Compartilho matéria da SuperInteressante (texto de Fernanda Salla, ed ME Abril 2013, pg 34-35) sobre as5.315 substâncias que contém no Cigarro. Destas, mais de 4.700 são nocivas!
A mais letal é aNicotina, responsável pela dependência química. A mais abundante é o Monóxido de Carbono, que se liga às hemácias do sangue de forma permanente. A mais radioativa é oPlutônio, que colabora para o câncer do pulmão. Há tambémveneno para animais em doses menores, como Cianeto de hidrogênio, que costuma ser usado para combater cupins e baratas. Claro que há os cancerígenos tradicionais, como aNitrosamina (câncer de língua).
Uma dúvida que as autoridades de saúde têm é: quanto éa dosagem verdadeira de amôniautilizada pela indústria do tabaco, usada para potencializar o efeito da Nicotina?
E aí,tá com vontade de fumar ainda?
Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer o autor, favor avisar para informar o crédito.
Uma pesquisa chamada “Peso Global das Doenças”, com 500 cientistas, sendo que 300 importantes instituições participaram (em 187 países), resultou nomaior estudo de saúde mundial de todos os tempos. E nela, constatou-se que morrem mais pessoas por excesso de peso do que de fome.
Não que o problema da fome no mundo tenha sido resolvido; mas sim que o da obesidade tem se agravado.
A maior causa de morte hoje, segundo a obra, é a pressão alta, seguida pelo tabagismo, alcoolismo, poluição, obesidade e subnutrição!
Quer traduzir as causas acima para outros nomes?Nervosismo, Cigarro, Bebida Alcoólica, Poluição, Excesso de Gordura e Fome!
Vale a pena se prevenir e/ou ajudar a que está envolvido nessas situações.
Tenho muitas ressalvas quanto à gestão do prefeito de SP, Bruno Covas. Mas ao ler que está na UTI por conta de um sangramento no estômago, lutando contra o câncer, não há como não se compadecer.
👊🏻 Olá amigos! Uma madrugada agradável destinada à atividade física surgiu lá fora. Para controlar o cortisol, vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina? Quem gosta de corrida, venha junto. Motivando no clique 1 de 4:
A Índiaestá sofrendo demais com a Covid. Com quase 1,4 bi de pessoas, o país registrou 2.000 mortos aproximadamente nas últimas 24 horas. Se fala em lockdown em Nova Délhi, já que o chamado “tratamento precoce”, utilizado por lá, não funcionou (em especial, as altas doses de cloroquina).
O que dizer do Brasil que tem 1/5 da população indiana e mais de 3.000 falecimentos por dia?
Fico pasmo ao ver a omissão total do Sindicato dos Atletas quanto a questão da maratona de jogos dos atletas no Paulistão. Os clubes estão entrando em campo a cada 48 horas, sendo que eles não tem elenco suficiente para essa loucura, e nem conseguem treinar a contento. Por quê o silêncio?
Pense na Libertadores da América: como os plantéis cansados e sem tempo para treinar (vivendo do “pijama training”– expressão criada por Vanderlei Luxemburgo para dizer que o time sai do estádio e volta para o hotel dormir, até a próxima partida seguida) enfrentarão equipes descansadas e treinadas?É obvio o prejuízo físico, técnico e tático dos brasileiros – em decorrência do excesso de jogos e falta de treinamento.
E é só um problema para os grandes?
Veja só: Audax x Sertãozinhojogarão às 22h nesta 3a feira, pela A2 (seguindo o mesmo protocolo sanitário, a bolha de prevenção e arcando com os custos). E depois de amanhã, retornam a campo. Dia sim, dia não, tem jogo na 2a divisão! E por conta das dificuldades de infraestrutura desta categoria, temos coisas impensáveis: o “Clássico da Cidade Azul”, Rio Claro x Velo Clube Rioclarense, será jogado em Santa Bárbara do Oeste, por conta da falta de iluminação na casa do mandante.
Quer cenário tão insensível quanto esse, mas ao inverso?
Dos 150 clubes filiados à FPF em suas diversas divisões, 2 equipes profissionais amargam um recorde de inatividade pela indefinição do campeonato: faz 6 meses e 10 dias que Grêmio Osasco e Paulista não entram em campo! Essas equipes estavam na 3a divisão e caíram para a 4a. Como essa divisão (oficialmente chamada de 2a divisão Sub 23) ainda não tem nem previsão de início, os remanescentes dela estavam ativos há mais tempo do que os dois citados, por conta do calendário de 2020 que foi estendido.
Quem os ajuda a se manterem vivos?
Nem Sindicato dos Clube, nem Federação Paulista de Futebol.E depois se fala da preocupação em democratizar o futebol, contra o elitismo e a favor dos pequenos (discurso muito ouvido por conta da Superliga)… O que nós, no Brasil, estamos fazendo para sermos coerentes com o discurso?
👊🏻 Olá amigos! Acordar cedo faz muito bem para a #saúde. Anima o #corpo, ajuda a #mente e nos dá tempo para as #tarefas. Vamos correr a fim de dar um “start” nos #hormônios?
Trabalhar demais pode fazer mal. Mas, muitas vezes, o trabalho excessivo não é por necessidade financeira, mas por prazer! E aí cai-se em uma doença típica e não tratada costumeiramente: o vício do trabalho.
Trabalhar não é bom? Claro que é! Só que se virar um vício descontrolado, é ruim.
Dizem (e aí é história) que Henry Ford era viciado em trabalho, ou, como preferir, um workaholic. Ele, no começo da sua carreira empresarial, chegou a quebrar empresas, mas o gosto pelo trabalho fez vingar a Ford Co. É atribuída a ele a frase de que “feriados só atrapalham e trabalhar faz bem”. Se a frase é de autoria duvidosa, um dos seus maiores princípios era comprovadamente real: o de afirmar que quanto mais se trabalhar, melhor será para todos: o patrão fica contente, o empregado recebe mais, o consumidor ganha opções e o governo arrecada impostos. Isso é verdade.
O problema é: e quando se perde o controle do excesso de trabalho? Qualquer vício traz prazer momentâneo, mas e os limites?
Todos nós temos limites. E podemos perder o entendimento de quais são os nossos.
Compartilho belo texto sobre workaholics, extraído da Revista Incorporativa, para melhor entendimento desse assunto,
“O dia que eu for dono do meu próprio negócio, terei mais tempo para mim”. Quem já não ouviu ou disse essa frase alguma vez na vida? Talvez você tenha sido uma dessas muitas pessoas que falavam isso com freqüência. Infelizmente, essa afirmação é uma das coisas mais irreais que vejo quando falamos de administração do tempo para empreendedores.
