– Como algumas escolas estão conseguindo vencer o bullying entre os alunos?

Sabemos que o bullying é uma triste realidade nas instituições de ensino do Brasil (e logicamente, em todos os setores da sociedade). E o que fazer para eliminá-lo definitivamente, a fim de que não cause efeitos tão nocivos como estão causando?

Extraído de: https://istoe.com.br/as-escolas-que-venceram-o-bullying/

AS ESCOLAS QUE VENCERAM O BULLYING

Na contramão da maior parte das instituições de ensino do País, que ainda não possuem práticas para coibir a discriminação, alguns colégios já adotam modelos bem-sucedidos para assegurar a boa convivência entre os alunos

Por Fabíola Perez

A imagem de um jovem cabisbaixo, isolado em um dos cantos do pátio, ou de uma criança acuada após ter sido vítima de provocações começa a se tornar rara em algumas escolas do País. Apesar de  numericamente ainda serem poucas, instituições de ensino têm desenvolvido metodologias específicas para combater a intimidação e se transformado em exemplos na batalha contra a discriminação e a propagação do ódio no ambiente escolar. O caminho não é simples, mas os resultados das iniciativas mostram que é possível coibir a prática.

“Os programas anti-bullying vão desde grupos
de jovens que aprendem a auxiliar as vítimas até
palestras para capacitar pais e professores”

Um desses colégios é o Bandeirantes, um dos mais tradicionais de São Paulo. Lá, as estudantes Mariana Avelar, 14 anos, e Isabela Cristante, de 12, fazem parte dos grupos de ajuda do Programa de Combate ao Bullying. Elas foram escolhidas pelos demais alunos para participar de dois dias de capacitação com uma equipe de professores universitários e psicólogos.

Por meio de situações hipotéticas, o treinamento deixou claro o que é bullying e como elas deveriam agir em diferentes casos. “As pessoas mais isoladas são aquelas com gostos diferentes da maioria. Tentamos nos aproximar até que o colega se sinta confiante para conversar”, diz Mariana, estudante do 9º ano. “Aprendemos que, às vezes, o problema é maior do que parece, e precisamos levá-lo aos orientadores”, conta Isabela, da 6ª série. Os estudantes também conversam com quem presencia ou pratica o bullying. “O agressor se conscientiza mais rapidamente” , afirma Isabela.

Com pulseiras para identificação, os participantes percorrem a escola auxiliando nos casos em que percebem o isolamento. A estratégia está funcionando. “Observamos a redução de casos”, afirma Marina Schwarz, orientadora da escola. “Hoje temos mais acesso aos episódios de provocação, que normalmente ocorrem por trás das autoridades.”

Outro colégio que adotou medidas para coibir o bullying é o Soka, também de São Paulo. Há dois anos, a escola organiza palestras com advogados e psicólogos. “Conversamos com os pais sobre a responsabilidade deles em verificar os celulares dos filhos. É preciso identificar se há indícios de bullying nas conversas em grupos de redes sociais”, afirma o diretor James Jun Yamauti.

A instituição também capacitou orientadores para dar assistência a alunos que chegam de outras escolas. “Trabalhamos com jovens que tiveram dificuldade de adaptação para que tenham um entrosamento melhor”, afirma Edna Zeferino Menezes, assistente de orientação educacional. Na sexta-feira 27, a escola deu início à semana do “Preconceito Não”, com palestras sobre direitos da população negra, questões de gênero e indígenas e a trajetória da população LGBT. “A ideia é que os alunos reflitam sobre questões que interferem diretamente no bullying e identifiquem se já vivenciaram situações semelhantes”, explica Yamauti. “Os constrangimentos diminuíram bastante. Se uma brincadeira passa dos limites, deixa de ser brincadeira”, afirma Igor Seiji Ando Bomfim, 15 anos, que relata ter ajudado colegas que sofreram discriminação.

DESCONTROLE

Em um momento no qual o tema vem à tona mais uma vez após o bullying ter sido apontado pela polícia como um dos fatores que levaram um adolescente de 14 anos a atirar contra colegas em uma escola de Goiânia na sexta-feira 20, é fundamental que iniciativas como essas deixem de ser fatos isolados.

Os colégios devem começar a colocar em prática ações determinadas pela lei contra os atos de perseguição, em vigor desde abril do ano passado. Uma delas é a produção de relatórios bimestrais com eventuais casos. “O bullying não é controlado pelas autoridades pela falta de dados, o que dificulta o diagnóstico da extensão do problema”, afirma advogada Ana Paula Siqueira Lazzareschi, especialista em direito digital. Outro aspecto importante é que, além do suporte à vítima, as instituições devem oferecer assistência ao agressor.

A ocorrência ainda diária das intimidações mostra, no entanto, um descompasso muito grande entre o que faz a maioria das escolas e o que manda a legislação. Casos extremos, como o de Goiânia, evidenciam, porém, a urgência na adoção de medidas efetivas. “O bullying não pode ter sua gravidade subestimada e ser tratado como uma brincadeira de criança”, diz a advogada Ana Paula. “A cultura da vingança ainda é muito presente  na sociedade e é esse desejo que está por trás do comportamento do agressor”, diz.

Terminando em tragédias ou não, casos de bullying têm efeitos indeléveis para a vítima, o agressor e toda a escola. “Ocasionam rachas nas salas de aula, colocam metade dos alunos contra o agressor e a outra parte a favor da vítima”, diz Ana Paula. Por isso, os programas de combate a práticas tão cruéis são fundamentais para reverter o aumento da intolerância em ambientes de aprendizado. Não de destruição.

DISPOSIÇÃO PARA AJUDAR

Satisfação em ver os colegas enturmados é o que move as alunas Mariana Avelar e Isabela Cristante, do 9º e do 6º ano, respectivamente, do Bandeirantes, em São Paulo. Há um ano, elas foram escolhidas para fazer um treinamento de capacitação e saber como atuar em casos de bullying. Desde então, as estudantes percorrem os espaços da escola e sempre que percebem situações de isolamento ou provocação se aproximam da vítima ou dos que testemunharam a ação. “Saber que consegui ajudar é muito bom”, diz Isabela.

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– Guy Acolatse e o pioneirismo na Alemanha!

Menos de 10 anos do fim da 2a Guerra Mundial e um negro é contratado para jogar na Alemanha pós-nazista, lado Ocidental!

Curioso para saber como foi esse fato inédito (um africano jogando profissionalmente em um país onde Hittler disseminou a história da superioridade da raça ariana)?

Leia o depoimento do próprio protagonista do fato, o ex-jogador Guy Acolatse, de Togo,

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-alemao/noticia/todos-queriam-me-ver-conheca-o-primeiro-negro-a-jogar-na-alemanha.ghtml

O PRIMEIRO NEGRO A JOGAR NA ALEMANHA

Nascido no Togo, Guy Acolatse hoje vive em Paris. Africano lembra reação dos alemães ao chegar ao St. Pauli: “Todos olhavam e diziam ‘é um negro, é negro'”

Vocês jornalistas têm muito problema com atraso. Dez da manhã é dez da manhã. Sou estilo alemão”, advertiu ao telefone quando a entrevista foi combinada. Pouco antes das dez e com um grande sorriso, Guy Acolatse abriu as portas de sua casa no norte de Paris para contar sua trajetória, que começou bem longe dali, em sua terra natal: o Togo. Bem-humorado, o senhor de 75 anos mostra fotos e jornais que relembram o motivo de ter entrado para história: ter sido o primeiro atleta negro a jogar profissionalmente no futebol alemão. Aventura que começou em 14 de julho de 1963, quando ele chegou na cidade de Hamburgo para defender o FC St. Pauli.

– Como teve muita propaganda antes de eu chegar, toda a cidade estava com cartazes “Guy Acolatse – o novo jogador de FC St Pauli” e, também por ser negro, todos queriam me ver. No hotel onde eu estava, no momento que eu ia entrar, todos olhavam e diziam “é um negro, é negro…”. As pessoas tentavam me ver. Mas gosto de brincar e sou “showman”. Sou educado, respeito e brinco junto da situação. Nos primeiros anos, havia pessoas que nunca tinham ido a um jogo e íam ao estádio para ver o jogador negro. Muitos não tinham ideia do que era o Togo ou uma pessoa negra – lembrou.

Otto Westphal foi treinador da seleção de Togo em 1962 e conheceu o futebol de Acolatse. No ano seguinte, de volta ao futebol alemão, convidou o jogador para vestir a camisa do St. Pauli. O jovem talentoso – então com 21 anos – já chamava atenção de equipes na Bélgica e na França, mas resolveu aceitar o convite de Westphal, que disse para ele que precisava de um camisa 10 com as suas características. Na visão de Acolatse, a curiosidade movia as pessoas durante os primeiros anos dele na Alemanha.

Em relação ao racismo, Acolatse optou por encarar a questão como uma provocação, e não como uma ofensa, e preferia reagir com humor:

– Me olhavam. Algumas vezes quando jogava as pessoas gritavam: “Macaco, macaco”. Mas eu tenho em mente que sou um cara bem humorado. Eu virava a cabeça, olhava e dava susto neles.

Fã declarado de Pelé, Acolatse jogou uma partida oficial também histórica contra o jovem Franz Beckenbauer, em 1964. O FC Pauli disputou contra o Bayern uma vaga na primeira divisão da recém-criada Bundesliga. A equipe de Hamburgo perdeu por 6 a 1 e 4 a 0, mas o jovem togolês teve a oportunidade de marcar contra o lendário goleiro Sepp Maier e viu, de dentro do campo, o Kaiser fazer seu primeiro gol com a camisa do Bayern de Munique.

– Durante minha carreira, eu joguei com grandes jogadores. Joguei com Uwe Seeler, que foi capitão da seleção alemã e um dos atacantes mais fortes que já vi. Joguei com Beckenbauer e fiz um jogo-treino com Puskàs. Pelé é um jogador de classe. É por isso que gosto muito dele. E até hoje, de todos jogadores que vi, o que acho que pode chegar a jogar como Pelé é o Mbappé.

