Na semana passada, ocorreu o “Dia Nacional do Orgulho Gay”, e o SPFC (assim como outros times de futebol) fizeram postagens nas Redes Sociais pedindo o fim da homofobia (e o ambiente das arquibancadas é carregado disso).
A foto da esquerda é uma postagem do São Paulo, e nos comentários, há elogios e muitas críticas, beirando a própria homofobia, e algumas mais descaradas como “desnecessário” e outras com palavrões que me recuso a publicar aqui.
A foto da direita tem uma pergunta pertinente do perfil de“Estrelinha @Lekass_”: “Me diga, se fosse 2 homens tirando uma foto dessa na arquibancada laranja?”
Enfim, a questão é: por mais que se peça respeito nas arquibancadas, haverá o machismo, o preconceito e a confusão de que “respeitar é fazer apologia”.
Parabéns por quem, ao menos, tenta respeitar e promover o respeito no futebol. E paciência pelas críticas que surgirão.
Ainda é 5ª feira. Portanto, disfarcemos as olheiras e trabalhemos com o sorriso no rosto, levando conhecimento aos nossos alunos e ajudando a divulgar as boas coisas que existem.
Ética, respeito e um adequado senso de responsabilidade: é esse o perfil que precisamos dar ao Brasil.
O antigo Orkut tinha uma timeline que permita personalizar assuntos que surgissem em primeiro lugar de interesse, além de, simplesmente ocorresse a aparição conforme cada amigo publicasse (sequencialmente, por ordem de postagem), à escolha do usuário.
Mais ou menos assim é também a timeline do Twitter. Você escolhe o que quer que apareça primeiro: os assuntos principais (que estão “bombando”) ou as postagens por ordem cronológica de todos os seus seguidos.
Já o Facebook… permite que vejamos preferencialmente as publicações de pessoas que escolhemos como principais ou, caso não desejemos, automaticamente nos empurra o que os seus algoritmos impõe a nós. Nada de ver as postagens por ordem e dia de cada um dos seus amigos virtuais. É por isso que de repente surge uma publicação de 3 dias atrás, mas não a publicação da última meia hora.
Por culpa disso, o Facebook acaba sugestionando preferências que sua inteligência artificial escolhe para nós. Quer maior prova disso? Os temas que envolvem política!
Se você tem interesse objetivamente em notícias do presidente Jair Bolsonaro ou do ex-presidente Lula, você verá com muita frequência essas publicações. Se você tem preferência em temas de louvação da Direita ou da Esquerda, sua timeline vai mostrar várias postagens desses assuntos. É por isso que para muitos, o mundo correto é o da Direita e para outros é o da Esquerda – porque o Facebook lhe quer agradar com sua vontade!
Mas há um problema nisso: as pessoas que procuram ser ponderadas e que nas Redes Sociais escrevem os nomes de Bolsonaro, Lula, Dória (usando hashtags especialmente), emitindo opiniões independente de ideologia, receberão carga de visualizações de todos os lados! Assim, ao invés da sua postagem ser “isenta”, passará a ser vista como “comunista” por fanáticos de Bolsonaro e como “chapa-branca” por radicais de Lula.
A boa notícia é: as pessoas centradas e ponderadas visualizarão as diversas linhas e poderão entender que se fala sem paixão ou adoração a Político X ou Político Y, independente de ele gostar de Lula ou de Bolsonaro (os extremos ideológicos).
A má notícia: cada vez mais um fanático verá aparecer postagens com tendência de crítica ao seu político de estimação, seja qual for a linha – e sem respeitar a opinião alheia, querer sobrepor.
Você poderá ter 50 publicações num mesmo dia, sendo 49 mais importantes de diversos assuntos abordados, mas 1 (a que tem a maior importância nas Redes pelo Facebook, e no caso é a de assuntos da política) ganhará destaque muito maior!
Assim, antes de rotular alguém de Direita ou de Esquerda, veja a linha do tempo dele e as publicações que aparecem na sua própria timeline. Você descobrirá que está sendo iludido pelas preferências (muitas vezes inconscientes por sua parte mas eleitas pelo Facebook) de um computador com inteligência artificial que quer justamente a polêmica – afinal, esse computador quer que a Rede Social tenha audiência…
Insisto: saudade do Orkut…
Em tempo: não sou fanático por político algum, elogio Bolsonaro, Dória, Ciro, Marronzinho, Lula, Enéas e até Boulos se forem merecedores; se minha opinião for crítica a qualquer um deles, idem. Sou apartidário (embora, no Facebook sou rotulado de petista ou de bolsonarista, dependendo a quem os algoritmos distribuem a postagem).
Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.
Chegamos a um tempo onde a falta de noção e desrespeito às condições mínimas de dignidade deveriam ter sido extirpadas do planeta. Mas em algumas nações, o preconceito ridículo ainda ocorre.
Veja só nessa matéria da BBC (http://is.gd/Y4aX5S) a absurda situação: na Tanzânia, país que sofre com a epidemia de Aids, as crianças são obrigadas a se identificarem como portadoras do HIV nas escolas, vestindo-se diferente!
Estúpido, não?
ESCOLAS DA TANZÂNIA OBRIGAM ALUNOS COM AIDS A USAREM UNIFORMES COM ETIQUETA
Ativistas de direitos humanos na Tanzânia denunciaram a prática adotada por algumas escolas de obrigar alunos portadores do vírus HIVa usar etiquetas vermelhas em seus uniformes.
A ativista Rebecca Mshumbusi, diretora de um grupo local que luta pelos direitos dos portadores do vírus HIV, descreveu a prática como um abuso de direitos humanos e disse que é ilegal obrigar uma pessoa a revelar seu estado de saúde.
Diretores de escolas na Tanzânia, porém, defendem a prática. Segundo eles, estudantes com a etiqueta no uniforme são poupados de tarefas mais pesadas, que poderiam prejudicar sua saúde.
Paulo Roberto Martins, o “Morsa”, é um senhor de idade respeitado. Ou era… pelo menos, até pisar na bola ontem. O comentarista de futebol (ex-Record, ex-Band e atualmente na Transamérica) ofendeu gratuitamente o treinador do Palmeiras com termos de “Boçal”, “Desgraça”, entre outros.
Pra quê?
