– Espairecendo na tarde de 6a feira!

Ufa! depois de um dia cansativo de trabalho, pude à tardinha curtir um hobby muito bacana: a fotografia!

Quatro cliques da região da Serra do Japi para tirar o stress:

1- Que tal um tipo de palmeira ornamental com esse azul infinito ao fundo?

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2- O bucólico trevo de Itupeva no entardecer:

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3- A calmaria verdejante que convida a amarrar uma rede em algum lugar por aqui…

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4- Enfim, solitárias nuvens rompendo a imensidão!

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Quer coisa melhor do que a paisagem da natureza para espairecer?

– Lecionar em Universidade Federal ou Estadual?

O reitor da Unicamp, Prof Dr José Tadeu Jorge, escreveu um brilhante e esclarecedor artigo na Folha de São Paulo, Página A3, “Tendências e Debates”, sobre as diferenças e dificuldades dos professores de universidades públicas. E alerta: quem dá aula em Universidade Federal, hoje, pode ganhar até R$ 12.000,00 a mais do que seu colega de Universidade Estadual!

Abaixo:

O COMEÇO DO FIM

Não é por acaso que USP e Unicamp são as melhores universidades da América Latina e se situam, juntamente com a Unesp (Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”), entre as melhores do mundo. Um fator decisivo para conquistar suas posições destacadas foi o processo de autonomia com vinculação orçamentária iniciado no ano de 1989.

Desde então, responsabilidade, compromisso social e planejamento tornaram-se princípios fundamentais dos projetos dessas universidades, propiciando indicadores de qualidade e produtividade muito acima da média nacional.

A carreira de um professor universitário em instituições públicas é baseada no mérito. Nas universidades estaduais paulistas só é possível ingressar por concurso público e depois da obtenção do título de doutor. Um programa de doutorado exige, no mínimo, de quatro a cinco anos de intensa dedicação. O cargo final da carreira é o de professor titular, alcançado por cerca de 40% dos professores após 20 a 25 anos, em média.

Ao longo desses 26 anos de autonomia plena, as universidades públicas paulistas estabeleceram uma carreira atrativa, condição indispensável para conquistar a liderança qualitativa que hoje ostentam. Sem contar com os melhores professores e pesquisadores jamais teriam conseguido chegar aos níveis de qualidade que hoje ocupam.

Todo esse cenário, construído com muito esforço e dedicação, começa a ruir. Uma sequência de equívocos está conduzindo as universidades estaduais paulistas à vala comum dos serviços públicos burocráticos e pouco qualificados.

A raiz dos acontecimentos pode ser identificada em uma mudança constitucional aprovada em 2003, desrespeitando o conceito básico da própria Constituição, que permitiu tetos salariais distintos para atividades, fundamentalmente, iguais.

Tanto a Constituição Federal, com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação consagram o caráter nacional da educação. Não há distinção entre universidades federais e estaduais. Pelo contrário, os textos legais destacam a necessária articulação e integração entre os diferentes sistemas e níveis.

Trata-se de conceito idêntico ao que se aplica aos membros da magistratura federal e estadual, que, por decisão do Supremo Tribunal Federal, têm o mesmo teto salarial.

O teto salarial do sistema federal é de R$ 33.763. Assim, um professor universitário de uma universidade federal pode receber até esse valor. Entretanto, cada Estado da Federação pode fixar seu subteto. Dezesseis Estados optaram por definir o subteto com base no subsídio do desembargador (R$ 30.471,11) e quatro escolheram o de ministro do Supremo Tribunal Federal (R$ 33.763).

Apenas sete Estados fizeram a opção de limitar os salários aos subsídios dos seus governadores, entre eles São Paulo, onde o limite é de R$ 21.613,05. Esse valor só não é menor do que os subtetos dos Estados de Espírito Santo e Ceará.

A evidência é estarrecedora! Ser professor de uma universidade do sistema federal permite ganhar, por mês, cerca de R$ 12 mil a mais do que o mesmo professor em uma universidade estadual paulista, as melhores da América Latina.

Ótimo para as universidades federais, sentença de morte para as estaduais paulistas, que não mais conseguirão atrair os melhores professores e pesquisadores.

Dirigentes e legisladores estão, portanto, diante de opções que impactarão decisivamente a história: consolidar a conquista da condição de melhores universidades da América Latina ou condenarem essas instituições ao papel de meras figurantes no enredo do desenvolvimento social e econômico.

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– A Procuradoria do STJD quer acabar com os Palavrões no Futebol!

Calma, o texto não é de hoje, mas sim de 25 de agosto de 2012. Há exatos 5 anos, o STJD discutia a “punição ou não” contra xingamentos diversos. A postagem da época, deste mesmo blog, aqui:

PALAVRÃO NÃO PODE MAIS?

Nesta quinta-feira, o Flamengo será julgado no STJD pelo fato da sua torcida chamar o jogador Loco Abreu de “viado”, na partida contra o Figueirense. A denúncia foi feita pelo procurador Maran Carneiro da Silva, que, segundo ele próprio, luta para “reverter a contracultura” do futebol.

A ideia do procurador é iniciar uma batalha contra ofensas em estádios, seja um xingamento contra o adversário ou um desabafo contra o árbitro, responsabilizando o time pelos seus torcedores.

Na partida entre Santos 1 X 3 Bahia, Paulo Henrique Ganso foi severamente hostilizado pelos torcedores do próprio time do Santos. O STJD iria atuar, como Maran Carneiro quer, denunciando a equipe santista?

Pior: no jogo Portuguesa 3 X 0 Palmeiras, os jogadores palmeirenses foram ofendidos pela sua revoltada torcida e ironizados pelo adversário. Indiciar-se-ão Lusa e Verdão?

Já a tarefa mais fácil será quanto aos árbitros: aproveita-se a animosidade cultural entre os torcedores e apitadores, e abre-se um processo contra os 20 clubes da série A. Ah, e não podemos nos esquecer dos da série B também.

No momento em que o STJD quer ser excessivamente politicamente correto, é inacreditável que passe pela cabeça de um procurador que existirão dias em que o torcedor dirá calmamente ao árbitro: “Professor, o senhor, na sua magnífica sapiência, se equivocou na não-marcação de um tiro penal a favor da nossa equipe. Tal falha se deve a má fama da sua genitora ou pela preferência sexual que julgo ser diferente da minha?”

O STJD está caprichando nesse ano. Ontem, por exemplo, mais um árbitro foi levado ao tribunal pelo fato do STJD discordar da cor do cartão. Curioso: a defesa do advogado do árbitro foi a de que o Cartão Amarelo aplicado por Marcelo de Lima Henrique na partida FLA X VAS (e contestado pelo STJD) teve “ação conjunta do sexteto de arbitragem”. Ou seja: os 6 árbitros em campo conversaram entre si e foram unânimes. É o conceito de cartão múltiplo criado no futebol. Argumento risível para indiciamento indevido (resultado: justa absolvição do árbitro).

E você: acredita que a manifestação do procurador Maran Carneiro da Silva em responsabilizar o clube contra ofensas das arquibancadas reduzirá o número de palavrões nos jogos?

