito que o pênalti seria desmarcado e marcada a simulação do atleta do Real Madrid.

Nem sei quanto o jogo acabou, pois assisti apenas a esses lances. Mas sei que a tecnologia é cada vez mais necessária nos dias atuais!

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– Emerson Sheik, o demagôgo!

O STJD puniu apenas com uma advertência Emerson Sheik nesta última segunda-feira, no caso das críticas à CBF enquanto saía de campo por expulsão no jogo entre Botafogo X Bahia

O curioso é que na sua entrevista logo após o julgamento, declarou que estava feliz pois:

Apesar de vocês [da imprensa] criarem essa situação, mostrei qual era a verdade“.

Ué! Foi o câmera da Sportv quem correu até ele? Foi algum jornalista quem editou sua fala? Foi tudo montagem e é culpa da imprensa?

Pior do que isso foi ele ter se tornado destaque nas Redes Sociais durante o julgamento ao ser flagrado jogando um aplicativo tranquilamente em seu celular. Claro, não deveria estar preocupado com punição, afinal, segundo ele, a culpa era da imprensa…

Aliás, Emerson Sheik não levou gancho pelas críticas contra a CBF mas foi presenteado pelas ofensas contra o árbitro do jogo citado com 4 partidas de punição, pelo seguinte relato na súmula: 

O referido atleta havia sido advertido anteriormente por reclamação ao proferir as seguintes palavras a mim: ‘apita essa porra!’. Após ser expulso, o mesmo veio em minha direção e proferiu as seguintes palavras: ‘Safado, sem vergonha, você é um merda, vagabundo. Não apita nada!’. Informo ainda que ao se retirar de campo, o mesmo foi em direção à câmera de TV e proferiu as seguintes palavras: ‘A CBF é uma vergonha, uma vergonha!’.

Gente fina esse Emerson, que um dia foi Márcio e hoje defende a moralidade na CBF. 

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– Os Árbitros Adicionais não deveriam ser Úteis?

Sem dúvida, a implantação dos Árbitros Assistentes Adicionais (os “AAA”, aqueles que ficam atrás dos gols) foi uma ajuda benvinda pelo árbitro central. Afinal, é mais gente para ajudá-lo.

Teoricamente, um AAA inibe os agarrões dentro da área, socorrem o juizão em lances de penais não observados e tiram a dúvida se uma bola entrou ou não. Quem apita, sabe como esse socorro é importante!

Mas na prática…

Nesse domingo, o árbitro da FIFA Ricardo Marques Ribeiro (que apitou São Paulo x Fluminense no Morumbi no sábado) era o AAA de Heber Roberto Lopes na partida Santos x Goiás. O time goiano chuta uma bola no gol, ela passa a meta, bate no chão e surge a dúvida: entrou por inteiro ou não?

Entrou, e ENTROU MESMO. Porém, Ricardo Marques (mal posicionado, mas isso ainda não justifica o erro crasso) avisa o árbitro que não foi gol…

Veja o lance:

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Me lembrou muito o lance de Vasco X Flamengo pelo Campeonato Carioca de 2014, onde a bola entrou 33cm e o adicional, bem posicionado, não confirmou o gol.

Lembre o lance:

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A dúvida é: como é que pode dar uma vacilada dessas, não?

– Reclamações Preventivas funcionam no Futebol?

Após o jogo entre São Paulo 2 x 2 Flamengo, jogadores como Alecsandro e Muralha choraram as mágoas no Twitter, dizendo que “o apito derrubará o Flamengo para a série B”.

Mas eles não assistiram ou não jogaram contra o Corinthians no Maracanã? Ou tampouco contra o Coritiba pela Copa do Brasil? Não foram jogos com erros pró-Mengão?

Aliás: o Corinthians foi prejudicado contra o Flamengo e depois beneficiado contra o São Paulo, que foi beneficiado contra Flamengo. Saldo zero de reclamações em 15 dias a esses 3 clubes com os erros se compensando.

Por fim: nesta reta final, vale o chororô preventivo, usado como desculpas pela incompetência. Claro que não se pode esconder os erros, mas tal declaração leva a crer em má fé! E Luxemburgo que o diga: quem o ouve e não conhece o treinador, compra o discurso.

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– Profissionalismo e Tecnologia repudiados pelo Chefe de Árbitros da CBF.

É de se lamentar a declaração do Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF Sérgio Correa da Silva à Sportv durante a semana, depois do infeliz episódio sobre a orientação equivocada de bola na mão, cuja “orelha foi puxada” pela FIFA.

Em tom de desabafo (e até mesmo de arrogância), falando sobre as condições dos árbitros do Brasil, criticou a Profissionalização, reclamando que se fossem profissionais,

não poderia mandar o sujeito que errar embora”.

Cômodo, não? Vejam alguns árbitros que há ANOS fazem lambanças folclóricas e ainda assim continuam nas escalas (e não são profissionais). Um árbitro profissional, que a grosso modo seria um membro FIFA, de elite e de excelência, caso errasse em um jogo importante, teria demissão sumária? Claro que não. Há alguns que apitam muito bem e nunca chegam a elite, sumindo aos poucos do quadro de árbitros. E há outros que começam a apitar no Maracanã e nunca se firmam, mas a bolinha é incansavelmente sorteada.

Pior é o discurso para a não utilização dos sistemas tecnológicos no futebol. Declarou Sérgio que:

Vai acabar com a discussão e o futebol vai ficar muito chato. Vai tornar o futebol mais justo, mas vai perder a graça.

Meu Deus! Se falamos cada vez mais em legitimar os resultados dentro de campo, e a tecnologia de ponta nos permite isso, por que rumar contra a maré?

Isso é um verdadeiro 7×1 do apito no futebol…

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– Você acredita em Greve de Árbitros por Respeito?

Você acredita em greve dos árbitros de futebol? Já passaram por tanta coisa e nunca nada foi feito…

Agora, a ANAF quer uma mobilização da categoria. Veja o comunicado:

A Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf) ameaça paralisar o Campeonato Brasileiro em protesto contra a falta de respeito ao árbitro. Na opinião da entidade, as críticas e reclamações de jogadores, treinadores e dirigentes visam esconder a crise técnica do futebol brasileiro, transferindo a culpa do mau futebol à arbitragem.A proposta de paralisação defendida pela Anaf será discutida em assembleia-geral, caso não houver uma ação enérgica da CBF e do STJD, punindo com rigor as ofensas. ‘Os árbitros estão indignados e querem parar o campeonato. O nível técnico da competição é baixíssimo e querem jogar a culpa da derrota no árbitro. Isto é um desrespeito à figura do arbitro, que tem o papel de comandar a partida’, afirma o presidente da Anaf, Marco Antônio Martins.

A ANAF deveria protestar, acima deste propósito, também contra os dirigentes da arbitragem da CBF, contra as condições de trabalho ruim, contra o rigoroso teste físico, contra as “geladeiras”, contra as péssimas instruções e contra a não profissionalização. É necessário dar-se o respeito para ter-se o respeito. DUVIDO que aconteça uma greve de árbitros no Brasil sem o aval da CBF.

Repito: não acredito que teremos greve se não tiver permissão da CBF. Há quantos anos você vê as Associações, Sindicatos ou Cooperativas de Árbitros, tanto Nacional quanto Estaduais, sempre de braços dados com a CBF ou Federações Regionais?

É um relacionamento de sinergia plena, não discordante, sem desavenças e níveis nulos em atritos.

Para mim, essa história de greve é “diálogo flácido para acalentar bovino”. Ou, se preferir, conversa mole para boi dormir!

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