Fazer alguma crítica ao trabalho profissional é normal. Mas sem conhecer a pessoa, levar para o pessoal?
Realmente não entendi… Que Abel às vezes passa do ponto, ironizando comentários, é sabido. Que o comentarista faça o mesmo: restrinja-se à relação profissional. Individualizar e questionar a “pessoa física”, aí é totalmente desnecessário…
Se você for de Esquerda ou de Direita, gay ou hétero, crente em qualquer crença ou ateu, palmeirense ou corintiano, caipira ou caiçara, moderninho ou conservador, que seja. MAS… respeite quem não pensa igual! Não insista para que eu tenha a mesma opinião que a sua, que aja como você e tampouco tenha os seus mesmos anseios e valores.
A minha opinião é minha, sem viés, sem manipulação de ninguém. Só minha. Assim como creio que a sua, seja qual for, seja somente de você– sem influência de Fake News ou de lavagens ideológicas de quem for.
Mais especificamente, não estou nem aí se você é Bolsonaro, Lula, Dória, Marronzinho, Enéias ou Eymael. Seja da ARENA ou do PCO, respeitarei seu direito de expressão. Respeite o meu também.
Vivemos numa sociedade onde a pessoa quer ser seu amigo em Rede Social (seja qual for), mas vai lá encher o saco dela. E depois fica “magoadinha” porquê é bloqueada. Mas por quê isso ocorreu? Sou obrigado a aguentar chato tentando me catequisar, converter, lavar minha mente?
O pior: você emite educadamente sua ideia, procura manter o bom senso e, de repente, aparecem as pessoas que discordam de você que, ao invés de recíproca e educadamente escrever no mesmo tom de educação que leu, enche seu espaço de CTRL C + CTRL V com um monte de argumentos dos outros, já prontos e com palavras raivosas. Abarrota de palavrões, ofensas, e outras bobagens, achando que é natural fazer isso (sim, sou politicamente correto e entendo ser necessária a boa conduta). Se a pessoa não teve tom ofensivo mas sim opinativo, que raio de sanha maldosa e imbecil que o outro tem em perder tempo e ir te ofender gratuitamente?Eu não vou na sua página escrever coisas que você possa se ofender, não vá à minha também. E se veio, por quê insiste em ser amigo virtual?
O cara escreve te chamando de vários “nomes”, mas depois diz que não se referiu a você. Então cite a quem! Saiba escrever, arranhe e arrisque algumas palavras entendíveis e inteligentes. Mas o principal: seja educado, cidadão, democrático e justo.
As pessoas falam nas Redes Sociais como se “tudo pudesse”, um mundo sem escrúpulos nem leis de convivência. “Rasga a saia” e desanda a digitar o que não tem coragem de falar no frente-a-frente. Se dói por qualquer coisa. Liberdade de expressão não é direito de calúnia!
Insisto: argumentar e discutir é ótimo, mas IMPOR a sua opinião é desrespeito, fanatismo ou falta de educação.
Enfim, vida que segue onde as pessoas gratuitamente perdem tempo de entrar na postagem alheia simplesmente para exercer a atividade da imbecilidade, sem entender que se pode opinar contrariamente e não percebendo e nem tendo a sensibilidade de que não pode é atacar simplesmente por ignorância.
Que necessidade idiota é essa de atacar? A maldita ideia do “nós contra eles” dos anos 2000 voltou a todo vapor em 2022.
O apelo é: cada um respeitando o próximo, é o mínimo que a cidadania exige.
Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer o autor, favor avisar para informar o crédito.
Quando falamos em “Dar Opiniões no Mundo Virtual“ sabemos das várias formas (a maioria agressiva) de como discordar de quem pensa diferente de você.
Elenquei as 5 mais comuns que percebo:
A) A pessoa pode não ter entendido o que você escreveu e reclama veementemente (mesmo sendo ignorante);
B) Faz de conta que não entendeu (e quer te minimizar disfarçadamente);
C) Entendeu seu ponto de vista e expõe educadamente o seu entendimento (concordando, sendo alternativo ou discordando), sempre respeitando-o;
D) Apesar de ter observado atentamente suas colocações, discorda prontamente e quer que você concorde com ela “na marra” (pois só ela é “dona da verdade”);
E) Nem lê, mas se é contra o que ela pensa, já te xinga (as opiniões desses radicais devem sobrepujar a de todos outros, dispensando qualquer conhecimento).
No mundo ideal, a alternativaC, infelizmente, está em baixa… não só no tripé dito popularmente difícil de discutir (religião, política e futebol), mas na sociedade em geral… Vivemos um mundo de pouca tolerância e de muita ignorância. Somente a Educação há de mudar isso (começando pela dada pelos pais – se é que ela ainda é a correta de muitos, afinal, há muitos pais que “deseducam” hoje em dia e incentivam a discórdia desrespeitosa).
Para mais textos, visite meu blog de Assuntos Contemporâneos Gerais, o Discutindo Contemporaneidades, em: https://ProfessorRafaelPorcari.com
Gostei demais dessa imagem, que retrata uma grande realidade: as Redes Sociais estão muitíssimo intolerantes!
Educação, Democracia, Empatia…aceitar o pensamento diferente (que não significa concordar com ele, mas respeitar a opinião alheia) é questão de cidadania.
Torcedoras do Flamengo tiveram que tirar suas camisas e as jogarem forapara assistir o jogo entre o Galo e o Mengão, neste domingo em Cuiabá. Com ingresso destinado à arquibancada da torcida rival, não houve tolerância.
Imaginaram que situação desagradável e antissocial? As torcedoras tiveram que ficar de sutiã!
Revoltante…
Não é irônico que, nesta mesma arena, em 2014,os japoneses davam uma lição de educação e cidadania durante a Copa do Mundo, recolhendo até as cascas de amendoim e/ou pipocas?
Não aprendemos nada mesmo…
Torcedores do Flamengo jogaram suas camisas fora para entrar no setor da torcida do Atlético-MG na Arena Pantanal, na Supercopa do Brasil – FOTO: REPRODUÇÃO/RAISA SIMPLICIO/TWITTER
Acusar a mulher de algo que não fez, xingá-la diante dos amigos e obviamente qualquer tipo de agressão verbal(entre outros comportamentos) configuram violência moral. Se você é vítima ou sabe de alguma situação de violência, denuncie!
