– As Idiotices de Lady Gaga

Uma das mulheres ícones desse ano tem sido a cantora Lady Gaga. Não sei cantar nenhuma música, só sei que ela é um sucesso (ao menos, comercial). Vejo as pessoas a endeusarem e falar mal dela é um pecado mortal para os fãs.

Dizem que ela é excelente cantora, mas vejo na mídia muitas esquisitices sobre ela. Aliás, não sei se ela é esquisita, excêntrica ou esquisofrênica, devido a tanta polêmica.

Leio que ela gravou um clipe chamado “Alejandro“, onde engole um terço durante uma simulação sadomasoquista na cama. Ora, ao menos respeite a fé alheia. Vestida de freira insinuantemente para provocar? Para quê tal exagero e desrespeito?

Se sua voz e suas canções são realmente boas, não precisa apelar e desrespeitar valores cristãos como esse. Tenha paciência!

É claro que quanto mais polêmcia envolver seu nome, mais dinheiro ganhará… Uma pena.

– As Idiotices de Lady Gaga

Uma das mulheres ícones desse ano tem sido a cantora Lady Gaga. Não sei cantar nenhuma música, só sei que ela é um sucesso (ao menos, comercial). Vejo as pessoas a endeusarem e falar mal dela é um pecado mortal para os fãs.

Dizem que ela é excelente cantora, mas vejo na mídia muitas esquisitices sobre ela. Aliás, não sei se ela é esquisita, excêntrica ou esquisofrênica, devido a tanta polêmica.

Leio que ela gravou um clipe chamado “Alejandro“, onde engole um terço durante uma simulação sadomasoquista na cama. Ora, ao menos respeite a fé alheia. Vestida de freira insinuantemente para provocar? Para quê tal exagero e desrespeito?

Se sua voz e suas canções são realmente boas, não precisa apelar e desrespeitar valores cristãos como esse. Tenha paciência!

É claro que quanto mais polêmcia envolver seu nome, mais dinheiro ganhará… Uma pena.

– As Idiotices de Lady Gaga

Uma das mulheres ícones desse ano tem sido a cantora Lady Gaga. Não sei cantar nenhuma música, só sei que ela é um sucesso (ao menos, comercial). Vejo as pessoas a endeusarem e falar mal dela é um pecado mortal para os fãs.

Dizem que ela é excelente cantora, mas vejo na mídia muitas esquisitices sobre ela. Aliás, não sei se ela é esquisita, excêntrica ou esquisofrênica, devido a tanta polêmica.

Leio que ela gravou um clipe chamado “Alejandro“, onde engole um terço durante uma simulação sadomasoquista na cama. Ora, ao menos respeite a fé alheia. Vestida de freira insinuantemente para provocar? Para quê tal exagero e desrespeito?

Se sua voz e suas canções são realmente boas, não precisa apelar e desrespeitar valores cristãos como esse. Tenha paciência!

É claro que quanto mais polêmcia envolver seu nome, mais dinheiro ganhará… Uma pena.

– As Idiotices de Lady Gaga

Uma das mulheres ícones desse ano tem sido a cantora Lady Gaga. Não sei cantar nenhuma música, só sei que ela é um sucesso (ao menos, comercial). Vejo as pessoas a endeusarem e falar mal dela é um pecado mortal para os fãs.

Dizem que ela é excelente cantora, mas vejo na mídia muitas esquisitices sobre ela. Aliás, não sei se ela é esquisita, excêntrica ou esquisofrênica, devido a tanta polêmica.

Leio que ela gravou um clipe chamado “Alejandro“, onde engole um terço durante uma simulação sadomasoquista na cama. Ora, ao menos respeite a fé alheia. Vestida de freira insinuantemente para provocar? Para quê tal exagero e desrespeito?

Se sua voz e suas canções são realmente boas, não precisa apelar e desrespeitar valores cristãos como esse. Tenha paciência!

É claro que quanto mais polêmcia envolver seu nome, mais dinheiro ganhará… Uma pena.

– As Idiotices de Lady Gaga

Uma das mulheres ícones desse ano tem sido a cantora Lady Gaga. Não sei cantar nenhuma música, só sei que ela é um sucesso (ao menos, comercial). Vejo as pessoas a endeusarem e falar mal dela é um pecado mortal para os fãs.

Dizem que ela é excelente cantora, mas vejo na mídia muitas esquisitices sobre ela. Aliás, não sei se ela é esquisita, excêntrica ou esquisofrênica, devido a tanta polêmica.

Leio que ela gravou um clipe chamado “Alejandro“, onde engole um terço durante uma simulação sadomasoquista na cama. Ora, ao menos respeite a fé alheia. Vestida de freira insinuantemente para provocar? Para quê tal exagero e desrespeito?

Se sua voz e suas canções são realmente boas, não precisa apelar e desrespeitar valores cristãos como esse. Tenha paciência!

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– As Idiotices de Lady Gaga

Uma das mulheres ícones desse ano tem sido a cantora Lady Gaga. Não sei cantar nenhuma música, só sei que ela é um sucesso (ao menos, comercial). Vejo as pessoas a endeusarem e falar mal dela é um pecado mortal para os fãs.

Dizem que ela é excelente cantora, mas vejo na mídia muitas esquisitices sobre ela. Aliás, não sei se ela é esquisita, excêntrica ou esquisofrênica, devido a tanta polêmica.

Leio que ela gravou um clipe chamado “Alejandro“, onde engole um terço durante uma simulação sadomasoquista na cama. Ora, ao menos respeite a fé alheia. Vestida de freira insinuantemente para provocar? Para quê tal exagero e desrespeito?

Se sua voz e suas canções são realmente boas, não precisa apelar e desrespeitar valores cristãos como esse. Tenha paciência!

É claro que quanto mais polêmcia envolver seu nome, mais dinheiro ganhará… Uma pena.

– As Idiotices de Lady Gaga

Uma das mulheres ícones desse ano tem sido a cantora Lady Gaga. Não sei cantar nenhuma música, só sei que ela é um sucesso (ao menos, comercial). Vejo as pessoas a endeusarem e falar mal dela é um pecado mortal para os fãs.

Dizem que ela é excelente cantora, mas vejo na mídia muitas esquisitices sobre ela. Aliás, não sei se ela é esquisita, excêntrica ou esquisofrênica, devido a tanta polêmica.

Leio que ela gravou um clipe chamado “Alejandro“, onde engole um terço durante uma simulação sadomasoquista na cama. Ora, ao menos respeite a fé alheia. Vestida de freira insinuantemente para provocar? Para quê tal exagero e desrespeito?

Se sua voz e suas canções são realmente boas, não precisa apelar e desrespeitar valores cristãos como esse. Tenha paciência!

É claro que quanto mais polêmcia envolver seu nome, mais dinheiro ganhará… Uma pena.

– O Significado da Festa de Corpus Christi

Amigos, como nesta quinta-feira celebramos uma das mais magníficas festas cristãs, compartilho esse texto sobre origens e significado do dia de Corpus Christi.

 

Extraído de: http://franciscamalarranha.wordpress.com/2008/05/22/o-milagre-de-lanciano/ e http://www.portaldafamilia.org.br/datas/corpus/corpuschristi1.shtml

 

SIGNIFICADO – O Milagre de Lanciano

 

Por volta dos anos 700, na cidade italiana de Lanciano, viviam no mosteiro de S. Legoziano os monges basilianos e, entre eles, havia um cuja fé parecia vacilante, e ele era perseguido todos os dias pela dúvida de que a hóstia consagrada fosse o verdadeiro Corpo de Cristo e o vinho o Seu Verdadeiro Sangue.


Foi quando, certa manhã, celebrando a Santa Missa, mais do que nunca atormentado pela dúvida, após proferir as palavras da Consagração, ele viu a hóstia converter-se em Carne viva e o vinho em Sangue vivo.


Sentiu-se confuso e dominado pelo temor diante de tão espantoso milagre.
Até que em meio a transbordante alegria, o rosto banhado em lágrimas, voltou-se para as pessoas presentes e disse: “Ó bem-aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos vossos olhos.


Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!”


A estas palavras os fiéis se precipitaram para o altar e começaram também a chorar e a pedir misericórdia. Logo a notícia se espalhou por toda a pequena cidade, transformando o Monge em um novo Tomé.
Aos reconhecimentos eclesiásticos do Milagre, veio juntar-se o pronunciamento da Ciência Moderna através de minuciosas e rigorosas provas de laboratório.
Após algum tempo de trabalho, exatamente a 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório contendo o resultado das análises:


– a Carne é verdadeira carne e o Sangue é verdadeiro sangue;


– a Carne é do tecido muscular do coração (miocárdio);


– a Carne e o Sangue são do tipo AB e pertencem à espécie humana;


– a conservação da Carne e do Sangue, deixados ao natural por 12 séculos e ex-postos à ação de agentes atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno ex-traordinário.
Outro detalhe inexplicável: pesando-se as bolotas de sangue coagulado (e todas são de tamanho e forma diferentes) cada uma delas tem exatamente o mesmo peso das cinco bolo-tas juntas.


Deus parece brincar com o peso normal dos objetos.


Depois que foram conhecidas as conclusões dessa pesquisa científica, os peregrinos vêm de toda parte venerar a Hóstia que se tornou Carne e o Vinho consagrado que se tornou Sangue.


É bem uma prova direta de que Jesus Cristo ressuscitou verdadeiramente, de que a Eucaristia é o Corpo e o Sangue de Cristo glorioso, assentado à direita do Pai e que, tendo saído do túmulo na manhã de Páscoa, não pode mais morrer.


É assim que o Milagre de Lanciano, desafiando a ação do tempo e toda a lógica da ciência humana, se apresenta aos nossos olhos como a prova mais viva e palpável de que o “COMEI TODOS E BEBEI…”, mais do que uma simples simbologia como possa parecer, é o sinal Divino de que no Sacramento da Eucaristia está o alimento do nosso espírito, da nossa fé e da nossa esperança nas promessas de Cristo para a nossa Salvação.

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CORPUS CHRISTI


A Festa de Corpus Christi, celebrada desde o século XIII, expressa a fé do povo católico, que enfeita as ruas para a procissão do Corpo de Jesus Cristo.


Corpus Christi é uma festa popular, na qual a comunidade se empenha em criar enormes extensões de tapetes coloridos, nos quais a fé é traduzida em arte.


História — A celebração de Corpus Christi teve início na diocese de Liège, na Bélgica, onde a festa começou a ser comemorada em 1246.


O dia dedicado ao Santíssimo Sacramento é a Quinta-feira Santa, quando Cristo celebrou a Santa Ceia com os Apóstolos e instituiu a Eucaristia.


“Não há tempo para darmos aquelas homenagens que Cristo merece, porque, logo em seguida, vem o luto da Sexta-feira Santa e toda a atenção dos fiéis é dirigida à Morte de Jesus na cruz e sua Ressurreição na Páscoa.


Então, a festa de Corpus Christi, é uma complementação da instituição da Santíssima Eucaristia na Quinta-feira Santa. 

 

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ORIGENS

A tradição de fazer o tapete com folhas e flores vem dos imigrantes açorianos. Essa tradição praticamente desapareceu em Portugal continental, onde teve origem, mas foi mantida nos Açores e nos lugares onde chegaram seus imigrantes, como por exemplo Florianópolis.

O barroco enriqueceu esta festa com todas as suas características de pompa. Em todo o Brasil esta festa adquiriu contornos do barroco português. Corpus Christi é celebrado desde a época colonial com uma profusão de cores, música expressões de grandeza. No Brasil, a tradição de se fazer os tapetes de ruas acontece em inúmeras cidades, geralmente com voluntários que começam os preparativos dias antes da solenidade e varam a noite trabalhando.

– Fé conciliada com Ciência

“Não se deve opor ciência e religião. Não preciso justificar minha fé cientificamente. E também não preciso transpor a Fé para os espaços da Ciência (…) Isso faz parte da democracia religiosa, Graças a Deus.”

Ex- Senadora Marina Silva, candidata à Presidência da República, em entrevista à Revista Época, ed 24 de maio de 2010, pg 57, sobre Conciliar Fé e Ciência.

Belíssimas palavras!

– Bebeu… Cadeia!

E o nosso novo país-amigo, o Irã? Lá, pelos costumes islâmicos e radicalismo do governante local, o uso de bebida alcoólica é cadeia na certa.

Leio agora no Estadão (pg A16): Irã prende 80 pessoas em festa que servia álcool – (…) as pessoas foram acusadas por ‘buscar o prazer’ pela polícia iraniana. A lei iraniana proíbe homens e mulheres de se tocar ou dançar. Há 2 anos, o governo iraniano combate ‘movimentos ocidentais indecentes’. Além do álcool, estão nessa categoria os rappers”.

Cultura diferente é isso aí!

– Designer Inteligente versus Darwinismo

Ganha cada vez mais força uma teoria nascida nos EUA que é contraponto à Teoria da Origem das Espécies, de Charles Darwin. É o “Designer Inteligente“. Explico: a ideia é de que uma força superior seria responsável por toda a criação. Tal força ou entidade seria extremamente criativa e perfeita, já que a evolução se tornou como ela é hoje graças a inteligência de quem a criou (a desenhou perfeita, por isso o termo: designer inteligente).

Semana passada, o Mackenzie sediu um encontro sobre defensores dessas ideias. Num primeiro momento, não seria uma teoria de cunho religioso, defendida por algum grupo exclusivo (embora fundamentalistas cristãos identifiquem essa força ou entidade como Deus). Seria uma teoria alternativa para a de Charles Darwin (defensor de que a evolução seria uma grande combinação de coisas que deu certo aleatoriamente, sem a mão de um Criador).

Sabe de uma coisa? Eu, particularmente, acredito ser impossível de que se evoluímos e somos inteligentes, Deus não teria participação. É possível conciliar que evoluímos, como disse Darwin, apoiados pela força de Deus.

