– Análise da Arbitragem de Chelsea 2×1 Palmeiras.

Três lances da arbitragem para discussão de Chelsea x Palmeiras:

1- Pênalti de Thiago Silva: ele pula com o braço erguido, em movimento de tirar vantagem intencionalmente. Repare que em outros dois jogos ele cometeu o mesmo infantil erro (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-ARt). Em um primeiro momento, errou o árbitro australiano Chris Beath (pois ele não marcou), mas foi corrigido pelo VAR italiano Massimiliano Irrati. Pênalti claro.

2- Pênalti de Luan: o palmeirense está pulando e se vira de costas, e nesse momento a bola bate em sua mão. Avalie:
A- Ele teve intenção de tocar a bola?
B- Não entra imprudência na Regra da Mão na Bola. Portanto, desconsidere quem dizer que “foi imprudente”.
C- Ele praticou um movimento antinatural? Ou seja: os braços dele se movimentam de maneira normal de quem pula, ou ele os movimenta de maneira antinatural, ampliando deliberadamente seu espaço, de maneira que, no fundo, deseja que seu braço ou sua mão interceptem a bola?
No Brasil, é um lance dos ”marcáveis”, pois na dúvida, aqui se marca. Na Europa, raramente. O australiano não marcou num primeiro momento. O italiano fez seu papel e chamou para verificação. Na sequência, o árbitro decide marcar.
Eu não marcaria. Entendo que é um movimento natural do corpo – e mais, verifique que ele tenta recolher o braço, que por ser um chute muito próximo e rápido, não consegue.

3- Expulsão de Luan. De novo, o árbitro da Austrália não marca. De novo, o vídeo-árbitro da Itália chama para verificação. E nela, se verifica o necessário cartão vermelho (oportunidade manifesta de gol).

Percebamos o seguinte: o VAR da Itália chamou o árbitro em 3 corretas e pontuais oportunidades. Ele fez a sua parte (lembrando: ele não decide nada, apenas cumpre protocolos). O árbitro da Austrália foi exigido apenas nesses 3 lances, e modificou nas 3 a sua decisão. E aqui vale o apontamento: não temos arbitragem de 1a linha na Austrália, o juizão foi escalado para dar conotação global ao evento, decidido entre sul-americanos e europeus. O árbitro tem que ser à altura do jogo, independente da nacionalidade.

Será que, sabedor das orientações equivocadas aqui no Brasil, o australiano resolveu apitar seguindo as Regras e Orientações do Campeonato Brasileiro?

Em tempo: é muito bom ver a rapidez da decisão do VAR, sem se preocupar em ficar parado num monitor deixando os patrocinadores serem filmados.

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.