– Como explicar a não-marcação do pênalti em Boca Jrs 0x0 Santos?

Aos 75 minutos de jogo, o defensor Izquierdoz (BOC) empurra com o braço direito Marinho (SFC), dentro da área. O bom árbitro chileno Roberto Tobar (hoje, o número 1 da Conmebol e cotado para a final da Libertadores da América no Maracanã) estava com a visão encoberta pelo próprio corpo do argentino e não viu.

Mesmo com o VAR, ele nem foi à cabine consultar / rever o lance. Teria ele sido informado pelo árbitro de vídeo que tudo foi legal, ou confiou exclusivamente em sua análise e desprezou uma informação da cabine?

Este era o áudio que precisava ser divulgado publicamente, pois foi um claríssimo pênalti não marcado.

– Nunca os homens serão substituídos pelas máquinas em plenitude!

INTELIGÊNCIAOs aprendizados que as máquinas não conseguem ter e, só nós, humanos, poderemos adquirir!

Em: https://www.youtube.com/watch?v=ClUgD_BUNq8

– E se o lance do “Ponto Cego” de Palmeiras x Red Bull Bragantino fosse num Derby?

um ponto cego na Allianz Arena, que impede o VAR de tomar decisões corretas?

Ao menos, é o que deu a entender Leonardo Gaciba, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, à diretoria do Red Bull Bragantino, que reclamou formalmente do gol sofrido contra o Palmeiras, alegando impedimento.

Apesar da marcação do bandeira (considerando a posição duvidosa de Luiz Adriano), o árbitro Raphael Claus confirmou o gol pelas imagens do posicionamento do atacante no VAR. Entretanto, o lance em questão é de Gabriel Menino, que não aparece nas imagens recebendo a bola em condição legal ou não para o cruzamento.

Ficará, assim, uma nova dúvida a cada partida: o “ponto cego” só existe na Arena tão moderna do Palmeiras, ou em outras também? Quantos lances já fora decididos “às cegas” no Brasileirão? É um problema que não se resolve ou um descuido que poderia ser evitado pela CBF?

Já imaginaram pela Copa do Brasil, em jogos eliminatórios, um gol sofrido em condições duvidosas com ponto cego? Ou um lance igualmente decisivo num Corinthians x Palmeiras?

Em todo mundo do “Planeta Bola”, somente aqui no Brasil ouvi a história de “ponto cego no VAR”...

Informações do Uol, em: https://www.uol.com.br/esporte/colunas/danilo-lavieri/2020/12/28/red-bull-aponta-gol-irregular-do-palmeiras-e-cbf-cita-ponto-cego-no-var.amp.htm

– Inclusão Digital URGENTE!

Dr José Renato Nalini abordou um tema deveras importante: a necessidade de promover a inclusão digital como Política de Estado, devido às várias urgências!

Confira que visão importante, extraída de: https://renatonalini.wordpress.com/2020/12/28/era-da-inclusao-digital/

ERA DA INCLUSÃO DIGITAL

O mundo pós-pandemia será cada vez mais digital. A luta contra o coronavírus obrigou à tomada de providências drásticas, dentre as quais o confinamento da maioria das pessoas. Verdadeiro pânico se estabeleceu e nos primeiros meses observou-se o distanciamento social e um severo capítulo de medidas de higiene.
Aos poucos, o Brasil vai se acostumando com as seiscentas mortes diárias e mais de vinte mil novas contaminações. Isso significa que a epidemia continua e que teremos de conviver com ela nos próximos anos. Sem prejuízo da vinda de outras novas, associadas ao maltrato da natureza e à extinção da biodiversidade em todo o planeta.
Tal cenário impõe a absorção plena da cultura digital. Ela mostrou-se capaz de minorar os males decorrentes da peste. As aulas continuaram e a transmissão de conteúdo mostrou-se a tábua de salvação para milhões de estudantes. O contato virtual com familiares foi uma constante. As lives mostraram-se instrumento eficiente e idôneo de comunicação grupal. Ouvi de amigos conferencistas que nunca tiveram tanto auditório como nesses tempos.
Bancas para a arguição de dissertações e teses puderam funcionar. As compras online já eram exitosas e mostraram-se cada vez mais eficazes, assim como a movimentação financeira pelos bancos e demais instituições.
Isso evidencia a urgência de políticas sérias de inclusão digital de todos os brasileiros. Os millenials já dominam com desenvoltura as modernas tecnologias e descobrem funcionalidades de forma espontânea, desnecessária qualquer formação técnica específica. Eles podem ser de imensa serventia para treinar os adultos e aqueles da geração analógica, às vezes perdidos na parafernália dos mobiles.
Levar a inclusão digital a sério, como política de Estado, mas não condicionada a iniciativas de governo, é missão que se atribui a todo brasileiro lúcido e capaz de enxergar com acuidade a situação em que a Terra se encontra.
Todas as maiores empresas globais integram esse universo das tecnologias da comunicação e informação. O capital intangível da informação mostrou-se hábil a satisfazer a ânsia capitalista por amealhar fortunas e por dominar uma sociedade mundial cosmopolita, que aspira ter acesso ao que é mais atual e mais contemporâneo em termos de mercado.
Uma nação com desenvolvimento assimétrico, na verdade periférica em grande parte e emergente – talvez a mais atrasada dentre as BRICs – precisa imergir nessa cruzada de treinamento da cidadania, com empenho, garra e audácia.
A Quarta Revolução Industrial mudou profundamente a sociedade e os países que ficarem na rabeira dificilmente alcançarão aquelas que tomaram a dianteira. Não há progresso per saltum, o que significa a necessidade de percorrer todas as etapas do processo, mas em ritmo bastante acelerado.
Os municípios, entidades da Federação brasileira, precisam ser inteligentes e tentar suprir a ausência de planejamento que caracterizou o desordenado crescimento e a insensata conurbação que caracteriza grande parte do território brasileiro. As escolas não podem se resignar a transmitir conhecimento convencional, mas têm de entrar para valer no mundo digital. Ensinar os alunos a extrair consequências úteis para o uso híbrido de múltiplas tecnologias. Aprender programação. Criar aplicativos para a resolução de problemas aparentemente insolúveis.
Com a desenvoltura que os millenials têm, eles poderão se converter em tutores dos adultos. Nunca mais se poderá dispensar esse uso benéfico da internet, que multiplicou a produtividade de um setor emperrado e constantemente acusado de lentidão, que é o Judiciário. Os bancos e instituições financeiras já não dependem de comparecimento de seus clientes a sedes que serão drasticamente reduzidas e o PIX está aí, para facilitar ainda mais as coisas.
Tudo pode ser feito pelas redes sociais, que precisam ser instrumentos civilizatórios e abandonar esse desvio nefasto da produção de fake News e de disseminação de discórdia, ira, ódio e violência verbal.
Não se espere que governo seja o condutor de um processo que deve inspirar empresários e empresas, ONGs, Universidade, educadores e escolas, organizações, clubes, associações, entidades e pessoas físicas providas de empenho em transformar – para melhor – este sofrido Brasil.
Talvez chegue um dia em que até a vetusta Justiça venha a se comover e promova eleições pela internet, poupando recursos escassos, tempo e a obrigação de trabalho escravo requisitado à cidadania, assim como o uso de dependências privadas, numa grande e perigosa aglomeração de pessoas em plena crise da Covid19.
Já possuímos toda a estrutura para colher a manifestação da cidadania pelos seus mobiles. Com grande ganho em eficiência e rapidez, sem a invocação falaciosa de que uma eleição digital é mais perigosa do que a eleição convencional.
Inclusão digital movimenta a economia e habilita as pessoas ao exercício pleno de uma cidadania que foi prometida, mas que não virá como dádiva estatal, senão como conquista de quem quer participar dos destinos de sua Pátria e não ser massa de manobra para interesses nem sempre claros, nem sempre os mais legítimos.

_ José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – 2020-2021.

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– A tecnologia da Moderna poderá revolucionar as futuras vacinas?

Novas vacinas (para qualquer tipo de prevenção) são cada vez mais rápidaso que levam aos incrédulos formularem mais questionamentos. Entretanto, nunca o planeta investiu tanto em pesquisa, nem tanta gente se desdobrou neste tipo de investigação científica.

Ao ler essa matéria, abaixo, sobre o que a Moderna fez com inovação, somos levados a pensar: felizmente, a inteligência dos cientistas, somada à tecnologia de ponta, pode verdadeiramente ajudar a humanidade.

Extraído de: https://brasil.elpais.com/internacional/2020-12-05/novos-dados-sugerem-que-a-vacina-da-moderna-gera-imunidade-duradoura.html

NOVOS DADOS SUGEREM QUE A VACINA DA MODERNA GERA IMUNIDADE DURADORA

A ideia por trás de qualquer vacina é simular uma infecção sem causar danos, de forma que o próprio organismo gere imunidade contra o vírus. Hoje estão sendo divulgados dados que sugerem que a vacina da Moderna produz maior imunidade do que a própria infecção com o novo coronavírus.

Um grupo de 34 pessoas de todas as idades que recebeu as duas doses da vacina Moderna continua apresentando níveis elevados de anticorpos até quatro meses após a primeira dose. Os anticorpos são proteínas minúsculas capazes de se ligarem ao vírus e impedi-lo de causar doenças. Os tipos de anticorpos em que este trabalho se concentra são os mais eficazes na neutralização da SARS-CoV-2, pois se ligam à proteína S em forma de hastes que se projeta do entorno do vírus e sem a qual é incapaz de se unir às células humanas para sequestrá-las e gerar milhões de cópias de si mesmo.

“São notícias muito positivas”, explica Alicia Widge, pesquisadora do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH), que desenvolveu a vacina com a Moderna. “Todos os participantes tinham altos níveis de anticorpos contra a SARS-CoV-2 três meses depois da segunda dose da vacina [que é dada 28 dias após a primeira, o que significa quatro meses de imunidade a partir da primeira dose]. Isso sugere que a vacina vai proporcionar imunidade duradoura”, destaca a pesquisadora, principal autora do estudo publicado na prestigiada revista The New England Journal of Medicine.

O dado mais encorajador é que, quatro meses depois da primeira injeção, todos os vacinados —incluindo aqueles com mais de 71 anos— tinham níveis mais elevados de anticorpos do que o das pessoas que haviam sido infectadas com o SARS-CoV-2.

A vacina da Moderna é uma das mais avançadas e demonstrou ser 94% eficaz em um ensaio com mais de 30.000 participantes coordenado pelo NIH. Sua eficácia contra a covid-19 grave é de 100%, de acordo com os últimos dados fornecidos pela empresa. A vacina está agora na terceira e última fase de testes e nenhum efeito adverso grave foi detectado. Sua aprovação na UE está prevista para 12 de janeiro e a da BioNTech/Pfizer para 29 de dezembro.

Por ora, não há dados comparáveis sobre a duração da imunidade gerada pela outra vacina mais avançada, a da BioNTech/ Pfizer, com eficácia de 95%. Tanto esta como a da Moderna são baseadas na mesma técnica: o RNA mensageiro. No momento não existe nenhuma vacina desse tipo aprovada com base nessa molécula, mas os cientistas acreditam que possa revolucionar a biomedicina porque permite desenvolver de forma muito rápida vacinas contra vírus e até mesmo contra tumores.