Acolatse não poupa elogios ao companheiro de Neymar no Paris Saint-Germain, de apenas 19 anos. E também deixa a humildade de lado ao se comparar com Mbappé.

– Ele já tem experiência, ele pensa, ele sabe como se movimentar e driblar. Ele sabe o momento de driblar ou não. Ele não faz como os outros que pegam a bola e saem tentando. Ele tem um grande futuro. E acho que ele joga como eu jogava na minha época, mas acho que eu era mais rápido.

Acolatse jogou no St. Pauli até 1966 e depois seguiu em times de menor expressão da região de Hamburgo até encerrar a carreira na equipe amadora de St. Pauli. No início dos anos 80 mudou-se para Paris para trabalhar como técnico. Atualmente, ajuda crianças do bairro onde mora com aulas de alemão e atividades esportivas. Chamado de “monsieur Guy” nas ruas de Saint-Dennis, Acolatse não admira apenas o futebol brasileiro.

– Se eu for ao Brasil, eu quero dançar e cantar. Eu não sou de festa, mas se escuto música brasileira, eu já pego uma taça de vinho. Eu adoro, desde quando estava no Togo.

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– A responsabilidade em não constranger uma pessoa alheia ao fato: sobre Maiara e Maraísa frente a Alexandra França

Repercutiu bastante a coluna de Alexandre França, na Folha de São Paulo, onde de um assunto importante e interessante ele se enrolou todo e foi infeliz.

O escritor resolveu falar sobre a não-manifestação de boa parte da classe artística sobre o ex-Secretário da Cultura, Roberto Alvim, no discurso de plágio nazista realizado (o presidente Bolsonaro o demitiu por tal fato). Entretanto, citou nomes da oposição ao Governo que criticaram a fala e detonou os demais artistas, separando-os por elite e popular, alegando que quem não o criticou, é neofascista e adepto de um conjunto de tantos outros rótulos.

Ora, quer dizer que obrigatoriamente alguém tem que escrever na Rede Social, a fim de contentar Alexandre França? Manifesta-se quem quiser, embora seja unânime a percepção do horror que foi o Nazismo e que são as ideias Neonazistas.

Para completar a infelicidade, publicou-se uma charge das cantoras populares Maiara e Maraísa, com um bracelete de suástica, escolhida a esmo por França, a fim de ilustrar suas ideias.

Que culpa essas moças têm? São obrigadas a publicar opiniões políticas no Instagram ou Twitter ao invés de se preocuparem com a vida, somente para demagogia? E quem disse que a não-expressão é concordar com Alvim e o nazismo?

Poderiam várias outras pessoas a serem escolhidas, já que o critério de associação (indevido) de Alexandre França foi muito errado. Por azar da dupla de cantoras, foram elas.

Aliás, me admiro a irresponsabilidade da Folha de São Paulo em publicar tal imagem, levando aos leitores a falsa interpretação de que temos duas cantoras neonazistas. Ridículo! Embora, posteriormente, a Folha pediu desculpas.

Já imaginou você ser escrachado publicamente de apoiador por algo que você nem se manifestou (por falta de tempo, por quê não quis ou por qualquer outro motivo)?

Por fim: na teimosia de não aceitar o erro, Alexandre França, novamente de maneira gratuita, chamou as moças de “cantoras da cachaça”. Pra quê?

Esse radicalismo e cegueira por viés ideológico acabam com o Brasil. E fica a reflexão: apesar dos erros do Presidente Bolsonaro (que repercutem e encobrem os acertos também existentes – há de ser ponderado), quem disse que o Governo é Facista ou Nazista? Onde estamos vendo tais ações? Onde as raças estão sendo purificadas ou a liberdade de expressão proibida? Aliás: não está se usando de maneira equivocada esses dois termos?

Repito: o fanatismo pela Esquerda ou Direita deturpam a sensibilidade e a razão.

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– A regra é diferente, mas não importa!

Não é nenhum estudo de caso das Leis do Jogo, mas apenas compartilho para observação e aplausos ilimitados:

– Na Turquia, em um campo adaptado e regras diferentes, tivemos uma partida entre AMPUTADOS!

Assista o vídeo e tente não se impressionar. É impossível não admirar esses atletas e a sua superação. Abaixo:

 

– Porta dos Fundos e Jesus (de novo)!

No ano passado, o grupo humorístico Porta dos Fundos fez um filme para a Netflix onde Jesus e os discípulos durante a Santa Ceia (momento da Instituição da Eucaristia) ficam drogados pois Judas coloca narcóticos para eles ficarem dopados e curtir uma noitada. A película, evidentemente, trouxe muita polêmica.

Neste ano, novamente o Porta dos Fundos faz um filme satirizando Jesus: dessa vez, Ele é gay, vai a uma festa surpresa de 30 anos com seu namorado e Maria está pronta para dizer que seu pai é Deus, pois ele pensava que o Criador era seu tio.

Pra quê?

Num país de maioria cristã, é lógico que deveria se existir um cuidado com tais produções de mau gosto. Evidentemente temos liberdade de expressão, mas não parece ser oportunismo e busca de uma parcela anticristã da população tais filmes? Uma ofensa gratuita às pessoas que tem no Cristo seu sagrado sentido de religião, tudo em torno de fama e dinheiro?

Para expressar o que se pensa ou satirizar, há a necessidade de se entender qual o limite de respeito e ofensa ao próximo. Duas opiniões (a minha é a número 1):

1- A de quem contraria, em: https://www.youtube.com/watch?v=xFkPjYZpMJI

2- A de quem defende, em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2019/12/desculpem-meu-aramaico.shtml

Atualizando: a resposta de Fábio Porchat em: https://istoe.com.br/fabio-porchat-responde-criticas-sobre-especial-de-natal-do-porta-dos-fundos/

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– A morte de Gugu e os loucos por selfies

Li que a atriz Marina Ruy Barbosa reclamou de pessoas que queriam tirar fotos com celebridades durante o velório de Gugu Liberato. Também pipocaram (e foram excluídas algumas) fotos em redes sociais do caixão.

Fico pensando: qual o prazer em tirar uma foto de quem morreu? Que desrespeito ao agora defunto é esse? Que gosto mórbido!

Triste o desejo sem freios da vaidade…

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– Bestemmiare? Não… as punições por ofensas religiosas no futebol italiano!

Meu avô (como todo italiano legítimo) costumava, quando muito irritado, xingar até mesmo a Deus! Depois passava… E era repreendido pois não poderia “bestemmiare” perto dos netos (ou seja: blasfemar).

Junto às polêmicas contra o racismo na Itália (que infelizmente estão constantes), uma outra punição tem sido muito discutida por lá: a de tomar o nome de Deus ou de santos em vão! E está gerando suspensão.

Compartilho, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2019/10/30/falar-nome-de-deus-em-vao-e-vetado-na-italia-e-ja-quase-suspendeu-astros.htm

FALAR NOME DE DEUS EM VÃO É PROIBIDO NA ITÁLIA E GERA PUNIÇÃO

Nesta semana, dois atletas do Campeonato Italiano foram suspensos por um jogo pela federação por… blasfemar em campo. É isso mesmo: por lá, proferir em campo o nome de Deus e outras figuras religiosas em vão ou em contexto considerado desrespeitoso pode render punição. Os meio-campistas Francesco Magnanelli, capitão do Sassuolo, e Matteo Scozzarella, do Parma, foram os últimos atingidos pela regra que vigora há quase uma década e já rendeu dor de cabeça a astros como Gianluigi Buffon e Zlatan Ibrahimovic.

Foi em 2010 que a federação decidiu que xingamentos e blasfêmias deveriam ser punidos com cartão vermelho direto. Caso o árbitro não perceba o ato em campo, o infrator pode ser punido posteriormente, com auxílio de imagens de TV e leitura labial – foi assim nos casos de Magnanelli e Scozzarella. O motivo anunciado para a regra, na época de sua aplicação, foi desestimular o uso de “linguagem ofensiva” nos gramados.

Desde então, alguns jogadores já foram punidos por falar mais do que podiam. No ano passado, o volante Rolando Mandragora, da Udinese, também tomou um jogo de gancho depois de perder um gol e desabafar usando os nomes de Deus e da Virgem Maria. Outros que já se deram mal foram o técnico Domenico Di Carlo (Chievo), o atacante Davide Lanzafame (Parma) e o meia Luca Siligardi (Livorno). Mas o primeiro jogador da história a ser punido por blasfemar poderia ter sido ninguém menos que Gianluigi Buffon.

O lendário goleiro, ainda hoje na ativa aos 41 anos pela Juventus, foi acusado de falar o nome de Deus em vão após falhar em um jogo contra o Genoa, em 2010. Em sua defesa, Buffon disse que falou “zio”, que significa “tio”, e não “Dio” (Deus). Ele escapou de punição após se desculpar publicamente. “Se um dia eu tiver a sorte de encontrar Deus, é Ele quem vai decidir me perdoar ou não”, disse o jogador na época.

Ibrahimovic também quase se complicou em 2011, quando jogava pelo Milan. O astro sueco foi filmado supostamente proferindo blasfêmias em um jogo contra o Cagliari, mas acabou não sendo formalmente acusado porque o vídeo não oferecia prova definitiva do ato.

Apesar de ser apoiada por grande parte da comunidade futebolística na Itália, a regra também tem seus opositores. A Federação Internacional dos Futebolistas profissionais (Fifpro) divulgou um comunicado contra a decisão da federação italiana em 2010, dizendo que a decisão feria o direito fundamental da liberdade de expressão dos jogadores. Até hoje, porém, a norma segue de pé.

Essa não é a única polêmica envolvendo punições no futebol italiano recentemente. Os diversos casos de racismo nesta temporada, com insultos em estádios contra jogadores como Lukaku (Inter de Milão), Kessié (Milan), Dalbert (Fiorentina), Juan Jesus (Roma) e Ronaldo Vieira (Sampdoria), têm causado pressão por medidas mais rígidas da federação. Alguns dos casos, como o envolvendo Lukaku, acabaram sem punição, enquanto outros, como o envolvendo Dalbert, renderam apenas uma multa ao clube cuja torcida proferiu as ofensas.

