– Richarlyson falando bobagem da Regra

Nesta quinta feira, o jogador do Vitória Richarlyson, após derrota para o Palmeiras, parafraseou Emerson Sheik e o imitou nas câmeras: criticou a arbitragem de Wilton Sampaio dizendo: “Vergonha, vergonha”.

Ele reclamou do bate boca protagonizado por ambos durante a cobrança de um lateral fora da posição em que a bola saiu. Ricky chiou muito por ter sido dada a reversão e levou Amarelo. Disse:

Vergonha, vergonha. Vergonha o amarelo dele (árbitro). Quando você cobra o lateral para trás, você pode cobrar em qualquer lugar. Eu tinha dois amarelos, foi o meu terceiro“.

Richarlyson deveria é ter VERGONHA ao falar tal bobagem e desconhecer a Regra do Jogo. Quem foi que disse a ele que um Arremesso Lateral não pode ser cobrado metros a frente mas sim metros atrás?

Se ele estudasse mais a Regra, saberia que a reposição de bola deve ocorrer próximo ao local de sua saída, sem essa história de que “mais a frente não pode e mais atrás pode”. A reversão se dá pela cobrança em local não devido ao que a bola saiu.

Ficou feio, garoto. Valeria a pena voltar às câmeras e pedir desculpas pela burrice.

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– Enfim a FIFA se manifesta nos absurdos casos de bola na mão no Brasil

Fim da polêmica: a Comissão de Árbitros de futebol brasileira, que insistentemente vem defendendo os absurdos pênaltis de mão na bola imputando a culpa na nova orientação da Regra, está ERRADA segundo o discurso da FIFA.

Em entrevista a Jamil Chade do Estadão, o chefe de árbitros da entidade criticou a orientação dada no Brasil. Segundo ele,

Um jogador precisa de sua mão e de seu braço para correr, se equilibrar e saltar. Não se pode jogar sem a mão. O árbitro precisa fazer a leitura correta do lance. Não se pode dar falta a qualquer toque na mão. Isso é um absurdo. O árbitro deve ver se a mão estava no local de forma natural ou não-natural. Tem que ser avaliado se o toque (da mão na bola) foi intencional ou não. Quando um jogador tenta fazer seu corpo maior usando a mão, isso deve ser punido. O juiz não pode só pensar como juiz e aplicar o que está escrito. Precisa se colocar no lugar do jogador para entender o movimento”.

Coitados dos clubes que tiveram prejuízos com essas marcações até então. Pobre futebol brasileiro… está difícil até aula de compreensão de texto.

Em tempo: há pouco, para a Folha de SP, Sérgio Correa declarou que ensinou o correto aos árbitros. O problema é que ELES entenderam errado…

Ah, tá… link em: 
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– 9 anos da Máfia do Apito e os Bastidores que vivi!

Há exatos 9 anos temos à triste lembrança o episódio da Máfia do Apito que escandalizou não só os amantes do futebol, mas toda a sociedade. Na ocasião, muito foi comentado e especulado. As consequências aconteceram, como a anulação de alguns jogos, embora não se tenha observado erros de arbitragem e má intenção nas partidas.

Gostaria de aproveitar esse espaço para contar o que eu, como árbitro participante do grupo de 40 juízes em Pré-temporada no ano do ocorrido com os pivôs Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, viu, viveu e soube sobre todo o imbróglio. Publicamente nunca falei sobre esses bastidores e o faço pela 1a vez (sem nenhum componente explosivo ou polêmico, mas puramente para a curiosidade dos leitores), motivado pela data.

Na sexta-feira do dia 23 de setembro de 2005, dia da prisão do Edilson, eu fui escalado para ser o árbitro-reserva dele no domingo seguinte. Na manhã desse dia, nada se sabia publicamente. Trabalharíamos numa semifinal da série A3, entre Palmeirinha de Porto Ferreira x Santacruzense. Para minha surpresa, na tarde do mesmo dia, Edilson saiu da escala no site da FPF e em seu lugar apareceu Phillipe Lombard.

Quando foi à noite… Muitos se assustaram com a capa da Revista Veja na Internet, e o pouco que se sabia era impressionante.

E os dirigentes da CBF e da FPF?

– Sumiram de imediato!

E aqui havia alguns componentes: Edilson Pereira de Carvalho sabia apitar, mas fisicamente tinha graves problemas no joelho. Enrolava para treinar, preferia ficar no hotel fazendo fisioterapia na Pré-Temporada com a anuência dos cartolas. Sim, parecia ser protegido pela chamada “República do Vale do Paraíba”, nome dado informalmente pelos árbitros ao grupo de pessoas oriundas dessa região do estado e que administrava o Futebol, em especial o presidente da CEAF José Evaristo Manuel, Reinaldo Carneiro Bastos (vice da FPF) e Sérgio Correa da Silva, presidente do Sindicato. Edilson era amigo deles.

Porém, apesar dele ter amizade com eles e alguns privilégios (cobranças menores nos testes físicos, jogos importantes nas escalas e “pouca fiscalização sobre ele” – vide a história da sua documentação irregular para apitar), para mim foi nítido que Edilson traiu a todos os seus amigos! Foi literalmente uma bola nas costas.

E tudo começou com Paulo José Danelon, árbitro de Piracicaba, que nada mais era do que o inverso de Edilson em questões de relacionamento. Edilson era fechado, ruim de conversa, introvertido e mal humorado. Danelon era aberto, piadista, e gostava de ajudar a Comissão de Árbitros realizando palestras para juízes mais jovens e elaborando apresentações sobre Regra.

Ninguém – ninguém mesmo – imaginaria que dois árbitros tão opostos entre si e que nem se conversavam poderiam ter “negócios em comum”.

O problema foi o seguinte: Danelon resolveu arregimentar árbitros para favorecer um grupo de apostadores de jogatinas eletrônicas capitaneados por um tal de Gibão (Nagib Fayad). Combinava-se quem ganharia/perderia a partida e se faria o palpite na jogatina. Edilson topou. O árbitro Romildo Correa houvera sido sondado mas ele próprio alegou estranhar uma visita de sujeitos suspeitos e não entendeu que era uma tentativa de explorá-lo, sendo que nunca mais os viu. Paulo César de Oliveira, segundo as gravações da Polícia, foi descartado com a célebre e honrosa afirmação de Danelon: “Esse não dá, é honesto e se souber vai contar tudo”.

Logo após o ocorrido, na sede da FPF, houve uma reunião com os árbitros da Pré-Temporada daquele mesmo ano com o pessoal do Gaeco. O Dr José Reinaldo Carneiro (homônimo do dirigente da FPF), dissertou sobre as investigações. Me recordo quando alguém perguntou se ali estava algum árbitro que pudera ter sido grampeado, e o Dr Reinaldo não titubeou: “todos os senhores aqui presentes poderiam sim ter sido grampeados e investigados durantes o processo. Muitos foram.”.

A prisão de Edilson – e isso pra mim foi clara – só se deu pelo fato da Revista Veja “furar” a Polícia. A Editora Abril já tinha informações de investigações sobre o caso e plantou uma jornalista na vida de Edilson que se passou como “estudiosa das novas profissões”, desejando fazer uma matéria sobre esse assunto e que “ser árbitro de futebol” era uma das atividades profissionais do futuro. Ele acreditou… E Edilson vivia do dinheiro da arbitragem, era técnico de comunicações mas se passou como empresário, pedindo a um amigo para lhe “emprestar” uma fábrica de pelúcias a fim de dizer como conciliava o árduo trabalho e o futebol (na foto da revista, era uma bonequinha Hello Kitty exposta; dias depois, processou-se a empresa pois a dona dos direitos da marca descobriu que era uma firma que pirateava os brinquedos).

Com a iminente publicação, a Polícia teve que prendê-lo. Mas me pareceu que, naquele período em que as prisões de personalidades estavam acontecendo de maneira espetaculosa, aguardava-se uma escala do Edilson em um jogo como Fortaleza x Flamengo as 16h ao vivo pela Globo. Já pensaram em uma prisão com transmissão em tempo real?

Depois disso, Edilson escreveu um livro e cobrava para dar entrevistas depois do escândalo. Foi (e talvez ainda seja) gerente de bar em Jacareí. Danelon virou instrutor de auto-escola e não sei se continua trabalhando nisso.

Conheci e trabalhei com os dois. Particularmente, acho que Danelon deve estar arrependidíssimo. Edilson nem tanto. Mas pensem: perderam os amigos, foram escrachados (eles e seus familiares) e viveram um inferno. Entretanto, chamo a atenção para o seguinte: nenhum dos jogos envolvidos foram, de fato, manipulados. Assistam as partidas! Nenhum deveria ser anulado por ação ilícita dos árbitros, só que foram porque o Sveiter, presidente do STJD na época, estando acuado pelo jornalista Milton Neves em seu programa ao vivo, disse que os anularia pela questão moral.

Me pareceu, sinceramente, que os árbitros acabaram dando um golpe nos apostadores: repararam que nem todas as partidas tiveram os resultados combinados? Nos arquivos gravados, ouviam-se desculpas, como no jogo Juventude x Vasco: “Pô, o Edmundo jogou muito, não dava para fazer nada”. Aliás, nenhuma zebra nas partidas tampouco lances polêmicos. Há quem diga que o próprio Edilson vendia o serviço para um vencedor e apostava em outro, para se garantir com o dinheiro alheio.

Claro, não é defesa deles, mas constatação esportiva: os resultados deveriam ser mantidos pois aparentemente não foram manipulados. Mas isso é outra discussão.