O empreendedor “padrão” é aquela pessoa que tem uma tendência a ser workaholic, deixar de lado as coisas importantes na sua vida em função do crescimento da empresa, está sempre pensando em inovações, mais resultados etc. A maioria dos empreendedores que conheço vira escravos do próprio negócio, pois não consegue separar a vida pessoal da vida empresarial. Eu fui assim durante muitos anos e o pior é que nem percebia o quanto me afundava no meu próprio estresse. Hoje vejo o quanto isso me fez mal e por isso recomendo algumas dicas para reverter esse quadro:
1. Pare e pense qual caminho sua vida está seguindo – Se você cuida tanto da empresa e se dedica pouco para você e para suas atividades importantes, pode perceber que focou seu tempo em tarefas erradas e, às vezes, isso acontece tarde demais. Conheço muitas histórias de empreendedores que cresceram com a empresa, mas destruíram suas vidas e depois passaram a questionar se realmente o esforço de tentar fazer com que a empresa prosperasse, esquecendo-se da vida pessoal, valeu a pena. Equilibrar sua vida profissional com a pessoal é muito importante para ter um futuro com maior sentido e sem arrependimentos
2. Delegue o máximo que puder. Você não é onipresente! – O empreendedor precisa ter a consciência de que outras pessoas também podem realizar o trabalho que ele faz, pois ninguém é insubstituível. Isso não tira sua responsabilidade, mas o liberta para focar em outras atividades mais importantes. Se não for possível delegar algo a alguém, o crescimento da empresa estará diretamente ligado ao tempo do empreendedor, que pode ser bem limitado. Obviamente, ele não delegará definição de metas ou estratégias, mas o operacional deve ser, ao máximo, passado à equipe
3. Aprenda técnicas de gerenciamento do tempo e redução de estresse – Chega um certo momento em que estamos tão assolados de urgências e atividades circunstanciais que precisamos de ajuda externa para conseguir enxergar uma solução. Recomendo que procure um treinamento que o ajude a incorporar novas técnicas de administração do tempo e redução de estresse no seu dia-a-dia. Elas funcionam e podem ajudar a sair dessa fase negativa
4. Coloque momentos importantes para você mesmo em sua agenda semanal – Não deixe que os seus dias sejam compostos inteiramente por urgências e circunstâncias, comece a colocar pequenos momentos para você em sua agenda como, por exemplo, um almoço em família, sair um pouco mais cedo para ir ao cinema, buscar seus filhos na escola, praticar um esporte ou algum outro hobby. Além de ser importante para você e para suas relações sociais, atividades prazerosas como essas renovam suas energias e dão mais disposição para agüentar a pressão do dia-a-dia
5. Aprenda com suas urgências – A maioria das questões urgentes da sua rotina ou da sua equipe poderia ser evitada! Na próxima vez que algo urgente acontecer, pare e pense como pode evitar que esse problema se repita. Em geral, com antecipação de atividades e planejamento você conseguirá reduzi-las com sucesso
6. Domingos são para atividades pessoais – Sua família e sua vida precisam de você. Sempre que possível, evite ao máximo utilizar seu domingo para trabalhar. Desligue seu notebook, seu celular e esqueça a empresa. Faça passeios com a família, aproveite seu tempo com as pessoas importantes de sua vida. Recomendo que no final do dia você planeje a semana, de modo a priorizar atividades importantes para seus dias e prevenir eventuais urgências
7. Escolha uma ferramenta para gerenciar o seu tempo – Para que sua organização e planejamento sejam feitos da melhor maneira, você precisa ter uma agenda eficiente, um celular, um palm top ou então um site na Internet que o ajude a priorizar seus dias, planejar suas metas, agendar reuniões etc. Cada pessoa tem uma preferência por um tipo de “organizador” diferente. Seja no computador ou no papel, encontre qual forma é melhor para você e coloque em prática.
Por último, mas tão importante quanto qualquer uma das dicas citadas acima, é que você já agende suas férias. Se a empresa não vive sem você por pelo menos 10 dias, é melhor você repensar toda a estrutura e organização do seu empreendimento.
* Christian Barbosa – Um dos maiores especialistas em gerenciamento do tempo e produtividade pessoal e empresarial. Autor dos livros A Tríade do Tempo – A Evolução da Produtividade Pessoal, pela Editora Campus, e Você, Dona do Seu Tempo, pela Editora Gente. Sócio da Triad – empresa especializada em produtividade que presta consultoria, treinamento e oferece produtos diferenciados. Facilitador do programa de empreendedores do Sebrae/ONU – Empretec. Sua metodologia e teorias sobre produtividade ganharam destaque e importância nacional e internacional devido inovações e soluções diferenciadas. http://www.triadedotempo.com.br e http://www.maistempo.com.br
Insetos podem, sim, ser bons substitutos para bois, porcos e frangos. No “pasto”, eles ajudariam a economizar água e custariam menos, além de serem mais nutritivos do que outras carnes. Tudo muito legal se não fosse um detalhe: imagine como seria mastigar uma larva. Sentir a textura do bicho e o jeito que ele explode dentro da sua boca. Ruim? Saiba que o nojo que você sente é natural, mas pode ser domesticado. Tanto que existem provas de gente capaz de comer insetos espalhadas pelo mundo todo. Dos índios brasileiros, que adoram formigas, aos glutões japoneses, viciados em gafanhotos, passando por povos do México e aborígenes da Austrália. Você também pode dizer que a questão não está só na cabeça, mas no próprio bicho: eles são sujos. Bom, nem sempre.
INSETOS ESTÃO CHEIOS DE ENERGIA
Adicione um fator importante à limpeza: eles são ricos em proteína. E costumam carregar mais deste nutriente do que outros bichos. Compare: enquanto a carne de boi é composta por apenas 28% de proteína, o corpo de moscas e mosquitos chega a quase 59%, e libélulas têm 58% (veja mais no gráfico abaixo). “Eles também são ricos em vitaminas, principalmente a B, e minerais, como ferro e cálcio”, enumera Marcel Dicke, professor de entomologia da Universidade de Wageningen, na Holanda. Para terminar, possuem ácidos graxos essenciais, um tipo de gordura também encontrada em peixes, que ajuda nosso corpo a metabolizar energia.
QUANTIDADE DE PROTEÍNA
Moscas têm quase o dobro de proteínas que bois. Veja a quantidade de nutrientes de outros insetos.
Moscas e mosquitos – 59%
Libélulas – 58%
Percevejos – 55%
Cigarras e cigarrinhas – 51%
Besouros – 50%
Formigas E abelhas – 47%
Borboletas e mariposas – 45%
Baratas e grilos – 44%
Boi – 28%
Porco – 25%
Frango – 23%
Imagem extraída da Internet, referência nela própria.