Ibrahimovic escapou de punição em 2011, quando jogava pelo Milan, por blasfemar em campo - Max Rossi/Reuters

Ibrahimovic escapou de punição em 2011, quando jogava pelo Milan, por blasfemar em campo Imagem: Max Rossi/Reuters

 

– Racismo contra Taison: ofender a dignidade humana está valendo a pena para o agressor. E custando caro para o ofendido…

Dias atrás rodou o mundo a triste manifestação racista da torcida do Dínamo de Kiev contra Dentinho e Taison. Dentinho saiu chorando e Taison, revoltado, mostrou o dedo do meio após ser chamado de várias ofensas raciais, inclusive de macaco.

E não é que, para a vergonha do esporte, a Associação Ucraniana de Futebol puniu o atleta por 1 jogo de suspensão e a agremiação por 500 mil Grívnia (R$ 87.160,38)!

Ofender a dignidade humana está valendo a pena para o agressor. E custando caro para o ofendido

Taison reage após ser vitima de racismo na Ucrânia — Foto: Reprodução arquivo social

– Escola sem Partido, sem Religião e sem Apologia a Gênero

O respeito à fé, às convicções políticas e à sexualidade deve ser sempre preservado. Muitas vezes nos deparamos com assuntos polêmicos, que podem fazer proselitismo ou determinar preconceito contra uma crença religiosa (ou descrença).

Nos dias atuais, o radicalismo a favor ou contra alguma religião, partido político ou causas sociais (como LGBTQ+) acaba entrando no noticiário por seus manifestantes e defensores – em algumas ocasiões, de maneira ofensiva.

Procurar a neutralidade e preservar o direito ao exercício da cidadania (sem fazer apologia ou repulsa) é fundamental. E, apesar de muitas críticas que se possa fazer em alguns setores do Governo, ao ler sobre a criação de um canal de denúncias para que se tenha a possibilidade de reclamar de conteúdos inapropriados (que critiquem a fé desde o cristianismo até as de raízes africanas; de promoção de campanha partidária / política de Esquerda ou Direita; ou ainda de erotização precoce ao invés de educação sexual) penso ser uma acerto muito grande!

A questão não é censurar (censura nunca deve ser feita), mas a necessidade de mostrar a pluralidade de ideias e manifestações (não de um lado apenas, para que não seja um ensino doutrinário) é indiscutível.

Compartilho, extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/11/damares-anuncia-canal-de-denuncias-para-questoes-contra-moral-religiao-e-etica-nas-escolas.shtml

DAMARES ANUNCIA CANAL DE DENÚNCIAS PARA QUESTÕES CONTRA MORAL, RELIGIÃO E ÉTICA NAS ESCOLAS

Segundo a ministra, canal está sendo formatado em parceria com o MEC e será anunciado em breve

A ministra Damares Alves (Direitos Humanos) disse nesta terça-feira (19) que um canal de denúncias está sendo formatado em parceria com o MEC (Ministério da educação) para receber queixas de conteúdos que possam ser considerados inadequados nas escolas.

“O que nós queremos é tão somente o cumprimento da lei”, afirmou ela a jornalistas, fazendo referência a Convenção Americana de Direitos Humanos, o Pacto de San José da Costa Rica, do qual o Brasil é signatário.

“Lá está dizendo que a escola não pode ensinar nada que atente contra a moral, a religião e a ética da família. A família precisa ser ouvida.”

Segundo Damares, o canal será anunciado em breve e será conduzido pelo Ministério da Educação. Questionada sobre o papel da sua pasta, ela disse que será o de conversar com as famílias, sem entrar em detalhes de como isso será feito.

Ela também não explicou em que formato funcionará o canal —se pela internet, via telefone ou outra forma— e não citou previsão para a implementação, mas disse que deve ocorrer ainda este ano. O MEC não retornou o contato da reportagem para comentar sobre o tema.

A ministra havia falado sobre o canal de denúncias na segunda-feira, ao compartilhar, no Twitter, uma reportagem do site Metrópoles sobre o caso de um professor de Brasília que teria ensinado sobre sexo anal e oral a alunos do sexto ano e pedido uma redação a respeito do tema.

“Tudo o que nós queremos: bom senso. Foi um episódio de um educador, esse rapaz pode estar doente, perturbado, não está bem orientado, foi um episódio isolado. O que nós queremos é que episódios como esse não aconteçam mais”, disse em Belo Horizonte.

Segundo Damares, o objetivo é trabalhar uma parceria entre escola e família, onde cada um esteja ciente de seu “dever e papel”. Ela garantiu que o objetivo não é punir educadores e que não será instaurada “uma guerra contra a escola”.

“Não existe aqui nenhum governo radical, opressor, que vai proibir falar desses temas, obedecendo o material didático certo, a idade certa e a forma certa de falar”, explicou.

A ministra defendeu que é importante falar de educação sexual nas escolas para “empoderar a criança”.

Damares citou sua própria história de abuso, ocorrida quando tinha 6 anos. Ela conta que não sabia que poderia denunciar o que aconteceu e que, se tivesse sido orientada, estaria empoderada para se proteger.

Em setembro, o ministro da educação, Abraham Weintraub, enviou ofício para as secretarias de educação do país com orientações sobre respeito a crenças religiosas, pluralismo de ideias e sobre o veto de propagandas partidárias em sala de aula. Temas que remetem ao que é preconizado pelo movimento Escola sem Partido.

Na época, Weintraub disse que colocaria os canais de comunicação do MEC à disposição para receber denúncias de casos que fossem considerados extremos.

Em Belo Horizonte, Damares também disse que não estava previsto, mas que irá sugerir que o canal de denúncias seja incluído no Pacto pela Infância —pacto de programas sociais— articulado com outros ministérios.

Ela antecipou outro programa do governo que será anunciado nos próximos dias. O “Creche para todos”, diz ela, tem como meta colocar em dois anos todas as crianças do país, na faixa de 0 a 4 anos, em creches. Os detalhes também serão tratados pelo MEC.

A agenda da ministra na capital mineira incluiu participação em audiências públicas e o recebimento do título de cidadã honorária do estado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Respondendo à pergunta se irá para o novo partido do presidente Jair Bolsonaro, Damares disse que não foi convidada ainda e que irá pensar.

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– Tolerância no Esporte, enfim!

Na final envolvendo Corinthians x São Paulo no futebol feminino, um exemplo a ser seguido: Cristiane, do Tricolor, tirando selfies com torcedores do Timão!

Não seria legal que isso fosse comum também no masculino, entre outros clubes e esportes?

Um exemplo de Tolerância, abaixo:

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– Black Friday “Engana Mané”!

Dias atrás eu vi o que realmente é golpe no cliente. Em determinado shopping de Jundiaí, vi por lá as propagandas de: “já começou a Black Friday”.

Pois é: nenhuma diferença de preço, sempre os mesmos anúncios de “descontos de até 50%” (que há tempos estão por lá), apesar dos cartazes.

O que mais me chamou a atenção é: um tênis de corrida caríssimo (Adidas Ultraboost) custava R$ 799,99 há 15 dias. Hoje, havia o anúncio da liquidação “Black Friday antecipada”: de R$ 899,99 por R$ 799,99!

Palhaçada… muitas lojas aumentam para depois venderem no mesmo (alto) preço… e quem realmente faz a promoção, fica “queimado” pelos maus varejistas, desacreditando o evento.

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– Paulista e Rúcula: Discordar não é Desrespeitar. Respeitar não é fazer Apologia!

E tornou-se uso politiqueiro e demagogo a história da cessão do Estádio Jayme Cintra para um evento cultural. Uma pena que o debate saiu da razão e partiu para a emoção, novamente dividindo parcelas da população interessadas. Alguns obrigando a outros aceitarem o que não se quer, e outros atacando os que pensam diferente.

Sem delongas, vale refletir:

  1. O Paulista FC é um clube associativo. Consultado pelos organizadores do evento Rúcula, resolveu ceder generosa e gratuitamente o estádio para a realização da ação cultural na qual se realizariam 30 shows diversos. Creio que, durante a negociação, o pessoal interessado mais os envolvidos do clube tinham (ou deveriam ter) ciência do que ocorreria durante sua realização. Condições são estabelecidas e acordadas; portanto, devem ser cumpridas.
  2. Alguns clubes de futebol tomam para si o protagonismo de ações sociais de algumas causas. Em troca de divulgação, ganham respeito social e usam tais motes como marketing. Um dos exemplos é o Bahia, que movimentou uma campanha contra a transfobia, defendeu a presença maior de mulheres na arquibancada e protestou contra o vazamento de óleo na costa nordestina. Isso não quer dizer que seja obrigação de um clube ter tais atitudes. Ceder um espaço para manifestação cultural pode ser uma das ações simpáticas, sem levantar bandeiras mais difíceis de se tratar, que um clube pode fazer. Mas se quiser defender, tudo ok (desde que seja de interesse da associação, agradando a parcela social que é atingida).
  3. Se houve acordo do que poderia ou não realizar no encontro, e uma das partes não cumpriu (não estou afirmando se o Paulista ou o Rúcula são os culpados), não há o que reclamar! O que está combinado, deve ser cumprido.
  4. Sobre o motivo mais polêmico, a questão de existir um show de temática LGBTQ+ dentro do evento: se os organizadores omitiram a informação, há quebra de acordo. Se o Paulista resolveu cancelar a posterior por preconceito, aí errou o Galo.

É importante deixar claro que ninguém é obrigado a fazer apologia de alguma causa, nem desrespeitá-la. Erram aqueles que pejorativamente dizem que no estádio não entram “bixas” e que evento de “viado” não pode acontecer (isso é homofobia, além dos termos grosseiros e que têm sido redigidos por aí), mas erram também os defensores da causa gay que entendem a todo custo que o clube deve ceder sua praça esportiva, mesmo a contragosto.

Se o Paulista (ou qualquer outra entidade) não deseja estar atrelado a uma bandeira (mesmo que o Rúcula não seja um evento de homossexuais, mas que contém em um 1 dos 30 shows tal tema), é direito dele! Qual a imposição que existe? Evidentemente, que a recusa seja respeitosa não por repulsa ao homossexualismo dos seus membros, mas pela não intenção de uma ação política.

