– A jornada do Grêmio no Mundial de Clubes começa. Algumas considerações sobre o Torneio:

Sou um daqueles que torcerão para qualquer clube brasileiro que esteja disputando torneios internacionais. E, nesta 3a feira, o Grêmio-RS começará sua luta pelo bicampeonato mundial de clubes (lembremo-nos que o primeiro título veio da Copa Intercontinental Toyota Europa – América do Sul, que era a disputa que dava tal status na época, substituída pelo atual modelo).

Entretanto, algo que sempre me perturbou: o “Mundial de Clubes” não é Mundial de verdade. É “Copa das Confederações de Clubes”. Ou é concebível uma disputa para saber qual o maior time do planeta sem Manchester City, Barcelona, PSG, Juventus e outras importantes agremiações?

Reproduzo o que publiquei nesse mesmo blog no ano passado, quando o Kashima Antlers do Japão se sagrou o segundo melhor time do mundo (ou vice-campeão mundial de clubes de futebol, como você preferir), após ser derrotado para o Real Madrid na final.

Abaixo, extraído de: https://professorrafaelporcari.com/2016/12/15/as-questoes-provocativas-que-emanam-do-mundial-de-clubes-da-fifa/

AS QUESTÕES PROVOCATIVAS QUE EMANAM DO MUNDIAL DE CLUBES

Se o Kashima Antlers for vencedor do Mundial de Clubes da FIFA, que está acontecendo no Japão, será o legítimo Clube Campeão do Mundo em 2016. Mas indiscutivelmente não será o mais forte nem o melhor clube deste ano. 

Cá entre nós: o torneio é uma Copa das Confederações de Clubes, e em confronto único (mata-mata), tudo pode acontecer.

Claro, a ideia de uma verdadeira Copa seria utópica pois o calendário não permite; mas ao mesmo tempo, mais justa: um torneio mundial aos moldes da Copa do Mundo de Seleções, com fase de grupos e depois eliminatória. Aí sim teríamos uma verdadeira WorldCup de times, com Barcelona, Juventus, Manchester City, PSG, Benfica, Boca Juniors, Palmeiras, entre outros “grandões do planeta-bola”. 

Seria muito bacana a UEFA Champions League classificar (por exemplo) 5 equipes, a Libertadores 3, a Concacaf 2, e continentes com clubes menos expressivos (os da Ásia, África e Oceania), entrando em uma pré-fase. 

São ideias. Mas enquanto elas não se efetivam, esses torneios, como a Toyota Cup, Mundial da FIFA, Taça-Rio, que representam/representaram TORNEIOS INTERCONTINENTAIS, acabam/acabaram sendo considerados os Campeões do Mundo (mesmo que os vencedores, eventualmente, não representem verdadeiramente o Melhor do Mundo naquele ano de disputa). Ou alguém crê que a Grécia era a melhor Seleção da Europa quando tivemos a Eurocopa em Portugal? Só no futebol que nem sempre o melhor é o campeão.

Aliás, Raja Casablanca e Kashima Antlers, times anfitriões e aclimatados com as cidades-sedes, que vieram de fases anteriores, chegaram às finais. É o ônus dos demais adversários em aceitar tal molde de torneio. 

Para mim, reitero: se vencer o torneio, o Kashima Antlers será sim Campeão Mundial de Clubes 2016, mesmo que não seja o melhor time de futebol do planeta (em decorrência do torneio ser tão restritivo aos campeões continentais e do país-sede).

Imagine Messi ou Suárez sendo questionados e “trolados” pelo fato do simpático time japonês ser campeão mundial de 2016 e eles, tão famosos e paparicados, não ganhando nada (e nem disputando!).

Bobagem e paciência. Se respeite o vencedor.

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