Abaixo, extraído do Jornal “Extra” – RJ, link em: http://is.gd/mZR2Np

PROCURADOR QUER BANIR PALAVRÕES DO FUTEBOL

O politicamente correto invadiu os campos de futebol. Para a alegria das mães de árbitros e de jogadores que gostam de provocar as torcidas adversárias, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) quer limpar a boca dos torcedores que extravasam suas emoções de forma não tão polida. Só que quem pode pagar o pato por isso são os clubes. E o primeiro da lista é o Flamengo, que irá a julgamento nesta quinta-feira pelos gritos de “El Loco viado” de sua torcida no jogo contra o Figueirense, dia 8, em Florianópolis.
O Rubro-negro pode pagar não só o pato como também R$ 100 mil. Esse é o valor máximo da multa caso seja condenado no artigo 191, incisos I e III (deixar de cumprir uma obrigação legal ou de regulamento) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. A obrigação, no caso, seria conter seus torcedores.
A denúncia foi feita pelo procurador Maran Carneiro da Silva (PR). Ele se baseou no artigo 67 do código disciplinar da Fifa, que responsabiliza o clube pela conduta de sua torcida, e no artigo 13-A do Estatuto do Torcedor, que define as condições de acesso e permanência dos torcedores em um estádio.
Grosso modo, o que a Procuradoria do STJD espera é o que nem mães e professoras conseguiram. Só que ao invés de dar palmadas, pretendem controlar a boca dos torcedores fazendo doer no bolso de seus clubes.
– Hoje já não há tantos casos como arremessos de objetos e ofensas. O torcedor já sabe que pode prejudicar o seu clube – disse o procurador-geral Paulo Schmidt, que considera normal a denúncia de Maran. – A partir do momento que há ofensa, como, por exemplo, no caso da faixa xingando a mãe do Ronaldinho Gaúcho (no jogo entre Atlético-MG e Grêmio), este é o caminho normal.
No entanto, para Marco Aurélio Assef, advogado do Flamengo, o caso de Loco não se enquadra nos citados por Schmidt. Ele pretende mostrar que a torcida foi provocada pelo jogador ao beijar o escudo do Botafogo, sob a camisa do Figueirense.
– O Loco Abreu incitou a torcida do Flamengo, que apenas reagiu – disse o advogado, que reclamou da denúncia do STJD. – Além de exagero, é casuísmo. Quando no time adversário você tem um jogador que se destaca mais que os outros, é comum a torcida xingá-lo. Então porque só o Flamengo? E porque só nessa partida?
Quem também irá a julgamento é Leo Moura. Expulso contra o Figueirense, ele pode pegar cinco jogos de gancho. Nesta quarta, será a vez de Adryan, que pela entrada em Auremir, do Vasco, pode pegar de quatro a 12 jogos.

‘Um estádio de futebol não é território imune às leis e à educação’
Maran Carneiro, procurador do STJD, no processo nº 22 de 23/08/12
“A Procuradoria de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro, tomando por base a súmula elaborada pelo árbitro da partida realizada em 08/08/2012, (…), vem respeitosamente oferecer denúncia em desfavor de: (…) Clube de Regatas do Flamengo, em razão de sua torcida ter, a partir dos 44 minutos do segundo tempo, até o final da partida, entoado coro com a seguinte e repetida expressão: “El Loco viado”, assim o fazendo no intuito de nitidamente injuriar o atleta Washington Sebastian Abreu (…).
(…) Considerando-se que situações como a em tela são previsíveis, surge de crucial importância a penalização de clubes e federações justamente para que se logre impedir a perpetuação de tais condutas.
É mais do que chegado o tempo de a sociedade brasileira entender que um evento desportivo não pode ser justificativa para ofensas baixas e vis, da mesma forma que uma praça desportiva, seja uma cancha, ginásio ou um estádio de futebol, não é território imune de (sic) leis e de educação.
Muitos ainda acham que, por estarem no interior de um estádio de futebol, estão em lugar sem lei e que por isso podem, a seu bel-prazer, lançar ofensas, notadamente mediante o uso de palavrões.
É preciso reverter esta contracultura e isto começa com a punição daqueles que toleram e, por omissão, concordam com tais nefastas práticas”.

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– Os Jogadores e as Sacas de Café

Há pessoas que tem o dom de escrever bem em analogias. Leio o artigo “A CBF tem que acabar” sobre “exportação de café e futebol”!

Não resisti: compartilho-o pelo excepcional texto e conjunto de idéias as quais tenho certeza de que as pessoas que prezam pela lisura e competência no esporte gostarão. Nele, há dados impressionantes.

Extraído da Revista Superinteressante, Ed 336, pg 30-31 (Agosto/2014).