O duro é ver a coisa sendo politizada! Tome para si o seguinte exemplo: um cristão que vá a Missa / Culto (que pratique sua fé) deve conviver harmoniosamente com judeus, muçulmanos, xintoístas, umbandistas ou ateus. É da cidadania isso! Não quer dizer que ele deva fazer apologia à Maomé, Buda, Ogum ou a qualquer outro ente de uma religião. Também não pode desdenhar daqueles que crêem diferente.

De tal forma, os organizadores e defensores do Rúcula devem entender que discordar de algo que não se queira estar associado não é necessariamente desrespeitar; e que o Paulista e os torcedores entendam que respeitar uma causa não é fundamentalmente promovê-la.

Enfim: independente de cor, gênero, idade ou crença, todos somos iguais! Na democracia não se pode obrigar ninguém a fazer apologia do que não se quer, nem desrespeitar o que os outros querem.

A tolerância e o não uso político é tudo nos dias de hoje, pois as pessoas estão pilhadas e fanatizadas demais em grupos “prós e contra” qualquer coisa. Mais razão e menos emoção, respeitando a todos, pois confundem informação com opinião; opção com louvação; manifestação com obrigação. Respeitemo-nos mutuamente, pois hoje ataca-se qualquer pessoa que pensa diferente. Matéria jornalística isenta vira ataque a jornalista (ops: não sou jornalista), pensamento alternativo vira inimigo da causa e, um “A” ou “B” redigido que não contente que lê, torna-se uma grita muito grande.

Uma sociedade dividida, intolerante ou que obrigue a se defender o que não se quer, sempre é mais fraca.

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– Pela enésima vez, mais uma semana de racismo no futebol (na Europa e no Brasil).

Lamentáveis as imagens que flagraram um torcedor do Atlético Mineiro falando para um segurança negro: “Olha sua cor”. Ué, qual o problema dela? Triste…

Lamentável também rever um jogo na Europa sendo paralisado de novo por racismo, agora contra Taison e Dentinho, do Shakhtar Donetsk.

Lamentável ainda mais que na semana passada já tenha ocorrido e ninguém aprendeu a lição!

Quando a UEFA, a FIFA ou algum órgão sério tome uma decisão dura e eficaz?

Pobre bicho-homem. Tão inteligente que é, criando foguetes, computadores, curas medicinais, mas ainda não consegue respeitar quem tem a cor da pele diferente, seu próprio irmão.

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– A demissão do executivo do McDonald’s por conta do namoro consensual com uma colega de trabalho. Exagero?

Steve Easterbrook foi o CEO do McDonald”s nos últimos 4 anos. E ele se tornou um dos responsáveis por mudar algumas práticas e normas da empresa, como tolerância zero ao assédio sexual e moral, promovendo diversidade e nenhum preconceito.

Dentro da cartilha, “paqueras” entre colegas de trabalho deveriam ser evitadas. Entretanto, Easterbrook foi demitido do cargo pelo Conselho de Administração do McDonald’s por manter uma relação CONSENSUAL com uma funcionária. E o executivo, sem questionar, concordou com sua saída por violar tal norma.

Essa regra contra o assédio seria um pouco rigorosa demais ou necessária? O que vence pensa sobre isso? Vale lembrar que toda a situação não foi a partir de uma questão extraconjugal, forçada ou não consensual, mas de dois adultos heterossexuais bem esclarecidos que engataram um namoro como qualquer outro.

Extraído de: https://www.terra.com.br/economia/mcdonalds-demite-seu-principal-executivo-por-causa-de-relacionamento-com-funcionaria,7653893c632cfd8ed3eb932b3f0a3d39fyfxxbm1.html

MCDONALD’S DEMITE SEU PRINCIPAL EXECUTIVO POR CAUSA DE RELACIONAMENTO COM FUNCIONÁRIA

O McDonald’s Corp. informou que demitiu seu principal executivo (CEO), Steve Easterbrook, por causa de um relacionamento consensual com uma funcionária. A rede de fast-food afirmou neste domingo que seu conselho de administração aprovou na sexta-feira a demissão de Easterbrook, após investigar o relacionamento com uma funcionária não identificada. Easterbrook também renunciou ao conselho da companhia.

Em um e-mail aos funcionários do McDonald’s, Easterbrook afirmou neste domingo que havia violado a política da empresa sobre conduta pessoal. “Isso foi um erro”, escreveu. “Dado os valores da empresa, concordo com o conselho que é hora de seguir em frente.”

A empresa não forneceu mais detalhes sobre o relacionamento. O McDonald’s informou que Easterbrook seria substituído imediatamente pelo presidente nos EUA, Chris Kempczinski.

Easterbrook era o diretor-presidente do McDonald’s desde março de 2015. Durante seu mandato, as ações da empresa quase dobraram de valor, mas o movimento nos restaurantes dos EUA continua estagnado.

O McDonald’s está enfrentando desafios que reverberam em toda a indústria de alimentos, dos produtores de carne aos supermercados, à medida que os consumidores mudaram seus hábitos de consumo para produtos que consideram mais saudáveis e grandes empresas têm sacrificado seus lucros por atualizações tecnológicas e entregas.

O McDonald’s investiu na atualização de seus sanduíches e na renovação de seus restaurantes para acompanhar essas mudanças, mas pagou um preço nos lucros. E os franqueados dos EUA recusaram investimentos obrigatórios em quiosques de pedidos digitais e novos itens de menu, como hambúrgueres de carne fresca. Os franqueados iniciaram uma associação independente no ano passado para se opor a algumas das mudanças.

Easterbrook disse no início deste ano que ele e outros altos executivos, incluindo Kempczinski, estavam conversando com franqueados à luz de suas preocupações, e, como resultado, atrasaram o cronograma para os proprietários fazerem alguns investimentos.

O executivo também reverteu ofertas, incluindo hambúrgueres premium e partes de um menu de café da manhã, depois que eles desaceleraram as operações dos restaurantes. Os tempos de espera nos drive-through do McDonald’s aumentaram nos últimos anos, à medida que o menu da empresa se tornou cada vez mais complexo.

Kempczinski, que ajudou a implementar muitas das mudanças recentes como chefe nos EUA, disse que, como CEO, manterá o foco de Easterbrook na tecnologia e acredita que os investimentos da empresa serão recompensados.

“Não haverá uma mudança radical e estratégica. O plano está funcionando”, disse Kempczinski em entrevista neste domingo.

Ele afirmou que espera continuar discutindo a respeito de preocupações sobre o plano com franqueados. “É algo que precisamos resolver juntos”, disse Kempczinski, que também fará parte do conselho do McDonald’s.

O McDonald’s disse que Joe Erlinger, o mais recente presidente de mercados internacionais, sucederá Kempczinski para supervisionar os cerca de 14 mil restaurantes do McDonald’s nos EUA./ Dow Jones Newswires

– Augusto Nunes e Glenn Greenwald. Basta…

Todo mundo viu que o jornalista Gleen Greenwald e seu colega de profissão Augusto Nunes se desentenderam ao vivo no Programa Pânico, e chegaram às vias de fato, separados pelas pessoas presentes. Gleen provocou insistentemente Augusto que lhe devolveu com um tapa na cara.

Quem está certo? Ninguém. Todos erraram!

Greenwald tomou para si uma luta insana (e polêmica) para tirar todo o crédito da Lava Jato e usou dados de Hackers (publicando-os paulatinamente, como um roteiro), com manchetes que davam a entender que tudo estava manipulado. Nunes desacreditou as notícias e levou a coisa para a intimidade, mexendo de maneira infeliz com os filhos adotados dele (que é gay e vive com o deputado David Miranda-PSOL/RJ), ao perguntar se eram bem criados e sugerir que um juiz analisasse o caso.

A Esquerda e a Direita radicais mexem com as vaidades humanas e deturpam o bom jornalismo e os bons jornalistas. Tudo está confuso neste país!

– Como não recuperar uma imagem de celebridade!

O “pós-desastre” na reputação do cantor MC Gui é muito curioso. O que se fez após a constrangedora gravação e bullying praticado?

Se você não soube do ocorrido, clique aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/10/22/mc-gui-debochando-da-menina-com-cancer-atitude-faz-o-cantor-perder-contratos/

O pai dele disse que o acontecimento “estragou as férias” do artista. Depois ainda divulgou ações de caridade promovidas por ele em Angola, e ousou falar na TV Record que MC Gui estava “mais constrangido do que a menina”, e queria reencontrá-la.

Tudo errado… Quer promover um encontro com a garota, mas ela quer? É pedido de desculpa ou marketing? Se reconciliar “com câmeras em evento publicitário?”

Pare com isso… Consertar com puropaganda não existe! A gestão de carreira, de imagem (e de vida) do rapaz está completamente fora da realidade…

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– Um acesso com treinador e gerente negros: Onde o racismo no futebol perdeu!

Muito se tem falado sobre discriminação no futebol, embora pouco se tem feito. Um dos casos que mais chama a atenção é o Bahia, que tem praticado ações contra transfobia e racismo.

A propósito, na última semana, Roger Machado (o treinador do próprio Bahia) se declarou ativista na luta pelos negros e dissertou muito bem sobre o tema envolvendo treinadores.

Pois bem: enquanto vivemos o problema da pouca oportunidade aos negros como técnicos, um caso de exceção aconteceu em Jundiaí: o Paulista FC ascendeu à 3a divisão com treinador e gerente de futebol negros!

Dias atrás, falamos sobre Edson Fio, o técnico “sem marketing” (leia em: https://wp.me/p4RTuC-nhJ). Agora, o Jornal de Jundiaí, através de Thiago Batista, produz uma excelente matéria sobre o assunto, abordando o preconceito sofrido e vencido!

Vale a pena a leitura e saber o testemunho deles na aceitando dos cargos.

