Neste sábado, em nossos encontros da Catequese do Crisma, teremos a alegria de contar com a presença de um seminarista e uma freira para falarmos sobre Vocação!
Nesta postagem, não falo sobre o encontro que realizaremos, mas sobre minha visão sobre o tema: há muita curiosidade, medo e desconhecimento por parte dos jovens sobre o assunto. E por vários motivos. Um deles: o sexo. Pelo fato de um padre ou uma freira optarem pelo celibato, fica a preocupação com essa questão. Ora, o ato sexual é apenas um ingrediente da vida de casado, não o principal motivo da união da vida de um casal. Se a pessoa “não for boa na cama”, acaba o Sacramento que celebraram no Casamento? Nada disso, o amor carnal não deve ser o principal, mas o sentimento sim.
Outra questão: “a vida religiosa em si”. Cumprir regras, ter disciplina, se dedicar a causas onde você não receberá um “obrigado” na maioria das vezes, de fato é algo para vocacionados. Optar por uma vida dedicada de oração e serviço é algo divino; e por ser assim, Deus ajuda. Mas lembremo-nos: as pessoas são vocacionadas tanto à Ordem quanto ao Matrimônio, e podem servir a Deus dentro das suas condições e de acordo com os dons que o Espírito Santo dá.
Sempre vi a vocação (seja ela qual for) como uma coisa própria de cada pessoa. Ou melhor, um dom particular! Estar a serviço do próximo, não ter tempo (nem permissão) para constituir uma família de sangue e ser exemplo para a comunidade torna-se um desafio! Prazeroso se imaginarmos que se está atendendo ao próprio pedido de Jesus: “ide ao mundo e levai o Evangelho à toda criatura”. Mas será um fardo se a pessoa se deixar pela imposição materialista de muitos costumes contemporâneos, como o desejo do conforto, do bem material, da vaidade e, principalmente, de um mundo egoísta e competitivo.
Quanto aos seminaristas e às noviças, fica a minha admiração. Não estão abdicando da vida social, mas se dedicando à vida comunitária. Isso é vocação!
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