E viva os defensores dessa ideia ou teoria!

Compartilho abaixo, extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/69291_DEUS+CHEGA+AS+AULAS+DE+BIOLOGIA?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

DEUS CHEGA AS AULAS DE BIOLOGIA

por Helio Gomes

Escola adota teoria baseada na intervenção de uma inteligência superior na criação da vida, opondo-se às ideias de Darwin

Uma das maiores polêmicas a chacoalhar a sociedade e a comunidade científica dos Estados Unidos nos últimos anos desembarcou no Brasil. Ao longo da semana passada, um ciclo de debates realizado no Colégio Presbiteriano Mackenzie, um dos mais tradicionais da capital paulista, apresentou a teoria do design inteligente a centenas de estudantes. Criada nos Estados Unidos na metade dos anos 80, ela se opõe à teoria da evolução de Charles Darwin – amplamente aceita pela ciência desde a publicação do clássico “A Origem das Espécies” (1859) – e se baseia na ideia de que uma entidade superior seria a responsável pela criação de todas as formas de vida do Universo. Para os cientistas que defendem o conceito, tal força criativa é chamada de “designer inteligente”. Para os cristãos fundamentalistas americanos, ela é Deus.

A grande questão envolvendo o design inteligente (DI) é a sua introdução em algumas escolas americanas durante as aulas de biologia, e não nas de religião, que, a exemplo do Brasil, não fazem parte do currículo escolar no ensino público. Conceitos pseudocientíficos e ainda não aceitos pela maioria da academia, como a chamada complexidade irredutível – que sustenta que certos micro-organismos biológicos são intrincados demais para terem evoluído de formas mais simples de vida –, são usados por biólogos, químicos e filósofos da ciência integrantes do movimento DI em sala de aula como uma alternativa à teoria da evolução. Em 2005, os pais de 11 alunos de uma escola pública de Dover, no Estado da Pensilvânia, entraram na Justiça para tentar impedir o ensino do DI, alegando que, na verdade, ele seria um conceito criacionista e, portanto, religioso. Eles ganharam a disputa judicial e a teoria foi banida da disciplina na escola.

O evento realizado em São Paulo nos últimos dias trouxe ao Brasil dois dos mais célebres defensores do DI nos Estados Unidos. Stephen C. Meyer, doutor em história e em filosofia da ciência, é um dos criadores do movimento e um de seus mais atuantes portavozes. Autor de três livros, entre os quais o recente “Signature in the Cell” (Assinatura na Célula, inédito no Brasil), ele afirma que sua missão em terras brasileiras era simples: “Viemos para suscitar a discussão – nosso trabalho é científico, e não político ou educacional”, diz Meyer, um dos membros mais atuantes do Instituto Discovery, centro de pesquisas sem fins lucrativos ligado a setores conservadores da sociedade americana. “Como eu creio em Deus, acredito que ele é o designer inteligente. Mas existem cientistas ateus que aceitam a teoria de outras formas”, completa o pesquisador.

Não é o caso do bió logo americano Scott A. Minnich, também presente no ciclo de debates para apresentar os conceitos do DI aos estudantes brasileiros. “Sim, eu sou religioso”, afirma Minnich. Ele conta que já sofreu preconceito por fazer parte do movimento. “É assim que as coisas funcionam na ciência. Algumas pessoas tentaram convencer o presidente da universidade na qual leciono de que eu estava incluindo o DI nas minhas aulas de microbiologia, o que não era verdade”, diz o biólogo, que também participou das missões que buscaram indícios da produção de armas bioquímicas no Iraque em 2004.

A confusão gerada por uma teoria que se apropria de conceitos científicos para chegar a conclusões com forte viés religioso despertou a ira da ala ateísta. Entre as vozes mais ácidas contra o DI, destaca-se a do biólogo evolucionista britânico Richard Dawkins. Também chamado de “rottweiler de Darwin”, ele ganhou notoriedade graças ao livro “Deus, um Delírio” (lançado no Brasil em 2007 pela Cia das Letras), também transformado em documentário. “É pertinente ensinar controvérsias científicas às crianças”, disse Dawkins em entrevista ao jornal inglês “The Times”. “Só não podemos dizer: ‘Temos dois conceitos sobre o surgimento da vida – um é a teoria da evolução e o outro é o livro do Gênesis. Se abrirmos esse precedente, também teremos de ensinar a elas a crença nigeriana que diz que o mundo foi criado a partir do excremento de formigas”, provoca o biólogo.

Voltando ao cenário brasileiro, vale lembrar que o colégio Mackenzie é uma instituição particular, com origens americanas e de cunho religioso desde a sua fundação. Portanto, o ensino do DI nas aulas de biologia, que acontece desde 2008, é tão válido quanto as aulas de religião ministradas em instituições de ensino católicas. “Acreditamos que a fé influencia todos os aspectos da nossa vida, inclusive a ciência”, resume Davi Charles Gomes, chanceler em exercício do Mackenzie e pastor presbiteriano.

– Fundo Cristão Criado por Empresas. Cristãs ou Politicamente Corretas?

Na Europa, foi criado nesta semana um fundo de investimentos com cunho moral chamado de “Fundo Cristão”, supervisionado até mesmo pelo Vaticano.

Para participar, a empresa não deve produzir / investir em tabaco, pornografia, armas e jogatina, entre outras coisas. Participam a Shell, Vodafone e Nestlé entre outras.

Mas uma ressalva é importante: o fundo parece ser mais um fundo moral do que cristão. Afinal, produzir corretamente não é dever de todos? Se os recursos fossem destinados para a solidariedade, talvez o termo cristão caísse bem. Mas nessas condições, acho impróprio o uso. Ser cristão exacerba tais atos.

Extraído de: http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5gaj50GH_NkFN9pC2iRVTh1vre8aA

PRIMEIRO “FUNDO CRISTÃO” DA BOLSA COMEÇA A OPERAR NA EUROPA

Londres, 27 abr (EFE).- O primeiro índice de bolsa cristão da Europa, que responde à crescente demanda dos investidores por ações “éticas” por causa da crise financeira global, começou nesta segunda-feira sua caminhada.

Do chamado Índice Cristiano Europeu Stoxx fazem parte 533 empresas do Velho Continente que dizem obter suas receitas exclusivamente de fontes compatíveis com os “valores e princípios da religião cristã”, explica o jornal “Financial Times”.

Entre as companhias que integram o índice figuram as petrolíferas BP e Royal Dutch Shell, a farmacêutica GlaxoSmithKline, o multinacional do setor alimentício Nestlé, o banco HSBC e a Vodafone, do setor telefônico.

Apenas grupos que não lucram com pornografia, armas, tabaco, controle de natalidade e jogo podem fazer parte do índice.

Um comitê, no qual, segundo a Stoxx, está representado o Vaticano, coordena as ações, que saem do índice Stoxx Europa 600.

Alguns dos maiores fundos de investimentos do mundo, como Aviva Investors, AXA Investment Managers e Hendrson Global Investor, criaram nos últimos anos fundos éticos em resposta à demanda dos investidores.

Esse tipo de fundos tem objetivos similares aos dos “fundos cristãos” embora não discriminem as empresas que fazem negócios ligados ao controle de natalidade e estão mais centrados em evitar os investimentos em empresas que danificam o meio ambiente.

© EFE 2010. Está expresamente prohibida la redistribución y la redifusión de todo o parte de los contenidos de los servicios de Efe, sin previo y expreso consentimiento de la Agencia EFE S.A.

– Pendenga a Resolver com Rapidez

“E quando amanhecer, o dia eterno, a plena visão, ressurgiremos em crer, nesta vida escondida no pão”

Tal verso poético é de uma canção que fala sobre nossa ressurreição por acreditarmos no Cristo Eucarístico. E o gancho que pego é esse: como convencer os que não crêem no atual e triste momento da Igreja Católica. Sim, triste demais, devido aos casos de pedofilia.

Bento XVI está demorando para dar respostas convincentes e atitudes firmes. Ficar negando, e depois admitir, parece ação de políticos brasileiros ao invés de ato de servos de Deus.

Fico pensando: o problema não estaria na formação e aceite de jovens seminaristas sem vocação para o sacerdócio? Como pessoas que deveriam falar de Deus, mostrarem fraternidade, se deixam levar por atitudes tão grotescas e pecaminosas?

Não há muita explicação sem ser esta… Ontem, vi um depoimento do padre de Arapiraca falando sobre os casos de pedofilia de lá. O sacerdote acusado, na sua fala, parecia nitidamente um sujeito perturbado. Como poderia ele falar de Deus, orientar conscientemente e demonstrar seu espírito cristão? O mesmo disse que o bispo Dom Valério era conhecido como Vera Fischer; um monsenhor local como Simone, e outros apelidos ridículos e afeminados de padres locais.

É o fim do mundo… algo deve ser feito urgente! A Igreja é Santa e Pecadora, isso é uma verdade. Mas não pode aceitar escalabroso desvio! Não podemos nos esquecer que os sacerdotes são portadores da Palavra de Deus, não donos da Palavra. Assim, eles pregam, mesmo sabendo que podem pecar ou não realizar o que defendem. Isso se deve à nossa natureza humana. Mas em algum momento o Espírito Santo que os ilumina deve interpelá-los para evitar esses crimes. Ou como dito recentemente por um porta voz do Vaticano, “o diabo estaria agindo contra bispos que até duvidam da existência de Deus?

Rezemos para a solução desses problemas. Deus sempre providencia. Lembremo-nos dos tempos da Idade Média, onde em uma grande crise surgiram santos que ajudaram a recuperar a Igreja, como São Francisco e outros.

Esperamos e sejamos novos franciscanos nesse momento…

– Fé e Dinheiro, Polícia e Bandido, Crença e Respeito X Desrespeito

Fernando de Barros e Silva, da Folha de São Paulo, relatou ontem (citações abaixo) o depoimento de um bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, onde ele orienta seus colegas sobre táticas de aumentar a arrecadação nas coletas, além de propôr acordos entre criminosos. Algumas falas foram assustadoras: “nosso problema não é bandido, nosso problema é a polícia”.

Reproduzo a impressionante matéria, extraída de: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/4/14/fe-sem-lei

FÉ SEM LEI

É claro que impressiona a maneira ao mesmo tempo vulgar e estudada com que o bispo Romualdo Panceiro orienta seus pastores a arrecadar o dízimo em época de crise. Mas suas dicas “bíblicas” de como arrancar dinheiro dos fiéis não chegam a surpreender quem já conhece os métodos da Igreja Universal. Muita gente de boa-fé pode ter razões para se escandalizar, mas até aqui estamos no terreno das transações lícitas.
As coisas mudam de figura e têm outra gravidade quando assistimos, na Folha Online, ao segundo vídeo que acompanha a reportagem de Rubens Valente, na Folha de ontem. Nessa fita, o mesmo bispo Panceiro dá uma palestra a um grupo de pastores reunidos numa sala. A certa altura, desliga o gravador e diz: “O nosso problema não é bandido. O nosso problema é a polícia“.
Panceiro explica então por que razões acreditava que o assalto na véspera a um carro-forte que carregava R$ 52 mil arrecadados num culto havia sido realizado por policiais. E vai além: orienta os pastores para que procurem os “chefes” dos bandidos das comunidades onde atuam a fim de criar com eles uma relação de ajuda mútua:
A gente é companheiro ou não é? Fala assim!”. “Já falei para vocês fazerem (isso). O bispo quer que isso seja feito em todo o Brasil, como nós fizemos aqui”. O “bispo”, como é fácil presumir, é Edir Macedo, o líder da Universal, o dono da Rede Record, hoje um dos homens mais ricos e poderosos do país. E Romualdo, que fala em seu nome, é apontado pelo próprio Macedo como seu sucessor dentro da igreja.
O que choca, portanto, não é mais o proselitismo agressivo e tosco com fins mercantis. É a sugestão de uma teia de cumplicidades entre a cúpula da Igreja Universal e o crime organizado. Além, é claro, da “denúncia” involuntária de que a polícia jogou como bandido.
Pragmatismo sem peias, mistura entre business e fé, aliaa entre igreja e criminosos, agentes do Estado agindo fora da lei. Parece que estamos mesmo no novo Brasil.

Abaixo, vário vídeos reproduzidos no ideocast da Folha sobre as falas e orientações. Para assisti-los, CLIQUE AQUI

– O Exemplo dos Jovens da Toca de Assis

Para quem não conhece, compartilho ótimo material sobre os jovens da “Toca de Assis”, uma fraternidade franciscana que praticamente abdicam dos prazeres humanos para ajudar – radicalmente – a vida dos mais necessitados.

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2069/artigo143366-1.htm

COMO SÃO FRANCISCO

Recém-saídos da adolescência, eles abandonam família, casa, escola, amigos e um futuro convencional para se dedicar aos outros. Abrem mão de confortos básicos, como dormir em camas, e dividem o chão com moradores de rua.

Vestem-se apenas com hábitos marrons e chinelos e fazem um estranho corte de cabelo, que reproduz a coroa de espinhos de Jesus Cristo. Passam o dia cuidando de pessoas miseráveis, curando feridas, dando banho, cortando unhas e cabelos, fazendo orações.

Mas não são padres, nem querem sêlo. Observar um membro do Instituto Toca de Assis é como voltar à Idade Média. A impressão que se tem é que os integrantes dessa fraternidade, fundada em 1994, circulam pelas cidades não há 15 anos, mas há oito séculos.