Compartilho, extraído de: https://www.jj.com.br/jundiai/paulista-tecnico-e-gerente-negros-sao-capitulo-especial-na-historia/

TÉCNICO E GERENTE NEGROS SÃO CAPÍTULO ESPECIAL NA HISTÓRIA

Por Thiago Batista de Olim

Não é a primeira vez que o Paulista tem como técnico um negro. Beto Cavalcante e Stélio Metzker recentemente estiveram no banco de reservas do Galo. No entanto, essa é a primeira vez que o clube consegue o acesso com um treinador negro no comando.

Além disso, nesta temporada o clube ainda tem um gerente de futebol negro. Edson Fio, técnico, e Zé Carlos, gerente, ajudaram a montar o time que conquistou no final de semana o acesso à Série A3 do Paulistão. Um feito que entra na história do clube e ambos sabem do tamanho do feito.

“É a maior vitória da minha carreira, até pela forma como fui recebida, por ser negro. É uma vitória minha e do Zé. Até conversei com ele sobre como é raro ter um técnico e um gerente de futebol negros no Brasil”, conta Fio. “O Roger (ex-técnico do Grêmio) levantou na semana passada essa bandeira. Somos poucos e a gente espera muito a valorização e o prestígio que merecemos”, completa.

“Quando fomos apresentados, era uma outra diretoria e ficou claro uma grande desconfiança, algo do tipo: quem são eles. Hoje eu e o Edson damos muita risada dessa situação. Aquilo incomodou muito a gente. Mas é no dia a dia que se mostra a verdadeira capacidade”, lembra o gerente.

O treinador do Paulista conta que, mesmo com a equipe em boa base, sofreu com atos racistas por parte de um torcedor do clube. “Começo do campeonato, equipe com oito vitórias consecutivas e teve torcedor com coragem de nos xingar. Se fosse qualquer outra pessoa não estaria xingando”, disse. “Esse que me xingou ficou aqui um dia me esperando na portaria para falar comigo e não tive oportunidade de encontrar, mas aceito as desculpas”, lembra Fio.

Zé Carlos conta que uma das suas referências no mundo do futebol é o ex-zagueiro do São Paulo, Ronaldão, Ele foi gerente da Ponte Preta.

Zé ainda conta que outros treinadores negros campeões no futebol brasileiro tiveram poucas oportunidades. “O futebol foi cruel com Andrade e com Jayme de Almeida. Dois que pegaram o Flamengo quando ninguém queria e foram campeões, mas depois chutaram a bunda deles”, afirma.

Para ambos, o futebol pode ajudar no combate ao racismo. “O futebol é apenas um ladrilho na parede do preconceito. Mas é o esporte mais praticado no mundo. E quem tem o poder na caneta pode mudar isso. Tem que vir de cima para baixo”, diz Zé Carlos.

“Futebol tem muita força no Brasil. Ele pode mudar muita coisa e podemos sim levantar essa bandeira”, aposta Fio.

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Foto: Alexandre Martins e Gustavo Amorim

– MC Gui debochando da menina com câncer: atitude faz o cantor perder contratos…

A “infelicidade dos atos” faz parte das ações do dia-a-dia de qualquer um, já que errar é humano. Mas você pode evitá-las! E quando falamos em pessoas conhecidas, celebridades ou marcas, se policiar é ainda mais importante, pois o talento e sua valorização podem estar atrelados em seus passos cotidianamente.

Digo isso pois leio que o cantor MC Gui (por ignorância minha, nunca ouvi música dele nem sei das suas qualidades sonoras) postou um vídeo na Disneylândia, onde passeava, ironizando o rosto e o cabelo artificial de uma menina. A garotinha percebeu, ficou constrangida mas ainda assim o bobalhão continuou.

Se não bastasse o bullying e a atitude desrespeitosa (poderíamos parar por aqui, tamanha foi a estupidez), circula a informação que a menina (July) era careca e estava de peruca por conta dos efeitos quimioterápicos do tratamento contra o câncer.

Mesmo se a informação sobre a doença da menina for desmentida, de nada isenta o artista em debochar de uma criança e ridicularizá-la como ele fez. E as consequências para o bolso do rapaz já se fazem vivas: está perdendo contratos publicitários.

Ficará a questão: quando o amadurecimento e a conscientização se farão presentes na vida de pessoas que sempre pensam que a irresponsabilidade e a molecagem são coisas perpétuas e sem frutos negativos?

Abaixo, extraído de IG Celebridades,

EMPRESA CANCELA SHOW DE MC GUI APÓS VÍDEO POLÊMICO

As consequências do vídeo gravado por MC Gui na Disney, em que ri de uma menina, não ficaram apenas nas críticas. O cantor vai sentir também no bolso.

Nesta terça-feira (22), em nota oficial, uma empresa anunciou o cancelamento de um show de MC Gui. Trata-se de uma escola de idiomas localizada em Mato Grosso do Sul.

“O CNA Idiomas Três Lagoas/MS através desse post, informa que foi solicitado o cancelamento do show do cantor MC Gui, que seria realizado no próximo dia 31 de outubro de 2019 em nosso evento do Halloween, por esse motivo também excluímos o post que anunciava o evento. Reforçamos que ética e respeito fazem parte dos valores da nossa empresa e qualquer situação que vá contra nossos princípios em nenhuma hipótese é aceita”, informou a nota.

O caso

MC Gui estava a bordo de um trenzinho que leva turistas às atrações dos parques da Disney, nos Estados Unidos. Ao avistar uma menina no fundo do vagão, o cantor começou a gravá-la e debochar do cabelo dela. Mesmo distante alguns metros, ela percebeu que estava sendo filmada e demonstrou constrangimento com as risadas. Um dos amigos aconselha: “Para, Guilherme”.

O vídeo teve tanta repercussão negativa que Gui decidiu apagá-lo de suas redes sociais. No entanto, aproveitou para gravar um outro vídeo dando explicações e responsabilizando os internautas por não terem levado na brincadeira.

“Aqui nos Estados Unidos, quando chego, vejo pessoas que realmente são muito iguais aos personagens que tem nos filmes, que não existem na vida real, mas as pessoas americanas parecem muito. Agora, no trem, mostrei a menina que estava com o personagem da Boo (do filme Monstros S.A). Eu achei impressionante, porque estava muito parecida. Acabei postando, dei risada porque, realmente, nunca vi aquilo, achei um pouco impressionante. Mano, a Internet tá muito chata. Ela viu que eu estava filmando, a mãe dela veio e comentou. Eu não falo inglês, muitos que estão comigo falam, e ficou meio que uma brincadeira. Não posso postar nada. Estou na Disney, estou de férias, não preciso ficar me explicando por algo que eu não fiz, mas, infelizmente, essa é a Internet que a gente tá usando hoje e é assim que funciona (…) eu filmei não só a criança, como também os pais.. e depois disso conversamos com eles, porque somos fãs do filme e achamos parecido”, reclamou. 

Circula a informação de que a menina se chama July e estaria usando a peruca por estar tratando um câncer.

Crédito: Reprodução
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Crédito: Reprodução

– A era da contraditória esquizofrenia social

Recebi esse texto, cujo autor (Almir Favarin) por ignorância eu não conheço, mas que é sensacional ao explicar com perfeição esses tempos de intolerância a certas coisas e, contraditoriamente, tolerância irrestrita a outras.

Compartilho:

ESQUIZOFRENIA SOCIAL

Por Almir Favarin, Teólogo e Psicanalista

Vivemos numa época onde querem que os padres se casem e que os casados se divorciem.

Querem que os héteros tenham relacionamentos líquidos sem compromisso, mas que os gays se casem na Igreja.

Que as mulheres tenham corpos masculinizados e se vistam como homens e assumam papéis masculinos. Querem  que os homens se tornem “frágeis” e delicados e com trejeitos, como se fossem mulheres. Uma criança com apenas cinco ou  seis anos de vida já tem o direito de decidir se será homem ou mulher pelo resto da vida, mas um menor de dezoito anos, não pode responder pelos seus crimes.

Não há vagas para os doentes nos hospitais, mas há o incentivo e o patrocínio do SUS para quem quer fazer mudança de sexo.

Há acompanhamento psicológico gratuito para quem deseja deixar a heterossexualidade e viver a homossexualidade, mas não existe nenhum apoio deste mesmo SUS para quem deseja sair da homossexualidade e viver a sua heterossexualidade e se o tentarem fazer, é crime.

Ser à favor da família e religião é ditadura, mas urinar em cima dos crucifixos é liberdade de expressão.

Se isso não for o Fim dos Tempos, deve ser o ensaio…

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– Sobre intolerância social: Escola sem Partido, a Ideologia de Gênero, Cura Gay e outras considerações.

Escrevi há 2 anos, mas se faz extremamente atual. Republico:

Causa muita repercussão as manifestações nas Redes Sociais contra a aprovação do Projeto “Escola sem Partido” em Jundiaí. Alguns dizem que o projeto é inconstitucional, outros alegam censura e demais pessoas colocam inúmeros defeitos. Claro, são manifestantes contrários.

Mas manifestam cientes do conteúdo? Quem se sente atacado? A troco de quê?

Sinceramente, você sabe / entende / está por dentro do que é isso?

O professor ético não está nem aí com o projeto, pois ele já pratica o ensino apartidário em sua sala de aula, sem ferir conteúdos que o faça tendencioso a alguma coisa.

Quer exemplo?

Eu tinha uma professora quando era criança que era eleitora (e fanática devota) de Orestes Quércia! Ela não gostava do Maluf, tinha medo do Suplicy, odiava o Antonio Ermírio de Moraes (candidatos a governadores da época) e falava a nós, talvez com 8 a 9 anos, da importância de falar aos pais sobre votar no Quércia, “contra a inércia do Estado(decorei e não esqueci mais a fala dela, de tanto que massificou).

Ora, isso é militância descarada! O que ela nos ensinou sobre Política e Democracia? NADA! Mas entendíamos algo? Muito pouco. Nas classes onde eu trabalhei / trabalho, então adulto e lecionando no ensino superior, tomava isso como exemplo a não ser praticado e sempre procurava mostrar todos os lados da política nos assuntos pertinentes, falando da Sociedade, condenando a Politicagem (que é o uso ruim da Política), defendendo o uso democrático do voto e sem Partidarismo! Aliás, professor-doutrinador de esquerda ou direita é dose, mostrando-se mal profissional. Deve-se ensinar a cidadania, e mostrar virtudes e fraquezas do sistema, mas NUNCA tentar fazer campanha eleitoral no sagrado ambiente da sala de aula. Assim, não me preocupo em dizer: ESCOLA SEM PARTIDO não é escola alienada nem censurada, mas sim um ambiente educacional de pluralidade de opiniões (não de imposições).

– E sobre a Ideologia do Gênero?

Cansamos de falar nesse blog sobre a insistente questão da erotização das crianças e a incessante fala de grupos que querem tornar nossas crianças como recém-nascidos assexuados e ao mesmo tempo adolescentes sexualizados demais. Ora bolas, é pecado o menino ser menino e a menina ser menina? Por quê querer unisexualizar os ambientes de ensino? A orientação sexual do cidadão é outra coisa; idem às aulas tão necessárias de Educação Sexual. O que não se pode é fazer uma semi-apologia do homossexualismo, ao invés de permitir que a criança aprenda as coisas a seu tempo e a arranque da infantilidade à força em nome da liberdade sexual.

Por fim, sobre a cura gay: se o indivíduo que se afirma heterossexual tem a liberdade de buscar ajuda médica / psicológica para tentar descobrir se a tendência homossexual é real e estaria ele em uma fase de auto-afirmação necessária, por que aquele que se intitula homossexual e tem dúvida sobre a sexualidade não pode fazer o processo de descoberta da heterossexualidade ou não? Claro, o termo “cura gay” é de fato pejorativo, mas ao mesmo tempo é incompreensível que grupos LGBTTQ critiquem a liberdade da pessoa em buscar a mesma ajuda médico / psicológica ao contrário!

Sabe o que penso? Que essa história de Orgulho Gay e Orgulho Hétero são as grandes causadoras dessas discórdias! As pessoas são humanas, com características próprias e gostos singulares. Um grupo competir com o outro, vangloriar-se sobre o seu irmão, nada mais é do que pura bobagem; a mesma bobagem da discussão intolerante daqueles que estão radicalmente berrando aos quatro cantos sobre a Escola Sem Partido. O cara (reforço: o radical) reclama que está sendo censurado (não está), discute, grita, berra e impõe sua ideologia partidária, e no fundo pratica o que acha que está lhe acontecendo: uma pseudo-ditadura de opinião! A PESSOA RECLAMA DE INTOLERÂNCIA, MAS É SÓ TOLERANTE ÀS COISAS DO SEU INTERESSE, percebe?

Permitir que o cidadão / humano / pessoa tenha a sua preferência sexual sem fazer apologia na escola, ouvir diversas opiniões e conhecer a Política e a Sociedade do país de forma aberta e independente de partidarismo, respeitar a decisão de escolha das pessoas, é algo democrático! Vir com a Ideologia do Gênero, a Escola COM Partido e a condenação de pessoas que queriam reverter sua condição, isso sim me parece ditadura!

Mais conversa, mais inteligência, mais respeito. Menos radicalismo, menos alienação, menos corrupção de conduta. É isso que o Brasil precisa, onde tal carência significa coexistir nas questões gerais, como a religião, o futebol, a diversidade, a política, o regionalismo, a etnia, a condição social... tudo sem discurso de ódio, palavras raivosas e unilateralismo.

Tenho pena das pessoas que ao discordar de alguém, surgem com o discurso do errado, onde somente elas são as donas da verdade.

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– Crivella foi ofensivo; Dória, diferente.

Não gosto de fazer defesa de político, mas há coisas que precisam ser justas: em referência ao ocorrido semana passada, diferente do caso do prefeito carioca Marcelo Crivella e a polêmica da Revista publicada pela Marvel com um casal de heróis gays (compra quem quer, é publicação lúdica), o governador João Doria Jr acerta ao recolher o material que contém CONCEITO ERRADO em Ciências, tentando ensinar que “ninguém nasce homem ou mulher” (redigido dessa forma pontual).

Como não?

Opção sexual é uma coisa (censurada com equívoco por Crivella); forçar a inexistência de gênero é outra (criticada com acerto por Dóris). Neste caso, há uma típica apologia à Ideologia de Gênero ou algo ainda mais exagerado: uma catequese equivocada ou má intencionada de ensinar propositalmente errado.

Uma coisa é a homofobia; outra, o ensino errado de biologia.

– As carreiras de jogadores de futebol: alienação total nos dias de hoje?

A motivação desta postagem decorre da declaração do jogador Gabriel (Corinthians) na 5a feira passada, logo após o jogo contra o Fluminense. E é atemporal o fato, que pode ser discutido a qualquer momento. 

Gabriel disse que estava indo para o Al Hilal da Arábia Saudita e só soube naquele dia da sua transferência, sentido-se surpreso.

Só sabia naquele dia mesmo?

Mas quem dirige sua vida, não o avisou antes nem consultou? O jogador não tem decisão própria?

Me parece que cada vez mais os atletas são produtos dos empresários, sem poder de decisão? Lamentável… vende-se, empacota-se e se envia!

Pior: foi tanta a cáca que, ao chegar no Oriente, o clube desistiu do negócio…  (contratou Cuellar). Durma-se com um barulho como esse!

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– O Protocolo FIFA contra a discriminação foi usado pela 1a vez no Brasil. Mas a Conmebol não queria…

Muito se repercute a paralisação da partida entre Vasco da Gama 2×0 São Paulo por conta de gritos homofóbicos.

Três coisas importantes sobre isso: 

1- O árbitro Anderson Daronco não parou o jogo por ordem da CBF, mas sim por determinação do Protocolo FIFA de 3 etapas, visando o combate a qualquer tipo de discriminação (sexista, racista, política, entre outras tantas coisas).

Sobre o Protocolo FIFA, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao-no-futebol/

2- Independente do Protocolo FIFA (que na etapa 3 das 3 existentes determina automaticamente que o jogo seja encerrado e o time cuja torcida praticar a discriminação tenha oficializada a derrota na partida), o TJD determinou que aqui no Brasil punirá conforme a intensidade da discriminação os clubes (independente do protocolo), podendo até sugerir que se percam os pontos do jogo apenas com os gritos, sem outras manifestações. Há de se aguardar!

3- A Conmebol quis que a FIFA não colocasse esse protocolo em vigor no dia 15/07/2019, justificando que em nosso continente existiam práticas culturais enraizadas e que não deveriam ser punidas. É mole?

É esperar se existirá uma punição para o Vasco por parte da CBF. Pela FIFA, não haverá!

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– Por homofobia, pela 1a vez partida é interrompida na França pelo Protocolo FIFA.

Lembram quando postamos sobre o Protocolo FIFA que deveria ser executado em caso de discriminação (das diversas naturezas) quando ocorresse?

(Para recordar, clique aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao/)

Pois bem: ocorreu o 1o caso, e foi na França.

Extraído de: https://jamilchade.blogosfera.uol.com.br/2019/08/17/na-franca-arbitro-interrompe-jogo-diante-de-cantos-homofobicos/

NA FRANÇA, ÁRBITRO INTERROMPE JOGO DIANTE DE CANTOS HOMOFÓBICOS

Por Jamil Chade

O jogo da segunda divisão do campeonato francês, entre os modestos Nancy e Le Mans, entrou na sexta-feira para a história do futebol do atual campeão do mundo. Trata-se da primeira vez que, por conta de um comportamento homofóbico por parte da torcida, um árbitro decide suspender o jogo, ainda que por apenas alguns minuto. Os torcedores do Nancy devem ser punidos e o clube pagará uma multa. Mas foi o gesto do árbitro Mehdi Mokhtari que se transformou numa referência e abriu um amplo debate. A ministra dos Esportes, Roxana Maracineanu, foi a primeira a comemorar a decisão, tomada depois de uma pressão de governos para que a Uefa modificasse suas leis para permitir que uma partida pudesse ser alvo de uma interrupção, em caso de incitação ao ódio ou homofobia.

Em abril, o jogo entre Dijon e Amiens já havia sido suspenso por alguns minutos, desta vez por conta de ataques racistas. A decisão, naquele momento, foi dos jogadores. Agora, aos 27 minutos, foi a vez do árbitro assumir a decisão.

Jean-Michel Roussier, o presidente do Nancy, admitiu que a regra deve ser aplicada e afirmou ter ido encontrar, ainda durante a partida, com os representantes das torcida organizadas para alertar sobre a situação. Na França, a lei permite que um clube proíba a entrada de um torcedor que tenha sido identificado como autor de uma provocação homofóbica, racista ou que promova o ódio e violência.

Se na França a nova lei começa a ser aplicada, na Fifa o assunto já foi alvo de um acalorado debate. Com as seleções sul-americanas acumulando multas milionárias aplicadas pela Fifa, em diversos jogos das Eliminatórias, a Conmebol tentou explicar à entidade máxima do futebol que os cantos homofóbicos eram “culturais”. A Fifa se recusou a aceitar a explicação e continuou a multar as federações.

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– Política cansa!

Lula ou Bolsonaro? Cansa ver tanta gente brigando por causa de “político de estimação”…

Abordamos isso no vídeo do nosso Vlog, em: https://youtu.be/HBOagvyLAOU

– Padre Fábio de Melo sai do twitter e diminui rotina árdua! Até ele é vítima dos haters das Redes Sociais?

O conhecido religioso Padre Fábio de Melo, de importante lições espirituais e dono de inspiradas canções, após ser pilhado por conta de uma publicação onde falava sobre “saidinha de presos do Dia dos Pais”, resolveu abandonar o Twitter.

Ele escreveu em outras palavras que Alexandre Nardoni, um famoso condenado por ter matado sua filha pequena ao jogá-la do alto do seu apartamento, deveria não ter o benefício de sair para ver seus filhos no dia dos pais, mas sim ir ao túmulo da inocente assassinada no dia de Finados. Para a Web, tal postagem foi motivo de repulsa ao sacerdote que foi bombardeado por críticas.

Tendo sofrido recentemente com a Síndrome do Pânico, o padre declarou que a sua saúde emocional era importante e que essa Rede Social não estava mais lhe fazendo bem. Imaginem o que ele deve ter lido… também prometeu diminuir sua rotina de shows, até se dedicar fora da área musical para novos desafios de evangelização.

A questão é: ele, tão especial em espiritualidade e nas mensagens de paz, numa opinião pessoal (não escreveu como homilia, mas como humano que é), tornou-se alvo da patrulha do politicamente correto.

Claro que como Padre muitos talvez desejassem que ele repetisse o famoso ensinamento cristão de perdoar 70×7. Mas na Internet ele sempre foi mais gente do que padre, e tal sentimento de indignação falou mais alto.

A questão é: Nardoni, por incrível que possa parecer, foi levado a ser por muitos uma “Madalena Arrependida” (e olha a diferença de pecado do criminoso e da santa…).

E você: o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Um Vlog como teste?

Amigos, estou fazendo uma nova experiência: após sugestão, estou gravando temas do Blog em vídeos no YouTube. Na verdade, por enquanto, somente fiz o primeiro, de apresentação.

Tudo caseiro, bem amador, sem muita preocupação com edição. Como estou aprendendo, parece-me que não é errado chamar de Vlog (Blog em Vídeo). Ou melhor: Canal!

Não importa! O que vale é a intenção. Se você quiser me dar a honra de prestigiar e se inscrever, o endereço (abaixo) é:

https://www.youtube.com/channel/UCRT3Ds8ExBZppf6iTwFTsuA

– As torcedoras do Irã e o direito de frequentarem praças esportivas.

A Copa do Mundo da Rússia, ocorrida há um ano, trouxe novidades comportamentais ao Irã: o entusiasmo pela competição afrouxou as leis locais e trouxe a permissão para que mulheres possam assistir aos jogos de futebol nos estádios. Hoje, em quase todas as modalidades existem torcedores masculinos e femininos nas arquibancadas.

Era comum, pasmem, as iranianas (consideradas as mulheres mais bonitas e corajosas do Oriente Médio) vestirem-se de homem para ir a alguma praça esportiva na modalidade “masculino”, já que a teocracia local condenava a mistura de sexos na torcida. Não seria “adequado” que os trajes esportivos mais agarrados ao corpo fossem vistos por elas; e se praticantes, nem elas que estivessem à mostra para que homens vissem (tal motivo acarretava, por exemplo, que em jogos de voleibol feminino somente mulheres pudessem estar no ginásio torcendo).

Enfim: quantas vezes houve tamanha e desnecessária separação entre as pessoas única e exclusivamente pelo gênero? Mesmo respeitando a cultura e a religião irradiada de Teerã para todo o resto do país, é inadmissível para o mundo moderno hoje que exista tal situação (que ainda ocorre em algumas nações mais radicais).

– A estupidez dos protestos fanáticos de torcedores de futebol

É sabido que amo futebol, mas não sou idiota de cometer crimes ou sandices e/ou extrapolar o bom senso. Afinal, “o futebol é a coisa mais importante dentre as menos importantes”, como cunhou um dia Arrigo Sachi.

Entretanto, não só esportivamente, mas socialmente falando, é triste demais ver pessoas tomadas pelo fanatismo ameaçando de morte outras ou brigando por conta de… futebol!

Não venha me dizer: “Você não sabe o que é acompanhar o time nas viagens pelo Brasil inteiro, é paixão”. Não sei mesmo, afinal o Trabalho, a Educação e a Família estão em primeiro lugar! De onde vem o dinheiro e o tempo para se ausentar das coisas importantes e ir atrás de futebol?

Outra coisa: os clubes são entidades PRIVADAS! Os donos são seus sócios, não os torcedores. Os diretores querem ganhar, antes do que título, dinheiro! Portanto, esse é outro motivo para entender que é uma grande imbecilidade fazer com que o time de futebol seja prioridade na vida de um torcedor, além de achar que “tem direito de protestar dessa forma”.

O protesto verdadeiro e civilizado é a vaia, o boicote ou a associação ao quadro associativo, tentando se tornar dirigente para mudar a situação. Aliás, muitos pirateiam produtos do time (dando prejuízo a marca) e depois se dizem “apaixonados que lutam por ele”!

Esqueçam esse romantismo (se é que é verdadeiro). A coisa deve ser profissional e racional, nunca passional porque trás violência. Prova disso são as ameaças a Felipão.

Luís Felipe Scolari foi o mestre dos treinadores na virada dos anos 1990 / 2000, culminando com a Copa do Mundo de 2022. Amado e odiado por muitos, foi o capitão do fiasco do 7×1 de 2014 (antes, fez parte da campanha do rebaixamento do Palmeiras). Mas pelo carisma (e pelo histórico e competência em outras passagens no próprio Verdão) conquistou o Brasileirão passado. Respeito ele, sua história e seu conhecimento mas hoje não é mais o supra-sumo dos técnicos de futebol. Afinal, é difícil se manter em alta tanto tempo e existe sempre a necessidade de se reinventar.

Dito tudo isso: proteste-se (se for necessário) nas arquibancadas. Fora delas, mantenha-se a civilidade.

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– Os 3 passos para o protocolo FIFA contra a Discriminação no Futebol!

Desde 15 de julho, a FIFA ampliou como norma mundial um procedimento em 3 etapas que adotou como “Protocolo contra a Discriminação”. Entenda isso com os exemplos de: Imitar Macaco / Jogar Banana (Racismo), Gritar “Bicha” / “Puto” no Tiro de Meta (Homofobia), Fazer gestos sexistas (ironizar uma atleta / oficial de arbitragem por ser mulher), cantar música que possa fazer alusão a jingles políticos ou gestos (cantos neonazistas) e ou manifestação religiosa preconceituosa (atos anti-semitas).

Se isso acontecer, 3 passos a serem providenciados pela arbitragem:

  1. Interromper o jogo, com o sistema de som e imagens do estádio advertindo a conduta. Se possível, identificar quem iniciou. Reiniciar em seguida.
  2. Interromper o jogo novamente por minutos, com a permissão de que se crie um intervalo e os atletas possam deixar o campo, ir aos vestiários e voltarem com tudo controlado / mais calmo. Somente aí o jogo é reiniciado.
  3. Interromper o jogo, anunciar o motivo que será comunicado pelo árbitro às pessoas responsáveis pela informação aos torcedores e encerrar definidamente a partida.

Claro que tudo isso depende de qual ato e como tem sido feito. Mas é uma forma de advertir em 3 momentos uma torcida que não se comporta bem para o clube não perder os pontos do jogo por conta da conduta discriminatória dos seus aficcionados. 

Reforçando: isso já valia para jogos FIFA desde 2017, mas desde o dia 15 passou a valer mundialmente em qualquer tipo de jogo, de Copa do Mundo até a 4a divisão regional.

Na imagem abaixo, o quadro que relata os 61 casos de discriminação oficialmente contabilizados no futebol brasileiro em 2017:

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– O Patinete Motorizado precisa ser debatido mais!

Que febre é essa dos patinetes motorizados?

Aqui em Jundiaí, não os vejo. Fui passear em Santos e levei um susto: vários patinetes a cada esquina, esparramados nos jardins da orla, das duas empresas que estão oferecendo o serviço por lá. E que bagunça…

Se anda na ciclovia, na calçada e na rua. Em todo lugar que dá para circular e onde não dá! E quanta gente caindo… Presenciamos, inclusive, um resgate.

Na cidade de São Paulo, vi patinetes e bicicletas bagunçados do mesmo jeito. No meio da calçada, parados, esperando clientes (e os pedestres que desviem). Somente na parte da manhã estão organizados, pois durante o dia, em qualquer e todo lugar.

Por mais que se defenda que é um meio de transporte limpo e que ajuda na mobilidade, deve-se ter regras! Pegá-los e deixá-los em estações (não no meio da rua), não atrapalhar quem anda a pé e discernir se o ideal é entre os carros ou na ciclovia. Do jeito que está, está perigoso para quem faz uso deles e para quem caminha e pode ser vítima de um descuidado!

Aliás, já pensou se tivermos várias empresas oferecendo o serviço? Multiplique-se o número de patinetes amarelos e verdes das duas principais prestadoras de serviço (faça o mesmo com as bicicletas) com os vermelhos, azuis, brancos, laranjas que possam a vir… Teremos uma cidade intransitável!

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– O radicalismo dos judeus ortodoxos trazendo alguns problemas sociais

Claro que toda crença deve ser respeitada. Mas alguns inconvenientes da falta de bom senso de uma cultura podem ser danosos.

Dois exemplos envolvendo um mesmo grupo: leio que os judeus ortodoxos ultra-radicais estão com problemas por causa de uma campanha anti-vacina (por isso o crescente número de sarampo nos EUA), já que os fiéis daquela localidade resistem à prevenção por tal método; o outro caso é de evitarem o contato com mulheres em seu dia-a-dia, como, simplesmente, voar sentado do lado delas.

É extremamente curioso e motivo de discussão. As duas matérias que abordam esse assunto, abaixo:

1 – Em: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/04/09/nova-york-declara-emergencia-devido-a-surto-de-sarampo.ghtml

NOVA YORK DECLARA EMERGÊNCIA DEVIDO A SURTO DE SARAMPO

Cidade exige que moradores não vacinados das áreas afetadas tomem a vacina ou paguem multas.

Um surto de sarampo no Brooklyn, principalmente entre crianças judias ortodoxas, fez com que a cidade de Nova York declarasse uma emergência de saúde pública nesta terça-feira (9), exigindo que moradores não vacinados das áreas afetadas tomem a vacina ou paguem multas.

O maior surto do vírus, antes praticamente erradicado, na cidade desde 1991, está basicamente contido na comunidade judaica ortodoxa do bairro de Williamsburg, com 285 casos confirmados desde outubro, disse o prefeito Bill de Blasio em coletiva de imprensa. O número representa um salto acentuado dos apenas dois casos registrados em todo o ano de 2017.

“Esse é o epicentro de um surto de sarampo que é muito, muito preocupante e que precisa ser enfrentado imediatamente”, disse de Blasio. O prefeito foi acompanhado por autoridades de saúde da cidade que criticaram o que chamaram de “desinformação” espalhada por críticos das vacinas.