Pessoas bonitas comem gelatina.
Pessoas em forma comem gelatina.
Pessoas inteligentescomem gelatina.
Eu como gelatina (embora eu não tenha nenhuma das qualidades acima). E vocês, comem gelatina?
Claro que o “eu como gelatina” foi brincadeira, mas achei extremamente interessante e compartilho a matéria sobre os benefícios à saúde de tal prática, extraída do IG (abaixo).
Em suma: comer gelatina, algo tão barato e gostoso, é bem saudável!
Ao assistir a paratleta Dayanne Silva, do timeAjinomoto, mostrando sua preparação física, fico pensando: por quê nós, gozando de saúde perfeita, nos queixamos da vida?
Logo mais o Governador João Dória, após acordo entre o Ministério Público de SP e a FPF, deve anunciar a volta dos jogos do Campeonato Paulista.
Será que os protocolos que foram aceitos não deverão ser obrigatórios também nas partidas de outras competições internas, aos clubes que vierem de fora do estado? Por exemplo: clubes paulistas mandantes contra estrangeiros na Libertadores, ou mesmo da Copa do Brasil.
Em tempo: e se a rica FPF comprasse vacinas para os atletas e comissões técnicas, agora que já é possível? Resolveria boa parte dos problemas, em especial para as divisões fora da A1, que precisam de recursos financeiros e não conseguirão viver na bolha sanitária proposta.
Com toda essa confusão envolvendo o Novo Coronavírus e o fechamento do Comércio, evidentemente que as empresas precisaram se reinventar!
Sabidamente, as pessoas estão com dificuldade econômica e precisam trabalhar – pois as empresas também quebram. Entretanto, diante do dilema financeiro-sanitário, não pode-se esquecer de que a Saúde vem em primeiro lugar (virá o bordão de que teremos “mais falidos do que falecidos”, uma infeliz invenção social). Delivery, Home Office e outras modalidades bem usadas nesse momento deixarão de ser alternativas para se consolidarem como costume.
O equilíbrio entre Trabalho e Bem-Estar é difícil, mas há de existir o quanto logo, para que as organizações não quebrem. Por isso, se faz relevante o apoio do Governo (ninguém quer que se #FiqueEmCasa eternamente, nem que se deixe de trabalhar).
Não confundamos relaxar a prevenção pela preocupação econômica, isso precisa ficar claro. Precisamos nos resguardar para o quanto antes sairmos da Quarentena e retomar a vida, que será, logicamente, diferente.
Hoje é dia do padroeiro dos doentes incuráveis, dos portadores do vírus HIV e dos caridosos: São Luís Scrosoppi.
Com a busca incessante de ajuda incondicional aos pobres, sempre buscando promover a Caridade, tornou-se Santo por João Paulo II, após milagrosa e inexplicável cura de um devoto sulafricano. Abaixo, extraído de iTerço:
SÃO LUÍS SCROSOPPI
Luís nasceu em 4 de agosto de 1804, em Udine, cidade do Friuli, no Norte da Itália. Foi o último dos filhos de Antônia e Domingos Scrosoppi, cristãos fervorosos que educaram os filhos dentro dos preceitos da fé e na caridade. Aos doze anos, Luís ingressou no seminário diocesano de Udine, e, em 1827, foi ordenado sacerdote. A região do Friuli, a partir de 1800, mergulhou na miséria em conseqüência das guerras e epidemias, o que serviu ao padre Luís de estímulo para cuidar dos necessitados. Dedicou-se, com outros sacerdotes e um grupo de jovens professoras, à acolhida e à educação das “derelitas”, as mais sozinhas e abandonadas jovens de Udine e dos arredores. A elas ele disponibilizou todos os seus bens, suas energias e seu afeto, sem economizar nada de si. Quando foi preciso, ele não hesitou em pedir esmolas. A sua vida foi, de fato, uma expressão palpável da grande confiança na Providência Divina. Com essas senhoras, chamadas de “professoras”, hábeis no trabalho de costura e de bordado, que estavam aptas à alfabetização, dispostas a colocarem suas vidas nas mãos do Senhor para servi-lo e optando por uma vida de pobreza, padre Luís Scrosoppi fundou a Congregação das Irmãs da Providência. Mas notou que necessitava de algo mais para dar continuidade a essa obra. Por isso, aos quarenta e dois anos de idade, em 1846, tornou-se um “filho de são Felipe” e, através do santo, aprendeu a mansidão e a doçura, qualidades que lhe deram mais idoneidade na função de fundador e pai da nova família religiosa. Todas as obras feitas por padre Luís refletiram sua opção pelos mais pobres e necessitados. Ele profetizou certa vez: “Doze casas abrirei antes da minha morte”, e sua profecia concretizou-se. Foram, realmente, doze casas abertas às jovens abandonadas, aos doentes pobres e aos anciãos que não tinham família. Porém Luís não se dedicava apenas às suas obras de caridade. Ele também oferecia seu apoio espiritual e econômico a outras iniciativas sociais de Udine, realizadas por leigos de boa vontade. Era dele, também, a missão de sustentar todas as atividades da Igreja, em particular as destinadas aos jovens do seminário de Udine. Depois de 1850, a Itália unificou-se, num clima anticlerical, e os fatos políticos representaram um período difícil para Udine e toda a região do Friuli. Uma das conseqüências foi o decreto de supressão da “Casa das Derelitas” e da Congregação dos Padres do Oratório, de Udine. Após uma verdadeira batalha, conseguiu salvar as “Casas”, mas não conseguiu impedir a supressão da Congregação do Oratório. Já no fim da vida, padre Luís transferiu a direção de suas obras às irmãs, que aceitaram a missão com serenidade e esperança. Quando sentiu chegar o fim, dirigiu suas últimas palavras às irmãs, animando-as para os revezes que surgiriam, lembrando-as: “… Caridade! Eis o espírito da vossa família religiosa: salvar as almas e salvá-las com a caridade”. Morreu no dia 3 de abril de 1884. Toda a população de Udine e das cidades vizinhas foram vê-lo pela última vez e pedir-lhe ajuda do paraíso celeste. No terceiro milênio, as irmãs da Providência continuam a obra do fundador nos seguintes países: Romênia, Moldávia, Togo, Índia, Bolívia, Brasil, África do Sul, Uruguai e Argentina. Padre Luís Scrosoppi foi proclamado santo pelo papa João Paulo II em 2001. Nessa solenidade estava presente um jovem sul-africano que foi curado, em 1996, da Aids. Por esse motivo, esse mesmo pontífice declarou São Luis Scrosoppi padroeiro dos portadores do vírus da Aids e de todos os doentes incuráveis. O jovem sul-africano que se curou desse vírus entrou no Oratório de São Felipe Néri, tomando o nome de Luís.