Meu último contato com Paulo José Danelon foi em um jogo como 4o árbitro pela série A1: América x Ponte Preta em São José do Rio Preto, onde, embora já se estava no período “suspeito” e investigado pelas autoridades, tudo ocorreu muito bem. Com Edilson Pereira de Carvalho foi como colega de quarto na sua última pré-temporada. Ele foi um companheiro horrível, de difícil conversa. Me recordo que estávamos assistindo ao sorteio da abertura do Campeonato Paulista de 2005: deu Seneme como árbitro, Ana Paula de Oliveira e Aline Lambert como bandeiras e eu como 4o árbitro, na estréia da súmula eletrônica (Internacional x Palmeiras). Edilson se revoltou por ter sido sorteado para Marília x Corinthians na rodada 2 e se trancou no quarto, abandonando os trabalhos da pré-temporada daquela noite. Não pude compartilhar minha felicidade pela escala que recebi com ele, afinal, ele era “estrela”…

Passado algum tempo, é impossível não pensar e ao mesmo tempo ironizar: Edilson guardava uma imagem de Nossa Senhora Aparecida no bolso do Cartão Amarelo, e a beijava como num ritual de início do jogo. Muitos diziam que no verso havia um bilhete de loteria…

Mas como blindar o surgimento de novos Edilsons e Danelons, não só árbitros mas dirigentes e jogadores?

Marco Polo Del Nero encheu a Federação Paulista de Futebol de gente da Polícia em vários cargos: Comissão de Arbitragem, Corregedoria, Ouvidoria e em outros departamentos técnicos. Mas os cartolas amigos de Edilson, todos continuam militando no meio do futebol, pois, afinal, foram considerados honestos. Só que se as partidas foram anuladas por ética, mesmo tendo sido apitadas honestamente, incoerentemente as coisas caminharam com os dirigentes.

Por fim: encerro com um pensamento do excepcional e experiente jornalista Cláudio Carsughi, ítalo-brasileiro a quem tanto admiro por sua sapiência:

Se Deus, na sua tão grande magnitude não privou nem sua própria Igreja de corrupção, por que o faria a um determinado segmento como o futebol? E em especial aos árbitros?

Disse tudo. Mas confesso que se pudesse conversar novamente com eles (e já houve oportunidade mas não era uma prioridade) pediria a eles para deixar um testemunho do que hoje pensam e sentem sobre tudo o que aconteceu.

Lamento que tudo isso manchou esportivamente o Brasileirão daquele ano. Nada de dizer que foi premeditado ao Corinthians, mas por pura vaidade do STJD (muitos criticam que as decisões na Justiça Desportiva favoreceram o time paulista). A propósito, a fiscalização sobre os árbitros-operários continua feroz desde então, mas sobre os dirigentes, presidentes de sindicatos, membros de comissões e outros cartolas mais graduados é nula. Por isso é válido afirmar: o sistema é falho. Afinal, se o próprio Presidente da CBF José Maria Marin embolsou uma medalha de jogador Sub 20 como souvenir na surdina, ao invés de pedir, o que se pode esperar?

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– Análise da Arbitragem de Corinthians 3 x 2 São Paulo

Arbitragem regular em um jogo polêmico e com lances difíceis. Vamos discutí-la?

A) GOLS DO SÃO PAULO: foram confirmados graças a ótima atuação do árbitro assistente no. 2 Rogério Pablo Zanardo. Esteve atento e preciso nas marcações ou não de impedimentos (em especial no 1o gol, onde há o cruzamento e a zaga faz uma linha de impedimento; em seguida, outro toque e outra linha; e ele acerta os dois!).

B) PÊNALTIS PARA O CORINTHIANS:

B1) no primeiro, a bola bate no braço de Antonio Carlos que tenta em um movimento natural evitar o toque. Nada deliberado, puro toque acidental. Mas eis que há a maldita interpretação de movimento anti-natural/ intenção subjetiva, explicada equivocadamente aos árbitros pela CBF. Segundo o repórter da Rede Globo Mauro Naves, o árbitro adicional 1 Antonio Rogério Batista do Prado foi responsável por informar ao árbitro a infração que ele não houvera visto.

B2) no segundo, Álvaro Pereira dá uma entrada certeira no atacante do Corinthians. Correta marcação.

C) EXPULSÕES:

C1) Álvaro Pereira foi bem expulso, por evitar uma situação manifesta de gol. Para mim, o Vermelho se deu pela posição do lance e não pela violência.

C2) Fábio Santos dá um carrinho com força excessiva e desnecessário na lateral do campo. É para Vermelho e sem comentários…

Enfim, em alguns momentos vi certa fragilidade de Luís Flávio, em especial às reclamações de Guerrero e Kaká ao longo da partida. Árbitro não pode ficar ouvindo tudo e dizendo passivamente “Chega, vai jogar”. Tem que saber usar bem a advertência verbal e fazer cara feia.

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2 x 3 Independente

Mais uma atuação ruim de um árbitro inexperiente no Jayme Cintra. Nos dois últimos jogos do Paulista FC, juízes prestes a aposentarem com pouquíssima experiência em partidas profissionais.

A troco de quê investir em tais árbitros? O cara tem quase 45 anos e está saindo ainda do Sub 17?

Hoje, Marcos Philomeno, no importante jogo decisivo entre Paulista x Independente (e que tinha sido erroneamente escalado simultaneamente numa partida sub 13) deu um número recorde de vantagens (8 em 35 minutos), sendo que muitas não necessárias.

Também 3 “pé-altos” foram ignorados. No segundo gol do Paulista, o juizão ficou rendido no meio de campo, em meio ao contra-ataque do Galo. E no segundo gol do Independente, o lance se originou de uma falta inexistente em Josimar.

Nem todos os clubes da Copa Paulista tiveram tantas arbitragens despreparadas e de pouca categoria. Será que a FPF desprezou o Tricolor de Jundiaí pelo ruim histórico de 2014?

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– O Processo de Emburrecimento da Regra

Está cansando falar sobre a Mão na Bola e Bola na Mão. E parece que a CBF se esforça em complicar tais lances e tentar nos convencer de que o mundo está errado e ela está certa.

Pois bem: nesta quarta feira, a entidade divulgou um vídeo da CBF TV com a diretora da Escola de Árbitros Ana Paula de Oliveira ilustrando e explicando as alterações da orientação da Regra 12.

Para mim, uma tremenda “forçação de barra”. Chega a ser constrangedor o processo de “emburrecimento” promovido aos árbitros!

Explico de maneira didática: em qualquer infração, se deve avaliar 3 itens: Imprudência, Intenção ou Força Excessiva, exceto no uso indevido das mãos na bola (e entenda “mão” como mão ou braço), pois tal infração só se deve avaliar a INTENÇÃO.

A International Board alterou o Texto da Regra onde se fala em observar a “intenção” pelo termo “Mão Deliberada” e acrescentou nas diretrizes a necessidade de se avaliar o movimento anti-natural dos braços para se marcar a infração.

Ora, dá na mesma avaliar intenção ou mão deliberada, é apenas uma questão redacional! Deliberada, na língua portuguesa, quer dizer “proposital, de maneira intencional”. Mas para a CBF a palavra deve ter outro sentido ainda não compreendido! É incrível como alguns árbitros estão justificando a marcação de lances com a desculpa de que “não se avalia mais a intenção, e sim a mão deliberada”.

Ora bolas, estamos querendo enganar a quem? Intenção e deliberação são sinônimos. “Acidentalmente” é antônimo, e mão acidental não é pênalti.

O problema é a diretriz da regra: quando se usou o termo “anti-natural”, nada mais era do que observar se os braços tomam uma ação incomum numa bola que se aproxima. Por exemplo, uma bola que é chutada onde o reflexo natural é o jogador tentar tirar o braço: se ela vier muito rápida, provavelmente existirá o risco do braço bater nela pela velocidade do chute. Mas se for possível que o jogador desvie o braço e não o fizer, é essa a ação antinatural; assim como também é saltar com os braços esticados para cima da cabeça ou pular numa dividida com as mãos abertas desejando que a bola bata no braço.

Em suma, a FIFA quer que se tenha uma atenção a intenções disfarçadas e aí nascerá uma subjetividade muito grande.

No vídeo da CBF TV, há a explicação de que se deve marcar o pênalti em lances onde o atleta corre o risco de bater o braço na bola, e tal fala nos leva a lembrar da marcação de faltas por imprudência. Se um jogador vai tentar roubar uma bola, não consegue e acaba fazendo a falta sem ter tido intenção, é lance imprudente e deve ser marcada a falta. Mas nas faltas de mão não se pode usar a interpretação da imprudência! É somente a intenção, ou se preferir, a mão deliberada. O pior de tudo é avaliar e exibir no seu site como correto o lance de Fluminense x Palmeiras no Maracanã, usando-o como exemplo de pênalti a ser marcado. Como um atleta irá dar um carrinho legal na bola com os braços grudados ao corpo? A própria regra nos lembra: a posição dos braços (se estão abertos ou grudados ao corpo) não deve ser determinante para avaliar se foi pênalti ou não.

Isso tudo me parece teimosia em defender uma tese equivocada. Só no Brasil essa confusão está acontecendo! Alguém viu pênalti como esses defendidos pela CBF serem anotados na Copa do Mundo (que é o supra sumo do futebol)? Assistam ao Campeonato Inglês, Italiano, Alemão, Espanhol ou Francês: na última rodada, nenhum pênalti como esse foi marcado. E por aqui, só no Maracanã, em 2 jogos, 2 pênaltis errados (FLU x SEP e FLA x COR).