O médico Uğur Sahin, diretor executivo da empresa alemã, explica a este jornal que esperam ter esses dados em breve. “Vimos níveis de anticorpos semelhantes aos que a Moderna mostra, mas ainda não publicamos os dados. Esperamos poder fazer isso no final da próxima semana”, explica. “Sabemos que nossa vacina gera células de memória, mas também que os níveis de anticorpos cairão com o tempo. Isso significa que talvez seja necessária uma terceira dose de reforço um ou dois anos depois”, acrescenta.

Os últimos dados publicados sobre a vacina da Universidade Oxford e Astrazeneca se baseiam em 560 voluntários e mostram que os vacinados apresentam altos níveis de anticorpos neutralizantes 28 dias após a segunda dose. Neste caso se trata de uma vacina com base em uma mensagem genética do DNA que entra nas células a bordo de um vírus desativado de chimpanzé. Também é uma tecnologia que não havia sido aprovada até agora. A eficácia desta vacina está entre 62% e 90%, mas a confiabilidade desses dados é menos robusta do que a das outras duas vacinas.

“São notícias muito boas”, opina África González, imunologista da Universidade de Vigo. “Um problema é que ainda não se sabe qual o nível de anticorpos uma pessoa precisa ter para saber se está protegida contra a infecção pelo SARS-CoV-2. No entanto, dadas as poucas reinfecções que se observam no mundo, e que o nível de imunidade alcançado após a primeira exposição tem sido suficiente, os dados indicam que os vacinados estariam mais protegidos do que os que tiveram a infecção natural”, destaca.

“A conclusão mais contundente é que a capacidade de neutralização nesses pacientes que receberam as duas doses da vacina aos quatro meses é maior em todas as faixas etárias do que a de 41 pessoas convalescentes de covid-19 aos 34 dias”, destaca Carmen Cámara , secretária da Sociedade Espanhola de Imunologia (SEI). “São dados muito bons que nos levam a pensar que os anticorpos podem durar muito mais tempo”, enfatiza.

Marcos López, presidente do SEI, aponta outra questão fundamental. “Os tipos de anticorpos neutralizantes que foram detectados neste estudo estão dirigidos contra o domínio de ligação ao receptor da proteína S do vírus. Isto significa que foram gerados em centros germinativos [quartéis-generais da imunidade localizadas nos gânglios e baço]. É importante porque sabemos que quando esse tipo de anticorpos é gerado também são criadas células B e T de memória”, observa. Esses dois tipos de células são o corpo de elite da imunidade de longa duração. São capazes de se lembrar de um vírus e gerar anticorpos contra ele e destruir células infectadas, respectivamente, passados meses ou anos.

Os dados mais recentes sobre a imunidade gerada por pessoas que superam a infecção trazem boas notícias possivelmente extrapoláveis para a vacina. Os anticorpos que neutralizam o vírus continuam presentes pelo menos sete meses depois, de acordo com um dos maiores estudos sobre o assunto. Em novembro, outro trabalho mostrou que os infectados retêm imunidade robusta por pelo menos oito meses depois, mediada por linfócitos B e T, o que leva a pensar que a imunidade pode durar anos.

A equipe do NIH publicou um estudo em setembro mostrando que os voluntários que receberam a vacina da Moderna tinham linfócitos um mês e meio depois da segunda injeção. “Esperamos ter em breve os dados de acompanhamento para os primeiros seis meses”, conclui Widge.

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Voluntário participa do ensaio clínico da vacina da Moderna nos EUA.

Voluntário participa do ensaio clínico da vacina da Moderna nos EUA.– / AFP

– O Bitcoin e a bolha das Tulipas: mais para Facebook ou mais para MySpace?

Há 3 anos…

Um bitcoin chegou a valer 6 centavos de dólar. Em 28 de setembro de 2017 (hoje), está em US$ 15,000.00 aproximadamente. Como entender o dinheiro virtual, a moeda criptografada?

Quando surgiu a mania das “bolhas de negócios da Internet”, surgiram grandes empresas no mundo virtual que faziam dinheiro “do nada”, em uma fase passageira, e que quase sempre não vingavam. Eram, em analogia, as chamadas “bolhas” –  que ganhavam tamanho, presença, mas… ESTOURAVAM!

Lembram do “MySpace”, tão badalado no surgimento da internet? Hoje não vale mais nada. Porém, o tímido Facebook tomou proporções incríveis e agora domina o ambiente virtual.

No mundo real pudemos ver as diversas empresas de Eike Batista formarem essa bolha e o dinheiro nunca aparecer. Hoje, nada valem também.

Em tempos passados, a quantidade de sal obtida chegou a ser uma riqueza (daí o termo SALário). O veludo também era algo de valor absurdo. Mas talvez o que mais tenha se aproximado da empolgação atual da moeda virtual Bitcoin, que se valoriza assustadoramente (o texto abaixo a explica) mais se parece com a “febre das Tulipas”, na Holanda do Século XVII. Naquela época, nos Países Baixos, a flor era considerada uma riqueza natural e valia muito dinheiro, sendo que pessoas investiam nas plantas como se comprassem commodities nos dias atuais.

Entenda abaixo, extraído do Portal do Bitcoin, por Victor Sá, essa loucura da moeda criptografada que tanto se tem falado:

BOLHA DO BITCOIN E A MANIA DAS TULIPAS

Assim como muitos em Wall Street estão otimista com o bitcoin, um dos analistas financeiros solitários que previam um aumento quando a moeda digital era apenas seis centavos agora tem uma visão extremamente negativa.

“Uma tripla baixa – o padrão das ondas de Elliott, a psicologia otimista e até mesmo os fundamentos sob a forma de gargalos na blockchain – levará ao colapso as criptomoedas”, escreveu o analista Elliott Prechter na edição de 13 de julho do boletim informativo The Elliott Wave Theorist.

“A atividade de preços e o sentimento maníaco que levaram aos preços presentes superam até a mania das Tulipa”, disse ele. “O sucesso do Bitcoin gerou mais de 800 clones (alt-coins) e só aumenta. A maioria dos quais são esquemas de pump-and-dump”.

“No entanto, os investidores os anunciam ansiosamente”, acrescentou Prechter.

Ele é o filho do famoso analista técnico Robert Prechter, que popularizou o Elliott Wave, usando-o para prever o crash do mercado de ações de 1987 e publica um boletim de notícias desde 1979. No entanto, o debate sobre a precisão do Elliott Wave cresceu após Robert Prechter chamar o final do mercado de alta dos anos noventa, cinco anos antes de terminar.

O princípio é uma forma sofisticada de análise técnica amplamente seguida por traders que analisa os ciclos de sentimento em uma tentativa de prever o desempenho do mercado – cinco ondas normalmente sinalizam uma desaceleração.

Em relação ao bitcoin, “sob o modelo de ondas de Elliott, o que estamos vendo, estamos fazendo uma quinta onda final desde os seis centavos”, disse o Prechter filho à CNBC em uma entrevista por telefone na quinta-feira. “Isso não implica que ele vai para zero. Isso não implica que ele vá para seis centavos. Eu acho que isso acontecerá com os clones [altcoins]”.

Bitcoin

Em setembro de 2010, Elliott Prechter escreveu no The Elliott Wave Theorist sobre bitcoin quando ele estava 6 centavos. Poucos no mundo financeiro consideravam seria a moeda digital na época.

“Isso provou ser a oportunidade de compra não apenas de uma vida, mas até agora de todos os tempos”, disse Prechter.

O Bitcoin atingiu um recorde de US $ 3000 em junho, 50.000 vezes o preço em 2010.

Para Prechter, as previsões do bitcoin aumentarem dramaticamente relembra 1999, antes da explosão da bolha dotcom.

Mania das Tulipas

Ele disse que a emoção supera a mania das tulipas na Holanda no início dos anos 1600.

Como Investopedia diz, as tulipas se tornaram uma mercadoria tão apreciada que, em 1636, eles estavam sendo negociados em muitas bolsas holandesas e “muitas pessoas trocaram ou venderam bens para participar da mania do mercado de tulipas”.

“Como qualquer bolha, tudo chegou ao fim em 1637, quando os preços caíram e as vendas de pânico começaram”, de acordo com o artigo. “As tulipas logo se trocaram em uma fração do que valiam, deixando muitas pessoas em ruína financeira”.

“A tecnologia avançou muito, mas a psicologia humana ainda é a mesma”

Como muitos entusiastas da moeda digital, ele vê um potencial significativo nas criptomoedas para automatizar as indústrias bancárias e legais.

“O futuro distante das criptomoedas é brilhante”, disse Prechter no relatório. “A tecnologia é como a internet em 1999: estava prestes a conquistar o mundo, mas o NASDAQ ainda caiu quase 90% durante o ponto de encontro de 2000-2002”.

Mas o bitcoin pode não ser parte desse futuro.

“É muito cedo para saber se o Bitcoin é o Facebook ou o MySpace”, disse Prechter

– Grosjean nasceu de novo no Bahrein.

Viram o acidente de Romain Grosjean no GP de F1 do Bahrein?

O carro de corrida dele explodiu, incendiou-se e ele saiu… andando!

É inegável que a preocupação da Fórmula 1 com segurança evoluiu demais nos últimos anos. Impressionante!

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– As vacinas que estão na fase final de testes.

Atualmente, 4 tecnologias de vacinas, de 10 empresas e 11 projetos, estão na fase mais adiantada de produção de vacinas contra o Novo Coronavírus.

Detalhes deles, extraídos de: https://www.istoedinheiro.com.br/as-11-vacinas-contra-a-covid-19-que-estao-na-ultima-fase-de-testes-clinicos-em-humanos/

AS 11 VACINAS CONTRA A COVID QUE ESTÃO NA FASE FINAL DE TESTES.

Das 48 vacinas experimentais contra a covid-19 que se encontram atualmente em testes clínicos em humanos, apenas 11 entraram na fase 3, a última antes da homologação pelas autoridades, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A seguir um resumo das primeiras vacinas que podem chegar ao mercado.

A) – “RNA mensageiro”, a vanguarda:

Estas são atualmente as vacinas potenciais que parecem as mais avanças e que utilizam uma tecnologia inovadora, que consiste em injetar nas células humanas fragmentos de instruções genéticas chamadas RNA mensageiro, para que produzam proteínas ou “antígenos” específicos de coronavírus. Estas proteínas serão enviadas ao sistema imunológico, que então produzirá anticorpos.

1– Pfizer: o grupo farmacêutico americano e seu sócio alemão BioNTech se preparam para solicitar à Agencia de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos uma autorização de utilização de emergência para uma vacina que poderia estar disponível até o fim do ano. As empresas apresentaram há alguns dias resultados provisórios da fase 3 que mostram uma eficácia de “mais de 90%” nos participantes.

2– Moderna: a empresa americana de biotecnologia anunciou na segunda-feira que sua vacina tem eficácia de 94,5%. Planeja produzir 20 milhões de doses até o fim do ano.

