– Nova compra de Universidades: Cruzeiro do Sul assume Unicid

Depois da Anhanguera levar a Uniban e a Kroton a Unopar, agora é a vez da Universidade Cruzeiro do Sul assumir a Unicid

A tendência parece ser essa: a de grandes faculdades absorverem outras. E ficará a questão: sobrarão pequenas instituições?

Extraído do Brasil Econômico: http://is.gd/x4ycsH

ACTIS ENTRA NA CRUZEIRO DO SUL, QUE COMPRA UNICID

Por Francisco Marcellino

Actis LLP acertou a compra de uma participação minoritária da Cruzeiro do Sul Educacional, administradora de universidades, por R$ 180 milhões, segundo informou a assessoria de imprensa da Actis.

Como parte do acordo com a Actis, a Cruzeiro do Sul acertou a compra da rival Unicid, porém, detalhes da operação não foram revelados.

A Actis, com sede em Londres, é um fundo de private equity que administra US$ 4,6 bilhões.

– O Desafio de Fortalecer os Árbitros Paulistas em 2012

Em 2005, São Paulo contava com um grande leque de árbitros TOP para clássicos: Seneme, Paulo César de Oliveira, Sálvio Spínola, Cleber Abade, Anselmo da Costa, Romildo Correia e Rodrigo Martins Cintra. Dos clássicos disputados no Campeonato Paulista, raramente o sorteio fugia do nome deles.

Anselmo e Romildo pararam. No ano passado, Rodrigo Martins Cintra foi para o Nordeste; Cleber Abade encerrou a carreira. Idem para Sálvio Spínola. Assim, faz-se necessário o surgimento de novos nomes, que sejam unanimidade entre clubes, torcedores, jornalistas, especialistas e próprios árbitros (claro, entenda ‘unanimidade’ como ‘nome aceito em jogo importante’, pois ela inexiste na arbitragem).

Nomes como os dos experientes Rodrigo Braguetto ou Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza ganharam mais força; Luís Flávio de Oliveira, aspirante a FIFA, se firmou ainda mais. Flávio Guerra, de alguns clássicos, perdeu espaço. Guilherme Ceretta vem como o emergente da vez: bom árbitro, criticado por muitos pela dedicação à sua carreira de modelo (aqui, em tom de inveja de muitos), mas que precisa se manter no desempenho em alto nível. Outros, como os bons Rodrigo Guarizzo, Phillipe Lombard, Leonardo Ferreira Lima ou Robério Pereira Pires ainda não foram sorteados para o clássico das suas vidas, apesar da grande rodagem. Ainda, novos nomes como Vinícius Furlan (que já atuou em um clássico) ou Leandro Bizzio ganham força e sequência de escalas. Claro, não nos esqueçamos dos novatos, quase anônimos da grande imprensa (mas conhecidos no meio) que, apesar do pouco tempo de A1, são experientes nas divisões de acesso.

A questão é: conseguiremos ter novos nomes de árbitros, incontestáveis pelo trabalho e mérito, sendo escalados em grandes clássicos, e, principalmente, FIRMANDO no conceito de Árbitro TOP?

Eram 7 árbitros citados acima que apitavam os principais clássicos em todo o Brasil. Temos 7 nas mesmas condições hoje? Falhou-se na reposição? Não podemos nos limitar aos ótimos Seneme e família Oliveira nas finais, precisamos de mais nomes, em quantidade proporcional ao tamanho do estado de São Paulo. Na primeira rodada, novos nomes foram colocados nas escalas. Ótimo. O caminho é esse. Mas perdurará até o final? Tomara!

Por fim: nada da divulgação do Ranking 2012 dos árbitros até agora… Por que a Federação Paulista insiste em mantê-lo no formato e nas regras de hoje? Um verdadeiro tiro no pé! No modelo atual, os árbitros da elite apitam muitos jogos, enquanto que o bloco intermediário tem poucas partidas. Há um inchaço absurdo no quadro, como “se da quantidade se tirasse qualidade”. Ledo engano dos dirigentes do apito.

Aguardemos. Que 2012 seja de sucesso aos árbitros e que possam fazer valer suas instituições com força e independência, pois, provavelmente, esse é o calcanhar de Aquiles da arbitragem: a independência da sua representatividade.

Boa sorte!

– Uma Terra de Gente Bandida com Pequenos Bolsões de Honestidade?

Cada vez mais me abala uma observação de um amigo sobre Honestidade. Ele sempre me dizia que:

Ser honesto, no Brasil, era ser diferente”.

Ora, não deveria ser uma regra?

Digo isso pois leio que Lâmpadas de Led foram roubadas na Ponte Estaiada, na Marginal Pinheiros. Não é o cúmulo?

Muitas vezes nós vemos atos de honestidade serem divulgados como manchete, como se fossem coisas raras. NÃAAAAAOOO. Ser honesto deve ser constante, no dia-a-dia, coisa normal, lógica e corriqueira. Ser honesto NUNCA pode ser diferente.

Isso, infelizmente, deve ocorrer porque muitos de nós nos acomodamos em ver corrupção, roubo, bandidagem, desonestidade.

Triste quando um país trata a honestidade como uma virtude, não como uma obrigação.

– ENEM de Abril cancelado. Não é hora de mudar?

É visível que o ENEM tem sérios problemas. Seja o vexatório vazamento das provas no ano retrasado ou a questão que vazou no Ceará, a verdade é que o exame está em descrédito.

O ENEM de Abril foi cancelado. Agora, na Justiça, o Ministério da Educação conseguiu uma liminar para evitar a exigência de que as avaliações sejam devolvidas aos alunos e haja vista de provas, sob a alegação de “dificuldade de estrutura”.

Foram 4 milhões de provas corrigidas. Todos os alunos que conseguiram revisão de correção através da Justiça tiveram as notas alteradas. E é esse o desafio do novo Ministro da Educação, Aloísio Mercadante: dar crédito à prova, a fim de que uma avalanche de processos não tumultue ou tire a confiança dos estudantes.

Na esteira, fica a observação: certamente o ex-Ministro Fernando Haddad, candidato nas eleições à Prefeitura de São Paulo, será bombardeado pelas críticas do ENEM em sua gestão.

– As Sábias Palavras de Carlos Nascimento

Duas coisas que tomaram conta da mídia no país: BBB e a “Luiza”

Sobre o BBB, falamos em: http://is.gd/BebumdoBBB

Sobre a Luiza, em: http://is.gd/LuizaCanadaBrasil

Carlos Nascimento, consagrado jornalista, disse no Jornal do SBT um resumo do que a maior parte dos brasileiros gostaria de ter dito:

Ou os problemas brasileiros estão resolvidos ou nós nos tornamos perfeitos idiotas. Porque não é possível que dois assuntos tão fúteis possam chamar a atenção de um país inteiro”.

Concorda ou não? Eu assino embaixo.

– Sorrisos Amarelos no Ambiente de Trabalho

Até onde a simpatia não-sincera vale a pena? Uma pesquisa da Universidade de Michigan alega: falsidade com sorrisos forçados é prejudicial ao trabalho, em especial ao ambiente entre os colegas e às vendas.

Extraído da Revista Época Negócios, Caderno Inteligência, Ed Abril 2011, pg 63

QUANDO SORRIR FAZ MAL

Sabe aquele risinho amarelo, forçado, que serve apenas para tentar agradar à freguesia? Livre-se dele ou você poderá prejudicar a saúde e os negócios

Funcionários que lidam diretamente com o público e passam o dia sorrindo contribuem para um bom e produtivo ambiente de trabalho, certo? Depende do sorriso. Aquele amarelo, tão falso quanto uma nota de R$ 3, pode ser contraproducente e acabar minando os negócios. Pelo menos é este o resultado de um estudo feito por professores da Universidade de Michigan. Segundo os pesquisadores, a energia aparentemente positiva de um funcionário “farsante” não só piora o seu humor como dificulta o cumprimento das tarefas cotidianas. Por outro lado, quando o riso é genuíno e tem origem em pensamentos positivos ocorre uma efetiva melhora no ânimo.

Durante duas semanas, os pesquisadores acompanharam a rotina de motoristas de ônibus. Cabe lembrar que, nos Estados Unidos, os motoristas também atuam como cobradores, o que lhes obriga a interagir frequentemente com o público. Nas ocasiões em que estes profissionais declararam ter tentado disfarçar pensamentos negativos com sorrisos forçados, as respostas aos questionários revelaram uma nítida piora no humor. Não por acaso, os períodos de alteração no estado de espírito revelados pela pesquisa coincidiram com um aumento de ausência no trabalho. Por outro lado, quando os motoristas disseram que cultivaram pensamentos positivos – como lembranças das férias –, as faltas no trabalho caíram e o humor manifestado nas respostas da pesquisa melhorou.

“Empresários podem pensar que ter funcionários sorridentes é algo bom para a organização, mas não é bem assim”, disse Brent Scott, professor de administração responsável pelo estudo. “Sorrir por sorrir pode levar à exaustão emocional e fazer o funcionário se ausentar do trabalho.” O efeito foi ainda mais forte entre as mulheres, que apresentaram, além de uma queda mais acentuada no humor, maior propensão que os homens a faltar no trabalho após uma longa série de sorrisos amarelos. Da mesma forma, o pensamento positivo teve um efeito mais benéfico sobre elas, tanto no que diz respeito ao humor quanto à disposição para trabalhar.

O estudo, publicado em fevereiro no Academy of Management Journal, não investigou as causas do fenômeno nem a razão da diferença entre gêneros. No entanto, segundo Scott, pesquisas anteriores indicam que as mulheres demonstram mais suas emoções do que os homens. Quando forjam um sorriso enquanto sentem emoções negativas, elas entram em um intenso conflito interno, que pode afetar mais fortemente os sentimentos. De qualquer forma, ensina o professor, mulheres e homens devem utilizar a técnica da semeadura de bons pensamentos com moderação. Ela parece de fato melhorar o humor no curto prazo, mas pode causar sequelas depois de certo tempo. “Se você ficar tentando cultivar boas emoções a todo momento, corre o risco de começar a se sentir falso”, afirmou Scott.