– O pênalti de Giay em Fluminense 3×2 Palmeiras, a Regra de Daronco no Maracanã e a Regra de Stefano na Arena da Baixada.

1- Objetivamente: pênalti se marca por intenção ou movimento antinatural. Casualidade / acidente de trabalho, não é pênalti.

Entenda:

No Maracanã, Giay foi cabecear a bola e ela bate na mão dele, com o braço aberto. O que se marca?

Interprete:

Ele teve a intenção de colocar a mão na bola? Eesqueça “desviou a trajetória e outros folclores”.

  • Não teve.

Ele estava com o braço em movimento natural (de quem está numa posição normal), ou com ele aberto demais, ou seja, antinatural, aproveitando o espaço?

  • Está antinatural.

Eu marcaria pênalti. E, embora alguém possa alegar que “bateu em uma parte do corpo dele e depois no braço”, lembre-se: isso acontece quando são lances a queima-roupa. Ali, o braço estava em movimento antinatural com ou sem o toque, desde antes do cruzamento.

2- Daronco fez o sinal de braços cruzados, como se fosse o protocolo internacional anti-discrminação da FIFA (para racismo, homofobia ou questões religiosas). Aqui no Brasil, diferente do mundo, mudou! Esse sinal servirá para dizer que só os capitães devem conversar com o árbitro, e o protocolo antidiscrimação deve ser com os braços cruzados no peito.

  • Pra quê termos uma regra diferente do resto do mundo?

Aliás, agora existe a clareza: deve receber o cartão amarelo quem vier reclamar, desde que não seja o capitão (educadamente). Por que criar o protocolo?

Lembre-se: no ano passado, essa mesma medida foi tomada (a de só o capitão conversar) e durou três rodadas. Ela é optativa (está na regra).

3 – Ontem, inclusive, na Arena da Baixada, Atheltico Paranaense 1×1 Red Bull Bragantino jogavam, e dois atletas se chocaram fortemente com a cabeça. O protocolo de concussão deveria ser acionado, e não foi. O Árbitro Alex Stefano deixou o jogo correr, e os atletas ficaram caídos no chão, esticados. Acabaram ficando fora do campo, mas o jogo deveria ser parado.

Ali, não houve protocolo de reclamação: ambos atletas reclamaram com o árbitro, teve bololô e o jogo ficou vários minutos parado. Cadê o “X” do árbitro cruzando o braço?

Só no Brasil temos tantas coisas diferentes em um mesmo campeonato…

 

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.