Ô assunto chato… E o gozado é que Sérgio Correa elogia a arbitragem do Brasileirão e no mesmo instante José Maria Marin chuta o balde criticando os erros dos árbitros na coletiva da convocação da Seleção.
Quem está com a razão?

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– Resumo das Arbitragens dos 4 Clubes Paulistas nesse final de semana:

Amigos, aqui estão os links sobre as análises das arbitragens (erros e acertos) dos jogos dos times grandes do Estado de São Paulo nesse final de semana:

  1. Sab 18h30) FLUMINENSE 3 X 0 PALMEIRAS- http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/26731/fluminense-3×0-palmeiras-o-pnalti-da-discrdia
  2. Sab 21h00) SANTOS 2 X 1 CORITIBA- http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/26732/santos-2×1-coritiba-e-o-gol-bem-anulado
  3. Dom 16h00) FLAMENGO 1 X 0 CORINTHIANS- http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/26738/flamengo-1×0-corinthians-e-a-bobagem-de-luxemburgo
  4. Dom 16h00) SÃO PAULO 2 X 0 CRUZEIRO- http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/26739/so-paulo-2×0-cruzeiro-e-a-pipocada-de-vuaden

Lembrando: todas as opiniões em contrário são respeitadas!

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– São Paulo 2 x 0 Cruzeiro e a Pipocada de Vuaden

A arbitragem de Leandro Pedro Vuaden na tarde de domingo no Morumbi lembrou seu início de carreira em alguns momentos: deixava o jogo correr e não marcava “faltinhas bobas”. Em outros lances, voltava ao “caiu, marcou”.

Em geral, foi muito bem tecnicamente, mas um lance me chamou a atenção: a não aplicação do cartão amarelo ao zagueiro Dedé quando cometeu pênalti!

Nem todo lance de pênalti é para cartão amarelo. Mas naquela ocasião, o calço aplicado em Ganso é o clássico lance de advertência por ação temerária. Ele para deliberadamente a jogada, e isso é cartão amarelo seja na lateral do campo, no meio do gramado ou na grande área.

Não quero pensar que a aplicação da advertência (que seria a segunda de Dedé no jogo) e que resultaria no cartão vermelho teve como condicionais:

– as duas recentes reclamações formais do Cruzeiro à Comissão de Arbitragem chiando dos árbitros e publicamente divulgadas pela imprensa;

– o fato de ser ainda no 1o tempo;

– a acomodação pelo fato do jogador já estar amarelado e não querer “prejudicar” o time.

Em consequência disso, Kaká foi advertido com Amarelo por reclamação – e, para tristeza dos sãopaulinos, cartão correto pelo exagero dos protestos. Parecia até que o pênalti não houvera sido marcado!

Ficará na curiosidade do torcedor: e se o Cruzeiro jogasse o segundo tempo com 10 atletas? Teríamos mais gols ou a Raposa se fecharia e não levaria o segundo tento?

A resposta seria puro “achismo”…

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– Flamengo 1 x 0 Corinthians e a Bobagem de Luxemburgo

Vanderlei Luxemburgo é um dos melhores treinadores dos quais tive prazer em trabalhar. Mas para justificar algo a seu favor, apela para tudo, inclusive a bobagens.

Para “validar” o pênalti erroneamente assinalado a seu favor (e defendido por Cássio), declarou que:

Há uma recomendação de que se a bola bater na mão, quando na direção do gol, é para dar pênalti. Foi assim contra o Goiás, mas o árbitro não marcou. A informação que tenho é que os jogadores não abram os braços para mostrar que não querem fazer o pênalti. É difícil, fica parecendo um robô, mas vamos lá.

Meu Deus! De onde ele tirou essa bobagem? Cadê a circular? Quem foi que disse isso?

Pênalti só pode ser marcado se for de forma intencional. E desde 01 de julho de 2013, o árbitro deve avaliar se houve uma intenção disfarçada, ou seja, um movimento anti-natural do braço para atingir a bola.

No geral, avalie: a bola bateu na mão ou foi a mão que bateu na bola? Use o chute de Everton para interpretar:

  • Fagner demonstrou que queria interceptar a bola?
  • O Corinthiano teria no seu íntimo desejo de deixar o braço para que a bola batesse nele, ou seja, foi um movimento anormal do corpo para que a bola nele batesse?
  • O lateral teria tempo de tirar o braço/mão da jogada?

Por fim, lembre-se: braço aberto ou fechado e o fato da bola estar ou não em direção ao gol NÃO SÃO ELEMENTOS DE AVALIAÇÃO para se interpretar uma infração de uso indevido da mão na bola, conforme a regra do jogo explicita.

O árbitro Sandro Meira Ricci errou nesse lance e Luxemburgo incrivelmente tentou mudar a regra para justificar. E perceba que na jogada tanto o adicional quando o bandeira fazem o gestual de marcação de escanteio. Pênalti na conta exclusiva do juizão.

Sobre o gol do Flamengo, outro erro: se a bola vai direto para Wallace após o cruzamento de Léo Moura, gol válido. Mas Eduardo da Silva está em posição de impedimento passivo. Ao tocá-la (e o toque é visível) ele passa a invalidar a jogada pois participa ativamente do jogo estando em impedimento. A única condição para que o gol fosse legal era que o “croata” ficasse imóvel, demonstrando que não queria participar do lance.

O interessante é:

  1. SEM O TOQUE, WALLACE ESTARIA EM CONDIÇÃO LEGAL POIS A BOLA VEIO DE LÉO E EDUARDO ESTARIA EM IMPEDIMENTO PASSIVO, VALIDANDO O GOL.
  2. – COM O TOQUE, NÃO SÓ EDUARDO FICA EM IMPEDIMENTO ATIVO COMO FAZ COM QUE WALLACE TAMBÉM ESTIVESSE EM IMPEDIMENTO, POIS O ZAGUEIRO FLAMENGUISTA PASSA A ESTAR A FRENTE DA LINHA DA BOLA E NÃO TEM DOIS JOGADORES ADVERSÁRIOS ENTRE ELES. IMPEDIMENTO DUPLO!

Ali, crédito da falha para o bandeira. Um erro como esse só se dá por um motivo: falta de atenção do assistente no. 2. Se um jogador estivesse encobrindo sua visão na jogada, ainda assim ele tinha uma segunda oportunidade de acerto desperdiçada…

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– Santos 2 x 1 Coritiba e o Impedimento de Zé Love

Arbitragem atenta é sempre muito bom para o futebol. Prova disso é o lance do gol corretamente anulado de Luccas Claro (COR) aos 31 minutos.

Após a cobrança de escanteio, há um bate-rebate e o atacante do Coritiba chuta a bola marcando o gol. Eis que o bandeira carioca no. 2 Rodrigo Carvalhaes de Miranda marca impedimento de Zé Love (COR), que está entre um zagueiro santista e o goleiro Aranha (SFC).

Zé Love não toca na bola, o chute de Luccas Claro é para o gol e não para ele. Então, por quê a anulação?

Porque o atacante não está interferindo ativamente na jogada por tocar a bola, mas por interferir contra o adversário. Ele está atrapalhando o campo visual do goleiro, e corretamente se marca o impedimento.

Parece-me que o AAA 2, Rodrigo Correa, participa do lance chamando o árbitro Marcelo de Lima Henrique que calma e discretamente anula o gol. Ótimo – marcação precisa e sem ser espalhafatosa.

Ouço a reclamação de um suposto pênalti em Robinho. Procurando o lance na Web, não acho link disponível para análise. Se algum amigo possuir a jogada em mídia para enviar, agradeço!

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– Fluminense 3 x 0 Palmeiras: pênalti da discórdia ou não?

Dando uma fuçada em antigos post na Internet, não me lembro de ter feito alguma análise de arbitragem positiva a Elmo Alves da Cunha. Nada contra o árbitro goiano, mas sim contra o azar (ou incompetência dele).

Há quanto tempo ele apita na série A? Todo ano, sempre um jogo aqui ou acolá. E só jogo bom, mas com atuação ruim.

Nesse sábado, no Maracanã, uma vergonhosa marcação de pênalti por uso indevido das mãos a favor do Fluminense contra o Palmeiras.

Vamos lá: aos 32 minutos, Wagner (FLU) cruza a bola para a grande área e Renato (SEP) dá um carrinho. A bola bate em seu braço despretensiosamente e sai para a linha de fundo.

Os jogadores do Fluzão já se encaminhavam para o escanteio, mas eis que se assustam: um tiro penal a favor do Tricolor Carioca! Até quem se beneficiou ficou constrangido…

Ali, nunca se poderá marcar um pênalti, pois a bola é quem bate no braço/mão, e não a mão/braço que busca atingir a bola.

O pior de tudo é que o Árbitro Adicional no. 2, o também goiano Bruno Rezende Silva, estava na frente da jogada! Até o bandeira no. 2 , seu xará e conterrâneo Bruno Raphael Pires poderia ter ajudado a avisar ao árbitro que não foi infração.

Entenda: para se marcar uma falta ou um pênalti por uso indevido da mão na bola, sempre deve-se avaliar a INTENÇÃO. No futebol, essa é a única infração onde não se pode avaliar IMPRUDÊNCIA ou FORÇA excessiva, as outras condicionais para se marcar uma falta.