Todos nós sofremos com a Pandemia de COVID – seja na saúde, nas relações pessoais ou profissionais.
Igualmente, todos queremos voltar à normalidade no trabalho (muitos estão totalmente sem renda, por conta da sua função). Mas já imaginaram se cada um de nós entendêssemos que nossa atividade “é mais essencial” do que a outra”?
Independente da natureza da profissão, precisamos analisar o que é “essencial para a sociedade”, “essencial para a sobrevivência” ou simplesmente “egoísmo”.
Digo isso por esse pedido do sindicato da categoria: as prostitutas de Minas Gerais querem vacinação urgente para suas associadas. É justo ou há outras atividades cujos trabalhadores igualmente estão na mesma pindaíba do que elas? Se sim, como definir a prioridade?
PROSTITUTAS DE MG FAZEM GREVE POR PRIORIDADE NA VACINAÇÃO CONTRA COVID-19
As profissionais do sexo alegam impossibilidade de distanciamento social no desempenho de suas atividades; associação que representa a categoria diz que há trabalhadoras passando necessidades básicas
Por Thiago Rabelo
As profissionais do sexo de Minas Gerais querem ser incluídas no grupo prioritário do Plano Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde. Para pressionar as autoridades, a Associação das Prostitutas de Minas (Aprosmig) orientou a categoria a cruzar os braços por tempo indeterminado e retomar as atividades apenas quando tiverem garantia de imunização.
O pedido foi feito por Cida Vieira, presidente da Aprosmig, nesta sexta-feira (2). Em entrevista à ÉPOCA, ela alertou sobre a difícil situação enfrentada pelas mulheres nos últimos meses da pandemia da Covid-19.
“Não queremos furar fila. Queremos dignidade. Isso é política pública. Estamos em uma situação difícil porque o nosso trabalho é de contato. Não adianta nenhum protocolo porque sempre vai ter contato mesmo com as pessoas que só querem conversar. O que o nosso movimento quer é que a gente possa ser um grupo prioritário na vacinação”, declarou.
Segundo a Aprosmig, Minas Gerais conta com mais de 80 mil profissionais do sexo em todo estado. Na grande Belo Horizonte está a maior concentração, com 12 mil. Desde o início da pandemia, algumas deixaram de trabalhar com o temor de infecção, enquanto outras não tiveram opção por conta da necessidade financeira.
“A situação de muitas é de pobreza. Muitas já estão morando na rua. Eu estou com uma menina que não tem como pagar o aluguel e trabalha para se manter. Não tem como ter doação porque a família não sabe o trabalho dela. Tem gente pedindo qualquer doação, fralda, cesta básica. Hoje temos mais de 2 mil mulheres desamparadas”, afirmou.
Além da falta de recursos financeiros, Cida Vieira diz que o preconceito ainda é muito forte contra as profissionais do sexo, situação que dificulta ainda mais qualquer ação política e tentativa de representatividade.
“Existe um preconceito muito grande contra nós. Mas ninguém fala que nós evitamos estupros e violência familiar contra as mulheres. Algumas prefeituras de Minas Gerais acham que somos invisíveis, que não merecemos nada. Queremos ser ouvidas pelo governo, pelo (Jair) Bolsonaro, pelo ministro da Saúde”, protestou.
A presidente da Aprosmig disse que a prefeitura de Belo Horizonte tem ajudado com cestas básicas, mas que apenas uma minoria vive na capital por conta do alto custo de vida. Já as cidades vizinhas, que formam a grande Belo Horizonte e onde está a maioria das profissionais, não adotaram nenhuma política de auxílio.
Minas Gerais enfrenta o pior momento da pandemia. De acordo com dados do governo estadual, um total de 486 mortes por Covid-19 foram confirmadas nas 24 horas que antecederam a divulgação do boletim epidemiológico de sexta-feira (2). Ao longo de toda a pandemia foram registrados 25.214 óbitos pela doença no estado.
Texto de ontem, com roupagem (infelizmente) atualizada para hoje. Que tristeza… dia após dia, mais mortes!
Já fazmais de um ano que estamos vivendo em meio a este inferno pandêmico. Cansa. Cansou. Já deu. Mas…
Mas precisamos resistir!
AVIDA é a coisa mais importante que existe para nós. Em muitos casos, não a nossa própria existência, mas as vidas de nossos filhos, cônjuges e pais. E como ela / elas pode (m) ser mantida(s)?
Precisamos ter saúde. E, infelizmente, estamos perdendo dia-a-dia a condição saudável e vendo nossos amigos partirem. E aqui amplio a reflexão: perdemos muitos amigos pela Covid, vitimados por essa cruel doença que é desdenhada por muitos insensatos. E estamos perdendo outros tantos amigos para a depressão, pelo desespero, por angústia de não ter mais a saúde da mente e, em muitos casos, a saúde financeira. Afinal, não se pode desconsiderar a quebradeira e a falência comercial,o desemprego e a falta de recursos de muitos que acabam resultando na falta de comida.
Já não é mais redução de custos, mas falta de condição de sobrevivência. Aí vem a amargura, a discórdia e a revolta.
Todos nós estamos sofrendo. E neste triste recorde de mortos hoje (desta matança inenarrável),precisamos nos preservar. Não saiamos à toa de casa, façamos somente o necessário. E se não tiver jeito, usemos as máscaras, álcool gel e todas as medidas preventivas quando estivermos ausentes do lar. Mas mais do que isso: COBREMOS as autoridades para quesustente os empregos e dêem o auxílio necessário.
Nos EUA, Trump mandou cheques às pessoas físicas e jurídicas. Na Inglaterra, o lockdowm foi compensado por reembolso do Governo. Aqui há dificuldades para se entender a necessidade de conciliação – e isso deturpou as relações das pessoas, vivendo o radicalismo do #FiqueEmCasa sem qualquer discussãoe/ ou #Negacionismo estúpido e inconsequente.
Por ora, nos cuidemos e tentemos ajudar a salvar vidas. Mas tenhamos empatia por todos.
Obs: aqui, lembremos de puxar a orelha dos irresponsáveis que saem para as festas clandestinas e não se cuidam, tornando-se multiplicadores de contágio.
Acréscimo: no último domingo, uma interessante homilia do Papa Francisco onde ele alerta sobre o desespero das pessoas com as vidas perdidas e a crise econômica, fazendo com que o “Inimigo de Deus se aproprie da desesperança para gerar discórdia entre as pessoas”. A quem interessar, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/03/29/o-papa-o-maligno-e-a-pandemia/).