Disque 190 para emergênciase Ligue 180 para Central de Atendimento à Mulher.
O Ministério Público quer retirar da Internet o vídeo do YouTube Monark, onde ele defende um partido nazista legalizado (já falamos sobre essa sandice aqui, neste link: https://wp.me/p4RTuC-ALb).
Eu não faria isso! Ao contrário, o vídeo deve ser mantido pois justamente mostra os dois lados: um cara bobo, visivelmente alterado (por alguma droga legal ou ilegal) falando idiotices (a defesa do nazismo) e uma moça estudada, batalhadora, argumentando sabiamente dentro da sua sobriedade (Tábata Amaral).
Esse momento é perfeito: um desqualificado dando mal exemplo e uma exemplar pessoa o corrigindo. Deve ser visto por todos, para que os mais jovens possam se espelhar e inspirar.
Não acompanho o podcast Flow, mas vira-e-mexe aparecem notícias sobre o integrante Monark – e ele sempre entra em polêmicas de maneira negativa.
Salvo engano (e isso aconteceu com o iFood), ele sustenta a opinião até perder o patrocínio. Na sequência, pede desculpas para recuperá-lo.
Nesta última confusão, defendeu a liberdade de expressão para dizer que deveria ser permitido até um Partido Nazista! Que bobagem…
Lembremo-nos: o Nazismo defendia a purificação das raças e extermínio de judeus e outros grupos. Ideias nszistas são crime, no mundo civilizado.
Há pouco, pediu desculpas sobre a fala (após perder TODOS os patrocinadores e ser bombardeado pela sociedade).
Para ser eclético e falar sobre diversos assuntos, além de estudo, deve ter ponderação e sensatez. E se eu já não gostava dele pela defesa do uso de drogas, piorou.
Monark boa mesmo é essa barra-forte da foto abaixo! O resto, dispenso.
O fenômeno da Internet, quando nasceu, era algo surpreendente para nós, mais velhos. Mas já há uma geração que não se surpreende com as maravilhas e possibilidades da Web:as crianças e os adolescentes, que nasceram com os computadores, tablets e smartphones no seu dia-a-dia. E isso fez com que todas as gerações, etnias, faixas de renda e níveis de comunicação pudessem comunicar entre si, indistintamente.
Porém, há aqueles que fazemo mau uso de tal possibilidade: pessoas mal educadas, trolls, ignorantes sociais e outros atores sociais que perturbam e nada agregam. Conheço gente que se viuobrigada a abandonar Facebook, Twitter, Instagram e outros meios de socialização por trollagem de gente que não aceita opinião de outrem. E nessa linha, Umberto Eco, pensador italiano, disse recentemente:
“Redes Sociais deram voz à legião de imbecis”
Hum… é pra refletir. Já encontrou gente assim na Internet? Infelizmente, há aqueles que, ao não concordarem com algo, atacam simplesmente por atacar!
Imagem recebida pela Web, de autoria desconhecida. Quem puder ajudar a descobrir a autoria, informar para os créditos.
MULHERES OCUPAM 31% DOS ASSENTOS EM CONSELHOS DE EMPRESAS GLOBAIS
Índice de igualdade de gênero mostrou uma maior consciência e maturidade sobre o assunto
A Bloomberg divulgou nesta quarta-feira (26) o Gender-Equality Index 2022 (GEI), que mede a igualdade de gênero nas empresas. Neste ano, a empresa de tecnologia e dados para o mercado financeiro entrevistou 418 companhias de 45 países e regiões, somando um valor de mercado total na faixa dos US$ 16 trilhões. Entre elas estão 13 brasileiras: Afya, Bradesco, BB Seguridade, Braskem, Comgás, Cosan, Eletrobras, Itaú Unibanco, Odontoprev, GPA, Sul América, TIM e Telefônica Brasil.
saiba mais O objetivo da pesquisa é trazer transparência às práticas e políticas relacionadas à questão de gênero nas empresas globais de capital aberto e possibilitar um melhor entendimento sobre os dados ESG para investidores.
O índice avalia cinco pilares: liderança feminina e pipeline de talentos, igualdade salarial e paridade de remuneração entre gêneros, cultura inclusiva, políticas contra assédio sexual e marca pró-mulher. As empresas fornecem respostas para uma lista detalhada de perguntas sobre cada área.
Um dos primeiros resultados analisados pela Bloomberg foi o aumento de 20% no número de participantes que revelaram dados de gênero em comparação à primeira edição do índice (lançado no ano passado). Para os pesquisadores, isso mostra uma maior consciência e maturidade sobre o assunto.
Nas companhias, 31% das lideranças nos conselhos administrativos são do sexo feminino e 39% dos cargos com responsabilidade direta por geração de receita são ocupados por mulheres.
A análise dos dados também mostrou que 72% das empresas participantes têm uma diretoria de diversidade ou profissional responsável pela área. Mais da metade delas (61%) exige uma lista de candidatos com diversidade de gênero na disputa por cargos de gestão.
A pesquisa ainda comparou as empresas integrantes do GEI com não integrantes e descobriu que as participantes contratam mais mulheres. Isso porque 83% delas têm uma estratégia direta para contratar pessoas do sexo feminino e 66% realizam análises abrangentes de remuneração por gênero.
Além disso, elas são mais propensas a adotar políticas voltadas para a família e as comunidades. 75% oferecem salas de lactação em suas instalações e 59% fornecem subsídios para creches ou outras ajudas financeiras. Mais da metade patrocina programas de educação financeira para mulheres (63%) e programas dedicados à educação de mulheres em STEM (65%).
“As mudanças no trabalho devido à pandemia destacaram a importância de abordar questões de igualdade de gênero na força de trabalho global”, diz Peter Grauer, presidente da Bloomberg, em comunicado. “O índice reconhece as empresas que concentram esforços para oferecer um ambiente de trabalho inclusivo que apoia as necessidades cada vez maiores dos funcionários.”
Para conferir a lista completa de companhias participantes, acesse a página da Bloomberg.