Conhecidos como toqueiros, eles carregam muitas semelhanças com os primeiros seguidores de São Francisco de Assis, nascido Francesco Bernardone, no longínquo século XIII, e santificado em 1228 d.C. Muito mais do que os franciscanos legítimos, pertencentes a uma das ordens religiosas mais populares do mundo

As vestes e a tonsura (o corte de cabelo) são os sinais mais evidentes. A barba por fazer e um extremo desprendimento dos bens materiais completam o conjunto de referências ao santo italiano, filho de um rico mercador de tecidos que abriu mão de tudo para cuidar dos pobres. “Mas não somos nem temos vínculos com os franciscanos”, afirma, categórico, o irmão Antônio Maria, 25 anos. Membro da comunidade desde 2002, ele é responsável pela administração da maior casa da Toca de Assis na capital paulistana, a Villa de Assis, onde 18 jovens dão teto, comida e cuidado a 126 pessoas.

“O que a Toca se propõe a fazer é resgatar um franciscanismo de raiz”, explica Rodrigo Portella, doutor em ciências da religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). “Nesse sentido, eles realmente não têm qualquer vínculo com os franciscanos, que são muito mais adaptados à contemporaneidade”, afirma. Por exemplo, desde o Concílio Vaticano II (1962-65), reunião de bispos que modernizou várias práticas e rituais católicos, os membros da Ordem de São Francisco foram dispensados do uso das marcas que os identificavam como religiosos. Hoje é difícil, se não impossível, encontrar um que use hábito, tonsura e chinelos. Os franciscanos atuais também têm, em sua maioria, excelente formação acadêmica e são, no mínimo, doutores em ciências humanas, como filosofia e sociologia.

Exemplos de representantes brasileiros ilustres são o cardeal emérito de São Paulo Dom Paulo Evaristo Arns, o prefeito da Congregação para o Clero Dom Cláudio Hummes (um dos postos mais altos da hierarquia católica mundial) e o ex-frei Leonardo Boff. Já entre os toqueiros, só o fundador do instituto, padre Roberto Lettieri, 46 anos, tem formação superior – porque todo o sacerdote precisa ter. O apreço aos livros, na Toca, é visto com desconfiança. “Para muitos deles, o estudo da religião é percebido como uma ameaça à pureza da doutrina católica”, diz o professor Portella. Além disso, comprometer o precioso tempo dos irmãos, como eles se autointitulam, com os livros seria reduzir a dedicação a uma das maiores causas da Toca – o cuidado com os pobres.

“Me encantei com a perspectiva prática de uma vida na radicalidade do Evangelho”, explica irmão André, 20 anos, proclamando um dos mantras dos toqueiros. Hoje são cerca de 255 homens e mulheres espalhados por 75 casas no Brasil e na América Latina dedicados a cuidar de pelo menos 1,3 mil ex-moradores de rua. Atender a todas essas pessoas é um dos princípios fundamentais da “vida na radicalidade do Evangelho” – que inclui ainda o voto de pobreza, obediência e castidade, independentemente de abraçar a vida religiosa ou não. E, mesmo com muita fé, cumprir esses votos e cuidar dos pobres é um desafio. Como postulante – antes de ser um toqueiro, os candidatos passam pelo menos cinco anos como vocacionados, aspirantes, postulantes e noviços –, André já coleciona histórias de entrega e abnegação. Lotado na sala de curativos da casa, ele passa horas limpando feridas de andarilhos e mendigos. “Uma vez, levei 40 minutos para cobrir um ferimento”, lembra ele, que fala do assunto sem inibições, mas sabe que o que diz choca. “Sou feliz quando me preocupo com os irmãos de rua”, diz, referindo-se aos moradores dos becos paulistanos.

Fica evidente que o amor incondicional pelo próximo, principalmente se ele for o mais machucado dos andarilhos, o mais imundo dos mendigos ou o mais bêbado dos alcoólatras, é o combustível desses jovens. Embora muita dessa devoção seja observável dentro das casas da Toca, é na Pastoral de Rua – tida como atividade seminal do grupo – que ela é mais explícita. As primeiras aconteceram há 15 anos, na Praça Bento Quirino, em frente à Igreja Nossa Senhora do Carmo de Campinas, cidade no interior de São Paulo onde nasceu o fundador padre Roberto Lettieri. Hoje é atividade obrigatória em boa parte das casas. Na Villa de Assis, no Centro de São Paulo, a Pastoral de Rua acontece às terças-feiras à noite e aos sábados pela manhã. No evento da terça-feira 23 de junho, os membros da comunidade começaram a chegar às 18h.

O programa era assistir à missa na Catedral da Sé e depois rezar o terço no meio da praça com os moradores de rua. Por fim, seriam servidos 55 quilos de macarronada com suco. Às 19h, terminou a celebração e, aos poucos, a praça foi invadida por toqueiros e moradores de rua. Parecia um encontro de velhos amigos, com longos abraços e beijos carinhosos.

Quando o aglomerado aumentou – cerca de 40 mendigos para no máximo 15 religiosos –, começou o terço. Ele foi acompanhado com atenção pelos poucos presentes, que participaram puxando algumas avemarias. Quando o último amém foi pronunciado, uma horda de 150 moradores de rua se materializou em quatro organizadas filas para pegar o alimento. Naquela noite também haveria a Pastoral de Rua durante toda a madrugada.

Depois de servir a refeição para as pessoas da praça, o irmão Romero, 25 anos, de Betim (MG), puxaria um carrinho de mão cheio de cobertores, curativos e lanches para distribuir entre os pobres do centro da cidade.

“Quando os cobertores e os lanches acabam, a gente senta com um aglomerado de moradores de rua e dorme ali com eles”, explica o irmão Hésede Maria do Santíssimo Sacramento, 32 anos, de Petrópolis (RJ). Veterano de muitas pastorais de rua, ele lembra de uma noite que o marcou. “Eu estava limpando as feridas de um pobre e um sujeito parou o carro e disse: “Nem por US$ 1 milhão eu faria o que vocês fazem.” Ele conta que imediatamente lembrou de Madre Teresa de Calcutá e respondeu como respondera a madre: “Por US$ 1 milhão eu também não faria. Só faço por Deus.”

Fora de contexto, essa frase pode soar piegas o suficiente para despertar desconfianças. Mas poucos religiosos são tão coerentes quanto os toqueiros. “Eles vivem uma imersão absoluta e verdadeira no mundo dos pobres, além de adotarem rotinas bastante rigorosas de adoração”, explica Silvia Fernandes, socióloga e professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Todo membro deve rezar pelo menos três horas por dia, de joelhos, na capela da casa onde vive. Eles dormem, exceção feita aos que têm problemas de saúde, no chão e guardam seus pertences pessoais – escova de dentes, dois hábitos, desodorante e meia dúzia de peças de roupa – em uma única gaveta.

Quando terminam o noviciado e são consagrados, adotam um novo nome – uma maneira de recomeçar a vida em Cristo. “Essa radicalidade retoma uma concepção medieval da fé”, diz Portella, da UFJF.

Mas nem tudo é tão medieval assim. A cada dois meses, os jovens da Toca de Assis têm um dia de folga. Aqueles que vivem em casas de cidades praianas costumam se reunir para tomar banho de mar. Os que servem na Villa de Assis, em São Paulo, frequentam uma casa de campo com piscina no interior do Estado. Ninguém pode acompanhar o dia de descanso dos religiosos. “É uma das ambiguidades da Toca”, diz Portella. Ele lembra que há outras. “Fazer com que os irmãos usem hábitos que remetem ao franciscanismo medieval não é necessariamente uma prova de retorno das tradições”, explica. Para Portella, instituir a obrigatoriedade de uma roupa que beira a fantasia atende à sede que os jovens contemporâneos têm de construir uma identidade por meio da imagem.

A loja virtual que vende camisetas, CDs, DVDs, bonés e adesivos com a marca Toca é uma terceira contradição. Não deixa de ser curioso ver um instituto que é ardoroso defensor do voto de pobreza capitalizar a fé de seus simpatizantes. “Mas vivemos única e exclusivamente da providência divina”, explica Antônio Maria, que crê na intercessão do Espírito Santo como forma de levar as pessoas a doarem para a Toca.

Incoerências à parte, a missão de um toqueiro é uma das melhores traduções do ideal de sacrifício e dedicação que permeia a doutrina católica. O alinhamento com Roma é tamanho que a Toca, hoje uma instituição religiosa reconhecida pela Arquidiocese de São Paulo, pleiteia o status de ordem no Vaticano com apoio do cardeal Dom Odilo Pedro Scherer. Com tanta dedicação à oração, aos pobres e à vida consagrada eles têm tudo para conseguir o reconhecimento.

Até vida missionária e desprendida os toqueiros têm. Nenhum membro, por exemplo, passa mais de dois anos em uma mesma casa.

Mas o que pode ser visto como qualidade por Roma cobra seu preço por aqui. Nem todos os pais lidam bem com a partida dos filhos para uma vida nômade e potencialmente perigosa. “Eles não querem que os filhos, geralmente muito jovens, se distanciem da família e vivam uma rotina tão rigorosa quanto a da Toca”, explica o irmão Hésede.

Ele próprio sentiu na pele as restrições familiares. “Meu filho sempre foi muito bonito, achava que ele tinha que casar e me dar netos”, diz sua mãe, Guiomar Dias. “Mas não foi assim que as coisas aconteceram”, resigna-se. “Eu sei que foi o caminho que Deus criou para ele, mas, quando David me disse que iria para a Toca, chorei muito”, confessa Maria de Fátima Conceição Chaves, de Monguaguá (SP), mãe do aspirante David Douglas Guedes, de 17 anos, que chegou neste ano à fraternidade. Os dez dias de férias por ano ajudam a família a matar a saudade. Mas os jovens voltam para casa de hábito, tonsura e chinelos. Nunca mais serão os mesmos.

– Contra o Aborto, a Favor da Vida

Já me manifestei sobre o assunto e repito: sou radicalmente contra o Aborto. Por muitos motivos, dentre os quais por não ter sido vítima de um, graças a minha santa Mãe, e por considerar tal ato um assassinato cruel, sem defesa do inocente.

Assim, compartilho tal ato em defesa da vida, enviado pelo joranlista Reinaldo Oliveira e que compartilho abaixo:

4º Ato público em Defesa da Vida

Neste sábado, dia 20 de março, na Praça da Sé, em São Paulo, a partir das 10h da manhã, com término previsto para 13h30. Participam deste ato público autoridades, entidades pró-vida, artistas e pessoas da capital e cidades do interior. Participe desta manifestação muito importante em favor da vida, num Brasil e num mundo que tem muitas vezes optado pela cultura da morte (projetos pró-aborto, eutanásia, etc). Importante lembrar que pelo Plano Nacional de Direitos Humanos o Governo Lula quer implantar o aborto no país. Não peque por omissão nesta hora tão grave em que o sangue das crianças inocentes é derramado pelas próprias mães.

 “A audácia dos maus cresce por causa da omissão dos bons” (Papa Leão XIII).

Vamos multiplicar essa mensagem e divulgá-la aos nossos amigos? É ato de amor e de cidadania lutar pela Vida.

– Chás de Rituais

Se eu pegar qualquer mato, fizer um chá (mesmo que traga alucinações) e dizer que é para fins religiosos, não há problemas. Se eu o fizer apenas para “me alucinar”, posso ser enquadrado como criminoso.

Então, reflita: até a Maconha, se utilizada em rituais de religião, é permitida.

Não era mais prudente proibir tudo? Sou uma das pessoas que mais tolera certos comportamentos e individualidades, mas ainda estou espantado com a atitude do assassino do cartunista Glauco Villa.

– Deus e o Diabo dentro da Igreja: um relato interessante!

Aqueles que compartilham da fé cristã sabem que o mundo não é dividido em forças do Bem e do Mal, de maneira igualitária. Diferente de algumas outras crenças que acreditam no equilíbiro de forças do Universo, os cristãos, sejam eles católicos, protestantes ou quaisquer outros, crêem que o Bem é infinitamente superior ao Mal.

Depois desta introdução catequética, compartilho uma interessante entrevista do Padre Gabriele Amorth, Exorcista-Chefe da Igreja Católica e que polemiza alguns assuntos, tais como: o Diabo agindo no Vaticano, bispos descrentes e confusões entre possessões demoníacas e doenças psicológicas.

Extraído de Ig (clique ao lado para a citação)

EXORCISTA-CHEFE DA IGREJA DIZ QUE HÁ BISPOS LIGADOS AO DIABO

Em entrevista ao diário La Repubblica, o padre Gabriele Amorth, que comanda o Departamento de Exorcismo em Roma há 25 anos, disse que o ataque ao papa Bento XVI na noite de Natal e os escândalos de pedofilia e abuso sexual envolvendo sacerdotes seriam provas da influência maléfica do Demônio na Santa Sé e “é possível ver as consequências disso”.

O sacerdote, de 85 anos, disse ainda que há, na Igreja, “cardeais que não acreditam em Jesus e bispos ligados ao Demônio”.Amorth, que já teria realizado o exorcismo de 70 mil possuídos, publicou um livro no mês passado, chamado “Memórias de um Exorcista”, em que narra suas batalhas contra o mal.

A série de entrevistas que compõe o livro foi realizada pelo jornalista Marco Tosatti, que conversou com o programa de rádio Newshour da BBC.

Tosatti disse que o Diabo atua de duas formas. Na primeira, a mais ordinária, “ele te aconselha a se comportar mal, a fazer coisas ruins e até a cometer crimes”.

Na segunda, “que ocorre muito raramente”, ele pode possuir uma pessoa. Tosatti disse que, de acordo com Amorth, Adolf Hitler e os nazistas foram possuídos pelo capeta.

O exorcista católico conta em suas memórias que, durante as sessões de exorcismo, os possuídos precisavam ser controlados por seis ou sete de seus assistentes. Eles também eram capazes de cuspir cacos de vidro, “pedaços de metal do tamanho de um dedo, mas também pétalas de rosas”, segundo o sacerdote.

Guerra contra a Igreja

 

Amorth defende que a tentativa de assassinato do papa João Paulo II, em 1981, assim como o ataque ao atual papa no Natal passado e os casos de abuso sexual cometidos por padres são exemplos de que o Diabo está em guerra com a igreja.Em entrevista ao La Repubblica, o exorcista contou que o Demônio “pode permanecer escondido, ou falar diferentes línguas, ou mesmo se fazer parecer simpático”.

