– Análise da Arbitragem de Paulista 2×0 Guaratinguetá

Apenas 575 torcedores testemunharam a 1a vitória do Paulista FC na série A2 (sendo a Renda Bruta de R$ 8.190,00+ e a Renda Líquida de R$ 7.160,00-).

E como foi o árbitro Leomar Oliveira Nunes?

No primeiro tempo, bom. No segundo, razoável/ruim. Confesso que esperava um pouco mais do árbitro.

No 1o tempo, o jogo estava fácil e ele foi muito bem. Afinal, ocorreram poucas faltas e os atletas estavam se comportando adequadamente. No 2o tempo, ao perceberem certa acomodação do árbitro poupando cartões, aumentaram a virilidade das faltas e o Leomar contemporizou algumas punições.

1- FISICAMENTE, ótimo, nada a criticar pois esteve sempre em cima das jogadas.

2- DISCIPLINARMENTE, regular. Aos 50m, Tiago Santos (GUA, camisa 15) faz falta normal de jogo em Sandro Silva (PAU, camisa 5) e recebe cartão amarelo injustamente. Mas se ele excedeu de rigor nesse lance, 2 minutos depois o mesmo Tiago faz falta (mais forte) em Fábio Gomes e aí o árbitro preferiu advertir verbalmente. Aos 65m, Rômulo (PAU) dá entrada fortíssima em Augusto Silva (GUA) e o árbitro marca falta sem nenhum cartão aplicado. Aos 80m, Barão (GUA) abandona a bola e vai no corpo de Brendon (PAU), e nada de dar cartão que era OBRIGATÓRIO naquele lance.

3- TECNICAMENTE, razoável. O árbitro abusou da aplicação de vantagens, algumas acertadas e outras erradas. Em particular, por duas vezes Mamadeira (PAU) sofre a falta de Dinda (GUA) e ele manda seguir sinalizando a vantagem. Porém, Mamaderia perde a bola na sequência. Ora, vantagem nem sempre é posse de bola! Não é porque a bola está nos pés do jogador que a falta não deva ser marcada.

Enfim, nesta 5a partida do Paulista (sendo a 1a vitória), pela 1a vez o Paulista fez mais faltas que seu adversário: 23 x 13, sendo que Sandro Silva fez 7, Fábio Gomes 3 e Leandro Vicentim 3.

Será que o fato do time ser “mais pegador” ajudou na vitória?
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– Árbitro Brasileiro no Majestoso Internacional é bom?

Ricardo Marques Ribeiro/MG apitará o clássico Corinthians x São Paulo pela 1a rodada da fase de grupos da Libertadores da América (Cleriston Barreto/SE e Guilherme Dias Camilo/MG serão seus bandeiras).

Bom ou ruim?

Ao menos, menor polêmica do que o imbróglio que envolveu a escala de árbitros para Atlético Mineiro x São Paulo em 2013 (Vide em http://is.gd/Jddz0Z a confusão criada por Alexandre Kalil).

A vantagem de um árbitro nacional, para alguns, é de que o juiz já conhece os times; sabe das virtudes e dos defeitos, prevenindo-se de simulações ou lances corriqueiros de punição. Claro, os jogadores também já conhecem o árbitro, e isso seria uma desvantagem, pois se aproveitariam de seus pontos fracos.

Já um árbitro estrangeiro, em tese, seria menos preocupado em “mediar” o jogo: apitaria sem o medo de veto ou de reclamações, pois viria ao país, faria sua arbitragem e iria embora no primeiro vôo. A desvantagem seria não “entender bem” o estilo de jogo das equipes em seu próprio país.

Com a globalização e os interesses políticos, isso mudou bastante: um árbitro argentino conhece a contento as equipes de ponta brasileiras e pode estudar seus vídeos na Internet. Porém, a pressão também aumenta: ou não nos recordamos da atuação de Carlos Amarilla no fatídico Corinthians x Boca? Sobre os lances estranhos e errados daquele jogo que eliminou a equipe brasileira, em: http://is.gd/CLP3he .

Enfim: se Ricardo Marques apita o jogo de ida, a lógica seria que o jogo de volta fosse apitado por Sandro Meira Ricci; afinal, são os dois árbitros brasileiros extra-oficialmente na briga para se tornarem os representantes do Brasil na Copa da Rússia em 2018.

Não acredito que para São Paulo x Corinthians no Morumbi tenhamos arbitragem paulista, já que Raphael Claus e Luiz Flávio de Oliveira debutam na FIFA há pouco tempo.
Sobre a arbitragem, penso que Ricardo Marques apitará “a la brasileira”: segurará o jogo, não se preocupando em deixar a partida correr.

É importante lembrar: Ricardo Marques Ribeiro surgiu sem méritos no quadro da FIFA, com atuações ruins não fazendo jus ao escudo. Aos poucos foi melhorando sua qualidade de arbitragem, mas ainda comete erros infantis. Já Sandro Meira Ricci, na sua melhor fase ainda como árbitro aspirante, não levou o escudo FIFA. Quando conseguiu a honraria, fez atuações medianas, caiu de produção mas foi muito bem no Mundial-14, com ótimas atuações. Pós-Copa, um desastre! O ano de 2015 é para ele recomeçar.

E você, gostou da escala? Deixe seu comentário:
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– Análise Pré Jogo para a Arbitragem de Paulista x Guaratinguetá

Leomar Oliveira Neves, contador, 35 anos, apitará Paulista x Guaratinguetá.

Gostei da escala.

Um nome coerente à divisão e quem vem galgando seu espaço. Exatamente o inverso do histórico do árbitro do último jogo: Leomar vem trabalhando há muito tempo na FPF, subindo degrau por degrau, se solidificando em cada divisão e só aí sendo escalado em jogos mais importantes (Douglas Marques da Flores, juizão da última partida, havia pulado etapas conforme observamos e a falta de experiência atrapalhou a sua arbitragem no jogo contra o Santo André).

O árbitro deste próximo sábado é bem discreto em campo, apita firme mas não é autoritário. Jovem, tem sabido se impor quando necessário e não gosta muito de conversar. Não desperdiça cartões amarelo em seus jogos, é muito preciso disciplinarmente.

Renato de Oliveira Cardoso, 31 anos, motorista profissional será o assistente 1. João Guilherme Lopes, 36 anos, professor de Educação Física, será o assistente 2. Ambos ainda tem muito poucos jogos na A2 em suas carreiras.

Alysson Matias, 39 anos (14 como árbitro) e que já esteve aqui no Jayme Cintra como árbitro principal (numa infeliz atuação) em Paulista x Rio Branco na Copa Paulista será o 4o árbitro.

Boa sorte ao quarteto de arbitragem.

Acompanhe o jogo ao vivo pela Difusora JP Sat AM810, com o time forte do esporte sob o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, reportagens de Luís Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 0 x 2 Santo André

Não gostei da arbitragem de Douglas Marques das Flores.

Pareceu-me muito verde”, “cru”, carente de experiência. Me impressionou a rápida ascensão na carreira (já tendo apitado Corinthians 3×0 Marília pela A1, mesmo com 2 únicos jogos de A2 na carreira).

Faltou vibração ao juizão, deveria estar mais ligado no jogo, embora, sejamos justos, não teve influência alguma no resultado.

TECNICAMENTE, bobeou em alguns lances (e o jogo foi facílimo para se apitar): aos 18m, Jonas (STO) obstrui claramente Emerson (PAU) e ele manda o jogo seguir. Depois teve que colocar a bola para fora a fim de atender o jogador caído… Aos 20m, Erick Mamadeira (PAU) sofre falta e ele inverte. Inverteu um tiro de meta ao Santo André transformando-o em escanteio ao Paulista aos 25m. Sem contar o excesso de detalhes: faltas cobradas sem permissão milimétrica de posicionamento, tampouco permitiu cobranças rápidas de faltas.

DISCIPLINARMENTE, acertou nos 3 cartões amarelos da partida, mas faltou mostrar aos 57m a Jackson (STO) por retardar a cobrança de uma falta segurando a bola no chão.

Os bandeiras trabalharam bastante, mas me chamou a atenção o gol anulado aos 75 m em favor do Santo André por impedimento. Para mim, gol legal.

Em 2014, tivemos boas arbitragens no Jayme Cintra, e a medida que o time caia de rendimento, árbitros não tão gabaritados eram sorteados. Nesse 2015, parece existir um “pouco caso” na qualidade do sorteio…

Em suma: o árbitro precisa ganhar mais experiência para atuar na série A2.
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– Retardar o jogo será realmente punido no Paulistão?

Questionado pelo portal UOL sobre as expulsões de Cássio (Corinthians) e Cicinho (Santos) por cera, disse o Coronel Marinho, presidente da Comissão de Árbitros da Federação Paulista de Futebol:

Nós pedimos aos árbitros que cumpram as regras, algo que não vinha sendo feito em todas as oportunidades. Pedimos que eles fossem mais incisivos em algumas marcações, e os clubes foram avisados sobre isso em reunião realizada na federação.

Ok. Os árbitros cumpriram a regra. Os jogadores, acostumados à tolerância, estranharam. E aqui algumas questões:

  1. – Rodrigo Guarizzo e Raphael Claus (árbitros de Santos x Red Bull e Palmeiras x Corinthians, respectivamente) foram rigorosos e, por tabela, corretos. Por que nas outras 27 partidas do Campeonato Paulista os demais árbitros não usaram do mesmo rigor? Você assistirá as demais partidas realizadas e verá situações de perda de tempo semelhantes.
  2. – Na Europa, a demora é “quase a mesma”. Lá os árbitros estão “mais esquecidos” em fazer o jogo correr ou os jogadores, quando demoram,  fazem não por má intenção?
  3. – Veremos no restante do Campeonato Paulista outras situações como as do último final de semana?
  4. – As 20 equipes da A1 realmente foram avisadas?

Recordo-me que para coibir a cera que o goleiro fazia ao dominar uma bola com as mãos e a repor em jogo, criou-se a “regra dos 6 segundos”. Funcionou! Já imaginaram se o atleta que fosse cobrar o arremesso lateral, ao ter a bola em sua posse, tivesse 6 segundos para devolvê-la ao campo? Ou o goleiro que após colocasse a bola na marca da pequena área para um tiro de meta o mesmo tempo?