PESQUISA DE DIVERSIDADE E INCLUSÃO Sua empresa quer mostrar o que já faz para ser mais diversa e inclusiva? É hora de participar da pesquisa de Diversidade e Inclusão em Organizações, feita pelo Instituto Ethos — o resultado será publicado em Época Negócios. Inscrições até o dia 11/2 no site.
Índice da Bloomberg para equidade de gênero (Foto: Compassionate Eye Foundation/Getty Images)
É difícil entender muitos da geração atual. Existe uma molecada descompromissada, que não respeita os mais velhos e que, para eles, na Internet “tudo pode”.
Como assim? Que país teremos com essa mentalidade? Confundem liberdade de expressão com anarquismo, “ter respeito” é confundido com um simples “obrigado”(enquanto a questão é bem maior) e, pasmem, se acham os donos da verdade!
Que valores os pais ensinaram a eles? Aliás, será que ensinaram? Pior que são bobos, se fanatizam por qualquer coisa e perdem a noção da realidade da vida. Para esses: política, futebol, religião ou qualquer assunto que os torna radicais sobrepõe até a família ou a cidadania.
Sabem como é difícil praticar a fé em um lugar intolerante religiosamente?
Compartilho os detalhes de como é viver o Cristianismo em locais dominados pelo Estado Islâmico. Há importantes e impressionantes relatos de Padres e Diáconos que lá vivem e/ou sobrevivem (a matéria tem 5 anos, mas é extremamente atual).
Abaixo, extraído de Revista Época, ed 09/01/2017
O NOVO MARTÍRIO DOS CRISTÃOS
Por Yan Boachat
As grandes marcas vermelhas na parede sem reboco mostram que aqui o sangue jorrou sob pressão. Há uma trilha de gotas que vão do piso ao teto. Sobre a mesa da antessala, uma mancha escura, quase negra, indica onde as degolas eram realizadas. Espalhadas pelo chão estão latas de feijão, embalagens de biscoitos e caixas de chá que os militantes do Estado Islâmico (EI) consumiam nesta casa em construção até há pouco mais de dois meses. Num canto, um rolo de barbante indica como as vítimas eram imobilizadas. “Aqui perto encontraram várias cabeças, mas os corpos nunca foram achados, devem estar enterrados no deserto”, diz Arkan Adnan Matti, um comerciante de 39 anos, ao observar mais uma vez o centro de execuções que o Estado Islâmico montou na casa que ele construía com um tio, bem ao lado do sobrado em que vivia com a mulher e três filhos, na cidade Qaraqosh, a 20 quilômetros de Mossul. As duas construções estão interligadas por buracos nas paredes feitos pelos extremistas.
A cozinha de Adnan foi transformada em uma espécie de restaurante de campanha para os soldados do EI. Sobre o fogão, os militantes escreveram um menu nos azulejos. “Temos kebab, frango com arroz e falafel.” O preço de cada prato está cotado em balas do rifle AK-47. Quase todos custam dez projéteis. Na sala principal da espaçosa casa construída pelo bisavô de Adnan ainda na década de 1940, uma seta desenhada mostra a direção de Meca e números revelam a frequência de rádio usada pelos combatentes. Sobre a parede branca, ameaças escritas com uma caneta preta: “Vocês ainda não viram do que somos capazes, vocês todos morrerão no inferno”, diz uma frase. Outra, avisa: “Nós vamos persegui-los e vamos matá-los, com a permissão de Deus. Nós vamos matá-los em qualquer lugar do mundo, porque Deus está conosco”. Adnan já leu essas frases várias vezes. Sempre que entra em sua casa, ele faz questão de lê-las. E toda vez chora. É um choro contido, de raiva. “Nunca mais será o mesmo, nunca mais nós vamos viver com eles”, diz.
Adnan faz parte da comunidade cristã que foi duramente perseguida pelo Estado Islâmico no norte do Iraque. Após séculos de convivência nem sempre pacífica, a relação de confiança, frágil, rompeu-se de vez. “Muitos dos que destruíram minha casa, minha cidade, minha vida moravam aqui ou nas vilas próximas”, conta. “Eram nossos amigos e vizinhos por décadas. Quando o Estado Islâmico chegou, tudo isso não importava mais. Eu só quero ir embora do Iraque e, se possível, nunca mais precisar falar com um muçulmano, eles são o câncer que tudo destrói”, diz ele.
Em 2003 estima-se que havia por volta de 1,5 milhão a 2 milhões de cristãos no iraque. Hoje eles não passariam de 200 mil
Foi na noite do dia 6 de agosto de 2014 que tudo mudou. Com os militantes do Estado Islâmico a poucos quilômetros da entrada de Qaraqosh, Adnan, como milhares de outros cristãos, teve apenas tempo para pegar os três filhos, a mulher e alguns pertences pessoais. “Saímos com os morteiros caindo. Largamos tudo para trás e fomos embora. Passamos quase uma semana morando na rua em Erbil”, conta, se referindo à capital da Região Autônoma do Curdistão, distante 50 quilômetros. Sua casa, como quase tudo em Qaraqosh, está parcialmente destruída. “Os americanos a bombardearam porque sabiam que eles estavam aqui”, conta, ao lado de um enorme buraco na laje, resultado de um ataque aéreo de precisão.
Hoje ele vive com a família em um contêiner em um campo de refugiados em Erbil. Voltou a Qaraqosh no final de dezembro para ver como as coisas estavam após dois anos e meio afastado. Diante da destruição, fez questão de reforçar sua decisão. “Acabou, não quero mais viver aqui, não há mais futuro para os cristãos no Iraque. Chegou a hora de partirmos para sempre.”
Enfraquecida após quase década e meia de perseguições e pouco lembrada no Ocidente, a comunidade cristã do Iraque é uma das mais antigas do mundo. Seu início remonta às viagens evangelizadoras de São Tomé, ainda no século I d.C., quando o apóstolo conseguiu converter parte dos assírios. Até hoje ser cristão no Iraque não se trata apenas de uma questão religiosa, mas sim, e principalmente, de uma identificação étnica. Os assírios, em sua maioria, não se converteram ao islã e permanecem um grupo minoritário no norte do Iraque, distintos tanto dos curdos quanto dos árabes, majoritários nessa região de fronteira com a Síria, a Turquia e o Irã. Até hoje é crime no Iraque tentar converter um muçulmano árabe ao cristianismo.