Para Tosatti, não há nada que se possa fazer quando o Diabo está apenas influenciando as pessoas, em vez de estar possuindo-as.

Segundo o exorcista-chefe do Vaticano, o papa Bento XVI apoia o seu trabalho.

“Sua Santidade acredita de todo coração na prática do exorcismo. Ele tem encorajado e louvado o nosso trabalho.”

No jornal italiano, Amorth também comentou sobre como o cinema retrata o exorcismo e a magia.

Segundo ele, o filme “O Exorcista”, de 1973, em que dois padres lutam para exorcizar uma garota possuída, é “substancialmente preciso”, apesar de “um pouco exagerado”.

Já a série do jovem bruxo britânico Harry Potter é descrita como “perigosa” pelo sacerdote, pois traça “uma falsa distinção entre magia negra e magia do bem”.

– Economia Solidária é o tema da CF-2010 Ecumênica

De ótima iniciativa a Campanha da Fraternidade de 2010, aberta ontem. Realizada de maneira ecumênica, o que é ótimo, será sobre o tema “Fraternidade e Economia”, e o lema: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24).

Abaixo, outras informações:

Extraído de: http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=357751

CF-2010 ECUMÊNICA SOBRE ECONOMIA SOLIDÁRIA

“Colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão”.

Este é o objetivo da Campanha da Fraternidade que será aberta hoje em todo o Brasil. A abertura nacional será em Brasília com uma coletiva de imprensa convocada pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), responsável pela Campanha deste ano. A coletiva será às 14h, na Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Brasília, na Quadra 406 Sul. À noite, os presidentes das cinco Igrejas membros do Conic presidirão uma celebração ecumênica no Santuário Dom Bosco, em Brasília, com a presença de fiéis de todas as Igrejas cristãs. A celebração será às 19:30h.Criada pela Igreja Católica em 1964, a Campanha da Fraternidade de 2010 será ecumênica, a exemplo do que ocorreu em 2000 e 2005. Neste ano as Igrejas do Conic propõem uma reflexão sobre o sistema econômico vigente no país, inspirada no versículo bíblico “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24)

Para divulgar a Campanha foram produzidos cartazes, folders, DVDs além de um livro de 80 páginas, conhecido com o Texto Base, carro chefe de todos os materiais confeccionados. Ele traz todo o conteúdo que deverá ser refletido nas comunidades das Igrejas membros do Conic.

O Texto Base faz uma análise da economia do país e insiste que ela deve estar a serviço da vida. “A economia não é uma estrutura autônoma. Ela faz parte das prioridades políticas. As políticas econômicas e as instituições devem ser julgadas pela maneira delas protegerem ou minarem a vida e a dignidade da pessoa humana, sustentarem ou não as famílias e servirem ao bem comum de toda a sociedade”, diz o texto em seu parágrafo 26.

O Texto sugere também ações concretas a serem assumidas pelas comunidades como, por exemplo, a educação para a solidariedade e uma economia solidária com compromisso social.
  

 

Mais sobre a CF-2010 em Jundiaí:

Extraído de: Agência Bom Dia

IGREJA ABRE DEBATE SOBRE CONSUMISMO

Campanha da Fraternidade é lançada com missa em Jundiaí e neste ano extrapola interesses cristãos ao falar sobre dinheiro

Para despertar na população o debate sobre o consumismo, foi iniciada na noite desta quarta a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010, com uma missa na catedral, Centro.

“Vamos abrir para a reflexão. Estamos colocando o dinheiro em primeiro lugar”, diz o administrador diocesano, padre Joaquim Wladimir Lopes Dias, que presidiu a celebração.

A campanha deste ano tem como tema Economia e Vida e o lema é Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro.

“A proposta é tentar fazer igual a Jesus fez na Quaresma. Se privar de algumas coisas e refletir sobre a vida”, afirma padre Joaquim.

Ele lembra que com o passar dos anos a campanha foi mudando o seu foco e abrangendo não só os problemas cristãos. “Precisamos que todos tenham uma vida mais justa, debatendo questões sociais.”

O ajudante-geral Manoel dos Santos, 29, concorda que o tema é de suma importância. “As pessoas só pensam em dinheiro.”

Extraído do Jornal de Jundiaí:

REFLEXÃO PARA QUEM SÓ VISA DINHEIRO

por Cristina Hautz

Com uma missa realizada na Catedral Nossa Senhora do Desterro, a Igreja Católica abriu em Jundiaí, ontem à noite, a Campanha da Fraternidade 2010. O tema “Economia e Vida” faz os cristãos repensarem o modelo econômico vigente e luta em favor de ações como a justa tributação, auditoria da dívida pública, adoção de políticas de distribuição de renda e direito à alimentação.

A frase que estampa o cartaz, “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”, é o mote da campanha organizada pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) – que reúne católicos, luteranos, anglicanos, católicos ortodoxos e presbiterianos.

“Hoje o pensamento é o dinheiro em primeiro lugar, o emprego em segundo e, em terceiro, o homem. Temos que reverter essa estrutura para que o homem venha em primeiro”, afirmou o padre Joaquim Wladimir Lopes Dias, administrador diocesano de Jundiaí.

Contradição? – Para o padre Wladimir, o fato de a Igreja Católica ser considerada uma das mais ricas do mundo não pode ser encarado como uma incoerência em relação ao tema deste ano.

“O dízimo vem sendo utilizado desde os tempos bíblicos. A doação é feita à Igreja, que precisa dela para a evangelização. As pessoas precisam amolecer o coração e oferecer o que ganham. Tem gente que só quer ganhar e não divide nada com ninguém.”

O administrador diocesano lembrou ainda que serão realizados fóruns e debates com foco no tema “Economia e Vida”. Hoje e amanhã, às 19h30, a campanha será aberta nas Câmaras de Vereadores de Campo Limpo Paulista e Várzea, respectivamente.

– Deus e o Diabo em Campo na Itália

Há dias, tratamos de um tema interessante: a proibição de que os jogadores proferissem palavrões durante as partidas de futebol na Itália, independente do motivo (para ler a matéria, clique aqui: PALAVRÃO RESULTARÁ EM CARTÃO VERMELHO). E não é só de palavrões que a norma trata: também das questões religiosas: usar o nome de Deus (e de qualquer crença) ou divulgar mensagens de amor em camisetas e/ou mensagens políticas, também valerá a punição. Sobre esse assunto, tratamos na oportunidade em que a FIFA resolveu dar atenção ao proselitismo religioso durante os festejos da Seleção Brasileira na Copa das Confederações-09 (para ler a matéria, clique aqui: A FIFA E A MANIFESTAÇÃO RELIGIOSA NO FUTEBOL BRASILEIRO).

Assim, embora realmente a medida seja polêmica (e a qual particularmente considero incabível e impraticável), a nova lei poderá fazer sua primeira vítima: o goleiro juventino Buffon, que blasfemou ao falhar no gol sofrido contra o Gênova, no último domingo. O árbitro não tomou providências no lance (a recomendação é a expulsão), mas o Comitê Disciplinar tomou as devidas medidas e irá julgar o goleiro, pela leitura labial!

Incrível e desnecessário, não? O cara erra um lance, e não pode desabafar consigo próprio?
 
Abaixo, extraído do Estadão com as citações no link: 

http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,goleiro-buffon-pode-ser-punido-por-blasfemia,511725,0.htm

GOLEIRO BUFFON PODE SER PUNIDO POR BLASFÊMIA 

Jogador é acusado de proferir o nome de Deus em vão após falhar no segundo gol do Genoa

TURIM – Gianluigi Buffon, da Juventus, pode ser o primeiro jogador a ser punido por má conduta em campo pelo Campeonato Italiano. O goleiro do time de Turim e da seleção italiana é acusado de proferir o nome de Deus em vão após falhar no segundo gol do Genoa, marcado por Rossi, na vitória da Juventus, no último domingo, por 3 a 2.

Pela nova legislação promulgada pela Federação Italiana de Futebol, a blasfêmia, se ouvida dentro do campo, deve ser punida pelo árbitro com cartão vermelho ou outros tipos de sanções após teste de leitura labial pela televisão. Os jogadores que falarem palavrão em campo também deverão ser expulsos.

A postura radical contra esse tipo de atitude foi adotada na semana passada pela Federação Italiana por sugestão do presidente do Comitê Olímpico Italiano. Também deverão punidos pela federação os jogadores que mostrarem nos jogos camisetas com mensagens pessoais de amor ou religião. Segundo os dirigentes, esta é uma forma de dar exemplo aos jovens.

Buffon, no entanto, não acredita que será punido. “A ideia pode ser justa, mas difícil de implementar. O esporte profissional, às vezes, cria situações de pressão que podem fazer você perder a lucidez. Não sei como poderão provar se o jogador poderá dizer Dio [Deus], Zio [Tio] ou Dino”.

– O Difícil Conceito da PAZ

A paz é feita com inimigos que querem deixar de ser inimigos. Um inimigo que só quer cortar você em pedaços e não tem intenção de permitir que você viva não é um parceiro para a paz.

Esta frase é de Binyamin Netanyahu, premier de Israel, mostrando como é difícil o entendimento entre palestinos e judeus. A busca da paz há milênios na região não tem previsão de término.

Reflita: O que é a paz para você?

– Otimismo do Começo de 2010

Viajando pela blogosfera, encontrei um post extremamente otimista, que nos convida a deixarmos de lado as notícias ruins e pensarmos nas coisas boas!

É o “Blog Buscai as Coisas do Alto”. O texto está em: http://busqueoalto.blog.terra.com.br/2009/10/30/chega-de-dar-espaco-para-as-coisas-ruins-do-mundo-vamos-anunciar-a-boa-noticia-jesus-te-ama-e-esta-presente-na-nossa-vida/

Quantas vezes num momento de dor e sofrimento, tudo o que queremos é que algo bom aconteça. Nada alegra mais uma pessoa que ouvir uma boa noticia, que receber a ajuda de alguem e certamente ajudar alguem é um ato que causa bastante alegria em quem o faz. Tudo o que é bom alegra nosso coração. Por isso devemos sempre querer aquilo que é bom e praticar o bem. Nas fabulas vemos que o mal nunca vence. E na vida é assim. O Bem sempre vencerá, o amor sempre vencerá. E sabemos que falar no bem é falar no amor e falar no amor é falar em Deus.

Jesus em toda sua vida fez o bem as pessoas. Amar é fazer o bem da maneira mais ampla possível, pois colocamos nossa vida a serviço do proximo e realizamos uma obra que vai tornar a vida de alguem melhor. Generosidade, doação, gratidão, companheirismo, amizade, fidelidade são praticas do amor e obras do bem. Precisamos deixar o bem crescer no mundo, pois ja estamos cansados de ver o que é mal. Toda vez que o homem se afasta de Deus ele acaba caindo no pecado que é uma obra ruim contra nós mesmos ou contra outra pessoa.

No livro do Gênese, portanto nas primeiras paginas biblicas, Deus ja nos fala que precisamos fazer o bem pois o que é mal esta a porta tentando nos derrubar. Mas é possivel vencer o mal e sabemos Jesus venceu o mal por isso não podemos deixar que as coisas ruins do mundo venham nos destruir, pois somos Filhos de Deus. O salario do pecado é a morte, nos diz São Paulo. Jesus venceu a morte, Jesus venceu o pecado. Assim, estando com Jesus, caminhando com Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida, sabemos que nossa vitória também vira, pois o Senhor é a Nossa Vitória.

Diante dos muitos problemas na nossa vida, quando tudo vai mal, confiar no Senhor é a certeza de que todos os males são curados, tudo vai passar e vamos viver a Vida Eterna com Deus. Não ha pecado, não ha dificuldade, não ha obra do mal que possa nos destruir se estamos com Jesus. Por isso é fundamental e urgente que Jesus seja o Senhor da nossa vida. Deixar o pecado de lado e caminhar com Cristo nos dá a segurança de que todos os males do mundo passarão e o Reino de Deus vai se estabelecido, pela vitória do amor, a vitória do Cristo ressucitado.

Não podemos permitir nem dar ouvidos a tamanha divulgação que o mundo faz daquilo que é ruim. As obras do inimigo fazem um barulho enorme. O bem é silencioso e vitorioso. O mal não vence nunca pois ninguem consegue se acostumar com aquilo que é mal. Daí a importancia de não se conformar com este mundo e sim lutar para anunciar para as pessoas que existe Deus que é o Senhor, o Pai e que quem vive pela lei de Deus só faz o bem. Se todos seguirem a Palavra do Senhor, o mundo sera somente de atos bons, atos de Santidade.

A televisão, a internet, os jornais, a musica, o cinema. Tudo o que é tragico da audiencia, chama a atenção. E o mundo vai tentando dizer que isso é normal e da uma enfaze horrivel para as mazelas e tristezas do mundo. Cabe a nós perguntar: Porque dar tanta atenção as coisas que não fazem bem, para que dar espaço para o mal ?

Se as pessoas resolvessem dar atenção a Palavra de Deus quantas curas seriam realizadas no coração das pessoas. E assim ninguem teriam tempo pra fazer o mal pois estariam maravilhadas e iluminadas com o Evangelho, com a Biblia, com Cristo.

Evangelho significa Boa Noticia. Quantas vezes as pessoas não ficam dizendo: os telejornais nunca trazem uma noticia boa. Irmãos, nós temos a Boa Noticia: Jesus te ama, Ele morreu numa cruz e ressucitou, Ele está vivo, Está Presente na Eucaristia e quer derramar em nós o Espirito Santo, pois nós somos templos do Espirito Santo, somos filhos do Deus Altissimo. Jesus faz nova todas as coisas.

Quantas vidas são transformadas quando ocorre um encontro pessoal com Jesus. Quantas tragédias não seriam evitadas se as pessoas não se deixassem levar pelas coisas do mundo. Lendo a Biblia fico cada vez mais apaixonado pela Palavra de Deus, pois uma leitura atenta, com a graça do Espirito Santo nos dá a visão do tesouro que a Palavra tem. Os ensinamentos de Jesus, a sabedoria da Biblia. Isso precisa ser divulgado, isso precisa ser vivido.

O assunto na nossa casa, com nossos amigos, devem ser sobre momentos positivos, felizes. E também deve ser um momento de partilia e sobretudo – o mais importante – de Evangelização. Assim vamos deixando de falar no que é triste, ruim e vamos divulgando as obras que Deus faz na nossa vida. Pois o Senhor Nosso Deus sempre faz o bem, pois Ele é Amor e nos Ama.

Gênesis 4,7
“Se praticares o bem, sem dúvida alguma poderás reabilitar-te. Mas se precederes mal, o pecado estará à tua porta, espreitando-te; mas, tu deverás dominá-lo.”

Romanos 12,2
“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito.”

– Nomeado o novo bispo para a Diocese de Jundiaí

por Reinaldo Oliveira

 

Na manhã desta quarta-feira, 30 de dezembro, o Papa Bento XVI nomeou o novo bispo para a Diocese de Jundiaí. Ele é dom Vicente Costa, atualmente realizando trabalho pastoral como bispo da cidade de Umuarama/PR. O novo bispo é nascido no dia 1 de janeiro de 1947, foi ordenado padre no dia 17 de dezembro de 1972 e ordenado bispo em 19 de setembro de 1998. A nomeação oficial pelo Vaticano traz alegria para o Clero e fiéis da Diocese de Jundiaí e um verdadeiro presente de ano novo. Dom Vicente será o 5º bispo da Diocese de Jundiaí que estava vacante desde 28 de janeiro de 2009, após a nomeação de dom Gil Antonio Moreira, como arcebispo para a Arquidiocese de Juiz de Fora. A posse de dom Vicente Costa como titular da Diocese de Jundiaí está marcada para o dia 7 de março de 2010.

– Itupeva recebe a Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida

pelo jornalista Reinaldo Oliveira

Nos dias 4 e 5 de janeiro, o município de Itupeva recebe a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida. A chegada solene da imagem na cidade será no dia 4 às 16h, na Paróquia de São Sebastião. Após a chegada, das 17h às 19h será realizada uma Vigília de Oração e, às 19h30 haverá celebração de Missa Solene, seguida de Procissão Luminosa e grande queima de fogos.

No dia 5 às 10h haverá a Recitação do Terço e às 15h acontece celebração da Santa Missa, Coroação da Virgem Mãe Aparecida, seguida de despedida.

O padre Adilson Amadi e os diáconos Márcio e Maurício convidam a população de Itupeva e região para este ato de Fé e Devoção à Nossa Senhora Aparecida

– Ateísmo contra Fiéis em Deus

Acreditar independe da crença religiosa. Mas como todo final de ano as revistas de grande circulação falam sobre os assuntos de religião e Deus, leio na Época da semana passada sobre a tentativa de provar ou não a existência de Deus, mitos e outros paradigmas e dogmas. É possível conciliar Crença e Ciência?

A matéria está neste link: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI111682-15228,00-EM+NOME+DE+DEUS.html, e possue vários outros links complementares. Vale a pena discutir.

Apenas faço a seguinte consideração, de uma encíclica de João Paulo II: “Fé e Razão são duas asas que nos elevam para o Céu”. Isso resume o que penso e acredito.

– A Face Humana de Jesus

“É na humanidade de Jesus que melhor podemos compreender sua divindade”
Frei Betto

Compartilho belo e interessante material da Revista Isto É, edição “Comportamento” de 23/12/2009, que aborda os mais novos estudos sobre a vida de Jesus e seu dia-a-dia, cultura, ofício e círculo de amigos.

Extraído de: IstoÉ (clique aqui para link)

A FACE HUMANA DE JESUS

A descoberta dos restos da casa de uma família que viveu no tempo e na região de Jesus de Nazaré animou arqueólogos e entusiastas bíblicos no último dia 21. Ainda que ela não tenha vínculos diretos com o Messias, essa descoberta joga luz sobre um Jesus que vai além da figura mítica que morreu na cruz, como contam os evangelhos do Novo Testamento. Ela alimenta quem vive para especular o lado humano do Filho de Deus, que a Igreja nunca deixou se sobrepor ao divino. Mas o interesse por detalhes históricos de alguém como Cristo
é compreensível. Afinal, foi esse judeu da Galileia quem plantou a semente da religião mais influente do mundo. E, para quem lê os evangelhos como relatos biográficos, um erro de princípio, segundo os especialistas, as lacunas parecem implorar por especulações. O Novo Testamento não traz, por exemplo, nenhum registro sobre a vida e as andanças de Cristo entre os 15 e 30 anos de idade. “Porque esses anos não são importantes”, explica Pedro Vasconcelos Lima, teólogo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Para a igreja, tudo de relevante sobre a missão de Cristo na terra está na “Bíblia”. Mas é o suficiente? A clareira histórica aberta por esses 15 anos perdidos é uma das brechas mais exploradas por estudiosos, uns mais honestos que outros, para especular sobre a vida e Jesus. Mas ela não é a única. Outras foram encontradas nas entrelinhas dos 27 livros, 260 capítulos e 7.957 versículos do Novo Testamento. Mais algumas foram pesquisadas, com base em descobrimentos arqueológicos que variam de objetos do tempo de Jesus a textos de grupos religiosos do cristianismo primitivo, no longínquo século I d.C. E, por mais que a Igreja prefira não tratar de alguns detalhes das faces divina e humana de Cristo, os mais de um bilhão de fiéis não param de fazer perguntas.

“É na humanidade de Jesus que melhor podemos compreender a dimensão de sua divindade”, reconhece Frei Betto, religioso dominicano autor do recém-lançado “Um Homem Chamado Jesus”. Na busca pela humanidade de Jesus, e pelo debate de mistérios que intrigam grande parte da humanidade há séculos, ISTOÉ fez 14 perguntas sobre a vida de Cristo a especialistas, autores consagrados e lideranças religiosas. Em que época foram escritos os Evangelhos e quem os escreveu? Jesus teve irmãos? Maria foi virgem durante toda sua vida? Jesus estudou? Qual profissão seguiu? Como era fisicamente? Esteve na Índia? Deixou alguma coisa escrita? Teve um relacionamento amoroso com Maria Madalena? Teve filhos? Por mais simples ou absurdas que algumas dessas questões possam parecer, elas merecem uma discussão. “Algumas realmente atormentam a vida dos fiéis”, reconhece o padre mariólogo Vicente André de Oliveira, membro da Academia Marial de Tietê, no interior de São Paulo. As respostas apontam caminhos, mas não têm a aspiração de ser definitivas. O estudo científico da vida do Messias ajuda na construção do que se convencionou chamar de Jesus histórico. Em esforço que surgiu no final do século XVIII e ganhou ritmo com importantes e raras descobertas arqueológicas no século XX (leia quadro na página 76), um Jesus que vai além dos relatos bíblicos começou a ganhar forma.

Ele surgiu do debate acadêmico do que podia e não podia ser considerado fonte para o entendimento da vida que o Nazareno levou na Terra. E, como a fé cristã, evolui e ganha novos contornos diariamente. Para o fiel bem resolvido, não há disputa entre o Jesus histórico e o bíblico, ou divino. “Cristo trouxe uma mensagem poderosa de amor e perdão que é inatingível”, afirma Fernando Altemeyer, professor de teologia e ciências da religião da PUC-SP. Para quem crê, é esse o legado do homem de Nazaré. Mas toda informação que contribuir para montar o quebra-cabeça dessa que é a mais repetida e famosa história da humanidade será bem-vinda.

Jesus nasceu em Belém ou Nazaré?

Embora os evangelhos de Mateus e Lucas afirmem que Jesus tenha nascido em Belém, é muito provável que isso tenha ocorrido em Nazaré. “Todos os grandes especialistas bíblicos são unânimes em admitir que Jesus nasceu em Nazaré”, afirma Frei Betto, religioso dominicano autor do recém-lançado “Um Homem Chamado Jesus”. Ao que tudo indica, Lucas e Mateus teriam escolhido Belém como cidade natal de Jesus para que suas versões da vida de Cristo se alinhassem a uma profecia do Antigo Testamento, segundo a qual o Messias nasceria na Cidade do Rei Judeu, ou seja, a Cidade de Davi, que é Belém. Quanto à afirmação de que Jesus teria nascido em uma manjedoura rodeado de animais, Sylvia Browne, americana autora do best seller “A Vida Mística de Jesus”, é taxativa: “Tanto José quanto Maria provinham de famílias judias nobres e prósperas, de sorte que Jesus nasceu em uma estalagem e não em um estábulo, rodeado de animais”, diz. “José, de família real, não podia ser pobre – era um artesão especializado.” A afirmação de Sylvia é contestada por Fernando Altemeyer, professor de teologia e ciências da religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Afirmar que a ascendência nobre de José garantiria o bem-estar da família não faz sentido”, argumenta. Ele lembra que Davi é do ano 1000 a.C. e em um milênio sua fortuna certamente teria se dispersado. “Fora que a ascendência entre os judeus vem de mãe, não de pai”, explica. Para o teólogo, são muitas as fontes independentes que tratam da pobreza da família de José e é quase certo que Jesus tenha nascido em um curral e morado em um gruta com o pai e a mãe, que não eram miseráveis, mas tinham pouca terra e viviam como boa parte dos judeus pobres das áreas rurais.

Quando Jesus nasceu?

Uma coisa é certa: ele não nasceu no dia 25 de dezembro. E a razão é simples. Esta data coincide com o solstício de inverno do Hemisfério Norte, quando uma série de festas pagãs, muito anteriores ao nascimento de Cristo, já aconteciam em homenagem a divindades ligadas ao Sol e a outros astros. Ao que tudo indica, o dia foi adotado pelos católicos primitivos na esperança de cristianizar uma festa pagã. Faz sentido. Jesus também significa “Sol da Justiça”, o que faz dele um belo candidato a substituto de uma efeméride como o solstício de inverno. Se Jesus não nasceu em 25 de dezembro, a Igreja Católica também não sabe qual o dia nem o ano exatos. Os registros abrem um leque relativamente grande de possibilidades. É certo, porém, que o nascimento aconteceu antes da morte do rei Herodes, em 4 a.C., já que foi ele quem pediu o recenseamento que teria obrigado a viagem de Maria e José a Belém. Quanto ao mês e o dia, só há especulações. Para o padre mariólogo Vicente André de Oliveira, da Academia Marial de Tietê, no interior de São Paulo, Jesus teria nascido entre os meses de setembro e janeiro, quando, segundo ele, eram tradicionalmente feitos os censos em Belém. Já as pesquisas do astrônomo australiano Dave Reneke mostram que a estrela que teria guiado os Reis Magos apareceu em junho – crença compartilhada por parte da comunidade católica. Wagner Figueiredo, colunista do site Mistérios Antigos e autor de “Trilogia dos Guardiões – O Êxodo”, por sua vez, coloca as fichas no oitavo mês do ano, que, segundo ele, seria o período oficial de recenseamento dos romanos.

Quem e quantos foram os Reis Magos?

Se realmente existiram, os Reis Magos não eram reis e provavelmente não seguiram estrela nenhuma. O único registro dessas figuras nos evangelhos canônicos, ou oficiais, está em Mateus, que fala dos magos do Oriente e de uma estrela seguida por eles. Mas a menção não diz quantos eram os visitantes nem se eram, de fato, reis. “Como esses magos trouxeram três presentes,  supõe-se que eram três reis”, explica o cônego Celso Pedro da Silva, professor de teologia e reitor do Centro Universitário Assunção (Unifai), em São Paulo. A versão atual da história se formou junto com o forjar de diversas tradições católicas durante o primeiro milênio da Era Cristã. Convencionou-se chamar os visitantes de Melchior, rei da Pérsia, Gaspar, rei da Índia, e Baltazar, rei da Arábia. Também ficou estabelecido que eles teriam trazido incenso, ouro e mirra como presentes ao recém-nascido. Para Wagner Figueiredo, colunista do site Mistérios Antigos e autor de “Trilogia dos Guardiões – O Êxodo”, os três seriam, ainda, astrólogos ou astrônomos, já que usaram uma estrela para guiá-los até Belém. “Mas não sabemos se a estrela de Belém era mesmo uma estrela”, diz Figueiredo.

“Ela pode ter sido um cometa, uma supernova ou o alinhamento celeste de planetas”, explica. Em consulta ao histórico astronômico de então, Figueiredo descartou a possibilidade de a estrela ser um cometa. Segundo ele, o único fenômeno astronômico desse tipo visível da Terra em anos próximos ao nascimento de Jesus foi a passagem do cometa Halley. Mas o Halley riscou o céu em 12 a.C., no mínimo cinco anos antes do nascimento de Jesus, o que o elimina como candidato a estrela de Belém. Um registro do que hoje chamamos de supernova por astrônomos chineses na constelação de Capricórnio no ano 5 aC. é o candidato mais forte. “A supernova, que é a explosão de uma estrela, cria um forte ponto luminoso no céu”, especula Figueiredo. Ele lembra, ainda, da impressão de movimento que esses fenômenos deixam, o que as alinha com a descrição que se tem da estrela de Belém. A terceira e última possibilidade de explicação astrológica trata do alinhamento de planetas entre os anos 7 a.C. e 6 a.C. Na primeira tese, Júpiter e Saturno se alinharam criando um ponto luminoso que caminhou pelo espaço entre maio e dezembro daquele ano. Já na segunda, Júpiter, Saturno e Marte se aproximaram na constelação de Peixes, formando um único e poderoso ponto luminoso no céu.

Jesus teve irmãos? Maria se manteve virgem?

Muito da discussão em torno dessa pergunta se deve à ambiguidade do termo grego adelphos, que para alguns significa irmão, enquanto para outros significa companheiro, amigo. Nos evangelhos de Mateus e Marcos e na carta de Paulo aos Gálatas, a palavra surge e, para quem é partidário da primeira interpretação, confirma a existência de irmãos e irmãs de Jesus. Segundo Rodrigo Pereira da Silva, professor de teologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp-EC), se os irmãos existiram, eles seriam seis – quatro homens e duas mulheres –, identificados no Evangelho de Marcos. Silva lembra também que no evangelho apócrifo de José fala-se que o pai de Jesus era viúvo quando se casou com Maria e que teria filhos do primeiro casamento. O teólogo ressalva, porém, que duas situações narradas pelos evangelhos canônicos, tidos como fonte mais confiável, depõem contra essa interpretação. “Esses supostos irmãos dão ordens a Jesus”, argumenta. “Isso jamais aconteceria se eles fossem, de fato, irmãos, porque Jesus foi o primogênito. E o mais velho, na Galileia de então, tinha autoridade sobre a família”, diz.

Soma-se a isso o fato de Jesus ter confiado sua mãe ao apóstolo João no momento da crucificação, segundo está descrito no Evangelho de João, e não a um de seus supostos irmãos. Sabe-se também, a partir dos textos bíblicos, que, além de Maria, mãe de Jesus, nenhum parente direto do Messias estava ao pé da cruz quando ele foi morto. O rechaço da igreja à possibilidade da existência de irmãos de Jesus se explica. Se a teoria fosse verdadeira, iria contra um dos dogmas marianos segundo o qual a mãe de Jesus teria dado à luz virgem e assim permanecido até a assunção de seu corpo aos céus. Por isso o apego ao problema de tradução da palavra adelphos e aos sinais que estão na “Bíblia” da ausência de irmãos (segundo interpretação oficial). Para o padre mariólogo Ademir Bernardelli, da Academia Marial de Aparecida, no interior de São Paulo, a existência ou não de irmãos é mais simbólica do que prática. “A virgindade de Maria é uma tradição que foi criada com o tempo”, diz Bernardelli. “A pergunta pela virgindade no parto ou depois do parto nunca foi um assunto discutido entre a hierarquia católica primitiva, só surgiu depois”, afirma.

Especulação ou não, a tese de que Jesus teria irmãos ganhou força com um precioso achado arqueológico em 2002. Chamado de ossuário de Tiago, o artefato é uma urna de pedra-sabão com as inscrições “Tiago, filho de José, irmão de Jesus”. Embora a Igreja conteste as inscrições, feitas em aramaico, o objeto atraiu a atenção tanto de sensacionalistas quanto de estudiosos. A urna é, sem dúvida, legítima e data do tempo de Cristo. Já a autenticidade das inscrições, mais especificamente a parte que diz “irmão de Jesus”, ainda está sendo avaliada pela comunidade arqueológica internacional. Se comprovada, esse seria o primeiro e único objeto vinculado diretamente a Jesus já descoberto.

Jesus estudou? Qual profissão seguiu?

Para Wagner Figueiredo, colunista do site Mistérios Antigos e autor de “Trilogia dos Guardiões – O Êxodo”, Jesus teve formação intelectual mais rica do que se supõe a partir dos evangelhos. “Era comum, na Antiguidade, que os mais ricos custeassem os estudos dos prodígios apresentados ao conselho do templo”, diz. Cristo era uma dessas crianças brilhantes e certamente não passou despercebido no templo, onde chegou a protagonizar uma cena curiosa, aos 12 anos, quando colocou os sábios para ouvi-lo. Mas mesmo que tenha tido uma formação, Jesus continuou como um homem de hábitos e mentalidade rurais. “Podemos chamá-lo de um caipira antenado, que tinha sensibilidade suficiente tanto para dialogar com o povo quanto com a elite intelectual de sua época”, resume Paulo Augusto Nogueira, professor de teologia da Universidade Metodista de São Paulo, em São Bernardo do Campo.
Segundo o americano H. Wayne House, autor do livro “O Jesus que Nunca Existiu”, o Messias provavelmente sabia ler em hebraico e aramaico e escrever em pelo menos um desses idiomas. Suspeita-se, também, que falava um pouco de grego, a língua comercial da época.

Quanto à profissão que seguiu, há controvérsias. E as dúvidas surgem por causa de uma palavra ambígua, usada nos registros mais antigos dos evangelhos. Neles, José é apresentado como “tekton”, uma espécie de artesão que faria as vezes de um mestre de obras. Ele teria, portanto, as habilidades de um carpinteiro, mas não apenas. Jesus e José seriam uma espécie de faz-tudo. Faziam a fundação de uma casa, erguiam paredes como pedreiros e construíam portas como carpinteiros. É sabido também que tinham ovelhas e uma pequena plantação. Portanto, teriam algumas noções de pastoreio e agricultura.

Como era Jesus fisicamente?

A imagem de Cristo que se consagrou foi a de um tipo bem europeu: alto, branco, de olhos azuis, cabelos longos ondulados e barba. Mas são grandes as chances de que essa representação esteja errada. “É praticamente certo que ele não foi um homem alto, a julgar pelos objetos, como camas e portas, deixados por seus contemporâneos”, revela a socióloga e biblista Ana Flora Anderson. O fato é que não há registros fieis da aparência do filho de Maria. Essa ausência de documentos se explica. Para os especialistas, até o ano 30 d.C. pouquíssimas pessoas sabiam quem era Jesus. “Mas ele é Deus encarnado. Então teve um corpo, uma aparência física”, afirma padre Benedito Ferraro, professor de teologia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC), no interior de São Paulo. E se por um lado a existência carnal de Jesus impôs limites físicos a um Deus todo-poderoso, ela deu asas à imaginação e à especulação dos fieis já no século II e III d.C. sobre a aparência desse Deus em carne e osso.

A julgar pelos registros históricos que contam um pouco da vida na região em que Jesus nasceu e foi criado, o Messias deve ter sido um homem baixo, de pele morena e cabelos escuros e encaracolados (à esq., uma reconstituição feita pelo médico especialista em reconstrução facial inglês Richard Neave, da Universidade de Manchester). Por ser um trabalhador braçal, tinha uma estrutura física bem desenvolvida. “Como palestino, deveria ter as características daquele povo”, lembra frei Betto, dominicano autor do recém-lançado “Um Homem Chamado Jesus”. Esse é o máximo a que chega a especulação baseada em estudos. “Não saberemos nem precisamos saber da real aparência de Jesus – ela não importa”, afirma o cônego Celso Pedro da Silva, professor de teologia e reitor do Centro Universitário Assunção (Unifai).  

Jesus foi à Índia?

Teria Cristo pregado às margens do rio Ganges? Quem garante de pés juntos que ele esteve na Índia, cita duas possibilidades cronológicas. A primeira, durante os chamados anos perdidos, dos 12 ou 14 anos de idade aos 28 ou 30 anos. A segunda, depois da ressurreição. Ambas as afirmações são extremamente controversas e têm tanto apaixonados defensores quanto vigorosos detratores. O teológo americano H. Wayne House, do Dallas Theological Seminary no Texas, Estados Unidos, não acredita na visita de Jesus à Índia, mas reconhece que são muitas as fontes que narram uma suposta passagem do Messias, não só pela Índia, mas também pela região das Cordilheiras do Himalaia. Um texto hindu do século I d.C. menciona a suposta visita de Cristo ao rei Shalivahan, empossado mandatário da cidade de Paithan, no Estado de Maharashtra, em 78 d.C.

Sylvia Browne, americana autora do best seller “A Vida Mística de Jesus”, é fervorosa defensora da visita de Jesus à Índia. “Há dezenas de textos de eruditos orientais que confirmam a estada de Jesus na Índia e em regiões vizinhas na época”, conta ela em seu livro. Segundo Sylvia, Jesus recebeu diferentes nomes nas culturas pelas quais circulou, entre eles “Issa”, “Isa”, “Yuz Asaf”, “Budasaf”, “Yuz Asaph”, “San Issa” e “Yesu”.

Para a maioria dos cristãos, essas afirmações são absurdas. “Esses nomes são muito comuns na Índia, não permitem concluir que se referem ao Jesus que reconhecemos como Cristo”, sentencia Rodrigo Pereira da Silva, professor de teologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp-EC). Silva explica que uma série de documentos reunidos em livro do alemão Holger Kersten chamado “Jesus Viveu na Índia”, de 1986, incendiaram uma discussão vazia sobre o assunto. “Isso é uma picaretagem”, afirma o teólogo Pedro Vasconcelos Lima, presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib). Para ele, explorar esse tipo de ideia é caminhar no limite ético da especulação. “Era uma época de efervescência religiosa”, lembra o teólogo Fernando Altemeyer, colega de Lima na PUC-SP. “Um sem-número de sujeitos com o nome Issa ou Yesu pode ter aparecido na Índia e se anunciado profeta ou liderança de Israel”, lembra. Há também o argumento das dificuldades e custos de uma viagem como essa no século I d.C. Jesus, muito provavelmente, não teria como arcar com as despesas de uma empreitada desse tipo. 

Jesus foi tentado pelo demônio no deserto?

Que Jesus foi tentado no deserto, não há dúvida. O episódio é relatado por três evangelistas, Mateus, Marcos e Lucas, e citado pelo quarto, João. O que se questiona é a natureza do demônio que se apresenta a ele. Seria ele o demônio feito homem ou apenas uma síntese simbólica das tentações às quais todos os seres humanos estão sujeitos? Para o padre Vicente André de Oliveira, mariólogo da Academia Marial de Tietê, no interior de São Paulo, a tentação do demônio é simbólica. “O deserto e o demônio são maneiras de ilustrar o encontro de Jesus com suas limitações como homem”, diz Oliveira. Simbólico ou não, o encontro aconteceu. E para o teólogo Pedro Vasconcelos Lima, presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib), segundo os textos oficiais, o demônio se materializa diante de Jesus. Nesse sentido, ele tinha uma aparência física, apesar de ela não estar descrita. Pelos relatos de Mateus e Lucas, sabe-se apenas da conversa entre o Filho de Deus e Satanás. “Eram tentações que tinham como objetivo tirar Jesus de seu caminho”, lembra o mariólogo. A saber: a tentação do poder, da vaidade e do exibicionismo.

Jesus já gozava de fama quando foi levado pelo Espírito Santo para passar 40 dias e 40 noites no deserto. Se quisesse um cargo público na burocracia romana, por exemplo, era praticamente certo que o conseguiria e, com ele, viriam fartos benefícios. Mas isso seria se entregar às tentações. Ele resistiu e saiu recompensado, na visão dos cristãos.

Jesus era um judeu taumaturgo?

Judeus taumaturgos eram figuras muito comuns no tempo de Jesus: homens que circulavam pela Galileia fazendo milagres como uma espécie de mágico. Mas, para a maioria dos especialistas, não há possibilidade de Cristo ter sido um deles, apesar de suas andanças e milagres. A afirmação vem de muitas fontes. “Jesus pedia segredo dos milagres que fazia, não cobrava por eles e evitou fazer curas diante de quem tinha meios de recompensá-lo”, explica Rodrigo Pereira da Silva, professor de teologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp-EC). Segundo ele, os taumaturgos jamais agiriam dessa maneira. “Eles eram profissionais da cura. Jesus, não.” Outra diferença importante entre Jesus e os taumaturgos era que o Messias apresentava Deus de maneira acessível aos fiéis. Diferentemente dos taumaturgos, que valorizavam uma espécie de canal exclusivo que teriam com o divino para operar seus milagres, Jesus tentava ensinar as pessoas a cultivar o contato com Deus. E, assim, receber suas graças sem intermediários.

Mas a fama de Jesus como um judeu taumaturgo existiu e, em alguns lugares, ainda existe. Quem afirma é Giordano Cimadon, coordenador da Associação Gnóstica de Curitiba e membro de um dos braços brasileiros do gnosticismo, grupo religioso que condiciona a salvação ao conhecimento. Ele conta que, no início da Idade Média, provavelmente no século VII, alguns escritos chamados “Toledoth Yeshu”, que significa algo como o “Livro da Vida de Jesus”, circularam tentando expor Cristo como mais um entre os muitos judeus taumaturgos da Galileia. “A obra, que mostra Jesus como um falso Messias, circulou também como tradição oral”, conta Cimadon. Depois, ela foi redigida em aramaico e traduzida para ídiche, ladino e latim. A versão mais famosa foi compilada pelo alemão Johann Wagenseil e impressa na segunda metade do século XVII. O texto cria polêmica até hoje por divulgar uma versão deturpada supostamente por grupos de judeus da vida de Jesus. Argumenta-se que ela foi usada para legitimar o antissemitismo entre os séculos XIII e XX.

Qual a relação de Jesus com seus apóstolos?

Há quem argumente que a escolha que Jesus fez dos discípulos tenha sido um desastre. Não houve um sequer, por exemplo, que o acompanhasse durante a crucificação. Mas a Igreja Católica garante que ele confiava nos apóstolos que escolheu, inclusive nos que o traíram. Para o cônego Celso Pedro da Silva, professor de teologia e reitor do Centro Universitário Assunção (Unifai), em São Paulo, Cristo tinha plena consciência de que lidava com homens e que os homens têm suas limitações. “É a beleza da obra de Jesus”, diz. Cristo tratava todos com igualdade, mas com Pedro, João e Tiago tinha mais intimidade. Mesmo sabendo que Pedro, por exemplo, negaria conhecê-lo em três ocasiões no dia de sua morte. Da mesma maneira, Jesus escolheu Judas, que também o traiu. Sobre ele, há farta literatura. Em evangelho atribuído a Judas, o apóstolo não aparece como traidor, mas como engrenagem fundamental do projeto de Deus , pois sem ele Jesus não seria crucificado e não se martirizaria para salvar os homens.

Com que idade Jesus morreu?

Provavelmente não morreu com os consagrados 33 anos. Essa marca foi estabelecida pela tradição durante os primeiros séculos do cristianismo primitivo – ou seja, não há nada que a comprove. Para o espanhol Ramón Teja Cuso, professor de história antiga da Universidade da Cantábria, Jesus não poderia ter morrido com 33 anos. Se ele nasceu entre os anos 6 a.C. e 5 a.C. e Pôncio Pilatos, algoz de Jesus, ocupou o cargo de prefeito da Judeia entre 29 d.C. e 37 d.C., o Messias morreu com, no mínimo, 34 anos e no máximo 43 anos.
Já o professor de filologia grega da Universidade Complutense de Madri, Antonio Piñero, usa a astronomia para fazer suas estimativas. Segundo ele, analisando o calendário de luas cheias no dia da Páscoa judaica, e existem registros desse fenômeno na data da crucificação, há apenas duas possibilidades de morte de Jesus dentro da janela estabelecida pelo professor Teja: 7 de abril de 30 d.C. e 3 de abril de 33 d.C. Nesse sentido, Jesus teria morrido com 36 anos ou 39 anos. Ainda assim, essas são apenas conjecturas. Elas dependem de variáveis que não podem ser verificadas, como, por exemplo, o relato de que havia uma lua cheia na ocasião da morte de Jesus ou que seu ministério teria durado três anos. O ano certo, portanto, dificilmente será conhecido, mas sabe-se, com uma margem mínima de dúvida, que foi entre os anos 29 d.C. e 37 d.C.

O dia da semana é consenso. De acordo com a “Bíblia de Jerusalém”, a tradução mais fiel dos originais das Sagradas Escrituras, Jesus morreu em uma sexta-feira, dia 14 de Nisã, que equivale, no calendário judaico, a 30 dias entre os meses de abril e março. A crença de que essa é a data correta é quase unânime entre os especialistas ouvidos por ISTOÉ.

Jesus manteve um relacionamento amoroso com Maria Madalena?

Como a questão que envolve as possíveis viagens de Jesus ao Vale do Rio Ganges, essa é uma pergunta que gera discussões acaloradas. Um dos grupos que defendem a relação de amor carnal entre Jesus e Maria Madalena com mais fervor é o dos gnósticos. Como Sylvia Browne, americana autora do best seller “A Vida Mística de Jesus”. Para ela, Jesus conheceu Maria Madalena ainda na infância e se casou com ela no que ficou conhecido, nos evangelhos, como o episódio das Bodas de Caná. Nessa ocasião, Jesus transformou água em vinho, que era parte fundamental da cerimônia do matrimônio. “Maria, mãe de Jesus, não ignorava que, pelos costumes judaicos, o noivo era responsável pela distribuição do vinho”, diz Sylvia. “Então quem fabricou o vinho oferecido aos convidados em Caná? Jesus. Era ele o noivo”, afirma em seu livro.

Outro indicador de que Jesus e Maria Madalena teriam uma relação amorosa estaria registrado no evangelho apócrifo de Filipe. Nele estaria escrito que Jesus beijava Maria Madalena na boca – afirmação constestada por uma corrente de tradutores. Ela, por sua vez, o compreendia melhor do que qualquer discípulo. A certa altura, os apóstolos chegam a demonstrar ciúme.
A americana Sylvia vai mais longe. Ela sustenta que Jesus teve filhos com Maria Madalena. As crianças teriam nascido depois da suposta morte de Cristo, que, segundo ela, foi forjada com a ajuda de Pôncio Pilatos e José de Arimateia. Ambos teriam tirado Jesus e Maria Madalena da Galileia num barco que passou pela Turquia e Caxemira, até aportar na França. Durante a estada na Turquia, a primeira filha do casal Jesus e Maria Madalena, chamada Sara, teria nascido. Outra menina e dois meninos teriam sido gerados já na França.
A Igreja Católica rechaça qualquer possibilidade de relação de amor carnal e, portanto, de filhos entre os dois. “Jesus deixou sim descendentes, espiritualmente, bilhões deles espalhados por todo o planeta”, afirma o padre mariólogo Vicente André de Oliveira, da Academia Marial de Tietê, no interior de São Paulo. A instituição religiosa reconhece, porém, que Maria Madalena era de fato muito próxima de Jesus. “Para os homens daquela época, ver Jesus confiar segredos a uma mulher era uma afronta”, lembra o cônego Celso Pedro da Silva, professor de teologia e reitor do Centro Universitário Assunção (Unifai). “Mas da simples confiança concluir que havia uma relação matrimonial é deduzir demais.”

 O professor de teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Rodrigo Pereira da Silva lembra que quando o livro “O Código da Vinci”, de Dan Brown, foi lançado, em 2003, um sem-número de supostos especialistas surgiu para confirmar o que o próprio autor havia classificado de ficção. Uma das afirmações seria de que Leonardo Da Vinci retratou Maria Madalena, e não o apóstolo João, ao lado de Cristo na “Santa Ceia”. “Criei um curso com a Coordenadoria-Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão (Cogeae) da PUC-SP só para esclarecer a confusão criada pela obra”, lembra. Batizada de “O Código da Vinci e o Cristianismo dos Primeiros Séculos: Polêmicas”, a disciplina foi um sucesso. Ainda assim, muitas das afirmações do livro, que vendeu cerca de 80 milhões de cópias e foi traduzido para mais de 40 idiomas, permaneceram como aparentes verdades para muitos. “Mas não são”, sentencia Silva.

Jesus deixou algo escrito?

“É mais fácil encontrar os vestígios de um palácio do que de uma choupana”, diz o teólogo Pedro Vasconcelos Lima, presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib). Com essa afirmação, Lima resume o argumento que explica a inexistência não só de qualquer documento escrito por Jesus, mas de objetos que tenham ligação direta com ele. É que, no início do século I d.C., Cristo não tinha nenhuma importância. E, historicamente, os documentos mais antigos só registram os feitos de estadistas e donos de grandes fortunas – como sabemos, ele não foi nenhum dos dois. O único registro que se tem de Jesus escrevendo está nos evangelhos. Eles relatam o episódio da adúltera que seria apedrejada até a morte – supostamente Maria Madalena –, mas que foi salva pelo Messias. Cristo teria escrito algo na areia para afastar quem queria matar a mulher. “Não sabemos o que foi, mas podem ter sido os nomes de quem havia se encontrado com ela, talvez alguém importante ou até alguns dos que queriam apedrejá-la”, explica o cônego Celso Pedro da Silva. Fora isso, porém, não há absolutamente nada escrito por Jesus que tenha sido encontrado – ou para ser achado, suspeita-se. Na melhor das hipóteses, pode haver anotações de um ou outro fiel feitas durante uma das pregações de Cristo. Mas, até hoje, esses registros permanecem perdidos.

Quem escreveu os evangelhos? E quando?

A própria Igreja Católica reconhece que não há como saber se os evangelhos foram, de fato, escritos por Mateus, Marcos, Lucas e João. Nos textos não há menção aos autores. Sylvia Browne, americana autora do best seller “A Vida Mística de Jesus”, usa essas supostas brechas nas escrituras para tecer suas teorias. Ela lembra que a “Bíblia” como a conhecemos só tomou forma a partir do Concílio de Niceia, em 325 d.C., e que nesses três séculos a Igreja manipulou transcrições e traduções dos evangelhos para que eles divulgassem uma mensagem alinhada ao projeto de expansão da instituição. Sylvia sustenta ainda que os evangelhos de Mateus, Lucas e Marcos foram escritos pela mesma pessoa e que apenas o de João teve um autor exclusivo. Supostas contradições, omissões e coincidências seriam sinais da manipulação.

A teoria da coautoria começou a tomar forma no início do século XVIII, com os trabalhos do teólogo protestante alemão Heinrich Julius Holtzmann e do filólogo Karl Lachmann. Chamada de “Questão Sinótica”, ela tem apoio de importantes estudiosos da atualidade, como o inglês Marc Goodacre, responsável pelo núcleo de estudos do Novo Testamento na Universidade Duke, na Inglaterra, e John Dominic Crossan, teólogo e fundador do controverso Jesus Seminar. Em 1968, um outro pesquisador inglês, A.M. Honoré, chegou a fazer um levantamento mostrando que 89% do que está em Marcos se encontra em Mateus, enquanto 72% de Marcos está em Lucas. 
“Isso é uma besteira”, argumenta o teólogo e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Fernando Altemeyer. Para ele, não há contradição nos evangelhos e as omissões e coincidências são justificáveis. “Os evangelhos não foram escritos como biografias de Jesus”, reforça o teólogo Pedro Vasconcelos Lima, presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib). “Eles contam as partes da vida do Messias que têm importância”, conclui. Os relatos da vida de Cristo que não entraram para o Novo Testamento circulam com o título de evangelhos apócrifos. Entre os séculos XIX e XX houve uma explosão nas descobertas desse tipo de documento. Hoje já são mais de 15 os relatos extraoficiais. A Igreja não os reconhece, embora utilize parte dos que datam dos séculos I d.C. e II d.C. para reconstruir o dia a dia de Jesus, que viveu como mais um dos milhares de judeus remediados da Galileia.
Os evangelhos também não foram escritos logo depois que os fatos aconteceram. Eles datam dos anos 70 d.C. e 90 d.C. e foram redigidos, provavelmente, em aramaico e hebraico. Chegaram até nós por meio de cópias, pois os originais foram perdidos. Não se tem registro de como isso aconteceu, mas não seria difícil danificar um manuscrito em papiro no tempo de Jesus. As cópias foram descobertas em fragmentos e reconstruídas por pesquisadores alemães no início do século XIX.  A mais antiga, em papiro grego, data do século II d.C. e foi reconstruída no século XIX pela equipe Nestle & Alland, de Stuttgart, na Alemanha. 

– O Vaticano nas Redes de Relacionamento. O Papa é Geek?

A Revista Galileu traz uma interessante matéria sobre a inclusão do Vaticano em redes de relacionamento digitais. Uma tendência do uso de tal ferramenta como instrumento de evangelização:

Extraído de: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDG86973-7943-216,00-O+PAPA+E+GEEK.html

O PAPA É GEEK

“Se Cristo vivesse hoje, Ele teria perfil no Facebook”, diz responsável por setor de novas tecnologias do Vaticano, que já tem jornal, rádio, TV e agora aposta com fé na internet

Por Leandro Demori, do Vaticano

O número telefônico de apenas seis dígitos conseguido após alguns contatos feitos pela internet revela a particularidade do local. Apenas dois toques de espera e uma gravação em italiano e sem tradução para nenhuma outra língua anuncia: “Você ligou para a Santa Sé”. A conversa com a telefonista é rápida e, ao final, falsamente emblemática: para marcar uma entrevista com o responsável pela comunicação do Vaticano, você precisa enviar uma mensagem “via fax”. Como muitos fascínios que rondam a Igreja Romana, entretanto, a imagem do paleolítico telefac-símile, criado no ano do Senhor de 1947, não é a mais fiel representação do Vaticano dos nossos dias, muito mais plugado do que se imagina. Lançado no final de maio, o canal www.pope2you.net é capaz de representar mais legitimamente os caminhos da Igreja de Pedro ao longo dos séculos. O canal – que reúne aplicativos para Facebook e iPhone , uma Wikipédia católica e botões de compartilhamento nas mais populares redes de relacionamento da internet – é o mais novo apóstolo na missão evangelizadora de Roma, focado sobretudo no público jovem.

O espanto inicial sobre “o papa Bento XVI no Facebook” pega de surpresa quem não presta atenção aos movimentos do Vaticano no xadrez das comunicações . Para disseminar suas mensagens, a Santa Sé sempre se preocupou em dominar os mais novos (e eficientes) meios disponíveis. “Tem sido assim ao longo dos séculos”, afirma o monsenhor Paul Tighe, secretário do Pontifício Conselho de Comunicação, sentado diante de seu computador em uma sala sem quadros, estátuas ou obras sacras no QG da assessoria de imprensa do Vaticano, na Via della Conciliazione, a poucos metros da janela onde o papa professa seus discursos. Tighe, um padre irlandês de estatura agigantada, é o centralizador e medida exata das ideias que surgem dentro da Igreja sobre como aproveitar melhor as bênçãos das novas tecnologias . “Temos muita gente ligada em internet, dando ideias a todo momento. Precisamos discutir e filtrar.”

GERAR CONTEÚDO PARA QUE OS PRÓPRIOS INTERNAUTAS COMPARTILHEM E ESPALHEM A MENSAGEM DE CRISTO É A GRANDE MISSÃO ONLINE DO VATICANO, QUE SABE APROVEITAR O POTENCIAL DE MARKETING DA WEB 2.0

O canal do papa no YouTube, sucesso imediato desde que foi publicado em janeiro deste ano, surgiu assim, como sugestão informal. Uma evolução natural dentro de um sistema de comunicações que controla um jornal (L´Osservatore Romano) desde 1861, uma rádio (a Vaticana) desde 1931, um canal de televisão (a CTV) desde 1983 e um dos primeiros grandes sites da web (www.vatican.va), levado ao ar ainda em 1995, quando a rede ainda dava seus primeiros passos. Um padre que trabalha em Roma sugeriu, o Conselho de Comunicação gostou e aprovou. De janeiro até hoje, o www.youtube.com/vaticanit recebeu cerca de 1 milhão de pessoas em busca de uma iluminação virtual em forma de vídeos, postados pela equipe de 17 pessoas dirigida por Tighe. “Se Cristo andasse sobre a Terra nos dias de hoje, ele teria um perfil no Facebook”, diz o monsenhor.

