– A Campanha da Fraternidade 2015 começará 4a feira!

Sobre o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e como lema “Eu vim para servir”, começará mais uma Campanha da Fraternidade, tradicional evento anual promovido pela Igreja Católica na Quaresma.

Compartilho artigo enviado pelo jornalista da Pastoral da Comunicação, Reinaldo Oliveira. Abaixo:

IGREJA E SOCIEDADE – A IGREJA PROMOVE O DIÁLOGO

Por Diácono José Carlos Pascoal – Salto/SP – Diocese de Jundiaí

“Aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, como serviço ao povo brasileiro, para a edificação do Reino de Deus” (Objetivo Geral da Campanha da Fraternidade de 2015, Texto-base, pg. 10). Este é o objetivo geral da CF 2015, que tem como tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e como lema “Eu vim para servir” (cf. Mc 10,45). Ela nos convida a sermos uma Igreja atuante, participativa, consoladora, misericordiosa, samaritana.

“A CF 2015 faz memória do caminho percorrido pela Igreja com a sociedade: quer identificar e compreender os principais desafios da situação atual; apresentar os valores espirituais do Reino de Deus e da Doutrina Social da Igreja, com elementos autenticamente humanizantes; identificar as questões desafiadoras na evangelização da sociedade e estabelecer parâmetros e indicadores para a ação pastoral; aprofundar a compreensão da dignidade da pessoa, da integridade da criação, da cultura da paz, do espírito e do diálogo inter-religioso e intercultural, para superar as relações desumanas e violentas; buscar novos métodos, atitudes e linguagens na missão da Igreja de Cristo de levar a Boa Nova a cada pessoa, família e sociedade; atuar profeticamente à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para o desenvolvimento integral da pessoa e na construção de uma sociedade justa e solidária” (Apresentação da CF 2015 – CNBB, Regional Sul 1).

Por ser instituição de grande credibilidade na sociedade, a Igreja propõe o diálogo, o debate e a busca por soluções que melhorem a vida do povo. Os altos índices de violência requerem não apenas estudos, mas ações que provoquem a cultura da paz. Os escândalos de corrupção, que há muitas décadas vêm causando a indignação do povo, deve ser combatida na raiz. A CNBB tem tomado a frente nesses debates em uma das suas principais causas: a falta de uma autêntica reforma política, indesejada pelos mandatários e congressistas, justamente por interromper essa perniciosa “fonte de lucros” pessoais, grupais e partidários.

Ainda há, infelizmente, dentro do seio da Igreja quem se oponha a esse debate porque requer ação política. Esquecem esses que a reflexão quaresmal, que nos prepara para a Páscoa nos leva a atitudes em favor do próximo. Rezar é primordial para nos sustentar na fé, mas não devemos nos esquecer que é a fé que nos motiva à ação: “Fé com obras”, como nos ensina São Tiago (cf. Tg 2,14-18).

A sociedade precisa desse diálogo que a Igreja no Brasil propõe nesta Campanha da Fraternidade. E a Igreja precisa dar testemunho de Jesus Cristo, não apenas em palavras, mas em obras. “Eu vim para servir, não para ser servido” (Mc 10,45) não é apenas uma frase de efeito, mas o mandato de Jesus que diz: “vai e faz o mesmo”. Mãos às obras!

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