O enclave cristão iraquiano nasceu e se expandiu em torno de Mossul, a antiga capital do Império Assírio e hoje a maior cidade do autoproclamado califado do Estado Islâmico. Conhecida na antiguidade como Níneve, Mossul é uma cidade citada diversas vezes na Bíblia e palco de eventos importantes tanto para o cristianismo como para o judaísmo. Crê-se que o corpo do profeta Jonas, aquele que, segundo a Bíblia, passou três dias dentro da barriga de uma baleia, esteja enterrado nas ruínas da cidade antiga. Há relatos sobre Mossul nos livros de Gênesis, Isaías, Jonas, Reis, entre outros.
Mulheres cristãs eram vendidas como escravas sexuais pelo Estado Islâmico. O valor variava de US$ 35 para uma mulher adulta até US$ 120 para adolescentes
Tanto por questões sectárias quanto pela avassaladora chegada do islamismo à região que hoje é conhecida como Iraque, no século VII d.C., o cristianismo nunca conseguiu se expandir por aqui. Nos últimos anos, no entanto, as comunidades cristãs têm diminuído de forma acelerada e há o risco concreto de que desapareçam a médio prazo. Até a década de 1950 estimava-se que havia cerca de 4,5 milhões de cristãos no Iraque. Sucessivas guerras e golpes de estado foram reduzindo a população. Mas a diáspora cristã iraquiana se acentuou após a queda de Saddam Hussein, que, de certa forma, mantinha um governo secular e protegia as minorias religiosas que não ameaçavam seu poder. Em 2003, estima-se que existia algo entre 1,5 milhão e 2 milhões de cristãos no Iraque. Cerca de dez anos depois, esse número já havia caído para menos de 500 mil pessoas. Após dois anos e meio de perseguição brutal do Estado Islâmico, os números mais otimistas falam em 350 mil cristãos no país. Estimativas mais pessimistas dão conta de que não existem mais que 200 mil cristãos vivendo no Iraque hoje.
Salwen Salim, um motorista de 40 anos que faz as vezes de taxista pirata nas congestionadas ruas de Erbil, também quer partir. Ele, como a vasta maioria dos cristãos que mora nos campos de refugiados na capital do Curdistão, não acredita mais ser possível viver no Iraque. “Não há futuro aqui para nós. Tenho três filhos e não quero que eles passem o que nós estamos passando”, conta ele, na sala enfeitada com pôsteres baratos de Papai Noel e uma pequena árvore de Natal. “Isso já aconteceu antes, sempre fomos perseguidos, e vai acontecer de novo.”
Salim foi um dos últimos cristãos a abandonar Mossul no verão de 2014. As pressões sobre a comunidade estiveram crescendo desde a queda de Saddam Hussein. Elas se acentuaram com a chegada da al-Qaeda e depois haviam melhorado com o enfraquecimento do grupo terrorista, no início da década. “Mas com o surgimento do Estado Islâmico as coisas voltaram a piorar. Passamos a ser ameaçados cada vez mais. As ameaças vinham por telefone, bilhetes, diziam que Mossul não era para nós”, conta ele, ao lado dos três filhos e da mulher. “E então começaram a nos cobrar para ficarmos lá, porque éramos cristãos. Por muito tempo eu paguei, não havia escolha.”
Nos meses que antecederam a tomada da cidade pelo Estado Islâmico, conta Salim, a situação passou a ficar insustentável. O número de assassinatos contra cristãos e outras minorias crescia e as ameaças deixaram de ser veladas. Salim diz que os rumores de que militantes do Estado Islâmico estavam entrando em Mossul pelo oeste criou um frenesi na cidade. As forças iraquianas, compostas basicamente de soldados xiitas, abandonaram a cidade e as pessoas tomaram as ruas comemorando a chegada dos combatentes sunitas. Para muitos moradores de Mossul, o Estado Islâmico era uma força libertadora dos abusos cometidos pelos soldados do Exército iraquiano.
“Decidi ir embora quando um de nossos vizinhos, nosso amigo de infância, matou meu primo e levou sua nora para ser vendida como escrava sexual”, conta Salim. “Naquela noite ele foi até a casa do meu primo e disse a ele que queria sua nora. Meu primo contestou, disse que aquilo era um absurdo, que eram amigos de infância, que seus pais eram amigos, que seus avós eram amigos”, afirma Salim. “Nosso vizinho apenas respondeu: ‘Me desculpe, mas essa é a nossa noite’”, conta o taxista. O primo, diz ele, recusou a exigência. O homem voltou menos de uma hora depois, armado com uma pistola e na companhia de homens com AKs-47. “Ele o matou ali, na porta de casa, e levou embora sua nora. Nunca mais a vimos.” Naquela noite Salim deixou Mossul para, espera ele, nunca mais voltar.
Em março de 2016, a ordem católica Cavaleiro de Colombo enviou à ONU um relatório listando mais de 1.000 cristãos mortos por sua fé entre 2003 e 2014
Relações tensas entre cristãos e muçulmanos são profundas, antigas e complexas nesta parte do mundo. “O cristianismo sempre foi perseguido aqui, o que vemos agora não é uma novidade”, diz Bashar Warda, o arcebispo da Igreja Católica Caldeia de Erbil, umas das diversas denominações cristãs que permaneceram ligadas ao Vaticano após o Grande Cisma de 1054, quando as igrejas do Ocidente e do Oriente se separaram em definitivo. “Essa também é nossa terra e os cristãos não vão desaparecer do Iraque”, diz ele, que afirma entender a raiva, a frustração e o desejo de partir de boa parte de sua comunidade. “É compreensível, mas conheço minha gente, nós somos cristãos, somos capazes de perdoar e esquecer.”
Apesar de serem considerados “povos do livro”, o que teoricamente lhes garantiria alguns benefícios, os cristãos foram duramente perseguidos pelo Estado Islâmico, em especial nas áreas onde muçulmanos sunitas e cristãos assírios conviviam havia muitos anos. Em regiões onde o cristianismo não tinha comunidades bem estabelecidas, o EI permitia que os seguidores de Cristo se convertessem ou pagassem taxas extras para continuar vivendo nas áreas ocupadas, ao contrário do que aconteceu com outra minoria religiosa da região, os yazidis. Mas no enclave cristão iraquiano foi diferente. “Aqui houve a tentativa de genocídio, essa é a palavra”, diz Salim Kako, ex-deputado do Parlamento do Curdistão, que defende ativamente a criação de províncias autônomas para os cristãos. “Eles tentaram nos exterminar, e não estou apenas falando do Daesh (acrônimo árabe derrogativo para Estado Islâmico), estou falando dos muçulmanos como um todo, em especial os sunitas.
