Na cidade de Owo, na Nigéria, há a Igreja de São Francisco, onde católicos celebraram no domingo a festa do Pentecostes.
Lotada, terroristas (supostamente jihadistas), invadiram o templo durante a Missa e mataram 50 pessoas(até o último número atualizado). Uma barbárie indescritível, onde idosos e crianças foram vitimados covardemente.
Por muito menos, o mundo se estarrece. Por que aconteceu na África pobre, passa sem repercutir tanto?
Que mundo é esse, que em pleno século XXI as mulheres são obrigadas a usarem burca para saírem às ruas?
No Afeganistão, os terroristas do Talibã obrigaram novamente o uso. E, aos poucos, se percebe que tudo voltará a ser como no período do “Antes do 11 de setembro”…
Quando perdeu-se totalmente o controle das torcidas organizadas de futebol no estado de São Paulo, as autoridades públicas, preocupadas com a violência, decretaram que nos clássicos envolvendo os 4 grandes deveria-se permitir a torcida do mandante em seu estádio, ficando os torcedores adversários, teoricamente, em casa e/ou em seus barracões.
Respirando fundo, entendo que como era um momento crítico, dava para se aceitar a ideia. Era uma medida emergencial, até quealgo duradouro e correto fosse feito. Como, por exemplo, prender os marginais que armavam as confusões e dar novamente segurança.
Tudo isso começou em 03 de abril de 2016, após a morte de uma pessoa que não tinha nada a ver com o jogo Corinthians x Palmeiras no Pacaembu, vitimada por uma briga envolvendo torcedores das duas equipes. O Secretário de Segurança de São Paulo, Alexandre de Moraes (que é atual Ministro do STF) mais o Promotor do Ministério Público, Paulo Castilho, tomaram essa decisão acatada pelas demais entidades.
Depois de 6 anos da medida emergencial, o que foi feito DE FATO para que a situação fosse normalizada?Afinal, a ideia de Torcida Única, acatada por muita gente (inclusive eu) era provisória. Ou simplesmente as autoridades se acomodaram na decisão e nada fizeram?
Mortes e brigas, lamentavelmente, continuam ocorrendo às vésperas de grandes clássicos, mesmo com torcida exclusiva do mandante. E o mais complicado: a solução paliativa passou a ser perpétua, não arranjando nada definitivo que acabasse com o problema.
Nesta 4a feira, Flamengo x Palmeiras jogarão com torcida única. Estamos chegando no momento que não mais apenas no estado de São Paulo, mas sim em outras praças, haverá tal acomodação judicial e de segurança pública?
Repito: entendi como necessária a decisão de torcida única pelas circunstâncias emergenciais da época, mas depois de tanto tempo, algo deveria ter sido feito. Ou a Polícia, 6 anos depois, ainda está despreparada para cuidar das torcidas organizadas?
Por fim: seria a lei, cheia de brechas e impunidades, que faz esse cenário ocorrer?
Em plena Páscoa, vários torcedores de Santos e Coritiba brigaram nas ruas da Baixada Santista. Apenas 18 foram presos (9 de cada time). E além da bagunça, vandalizaram uma UPA.
O que o Pronto Socorro público tem a ver com esses caras? Quem pagará os prejuízos?
Se estivéssemos num país sério, esse pessoal só seria liberado (se é que já não foram) após os consertos e um julgamento justo (mas rigoroso).
Puxa, que situação desagradável sofreu o goleiro Cássio, do Corinthians, não?
Um bandido que enviou ameaças, falando como bandido, ameaçando como bandido e com vocabulário de bandido (afinal, quem age contra alguém como ele fez, é bandido– é só ouvir o áudio).
Pra quê alguém brigar por conta de futebol? É só esporte, e tais atos mostram fanatismo.
O mais curioso é: o goleiro é ídolo do clube, tem um comportamento correto e é cobrado como indisciplinado. Será que ele “toma gols” por que quer?
Insisto com uma tese de outras postagens: se fosse uma SAF (se o Corinthians tivesse dono): como o clube agiria neste caso onde um funcionário é ameaçado por um torcedor radical?
Há 100 anos, o escritor Lima Barreto (quem nunca leu a brilhante obra “Triste Fim de Policarpo Quaresma”?) escrevia sobre algo que persiste nos dias de hoje: a briga entre Torcedores de Futebol!
Incrível, parece atual, mas foi escrito em 1922! Extraído do acervo do Centro Cultura São Paulo, publicado na Revista “Careta”.
FOOT-BALL
Por Lima Barreto
Não é possível deixar de falar no tal esporte que dizem ser bretão.