O grande problema é a nova orientação da FIFA, válida desde 01 de Julho de 2013, para que os árbitros avaliem se existe uma subjetiva e disfarçada intenção de colocar a mão na bola”, ou se preferir, um “movimento anti-natural dos braços”. Nela, se exige que o árbitro deva avaliar se em determinados lances não houve ação de burla no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência), ou seja, um desejo de que a bola possa bater em seus braços, pulando espalhafatosamente. Desde então, alguns árbitros se acomodam marcando pênalti alegando essa orientação.

Ledo engano. Quer um exemplo? Se Wagner cruzasse a bola e Renato tivesse tempo hábil de tirar o braço da jogada, mas ao invés disso, deixa-se a bola bater nele, aí sim seria essa “disfarçada intenção”. Caso contrário, “segue o jogo” – no linguajar dos árbitros (e como deveria ter acontecido)!

Por fim, a própria Regra 12 dá as dicas para se marcar uma falta por mão na bola, sendo elas:

Verificar o movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão, ou seja: é a bola que vai bater no braço pela sua velocidade/força ou o braço que busca bater na bola?);

Observar a distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada não dá para evitar o contato);

Perceber que a posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração (estar com o braço aberto/fechado não quer dizer nada);

Lembrar que tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração e que atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, caneleira etc.) também.”

Diante de tudo isso, dá para afirmar tranquilamente: errou a arbitragem em marcar pênalti ao Fluminense.

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– Análise da Arbitragem Pré-Jogo de Rio Branco x Paulista

Givaldo Alves dos Santos, 41 anos, que estava licenciado da FPF e que nos últimos dois anos só apitou jogos das categorias Sub11, Sub 13, Sub15 e Sub 17 (trabalhou em apenas 1 jogo do Sub 20 e foi quarto-árbitro em jogos da 4a divisão), estreará como árbitro principal nesse ano em um jogo profissional justamente na partida decisiva entre Rio Branco x Paulista.

Péssima escala da Federação Paulista de Futebol. O jogo é importante já que ainda vale vaga para a segunda fase. Não é partida para se escalar um árbitro que nunca apitou jogo profissional e que só tem 4 anos de carreira até a aposentadoria.

A Copa Paulista é uma competição para revelar e dar a oportunidade a árbitros emergentes. Nos jogos em que nada valem, serve para lançar os árbitros do Sub 20 e da 4a divisão. Nos decisivos e nos clássicos regionais, para prestigiar árbitros da A2 e A3 que brigam pela A1. Ao ver a escolha de Givaldo (com escalas no Sub 11/13/15/17), que pode até ser um árbitro bom, mas não o ideal para este jogo, sinto um certo menosprezo pelas equipes de Americana e Jundiaí. Será que a FPF entende que é um confronto apenas para cumprir tabela? Árbitro do Sub 17 estreando em partida profissional não dá para engolir…

Não o conheço, nunca o vi apitar mas espero que vá bem.

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– O que pensar sobre a Redução da Pena de Petros?

Bola cantada: os auditores do STJD estão carecas de agirem de forma dúbia. Primeiro, aplicam uma pena exemplar, aplaudida por todos. Quando o assunto começa a esfriar… julgam novamente e praticamente fazem um circo para mudar o próprio julgamento.

Como justificar a mudança de uma pena de 180 dias para apenas 3 jogos? Brechas na lei?

Ué, mas em outros casos, como o do rebaixamento da Portuguesa e salvação do Fluminense, não existiam subterfúgios. E em todos os outros casos nunca há! Ou, contraditoriamente, se depender do clube interessado, sempre haverá!

Vergonha. Onde estão as entidades de árbitros que deveriam ser INDEPENDENTES para pressionar tal decisão? Aliás: a culpa cairá sobre o Claus, que estava mal posicionado e deu uma “costada” no cotovelo do Petros…

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– Parabéns ao Árbitro de Futebol

… e também ao de vôlei, basquete, críquete, pólo-aquático… É dia do Árbitro Esportivo!

Orgulho-me de estar incluído nesta lista. Afinal, uma vez árbitro, sempre árbitro!

Feliz 11 de setembro, nosso dia! Que tenhamos o que comemorar e que nessa data nossas mamães sejam poupadas.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para União Barbarense x Paulista

Para o importante jogo dessa 4a feira pela Copa Paulista apitará Thiago Luís Scarascati, 31 anos. O árbitro estreou na série A1 em 2012, e nos anos seguintes continuou a fazer jogos nessa divisão tanto como Árbitro Adicional ou como Central. Uma aposta da FPF! Mas vale a observação: é um árbitro que deixa o jogo correr e permite bastante o contato físico. Para um time mais leve/ franzino como o do Galo, me preocupa os trancos e quedas dos jogadores jundiaienses.

Seus bandeiras serão Alberto Poleto Masseira (bem experiente na série A1 e jogos importantes) e Gilberto Aparecido Romachelli (apenas o 6o jogo profissional em sua carreira). Para a função de 4o árbitro, trabalhará Jefferson Dutra Girotto.

Espero um jogo corrido pelas características do quarteto de arbitragem e com poucas faltas marcadas. E você?

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– As Punições Descriteriosas no Futebol Brasileiro

Há muito vemos punições injustas dentro do esporte nacional. Em alguns casos, os auditores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva se mostram totalmente alheios à defesa ou acusação dos envolvidos e tomam decisões passionais.

Claro: se o envolvido for um time grande do eixo RJ-SP, a tendência é a de que as penas sejam mais brandas.

Mas veja só: neste final de semana, jogaram Tombense/MG x Operário/MT pela série D do Campeonato Brasileiro. O goleiro mato-grossense Igor (que é negro) reclamou que durante o aquecimento foi chamado de “macaco”. Aos 36 minutos de jogo, quando ele estava para cobrar um tiro de meta, resolveu se virar para a arquibancada e dar um bico na bola contra os torcedores, alegando que a torcida mineira cantava em coro: Aranha, Aranha.

E aí, alguém será punido? O Grêmio/RS foi excluído da Copa do Brasil. O Tombense será excluído da série D, ou como a repercussão foi nula ou quase inexistente, nada acontecerá?

Aliás, mantenho a curiosidade: se Grêmio x Santos fosse pela série A do Brasileirão, o clube gaúcho seria excluído? Eliminar uma equipe que já perdeu em casa por 2 x 0 em um torneio mata-mata é fácil…

Outra dúvida: se racismo é crime por preconceito racial, homofobia também é. Nunca vi um jogo ser paralisado por discriminação sexual! E é fato comum que jogadores sejam ofendidos em campo com palavras pejorativas. Ou vai dizer que nunca se ouviu o coro contra o atleta Richarlysson e tantos outros? Como ele nunca se queixou, a questão morre por aí mesmo. Mas se um jogador se assumir homossexual e ouvir “bicha” das arquibancadas, se parará a partida e o clube será excluído pelo STJD? Estou pagando para ver!

Fico com dó dos árbitros: a eles são atribuídos os adjetivos de ladrão, gaveteiro, viado, corno, fdp e tantos outros xingamentos. Mas aí é outra história: eles não têm torcida para reclamar a favor deles e tais reclamações fazem parte da cultura do futebol.

Pior é a punição (ou falta de) aos clubes e dirigentes que não cumprem as obrigações financeiras. Já viu algum time brasileiro perder ponto ou ser excluído de competição por não pagamento de obrigações trabalhistas ou simplesmente pelo calote nos salários?

O Grêmio Barueri vive uma situação vexatória com jogadores fazendo greve por falta de recebimento. O tradicionalíssimo Guarani de Campinas viu a renúncia do seu 3o presidente após o não pagamento dos salários de Junho na última 5a feira (estamos em Setembro…). Sem falar de Vasco da Gama e Botafogo, com dívidas milionárias mas que se mantém ilesos de qualquer pena.

Não deveríamos ter um Tribunal de Penas onde as condenações fossem aplicadas automaticamente ao invés de julgadas por senhores passionais? Tudo pré-determinado: atrasou pagamento e os jogadores se queixaram, pena X. Houve preconceito de torcida, pena Y. E por aí em diante…

E você: o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1 x 1 Internacional

Não gostei (mais uma vez) da arbitragem de Alexandre Gonçalves. Nada contra o árbitro, mas a arbitragem foi ruim.

O juiz não comprometeu o resultado final na partida, só que se exigido fosse, no fácil jogo do sábado teria complicado.

Correu bastante no início da partida, mostrando bom fôlego. Tecnicamente ruim, invertendo algumas faltas e marcando outras que não foram.

Disciplinarmente, não deu um amarelo ao atacante do Paulista Neto ao simular descaradamente um pênalti aos 7 minutos; mas advertiu com amarelo o atacante Carlinhos da Internacional após uma trombada com Mayko entendo simulação, aos 29 minutos.

Passou batido: Léo Issepe fez 8 faltas na partida e não levou nem cartão, tampouco advertência verbal.

O lance que passou desconfiança aos jogadores ocorreu aos 10 minutos do segundo tempo: a bola sai pela lateral e o árbitro e o bandeira ficaram “namorando” (no linguajar da arbitragem: olhando um para a cara do outro sem saber o que fazer). Quem pegou primeiro a bola ganhou o arremesso lateral… Na sequência, uma dividida em que o árbitro marcou falta para um time e o bandeira para o outro. Pararam o jogo, ficaram conversando e os jogadores à espera… Aí não dá!

No começo da Copa Paulista, os árbitros eram para ser testados. Conforme a exigência fosse aumentando, juízes mais gabaritados deveriam ser escalados. E hoje, infelizmente, uma arbitragem técnico-disciplinar fraca.