A CBF TEM QUE ACABAR

Por Alexandre Versignassi e Guilherme Pavarin

O Porto de Santos é a cafeteira do mundo: um terço do café torrado na Terra passa por ali, numa jornada que começa nas fazendas do Brasil e termina nas xícaras de Madri, Milão, Moscou, Kiev… Não só nas xícaras. O maior comprador do nosso estimulante preto, ao lado dos EUA, é a Alemanha. Mas eles não tomam tudo. Revendem uma parte razoável, porque é um negoçião: os alemães pagam mais ou menos R$ 400,00 em cada saca de 60 quilos e reexportam para o resto da Europa por R$ 800. Sem industrializar nada, só revendendo café “cru” mesmo, do jeito que ele sai das roças daqui. Não é malandragem, é logística: eles podem fazer isso graças à sua malha ferroviária cheia de tentáculos, veias e artérias. Reexportar dali para o resto da Europa é fácil. Num ano típico, os caras importam 18 milhões de sacas e revendem 12 milhões. Isso faz da

Alemanha o terceiro maior exportador de café do mundo, atrás apenas do Brasil e do Vietnã. Tudo sem nunca ter plantado um pé de café.

Tem mais: das 6 milhões de sacas que ficam dentro da Alemanha, uma parte vai para Schwerin, uma cidadezinha de conto de fadas perto da fronteira com a Dinamarca. Por lá, os grãos brasileiros reencarnam na forma de cápsulas de Nespresso. E ganham preços que até outro dia só eram praticados no mercado de outro estimulante – branco. Um quilo dessas cápsulas acaba saindo por R$ 400,00 no varejo, quase 70 vezes o quilo do café cru. É 70 X 1 para a Alemanha.

No futebol é parecido. Exportamos o material cru, os atletas jovens, e importamos o produto acabado – não exatamente os jogadores, porque quando eles voltam geralmente estão é acabados mesmo. O que a gente compra é o espetáculo. Por mais que ninguém torça de verdade por um Real Madrid ou por um Bayern, todo mundo entende que o futebol para valer está lá fora, e que o Campeonato Brasileiro, na prática, é só uma série B do futebol mundial.

Um segunda divisão que alimenta a primeira com uma voracidade extrativista. O Brasil é o maior exportador mundial de jogadores, ao lado da Argentina. Vende por volta de 1.500 atletas/ano. Não faz sentido. Guido Mantega à parte, ainda estamos entre as dez maiores economias do planeta, à frente de destinos futebolísticos consagrados, como a Espanha e a Itália. Mesmo assim, nosso futebol não tem força econômica para reter pé-de-obra, e não para de ceder atletas para Madri, Milão, Moscou… E Kiev.

Até para a Ucrânia, que tem um PIB menor que o da cidade de São Paulo, a gente perde jogadores. Entre os atletas menos estrelados é pior ainda. Se o cara não consegue vaga nos times grandes daqui, qualquer tralha leva: Chipre, Malta, Bulgaria… Em 2013,

20 foram para o Vietnã, e dois ajudaram a engrossar a população das Ilhas Faroe, que tem 50 mil habitantes e PIB menor que o de Matão, uma cidade no interior de São Paulo (R$ 5 bilhões).

Até os 7 X l, o único patrimônio realmente sólido do futebol nacional era a Seleção. Sólido e lucrativo: a CBF faturou R$ 478 milhões com o time nacional em 2013. Só o patrocínio da camisa de treinos do time trouxe R$ 120 milhões. A Alemanha, segunda colocada nesse ranking, só levantou R$ 40 milhões com a dela. A Argentina, com Messi e tudo, R$ 10 milhões.

(…) Os 13 maiores clubes do País somam R$ 4,7 bilhões em dívidas. Tudo fruto de um péssimo gerenciamento, cuja inspiração vem lá de cima, da Confederação Brasileira de Futebol. Por essas, qualquer solução para o esporte passa pelo fim da CBF. Pelo fim do modelo atual, pelo menos. A entidade, hoje, é tão democrátíca quanto um feudo do século 13. Só existem 47 votantes para a presidência – 20 clubes da série A mais 27 federações estaduais. Ou seja: um colégio eleitoral altamente manipulável, que garante reeleições eternas para quem estiver lá em cima. (…).

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– Capriche na Mira para não ser Multado!

Se a moda pega… Na China, quem for ao banheiro e errar o xixi no mictório pagará multa equivalente a R$ 38,00!