Todo dia e toda a hora ele enche o noticiário dos jornais com notas de malefícios, e mais do que isto, de assassinatos.
Não é possível que as autoridades públicas não vejam semelhante cousa.
O Rio de Janeiro é uma cidade civilizada e não pode estar entregue a certa malta de desordeiros que se querem intitular sportmen.
Os apostadores de brigas de galos portam-se melhor. Entre eles, não há questões, nem rolos.
As apostas correm em paz e a polícia não tem que fazer com elas; entretanto, os tais footballers todos os domingos fazem rolos e barulhos e a polícia passa-lhe a mão pela cabeça.
Tudo tem um limite e o football não goza do privilégio de cousa inteligente.
Depois da Rússia invadir a Ucrânia, alguns países antidemocráticos tomaram coragem e mostraram a sua face: por exemplo, a China provocando Taiwan e o Iêmen (terroristas escondidos lá e aceitos pelo Governo) atacando a Arábia Saudita.
Agora, a Coreia do Norte fez festa e apresentou com um filme que viralizou na Internet, o seu novo míssil intercontinental (mesmo com a miséria que os norte-coreano vivem).
O mundo vive um momento difícil, não?
Míssil da Coreia do Norte durante desfile militar que ocorreu em Pyongyang, em comemoração aos 75 anos do Partido Comunista do país — Foto: KRT/AP, extraída de: https://valor.globo.com/mundo/noticia/2022/03/24/coreia-do-norte-lanca-seu-primeiro-missil-balistico-intercontinental-em-mais-de-quatro-anos.ghtml
Há 6 anos, uma entrevista pertinente de uma excelente profissional. Abaixo:
A moça merece um prêmio de jornalismo! Patrícia Campos Mello, repórter da Folha de São Paulo, esteve na prisão de Rimelan (interior da Síria) e conseguiu entrevistar o terrorista Ahmad Derwish. Ele é o chefe das operações de guerra do ISIS (OU EI, Estado Islâmico).
Derwish esteve em Sinjar, no norte do Iraque, onde se tornou emir após conquistar o lugarejo e fazer com que 2000 mulheres se tornassem escravas sexuais! Foi detido há 1 mês após bombardeios americanos.
Questionado pela jornalista o que ele faria se a encontrasse num campo de refugiados, disse que ela:
“Levaria muitas chibatadas pelas roupas que usa, seria escravizada sexualmente e teria que se converter ao islamismo”.
Quando Patrícia disse que era cristã, Derwish avisou:
“Se você fosse presa e não pagasse o jizya (imposto cobrado pelo EI para permitir que cristãos não sejam mortos), seria decapitada”.
Sobre venda de escravos, o preço varia. Segundo ele:
“Uma mulher de 18 anos custa US$ 3,000.00, mas se for bonita vale mais”.
A respeito de tolerância religiosa, o radicalismo assusta. Tentando justificar a morte de inocentes na Bélgica no atentado recente, declarou que:
“É preferível que infiéis morram no campo de batalha, mas sempre é legítimo matar quem não segue a sharia (lei islâmica) onde quer que esteja“.
Fico pensando como os muçulmanos que vivem verdadeiramente sua religião devem estar tristes com esses malucos radicais. Principalmente quando Derwish alega que:
“Está escrito no Alcorão que todos nós vamos morrer, mas Alá nos prometeu o paraíso porque matamos infiéis”.
Ora, desde quando alguém que tem uma fé diferente do que a sua deve ser morto para que Deus lhe reserve o Céu?
Triste imaginar que idiotas como esse existam aos montes e que assassinam pobres inocentes por um fanatismo que assusta…
Sobre a confusão no futebol mexicano, envolvendo Querétaro x Atlas: não há o que justificar, o que tentar explicar ou avaliar. A verdade é: quando há bandidos na arquibancada, tudo de ruim pode acontecer.
Que tristeza ver gente inocente correndo para não apanhar. Flagrou-se famílias que não tinham nada a ver com a confusão tendo que fugirem para não serem agredidas. E há muitos mortos (mais de 20, na última atualização).
Brigar por futebol? Torcedor arranjar confusão com outro por conta de um joguinho? Tenha dó… é aí que o fanatismo liberta a má índole da pessoa.
A pessoa honesta não vai ao estádio para brigar. E não serve só a esse caso, mas para qualquer outro em todo o planeta. Cadeia para esses idiotas!
Dias atrás falamos sobre a tentativa de um primeiro cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia, e nada frutificou… E nesta última noite, os russos tomaram (e incendiaram) uma usina nuclear no território ucraniano.