O vírus do sarampo é altamente contagioso e pode levar a sérias consequências e à morte. Embora nenhuma morte tenha sido confirmada até agora, 21 pessoas foram hospitalizadas, com cinco na unidade de terapia intensiva, segundo autoridades. Todos os casos confirmados, com exceção de 39, afetaram crianças.

O surto faz parte de um reaparecimento mais amplo do vírus nos Estados Unidos, com 465 casos registrados em 19 Estados até agora neste ano, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

Em 2000, os Estados Unidos declararam que o sarampo havia sido eliminado do país devido à ampla vacinação, o que significa que não estava mais constantemente presente. Entretanto, as taxas de vacinação têm caído nos últimos anos, de acordo com especialistas em doenças infecciosas.

O surto no Brooklyn tem sido associado a uma criança não vacinada que foi infectada durante visita a Israel, que também está enfrentando uma epidemia da doença, de acordo com o Departamento de Saúde da Cidade de Nova York.

Autoridades disseram que irão impor multas de até mil dólares àqueles que não tomaram a vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) e não podem fornecer outra evidência de imunidade, como já terem tido sarampo.

Essa é a primeira vez na história recente em que a cidade de Nova York ordena vacinações obrigatórias, de acordo com autoridades de saúde.

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2- Em: http://www.virgula.com.br/viagem/cia-aerea-nao-aceita-mais-que-judeus-ortodoxos-se-recusem-a-viajar-ao-lado-de-mulheres/

CIA. AÉREA NÃO ACEITA MAIS QUE JUDEUS ORTODOXOS SE RECUSEM A VIAJAR AO LADO DE MULHERES

A companhia aérea israelense EL AL deu uma boa notícia e fez uma importante mudança em sua política nesta semana. Ela anunciou que não vai mais mudar as mulheres de assento para acomodar judeus ortodoxos que se recusam a viajar ao lado de presenças femininas.

A razão foi uma denúncia de Khen Rotem, um rapper israelense conhecido como Sagol 59. Ele estava em um voo de para Nova York para Tel-Aviv que atrasou mais de uma hora até que os comissários mudassem mulheres de lugar após quatro judeus ortodoxos se negarem a sentar ao lado delas.

Em post no Facebook, o rapper disse que um dos homens se recusava a falar com as atendentes de voo e passou a viagem todo com os olhos fechados para não ter que olhar para as mulheres do voo. A reclamação repercutiu na internet e o CEO da maior empresa de tecnologia local iniciou um movimento de boicote à companhia aérea. “Não fazemos negócios com empresas que discriminam pessoas por raça, gênero ou religião. A NICE não voará mais com a EL AL até que mude suas políticas discriminatórias contra mulheres”, disse Barak Eilam.

Depois disso, a companhia aérea anunciou que, a partir de agora, “passageiro que se recusar a sentar ao lado de qualquer pessoa será imediatamente removido da aeronave”.

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– Mundo ensandecido, parte 2: Xico Graziano e Paulo Henrique Amorim

Quem somos nós para julgar o próximo, não?

Eu admirava o jornalista Paulo Henrique Amorim até o momento que ele surtou. Passou a ofender jornalistas (lembram do processo de racismo que ele sofreu?) e exagerar nas suas posições políticas (em momentos radicais). Dessa forma: permaneceu o meu respeito pelo profissional do jornalismo (que era muito competente), embora eu repudiasse suas opiniões. O mundo democrático deve ter esse respeito / educação.

Detesto fanatismo de Direita ou de Esquerda, pois deturpa as coisas. Aí eu vejo esse tuíte do Xico Graziano, conhecido político, falando sobre “santificar ou demonizar” quem morre. Na publicação, desrespeita a figura do recém-falecido. Mas a troco de quê?

Ora, se o cara se foi, respeite a dor de quem o tinha por estima. Mas louvar a morte de alguém por divergência política não é racional, nem razoável, nem humano.

Fique-se no silêncio pela boa educação. O fato de você não gostar da pessoa e permanecer quieto, não necessariamente te faz um admirador dela. Pra que ofensa gratuita?

Vocês já imaginaram o inferno que acontecerá com os extremistas que se tornaram radicais lulistas e bolsonaristas, se algum deles falecer hoje?

Fujamos das redes sociais nesse dia…

Abaixo, o infeliz tuíte citado de Graziano. Como podemos dizer que quem morreu é um canalha e ironiza para onde ele vai? E nós, para onde iremos?

– A insensibilidade sobre pessoas que tem fé. Ou intolerância religiosa generalizada de Fogaça?

Puxa, fiquei chateado, pois gosto do Programa Masterchef. E ao ver um dos seus jurados, Henrique Fogaça, gratuitamente atacar a fé alheia, só resta lamentar.

Estando no Vaticano, o chef de cozinha (e dono de diversos restaurantes) foi ao Vaticano com uma camisa em que duas freiras estão se beijando como um casal de lésbicas. Não contente, gravou um vídeo onde generaliza as pessoas que têm fé, abordando por último o fanatismo.

Sempre li que Fogaça tinha um quê de “médico e monstro”, cuidado de crianças especiais e aos mesmo tempo armando barracos em seu condomínio. Mas daí a tal desnecessária postagem de intolerância religiosa – e sarcasmo, pois ofende com suas palavras e imagens, é algo imprevisto para quem precisa ter serenidade.

Abaixo, extraído de: https://jovempan.uol.com.br/entretenimento/famosos/no-vaticano-henrique-fogaca-ironiza-freiras-e-critica-igreja-catolica-assista.html

NO VATICANO, HENRIQUE FOGAÇA IRONIZA FREIRAS E CRITICA IGREJA CATÓLICA

O jurado do MasterChef Henrique Fogaça se envolveu em mais uma polêmica. O chef, que está em Roma, na Itália, postou uma foto na sua página no Instagram ao lado de duas freiras usando uma camiseta com a estampa de duas mulheres vestidas de hábito religioso dando um beijo na boca.

“Pedindo a bênção. ‘Orai por nós’, ‘Prega per noi’, ‘Pray for us’”, escreveu na legenda. Nas hashtags, ele ainda usou termos como: “blasfêmia, o choro é livre e fuck hipocrisia”.

Além disso, em visita ao Vaticano, Fogaça gravou um vídeo dizendo que o “fanatismo acaba com as pessoas”. “O fanatismo corrompe as pessoas, e quem não tem cabeça boa entra de cabeça na religião e no fanatismo e deixa todo o seu salário nesse império milionário aqui”, afirmou apontando para a igreja.

Confira:

Vídeo incorporado

Gabriel Rodrigues@gaah_sza

Vc tem razão: o fanatismo é uma doença. Mas vejo vc com essa camisa, com esses argumentos e penso que vc é um fanático das suas ideologias que não condizem com o que a Igreja vive, pensa, prega ou faz. Lamentável. Triste. Surreal. Fanático. Fogaça no Vaticano

Alguns seguidores do chef não gostaram das publicações e o criticaram. Fogaça apagou as fotos com as freiras e postou vídeos na rede social se explicando. “Falaram que sou desrespeitoso. Isso para mim são pessoas desonestas, que matam, roubam… Eu não faço parte disso. Tenho valores, educação, sou trabalhador. Para o bem comum vou tirar o post para as pessoas que ficaram ofendidas. Essa não foi minha intenção. Sou uma pessoa do bem”, falou.

O jurado disse que foi reconhecido pelas freiras, que segundo ele são brasileiras. “Essas duas freiras brasileiras vieram falar comigo e conversamos um pouco. Estou vendo muita gente me acusar e falar coisas erradas. Não sou racista e nem preconceituoso. Ser gay é doente? Eu acho que não, né?” completou.

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Ops: Fogaça pediu desculpas pouco. Ótimo que tenha percebido o erro.

Aqui: https://twitter.com/fogaca_henrique/status/1145720308793581568?s=09 Ele já se retratou

– Índia: e o absurdo Machismo

Esse texto, abaixo, tem 9 anos. Mas não tem como não se impressionar…

Sobre as mulheres na Índia, compartilho:

MACHISMO INDIANO

Muito me assustou uma matéria publicada pela Revista Superinteressante deste mês de Junho/2009. Nela, há uma reportagem a respeito das Castas Indianas (tema que ficou na moda devido a novela da Globo). Mas o que impressiona são os números e hábitos das mulheres locais!

Na Índia, é um fardo para as famílias criar uma menina. Muitos abortos são cometidos, pois ter uma filha é um custo alto: a maioria das mulheres não trabalha, e ao crescer, ela é entregue a um novo e o pai dela deve dar presentes à família do noivo, o que inclui desde pedras preciosas até veículos!

Naquele país, apenas 48% das mulheres são alfabetizadas (e entenda alfabetizada na Índia o fato de apenas escrever o próprio nome.

Lá, abortar uma menina não é um pecado, mas uma “providência” (que absurdo!). Tanto que o governo proibiu que os médicos divulguem o sexo do bebê nas ultrassonografias, a fim de evitar o aborto. Muitos aceitam sacrificar sua filha, para que o primeiro filho seja homem e o pai possa “reencarnar” nele.

Devido a isso, hoje há 9 homens para cada mulher. Casar tem sido difícil, o que faz com que exista  o comércio cada vez maior de “compra de esposas”. Nas vilas pobres, troca-se mulher por búfalos. Amor no casamento? Lá não é assim… Amor se constrói aos poucos, depois de casado.

Quando a mulher fica viúva, ou o seu cunhado a toma por esposa, ou ela faz voto perpétuo de castidade. Ou seja, casamento de mulheres viúvas, não existe!

Em caso de divórcio, a mulher só tem direito as jóias que ganhou. Nada do marido deve pertencer a ela. E, como é perceptível até na novela, a esposa é proibida de citar o nome do esposo. Apenas deve chamá-lo de “Marido”. Em alguns vilarejos, ela só pode fazer as refeições depois do marido, pois é sinal de submissão a ele.

Modos e hábitos diferentes dos nossos. O que mais impressiona é que, para eles, nós somos os diferentes…

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