B) – Tecnologia do vírus inativado, bem conhecida:

Várias vacinas apostam nesta tecnologia: os agentes infecciosos do SARS-CoV-2 são tratados quimicamente, ou por calor, para perder a nocividade, ao mesmo tempo que conservam a capacidade de provocar uma resposta imunológica. É a forma mais tradicional de vacinação.

3– Sinovac: a empresa de biotecnologia chinesa iniciou um teste de fase 3 para a “CoronaVac” com milhares de voluntários, principalmente no Brasil.

4 e 5– Sinopharm, outro laboratório chinês, tem dois projetos de vacinas com institutos de pesquisas chineses. O país prevê uma capacidade de produção até o fim do ano de 610 milhões de doses por ano de várias vacinas contra a covid-19 e o governo já autorizou o uso urgente de algumas delas.

6– A empresa indiana Bharat Biotech começou a recrutar em novembro quase 26.000 pessoas para a sua “COVAXIN”, desenvolvida com o apoio do governo, e aposta em uma vacina disponível no primeiro semestre de 2021.

C) – Vacinas de vetores virais:

As vacinas de “vetor viral” usam como suporte outro vírus mais virulento, transformado para adicionar uma parte do vírus responsável pela covid-19. O vírus modificado penetra nas células das pessoas vacinadas, que fabricam uma proteína típica do SARS-CoV-2, educando seu sistema imunológico a reconhecer o novo coronavírus.

7– AstraZeneca, grupo anglo-sueco, e a Universidade de Oxford: sua vacina utiliza como vetor viral um adenovírus. Os resultados do teste de fase 3 são aguardados para as próximas semanas.

8– Johnson & Johnson: a empresa americana iniciou dois testes clínicos de sua candidata, composta por um adenovírus modificado, uma de apenas uma dose e a outra com duas doses. Em todo o mundo 90.000 voluntários devem participar da pesquisa. Os resultados devem ser anunciados no primeiro trimestre de 2021.

9– CanSino Biological: a empresa chinesa desenvolveu a “Ad5-nCoV” em conjunto com o exército, uma vacina baseada em adenovírus. Os testes de fase 3 começaram no México, Rússia e Paquistão.

10– Sputnik V: desenvolvida pelo Centro de Pesquisas em Epidemiologia Gamaleya, em parceria com o ministério russo da Defesa, esta vacina se baseia na utilização de dois vetores virais, dois adenovírus. Os russos anunciaram recentemente uma eficácia de 92%. Porém, o instituto Gamaleya foi acusado de romper os protocolos habituais para acelerar o processo científico. Várias políticos russos anunciaram que foram vacinados com a Sputnik V.

D) – Uma vacina de proteína recombinante:

11– Novavax: a empresa de biotecnologia americana trabalha em uma vacina chama “subunitária” recombinante. O coronavírus possui em sua superfície algumas pontas (proteínas virais) para entrar em contato com as células e infectá-las. Estas proteínas podem ser reproduzidas e apresentadas depois ao sistema imunológico para provocar uma reação. A Novavax iniciou em setembro o teste clínico de fase 3 no Reino Unido e no fim de novembro deve começar um teste nos Estados Unidos. Dados preliminares são aguardados para o primeiro trimestre de 2021.

– Ray Kurzweil e os Robôs

Antes de 2.030 poderemos namorar robôs

O que podemos falar do cara que foi o número 1 de Bill Clinton e de Bill Gates?

Um dos maiores estudiosos sobre tendências afirma: em 2029 o computador se igualará com o homem em inteligência. Daqui 9 anos teremos serviçais autômatos em casa. E a morte será algo contornável na vida do homem.

Uau! Embora, cá entre nós: eu não creio nisso.

Entrevista na Isto É, Ed 2189, pg 8-12, por João Lóes, em: http://is.gd/v1IRei

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– Quando suas Preferências o tornam ignorante por culpa das Redes Sociais!

As redes sociais estão por trás do fanatismo de muitos. Em especial, os algoritmos do Facebook, onde você lê o que “só se quer”.

Pegue Haddad ou Bolsonaro na última Eleição Presidencial: se você tem preferência por um deles, as publicações que lhe aparecem são de louvor ao amado e demonização ao outro. Não existe bom senso!

Aliás, o Internauta centrado, que tem espírito crítico aguçado, é obrigado a receber publicações dos dois lados! E isso cansa.

Talvez o texto abaixo, publicado na Folha de São Paulo em 12 de Outubro passado (5 dias depois do 1º turno presidencial), diga muita coisa sobre essa bolha criada pelas Redes Sociais (e aqui a observação é precisa, independente da preferência política da autora do texto). Aliás, é por esse motivo que estou me “desentoxicando das Redes Sociais” por alguns dias.

Abaixo o texto, e meu “até mais”. Volto em breve com outras postagens nos próximos dias – e aí em retorno definitivo.

BOLHA

Por FERNANDA TORRES

WhatsApp, fake news e engajamento dos cultos evangélicos ganharam de lavada as eleições

No programa de David Letterman na Netflix, Barack Obama cita um teste realizado pela Casa Branca durante a Primavera Árabe, que pretendia avaliar o poder de direcionamento do algoritmo nas redes sociais. Internautas de direita, de esquerda e de centro digitaram a palavra Egito, a fim de descobrir o que cada segmento obteria como resposta.

Os conservadores foram direcionados para links relacionados ao terrorismo, ao jihad e à ameaça muçulmana. A busca dos progressistas resultou em notícias que festejavam o levante egípcio como um auspicioso despertar do mundo árabe. Já os de centro foram brindados com inofensivos sites turísticos, que anunciavam os “Best Places to Visit in Egypt”.

Vivemos isolados em bolhas de preferência, ignorando, por completo, a do vizinho.

Quem esteve presente na manifestação do #EleNão vivenciou uma multidão pacífica de senhoras, senhores, crianças e militantes feministas. Os que não foram às ruas viram versões distorcidas de meninas de peito de fora, enfiando crucifixos no meio das pernas, fumando maconha e clamando pela volta de Satanás.

A assombrosa alavancada de um candidato a governo do Rio de Janeiro, o ex-juiz Wilson Witzel —que, em dois dias, atingiu 39% de preferência nas urnas—, prova que os métodos de convencimento da velha política foram parar na lata de lixo da história.

O WhatsApp, as fake news e o engajamento dos cultos evangélicos ganharam de lavada as eleições de 2018.

Num vídeo gravado, Witzel se dirige à Polícia Militar, prometendo extinguir a Secretaria de Segurança Pública para eliminar a má influência dos políticos nos órgãos de policiamento investigativo e ostensivo.

A medida, acredito, receberá o apoio de uma massa de eleitores que associam a política ao crime. Um cidadão que, fora de sua bolha, levantar a voz em favor da secretaria de Segurança corre o risco de ser crucificado pela conivência com a corrupção.

A classe artística, cuja opinião vem sendo inoculada pelo simples teclar de dez letras: Lei Rouanet, tem enfrentado rejeição semelhante à da política.

No último debate presidenciável, na TV Globo, os candidatos presentes repetiram a retórica de acusações ao PT e ao PSDB, além das réplicas do Lula Livre. Indefesos diante da nova máquina eleitoral, eles pareciam falar do túnel do tempo do milênio passado.

Os grupos fechados do meu celular aplaudiram o discurso de Boulos contra a ditadura militar, mas a indignação morria ali, entre muros. A ditadura não está na pauta dos que cresceram na redemocratização com o celular em punho. A Lava Jato e a crise na segurança, sim.

O golpe de 1964 e o AI-5 são tão distantes da experiência histórica dos que têm menos de 40 anos quanto Juscelino, o tenentismo e a política do café com leite.

No colégio abastado do filho de um amigo meu, todos os garotos de 18 que votaram no partido Novo migrarão para o PSL, convencidos de que a aliança do livre mercado com a “sociedade de bem” armada trará benefícios para o país.

Nenhum deles se preocupa com uma possível ascensão de forças paramilitares —muito menos com a perseguição a grupos identitários. Tudo é visto como petismo travestido de mimimi humanitário para esconder os anos de roubalheira.

O que impressiona é perceber que, assim como na eleição de Donald Trump, os chamados progressistas, que deveriam estar atentos ao futuro das novas mídias, permaneceram fiéis aos mesmos instrumentos de divulgação de ideias do tempo da vovó menina.

Enquanto isso, a ultra direita vem agindo cirurgicamente, há bastante tempo, em dois campos aparentemente antagônicos e difíceis de serem vencidos agora: a inteligência artificial e a fé em Cristo, em voga desde o fim da Antiguidade.

Vai encarar?

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Charge de Thiago Lucas

– App ISmoothRun para correr. Gostam dele?

Eu costumo praticar minhas atividade físicas monitorando batimentos cardíacos, distância e velocidade com o App iSmoothRun. Ele é muito bom!

Dos diversos que usei até hoje, esse me pareceu mais preciso com o GPS e consequentemente mais estável durante o treino. Gosto de correr, e quem curte um bom cooper como eu, sabe que ter um aplicativo confiável é ótimo.

Porém, pouca gente o usa aqui no Brasil (dos meus amigos corredores, quase ninguém). Em tempos de globalização, talvez a resposta para isso seja pelo fato de não ter a versão disponível em PORTUGUÊS! Algo muito simples, não?

E você, que corre: qual App você usa?

– Fígados pequenos em 3D?

A ciência tem sido fantástica: veja esse caso impressionante da criação de “mini-fígados”!

O que mais se poderá fazer, não?

Extraído de: https://super.abril.com.br/ciencia/cientistas-brasileiros-criam-mini-figado-funcional-impresso-em-3d/

CIENTISTAS BRASILEIROS CRIAM MINI-FÍGADO FUNCIONAL IMPRESSO EM 3D

Eles são minúsculos, mas funcionam como um fígado normal e podem ser o futuro dos transplantes hepáticos.

Por Maria Clara Rossini

Depois que cientistas israelenses imprimiram o primeiro mini-coração 3D usando tecido humano, chegou a hora do Brasil entrar em cena. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) usaram células sanguíneas humanas para desenvolver organóides hepáticos — em português claro, mini-fígados.

Os mini-órgãos fazem as mesmas funções que um fígado normal: sintetizam proteínas, armazenam e secretam substâncias exclusivas do órgão, como a albumina. Mas a sua aparência é bem diferente de um órgão tradicional. Como você pode ver no vídeo abaixo, a versão 3D em miniatura parece uma espécie de rosquinha amarela.

Para produzir os fígados, os cientistas utilizaram amostras de sangue de três voluntários. As células sanguíneas são reprogramadas para se tornarem pluripotentes, ou seja, poderem se “transformar” em qualquer outro tecido humano (uma característica típica das células-tronco). Elas se diferenciam em células hepáticas e são misturadas à biotinta da impressora.

A grande inovação do grupo de brasileiros está em como incluir essas células na tinta. Normalmente, as impressoras 3D costumam imprimir células individualizadas, o que acaba prejudicando o contato entre elas e fazendo com que percam a funcionalidade.