No meio de semana, bandidos apedrejaram o ônibus do Bahia, machucando atletas.
No sábado, atletas do Grêmio foram atingidos por pedra e barra de ferro em seu ônibus, e os gaúchos resolveram não entrar em campo contra o rival Internacional.
Também no Paraná tivemos cenas de violência física, onde torcedores entraram em campo para agredir jogadores do Paraná Clube, rebaixado para a 2a divisão local (acrescente ainda o episódio de Cascavel).
Por fim, em Caxias do Sul, um torcedor do Juventude foi retirado do estádio por promover cenas de racismo, uma violência grave contra a cidadania.
Você terá várias justificativas para explicar coisas como essas: fanatismodo torcedor, impunidade da Justiça, a não punição por CPF ao invés do CNPJ, má educação do povo, radicalismo de torcidas, conivência dos clubes, descaso de sindicato dos atletas, etcetera, etcetera e etc..
Talvez o grande problema não é explicar o porquê das coisas acontecerem, mas sim: COMO RESOLVER essa pendenga, que é a violência no futebol?
Alguma sugestão? O famoso “Relatório de Lorde Taylor” revolucionou o futebol na Inglaterra resolvendo uma situação parecida, através de rigor no combate aos crimes. Daria certo por aqui?
Lamentável o que aconteceu com o EC Bahia, há pouco! Uma bomba foi arremessada (possivelmente por torcedores da própria equipe, revoltados), que explodiu e machucou jogadores.
“O grupo, através da sua dignidade e do seu profissionalismo, vai entrar em campo para honrar as cores do Bahia” – Guto Ferreira pic.twitter.com/CBR1ctdsIH
Com tristeza, vemos a Rússia invadindo a Ucrânia por única e exclusiva vontade de mostrar seu poderio (e obviamente, defendendo seus interesses econômicos).
A questão envolve a localização estratégicado país, os recursos de lá e, evidentemente a ganância e a vaidade de Putin, um ditador travestido de presidente. Aliás, ele, na maior cara-de-pau, disse estar “protegendo as nações separatistas ucranianas”.
Nas últimas “guerras modernas” (Kweit, Iraque e Afeganistão), eram ações dos americanos em prol de “discurso da democracia e contra a injustiça ao povo pobre”. Agora, é uma ação que envolve uma potência militar contra outros potentes bélicos mundiais.
Que angústia… será que a nossa geração verá uma “mini-guerra mundial”, ou como alguns alardeiam (ou desejam), uma 3ª Grande Guerra?
Em 1914, quando tivemos a pandemia da Febre Espanhola, na sequência veio a 1a Guerra Mundial. Que não se repita isso na pandemia de COVID…
Enfim: quantos meses durará tudo isso? Não será questão de semanas ou dias.
Acusar a mulher de algo que não fez, xingá-la diante dos amigos e obviamente qualquer tipo de agressão verbal(entre outros comportamentos) configuram violência moral. Se você é vítima ou sabe de alguma situação de violência, denuncie!
Disque 190 para emergênciase Ligue 180 para Central de Atendimento à Mulher.
Assusta muito o que já foi visto a respeito da morte do congolês Moise Mugenyi Kabagambe, de 24 anos, que foi cobrar seu salário atrasado e morreu espancado covardemente no Rio de Janeiro.
A Polícia deve prender em breve os culpados, punir, mas… e a vida do rapaz, quem devolverá?
Ver situações assim, como a de um animal travestido de homem batendo impiedosamente em um inocente, me faz desacreditar que todos somos da mesma espécie…
Considerando o histórico de brigas entre torcedores são paulinos e palmeirenses,
Considerando a tragédia da Supercopa São Paulo de Futebol Jr em 1995 envolvendo as duas equipes, com batalha campal e falecimento de cidadão,
Considerando que com a tecnologia as torcidas marcam pela Internet seus confrontos antecipadamente(mesmo sendo jogo de torcida única presencial),
Considerando que estamos em pandemia e a variante Ômicron se alastra como nunca,
Considerando que o Governo Estadual está reduzindo a capacidade dos estádios para 70% (e que isso não impede aglomerações),
Considerando que o jogo será à noite e com transmissão pela TV e pela Internet,
– Considerando tudo isso…
Por quê não se realiza esse jogo tão visado com os portões fechados?
Com violência e COVID à espreita deste Choque-Rei Sub 20, que as autoridades se antecipem e tomem as providências para não termos brigas e nem contaminação.