Lembre-se: a punição nesses casos de retardamento do jogo (cera) é aplicação da advertência por cartão amarelo, nunca por reversão.
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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Santo André, Rodada 4, série A2.

Douglas Marques das Flores, somente 29 anos de idade e 9 de carreira, natural de Rancharia e funcionário público, apitará o duelo entre os Campeões da Copa do Brasil da década passada na série A2 – Paulista de Jundiaí x Santo André.

Sinceramente, penso que ele ainda é um ilustre desconhecido no meio da arbitragem. É uma aposta da Comissão de Árbitros, que o está bancando para ser uma revelação (assim como foi o árbitro Paulo Sérgio dos Santos, de Independente x Paulista).

Estreou na A3 em 2013 (2 jogos), na A2 somente em 2014 (4 jogos) e na A1 em 2015, logo em um jogo importante: Corinthians 3 x 0 Marília. Sua atuação foi regular, deixando de dar algumas faltas e marcando outras que não foi. Mas o destaque dessa partida foi seu relato na súmula: reclamou do Itaquerão pois o ar condicionado do vestiário não funcionava.

Renata Ruel, 36 anos de idade e 10 de carreira será a assistente 1. Patrick Barduil, 26 anos de idade e 6 anos de carreira será o assistente 2 e estreará na série A2 em Jundiaí. José Cláudio Ribeiro será o 4o árbitro.

Tenho curiosidade de ver como atuará o árbitro em um jogo mais pegado do que apitou na A1 e de rivalidade histórica entre os times tradicionais do estado de São Paulo. Se não foi exigido no jogo do Coringão, certamente no Jayme Cintra será.

Boa sorte ao quarteto de arbitragem.

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– Palmeiras 0 x 1 Corinthians: Claus, o árbitro cumpridor!

Quando apareceu com maior destaque em uma ótima arbitragem numa semifinal do Paulistão (São Paulo x Santos), Raphael Claus passou a ser o “bola da vez” para a Comissão de Arbitragem. Com as saídas de Sálvio Spinola, Wilson Seneme e Paulo César de Oliveira do quadro da FIFA, Claus atropelou Guilherme Ceretta de Lima na luta pelo escudo e conquistou o ápice.

Em seu 1o jogo como FIFA neste domingo, justamente num importante Derby, mostrou que não quis administrar o jogo: deu cartão amarelo aos 52 minutos de jogo ao goleiro Cássio por fazer cera e novamente ao mesmo jogador aos 57m, também por cera. Conclusão: expulsão correta! Claro que Cássio vai reclamar que foi buscar a bola atrás do gol pois não a tinha visto e dirá outras desculpas, mas a verdade é que essa manha é velha.

Raphael Claus merece os aplausos não quis fazer vista grossa e “administrar o jogo”. É claro que surgirá a pergunta: e se fosse em Itaquera, faria a mesma coisa?

Fica a resposta no ar, que eu acho difícil responder.

Claus é um caso incrível: em alguns jogos de médio porte ou sem importância, se dispersa. Mas em clássicos e jogos decisivos, se agiganta!

Parabéns por cumprir a Regra.
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– E o Tira Teima da Globo errou de novo?

Está virando moda?

Novamente a Globo mostra um tira teima errando a linha do impedimento. Em Outubro de 2013, a vítima foi Aloísio “Boi Bandido” em um jogo entre Internacional x São Paulo, onde a animação da emissora colocou a linha sobre o corpo do jogador (e não sobre a parte mais avançada que lhe tirava a condição de impedimento).

Neste domingo, na Allianz Arena, para mostrar um “offside” de Guerrero, colocou a linha imaginária torta sobre a linha da grande área.

A imagem diz tudo, veja e conclua: o estádio está com marcação errada ou a Globo pisou na bola no tira-teima?
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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Água Santa x Paulista

Para Água Santa x Paulista (Rodada 3) apitará Flávio Rodrigues Guerra, 35 anos, penapolense, professor de Educação Física, de muita experiência em clássicos na série A1 (e que apitou na última quarta-feira São Paulo 4 x 2 Capivariano no Pacaembu).

Gostei da escala. Árbitro conhecido e de bom porte físico. Não costuma se acovardar em marcações de pênaltis (sempre seus jogos costumam ter penalidades, característica que o marcou em um São Paulo 0 x 3 Palmeiras no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto).

Ao mesmo tempo que é rigoroso dentro da grande área, costuma deixar o jogo correr no meio campo. Faltinha de tranco mais forte? Sem chance dele marcar! E pelo fato do jogo ser na Rua Javari…

O bandeira 1 será o eletricista Marlon Spínola, que há tempos se destaca na A3 e na A2, buscando o seu “acesso à A1” (que deve ocorrer em breve). O bandeira 2 será o vigilante Leandro Almeida dos Santos, que vem batalhando na carreira. O quarto árbitro será Antonio Ferreira Oliveira da Silva, prof de Educação Física.

Se eu pudesse dar um conselho, ele seria: que o time jogue de pé, esteja encorpado pois o árbitro (que é bom) gosta de jogo corrido!
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– Explicando os 2 lances polêmicos de Corinthians 4 x 0 Once Caldas

Jogo típico de Libertadores da América na Arena de Itaquera. E foram dois lances polêmicos: a anulação do gol do Once Caldas e a expulsão de Paolo Guerrero. Vamos a eles?

1- GOL CONTRA DE RALF

A grosso modo, falar que um gol contra foi anulado por impedimento parece heresia. Mas não é bem assim. Entenda:

Na cobrança de uma falta, havia dois jogadores do Once Caldas em posição de impedimento e um terceiro atleta partindo de trás, em boa posição. A bola vai em direção ao primeiro atleta (o atacante Penco), e é interceptada por Ralf antes que o colombiano tocasse na bola, que marca um gol contra.

O gol deveria ser anulado ou não?

– SIM, DEVERIA E FOI ANULADO BEM. Ralf só tenta interceptar a bola pois seu adversário fatalmente iria dominá-la, e o atleta não tem condições de saber se ele está em impedimento ou não. Pelo fato do jogador do Once Caldas participar do lance interferindo contra um adversário (o motivo da participação do corinthiano na jogada foi evitar o domínio iminente dele), lance bem anulado.

Porém, se Ralf estivesse longe dos colombianos, distante do jogador que estava em posição de impedimento e a interceptasse sem ter o propósito de evitar o domínio adversário (imagine que estivesse entre o local da falta e de Penco) e desejasse colocá-la para fora simplesmente para evitar que chegasse à grande área, o gol deveria ser válido pois os adversários estariam em impedimento passivo. E aqui outro detalhe da regra: se nessa hipotética situação a bola batesse na trave e sobrasse para Penco, ele passaria de passivo para ativo por “ganhar vantagem de sua posição” e o gol já não seria mais válido (diferente do que aconteceu, pois o impedimento marcado foi por “interferir contra um adversário”).

2- CARTÃO VERMELHO PARA PAOLO GUERRERO

Patricio Loustau expulsou Guerrero aos 26 minutos do 1o tempo. Para mim, decisão difícil, certeira e corajosa. Camillo Pérez disputou uma bola com Guerrero de maneira viril, forte, típica de Libertadores. O colombiano estava “fungando em seu cangote” e a reação de Guerrero é desproporcional durante o revide. É nítido que ele tenta dar um tapa no rosto do adversário e o acerta. Aqui, é irrelevante se o colombiano fingiu ter sido nocauteado ou não, já que a regra diz que se deve expulsar um atleta por “agredir ou tentar agredir” um adversário. O tapa desferido por Guerrero foi intencional, embora pareça não ter sido tão forte. O azar do atacante peruano é que o árbitro estava muito bem colocado no lance e interpretou com retidão (e insisto: com coragem). Penso que se fosse um árbitro mais fraco expulsaria os dois atletas a fim de fazer a maldita “média”. Ou, se quisesse administrar o jogo, daria dois cartões amarelos. Para mim, correta expulsão por agressão, errou o corinthiano ao perder a cabeça.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1 x 2 Guarani

E infelizmente o Paulista de Jundiaí conheceu sua segunda derrota na A2 em 2015. No jogo desta 4a feira a noite, uma arbitragem fraca que não interferiu no placar, mas que irritou por erros que não podem ser aceitos por alguém que um dia já esteve na série A1 e que tenta voltar à divisão.

Erros técnicos e disciplinares foram vistos logo no começo da partida. Vamos a eles:

Logo aos 4 minutos, na lateral esquerda do Paulista, o atleta de Jundiaí sofreu uma forte entrada de Bruno Pacheco (7 faltas no jogo) e o árbitro Márcio Roberto Soares não a marcou, tendo que parar o jogo depois para atendimento médico e reiniciar com… bola ao chão! Pensei que ele não tinha marcado a falta visando uma vantagem, mas não foi isso. Errou, era para marcar falta sem vacilar.

Aos 13 minutos, após cobrança rápida de escanteio, Erick Mamadeira tenta levantar a bola na área e Bruno Pacheco a intercepta com a mão pouco antes da entrada da grande área. Falta bem marcada, mas não aplicou o necessário cartão amarelo. É inevitável a punição com advertência para quem impede um cruzamento próximo da área penal de forma intencional com a mão. Errou de novo.

Já aos 41 minutos, Bruno Pacheco dá um carrinho limpo na bola, em disputa com Rômulo. Mas o árbitro se equivoca e marca falta, e ainda pune o bugrino com cartão Amarelo. Errou de novo.

No primeiro tempo, tivemos duas paralisações demoradas para o atendimento ao goleiro do Guarani, mas só 2 minutos de acréscimo. Ora, só o 1o atendimento levou tal tempo.

Com 55 minutos, Tiago Carpini acabava de entrar e seu 1o lance foi uma falta dura em Erick Mamadeira. Não deu o cartão amarelo nesse lance, mas deu em outro posteriormente, repetindo a mesma entrada de Carpini em Mamadeira. Se tivesse dado no 1o lance… Carpini seria expulso no 2o! Ou, em outra hipótese, não faria a falta.