A ordem católica Cavaleiros de Colombo tenta provar que houve um genocídio cristão no Iraque. Em um relatório enviado em março de 2016 ao então secretário de Estado americano, John Kerry, e para a ONU, a ordem listava em mais de 1.000 o número de cristãos mortos no Iraque deliberadamente por causa de sua fé, entre 2003 e 2014. De acordo com o mesmo documento, apenas na tomada de Mossul e das vilas em seu entorno, ao menos outros 500 teriam sido assassinados. Todas as igrejas da região foram destruídas ou queimadas. As peças religiosas vandalizadas. Praticamente todas as figuras de santos católicos tiveram suas cabeças destruídas.
Além disso, mulheres cristãs sequestradas estavam sendo vendidas nos mercados de escravas sexuais mantidos pelo Estado Islâmico por todo o califado. As cristãs eram comercializadas pelo mesmo preço das mulheres yazidis. O valor variava de US$ 35 para uma mulher com idade entre 40 e 50 anos até US$ 120 para meninas entre 10 e 20 anos. “É fácil para os políticos ou os líderes religiosos dizerem que a reconciliação é possível, mas para a maior parte dessas pessoas, tanto os cristãos como os yazidis, um laço de confiança foi quebrado de forma muito profunda com os muçulmanos e serão preciso gerações para que as coisas voltem a ser como antes”, diz Soran Qurbani, um pesquisador curdo, de origem sunita, que estuda os impactos da violência sofrida pelos grupos religiosos minoritários nestes últimos anos. “Nesse momento, não há espaço para reconciliação.”
O diácono Basim al Wakil, de 52 anos, dedicou sua vida à igreja e aos ensinamentos cristãos. Sua família era a responsável por administrar uma das mais importantes igrejas de Bartella, uma importante cidade cristã a 14 quilômetros de Mossul, há um século e meio. Ele nasceu e viveu até a noite de 6 de agosto de 2014 na casa contígua à Igreja de São Jorge. “Saí de lá às 3 da manhã, quando os soldados curdos começaram a recuar. As batalhas já estavam ocorrendo na cidade e percebi que, se eu ficasse, morreria.” Al Wakil fez uma mochila com uma calça, duas camisas, dois pares de meia e duas cuecas, além de algo para comer. Desistiu de levar a Bíblia quando se lembrou que um fiel havia instalado o livro sagrado dos cristãos em seu celular recém-adquirido. “Eu trouxe apenas o terço.” Caminhou por horas, até conseguir uma carona. Quando voltou à igreja, em dezembro, teve um acesso de choro. “Eu apenas me pergunto a razão disso, o que os motivou a destruir nossas igrejas, eu não entendo”, diz ele, hoje vivendo em um shopping center abandonado de Erbil que serve como lar para 400 famílias de cristãos que, como ele, fugiram do Estado Islâmico.
Al Wakil é um exemplo concreto da fissura que se estabeleceu entre a comunidade cristã e os muçulmanos sunitas, mesmo aqueles que não tiveram relação alguma com o Estado Islâmico e o combateram, como a maior parte dos curdos, por exemplo. Al Wakil diz não querer a reconciliação, não ser mais capaz de viver em paz com os islâmicos. “O som que sai das mesquitas chamando para as rezas é como o latido de um cão de rua. Eu não consigo perdoá-los, Deus sabe que não tenho forças para isso.”
É o que diz também o padre George Jahula, de 51 anos, que tem se dedicado a mapear a destruição de Qaraqosh. “Eu sei que nós, homens de Deus, deveríamos perdoar e lutar para que haja integração e não separação”, diz ele. “Mas eu não consigo, o perdão a essas pessoas precisará vir de Deus, não de nós”, conta ele. As afirmações do diácono Al Wakil e do padre Jahula são duras, mas não encontram respaldo entre a elite da comunidade cristã no Iraque. Younadem Kana, membro da minoria cristã no Parlamento iraquiano, diz que o momento é de união e não há razão para mais tensão com os muçulmanos. “Nós somos todos iraquianos, devemos exigir proteção a todos, independentemente da religião. O Estado Islâmico não é o islã, e o islã não tem nada a ver com o Estado Islâmico”, diz ele, um forte opositor da ideia de criação de uma província autônoma para os cristãos iraquianos.
Febronia Stalen, uma senhora de 76 anos, que nasceu e viveu toda a sua vida em Qaraqosh, é uma das poucas moradoras do campo de refugiados cristão de Erbil que pretendem retornar à cidade quando ela for reconstruída. Seus motivos, no entanto, estão mais ligados ao passado que ao futuro. Febronia quer morrer e ser enterrada na cidade em que sua família está desde sempre, segundo ela. “Durante todo esse tempo em que estamos aqui no campo, esse era meu maior medo, não poder ser enterrada junto a meus familiares, na Igreja da Imaculada Conceição.” Ela vive com duas filhas e duas netas em um contêiner e as vê se preparar para deixar o Iraque em breve. Um de seus filhos já vive na Austrália e prepara os trâmites para o resto da família seguir o mesmo caminho. Febronia, no entanto, diz que não sairá. “Eles têm um longo futuro pela frente, mas eu não. Minha vida está em Qaraqosh. Comecei lá, terminarei lá.”
O padre George Jahula visita uma igreja atacada em Qaraqosh. Ele documenta a destruição na região (Foto: João Castellano)
O título da postagem mostra que as “pautas respeitosas quanto ao gênero” começaram com tudo neste começo de ano no futebol, não?Especialmente em São Paulo. Vamos a elas?
Fica o alerta para todos os torcedores: conforme alertamos anteriormente, a FPF fará em seus torneios com que os árbitros tenham rigor contra práticas discriminatórias, como manifestações políticas, gritos racistas, ofensas sexistas ou cânticos homofóbicos (seguindo a determinação da FIFA). E isso aconteceu nesta semana na prática.