Hoje, o ex-jogador do Santos FC foi condenado a 9 anos de cadeia (em última instância) pela Justiça da Itália por estupro. Abaixo, um fator decisivo, de Outubro de 2020, quando as gravações foram reveladas:
Se todos nós trabalhamos com cautela sobre as questões envolvendo Robinho e a denúncia de estupro coletivo, procurando não fazer mal juízo antes das provas judiciais, ao ler a transcrição das conversas dele com os amigos você vê que tipo calhorda é o ser humano.
Se eu sou o Santos FC, cancelo a contratação imediatamente.
As gravações do caso Robinho na justiça italiana: “A mulher estava completamente bêbada”
A sentença da Justiça italiana que condenou Robinho e um amigo em primeira instância a nove anos de prisão por violência sexual de grupo contra uma jovem de origem albanesa mostra que as interceptações telefônicas realizadas contra os envolvidos ao longo da investigação foram cruciais para o veredito.
A decisão do Tribunal de Milão, de novembro de 2017, ainda não é definitiva e foi contestada pelas defesas do jogador do Santos e de Ricardo Falco, o outro acusado brasileiro no crime. Os advogados dos dois apresentaram recurso.
A Corte de Apelo de Milão vai iniciar a análise do processo, em segunda instância, no dia 10 de dezembro.
Capa da sentença de Robinho — Foto: Reprodução
O caso aconteceu numa boate de Milão chamada Sio Café na madrugada do dia 22 de janeiro de 2013. Além de Robinho e Falco, outros quatro brasileiros teriam participado do ato classificado pela Procuradoria de Milão como violência sexual. Como esses quatro deixaram a Itália no decorrer da investigação, eles estão sendo processados num procedimento à parte, disse ao ge o advogado Jacopo Gnocchi, que representa a vítima.
Robinho e Falco foram condenados com base no artigo “609 bis” do código penal italiano, que fala da participação de duas ou mais pessoas reunidas para ato de violência sexual – forçando alguém a manter relações sexuais por sua condição de inferioridade “física ou psíquica” (veja a íntegra do artigo no final do texto).
Ao ser interrogado, em abril de 2014, Robinho negou a acusação. Ele admitiu que manteve relação sexual com a vítima – mas disse que foi uma relação consensual de sexo oral – e sem outros envolvidos. No caso de Ricardo Falco, a perícia realizada por determinação da Justiça identificou a presença de seu sêmen nas roupas da jovem.
Diversas gravações de ligações telefônicas entre os acusados, feitas com autorização da Justiça, foram transcritas na sentença. Uma das mais decisivas para a condenação em primeira instância foi uma conversa de Ricardo Falco com Robinho que indicou ao tribunal que os envolvidos tinham consciência da condição da vítima.
A conversa aconteceu no carro de Robinho e em certo momento o jogador demonstra preocupação com a possibilidade de a vítima prestar depoimento. No diálogo, Falco aparentemente se contradiz a respeito da condição da vítima.
Falco: –Ela se lembra da situação. Ela sabe que todos transaram com ela.
Robinho: – O (NOME DE AMIGO 1) tenho certeza que gozou dentro dela.
Falco:– Não acredito. Naquele dia ela não conseguia fazer nada, nem mesmo ficar em pé, ela estava realmente fora de si.
Para a justiça italiana, as escutas realizadas a partir de janeiro de 2014 são “auto acusatórias”. Além dos telefones grampeados, a polícia instalou escutas no carro utilizado por Robinho na Itália. A sentença diz que “os conteúdos dão pleno conhecimento do que aconteceu”.
Logo no primeiro mês de monitoramento, por exemplo, uma interceptação mostrou o músico Jairo Chagas, que tocou naquela noite na boate, avisando a Robinho sobre a investigação. O jogador, segundo a transcrição, respondeu:
– Estou rindo porque não estou nem aí, a mulher estava completamente bêbada, não sabe nem o que aconteceu.
– Olha, os caras estão na merda… Ainda bem que existe Deus, porque eu nem toquei aquela garota. Vi (NOME DE AMIGO 2), e os outros foderam ela, eles vão ter problemas, não eu… Lembro que os caras que pegaram ela foram (NOME DE AMIGO 1) e (NOME DE AMIGO 2)…. Eram cinco em cima dela.
Ainda em janeiro de 2014, o músico e o jogador voltaram a falar sobre o episódio. O diálogo entre os dois transcrito na sentença é o seguinte:
Robinho:–A polícia não pode dizer nada, eu direi que estava com você e depois fui para casa.