Os pesquisadores desenvolveram uma técnica que agrupa as células antes de serem misturadas na biotinta, formando pequenos esferóides. Esses agrupamentos de células garantem que o contato entre elas não seja perdido. Assim, o órgão é capaz de funcionar por muito mais tempo.

A impressão em si demora alguns minutos, mas o processo não para por aí. Depois que o órgão foi impresso, ele ainda precisa passar por um período de maturação de 18 dias. Todo o processo, desde a coleta do sangue até chegar no órgão funcional, demora cerca de 90 dias.

O artigo que descreve a criação do mini-órgão foi publicado na revista Biofabrication. Os mini-fígados, é claro, estão longe de estarem prontos para serem transplantados em humanos, mas essa é uma possibilidade viável. Em entrevista à Agência FAPESP, o pesquisador e autor do estudo Ernesto Goulart disse que é fácil progredir para a produção de órgãos inteiros se houver interesse e investimento.

“Ainda existem etapas a serem alcançadas até obtermos um órgão completo, mas estamos em um caminho muito promissor. É possível que, em um futuro próximo, em vez de esperar por um transplante de órgão seja possível pegar a célula da própria pessoa e reprogramá-la para construir um novo fígado em laboratório. Outra vantagem importante é que, como são células do próprio paciente, a chance de rejeição seria, em teoria, zero” disse a pesquisadora Mayana Zatz, coautora do estudo.

Em: https://youtu.be/tKjUjFYWSGM

– A Naprotecnologia: um método aceito pelo Catolicismo como opção à “fertilização in vitro”

Tenho muitos amigos que, quando casados, descobriram que não podem ter filhos. Uma das soluções mais simples foi o nobre e generoso método da adoção.

A Igreja Católica possui algumas restrições à reprodução artificial, e àqueles que não desejam ferir o preceito religioso, segue uma boa alternativa.

Extraído de:

https://padrepauloricardo.org/blog/fertilizacao-in-vitro-com-os-dias-contados?utm_campaign=informativo_out_2018_iii&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

FERTILIZAÇÃO “IN VITRO” COM OS DIAS CONTADOS!

Levando em conta a porcentagem de nascimentos entre casais que seguem os tratamentos, seu índice de êxito é o dobro em comparação à fecundação assistida; seu custo é onze vezes menor, apesar de ela ser realizada por poucos médicos em todo o mundo; ela foi boicotada pelos lobbies da proveta e tem sido ignorada pelos sistemas de saúde nacionais. A naprotecnologia nasceu nos Estados Unidos e chegou à Europa há alguns anos, mas segue enfrentando o preconceito de quem a considera uma abordagem confessional da medicina, condicionada por dogmas religiosos.

Nada mais longe da realidade. É verdade que as práticas da naprotecnologia conformam-se rigorosamente à bioética católica; todavia, está comprovado que sua abordagem do problema da esterilidade é científica e clinicamente mais rigorosa do que aquela praticada no âmbito da fecundação assistida. Até por isso ela é mais eficaz: as estatísticas o confirmam.

“A diferença entre a naprotecnologia e a fecundação in vitro consiste no fato de que na primeira a questão fundamental é o diagnóstico das causas de infertilidade”, explica Phill Boyle, ginecologista irlandês que ministra os cursos de formação em naprotecnologia para médicos de toda a Europa, em uma clínica da cidade de Galway. “O que se procura é uma explicação médica do por que um casal não consegue procriar, cuidando assim de eliminar o problema e ‘ajustar’ o mecanismo natural, devolvendo-lhe a harmonia.”

“No procedimento in vitro, ao contrário, o diagnóstico das causas não tem importância, os médicos querem simplesmente ‘ignorar o obstáculo’, levando a cabo uma fecundação artificial. Na naprotecnologia, o tratamento resolve o problema do casal, que depois pode ter outros filhos. Com o método in vitro, os cônjuges não se curam e seguem sendo um casal estéril, e para ter mais filhos deverão sempre confiar em um laboratório.”

“A naprotecnologia é a verdadeira fecundação assistida”, ironiza a ginecologista Raffaella Pingitore, a maior especialista de língua italiana no método, e que atua na clínica Moncucco, na cidade suíça de Lugano. “No sentido de que assistimos a concepção do início ao fim, ou seja, desde a fase de distinção dos marcadores de fertilidade na mulher até as intervenções farmacológicas e/ou cirúrgicas necessárias para permitir que o casal chegue de um modo natural à concepção.”

O nome do método deriva do inglês natural procreation technology, “tecnologia de procriação natural”. Mais que uma tecnologia, é um conjunto de técnicas diagnósticas e intervenções médicas que tem como objetivo discernir a causa da infertilidade e sua remoção específica.

Começa-se com as tabelas do modelo Creighton, que descrevem o estado dos biomarcadores da fecundidade durante todo o ciclo menstrual da mulher, e que se baseiam principalmente na observação do estado do muco cervical, feita pela própria mulher. O pilar que sustenta toda a naprotecnologia é a capacidade da mulher de se observar: ela é formada para isso na parte inicial do percurso. As tabelas corretamente preenchidas, com o estado do muco cervical dia após dia e os outros dados, são a base de todos os passos sucessivos. A partir disso já é possível diagnosticar carências hormonais, insuficiências lúteas e outros problemas passíveis de serem tratados com a receita dos hormônios que faltam.

Se a infertilidade persiste, prossegue-se com o exame detalhado do nível dos hormônios no sangue, a ecografia da ovulação e a laparoscopia avançada. Podem ser necessárias, então, intervenções de microcirurgia das trompas ou de laparoscopia avançada para remover as partes prejudicadas pela endometriose. O resultado final é uma porcentagem de nascidos vivos entre 50 e 60% do total dos casais que realizam os tratamentos durante no máximo dois anos (mas a maior parte concebe no primeiro ano), contra uma média de 20 a 30% entre os que recorrem aos ciclos da fecundação in vitro (em geral, seis ciclos).

“Uma das coisas que mais me escandaliza é a ampla negligência que existe no diagnóstico das causas de infertilidade”, explica Raffaella Pingitore. “Hoje, depois de poucos exames práticos, a mulher é encaminhada aos centros de fecundação assistida. Chegamos ao ponto de, há alguns anos, a ‘Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva’ (American Society for Reproductive Medicine) ter declarado a insuficiência lútea como inexistente, porque não podia ser ‘cientificamente’ diagnosticada. Nós temos condições de diagnosticá-la porque envolvemos a mulher e pedimos a ela que observe e descreva diariamente o estado de seu muco cervical. Esse procedimento nos permite diagnosticar a insuficiência lútea. Mas isso para muitos médicos é impensável: eles se limitam a colher uma amostra no 21.º dia do ciclo menstrual para medir o nível de progesterona. Mas só 20% das pacientes têm um ciclo perfeitamente regular, pelo que esse dado é quase sempre inútil para o diagnóstico.”

“Nos Estados Unidos, em Omaha, no estado de Nebraska, iam visitar o doutor Thomas Hilgers, o verdadeiro criador da naprotecnologia, mulheres às quais a endometriose havia sido descartada depois de uma laparoscopia. Mas, realizando-se uma laparoscopia mais avançada, descobria-se que em 90% dos casos a endometriose existia. Comigo aconteceu muitas vezes a mesma coisa. Uma laparoscopia avançada deveria ser uma prática padrão nos testes de esterilidade, mas, por se tratar de uma intervenção cirúrgica, a hostilidade é grande.”

Que o recurso indiscriminado à fecundação assistida esteja associado à negligência diagnóstica, é algo que se deduz também pelo elevado número de pacientes que recorrem com sucesso à naprotecnologia depois de ciclos fracassados de fecundação in vitro. O doutor Boyle afirma que nos últimos seis anos, no grupo de suas pacientes com menos de 37 anos que já haviam tentado dois ciclos de fecundação assistida, o percentual das que conceberam graças ao método de procriação natural é de 40%.

Raffaella Pingitore conta sua experiência pessoal:

“A paciente tinha 36 anos e desejava uma gravidez há oito anos; havia realizado no passado cinco ciclos de fecundação assistida sem êxito. Fiz com que ela registrasse a tabela dos marcadores de fertilidade, e notamos que havia uma fase satisfatória de muco fértil, mas os níveis hormonais estavam um pouco baixos, o que indicava uma ovulação um pouco defeituosa. Havia também sintomas de endometriose; realizei uma laparoscopia, encontrei a endometriose e coagulei os focos da doença no útero, nos ovários e nas trompas. Depois a submeti a uma terapia para que ela ficasse em menopausa durante seis meses: deste modo secavam-se bem todos os focos de endometriose que talvez ainda existissem; depois da terapia continuei com um fármaco, o Antaxone, com a dieta e com apoio da fase lútea com pequenas injeções de gonadotropina. Isso levou ao aumento dos hormônios, e no quarto mês de tratamento havia se alcançado um muco muito bom. No 17.º depois da ovulação realizamos o teste de gravidez, que resultou positivo.”

O cuidado do profissional eticamente motivado pode mais do que as técnicas artificiais. Prova-o a história da doutora Pingitore, e provam-no as estatísticas do doutor Boyle. Na Irlanda, ao longo de quatro anos, o ginecologista curou 1.072 casais que há mais de cinco anos lutavam para ter um filho. A idade média das mulheres era de 36 anos, e quase um terço delas já havia tentado ter um filho com a fecundação in vitro. Após seis meses de tratamento naprotecnológico, a eficácia do método foi de 15,9%. Após um ano, 35,5%. Após um ano e meio, 48,5% das pacientes havia ficado grávida. Se o tratamento durava dois anos, quase 65% das pacientes chegavam à gravidez.

Com uma base de pacientes muito menor, a doutora Pingitore, no biênio 2009-2011, obteve uma média de 47,3%. Nos Estados Unidos (país onde não existem leis limitando o número de embriões fecundados que podem ser transferidos para o útero), os índices de sucesso da fecundação assistida depois de seis ciclos são os seguintes: 30-35% para mulheres com idade inferior aos 35 anos; 25% para mulheres entre os 35 e os 37 anos; 15-20% para mulheres entre os 38 e os 40; 6-10% para mulheres com idade superior aos 40 anos.

Depois temos a questão (de modo algum secundária) dos custos, ainda que na Itália ela seja pouco discutida porque, à parte as pacientes com plano privado de saúde, as despesas da fecundação assistida correm a cargo do sistema público de saúde. Em tempos de austeridade econômica e de efeitos deletérios da dívida pública, no entanto, um olhar à relação de custo-benefício deveria valer também para nós. O fato é que, se comparamos os custos de dois anos de tratamento naprotecnológico com os de seis ciclos de fecundação assistida, a segunda custa onze vezes mais do que a primeira.

Um único ciclo de fecundação in vitro custa na Itália em torno de 3.750 euros, mais 1.000 euros de medicação, pelo que seis ciclos custariam 28.500 euros, aos quais se acrescentam outros 800 para o congelamento e a manutenção dos embriões, e 1.200 para a transferência dos mesmos, em um total de 30.500 (R$ 131.812, hoje). Por outro lado, ainda que se alargasse para dois anos o tratamento com a naprotecnologia, seus custos são modestos: 300 euros para o curso de formação nos métodos naturais, 800 para as consultas médicas e 1.500 para os medicamentos, em um total de apenas 2.600 euros. É provável que os parlamentos e os ministros da saúde europeus não sejam muito sensíveis aos temas bioéticos, mas eles dificilmente poderão fingir-se de surdos a pedidos para que se verifique a relação de custo-benefício entre os dois métodos.