Na partida entre Audax-SP vs Sport-PE pela Copa São Paulo de Futebol Jr, o goleiro do time pernambucano se distanciava para cobrar o tiro de meta e os torcedores começaram a gritar aquele manjado “biiiiiiicha”, imitando os mexicanos que inventaram essa prática com o “puuuuuto”. O árbitro Thiago Scarascati cumpriu a recomendação e praticou o que manda o Protocolo FIFA contra discriminação no seu 1o ato. (vide-o aqui: https://wp.me/p55Mu0-2hK). Ainda assim, posteriormente, houve novos gritos, e o 2o ato do Protocolo foi praticado.
Nesta mesma semana, ocorreu a polêmica de Duílio Monteiro Alves, diretor do Corinthians, que na apresentação do jogador Victor Cantillo deu a camisa 8 do time para o atleta, negando a 24 (número que ele gostava de utilizar no Junior Barranquilla) justificando em tom de brincadeira que “24 aqui não” (fazendo alusão do número, na cultura do Brasil, ser ligado a gays). Teve que se desculpar em público posteriormente. Afinal, se a maior torcida do Brasil é do Flamengo e a segunda do Corinthians, de maneira lógica e proporcional esses clubes possuem as maiores torcidas entre os homens, mulheres e homossexuais.
Por fim, vale lembrar o que a nova comandante dos árbitros da Federação Paulista de Futebol, Ana Paula de Oliveira, disse em entrevista ao Estadão: a ex-bandeirinha declarou que em sua gestão “aumentará para 20% a participação das mulheres nas escalas de jogos” (se isso acontecer, em cada 5 jogos realizados, 1 será arbitrado por quarteto feminino) e de que, em outras palavras “dará tranquilidade para que não exista assédio aos árbitros gays e árbitras lésbicas do quadro” (vide a matéria completa clicando AQUI).
Dessa forma, respeitemos a diversidade. Isso não quer dizer que devamos fazer apologia, pois se beira na preocupação em aceitar o homossexual, quase uma louvação! Não é isso: não se pode praticar homofobia, mas não se deve também criar uma heterofobia(como que “ser hetero declarado” nos dias de hoje seja algo ruim).
O politicamente correto está (seja em excesso ou não) em pauta nas diversas áreas, inclusive no futebol, e não se pode negar.
Da Copinha de 2019, um lance incrível. Mas por onde anda o driblador?
Relembre:
Assistiram Botafogo 0x1 Cuiabá pela Copinha? Neste jogo, houve um drible irreverente do time mato-grossense (vídeo abaixo) “a lá” Canhoteiro, Edmundo, Edilson Capetinha, Denilson, ou, por ironia, de um tal de Mané! Após a jogada, o marcador do time carioca deu-lhe um violentíssimo e criminoso pontapé.
Se esse Luís Henrique, jogador botafoguense ignorante, que ao levar o drible do humilde atleta adversário Guilherme (Cuiabá-MT) fez tal bobagem, tivesse que marcar o ídolo brasileiro (e botafoguense como ele) Garrincha, teria feito o quê? Quebrado as pernas dele?
Infelizmente, ouso dizer que deve ser “atleta de empresário”, que desconhece ídolos do Botafogo FR como Heleno de Freitas, Nilton Santos e o próprio Mané Garrincha, que entortava “Joões” de forma ainda mais desconsertantes do que como esse jogador cuiabano fez com o belo drible.
Viva a categoria e o futebol-arte. Abaixo o atleta brucutu! Por mais Guilhermes em campo.
Em tempo: claro que são jovens e que pecam muitas vezes pelo excesso. Mas quem quer ser profissional precisa do puxão de orelha de quem o forma. Que Luís Henrique tenha novas chances para mostrar sua categoria – e que consuga manter equilíbrio emocional e respeito. Aliás, parabéns pelo árbitro que o expulsou sem vacilar.
Humans tend to be selective of those who are more like them because sameness brings comfort and security. We can choose who to date, who to be … (continua no link em:
Hoje faleceu o grande Desmond Tutu, símbolo da luta contra o Apartheid. Relembro sobre ele na publicação abaixo, feita na oportunidade dos seus 90 anos:
90 ANOS DE DESMOND TUTU
Eu me lembro bem nos anos 80 do arcebispo anglicano Desmond Tutu. Foi o primeiro negro a ocupar tal posto na África do Sul, e viveu na pele o Apartheid.
Defensor dos pobres, do diálogo e da luta contra o racismo (foi Prêmio Nobel da Paz em 1984), deixou uma das mensagens (abaixo) mais significativas. E hoje ele completa 90 anos de idade!
Que o imitemos em propósito:
“Meu pai costuma dizer: ‘Não eleve a sua voz. Melhore seus argumentos’.”
Nesses tempos cansativos dehaters e terroristas das Redes Sociais, muita gente distorce sua palavra ese acha no direito de “encher o saco” por pensar diferente, comcomentários odiosos e ataques gratuitos.
Vi essa frase noTwitter do jornalista Antero Greccoe ela retrata essa situação com perfeição. Eu gostei:
“Sou responsável pelo que escrevo ou falo, não por aquilo que você entende“.
É isso aí! Muitos interpretam “o que querem”, não o que é a verdade.
E pelo 3o ano, o grupo “Porta dos Fundos” fará um filme de humor com temática religiosa – e desta vez em desenho animado.
“Te prego lá fora”(fazendo alusão à crucificação) conta a história de um Jesus Cristo adolescente, sofrendo e praticando bullying na escola e se comportando como um “bad boy”, a fim de disfarçar que é o Messias. Para tanto, consome pornografia e irrita o diretor do colégio, que é Barrabás.
No ano passado, o grupo produziu para a Netflix “A Primeira Tentação de Cristo”, onde Jesus era gay e escandalizava a família após se recolher por 40 dias com o namorado. Em 2018, o filme era “Se beber, não ceie”, onde os Apóstolos ficaram drogados na Santa Ceia que instituiu a Eucaristia.