Jairo: – Mas você também transou com a mulher?
Robinho:– Não, eu tentei. (NOME DE AMIGO 1), (NOME DE AMIGO 2), (NOME DE AMIGO 3)…
Jairo:– Eu te vi quando colocava o pênis dentro da boca dela.
Robinho: – Isso não significa transar.
A investigação também reuniu outras conversas entre os amigos do jogador presentes na boate. Um deles, aqui identificado como “Amigo 4”, demonstrou preocupação ao saber do início da investigação:
NOME DE AMIGO 4: – Irmão, tive dor de barriga de nervoso, eu me preocupo por você, amigo.
A resposta de Robinho, segundo a transcrição das gravações, foi:
– Telefonei a (NOME DE AMIGO 3), e ele me perguntou se alguém tinha gozado dentro da mulher e se ela engravidou. Eu disse que não sabia, porque me recordo que eu e você não transamos com ela porque o seu pênis não subia, era mole… O problema é que a moça disse que (NOME DE AMIGO 1), (NOME DE AMIGO 2) e (NOME DE AMIGO 3) a pegaram com força.
Em outra ligação transcrita no processo, esta com (NOME DE AMIGO 3), o jogador ressaltou que “não havia prova de que fizemos alguma coisa”. Os quatro amigos de Robinho saíram da Itália e retornaram ao Brasil durante a fase de investigação.
Segundo a sentença, numa das conversas monitoradas dentro do carro de Robinho, o jogador e Ricardo Falco combinaram as respostas que dariam à Justiça. Falco comentou que a “nossa salvação” era que não tinha na boate nenhuma câmera que flagrasse eles com a jovem.
Em outra gravação, do telefone do músico Jairo Chagas, ele conversa com uma amiga. A transcrição traz uma frase dela: “Isso é coisa de covarde, pessoas de merda que dão realmente nojo”. Jairo respondeu que o que aconteceu tinha nome: “se chama estupro”. Diante dos juízes, o músico disse não ter visto cenas de sexo naquela noite.
Reconstituição e depoimento detalhado da vítima
Na reconstituição feita pela Justiça, a vítima de origem albanesa contou que foi ao Sio Café em 21 de janeiro de 2013 para comemorar seu aniversário de 23 anos ao lado de duas amigas. No dia, a programação da boate era dedicada à música brasileira.
Robinho estava na mesma boate com sua esposa e um grupo de quatro amigos. A violência contra a jovem teria ocorrido dentro do camarim usado pelo músico Jairo Chagas. Conhecido na comunidade brasileira em Milão, Jairo trabalhou no Sio Café por nove anos e disse ao ge que todos que estavam com Robinho eram brasileiros.
No julgamento realizado na 9ª Seção do Tribunal de Justiça de Milão, em novembro de 2017, o caso contra os dois brasileiros foi analisado por um colégio de três juízes, como praxe do sistema Judiciário Italiano. Eram duas mulheres e um homem.
Quem presidiu o julgamento foi a juíza Mariolina Panasiti, ainda hoje na 9ª Seção do Tribunal de Justiça de Milão. Ela não quis gravar entrevista mas afirmou, em conversa por telefone, que se tratou de um julgamento complexo, como costumam ser os relacionados a violência sexual, e que as peças do quebra-cabeça foram sendo montadas aos poucos.
Panasiti informou que as interceptações foram fundamentais para a condenação do jogador e seu amigo. É também o que diz a sentença: “As declarações [da vítima] encontraram na instrutória processual múltiplas confirmações, no relato das outras testemunhas e sobretudo nas conversas interceptadas”.
No depoimento à justiça, vítima disse que conheceu Robinho dois anos antes do crime – em 2011, em outra boate de Milão. Informou que também conhecia dois amigos do jogador. Acrescentou que no primeiro encontro, Robinho pegou a mão dela e colocou no seu abdômen. Depois, na segunda vez em que estiveram juntos, eles dançaram numa festa, e o jogador “tentou lamber o seu seio”. Mas ela disse que os episódios não a preocuparam.
Ainda segundo o depoimento, na noite do episódio no Sio Café, a vítima disse que foi ao local convidada por um dos amigos do Robinho, mas que, por SMS, ele a informou que ela só deveria se aproximar da mesa depois que a mulher do jogador fosse embora. Assim que isso aconteceu, ela e duas amigas se juntaram ao grupo de brasileiros, que depois passou a ter também a presença de Ricardo Falco. Segundo a vítima, os brasileiros ofereceram várias bebidas alcoólicas, mas apenas ela bebia, pois uma das amigas estava grávida e a outra estava dirigindo.