“A naprotecnologia tem tudo para se difundir, ainda que seja só por um discurso ligado aos custos, nos quais vão incluídos também os efeitos colaterais da prática de fecundação assistida: não nos esqueçamos que as crianças que nascem com esta técnica têm mais probabilidade de malformações e problemas de saúde do que aquelas que nascem de forma natural”, recorda Raffaella Pingitore. “Em primeiro lugar, porém, é necessário vencer o lobby da procriação assistida. Trata-se de um lobby bilionário, que enriquece centenas de pessoas e que não deixará tão facilmente que se lhe coloque o bastão entre as rodas.”

– O novo golpe no WhatsApp que não é por vírus!

Infelizmente, há pessoas que usam a inteligência para o mal. Vejam esse caso: golpistas conseguem roubar a sua conta do WhatsApp sem que você instale vírus sem saber! E aconteceu em 2019, voltando a acontecer agora, em 2020.

Extraído de: https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2019/10/22/entenda-o-golpe-que-rouba-conta-de-whatsapp-sem-usar-virus.htm

ENTENDA O GOLPE QUE ROUBA CONTA DO WHATSAPP SEM USAR VÍRUS

Marcos Lopes, 37, não estranhou quando recebeu uma mensagem em seu celular. Ele havia acabado de publicar um anúncio na OLX, plataforma de comércio online, para vender um relógio. O que aconteceu depois disso é que foi surreal: um WhatsApp clonado e R$ 500 a menos na conta de um amigo.

O especialista financeiro caiu em um golpe que têm crescido bastante ao longo de 2019: o roubo de contas de WhatsApp a partir de números de celular expostos em anúncios na internet. E após obter a posse da conta roubada, os criminosos fingem ser a vítima e pedem dinheiro para os contatos cadastrados.

“Quando coloquei o relógio para anunciar, deu questão de segundos e recebi um WhatsApp. A mensagem tinha uma foto da OLX [com o logo], bem redigida, dizendo que para ativar o meu anúncio eu teria que enviar um código de confirmação para eles”, lembrou Lopes.

Pouco tempo depois, o profissional recebeu um SMS com um número de seis dígitos. Não pensou duas vezes e compartilhou a informação com o responsável pela falsa mensagem. Mal sabia Lopes que o código na verdade era o número de autenticação exigido pelo WhatsApp para concluir a configuração do perfil em outro celular.

“Eu nem me liguei. A partir desse momento, minha conta bloqueou”, contou. Lopes recebeu uma mensagem informando que o seu número telefônico estava sendo usado em outro aparelho, e se deu conta de que o seu perfil havia sido roubado.

A conta só foi recuperada três horas depois, após o envio de um email para o suporte da empresa detalhando o acontecido.

Nesse meio tempo, cerca de 300 pessoas receberam mensagens falsas enviadas como se fossem de Lopes. Todas com pedidos de dinheiro emprestado. Uma delas foi tão convincente que um amigo da vítima transferiu R$ 500.

Uma situação parecida aconteceu com Hugo Matta, 30. Por sorte, ele desconfiou nos primeiros segundos. Era um sábado à noite, e do outro lado da linha uma voz tranquila dizia ser funcionário do Mercado Livre.

Matta estava vendendo o seu carro e havia anunciado realmente na plataforma de comércio online. Mas o fato de a ligação ter sido às 21h de um fim de semana levantou o alerta. A recusa em fornecer os dados resultou em uma série de xingamentos por parte do falso funcionário e um estresse desnecessário. Foi por pouco.

“Fiquei meio desnorteado, sem entender. Levei um susto. Comecei a ser xingado pelo cara. Até pensei em ligar para ele de volta, mas desisti”, contou Matta.

COMO O GOLPE FUNCIONA

Infelizmente, a tentativa de golpe não se restringe à OLX e ao Mercado Livre. Ela pode ocorrer em qualquer plataforma de compra online.

Quando um vendedor vai cadastrar um anúncio, ele precisa deixar geralmente um contato telefônico. Muitas vezes é o número do celular (e do WhatsApp) que acaba ficando disponível. É nessa hora que os criminosos começam a agir.

A tentativa de roubar contas de WhatsApp pode acontecer de duas formas: um primeiro contato do criminoso com a vítima por ligação telefônica, ou por mensagens diretas no WhatsApp.

Nos dois casos, um falso representante da empresa entra em contato com o vendedor e argumenta que alguns dados precisam ser atualizados para que o anúncio permaneça ativo. Ao final, é pedido para a vítima que ela informe naquele momento os dígitos de um código SMS de verificação que ela receberá em instantes.

Em posse do código SMS recebido, o criminoso consegue ativar ali na hora a conta do WhatsApp do vendedor em seu próprio aparelho. Ao fazer isso, automaticamente o usuário deixa de ter acesso às suas conversas.

Enquanto a vítima não recupera sua conta, o criminoso dispara mensagens para os contatos registrados pedindo dinheiro emprestado e se fazendo passar por ela.

Classificamos este golpe como engenharia social, pois usa uma falha no sistema e as emoções da vítima. A autenticação via SMS é algo massivamente disseminada no Brasil pelos bancos e a maioria das pessoas está acostumada. Isso facilita o golpe, pois a vítima não presta atenção na mensagem completa que informa que o código é a ativação do programa de mensagens. A vítima simplesmente reage à abordagem e acaba tendo sua conta roubada
Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky

Em resposta a Tilt, a OLX não comentou o caso de Lopes. Mas reforçou que a publicação de anúncios não está condicionada ao envio de qualquer informação pessoal por telefone, WhatsApp, SMS e redes sociais.

Atualmente, a empresa permite que apenas pessoas logadas na plataforma tenham acesso ao chat de negociação. Em breve, uma validação via telefone será exigida e o usuário só conseguirá visualizar o número de telefone dos vendedores se estiver com o seu perfil conectado ao sistema.

O Mercado Livre não retornou os pedidos de posicionamento.

Como se proteger

A maior característica desse golpe é induzir as pessoas a fornecerem os códigos de ativação do WhatsApp. Por isso, a recomendação dos especialistas é: jamais compartilhe esse dado.

Desconfie se:

  • Receber ligações e mensagens de pessoas em nome dos sites de comércio online (de bancos e outras empresas também)
  • Fique ainda mais em alerta se neste contato for pedido para você instalar algum programa em seu aparelho, exigirem pagamento e/ou informações pessoais (senhas, documentos pessoais);
  • O uso de gírias, frases informais demais e erros de ortografia, no caso de mensagens de textos, também indicam que algo está errado;
  • Para aumentar a proteção, ative a verificação em duas etapas do WhatsApp (aprenda a configurar aqui). Ela funciona como uma camada a mais de segurança. Mesmo que uma pessoa obtenha o código de verificação, ela vai precisar inserir também uma senha de seis dígitos criado por você. Ou seja, só sabendo essa informação para conseguir roubar o seu perfil.

Fontes consultadas: Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky, e André Munhoz, country manager da Avast.

– A discussão inteligente do ineditismo de um Erro de Direito por conta do VAR: sobre os pedidos de anulações de partidas do Grêmio e do São Paulo:

Quando surgiu a escala para o jogo São Paulo x Grêmio pelo Brasileirão, após a declaração do chefe dos árbitros Leonardo Gaciba (dizendo que o Tricolor do Morumbi foi prejudicado) e a visita da diretoria do São Paulo à sede da CBF, ficou bem claro: a cedida de pressão do cartola do apito traria problemas futuros. Abordamos a escolha equivocada do árbitro e o veto do jogo em questão no link em: https://wp.me/p4RTuC-rQS

Depois da partida, infelizmente houve a concretização da previsão: erros e reclamações, também abordadas oportunamente no link em: https://wp.me/p4RTuC-rRU.

Agora, repercute a informação de dois pedidos de anulação de jogos: o Grêmio quer anular o jogo contra o São Paulo e o São Paulo quer anular a partida contra o Atlético Mineiro. E fica no ar a dúvida: eles têm chances de sucesso em seus pedidos?

Vamos lá:

  1. O Grêmio não tem nenhum Erro de Direito (o erro de desconhecimento da Regra do Jogo onde há cumprimento errado de uma decisão – que pode anular uma partida) para pedir o cancelamento do confronto. Ocorreram Erros de Fato (de interpretação equivocada da arbitragem – que não permitem anulação do jogo). O que o Tricolor Gaúcho pode alegar é que houve assédio moral sobre os árbitros para que ocorresse um “erro compensatório” (é o que um advogado experiente faria).
  2. O São Paulo quer anular o jogo contra o Atlético Mineiro (mesmo com o prazo estourado para reclamar um Erro de Direito) devido à confissão de Gaciba, de que houve erro na Linha Eletrônica delimitada pelo árbitro de vídeo. Mas caberia uma inédita anulação (afinal, até hoje ninguém abordou Erro de Direito sobre VAR!)?

Entendamos: 

1- Se eu marco um escanteio e, como estou nos acréscimos, resolvo encerrar uma partida sem que ocorra a cobrança, eu posso pois a Regra me permite. Mas se isso acontecer num pênalti e tomo a mesma decisão, não posso pois existe um detalhe da Regra que não permite encerramento antes do tiro penal ser cobrado. Ou seja: eu desconhecia essa nuance da Regra e cometi um Erro de Direito. O jogo poderá ser anulado se o prejudicado reclamar (salvo engano, existe um prazo de 48 horas).

2- Se eu marco um impedimento, eu sei que devo ver a posição da bola na hora do lançamento e do atleta que irá recebê-la, e se há dois jogadores adversários entre ela e a linha de fundo (pelo menos, em mesma linha). Sei que não posso considerar a mão do atacante, pois não é uma parte jogável. Sei que se ela esbarrar num defensor em disputa o impedimento deixa de existir. Sei, enfim, de vários detalhes! Se eu for o bandeira e errar a marcação, será por “erro de fato”, já que posso estar em velocidade e não no melhor posicionamento para visualizar isso. PORÉM, se eu for o VAR e tracejar errado a linha de impedimento pelo recurso eletrônico, o meu Erro é de Direito (pois operei com falha o equipamento e desconhecia como fazê-lo com correção) ou é Erro de Fato (pela paralisação da imagem, eu fui traído pelo “Frame”)?

Uma ótima discussão para a International Board responder! O São Paulo poderia alegar Erro de Direito ou não?

Algo indiscutível: há de se melhorar a qualidade do árbitro de vídeo… memes, como o abaixo, proliferam cada vez mais:

– A Tecnologia “Emburrece” o Homem?

Dias atrás, Susan Greenfield, importante neurocientista reconhecida mundialmente, deu entrevista à Revista Veja, nas “Páginas Amarelas” (ed 09/01/13).

Sob o título de “O Lado Sombrio da Tecnologia”, ela dissertou sobre como estamos ficando menos inteligentes com o excesso dela, nos esforçando menos no aprendizado. Ela lembrou que:

É um suicídio viver em uma sociedade dependente de ciência e tecnologia e não saber nada sobre ciência e tecnologia [segundo Carl Sagan, divulgador científico](…) Não acho que a distribuição de tablets nas escolas possa ajudar a prender a atenção das crianças, que estão cada vez mais dispersas pelo excesso de estímulos digitais. Só bons professores são capazes de cativá-las.”

E então: concorda com a opinião da cientista?

– Antes tarde do que nunca: o mea culpa do gol de Luciano em Atlético Mineiro x São Paulo:

Leonardo Gaciba, chefe dos árbitros da CBF, admitiu erro no polêmico lance discutido da partida entre Atlético Mineiro x São Paulo, dias atrás, no qual Luciano fez um gol legal, mas o VAR determinou impedimento.

Na oportunidade, claramente as linhas que servem de referência à bola e às partes jogáveis dos atletas estavam equivocadas. E ele disse o que todos nós batemos na tecla diariamente: a culpa não é do VAR (ferramenta), mas de quem o opera!

Abaixo, extraído de: https://globoesporte.globo.com/sportv/programas/selecao-sportv/noticia/gaciba-admite-erro-na-utilizacao-do-var-ao-anular-gol-de-luciano-em-atletico-mg-x-sao-paulo.ghtml

Luciano comenta sobre VAR: 'O que eles fazem com a gente é complicado' | LANCE!

Print de tela GE.com

– Itau: o App do banco que trava, trava, trava…

Eu sou azarado ou o aplicativo do Itaú é ruim mesmo: cansa, trava, enrola, dá pau… e com grande frequência!

Um banco que ganha tanto dinheiro como ele, não poderia ter um App mais rápido e seguro contra tais problemas? Se você, como eu, está com dificuldade de usá-lo nesta tarde, saiba: de novo, está fora do ar.

banco-itau-logo-na-pagina-do-enock - Associação Beneficente ABIDAssociação  Beneficente ABID

– Livros ou tablets na hora de estudar?

EDUCAÇÃOOs costumes tradicionais de leitura se aliando com a tecnologia de ponta para o melhor aprendizado dos alunos?

Claro que esse é o caminho natural da escola. Mas compartilho um texto bacana de um renomado pedagogo espanhol que alerta: “A instituição de ensino deve proteger a infância desse mundo acelerado [da informática], devendo ser um espaço tranquilo [para folhear livros]”.

Entenda em: https://www.youtube.com/watch?v=NrT2-4J1HTc

– O FlaFlu da Aula Virtual!

Eu achei sensacional! Veja que vídeo bem bolado sobre as dificuldades de um professor para lecionar em meio ao caótico período pandêmico.

Com muito humor, os problemas são narrados como uma partida de futebol. Assista abaixo:

– A dependência causada pelo Facebook: um vício a ser tratado.

A Revista Saúde trouxe uma interessante matéria sobre como as Redes Sociais podem fazer mal, principalmente “entristecendo a vida” das pessoas.

Duvida?

Veja, extraído de Revista Saúde é Vital, ed Out/13, pg 90

UM EFEITO COLATERAL DAS REDES SOCIAIS

Por Theo Ruprecht

Entre mais de 500 milhões de internautas interagindo no Facebook, 82 participaram de um estudo da Universidade de Michigan, sobre participam em Redes Sociais. Os cientistas descobriram que os momentos de menor satisfação com a vida coincidiam com os de maior número de visitas às páginas do Facebook. Por outro lado, quando conversavam com amigos pessoalmente ou por telefone, dificilmente as pessoas apresentavam melancolia.

“Em uma primeira análise, o site em questão parece ser um meio valioso de atender à necessidade humana por conexões sociais” afirma o psicólogo Ethan Kross, autor do trabalho. “Mas nossos achados sugerem que, em vez de aumentar o bem-estar, ele pode, na verdade, diminuí-lo”, conclui. Para não sabotar a própria alegria, melhor maneirar no tempo dedicado às redes sociais.

Na Noruega, a Universidade de Bergen detecta o vício pelo Facebook através do seguinte questionário:

  • 1- Você gasta muito tempo pensando no Facebook?
  • 2- Sente anseio de visitá-lo?
  • 3- Utiliza-o com o objetivo de esquecer seus problemas pessoais?
  • 4- Tentou, sem sucesso, controlar o uso do Facebook?
  • 5- Fica agitado ou preocupado se não consegue acessá-lo?
  • 6- Usa tanto que isso impacta no trabalho ou nos estudos?

– A polêmica de Libertad x Boca Jrs e os jogadores com Covid-19

A Conmebol não é séria. Falou tanto sobre os protocolos de segurança, ameaçou WO mas liberou jogadores do Boca Jrs com positivo para Covid-19 para que joguem no Paraguai contra o Libertad.

A justificativa é: apesar de “positivos”, não transmitem mais o vírus. Mas pense: existe tranquilidade e segurança suficiente neste mundo pandêmico para crer nisso?

Entenda a situação, extraído de: https://esportes.yahoo.com/noticias/libertad-x-boca-com-jogadores-183625325.html

LIBERTAD X BOCA COM JOGADORES POSITIVOS PARA COVID-19?

A Libertadores da América mal retornou e já existe uma grande polêmica envolvendo a partida entre Boca Juniors e Libertad. O clube argentino teve diversos jogadores diagnosticados com Covid-19 nas últimas semanas e, mesmo assim, conseguiu liberação da Conmebol para que os atletas viajassem ao Paraguai para o duelo desta quinta-feira (17) . O Libertad repudiou o episódio e pode entrar na Justiça para pedir os pontos da partida. Após a confusão, o Boca afirmou que só levará jogadores que obtiveram resultados negativos.

No início de setembro, o Boca Juniors chegou a 26 casos positivos para o novo coronavírus, 18 atletas e oito funcionários. Porém, ao contrário do que era previsto anteriormente no protocolo da Libertadores, o clube conseguiu uma liberação da Conmebol e do Ministério de Saúde do Paraguai para que alguns jogadores ainda contaminados pudessem viajar para a partida desta quinta-feira, contra o Libertad.

Após o ocorrido, o clube paraguaio enviou uma nota de repúdio à postura da entidade sul-americana e mostrou em suas redes sociais que o documento foi recebido.

“O Libertad manifesta sua total indignação, repúdio e absoluta preocupação pelo trato diferenciado e favorável que se outorga a essas pessoas em detrimento da saúde da população paraguaia”, escreveu o clube em comunicado.

“Lamentamos profundamente que a Conmebol ignore seus próprios protocolos sanitários, infringindo assim princípios fundamentais de convivência da associação, que colocam em risco a saúde das pessoas que entrarão em contato com membros da delegação do Boca Juniors”.

Após a reação do Libertad, a Conmebol respondeu em comunicado oficial afirmando que pessoas infectadas há pelo menos 10 dias sem manifestar sintomas não apresentam potencial de transmissão. A entidade ainda apresentou que uma atualização no protocolo havia sido feita no dia 8 de setembro contendo tal observação, com base em dados e recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A partir de tal argumento, o Boca conseguiu a liberação, em conjunto com as entidades sanitárias do Paraguai, para que jogadores contaminados pudessem entrar em território paraguaio.

O ministro da Saúde do Paraguai, Julio Mazzoleni, concedeu entrevista coletiva e explicou a decisão.

“Há que fazer uma diferenciação entre o positivo e o que é transmissível. Quando temos um paciente com poucos sintomas, ou assintomático, a evidência científica mostra que em aproximadamente 10 dias, ela deixa de transmitir”, afirmou. “Esses jogadores, para colocar em termos concretos, são jogadores recuperados”, completou.

Nesta quarta-feira (16), dia em que o Boca Juniors viaja ao Paraguai, o clube argentino divulgou um comunicado afirmando que, apesar da liberação, apenas os jogadores que obtiveram resultado negativo vão viajar com o restante da delegação. Desta forma, o clube espera evitar que qualquer inconveniente possa surgir no país vizinho.

– Estudantes Universitários têm grande queda de desempenho por culpa do celular em sala de aula, diz FGV

Não é um estudo qualquer feito por entidade duvidosa: a Fundação Getúlio Vargas fez um árduo trabalho para mensurar o quanto caem de rendimento os alunos que usam o telefone celular durante as aulas. E o resultado tem muito impacto negativo…

Abaixo, extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/09/uso-de-celular-em-sala-de-aula-dobra-efeito-negativo-nas-notas-aponta-estudo.shtml?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=twfolha

USO DE CELULAR EM SALA DE AULA DOBRA EFEITO NEGATIVO NAS NOTAS, APONTA ESTUDO

Pesquisa da FGV mediu impacto da utilização em excesso dos aparelhos

uso excessivo de telefones celulares tem prejudicado o desempenho acadêmico de estudantes universitários brasileiros sem que eles percebam, já que a maioria tende a subestimar o tempo que dedica, diariamente, a seus aparelhos.

Essas conclusões são de uma pesquisa feita com alunos da FGV (Fundação Getulio Vargas) de São Paulo e publicada recentemente pela “Computers & Education”, revista especializada britânica.

A piora na aprendizagem associada à utilização intensa de smartphones leva a uma queda significativa dos alunos em um ranking que a FGV elabora para classificá-los —considerando suas notas, mas também fatores como o grau de dificuldade das provas.

Cada cem minutos diários dedicados ao celular fazem com que um estudante recue 6,3 pontos na escala, que vai de 0 a 100. Segundo os pesquisadores Daniel Darghan Felisoni e Alexandra Strommer Godoi, isso pode ser suficiente para tirá-los da lista dos 5% melhores da turma, impedir que alcancem pontuação para cursar determinadas eletivas ou prejudicá-los em avaliação dos critérios para obtenção e manutenção de bolsa de estudos.

uso de smartphones no horário das aulas é ainda mais nocivo: faz com que a queda de desempenho quase dobre. Ou seja, se os cem minutos forem concentrados no período em que os alunos deveriam prestar atenção nas aulas ou em rotinas da universidade, o recuo no ranking vai para cerca de 12 pontos.

O problema é agravado pelo fato de que o tempo dedicado aos aparelhos é alto e bem maior do que a maioria estima. Em média, os participantes do estudo passaram quase quatro horas por dia (230 minutos) mexendo em seus celulares, 48,5% a mais do que eles disseram imaginar.

Entre os 43 alunos acompanhados, o que ficou mais tempo no celular gastou 6,5 horas diárias no aparelho, e a menor marca foi de 38 minutos.

O resultado surpreendeu Daniel, que estudava o tema para seu trabalho de conclusão da graduação na FGV, e Alexandra, professora que o orientava. “Eu mesma testei o tempo que passava no celular na época e foi o dobro do que imaginava”, diz Alexandra.

Para Daniel, a surpresa maior veio com a mensuração do impacto do celular sobre a aprendizagem dos alunos. A hipótese dele era que, acostumados desde cedo com a tecnologia, os jovens tinham capacidade de realizar tarefas concomitantes sem prejudicar sua capacidade cognitiva.