Existe no Brasil uma turma denominada “Progressista”, que ganhou uma alcunha de “galera da lacração” por “cancelar” pessoas que pratiquem atos preconceituosos. Por exemplo:homofobia, racismo, identitarismo, entre outras pautas politicamente corretas. Maurício de Souza, jogador de vôlei, foi o exemplo mais recente quando se manifestou sobre os rumos da animação do filho do Superman, Jonathan Kent, que seria bissexual.
É obvio que vivemos uma democracia e temos que respeitar (que não significa fazer apologia ou proselitismo) a todas as pessoas, independente de posição política / ideológica, gênero, raça ou credo. Sendo assim, há de se esperar que tal produção seja alvo desse “pessoal da lacração”, correto? Afinal, discriminar / ofender / desdenhar da fé de alguém está nesse ambiente(seja protestante, católico, espírita, umbandista, judeu ou islâmico).
Ou, por estar ligado a muitas celebridades progressistas, o Portal dos Fundos passará “imune” a essa galera?
Eu acho tão desnecessário fazer humor com a fé alheia… pra quê?
Não sou muito afeito aos grupos de Messenger e WhatsApp. Confesso: eles tiram o tempo e nos atrapalham na hora de consultar o que é sério e o que é bobagem.Vem tudo junto e misturado!
Essas boas ferramentas vêm acompanhadas de muitas idiotices. Por exemplo: correntes de “envie para X pessoas se não blábláblá”. Ora, isso é coisa de supersticioso!
A coisa mais chata atual é o tal de “enviei a 1a guirlanda”. Todo dia recebo uma meia dúzia!Que irritante, a pessoa manda mala-direta, não é algo personalizado e acha que está sendo bacana. É simplesmente mandar por achar que “é legal”.
Por favor, se você é meu amigo nessas duas redes (lembrando que no Twitter e Instagram felizmente isso não acontece), NÃO ENVIE essas coisas. Não curto correntes religiosas (isso é para quem tem fé fraca), não gosto de “30 bom-dias” da mesma pessoa em cada postagem (parece que há uma necessidade de se fazer aparecer), tampouco aprecio que entupam meu celular de fakenews (quanta gente compartilhando factoides inventados pela direita e pela esquerda –e muitos acreditam inocentemente).
Por isso, desculpem-me a franqueza: cansa receber guirlanda, corrente e mentiras. Isso atrapalha o dia-a-dia, Ok?
Não quero ser antipático, mas para o bom ritmo de atividade virtual, isso é necessário.
Hoje, 6 de dezembro é uma data que tem o objetivo de sensibilizar os homens na lutar pelo fim da violência de gênero.
Nessa mesma data houve uma tragédia ocorrida no ano de 1989, em Montreal, Canadá.
Neste dia, um homem teria entrado armado numa sala e ordenado que todos os outros saíssem, restando portanto só as mulheres. Esse homem de posse de uma arma teria disparado contra as mulheres, matando 14 delas, e deixando dez feridas. O motivo? Ele era contra o avanço das mulheres na sociedade. Em seguido, ele teria tirado a própria vida.
Essa história é inclusive, lembrada pela ONU ( Organização das Nações Unidas), como a maior iniciativa contra a violência.
Na nossa sociedade, apesar da legislação assegurar direitos no combate à violência, muitas vezes, sentimos que ainda há um despreparo no Congresso Nacional que assegure medidas mais severas em relação aos caso de violência os quais continuamos sendo vítimas. O risco de morte continua o mesmo, quer dizer, a mulher continuam fazendo parte de uma estatística absurda. Dados revelam que a violência contra a mulher não deve só despertar polêmica, mas, ganhar uma nova consciência no intuito de tentar inibir histórias trágicas.
Até quando vamos viver em busca de um hospital, ao invés de uma delegacia? Porque é mais fácil curar aonde foi ferido, ou lesionado, ainda que superficialmente, ao invés disso ter um basta? Quantas mulheres irá precisar morrer para que sejam vistas como pessoas de direito? Não basta dizer ” morreu porque foi vítima da violência “. Morreu porque estava disponível demais, ou porque se recusou a fazer algo para o marido.
Considere os fatores que gera essa violência que na maioria das vezes acontece de modo silencioso. Diferente dos hospitais, das unidades de saúde de modo geral, a delegacia é um lugar, onde a vítima de violência tem que se sentir segura. É triste olhar o mapa da violência, os dados, números crescentes, casos que continuam ganhando repercussão na mídia nacional e perceber como essa mulher continua insegura dentro do lar, bem como, fora dele. Quando uma mulher vai a uma delegacia por exemplo, dizer que não suporta mais tanta agressão e humilhação, ela já tem o corpo e a alma cheios de dores de tanto apanhar do companheiro, do marido ou do namorado. A maioria não vai, por não querer se expor e passar por constrangimentos novamente. Porém, quando ela faz isso, compreende que não precisa mais passar por nada disso. Simplesmente ela quer respeito.
Todavia, quando a mulher será respeitada pelo fato de ser mulher? E não de sofrer porque é mulher? Quem irá nos oferecer essa resposta? Nós, obviamente. A mulher tem que resistir. A mulher, a sociedade devem atuar juntos, serem firmes em relação ao enfrentamento da violência.
Sou contra certas datas festivas: Todo dia é dia das mães; dos pais; das mulheres; dos homens ou dos negros.
Muitas vezes, temos datas comerciais: o dia dos namorados, por exemplo. Ou outras demagógicas: não seria a de hoje um exemplo disso?
Detesto rotulações: raça branca, negra, amarela… Ora, somos todos uma única raça, a RAÇA HUMANA! Não importa a cor da pele, a preferência sexual ou a religião: todos somos iguais em direitos e deveres.
Perceberam que o “dia de reflexão” virou descanso para uns e aproveitamento político para outros? Pior: o fato das cidades determinarem feriado municipal ou não acaba desacreditando no dia como feriado em si. Ou é para todos os municípios, nacionalizando a data, ou não.
Mais grave do que isso é tratar o dia como se fossem os negros gente inferior que precisassem de piedade. Nada disso. A história de cotas ou privilégios não pode ser uma caridade de gente subestimada, pois para ser inteligente ou competente não há cor (diferente das cotas sociais – por pobreza – as quais defendo).
Que o Dia da Consciência Negra sirva para refletir a igualdade, não aumentar discussões discriminatórias ou comparações de raças; coisas que são bobagens abomináveis nos dias atuais.