Por volta de 1h30 da madrugada, as duas amigas foram embora, e uma delas se comprometeu a voltar para buscá-la. Depois de dançar com os brasileiros, sem ar e tonta, ela contou ter ido para uma área externa da boate, momento em que um dos amigos do jogador (um dos acusados no processo que corre à parte) tentou beijá-la. Pouco depois, os dois foram para o camarim, onde o mesmo amigo continuou tentando beijá-la.
A vítima admitiu ter apenas “alguns flashes daquela noite”, acrescentando que não tinha condições de “falar” nem de “ficar em pé”. Segundo suas recordações, ela ficou no local sozinha por alguns minutos e “percebeu” que o mesmo amigo e Robinho estavam “aproveitando” dela.
– Acredito que no início estivesse fazendo sexo oral em [NOME DO AMIGO 3], e Robinho aproveitava de mim de outro modo, e depois eles trocaram de papel, dali não me recordo mais nada porque me encontrei rodeada pelos rapazes, não sabia o que acontecia – disse a vítima no depoimento
Ela ainda afirmou que ouviu Robinho pedir ao amigo uma “camisinha”. E que, ao fim, se lembrou de que começou a chorar e que Jairo apareceu para consolá-la.
A investigação não precisou o tempo em que os acusados mantiveram relações com a jovem. A vítima contou que começou a chorar após ter se dado conta do que havia acontecido. Segundo a investigação, ela deixou a boate carregada pelos brasileiros, primeiro no carro de Robinho e depois no veículo de Ricardo Falco. A sentença observou que as roupas que ela usava foram entregues à polícia e analisadas durante o processo.
Nos dias seguintes ao episódio, a jovem teve contato com Falco e com um dos outros brasileiros que estiveram na boate através de mensagens no Facebook e pelo telefone. Ao primeiro, disse que iria procurar um advogado. Ao segundo, ela chegou a dizer que estava grávida (com a intenção de “deixá-lo preocupado”).
Robinho alega que jovem não foi induzida
O advogado italiano de Robinho, Alexsander Guttierres, não quis comentar o teor das escutas telefônicas. Ele disse que vai sustentar na Corte de Apelo que a relação foi consensual.
– O artigo que enquadra meu cliente é claro: fala em induzir alguém a beber ou tomar droga com objetivo de usufruir dela sexualmente. Não há provas de que isso aconteceu. Fazer sexo com uma pessoa bêbada ou drogada não fere a lei. Não estou dizendo que ele [Robinho] é uma pessoa perfeita. Ele mesmo reconheceu ter tido uma conduta pouco séria, mas crime não cometeu.
Já Ricardo Falco é defendido no processo pela advogada Federica Rocca, uma espécie de defensora pública que disse ao ge nunca ter encontrado pessoalmente com o cliente.
– Eu o procurei em Milão, mas parece que ele já tinha ido embora”, contou.
Rocca afirma que o recurso apresentado pelos advogados discutirá se a relação da jovem com os seis homens, dentro do camarim da boate, foi ou não consensual.
– Não há prova de que eles deram bebida a ela para se aproveitarem sexualmente.
A advogada, contudo, reconhece que se trata de um processo muito difícil, “também em relação à vítima”.
O que diz a lei italiana
Artigos 609 octies e 609 bis do Código Penal Italiano:
609 octies A violência sexual de grupo consiste na participação, da parte de várias pessoas reunidas, a atos de violência sexual referidos no artigo 609 bis.
609 bis Qualquer um, com violência ou ameaça ou mediante abuso de autoridade, obriga outro a ter ou sofrer atos sexuais é punido com a reclusão de cinco a dez anos.
Quem induz alguém a ter ou sofrer atos sexuais está sujeito à mesma pena:
1) Abusando das condições de inferioridade física ou psíquica da pessoa ofendida no momento do fato;
2) Enganando a pessoa ofendida ao substituir o culpado por outra pessoa.
Robinho acertou a volta ao Santos na semana passada — Foto: Ivan Storti/Santos FC
Ávine Vinny é um cantor que está fazendo sucesso com a música “Coração Cachorro”.Como não é a “minha praia” o ritmo musical dele, tampouco as notícias de celebridades (nem sei se ele é uma), para mim é indiferente se ele é bom ou ruim músico.
Eu nunca tinha ouvido falar nele (por ignorância minha), até que fiquei impressionado com uma entrevista ao Danilo Gentille, onde ele se mostrou humilde, manso e adorador de louvores, dizendo-se evangélico.