Aos 80 minutos, um lance bisonho: o jogador do Paulista foi cobrar o arremesso lateral, o árbitro indicou o local da cobrança e a bola foi recolocada um pouco a frente. A orientação é de que se tolere aproximadamente 2 metros para frente ou para trás, e foi dentro desse limite. Mas o árbitro marcou reversão… Ué, foram inúmeros outros laterais cobrados com muito maior distância e nenhum outro revertido?

Quase no apito final: Sandro Silva aos 90 minutos deu uma entrada fortíssima em Paulo Roberto, que poderia render o cartão vermelho. Nem falta foi marcada, o time do Guarani reclamou muito; imediata e sabiamente o treinador Roberval Davino substituiu o jogador, evitando que ele sofresse um revide.

Alguns acertos:

1- Quando os atletas perceberam certo vacilo do árbitro em marcações, tentaram simular faltas não marcadas. Foi bem o juizão em não cair nesse engodo.

2 – Acertou na não marcação do impedimento num bate-rebate fora da área onde Leandro Vicentim cabeceou para trás e armou o ataque para Watson. Como a bola foi recuada da defesa para o atacante adversário, não existe impedimento. Ali, houve correção do bandeira Sérgio Cardoso dos Santos em deixar seguir a jogada e o zagueiro do Paulista acabou levando Cartão Amarelo por reclamação.

No fiel da balança, os erros foram muito mais numerosos que os acertos. E uma curiosidade que pode dizer muito: no jogo contra o Independente (domingo), o Paulista cometeu 9 faltas e sofreu 29. Contra o Guarani (ontem), cometeu 9 (de novo) e sofreu 27. Para mim, isso mostra que os adversários estão cometendo faltas táticas em excesso (aquelas que matam o jogo e não deixam a partida fluir), além de que o Paulista está no ritmo do total fair play.

Por fim: é impossível não observar o detalhe da arbitragem do 1o gol do Guarani: – Rafael Caldeira, zagueiro campineiro de grande estatura que estava na grande área esperando a cobrança de escanteio a favor do seu time, reclamou com o árbitro que estava sendo agarrado, levantando suas mãos querendo demonstrar que sofria o agarrão mas não estava revidando. O juizão, antes de autorizar a cobrança, chamou a atenção do jogador do Paulista que o marcava. O marcador soltou o adversário, o escanteio foi cobrado e o zagueiro, totalmente livre de marcação, cabeceou para o gol! O árbitro não teve culpa, mas… o jogador jundiaiense o obedeceu ao pé-da-letra!

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– Bahia quer inovar com a camisa regata. Poderá jogar?

A torcida do “Bahêa” estava curiosa: o time jogaria com o inovador uniforme da Penalty para altas temperaturas ou não?

Calma: a tecnologia não era a respeito do tecido, mas do formato: regata!

Me recordo que a Puma fabricou algo assim para a Seleção de Camarões, mas não foi possível jogar com ele pois a Regra do Jogo diz que as camisas “devem ter mangas. Assim, a marca alemã improvisou: fabricou uma camisa normal, onde a cor verde desenhava uma regata e as mangas pretas se confundiam com os braços dos atletas negros africanos.

Portanto, o Bahia não poderá jogar oficialmente com seu uniforme sem mangas. A Penalty improvisará algo?

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Guarani

Márcio Roberto Soares, árbitro da cidade de Guarulhos, estudante, 35 anos, apitará Paulista x Guarani pela segunda rodada da série A2.

O árbitro começou sua carreira no ano 2000 e rapidamente chegou a série A1, quando o Cel Marinho criou o “Ranking dos Árbitros”. Entretanto, há muito tempo não apita um jogo da primeira divisão, tendo trabalhado como árbitro adicional assistente e quarto árbitro nas últimas temporadas.

Apesar de ter bastante experiência, ainda não se firmou na elite da arbitragem. Me parece estar tentando reconstruir a carreira. É um árbitro que deixa o jogo correr bastante e acompanha as jogadas de perto.

Sérgio Cardoso dos Santos, 38 anos, será o assistente 1. Adriana de Almeida Filho, 39 anos, a assistente 2. Ambos são Professores de Educação Física e com vasta experiência na série A2, não tendo trabalhado ainda na A1. Rafael Gomes será o 4o árbitro.

Sinceramente, não gostei da escala. Nada contra o árbitro, que está lutando pelo seu espaço ou pelos bandeiras que galgam jogos como esse, mas sim pela importância do jogo! Se compararmos que em outras partidas da A2 tivemos a escala de árbitros como Marcelo Rogério ou Philippe Lombard, bem experientes na A1 e tecnicamente melhores, penso que a FPF subestimou o jogo.

Independente disso tudo, torço para que o quarteto faça uma boa arbitragem!

Em tempo: Faleceu na última 2a feira Dalmo Gaspar. Dalmo, jundiaiense que jogou pelo Santos de Pelé e marcou o gol decisivo do Bicampeonato Mundial de 62, foi também comentarista da Rádio Difusora AM e curiosamente jogou pelo Paulista e pelo Guarani, que se enfrentam nesta 4a feira. Será que a diretoria dos dois clubes estão combinando alguma homenagem?

Acompanhe o jogo ao vivo pela Difusora JP Sat AM810, com o time forte do esporte sob o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, reportagens de Luís Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari.

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– A Discussão da Mudança de 3 Regras do Futebol acontecerá em breve!

A Assembléia Geral da IFAB (a International Board, a “dona” das Regras do Futebol), que acontecerá no final deste mês na Irlanda, já enumerou 3 discussões:

1) Proposta da FIFA de uma 4a substituição em jogos que existirem prorrogação;

2) Proposta da Escócia e Inglaterra que permite que um jogador substituído possa retornar ao campo de jogo;

3) Proposta da UEFA que sugere a não-expulsão de um jogador que comete uma falta na grande área, pois a entidade reclama que em lances de pênalti com a aplicação de cartão vermelho existe o chamado “Triplo Castigo”. Ou seja: falta na área vira penalidade máxima (castigo 1); o jogador recebe cartão vermelho e está automaticamente suspenso de um próximo jogo (castigo 2); e, logicamente, tem que abandonar a partida (castigo 3).

Haverá ainda um aprofundamento em debates sobre o uso da tecnologia permitindo replays a fim de ajudar aos árbitros, assim como a permissão do “desafio”, quando treinadores ou capitães poderiam pedir a revisão de tomada de decisão do árbitro – mas aqui só ocorrerão discussões, pois previamente se acertou que não haverá mudança a partir dessa assembléia.

Nenhuma proposta da Conmebol será discutida, tampouco de algum país sulamericano (pois elas não ocorreram).

A falta de idéias é proporcional à falta da boa qualidade de futebol jogado por aqui ultimamente?

O que você acha dessas ideias? Deixe seu comentário:
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– Análise Pré-Jogo para Independente x Paulista, A2

Paulo Sérgio dos Santos (agente de segurança, natural de Andradina/SP, 10 anos de carreira), apitará a estréia do Paulista contra o Independente de Limeira na Rua Javari, pela Série A2.

Boa ou má escala?

Boa. Pelo que vi do árbitro na Copa SP (ele atuou em 2 jogos), seu estilo de arbitragem é prudente, parando as jogadas mais fortes (lembremo-nos que na Copa Paulista, em Limeira, o Galo Jundiaiense sofreu com as entradas mais fortes do Galo Limeirense). Isso indica que o juizão vai procurar segurar o jogo no quesito violência e estará atento as jogadas de contato físico mais ríspidas. Como a partida é na Rua Javari (de dimensões pequenas), recomendo ao treinador Roberval Davino: treine jogadas aéreas e cobranças de falta, pois certamente teremos muitos tiros livres marcados e a bola chegará mais ao gol pelo alto, já que a tendência de disputa truncada e o estilo do árbitro não permitirão o jogo pelo chão. E um recado: evite reclamações, pois o árbitro não gosta disso e, até pela sua formação rigorosa, deverá punir com cartão amarelo qualquer manifestação.

Para Paulo Sérgio, o jogo é muito importante para alcançar uma chance na série A1. Nos últimos anos, apitou 6 jogos da série A2 e também já atuou no Futsal. Em jogos do Tricolor de Jundiaí, trabalhou como Árbitro Adicional no jogo entre Oeste de Itápolis x Paulista, sendo discreto na partida. Portanto, para 2015 tem que entrar focado, determinado e mostrar serviço para conseguir impressionar a Comissão de Arbitragem.

Boa sorte ao Árbitro. Desejo sucesso a ele nessa oportunidade, sabendo que possui condições de galgar vôos mais altos.

Acompanhe o jogo ao vivo pela Difusora JP Sat AM810, com o time forte do esporte sob o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, análise da arbitragem de Rafael Porcari. O jogo será às 16h, mas a jornada esportiva começa logo às 15h.

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– Chelsea x Liverpool não teve pênalti de queimada!

Semi-Final da Copa da Liga Inglesa: Chelsea x Liverpool fizeram um jogão!

Mas o lance didático da arbitragem que me chamou a atenção- 4 minutos de jogo, Diego Costa toca a bola para Willian, que a chuta dividindo o lance com Lucas Leiva. Espirrada, a bola bate no braço do volante do Liverpool que tentaria um carrinho.

Diego Costa reclama de mão na bola. Os demais companheiros que estavam próximos timidamente se manifestam. Mourinho alega que há um complô contra ele e o Chelsea!

Como os lances de times ingleses não são disponíveis tão facilmente na Internet por culpa dos direitos de exibição, não tenho a imagem. Mas sabem aquela subjetividade do lance, aquela “intenção disfarçada” que no Brasil se tornou por algum tempo “pênalti de queimada” (bateu, marcou)?

Pois é. Foi desse jeito. Sem intenção alguma a bola bateu, mas quem reclamou foi, curiosamente, um brasileiro artilheiro que gosta de marcar gols e um treinador português que reclama da própria sombra.

Para o árbitro inglês e demais jogadores, sem polêmica alguma. Mas se o jogo fosse pelo Brasileirão… pênalti!
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– Palmeiras 3 x 2 Red Bull e o Gol Mal Anulado

Estar lutando pelo empate e no último minuto ver o gol legal ser anulado dói, não?