Extraído de Revista Época, 21/08 pg 16

A ORDEM É CAPRICHAR NA MIRA

Sujou. Fiscais na cidade de Shenjen, no sul da China, passarão a multar em 100 yuan (R$ 38) os usuários de banheiros públicos masculinos que urinarem fora do mictório. O governo criou a lei para conter o que chamou de “uso grosseiro de um banheiro público” – parece que a coisa andava feia em Shenjen. A nova lei foi motivo de intenso debate em jornais locais e na versão chinesa do Twitter, o Weibo. A medida, que começará a valer em setembro, impõe alguns desafios para os homens da lei. Não se sabe que quantidade de urina precisa respingar fora do mictório para ser considerada uma infração. Uma gota já vale? Críticos afirmam que serão necessários inspetores em cada banheiro para cumprir a lei. Com os olhos bem abertos.

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– ESCLARECIMENTO: sobre o educado e respeitoso debate em mais de 140 caracteres com ex-árbitros.

Como a conversa foi pública, e recebi algumas mensagens via E-mail, Messenger e WhatsApp perguntando sobre uma determinada situação via Twitter, acho importante esclarece-la a fim de não precisar responder individualmente às pessoas que têm me questionado (afinal, a minha caixa de mensagens lotou com perguntas de quem possa estar interpretando mal, envolvendo outras pessoas).

Na manhã do dia 24 de agosto, fui citado num tuíte do ex-árbitro Guilherme Ceretta ao ex-árbitro da FIFA Sálvio Spinola Fagundes, atualmente comentarista dos canais ESPN. A questão se iniciou com essa pertinente postagem sobre a má escala de um bom árbitro carioca no jogo entre Cruzeiro x Grêmio, que definiria o adversário na final da Copa do Brasil com o vencedor de Flamengo x Botafogo (o que concordo plenamente com Sálvio – se temos 10 árbitros FIFA, por que justo um carioca?). Veja:

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Meu comentário foi a respeito da independência de quem pode criticar, já que muitos árbitros e ex-árbitros procuram afagos dos dirigentes atuais e se submetem à defesa dos cartolas do apito, inconteste. E reafirmo a minha concordância com o amigo Sálvio Spinola, discordando respeitosamente do também ex-colega Daniel Destro, pois isso não é, em meu parecer, “alimentar imaginário popular”, mas é sim colocar o dedo na ferida de um erro de escala. Para minha surpresa, fui citado por Ceretta. Abaixo, onde tento entender o motivo ao qual sou questionado:

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Ora, repito aqui: se fez por merecer, elogios. Se não foi bem, críticas respeitosas acusando o erro e a regra correta. Normal. E mais: quem disse que precisa ter apitado clássico para conhecer as Regras? Pelé, maior jogador de futebol de todos os tempos, nunca foi treinador de ponta. Tite, Felipão, Luxemburgo ou Parreira, só tiveram o devido reconhecimento como treinadores. Ou vai me dizer, por essa lógica, que comentarista esportivo nada entende? Na discordância respeitosa, abaixo:

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Na nova resposta, lembro que os homens mais corretos do entendimento das Regras do Futebol, assim como eu, não foram árbitros do quadro da FIFA. Alguém se recorda do grande professor e instrutor FIFA Gustavo Caetano Rogério apitando Flamengo x Vasco no Maracanã? Ou de Roberto Perassi, professor da Escola de Árbitros e também instrutor FIFA, quando encerrou a carreira num Palmeiras x Corinthians? Pois bem: nem sempre o “craque em campo” é o melhor professor, e vice-versa. Segue na ordem do twitter:

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Educadamente, mostrei a contradição. Se eu nunca apitei uma situação semelhante de semifinal de Copa do Brasil (assim como os citados Perassi e prof Gustavo, anos-luz à minha frente em estudos e conhecimento), e por tal motivo não poderia comentar arbitragem (segundo a lógica dita pelo colega), me causa espanto a defesa de Ceretta do Coronel Marcos Marinho, que nunca foi árbitro de futebol, mas que pode escalar os apitadores! Como explicar? O que o militar apitou? Abaixo:

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Enfim: ser educado com o trato das pessoas não é sinal de competência na área técnica. Sou muito cortês com todos, mas eu não posso dirigir uma ação de combate da Polícia Militar. A situação inversa se faz verdadeira também. Ademais, é notório que houve regressão na qualidade da arbitragem paulista. Continua:

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Penúltimo comentário dos tuítes: a minha discórdia vai pela questão técnica e da competência do cargo. Nada pessoal contra o Coronel Marinho e seu assessor da época de FPF, Arthur Alves Júnior (o Arthurzinho do Sindicato). Creio que são pessoas honestas, mas entendo que o cargo que exerceram/exercem trouxe/traz regressão à qualidade dos árbitros do estado de São Paulo, respingando na má atuação no Campeonato Brasileiro também. Nossa última mensagem:

Ultima

Claro que desejo credibilidade, e nesse ponto concordo com Ceretta mas faço uma correção: tem que acabar não com a política, mas com a politicagem!

Portanto, reitero: foi um bate-papo respeitoso, esclarecedor, que vez por outra pode ser um pouco confuso pela permissão de apenas 140 caracteres do Twitter. Aceito as opiniões do ex-árbitro Daniel Destro do Carmo, que por sinal é o tradutor do Livro de Regras para o português (parabéns pelo esforço), ao Guilherme Ceretta de Lima (que estava ou está nos EUA, é micro-empresário e não sei se ainda exerce o ofício de modelo) e ao Sálvio Spinola Fagundes Filho (este conhecido internacionalmente e que dispensa apresentações).

Tomamos rumos diferentes em nossas carreiras pós-arbitragem dentro de campo, e todos podemos ter discordância de opiniões, afinal é a democracia – desde que sejam educadas, sem animosidades e conflitos de relacionamento, mesmo que haja simpatia por determinado estilo literário ou caminho ideológico do mundo do futebol. O meu, certamente, é desprovido de vaidade, de aproximação de dirigentes ou bajulação de membros das entidades citadas (como também devo crer dos meus amigos citados na pública conversa). Aliás, se não fosse aberta, é claro que não faria esse necessário esclarecimento. Gosto e sou apaixonado pela prática e pelo estudo do futebol, seja na questão tática/prática/teórica, na sociologia do esporte como entretenimento/ciência/business e, evidentemente, na arbitragem e suas regras de futebol. Estamos sempre humildemente estudando e aprendendo, pois nunca seremos donos da razão – sejam nas searas do futebol (como colunista e comentarista em Rádio, TV e Jornal), nas minhas atividades comerciais (que nada têm a ver com o esporte) ou nas acadêmicas (que são de ciências gerenciais).

Esporte é amizade, é ética, é honestidade. Fair play. Que todos tenham a opinião respeitada e nunca censurada.

Atenciosamente,

Rafael Porcari
rafaelporcari@gmail.com
ProfessorRafaelPorcari.com
PergunteAoArbitro.Wordpress.com

MENSAGEM PARA REFLEXÃO
“O esporte deve servir para inspirar os valores éticos e cristãos”Papa João Paulo II

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– A bela manhã que nos traz inspiração!

Chegou a 6a feira, que para muitos, é o último dia de labuta. Mas nem para todos é assim… Tudo bem, trabalhar é muito bom e eu gosto!

Nossa rotina motivacional, dividida com os amigos, buscando inspirar a prática esportiva e a busca da saúde do corpo, da alma e da mente, em 5 cliques mobgráficos, já que fotografia é um gostoso hobby:

MOMENTO 1:
Bom dia!
Pronto para sacolejar o esqueleto num bom cooper. Vamos correr?

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MOMENTO 2:
Correndo e Meditando no dia de São Luís (Luís IX, Rei da França), homem penitente e de oração.

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MOMENTO 3:
Fim de cooper – suado, cansado e feliz, curtindo a beleza das flores.

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MOMENTO 4:
Desperta, Jundiaí. Contemplando o dia bonito, parado por dois minutos olhando o horizonte!

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MOMENTO 5:
Natureza magnífica com o sol a nos inspirar!
07h00, c’a beleza da nossa alvorada caipira vou trabalhar.

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Ótimo dia a todos nós!