A“Operação de Guerra” paraas escoltas de torcedores organizados de Flamengo e Palmeiras me assusta. Viram quanta gente envolvida para dar “segurança” a eles?
Ospolicias não deveriam ter coisa mais importante para fazer?E o custo disso?
Não tem como se indignar:as autoridades são obrigadas a serem babás desse pessoal?
Vi (na verdade, revi) e me emocionei. Aliás, não tem como ser emocionalmente frio ao ler na Revista Veja (Ed 2608, pg 32 e 33, na reportagem de Duda Teixeira), a história da garotinha Amal, de 7 anos.
Nascida no Iêmen, a menina era refugiada e morava em um barraca de palha. Sua família fugia dos bombardeios da Arábia Saudita contra os hutis, rebeldes apoiados pelo Irã (inimigos seculares dos sauditas).
Amal morreu pois não conseguia segurar nada em seu estômago. Bebia leite para sobreviver de 2 em 2 horas e vomitava depois.
Infelizmente a pobrezinha faleceu dessa forma trágica. E, curiosamente, seu some “Amal” significa “ESPERANÇA” em árabe!
Quantas crianças nesse estado se encontram mundo afora, enquanto os poderosos governantes insensatos desprezam tal situação, habituando-se a guerras, ódio e corrupção…
É o “fim do mundo”! Viram o que aconteceu com o garoto Bruninho, santista de 9 anos?
O menino, domingo, pediu a camisa para o goleiro palmeirense Jaílson, que ele admirava. Os insensíveis adultos que estavam na arquibancada quase bateram no pequeno.
Não é que o menino teve que gravar um vídeo e pedir desculpas “à torcida que se sentiu ofendida”?
Não quero postar o vídeo dele aqui. Foi constrangedor e triste!
Aliás, não é crime um adulto ameaçar bater em um menor?
Chega de idiotice e fanatismo… é só uma pobre criança!
E no mundo ideal, após a confusão criada por Patrick (ter levantado um caixão gremista com a ironia da série B, como um dia o pessoal do adversário fez com o colorado – ambos errados), veríamos:
O empresáriodo jogador o alertando: “Você não sabe que a sua imagem fica prejudicada? Um dia você está aqui, outro ali. Veja o Luizão, centroavante: jogou no Trio de Ferro Paulista e tem portas abertas. Até o Renato Gaúcho, com todas as polêmicas, pode estar nas Laranjeiras e na Gávea.”
A esposa dele, quando chega em casa: “Você sabe a cáca que fez? E quando as crianças forem para a escola? E quando a gente for em um restaurante? E na hora em que eu for ao supermercado, imaginou a reação, deixando a família visada?”
O clube dele: “Precisamos acabar com a violência, e você faz isso? Você é profissional, não é torcedor para fazer essa bobagem. Temos patrocinadores querendo retratação. E a imagem do time?”
A CBF: “Você está depreciando o campeonato. Já não bastam os problemas existentes, e agora provoca uma confusão como essa?”
Neste cenário imaginário, um diretor do Internacional multaria o atleta pela confusão ocorrida, pela expulsão desnecessária sofrida e pelo comportamento irresponsável. Mas… será que no mundo real ele não foi aplaudido?
Foto extraída de “O Globo”. Patrick, do Internacional, provoca o Grêmio após vitória do Colorado no clássico Foto: DIEGO VARA / REUTERS
1- O gol de Diego Souza: algumas reclamações de uma possível falta de Douglas Costa em Marcos Rocha: ali, não foi nada, lance legal. Na verdade, na imagem mais ampla, por cima, poderia-se julgar que o gremista empurrou o palmeirense. Mas há uma outra imagem que mostra: o desequilíbrio acontece por ele perder a bola por baixo, legalmente, sem ser empurrado. Acertou o árbitro.
2- O lance do pênalti(que empatou o jogo em 1×1 aos 42 minutos do 1o tempo): Thiago Santos dá um tranco legal ou comete carga infracional em Marcos Rocha?
Vamos lá: a Regra original usa o termo “cometer carga” (aqui, como não existe o termo “cargar”, virou “chargear”). Você pode chargear com seu ombro o ombro do adversário (isso é tranco legal). Se abriu o braço e o fez com a mão, vira empurrão (e isso não pode). Se chegar nas costas, também é infração.Portanto, foi pênalti pois o gremista chargeia com o seu ombro as costas do palmeirense. Erro do árbitro corrigido pelo VAR.