“Percebia que o uso do celular nos deixava momentaneamente ausentes, mas que o conteúdo perdido poderia ser recuperado em seguida com a volta da atenção”, diz Daniel.

Não foi o que ele e Alexandra descobriram ao analisar os resultados do experimento, que monitorou 43 alunos de administração de empresas por 14 dias consecutivos, em abril de 2016. O grupo aceitou instalar nos seus celulares aplicativos que medem o tempo gasto trocando mensagens, navegando em redes sociais, fazendo pesquisas e ligações.

Um desafio em pesquisas assim é garantir que o efeito que se busca mensurar seja consequência da hipótese levantada e não de outros fatores. Nesse caso, era preciso eliminar o risco de que as diferenças de desempenho fossem causadas por habilidades e conhecimentos acumulados pelos alunos anteriormente.

O impacto dessas aptidões foi, então, descontado com base nos resultados do vestibular e em um questionário utilizado internacionalmente sobre seu autocontrole (capacidade de se organizar, concentrar, realizar tarefas etc). A partir daí, eles estimaram o desempenho esperado dos alunos e os compararam com os resultados que eles, de fato, alcançaram.

Concluíram que o uso do celular é capaz de alterar a rota esperada. Sua utilização por cem minutos diários é suficiente para fazer com que um aluno ou aluna que tenha se classificado em 5º lugar no vestibular atinja na faculdade o desempenho esperado daquele que ficou em 100º.

“Essa queda na pontuação pode ter consequências graves para o estudante, afetando até sua vida profissional, já que as vagas para cursar determinadas disciplinas preparatórias para o mercado de trabalho são preenchidas conforme a posição no ranking da faculdade”, diz Daniel.

“O ideal seria repetir o experimento, expandindo-o para um grupo mais diverso, mas, estaticamente, nossos resultados se mostraram significativos”, afirma Alexandra.

PROIBIÇÃO EM ESCOLAS FRANCESAS DEU NOVO IMPULSO AO DEBATE

O debate sobre celulares na educação tem ganhado fôlego. Em julho, o governo da França proibiu a utilização dos telefones em escolas. No Reino Unido, algumas escolas tomaram a mesma decisão. 

No Brasil, não há uma regra única. Em 2017, o Governo do Estado de São Paulo liberou o uso dentro de sala de aula sob supervisão (leia abaixo).

“Acho importante que o tema seja discutido porque o que notamos é que o efeito da distração é inconsciente e significativo”, diz Alexandra.

Um trabalho recente feito por quatro pesquisadores de universidades norte-americanas e publicado por um periódico da Universidade de Chicago com 800 usuários de smartphones concluiu que a proximidade física do celular reduz tanto a memória quanto a fluidez de ideias, provocando uma espécie de drenagem de recursos do cérebro (“brain drain”, em inglês). 

Segundo os pesquisadores, mesmo quando os participantes conseguiam evitar mexer ou pensar nos seus celulares, a simples presença dos aparelhos diminuía sua atenção. 

Táticas como deixar o aparelho com a tela para baixo ou silenciar as notificações não foram suficientes. A única estratégia eficaz foi a separação física do celular. 

“Não tenho dúvida de que o celular atrapalha os estudos. Tenho notado piora na minha concentração, perda de memória e me sinto mais cansado”. O relato é de Renan Baleeiro Costa, 20, estudante de direito da USP. “Existe o lado positivo. Em um instante, tenho acesso a textos acadêmicos, leis. Mas, quando uso o celular em excesso, me sinto menos produtivo”, completa.

Outro estudo de acadêmicos turcos, recém-publicado na revista “Computers in Human Behavior”, apontou efeitos negativos sobre o desempenho escolar. No artigo, os autores concluem que a tecnologia pode ser positiva para a aprendizagem, mas ressaltam que os alunos não parecem estar usando os recursos disponíveis de forma benéfica à aprendizagem e que devem ser melhor orientados.

– O árbitro de vídeo é uma boa para o futebol, se usado com moderação.

Muito cuidado ao usar o VAR! Ele é muito bom, mas se usar inadequadamente, estraga o jogo.

Refletindo em: https://www.youtube.com/watch?v=ISZkhwnvbmY

– A arma secreta dos EUA foi revelada: os cães-robôs.

Causou muita curiosidade quando se descobriu uma gravação do presidente Donald Trump falando que os EUA estavam desenvolvendo “armas nunca imaginadas”.

Especulou-se em ogivas nucleares diferentes, em sistemas de radares inteligentes, mas, em clima de futurismo e ficção científica, apresentaram os surpreendentes “cães-robôs”!

Não acredita? Pois é, impressiona mesmo.

Sobre o que eles fazem, em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/2020/09/09/caes-robos-da-forca-aerea-dos-eua-mostram-o-futuro-do-campo-de-batalha

Tech. Sgt. John Rodiguez, 321st Contingency Response Squadron security team, provides security with a Ghost Robotics Vision 60 prototype at a simulated austere base during the Advanced Battle Management System exercise on Nellis Air Force Base, Nevada, Sept. 1, 2020. The ABMS is an interconnected battle network – the digital architecture or foundation – which collects, processes and shares data relevant to warfighters in order to make better decisions faster in the kill chain. In order to achieve all-domain superiority, it requires that individual military activities not simply be de-conflicted, but rather integrated ??? activities in one domain must enhance the effectiveness of those in another domain. (U.S. Air Force photo by Tech. Sgt. Cory D. Payne)

– Bruno usará a tornozeleira dentro de campo?

Eu nunca vi uma tornozeleira eletrônica pessoalmente. Então pesquisei como ela é.

Se você também tem curiosidade, clique aqui: https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2019/04/04/como-a-tecnologia-da-tornozeleira-eletronica-mantem-presos-na-linha.htm

Fiz essa introdução para abordar a exigência da Justiça ao goleiro Bruno, ex-Flamengo, que quer obrigá-lo a usar a tornozeleira eletrônica por 24h, incluindo quando estiver jogando futebol profissionalmente.

Na Regra do Futebol, ninguém pode jogar com um equipamento que possa levar à insegurança do seu adversário ou de si próprio. Também não se deve jogar com qualquer coisa desnecessária ao jogo ou à proteção. Lembrando que as caneleiras são obrigatórias e, portanto, uma tornozeleira eletrônica na perna impactaria essas avaliações.

Como Juiz de Direito (que não sou), entenderia que Bruno não pode ter privilégios sobre os demais condenados e deva jogar com tornozeleira (cumprindo a legislação penal). Se pode, é outra história.

Como Juiz de Futebol, entendo que Bruno não pode ter privilégios sobre os demais jogadores e deva jogar sem a tornozeleira (cumprindo a regra do jogo). Se não pode, é outra história.

Enfim: taí um “pepinaço” para o Rio Branco do Acre, sua equipe, resolver.

– Em qual Era da Administração de Empresas Viveremos?

Rita King, futuróloga da Nasa, certa vez resolveu falar de tecnologias do futuro e entrou na área da Administração de Empresas. Segundo ela:

Tivemos a Era Industrial e vivemos hoje na Era da Informação. Muitos futurólogos consideram a próxima era como a Era da Inteligência, mas ela só chegará quando as máquinas pensarem melhor do que nós. Até lá, aguardaremos um momento intermediário, que eu chamo de Era da Imaginação, onde as pessoas, os relacionamentos, a educação e os empregos devem se reformular!

Será que nosso atual momento no mundo dos negócios (e na sociedade também) não é de reinvenção diária?

A Era da Imaginação já chegou…

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Os treinos do VAR no Brasil: a culpa é dos treinadores ou dos treinados?

Para compreendermos bem os problemas do VAR brasileiro mostrando que não é nenhuma implicação contra a tecnologia ou contra algo/alguém, mas sim a preocupação da correta funcionalidade, faça o seguinte exercício de reflexão:

– Compare as intervenções e tempo do árbitro de vídeo SOMADOS em todos os jogos eliminatórios pós-pandemia na Uefa Champions League, com um ÚNICO jogo polêmico (qualquer um) do Brasileirão 2020: por empirismo (e talvez também por cientificidade), a demora das decisões e o número de paradas é assustadoramente inadequado em nosso país (e não é exagero tal apontamento tão discrepante).

Leonardo Gaciba, o homem que escala os árbitros, os orienta. Sérgio Corrêa da Silva, o Diretor do VAR, os treina (e trabalharam bastante durante a paralisação do Campeonato, seja por vídeo ou presencialmente, incluindo intertemporada em um resort na cidade de Águas de Lindóia)Se existe orientação e treino, mas a coisa não funciona adequadamente, algo está errado. A culpa é de todos os árbitros treinados ou também dos seus treinadores?

Sobre o que a IFAB deseja do VAR, está na leitura atenta do 3o parágrafo do 3o item desta postagem, no link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/11/05/o-que-a-ifab-pede-ao-var-e-o-que-o-brasil-faz-com-ele/).

(Na foto, um dos treinos do VAR em pré-temporada recente, extraído do site da CBF)

– Defendendo o indefensável: o VAR no Brasil

Depois de mais um lance confuso no Brasileirão (falamos da anulação do gol do São Paulo no Mineirão por impedimento), fico cada vez mais descrente com o uso do Árbitro de Vídeo. 

Aqui, me parece excesso de protagonismo, incompetência e, se for levado por Teorias Conspiratórias, erros para que se desacredite na ferramenta.

Sou entusiasta da tecnologia na dose certa (fiz uma comparação aqui: https://wp.me/p4RTuC-rff). Porém, para entender o quão pode melhorar o VAR no Brasil, leia algumas considerações feitas em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/09/09/o-que-acontece-com-o-var-no-brasil/.

O MAIS IMPORTANTE: se você quiser entender o por quê de tantos erros, entenda o que a FIFA realmente quer e o que se faz aqui no Brasil no link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/11/05/o-que-a-ifab-pede-ao-var-e-o-que-o-brasil-faz-com-ele/.

Imagem

Print de Tela.

– A demora do VAR estraga o espetáculo

Já falamos algumas vezes de como o VAR está sendo mal usado no Brasil, dosado de maneira errada (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-2Cq). O cerne da questão é: a ajuda ao árbitro virou “caçada a detalhes”, desde quando implantado (leia também aqui: https://wp.me/p4RTuC-nTH)?

A demora no uso do equipamento, além de quebrar o encanto do jogo, esfria o ritmo da partida. Estraga a emoção da disputa, deixa a imprensa confusa e os torcedores à mercê do que está acontecendo.

Se fosse mais rápido, o “VAR à brasileira” não seria contestado. Os jogadores não teriam tempo de discutir e reclamar, pois, afinal, se a decisão é rápida, traz a sensação de que o árbitro consultou o VAR e indubitavelmente viu a necessidade de corrigir um lance. Se há tanto tempo avaliando, é porque a dúvida persiste demais.

Enfim: precisamos copiar o que dá certo no Exterior e adaptar à nossa realidade. Vale levantar a pergunta: por quê o VAR é um sucesso na Europa (apesar de ter começado questionado na Inglaterra, mas que depois se emendou) e aqui no Brasil não?

Seria pelo fato das pessoas que estão à frente da Direção de Arbitragem (e em especial do VAR) desde a década de 90 (sempre sendo contestadas pela competência) terem total e irrestrita carta-branca para cometerem equívocos?

Fica a dúvida. Respeito o “chefe do VAR”, Sérgio Correa da Silva, mas por todos os cargos que passou, fica a questão da capacidade técnica (nunca discutindo aqui a honestidade, que creio, é inquestionável).

Os dois memes abaixo podem ser auto-explicativos pela demora…

  • Estaria com dificuldade no menu?
  • Ou estaria vendo a novela?

Imagem extraída da Web (autoria desconhecida, quem souber, informar para crédito na postagem).

– Discurso de Nixon, caso o Homem Tivesse Fracassado na Chegada à Lua.

Há 8 anos, morreu Neil Armstrong, o primeiro astronauta a pisar na Lua. Mas e se ele não tivesse conseguido?

Olha qual o procedimento dos astronautas (por exemplo: como se envenenarem para uma morte mais rápida, caso algo desse errado) e o discurso do presidente americano Nixon, após a fatalidade:

Extraído de: http://super.abril.com.br/blogs/superblog/leia-o-discurso-presidencial-que-seria-usado-se-a-missao-apollo-11-tivesse-fracassado/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_super

DISCURSO PRESIDENCIAL QUE SERIA USADO SE A MISSÃO APOLLO 11 TIVESSE FRACASSADO

por Carolina Vilaverde

A missão que levou Neil Armstrong e Edwin “Buzz” Aldrin para a Lua podia ter dado muito errado. Em  julho de 1969, os dois astronautas americanos pisaram pela primeira vez na Lua e conseguiram retornar em segurança para a Terra. Mas, o risco de algo dar errado era tão grande que eles levaram uma cápsula de cianureto no macacão para abreviar a morte caso necessário.

Por isso, o redator de discursos do ex-presidente Richard Nixon, William Safire, fez questão de deixar uma fala preparada para caso a missão falhasse e os astronautas ficassem presos na Lua. Abaixo, você lê uma tradução livre do discurso que seria usado se uma tragédia acontecesse na missão espacial:

“EM CASO DE DESASTRE NA LUA:
O destino ordenou que os homens que foram à Lua para explorar em paz vão ficar na Lua para descansar em paz.
Esses bravos homens, Neil Armstrong and Edwin Aldrin, sabem que não há esperança de recuperação. Mas eles também sabem que há esperança para a humanidade em seu sacrifício.
Estes dois homens estão entregando suas vidas para o objetivo mais nobre da humanidade: a busca pela verdade e compreensão.
Eles serão velados por seus familiares e amigos; eles serão velados pela nação; eles serão velados pelas pessoas ao redor do mundo; eles serão velados pela Mãe Terra que ousou enviar dois de seus filhos para o desconhecido.
Em sua exploração, eles mobilizaram pessoas do mundo inteiro a se sentirem como uma só; com seu sacrifício, eles ligam mais fortemente a irmandade dos homens.
Em tempos passados, homens olharam para as estrelas e viram seus heróis nas constelações. Nos tempos modernos, nós fazemos basicamente o mesmo, mas nossos heróis são homens épicos de carne e osso.
Outros os seguirão, e certamente encontrarão o caminho de casa. A busca do homem não será negada. Mas estes homens foram os primeiros, e eles permancerão como primeiros em nossos corações.
Cada ser humano que olhar para a Lua nas noites que virão saberá que existe um canto de outro mundo que é para sempre da humanidade.
ANTES DA DECLARAÇÃO DO PRESIDENTE:
O Presidente deve telefonar para cada uma das futuras viúvas.
DEPOIS DA DECLARAÇÃO DO PRESIDENTE, NO MOMENTO EM QUE A NASA ENCERRA A COMUNICAÇÃO COM OS HOMENS:
Um clérigo deve adotar o mesmo procedimento que em um enterro no mar, recomendando suas almas para a “mais profunda das profundezas”, encerrando com o Pai Nosso.”

– Pessoas Eletrossensíveis e o Mundo da Tecnologia

Muito se tem falado e questionado sobre consequências ruins de ondas de celular ou equipamentos eletrônicos na saúde dos usuários. Mas sabia que se os estudos não comprovam ou desaprovam os resultados, há os que comprovadamente mostram pessoas eletrossensíveis?

Extraído de: http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/coluna/380180_OS+ELETROSSENSIVEIS

OS ELETROSSENSÍVEIS

Por Mônica Tarantino

As informacões que você lerá a seguir foram extraídas da matéria que eu escrevi para a edição de ISTO__É que circula esta semana. Mas fiquei tão impressionada com a condição dessas pessoas eletrossensíveis (EHS é a sigla em inglês para designá-los) aos efeitos das ondas eletromagnéticas emitidas por torres de transmissão elétrica, antenas de televisão, celulares e Wi-Fi que decidi retomar o assunto aqui no blog. Há diversas organizações voltadas para o reconhecimento dessa condição como uma doença e para garantir a criação de locais limpos de ondas eletromagnéticas, as chamadas zonas brancas, para abrigar quem se descobre atingido pela EHS. 

Em geral, as pessoas afetadas precisam deixar suas casas e recolher-se por um algum tempo em áreas preservadas de ondas eletromagnéticas para se “desintoxicarem” dos efeitos da exposição. Você pode imaginar professores de tecnologia da informação, neurologistas, sociólogos e crianças deixando as cidades para viver em cavernas ou em vilas e abrigos projetados para bloquear ondas eletromagnéticas? Pois eles são cada vez mais numerosos. Quando expostos a campos de radiação eletromagnética, apresentam sintomas como dores de cabeça e no corpo, fadiga, estresse, distúrbios do sono. Seja qual for a sua causa, os sintomas de EHS são reais e, por vezes, incapacitantes. 

No mundo, portadores de EHS se mobilizam para que a condição seja declarada uma doença. Na semana passada, muitos se reuniram em uma zona criada para  eles na região de Saint-Julien-En-Beuchene, nos Alpes franceses. É uma área livre de antenas de telefonia e distante de linhas de transmissão de energia elétrica. Até aparelhos eletrodomésticos são evitados e as pessoas deixam o celular na entrada. 

Sob um toldo protetor, membros dessa comunidade e líderes como Phillipe Tribaudeau, da ONG Une Terre pour Les EHS, fizeram um balanço das conquistas e desafios. Há 15 dias, a Comissão de Deficientes de Essonne, na França, concedeu, pela primeira vez, ajuda financeira permanente a um indivíduo com diagnóstico de eletro-hipersensibilidade. Antes, outros haviam obtido auxílio para comprar equipamentos de proteção, como medidores de ondas eletromagnéticas. Na prática, a vulnerabilidade de cada indivíduo com EHS é variável. Vai desde quem é gravemente afetado pela exposição, como Triauadou, que precisou se mudar para uma caverna, até uma alergia por causa da proximidade com computadores ou linhas de energia. 

A medicina considera o tema controverso. Há quem julgue o conjunto de dados suficiente para caracterizar a doença, enquanto outros especialistas acreditam que os sintomas se misturam aos de outras patologias, como a intoxicação por metais pesados. Entre os estudos em andamento, um deles está sendo realizado pelas autoridades de saúde francesas e tem resultados previstos para 2015. Mas há países que já tomaram medidas com base nas evidências científicas disponíveis. Na Suécia, a hipersensibilidade elétrica é reconhecida como um comprometimento funcional. “Existem cerca de 250 mil suecos com essa deficiência”, disse à ISTOÉ o cientista Olle Johansson, do Instituto Karolinska, em Estocolmo. “Essas pessoas merecem respeito e tratamento. Jamais discriminação”, diz. Lá, a associação para hipersensíveis recebe subsídio governamental. Na Espanha, Alemanha e EUA o problema é classificado como deficiência. No Brasil, pesquisas são feitas na Universidade Federal de Minas Gerais.

Na América Latina, um caso grave é o do psiquiatra e neurologista colombiano Carlos Sosa. “Fui diagnosticado em 2006 e precisei mudar radicalmente de vida”, disse à ISTOÉ. Aos 47 anos, vive sozinho nos arredores de Medellín em uma casa na qual possui algo que chama de gaiola de Faraday, para se proteger das ondas eletromagnéticas. Sosa suporta cerca de 20 minutos de conversa pelo telefone ou computador até que apareçam sintomas como dores de cabeça e náusea. Em 2006, saiu de sua casa porque percebeu que a origem do mal-estar intenso que sentia havia três anos era a proximidade com uma antena de micro-ondas/Internet e Wi-Fi (sem fios). “Precisei me mudar quando a cidade em que vivia foi inundada por cerca de quatro mil antenas”, contou.O agravamento dos sintomas o levou a parar de trabalhar, lançando-o em uma vida de dificuldades financeiras. Ele não tem ajuda alguma.“Mas os estudos provarão que essas ondas são tão perigosas para a saúde como o tabaco e o amianto”, acredita. Para o cientista sueco Johansson, as ondas eletromagnéticas não são inócuas como muitos defendem. “Precisamos investigar em profundidade os efeitos desse novo fenômeno que se expande tão rapidamente pelo mundo por meio de dispositivos móveis.”

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Imagem extraída do link acima

– Evolução e Futuro

Parecia algo futurístico, ou até mesmo uma simples brincadeira. Mas as coisas retratadas neste meme chegaram de verdade:

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Mais dinheiro para a Defesa e menos para a Educação?

Segundo o jornal “O Estado de São Paulo”, que teve acesso aos dados do Orçamento de 2021 da União a ser enviado ao Congresso,

“A Defesa terá um acréscimo de 48,8% em relação ao orçamento deste ano, passando de R$ 73 bilhões para R$ 108,56 bilhões em 2021. Enquanto isso, a verba do Ministério da Educação (MEC) deve cair de R$ 103,1 bilhões para R$ 102,9 bilhões. Os valores, não corrigidos pela inflação, consideram todos os gastos das duas pastas, desde o pagamento de salários, compra de equipamentos e projetos em andamento, o que inclui, no caso dos militares, a construção de submarinos nucleares e compra de aeronaves.”

Como se vê, um aumento considerável nos gastos com as Forças Armadas e um decréscimo na Educação. Também ontem, à Rádio Jovem Pan, o Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, declarou que sua pasta poderá ter um corte de até 18% em pesquisa científica.

A repercussão destes dados importantes, como se vê, não foi tão barulhenta. Será que esses rearranjos financeiros são adequados?

O ministro da Ciência,Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, disse que corte será dentro do "nosso orçamento que já é baixo" - Kleyton Amorim/UOL

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, disse que corte será dentro do “nosso orçamento que já é baixo”. Imagem: Kleyton Amorim/UOL

– Você consegue ficar longe do celular e/ou da tecnologia?

Somos reféns das máquinas? Em algum momento dispensaremos os equipamentos tecnológicos?

Sobre a escravidão dos “smart-trecos”, em: https://www.youtube.com/watch?v=fpCfL1Fniuc