Já faz mais de um ano que estamos vivendo em meio a este inferno pandêmico. Cansa. Cansou. Já deu. Mas…
Mas precisamos resistir!
A VIDA é a coisa mais importante que existe para nós. Em muitos casos, não a nossa própria existência, mas as vidas de nossos filhos, cônjuges e pais. E como ela / elas pode (m) ser mantida(s)?
Precisamos ter saúde. E, infelizmente, estamos perdendo dia-a-dia a condição saudável e vendo nossos amigos partirem. E aqui amplio a reflexão: perdemos muitos amigos pela Covid, vitimados por essa cruel doença que é desdenhada por muitos insensatos. E estamos perdendo outros tantos amigos para a depressão, pelo desespero, por angústia de não ter mais a saúde da mente e, em muitos casos, a saúde financeira. Afinal, não se pode desconsiderar a quebradeira e a falência comercial, o desemprego e a falta de recursos de muitos que acabam resultando na falta de comida.
Já não é mais redução de custos, mas falta de condição de sobrevivência. Aí vem a amargura, a discórdia e a revolta.
Todos nós estamos sofrendo. E neste triste recorde de mortos hoje (desta matança inenarrável), precisamos nos preservar. Não saiamos à toa de casa, façamos somente o necessário. E se não tiver jeito, usemos as máscaras, álcool gel e todas as medidas preventivas quando estivermos ausentes do lar. Mas mais do que isso: COBREMOS as autoridades para que sustente os empregos e dêem o auxílio necessário.
Nos EUA, Trump mandou cheques às pessoas físicas e jurídicas. Na Inglaterra, o lockdowm foi compensado por reembolso do Governo. Aqui há dificuldades para se entender a necessidade de conciliação – e isso deturpou as relações das pessoas, vivendo o radicalismo do #FiqueEmCasa sem qualquer discussão e/ ou #Negacionismo estúpido e inconsequente.
Por ora, nos cuidemos e tentemos ajudar a salvar vidas. Mas tenhamos empatia por todos.
Obs: aqui, lembremos de puxar a orelha dos irresponsáveis que saem para as festas clandestinas e não se cuidam, tornando-se multiplicadores de contágio.
Acréscimo: no último domingo, uma interessante homilia do Papa Francisco onde ele alerta sobre o desespero das pessoas com as vidas perdidas e a crise econômica, fazendo com que o “Inimigo de Deus se aproprie da desesperança para gerar discórdia entre as pessoas”. A quem interessar, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/03/29/o-papa-o-maligno-e-a-pandemia/).
——-MORTES POR COVID NO MUNDO HOJE——
1º Brasil – 3.780
2º EUA – 563
3º Itália – 529
4º Polônia – 461
5º Rússia – 409
6º Índia – 355
7º França – 348
8º Ucrânia – 286
9º Hungria – 274 1
0º Alemanha – 234
11º México – 203
Ou então: Brasil – 3.780 versus 10 países seguintes – 3.662
A partir de hoje, todas as pessoas acima de 30 anos poderão se vacinar contra a Covid-19 em Nova Iorque. Na semana que vem, começa a vacinação para as pessoas acima de 16!
Que isso seja uma realidade em breve no Brasil também…
O que dizer: a incidência dos casos de contaminação nos torneios do Campeonato Paulista é a maior do mundo, segundo a Universidade de São Paulo: 12%!
Na Alemanha, é de 0,6%. Na Dinamarca é de 0,5%. Na Inglaterra, pasme: 0,07%.
Na Premier League, por exemplo, nas últimas rodadas (considerando Fevereiro e Março), a taxa se estabilizou baixa com dados animadores. O maior índice de contágio foi quando houve o Lockdown (20-27 de dezembro), com taxa de 2,1%. Todos os dados da Inglaterra, oficiais, aqui: https://www.premierleague.com/news/1814863 – é só calcular o percentual).
Considere algumas observações:
1 – Dias atrás, falamos sobre a necessidade de se criar uma bolha sanitária no futebol brasileiro, se houvesse desejo de continuar os campeonatos, tamanha a exposição ao Covid (igual ao que foi feito na NBA, e que deu certo. Clique aqui para o tema: https://wp.me/p4RTuC-tCD).
2 – Também ponderamos os custos dos clubes fora do universo da A1, que não conseguiram continuar o torneio e terão que arcar com prorrogação de contratos de atletas (e falamos que era melhor, pelos custos e contexto, por exemplo, o Paulista de Jundiaí estar na 2a divisão Sub 23 do que na A3. Vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-tIE).
3 – Enfim: antes da paralisação do Campeonato Paulista, falamos sobre algo que passa despercebido por muitos: a taxa comparativa de contaminação! Disponível esse texto aqui: https://wp.me/p4RTuC-ty7.
4 – Agora, Leonardo Lopes, da CNN, trouxe nesse estudo importantíssimo da USP um outro detalhe: a taxa de contaminação pelo Novo Coronavírus entre os jogadores de São Paulo é igual aos expostos profissionais da saúde da linha de frente no combate à pandemia (porém, estes agora são vacinados).
Bruno Gualano, da Agência Fapesp e coordenador dessa pesquisa na USP, disse ao Estadão (referência em: https://is.gd/Dmshhu).
“De fato o risco de transmissão do vírus durante as partidas tem se mostrado pequeno. Mas há outros fatores que comprometem a eficácia do protocolo: funcionaria se fosse aplicado na Dinamarca ou na Alemanha. Conta-se muito com o bom senso dos atletas, que são orientados a ir do Centro de Treinamento para casa e a manter o distanciamento social e as medidas não farmacológicas de proteção nas horas de descanso. Mas aqui no Brasil uma boa parcela não segue essas regras e não sofre qualquer tipo de punição. Além disso, viaja-se muito para disputar as partidas. Os times menores vão de ônibus, comem em restaurantes e ficam provavelmente mais expostos do que os jogadores de elite. Nossa desigualdade social permeia também o futebol”.
FUTEBOL DE SP TEM MAIS ATLETAS COM COVID-19 DO QUE QUALQUER LIGA NO MUNDO
Os resultados apontaram que foram confirmados 501 infecções pelo coronavírus entre atletas
aponta que a incidência de casos de Covid-19 entre os jogadores de futebol de São Paulo na temporada de 2020 supera qualquer liga esportiva no mundo.
Os atletas paulistas estiveram tão expostos ao coronavírus quanto parte dos funcionários da saúde na linha de frente no combate à pandemia.
A pesquisa analisou quase 30 mil testes para Covid-19 do tipo PCR realizados em 4.269 atletas e 2.231 membros da comissão técnica ao longo de 2020. Os profissionais estavam distribuídos entre 122 equipes que disputaram oito torneios organizados pela Federação Paulista de Futebol (FPF) em 2020 – seis da categoria masculina e dois da feminina.
Os resultados apontaram que foram confirmados 501 infecções pelo coronavírus entre atletas. Isso corresponde a uma taxa de incidência de Covid-19 de 11.7%. Já entre os funcionários das equipes, foram confirmados 161 casos, equivalentes a uma taxa de 7,2%.
De acordo com uma publicação da revista científica The Lancet Global Health, a soroprevalência detectada entre os funcionários da saúde que atuam na linha de frente no combate à pandemia varia entre 9,9% e 24,4%. A Covid-19 atingiu os jogadores de futebol paulistas de forma comparável a que atingiu os médicos trabalhando em hospitais.
Os cientistas acreditam que a maioria dos casos estão associados ao contágio através de interações sociais, viagens constantes e transmissão comunitária, e não necessariamente pelas interações que acontecem dentro de uma partida.
Uma das equipes mais afetadas chegou a apresentar 36 casos confirmados, sendo 31 deles em um intervalo de apenas um mês – os dados tratados na pesquisa mantém o anonimato dos clubes.
Coordenador do estudo, o professor da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Bruno Gualano, contou à CNN que a incidência de casos no futebol paulista é muito superior a de outros países que divulgam seus dados. “A incidência aqui, por volta dos 12%, foi superior a do Catar, cerca de 4%, e a da Dinamarca, de 0,5%”, disse.
A Bundesliga, principal liga de futebol alemã, teve uma incidência de apenas 0,6%. Ele pontua também que a taxa superior é também explicada pela quantidade expressiva de testes realizados. A pesquisa foi realizada em parceria com o Comitê Médico da FPF, que disponibilizou a base de dados para a análise.
Porém, muitas equipes realizam os testes para Covid-19 em laboratórios independentes, o que pode levar a uma subestimação dos números reais.
O estudo conclui que os dados da temporada passada colocam um ponto de interrogação em relação a segurança da realização da temporada 2021 do futebol paulista. É ressaltado que os atletas infectados podem ser potenciais vetores da doença, e que há negligência com o rastreio de contato de pessoas infectadas para que se consiga impedir a transmissão do vírus.
“Para que a comunidade e os jogadores se protejam, somente com a criação de uma “bolha”, como a da NBA”, comenta Gualano. Os atletas do basquete americano passaram três meses isolados vivendo no complexo Walt Disney World, em Orlando, no estado da Flórida. As partidas foram realizadas no próprio complexo sem a presença de público.
A pesquisa está sob revisão de pares para ser publicada em uma revista científica. Ela foi realizada no contexto do consórcio Esporte-Covid-19, formado por pesquisadores da Universidade de São Paulo, do Hospital das Clínicas, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital do Coração (HCor), Complexo Hospitalar de Niterói, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e Núcleo de Alto Rendimento Esportivo.
A CNN entrou em contato com a Federação Paulista de Futebol (FPF) para comentar o estudo, mas não houve retorno até o momento.
Nesta segunda (29), o Comitê Médico da FPF sugeriu um aprimoramento do Protocolo de Saúde da competição para que os jogos sigam acontecendo. Foi sugerido que os atletas sejam mantidos em “ambientes controlados”, como a “bolha” da NBA, com testagem antes e após cada partida e rastreamento de contato de casos confirmados.
A Federação pretende apresentar a proposta ao Ministério Público Estadual e ao Governo de São Paulo em reunião ainda hoje.
Desde o último dia 22, o Paulistão foi paralisado até que se encerre a “fase emergencial”, decretada pelo governo estadual para tentar conter a nova alta de casos em São Paulo. O campeonato chegou a organizar a realização de jogos na cidade de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, para driblar a proibição de eventos esportivos, mas a estratégia foi abandonada.
*Sob supervisão de Evelyne Lorenzetti
SP – FEDERAÇÃO-PAULISTA-DE-FUTEBOL-CAMPEONATO-E-TREINOS-CONTINUAM-S – GERAL – Fachada da Federação Paulista de Futebol, em São Paulo (SP). A entidade e os Clubes do Campeonato Paulista Série A1-2020 decidiram, em reunião virtual, nesta segunda-feira (4), que os treinos e a competição só voltarão quando as autoridades de saúde estadual e municipais permitirem. 16/04/2020 – Foto: ROGÉRIO GALASSE/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Repost de 2 anos, mas atual (especialmente nessa época pandêmica):
Pressão da sociedade, insensibilidade dos docentes e despreparo dos alunos: alguns problemas que estão fazendo as universidades se preocuparem com a saúde mental dos estudantes.
TRANSTORNOS MENTAIS ENTRE JOVENS PREOCUPAM UNIVERSIDADES
A euforia sentida por Evair Canella, 25, ao entrar em Medicina na Universidade de São Paulo (USP) se transformou em angústia e tristeza. Ao encarar a pressão por boas notas, a extenuante carga horária de aulas, as dificuldades financeiras para se manter no curso e os comentários preconceituosos por ser gay, ele foi definhando. “Tinha muitas responsabilidades, com muitas horas de estudo.” Em maio, no 4.º ano do curso, foi internado no Instituto de Psiquiatria da USP, com depressão grave. Ficou lá durante um mês e segue com antidepressivos e acompanhamento psicológico.
Situação parecida viveu a estudante de Engenharia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Bárbara (nome fictício), de 21 anos, que trancou a matrícula após desenvolver um quadro de ansiedade e depressão que a levou à automutilação e a uma tentativa de suicídio no fim de 2016. Ela passou por tratamento, mudou de cidade e de faculdade, e retomou em agosto os estudos.
Relatos como esses se tornaram cada vez mais frequentes e mobilizam universidades e movimentos estudantis a estruturar grupos de prevenção e combate aos transtornos mentais. As ações, para oferecer ajuda ou prevenir problemas como depressão e suicídio, incluem a criação de núcleos de atendimento mental, palestras e até o acompanhamento de páginas dos alunos nas redes sociais.
Dados obtidos pelo Estado por meio da Lei de Acesso à Informação dão uma ideia da gravidade do problema. Apenas na UFSCar, foram 22 tentativas de suicídio nos últimos cinco anos. Nas universidades federais de São Paulo (Unifesp) e do ABC (UFABC), cinco estudantes concretizaram o ato no mesmo período. Mapeamento feito pela UFABC mostrou que 11% de seus alunos que trancaram a matrícula em 2016 o fizeram por problemas psicológicos.
A falta de compreensão de parte dos docentes é uma das principais queixas. “Alguns parecem ter orgulho em pressionar, reprovar”, conta Bárbara.
O psicólogo André Luís Masieiro, do Departamento de Atenção à Saúde da UFSCar, diz que a busca por auxílio psicológico está frequentemente ligada à exigência constante que se faz dos jovens. “Sem dúvidas há um aumento do fenômeno da depressão em universitários. A ameaça do desemprego e do fracasso profissional são fatores desencadeantes de depressão.”
A UFSCar informou ainda que, entre outras iniciativas, distribuiu cartilha de práticas de acolhimento em saúde mental para docentes e funcionários que recebem alunos em situação de sofrimento psicológico.
Para combater o problema, instituições tentam, aos poucos, se aproximar dos alunos. Na Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, são estratégias a indicação de professor mentor para quem teve mudança repentina no rendimento acadêmico e a participação de grupos estudantis nas redes sociais.
Na Federal de Minas Gerais (UFMG), foram criados neste ano dois núcleos de saúde mental, após dois suicídios entre alunos. Até então, só a Medicina tinha atendimento do tipo. “Se um fato já aconteceu, é sinal de que falhamos no processo”, diz a vice-reitora Sandra Almeida.
Já a Federal da Bahia (UFBA) criou, também em 2017, programa para prevenir e ajudar alunos, principalmente os de baixa renda. “Os cotistas sofreram rejeição, até mesmo de alguns professores”, diz o psicanalista e assessor da UFBA Marcelo Veras.
MOBILIZAÇÃO
Alunos também têm criado grupos para auxiliar colegas e sensibilizar as instituições. A principal iniciativa do tipo foi a Frente Universitária de Saúde Mental, criada em abril por alunos de instituições públicas e privadas de São Paulo.
O movimento surgiu após tentativas de suicídio na Medicina da USP. “Eram muitos alunos com esgotamento, sem acompanhamento adequado, e percebemos que isso não era particularidade da Medicina”, conta a aluna do curso Karen Maria Terra, de 23 anos, da Frente. Eles organizaram, em junho, uma semana de palestras para abordar questões sobre a saúde mental. A página do grupo no Facebook tem 27 mil seguidores.
Alunos da Veterinária da USP também criaram uma página no Facebook para desabafar. “Com o tempo, começaram a aparecer relatos de problemas de saúde e, este ano, o que mais tem é depressão e ansiedade”, diz Bianca Cestaro, 30.
👊🏻 Olá amigos! Uma madrugada agradável destinada à atividade física surgiu lá fora. Para controlar o cortisol, vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina? Quem gosta de corrida, venha junto. Motivando no clique 1 de 4:
Um depoimento que assusta: neta do fundador da Supergasbrás e filha do maior revendedor da Scania no Brasil, jovem conta como é o drama de ter um pai viciado em Drogas!
E tem gente que curte…
Extraído de: Revista Época, ed 08/04/2013, pg 80-82
COMO SOBREVIVI AO VÍCIO DO MEU PAI
As pessoas dizem não entender por que eu, “bonita e de boa família”, morando em Beverly Hills, tive bulimia e depressão. Estava tentando salvar meu pai do crack
Por Ana Luiza Cardoso e Marcela Buscato
Tinha 14 anos quando descobri que meu pai, o empresário João Flávio Lemos de Moraes, fumava crack. Ali, minha infância acabou. Só pensava em como poderia tirá-Io daquela situação. Os especialistas chamam isso de codependência. Eu e toda a minha famÍlia – meus avôs paternos, minha mãe, meus três irmãos – sofremos com isso. Você anula sua vida para cuidar da outra pessoa, e é frustrante porque não se pode fazer muito. O codependente também fica problemático. Cada filho adoeceu de alguma maneira. Comecei a desenvolver bulirnia aos 12 anos. Aprendi com meu pai o que ele chamava de truque: provocar vômito para não absorver calorias. Ele tinha bulimia desde os 18 anos, e sempre o vi vomitando. Aos 17 anos, fiquei três meses internada para me tratar. Cheguei a pesar 47 quilos, muito pouco para o meu 1,69 metro.Ainda tenho pensamentos obsessivos com magreza, mas consigo me controlar. Aos 33 anos, pedi para ser internada numa clínica psiquiátrica porque achava estar deprimida. As pessoas não entendiam: “Por que você está assim? É bonita, de boa fanúlia!’: Sofri preconceito. Não escolhi ter esses problemas.
Minha família é bem-sucedida há três gerações. Meu avô, Wilson Lemos de Moraes, morto em 2011, fundou a Supergasbras, empresa de distribuição de gás de cozinha. Hoje, minha família não é mais a dona. Agora, temos a WLM, a maior representante de veículos Scania da América Latina. Temos fazendas, agronomia, pecuária. Por causa do vício e de outros transtornos p9iquiátricos, meu pai torrou milhões. Não sei quantos, mas foram muitos. Hoje, ele está longe das drogas, e a mãe dele o ajuda a administrar seus bens.
O primeiro contato dele com as drogas foi com 31 anos. Havia fundado uma empresa distribuidora de titulos, a Universal, e ficou em evidência. Como sempre foi tímido, começou a usar cocaína para ficar desenvolto. Desde os 10 anos, eu desconfiava que tinha algo errado em casa. Sentia que tinha perdido aquele pai carinhoso. Quase não o via trabalhando, ele vivia trancado no quarto. Até que, aos 14 anos, achei dentro do carro um estojo de maquiagem com cocaína pura. Hoje, as pessoas compram a pedra de crack pronta. Mas, em 1989, cozinhavam a cocaína e fumavam a pedra. Naquela época, morávamos nos Estados Unidos, para onde tínhamos nos mudado em 1983. Um pouco era para fugir de ameaças de sequestro. E era também uma tentativa dos meus avós de manter meu pai afastado das drogas. Mas foi pior.
Entre idas e vindas, moramos 14 anos na Califórnia, em Bever1y Hills, conhecida por suas mansões. Foi lá que meu pai conheceu o crack. Ele tinha amizade com muitos artistas de cinema, com o ator e cantor Sammy Davis Jr., o pessoal todo da droga. Meu pai também andava muito com Sylvester Stallone, Julio Iglesias e Alain Delon, mas não sei se eles se drogavam.
A gente sempre passava as férias no Brasil, e às vezes meu pai esticava o período aqui. Eu e meus irmãos perdíamos aula. Meus pais nos deram muito amor, mas nunca limites. Tínhamos um ônibus casa, com dois quartos, sala, micro-ondas, televisão. Fazíamos muitas viagens a Brasília, para as fazendas. Ficávamos naquele mundo de fantasia. No Rio de Janeiro, tínhamos um barco ancorado no Iate Clube. Saíamos para o mar junto com o Lady Laura, de Roberto Carlos, padrinho do meu irmão. Parávamos os barcos lado a lado e ficávamos mergulhando.
Meu pai e Roberto Carlos se conheceram antes de ele ser famoso. Ele ficava em nossa fazenda em Itaipava, onde escrevia músicas. Quando morávamos nos Estados Unidos, fazia muitos shows lá. Roberto sabia do vício do meu pai e sempre tentou ajudar. Inclusive escreveu para ele a música “O careta” (talvez você ache uma droga essas coisas que eu falo/Mas certas verdades nem sempre são fáceis de ouvir/Não custa pensar no que eu digo/Eu só quero ser seu amigo/Mas pense no grande barato de ser um careta). Roberto acabou se afastando porque era uma pessoa pública. Não podia andar com meu pai, principalmente porque o comportamento dele piorou. Ele começou a ter alucinações. A droga potencializou outros distúrbios psiquiátricos. Meu pai achava que falava com Elvis Presley, o ídolo americano morto em 1977. Ele dizia perceber nas músicas frases como “God gave João Flávio daughter”.
Numa de suas crises de paranoia lá nos EUA, meu pai cismou que minha mãe tinha fugido com meus irmãos. Dizia que iria matá-Ia quando a encontrasse. Como nessa época eu já estava morando sozinha – tinha saído de casa aos 16 anos, porque não suportava ver meu pai levar suas amantes -, ele achou que minha mãe estava escondida lá. Arrombou a porta e encostou o revólver em minha barriga. Eu sabia que aquela explosão de raiva tinha um limite. Não queria acreditar que ele fosse capaz de algo tão violento com a própria filha. Eu e meus irmãos crescemos acostumados com ele armado pela casa. Tín amos medo de ele nos machucar sem querer.
Aos 17 anos, eu não aguentava mais aquele estresse todo nos EUA e voltei para o Brasil. O resto da família ficou nos EUA, e um dia minha mãe descobriu que minha irmã, então com 13 anos, estava usando drogas com meu pai. Ele ficou com medo de que ela exigisse a guarda dos filhos e resolveu (ugir. Saiu de casa num Rolls- Royce cheio de drogas levando meus três irmãos. Viajou sem rumo pela Califórnia por 14 dias. Minha mãe havia dado queixa, e ele foi preso quando o carro quebrou. Ele ficou pouco tempo preso, porque foi considerado um dependente químico, não traficante. Meus irmãos ficaram sob tutela do Estado americano por 15 dias, até nossa mãe conseguir provar que era seguro eles ficarem sob a responsabilidade dela.
Meu pai parou de usar drogas há cinco anos, depois de 25 anos. Foi quando ele realmente percebeu que tinha perdido a família e resolveu mudar. Hoje, ele está com 62 anos. Minha mãe se casou há dez anos com um cara superlegal, está feliz. Moro num apartamento com meu filho de 17 anos, do namorado que conheci aos 19 na clínica para tratar a bulimia. Minha família me deu o apartamento em 2006 e me ajuda ainda, mas eu controlo minha vida. Por muito tempo, morei com meu filho no apartamento do meu pai. Vivia com medo de que o menino, então com 6 anos, sofresse o que eu sofri e se tornasse uma pessoa insegura como fui, com problemas de identidade e medos. Parti para o ataque, escrevendo cartas para vovó e mamãe, telefonando todos os dias, implorando que me dessem uma condição de sair dali. Minha avó finalmente comprou um apartamento em meu nome. Consegui minha independência e passei a ter noção do que era ter uma vida real, com limites, compromissos, responsabilidades. Foi como acordar para a realidade.
Acordei ainda mais quando comecei a fazer psicanálise, há quatro anos. Minha avó não queria, porque não tinha noção de quanto a história de meu pai fizera mal aos netos. Achava que tínhamos de ajudar meu pai, não a nós mesmos. No desespero, ameacei: se não me ajudasse a pagar, iria aos jornais dizer tudo o que passei. Comecei a fazer psicanálise cinco vezes por semana. Finalmente, pensava em mim. Só recentemente passei a prestar atenção a minha cor preferida, ao barzinho aonde eu gosto de ir, livros, discos e decoração da casa. Eu não sabia nada do meu gosto pessoal. Se a empregada perguntava o que meus irmãos queriam comer, eu explicava minuciosamente. Se perguntavam sobre mim, não sabia direito.
Nunca gostei de depender dos outros. Trabalhei muito como modelo, período em que conheci meu ex-marido, Eduardo Rodrigues, com quem fui casada por cinco anos. Entrei para a faculdade, cursei quatro anos de Direito, dois de moda. Eu seria uma ótima advogada, mas não consegui levar para a frente. Tive de parar tudo e cuidar de mim. Agora, quero terminar a faculdade de jornalismo e fazer pós em psicanálise. Penso em criar uma clínica para dependentes químicos. Só consigo ver meu pai umas duas vezes por semana para não me envolver na vida dele de novo. Não que eu não queira, mas não posso. Amo meu pai mais do que tudo, ele é meu amor. Mas também preciso cuidar de mim.
Quando conseguiu se tornar novamente candidatável, o ex-presidente Lula cobrou melhores condições de Saúde no país. Como ele é muito bom em discurso, usou de um problema real e pertinente, fazendo sua campanha política.
Bolsonaro, hoje, questionado sobre o colapso no sistema de saúde, disse duvidando dos números: “Parece que só se morre por Covid”.
Caramba… perder ponto para gente mais inteligente do que você é aceitável; mas, para um inteligente e corrupto como Lula, é dose!
Não falta perspicácia para ele?Deveria ter respondido, mostrando empatia e sabedoria: “As mortes por Covid saíram do controle e realmente o sistema está colapsado. Lamento demais. Pena que o PT ficou 14 anos no poder e gastou o dinheiro com Copa do Mundo, Olimpíadas e outras coisas que não precisava – e abandonaram os hospitais!”.
Ninguém “dá um toque” ao presidente que ele não deve soltar umas bobagens como essa? A Dilma era ruim de improviso como ele. Falar isso neste momento é desnecessário, pois logicamente o sistema de saúde sempre foi ruim e caótico. Porém, está assim, excessivamente lotado, justamente por essa maldita pandemia.
E o pior é: com toda essa crise, não vemos um líder político se destacando positivamente, sem demagogia, sem maquiagem ou com competência. Temo pelo Brasil em 2022…