3- O gol de Elias (que seria empate de 2×2): confesso, pelas imagens que eu tenho visto, muitíssimo difícil definir que alguma parte jogável do atleta gremista está a frente da linha do seu penúltimo adversário palmeirense. Aparentemente, tenho a impressão de mesma linha, mas não é um lance conclusivo. Se numa tela bem grande, com a imagem congelada no exato momento do toque, talvez possa se concluir melhor.
A questão toda se resume em: estando lutando contra o rebaixamento, você tem a chance de terminar com o empate, tem o seu gol anulado e na sequência toma outro gol; é (infelizmente) natural que críticas surjam (com ou sem razão).
Acréscimo 2:o Coritiba foi rebaixado com uma confusão e invasão muito parecida no Couto Pereira.O Grêmio está repetindo essa “cartilha”?Sem contar que houve um episódio de racismo (lembremos que o próprio Tricolor Gaúcho foi eliminado da Copa do Brasil por atitude contra o goleiro Aranha).
Depois de ver torcedor ironizando o outro com gesto racista de macaco, de ver a destruição da cabine do VAR, e das trocas de socos entre palmeirenses e gremistas, penso: precisava ter voltado as torcidas nos estádios?
Estava tão tranquilo o noticiário sem essas selvagerias… triste humanidade!
Muito assustador: em boates londrinas, pessoas estão drogando outras através de picadas de injeções contendo drogas, a fim de aproveitar delas e posteriormente roubá-las.
Trata-se de um “boa noite Cinderela” modificado, onde a vítima é atacada por alguém que a pica e se mistura na aglomeração. Absurdo!
Que isso não chegue ao Brasil e os canalhas sejam presos.
Já escrevemos em outra oportunidade sobre “ser cristão” e ter “fanatismo político” (e aqui, independentemente se a pessoa “é Lula, Dória, Bolsonaro ou qualquer que seja o nome”). Também o uso da Religião para angariar votos na Política é algo condenável.
Ontem, em Aparecida, no Dia da Padroeira, Dom Orlando Brandes deu um “puxão de orelha” àqueles que se dizem católicos e defendem a violência. Compartilho na imagem abaixo:
Por conta das agressões ao árbitro Rodrigo Crivellaro em Venâncio Aires, com imagens que rodaram o mundo (o covarde chute em sua cabeça quando estava no chão, pelo atleta Willian Ribeiro – vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-xZ0), muitos árbitros se manifestaram antes das partidas ajoelhando-se, em protesto contra a violência.
Eis que… veja essa breve história:
Jordaite Barretos da Silva é massagista do EC São Bernardo. Neste domingo, pela Copa Paulista (a competição de 2o semestre da FPF para os clubes fora do Brasileirão), na partida entre seu time contra o Primavera de Indaiatuba, após receber o cartão vermelho por ofensas ao bandeira Anderson Moraes Coelho (um árbitro assistente de elite, acostumado a jogos da Série A do Brasileirão e um dos melhores do quadro da CBF), disse:
“É por isso que tem que chutar a cabeça desses caras mesmo, igual fizeram lá no Sul”.
Pode?
Insensibilidade total, desequilíbrio emocional e a prova de que, no futebol, adversário e árbitro não são elementos do jogo, mas inimigos para alguns.
É esporte, minha gente, não é luta por sobrevivência.
Rodrigo Crivellaro Dias, árbitro gaúcho, apitava Guarani de Venâncio Aires contra o São Paulo de Rio Grande, pelo Gauchão da 2a divisão. Após um gol do Guarani, o atleta camisa 10 Willian Ribeiro, do São Paulo, foi reclamar pedindo a anulação do tento. Ao ser advertido com Cartão Amarelo por reclamação, o jogador deu um soco no juizão, que caiu. No chão, ainda o chutou na cabeça.
O árbitro, desmaiado, foi socorrido e levado para um hospital. O jogador foi preso.
Abaixo, o lance (clique no link):
ABSURDO!!! 😡
Na partida entre Guarani-VA e São Paulo-RG, pela 12ª rodada da 1ª fase da série A2 do Gauchão, William Ribeiro, da equipe de Rio Grande, agrediu COVARDEMENTE o árbitro Rodrigo Crivellaro Dias, após receber cartão amarelo por reclamação. pic.twitter.com/tMc0rIFjGi
Aqui, não se culpe a CBF, o Futebol Brasileiro ou a Educação do Povo. É simplesmente questão de MÁ ÍNDOLE de um cara descontrolado e despreparado para o convívio social.
Toda minha solidariedade ao árbitro e seus familiares…
Abaixo, a nota do São Paulo de Rio Grande, que demitiu o jogador: