– Parabéns, Padre João Marrom

POST POR COLABORAÇÃO DO JORNALISTA REINALDO OLIVEIRA

Padre João Marrom comemora 20 anos de Ordenação Sacerdotal

 

O padre João Estevão da Silva, carinhosamente chamado de João Marrom, no dia 29 de outubro, comemorou 20 de Ordenação Sacerdotal. Por este motivo, às 19h na Paróquia Nova Jerusalém foi celebrada, por Dom Joaquim Justino Carreira – Bispo da Arquidiocese de São Paulo, uma Missa Solene em Ação de Graças, que contou com a presença de grande número de padres da Diocese, Diáconos, Seminaristas, Ministros Extraordinários, Acólitos e Acolitas, bem como fiéis de várias paróquias e cidades da Região, que alegremente celebraram e após manifestaram homenagens ao padre João. Na homilia o Bispo Dom Joaquim falou um pouco da vida do padre João, desde o seu acolhimento no Seminário Diocesano, suas ordenações Diácono/Presbítero, as paróquias por onde ele trabalhou pastoralmente e de sua dedicação às coisas da Igreja e à Deus. Foi uma noite muito feliz, onde muita gente que teve o privilégio de conviver com o padre João nestes 20 anos, vieram abraçá-lo e confraternizar com ele. Após houve recepção no Salão Paroquial da Catedral. Ao padre João as orações da comunidade para que continue iluminando a vida das pessoas com suas palavras ricas de ensinamento e evangelização. Parabéns padre João!

– Nossa Senhora ultrajada por espanhóis!

Desrespeitoso e inapropriado! Na Espanha, os grupos gays criaram o calendário mariano gltb. Ou seja, Nossa Senhora com temática homossexual, parecendo drag-queen, maquiada e em outras formas ofensivas:

Olha que ridículo e ofensivo, clique aqui: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2085/artigo154694-1.htm

 

– Corpo e Espírito, Basar e Ruah

Belíssima a liturgia de ontem! Em especial, a Carta aos Romanos. Inspiradora e extraordinária, a mensagem paulina convida a desejarmos as coisas de bem, ou seja, as coisas do Céu. O apóstolo faz uma exortação a aspirar as coisas do Espírito, não as do Corpo. Mas é preciso entender com propriedade: “Corpo e Espírito”, na tradição judaica, não é a mesma coisa que “Carne e Alma” na nossa cultura. Corpo é a tendência do homem à realização de coisas ruins; Espírito é a tendência do homem à realização das coisas boas. (Corpo = Basar, Espírito = Ruah).

Independente desse conhecimento teológico advindo do Magistério da Igreja Católica, a mensagem é de tocar o coração. Empolga, e é atualíssima:

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos, 1não há mais condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus. 2Pois a lei do Espírito que dá a vida em Jesus Cristo te libertou da lei do pecado e da morte.
3Com efeito, aquilo que era impossível para a Lei, já que ela estava enfraquecida pela carne, Deus o realizou; tendo enviado seu próprio Filho numa condição semelhante àquela da humanidade pecadora, e por causa justamente do pecado, condenou o pecado em nossa condição humana, 4para que toda a justiça exigida pela Lei seja cumprida em nós que não procedemos segundo a carne, mas segundo o Espírito.
5Os que vivem segundo a carne aspiram pelas coisas da carne; os que vivem segundo o Espírito, aspiram pelas coisas do Espírito.
6Na verdade, as aspirações da carne levam à morte e as aspirações do Espírito levam à vida e à paz. 7Tudo isso, porque as tendências da carne são inimizade contra Deus: Não se submetem – nem poderiam submeter-se – à Lei de Deus.
8Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus. 9Vós não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o Espírito de Deus mora em vós.
Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo. 10Se, porém, Cristo está em vós, embora vosso corpo esteja ferido de morte por causa do pecado, vosso espírito está cheio de vida, graças à justiça. 11E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais por meio do seu Espírito que mora em vós.

– Fé para acabar com as brigas entre os pais!

Comovente a história do garoto Jefferson, de 11 anos. Ele viajou escondido entre um pneu e o para-lamas de um ônibus por 550 km (entre Sales e Aparecida), no último feriado, para pedir a Nossa Senhora para que os pais deixassem de brigar. Após 9 horas de viagem, foi descoberto e devolvido aos pais. A mãe disse que “não há mais brigas em casa”.

Pedido atendido, vergonha na cara dos pais e comoção. Um misto de coisas para se definir como milagre…

– A Semana em Defesa da Vida foi um Sucesso em Jundiaí

Há um ano, tivemos oportunidade de falar de Santa Gianna Beretta Molla em comemoração ao Dia do Nacituro (clique aqui para Santa Gianna e Nacituro). Em Jundiaí, esse dia felizmente tem ganhado cada vez mais importância, sendo destaque a “Semana em Defesa da Vida”! Veja como foram as atividades:

SEMANA EM DEFESA DA VIDA CONQUISTA AVANÇOS EM JUNDIAÍ

por Reinaldo Oliveira

Instituída em 2005 pela CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a Semana da Vida tornou-se um período de reflexão sobre o sentido e o valor da vida como dom de Deus. Em Jundiaí de 01 a 07 de outubro, em todas as paróquias da Diocese, foi celebrada a Semana da Vida. Além das celebrações nas paróquias, também eventos especiais que falaram a respeito do valor à vida, foram programados, contando com participação de grande número de fiéis. Nos dias 05 e 06, no auditório da Cúria foram realizados dois encontros, onde a Mestra em Ciências da Família sobre a Teologia do Corpo, Julie Maria de Lauriano Silva, falou sobre o tema “Catequese de João Paulo II sobre o Amor Humano”. Também no dia 06, na sessão da Câmara Municipal de Jundiaí, o administrador diocesano – padre Joaquim Wladimir Lopes Dias participou da sessão do Legislativo, onde apresentou e fez a leitura de um documento em Defesa da Vida, e reafirmou a importância da arquivação em definitivo do Projeto de Lei 1135/91, que propõe a legalização do aborto no Brasil. Nesta sessão foi aprovado um Projeto de Lei que criou em Jundiaí “A Semana em Defesa da Vida e dos Valores Humanos”. No dia 08 de outubro, comemorando o “Dia do Nascituro”, as paróquias da Diocese fizeram celebrações solenes dedicando mensagens e bênção especial às gestantes. Ainda neste dia na Câmara Municipal de Várzea Paulista foi realizado o Dia Municipal do Nascituro, com debate sobre as considerações jurídicas sobre o tema, valores cristãos, éticos e morais e sobre as conseqüências do aborto na sociedade. Na cidade de Itupeva, também a Câmara Municipal, em votação por unanimidade do Projeto de Lei nº 403, promulgou a Lei Municipal nº 1747, de 24 de agosto de 2009, instituindo no calendário do município o dia 08 de outubro como o Dia do Nascituro. É importante que a sociedade como um todo, em vista de movimentos que atentam contra a vida e a dignidade humana, esteja alerta e conscientemente lute em defesa da vida, de valores cristãos, éticos e morais.  

– Deus: um Cabo Eleitoral

Intrigante, instigante e impressionante a matéria da Revista CartaCapital de 14/10/2009, páginas 32-37, por Gilberto Nascimento, sobre o título: “Que se cuidem os infiéis – um Deus cabo eleitoral“.

Nela, mostra-se como o eleitorado e os candidatos se relacionam em questões politico-religiosas, as diferentes profissões de fé frente as candidaturas de seus membros e como pode ocorrer virtudes e desvios dessa combinação explosiva. Ainda, a influência da mídia religiosa televisa e até um mal-estar envolvendo Sílvio Santos!

Independente da crença, vale a pena refletir (com todos os cuidados para não se ferir o foro intímo de cada um) sobre o tema:

QUE SE CUIDEM OS INFIÉIS

Um novo coronelismo eletrônico começa a tomar corpo no Brasil. Ele se espelha na velha estratégia de associar o controle dos meios de comunicação ao poder político, à moda de clãs como os Sarney, no Maranhão, e os Magalhães, na Bahia. Com uma diferença: os movimentos têm como pano de fundo a fé religiosa. 

Nunca antes grupos – sejam evangélicos, sejam católicos – acumularam tanta influência na mídia. E nunca trabalharam tão claramente para eleger diretamente deputados, senadores e governadores ou apoiar candidatos identificados com suas ideias e projetos, que incluem a oposição ao aborto e à união homossexual, para citar dois casos no campo dos direitos civis. “O deputado-pastor ou deputado-bispo tem a sua eleição garantida pela hierarquia religiosa que o escolhe, mas tem por função defender todo e qualquer interesse que envolva a sua agremiação religiosa. O seu mandato não é dos eleitores, mas daqueles que o colocam no Parlamento. Ele deve prestar contas somente a quem o indicou”, constata o presbiteriano Leonildo Silveira Campos, professor de pós-graduação em Ciências da Religião na Universidade Metodista. 

“Na Câmara, os representantes das igrejas vão defender os valores considerados legítimos por elas, como o combate ao aborto, e os interesses das corporações religiosas no campo da comunicação”, acrescenta Campos, autor do estudo Evangélicos e Mídia no Brasil – Uma história de acertos e desacertos. 

Igrejas evangélicas como a Universal do Reino de Deus, Internacional da Graça, Mundial do Poder de Deus e Assembleia de Deus e os movimentos ligados à Renovação Carismática (a versão católica do pentecostalismo) aumentam a cada dia a sua presença na mídia. Entre os carismáticos, o grupo que mais cresce é o da Canção Nova, fundada em 1978, em Cachoeira Paulista (SP), no Vale do Paraíba. 

Com o controle dos meios de comunicação para expor suas ideias, os grupos religiosos se fortalecem politicamente. Fazem o seu proselitismo, combatem ideias contrárias aos seus interesses e expõem maciçamente a imagem dos religiosos que, no futuro, podem se tornar líderes políticos.

A tendência, avalia o pesquisador Antônio Flávio Pierucci, professor do Departamento de Sociologia da USP dedicado aos estudos da religião, é o Congresso tornar-se mais conservador, principalmente em temas ligados aos direitos civis. “Há um risco para a sociedade de termos cada vez mais, na Câmara dos Deputados, políticos defendendo teses conservadoras. Eles estão lá para impedir a modernização cultural. Vão barrar propostas sobre aborto, união civil de homossexuais e outros temas morais. Questões como os direitos reprodutivos da mulher são combatidos pela bancada evangélica, com a ajuda da católica. Haverá um grande atraso para o País”, acredita Pierucci. 

Já o avanço de cultos no controle da mídia provoca reações do velho oligopólio dos meios de comunicação e não mais só da Rede Globo. Em sua estratégia de crescimento, as igrejas pentecostais elegeram como alvo as emissoras regionais e passaram a comprar canais afiliados às grandes redes. O SBT, a emissora que mais perdeu espaço para os evangélicos, decidiu agora declarar guerra a esses grupos. 

Não se trata exatamente de um movimento para levar os fãs de Silvio Santos às ruas contra a liberdade religiosa. Mas o canal do homem-sorriso quer impedir que bispos e pastores continuem arrendando canais de tevê ou comprando espaços na programação. Em dificuldades para bancar o custo da transmissão dos programas das redes nacionais, as emissoras locais passaram a receber ofertas vantajosas das igrejas. 

A tevê “mais feliz do Brasil” (esse é o slogan do SBT) tem motivos de sobra para ficar triste. De 1995 para cá, o canal de Silvio Santos perdeu treze de suas emissoras afiliadas apenas para a Record, controlada pela Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo. 

Somente em 2009, outras cinco emissoras abandonaram o dono do Baú da Felicidade para passar a veicular os cultos e pregações do apóstolo Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus. De uma hora a outra, Silvio Santos ficou sem as tevês Alagoas, de Maceió, e Cidade Verde, de Cuiabá, Sapezal, Rondonópolis e Tangará da Serra, de Mato Grosso. 

No ano passado, o SBT perdeu para a Record quatro emissoras da Rede Santa Catarina (a de Florianópolis, a de Blumenau, a de Chapecó e a de Joinville). A RedeTV! é outra vítima. No dia 29 de setembro, ficou sem a TV Piauí (canal 19), de Teresina, que migrou para o grupo do apóstolo Santiago.

Dissidente da Universal, o apóstolo da Mundial é um novo fenômeno do pentecostalismo. Como Macedo, promete curas milagrosas e atrai multidões em seus cultos. Sua igreja ocupa atualmente 22 horas da programação diária de emissoras como o Canal 21, da Rede Bandeirantes. Valdemiro desbancou a PlayTV, da Gamecorp, empresa de jogos para celular e tevê que tem como sócio Fábio Luís Lula da Silva, o filho do presidente Lula, e era a responsável pela grade do Canal 21 até 2008. Pelo espaço na programação, a Mundial paga 3 milhões de reais, segundo seus dirigentes. Mas há quem garanta que o valor é maior.
A Band produz apenas um telejornal de duas horas e o restante da programação é completada com os cultos da Mundial. Na TV Alagoas e na TV Piauí, essa prática deve se repetir. Santiago ainda arrenda ou compra horários em outras catorze emissoras, entre elas a RedeTV!, a CNT e a Boas Novas (da Assembleia de Deus).
Para tentar frear o ímpeto dos evangélicos, o diretor de rede do SBT, Guilherme Stoliar, foi a Brasília pedir apoio ao ministro das Comunicações, Hélio Costa. O executivo da emissora considera ilegal o arrendamento de canais. Ele se baseia no Decreto 8.806, de 1983, que determina que as tevês não podem vender mais do que 25% de seus espaços.

A Record aluga hoje cinco horas diárias – 21% do seu espaço – apenas para a Universal. A igreja compra por valores majorados o horário das madrugadas, de baixíssima audiência. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o valor teria chegado a 400 milhões de reais no ano passado. A Record diz que não divulga o total pago. Mas a própria Universal chegou a oferecer à TV Globo, em agosto, 545 milhões de reais por horários na grade da concorrente. A Globo nem sequer respondeu. Em 2007, já teria recusado proposta semelhante. 

Ao controlar a programação quase completa de várias emissoras, a Mundial estaria em situação irregular. “Não é legal e traz prejuízos para a radiodifusão e para a sociedade o arrendamento de programação parcial ou integral. A empresa que recebe uma concessão, dada pelo Executivo e homologada pelo Legislativo, não tem o direito de arrendar a terceiros”, defende Stoliar. A Mundial rebate. Diz que as igrejas têm o direito de divulgar suas mensagens e o acordo feito com as emissoras resulta num “contrato de gestão de conteúdo”.
Segundo Stoliar, a prática do arrendamento nas tevês tem aumentado. Ele diz, porém, não saber se a perda de suas emissoras deve-se unicamente ao dinheiro. “Não podemos afirmar, pois não temos como provar. Existem informações de que algumas foram compradas e outras alugadas por valores expressivos. Em nenhum dos casos fomos procurados por nossas afiliadas para uma negociação. Simplesmente fomos informados”, protesta.

Em contrapartida, representantes da Mundial lembram que o próprio dirigente do SBT é dono da TV Alphaville, de São Paulo, e transmite nessa emissora programas de religiosos, inclusive do apóstolo Santiago. “Na televisão fechada não existe nenhum impedimento legal de se vender programação a terceiros. A tevê a cabo é essencialmente uma distribuidora de conteúdos de terceiros. As leis para a cabo e para a radiodifusão são distintas”, defende-se Stoliar. 

O executivo não revelou o teor de sua conversa com Hélio Costa. O Ministério das Comunicações informou, por meio de sua assessoria, que só se posiciona nesse tipo de caso quando provocado por uma denúncia formal. O dirigente do SBT, entretanto, não teria feito uma representação. Por outro lado, o ministério abriu processo contra a Record por ter transformado sua retransmissora de Campinas em geradora.
O novo inimigo da rede de Silvio Santos, Santiago, repete hoje Edir Macedo. O apóstolo ergue diariamente novos templos no Brasil e no exterior. Seus seguidores dizem que o número de igrejas no País pulou de 487, em 2008, para 1.600 neste ano. O crescimento é de 328,5%. 

Em Moçambique, a Mundial conta com 30 templos. Na Argentina, 12. A Igreja está instalada ainda nos Estados Unidos, no Japão, em Portugal, no Uruguai e em Angola. Sua programação religiosa vai para toda a África e Europa por meio de um satélite. Uma produtora se encarrega de fazer a tradução simultânea, ao estilo dos programas dos tele-evangelistas americanos, como Rex Humbard, Billy Graham e Jimmy Swaggart, famosos nos anos 1980. 

A sede das igrejas pelo seu próprio veículo de comunicação, segundo Leo-nildo Campos, é resultado da competitividade no campo religioso do País, a partir dos anos 1980. “É preciso atrair mais fiéis. A mídia, numa sociedade urbana e de massas, é o único meio para anunciar a sua mensagem. Porém, como outros estão nessa competição acirrada, torna-se necessário vencer a concorrência por meio de uma decisão religiosa. Essa decisão pode ser estimulada por uma propaganda religiosa apropriada e daí vem a importância do veículo de comunicação”, detecta o professor. “O religioso, então, supera o seu púlpito e torna-se um pregador das multidões.” 

Outra razão para o crescimento das novas igrejas na mídia é o fato de terem um caixa único, observa Campos. “Se alguém faz uma doação para a Universal no Acre, no dia seguinte está na conta. Isso possibilita à igreja ter uma quantidade de dinheiro suficiente para participar de um leilão ou de uma disputa em melhor condição”, avalia o estudioso. “A Universal pode ter 10 milhões de reais na conta. Não precisa dividir com paróquias ou bispos. Essa foi a grande sacada do Edir Macedo: ter dinheiro na mão para fazer negócio.” 

As igrejas buscam os veículos de comunicação e o poder político também para tentar superar as concorrentes. “Eles vão se comer uns aos outros. Há ataques violentíssimos feitos por integrantes da Mundial à Universal. A igreja de Edir Macedo cresceu, ficou muito forte e a sua trajetória é imitável. O Valdemiro quer chegar aonde o Macedo chegou. Por isso, ele peita o Macedo”, diz Pierucci. 

A Rede Record, que diz ter a Universal apenas como uma “cliente”, reúne hoje 30 emissoras no País (cinco próprias e 25 afiliadas) e 747 retransmissoras, segundo o Ministério das Comunicações. A Record afirma ter 105 emissoras (entre próprias e afiliadas). Conta ainda com a Record News, a Rede Família e a Record Internacional (Estados Unidos, Canadá, Japão, Europa e África). A Igreja Internacional da Graça, do missionário R.R. Soares – fundador da Universal, ao lado de Macedo – montou a Rede Internacional de Televisão (RIT), com oito emissoras próprias. Já chegou a Portugal e aos Estados Unidos. 

Os católicos também continuam a construir o seu império de comunicação. Mas, por contarem com a simpatia dos meios de comunicação dominantes e de setores influentes da sociedade, raramente são criticados por isso. Em março, o Ministério das Comunicações concedeu quatro retransmissoras para a Rede Vida: em Joinville (SC), São Roque (SP), Oiapoque (AP) e Pedra Branca do Amapari (AP). A rede já contabiliza 472 transmissoras. 

Reconhecida em 2008 como uma nova comunidade da Igreja Católica, a Canção Nova cresce a passos largos. Já possui duas emissoras de tevê e 272 retransmissoras, além de uma rede de rádio. Conta com tevê e rádio em Portugal e casas de formação em Israel, França, Itália, Portugal, Inglaterra, Estados Unidos e África. O site da Canção Nova é uma das páginas religiosas mais acessadas no mundo. Tem 7 milhões de acessos ao mês e reveza-se na liderança com o portal do Vaticano, segundo os dirigentes do movimento.

Para o pesquisador Pierucci, grupos católicos, como a Canção Nova, querem trilhar o mesmo caminho que os evangélicos, mas não conseguirão êxito. “A estrutura é muito diferente. Na Igreja Católica, sempre há alguém acima mandando mais que o padre. Entre os evangélicos, se há algum problema o pastor sai e funda outra igreja. Os católicos não têm como fazê-lo”, analisa. 

Como acontece entre os laicos, a expansão do controle midiático implica imediatamente aumento do poder político. Católicos e evangélicos trabalham com uma intensidade inédita para aumentar sua representação política em 2010. A Canção Nova vai lançar candidatos à Câmara dos Deputados e às assembleias de todos os estados. Para o Senado, já tem ao menos três nomes de políticos ligados ao movimento: o vereador Gabriel Chalita (PSB), em São Paulo; o deputado estadual Eros Biondini (PTB), em Minas Gerais; e Marcio Pacheco (PSC), no Rio de Janeiro. 

Integrante da Canção Nova, a atriz Myriam Rios vai atrás de votos dos cariocas. Concorrerá a uma vaga de deputada estadual pelo PDT. Outros políticos ligados à Renovação Carismática devem disputar a reeleição, como os deputados Alexandre Molon (PT), na Assembleia do Rio, e Miguel Martini (PHS-MG) e Odair Cunha (PT-MG), na Câmara. “Nós não podemos substituir o partido em relação ao movimento nem o movimento pode se tornar um partido”, ressalta, sem muita clareza, o mineiro Cunha. 

A Mundial segue na mesma linha. Nas últimas eleições, a igreja elegeu um vereador em São Paulo, José Olímpio (PP). No ano que vem, pretende lançar candidatos a deputado federal em todas as capitais do País. Deve ainda dar apoio a políticos como Marconi Perillo (PSDB) e Jaques Vagner (PT), candidatos ao governo em Goiás e na Bahia, respectivamente, e ao senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que disputa a reeleição.
O candidato a deputado mais conhecido da Mundial é o pastor Ronaldo Didini (PSC), ex-Universal e ex-Internacional da Graça. Didini assume que sua principal bandeira é o combate ao casamento de gays. O pastor também promete propor na Câmara mecanismos para controlar o que “pode sair e entrar nas igrejas e o que deve ou não ser tributado”.

Para puxar votos, a Universal do Reino de Deus pensa em lançar a deputado federal em São Paulo o bispo e atual senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), segundo comentários nos meios religiosos. Procurada, a igreja não falou sobre o assunto. Outros deputados ligados à Universal devem concorrer à reeleição, entre eles o bispo Antonio Bulhões (PMDB-SP). A Internacional da Graça e a Renascer devem repetir as candidaturas de Jorge Tadeu Mudalen (PMDB-SP) e do Bispo Gê (DEM-SP), respectivamente. 

Nesse emaranhado de siglas e crenças, pouca coisa une os grupos religiosos. Um partido, porém, reúne religiosos de grupos distintos. O Partido Social Cristão (PSC), vai lançar candidatos como o católico Márcio Pacheco, Ronaldo Didini, da Mundial, e o ex-deputado e pastor Gilberto Nascimento, da Assembleia de Deus.
Na eleição de 2006, as bancadas da Universal e da Assembleia de Deus tiveram significativa redução por causa do envolvimento de seus parlamentares com os escândalos dos sanguessugas e de caixa 2 (conhecido como mensalão). A bancada da Universal caiu de 18 para 6 deputados e a da Assembleia de Deus, de 22 para 9. Os candidatos da Assembleia receberam 200 mil votos a menos do que em 2002. E de uma eleição para a outra a Universal teve a votação de seus representantes reduzida de 1,6 milhão de votos para 573 mil. Sinal, aliás, de que a fé religiosa não gera políticos mais éticos. O objetivo de ambas é recuperar o terreno perdido. Para tanto, contam com os púlpitos midiáticos.

– Fórum Diocesano sobre a Campanha da Fraternidade

Amigos, foi realizado o Fórum Diocesano sobre a Campanha da Fraternidade 2009, aproveitando o gancho para a de 2010: Fraternidade e a Economia Solidária! Campanha que deverá ser ecumênica na esfera diocesana, com participação de vários segmentos da sociedade. Enviado pelo jornalista Reinaldo Oliveira:

REALIZADO O FÓRUM DIOCESANO SOBRE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE

por Reinaldo Oliveira

O auditório da Cúria sediou dia 15 passado, o Fórum Diocesano sobre a Campanha da Fraternidade 2009, cujo tema foi “Fraternidade e Segurança Pública”. De acordo com uma das organizadoras do Fórum, Maria Rosangela Moretti Serra, o objetivo do Forum foi para uma reflexão sobre o que foi levantado nos fóruns realizados nas 11 cidades da Diocese. Durante o evento, representantes das cidades de Campo Limpo Paulista, Pirapora do Bom Jesus, Salto, bem como de paróquias de Jundiaí, expuseram as várias ações desenvolvidas que possibilitaram ações de prevenção contra a violência. E outras que estão sendo colocadas em prática, mas que demandam mais tempo, como a da cidade de Salto, que realizará um Fórum Municipal, envolvendo todos os segmentos da sociedade, nos dias 29 e 30 próximos. Um ponto bastante positivo foi de que sendo uma campanha ecumênica, fiéis evangélicos também participaram do Fórum. No final foi escolhida uma proposta apresentada a nível diocesano, fortalecendo as parcerias. Vale lembrar que para a Campanha da Fraternidade de 2010, o tema será “Economia Solidária”.  

– Viva a Senhora Aparecida

Viva a mãe de Deus e nossa
Sem pecado concebida
Viva a Virgem Imaculada
A Senhora Aparecida
Aqui estão vossos devotos
Cheios de fé incendida
De conforto e de
esperança
Ó Senhora Aparecida
Virgem santa, Virgem bela
Mãe amável, mãe querida
Amparai-nos, socorrei-nos
Ó Senhora Aparecida
Protegei a santa igreja
Mãe terna e compadecida
Protegei a nossa pátria
Ó Senhora Aparecida
Amparai a todo clero
Em sua terrena lida
Para o bem dos pecadores
Ó Senhora Aparecida
Velai por nossas
famílias
Pela infância desvalida
Pelo povo brasileiro
Ó Senhora Aparecida!

VIVA A PADROEIRA DO BRASIL

– Dia (ou mais um dia) de Nossa Senhora

Segunda-feira é dia de Nossa Senhora Aparecida. Mas, como todo dia deveria ser dia das mães, todo dia também deveria ser festivo de Nossa Senhora. E isso até é possível: veja só quantas invocações de Maria, como Nossa Senhora, existem:  

Extraído de: http://www.santuariodojaragua.com.br/Internas/NossaSenhora.htm

OS MUITOS NOMES DE MARIA:

Nossa Mãe recebe nomes ou títulos em função de lugares onde teria aparecido (de Fátima, de Lourdes), de graças que tenha concedido (das Graças), de locais onde é padroeira (Aparecida), de graças que necessitamos (da Boa Viagem) e até nomes que queiramos dar em função de nossas necessidades. É a Santa que mais recebe nomes em toda a Igreja Católica. Temos aqui relacionados 326 nomes, dos mais de 1050 conhecidos.

 

Nossa Senhora…

 

…Achiropita

Ajuda dos Cristãos

Almudena

Anunciada

Aparecida

Assunta ao Céu

Auxiliadora

Balsamão

Bendita

Consolata

d’Agonia

d’Oropa

da Abadia

da África

da África do Sul

da Agonia

da Ajuda

da Alegria

da Almudena

da Ameijoeira

da Apresentação

da Arábia

da Argélia

da Árvore

da Assunção

da Assunção de Seia

da Atocha

da Aurora

da Batalha

da Batida na Porta

da Benedita

da Boa Ajuda

da Boa Morte

da Boa Viagem

da Cabeça

da Cabeça Inclinada

da Cadeira

da Candelária

da Caridade

da Caridade do Cobre

da China

da Conceição

da Conceição da Nicarágua

da Conceição Imaculada

da Confiança

da Conquista

da Consolação

da Costa do Marfim

da Divina Providência

da Elevada Graça

da Encarnação

da Eritréia

da Esperança

da Estrada

da Etiópia

da Europa

da Evangelização

da Expectação

da Floresta

da Glória

da Glória do Outeiro

da Guarda

da Guia

da Guiné

da Guiné Equatorial

da Hora

da Hungria

da Ilhas Maurício

da Imaculada Conceição

da Lapa

da Libéria

da Líbia

da Luz

da Luz dos Pinhais

da Mauritânia

da Medalha Milagrosa

da Misericórdia

da Misericórdia de Fontanarosa

da Namíbia

da Natividade

da Neve

da Nigéria

da Oliveira

da Oração

da Partilha

da Paz

da Penha

da Piedade

da Pradaria

da Providência

da Purificação

da República Centro-Africana

da República do Congo

da Revelação

da Rosa Mística

da Salette

da Serra

da Serra Leoa

da Soledade

da Suazilândia

da Tanzânia

da Ternura

da Tunísia

da Vida

da Visitação

da Vitória

das Américas

das Angústias

das Boas Novas

das Candeias

das Dores

das Estradas

das Graças

das Lágrimas

das Lágrimas de Siracusa

das Mercês

das Necessidades

das Neves

das Rosas

das Santas Almas

das Três Espigas

das Três Mãos

das Vitórias

de Akita

de Altagracia

de Angelina

de Angola

de Angüera

de Azambuja

de Bandel

de Bandra

de Banneux

de Beauraing

de Belém

de Benin

de Bistrica

de Bonária

de Bonate

de Botsuana

de Buglose

de Burkina Faso

de Caacupé

de Cabo Verde

de Camarões

de Caravaggio

de Casalbordino

de Casaluce

de Chartres

de Chiquinquirá

de Comoros

de Copacabana

de Coromoto

de Cotoca

de Czestochowska

de Djibuti

de Dong Lu

de Fátima

de Fourvière

de Gambia

de Gana

de Giertrzwald

de Guadalupe

de Guadalupe de Estramadura

de Izamal

de Kazan

de Kevelaer

de Knock

de Kodiak e das ilhas

de La Salette

de La Vang

de Las Lajas

de Laus

de Leche

de Limerick

de Lourdes

de Lujan

de Madagascar

de Madhu

de Malawi

de Mali

de Mariazel

de Medjugorje

de Misericórdia

de Moçambique

de Monserrat

de Montligeondo

de Monteserrat

de Naju

de Nazaré

de Niger

de Pellevoisin

de Pompeii

de Pontmain

de Puy

de Rocamadour

de Ruanda

de Salambao

de Salette

de São Tomé e Príncipe

de Schoenstatt

de Seicheles

de Sheshan

de Shongweni

de Sion

de Soufanieh

de Suyapa

de Tagliacozzo

de Todas as Nações

de Turumba

de Uganda

de Vagos

de Vailankanni

de Valfleury

de Walsingham

de Watsonville

de Wayside

de Zâmbia

Desatadora dos Nós

Divina Pastora

do Ambro

do Amor Divino

do Amparo

do Amparo de Benfica

do Belo Ramo

do Bom Caminho

do Bom Conselho

do Bom Despacho

do Bom Parto

do Bom Sucesso

do Brasil

do Burundi

do Cabo

do Calvário

do Caravaggio

do Carmo

do Carmo da Légua

do Carvalho

do Chade

do Coração de Ouro

do Desterro

do Divino Amor

do Divino Espírito Santo

do Divino Pranto

do Doce Beijo

do Egito

do Escorial

do Gabão

do Golfo

do Horto

do Imaculado Coração

do Japão

do Leite

do Lesoto

do Líbano

do Livramento

do Loreto

do Mar

do Marrocos

do Milagre de Salta

do Monte Carmelo

do Monte Carmelo de Aylesford

do Ó

do Patrocínio

do Perpétuo Socorro

do Pilar

do Pilar de Saragosa

do Prado

do Prompt Succor

do Quênia

do Resgate

do Rosário

do Rosário com o Santíssimo Sacramento

do Rosário da Guatemala

do Rosário de Pompéia

do Rosário de San Nicolás

do Rosário dos Homens Pretos

do Sagrado Coração

do Santo Rosário

do Senegal

do Sim

do Sorriso

do Sudão

do Togo

do Vale

do Zimbabue

Dolorosa do Colégio

dos Anjos

dos Anjos da Costa Rica

dos Eremitas

dos Impossíveis

dos Navegantes

dos Pinhais

dos Pobres

dos Prazeres

dos Prazeres dos Montes Guararapes

dos Remédios

dos Trinta e Três

em Belleville

em Betânia

em Pindamonhangaba

em Umbe

em Zeitun

Estrela da Manhã-Maris Stella

Imaculada Rainha

Inspiradora da Fé

Mãe da Divina Providência

Mãe da Eucaristia

Mãe da Igreja

Mãe de Cristo

Mãe de Deus

Mãe do Divino Amor

Mãe do Infinito Amor

Mãe dos Homens

Mãe Três Vezes Admirável

Medianeira

Medianeira de Todas as Graças

Menina

Porta do Céu

Rainha de Todos os Santos

Rainha do Apóstolo

Rainha do Rosário

Rainha dos Apóstolos

Rosa Mística

Santa Maria a Mare

– Sobre Beatos Potiguares e Coisas que Verdadeiramente Valem a Pena

Independente do Credo religioso de cada um, gostaria de compartilhar a liturgia católica desse sábado: a celebração dos Beatos André, Ambrósio, Francisco e companheiros.

Mas quem foram esses candidatos a santos brasileiros?

Eram missionários mortos no RN, em emboscada holandesa no século 17.

Algo interessante: muitas vezes somos pêgos e nem percebemos pelo altruísmo e vaidade. Sentimos gozo pelo poder, pela autoridade e pelo desenfreado mandato em certas ocasiões. E é aí que entra a ação evangelizadora desses beatos: dar a vida em prol do que vale, do que os tranquiliza a consciência e acalma o coração. Ou seja: ter uma missão, um propósito, algo a buscar…

Nessa mesma liturgia vemos o Evangelho de São Lucas (Lc 10, 17-24) tratando do mesmo tema: a necessidade de não se vangloriar pelo poder, mas pelas coisas que realmente tem valor: as atemporais, as que se eternizam e que nos aproximam de Deus. Veja:

Naquele tempo, 17os setenta e dois voltaram muito contentes, dizendo: “Senhor, até os demônios nos obedeceram por causa do teu nome”.
18Jesus respondeu: “Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago. 19Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões e sobre toda a força do inimigo. E nada vos poderá fazer mal. 20Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu”.
21Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.
22Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.
23Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes! 24Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir”.

Quer dizer, nem todos que se acham poderosos tem algo concreto; é necessário se desprover do apego material e buscar conforto nas coisas do Céu. Digo isso pois faço um mea culpa: tenho que tomar cuidado com as responsabilidades e poderes que tenho, que são pequenos mas mesmo assim podem sacrificar a vida pessoal por causas não sacrificáveis. É necessário estar atento e viver o que realmente vale a pena…

Isso serve para todas as religiões. É. uma mensagem verdadeiramente ecumênica e motivacioanal.

– Dia dos Santos Anjos

Hoje é um dia especial para todos que se chamam Miguel, Gabriel ou Rafael! É dia dos 3 arcanjos que levam esse nome.

Dentro do Cristianismo, os anjos têm um lugar de destaque na história da Salvação. Compartilho esse belo texto do Prof Felipe de Aquino:

Extraído de: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11612

O AUXÍLIO DOS ANJOS

O Papa Bento XVI disse que: “Eliminaríamos uma parte do Evangelho se deixássemos fora esses seres enviados por Deus, que anunciaram sua presença entre nós e que são um sinal dela”. E pediu a intercessão dos anjos “para que nos sustenham no empenho de seguir Jesus até nos identificarmos com Ele” (Zenit.org, março 2009).

 

A Bíblia e a Tradição da Igreja mostram amplamente que os anjos têm participação ativa na história da salvação dos homens, nos momentos em que Deus quer.

“Não são eles todos espíritos ao serviço de Deus, enviados a fim de exercerem um ministério a favor daqueles que hão de herdar a salvação?”, pergunta o autor da Carta aos Hebreus, capítulo1, versículo 14.

 

E nisso crê e isso ensina a Igreja; sabemos que é tarefa desses seres celestes bons a proteção dos homens e a sua salvação. Diz o Salmo: “Mandou aos seus anjos que te guardem em todos os teus caminhos. Eles te levarão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra” (Sl 90/91,11-12).

 

O próprio Jesus, falando das crianças e recomendando que não se lhes desse escândalo, faz referência aos “seus anjos” (cf. Mt 18,10). Ele atribui também aos anjos a função de testemunhas no supremo juízo divino sobre a sorte de quem reconheceu ou negou Cristo: “Todo aquele que se declarar por Mim diante dos homens, também o Filho do Homem se declarará por ele diante dos anjos de Deus. Aquele, porém, que Me tiver negado diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus” (Lc 12,8-9; cf. Ap 3,5).

 

Se os esses seres celestes tomam parte no juízo de Deus, logo, estão interessados pela vida do homem. Isso se pode ver também no discurso escatológico em que Jesus os faz intervir em Sua vinda definitiva no fim da história (cf. Mt 24,31; 25,31-41).

 

Muitas vezes, a Bíblia fala da ação dos anjos pela defesa do homem e sua salvação: o Anjo de Deus liberta os Apóstolos da prisão (cf. At 5,18-20) e antes de tudo Pedro, que estava ameaçado de morte por parte de Herodes (cf. At 12, 15-10). Guia a atividade deste a respeito do centurião Cornélio, o primeiro pagão convertido (cf. At 10,3-8. 12-13), e a atividade do diácono Filipe no caminho de Jerusalém para Gaza (cf. At 8,26-29).

 

Foi um anjo que encontrou Agar no deserto (cf. Gn 16); os anjos tiraram Lot de Sodoma; assim como foi um anjo que anunciou a Gedeão que devia salvar o seu povo; um anjo anunciou o nascimento de Sansão (cf. Jz 13); e o anjo Gabriel instruiu a Daniel (cf. 8,16). Este mesmo anjo anunciou o nascimento de São João Batista e a encarnação de Jesus; esses seres enviados por Deus também anunciaram a mensagem aos pastores (cf. Lc 2,9) e a missão mais gloriosa de todas, a de fortalecer o Rei dos Anjos em Sua Agonia no Horto das Oliveiras (cf. Lc 22, 43).

 

Os anjos estão presentes na história da humanidade desde a criação do mundo (cf. Jó 38,7); são eles que fecham o paraíso terrestre (cf. Gn 3, 24); seguram a mão de Abraão para não imolar Isaac (cf. Gen 22,11); a Lei é comunicada a Moisés e ao povo por ministério deles (cf. At 7,53); são eles que conduzem o povo de Deus (cf. Ex 23, 20-23); eles anunciam nascimentos célebres (cf. Jz 13); indicam vocações importantes (cf. Jz 6, 11-24; cf. Is 6,6); são eles que assistem aos profetas (cf. 1 Rs 19,5).

 

Da mesma forma que os anjos acompanharam a vida de Jesus, acompanharam também a vida da Igreja, beneficiando-a com a sua ajuda poderosa e misteriosa (cf. At 5, 18-20; 8,26-29; 10,3-8; 12,6-11; 27,23-25). Eles abrem as portas da prisão (cf. At 5, 19); encorajam Paulo (cf. At 27,23 s); levam Filipe ao carro do etíope (cf. At 8,26s), entre outros.

 

A Igreja confessa a sua fé nos anjos da guarda, venerando-os na liturgia com uma festa própria e recomendando o recurso à sua proteção com uma oração frequente, como na invocação do “Anjo de Deus”. São Basílio Magno, doutor da Igreja, escreveu: “Cada fiel tem ao seu lado um anjo como tutor e pastor, para o levar à vida” (cf. 5. Basilius, Adv. Eunonium, III, 1; cf.Sto. Tomas, Summa Theol. 1, q. II, a.3).

 

São Jerônimo, doutor da Igreja, afirmou que: “A dignidade de uma alma é tão grande, que cada um tem um anjo guardião desde seu nascimento”.

 

A Igreja honra com culto litúrgico três anjos. O primeiro é Miguel Arcanjo (cf. Dn 10,13-20; Ap 12,7; Jd 9). O seu nome exprime a atitude essencial dos espíritos bons. “Mica-El” significa, de fato: “Quem como Deus?”. O segundo é Gabriel: figura ligada sobretudo ao mistério da encarnação do Filho de Deus (cf. Lc 1,19-26). O seu nome significa: “O meu poder é Deus” ou “poder de Deus”. O terceiro arcanjo chama-se Rafael. “Rafa-El” significa: “Deus cura”; o conhecemos pela história de Tobias (cf. Tb 12,15-20), entre outros.

 

O famoso Bossuet dizia que: “Os anjos oferecem a Deus as nossas esmolas, recolhem até os nossos desejos, fazem valer também diante de Deus os nossos pensamentos… Sejamos felizes de ter amigos tão prestativos, intercessores tão fiéis, intérpretes tão caridosos”.

 

Os santos todos foram devotos desses seres celestes. Os anjos assistem a Igreja que nasce e os Apóstolos, prepararão o Juízo Final e separarão os bons dos maus. São eles que protegem Jesus na infância (cf. Mt 1, 20; 2, 13.19); são eles que O servem no deserto (cf. Mc 1, 12); e O reconfortam na agonia mortal (cf. Lc 22, 43); eles poderiam salvar o Senhor das mãos dos malfeitores se assim Cristo quisesse (cf. Mt 26, 53).

 

Toda a vida de Jesus Cristo foi cercada da adoração e do serviço dos anjos. Desde a Encarnação até a Ascensão eles O acompanharam. A Sagrada Escritura diz que quando Deus “introduziu o Primogênito no mundo afirmou: “Adorem-no todos os Anjos de Deus” (cf. Hb 1, 6). Alguns teólogos acham que isso motivou a queda dos anjos maus, por não aceitarem adorar a Deus Encarnado na forma humana.

 

A Igreja continua a repetir o canto de louvor que eles entoaram quando Jesus nasceu: “Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência divina” (cf. Lc 2, 14).

 

A Bíblia não só os apresenta como nossos guardiães, mas também como nossos intercessores. O anjo Rafael diz: “Ofereci orações ao Senhor por ti” (Tob 12, 12). “A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus” (Ap 8,4).

 

Santo Ambrósio, doutor da Igreja, declarou: “Devemos rezar aos anjos que nos são dados como guardiães” (De Viduis, IX); (cf. S. Agostinho, Contra Fausto, XX, 21).

A Igreja acredita que, no dia do batismo, cada cristão é confiado a um anjo que o acompanha e o guarda em sua caminhada para Deus, iluminando-o e inspirando-o.

Na Festa do Anjo da Guarda (2 de outubro), a Igreja põe diante dos nossos olhos o texto do Êxodo que diz:

 

“Assim diz o Senhor: Vou enviar um anjo que vá à tua frente, que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que te preparei. Respeita-o e ouve a sua voz. Não lhe sejas rebelde, porque não suportará as vossas transgressões e nele está o meu nome. Se ouvires a sua voz e fizeres tudo o que eu disser, serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários. O meu anjo irá à tua frente e te conduzirá à terra dos amorreus, dos hititas, dos ferezeus, dos cananeus, dos heveus e dos jebuzeus, e eu os exterminareis” (Ex 23,20-23).

 

Além de tudo isso, a Bíblia frequentemente mostra os poderes dos anjos na natureza, e afirma São Jerônimo que eles manifestam a onipotência de Deus (cf. S. Jerônimo, En Mich., VI, 1, 2; P. L., IV, col. 1206).

– Cartão Vermelho para… Deus?

Pois é… há algum tempo, debatemos nesse espaço as excessivas manifestações religiosas no futebol. Agradecer a Deus (independente da crença) não seria problema no esporte, mas sim o proselitismo e uma possível guerra santa (CLIQUE AQUI PARA VER O POST SOBRE O ASSUNTO).

Agora, a Revista Época desta semana traz um interessante material a respeito das ações da FIFA para coibir tais manifestações. A ideia não é cercear, mas proteger a liberdade de culto.

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI90418-15228,00.html

CARTÃO VERMELHO PARA DEUS

Deus, como se sabe, é brasileiro, e ainda que a contribuição de Pelé, Garrincha, Romário e Ronaldo não tenha sido desprezível, Ele talvez tenha tido sua parte nos cinco triunfos nacionais em Copas do Mundo. De alguns anos para cá, sobretudo com a ascensão do grupo conhecido como Atletas de Cristo, os jogadores da Seleção passaram a expressar sua gratidão pela intercessão divina de forma cada vez mais ostensiva.

O ponto culminante foi a final da Copa das Confederações, em junho, na África do Sul. Vencido o jogo contra os Estados Unidos, jogadores e membros da comissão técnica transformaram o gramado do Ellis Park, em Johannesburgo, em altar. Evangélicos, católicos e adeptos de outras confissões fizeram um círculo de oração e exibiram camisetas com dizeres como “Eu amo Jesus” e “Eu pertenço a Jesus”, em inglês.

Em geral tolerantes, ecumênicos e sincretistas, os brasileiros já se acostumaram à mistura entre futebol e religião em campo. Jogadores erguem as mãos ao céu antes do pontapé inicial, depois de fazer um gol ou até para bater uma falta. Desta vez, porém, por ter ocorrido num palco internacional – no mesmo país onde dentro de um ano será disputada a Copa do Mundo – e pelos ares de pregação, a comemoração da Seleção incomodou a muitos.

Um dirigente da federação da Dinamarca – país que tem igreja oficial, a Luterana, mas é tradicionalmente laico – pediu à Fifa (a federação internacional) que proíba manifestações do gênero. Na verdade, a Fifa já as proibira. A regra 4 do futebol (uniforme) veda a exposição de mensagens de conteúdo político ou religioso escondidas. Mas não prevê claramente qual a punição – diz apenas que o time ou o jogador será “sancionado pelo organizador da competição ou pela Fifa”.

O Brasil escapou só com uma reprimenda. “Não há lugar para a religião no futebol”, disse o presidente da Fifa, Sepp Blatter. Ao não aplicar uma punição mais concreta (uma multa, por exemplo), Blatter pode ter aberto um precedente perigoso. Se na Copa do Mundo do ano que vem a seleção da casa homenagear uma divindade da mitologia zulu antes de um jogo ou se os jogadores de um país muçulmano se ajoelharem na direção de Meca dentro do campo, a impunidade brasileira será inevitavelmente invocada, e a Fifa será acusada de adotar dois pesos e duas medidas. A igualdade de tratamento é a primeira razão para banir toda e qualquer imiscuição da religião no esporte.

A outra razão é a preservação da liberdade religiosa dos próprios jogadores. É razoável supor que entre os 23 atletas e outros tantos membros da delegação brasileira ajoelhados no campo de Johannesburgo não houvesse apenas católicos e evangélicos. Por mais que se diga que todos são livres para expressar ou não sua fé, um jogador discordante – ateu, por exemplo – pode se sentir coagido a participar para não ser discriminado.

Os cartolas brasileiros têm feito vista grossa para a intromissão da religião. Isso só tem feito aumentar a influência do grupo protestante, do qual os maiores expoentes são Kaká (da igreja Renascer) e Lúcio (batista). Na última Copa do Mundo, dois batistas, o pastor Anselmo Reichardt e o ex-piloto de Fórmula 1 Alex Dias Ribeiro (um Atleta de Cristo), frequentavam o hotel da Seleção para levar a palavra de Cristo ao time. O técnico Carlos Alberto Parreira dizia não se incomodar com isso. Agora, há um líder dos Atletas de Cristo na cúpula da Seleção – o auxiliar de Dunga, o ex-jogador Jorginho. Três anos atrás, quando dirigiu o América Futebol Clube, Jorginho baniu o símbolo do clube (o Diabo, alusão à cor vermelha da camisa), atribuindo a sua influência negativa o jejum de títulos de quase meio século do time carioca.

No passado, a presença da religião no futebol era discreta e raramente motivo de polêmica. Na Copa do Mundo de 1970, o eslovaco Ladislav Petras ajoelhou-se e fez o sinal da cruz depois de marcar um gol contra o Brasil – ato cheio de simbolismo numa época em que o governo de seu país, a hoje dividida Tchecoslováquia, era comunista e perseguia a Igreja. Um jogador brasileiro, Jairzinho, copiou o gesto, esvaziando sua carga política.

No Brasil, são conhecidas histórias como a de Santana, o massagista pai de santo do Vasco da Gama que fazia trabalhos para “amarrar” os adversários. O Corinthians tem um santo padroeiro (São Jorge) e o Flamengo outro (São Judas Tadeu), a que apelam sempre que os resultados em campo não andam bons. Não há nenhum problema quando torcedores e jogadores exercem sua religiosidade dessa maneira, do lado de fora de campo. Quando se tenta promover uma religião dentro dele, porém, um limite é claramente ultrapassado.

– O Dízimo do Tráfico

Já que a pauta do dia é de assuntos que nos deixam indignados, o que falar da crônica de Diogo Mainardi, articulista de Veja e do Manhattan Conection, a respeito das relações entre Lula, Igreja Universal e Tráfico de Drogas?

Pena que poucas pessoas têm acesso ou se interessam por essas informações…

Extraído de: http://veja.abril.com.br/190809/dizimo-trafico-p-135.shtml

O DÍZIMO DO TRÁFICO

“Carlos Magno de Miranda era um dos líderes da Igreja Universal. Ele relatou os detalhes de sua ida a Medellín, para receber dinheiro dos narcotraficantes colombianos. Um mensageiro entregou-lhes 450 MIL dólares. As mulheres dos pastores esconderam o dinheiro nas calcinhas”

O pastor Carlos Magno de Miranda, em 1991, acusou a Igreja Universal de ter comprado a Rede Record com dinheiro de narcotraficantes colombianos. Agora, com duas décadas de atraso, o episódio finalmente poderá ser esclarecido. Os mesmos promotores que, na semana passada, denunciaram criminalmente Edir Macedo e outros integrantes da Igreja Universal indagam também a suspeita de que a segunda parcela da compra da Rede Record possa ter sido saldada com recursos do Cartel de Cali. Carlos Magno de Miranda é uma das testemunhas arroladas pelo Ministério Público, e os promotores cogitam pedir a abertura de mais um processo contra os donos da Rede Record.

