Chega a trazer constrangimento alheio para quem é árbitro e vê a situação: ao marcar um gol no Maracanã, Arrascaeta tirou a camisa e comemorou homenageando Oscar (ícone do basquete falecido nessa semana). O juizão Flávio Rodrigues de Souza aplicou (corretamente) o cartão amarelo.
- Poderia não ter dado?
INFELIZMENTE, não.
A regra é fria, não-passional, impessoal, insensível e… justa?
Justa, não consigo afirmar. Rogério Ceni quando fez 100 gols, extravazou e tirou a camisa. Também recebeu Cartão Amarelo. Mas ali foi um momento particular do goleiro-artilheiro. Hoje, com Arrascaeta, é diferente: Arrascaeta (sendo estrangeiro) homenageou um atleta brasileiro, ídolo indiscutível, nosso “Pelé do basquetebol”: Oscar Schmidt. Não fez uma “auto-homenagem” ou “média” com alguém de uma torcida, saudou um nome nacional (da estirpe de Ayrton Senna ou Edson Arantes do Nascimento).
E por que ele recebeu Amarelo (se ele não ofendeu ninguém, não cometeu indisciplina ou fez algo que faltasse de esportividade)?
Porque a Regra que fala sobre os uniformes dos jogadores, obriga a dar cartão Amarelo para quem “desconfigurar o uniforme, retirando a camisa”.
Isso surgiu nos anos 90, com a pressão de patrocinadores sobre a FIFA, que reclamavam que, no momento de maior exposição de suas marcas (a comemoração do gol), suas logos não apareciam pois os marcadores de gols tiravam a camisa…
Fico pensando: e se o Arrasca já tivesse recebido um cartão amarelo anteriormente? Se privaria da comemoração? Ou será que o árbitro “fingiria que não viu”?