Wilson Júnior deve ter sentido essa dor. Eis que no final da partida amistosa no Allianz Parque, o jogador do time-empresa “caçula da série A1” sofre uma falta do zagueiro do Palmeiras, rapidamente se levanta e fica com a posse de bola, cruzando para Edmilson marcar o gol de empate, 3o do Red Bull no jogo.

Porém… Regildênia Moura, a árbitra da partida, se equivoca e não aplica a lei da vantagem, marcando a falta e anulando o gol.

Lembre-se: posse de bola não significa vantagem; você precisa avaliar uma série de circunstâncias:

1) local da infração (se está na defesa, um zagueiro não prefere vantagem; ou no bico da grande área, se a equipe tiver um bom batedor de faltas, preferirá que se dê a falta);

2) onde ficou a bola (em que posição o jogador que dominará a bola está: entre diversos marcadores ou sozinho?),

3) intensidade da falta (se foi violenta, melhor parar o lance a fim de atendimento médico), e

4) clima do jogo (se o ambiente de disputa estiver ruim…).

Nessa jogada de Wilson Júnior era para dar a vantagem. Lance clássico! Entretanto, a alegação é que a falta foi marcada logo após a infração do palmeirense. Se foi isso mesmo, errou a árbitra em não esperar a jogada se definir; ou seja, precipitou-se. Se apitou depois do domínio de bola, errou ainda mais, pois o jogo fluía favorecendo a quem sofreu a falta.

Regildênia é uma pessoa simpática, ótima árbitra, tem um condicionamento físico espetacular (corre mais do que os homens em testes físicos) fez uma boa partida até os 85 minutos, mas pecou nesse lance.

E você, o que achou da arbitragem?

Deixe seu comentário:

(Assista ao lance aos 2’50” do vídeo, link em: http://www.youtube.com/watch?v=1EXwpwBu-1s)

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Corinthians x Botafogo/RP, final da Copa São Paulo

Thiago Luís Scarascati, Limeirense, 31 anos, microempresário, apitará a final da Copa SP de Juniors.

Na competição, apitou apenas 2 jogos: Ituano/SP 1 x 0 Internacional/RS e Comercial/PI 0 x 9 Fluminense/RJ.

Em 2014, Scarascati apitou só 1 jogo da 1a fase da competição; além disso, trabalhou como árbitro central em 2 jogos da série A3 e 3 jogos da série A2. Seu destaque maior foi como AAA na série A1 (ou, se preferir, árbitro adicional), onde esteve em quase todas as rodadas.

O curioso é que foi uma quantidade de jogos muito parecida como em 2013: só 1 jogo na Copa SP (Audax x Criciúma), 2 na A2 e 1 na A3, além de inúmeros jogos como AAA na A1.

Tal escala demonstra claramente: a oportunidade ao árbitro está à frente dele! De regular coadjuvante como AAA na primeira divisão, uma boa arbitragem nesse jogo de destaque poderá lhe render mais jogos na série A2 e a tão sonhada estréia como árbitro principal na série A1.

Do pouco que me recordo da sua arbitragem (o árbitro tem 10 anos de carreira), me lembro dele como alguém que deixa o jogo correr e arrisca nas vantagens. Bom sinal para quem gosta de “jogo jogado”.

Enfim: desejo boa sorte ao árbitro e torço para que suporte a pressão de uma final de grande importância.

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– “Dedo do Meio” não rende Vermelho? E as brigas das Organizadas?

No domingo, Corinthians x São Caetano jogaram na Arena Barueri pela Copinha e houve confronto entre torcedores e policiamento. Pedradas, “borrachadas” e muitos pontapés foram flagrados, tudo isso pois houve excesso de público durante a entrada e o jogo já havia se iniciado.

Na 4a feira, Vasco x Flamengo jogaram longe do Rio de Janeiro, lá em Manaus. Mas um simples amistoso de verão foi marcado por brigas entre torcidas organizadas. Cadeiras quebradas, avarias na Arena da Amazônia e prejuízo pago pelo contribuinte.

Nesta 5a feira, São Paulo x Corinthians jogaram em Limeira (no Estádio Major Levy Sobrinho, que estava sem laudo e que apareceu às vésperas da confirmação da partida). Após o jogo, o previsível quebra-pau entre as torcidas.

Esses bandidos (há outro nome para quem depreda patrimônio alheio e usa da violência para qualquer discussão?) não tem espírito esportivo algum. Estão soltos, destilando seu ódio futebolístico simplesmente por culpa do seu próximo vestir outra camisa. Intolerantes e perigosos, deveriam estar na cadeia.

O que leva uma pessoa a sair em bando, teoricamente perdendo dia de serviço, gastando dinheiro e largando em casa a família, apenas pelo bel-prazer de brigar? A maioria nem assiste aos jogos, vai lá só pela confusão.

Essas pessoas vivem de quê? Quem os sustentam? A troco de quê arranjam confusão?

Tudo injustificável… Conheço algumas pessoas que pertencem à torcidas uniformizadas, mas que não se misturam aos bandos organizados de guerra. Essas, vão para assistirem futebol, na folga do trabalho, sem sacrificar mulher, filho ou a saúde. Gostam de esporte!

É incompreensível às pessoas civilizadas em entender a mente de quem quer assassinar seu próximo pelo fato de torcer por um time de futebol diferente do seu. Não sei se é apenas problema educacional ou há a questão da psicose!

Some-se a isso o problema do próprio jogador de futebol despreparado a lidar com tal questão: que tal o gesto de Gabriel Vasconcelos, do Corinthians, após marcar o 3o gol da sua equipe e mostrar o dedo do meio em gesto obsceno à torcida adversária? Mesmo flagrado, disse não estar arrependido e que faria de novo.

Pior é que tal comemoração deveria ser punida com cartão vermelho (por incitar a violência), o que não aconteceu. O garoto será punido pelo TJD e ficará fora da final?

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– O que esperar do Paulista FC e o que podemos fazer?

E o início da série A2 se aproxima. Com ele, também a esperança do torcedor jundiaiense em um novo momento a ser construído pelo Paulista Futebol Clube.

Curto e grosso: o que o Galo poderá fazer em 2015?

A resposta é simples: sem dúvida, resgatar o respeito perdido pelas trapalhadas e infortúnio do ano passado. Se alcançar esse objetivo, terá feito o suficiente!

Pelo que se percebe, tudo parece ter começado bem. O grupo de notáveis personalidades da cidade age com transparência e dedicação, doando seu tempo e trabalho em prol do clube. Como são pessoas que não dependem do futebol nem sugam seus recursos (como se vê na maioria dos “beneméritos diretores amadores” dos times brasileiros, onde a exploração de verbas financeiras dos clubes é nítida), as ações são realizadas com o único e maior intuito que o Tricolor da Terra da Uva poderia receber: a ajuda desinteressada de benesses pessoais a troco do re-engrandecimento necessário do Paulista. E o acerto é maior ao basear o projeto no histórico de auto-sustentabilidade comunitária do PSV da Holanda, quando o município de Eindhoven passou a abraçar o time após a saída dos aportes de dinheiro da principal empresa que bancava o clube.

Que o Velho Paulista, de dívidas quase que impagáveis e de triste desempenho em 2014, sucumba e ceda lugar para o Novo Paulista, mantendo do antigo a história mais que centenária, a tradição e a paixão da torcida, mas de maneira economicamente saudável e responsavelmente administrado. Quero crer que o objetivo maior – voltar à série A1 do Paulistão – possa ser alcançado ainda nessa temporada, embora o discurso é outro e sensato: não cair para a A3 e sanear as contas. O desejo declarado é subir em 2016, a fim de não criar uma ilusão ou falsa expectativa.

Penso que neste ano teremos mais torcida; afinal, é típico do torcedor brasileiro (e não será diferente da maioria dos de Jundiaí) que apareça mais gente no estádio na iminência do sucesso de um acesso do que em uma campanha de possível fracasso e rebaixamento. Lutar para subir traz mais gente do que lutar para não cair. E estes torcedores “de momento” se juntarão àqueles que sempre estiveram nos momentos ruins, durante a derrocada tanto no Jayme Cintra como em outras praças. Cativar mais torcedores será fundamental!

É momento de colaborar, de juntar competências como se tem feito. As ações positivas e a mudança de clima já são visíveis, e que cada força viva da cidade possa doar um pouco do seu esforço e talento para ajudar o Galo.

Humildemente, como jundiaiense e entusiasta que sou, venho oferecer uma pequena contribuição; uma idéia antiga a ser pensada: a ajuda às categorias de base com a “Escola de Regras de Futebol”, que seria o ensinamento aos jovens das noções e conhecimentos da Regra de Jogo, a fim de ajudá-los a evitar cartões desnecessários e aproveitar os inúmeros detalhes que existem no futebol para tirar proveito e maior rendimento. Prontifico-me até a criar uma grade e ajudar na orientação, sem interesse em contrapartidas ou qualquer coisa que o valha; gratuita/graciosamente, apenas para ajudar nosso glorioso Paulista com a minha experiência de 16 anos na atividade de árbitro de futebol da FPF. E, ressaltando, saber das Regras do Jogo é muito importante para o aprimoramento também ao elenco do time profissional – condição sine qua non nos dias de hoje.

Recordo-me dos benefícios visíveis de se saber detalhes da regra transformando-os em resultados positivos. Alguns exemplos:

1) Ronaldinho Gaúcho parado na área se fazendo de cansado esperando uma cobrança de lateral, iludindo o SPFC no Morumbi num pseudo-impedimento pela Libertadores;

2) Roberto Carlos cobrando um escanteio que resultou em gol contra a Portuguesa após o gandula estar no bico do tiro de canto com uma bola na mão, pegando a Lusa desapercebida esperando autorização desnecessária do árbitro pelo Paulistão;

3) A União Barbarense de Paulo Comelli surpreendendo o Palmeiras numa cobrança rápida de falta, onde a bola foi tocada sem que os alviverdes percebessem e o chute virou um gol indefensável à meta de Marcos.