Carlos Magno de Miranda era um dos líderes da Igreja Universal. Em 1990, ele se desentendeu com Edir Macedo e passou a atacá-lo publicamente. Num dos documentos obtidos pelo Ministério Público, ele relatou os detalhes de sua ida a Medellín, para receber o dinheiro dos narcotraficantes colombianos. Ele teria viajado com os pastores Honorilton Gonçalves e Ricardo Cis, todos acompanhados de suas mulheres. Permaneceram dois dias na cidade. No primeiro dia, aguardaram no hotel. No segundo dia, um mensageiro entregou-lhes uma pasta contendo 450 000 dólares. As mulheres dos pastores esconderam o dinheiro nas calcinhas e, de madrugada, retornaram ao Rio de Janeiro num jato fretado. Segundo Carlos Magno de Miranda, os fatos teriam ocorrido entre 12 e 14 de dezembro de 1989. Os promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) analisaram os registros aeroportuários da Polícia Federal e – epa! – documentaram que, naqueles dias, os pastores da Igreja Universal realmente foram a Medellín, com escala em Manaus.

O Ministério Público, além disso, entrou em contato com autoridades americanas para poder interrogar o narcotraficante colombiano Víctor Patiño, que foi preso em 2002 e extraditado para os Estados Unidos. Seu nome foi associado ao da Igreja Universal em 2005, quando a polícia colombiana descobriu que uma de suas propriedades em Bogotá – uma cobertura de 600 metros quadrados – era ocupada por Maria Hernández Ospina, que alegou ser representante de Edir Macedo. Uma das dificuldades dos promotores do Gaeco é que Edir Macedo tem cidadania americana, dado confirmado oficialmente pelo consulado. O Ministério Público já encaminhou todos os documentos do processo contra Edir Macedo aos Estados Unidos, para que os americanos possam abrir um inquérito próprio.

A Igreja Universal, nos últimos dias, atrelou sua imagem à de Lula. É a mesma estratégia empregada por José Sarney. Um apoia o outro. Um defende o outro. Edir Macedo está com Lula e com Dilma Rousseff. Agora e em 2010. Se a Igreja Universal tem um Diploma do Dizimista, assinado pelo senhor Jesus Cristo, Dilma Rousseff tem um Diploma de Mestrado da Unicamp, supostamente assinado pelo senhor Espírito Santo. O senhor Edir Macedo e o senhor Lula se entendem. Eles sabem capitalizar a fé.

– Hoje é Dia de Nossa Senhora do Desterro, Feriado Municipal da Padroeira em Jundiaí

O dia 15 de agosto é feriado em Jundiaí e em diversas outras cidades no Brasil. Comemora-se a Assunção da Virgem Maria, sobre os diversos títulos: Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora da Esperança, Nossa Senhora da Ponte, Nossa Senhora da Assunção, e em nosso município, Nossa Senhora do Desterro.

Embora o dia dessa invocação mariana seja 02 de abril, respeita-se a data em 15 de agosto, pelo preceito religioso do dogma da Virgem e por elevação de alguns distritos à condição de vila, tempos atrás.

Nossa Senhora do Desterro é padroeira dos imigrantes e viajantes, e sua história se confunde com a própria fundação de Jundiaí, por Rafael de Oliveira e Petronilha Antunes.

Abaixo, história e oração de N. S. do Desterro:

NOSSA SENHORA DO DESTERRO

Nossa Senhora do Desterro é muito venerada na Itália como a “Madonna degli Emigrati”, sendo padroeira daqueles que foram obrigados a deixar sua pátria para se refugiarem ou a fim de procurar trabalho no estrangeiro. Ela tem sido a Mãe Amorosa para todos os que, saudosos de sua terra natal, imploram cheios de fé e de amor o auxílio da Virgem do Desterro a fim de encontrarem compreensão e simpatia na terra adotiva.
Todos os fiéis cristãos que rezarem diariamente e divulgarem esta oração à Nossa Senhora do Desterro, verão a extinção de todos os castigos que houverem contra eles; nem fome, nem peste, nem guerra, nem doenças contagiosas lhes afligirão. Os seus inimigos não terão mãos nem poder de ofendê-los, nem roubá-los. Resistirão às tentações de satanás e dos demônios. Pragas, ratos e formigas lhes serão desterrados das lavouras. Todos os que tiverem confiança nas misericórdias da grande Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, serão felizes nos seus negócios e nas viagens. Não morrerão sem confissão e estarão livres da morte repentina. Aprovada pelo Arcebispo de Braga, Dom José e pelo Arcebispo do Porto ( MG ), Dom Américo, em 08-05-1972.

Este título de Nossa Senhora tem fundamento bíblico. Afirma o evangelista Mateus que, após a partida dos Reis Magos, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a São José e disse: “Levanta, toma o menino, a sua Mãe e foge para o Egito; permanece lá até que eu te avise, porque Herodes procura o menino para o matar. Levantando-se de noite, ele tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito”. (Mt 2,13-14).

ORAÇÃO – Ó Bem-aventurada Virgem Maria, mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo Salvador do Mundo, Rainha do Céu e da Terra, advogada dos pecadores, auxiliadora dos cristãos, protetora dos pobres, consoladora dos tristes, amparo dos órfãos e viúvas, alívio das almas penantes, socorro dos aflitos, desterradora das indigências, das calamidades, dos inimigos corporais e espirituais, da morte cruel dos tormentos eternos, de todo bicho e animal peçonhentos, dos maus pensamentos, dos sonhos pavorosos, das cenas terríveis e visões espantosas, do rigor do dia do juízo, das pragas, dos incêndios, desastres, bruxarias e maldições, dos malfeitores, ladrões, assaltantes e assassinos.
Minha amada mãe, eu prostrado agora aos vossos pés, com piedosíssimas lágrimas, cheio de arrependimento das minhas pesadas culpas, por vosso intermédio imploro perdão a Deus infinitamente bom. Rogai ao vosso Divino Filho Jesus, por nossas famílias, para que ele desterre de nossas vidas todos estes males, nos dê perdão de nossos pecados e nos enriqueça com sua divina graça e misericórdia.
Cobri-nos com o vosso manto maternal, ó divina estrela dos montes. Desterrai de nós todos os males e maldições. Afugentai de nós a peste e os desassossegos.
Possamos, por vosso intermédio, obter de Deus a cura de todas as doenças, encontrar as portas do Céu abertas e convosco ser felizes por toda a eternidade. Amém.

– Comparação Indevida

Wellington Salgado se comparou a Jesus Cristo. O suplente de senador do ministro Hélio Costa, defendendo o atual sistema de suplência no Senado, disse:

“Jesus Cristo também é suplente. O Espírito Santo é segundo suplente. Deus é o titular”

Que infelicidade! Nem de política nem de religião o homem é bom.

– A Lavagem Financeira da Universal e a Briga contra a Folha de São Paulo

Que confusão e que mal estar a relação entre a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), de Edir Macedo, e a Folha de São Paulo!

Meses atrás, quando a Folha fez algumas matérias investigativas que não eram interessantes para o conglomerado da IURD, os fiéis começaram a entrar na justiça contra o jornal, alegando “perseguição religiosa”. Ninguém ganhou, mas o volume de ações foi grande…

Claro, houve um contra-ataque “oficial” da IURD: através da Rede Record, matérias contra a própria Folha.

Nessa terça-feira, o jornal traz em manchete de capa um esquema de lavagem de dinheiro da Igreja Universal, que funcionaria assim: O dinheiro sairia dos fiéis para a Igreja, que divide o montante em 2 empresas: Unimetro e Cremo. Delas, o dinheiro sai para as Ilhas Cayman e Ilhas do Canal, dois conhecidos paraísos fiscais, em nome de Investholding e Cableinvest. De lá, voltam ao Brasil através de empréstimos dessas mesmas empresas a pessoas de confiança e “laranjas”, que compram empresas, imóveis e aeronaves, além de investimentos na Rede Record.

Conclusão: Edir macedo e mais 9 pessoas da IURD denunciados!

Abaixo, matéria extraída do site Terra: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3916257-EI306,00-Edir+Macedo+e+mais+sao+denunciados+por+formacao+de+quadrilha.html

EDIR MACEDO E MAIS 9 INDICIADOS POR FORMAÇÃO DE QUADRILHA

O bispo Edir Macedo e mais nove integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus são alvo de uma denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo entregue à Justiça, segundo informou a edição desta terça-feira do jornal Folha de S.Paulo.

Os membros da Igreja são acusados pelos crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. A Universal disse à Folha que é alvo de perseguição.

Os promotores suspeitam de R$ 4 bilhões movimentados entre 2003 e 2008. Segundo a Folha, o dinheiro teria saído do País por meio de empresas e contas de fachada. Os valores teriam voltado ao País também por meio de empresas para contas de pessoas ligadas à igreja.

Os recursos teriam financiado a compra de emissoras de TV, rádio, financeiras, agências de turismo e aviões particulares.

A denúncia foi recebida pela 9ª Vara Criminal de São Paulo. O MP iniciou em 2007 uma investigação, na qual quebrou os sigilos bancário e fiscal da igreja, além de ter investigado o patrimônio de seus membros.

A igreja arrecada R$ 1,4 bilhão por ano com dízimos. O volume movimentado pela Universal entre 2001 e 2008 foi de aproximadamente R$ 8 bilhões. Apesar de não pagarem impostos, as igrejas devem declarar as doações.

– A Beleza do Viver

Compartilho com os amigos um belíssimo e rico texto de Sandro Arquejada, a respeito da alegria de viver! Àqueles que tem se deixado abater na caminhada diária, vale como reflexão e incentivo.

Extraído de: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11479

A beleza do viver da Divina Providência

A proposta divina do pensar e do agir conjuntamente com o Senhor

Quem ama cuida. Amar é desejar o bem. Cuidar é promover esse bem, é a ação efetiva da manifestação do amor. Deus ama o ser humano, por isso cuida dele. E a forma concreta de esse amor ser expresso e de nos conduzir é conhecido como Divina Providência. É a proposta divina do pensarmos e do agirmos conjuntamente com o Senhor, pois o Pai tem o controle do que não podemos perceber nem enxergar e quer nos dar sustento e ensinar, mas, principalmente, quer participar das nossas vidas.

 

Para que possamos viver essa experiência precisamos aprender a olhar todos os fatos segundo a luz divina. Nada acontece por acaso. Deus lhe diz algo, direciona e constrói em todas as ocasiões, sejam estas pequenas ou grandes, alegres ou tristes, de encontros ou desencontros.

 

É necessário que nunca deixemos de acreditar nesse amor/cuidado, ainda que tudo pareça contrário ao que interpretamos como bondade divina. Assim como necessitamos ter sempre em mente que o Altíssimo é poderoso o bastante para tirar algo melhor, mesmo dos males que venhamos a sofrer. Lembremo-nos de que oportunidades também surgem de situações contrárias.

 

Não desista diante das frustrações. Persevere! É natural sofrer numa situação de perda ou resultado diferente aos nossos sonhos e pretensões; mas não pare nisso. É preciso levantar a cabeça e continuar sempre, contando com a força de Deus em você, a qual se faz presente através da Eucaritia, do contato com a Palavra e nos fatos comuns do dia-a-dia. Pois contrariedade nenhuma é eterna. Em algum momento o Senhor irá mostrar onde está o amor nessa adversidade.

 

Não se revolte com os fatos e com a vida nem culpe o céu. Mesmo aquilo que parece bom, pode ser ruim se não servir como crescimento humano e espiritual. Tudo tem que servir para nos impulsionar para o Alto. Que tudo seja para a salvação de almas. Pode ser também que não se esteja preparado para usufruir de um bem corretamente, segundo o verdadeiro propósito para o qual foi criado, nisso lhe seria nocivo.

 

Embora a Providência Divina seja um abandono aos cuidados de Deus, não podemos cruzar os braços esperando que tudo provenha do céu. Trabalho é fundamental. O divino não depende do esforço de nossas mãos, mas também por intermédio dele quer agraciar o ser humano com Sua benevolência. Dê matéria-prima, tanto para o plano material quanto para o sobrenatural para agir em seu favor.

 

Por fim, o anseio de viver segundo a Divina Providência nos aproxima d’Aquele que é o Autor supremo de todas as coisas. O mais bonito disso tudo é que cria um relacionamento de intimidade do Todo-poderoso com o ser humano e realiza verdadeiramente o significado do nome como O conhecemos: Deus Conosco, Emanuel. Ele está no meio de nós fazendo sempre o melhor.

 

Deus provê, Deus proverá, Sua misericórdia não faltará.

 

Que Ele o abençoe.

– Caridade na Verdade

O Papa Bento XVI, na semana passada, resolveu falar sobre fé, economia e globalização. Foi muito bem! Na sua carta aos católicos, intitulada “Caridade na Verdade” disse algumas coisas interessantes. Por exemplo:

“A economia necessita de ética para funcionar corretamente. Não qualquer ética, mas a que tenha o ser humano como figura central. (…) A globalização não é, a priori, nem boa nem má. Será o que fizermos dela (…). O lucro é útil se serve como meio para um fim, mas quando o lucro se torna meta exclusiva (…) surge o risco de destruição e pobreza.”

Sábias palavras. Alguma mentira aqui?

– O Perigo do Fundamentalismo

Qualquer coisa que façamos, se a fazermos de maneira extremada, fanática, sem razão plena, torna-se perigosa.

Sem querer atacar nenhuma crença, nem praticar proselitismo, compartilho um vídeo interessante sobre o perigo do fundamentalismo bíblico. Nele, se retrata a interpretação individual, a belprazer dos textos das Sagradas Escrituras, sem nenhum cuidado nem introspecção histórica e social das mesmas.

Uma frase dita sem o conhecimento de todo o contexto pode trazer graves consequências. Vê-se bastante isso nas cartas de São Paulo, no Novo Testamento. Em alguns trechos, isolados do todo, Paulo parece machista. Após análise contextual, vê-se exatamente o contrário.

O vídeo em: http://www.cancaonova.com.br/portal/canais/formacao/internas.php?e=11528

– Dia de Nossa Senhora do Carmo

Hoje é um dia especial para mim.

É dia da minha padroeira, a Virgem Maria, sobre a invocação poderosíssima de Nossa Senhora do Carmo.

Abaixo, para quem não conhece, sua linda história: http://www.basilicadocarmocampinas.org.br/devocao_historia.htm

Nossa Senhora do Carmo

No dia 16 de julho, celebra-se na Igreja Católica, a memória de Nossa Senhora do Carmo, um título da  Virgem Maria que remonta ao século XIII, quando, no monte Carmelo, Palestina, começou a formar-se um grupo de eremitas. Estes, querendo imitar o exemplo do profeta Elias, reuniram-se ao redor de uma fonte chamada “fonte de Elias”, e iniciaram um estilo de vida que, mais tarde, se estenderia ao mundo todo. Devido ao lugar onde nasceu, este grupo de ex-cruzados e eremitas foi chamado de “carmelitas”. A história nos assegura que os eremitas construíram também uma pequena capela dedicada à Nossa Senhora que, mais tarde, e pela mesma circunstância de lugar, seria chamada de “Nossa Senhora do Carmo” ou ” Nossa Senhora do Carmelo”. Os carmelitas viram-se obrigados a emigrar para a Europa, para continuar a própria vida religiosa e lutar por seu espaço entre as várias ordens mendicantes. O título de Nossa Senhora do Carmo está unido ao “símbolo do escapulário”.  

A presença de Maria com o nome de Nossa Senhora do Carmo foi se espalhando por toda a Europa, e esta devoção foi levada para a América Latina, na primeira hora da evangelização. É difícil encontrar uma diocese latino-americana que não tenha, pelo menos, uma igreja dedicada a Nossa Senhora do Carmo. Não somente são igrejas matrizes ou catedrais dedicadas a Maria, sob o título de Nossa Senhora do Carmo, mas também lugarejos, capelas, oratórios etc. Isso prova como esta devoção saiu dos âmbitos restritos dos conventos carmelitanos e se tornou propriedade do povo e da Igreja Universal, como diz o Papa João Paulo II, em sua carta dirigida aos Superiores Gerais do “Carmelo da Antiga Observância e do Carmelo Descalço”.  

Esta devoção, enraizada no coração do povo, está sendo resgatada, e os devotos de Nossa Senhora do Carmo aumentam cada vez mais.  

Texto: Cônego Pedro Carlos Cipolini – Doutor em Teologia (Mariologia); professor titular da PUC–Campinas; membro da Academia Marial de Aparecida 

16 de julho

Nossa Senhora do Carmo

(memória facultativa) 

A festa da Padroeira da Ordem Carmelita foi, inicialmente, a da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, a 15 de agosto. Entretanto, entre 1376 e 1386, surgiu o costume de celebrar uma festa especial em honra de Nossa Senhora, para comemorar a  aprovação da regra pelo Papa Honório III, em 1226. Esse costume parece ter-se originado na Inglaterra. E a observância da festa foi fixada para o dia 16 de julho, que é também a data em que, segundo a tradição carmelita, Nossa  Senhora apareceu a São Simão Stock e lhe entregou o escapulário. No início do século XVII, ela se transformou em definitivo na “festa do escapulário”, e logo começou a ser celebrada também fora da Ordem e, em 1726,  espalhou-se por toda a Igreja do Ocidente, por obra do Papa Bento XIII. No próprio da missa, o dia não se faz menção do escapulário ou da visão que teve São Simão; porém, ambos os fatos são mencionados nas leituras do segundo noturno das Matinas. E o escapulário de Nossa Senhora é mencionado no prefácio especial usado pelos carmelitas, nesta festa. 

