– Brasileiros Sobrando na Copa da Uefa

Estou postando essa mensagem exatamente no intervalo da partida final da última edição da Taça da UEFA (no ano que vem, teremos a Taça Europa), envolvendo as equipes do Shaktar Donetsk (Ucrânia) X Werder Bremem (Alemanha).

A equipe do Leste Europeu é de um magnata do setor de siderurgia da Ucrânia. Inaugurará, dentro em breve, o estádio mais suntuoso daquela localidade. É conhecido pelas extravagâncias financeiras, e adora o futebol brasileiro. Tanto que há mais brazucas no time do que jogadores locais!

A partida está 1×1, e há 6 brasileiros em campo. Pelo Shaktar: Fernandinho (ex-Atlético Paranaense), Jadson (idem), Willian (ex-Corinthians), Luis Adriano (ex-Internacional/RS) e Ilsinho (ex-Palmeiras e SPFC). Pelo Bremem, Naldo (ex-Juventude). Diego (ex-Santos), que seria o sétimo brasileiro, está suspenso.

Curiosidades:

– o número de brasileiros em campo é maior do que o de alemães e de ucranianos;

– a final é em Istambul (Turquia), e o presidente Lula, que está em visita àquele país, está no estádio, ao lado do premier turco, do representante alemão e do ucraniano.

– o ingresso mais barato custou 200 euro.

– Árbitro dá Soco em Jogador e Sai Correndo do Resto do Time!

No TV Terra de hoje, o vídeo mais acessado foi o de um árbitro paranaense que expulsa um jogador, após indicação do árbitro assistente, e além de mostrar o cartão vermelho, lhe dá um certeiro golpe, nocauteando-o!

Na matéria (link abaixo), não há a citação do nome do árbitro, mas aconteceu em Cascável.

A seguir, para assistir o vídeo, CLIQUE AQUI

Caso não abra o vídeo em uma nova janela, clique em: http://terratv.terra.com.br/Esportes/Futebol/4191-234161/Arbitro-da-soco-e-foge-de-time-no-Parana.htm

– Campanha “Não Reeleja Ninguém”

Circula pela Internet uma campanha contra a reeleição dos atuais políticos em Brasília; devido, digamos… à pouca produtividade nos seus trabalhos para com a população! Ela se chama “Não reeleja ninguém“, e impressiona pelo efeito típico de “marketing viral” o qual ganhou corpo. Abaixo, sua interessante logo:

Isso acontece contra os políticos corruptos. Mas os (talvez poucos) honestos acabam sofrendo por tabela.

– Atividades Acadêmicas da Última Semana

Segundo Semestre: Após debate sobre o tema “Globalização e implicações socio-econômicas“, convidou-se que os alunos refletissem a questão: “Me sinto um cidadão globalizado?”

Das 34 respostas, 28 foram SIM, 3 NÃO, e 1 aluno que realmente disse, disse, disse… mas não falou nada!

Como foi uma atividade anônima, reproduzo uma resposta interessante: “Sinto-me uma cidadã globalizada (…) Devo sempre dar oportunidades para as coisas boas que vem de fora; porém, não deixar as ruins me influenciarem e nem sobrepor às nossas características”. É isso aí!

Sétimo Semestre: Sobre a compra ou não de produtos piratas, das 33 respostas, apenas 3 disseram “NÃO COMPRAR PRODUTOS PIRATAS”. Na sua maioria, os alunos justificam que o fazem em decorrência do preço, e que (alguns) não se preocupam com a qualidade.

Um(a) aluno(a) que se identificou como “autor(a) desconhecido(a)”, disse que: “Conscientemente quer dar mais passos para mudar, e que já deu um passo não comprando produtos piratas (embora deslizou e comprou 1 Cd pirata neste ano), mas não quer mais compartilhar com a pirataria.”

Outra pessoa que se recusou fez um relato interessante: Sugeriu à família não comprar, e foi chamada de “careta”. Parabéns pela CARETICE DO BEM.

Oitavo Semestre: pessoal, pelos percalços do meu dia que vocês já sabem, o retorno vai demorar um pouco mais, ok?

– Nossa Anjinha!

Fala sério! Nossa filhinha, toda de branco, não parece uma anjinha?

Olha a felicidade dela!

Ela me disse que gostou da roupinha branca de Catecúmena que usará no Batizado!

– A Decadência do Grau de Civilidade, por Cláudio Lembo, citando o “Filósofo Ronaldo Fenômeno”

Para este post, não é preciso comentário. Apenas leia:

(foi escrito pelo ex-governador Cláudio Lembo, especial para o Terra Magazine):

Extraído de: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3770320-EI8421,00-Gol+de+placa.html

GOL DE PLACA

por Cláudio Lembo

(a respeito da cidadadia – por quê a opinião de um boleiro repercute mais do que a de um educador?)

Vai mal. Muitos já perceberam a decadência de nosso grau de civilidade. Falam. Pregam no deserto. Ninguém quer escutar. É bom viver o dia que passa. O futuro a Deus pertence. É o pensamento hegemônico.

Caíram por terra os nossos mais sadios traços de convivência. Ninguém respeita ninguém. Os professores são desconsiderados em salas de aulas. Os pais não se relacionam com seus filhos.

Uma confusão geral. Esta se desdobra em todos os setores da sociedade. Nas relações de trabalho, os conflitos são comuns. No interior das religiões, atos impensáveis. Nada de bom exemplo.

Uma onda de deboche. Uma malícia disseminada em todas as conversas. Avança para a política. Todos se “lixam” de todos. As relações sociais se deturpam. As condutas ferem o sentimento médio acumulado por séculos.

A que se deve tão ampla onda de rompimento da convivência entre as pessoas? As causas podem ser muitas. A urbanização desenfreada que trouxe, para um único local, culturas diversas.

Ou então os meios de comunicação eletrônica que lançaram uma avalanche de costumes desconhecidos de amplos setores da sociedade. Os hábitos de determinados setores urbanos transferiram-se para todo o país.

Deu no que deu. Ninguém respeita ninguém. Uma entropia invade todos os segmentos da sociedade. Há campanhas publicitárias sobre tudo. Não há campanhas informativas sobre como proceder.

Inexiste preocupação sobre aspectos mínimos da razoável forma de se conduzir por parte das pessoas. Elas não são incentivadas a praticarem formas civis de convívio.

Tudo se tornou uma luta de todos contra todos. A agressividade invadiu o contexto social. Viver em sociedade, apesar do ensinamento em contrário, dos antigos filósofos, tornou-se oneroso.

Daí a fuga para um individualismo perverso. A retirada para o interior das moradias. O não conhecer o vizinho. A ausência da boa troca de idéias. Tudo recuou para o individual.

Quando se busca o convívio surge, comumente, o desafio do diálogo pobre. Entrecortado por frases desconexas e tratamento desprimoroso. Perdeu-se o traço singular do ser humano: a capacidade de convívio.

Isto acontece em todas as sociedades. Atingiu grau superior por aqui. Deformaram-se nos costumes. O melhor da brasilidade perdeu-se na mediocridade.

Nada foge a esta realidade. Da universidade à várzea, proliferam as formas incivilizadas de agir. As escolas são depredadas pelos alunos. Os templos violados. As cidades agredidas pelo mau uso.

Perderam-se os núcleos básicos de aprendizado da boa educação. As crianças e os jovens estão soltos. Já não contam com os pais para ensinar as regras mínimas de conduta. Estão ao Deus dará.

Este amargor alcança muitas pessoas, particularmente os que tiveram a felicidade de viver outros tempos. Não se trata de pessimismo ou saudosismo.

É mais. Trata-se de simples constatação de uma realidade envolvente. Ela surgiu com mais vigor nesta semana. O jornal Folha de São Paulo sabatinou Ronaldo, o jogador do momento.

Quando um educador fala, ninguém dá importância no atual contexto. É mais um chato a oferecer opiniões desagradáveis. Um pernóstico recheado de doutrinas e preconceitos.

Agora, quem pôs o dedo na ferida foi ele, Ronaldo, a figura mais exposta pelos meios de comunicação nos últimos tempos. Foi duro. Salutar, porém. Ronaldo foi enfático, mais do que enfático, marcou um gol à distância.

Ao ser indagado como e onde educará seu filho, respondeu o jogador do momento, na Europa. As crianças brasileiras são maliciosas. Possuem palavreado de adolescentes. Proferem palavrões.

E ao ser provocado por grito da platéia, Ronaldo foi além. Afirmou ser seu filho brasileiro, mas que prefere que ele conte com amiguinhos europeus, sem malandragem dos amiguinhos brasileiros.

Concluiu o fenômeno: “A gente quer sempre o melhor pros filhos, e eu, podendo escolher, prefiro que ele tenha educação européia”. Acertou na ferida. Não deixou saídas.

Lamentável. Lição, porém, legítima porque retrata a realidade social de degenerência dos costumes. É bom tomar atenção, se ainda houver tempo. Um pouco de boa educação não faz mal a ninguém.

É Ronaldo quem diz. Não um pedagogo qualquer.

– Um Dia Sem Impostos

Pois bem: um movimento de vendas de produtos sem impostos, como forma de protesto, está sendo programado para os próximos dias. Por exemplo: um Posto de Combustível, em SP, venderá sua gasolina que hoje custa R$ 2,459 a… (sabe quanto?)

Extraído do DCI

GASOLINA SEM IMPOSTO

SÃO PAULO – O Brasil é um dos países em que mais se cobram impostos no mundo. Todos os anos, os brasileiros têm de trabalhar 145 dias (de 1º de janeiro até 25 de maio) apenas para pagar os tributos cobrados pelo governo. Para lembrar a data e chamar a atenção da opinião pública para a questão, será realizado pela primeira vez em São Paulo o Dia da Liberdade de Impostos, em que a população poderá adquirir gasolina sem o preço dos tributos. O evento também será realizado em Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

No dia que simboliza a data em que o consumidor para de trabalhar para pagar impostos, a venda de gasolina será subsidiada no Centro Automotivo Portal das Perdizes, que fica na Avenida Sumaré, esquina com a rua Dr. Franco da Rocha.

Em lugar dos R$ 2,459 por litro normalmente cobrado, os consumidores pagarão o valor de R$ 1,4624 por litro, que é quanto a gasolina custaria se sobre ela não incidissem tributos como a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico

(Cide), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Confins) e Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

As vendas serão limitadas a 25 litros de gasolina por veículo. As senhas para abastecer com desconto serão distribuídas a partir das 9h e a venda se inicia as 10h. Somente os consumidores que tiverem a senha poderão abastecer com desconto e, depois de encerrada a cota de 6.000 litros, a ação será encerrada. Será aceito somente pagamento em dinheiro. A diferença no preço do combustível será paga pelas entidades organizadoras do protesto.

 

O Dia da Liberdade de Impostos foi realizado em 2003, em Porto Alegre pela primeira vez. Desde então, diversas cidades no Rio Grande do Sul aderiram ao movimento.

 

O Dia da Liberdade de Impostos foi realizado em 2003, em Porto Alegre pela primeira vez. Desde então, diversas cidades no Rio Grande do Sul aderiram ao movimento.

 

O Dia da Liberdade de Impostos foi realizado em 2003, em Porto Alegre pela primeira vez. Desde então, diversas cidades no Rio Grande do Sul aderiram ao movimento.

 

– Profissionalismo é isso aí!

Imagine o “craque do seu time” comemorando o título do arqui-rival numa agitada festa junto a eles?

Pois é… Robinho, do Manchester City, comemorou o título do “inimigo mortal” Manchester United junto dos atletas em uma badalada comemoração.

Profissionalismo e integridade com o seu time, nada! Detalhe maior: ele não atuou na rodada pela sua equipe, pois estava lesionado.

Parece que uma festinha com bebidas e mulheres cura qualquer um!

Extraído de: http://www.abril.com.br/noticias/esportes/robinho-comemora-titulo-ao-lado-rivais-united-392020.shtml

ROBINHO COMEMORA TÍTULO DOS RIVAIS

Depois de desfalcar o ataque do Manchester City na derrota por 2 a 1 para o Tottenham, sábado à tarde, pelo Campeonato Inglês, por conta de uma lesão na perna, o ex-santista Robinho não mostrou sinais da contusão na noite londrina, no próprio sábado.

O jogador foi flagrado por fotógrafos do jornal Daily Mail aproveitando a festa do título do Manchester United na boate Panacea, ao lado dos ‘rivais’ Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney, Gary Neville, Carlitos Tevez e outros campeões da Premier League.

Segundo a publicação britânica, a festa do Manchester United pela conquista do tricampeonato inglês invadiu a madrugada e foi marcada pela descontração do grupo de atletas comandado pelo escocês Alex Ferguson.

Esta não é a primeira vez que a imprensa inglesa dá destaque à vida de Robinho fora dos campos. No início do ano, o jogador, que viajara ao Brasil para resolver problemas familiares, foi flagrado em uma roda de samba nas praias do Rio de Janeiro.

Apesar dos incidentes disciplinares, Robinho conta com a admiração do técnico Mark Hughes, que espera contar com o camisa 10 para o último compromisso do City no Campeonato Inglês, domingo, diante do Bolton, em Manchester.

 

– O Crescimento das Universidades Corporativas no Brasil

Incentivadas nos EUA, as Universidades Corporativas estão crescendo cada vez mais no Brasil. Segundo Veja.com (nota abaixo), só no nosso país elas aumentaram 2.400%. Da reconhecida mundialmente Kellog’s University (sim, a do tradicional “sucrilhos”), à outros modelos, veja o panorama no Brasil:

Extraído de: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/universidades-corporativas-crescem-brasil-468630.shtml 

UNIVERSIDADES CORPORATIVAS CRECEM 2400% EM 10 ANOS

Por Luiz De França

Nascidas na década de 1970 nos Estados Unidos, as universidades corporativas (UCs) desembarcaram no Brasil nos anos 90 – em 1999, eram apenas dez em todo o país. Passada uma década, o número de empresas que investem nesse modelo de formação e aprimoramento de funcinários cresceu 2.400%, atingindo 250 unidades, segundo estimativas da professora Marisa Eboli, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), que organiza um ranking entre as companhias nacionais.

Para a especialista, o avanço do ensino corporativo se deve à necessidade de atualização permanente dos funcionários. “A velocidade da informação e das descobertas em todas as áreas do conhecimento é tão acelerada que o sistema de ensino formal não dá conta das novidades”, explica a professora. “No cenário de economia global, em que sustentabilidade e competitividade precisam andar juntas, as empresas tomam para si as rédeas do ensino”.

Na avaliação da professora, as empresas colhem ganhos evidentes com o investimento. “São consequências naturais da valorização dos funcionários: há melhora na qualidade do trabalho e a criação de um laço de compromisso dos colaboradores”, diz. No último levantamento feito pelo Guia Você S/A EXAME, 95% das 150 melhores empresas para se trabalhar em 2008 disseram adotar um modelo de educação corporativa como forma de apoiar o desenvolvimento pessoal e profissional dos empregados.

Centro de treinamento – Vale lembrar que o termo “universidade” na modalidade corporativa é uma espécie de marca fantasia, pois a instituição não é reconhecida pelo Ministério da Educação. A qualificação feita por ela está geralmente associada a instituições de ensino superior, principalmente quando há curso de pós-graduação envolvido.

Outro dado relevante: apesar de semelhanças, as universidades corporativas em nada lembram os programas de treinamento convencionais. Enquanto estes tentam solucionar deficiências individuais dos funcionários em relação a determinado conhecimento técnico, as universidades trabalham as necessidades da empresa de modo amplo. “A universidade corporativa é uma ideia abstrata que disponibiliza o conhecimento de forma organizada, assim como as instituições de ensino superior”, destaca Lucilaine Bordin Bellacosa, gerente de Desenvolvimento de Pessoas da CPFL Energia.

Na opinião de Armando Lourenzo, diretor da Ernst & Young University, o avanço das universidades corporativas não significa o fim dos centros de treinamentos, a partir dos quais muitas das UCs evoluíram. “O treinamento vai continuar sendo mais uma ferramenta para aprimorar as competências dos negócios”, acredita. Em março, a Ernst & Young University, braço da gigante de prestação de serviços na área de auditoria, recebeu o prêmio de melhor universidade corporativa brasileira, concedido pelo Centro Internacional de Qualidade & Produtividade dos Estados Unidos (IQPC, em inglês).

Mesmo confiante no crescimento das UCs no Brasil, Lourenzo ressalta que o alto custo para montar e manter uma unidade é um fator limitador da expansão do modelo no país, principalmente para as pequenas e médias empresas. Uma alternativa pode ser a aposta em universidades setoriais, que prestam serviço a um segmento da economia – e não apenas a uma empresa. “O Brasil já tem alguns exemplos de universidades setoriais, mas ainda são muito incipientes.”

Universidades corporativas são modelos para ascenção na carreira

Francisco Sobrinho tinha 20 anos quando começou a trabalhar como mensageiro de hotel, em 1978. Trinta e um anos se passaram e agora ele é responsável por 12 dos 24 hotéis da bandeira Ibis. Ele atribui boa parte da escalada profissional à Academia Accor, a primeira universidade corporativa do Brasil, introduzida pelo grupo hoteleiro francês Accor em 1992.

“Graças à academia tive oportunidade de aprender, aperfeiçoar meus conhecimentos adquiridos na prática e me desenvolver profissionalmente”, afirma Sobrinho, que concluiu no passado sua primeira graduação em administração. “O que eu vi na faculdade não era novidade porque eu já tinha uma base sólida dada pela academia”.

Segundo o diretor da Academia Accor América Latina, Jacques Metadier, uma das funções da instituição é identificar e preparar talentos para assumirem cargos de liderança na empresa. “Para isso, todo o funcionário que entra na companhia passa obrigatoriamente por nossa academia”, explica. Atualmente, a instituição é responsável por fomentar 60 novos cargos de gerentes, subgerentes e 200 postos de chefia para cerca de 60 empreendimentos do grupo previstos para os próximos dois anos na América Latina.

O Brasil foi o segundo país a implementar o programa de educação dentro do grupo. Só no ano passado, 19.000 treinamentos foram realizados. Metadier resume da seguinte maneira os ganhos da empresa com a academia: “Melhor e rápida integração de novos colaboradores, maior produtividade e foco no negócio e satisfação deles em trabalhar conosco”.

– Estratégias que Assustam a B2W

Há pouco tempo, criou-se a B2W, grupo que administra Americanas.com, Submarino e ShopTime (sim, se você não sabia, saiba que os 3 grandes vendedores da Internet são do mesmo grupo). Hegemônicos até então, estão se assustando com 2 potenciais concorrentes: Casas Bahia on-line e Wal-Mart.com.

Em: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/606/reinado-ameacado-a-b2w-dona-do-submarino-e-da-americanascom-135005-1.htm

REINADO AMEAÇADO

A B2W, dona do Submarino e da Americanas.com, sente a chegada de gigantes como Casas Bahia e Wal-Mart no varejo eletrônico e perde espaço no mercado virtual

por Adriana Mattos
A HOLDING B2W SURGIU PARA SER uma das maiores companhias de comércio eletrônico do mundo. Batizada propositalmente de Business to the World, ela engloba negócios como Americanas.com, Submarino e Shop Time – e tem em sua linha de frente os inseparáveis Carlos Alberto Sicupira, Marcel Telles e Jorge Paulo Lemann. Pouco antes de a crise global congelar planos e travar investimentos, a imprensa divulgou o plano de internacionalização da marca. A primeira parada seria o México. Mas os latinos terão de esperar. A B2W enfrenta a sua hora da verdade. A situação financeira da empresa já foi bem melhor e as vendas crescem abaixo da média do setor. Caiu a taxa de conversão de clientes (um numerozinho guardado a sete chaves que revela se as visitas se traduzem em pedidos) a ponto de ser tópico de diversas reuniões internas neste ano. Além disso, de repente, a empresa passou a enfrentar uma concorrência com fôlego idêntico ou até superior ao seu. O Wal-Mart, maior empresa do varejo no mundo, resolveu levar a sério o comércio eletrônico no País e, desde outubro, vende pela internet. A Casas Bahia fez o mesmo no início de 2009. Pela primeira vez, a B2W perdeu mercado – quase cinco pontos de market share em 2008. Sua receita subiu 23,5%, mas o mercado se expandiu 30%. A participação caiu de 44,8% para 39,5% – o que significa que deixou de incorporar R$ 410 milhões à sua receita anual.

Em 2009, a B2W prevê crescimento de 8% a 18%. O problema é que analistas estimam que o mercado saltará 25%. Ou seja, a líder do comércio eletrônico pode perder mais participação de mercado

Foram as novatas e os concorrentes de menor porte que avançaram sobre essa parte do bolo da B2W, avalia a consultoria e-bit, responsável por esses cálculos. Para piorar, um novo (e preocupante) dado chegou aos ouvidos dos executivos da holding nas últimas semanas. Juntas, Wal-Mart e Casas Bahia, ao lado de Extra, Ponto Frio, Magazine Luiza e Saraiva, têm potencial para chegar a uma participação de mercado de 30% em 2009, conforme calculou o Bradesco. Boa parte dessa taxa virá do crescimento do setor e do avanço sobre a líder (leia-se B2W). Dias atrás, analistas já questionaram a empresa a respeito desse risco. “Há uma clara mudança no mercado de e-commerce no Brasil. Até que ponto a B2W está se preparando para crescer igual ao mercado?”, perguntou o analista Fabio Monteiro, do Bradesco, em conversa com o comando da companhia na semana passada. Procurada pela reportagem da DINHEIRO , a empresa não se pronunciou.

Se algum rival se mexeu, só o fez porque havia espaço. A companhia mudou drasticamente de postura nos últimos meses. Desde o início da crise, puxou o freio de mão. Postergou investimentos de cerca de R$ 50 milhões para reduzir, de quatro para um, o número de centros de distribuição no País. Também apertou fornecedores num processo de revisão de contratos.

Para completar, endureceu a política de crédito e diminuiu parcelamentos para reforçar o caixa de forma mais rápida. Enquanto tentava se reorganizar, os custos financeiros só subiam. Altamente dependente de capital de giro, a empresa viu a taxa de desconto de recebíveis bater em 160% do CDI – o índice máximo não passa de 120%.

Essa fase de ajustes se estendeu até o final do primeiro trimestre – um momento em que a concorrência se arriscava e jogava preços no chão para aumentar as vendas. O resultado veio agora: as vendas da B2W subiram 6% de janeiro a março, como ela acaba de divulgar. “Nós ajustamos algumas variáveis em demasia”, admitiu a analistas José Timótheo de Barros, diretor financeiro e de relações com investidores do grupo, referindo-se às medidas tomadas no ano passado.

Medidas, aliás, que já fazem parte da história. Isso porque, desde abril, a empresa voltou a ser mais agressiva nos preços e nos planos de pagamento para reduzir o estoque de mercadorias formado após a brecada no final de 2008. Esse estoque bateu em 55 dias em março, 11 dias a mais do que no mesmo mês de 2008. Se tudo der certo, a estimativa é de um crescimento entre 8% e 18% em 2009, segundo a própria empresa. Se chegar nisso, ela perderá mercado de novo, pois a expansão do setor será de 20% a 25%, segundo a e-bit. Isso não tira o sono da B2W agora. “Estamos no caminho certo novamente”, disse Barros aos analistas. “Estamos trabalhando duro para melhorar a taxa de conversão. Mas não posso dar detalhes e entregar o ouro ao concorrente.”

Realmente não é o caso de “entregar o ouro a concorrentes”, mas é bom acompanhar o que eles fazem. Em março, após o anúncio de redução do IPI para produtos da linha branca, o Wal-Mart demorou 30 minutos para mudar os preços em seu site – e saiu na frente dos concorrentes. Com a nova tabela, a demanda por produtos de linha branca dobrou nas primeiras horas. Na Casas Bahia, são 2,2 milhões de acessos mensais à pagina virtual. É a metade do volume de visitas ao site do Magazine Luiza (a primeira a ter loja virtual no País) em apenas três meses de operação. É essa agilidade da concorrência que “rouba” fatias de mercado da B2W. “Se a B2W é líder, então obviamente ela é o alvo e tende a perder participação mesmo. Só seria inaceitável uma sangria de share muito elevada”, diz Eugenio Foganholo, sócio da Mixxer Consultoria. Uma sangria que pode ocorrer se a B2W não se mexer rapidamente.

– Serra e Aécio fecham acordo para 2010

Se confirmada tal informação dada como exclusiva pela Folha de São Paulo, acho um erro estratégico! Uma chapa pura, se vitoriosa, terá dificuldades em conseguir maioria no Congresso Nacional, já que muitos petistas se elegerão pegando carona nas obras do PAC:

Extraído de:http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/brasiliaonline/ult2307u566971.shtml

Aécio fecha acordo para ser vice de Serra

KENNEDY ALENCAR
colunista da Folha Online

Os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas, Aécio Neves, fecharam um acordo para as eleições de 2010. O principal articulador foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Segundo integrantes da cúpula do PSDB, esse entendimento deverá ser anunciado em agosto ou setembro, enterrando a possibilidade de uma prévia entre os dois potenciais candidatos ao Palácio do Planalto. Por ora, haverá negativas, mas, nos bastidores, o acerto foi concluído.

Serra lidera as pesquisas. E terá 68 anos em outubro de 2010. Será sua última tentativa de conquistar a Presidência. Ele precisa do apoio de Minas, o segundo maior colégio eleitoral do país. Sem Aécio, Serra se enfraqueceria.

O governador paulista fará todos os gestos para dar a Aécio uma saída honrosa. Haverá um ritual de retirada da pré-candidatura mineira. Aécio terá holofotes e a palavra dada de Serra de que possuirá um pedaço importante do eventual governo federal.

Aécio resistia a ser vice, mas pesaram alguns conselhos de FHC e uma avaliação do governador mineiro sobre o atual quadro político. Em primeiro lugar, Serra tem mais cacife nas pesquisas. Dificilmente esse cenário mudaria até a hora da definição. Se Serra precisa de Aécio, Aécio precisaria de Serra para vencer.

FHC foi explícito numa conversa com o governador mineiro: uma eventual derrota para o PT poderia abrir a perspectiva de deixar o PSDB fora do poder central por 16 anos. Afinal, um presidente do atual campo governista poderia ser candidato à reeleição. O ex-presidente disse a Aécio que a eventual derrota tucana também seria debitada na conta dele. Falou claramente que ele seria cobrado.

O governador mineiro tinha a intenção de ser candidato ao Palácio do Planalto com respaldo informal de Lula. Mas o presidente da República deixou claro que o projeto Dilma Rousseff era para valer. A opção lulista pela ministra da Casa Civil enfraqueceu a possibilidade de Aécio contar com esse aval informal.

Por último, Aécio poderia desistir e ser candidato a senador. O atual estado do Senado mostra muito bem como anda a coisa por lá. José Sarney que o diga. O peemedebista acha que entrou numa fria. Um Aécio senador não seria presidente da Casa de forma fácil.

Melhor, aconselhou FHC, seria negociar com Serra uma fatia de poder real e o compromisso de acabar com a reeleição e instituir o mandato presidencial de cinco anos. Serra topou. Se vai entregar se ganhar a Presidência, são outros quinhentos.

– Gripe Suína X Doação de Sangue

Nesta semana, fui ao Hospital Israelita Albert Einstein fazer uma costumeira doação de sangue (ato que repito regularmente, desde o falecimento de minha mãe – que, a propósito, faz 12 anos neste 17 de maio –  obs: ato tardio que tive, já que doar sangue é ser cidadão). E lá fiquei surpreso em saber que a Gripe Suína está reduzindo drasticamente os estoques dos bancos de sangue. E são vários motivos: medo de infecção hospitalar (mesmo sem casos significativos da doença no Brasil em leitos hospitalares), viajantes de áreas de risco, e o fator maior, as pessoas que tomam a vacina para gripe, acreditando estarem imunes à Gripe Mexicana (há janela imunológica nestes casos).

Assim, quem quiser demonstrar um ato de grandeza, doe sangue! Os bancos de sangue agradecem.

Complementando, morro de medo de agulhas; mas a sensação do dever cumprido é gratificante!

– Grafologia: Entendo a Personalidade através da Assinatura

Estudos científicos mostram que detalhes da nossa personalidade podem ser observados pelas características de nossa assinatura. A Revista Época, em sua página virtual traz uma interessante matéria sobre o assunto, com explicações das assinaturas de diversas “celebridades” (de artistas, políticos e até de criminosos), e a possibilidade de envio da assinatura a um grafólogo contrado pela revista.

Abaixo:

Obama quer sempre dar a última palavra. É o que diz sua assinatura
 
ÉPOCA reuniu 20 assinaturas de famosos e pediu para um especialista em grafia analisar a personalidade de cada um deles. Confira o que ele diz sobre Barack Obama, Gisele Bündchen e outras personalidades – e como um autógrafo pode revelar muito sobre alguém
 
por Laura Lopes

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, gosta de dar a última palavra nos debates. A modelo Gisele Bündchen é direta em seus objetivos. O tricampeão da Fórmula 1 Ayrton Senna demonstrava um conflito entre interesses espirituais e materiais. Todas essas características estão na assinatura dessas personalidades, afirma o especialista em grafologia Paulo Sergio de Camargo, que lançou recentemente seu nono livro sobre o tema, Sua Escrita, Sua Personalidade (Editora Ágora). A pedido de ÉPOCA, ele analisou os autógrafos de 20 pessoas famosas nas mais diversas áreas, das artes ao esporte (confira a avaliação de Camargo ao final do texto).  

Por meio da observação de uma assinatura, diz Camargo, é possível enxergar aspectos da personalidade, como agressividade, liderança, o tipo de relacionamento com os outros, inteligência, perspicácia e até mesmo doenças. Quando a escrita “desce”, pode indicar depressão. As letras ovais que têm ângulos na base podem indicar agressividade, personalidade sádica ou psicopatologia. O Mal de Parkinson pode ser visto por tremores nos traços verticais e variação de intensidade da tinta, provocada pela pressão irregular da caneta sobre o papel. É o caso do pintor espanhol Salvador Dalí, que sofria da doença. Já o Mal de Alzhemier é notado pela lentidão da escrita e pela micrografia. “Se a pessoa tem dificuldade para escrever, tende a fazer uma letra menor, mais tremida, simplificada”, afirma Camargo.

Mande a sua assinatura para ser analisada pelo grafólogo. Clique aqui

Assinatura ilegível, por exemplo, não significa que a pessoa esteja tentando ser desonesta; pode ser fruto de alguma doença, condições precárias para escrever, rapidez com que é executada, entre outros fatores. “Mostra que a pessoa deseja preservar sua intimidade, por timidez, dissimulação ou covardia”, afirma Camargo. Também pode indicar confusão mental e tendência a complicar as situações.
Quando o sobrenome é legível, a pessoa sente orgulho da família e desejo de ser tratada formalmente. Se apenas o primeiro nome pode ser lido com clareza, indica que ela teve uma infância feliz e prefere receber tratamento informal. “Temos que analisar o texto junto com a assinatura”, diz Camargo. Por isso, ele sugere que as pessoas não tentem se avaliar por comparação com as assinaturas de pessoas famosas – a imprecisão pode ser grande.

Outro aspecto importante das assinaturas é o seu tamanho. Quem assina com uma letra bem maior que a usada no texto demonstra orgulho e vontade de ser superior. Quando é menor, revela humildade, modéstia e subserviência. Se o texto tem o mesmo tamanho da assinatura, significa equilíbrio entre os valores sociais. Ou seja, quanto mais inflado o ego, maior a assinatura.

Confira, abaixo, o que Camargo diz sobre 20 personalidades

 

Artistas 
Paulo Sergio de Camargo

Carlos Drummond de Andrade
A assinatura é legível, pequena e simples, com traços combinados, como, por exemplo, na letra “D”. Revela intuição, sensibilidade, cultura e sentimentos estéticos desenvolvidos. A letra “C” desligada das demais mostra inteligência e visão justa daquilo que avalia.

Paulo Sergio de Camargo

Salvador Dalí
A assinatura com traços robustos, grossos, mostra alto nível de expressividade, senso estético e capacidade de marcar presença em qualquer lugar que atue. Dalí viveu à procura de sensações. Se comparar as duas assinaturas, a primeira é mais firme que a segunda, feita dois anos depois. Os tremores e variações de pressão (2) indicam seu estado doentio – o artista sofria de Mal de Parkinson.

 

Paulo Sergio de Camargo

Vinícius de Moraes
A assinatura descendente indica certo cansaço. Legível, o primeiro nome em destaque indica que ele queria ser tratado sem cerimônia. A nota musical na letra “d” é feita de forma inconsciente.

 Esportistas
Paulo Sergio de Camargo

Ayrton Senna
Assinatura ascendente e desproporcional, que significa ambição, necessidade de realização e criatividade. Também indica conflito entre interesses espirituais e materiais.

Paulo Sergio de Camargo

Michael Schumacher
Assinatura ilegível, ascendente e angulosa, com traços firmes. Indica agilidade mental, rapidez de raciocínio e liderança. Mostra, também, tomada de decisão sem se importar com o que dizem os demais.

Paulo Sergio de Camargo

Pelé
A assinatura ascendente indica vontade. Os traços robustos demonstram memória visual. A bola na assinatura é facilmente visível. Normalmente, as pessoas desenham em suas assinaturas, de modo inconsciente, facas, olhos, instrumentos musicais, entre outros objetos.

Paulo Sergio de Camargo

Vanderlei Luxemburgo
Assinatura ilegível e sobressaltada, com final regressivo como um arpão. Ela mostra a necessidade de manter suas próprias ideias a qualquer custo, ambição e vontade de poder.

 Estadistas/Políticos
Paulo Sergio de Camargo

Adolf Hitler
Tinha a assinatura caída, que indica estado depressivo. As variações de pressão mostram agressividade e tirania.

Paulo Sergio de Camargo

Barack Obama
Assinatura com traços em forma de fios, ou filiformes. Indica tato, perspicácia, habilidade com as palavras e diplomacia, mas sabe ser evasivo quando deseja. A letra “B”, ao se ligar a outra letra, indica necessidade de proferir a última palavra nos debates.

Paulo Sergio de Camargo

Getúlio Vargas
Assinatura vistosa, com o traço da letra “V” sobre as demais letras, que indica vontade de proteção, mas também energia física e mental. A barra do “T” se transforma em “V” – essa escrita combinada revela inteligência e agilidade. No início da segunda assinatura, pouco antes de seu suicídio, em agosto de 1954, Getúlio Vargas simbolicamente desenha uma cruz na inicial.

Paulo Sergio de Camargo

Hugo Chávez
Assinatura desproporcional, com traços invasivos. Revela falta de limite e aspirações desmedidas. O início é executado com um arpão, o que indica agressividade instintiva. 

Paulo Sergio de Camargo

José Serra
Assinatura e escrita espaçada indicam forte nível de intuição e capacidade de simplificação. Tem pensamento estratégico, inteligência e busca o utilitarismo das coisas.

Paulo Sergio de Camargo

Luiz Inácio Lula da Silva
A assinatura grande mostra o desejo de liderança, mas também autovalorização. Normalmente está na defensiva.

 

Pensadores

Paulo Sergio de Camargo

Albert Einstein
Tinha assinatura estruturada. A barra do “t” alta indica vontade, liderança e capacidade de levar seus objetivos adiante. O ponto final mostra que Einstein considerava definitivos alguns de seus posicionamentos. O segundo nome em destaque indica valorização das questões familiares.

 

Criminosos  
Paulo Sergio de Camargo

Jack, o Estripador
A assinatura ilegível, confusa, com diferentes pressões ao longo do texto, revela sensibilidade patológica, agressividade, falta de limites e perturbação mental.

Paulo Sergio de Camargo

Lindemberg Alves
Assinatura legível e caligráfica, com variações na direção das linhas. Mostra imaturidade e oscilações de humor, além de insegurança afetiva.

Celebridades  
Paulo Sergio de Camargo

Adriane Galisteu
De forma inconsciente, as pessoas colocam números, símbolos e desenhos na assinatura. A primeira assinatura foi feita um ano após a morte de Senna; a segunda é mais recente. O ano (1994) dá lugar a mais estrelas. Os traços largos, vistosos, mostram força de vontade e energia física.

Paulo Sergio de Camargo

Gisele Bündchen
A assinatura simples, em forma de curvas, indica agilidade, praticidade e ausência de complicação. Gisele é direta naquilo que deseja.

 

Paulo Sergio de Camargo

Paris Hilton
Escrita confusa, ilegível e misturada com o texto. A assinatura maior que o texto mostra necessidade de marcar presença, mas também complexo de inferioridade.

Paulo Sergio de Camargo

Princesa Diana
Tinha assinatura simples, com um traço embaixo. Isso mostra que sentia necessidade de ser valorizada (o traço funciona como um pedestal). A curva abaixo da letra D, assim como na assinatura de Obama, indica que a última palavra nas negociações e debates tinha de ser dela.

 Caso não consiga visualizar as assinaturas, CLIQUE AQUI

– O Novo Modelo de Negócio de Música e Vídeo da Saraiva

A tendência do “fim de DVD’s e CD’s” parece se concretizar cada vez mais: a Livraria Saraiva lançou seu braço de negócio intitulado Saraiva Virtual, onde venderá on-line os principais títulos de filmes, exclusivo para download. É o aluguel eletrônico de filmes, onde você não irá mais à locadora, mas assitirá no seu PC.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0943/tecnologia/fantastica-fabrica-downloads-469847.html

A fantástica fábrica de downloads

A Saraiva inaugura o primeiro serviço de aluguel e venda de filmes digitais do país e dá início à era pós-DVD – Por Luiza Dalmazo
 
No início de abril, o filme Crepúsculo chegou às videolocadoras. Bárbara Alessi, de 14 anos, correu para alugar o DVD na maior loja de aluguel de filmes de Concórdia, no extremo oeste de Santa Catarina. Não conseguiu. Teve de enfrentar uma fila de espera de uma semana e meia, que já estava organizada antes mesmo da chegada do disco à cidade. A Cine Vídeo, locadora da qual Bárbara é cliente, comprou dez cópias do filme e nem assim conseguiu evitar as filas. Casos como esse se repetem semanalmente na maioria das 8 000 videolocadoras do país. Afinal de contas a quantidade de DVDs disponíveis para aluguel é limitada. Ou melhor, era. A entrega digital de filmes, que já começa a ganhar corpo nos grandes mercados do exterior, chega ao Brasil neste mês. A varejista Saraiva, dona do terceiro maior site de comércio eletrônico do país, está abrindo uma loja de downloads de filmes. Batizado de Saraiva Digital, o serviço é o primeiro no país a oferecer aluguel ou compra de filmes sob demanda. Com um computador e uma conexão de banda larga, será possível assistir a lançamentos, títulos de catálogo e programas de TV sem precisar ir até a locadora – ou à banca dos camelôs que vendem cópias piratas. O formato MP3 e os downloads legais (e também os ilegais) transformaram para sempre a indústria da música. Agora, o mesmo fenômeno começa a acontecer com os programas de televisão e o cinema. A indústria cinematográfica, um negócio que hoje movimenta 62 bilhões de dólares no mundo, está prestes a vivenciar a maior transformação desde o fim do cinema mudo.
A entrega digital de filmes tem vantagens óbvias sobre os discos. A maior delas é a comodidade. Não é preciso sair de casa nem se preocupar com filmes indisponíveis. Outra diferença fundamental dos serviços de download é o acervo. Por problemas de espaço, uma locadora de médio porte tem a qualquer momento em seu acervo uma média de 4 000 filmes. Num serviço digital, esse limite obviamente deixa de existir. A Saraiva Digital estreia com 700 títulos, mas o plano é crescer a coleção rapidamente para atingir 10 000 títulos em catálogo até o fim do ano. Há também a questão da distribuição geográfica. Embora haja locadoras nos mais remotos cantos do país (muitas vezes alugando filmes piratas), com a internet, a distância deixa de ser um obstáculo para a distribuição de filmes. Finalmente, existe a questão da variedade. Em geral, uma locadora mantém nas prateleiras somente os hits que têm mais procura. Quem está interessado em obras menos conhecidas tem de contar com a sorte – e olhe lá.

Nos Estados Unidos, país onde há o maior número de serviços de downloads de filmes em operação, o mercado de venda e aluguel de filmes online movimentou 620 milhões de dólares no ano passado, segundo a empresa de pesquisa de mercado Screen Digest. Esse número deve triplicar até 2012. Ainda é pouco diante dos 5,5 bilhões do mercado tradicional, mas é o segmento da indústria que mais cresce. O mundo da distribuição digital também é palco das maiores mudanças no tradicional jogo de forças do setor. Considere o caso da indústria da música. Lançada em abril de 2003, a loja virtual iTunes, da Apple, levou menos de seis anos para passar o Wal-Mart e tornar-se a maior vendedora de música dos Estados Unidos. Em janeiro deste ano, a Apple respondia por 19% das vendas de música no mercado americano, segundo o instituto de pesquisas NPD Group. Além de músicas, a Apple vende filmes e séries de TV e enfrenta a concorrência de empresas como a locadora Netflix, que entrega os DVDs pelo correio e agora tem a opção dos downloads, e a gigante do comércio eletrônico Amazon, com 40 000 títulos à disposição do usuário.

A Saraiva Digital é uma experiência pioneira, e a empresa não se arrisca a fazer previsões sobre o tamanho do mercado. Hoje, só 18% das residências brasileiras têm acesso à internet, e menos da metade dos assinantes conta com uma conexão rápida o suficiente para baixar filmes. Mas a ideia é olhar para o futuro, segundo Marcílio D’Amico Pousada, presidente da Livraria Saraiva, responsável pela iniciativa digital da empresa. “Sabemos que as pessoas vão comprar mais mídias digitais e queremos ser pioneiros nesse modelo que vai fazer parte da vida das pessoas”, diz Pousada. “Temos 95 anos de vida e sempre sobrevivemos antecipando as necessidades dos clientes.” EXAME acompanhou de perto os meses finais da montagem do serviço. Um dos maiores obstáculos foi vencer a burocrática liberação dos grandes estúdios. Inicialmente, apenas Warner Bros e Paramount Pictures farão parte do catálogo, além de distribuidoras independentes. (Com a Apple, a história foi parecida, e em menos de um ano todos os grandes estavam a bordo.) Para fazer marketing, a Saraiva pretende aproveitar a circulação de seu site, que tem 1 milhão de clientes ativos e processa 12 000 pedidos por dia. A empresa escolheu a tecnologia da Microsoft para a codificação e a segurança dos arquivos, e a loja virtual e o sistema de entrega foram desenvolvidos pela Truetech, uma companhia brasileira especializada em vídeos online.

O maior concorrente dos serviços online, não apenas da Saraiva mas em todo o mundo, ainda é o tempo. Embora as conexões de banda larga estejam se tornando o padrão, o meio físico ainda deve ter uma longa sobrevida. “Estimamos mais cinco ou dez anos de crescimento até que o vídeo online sob demanda se torne o líder de vendas”, afirma o vice-presidente de comunicação corporativa da americana Netflix, Steve Swasey. Além dos DVDs atuais, os estúdios de cinema começaram a lançar seus títulos de catálogos no formato Blu-ray, que oferece imagens em alta definição. Mas, apesar da vitória na guerra com o padrão HD-DVD, o Blu-ray pode se tornar um mercado comparativamente pequeno. Existem vários indícios de que o consumidor médio abre mão da qualidade da imagem em nome de um acervo vasto e de acesso imediato. Na cola da Saraiva, outras empresas, como Blockbuster Online, NetMovies e Virtus, já têm planos de lançar ofertas semelhantes. As locadoras de pequeno porte, que já sofreram um golpe com a chegada da rede Blockbuster ao país nos anos 90 (agora parte do grupo B2W), vão ter um novo concorrente, invisível e com espaço infinito nas prateleiras. Mais uma vez, o sucesso da venda de músicas digitais serve de exemplo: tecnicamente, a qualidade do áudio de um CD é superior à de um MP3 – mas as lojas especializadas em música continuam fechando as portas em todo o mundo. Bem-vindo à era pós-DVD.

– Carros Bicombustíveis: os Mitos e as Verdades

Àqueles que possuem carros com opções de abastecimento, compartilho um belo artigo publicado pelo “IG Estilo”, sobre Mitos e Verdades dos veículos bicombustíveis.

Extraído de: http://estilo.ig.com.br/noticia/2009/05/14/mitos+e+verdades+sobre+os+carros+bicombustivel+5928995.html

 Gol Total Flex

Mitos e verdades sobre os carros bicombustível

Se você é desses que fica atormentado com boatos, especialistas tiram dúvidas sobre o funcionamento de um motor flexível

por Vladimir Maluf

 

Como tudo nessa vida – ainda mais quando se trata de algo relativamente novo – os mitos nos perseguem. O que mais se escuta por aí são cuidados especiais com os carros que são movidos com os dois combustíveis: álcool e gasolina.

Se você é desses que fica atormentado a cada boato que escuta sobre o motor do seu carro flex, acabe com esse drama agora. A equipe técnica da Dekra, multinacional especializada em reparos e inspeções de veículos, responde às principais dúvidas citadas pelos nossos leitores.

1. O primeiro abastecimento do veículo flex deve ser feito com gasolina para evitar problemas de partida

Mito. Desde o início, o motor pode funcionar tanto com gasolina quanto com álcool ou, ainda, com os dois misturados.

2. O carro só pode ser abastecido com gasolina ou com álcool e nunca misturar

Mito. Podem-se misturar, sim, pois o sistema foi projetado para funcionar com os dois combustíveis ao mesmo tempo ou cada um separadamente, sem apresentar qualquer tipo de problema.

3. Um motor bicombustível dura menos, pois o álcool é mais corrosivo?

Mito. Os fabricantes garantem que o motor bicombustível tem a mesma durabilidade do motor a gasolina. Os sistemas que têm contato com álcool, que de fato é um combustível mais corrosivo, são projetados para suportar sua corrosão. A durabilidade de um motor está mais ligada à manutenção preventiva, como a troca de óleo e filtros, do que propriamente ao tipo de combustível utilizado.

4. Carros bicombustível requerem somente gasolina aditivada?

Mito. Não é uma exigência, porém, o uso de gasolina aditivada pode melhorar a autonomia e mantém o sistema de injeção limpo.

5. A substituição de álcool por gasolina, ou vice-versa, deve ser feita gradativamente?

Mito. Não é necessário, pois o gerenciamento do motor é eletrônico e o sistema é programado para reconhecer o combustível quase que instantaneamente.

6. Se o motor ficar apenas com álcool, o carro tem problemas de partida nos dias frios?

Não necessariamente. Isso acontece apenas em dias muito frios devido ao álcool combustível ter como característica física possuir menor capacidade de evaporação a frio do que a gasolina. Isso dificulta a formação da mistura ar combustível e a combustão na partida a frio. Por esse motivo, no compartimento do motor dos veículos a álcool ou flex, existe um reservatório de gasolina para partida a frio.

7. E se o reservatório de partida a frio estiver vazio o motor não pega

Não necessariamente. Isso vai depender muito da temperatura ambiente. Em dias muito frios, o carro terá muita dificuldade em dar partida, o que não significa que não irá pegar.

8. Existe um percentual certo da mistura de álcool e gasolina para que o carro obtenha uma melhor potência e autonomia?

Mito. Não existe uma quantidade certa de cada combustível para obter um rendimento e potencial ideais. Mais álcool significa maior potência do motor e menos autonomia. O inverso vale para a gasolina. No geral, não existe vantagem aparente no abastecimento com alguma proporção dos dois combustíveis. Porém, manter uma percentagem mínima de 15% de gasolina no tanque ajuda durante a partida a frio e no funcionamento na fase fria do motor, principalmente no inverno em regiões muito frias.

9. Se o motorista misturar os dois combustíveis o consumo aumenta?

Mito. O consumo é proporcional à quantidade de cada combustível. Se o tanque tiver mais gasolina, o rendimento será maior do que quando estiver com um volume maior de álcool, e vice-versa.

10. Como saber quando é mais vantajoso abastecer com álcool ou gasolina?

Só é vantajoso abastecer o veículo com álcool quando este tiver seu preço inferior a 70% do valor da gasolina, que pode ser verificado com a seguinte fórmula: divida o preço do álcool pelo preço da gasolina em um mesmo posto, multiplique o resultado por 100 e, se o resultado for menor que 70, o álcool é mais vantajoso. Ela reflete aproximadamente o maior rendimento da gasolina em relação ao álcool.

11. É bom alternar os combustíveis

Mito. Isso é desnecessário.

12. O motor vicia se usarmos apenas um dos combustíveis?

Mito. O motor não “vicia”. A máquina funciona com o combustível para qual foi projetada.

Leia mais sobre: mitos sobre carros flex

– O Árbitro Justificador

De outros esportes surgem idéias compatíveis ou não com o futebol; e vice-versa. Nesta última quinta-feira, o vôlei ganhou sua “bola inteligente”, com chip, para identificar se ela está dentro ou fora da quadra.

Mas uma polêmica a parte foi levada à discussão: o presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça, defendeu que os árbitros de vôlei deveriam ter um microfone para justificar suas marcações, a fim de que os torcedores e jogadores ouçam e entendam o que foi marcado, consequentemente mostrando sua atenção no jogo e entendimento das regras.

A óbvia pergunta é inevitável: e se fôsse no futebol?

Nesse espaço, a busca do debate inteligente e produtivo no futebol se faz presente. Mas confesso que muitas opiniões diversas e divergentes podem ter um rico valor. Portanto, convido ao amigo blogueiro a responder:

– Como árbitro ou como torcedor, o que você pensa disso?

Claro que a viabilidade de tal implantação seria utópica. O futebol possue regras que devem ser universais, e os custos seriam altíssimos. Mais: imaginou um Maracanã abarrotado tentando ouvir a voz do juiz logo após ele expulsar um jogador?

Particularmente, penso que toda e qualquer ação que obrigue a transparência no futebol é válida. Imagino um número menor de “perigos de gol” e “regra 18” sendo marcados. Mas é importante lembrar: a própria regra do jogo sugere algumas sinalizações (ou melhor, obriga) por parte dos árbitros. E comunicação não é apenas por sonoridade, mas por linguagem gestual.

Aguardo sua opinião!

– Padre Donizetti e a sua Canonização

Vem aí o segundo Santo Brasileiro: Padre Donizetti. Um dos nomes mais conhecidos da comunidade católica, já falecido e considerado por muitos um santo mesmo antes de morrer. Viveu em Tambaú-SP, onde diversas romarias acontecem hoje. Muitos atribuem milagres em decorrência a sua intercessão; outros garantem ter vistos fatos extraordinários ainda em vida.

O processo de canonização do religioso brasileiro ficou pronto, e uma das mais curiosas declarações nos relatos é a do renomado economista Joelmir Betting, que alega ter visto ele levitar enquanto fazia sermões, entre outros milagres.

Conheça a história do Pe. Donizetti: http://jornalcidade.uol.com.br/paginas.php?id=43273

Tambaú celebra a canonização de Pe Donizetti

Querido e adorado há gerações pelo povo de Tambaú, o padre Donizetti Tavares de Lima pode se tornar o segundo santo brasileiro. O encerramento da fase diocesana do processo de canonização será realizado em cerimônia pública. A programação solene acontece neste sábado, a partir das 17 horas, em Tambaú.
Os devotos do padre Donizetti acompanham a trasladação do corpo do sacerdote do Cemitério Municipal até o Santuário Nossa Senhora Aparecida, onde serão depositados os restos mortais.
O roteiro segue com uma missa campal, às 18 horas, na esplanada do Santuário, presidida pelo bispo da Diocese de São João da Boa Vista, dom David Dias Pimentel. Todo o clero diocesano e várias romarias estarão presentes.
Considerado Servo de Deus pelo Vaticano, o processo de canonização do padre Donizetti segue agora para a Santa Sé. Os postuladores responsáveis pela etapa no Brasil são frei Paolo Lombardo e irmã Célia Cadorim, os mesmos que beatificaram e canonizaram frei Galvão e madre Paulina.
O padre Donizetti Tavares de Lima nasceu na cidade de Cássia (MG), no dia 3 de janeiro de 1882, filho de Tristão Tavares de Lima e de Francisca Cândida Tavares de Lima, e teve oito irmãos. Sua família mudou-se para a cidade de Franca, onde ele fez o curso primário e aprendeu os rudimentos da música.
Aos 15 anos de idade foi matriculado no curso preparatório do antigo Seminário Episcopal de São Paulo e, depois de três anos, cursou o Colégio em Sorocaba, voltando no ano de 1900 para o seminário. No dia 12 de julho de 1908 foi ordenado sacerdote em Pouso Alegre (MG). Passou pelas paróquias de Pouso Alegre, Jaguariúna e Vargem Grande do Sul. Em 12 de junho de 1926 chegou a Tambaú, na paróquia Santo Antonio, onde permaneceu até sua morte, no dia 16 de junho de 1961, com 79 anos de idade, por complicações cardíacas.
Na década de 1950, fatos impressionantes aconteceram que o levaram a ter fama de santo. Muitas curas foram atribuídas a ele e, depois de tantos anos de seu falecimento, até hoje milagres continuam acontecendo.
O povo de Tambaú e os romeiros vindos de várias partes do país e do exterior são testemunhas de tais acontecimentos. Sônia Maria Teixeira Spigareal, zeladora da Casa do Padre Donizetti, afirma que desde 2004 foram colhidos quase 4 mil relatos de graças e milagres obtidos por intermédio do sacerdote. “Lembro-me até hoje do dia em que o padre faleceu. Eu era muito criança, mas ainda é nítida a comoção que o fato causou em toda Tambaú”, comenta.
Na Casa do Padre Donizetti, local onde o religioso viveu, hoje transformado em museu, há uma sala repleta de objetos, na maioria próteses e muletas, de pessoas que obtiveram graças.
O engenheiro Lincoln Magalhães, que teve a honra de ser batizado pelo padre, relata suas impressões de sua tenra infância e de suas férias escolares em Tambaú. “Lembro-me das romarias que tomavam a cidade. A devoção do povo ao padre Donizetti era impressionante. Ele foi uma pessoa severa e humilde, um exemplo a ser seguido.”

 

– Polemizar a troco de dinheiro, desrespeitando as crenças.

Há certas empresas que não possuem escrúpulos. A fim de lucrar, fabricante de jogos eletrônicos fatura alto vendendo um game onde Buda, Maomé e Jesus Cristo lutam entre si.

Triste e lamentável tal comportamento. Desrespeitar a fé alheia, polemizar e ganhar dinheiro em cima disto, é prova maior da falta de ética.

Extraído de: http://colunistas.ig.com.br/gamegirl/2009/04/28/jesus-buda-e-muhammad-juntos/

Um ano já se passou e grupos religiosos continuam “atirando pedras” no game “Faith Fighter“, do Molleindustria, um estúdio italiano que gosta de gerar burburinhos na web. Segundo a BBC, que destacou o fato – a reclamação da galera – entre as notícias do dia, colocar Jesus, Buda e Muhammad, juntinhos, em um game de luta é desrespeitoso.

O estúdio se defende e diz que nunca pensou em ofender nenhuma religião. O críticos afirmam que o jogo online é profundamente provocativo. Os muçulmanos têm se sentido ainda mais constrangidos porque na tradição islâmica é expressamente proibido sequer desenhar Allah.

A notícia tem repercutido em sites e blogs especializados. O Metro UK também publicou uma nota sobre o polêmico assunto.

Depois de um enunciado formal emitido pela Organização da Conferência Islâmica (Organization of Islamic Conference, o OIC) solicitando a retirada do game da internet, o estúdio decidiu acatar a “sugestão” de excluir de seu portfólio o webgame.

– Salmo 22 (23)

O Senhor é meu pastor, e nada me faltará!

Apenas uma lembrança de que temos alguém que nos ama.

– O desânimo espiritual

Compartilho texto muito interessante, que busca fazer com que não nos desanimemos na caminhada da vida cristã:

Extraído de: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=11429

E quando bate o desânimo espiritual?

Sabemos que não somos perfeitos, mas não podemos nos acomodar

Encontramo-nos novamente para conversar um pouco mais sobre a vida espiritual. No texto anterior vimos que, para que haja uma vida espiritual, é preciso que aconteça uma luta. Vimos a importância dessa luta e que sem ela não há espiritualidade. Elas – a vida e a luta espiritual – estão ligadas.

 

Seguindo esse raciocínio, vamos pensar sobre os momentos nos quais desanimamos na nossa vida espiritual, na maioria das vezes, justamente por causa dessas lutas interiores que precisamos travar e porque, às vezes, somos derrotados nesses duelos.

 

São Paulo nos diz na Carta aos Filipenses no capítulo 3 versículo 16: “Contudo, seja qual for o grau a que chegamos, o que importa é prosseguir decididamente”.

 

Vemos que o próprio apóstolo por vezes também era derrotado nas suas lutas espirituais quando lemos na Carta aos Romanos: “Não faço o bem que quero e faço o mal que não quero” (Rm 7,19). Mas é ele também que nos encoraja para seguirmos adiante: “importa prosseguir decididamente”!

 

Lá em Minas Gerais conheço um sacerdote que faz um trabalho maravilhoso com os jovens. E com frequência ele diz aos que ele orienta: o importante é que na nossa caminhada o saldo seja positivo. O sacerdote ensina que pode acontecer, por exemplo, de na nossa caminhada darmos cinco passos para frente e dois para trás. Então o saldo é de três passos adiante, ou seja, saldo positivo de três.

 

Também aprendemos com o apóstolo dos gentios que não somos perfeitos: erramos, pecamos e, por vezes, fazemos o mal que não queremos fazer, ou como nos ensina o sacerdote de que lhes falei: damos alguns passos para trás. Mas isso não pode fazer com que desanimemos ou com que desistamos da vida espiritual. Pelo contrário, tem de nos tornar mais fortes e determinados.

 

Precisamos agir como São Paulo, que mesmo não conseguindo fazer sempre o bem, ainda assim, nos encoraja a prosseguir e a não fazê-lo de qualquer jeito, mas de modo decidido. Sendo assim, mesmo que erremos, que pequemos, que andemos alguns passos para trás, como ensina o grande apóstolo, não podemos desistir de perseguir o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo.

– O Doutor Sucesso

Ótima uma matéria da Revista Época (ed 549, 24 de novembro), a respeito do SUCESSO. A matéria traz uma entrevista de Malcoml Gladwell, conhecido como “doutor Sucesso”, e um dos campeões de venda de livros nos EUA.

Basicamente, ele diz que a fórmula do sucesso é um mix composto de:

TALENTO GENIAL;

ESFORÇO OBSTINADO;

AMIGOS INFLUENTES; e

SORTE.

A matéria é interessante, e faz análise de pessoas de sucesso.

Extraído de: (duas partes do sítio eletrônico)

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI17730-15204,00-O+DOUTOR+SUCESSO.html

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI17725-15228,00.html

– Como Cresce nossa Marina!

A Marina está cada vez mais bela e graciosa. Com 70 dias, mede 56,5cm e pesa 4,45kg.

 

 

Não dá para não se encantar…

Dia 31/05, (Pentecoste), será o Batizado dela, na Paróquia Nova Jerusalém (seminário Diocesano de Jundiaí), cuja celebração será presidida pelo Pe. João Marrom.

– A Cocaína Abreviando a Carreira de Esportistas

Como o nefasto uso de drogas pode acabar com a vida de profissionais de sucesso! O centroavante Jardel, detentor da incrível marca de 1 gol por jogo nas suas temporadas na Europa, eleito Chuteira de Ouro e melhor estrangeiro de todos os tempos a jogar em Portugal, fala como a Cocaína acabou com sua carreira. Depois de perder tudo o que ganhou, de passar 8 dias acordado sobre efeitos da droga, de torrar sua grana com mulheres e cocaína, de perder a família, ele tenta voltar a campo, pela Segundona Carioca, defendendo o Olaria!

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2061/artigo133567-2.htm

“A cocaína destruiu o meu lar”
Um dos maiores artilheiros da história do futebol europeu, o brasileiro Jardel conta como superou o vício em álcool e drogas.

Por Rodrigo Cardoso

Neste ano, o jornal A Bola, tradicional diário esportivo de Portugal, quis saber da imprensa especializada e dos leitores quem foi o melhor estrangeiro de todos os tempos a pisar nos campos lusos. O vencedor foi o centroavante Mário Jardel Almeida Ribeiro, o brasileiro Jardel, conhecido lá como Super Mário. Não pela estatura (1,88 metro), mas por ter anotado 186 gols em 186 jogos naquele país. Jardel despontou para o futebol no Vasco da Gama, conquistou títulos no Grêmio e fez fama em Portugal, no Porto e no Sporting, principalmente. Lá, ganhou cinco troféus Bola de Prata de maior artilheiro do campeonato português e duas Chuteiras de Ouro (maior artilheiro da Europa). Era um fenômeno dentro da área, especialista em gols de cabeça. A Copa do Mundo parecia ser um caminho natural, mas ele foi preterido por Felipão, em 2002, quando o Brasil conquistou o penta. Ele, que na época já não conseguia vencer a dependência de álcool e cocaína, afundou de vez.

Terminou o casamento, se afastou dos filhos e passava noites em claro cercado de mulheres, bebida e drogas. Hoje, aos 35 anos, deitado em uma rede na sua casa em Fortaleza, Jardel contou à ISTOÉ por que se considera recuperado do vício há cerca de um ano e meio. Como Ronaldo, que acaba de conquistar um título no retorno ao futebol brasileiro, procura um clube que lhe dê a chance de se superar dentro de campo – como fez na vida pessoal.

ISTOÉ – A história de superação do Ronaldo tem semelhança com a sua perseverança para continuar jogando depois de se livrar da dependência de cocaína?
Jardel – Sim, no sentido que, se a gente tiver fé e for atrás, vence qualquer adversário. Estou feliz por Ronaldo ter voltado a jogar e, principalmente, estar se sentindo bem nessa nova fase. É exatamente o que está acontecendo comigo. Os altos e baixos são comuns, principalmente na carreira de um jogador. Comigo, a tristeza e a depressão fizeram com que eu me deixasse levar por gente com energia negativa. E acabei fazendo coisas que não deveria. Mas o mais importante é perceber o que você fez de errado e demonstrar que pode dar a volta por cima. Por isso, o Ronaldo está de parabéns e estou feliz por ele.

ISTOÉ – O que você procurava no álcool e na cocaína?
Jardel – Eu me tornava um cara confiante. Fico pensando por quê. Mas não sei, não sabia… Por que eu fiz isso? Por que buscava isso? Eu sentia um vazio. E algumas amizades o levam para o mau caminho. Também, depois de dez, 12 anos jogando futebol no auge, como titular, não aceitava ficar no banco. Aí, ficava chateado e usava drogas e bebia. E depois que passava o efeito delas, batia aquela angústia, solidão, tristeza, tudo junto. E consumia mais para sair desse estado. E continuava e continuava. Era uma bola de neve.

ISTOÉ – Quando você experimentou cocaína pela primeira vez?
Jardel – Foi em 1999. Eu jogava no Futebol Clube do Porto, de Portugal, mas experimentei por curiosidade em uma festa no Brasil. A cocaína destruiu o meu lar, a minha família. A rotina em casa passou a ser de brigas.

Ficava alterado, não cumpria as obrigações como pai. Meus filhos (Jardel Filho, 12 anos, e Victoria, 10, do casamento com a ex-mulher Karen Ribeiro Matzenbacher) sentiam falta do pai. Eu errei com eles. Meus filhos ficaram sabendo no colégio que as pessoas falavam que o pai deles era drogado. Às vezes, eu acordava bom e pensava: “O que estou fazendo na minha vida?” Eu tinha consciência de que eu saía dos trilhos, saía com outras mulheres. Hoje, não tenho muito contato com a Karen.

ISTOÉ – E seus filhos com a Karen, você mantém contato?
Jardel – Eles moram em Portugal com ela. Logo, logo vou para lá, vou vê-los. Não os vejo há oito meses e estou com saudades. Falamos por telefone, dizem que sentem saudade, eu pergunto como andam no colégio. Enfim, conversa de pai babão. Acabei de ser pai novamente (com a atual mulher, Tatiana Bezerra, 23 anos). A Tainá tem dois meses. A gente tem babá, mas, às vezes, ajudo também.

ISTOÉ – Você já consumiu drogas antes de alguma partida?
Jardel – Nunca usei cocaína em competição. Nunca! Nunca joguei dopado por ter cheirado. Nunca! Sempre consumia nas férias, para curtir, em Fortaleza.

ISTOÉ – Você fez terapia?
Jardel – Passei por um psiquiatra. Durante um mês eu conversei com o médico. Tirava algumas dúvidas sobre o porquê de acontecer isso comigo, mas quem ajuda mesmo é a própria pessoa. Não tem esse negócio de ajuda de clínica ou de médico. É a pessoa que tem de bater o pé e pronto.

ISTOÉ – O Adriano, ex-jogador da Inter, de Milão, recusou um tratamento psicológico. Ele largou o futebol na Itália para ficar mais perto da favela onde nasceu, no Rio de Janeiro. Como vê essa decisão dele?
Jardel – Só o Adriano deve saber o que estava sentindo quando tomou a decisão. Foi carência de alguma coisa. Vejo como uma fuga.

ISTOÉ – A atitude mais correta é parar e colocar a cabeça em ordem?
Jardel – Treinar e ir para o jogo é também uma terapia. Procurar um terapeuta ou não, depende de como a pessoa acha que pode resolver o seu problema fora do campo. Estou torcendo para que o Adriano dê a volta por cima, faça como o Ronaldo.

ISTOÉ – Alguém da sua família teve histórico de consumo de álcool ou alguma outra droga?
Jardel – A bebida era um mal de família. Meu pai e minha mãe bebiam.

ISTOÉ – Seu corpo dava sinais de que você deveria parar de vez?
Jardel – Claro! Quando acordava mal, com depressão, era meu organismo que estava destruído. Eu pedi muito a Deus para ele me dar forças, luz, para eu conseguir reagir. Pegava a Bíblia, ajoelhava, orava e chorava. Não virei evangélico. Vou à igreja uma vez ou outra. Tenho minha fé pessoal.

ISTOÉ – Como adquiria a cocaína?
Jardel – Tinha gente que levava até mim. O cara tinha o meu telefone, eu tinha um ou dois dele. Em Portugal, eu consumia em casa noturna.

ISTOÉ – Gastou muito com farra?
Jardel – Sim. Com festas, noite, mulheres. Cheguei a gastar R$ 2 mil por noite. Com drogas, não, porque ou usava pouco ou me davam.

ISTOÉ – Qual foi sua maior extravagância?
Jardel – Certa vez, fiquei oito dias acordado depois de uma farra com mulheres, bebidas, cocaína, em Fortaleza. Já estava separado e, nessa época, todo dia era uma mulher diferente.

ISTOÉ – Há quanto tempo você se considera um ex-viciado em cocaína?
Jardel – Há mais ou menos um ano e meio decidi que não queria mais. Foi força de vontade. Fui me afastando dos diabinhos na minha vida.

ISTOÉ – O Casagrande internou-se para tratar do vício em drogas e está voltando a ser comentarista esportivo.
Jardel – Não dá para pensar que se livra facilmente da cocaína. É uma luta diária, que não acaba nunca. Eu conheço o Casagrande. Ele é uma boa pessoa.

ISTOÉ – A tentação ainda o cerca?
Jardel – Sim. O diabo manda seus mensageiros para me atiçar. Você tem de ser forte. Ainda tem gente que aparece e diz: “Quer um pozinho? Dar uma cheiradinha?” Já solto logo um palavrão, o bicho pega para quem se atreve. E só bebo socialmente.

ISTOÉ – Em 2002, você tinha muita chance de ser convocado para a Copa do Mundo. Não ter sido o deixou mais deprimido?
Jardel – Eu fiquei péssimo, péssimo por não ter sido convocado pelo Felipão para a Copa de 2002. Mesmo assim, torci por ele e pelo Brasil.

ISTOÉ – Mas esse fato contribuiu para o seu vício? Jardel – Sim, com certeza contribuiu. Porque fiquei mais deprimido, triste.

ISTOÉ – Como nasceu essa depressão?
Jardel – Foi um pacote de coisas ruins. O meu processo de separação, a minha não convocação para a Copa e o fato de eu jogar pouco no Bolton (time inglês que ele defendeu em 2003).

ISTOÉ – Há vaga para o Ronaldo na Seleção?
Jardel – Tenho quase certeza de que o Ronaldo vai para a Copa no ano que vem. Eu era reserva dele. Por isso não jogava: ele era o fenômeno.

ISTOÉ – Quem é melhor: você ou ele?
Jardel – Eu sou tipo bananeira, paradinho dentro da área. Dentro dela eu sou melhor do que o Ronaldo. Não tenho dúvida nenhuma, não!

ISTOÉ – Se, hoje, você estivesse jogando como na época da Copa de 2002, você teria vaga na Seleção do Dunga?
Jardel – Sem dúvida nenhuma, sim!

ISTOÉ – Por que o Felipão não o convocou?
Jardel – Não sei. Nunca perguntei a ele. Acho que seria antiético da minha parte. Mas falta de gol não foi.

ISTOÉ – Você guarda mágoa dele?
Jardel – Não. As pessoas fazem opções na vida. Apesar de eu ficar de fora sendo o artilheiro da Europa, torci por ele. E o Felipão mereceu.

ISTOÉ – Você vai jogar no Olaria, da segunda divisão do Rio de Janeiro?
Jardel – Um dirigente me procurou. Um grupo de empresários comprou o clube e ficamos de conversar.

ISTOÉ – O mal dos atacante brasileiros, hoje, parece ser o peso. Você tem feito algum tipo de preparação física?
Jardel – O Jardel aqui está comendo buchada, essas coisas bem leves, sabe? Estou em forma… de bola! Estou brincando: tô no peso. Tenho treinado, estou jogando bola no meu campo quase todos os dias. Perdi sete quilos, estou com 88 quilos. Não estou 100% fisicamente, mas…

ISTOÉ – Não precisa correr muito para fazer gol. Veja o Romário.
Jardel – Preciso correr não, cara! Resolvo dentro da área! Dentro dela, sou um matador, um leão. Fora da área, sou um gatinho.

ISTOÉ – Está perto da aposentadoria?
Jardel – Penso em jogar mais dois ou três anos e depois talvez fazer um curso para treinador ou empresário. Não tenho histórico de lesões. Preciso que o treinador confie em mim e me coloque para jogar.

– SP Fashion Week com Cotas Raciais

Novamente o tema “Cotas para Negros” vem à tona. O que dizer agora: o Ministério Público quer que a organização do evento reserve um determinado número de modelos negros para trabalhar no evento.

A oportunidade para qualquer raça está sendo sempre levada em questão. Mas determinar um número parece tão discutível quantos as cotas em universidades, já debatidas neste espaço.

Extraído de: http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2486235.xml&template=3898.dwt&edition=12180&section=1350

Cotas na moda

Profissionais acreditam que mercado para modelos negros nos eventos de moda do Estado tem sofrido mudanças positivas, mas ainda pode melhorar

A discussão sobre cotas raciais, bastante polêmica em relação às vagas nas universidades, entrou na moda. Há duas semanas, uma reportagem sobre a São Paulo Fashion Week publicada na Folha de S. Paulo ganhou repercussão nacional. O Ministério Público paulista, através da promotora Déborah Kelly Affonso, propôs que fosse estabelecida uma cota para modelos negros nos desfiles daquele evento. A matéria trazia as opiniões do organizador da SPFW, Paulo Borges, e de alguns estilistas participantes da semana de moda. A declaração que mais gerou polêmica foi a de Glória Coelho: Na Fashion Week já tem muito negro costurando, fazendo modelagem, muitos com mãos de ouro, fazendo coisas lindas, tem negros assistentes, vendedoras, por que têm de estar na passarela?

A estilista colocou em seu site um comunicado explicando a frase publicada pela Folha. A SPFW também fez circular um e-mail afirmando que não exerce influência na escolha do casting de seus estilistas. Mas o assunto deve ir muito além da passarela paulistana.

Em Santa Catarina não existe nenhuma obrigação legal de incluir afrodescendentes em desfiles ou campanhas publicitárias. Apesar disso, modelos, produtores e agenciadores percebem indícios de mudança. Segundo Kenia Costa, ex-modelo e atualmente produtora de eventos na área, o mercado catarinense vem sofrendo uma modificação positiva nos últimos tempos.

– Sempre tivemos uma mobilização muito grande para inserir os modelos negros. E já foi muito mais difícil. Tínhamos quatro ou cinco modelos, incluíamos nos castings e nos diziam que um só já estava bom. Hoje isso se reverteu e os clientes pedem as modelos negras. Os homens também – conta ela.

Kenia acrescenta que no Donna Fashion, evento promovido pelo Diário Catarinense, do qual ela é produtora, esta nova mentalidade ficou evidente nas últimas cinco edições.

– Antes nos diziam que não queriam os modelos negros porque não combinavam com o desfile. Hoje já há uma busca não só por negros, mas pela diversidade – afirma ela.

marcia.feijo@diario.com.br

– A Sadigão, pela Enésima vez

Depois de muitas negociações, de tentativas da Sadia em comprar a Perdigão tempos atrás, de buscar fusão em semanas recentes, agora a inversão: Perdigão pode ter 70% das ações da nova empresa Perdigão-Sadia (detalhe: a Batavo é uma empresa do grupo Perdigão).

Veja as implicações:

http://portalexame.abril.com.br/negocios/impacto-eventual-fusao-sadia-perdigao-469667.html

O impacto de uma eventual fusão entre Sadia e Perdigão

Para especialistas, o negócio seria excelente para as duas empresas, péssimo para os rivais e neutro para os consumidores

 

Por Verena Souza

Rumores sobre uma possível fusão entre a Sadia e a Perdigão têm provocado solavancos no mercado a cada pronunciamento ou sinal de que as discussões levarão ou não a um acordo. Até o momento, nada de concreto foi anunciado, mas uma coisa já parece assimilada: juntas, as duas empresas criariam um gigante de porte global e dominariam mais de 50% de diversos segmentos do mercado brasileiro de alimentos.

Entre seus principais pontos fortes, a “Sadigão”, como vem sendo chamada a nova empresa, teria 88% do mercado de massas industrializadas, 70% das carnes congeladas, 67% das pizzas semiprontas e 53% dos produtos alimentícios industrializados em geral.

 

Sob o ponto de vista privado, é consenso entre os especialistas do setor de que o negócio seria benéfico para as duas companhias. Em relatório, a corretora Brascan afirmou que os ganhos de sinergia chegariam a 2,2 bilhões de reais e trariam um aumento de 23,4% no valor de mercado das duas empresas juntas.

De acordo com a corretora Santander, que trabalha de forma independente do banco, as maiores sinergias estariam principalmente nas operações de logística e transporte, trazendo maior eficiência na distribuição dos produtos.

“A nova companhia teria um importante ganho de escala, um variado mix de produtos, grande poder de barganha junto aos fornecedores e até poderia ser mais flexível em sua política de preços”, afirmou Rafael Cintra, analista da Link Investimentos.

Além disso, essa seria uma grande oportunidade para a Sadia fortalecer seu caixa após ter sofrido significativas perdas com derivativos em setembro do ano passado. Somente no ano passado os prejuízos com a alta do dólar superaram 2,5 bilhões de reais. Em maio de 2008 – portanto, antes das perdas cambiais e do agravamento da crise econômica – a companhia valia 8,3 bilhões de reais. Um ano depois, esse valor para menos da metade, ou 3,4 bilhões de reais.

Alimentos mais caros?

Apesar da alta concentração de mercado prevista e do enorme poder de negociação da nova empresa, os especialistas do setor acreditam que o consumidor não vai sentir no bolso os efeitos da fusão. “Os ganhos em eficiência podem ser tão grandes na qualidade dos equipamentos e dos funcionários, por exemplo, que é bem provável que os preços possam até diminuir ou não variar. Isso seria um ganho para a sociedade”, disse Clevland Prates, ex-conselheiro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Ligado ao Ministério da Justiça, o Cade terá de analisar a possível fusão entre a Sadia e a Perdigão. Como são raros os negócios rejeitados pelo conselho, a expectativa de analistas é de que, no máximo, haja algumas restrições para a fusão. No caso da união das cervejarias Brahma e Antarctica, que levou à criação da AmBev, empresa que detinha mais de 60% do mercado de cervejas, foi necessário vender ativos como cinco fábricas e a marca Bavária.

“É possível que as companhias tenham que vender alguma marca que possua grande fatia no mercado, como as de pizzas, por exemplo. Mas o conselho deve aprovar”, diz Cintra, da Link Investimentos. Se ele estiver certo, a “Sadigão” poderia diversificar os preços dentro do seu próprio portfólio. “Uma marca pode prevalecer sobre outra. Uma pode ser premium, voltada para a classe A e B, e outra pode ser voltada para a classe C, com preços mais baratos”.

E a concorrência?

A maior ameaça parece mesmo pairar sobre os concorrentes da “Sadigão”, que ficariam em uma posição frágil para brigar com a gigante. Para o analista Renato Prado, da Fator Corretora, juntas as empresas teriam um alcance geográfico muito grande, o que seria um fator de dificuldade para as rivais – EXAME procurou os principais concorrentes diretos da Sadia e da Perdigão, que não quiseram se pronunciar.

Somente a Perdigão possui 16 unidades industriais no Brasil. Já a Sadia conta com 14, sendo que a maior parte delas está localizada nos mesmos estados, principalmente em Mato Grosso, onde cada uma possui três fábricas. No entanto, até o momento não se sabe como seria o processo de integração entre elas.

Os analistas Alexander Robarts e Gabriel Vaz, da corretora do Santander, têm uma visão mais otimista em relação aos concorrentes. De acordo com o relatório produzido por eles, o frigorífico Marfrig despontaria como o segundo colocado no fornecimento de frangos e produtos de carne suína do país e poderia garantir a concorrência nesse segmento.

O próprio Marfrig já divulgou na semana passada que negocia uma fusão com o Bertin. No ranking das maiores empresas brasileiras de carne bovina, as duas empresas ocupam o terceiro e o segundo lugar, atrás apenas da JBS-Friboi. Por serem também empresas de alimentos, Marfrig e Bertin poderiam, juntos, criar uma nova força no setor, dando a primeira resposta à “Sadigão”.

Sadio para o país?

Em termos internacionais, também não restam dúvidas quanto à relevância da operação. A fusão Sadia-Perdigão poderia dar origem à maior processadora de carne de frango do mundo em faturamento, segundo levantamento da consultoria Economática. Somando os resultados das duas empresas em 12 meses até setembro de 2008, a receita líquida de ambas ficaria próxima a 9,5 bilhões de dólares, quantia acima dos 8,52 bilhões de dólares contabilizados pela líder mundial no segmento de aves, a Pilgrim’s Pride.

O estudo aponta ainda que a “Sadigão” ficaria em décimo lugar entre as maiores empresas do setor de alimentos das Américas. A primeira posição no ranking da Economática é ocupada pela norte-americana ADM, com 78,32 bilhões de dólares de receita em 12 meses. Na sequência, aparecem a Kraft Foods, Tyson Foods, General Mills, Sara Lee, JBS-Friboi, Kellogg e Dean Foods.

Participação de mercado no Brasil
Produtos Perdigão Sadia Sadigão
Carnes refrigeradas 25% 28% 53%
Carnes congeladas 34% 36% 70%
Massas 38% 50% 88%
Pizzas semiprontas 34% 33% 67%
Margarina 18% 30% 48%
Fonte: Corretora Santander

Ranking – maiores empresas de alimentos das Américas
Empresa Faturamento (bilhões – 12 meses)
1º ADM US$ 78,32
2º Kraft Foods US$ 42,20
3º Tyson US$ 27,18
4º General Mills US$ 14,38
5º Sara Lee US$ 13,43
6º JBS US$ 12,98
7º Kellogg US$ 12,82
8º Dean Foods US$ 12,45
9º Heinz US$10,49
10º Sadigão US$ 9,47

Mesmo sem a fusão, Sadia e Perdigão já são empresas globais. As exportações das duas representam entre 40% e 50% de seu faturamento e ambas possuem representantes comerciais em dezenas de países. A nova companhia também chegaria a quase 25% das exportações mundiais de aves in natura, tornando-se, disparada, a líder nesse segmento.

“O negócio seria bom para o país como um todo, principalmente em escala internacional”, diz Ruy Santacruz, ex-conselheiro do Cade. Com o BNDES e fundos de pensão estatais como a Previ como sócios, a empresa se tornaria uma grande multinacional verde-e-amarela – algo que o governo nunca escondeu ver com bons olhos. Para a Sadia, que teve em 2008 o ano mais infeliz de sua história, seria um desfecho mais do que saudável.

– Dia de Nossa Senhora de Fátima

Hoje é 13 de maio, dia da padroeira do nosso Bairro Medeiros e patrona de Portugal, Nossa Senhora de Fátima!

Com alegria, lembremo-nos da Mãe de Deus em seu dia:

0RAÇÃO – Santíssima virgem que nos montes de Fátima Vos dignastes a revelar a três humildes pastorinhos os tesouros de graças contidas na prática do vosso Rosário, incuti profundamente em nossa alma o apreço, em que devemos ter esta devoção, para Vos tão querida, a fim de que, meditando os mistérios da nossa Redenção que nela se comemora, nos aproveitemos de seus preciosos frutos e alcancemos a graça que Vos pedimos nesta oração, se for paa maior glória de Deus, honra vossa e proveito de nossas almas. Assim seja.

– A Meia Entrada é Burocrática no Cinemark

Estudantes que se rebelam contra as exigências da rede Cinemark: uma luz no fim do túnel.

A tradicional rede, que proibe quaisquer tipos de alimentos (desde que não sejam comprados em sua bomboniere) e que exige BOLETO DE PAGAMENTO e ATESTADO DE MATRÍCULA dos estudantes de nível superior, a fim de permitir meia entrada, terá que mudar seu comportamento, por ordem da Justiça:

Veja a decisão:

Extraído de: http://jovempan.uol.com.br/noticias/noticia/cinemark+nao+pode+mais+cobrar+recibo+de+estudante-161214,,0

Cinemark não pode mais cobrar recibo de estudante

Decisão da Justiça obriga rede de cinemas a vender meia-entrada com a apresentação da carteirinha

Uma liminar concedida nesta segunda-feira pela 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro proíbe que a rede Cinemark obrigue os estudantes que desejam comprar ingressos de meia-entrada a apresentar qualquer comprovante que não seja a carteira de estudante no ato da compra.

Assim, desde que a carteirinha tenha sido emitida pela instituição de ensino e esteja dentro da validade, não é mais necessário levar boletos bancários, folhas de freqüência e recibos de matrícula.
De acordo com o texto da decisão, que atendeu liminar pedida pela 2ª Promotoria de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Capital, a obrigatoriedade da apresentação do documento era um fator que dificultava o direito do estudante de pagar a meia-entrada.

– Violência Doméstica Deixada de Lado pelos Usos e Costumes

Na última segunda-feira, tivemos a oportunidade de trabalhar com os discentes a respeito do tema: “Negócios Internacionais”. Nessa aula, tratamos da preocupação da adaptação das grandes empresas aos costumes locais.

Entretanto, há alguns costumes que se tornam extravagantes a nós. Lendo essa nota, admirei-me do inusitado: em um Congresso contra a Violência Doméstica na Árabia Saudita (um dos pólos de negociação mais “explosivos” do mundo, um juiz local defende a agressão às mulheres, a fim de que elas “gastem menos”!

Cultura machista é uma coisa; agressão, já é exagero…

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3758091-EI308,00-Juiz+saudita+defende+agressao+a+mulheres+que+gastam+muito.html

Juiz saudita defende agressão a mulheres que gastam muito

Um juiz saudita provocou comoção ao afirmar que os homens têm o direito de agredir suas mulheres se elas gastarem demais. A afirmação foi feita recentemente durante um congresso sobre violência doméstica, na Arábia Saudita, informa a rede de TV americana CNN.

Para o juiz Hamad al-Razine, se as mulheres gastam a maior parte do dinheiro em roupas, os maridos têm o direito de agredi-las com “uma bofetada”. As mulheres presentes no evento protestaram imediatamente.

Al-Razine disse que pretendia esclarecer que o aumento da violência doméstica não é responsabilidade apenas dos homens. Segundo o juiz, as mulheres contribuem para a violência “com seu insolente comportamento”, mas nada se diz a respeito disso.

A violência doméstica foi tratada como tabu no país durante muito tempo, mas, ultimamente, o tema tem recebido mais atenção.

– Liberalidade na Igreja Católica

Nesta última semana, Dom Luís Soares Vieira, vice-presidente da CNBB, corajosamente falou sobre homossexualismo e ordenação de padres. Dentro da sabedoria de que “devemos destestar o pecado e amar o pecador“, Dom Luís declarou que “Os homossexuais são pessoas humanas. O que se exige do heterossexual para ser padre se exige também do homossexual”.

Tal declaração será patrulhada por muitos. Mas foi corajoso em tomar tal posição, sem ferir o cerne do cristianismo: a Tolerância, o Amor e o Espírito Cristão

– A Inteligência e as Drogas

Interessante, e ao mesmo tempo preocupante, a reportagem da Revista Época, ed 573 de 11 de maio de 2009, sobre as drogas que as pessoas tomam para se tornarem mais inteligentes.

Nela, há uma sequência de ações e efeitos colaterais daqueles que se tornam dependentes químicos, buscando reações psíquicas a respeito da tentativa de “turbinar o cérebro”. Há uma narrativa das drogas utilizadas para o aumento da inteligência, e personalidades que fazem uso de tais artifícios, que vão desde a Cocaína (erroneamente utilizada) a drogas sintéticas (no final da matéria).

Extraído de: Revista Época, ed 513

Existe Remédio para ficar mais inteligente?

Maurício não é um workaholic. Engenheiro de 40 anos, gerente de uma seguradora, ele acredita que a esta altura da vida tem direito a aproveitar suas horas livres nas baladas, viagens, leituras, esportes e namoros. É por isso que ele toma Ritalina, um remédio indicado para portadores de síndrome de deficit de atenção (TDAH). Maurício não sofre de deficit de atenção. Mas diz que, quando toma a droga, sua capacidade de concentração aumenta e ele trabalha seis horas sem intervalos. “Sou chefe de 40 funcionários e preciso funcionar a qualquer custo.”

Maurício (o nome é fictício, para proteger sua identidade) diz tomar Ritalina apenas uma vez por semana, quando seus prazos para a entrega de relatórios apertam. Ele afirma que a droga o ajuda a encarar planilhas recheadas de números, elaborar relatórios com rapidez e falar com desinibição em reuniões. “Como me recuso a trabalhar mais de nove horas por dia, preciso render mais nesse tempo.” Ritalina é um remédio de tarja negra. Deveria ser consumido apenas por pessoas que precisam dele e têm uma receita médica para provar isso. Mas conseguir a receita não é muito difícil. Maurício obteve a sua de um amigo psiquiatra. Outros usuários pesquisam os sintomas conhecidos do deficit de atenção, marcam consulta com um psiquiatra e dizem sentir aquilo. Alguns compram cartelas de amigos. Ou pela internet.

A Ritalina – que atua como um estimulante do sistema nervoso central (entenda seu funcionamento no quadro) – está longe de ser a única droga usada para incrementar a eficiência do cérebro. Há milênios o ser humano testa receitas de vários tipos. Entre aquelas em voga hoje está o Gingko biloba (uma erva de origem chinesa que supostamente melhora a circulação de sangue no cérebro e a transmissão de impulsos entre os neurônios), a cafeína (um estimulante que melhora a concentração), a nicotina e diversas anfetaminas. Também vem ganhando adeptos no mundo um estimulante genericamente conhecido como modafinil, desenvolvido para tratar narcolepsia (uma sensação de sonolência exagerada). O modafinil, assim como o café, restaura o desempenho cognitivo em pessoas com sinais de fadiga.

No Brasil, o remédio que tem por base o modafinil se chama Stavigile. “Como a droga é nova aqui, muitos médicos ainda não a conhecem e por isso não a receitam”, diz a neurologista Rosa Hasan, coordenadora do Departamento de Sono da Academia Brasileira de Neurologia. “A Anvisa autorizou seu uso para tratamento de narcolepsia, mas em muitos países ela é usada por pessoas que têm trabalhos noturnos.” Ou executivos que precisam evitar os efeitos do fuso horário em viagens de negócios.

Outra droga capaz de incrementar o funcionamento do cérebro é o donepezil, vendido sob a marca Aricept. Ele é um dos remédios aprovados pela FDA (Food and Drug Administration, o órgão regulador de medicamentos nos Estados Unidos) para reduzir a perda de memória característica do mal de Alzheimer. Um estudo publicado em 2002 na revista Neurology concluiu que pilotos que tomaram donepezil melhoraram seu desempenho. Eles fizeram manobras complicadas com mais precisão e reagiram a situações de emergência melhor que os demais pilotos da experiência, a quem foi dada uma dose de placebo (comprimidos sem droga nenhuma).

Há mais de 600 drogas para distúrbios neurológicos em
desenvolvimento. Várias estarão prontas em alguns anos

E esses são apenas os remédios disponíveis hoje. Segundo uma recente pesquisa da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, cientistas de diversos laboratórios estão trabalhando em mais de 600 drogas para distúrbios neurológicos. A maioria delas deverá ser reprovada pelos órgãos reguladores de saúde, mas é provável que muitas estejam em farmácias do mundo inteiro nos próximos anos. Cada uma dessas drogas mexe com algum dos processos químicos que regulam a atenção, a percepção, o aprendizado, a memória recente, a memória de fundo, a capacidade de tomar decisões, a linguagem. Espera-se que, com elas, pacientes com deficiências como Alzheimer, demência ou deficit de atenção consigam levar uma vida mais próxima do normal. Mas remédios desse tipo costumam atrair um mercado bem além do seu público-alvo original.

“O uso das drogas psicoativas por indivíduos saudáveis vai se tornar um evento crescente em nossa vida”, disse o pesquisador Gabriel Horn, que liderou a pesquisa de Cambridge. Foi o que aconteceu, por exemplo, com o Viagra e seus congêneres. Originalmente destinados a homens com problemas de ereção, tornaram-se rapidamente campeões de venda porque milhões de pessoas sem sintomas decidiram experimentá-los, seja para garantir o desempenho depois de uma balada, seja para incrementar a rotina com uma parceira.

O mesmo parece estar ocorrendo com a Ritalina. Suas vendas no Brasil triplicaram em cinco anos, atingindo mais de 1 milhão de caixas em 2006. Existem pelo menos 12 comunidades dedicadas à Ritalina no site de relacionamentos Orkut, com quase 5 mil participantes. Muitos estão nessas comunidades para discutir os problemas reais de deficit de atenção que os acompanham desde a infância. Mas sobram comentários sobre os efeitos da Ritalina no organismo de uma pessoa sem deficiência. “Mesmo depois de ter acabado com duas cartelas, fiquei com vontade de tomar mais”, diz um adolescente na comunidade Amigos da Ritalina, cuja foto de identificação é um garoto sorrindo dentro de uma caixa de cereal.

Em outras comunidades, encontram-se anúncios de venda do remédio. “Vendemos pela internet há mais de três anos”, diz um deles. A demanda parece corresponder. “Preciso comprar esse medicamento, mas não tenho receita médica…”, diz uma adolescente. Por R$ 25, compra-se uma caixa do remédio, despachado pelo correio.

Segundo o neurologista Anjan Chaterjee, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, estamos diante de um novo fenômeno social, que em 2004 ele apelidou de “neurocosmética”. Ele acredita que daqui a alguns anos o uso de drogas para melhorar o raciocínio será tão aceitável quanto a cirurgia plástica. Não há dúvida de que existe demanda para isso. Dos idosos ávidos por combater os sinais de envelhecimento; dos trabalhadores submetidos a uma pressão crescente pela produtividade; até dos pais e mães que fazem questão de dar o máximo de oportunidades a seus filhos. Se é verdade que vivemos hoje na era do conhecimento, como dizem tantos gurus e sociólogos, é natural que as pessoas cobicem a ferramenta dessa era: cérebros melhores.

Em alguns ambientes, essa competição já está em curso. Um estudo da Universidade de Michigan, citado em reportagem recente da revista New Yorker, concluiu que 4,1% dos universitários de 119 faculdades americanas usaram estimulantes sem receita médica em 2004. A revista científica Nature fez no início do ano passado uma pesquisa informal com seus leitores (a maioria cientistas). Das 1.400 pessoas que responderam, 20% disseram que já haviam tomado Ritalina, modafinil ou algum betabloqueador (droga que reduz a ansiedade) com o intuito de estimular a memória ou melhorar a concentração. A pressão por resultados explica essa tendência. Nem sempre o intuito é melhorar o desempenho. Muitas vezes, trata-se de manter o desempenho normal e conseguir uma energia extra para usar na vida social. É o caso de Maurício, citado no início da reportagem. Ou de Fábio (também nome fictício), um estudante de engenharia de Campina Grande, na Paraíba. Ele diz tomar cinco comprimidos de Ritalina por dia. “Acho que as 24 horas do dia são muito pouco para quem precisa estudar o que estudamos.” Ele diz usar o remédio para se concentrar nos trabalhos da faculdade durante a semana. O rendimento extra proporcionado pela Ritalina serve para deixá-lo livre no fim de semana.

O uso de drogas para melhorar o desempenho suscita questões éticas, além das médicas. A prática não seria equivalente ao doping dos atletas, tão condenado? Mais: na pesquisa informal da Nature, a maioria dos 1.400 respondentes se disse contra a oferta de remédios para as crianças que não tivessem deficiências, mas cerca de um terço afirmou que ficaria tentado a dar drogas a seus filhos se descobrisse que os pais das demais crianças estivessem dando. Numa sociedade já tão competitiva, não estaríamos todos pressionados demais a nos drogar? Como diz Elaine (de novo, um nome fictício), gerente na mesma seguradora de Maurício, que também faz uso da Ritalina: “Eu recomendaria o remédio para alguns dos meus funcionários mais lentos, para que eles acompanhassem meu ritmo”.

No entanto, há um bom grupo de defensores dos neurocosméticos. Em dezembro, acadêmicos renomados como os neurologistas Michael Gazzaniga, da Universidade da Califórnia, e Martha J. Farah, da Universidade da Pensilvânia, publicaram um artigo na Nature em defesa do “uso responsável” de medicamentos para aumentar a concentração, assim como estímulos para que os alunos durmam melhor e pratiquem exercícios físicos. “As sociedades têm usado drogas para potencializar o cérebro durante toda a história”, diz o neurocientista inglês Steven Rose, autor do livro O cérebro no século XXI – como entender, manipular e desenvolver a mente? (Editora Globo). “Se há pessoas que cursam escolas de elite ou usam o privilégio de uma classe social mais elevada para alcançar o sucesso, por que os estimulantes para o cérebro deveriam ser proibidos?” Em recente reportagem sobre drogas para o cérebro, a revista The Economist defendeu seu uso: “Se os cientistas conseguirem desvendar os segredos do Universo com auxílio da química, tanto melhor. Se a química ajudar a aumentar o espectro da vida humana, os benefícios poderiam ser enormes”.

A principal questão, aí, seriam os efeitos colaterais. O café – um relativamente poderoso estimulante – tem vários efeitos colaterais e é aceito há séculos pela sociedade. Como disse Larry Squire, um pesquisador da área de memória da Universidade da Califórnia, à revista Scientific American: “Pode-se dizer que toda a história desse campo de pesquisa tem se concentrado no controle dos efeitos colaterais de drogas que já conhecemos”.

Há outra questão que o uso de remédios levanta, e ela é ainda mais difícil de responder. Afinal, o que é inteligência? Vários usuários de Ritalina afirmam que seus efeitos estão no campo da concentração, na velocidade e disposição com que se entregam ao trabalho. Dizem que, uma vez ordenadas as ideias, a droga ajuda a pô-las em prática. Mas afirmam que, se as ideias não estão lá, o remédio apenas cria uma disposição infrutífera. “Você não cria nada, só executa melhor”, diz Maurício. Há até o risco de executar demais: tornar-se prolixo, falar mais alto que o desejável, ficar aflito. Disso eu posso falar com conhecimento de causa. Para escrever esta reportagem, tomei dois comprimidos de Ritalina. À primeira vista, o efeito foi positivo. Eu me senti confiante para executar a tarefa, as palavras saíam fáceis, o bloco de anotações quase podia ser deixado de lado – eu lembrava de tudo. O chato foi reler o que escrevi. Na primeira revisão, desfez-se a minha ilusão de brilhantismo. Percebi que a memória não tinha melhorado tanto quanto a impressão de que ela tinha melhorado. Não sei dizer se minha confiança vinha do aumento da capacidade ou da diminuição da autocrítica. Percebi que meus reflexos melhoraram muito – mas meus dotes analíticos, não. Tive de refazer todo o texto.

Segundo a neurologista Martha J. Farah, esse resultado decepcionante se explica porque os efeitos dos estimulantes cerebrais em algumas formas vitais de inteligência, como pensamento abstrato e criatividade, foram muito pouco estudados até agora. “A literatura disponível trata de tipos de raciocínio enfadonhos: quanto tempo você consegue ficar em vigília enquanto olha para uma tela à espera de uma luz piscar”, disse ela à New Yorker.

Mesmo assim, os avanços da ciência rumo à melhoria do funcionamento do cérebro são incontestáveis. Uma das maiores promessas para o desenvolvimento de novas drogas são os ampakines, compostos que atuam sobre o neurotransmissor glutamato, essencial nos circuitos ligados à memória. Curiosamente, drogas à base de ampakines servem tanto para melhorar a memorização quanto para apagar fatos do cérebro (isso acontece porque o processo de desaprender algo é similar ao de aprender, segundo os neurologistas). O esquecimento pode ser muito útil não para apagar um caso de amor não correspondido, como no filme Brilho eterno de uma mente sem lembranças, com Jim Carrey, mas para tratar distúrbios pós-traumáticos ou mesmo reprogramar o cérebro para se livrar de um vício.

O segredo para o desenvolvimento de drogas assim não é tanto o estudo de substâncias químicas, e sim os avanços no entendimento de como funciona o cérebro humano. Esse é o tema da próxima reportagem.

As drogas dos gênios

 FRANCIS BACON (1561-1626)
Além de fumar
cachimbo , o filósofo, político e escritor costumava usar o tempero de açafrão para estimular o cérebro. Ele acreditava que o consumo da especiaria ajudava a deixar os ingleses “animados”

           

HONORÉ DE BALZAC (1799-1850)
O
café era usado pelo escritor francês para dedicar até 16 horas seguidas ao trabalho. Especula-se que o consumo excessivo tenha agravado os problemas cardíacos que o mataram

           

JEAN-PAUL SARTRE (1905-1980)
O filósofo francês fumava dois maços de cigarro por dia, quando não os trocava por charutos ou pelo cachimbo. Alguns trechos de seu livro
O ser e o nada são dedicados ao tabaco

           

SIGMUND FREUD (1856-1939)
Aos 28 anos, o criador da psicanálise publicou um artigo sobre os benefícios da
cocaína – droga que ele chegou a consumir e receitar para pacientes. A substância ainda não era ilegal, nem se sabia quanto viciava

           

CHARLES BAUDELAIRE (1821-1867)
O poeta autor de
Flores do mal e Paraísos artificiais usava ópio , éter e haxixe para aliviar as dores da sífilis, doença que contraiu ainda jovem. As drogas têm um papel de destaque em sua obra

           

ALDOUS HUXLEY (1894-1963)
O escritor inglês, autor de
Admirável mundo novo, indicou as substâncias alucinógenas para expandir os limites da mente no livro As portas da percepção. Inspirou Jim Morrison, do grupo The Doors                                                                                     

– Chuteiras que valem Ouro… mas para quem?

Nesta última semana, a Revista Veja trouxe uma interessante matéria sobre “jogadores tipo exportação”. Nela, se fala muito sobre como o jovem atleta é preparado para ser vendido ao exterior, e mostra que tal investimento pode dar até 2300% de retorno.

Entretanto, em muitos momentos, a reportagem faz uma apologia a esses investidores. Mas, aparentemente, o que pode parecer bom, nem sempre é. Abaixo há a matéria completa, mas convido à seguinte reflexão:

– Os grandes clubes de futebol estão reféns das exportações dos atletas. Isso faz com que os jovens talentos saiam logo. A busca de títulos se tornou secundária devido ao primeiro objetivo: sanear dívidas.

– Os jovens atletas estão nas mãos dos empresários. Hoje, não é mais o “clube dono do atleta”, mas, numa burra lógica, o “empresário patrão do jogador”. Não deveria ser esse agente o empregado dos talentosos atletas?

– Essa exportação dá a oportunidade de jovens carentes realizarem a independência financeira e ajudar suas famílias. Ótimo. Mas… se o “filé” das transações ( o dinheiro grosso da negociação ) ficar com o jogador, tudo bem. Se o clube formador se beneficiar, ok. Mas infelizmente os empresários inescrupulosos ficam com a maior parte.

– Insisto num termo: há um neocolonialismo europeu sobre nossos talentos. Temos que buscar a sustentabilidade esportivo/futebolística, não a dependência desses recursos financeiros externos.

A seguir, extraído de: http://veja.abril.com.br/130509/p_076.shtml

 

Chuteiras que valem ouro

O futebol é um negócio rentável não apenas para
os clubes e jogadores. Empresários e investidores
estão ganhando muito dinheiro com a venda de atletas

Em dezembro de 1962, o escritor e cronista Nelson Rodrigues, o primeiro a traduzir o lirismo do futebol brasileiro, escreveu o seguinte sobre a proposta do Juventus, clube da cidade italiana de Turim, para comprar o craque Amarildo, que brilhara na Copa do Chile, vencida meses antes pela seleção nacional:

Amigos, o Juventus da Itália reiterou o lance nababesco: 250 milhões (de cruzeiros) por Amarildo. Para um futebol pobre como o nosso e, repito, para um futebol barnabé, a oferta soa como um escândalo: 250 milhões! Aí está uma quantia que muitos só farejam ou apalpam nalgum delírio furioso. Há reis, impérios, cidades, nações que não valem tanto. E esse dinheiro todo por um rapaz, ali, de Vila Isabel, que faz a barba num salão do Boulevard e que apanha o lotação no Ponto de 100 réis.

Nelson Rodrigues se estende, na crônica publicada na revista Manchete, sobre a negativa do Botafogo de vender Amarildo – “Tratou os 250 milhões com o nojo de quem afasta com o lado do pé uma barata seca” – e a penúria dos nossos times, “que boiam num lago de dívidas como vitórias-régias”. Era um baita dinheiro – dezesseis vezes o maior prêmio pago pela Loteria Federal no mesmo ano. Quase 47 anos depois, os clubes nacionais continuam paupérrimos, mas, associados a investidores, já não se recusam a vender – nem por um minuto – suas estrelas por quantias nababescas. Muito pelo contrário. O futebol brasileiro tornou-se o grande celeiro que abastece os gramados da Europa e da Ásia. Só nos clubes europeus, há 551 atletas nacionais, o suficiente para formar trinta equipes completas, com sete reservas cada uma. Se um jogador de futebol brasileiro pudesse ser negociado na Bolsa Mercantil de Chicago, seria um investimento dos mais concorridos: a “mercadoria” está rendendo mais que o ouro. A venda de atletas para o exterior vem crescendo há três anos consecutivos e, em 2008, totalizou 1 176 transferências – 46% a mais do que em 2005. Só a transferência de Breno, ex-zagueiro do São Paulo, para o Bayern de Munique rendeu ao grupo investidor um lucro de 2 300% em menos de cinco meses.

Na corrida aos craques nacionais, a pressa de chegar antes do concorrente vem fazendo com que a idade dos contratados caia na mesma proporção com que dispara a cotação dos atletas no mercado: os gêmeos Rafael e Fabio da Silva, ex-Fluminense, foram comprados aos 15 anos pelo Manchester United, da Inglaterra. Philippe Coutinho, de 16 anos, joga no Vasco, mas já pertence ao Internazionale de Milão (que só poderá levá-lo quando ele completar 18 anos). Há ainda o incrível caso de Caio Werneck, “craque-bebê” brasileiro de apenas 10 anos e já selecionado pelo Roma. “Jogador de futebol virou commodity e o Brasil, seu maior exportador”, diz o italiano Raffaele Poli, pesquisador do Centro Internacional de Estudos do Esporte, na Suíça.

 
Um negócio só é bom mesmo quando é bom para os dois lados. Por tal critério, esse de selecionar, treinar e vender para o exterior jovens craques brasileiros é um excelente negócio. Para o jogador, a diferença entre os salários pagos por um clube brasileiro e por um time europeu de porte equivalente quase sempre é de um dígito, ou perto disso. Um atacante de um time médio, de primeira divisão, que ganhe 15 000 reais por mês no Brasil facilmente conseguirá emplacar um salário equivalente a 100 000 reais em um time de igual tamanho na Itália. Diante disso, os pobres clubes nacionais, as vitórias-régias de Nelson Rodrigues, fazem malabarismos para tentar segurar um pouco seus craques – pelo menos até o momento de conseguir vendê-los ao melhor preço. Os dirigentes do Santos, por exemplo, além de pagar salários expressivos a suas estrelas mirins – o promissor Jean Chera, de 14 anos, ganha 18 000 reais mensais, incluindo patrocínios –, esmeram-se em agradar àqueles a quem cabe a palavra final diante de um convite vindo do exterior: os pais dos meninos. Telefonemas simpáticos de integrantes da diretoria e visitas ocasionais para um cafezinho são as formas mais comuns de, digamos, “fidelizar” a família do pequeno jogador. A família do craque Neymar, de 17 anos, é íntima da diretoria do clube. O potencial de valorização do passe de Neymar atrai investidores como abelhas ao mel. Certamente, para a tristeza das arquibancadas da Vila Belmiro mas para a alegria do jogador, da sua família, da diretoria do clube e dos investidores, Neymar logo será vendido por uma fortuna. Quanto? Bem, o grupo Sonda comprou 40% do valor de uma venda futura quando o atleta ainda nem tinha entrado em campo pela primeira vez por 6,5 milhões de reais. Hoje, a multa rescisória do contrato dele com o Santos é de 90,5 milhões.

O sonho de fama e fortuna de milhares de jovens candidatos a craque materializa-se nas peneiras – testes que os grandes clubes fazem para identificar novos talentos. As peneiras são de trama apertada. As organizadas pelo Flamengo fora do Rio de Janeiro atraem 800 meninos a cada vez. Desses, apenas quatro são selecionados para um período de testes. No Santos, segundo Guto Assumpção, diretor de futebol de base do clube, de cada 100 garotos que entram nas categorias de base, apenas dez acabam vestindo a camisa profissionalmente. Outros cinquenta poderão até se tornar profissionais, mas em equipes de segundo ou terceiro escalões. Só três de cada cinquenta jogadores convocados para uma seleção de base chegam a vestir a camisa canarinho da seleção principal.

Se a peneira é apertada, as recompensas são também desproporcionalmente milionárias para quem chega lá. Por essa razão, o garimpo de novos talentos tem se revelado um ótimo negócio. Atraídos pelo baixo custo e pelo potencial de lucro fantástico, investidores dos mais variados setores têm feito suas apostas. É o caso do grupo de supermercados Sonda e da empresa EMS Sigma Pharma. Juntos, eles detêm direitos sobre futuras vendas de mais de uma centena de jogadores. Esse modelo de negócio surgiu quando o passe (título de propriedade de um jogador que, na maioria das vezes, pertencia ao seu clube) foi abolido pela Lei Pelé, em 2001. A partir daí, os times, eternamente endividados, começaram a vender aos interessados porcentuais do valor da venda futura de seus atletas, numa operação similar à divisão de capital entre os acionistas de uma empresa – com a diferença de que, nesse caso, o lucro só aparece quando o jogador é negociado. A Sigma Pharma, que detinha 42,5% dos direitos sobre a venda do ex-atacante do Cruzeiro Guilherme Gusmão, de 20 anos, embolsou em torno de 6 milhões de reais com a ida do atleta para o Dínamo de Kiev. O grupo Sonda tem participação na cota de venda de trinta jogadores profissionais, entre eles o argentino Andrés D’Alessandro, do Internacional, e de mais de setenta jogadores de base. “Nossa expectativa é duplicar o capital investido em até dois anos”, diz Thiago Ferro, um dos sócios do grupo. Para não falar de empresas dedicadas exclusivamente ao negócio esportivo – como a Traffic, que, além de ter um plantel de setenta jogadores, acaba de inaugurar uma verdadeira incubadora de talentos (veja o quadro).

 O assédio de clubes e investidores às chamadas “promessas do futebol” vem criando miniestrelas – jovens sem fama, mas já familiarizados com a pose de um David Beckham e a bajulação que cerca um Ronaldinho Gaúcho. Tome-se o caso de Luiz Henrique Muniz Batista, o Esquerdinha. Aos 16 anos, ele assinou com o Santos seu primeiro contrato como profissional. Dias depois, foi levado a um passeio na Oscar Freire, rua que abriga as lojas mais elegantes de São Paulo. Acompanhado por três empresários, o adolescente – de regata branca e chinelo de dedo – lotou sacolas de chuteiras, camisetas e bermudas de marcas caras. No momento em que a reportagem de VEJA o encontrou, Esquerdinha estava sendo levado para escolher seu próximo presente: um celular novo. O jogador contou que seus novos empresários reservaram um preparador físico para ajudá-lo a desenvolver a musculatura e contrataram um professor para lhe dar aulas de inglês. Como em Santos o idioma é português, está claro o objetivo final dos investidores.

Os brasileiros formam de longe o maior grupo de jogadores estrangeiros na Europa. Em geral, eles chegam lá por meio de uma negociação entre clubes. Mas podem também ser levados diretamente por um dos muitos olheiros que os times estrangeiros mantêm espalhados pelo Brasil. Essa rede de caça-talentos – em geral, constituída de ex-jogadores – acompanha desde os principais campeonatos regionais até as mais obscuras partidas de várzea. O inglês John Calvert-Toulmin, observador do Manchester United na América do Sul, assiste a cerca de cinquenta partidas por mês: “A minha função não é procurar o melhor jogador, mas o jogador que melhor se adapte às necessidades do meu clube”.

Ao contrário de barras de ouro, jogadores de futebol podem ter saudade de casa ou detestar o clima do novo país – isso quando não se metem em boates de reputação suspeita, com frequentadoras idem, ou dão chá de sumiço nos treinos para visitar os amigos no Brasil. VEJA acompanhou a rotina de três jogadores que estão vivendo na Europa: Willian Borges da Silva e Guilherme Gusmão, na Ucrânia, e Breno Borges, na Alemanha. Em comum, os três ganham pelo menos dez vezes mais do que recebiam no Brasil, mantêm-se sintonizados nos canais brasileiros de TV a cabo e mostram um notável desinteresse pela cultura local. O atacante Guilherme chegou à Ucrânia há três meses como a mais cara contratação do Dínamo de Kiev. Ele reclama do frio e do fato de que ninguém lá “parece fazer questão alguma” de entendê-lo, ainda que o atleta não fale outra língua. O ex-corintiano Willian, um dos seis brasileiros do Shakhtar, é um dos poucos a estudar um idioma, mas não com vistas à adaptação na Ucrânia. Ele está aprendendo inglês porque não pretende renovar o contrato com o clube de Donestk.

Com pouca idade e, em geral, baixa escolaridade, os jogadores brasileiros raramente tiram proveito pessoal da experiência de viver no exterior. Nesse sentido, ex-jogadores como Leonardo Nascimento de Araújo e Dunga são exceções. Ambos se beneficiaram com os anos passados na Europa. Dunga aprendeu italiano e alemão e se orgulha de ter podido visitar locais históricos fechados ao público (veja o depoimento). Leonardo diz que sempre teve curiosidade de conhecer outras culturas. “Procurei passar apenas dois anos em cada país e me esforcei para aprender a língua e conhecer o modo de vida de cada um deles”, diz. Na Itália, pouco antes de abandonar os campos, fez um curso de gestão esportiva. Hoje, aos 39 anos, é diretor técnico do Milan.

Leonardo deixou o Brasil para jogar na Espanha quando tinha 22 anos de idade. Dunga foi para a Itália pouco mais velho: aos 23. Coisas do século passado. Hoje, apesar de a Fifa proibir transferências internacionais de menores de 18 anos, uma série de subterfúgios permite que se drible a regra: uma das formas mais frequentes é a contratação fictícia do pai do atleta para um cargo em uma das empresas patrocinadoras do clube. Dessa maneira, a família se transfere para o exterior e o pai recebe o salário que seria do filho, mas que a lei impede que seja pago. A história do mineiro Caio Werneck, de apenas 10 anos, seria diferente também nesse aspecto. Em julho do ano passado, em Petrópolis, no Rio, o menino participou de um acampamento promovido pelo Roma. Assim como o Milan, o time da capital italiana realiza periodicamente esse tipo de evento com o objetivo oficial de “fortalecer a marca do clube” fora da Itália e a intenção inconfessada de detectar talentos precoces, também fora das fronteiras do seu país. Caio, segundo o técnico Ricardo Perlingiero, responsável pelas categorias de base do Roma, sobressaiu tanto nas partidas disputadas no acampamento que foi chamado para fazer um estágio de uma semana no clube romano. Lá, acabou sendo convidado a ficar. O fato de seu pai, Israel Werneck, ter conexões com o clube italiano ajudou.

A família se mudou para Roma e Caio passou a integrar a categoria de base do clube. “Ele tem um passe muito acima da média”, diz Perlingiero. O técnico, que é brasileiro, afirma que nem o menino nem sua família recebem nenhum tipo de remuneração. Israel Werneck revela que colocou o filho numa escola de futebol assim que ele completou 5 anos. Caio é um caso especial. Mas já se contam nos dedos das duas mãos os jogadores brasileiros que brilham no futebol no exterior e às vezes chegam à seleção canarinho sem nunca ter brilhado com a camisa profissional de um clube brasileiro. Ah, sim, quanto a Amarildo, o da crônica de Nelson Rodrigues, ele foi vendido para o Milan e jogou muitos anos na Itália antes de voltar ao Brasil para encerrar a carreira no Vasco.

1-“Não renovo por valor nenhum” – “Eu nunca quis jogar na Ucrânia. Vim para cá em 2007 porque insistiram muito. O presidente do clube fez de tudo para me convencer: cheguei da Alemanha no jatinho particular dele – até a torneira do banheiro era banhada a ouro. Fiquei impressionado com a proposta que me fizeram e assinei na hora. Ganho por volta de 200 000 dólares por mês. Com o passar do tempo, comecei a ficar infeliz. Jogando na Ucrânia não tenho visibilidade. Não quero ser um milionário desconhecido no resto do mundo. Depois, os treinos parecem de atletismo. Nos fins de semana, fico em casa, entediado. No inverno chega a fazer 25 graus negativos! Mas o que mais odeio aqui é a polícia, que sempre me para. Como eles sabem que sou jogador, fazem isso para tentar me tomar dinheiro. O Shakhtar pode me dar um caminhão de dólares, mas eu não renovo por valor nenhum.”

Willian Borges da Silva, 20 anos, jogador do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia

 

2- Tradução até na hora do parto – “Tudo é muito diferente na Alemanha: o povo e o clima são mais frios, os vizinhos cuidam mais da sua vida e nos treinamentos não tem ‘rachões’ (partidas disputadas entre reservas e titulares). No começo, senti dificuldade para me adaptar, mas tive a ajuda dos meus empresários, que moraram comigo durante quase cinco meses. Eles fizeram de tudo. Até colaram etiquetas na máquina de secar com as palavras em português, já que não falo inglês e não entendia nada de alemão. Também arrumamos uma ajudante ótima. Ela chegou a fazer a tradução do parto do Pietro, meu filho, já que minha mulher não entendia nada do que o médico falava. Hoje estou totalmente adaptado e, apesar de ter estudado apenas um mês, consigo até entender o alemão. A vizinhança é o que mais me atormenta aqui. Eles vasculham nosso lixo para ver se estamos fazendo corretamente a separação e já até ameaçaram chamar a polícia porque acharam que estávamos maltratando os cachorros por deixá-los na garagem no inverno. No geral, sou feliz aqui, mas queria poder jogar mais do que estou jogando. No tempo livre, geralmente fico em casa assistindo a partidas de futebol. Quando saio em Munique, costumo ir ao shopping, ao centro ou a lojas e restaurantes legais. Não me interesso por museus. Quando estou em São Paulo, não sou tão caseiro assim. No Brasil tem muito mais coisa para fazer.”

Breno Vinicius Borges, 19 anos, jogador do Bayern de Munique, da Alemanha, desde janeiro de 2008

 

3- Na Itália, como um italiano –  “Meu pai foi jogador de futebol e vendedor de bilhetes de loteria. Não tive berço de ouro. Quando fui jogar no Pisa, em 1987, não falava língua nenhuma. Se via alguma coisa e não sabia o nome, pedia para os colegas escreverem num papel. Um jogador estrangeiro não pode ser um corpo estranho na equipe. Quem vai para fora tem de se desvencilhar do Brasil, e não ficar procurando o Brasil lá fora.É por isso que, quando morei na Itália, tentei viver como um italiano, na Alemanha como um alemão, e no Japão como um japonês. Em Florença, por exemplo, ia sempre aos mercados tradicionais e a museus. Cheguei a entrar em lugares históricos reservados apenas para secretários de governo. No Japão, visitei vários templos budistas. Na Alemanha, tinha aulas com uma professora que me levava a festas típicas. Além disso, em todos os países, fiz amizade com famílias que me mostraram o modo de vida local. Isso foi bom não só pelo aspecto cultural. De certa forma, essas experiências me deixaram com a cabeça mais aberta e me ajudam a lidar com os jogadores como treinador.”

Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga, 45 anos, treinador da seleção brasileira 

 ________________________________________________________________________________

O misterioso dono da bola

Um dos homens mais ricos da Ucrânia, o deputado e empresário Rinat Akhmetov, de 42 anos, tem uma fortuna estimada em 1,8 bilhão de dólares e duas paixões: é louco por futebol e fanático pelo estilo brasileiro de jogar. Nos últimos quatro anos, importou nove atletas do Brasil para atuar no seu time, o Shakhtar Donetsk, um dos mais populares da Ucrânia. Além de dono do clube, Akhmetov é seu presidente. Foi o bilionário quem o elevou à categoria dos grandes de seu país. Ele sucedeu no cargo a Akhat Bragin, assassinado num misterioso atentado no estádio do Shakhtar, em 1995. Bragin era acusado de ser um dos chefes da máfia ucraniana.

O passado de Akhmetov também é um tanto obscuro. Segundo seus funcionários, ele “ganhou muito dinheiro jogando pôquer” nos anos que precederam o colapso da União Soviética. Já o jornalista Serhiy Kuzin, autor do livro Donetsk Mafia, afirma que o bilionário teria trabalhado como capanga da organização mafiosa, a mando da qual executara várias pessoas. Akhmetov só se desloca acompanhado de pelo menos cinco seguranças, em um comboio de três Mercedes-Benz S550 pretos e blindados. Quando seu time vence, costuma dar prodigiosas demonstrações de generosidade – distribui até 200 000 dólares para cada jogador.

Dono de um conglomerado de setenta empresas dos ramos de metalurgia, extração mineral e telecomunicações, ele mora em uma casa que ocupa praticamente três quarteirões, quase na divisa de Donetsk com Makeevka. Só na cozinha da mansão trabalham onze empregados, sem contar os treze garçons que se revezam para servir o empresário e sua família – a mulher e os dois filhos raramente são vistos em público. Vaidoso, Akhmetov tem personal stylist e maquiador.

Até o fim deste ano, ele deverá concluir mais um grande investimento: vai inaugurar um portentoso estádio em Donetsk, o Donbass Arena, orçado em 450 milhões de dólares (apenas 50 milhões de dólares mais barato que o Ninho de Pássaro, o célebre estádio que a China construiu para sediar a Olimpíada do ano passado). Não se trata do único investimento previsto para 2009: rumores na cidade dão conta de que a contratação de mais um brasileiro, o atacante Ciro Ferreira e Silva, do Sport Recife, é só uma questão de tempo.

– A Importância de Bento XVI em Amã

“A religião fica desfigurada quando é obrigada a servir a ignorância e o preconceito, o desprezo, a violência e o abuso”
Papa Bento XVI, em sua primeira viagem pelo Oriente Médio. Para evitar a “perversão da religião”, o sumo pontífice recomenda a “confiança no dom da liberdade”

O Papa Bento XVI está em visita na área historicamente devastada por guerras e conflitos religiosos, na Palestina. A importância dessa visita é máxima, pois se torna simbólica pelo fato de estar no epicentro das 3 maiores religiões monoteístas: Judaismo, Cristianismo e Islamismo. O congrassamento de tais crenças é vital para a paz no Oreinte Médio, colaborando para o fim de uma série de conflitos, desde que haja boa vontade.

Abaixo, apenas um relato de cristãos viventes na área: http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3756205-EI308,00-Ser+catolica+em+regiao+muculmana+e+tarefa+ardua+diz+brasileira.html

por Renato Beolchi – Direto da Amã

Para as irmãs brasileiras Maria Laudis Gloriae e Maria Rainha do Céu ser católica em uma região muçulmana é uma tarefa árdua. As duas, missionárias no Egito, compareceram à missa celebrada pelo Papa no Estádio Internacional de Amã e afirmaram que a Jordânia é uma exceção de boa convivência inter-religiosa em uma região consideravelmente intolerante.

“Aqui na Jordânia é mais fácil. Há paz, tanto que católicos e muçulmanos adoram o Rei Abdullah II mesmo ele sendo islâmico”, afirmou Laudis. Após a visita do Papa à Jordânia Laudis disse que retornaria ao Egito antes de partir em uma missão humanitária no Iraque. “Lá, por causa da guerra é onde a situação dos católicos é pior. No Egito também é ruim, mas bem menos.”

Já a irmã Rainha afirmou que seguria a peregrinação de Bento XVI pela Terra Santa. Amanhã, o pontífice deixa Amã e parte para Tel Aviv para uma visita de cinco dias pelo país. Rainha disse que só conseguiu autorização para ir a Israel porque os agentes de fronteira da Jordânia não carimbaram seu passaporte na entrada. Do contrário as autoridades israelenses dificultariam sua entrada no país.

Maria Laudis, natural de Pernambuco, afirmou que está fora do Brasil há seis anos e meio e que a visita de Bento XVI ao Oriente Médio significa que o pontífice tem interesse em perpetuar o diálogo interreligioso propagado por seu antecessor. “Ele passa uma mensagem de paz, de dignidade humana e de unidade.”

– Feliz Dia das Mães!

(Copiado do original de Marisa: – “Marisa – Comercial” marisa@intertank.com.br, enviado por Cintia Porcari –  cintiapcor@terra.com.br).

Uma mensagem especial 

 

 

-A você,

Mãe jovem,
Mãe velhinha,
Mãe rica ou pobrezinha.
A você,
Mãe solteira,
Mãe sozinha,
Mãe de um ou mãe de muitos,
Mãe do filho que não veio,
Mãe do filho que já se foi.
A você,
Mãe pretinha,
Mãe branquinha,
Mãe corajosa, que educa seus filhos.
Todos os dias, a todo o momento.
Mãe que às vezes ri e que às vezes chora…
Mãe que às vezes fala e às vezes cala…
A você,
Mãe que estimamos,
Mãe que desconhecemos,
Mãe do filho que não é seu,
Mãe – Dindinha, Mãe – Titia.
A você,
Princípio de todo amor,
Esta mensagem
Com muito carinho. 

Feliz Dia das Mães!

 

– Nossa Filha já é Mocinha!

Como as crianças crescem rapidamente… Neste nosso primeiro Dia das Mães em que passamos em nossa nova família, a Marina presenteia sua mamãe Andréia com toda a sua graça e simpatia.

Olha como elas está grandona, com pouco mais de 2 meses:

(tomei tanto leitinho que exagerei… e cai no sono!)

Olha ela grandona em: http://fotolog.terra.com.br/rafaelporcari:73

– Discriminação ou Precaução

Os mexicanos estão fulos com alguns setores da sociedade em relação à gripe suína.

Dirigentes do Chivas Guadalajara e San Luis, que jogam o torneio de futebol da Libertadores da América, estão chamando as equipes do São Paulo FC-BRA  e  Nacional-URU de preconceituosas, por estarem se recusando em jogar no solo mexicano.

Políticos do México acusam a China de “Povo Xenófobo”, justamente por reter e deixar em quarentena passageiros do México que desembarcaram em Xangai, onde um passageiro desse voo foi internado suspeito da gripe.

Mas… esses envolvidos estão sendo preconceituosos ou precavidos? Todos nós estamos alertas com a gripe suína ( o mundo está assustado), e tais medidas parecem comum, visto o nível de alerta para pandemia determinado pela Organização Mundial da Saúde.