E você, o que achou da partida? Deixe seu comentário:

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– Qual a Grande Contratação que micou no Futebol?

Me recordo que um dia o São Paulo trouxe de helicóptero o grande substituto de Raí: e a festa foi armada para o suposto genial Sierra…

Não vingou!

A peso de ouro o Corinthians também já deu sua bola fora: trouxe o uruguaio Acosta, que jogou por diversas equipes recebendo seus salários do Corinthians (hoje ele joga em Macapá pelo Santos/AP). Também tivemos Adriano Imperador, que praticamente nem jogou pelo Timão mas recebeu em dia. Seu contrato demorou para se encerrar…

Recentemente, o Santos “micou” com Leandro Damião, o reserva mais caro do Brasil. E, nessa segunda-feira, foi a vez do Palmeiras fazer com que sua aposta virasse um mico: demitiu o treinador Ricardo Gareca.

O Verdão deu os jogadores pedidos mas não o tempo de contrato combinando. Claro, no Brasil o que vale são os resultados a curto prazo, que foram péssimos, além dos questionamentos do trabalho em si.

Mas vale a constatação: a paciência que não se teve com Gareca, se tem com Valdívia. A tolerância aos contratados é equivalente aos valores das multas?

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– Campeonato Brasileiro e suas Peculiaridades!

O Brasileirão precisa urgentemente ser revisto no quesito “DATAS”. Vejam só que absurdo: o Cruzeiro, que por sua competência dispara na liderança, será prejudicado pela CBF devido aos amistosos da Seleção Brasileira. Não é admissível que por estar jogando bem a Raposa perca jogadores para a CBF, que ganhará dinheiro e desfalcará o clube. Os jogos do Brasil são em data FIFA, não deveriam ter jogos do Campeonato organizado pela própria CBF.

A propósito, torneio bem mal organizado! Acho justas as queixas de Oswaldo de Oliveira, treinador do Santos FC, após a derrota para o Botafogo FR no Maracanã:

É difícil fazer alguma coisa, jogamos em Porto Alegre na 5a a noite e entramos em campo nesse domingo no Rio de Janeiro, não dá para trabalhar adequadamente”.

Verdade! O time tem que retornar para casa na 6a e reembarcar no dia seguinte. Claro, a lógica é ir direto do RS para o RJ, mas como se vai treinar adequadamente? E se você perguntar para Muricy, Luxemburgo, Marcelo de Oliveira e outros técnicos, a queixa é a mesma: se joga muito no Brasil! O que tem de jogador lesionado… a solução é lógica: não treinar para descansar.

O calendário maltrata: a Sulamericana deveria ser disputada paralela à Libertadores, mas isso não ocorre. A Copa do Brasil também judia com suas datas. Fazer pré-temporada e excursões quando, se ainda existem os Regionais?

Será que, se não se abrir mão das demais competições, a solução será encurtar o Brasileirão? Mudar a fórmula para turno único, voltar o mata-mata  ou reduzir o número de clubes para 16. Algo há de ser feito!

A verdade é que o futebol nacional está chato. Treinadores pilhados (vide Mano, Felipão), arbitragem ruim (o que dizer de Paulo Henrique de Godoy Bezerra, que conseguiu desagradar a todos no Itaquerão) e pavio curto com alguns (Gareca, treinador do Palmeiras, que o diga). E vale o lembrete: pela enésima vez, nenhum paulista venceu na rodada. Está virando rotina?

No sábado, assisti ao espetacular Everton 3 x 6 Chelsea, com dois gols de Diego Costa, o centroavante hispano-brasileiro. Aí entendi porque alguns garotinhos estão usando cada vez mais as camisas de clubes estrangeiros do que os dos nacionais…

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– Substituição de Árbitro em Corinthians x Fluminense

Paulo Henrique de Godoy Bezerra, catarinense, substituirá Sandro Meira Ricci- FIFA que se lesionou para o jogão entre paulistas x cariocas à tarde.

Nesta fase de chiadeira corinthiana, por vias tortas Sandro não se desgastará (em que pese, logicamente, a tristeza pela lesão).

Mano Menezes está pilhando os atletas e a torcida contra a arbitragem. Lamentável. Mano foi absolvido da expulsão da 4a feira retrasada, mas gostaria de saber se continuará impune após os aplausos irônicos feitos à Leandro Bizzio Marinho após a trombada de Guerrero.

O treinador gaúcho sempre deu trabalho à beira do gramado. Se exalta, xinga e pressiona, mas quando vê um microfone, fala com moderação.

Em se tratando de Corinthians x Fluminense, tenho pena de Paulo Henrique…

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– Blatter e o Desafio aos Árbitros. A Idéia vinga ou não?

Joseph Blatter já declarou durante a Copa do Mundo e repetiu o discurso dias atrás: quer testar o “desafio” em jogos de futebol. Como em alguns outros esportes, o treinador ou o capitão da equipe poderia contestar o árbitro da decisão tomada em algum lance polêmico, pedindo para que ele o revesse num monitor. Claro, estudar-se-ia em quais momentos adequados e em número limitado de paralisações.

Será que a Internacional Board, que é a “dona das Regras de Futebol” aceitará a sugestão da FIFA?

E outras entidades, como a UEFA de Platini, que um dia se declarou avesso a qualquer tipo de tecnologia?

Toda a boa tecnologia que ajude ao árbitro a apitar com maior correção e que possibilite legitimar os resultados é benvinda. Gosto e defendo isso. Mas tenho uma curiosidade: como operacionalizar isso?

Muitas vezes, temos 10 câmeras nos estádios e não se consegue com perfeição a imagem ideal para marcar ou “desmarcar” um pênalti. A transmissão para o árbitro seria de uma TV FIFA? A reprodução seria no telão do estádio ou em um aparelho de TV junto ao quarto-árbitro?

Aguardemos.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para XV de Piracicaba x Paulista

Ilbert Estevam da Silva apitará o jogo do Nhô Quim contra o Galo. Jovem (tem apenas 31 anos), mas com bastante escalas na segunda e terceira divisão no currículo. Estreou recentemente na série A1 e vem sendo considerado uma aposta da Federação Paulista. Costuma correr bastante e ser disciplinador em campo.

Levando em conta que o XV de Piracicaba reclamou bastante da arbitragem na sua última partida (teve duas expulsões) e o Paulista chiou com razão pelas penalidades não marcadas em Jayme Cintra, o jogo será difícil para o juizão. Um ótimo teste para quem quer deixar de ser promessa e começar a se tornar realidade.

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– A trombada de Guerrero em Bizzio: o que fazer?

Parece que o Corinthians está realmente pilhado com a arbitragem. No jogo em que foi derrotado por 1 a 0 pelo Bragantino na Arena Pantanal, um lance inusitado e que lembrou a infelicidade de Petros golpeando as costas do árbitro Raphael Claus na Vila Belmiro. LEMBROU, não imitou!

Nesta ocasião, Guerrero vê a bola se aproximar e vai disputá-la, mesmo estando em seu caminho o árbitro Leandro Bizzio Marinho. Ao invés de desviar do juizão, o jogador vai de encontro a ele empurrando-o.

Diferente de Petros que desvia da rota para socar as costas do árbitro, ontem Guerrero mantém o seu caminho e tromba para tentar o domínio da bola. NADA DE AGRESSÃO PREMEDITADA, MAS UM TÍPICO LANCE DE FALTA, CASO BIZZIO FOSSE JOGADOR.

O que fazer?

Bizzio percebeu, viu e sentiu. Nada fez a não ser um esboço instintivo de reclamação. Friamente, ali se deve marcar TIRO LIVRE INDIRETO a favor do Bragantino no local do empurrão e advertir o jogador corinthiano COM CARTÃO AMARELO pelo que se chama no futebol de ATITUDE INCONVENIENTE.

Nada de criar polêmica sobre agressão, mas é impossível não associar: a Procuradoria do STJD indiciou Petros, alegando que independia do relato ou não do árbitro na súmula. Fará o mesmo com Guerrero?

O que chamou a atenção foram as imediatas palmas de Mano Menezes após o empurrão. Ele aplaudiu irônica e antidesportivamente o lance. Deverá ser punido?

Curioso é que Guerrero foi expulso no domingo e Mano na quarta-feira passada. Atitudes de unfairplay persistem e lamentavelmente não cessam…

Veja o lance: http://is.gd/GuerrBizzio

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– São Paulo x Santos; Palmeiras x Coritiba; Grêmio x Corinthians. E os árbitros?

Vinícius Furlan apitará o clássico SanSão no Morumbi. O que esperar dele?

Já com alguma experiência em importantes jogos, tem um clássico Santos x Palmeiras na carreira, além da quarta-de-final do Paulistão 2014 entre Santos x Ponte Preta. Corre bastante e é jovem. Costuma ter rigor em campo, e tenho na lembrança uma ótima atuação neste ano no jogo Linense x Paulista (vide a análise em: http://is.gd/P3j3el). A questão é: aguentará bem a pressão em um jogo entre dois times que querem embalar?

Veremos. É árbitro em ascensão e foi bem no jogo Sport x Atlético Paranaense na semana passada.

Mas me preocupo mesmo é no jogo Palmeiras x Coritiba, com os dois times em situação delicada. Apitará o fraco Marcos André Gomes da Penha (ES), que de memória recente apitou um trágico ABC/RN x Palmeiras pela série B (vide em: http://is.gd/Ew99th). Não gostei dessa escala!

E no Sul… para Grêmio x Corinthians apitará Heber Roberto Lopes. Quer dizer que teremos Scolari x Mano? Só não digo que o árbitro não perderá os cabelos pois ele já não os têm…

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– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Paulista x Red Bull – Copa Paulista

Neste próximo domingo teremos um importante jogo visando a liderança da Copa Paulista. Para o duelo entre o Galo x Touro, teremos a arbitragem de Maurício Antonio Fioretti, 42 anos, natural de Americana e agente de viagens.

E o que esperar dele?

Maurício é bom árbitro, muito experiente e destoa das outras escalas da Copa Paulista. Na semana passada (e na maior parte das rodadas da competição), eram árbitros novatos em teste. Talvez pela importância do jogo a FPF resolveu sortear um juiz experiente.

Com 16 anos de carreira, a maior parte na A2 e na A3 e com participações na A1, Maurício tem como característica deixar o jogo correr. Não gosta de conversa dentro de campo, sabe usar muito bem as advertências verbais e não titubeia no uso do Vermelho. É avesso a reclamações!

Seu bandeira número 1 será Orlando Massola Jr, que é bem rodado e não deverá ter problemas. Já o bandeira 2 é jovem: Renê Wagner, de apenas 25 anos e debutando em jogos de maior apelo. O 4o árbitro é experiente, Cristiano de Lazzari, sem observações a serem feitas.

Espero uma arbitragem segura para esse domingo!

Em tempo: há 1 ano e meio, Fioretti foi vítima de uma covarde agressão na partida da A3 envolvendo Marília x Independente de Limeira, por parte do zagueiro limeirense Sassá. O árbitro teve que se ausentar do gramado por algum tempo e fazer uso de cinta toráxica para se recuperar, após um golpe com a sola da chuteira no seu peito. Veja a agressão em: http://is.gd/JsHmq4. E a curiosidade: Sassá pegou a mesma pena que Petros (180 dias).

Acompanhe a transmissão de Paulista x Red Bull pela Rádio Difusora Jundiaiense AM810 Jovem Pan Sat, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Domingo, jornada esportiva a partir das 9h00!

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– Jogadores de Futebol devem aprender com Guilherme Murray

Estão cansados de ver aquele centroavante maroto se apoiando no adversário, caindo na área, cavando o pênalti e ainda assim sendo aplaudido pela malandragem?

Ou aquele atleta que sofre uma simples falta e geme como se tivesse sido atropelado por um trator só para prejudicar o outro?

Pior: o jogador que sofre um tapa involuntário e desmaia como se tivesse recebido um soco!

No país do jeitinho, da maldita Lei de Gerson, há ainda aqueles que devem ser louvados. E um garoto de 12 anos, chamado Guilherme Murray, é a prova disso.

O adolescente é esgrimista e durante o Campeonato Panamericano da sua categoria, sendo disputado no Caribe, estava num desafio pelas Oitavas de Final, com o placar estando em 9 x 9. No derradeiro lance, o árbitro deu um toque a favor do garoto brasileiro, sendo que com esse placar ele se classificaria. Eis que o menino foi ao árbitro e disse que ele estava equivocado, pois o toque foi do adversário e que o ponto não era para ele. Foi desclassificado, mas fez questão de não se beneficiar injustamente.

Parabéns ao garoto. Ele é campeão brasileiro e sulamericano. Mas acima de tudo, um desportista até a ponta da sua espada.

Aprenderam com o esgrimista-mirim, Emerson Sheik, Valdívia, Kleber Gladiador, Luís Fabiano, Edmundo, Fred…?

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– Análise da Arbitragem de Internacional 0 x 1 São Paulo. Como foi o árbitro?

Grazianni Maciel Rocha apitou Internacional/RS x São Paulo/SP. Boa ou má atuação?

Claramente, dois critérios diferentes nos dois tempos do jogo. Vamos lá:

– 1o tempo “a lá FIFA”: quaisquer tentativas de cavar faltinhas não eram marcadas e o jogo correu legal.

– 2o tempo “ a lá açougueiro”: picou o jogo, começou a marcar faltas que não marcava na etapa anterior. O que o fez mudar o critério no vestiário?

Um detalhe pós-jogo: o treinador colorado Abel reclamou que o árbitro deixou o jogo truncado. Mas D`Alessandro (seu jogador) disse que ele deixou de marcar faltas, soltou demais a partida! Vai entender…

3 LANCES IMPORTANTES:

1- 50 minutos: Denilson domina a bola com o ombro dentro da área sãopaulino. O ombro não é mão, nem braço ou antebraço. Então, se pode jogar com o ombro e acertou o árbitro, embora os gaúchos tenham reclamado muito a marcação de tiro penal.

2- 68 minutos: O atacante Pato parte para o ataque, Alex tenta roubar a bola, não consegue roubá-la no tranco. Alex e Pato ficam com braços entrelaçados (ambos esperando um puxão para desabarem). Como a falta não vem, Alex cai. Nada de tropeção, agarrão ou empurrão, mas a falta inexistente é marcada. Para quem deixou o jogo correr 45 minutos inteiros com perfeição, tal lance é patético, daqueles que se pode dizer que o “juizão amarelou”! Ao ver e rever, tenho certeza: se o lance fosse no Morumbi, Grazianni mandaria seguir a jogada (que seria a decisão correta).

3- 78 minutos: Michel Bastos cruza para Alexandre Pato, que chuta ao gol e a bola bate no braço do Juan, que se virava mas “deixando o braço”.

Você tem que avaliar somente a intenção em casos de mão. Portanto, deve-se questionar:

A) a bola bateu e pegou “sem querer na mão”, pois era lance imprevisível, veio rápida e não dava tempo para tirar o braço? Se isso aconteceu, não é pênalti e o árbitro acertou.

B) Mas as novas orientações dizem: “verificar o movimento antinatural do braço e a intenção subjetiva”. Então pergunte: “dava tempo para Juan tirar o braço mas ele faz questão de deixá-lo para que a bola bata nele?”. Se foi isso, era para ser marcado pênalti e o árbitro errou.

Confesso que num primeiro momento, pela posição da câmera, me pareceu sem intenção. Mas ao vê-lo pela segunda vez, entendo que é bem possível que o jogador tenha se “esforçado” em deixar o braço para que a bola batesse nele. De qualquer forma, lance chato para a arbitragem.

Refaço uma pergunta feita anteriormente nesse post, devido a mudança clara de critério do árbitro no segundo tempo: e se o lance de mão fosse no Morumbi? Acho que ele daria pênalti.

Para mim, tivemos um primeiro tempo de arbitragem muito bom e um segundo tempo de juizão caseiro. Nada de má intenção, mas de aceite de pressão.

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

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– Ter Ambulância é Obrigatório Mesmo?

Na partida entre Independente de Limeira 1 x 0 Paulista de Jundiaí pela Copa Paulista, no último sábado, tivemos atraso no início da partida devido a falta de ambulância. E é sobre isso que vamos discutir: se necessita de uma viatura hospitalar para um jogo com 216 torcedores como o de ontem, sendo que há médico dentro de campo para atender prontamente?

Importante lembrar: o Regulamento Geral das Competições da FPF obriga a presença de uma ambulância contendo desfibrilador em jogos amadores e profissionais regidos pela entidade. O “start” para tal cobrança foi a morte do jogador Serginho, do São Caetano, num fatídico jogo no Morumbi.

Pense: no Estádio Agostinho Prada tivemos uma ambulância para um pouco mais de 200 pessoas. No Cícero Pompeu de Toledo se precisa de uma ambulância para 300 vezes esse público (60.000).

Quem está subestimado ou supravalorizado?

Nos grandes eventos, há razão para se ter ambulâncias ou até posto médico. Mas para pequenas situações… Pela lógica, os campeonatos de várzea também deveriam ter ambulâncias.

Exagero ou não?

Já presenciei clubes que alugavam desfibriladores para que o jogo pudesse começar. Também fiquei esperando mais de 40 minutos uma ambulância voltar ao campo de jogo, pois o motorista teve que socorrer um munícipe numa vila próxima ao estádio (e quando a ambulância deixa a praça esportiva, o jogo que estava sendo disputado deve ser paralisado até o retorno da mesma).

Será que esse custo (assim como os da segurança interna ou policiamento) não deveriam ser bancados pela rica FPF?

Não sou contra ambulância em estádio. Sou contra ambulância pública ou ambulância bancada por clubes. E você?

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– Palmeiras 1 x 2 São Paulo e Cruzeiro 3 x 0 Santos: erros que quase mudam o resultado final?

O Palmeiras foi beneficiado com um pênalti inexistente ao seu favor e mesmo assim perdeu do São Paulo. Já o Santos foi prejudicado com a validação do primeiro gol em impedimento a favor do Cruzeiro e acabou derrotado com um placar mais expressivo.

Se tais erros não tivessem acontecidos, os resultados finais de vitória de São Paulo e Cruzeiro seriam outros ou não? Ou seja: o São Paulo ganharia o clássico contra o Palmeiras de maneira mais tranquila e o Cruzeiro teria mais dificuldade em bater o Santos?

Difícil responder. Mas os erros existiram e vamos pontuar as explicações dos lances:

A) Pênalti por uso indevido das mãos na bola por Edson Silva.

Erro primário do árbitro carioca Péricles Bassols Cortez. Na várzea, se resume à regra de “colocar a mão na bola” como: Bola na mão (a bola bateu sem querer na mão) ou Mão na bola (colocou a mão de propósito)?

O torcedor responderá ao assistir pela TV como “bola na mão”. Claro que dentro do campo, influenciado pelo calor da partida, com cansaço, nervosismo, pressão por decidir instantaneamente, o árbitro pode errar. Mas o árbitro tem que estar condicionado para o acerto e o lance era fácil.

Felipe Menezes chuta a bola, que bate no braço de Edson Silva. Lembre-se que a infração de usar a mão na bola só pode ser marcada por intenção do infrator (aqui, não existe a conversa de marcar por imprudência ou força excessiva, que são as outras duas das três condições para assinalar uma falta – exceto em lances de mão).

Se você ainda tiver dúvida do erro, vale ler a Regra do Jogo:

“Uma das faltas punidas com tiro livre direto é: tocar a bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua área penal).

Tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato na bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:

– O movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão, ou seja, “o jogador tenta tocá-la visivelmente?”);

– A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada – “dá tempo do braço desaparecer para que se evite o contato?”);

– A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração (é irrelevante se os braços estão colados ou não no corpo, abertos ou fechados);

– Tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração;

– Atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, caneleira etc.) constitui uma infração.”

E a partir do ano passado, há a recomendação de que exista a avaliação se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência), ou seja, um desejo de que a bola possa bater em seus braços, pulando espalhafatosamente.

Agora que o leitor já sabe de tudo isso, responda: você marcaria pênalti de Edson Silva por intencionalmente agarrar a bola?

Porém, outro erro nesse lance do tiro penal: a cobrança foi irregular, pois há invasão de área!

Se o batedor bate o pênalti e alguém do adversário se adianta (ou o goleiro sai da sua posição ou os jogadores de linha invadem a área), caso o tiro penal não tenha se convertido em gol, volta-se a cobrança. Se a bola entrar, não se volta a cobrar para não beneficiar o infrator. Entretanto, se é companheiro do batedor que invade a área, caso a bola tenha entrado, repete-se a cobrança pela invasão. Repare na imagem que há um jogador palmeirense bem adiantado, além do goleiro Rogério Ceni. E aqui, a Regra é clara: deveria se repetir a cobrança!

Como se vê, o juizão se enrolou até para manter a ordem no jogo…

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B) Primeiro Gol do Cruzeiro com Impedimento por Interferir contra um Adversário

Aos 24m, Everton Ribeiro cobra uma falta para a área santista. Marcelo Moreno raspa de cabeça e a bola vai para Ricardo Goulart, que tenta tocá-la mas não consegue. A bola acaba entrando no gol.

Ricardo Goulart está em posição de impedimento. E estar nessa posição não é infração, desde que não participe ativamente da jogada. É isso que chamamos de impedimento passivo.

Reveja o lance e avalie: um jogador estará passando de impedimento passivo para ativo (e aí sim é infração) se:

– Toca na bola, interferindo na jogada;

– Interfere contra um adversário, atrapalhando-o (não precisa nem tocar na bola);

– Tira vantagem da sua posição (espera um rebote sozinho; exceto se a bola é desviada e ele não estivesse esperando uma sobra de bola, de acordo com as novas orientações da Regra 11).

Dessa forma percebe-se que claramente Ricardo Goulart atrapalhou seu adversário, que era o goleiro Aranha. Repare que ele vai na bola, tenta chutá-la e não consegue, participando ativamente no jogo. Alguns podem argumentar que o goleiro falhou, mas deve-se perguntar: ele esperava a bola morrendo mansamente para a sua defesa após o cabeceio de Moreno ou aguardava um chute de Goulart?

Errou o árbitro gaúcho Leandro Pedro Vuaden e seu assistente por entenderem que o lance foi de impedimento passivo.

O mais curioso é que um grande amigo santista sempre reclamou de que o então árbitro Paulo César de Oliveira dava azar em jogos do Peixe (e o bom PC não conseguia ter química com o Santos mesmo, coisas do futebol). Ao ver quem era o comentarista da TV Globo no jogo… PC! E o pior é que ele errou no comentário, pois validou o gol!

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E você, o que achou da rodada do Brasileirão neste final de semana? Deixe seu comentário:

– Chororô dos que sempre reclamam!

O Corinthians empatou no Itaquerão com o Bahia pelo Campeonato Brasileiro. Não vale dizer que o Timão ganhou 1 ponto com o resultado, mas sim que deixou de ganhar 2, já que o Tricolor Baiano é candidato ao rebaixamento.

No pós-jogo, novamente vimos reclamações contra a arbitragem por parte de Mano Menezes. Ao invés de dizer que Kiesa estava atento e passou pelos seus dois zagueiros que bobearam na marcação, fazendo o gol, preferiu dizer que a arbitragem foi culpada pois o gol foi “levemente impedido”!

Aliás, tal fala soa parecido como “ligeiramente grávida”. Assim como não existe mulher “mais ou menos grávida”, não existe impedimento leve ou pesado.

Custa crer que treinadores como Mano, Luxemburgo ou Scolari dirão um dia: “escalei mal, treinei errado, me equivoquei numa substituição”. A linha de justificativa para maus resultados será sempre essa: culpar a arbitragem!

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– Aconselhamentos e Improbabilidades do Futebol

Há certos fatos no futebol que sinceramente gostaria de saber quem aconselhou os envolvidos. Vamos a eles?

  • Era improvável que o Bragantino eliminasse o São Paulo no Morumbi com vitória. Mas quem aconselhou Muricy a poupar Kaká se ele só ficará 4 meses no time?
  • Era improvável que Sandro Meira Ricci apitasse qualquer faltinha ou esbarrão na final da Libertadores entre San Lorenzo x Nacional. Mas quem o aconselhou a “picar os jogos” nas partidas do Brasileirão?
  • Era improvável que o Palmeiras fosse um chamariz para jogadores internacionais. Mas quem aconselhou o time a ter 8 estrangeiros de nível técnico duvidoso no elenco?
  • Era improvável que o Barcelona procurasse jogadores brasileiros na atual fase. Mas quem aconselhou o clube catalão a oferecer € 18 milhões pelo lateral Douglas do SPFC?
  • Era improvável a construção de um estádio de alto luxo em Itaquera. Mas quem aconselhou o Corinthians a construir uma Arena com banheiros de mármore com custo elevado de manutenção?
  • Era improvável bom comportamento de torcidas organizadas adversárias em clássicos. Mas quem aconselhou a não usar o critério de torcida única?
  • Era improvável que Raphael Claus fizesse um adendo à súmula de Santos 0 x 1 Corinthians. Mas quem aconselhou que ele acrescentasse uma revisão da sua decisão pós-jogo?
  • Era improvável que Internacional, São Paulo e Fluminense fossem eliminados por times de divisões inferiores. Mas quem os aconselhou de que eram tão melhores que os adversários?
  • Era improvável que Tite não fosse o treinador da Seleção Brasileira. Mas quem aconselhou a CBF a escolher Dunga?
  • Era improvável que os times não optassem por ir à Libertadores via Copa do Brasil ou Brasileirão. Mas quem os aconselhou de que a Sulamericana com Boca Juniors, River Plate e tantos clubes de rincões escondidos na América do Sul era o caminho mais fácil?
  • Era improvável que os clubes brasileiros fossem tão inferiores a seus adversários na Libertadores da América. Mas quem os aconselhou a acreditarem que estavam jogando em alto nível?
  • Era improvável que dirigentes contratassem jogadores de fora do país a salários altíssimos. Mas quem os aconselhou de que se endividar era uma saída melhor do que sanar as contas?
  • Era improvável que o futebol brasileiro, seja de clubes ou de seleções masculina/feminina chegasse tão ao fundo do poço. Mas quem o aconselhou que este era o caminho correto?

Ao tentar responder a esta última questão, talvez consiga a resposta de todas as outras: os dirigentes!

Sim, os conselheiros dessas ações no esporte são os cartolas da CBF, das Federações, dos Clubes, da Arbitragem e de tantos outros meios que estão matando um dos maiores patrimônios da cultura brasileira e que nos dava orgulho: o futebol!

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– Adendos à Súmulas de Futebol: Sobre Raphael Claus e o corinthiano Petros (os Tipos de Anotações e Correções)

Já falamos sobre a dificuldade de apitar futebol e a análise da arbitragem do clássico de domingo entre Santos 0 x 1 Corinthians, em especial o lance polêmico envolvendo o jogador do Corinthians Petros e um suposto tapa no árbitro Raphael Claus (Vide post no Blog do Diário de São Paulo/ Rede Bom Dia, em: http://is.gd/BDsanXcor).

Entretanto, parece que o jogo não acabou. Paulo Schmidt prometeu indiciar Petros por agressão ao árbitro, mesmo não constando na súmula. E aí?

Ok, pode-se (e deve-se) punir situações de unfair-play que fujam do campo de visão do árbitro (portanto, que não estejam relatadas) com o uso de imagens de TV. Mas agora há um fato novo: o árbitro fez um adendo à súmula!

Escreveu o juizão:

Senti uma trombada do número 40, Petros, do Corinthians, nas minhas costas. Nesse momento eu e toda equipe de arbitragem interpretamos o lance como um choque natural. Entretanto esta minha opinião foi alterada após ver a partida no dia seguinte, pela TV, como faço de costume. Quando percebi claramente que atleta de número 40 da equipe do Corinthians corre em minha direção e atinge minhas costas com o braço esquerdo de maneira intencional”.

E isso muda muita coisa. Um adendo à súmula é um acréscimo aos relatos do árbitro na documentação da partida. É um documento oficial do jogo, e, em certo ponto, raro de se produzir. Afinal, quantos adendos você já leu?

Basicamente, costuma-se ter 3 tipos de adendos:

  1. Para punir um jogador: quando o árbitro julga em campo que em um determinado lance foi jogada normal e não pune um atleta (ou não vê a jogada de um ângulo favorável). Se ele mudar de opinião (por ele próprio ver em uma TV ou na conversa em que ele consulta um árbitro assistente pós-confecção dos documentos do jogo), terá 24h do encerramento da partida para acrescentar essa informação extra na súmula através de um adendo. Um exemplo prático: se o árbitro mexicano de Uruguai x Itália na Copa do Mundo quisesse expulsar Suarez por morder Chielinni “depois do jogo” ao ver o lance pela TV, era só fazer um adendo.
  2. Para absolver um jogador: imagine que um jogador foi expulso injustamente e o árbitro se arrependeu. É só fazer um adendo relatando que reviu o lance e o cartão poderá ser fatalmente anulado. Imagine ainda uma briga generalizada em campo, e um determinado jogador que nem estava na confusão é expulso. Se depois da partida o árbitro verificar pela TV que houve a gafe, fará um adendo à súmula confirmando que confundiu o atleta e certamente o prejudicado será absolvido.
  3. Para anular uma partida por lance decidido equivocadamente: situação hipotética e improvável: jogam EC Vila Xurupita x Bandeirante FC. O atacante do Bandeirante está no ataque, dentro da área, e um reserva do Xurupita que está se aquecendo na linha de fundo entra em campo e comete uma falta no adversário. O árbitro o expulsa e marca pênalti, convertido pelo time. Placar final: Xurupita 0 x 1 Bandeirante. Ao chegar em casa, o juizão pega seu livro de regras e… verifica que a decisão correta era dar cartão amarelo ao jogador que entrou no campo sem sua autorização e marcar tiro livre indireto dentro da área (falta de 2 lances). Como ele errou por desconhecimento da regra, fará um adendo à súmula assumindo seu mea culpa e o jogo será anulado por “Erro de Direito”, ou seja, descumprimento da Regra!

Claro que um adendo à súmula não é uma situação do dia-a-dia do futebol, e quando o juizão toma uma decisão como essa, é porque está certo do que aconteceu em campo após não ter observado naquele instante.

Trocando em miúdos: Raphael Claus escreveu em outras palavras que “por estar de costas, não observou o lance e pensou ser um esbarrão; mas ao rever, ficou convicto de que foi agredido e que deveria expulsar Petros”.

Tenho uma imensa curiosidade: como adendos não surgem do nada, teria Claus tomado toda a iniciativa por conta própria ou, talvez, impelido pela sugestão da Comissão de Arbitragem ou outrem?

Calma: não comparei com o caso Alfredo Loebeling e Armando Marques (que vitimou a carreira do árbitro) no episódio Figueirense x Caxias. Foi apenas uma simples lembrança!

Pra mim, Petros deverá ser punido.

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– E o Futuro de Valdívia?

Como a negociação com o Oriente Médio melou, Valdívia está treinando no Palmeiras. E já que a situação do Verdão está crítica, fica a dúvida: o chileno voltará ao time ou ficará trabahando em separado do grupo?

Teria ele clima para voltar a jogar como titular?

Não queria ser o Gareca nessa hora…

O detalhe: na coletiva que deu após seu retorno, declarou que o pai do sheik que o contratou disse que o dinheiro da transação seria para construir escolas e hospitais, por isso que ele não seria pago.

Sábio Papai…

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– Santos 0 x 1 Corinthians é a prova do quão difícil é apitar futebol!

Neste domingo, na Vila Belmiro, dois jogos diferentes em 90 minutos:

– 1 partida de 45 minutos encerrada com 0 x 0, marcada por 7 Cartões (6 Amarelos e 1 Vermelho) e com apenas 38% do tempo de bola rolando (portanto, de futebol de verdade só 17 minutos e outros 28m de enrolação, catimba e reclamações).

– 1 partida de 45 minutos encerrada no 0 x 1 com postura completamente diferente dos jogadores.

Vamos falar da arbitragem?

No segundo tempo, Raphael Claus não teve trabalho. Mas na primeira etapa… o jogo foi difícil pelos jogadores estarem pilhados, nervosos e reclamando de qualquer dividida. Quer um exemplo?

Aos 29 minutos de jogo, Robinho tenta sair da marcação de Guilherme Andrade e acaba sofrendo a falta. Infração comum, mas com aquele “totózinho a mais” do jogador corinthiano. Não é para cartão, mas sim para advertência verbal do árbitro. Porém, Robinho dá aquela olhada de quem não gostou, reclama e… uma avalanche de atletas iniciando um bate-boca. Pra quê?

Claus sabia que não poderia errar e foi bem. Mas num lance do lado cego dele (e de visão aberta para o bandeira no. 1), houve uma falha técnica: Gil faz falta em Cicinho, que persiste na jogada e leva um tapa por trás. O árbitro não marcou. Mas eis que só depois do lance vem o Amarelo. Aqui, mais uma prova de má conduta: Cicinho cai colocando a mão no peito como se tivesse levado um soco. Aí não dá…

Um detalhe didático: aos 45’, Alison foi expulso por receber corretamente o segundo cartão amarelo em falta no corinthiano Elias (e ao sair do gramado, de novo vimos jogador abandonando o campo chorando; tá virando mania…). O jogo ficou muito tempo parado, e quando era para recomeçar a cobrança de falta, o juizão encerrou o 1o tempo. E pode?

Entenda: o árbitro pode encerrar o jogo a qualquer momento depois do tempo regulamentar, exceto quando se marca um pênalti. Nos demais (falta, escanteio, tiro de meta), não precisa esperar a cobrança. O problema é que o jogo ficou parado durante todo o acréscimo, que na prática, não existiu. Portanto, o juiz deveria dar o acréscimo sobre o acréscimo.

Duas observações importantíssimas sobre péssimo exemplo de atleta/ treinador:

1a) Petros tocou para Jadson e a bola bateu no árbitro, que se atrapalhou e trombou com o jogador. Para essa sobra de bola, Petros foi disputá-la, deu um “tranco no árbitro” mas aproveitou e deliberadamente deu um tapa nas costas de Raphael Claus. Usou o braço para atingir mesmo! Nitidamente quis tirar uma “casquinha” e acertar o juizão.

2a) Mano Menezes reclamou demais durante o jogo e se flagrou Seneme (ex-árbitro e agora representante da Conmebol, trabalhando como observador no jogo) pedindo calma e conversando com o treinador. Mas isso não é responsabilidade dele, e sim do 4o árbitro!

Quando acabou o primeiro tempo, Mano foi o primeiro a entrar no campo e reclamar. Ao voltar do intervalo, declarou à Rede Globo:

Os jogadores precisam ter calma e respeitar o árbitro, é difícil apitar”.

Ué, ele reclamou de tudo o que ele próprio fez!

Terminada a partida, outra má conduta: Mano (à vista da câmera) se vira para trás e diz clara e repetidamente aos torcedores santistas:

Pode cuspir, pode cuspir”.

Cadê o controle emocional, professor? Na Vila Belmiro, o time adversário historicamente sofria com cusparadas daquele setor da torcida. Depois fizeram reformas para resolver o problema. Mas se eles persistem, deve-se punir o Santos (pela má conduta) e Mano Menezes (por incitar a violência).

Eu não gostei do jogo. E você?

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1 x 0 Rio Branco. Como foi o árbitro?

Não gostei da atuação do árbitro Alysson Matias nessa tarde. E por quê?

Apesar de ter bom porte físico, teve dificuldade em controlar o jogo verbalmente, abusando da falta de critério nos cartões. Por exemplo: o Paulista cometeu 14 faltas e levou 4 Amarelos. O Rio Branco cometeu 21 faltas e levou apenas 2.

Tecnicamente, inverteu muitas infrações, irritando ambas equipes em determinado momento do jogo. Em especial, aos 8m, quando Neto (PFC) sofreu uma falta, caiu, e Lucas Vieira (RBR) chutou a bola nele caído. Neto se levantou e o empurrou, ambos recebem amarelo e o juizão deu falta para o… Rio Branco!

O que mais pesou foi o fato de que, a cada dividida, o jogo era parado. Falhou em coibir o rodízio de faltas, além de não perceber que Keitá (RBR) bateu 4 vezes em Mamadeira (PFC) e só na última infração levou Amarelo.

Aos 31 minutos, o bandeira Marcelo Zamiam acertadamente marcou uma falta e sinalizou para o árbitro que era para cartão amarelo. Alysson não entendeu assim e a advertência ficou esquecida.

O ponto forte foi a aplicação das 4 certeiras vantagens (2 para cada equipe). Fez a correta leitura do jogo nesse quesito, em lances de posse de bola e vantagem efetiva.

No segundo tempo, nada de especial, apenas uma expulsão do Preparador Físico do Rio Branco, que pode ser contestada. Explico: Tutinha recebeu em impedimento uma bola no ataque, que quase resultou no segundo gol do Paulista. O bandeira João Guilherme não marcou e a equipe inteira do Rio Branco reclamou. Estava na cara que sobraria para alguém ir para o chuveiro…

Destaque para o ótimo trabalho do treinador Beto Cavalcante. Nos 3 últimos jogos, obteve vitória com 3 gols de jogadores que ele colocou no segundo tempo, além de não ter sofrido nenhum gol.

E você, gostou do jogo? Deixe seu comentário:

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