A ordem dos carmelitas, uma das mais antigas na história da Igreja, embora considere o profeta Elias como o seu patriarca modelo, não tem um verdadeiro fundador, mas tem um grande amor: o culto a Maria, honrada como a Bem-Aventurada Virgem do Carmo. “O Carmo – disse o cardeal Piazza, carmelita – existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua História, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual”. Elias e Maria estão unidos numa narração que tem sabor de lenda. Refere o livro das instituições dos primeiros monges: “Em  lembrança da visão que mostrou ao profeta a vinda desta Virgem sob a figura de uma pequena nuvem que saia da terra e se dirigia para o Carmelo (cf. 1Rs 18,20-45), os monges, no ano 93 da Encarnação do Filho de Deus, destruíram sua antiga casa e construíram uma capela sobre o monte Carmelo,  na Palestina, perto da fonte de Elias em honra desta primeira Virgem voltada a Deus. 

Expulsos pelos sarracenos no século XII, os monges que haviam entretanto recebido do patriarca de Jerusalém, santo Alberto, uma regra aprovada em 1226 pelo Papa Honório III, se voltaram ao Ocidente, e aí  na Europa fundaram vários mosteiros, superando várias dificuldades, nas quais, porém, puderam experimentar a proteção da Virgem. Um episódio em particular sensibilizou os  devotos: “Os irmãos suplicavam humildemente a Maria que os livrasse das  insídias infernais. A um deles, Simão Stock, enquanto assim rezava, a Mãe de Deus apareceu acompanhada de uma multidão de anjos, segurando nas mãos o escapulário da ordem e lhe disse: Eis o privilégio que dou a ti e a todos os filhos do Carmelo: todo o que for revestido deste hábito será salvo”. 

Os  críticos consideram espúria, isto é, não autêntica, a bula de João XXIII em que se fala deste privilégio sabatino de ficar livres do inferno e do purgatório no primeiro sábado após a morte, mas muitos papas têm falado disso em sentido positivo. Numa bula de 11 de fevereiro de 1950, Pio XII convidava a “colocar em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário que está ao alcance de todos”: entendido como veste Mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste; enquanto sacramental, extrai o seu valor das orações da Igreja e da confiança e amor daqueles que o usam.  

Nossa Senhora do Carmo e o Escapulário 

Fonte: Maria do Carmo Hakim Silva

Artigo extraído do jornal “Jesus te Ama”, edição de julho/2007,

publicação da “Comunidade de Aliança Jesus te Ama”.  

A palavra Carmo corresponde ao Monte do Carmo ou Monte Carmelo, que significa Jardim, na Palestina (Terra Santa). Uma montanha com 25 quilômetros de comprimento e 12 de largura. A ordem dos carmelitas venera com muito carinho o profeta Elias, considerado seu patriarca modelo, e a Virgem Maria, venerada com o título de Bem-Aventurada Virgem do Carmo.
Um livro muito antigo da ordem comenta a visão de Elias mostrando a Virgem dirigindo-se ao Monte Carmelo, em forma de uma nuvem que saía da terra. (I Reis 18:20,41).  Os monges, no ano 93 d.C., construíram no Carmelo uma capela à Virgem. Aquela região, na época, estava sob disputa entre as populações locais pelo domínio da região, e os monges foram expulsos de lá, no século 13.  
 

Quando foram expulsos,  espalharam-se pelo Ocidente e fundaram vários mosteiros. Pouco tempo depois, em 1226, os carmelitas apresentam o pedido de aprovação do papa Honório III, que o concede oficialmente pela Igreja Católica de Roma.  

Novas perseguições os cristãos sofrem em 1235. Desta vez, os carmelitas dividem-se em dois grupos: Os que permaneceram no Monte Camelo: estes foram massacrados e o mosteiro incendiado, e os que se refugiaram na Sicília, em Creta, na Itália e Inglaterra no ano de 1238; lá fundaram o Mosteiro de Aylesford; também não foram aceitos pelos religiosos e eclesiásticos.  

Para os religiosos ingleses, esta seria mais uma comunidade no meio de tantas outras, e também o modo de vida que levavam não condizia com os costumes locais: levar uma vida monástica dentro de uma cidade inglesa. Preocupado com as hostilidades sofridas naquele momento, o prior dos Carmelitas, Simon Stock, considerado pela devoção e amor à Mãe do Carmelo, na noite de 16 de julho de 1251, em oração fervorosa à Virgem Maria, pede por ajuda e proteção, rezando:

“Flor do Carmelo, vide florida.
Esplendor do Céu.
Virgem Mãe incomparável.
Doce Mãe, mas sempre Virgem,
Sede propícia aos carmelitas,
Ó Estrela do Mar.”

Uma visão do frade carmelita Simão Stock mostrava a Virgem Maria cercada de anjos, segurando nas mãos o escapulário da ordem e dizendo: “Recebe, meu filho, este Escapulário da tua Ordem, como sinal distintivo da minha confraria e selo do privilégio que obtive para ti e para todos os Carmelitas. O que com ele morrer, não padecerá o fogo eterno. Este é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos e prenda de paz e de aliança eternas”.

Vem daí a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo.  

O que é o escapulário?

 A palavra escapulário vem do latim “escapula” que significa armadura, proteção. A função do escapulário na história da Igreja é muito parecida com a do rosário, constituindo-se numa das mais antigas e populares formas de devoção à Virgem Maria.  

O uso do escapulário é um sinal de confiança em Nossa Senhora, para que ela cubra de graças aquele que o usa e o proteja de todos os perigos espirituais e corporais. O escapulário do Carmo é um sacramental, quer dizer, segundo o Concílio Vaticano II, “um sinal sagrado, segundo o modelo dos sacramentos, por meio do qual se significam efeitos, principalmente espirituais, obtidos pela intercessão da Igreja”.   

O escapulário é um sacramental, ou seja, uma realidade visível, que nos conduz a Deus, com sua graça redentora, seu perdão e promessas. Santa Tereza (reformadora da Ordem das freiras carmelitas juntamente com São João da Cruz) dizia que portar o escapulário era estar revestido com o hábito de Nossa Senhora.                                                                   

Setenta anos mais tarde, aparece a Virgem ao Papa João XXII, confirma esta promessa e acrescenta outra, chamada a do privilégio sabatino, em que, mediante determinadas condições, a alma do confrade Carmelita será livre do Purgatório se lá estiver, no sábado a seguir à sua morte.  

Os Soberanos Pontífices consideram como pertencentes à Ordem do Carmo, todos os que recebem o seu escapulário. Para que todos possam usufruir as graças inerentes ao Escapulário, Sua Santidade, o Papa PIO X, em 16 de Dezembro de 1910, concedeu que o Escapulário, uma vez imposto, pudesse ser substituído por uma medalha que tenha de um lado Nossa Senhora sob qualquer invocação (Carmo, das Dores, da Conceição, de Fátima etc.) e do outro lado, o Coração de Jesus, e benzida com o simples sinal da cruz, na intenção de substituir este Escapulário. 

Em 28 de Janeiro de 1964, o Papa Paulo VI concedeu ainda que todos os Sacerdotes pudessem impor o Escapulário e substituí-lo pela respectiva medalha, pois até aí era um privilégio dos Padres Carmelitas e de outros Sacerdotes que o pedissem à Santa Sé, e nisto se mostra o desejo da Santa Igreja de que todos o tragam.   

– A FIFA e a Manifestação Religiosa no Futebol Brasileiro

No livro das “Regras do Jogo de Futebol”, há uma observação de que estão vetadas manifestações políticas e religiosas em campo, e que o organizador deverá tomar as providências, caso isso aconteça.

 

Basicamente, elas ocorriam nas comemorações de gol, cujo momento de atenção ao marcador era maior, e sua imagem atrelada. Na própria Regra 12 (Infrações…), em “Diretrizes aos Árbitros”,  há um alerta para excessos em comemorações de gol e descaracterização do uniforme. Ora, o fato de tirar a camisa e mostrar “I Love Jesus” é fato para cartão amarelo.

É claro que o espírito da regra não é “caçar” pregadores, mas nortear a ordem. Imagine o patrocinador que paga milhões para aparecer em campo, e na hora do gol, o centroavante artilheiro arranca a camisa e ninguém vê sua publicidade?

 

Considerações a parte, reproduzo 2 textos que ajudam nesse debate: O primeiro, uma matéria da BBC falando sobre o fanatismo religioso dos jogadores de futebol brasileiro, onde ele mostra uma grande indignação aos créditos da vitória a Deus. O segundo, uma matéria informando que a FIFA solicita ao Brasil cautela nessas comemorações, pois a Federação Dinamarquesa não gostou do proselitismo proporcionado pelos brazucas em campo.

Claro, dentro de uma democracia, temos que respeitar a convicção religiosa de todos. Mas o amigo leitor há de concordar com algo indiscutível: se os dois times rezam pela vitória, como Deus atenderá as preces de ambos?

Já lembraria a sabedoria popular de um velho pensamento já batido: “se macumba ganhasse jogo (Macumbaria também é prática religiosa), o Ba-Vi na Bahia sempre terminaria empatado.”

Abaixo, os dois links:

1-(texto em vermelho) -BBC (campo como templo religioso): TÍTULO: DIVINO FUTEBOL: http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/2009/06/religiao.shtml

2- (texto em azul) -IG/FIFA (Dinamarca reclama e FIFA pede atenção): TÍTULO : FIFA REPREENDE COMEMORAÇÃO RELIGIOSA DO BRASIL: http://esporte.ig.com.br/futebol/2009/07/01/fifa+repreende+comemoracao+religiosa+do+brasil+na+africa+7068924.html

1- DIVINO FUTEBOL

A conquista da terceira Copa das Confederações pela seleção brasileira foi intensamente comemorada pelos jogadores e comissão técnica. Afinal, o título veio com uma vitória de virada, conquistada com muita determinação por um time que se por um lado não tem o brilhantismo de outras seleções brasileiras, por outro mostra espírito coletivo e grande união.

A vitória do Brasil sobre o esforçado time dos Estados Unidos era esperada e portanto não chegou a surpreender.  

Os comentaristas da BBC que acompanharam a final também não estavam preparados para a reza coletiva, com todos ajoelhados, de mãos dadas, num círculo feito em pleno gramado que incluiu até a comissão técnica. 

Num lugar como a Grã-Bretanha, onde o povo está acostumado a conviver respeitosamente com diferentes religiões, surpreende o fato de atletas usarem a combinação entre um veículo de grande penetração como a televisão e a enorme capacidade de marketing da seleção brasileira, para divulgar mensagens ligadas a crenças, seitas ou religiões.

Se arriscam a serem confundidos com emissários de pregadores dispostos a aumentar o número de ovelhas de seus rebanhos às custas do escrete canarinho, como emissários evangélicos em missão.

Para os críticos deste tipo de atitude, isso soa oportunismo inadequado e surpreende ver que a Fifa não se opõe a que jogadores se descubram do “manto sagrado” que os consagrou para exibir suas preferências religiosas.

Será que a tolerância da entidade teria sido a mesma se ao final do jogo algum jogador mostrasse uma camiseta dizendo “Eu não acredito em Deus” ? Ou se outro fosse um pouco além e gravasse no peito algo como “Essa vitória foi obtida graças ao esforço dos jogadores sem nenhuma interferência divina ou sobrenatural”?

É comum ver atletas fazendo sinal da cruz ao entrar em campo, beijando anéis, medalhas de santos, cruzes e patuás que trazem pendurados em cordões e apontando aos céus como a agradecer pelo gol marcado. Ninguém tem nada a ver com manifestações individuais. Mas uma manifestação coletiva, explícita e organizada como um ritual religioso pode dar margem a críticas ao ser associada a um bem público, a uma instituição tão democrática como a seleção brasileira.

A religiosidade de cada um seja ela qual for merece respeito, da mesma forma como merece ser respeitada a falta de religiosidade daqueles que assim optaram a seguir a vida.
Se a moda pega, a Fifa corre o risco de ter a Copa do Mundo do ano que vem cheia de manifestações religiosas, com missas, cultos e pregações diversas após cada partida.

O povo merece continuar torcendo pelo futebol de sua seleção, independente da reza, sessão espírita, ponto, ritual de sacrifício, sermão ou pregação.

Afinal, futebol é bola na rede, o resto é conversa.

2- FIFA REPREENDE COMEMORAÇÃO RELIGIOSA DO BRASIL NA ÁFRICA

Queixa é de que a seleção brasileira estaria usando o futebol como palco para a religião; entidade pede moderação aos jogadores

RIO DE JANEIRO – A comemoração do Brasil pelo título da Copa das Confederações, na África do Sul, e o comportamento dos jogadores após a vitória sobre os Estados Unidos causaram polêmica na Europa. A queixa é de que a seleção estaria usando o futebol como palco para a religião.

A Fifa confirmou à Agência Estado que mandou um alerta à CBF pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos, mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final.

Ao final do jogo contra os EUA, os jogadores da seleção brasileira fizeram uma roda no centro do campo e rezaram. A Associação Dinamarquesa de Futebol é uma das que não estão satisfeitas com a Fifa e quer posição mais firme. Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer.

Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes da Europa. Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo. Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir o Brasil.

A religião não tem lugar no futebol“, afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa. Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi “exagerada”. “Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora“, disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca. À Agência Estado, a entidade confirmou que espera que a Fifa tome “providências” e que busca apoio de outras associações.

As regras da Fifa de fato impedem mensagens políticas ou religiosas em campo. A entidade prevê punições em casos de descumprimento. Por enquanto, a Fifa não tomou nenhuma decisão e insiste que a manifestação religiosa apenas ocorreu após a partida. Essa não é a primeira vez que o tema causa polêmica. Ao fim da Copa do Mundo de 2002, a comemoração do pentacampeonato brasileiro foi repleta de mensagens religiosas.

A Fifa mostrou seu desagrado na época. Mas disse que não teria como impedir a equipe que acabara de se sagrar campeã do mundo de comemorar à sua maneira. A entidade diz que está “monitorando” a situação. E confirma que “alertou a CBF sobre os procedimentos relevantes sobre o assunto”. A Fifa alega que, no caso da final da Copa das Confederações, o ato dos brasileiros de se reunir para rezar ocorreu só após o apito final. E as leis apenas falam da situação em jogo. 

 

 

Após tantas considerações, gostaria da sua argumentação sobre o difícil tema: O que você pensa da mistura “Religião X Futebol”?

 

– Festa de São Pedro e São Paulo

Mais uma vez, posto aqui um trecho de evagelização do blog do sábio Padre Otacílio, cuja pregação pela Internet ajuda e muito na missão de Cristo.

Extraído de: http://peotacilio.blog.terra.com.br/2009/06/27/pedro-e-paulo-colunas-mestras-da-igreja/

Celebramos numa só Festa duas colunas mestras da Igreja:

São Pedro e São Paulo.

 

Assim falou Santo Agostinho, no século V, sobre eles:

 

“O martírio dos santos apóstolos Pedro e Paulo consagrou para nós este dia…

 

Estes mártires viram o que pregaram, seguiram a justiça, proclamaram a verdade, morreram pela verdade…

 

Num só dia celebramos o martírio dos dois apóstolos. Na realidade, os dois eram como um só.

 

Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; Paulo o seguiu.

 

Celebramos o dia festivo consagrado para nós pelo sangue dos apóstolos.

 

Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações dos dois apóstolos”

            

A complementaridade dos dois ”carismas” continua atual:

 

ü  Pedro: a responsabilidade institucional;

ü  Paulo: a criatividade missionária.

 

Quando falamos de Pedro nos lembramos da instituição e o exercício do poder; da responsabilidade, hierarquia…

 

Quando falamos de Paulo nos lembramos da pregação, do carisma, missão, evangelização, fundação de novas comunidades…

       

Evidentemente, não podemos deixar de fazer um convite de rezarmos pelo Papa Bento XVI, que continua a missão a Pedro confiada pelo Senhor.

 

O Catecismo da Igreja Católica (n.882) assim diz:

 

“O Papa, Bispo de Roma e sucessor de São Pedro é princípio perpétuo e visível, e fundamento da unidade que liga, entre si, todos os bispos com a multidão dos fiéis”.

 

Que O Espírito de Deus o conduza e ilumine, pois, como Vigário de Cristo e Pastor de toda a Igreja, o Pontífice Romano tem sobre a mesma Igreja um poder pleno, supremo e universal; que pode exercê-lo livremente.

– A Diversidade Religiosa dos Jovens Brasileiros

Muito interessante a matéria de capa da Revista Época, na sua última edição (por Nelito Fernandes), intitulada “Deus é Pop”. Nela, é traçado um perfil do jovem brasileiro e sua religiosidade. Questionados pelo IBGE sobre: “Qual é a sua religião?, o instituto obteve 35.000 respostas. A reportagem ainda destaca o crescimento de jovens de comunidades independentes de uma igreja, dos jovens da Igreja Bola de Neve, e dos movimentos católicos.

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI77084-15228-3,00-DEUS+E+POP.html

Deus é pop

Como os jovens brasileiros – que estão entre os mais religiosos do mundo – expressam sua fé em novos ritos, novas igrejas e até na internet

Com mais de 20 tatuagens estampadas no corpo, dois piercings no nariz e um alargador de orelha, a paulistana Fernanda Soares Mariana, de 19 anos, parece estar montada para um show de rock. Apenas a Bíblia que ela carrega nos braços sugere outro destino. E Fernanda, a despeito do visual, está pronta mesmo é para encontrar Jesus. “A igreja não pode julgar. Ela tem de estar lá para transformar sua vida, e não sua aparência”, afirma. A igreja que Fernanda escolheu não a julga pelo figurino. Numa noite de domingo, no templo da Bola de Neve Church do Rio de Janeiro, o que se vê são fiéis vestindo bermudas e camisetas com estampas de surfe. Boa parte exibe tatuagens como as de Fernanda. No altar, uma banda toca música gospel, enquanto a vocalista grita o refrão “Jesus é meu Senhor, sem Ele nada sou”. Na plateia, cerca de 300 pessoas acompanham o show em catarse, balançando fervorosamente ao som da música. A diaconisa Julia Braz, de 18 anos, sobe ao palco de cabelo escovado e roupa fashion. Põe a Bíblia sobre uma prancha de surfe no púlpito e anuncia: “O evangelismo tá bombando!”. Amém.

Cultos voltados para os jovens, como a igreja da Bola de Neve, revelam um fenômeno: mostram que o jovem brasileiro busca formas inovadoras de expressar sua religiosidade. Em 1882, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche assinou a certidão de óbito divina com a célebre afirmativa: “Deus está morto”. Para ele, os homens não precisariam mais viver a ilusão do sobrenatural. Nietzsche não foi o único. O anacronismo da fé religiosa era uma premissa do socialismo. “A religião é o ópio do povo” está entre as frases mais conhecidas de Karl Marx. Para Sigmund Freud, a necessidade que o homem tem de religião decorreria de incapacidade de conceber um mundo sem pais – daí a invenção de um Deus. A influência de Marx e de Freud no pensamento do século XX afastou gerações de jovens da fé. Mas a derrocada do socialismo e as críticas à psicanálise freudiana parecem ter deixado espaço para a religiosidade se manifestar, sobretudo entre os jovens. “Aquilo que muitos acreditavam que destruiria a religião – a tecnologia, a ciência, a democracia, a razão e os mercados –, tudo isso está se combinando para fazê-la ficar mais forte”, escreveram John Micklethwait e Adrian Wooldridge, ambos jornalistas da revista britânica The Economist, no livro God is back. Para os jovens, como diz o título do livro, Deus está de volta. Ou, nas palavras da diaconisa Julia, “está bombando”.

Uma pesquisa inédita do instituto alemão Bertelsmann Stifung, realizada em 21 países, revela que esse renascimento da religião está mais presente no Brasil que na maioria dos países. O estudo mostra que o jovem brasileiro é o terceiro mais religioso do mundo, atrás apenas dos nigerianos e dos guatemaltecos. Segundo a pesquisa, 95% dos brasileiros entre 18 e 29 anos se dizem religiosos e 65% afirmam que são “profundamente religiosos”. Noventa por cento afirmam acreditar em Deus. Milhões de jovens recorrem à internet para resolver seus problemas espirituais. Na rede de computadores, a diversidade de crenças se propaga como vírus. “Na minha geração só sabia o que era budismo quem viajava para o exterior”, diz a antropóloga Regina Novaes, da Universidade de São Paulo e ex-presidente do Conselho Nacional de Juventude. “Hoje, com a internet, o jovem conversa com todo o mundo e conhece novas religiões. A internet virou um templo.” Mais talvez do que isso, ela se converteu no veículo ideal de uma religião contemporânea e desregulada, que pode ser exercida coletivamente sem sair de casa e sem submeter-se a qualquer disciplina.

Até o século XIX, o Brasil tinha uma religião oficial: a católica. Quem não era católico não podia trabalhar para o Estado. Os outros cultos eram permitidos, mas desde que não fossem praticados dentro de edificações cuja arquitetura lembrasse uma igreja. Hoje, quase metade dos jovens brasileiros diz professar outras religiões – e essa talvez seja uma das características mais marcantes da nova religiosidade do jovem brasileiro. “É um salto muito grande, em muito pouco tempo”, diz o antropólogo Roberto DaMatta. Parte da explicação para a transformação de uma sociedade baseada numa só fé para a era das múltiplas escolhas está na disposição do jovem para experimentar. Ele pode aderir a seitas exóticas, viver aquele momento e depois voltar para a tradição sem grandes dilemas. “O jovem não decide ser católico só para seguir a religião dos pais. Ele quer distância disso”, diz o teólogo Rubem Alves.

A experiência de Alves com jovens mostra que eles querem seguir os próprios caminhos. Os jovens, diz ele, adotam religiões minoritárias por achar que estão vivendo uma grande missão: querem mostrar ao mundo que, apesar da pouca idade, já encontraram sua “verdade”. Seria quase um ato de afirmação juvenil. Na religião, como na política e nos costumes, há rebeldia. Assim como os pais religiosos já não transmitem sua crença aos filhos, os pais ateus também não influenciam os filhos a adotar o ateísmo. Uma pesquisa feita com famílias do Rio de Janeiro revela que 60% dos filhos de pais ateus acreditam em Deus e adotam alguma religião. Alguns, motivados por questões íntimas, empreendem verdadeiras peregrinações em busca de respostas a suas inquietações.

Tome a história do ator Gabriel Anésio, de 19 anos. Ele já foi evangélico, católico e frequentou terreiros de umbanda. Gabriel dava aulas de teatro para crianças numa igreja católica quando disse a um padre que era gay. Foi aconselhado a esconder sua condição. Não concordou e procurou uma igreja evangélica. Lá, foi encaminhado para uma “corrente de libertação”, uma espécie de workshop para “curar” os gays. Também não funcionou. Ele então recorreu ao candomblé. Procurou uma pombajira com um pedido: queria deixar de ser gay. A entidade teria respondido o seguinte: “Pede outra coisa, porque isso aí não vai ter jeito não, meu filho”. Hoje, Gabriel frequenta a Igreja Cristã Contemporânea, na Lapa, reduto de travestis no Rio. Fundada pelo pastor Marcos Gladstone, também saído de uma igreja que não aceitava homossexuais, a Contemporânea virou um refúgio para jovens gays que querem ser evangélicos, mas não são acolhidos noutros lugares. “O amor de Deus é para todos, sem discriminação”, diz o pastor Gladstone. Na Contemporânea, 80% dos fiéis têm menos de 30 anos. O comerciário Estevam Januário, de 20, está entre eles. Ele conta que era obreiro da Igreja Universal, mas teve de sair de lá depois que os amigos passaram a insistir em lhe arrumar um casamento. “Para eles, ser gay é errado. Eu não posso escolher minha opção sexual, mas a religião eu posso”, diz Estevam.

É entre os evangélicos que surgem mais propostas de igrejas flexíveis. Eles têm igrejas para metaleiros, para garotas de programa e até para lutadores de jiu-jítsu. Em Fortaleza, a Igreja Evangélica Congregacional abriga um núcleo chamado “Lutadores de Cristo”. Cerca de 80 jovens rezam, assistem à pregação do pastor e depois sobem no tatame para trocar socos e pontapés. Por fim, dão as mãos e cantam juntos o louvor. “Pregamos o Evangelho para jovens que jamais entrariam numa igreja. Ninguém aqui se envolveu em briga na rua”, diz o coordenador do projeto, lutador e pastor Elder Pinto. “Aqui pregamos a paz.”

Em Minas, desde 1992 existe a Caverna de Adulão, que não usa o termo “evangélico” e se autodenomina uma “comunidade cristã alternativa”. Assim como a Bola de Neve, ela recebe metaleiros, jovens tatuados e com piercing na língua, além de promover shows de heavy metal. “Enquanto os pastores falam que rock pesado é do diabo, aqui mostramos que ele é de Deus”, diz o pastor Geraldo Luiz da Silva. “As igrejas aceitam esses jovens, mas têm a expectativa de que eles mudem e troquem a jaqueta de couro pela camisa social de manga comprida. Aqui, não é assim.”

A capacidade de se adaptar ao espírito do tempo para responder aos anseios dos jovens parece ser um trunfo dos evangélicos – que, em termos estatísticos, avançam sobre as demais religiões no Brasil. “Sem dúvida, um dos principais fatores que explicam a explosão evangélica no país é essa característica de se ajustar aos valores da sociedade. O neopentecostal aceita coisas que eram impossíveis há três décadas”, diz a antropóloga Cristina Vital, do Instituto de Estudos da Religião, do Rio de Janeiro. Cristina lembra que o catolicismo também passa por uma transformação, muito menos radical. “Temos a renovação carismática, os padres cantores, algo que também não se via.”

Embora exista uma tentativa de fazer frente ao apelo pop dos evangélicos, a imagem da Igreja Católica parece velha para boa parte dos jovens. Quando um bispo tenta impedir que uma menina de apenas 9 anos possa fazer aborto após ter sido estuprada, contrariando uma garantia legal e uma recomendação médica, ele contribui indiretamente para afastar do catolicismo até jovens fervorosos. A assistente social Renata Carvalho da Silva, de 28 anos, foi secretária estadual da Pastoral da Juventude de São Paulo. Renata trabalhava pela formação de jovens. Quando coordenou um serviço de mulheres vítimas de violência em Guaianases, na Zona Leste, deparou com o que lhe pareceu uma contradição do catolicismo: “Os argumentos em defesa da vida são contraditórios. Se você tem relações sexuais sem camisinha corre risco. Que defesa da vida é essa?”. Renata acabou se afastando do dia a dia da igreja. “Continuo católica, minha fé não mudou, mas quase não vou mais às missas. A fé não depende da Igreja para existir”, diz ela.

A socióloga Dulce Xavier, do grupo Católicas pelo Direito de Decidir, diz que as posições intransigentes da Igreja afastam os jovens. “A Igreja Católica está parada no tempo na questão das liberdades individuais. O jovem é contestador, não aceita isso”, diz Dulce. O teólogo Fernando Altmeyer, professor da PUC de São Paulo, diz que a igreja acredita e quer, sim, que seus fiéis sigam os preceitos. Ele diz que o papa Bento XVI tem seguido uma linha coerente: prefere um cristianismo de qualidade, mesmo que minoritário. “Essa tem sido uma discussão na Igreja ao longo dos séculos. Até agora, tem prevalecido que Igreja não vai barganhar seus valores em busca de popularidade”, diz Altmeyer. “Questões como a defesa da vida e o sexo com amor, para reprodução, são eternas.” Altmeyer acredita que o jovem tem dificuldade de seguir os preceitos religiosos por fatores que vão além da rigidez. Para ele, o grande desafio dos católicos é contextualizar seus valores e explicá-los aos jovens de uma forma que eles entendam. “Embora o tema seja o mesmo, o discurso não pode ser”, afirma.

Um sinal da dificuldade da Igreja Católica – e não só dela – em atrair os fiéis jovens é dado por uma característica intrigante dessa nova religiosidade. “Comparado a outras sociedades, o Brasil tem um grande número de jovens que se dizem religiosos, mas a intensidade com que eles vivem a religião é menor que a dos mais velhos”, diz Matthias Jäger, diretor do instituto alemão Bertelsmann Stifung. Quando a pesquisa feita pelo instituto perguntou sobre a prática da fé, somente 35% dos jovens brasileiros disseram viver de acordo com os preceitos religiosos. Esse porcentual foi de 84% na Nigéria, de 53% em Israel e de 52% na Itália. O índice brasileiro de coerência religiosa é, portanto, dos mais baixos.

Há uma explicação para isso? “O jovem tem fé, mas não aceita o pacote pronto institucional”, diz a antropóloga Regina Novaes. Para seu estudo Os jovens sem religião, Regina levantou com o IBGE um dado revelador. Segundo ela, no Censo de 2000 houve 35 mil respostas diferentes para a pergunta “Qual é a sua religião?”. Em 2010, o número poderá ser ainda maior. “A religião, para o jovem brasileiro, é mais declarada do que vivida”, diz Regina. Seria essa uma forma de dizer que os jovens são religiosos apenas da boca para fora? Ou seria o caso de afirmar que as práticas religiosas, tal como se apresentam, não correspondem às necessidades deles? Um bom exemplo dessa ambiguidade é Rafael Lins, de 19 anos, o criador da comunidade “Mais Deus, menos religião”, que reúne 6.200 participantes na rede de relacionamentos Orkut. “Não vou a igreja nenhuma, porque não concordo com muitas coisas que são ditas lá”, afirma. Filho de pais evangélicos, Rafael não seguiu a crença deles. “Não preciso estar em algum lugar para ficar junto de Deus.” Uma coisa, porém, seu caso deixa clara: os jovens brasileiros parecem ter deixado de lado as fés mais populares no século passado – na revolução socialista, na libertação dos desejos ou na certeza científica – para acreditar naquilo que julgam ser seu verdadeiro Deus.

– Dia de Fernando de Bulhões… ? Ah não, é de Santo Antonio!

A brincadeira é pelo fato de que Santo Antonio nasceu como Fernando de Bulhões. Antonio é seu nome religioso.

Mas o que importa é sua santidade. Abaixo, a história desse Doutor da Igreja:

Extraído de: http://cancaonova.com

Pádua está situada na Região Veneto, rica pelas belezas naturais, obras de arte e arquitetura. Antiga cidade universitária que possui uma ilustre história acadêmica. Mesmo sendo uma atraente cidade, o que leva tantas pessoas a ela é a bela história de Santo Antônio.  

“Fernando de Bulhões e Taveira nasceu em Lisboa. Ordenado sacerdote entre os cônegos regulares de Santo Agostinho, deixou-se fascinar pelo ideal franciscano, por ter visto os corpos dos cinco primeiros mártires franciscanos de Marrocos. Entrou no convento de Santo Antônio de Coimbra, onde recebeu o nome de Antônio(…).

Em 1221 participou do capítulo geral da ordem franciscana e viu São Francisco. Pregou com eficácia contra os hereges dirigindo-se de preferência ao povo. A Quaresma de 1231 assinalou o vértice de sua pregação em que predomina as solicitações sociais(…).”

(Fonte: Missal Cotidiano)  

Sua Basílica é o principal monumento de Pádua e uma das principais obras-primas de arte do mundo. Foi iniciada em 1232, possui 115 de metros de comprimento, 38 metros de altura chegando a 68 com a torres, é rodeada por 8 cúpulas e o seu interior é construído em forma de cruz latina.

À esquerda está a capela onde encontra-se o altar-túmulo de Santo Antônio. Ao seu redor estão dispostos nove relevos em mármore que retratam cenas da vida e milagres do Santo.

A Capela das relíquias foi construída no século XVII em estilo barroco. Nos três nichos estão expostos dezenas de relicários.

Em 1981, com a autorização de João Paulo II, foi efetuado um reconhecimento do corpo de Santo Antônio, após 750 anos de sua morte.

O primeiro reconhecimento, em 1263, revelou seus restos mortais em excelentes condições, recolhidos numa pequena urna. As análises científicas possibilitaram reconstruir as características físicas do Santo: ele tinha 1,70m de altura, estrutura não muito robusta, perfil nobre, rosto comprido e estreito.

Foi encontrado também o aparelho vocal intacto: a língua e as pregas vocais, assim como, os restos da túnica que estavam ao lado dos ossos e as duas caixas antigas com panos da época.

São famosos seus milagres acontecidos ainda em vida, como o da Eucaristia e o da pregação aos peixes: 

A cidade de Rimini, na Itália, estava nas mãos de hereges. À chegada do missionário, os chefes deram ordem para isolá-lo através de um ambiente de silêncio manifestando indiferença. Antônio não encontra ninguém a quem dirigir a palavra: igrejas vazias e praças desertas. Anda pelas ruas da cidade rezando e meditando. Coloca-se diante do mar Adriático e chama o seu auditório: “venham vocês, peixes, ouvir a palavra de Deus, já que os homens petulantes não se dignam ouvi-la”. Logo apareceram centenas de peixes. A curiosidade do povo foi mais forte, foram ver o que estava acontecendo e ficaram maravilhados, aconteceu o entusiasmo, o arrependimento e o regresso à Igreja.

Durante uma pregação, cujo tema era a Eucaristia, levantou-se um homem dizendo: “Eu acreditarei que Cristo está realmente presente na Hóstia Consagrada quando vir o meu jumento ajoelhar-se diante da custódia com o SS. Sacramento”. O Santo aceitou o desafio. Deixaram o pobre jumento três dias sem comer. No momento e lugar pré-estabelecido, apresentou-se Antônio com a custódia e o herege com o seu jumento que já não agüentava manter-se em pé devido ao forçado jejum. Mesmo meio-morto de fome, deixou de lado a apetitosa pastagem que lhe era oferecida pelo seu dono, para se ajoelhar diante do Santíssimo Sacramento.

Milhares de pessoas acorriam de toda parte para ouvir os sermões de Antônio. O seu cristianismo não era monótono mas tendia a austeridade, mesmo assim, não desencorajava os penitentes. Conta-se que em uma quaresma, o povo de Pádua não ia trabalhar antes de ouvir Antônio falar sobre a palavra de Deus. E ele já muito debilitado falava ao povo de cima de uma nogueira em Camposampiero.

Numa tarde, um conde dirigiu-se à cela de Antônio. Ao chegar, viu sair de uma brecha um intenso esplendor. Empurrou delicadamente a porta e ficou imóvel diante de uma cena prodigiosa: Antônio segurava nos seus braços o menino Jesus! Quando despertou do êxtase pediu ao conde que não revelasse a ninguém a aparição celeste.

Destruído pela fadiga e pela doença da hidropisia, sentiu que a hora do seu encontro com o Senhor estava se aproximando. Desejou ir para a igreja de Santa Maria, mas estando muito debilitado, parou em Arcella, que encontra-se às portas de Pádua. Ali morreu aos trinta e seis anos após pronunciar as palavras: “Video Dominum Meum” (vejo o meu Senhor).

É honrado com o título de “Doutor Evangélico”. Seu culto é um dos mais populares da história e apressou sua canonização, ocorrida um ano após sua morte.

– Corpus Christi : Origens e Significado desta Bela Festa Cristã

Amigos, como nesta quinta-feira celebramos uma das mais magníficas festas cristãs, compartilho esse texto sobre origens e significado do dia de Corpus Christi.

Extraído de: http://franciscamalarranha.wordpress.com/2008/05/22/o-milagre-de-lanciano/ e http://www.portaldafamilia.org.br/datas/corpus/corpuschristi1.shtml

SIGNIFICADO

O Milagre de Lanciano

Por volta dos anos 700, na cidade italiana de Lanciano, viviam no mosteiro de S. Legoziano os monges basilianos e, entre eles, havia um cuja fé parecia vacilante, e ele era perseguido todos os dias pela dúvida de que a hóstia consagrada fosse o verdadeiro Corpo de Cristo e o vinho o Seu Verdadeiro Sangue.
Foi quando, certa manhã, celebrando a Santa Missa, mais do que nunca atormentado pela dúvida, após proferir as palavras da Consagração, ele viu a hóstia converter-se em Carne viva e o vinho em Sangue vivo.
Sentiu-se confuso e dominado pelo temor diante de tão espantoso milagre.
Até que em meio a transbordante alegria, o rosto banhado em lágrimas, voltou-se para as pessoas presentes e disse: “Ó bem-aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos vossos olhos.
Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!”
A estas palavras os fiéis se precipitaram para o altar e começaram também a chorar e a pedir misericórdia. Logo a notícia se espalhou por toda a pequena cidade, transformando o Monge em um novo Tomé.
Aos reconhecimentos eclesiásticos do Milagre, veio juntar-se o pronunciamento da Ciência Moderna através de minuciosas e rigorosas provas de laboratório.
Após algum tempo de trabalho, exatamente a 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório contendo o resultado das análises:
– a Carne é verdadeira carne e o Sangue é verdadeiro sangue;
– a Carne é do tecido muscular do coração (miocárdio);
– a Carne e o Sangue são do tipo AB e pertencem à espécie humana;
– a conservação da Carne e do Sangue, deixados ao natural por 12 séculos e ex-postos à ação de agentes atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno ex-traordinário.
Outro detalhe inexplicável: pesando-se as bolotas de sangue coagulado (e todas são de tamanho e forma diferentes) cada uma delas tem exatamente o mesmo peso das cinco bolo-tas juntas.
Deus parece brincar com o peso normal dos objetos.
Depois que foram conhecidas as conclusões dessa pesquisa científica, os peregrinos vêm de toda parte venerar a Hóstia que se tornou Carne e o Vinho consagrado que se tornou Sangue.
É bem uma prova direta de que Jesus Cristo ressuscitou verdadeiramente, de que a Eucaristia é o Corpo e o Sangue de Cristo glorioso, assentado à direita do Pai e que, tendo saído do túmulo na manhã de Páscoa, não pode mais morrer.
É assim que o Milagre de Lanciano, desafiando a ação do tempo e toda a lógica da ciência humana, se apresenta aos nossos olhos como a prova mais viva e palpável de que o “COMEI TODOS E BEBEI…”, mais do que uma simples simbologia como possa parecer, é o sinal Divino de que no Sacramento da Eucaristia está o alimento do nosso espírito, da nossa fé e da nossa esperança nas promessas de Cristo para a nossa Salvação.
******
CORPUS CHRISTI
A Festa de Corpus Christi, celebrada desde o século XIII, expressa a fé do povo católico, que enfeita as ruas para a procissão do Corpo de Jesus Cristo.
Corpus Christi é uma festa popular, na qual a comunidade se empenha em criar enormes extensões de tapetes coloridos, nos quais a fé é traduzida em arte.
História — A celebração de Corpus Christi teve início na diocese de Liège, na Bélgica, onde a festa começou a ser comemorada em 1246.
O dia dedicado ao Santíssimo Sacramento é a Quinta-feira Santa, quando Cristo celebrou a Santa Ceia com os Apóstolos e instituiu a Eucaristia.
“Não há tempo para darmos aquelas homenagens que Cristo merece, porque, logo em seguida, vem o luto da Sexta-feira Santa e toda a atenção dos fiéis é dirigida à Morte de Jesus na cruz e sua Ressurreição na Páscoa.
Então, a festa de Corpus Christi, é uma complementação da instituição da Santíssima Eucaristia na Quinta-feira Santa.

******

ORIGENS

A tradição de fazer o tapete com folhas e flores vem dos imigrantes açorianos. Essa tradição praticamente desapareceu em Portugal continental, onde teve origem, mas foi mantida nos Açores e nos lugares onde chegaram seus imigrantes, como por exemplo Florianópolis.

O barroco enriqueceu esta festa com todas as suas características de pompa. Em todo o Brasil esta festa adquiriu contornos do barroco português. Corpus Christi é celebrado desde a época colonial com uma profusão de cores, música expressões de grandeza. No Brasil, a tradição de se fazer os tapetes de ruas acontece em inúmeras cidades, geralmente com voluntários que começam os preparativos dias antes da solenidade e varam a noite trabalhando. Veja a seguir algumas cidades onde é possível encontrar esse tipo de arte popular.

– O Genoma como Sinal da Trindade

Neste último final de semana, a liturgial dominical lembrou a figura da Santíssima Trindade. Mas o que mais chamou a atenção foi o comparativo da homília do Papa Bento XVI, dizendo que: “O ser humano tem em seu genoma o sinal profundo da Trindade, do Deus-amor”. Interessante, profundo e significativo!

Abaixo, da Rádio Vaticano, e extraído do Blog de Jeferson Ferreira, em: http://jefferreira.blog.terra.com.br/2009/06/07/papa-bento-xvi-fala-sobre-a-santissima-trindade/

Deus é todo amor, só amor, amor puríssimo, infinito e eterno. Não vive em uma esplêndida solidão, mas é uma fonte inesgotável de vida que se doa e se comunica incessantemente”, destacou o Papa Bento XVI neste domingo, 7, dia da Santíssima Trindade. Cerca de 50 mil peregrinos estiveram presentes na Praça São Pedro para a oração mariana do Ângelus com o Papa. O Santo Padre lembrou as três solenidades do Senhor que a liturgia nos propõe após a festa de Pentecostes: Santíssima Trindade, Corpo de Deus e Sagrado Coração de Jesus.

“Cada uma destas celebrações sublinha uma perspectiva a partir da qual se abrange todo o mistério da fé cristã: a realidade de Deus Uno e Trino, o Sacramento da Eucaristia e o centro divino-humano da Pessoa de Cristo”, destacou. Trata-se, na verdade, de “aspectos do único mistério da salvação”. “Num certo sentido, resumem todo o itinerário da revelação de Jesus”.

Bento XVI referiu-se então sobre “a Santíssima Trindade tal como a fez conhecer Jesus”: “Criador e Pai misericordioso; Filho Unigênito, eterna Sabedoria encarnada, morto e ressuscitado e o Espirito Santo que tudo faz mover, cosmos e história, em direção à recapitulação final”.

“Três Pessoas que são um só Deus porque o Pai é amor, o Filho é amor, o Espírito é amor. Deus é todo amor, só amor, amor puríssimo, infinito e eterno”.

Deus não está fechado em si mesmo, e para constatá-lo, é suficiente observar o macro-universo: nossa terra, os planetas, as estrelas e galáxias; mas também o micro-universo: células, átomos, partículas elementares.

“Em tudo o que existe, está impresso o nome da Santíssima Trindade, porque tudo provêm do amor, é voltado ao amor, e se move impulsionado pelo amor, naturalmente em níveis diferentes de consciência e liberdade”.

O Papa explicou ainda que a Santíssima Trindade, são “três Pessoas que são um só Deus, porque o Pai é amor, o Filho é amor, e o Espírito é amor”.

“A maior prova de que somos feitos à imagem da Trindade é que somente o amor nos faz felizes, pois vivemos para amar e ser amados”, disse o Papa, que usou uma terminologia científica.

“O ser humano tem em seu genoma o sinal profundo da Trindade, do Deus-amor”.

Após rezar a oração do Angelus, o Papa saudou os peregrinos em várias línguas, e em espanhol, exortou os fiéis a proclamar a fé em Deus Pai, que enviou ao mundo seu Filho, Caminho, Verdade e Vida, e o Espírito da santificação, para revelar aos homens seu imenso amor, resgatando-os do pecado e da morte.

– Respeito que se Conquista: Dom Hélder Câmara e seu Centenário Natalício

Há brasileiros que orgulham uma nação inteira. Dom Hélder Câmara, se vivo, completaria 100 anos de idade. E como há homens que extrapolam a dignidade e tornam-se inquestionáveis, compartilho belíssimo texto da ex-ministra do meio-ambiente, Marina Silva, sobre a obra desse magnífico cidadão:

Extraído de: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3729858-EI11691,00-Um+brasileiro+para+ser+lembrado.html

Neste ano o Brasil comemora o centenário do nascimento de Dom Helder Câmara. Comemora? Nem tanto, pois a melhor comemoração seria o conhecimento das novas gerações sobre a obra humana e política deste homem franzino, bem humorado, doce, gentil e firme, que fez enorme diferença na história do país, durante os anos da ditadura. E muitos jovens sequer ouviram falar dele. Esta é minha colaboração para que se interessem e busquem saber mais sobre a vida e o pensamento de um brasileiro que, mesmo não estando mais entre nós, ainda pode nos inspirar.

Dom Hélder lutou pela justiça, pelo retorno das liberdades democráticas e, principalmente, pela solidariedade ativa com os pobres e oprimidos. Foi perseguido e, depois do AI-5, até mesmo seu nome não podia ser citado nos meios de comunicação. Acusavam-no de comunista e lhe deram o apelido de “Arcebispo Vermelho”, ao que ele tranquilamente respondeu: “Se eu dou comida a um pobre, me chamam de santo, mas se eu pergunto por que ele é pobre, me chamam de comunista.” Ele pregava que a pobreza não resulta da indolência, mas de estruturas injustas. Costumava dizer que não se pode acusar quem tem sede de justiça: “no Nordeste, Jesus Cristo se chama José”.

O que ele fez, na verdade, foi assumir radicalmente o que considerava sua missão como cristão. Foi um dos mais importante líderes religiosos brasileiros. Seu lema era a opção preferencial pelos pobres, uma das resoluções do Concílio Vaticano II (1962/1965), que renovou as práticas da Igreja Católica e abriu as portas para a intervenção social de padres e fiéis.

Nomeado arcebispo de Olinda e Recife, em abril de 1964, Dom Helder passou a ser malvisto pelo regime militar, por suas denúncias de violação de direitos humanos e pelo seu trabalho com movimentos populares. Criou as famosas Comunidades Eclesiais de Base, das quais tenho muito orgulho de ter feito parte e de ter iniciado minha participação política dentro delas, ao lado de pessoas como o Bispo Dom Moacyr Grecchi, que é referência para toda a Amazônia, como sinônimo de luta pela democracia, pela liberdade e pelos direitos humanos.

Por sua postura e prestígio internacional, Dom Hélder foi indicado para o prêmio Nobel da Paz, no início dos anos 70, e o então presidente Médici chegou ao cúmulo de mover campanha de bastidores contra a sua candidatura, mobilizando a diplomacia brasileira para promover um boicote junto ao governo da Noruega.

Mas por que era tão odiado e perseguido? Porque nunca permitiu que o calassem e sempre tomou atitudes desafiadoras e criativas. Em maio de 1969, um de seus principais assessores, Padre Henrique, foi sequestrado, torturado e assassinado. No dia seguinte, Dom Hélder reuniu dez padres e outras dez mil pessoas para acompanhar o cortejo até o cemitério, a quase 15 quilômetros de distância, no outro extremo da cidade de Recife.

Cristóvam Buarque certa vez o chamou de “santo rebelde”. Santo porque levava conforto e carinho aos mais miseráveis; e rebelde porque, ao mesmo tempo, gritava contra as injustiças e queria fazer uma revolução que erradicasse os males da pobreza. Diferentemente de outros santos, ele não se conformava apenas em ajudar aos pobres, e diferentemente de outros rebeldes, cuidava dos necessitados enquanto a revolução não vinha.

Dom Hélder foi uma pessoa que sempre me emocionou. Apesar de ter formado meu pensamento social com influências marxista e socialista, o que mais me encantou, e que constitui a base da minha ideologia, é o Cristianismo. Na Bíblia, encontrei respostas para a necessidade de lutar pela justiça, para repreender a ganância dos poderosos. E Dom Hélder, acima de diferenças de credo religioso, foi um exemplo, um estímulo e uma demonstração do caráter revolucionário do cristianismo, quando o entendemos como um guia para agir no mundo. Segundo ele, “o verdadeiro cristianismo rejeita a ideia de que uns nascem pobres e outros ricos, e que os pobres devem atribuir a sua pobreza à vontade de Deus.”

Ele viveu a misericórdia e o amor exatamente como Cristo disse: “Quando estava preso, tu me visitaste”. E ele visitou muitos presos nas prisões da ditadura. “Quando estava faminto, tu me alimentaste”. E ele alimentou muitas crianças famintas do Nordeste e por onde passou. E disse mais ainda: “Quando sentia frio, tu me acolheste; quando faltou a verdade, tu me disseste a verdade.” E aí alguém perguntou: “Mas quando, Senhor, nós te fizemos isso?” E Jesus respondeu: “Sempre que fizestes a estes pequeninos, ao mais insignificante deles, a mim o fizestes.”

Todas as pessoas que estão além do seu tempo passam a ser maiores do que foram no seu tempo, porque cada um de nós, de certa forma, as traz impressas nos seus sonhos e ideais. Dom Hélder tinha esperança de encontrar enormes surpresas na outra vida: “vamos descobrir, um dia, que Deus é muito mais humano que os homens.”

Quando morreu, em 1999, o povo pernambucano acompanhou a pé o seu caixão, por duas horas, até o local do enterro, em Olinda. Foi homenageado no mundo inteiro, por personalidades e líderes políticos, que o chamaram de sábio e de grande humanista. Mas a frase a seu respeito de que mais gostava era uma que lhe disse um menino de Olinda, após assistir o filme ET: “ele é feio e bonzinho, assim como o senhor”.

Marina Silva é professora secundária de História, senadora pelo PT do Acre e ex-ministra do Meio Ambiente.

Fale com Marina Silva: marina.silva08@terra.com.br

– Como Lidar com as Crises e Conflitos

A psicóloga e logoteraupeta Manuela Melo tratou recentemente de um tema de difícil abordagem: como lidar com as crises e conflitos, partindo de um ponto de vista cristão.

Por ser um texto encorajador e motivacional, compartilho com os amigos:

Extraído de: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11478

Como lidar com as crises e conflitos

Eles podem trazer grandes oportunidades

As crises e os conflitos fazem parte da existência humana, deparamos com essas situações muitas vezes em nossa vida, como, por exemplo, no período da adolescência, em função das mudanças que acontecem em nosso corpo, as quais na maioria das vezes não entendemos; fato que gera sofrimento. Na verdade, os conflitos existem desde o início da humanidade e fazem parte do processo de evolução humana. Eles são necessários para o desenvolvimento e o crescimento de qualquer sistema familiar, social, político e organizacional. São fonte de ideias novas, podendo criar oportunidades de discussão sobre determinados assuntos, revelando o positivo e permitindo a expressão e a exploração de diferentes pontos de vista, interesses e valores.

Com isso entendemos que em alguns momentos, e em determinados níveis, o conflito pode ser considerado necessário para não entrarmos num processo de estagnação. Precisamos entender que essas fases conflituosas, as quais, muitas vezes, nos parecem anormais e intoleráveis, são inseparáveis da existência humana e não configuram algo exclusivamente negativo. Portanto, a nossa primeira atitude é encarar esses momentos difíceis como acontecimentos normais da nossa condição humana e buscar passar por eles da forma mais positiva possível. Para isso, vamos entender melhor o que significa a palavra “crise”. 

A palavra “crise” se origina da palavra grega “krísis” e significa: manifestação violenta e repentina de ruptura de equilíbrio; também definida como fase difícil, grave, na evolução das coisas, dos fatos, das ideias; é também um estado de dúvidas e incertezas; momento perigoso ou decisivo; ponto de transição entre um período de prosperidade e outro de depressão; tensão, conflito. 

A Bíblia apresenta a palavra “crisol”, que leva à interpretação da palavra “crise” como purificação. Crisol é definido como um cadinho, um recipiente das máquinas fundidoras, onde se derrete o metal e os materiais diferentes são separados. Além disso, no dicionário também há o significado de servir para evidenciar as boas qualidades do indivíduo. Enquanto que essa palavra em chinês é representada pelo mesmo símbolo que oportunidade. 

Podemos dizer, então, que esses momentos críticos e conflituosos não são necessariamente negativos; a maneira como lidamos com eles é que pode gerar algumas reações. A questão, portanto, é como lidamos com essas fases adversas. Podemos agir de diversas formas: ignorá-las, abafá-las, resolvê-las ou transformá-las numa oportunidade de crescimento. A maneira como lidamos com nossos afetos e emoções são determinantes na forma como nos relacionamos com os outros e com as crises

Vamos então para algumas dicas práticas de como lidar com as crises e conflitos:  

• Precisamos nos conhecer, isto é, entender como lidamos com os nossos afetos e emoções, pois, quanto mais nos conhecemos, tanto mais facilmente podemos trabalhar com as dificuldades de forma positiva e como fonte de crescimento pessoal; 

• Mesmo que o problema não parta de nós, precisamos começar o trabalho conosco. Procurar um culpado pela situação pode apenas retardar e até mesmo aumentar o problema; 

• Precisamos analisar a situação para entender o que realmente está acontecendo, para assim buscar alternativas de solução e escolher aquela alternativa que julgarmos mais plausível; 

• Precisamos aperfeiçoar nossa capacidade de ouvir e falar. Com essa postura, silenciamos nossa voz interna e deixamos crescer a voz do outro, permitindo que esta soe clara dentro de nós. O desejo mais profundo do coração humano é o de ser compreendido: perceber isso é possibilitar um processo eficaz de comunicação, o que é um facilitador para a resolução dos momentos conflituosos; 

• Quando estamos errados, precisamos reconhecer os nossos erros e até mesmo ter a coragem de buscar ajuda quando necessário. 

O que podemos concluir com isso é que as crises não apresentam apenas um sentido pejorativo; ao contrário, elas podem ser grandes oportunidades. Quando uma adversidade acontece é o momento ideal para separarmos o que temos de bom do que temos de ruim, fazendo dela a oportunidade de que os chineses falam e aproveitando para sermos melhores e crescer. 

Manuela Melo
psicologia@cancaonova.com
Missionária da Comunidade Canção Nova, formada em Psicologia, com especialização em Logoterapia e MBA em Gestão de Recursos Humanos.

– O Sacramento do Batismo na Vida da Nossa Filha

É com alegria que nossa filha Marina recebeu o Sacramento do Batismo, neste dia 31.

Agradecemos-te, Senhor, por nos dar seu Filho Jesus como Cordeiro Imolado, pelo seu Amor infinito, e pelo Espírito Santo em nossas vidas. Em especial, nesta data que a Igreja celebra o dia de Pentecoste, por permitir o Batismo para a Marina, reavivando o nosso próprio sacramento.

Para quem não pode participar, veja o vídeo da Celebração (1minuto):

Clique em:

http://www.youtube.com/watch?v=7CGfhGZpaMw

– 3 Verdades

Mensagem enviada pelo Diácono Benedito Pedro, original do Diácono Alfredo Assad Neto:

Três coisas…

  

Três coisas na vida que depois de passarem não voltam

1. Tempo
2. Palavras
3. Oportunidades
 
 
 
 

 

Três coisas que podem destruir uma pessoa

1. Raiva
2. Orgulho
3. Não perdoar
 
 
 
 

 

Três coisas que nunca devemos perder

1. Esperança
2. Paz
3. Honestidade
 
 
 
 

 

Três coisas que são valiosas

1. Amor
2. Família
3. Amigos
 
 
 
 

 

Três coisas que nunca podem ser dadas como certas

1. Fortuna
2. Sucesso
3. Sonhos
 
 
 
 

 

Três coisas que fazem ser uma pessoa digna

1. Devoção e compromisso
2. Sinceridade
3. Trabalho honesto
 
 
 
 

 

Três verdades constantes

– Pai

-Filho

Espirito Santo

 

 

Pedi a Deus que te abençoasse hoje e sempre; que te guie e proteja, ao longo da tua caminhada.
O Amor de Deus está sempre contigo, as promessas de Deus são verdadeiras.
E quando Lhe entregas todos os teus problemas, tu sabes que Ele os resolverá.
Deus te abençoe!
 
Diácono Benedito Pedro T. de Oliveira

Diácono Permanente da Diocese de Jundiaí-SP 
 

 

– Padre Donizetti e a sua Canonização

Vem aí o segundo Santo Brasileiro: Padre Donizetti. Um dos nomes mais conhecidos da comunidade católica, já falecido e considerado por muitos um santo mesmo antes de morrer. Viveu em Tambaú-SP, onde diversas romarias acontecem hoje. Muitos atribuem milagres em decorrência a sua intercessão; outros garantem ter vistos fatos extraordinários ainda em vida.

O processo de canonização do religioso brasileiro ficou pronto, e uma das mais curiosas declarações nos relatos é a do renomado economista Joelmir Betting, que alega ter visto ele levitar enquanto fazia sermões, entre outros milagres.

Conheça a história do Pe. Donizetti: http://jornalcidade.uol.com.br/paginas.php?id=43273

Tambaú celebra a canonização de Pe Donizetti

Querido e adorado há gerações pelo povo de Tambaú, o padre Donizetti Tavares de Lima pode se tornar o segundo santo brasileiro. O encerramento da fase diocesana do processo de canonização será realizado em cerimônia pública. A programação solene acontece neste sábado, a partir das 17 horas, em Tambaú.
Os devotos do padre Donizetti acompanham a trasladação do corpo do sacerdote do Cemitério Municipal até o Santuário Nossa Senhora Aparecida, onde serão depositados os restos mortais.
O roteiro segue com uma missa campal, às 18 horas, na esplanada do Santuário, presidida pelo bispo da Diocese de São João da Boa Vista, dom David Dias Pimentel. Todo o clero diocesano e várias romarias estarão presentes.
Considerado Servo de Deus pelo Vaticano, o processo de canonização do padre Donizetti segue agora para a Santa Sé. Os postuladores responsáveis pela etapa no Brasil são frei Paolo Lombardo e irmã Célia Cadorim, os mesmos que beatificaram e canonizaram frei Galvão e madre Paulina.
O padre Donizetti Tavares de Lima nasceu na cidade de Cássia (MG), no dia 3 de janeiro de 1882, filho de Tristão Tavares de Lima e de Francisca Cândida Tavares de Lima, e teve oito irmãos. Sua família mudou-se para a cidade de Franca, onde ele fez o curso primário e aprendeu os rudimentos da música.
Aos 15 anos de idade foi matriculado no curso preparatório do antigo Seminário Episcopal de São Paulo e, depois de três anos, cursou o Colégio em Sorocaba, voltando no ano de 1900 para o seminário. No dia 12 de julho de 1908 foi ordenado sacerdote em Pouso Alegre (MG). Passou pelas paróquias de Pouso Alegre, Jaguariúna e Vargem Grande do Sul. Em 12 de junho de 1926 chegou a Tambaú, na paróquia Santo Antonio, onde permaneceu até sua morte, no dia 16 de junho de 1961, com 79 anos de idade, por complicações cardíacas.
Na década de 1950, fatos impressionantes aconteceram que o levaram a ter fama de santo. Muitas curas foram atribuídas a ele e, depois de tantos anos de seu falecimento, até hoje milagres continuam acontecendo.
O povo de Tambaú e os romeiros vindos de várias partes do país e do exterior são testemunhas de tais acontecimentos. Sônia Maria Teixeira Spigareal, zeladora da Casa do Padre Donizetti, afirma que desde 2004 foram colhidos quase 4 mil relatos de graças e milagres obtidos por intermédio do sacerdote. “Lembro-me até hoje do dia em que o padre faleceu. Eu era muito criança, mas ainda é nítida a comoção que o fato causou em toda Tambaú”, comenta.
Na Casa do Padre Donizetti, local onde o religioso viveu, hoje transformado em museu, há uma sala repleta de objetos, na maioria próteses e muletas, de pessoas que obtiveram graças.
O engenheiro Lincoln Magalhães, que teve a honra de ser batizado pelo padre, relata suas impressões de sua tenra infância e de suas férias escolares em Tambaú. “Lembro-me das romarias que tomavam a cidade. A devoção do povo ao padre Donizetti era impressionante. Ele foi uma pessoa severa e humilde, um exemplo a ser seguido.”

 

– Polemizar a troco de dinheiro, desrespeitando as crenças.

Há certas empresas que não possuem escrúpulos. A fim de lucrar, fabricante de jogos eletrônicos fatura alto vendendo um game onde Buda, Maomé e Jesus Cristo lutam entre si.

Triste e lamentável tal comportamento. Desrespeitar a fé alheia, polemizar e ganhar dinheiro em cima disto, é prova maior da falta de ética.

Extraído de: http://colunistas.ig.com.br/gamegirl/2009/04/28/jesus-buda-e-muhammad-juntos/

Um ano já se passou e grupos religiosos continuam “atirando pedras” no game “Faith Fighter“, do Molleindustria, um estúdio italiano que gosta de gerar burburinhos na web. Segundo a BBC, que destacou o fato – a reclamação da galera – entre as notícias do dia, colocar Jesus, Buda e Muhammad, juntinhos, em um game de luta é desrespeitoso.

O estúdio se defende e diz que nunca pensou em ofender nenhuma religião. O críticos afirmam que o jogo online é profundamente provocativo. Os muçulmanos têm se sentido ainda mais constrangidos porque na tradição islâmica é expressamente proibido sequer desenhar Allah.

A notícia tem repercutido em sites e blogs especializados. O Metro UK também publicou uma nota sobre o polêmico assunto.

Depois de um enunciado formal emitido pela Organização da Conferência Islâmica (Organization of Islamic Conference, o OIC) solicitando a retirada do game da internet, o estúdio decidiu acatar a “sugestão” de excluir de seu portfólio o webgame.

– O desânimo espiritual

Compartilho texto muito interessante, que busca fazer com que não nos desanimemos na caminhada da vida cristã:

Extraído de: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=11429

E quando bate o desânimo espiritual?

Sabemos que não somos perfeitos, mas não podemos nos acomodar

Encontramo-nos novamente para conversar um pouco mais sobre a vida espiritual. No texto anterior vimos que, para que haja uma vida espiritual, é preciso que aconteça uma luta. Vimos a importância dessa luta e que sem ela não há espiritualidade. Elas – a vida e a luta espiritual – estão ligadas.

 

Seguindo esse raciocínio, vamos pensar sobre os momentos nos quais desanimamos na nossa vida espiritual, na maioria das vezes, justamente por causa dessas lutas interiores que precisamos travar e porque, às vezes, somos derrotados nesses duelos.

 

São Paulo nos diz na Carta aos Filipenses no capítulo 3 versículo 16: “Contudo, seja qual for o grau a que chegamos, o que importa é prosseguir decididamente”.

 

Vemos que o próprio apóstolo por vezes também era derrotado nas suas lutas espirituais quando lemos na Carta aos Romanos: “Não faço o bem que quero e faço o mal que não quero” (Rm 7,19). Mas é ele também que nos encoraja para seguirmos adiante: “importa prosseguir decididamente”!

 

Lá em Minas Gerais conheço um sacerdote que faz um trabalho maravilhoso com os jovens. E com frequência ele diz aos que ele orienta: o importante é que na nossa caminhada o saldo seja positivo. O sacerdote ensina que pode acontecer, por exemplo, de na nossa caminhada darmos cinco passos para frente e dois para trás. Então o saldo é de três passos adiante, ou seja, saldo positivo de três.

 

Também aprendemos com o apóstolo dos gentios que não somos perfeitos: erramos, pecamos e, por vezes, fazemos o mal que não queremos fazer, ou como nos ensina o sacerdote de que lhes falei: damos alguns passos para trás. Mas isso não pode fazer com que desanimemos ou com que desistamos da vida espiritual. Pelo contrário, tem de nos tornar mais fortes e determinados.

 

Precisamos agir como São Paulo, que mesmo não conseguindo fazer sempre o bem, ainda assim, nos encoraja a prosseguir e a não fazê-lo de qualquer jeito, mas de modo decidido. Sendo assim, mesmo que erremos, que pequemos, que andemos alguns passos para trás, como ensina o grande apóstolo, não podemos desistir de perseguir o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo.

– Liberalidade na Igreja Católica

Nesta última semana, Dom Luís Soares Vieira, vice-presidente da CNBB, corajosamente falou sobre homossexualismo e ordenação de padres. Dentro da sabedoria de que “devemos destestar o pecado e amar o pecador“, Dom Luís declarou que “Os homossexuais são pessoas humanas. O que se exige do heterossexual para ser padre se exige também do homossexual”.

Tal declaração será patrulhada por muitos. Mas foi corajoso em tomar tal posição, sem ferir o cerne do cristianismo: a Tolerância, o Amor e o Espírito Cristão

– A Importância de Bento XVI em Amã

“A religião fica desfigurada quando é obrigada a servir a ignorância e o preconceito, o desprezo, a violência e o abuso”
Papa Bento XVI, em sua primeira viagem pelo Oriente Médio. Para evitar a “perversão da religião”, o sumo pontífice recomenda a “confiança no dom da liberdade”

O Papa Bento XVI está em visita na área historicamente devastada por guerras e conflitos religiosos, na Palestina. A importância dessa visita é máxima, pois se torna simbólica pelo fato de estar no epicentro das 3 maiores religiões monoteístas: Judaismo, Cristianismo e Islamismo. O congrassamento de tais crenças é vital para a paz no Oreinte Médio, colaborando para o fim de uma série de conflitos, desde que haja boa vontade.

Abaixo, apenas um relato de cristãos viventes na área: http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3756205-EI308,00-Ser+catolica+em+regiao+muculmana+e+tarefa+ardua+diz+brasileira.html

por Renato Beolchi – Direto da Amã

Para as irmãs brasileiras Maria Laudis Gloriae e Maria Rainha do Céu ser católica em uma região muçulmana é uma tarefa árdua. As duas, missionárias no Egito, compareceram à missa celebrada pelo Papa no Estádio Internacional de Amã e afirmaram que a Jordânia é uma exceção de boa convivência inter-religiosa em uma região consideravelmente intolerante.

“Aqui na Jordânia é mais fácil. Há paz, tanto que católicos e muçulmanos adoram o Rei Abdullah II mesmo ele sendo islâmico”, afirmou Laudis. Após a visita do Papa à Jordânia Laudis disse que retornaria ao Egito antes de partir em uma missão humanitária no Iraque. “Lá, por causa da guerra é onde a situação dos católicos é pior. No Egito também é ruim, mas bem menos.”

Já a irmã Rainha afirmou que seguria a peregrinação de Bento XVI pela Terra Santa. Amanhã, o pontífice deixa Amã e parte para Tel Aviv para uma visita de cinco dias pelo país. Rainha disse que só conseguiu autorização para ir a Israel porque os agentes de fronteira da Jordânia não carimbaram seu passaporte na entrada. Do contrário as autoridades israelenses dificultariam sua entrada no país.

Maria Laudis, natural de Pernambuco, afirmou que está fora do Brasil há seis anos e meio e que a visita de Bento XVI ao Oriente Médio significa que o pontífice tem interesse em perpetuar o diálogo interreligioso propagado por seu antecessor. “Ele passa uma mensagem de paz, de dignidade humana e de unidade.”