Como se vê, nas Comissões Técnicas deveriam existir (na medida do possível) um orientador de arbitragem. O futebol é interessante também por causa disso: o profissional trabalha sem conhecer as 17 regras e seus detalhes; ou seja, desconhece aquilo que normatiza o seu próprio ofício.

Responda rápido, caro leitor: quais são as 17 regras da Lei do Jogo de Futebol?

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– E aí? Viu como é difícil? O tempo foi suficiente para se lembrar delas?

Em 2014, pudemos acompanhar o lateral Jeff Silva levando cartão amarelo após cobrar um arremesso lateral totalmente errado, estando fora da posição correta e tentando justificar que “era para trás”; David Macedo sendo expulso por discutir com a arbitragem; Dinelson sendo suspenso por revidar falta não marcada que virou vantagem; e por aí vai.

Enfim: se todos nós pudermos dar uma contribuição ao Paulista dentro das nossas expertises, certamente o Galo fará um bom campeonato.

Independente de como possamos ajudar, fica o convite: acompanhe o Galo no estádio e sintonize o AM 810 da Difusora Jovem Pan Sat, torça na escuta do Time Forte do Esporte, sob o comando de Adilson Freddo e toda a sua equipe. Ainda: leia tudo sobre as análises das arbitragens dos jogos do Tricolor no Bom Dia Jundiaí em nossa coluna virtual e na coluna impressa; e, não se esqueça, visite o “Pergunte o Árbitro” (pergunteaoarbitro.wordpress.com), blog especializado no assunto.

Façamos uma corrente positiva para que o Paulista FC, um dos símbolos mais queridos e representativos de Jundiaí, volte a galgar resultados dignos de sua grandeza e dê alegrias ao torcedor, conquistando as crianças e reconquistando os mais antigos aficcionados!

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– Análise da Arbitragem Pré-Jogo de Paulista x Cacerense

Será que a FPF não acredita na classificação do Paulista para a segunda fase na Copa São Paulo?

Talvez. Digo isso pois há claramente uma divisão por “blocos” de escalas nesta derradeira rodada da 1a fase.

– Para os jogos de times grandes, estão escalados árbitros da série A1.

– Para os jogos de times médios em partidas decisivas, árbitros da série A2 e A3.

– Para os jogos que times pequenos ou médios/grandes que apenas cumprem tabela, árbitros novatos. E é nesse rol que se encontra a arbitragem do jogo do Galo Jundiaiense.

Embora tenha chances matemáticas, vejo a escala do árbitro Luís Antonio de Souza, 30 anos de idade e 5 anos de carreira para esse sábado como um certo desprezo da FPF.

Luís apitou jogos do Sub 11 no seu 1o ano de carreira; sub13 no 2o ano; sub 15 no 3o; sub 17 no 4o e agora tem a oportunidade de trabalhar em uma categoria Sub 20.

Pela juventude e ascensão paulatina, deve ter suas qualidades. Só me incomoda que o critério de escalas não foi equitativo a outros clubes na mesma situação.

Ao contrário do árbitro, o bandeira no 1 Alex Alexandrino é bem experiente, tem 15 anos de carreira e já trabalhou em vários jogos da Série A1, inclusive no Jayme Cintra. Garantia de bom trabalho.

O bandeira 2 Fernando Afonso Gonçalves Neto também é jovem, 6 anos de carreira mas já trabalhou na série A2.

Sempre disse que a Copa SP é para testar e revelar árbitros. Gosto dessa idéia. Mas só testar em jogo do Paulista (como na rodada anterior) não me agrada.
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– Que nota você daria para os árbitros em 2014? Acredite: a Arbitragem do Brasileirão (oficialmente) foi a melhor dos últimos 7 anos!

No judaísmo, o 7 era o número que representava o infinito: Perdoai 70 X 7, disse Jesus ao ser questionado. Aos supersticiosos, o 7 é um número cabalístico de sorte. Além disso, um antigo dito popular diz que “7 é conta de mentiroso”…

Talvez seja por esse emotivo que é difícil acreditar que, justo no ano em que tivemos as marcações polêmicas de bola na mão transformadas em mão na bola, a arbitragem do Campeonato Brasileiro tenha sido, aos olhos dos dirigentes do apito da CBF, a melhor dos últimos 7 anos, através das notas avaliadas.

Cá entre nós: crer que dos 380 jogos do Campeonato Brasileiro, pela primeira vez nenhum árbitro tirou nota abaixo de 6.00, é ingenuidade (embora as notas oficiais recebidas justifiquem). Pela primeira vez nos últimos 7 anos, nenhum árbitro levou nota “ruim” e tivemos o melhor percentual de notas “ótimo” nos mesmos 7 anos.

A média geral das notas dadas pelos observadores de árbitros da CBF foi de 8.44, sendo que 98,6% foram consideradas boas, ótimas e excelentes; só 1,4% foram notas consideradas de atuações “aceitáveis”.

Repito: são notas registradas e oficiais. Mas na prática, foram justas?

Nem mesmo o maior entusiasta do apito acreditaria nesse número, tampouco os próprios árbitros.

O problema é que a “maquiagem” dessas avaliações se dá não pela cartolagem, mas por observadores ultrapassados, medrosos ou que não queiram ser taxados de rigorosos e sejam vetados. Esses senhores acabam dando notas pela amizade, pelo comodismo ou até por incompetência do julgamento ou imparcialidade. E que ganham R$ 500,00 só para fazerem isso!

Os dados foram apurados pelos jornalistas Raphael Zarko e Vicente Seda pelo GloboEsporte.com (link da matéria em: http://is.gd/339UhZ). O gráfico está abaixo:

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Sumaré x Paulista

Eduardo César Maximiano apitará Sumaré x Paulista. E, certamente, veremos um árbitro “com a faca entre os dentes”.

Explico: será seu jogo mais importante como árbitro central numa partida de Copa São Paulo. Até agora, Eduardo (31 anos, micro-empresário, morador em São Manuel, 7 anos de carreira), apitou apenas partidas das categorias Sub 11, 13, 15 e 17. No ano passado, apitou o jogo entre Santo André x Aquidaunaense pela Copinha cumprindo tabela. No último domingo, ele foi árbitro reserva em Flamengo de Guarulhos x Palmeira Potiguar.

Se a Copa SP é para dar oportunidade a jovens talentos, foi uma boa escala, já que ele tem ainda “tempo de vida de 14 anos” no futebol, pois a carreira se encerra com 45 anos.

Rafael Acácio Toledo (30 anos, atuando nas categorias Sub17) e Rodrigo Oliveira Silva (31 anos, das categorias sub 17 e sub 15) serão os bandeiras.

Um trio desconhecido, ao qual desejamos bom trabalho e ficamos no aguardo de uma atuação tranquila.

A propósito: a Copa SP está cheia de contrastes nesta rodada… Marcelo Rogério, Phillipe Lombardi, José Roberto Marques, com quase 20 anos de carreira e conhecidos nacionalmente, estão escalados na rodada. A FPF não deveria usar essa competição para treiná-los para a série A1, mas para revelar talentos!

Em tempo: em 2012, as duas equipes se enfrentaram e o placar foi Sumaré 0 x 3 Paulista. E nessa 4a feira, qual o seu palpite?

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– As exigências burocráticas para o árbitro apitar!

Desde a década de 90, árbitro de futebol tem que ter o “nada consta” no Serasa e na Justiça para apitar futebol, e abrir mão dos seus direitos empregatícios em carta.

Entretanto, os métodos para que as entidades – como FPF e CBF – não assumirem a responsabilidade sobre seus árbitros (na verdade, prestadores de serviço autônomos, como elas os chamam) é assustador.

Abaixo, uma republicação deste blog de 2011. De lá para cá, a Cooperativa dos Árbitros foi fechada e toda a sua atividade centralizada no Sindicato dos Árbitros, sobre o comando de praticamente as mesmas pessoas.

Em tempo: o link com a carta-modelo onde o árbitro declara que é autônomo e tem que destacar que “não quer e nem possui vínculo empregatício, recebendo as taxas diretamente dos clubes de futebol” foi apagada do site, só o próprio árbitro a recebe. Na verdade, a FPF paga os árbitros via sindicato, dizendo que “desconta dos clubes”.

Extraído de: https://professorrafaelporcari.com/2011/10/19/a-fpf-e-a-reinscricao-de-seus-arbitros/

A FPF E A REINSCRIÇÃO DOS ÁRBITROS, 19/10/2011.

A FPF liberou a relação de documentos e de procedimentos para os árbitros que pertencem ao quadro atual, a fim de que permaneçam trabalhando para a entidade em 2012.

Como todo ano, para os árbitros que já apitaram ou bandeiraram pela casa, tem que ocorrer a aprovação nos testes físicos e escritos, além de exames cardiológicos e oftalmológicos.

Até aí tudo bem.

Mas outros documentos exigidos são curiosos: as certidões negativas do Serasa e do SPC, além das declarações cível e criminal de que na Justiça nada consta. Não questiono; a justificativa é que árbitro endividado e sofrendo processo não estaria apto para apitar.

Ok, entendo tal situação. Mas se exigisse tais documentos aos dirigentes envolvidos… aí sim teríamos a perfeição no relacionamento.

Porém, é nos seguintes itens que a coisa pega:

A exigência de declaração de próprio punho de que o árbitro é um prestador de serviço autônomo, sem vínculo algum com a Federação Paulista de Futebol, recebendo as taxas dos clubes filiados à FPF, CBF, Conmebol e FIFA. E, claro, com a assinatura de dois árbitros do quadro atual como testemunhas. Um modelo dela pode ser encontrado no próprio site da FPF

(aqui, o último modelo que tiver que redigir, enquanto árbitro: http://futebolpaulista.com.br/arquivos/CartaModelo2009.pdf ).

Perceba que as taxas são pagas via Cooperativa dos Árbitros PELOS CLUBES. Mas , na verdade, o depósito é feito pela FPF… Sensacional, né?

Em suma: se você não for cooperado, não há como receber as taxas. A Cooperativa de Árbitros não é administrada nos cargos executivos pelos árbitros propriamente ditos, mas por ex-árbitros (através de eleição dos cooperados). Hoje, tem como seu presidente Silas Santana, Ouvidor da própria FPF, e o tesoureiro Arthur Alves Júnior, também funcionário da FPF (trabalha na Comissão de Árbitros).

Alguém tem dúvida que tal exigência é uma forma da FPF não se responsabilizar pelos árbitros? Tira-se toda a responsabilidade de pagamento de FGTS, INSS, ou qualquer vínculo empregatício

No final de 2008, Marco Polo Del Nero baixou uma resolução que OBRIGAVA os árbitros a se filiarem à Cooperativa e ao Sindicato (pagando taxas em dobro!). O documento era o de número 27/08. Porém, após a matéria-denúncia da Folha de São Paulo, Ed 22/01/2009, por Ricardo Perrone e Gustavo Alves, a resolução caiu.

Na matéria, há a afirmação do presidente da CEAF-SP, Coronel Marcos Marinho, que tais medidas eram permitidas, já que a FPF tem o direito de se resguardar (a velha história de que é uma entidade de direito privado…)

Hoje, o que mudou é que os árbitros não precisam mais ser sindicalizados. Entretanto, curiosamente, o Sindicato é presidido por Arthur Alves Júnior, vinculado à Cooperativa dos Árbitros e membro da Comissão de Árbitros da FPF.

E aí fica a questão: por quanto tempo os árbitros terão que aceitar a promiscuidade de tal situaçãoa da afirmação do amadorismo e de abrir mão dos direitos trabalhistas para continuar apitando?

Assim como eu também passei por tal constrangedora situação, 100% dos árbitros que lá estão também terão que aceitar. Quem discordar, está fora.

Tudo isso não aconteceria se tivéssemos Sindicato ou Cooperativa realmente forte e independente para defender a categoria. Sozinho, o árbitro não tem como fazer oposição ou manifestar sua insatisfação.

Já imaginaram um movimento com os principais árbitros da categoria (os nomes fortes, conhecidos e necessários para os campeonatos) pedindo profissionalização e independência já?

Utopia. Eles também seriam retirados dos seus jogos de destaque. E assim a arbitragem segue no Brasil, sem defesa, ao Deus-dará, desunida e, sobretudo, amedrontada pelo sistema.

Quem quiser acessar a matéria citada da Folha de São Paulo, abaixo:

FPF É ACUSADA NO MINISTÉRIO PÚBLICO

Para árbitros, federação fere Constituição ao obrigá-los a se filiar a sindicato e a cooperativa; outra queixa é a de pagamentos defasados

POR GUSTAVO ALVES (COLABORAÇÃO PARA A FOLHA) e RICARDO PERRONE 

O Paulista-2009 começou em meio a uma silenciosa crise entre Federação Paulista de Futebol e árbitros. Os juízes reclamam de que a entidade fere a constituição ao obrigá-los a se filiar a uma cooperativa e a um sindicato para atuarem.

Com medo de sofrerem retaliações, eles não falam publicamente sobre o assunto, mas uma denúncia anônima já foi feita ao Ministério Público do Trabalho de São Paulo.

Os árbitros se baseiam no artigo 5º da Constituição, que determina que ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado a um sindicato ou entidade.

A principal queixa é a de que os juízes gastam mais, pois pagam taxas ao Safesp (Sindicato dos Árbitros de Futebol de SP) e à Coafesp (Cooperativa dos Árbitros de SP). A cooperativa ainda fica com 5% do que o árbitro recebe por partida.

“A federação colocou essa condição para o árbitro poder apitar. E ela tem esse direito. Mas não obrigamos ninguém a nada”, afirma o presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, Marcos Marinho.

Marcílio Krieger, especialista em direito esportivo ouvido pela Folha, diz que “obrigar os árbitros à filiação é ilegal e inconstitucional”. A anuidade do sindicato é de R$ 220, pagos em até duas parcelas. É cobrada ainda taxa de readmissão no início do ano no valor de R$ 75.

Já para a cooperativa a contribuição é de R$ 20 mensais, mais R$ 80 por ano.

Até julho de 2008 só existia o sindicato, que cuidava dos pagamentos aos árbitros. Mas foi criada a Coafesp, presidida por Silas Santana, ouvidor da FPF para a arbitragem.

Ele conta no site da cooperativa que Marco Polo Del Nero, presidente da federação, sugeriu a criação da Coafesp como “conquista na busca da excelência na prestação de serviço de arbitragem de futebol”.

Na ocasião, a Comissão de Arbitragem da FPF estava em rota de colisão com Sérgio Corrêa da Silva, presidente da comissão nacional. Muitos juízes se desfiliaram do sindicato.

Com a nova entidade, o dinheiro (5%) que era descontado do pagamento dos juízes e era repassado ao sindicato passou a ir para a cooperativa.

Em julho, Del Nero assinou a resolução 27/08 determinando que “o árbitro que não for sócio da Coafesp e não for filiado ao Safesp estará impossibilitado de trabalhar no ano seguinte”.

A FPF mantém em seu site lista com as resoluções, mas a que obriga a dupla filiação não está mais lá. “Não há necessidade de ficar na lista porque está no regulamento geral das competições”, diz Marinho.

Os juízes também reclamam do congelamento no valor das taxas pagas a eles.

Conforme tabela da cooperativa, árbitros Fifa ganham R$ 2.200 por jogo no Paulista. Os demais recebem R$ 1.700.

As taxas reduzem conforme a divisão do torneio. Quem mais critica são os que apitam fora da elite. É para eles que a filiação dobrada pesa mais.

ENTIDADE CRIA MEDIDA CONTRA AÇÃO TRABALHISTA

Na lista de documentos exigida pela Federação Paulista de Futebol para a readmissão em 2009, consta que deve ser entregue também uma declaração, feita de próprio punho pelo árbitro, relatando que são remunerados pelos clubes, sem vínculo com a federação.

“É uma medida para nos resguardar”, afirma o presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, Marcos Marinho. “Tivemos muitos problemas no passado com árbitros que assinavam uma declaração semelhante à essa, só que feita no computador. Eles entravam na justiça do trabalho, diziam que tinham vínculo empregatício com a FPF e que assinaram o documento sem conhecer o conteúdo”, explicou Marinho.

A medida, porém, fere o Estatuto do Torcedor, que traz no Artigo 30, parágrafo único, a informação que “a remuneração do trio de arbitragem é de responsabilidade da entidade de administraçãodo desporto ou da liga organizadora do evento”. Para Marcílio Krieger, advogado especialista em direito esportivo, a exigência do documento pela FPF já indica o vínculo com o árbitro.“Em juízo, o documento pode ser anulado, pois demostra pressão da Federação sobre os árbitros”, disse Krieger.

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– Análise da Arbitragem Pré-Jogo de Sport x Paulista

Na estréia do Galinho na Copa SP de Futebol Jr em Sumaré, no próximo domingo dia 04, apitará Wander Escardine.

O árbitro tem 37 anos, é Segurança Patrimonial em Guarulhos e tem 15 anos de carreira. Em 2013, apitou a série A3. Em 2014, apitou a série A2 e terminou a temporada como Quarto Árbitro na 4a divisão. Mas nada em achar que foi uma má temporada: simplesmente por culpa do excesso de árbitros do quadro da FPF e a falta de critérios em escalas, os árbitros são submetidos a todo e qualquer tipo de função.

Wander tem bastante experiência em jogos de categorias de base; portanto, está acostumado com os excessos mostrados devido a juventude dos garotos (reclamações afoitas, simulações mal feitas, correria durante a partida).

A curiosidade fica para o assistente 1: José Soares de Miranda era árbitro atuante nas categorias sub 11 e sub 13 até o ano passado. Está estreando na função de “bandeira” na Copa São Paulo. Já com 7 anos de carreira e 40 anos de idade (a 5 de se aposentar), deve ter abandonado a atividade de árbitro e tentado bandeirar para ganhar motivação. Além disso, ele vai aproveitar a viagem para Sumaré e dobrar o trabalho: bandeirará, além do jogo do Galo, Sumaré x Cacerense!

Cosmo Aristides Grillo, o assistente 2, é mais experiente e já atuou em vários campeonatos profissionais.

Espero uma boa atuação do árbitro e fico curioso na do bandeira 1. Nessa categoria, a velocidade dos garotos pode ser um problema para alguém de 40 anos cuja tarefa é ser preciso na marcação da linha do impedimento.

Siga nossos comentários sobre a arbitragem dos jogos do Paulista FC – acompanhando no rádio com o “Time forte do esporte” da Difusora Jovem Pan Sat AM 810, capitaneada por Adilson Freddo. Também leia os nossos pitacos no Bom Dia Jundiaí / Diário de São Paulo na nossa coluna digital e impressa. E assista pela TV Sorocaba / VTV / SBT nossa participação com a equipe do fera Marcel Capretz, no Futebol Esporte Show!

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Foto extraída do Jornal de Jundiaí do Lousano Paulista, campeão da Copa SP em 1997 após vitória sobre o Corinthians, em homenagem póstuma ao treinador da equipe: Giba, falecido recentemente.

– O que esperar da Copa SP de Juniores? E a arbitragem da Competição?

Começa o ano e por tabela começa o calendário esportivo com a tradicional competição do início de janeiro: a Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Antes, a nobre “Copinha”, como carinhosamente é chamada, agregava os grandes clubes da cidade para celebrar o aniversário da Capital Paulista. Posteriormente, somou-se a eles clubes do Interior do Estado e outros grandes do país, como cariocas, mineiros e gaúchos.

Dizia-se que a Copa SP sempre revelava talentos, como Zico e Falcão. Mas se ela não existisse, tais craques não apareceriam? A mesma Copinha já “revelou” João Fumaça, Sérgio Mota, Chumbinho…

O problema é: a Copinha não revela mais ninguém! Kaká e Neymar foram reservas na Copinha, quando chamados a participar da competição. Aí valem os questionamentos:

– Os treinadores dessas equipes são realmente talhados para tal?

– Jogador-talento no juvenil vira craque no profissional?

– Quem disse que garoto coadjuvante não vira profissional protagonista?

Participei por 9 anos apitando jogos da Copa SP. Antes, ela servia para revelar árbitros e dar oportunidade aos iniciantes. Meu primeiro jogo no torneio foi em 1998 – Santos do Amapá x Desportiva do Espírito Santo no estádio que precedeu a Arena Barueri.

Hoje, a Copa São Paulo serve para colocar em atividade árbitros que foram “esquecidos” durante o ano e para treinar o pessoal da série A1. Revelar talentos também parece ter sido deixado de lado pela Comissão de Arbitragem. No meu tempo, quem apitava a final da Copinha era árbitro da A2 ou A3 e que seria nome certo para ter oportunidade na A1. Boa época da arbitragem paulista…

Enfim: Farah começou o processo de inchaço da competição, diminuindo o nível técnico com fases irrelevantes e times montados para vender atletas. Só que ele era inovador: trouxe o Milan-ITA, o Kashima-JAP… Já Marco Polo Del Nero escancarou de vez: aumentou ainda mais o número de clubes de empresários e inexpressivas equipes. Veja nesse ano: teremos times desconhecidos como o São Mateus Babaçu (Maranhão), o Tarumã (Amazonas), o Guaicurus (Mato Grosso do Sul) ou o Unaí Itapuã (Distrito Federal).

Para mim, a Copinha infelizmente se tornou um catado que não revela mais ninguém. E para você?

Seria tão legal que ela fosse composta de poucos, bons e tradicionais clubes… O nível técnico aumentaria e se tornaria mais atrativa.

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– Rei da América de Língua Espanhola?

Puxa, não pensei que isso ocorreria um dia: o tradicional jornal uruguaio El País realiza costumeiramente a premiação dos melhores jogadores que atuam na América do Sul e escolhe o “Rei da América”.

Em 2014, nenhum brasileiro na lista da Seleção da América do Sul!

Que coisa…

O melhor jogador da América foi o colombiano Téo Gutiérrez, atacante do River Plate (em 2011 e 2012, Neymar venceu; em 2013, Ronaldinho Gaúcho).

A Seleção Sulamericana de 2014 foi:

Goleiro:

Marcelo Barovero (River Plate)

Defensores:

Daniel Bocanegra (Atlético Nacional)

Santiago Gentiletti (San Lorenzo/Lazio)

Leonel Vangioni (River Plate)

Meio-campistas:

Carlos Sánchez (River Plate)

Charles Aránguiz (Internacional)

Néstor Ortigoza (San Lorenzo)

Leonardo Pisculichi (River Plate)

Atacantes:

Ignacio Piatti (San Lorenzo /Montreal Impact de Canadá)

Edwin Cardona (Atlético Nacional/Monterrey)

Teófilo Gutiérrez (River Plate)

Treinador:

José Pekerman (Seleção da Colômbia)

Abaixo, os mais votados da escolha do “Rei da América” e o histórico da votação em outros anos (ops, faltou a escolha: e o melhor Árbitro da América do Sul?):

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– O que você pedirá para seu time em 2015?

Se você pudesse pedir alguns presentes ao seu time de futebol para 2015, o que seria?

  1. Jogadores consagrados ou jovens promessas?
  2. Títulos mesmo jogando mal ou boas apresentações?
  3. Vitórias a qualquer custo ou fair play em campo?
  4. Cartolas velhacos ou dirigentes éticos?
  5. Treinador caro e experiente ou técnico barato e emergente?
  6. Estádio lotado com ingresso acessível ou arena confortável e custosa?
  7. Torcida organizada cantarolando ou sócio-torcedor mais acomodado?
  8. Galáticos com as finanças sacrificadas ou time barato e contas em dia?

Enfim… o futebol ultimamente ficou chato. Falamos de STJD, tapetão, briga entre torcidas, estádios da Copa superfaturados e outras tantas coisas!

Se fosse pedir alguns presentes para o futebol, sem dúvida minha lista teria como prioridades:

1) Espírito Esportivo – como as pessoas se esqueceram que acima de tudo o futebol é esporte, vale lembrar que perder também faz parte do jogo.

2) Honestidade – e aqui vale a ética, os bons modos e o desejo de disputar sem manipulações ou trambiques.

3) Paz e Conforto – minha filha de 5 anos diz a todos que torce para o seu “Paulistinha do Coração”, em referência ao Paulista de Jundiaí. Ela já assistiu no Estádio Jayme Cintra o Galo Tricolor pela Copa Paulista, pois o movimento nas arquibancadas é mais calmo. Mas confesso: a levar aos jogos da A2 contra os times rivais é irresponsabilidade que não cometerei por um simples motivo: a violência que cega os fanáticos. Além disso, como um pai pode levar sua filha a um banheiro de estádio? Os chamados banheiros-famílias são ilusão no Brasil, só existem em shoppings e o coitado do pai se vê em maus lençóis.

E você, o que pediria para o Ano Novo ao futebol brasileiro?

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– O Mau perdedor do ano!

Li que o volante Mercier, do San Lorenzo, reclamou muito do comportamento dos jogadores do Real Madrid na final do Mundial de Clubes FIFA 2014. Ao diário esportivo Olé, disse:

São umas meninas, era só encostar que caiam”.

Tá de sacanagem, não?

Ora, quem assistiu a partida, percebeu o anti-jogo e pancadaria promovidos com muita catimba pelos argentinos contra um time que só queria jogar. E o árbitro, fraco, deixava isso acontecer sem coibir adequadamente.

Para mim, desculpa de mau perdedor! Se alguém tem que reclamar é o Real Madrid pela falta de autoridade do juizão. Ademais, se jogasse sério, o San Lorenzo tomava “um vareio de bola” como o Santos tomou do Barcelona no Japão.

Cara de pau o hermano, não?

O Papa Francisco, torcedor ilustre do time, deveria dar indulgência plena por tanta sandice a esse pobre de espírito…
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– Relembrando o BiMundial Corinthiano que se assemelhou ao TriMundial SãoPaulino

Dando uma fuçada em alguns posts mais antigos, achei o do jogo entre Corinthians x Chelsea, muito assemelhado ao do São Paulo x Liverpool.

Já que hoje temos San Lorenzo x Real Madrid, vamos rememorar a final do Mundial de clubes ocorrida há dois anos?

Extraído de: http://wp.me/p4RTuC-59x

IMPRESSÕES DA CONQUISTA CORINTHIANA

O Corinthians conseguiu vencer o Chelsea por 1 X 0 e se sagrar bicampeão interclubes FIFA. Vamos a algumas observações?

Arbitragem muito boa do turco Cüneyt Çakir (embora no começo da partida tenha abusado nas conversas; poderia ser mais contido nas advertências verbais). Conduziu bem o jogo e aplicou a regra a contento. Quase foi prejudicado pelo assistente no 1, que não marcou dois impedimentos em jogadas que nada importaram. Aliás, o mesmo bandeira acertou no difícil lance de impedimento no minuto final).

Curioso: o time brasileiro do Corinthians foi vencedor do Mundial 2012 sem nenhum gol de jogador do Brasil (nas duas partidas, ambos marcados por Paolo Guerrero).

A lamentar a transmissão oficial da FIFA, por não reprisar lances de interesse dos expectadores. Vide a solada de Ramirez e a expulsão de Cahill. Polêmicos ou não, o torcedor e especialistas querem ver!

O jogo de hoje lembrou muito São Paulo X Liverpool, em 2005, com o goleiro do time brasileiro fazendo milagres. A diferença é que na partida deste domingo, o Corinthians teve maior volume de jogo ofensivo do que naquela ocasião. Coincidentemente, de novo ingleses contra brasileiros, e o treinador espanhol Rafa Benitez se tornando “bi-vice-campeão”. E já que lembramos de Ceni, na oportunidade Benitez disse que não foi campeão devido ao são-paulino. E hoje, na espetacular apresentação do camisa 12 corinthiano, fico em dúvida: Ceni em 2005 ou Cássio em 2012 – quem jogou mais? Por ironia do destino, ele se tornou titular após uma falha do goleiro Júlio Cesar contra a Ponte Preta pelo Paulistão…

Sobre os selecionáveis do Chelsea: ora, David Luiz jogou bem, mas e Ramirez e Oscar? O ex-cruzeirense não vem fazendo juz a uma convocação, e o jovem craque Oscar, cá entre nós: pode ser titular da Seleção Brasileira em 2018, mas em 2014, acho que não dá. E, respeitosamente… Camisa 10 do escrete Canarinho não pode ser banco no clube em que jogar! Bom jogador, mas pelo visto, a experiência se faz necessária também, já que, segundo a TV Globo, reclamou do seu próprio treinador…

Por fim: a expressão de Fernando Torres, centroavante do Chelsea, olhando parado o sambinha da roda corinthiana durante a comemoração, foi emblemática.

Não nos esqueçamos: o 1o jogo oficial do Corinthians como Bicampeão Mundial será contra nosso querido Paulista FC, aqui em Jundiaí, pelo Campeonato Estadual. Pena que provavelmente o jundiaiense verá Zizao e companhia… azar do torcedor que irá ao Jayme Cintra.

Parabéns ao Corinthians.

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– FIFA troca árbitro da final. De novo!

Na Copa do Mundo de Seleções 2014 no Brasil, a FIFA houvera divulgado o árbitro sueco Erickson como nome para a final entre Argentina x Alemanha. Os hermanos reclamaram e o escalado mudou! Na oportunidade, o italiano Nicola Rizzoli foi para a finalíssima.

Agora, na Copa do Mundo de Clubes 2014 no Marrocos, a FIFA houvera indicado o árbitro português Pedro Proença para San Lorenzo x Real Madrid. Após reclamações públicas do presidente do time argentino contra arbitragem europeia, mudou-se a escala para o árbitro guatemalteco Walter Lopes.

Contrariando as últimas escalas em Mundiais de Clubes, onde sempre o mais conceituado juiz era o escolhido para a final (desde que não fosse da mesma nacionalidade que o time da decisão), a FIFA mostra um total desrespeito à competência e meritocracia.

Pura política!

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– Homofobia a Árbitro leva a Punição!

Nigel Owens é árbitro de rúgbi e apitou o amistoso internacional entre Inglaterra 21 X 24 Nova Zelândia, em Londres. Seria mais um jogo normal, se Owens não fosse o 1o árbitro da elite do rúgbi a assumir sua homossexualidade, com duas Copas do Mundo no seu currículo e grandes clássicos mundiais.

Durante o jogo, dois torcedores xingaram o árbitro com expressões pejorativas, fazendo alusão ao fato de ser gay. Um torcedor que estava ao lado se incomodou com os gritos homofóbicos e denunciou à Federação Inglesa, que, dois dias depois, com as câmeras do circuito de filmagem do estádio e a ajuda testemunhal do denunciante, os identificaram e entregou os nomes à Polícia. Os torcedores que xingaram o árbitro terão que se apresentar em uma delegacia por dois anos a cada jogo da Seleção Inglesa e foram multados em US$ 2.000,00.

Ao saber da punição, o árbitro apenas declarou:

Infelizmente, você tem algumas pessoas que vão ao estádio, ficam bêbados e que provavelmente sequer assistiram ao jogo de rúgbi, eles só estão lá para ficarem bêbados e xingarem as pessoas. Mas eles são minoria“.

Ian Ritchie, presidente da Federação Inglesa, festejou a punição dizendo:

A Federação leva os valores de trabalho em equipe, respeito, disciplina e espírito esportivo muito a sério e está determinada a mantê-los no esporte. A punição foi exemplar.

E se fosse no Brasil?

Certamente não aconteceria nada. Ofender quanto a questão racial, sexual ou geográfica tem sido uma constante histórica nas arquibancadas. É cultural!

Quanto ao homossexualismo, já trabalhei com colegas de arbitragem gays. Eles existem no futebol – inclusive nos jogos de alto nível, e ninguém assume.

Impossível não tocar nesse assunto e lembrar sobre as questões que envolvem o assédio sexual, não exclusivamente homo mas sim também heterossexual no futebol. Alguém duvida que, como em diversas atividades profissionais, árbitros ou árbitras teriam ascensão na carreira por superiores após certos convites?

Nenhuma acusação aqui, mas muitas indagações… sendo a principal: punições à discriminação sexual existiriam de fato, seja por pressão de torcedores ou aliciamento de cartolas, caso fossem denunciadas?

Sem querer defender a causa e tampouco fazer apologia, mas fica o lembrete: futebol deve ser resolvido em campo, por competência e não por influência.

E você, o que acha sobre isso? Deixe seu comentário:
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– Palmeiras vive e a torcida sobrevive. E aquele pênalti, hein…?

Foi jogo para cardíaco! O Palmeiras permaneceu na série A do Brasileirão em tarde com roteiro de dramalhão mexicano.

– Primeiro ato: sofreu o gol no começo do jogo;

– Segundo ato: fez um gol através de pênalti inexistente de Dráusio, daqueles que, apesar da mudança da orientação da FIFA sobre “mão na bola” ser quase irrelevante, no Brasil teimamos a querer interpretá-la além do que ela realmente é. E fica a observação: houve um lance parecido envolvendo Lúcio, não marcado;

– Terceiro ato: o goleiro palmeirense Fernando Prass se consagrando como melhor em campo. Sinal de que o adversário, que veio com o time reserva, foi melhor do que o próprio mandante;

– Quarto ato: fim de jogo na ansiedade do término das demais partidas, com todo mundo permanecendo no Allianz Parque;

– Quinto ato: a comemoração efusiva da torcida do Verdão após o gol santista do atacante Thiago Ribeiro sobre o Vitória, garantindo a permanência do Palmeiras na 1a divisão. E o detalhe: neste jogo da Bahia, Thiago foi um dos piores em campo e quis o destino que dele surgisse o gol salvador…

Nota negativa para bajuladores na coletiva pós-jogo. Puxa, teve jornalista que tratou Valdívia como herói!

Que em 2015 seja tudo diferente…

Ops: a curiosidade ficará na imaginação: e se o adversário do Vitória fosse o Corinthians? Imaginaram o Palestra Itália comemorando um gol corinthiano?

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– E sobrou para o Marielson?

Dignas cenas clássicas dos melhores momentos de futebol amador promovidas por maus perdedores: trocando em miúdos, “o pau comeu” no jogo Figueirense/SC 1×2 Internacional/RS.

Quem estivesse desavisado, após o apito final do árbitro Marielson Alves da Silva, poderia pensar que o Figueira fora assaltado em casa e rebaixado para a 2a divisão com 3 pênaltis não marcados. Lêdo engano…

A gana com que o time catarinense jogou impressionou, em que pese a falta de técnica. Fosse assim o campeonato inteiro, levava o caneco nacional e em Minas Gerais se falaria apenas sobre o vice-campeão Cruzeiro.

Ironias a parte, a realidade é que o Figueirense, que só cumpria tabela no campeonato, entrou em campo com a faca entre os dentes.

Será que a diretoria havia prometido bicho extra pela vitória no sábado? Ou a derrota levou ao inconformismo de atletas que querem sempre vencer?

O amigo do renomado professor jundiaiense Dr Reinaldo Basile, o folclórico Zé Boca-de-Bagre (que sempre tem oportunas tiradas), deve ter dito que havia uma polpuda mala branca corinthiana em Florianópolis para os atletas, a fim de ajudar o Timão a ficar em 3o e não passar pelo purgatório que seria uma classificação em 4o lugar aos paulistas, levando-os para a Pré-Libertadores.

Será que foi isso que aconteceu?

Não sei. Mas que teria lógica acreditar que perder a grana da mala branca irritou alguns atletas, não duvido.

O Internacional virou a partida nos acréscimos, e eles fazem parte do jogo. Portanto, que o Figueirense não reclame, pois os minutos acrescidos foram justos.

Foram quatro expulsões durante a disputa de bola e uma após o término – e todas acertadas! Aliás, o baiano Marielson foi uma revelação da arbitragem brasileira nesse ano. Me recordo de sua ótima atuação na partida entre Botafogo 2 x 4 São Paulo no Mané Garrincha (em Brasília), e algumas outras boas apresentações. Se bem trabalhado, terá um ótimo futuro.

Sobre os vermelhos,

1) França (FIG) foi expulso aos 31min (2o t) por acertar um chute violento em Taiberson (INT). Corretíssimo!

2) Alan Ruschel (INT) recebeu o 2o amarelo por falta temerária, aos 43min (2o t). Como já tinha sido advertido, logicamente vermelho.

3) e 4) Wellington Paulista (INT) e Nirley (FIG), aos 48 m (2o t), trocaram cabeçadas e foram expulsos. Ninguém pode chiar por tal ato.

5) Depois da partida, Thiago Heleno empurrou o árbitro que não pode mostrar o cartão vermelho devido a confusão generalizada e acabou sendo expulso mesmo assim, segundo a súmula.

A cena que mais chamou a atenção foi a correria de enlouquecidos Thiago Heleno e França atrás do árbitro querendo agredi-lo a todo custo, sendo acompanhados pelo atacante do Internacional Rafael Moura, que protegia o árbitro até a entrada do policiamento. Evocando os poderes do “Castelo de Grayskull”, fazendo jus ao seu apelido de He-Man, foi um verdadeiro defensor do juizão. Aliás, o que acontecerá ao jogador França, que já houvera sido expulso no segundo tempo e voltou ao gramado para a bagunça? Ele, que antes corria atrás (e chegou a namorar) a bela Panicat Dani Bolina, resolveu correr atrás do baiano Marielson. Decadência…

Destaque para Argel Fucks, treinador que costumeiramente irrita a arbitragem, enerva a sua equipe e tem um estilo totalmente brucutu, lembrando suas atuações enquanto zagueiro. Desta feita, ficou longe do tumulto, sendo o mais calmo. Corrijo: o “menos nervoso”.

Enfim: incompetência do Figueirense dentro de campo e nenhuma culpa do árbitro pela derrota. E ficaremos na dúvida: por quê o time catarinense se enraiveceu tanto em uma partida que nada valia a ele?

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– Última Rodada do Brasileirão será com Desfecho Imoral?

O presidente Paulo Nobre declarou que o Palmeiras não cai para a segunda divisão. E não cairá mesmo!

Por vários motivos: por pendengas financeiras em negociações de atletas e bate-bocas diversos, a diretoria do Atlético Paranaense detesta a diretoria do Vitória. Caso o Furacão se esforçasse e vencesse o Verdão no Allianz Parque, ajudaria o desafeto. É claro que no mundo do futebol as paixões e birras falam muito alto.

O Palmeiras completo em casa contra um desanimado Atlético, que nada almeja no torneio e entrará com time Sub23, é favoritíssimo; e se perder, deve ser rebaixado para a série C pela grande incompetência!

Para quem é supersticioso, boa notícia: a CBF escalou para apitar Leandro Vuaden, que apitou 3 vitórias e 1 empate do Palmeiras neste Brasileirão. Com um detalhe: teremos 3 delegados da CBF no jogo: Wilson Seneme, Nilson Monção e Alício Pena Jr!

Fico pensando: e os times que jogaram contra o Atlético Paranaense quando ele “jogava para valer”? Não reclamarão de tal fato? Se quem brigava para a Libertadores e perdeu ponto contra o Furacão, ou quem ainda briga para não cair e se deu mal contra os paranaenses, jogasse contra ele contra o Sub23?

Claro que os paranaenses não tem nenhuma culpa da classificação dos demais e deve defender seus interesses, antecipando férias, testando garotos ou simplesmente poupando o elenco. Mas que é uma distorção, lógico que é!

E se ao invés de Vitória x Santos e Palmeiras x Atlético Paranaense, tivéssemos Vitória x Palmeiras e Atlético Paranaense x Santos? O desfecho do campeonato seria outro?

É evidente que ninguém previa esse panorama no início do campeonato e que isso é inevitável. Mas não seria uma injustiça do torneio de pontos corridos, que inegavelmente é o que premia o melhor time ao longo do ano?

Fico imaginando se Bernie Ecclestone fosse presidente da CBF e criasse, assim como fez no cargo de chefão da F1, uma rodada só de clássicos valendo o dobro de pontos.

Uau…

Mas ainda prefiro a fórmula atual. E você?
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