O caminho do Pope2You é diferente daquele do canal no YouTube, mas reserva passagens de improviso. O endereço foi criado para quebrar uma tradição de meio século da Igreja, a de divulgar a mensagem anual do papa por meio de comunicados impressos às paróquias de todo o mundo. Como, neste ano, a mensagem do pontífice foi justamente sobre a comunicação e o papel das novas mídias no mundo, a equipe de Tighe resolveu inovar: substituiu as velhas rotativas por um site com vídeos e aplicativos de compartilhamento. Assim, não somente as igrejas teriam a missão de passar a mensagem adiante, mas todo cristão que quisesse empilhar seu tijolinho na obra do Senhor poderia fazê-lo. O site seria provisório – cumprida sua missão, sairia do ar em semanas. Nos quatro primeiros dias, no entanto, o Pope2You rendeu mais de 5 milhões de cliques em seus links internos. Um sucesso. “Não temos mais como desativá-lo”, afirma Tighe.

O que a Igreja vislumbra na internet não é diferente daquilo que setores de marketing de empresas, partidos políticos e entidades de todo o mundo buscam: aproveitar as potencialidades da web 2.0 e preparar-se para a 3.0. Gerar conteúdo para que os próprios internautas compartilhem e espalhem a mensagem de Cristo é a grande missão online do Vaticano. “Aplicativos para Facebook ou iPhone mudam a relação das pessoas com a própria fé”, afirma Heidi Campbell, professora de novas mídias, cultura popular e religiões da Universidade do Texas e autora do livro Exploring Religious Community Online (Explorando comunidades religiosas online, sem tradução para o português). “A internet de compartilhamento exemplifica o que as religiões dizem há séculos sobre o desejo do homem de viver em comunidade e de fazer trocas. É uma nova dimensão”, diz Heidi, que é Ph.D. em comunicação mediada por computadores e teologia prática pela Universidade de Edimburgo, na Escócia.

 @Filhodohomem

O caminho natural da Igreja é se aprofundar na web social, mas com pés conservadores, um passo de cada vez. Depois de cogitar um perfil de Joseph Ratzinger, o papa Bento XVI, no Facebook (abortado por falta de tempo do pontífice), o Vaticano agora espera poder dar mais voz aos fiéis que queiram se comunicar com Roma. O processo, porém, é complicado. Se, por um lado, é impossível liberar a participação dos internautas sem moderador, por outro, é tarefa impensável tentar controlar o conteúdo de milhões de mensagens a partir de um modelo central. “Não temos como fazer isso. Além de ser impossível do ponto de vista de pessoal, ainda vai contra o que pensamos sobre fortalecimento das comunidades locais”, diz Paul Tighe.

O caminho escolhido é o mesmo trilhado pela religião ao longo dos séculos, o da descentralização. Daqui para o futuro, a equipe de Tighe tem por objetivo criar um modelo que permita às próprias paróquias moderarem comentários, sugestões e críticas feitos por fiéis ao redor do mundo. Centralizar tudo em Roma está fora de cogitação. Além de utilizar a rede “oficial” da Igreja, Tighe ainda vislumbra poder contar com iniciativas de leigos que despendem algumas horas de seus dias para trabalhar em nome da vida eterna. O monsenhor se refere a iniciativas como a de Joe Cece, um americano de Little Falls, nos Estado Unidos, criador do site www.ecatholicism.org, uma espécie de agregador de notícias, histórias e celebrações da Igreja. Segundo ele, “é possível encontrar e entender Deus por meio da internet”. Cece trabalha como consultor de tecnologia e, para se aprofundar em seus ensinamentos no site, cursou mestrado em teologia.

Para que a ideia evolua, no entanto, o Vaticano ainda estuda a melhor forma de “oficializar” o trabalho desses leigos, imprimindo neles uma espécie de selo de garantia, além de liberar a interação nos sites oficiais. A tarefa é árdua, mas precisa ser feita. Conforme explica Tighe, é impossível dar 100% de liberdade quando se trata de um assunto como religião. O risco de tudo desandar para o lado sombrio da força – com xingamentos e atitudes menos nobres – é extremamente alto, mas a participação é a alma do processo. No portal Pope2You ainda não há espaços para mensagens ou manifestações, por exemplo. No YouTube, ninguém pode escrever suas impressões ou fazer avaliações sobre os vídeos ali armazenados. “A mensagem final não depende dos sites, mas do entendimento de cada um que acessa esses canais”, afirma Heidi Campbell, insinuando o perigo que essas redes representariam se fossem totalmente abertas.Em dias de YouTube, Facebook, iPhone e Orkut, o crescimento da internet e a inclusão digital tendem a tornar o papa mais pop do que nunca. Como ensinamento, a Igreja já aprendeu ao longo dos séculos que a popularização tem uma linha quase invisível entre seu lado bom e sua parcela incontrolável e perigosa. É preciso abrir à participação, mas com ressalvas. O pop não poupa ninguém.

>>> Pope2You
O canal estreou na rede em maio deste ano com o objetivo de transmitir a mensagem anual do papa. Era para ser provisório e “low profile”, mas teve sucesso instantâneo: cerca de 5 milhões de hits nos quatro primeiros dias. Tem aplicativos para Facebook, iPhone e não deve mais sair do ar.

>>> Site
Um dos primeiros grandes sites da web, o
www.vatican.va foi à rede em 1995 somente com a mensagem de Natal do papa. Cresceu e hoje é um site institucional da Santa Sé. Entre os maiores atrativos, além das mensagens cristãs, está parte do acervo do Museu do Vaticano, além de uma “visita” à Basílica de São Pedro. Entre a morte de João Paulo II e a escolha do atual papa, o site recebeu mais de 50 milhões de visitas por dia. Hoje, mantém média diária de 10 milhões e é um dos mais acessados do mundo.

>>> Canal no YouTube
Inaugurado em janeiro deste ano, transmite comunicados e encontros oficiais do papa. É aberto ao público, mas não permite comentários ou avaliações. Desde sua inauguração, registrou cerca de 1 milhão de espectadores.

>>> Rádio Vaticana

Fundada pelo papa Pio XI em 1931, é gerida pelos jesuítas. Nos anos 50, instalou mais de 30 antenas de cerca de 100 metros de altura capazes de emanar ondas para todo o planeta. As torres são alvo, até hoje, de disputas judiciais entre a Itália e o Vaticano e já foram acusadas de tudo – de causar ruídos estranhos nas redondezas até produzir leucemia na população vizinha. 

>>> L´Osservatore Romano
Publicado pela primeira vez em 1° de julho de 1861, o jornal foi criado para defender o Estado Vaticano, que perdera vastas terras e fora reduzido depois da unificação da Itália. É publicado em sete línguas (inclusive português) e cobre o cotidiano de Bento XVI, além de trazer artigos e publicações de ofícios da Igreja. Não é considerado, no entanto, um jornal “do Vaticano”, sendo gerido por terceiros.

 

>>> L´Osservatore Romano
Publicado pela primeira vez em 1° de julho de 1861, o jornal foi criado para defender o Estado Vaticano, que perdera vastas terras e fora reduzido depois da unificação da Itália. É publicado em sete línguas (inclusive português) e cobre o cotidiano de Bento XVI, além de trazer artigos e publicações de ofícios da Igreja. Não é considerado, no entanto, um jornal “do Vaticano”, sendo gerido por terceiros.

– Espiritualidade para crianças

A matéria da Revista Crescer, última edição (193, pg 53-59, dez/2009 – por Cristiane Rogério e Simone Tinti) fala sobre Espiritualidade.

No artigo, o filósofo Mario Sérgio Cortella definiu espiritualidade como: “É tudo aquilo que torna a vida engraçada“, pois a vida é uma graça de Deus.

Segundo o padre Cláudio Gregianin, a espiritualidade é: “o oxigênio da alma“.

Para Patrícia Otero, da ONG 5 elementos, espiritualidade é: “alimentar os sonhos dos filhos para que se descubram“.

Já Paulo Porto, do Instituto Triângulo, espiritualidade é: “estar sempre em atividade como a música, pintura, massinha, que mantém as crianças sensíveis“.

Concordo com todos eles. Espiritualidade é tudo isso. É tentar mostrar o mundo, fazer a criança conhecer a Deus e mostrar que não existe apenas o mundo material, mas as coisas que vem do coração e da alma. É perceber a beleza com a inocência e nas pequenas coisas, como passear no jardim ou simplesmente deitar na grama e respirar ar puro; curtir a beira do mar ou contemplar uma flor.

Deus certamente estará em todas essas coisas, independente da crença religiosa.

– Mais Padres, Menos Freiras

Segundo o Anuário Católico (citação abaixo), o Brasil está na contramão das tendências mundiais: cada vez mais crescem as vocações pelo sacerdócio. Entretanto, decresce o de vocações femininas.

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2063/artigo139255-1.htm

OPÇÃO PELA BATINA

Desde a década de 1960, a Igreja Católica enfrenta a chamada crise das vocações, com o declínio anual no número de padres em todo o mundo. A proliferação de novas religiões, as dissidências internas e a incongruência entre as mudanças na sociedade e a permanência das proibições aos sacerdotes – como o celibato – são alguns dos fatores que levaram ao esvaziamento dos seminários. Se a queda ainda é uma realidade no mundo, nos últimos oito anos a situação se inverteu no Brasil. De acordo com o Anuário Católico, divulgado pelo Centro de Estatísticas e Investigações Sociais (Ceris) e realizado pela Promocat, houve um aumento de 22,6% no número de presbíteros de 2000 a 2008 (leia quadro).

O crescimento é atribuído a movimentos como a Renovação Carismática Católica e à associação da carreira religiosa às causas sociais. Além disso, o acesso ao seminário também foi ampliado aos que descobriram a vocação tardiamente. “Atualmente, os padres podem iniciar os estudos a partir dos 20 anos”, analisa o padre José Oscar Beozzo, da Diocese de São Paulo. A segurança dos mais jovens em relação à vocação religiosa surpreendeu o cineasta José Joffily, durante as gravações do documentário “O Chamado de Deus”, que narra a trajetória de seminaristas brasileiros entre 16 e 20 anos. “Hoje a base do engajamento religioso é o desejo pela mudança social”, afirma o diretor.

Foi a vontade de transformar a comunidade de Guaxupé, em Minas Gerais, que levou João Paulo Ribeiro, 19 anos, do Seminário Diocesano São José, a optar pelo sacerdócio. “Quero me aproximar da realidade das pessoas”, diz. A escolha ocorreu aos oito anos e sem nenhum temor às restrições da vida religiosa. “Sigo para onde a Igreja me levar”, afirma o rapaz, que entrou para o seminário aos 13 anos.

Em contraste ao fervor da fé masculina, as mulheres estão se afastando. No início da década de 90, existiam 37 mil religiosas no País. Em 2008, as freiras não passavam de 33 mil. “A proibição da ordenação restringe o interesse feminino pelo sacerdócio”, avalia o padre Beozzo. Apesar do aumento de presbíteros, esse número ainda precisa crescer para atrair mais fiéis. O ideal é um padre para cada mil pessoas. Mas os dados revelam a proporção de um sacerdote para nove mil habitantes no País.

– Candidatos a Santos no Brasil

Padre Bento de Itu, Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, Padre Donizeti, Irmã Dulce, Nhá Chica… e aí vai a lista de candidatos a Santos Brasileiros!

Veja quem são os favoritos, a relação dos 60 nomes e como anda o processo.

Extraído de: Terra Artigos

OS CANDIDATOS A SANTOS BRASILEIROS

A junta médica formada por especialistas das cidades de Varginha, Belo Horizonte (MG) e São Paulo debruçouse sobre o caso de Ana Lúcia Meirelles Leite e sentenciou: a mineira de Caxambu tinha um buraco no coração e precisava ser operada às pressas, pois havia risco de morte. Corria o ano de 1995, Ana Lúcia estava com 49 anos e os médicos sabiam que lutavam contra o tempo.

A dona de casa tinha uma doença grave conhecida como CIA, sigla para comunicação intra-atrial, que fazia o sangue venoso se misturar ao arterial, dificultava a oxigenação sanguínea e sobrecarregava o pulmão. A cirurgia foi marcada para o dia 17 de julho, na capital paulista. Um dia antes da operação, Ana Lúcia teve febre altíssima e o procedimento foi adiado em uma semana.

A partir daí, ela começou a apresentar uma melhora inexplicável. “A falta de ar e o cansaço que eu sentia e me impediam de fazer tudo diminuíram sensivelmente”, lembra Ana Lúcia, que abandonou a ideia da cirurgia. Apenas em abril de 1996, por insistência do médico Ítalo Nicollielo, o primeiro a fazer seu diagnóstico, ela se A submeteu a uma bateria de exames diante do mesmo corpo clínico para avaliar, novamente, a necessidade de uma intervenção. A equipe constatou o fechamento da cavidade e a cura. “Não existe explicação científica para o que aconteceu”, atesta Nicollielo.

Todos os créditos para essa história com final feliz são endereçados a uma mulata analfabeta, filha de mãe escrava e pai desconhecido, que ganhou fama na Minas Gerais do século XIX por seus conselhos sábios, sua devoção a Nossa Senhora e as graças que distribuía ao povo da região. Essa mesma mulher tem grandes chances de ser a primeira santa genuinamente brasileira – Madre Paulina, canonizada em 2002, realizou suas obras no País, mas é italiana.

Nascida Francisca de Paula de Jesus, na cidade de São João Del Rey, em 1810, venerada pelos fiéis como Nhá Chica, foi a ela que Ana Lúcia recorreu suplicando pela cura. “Rezava: ‘Minha Nhá Chica, me deixa viver mais um pouco”, lembra. “E ela deixou.” Agora, a recuperação da mineira de Caxambu, com direito a depoimento do médico Ítalo Nicollielo, será anexada ao processo de canonização de Nhá Chica, já no Vaticano. O caso está sendo considerado, pelos postulantes da causa, como o primeiro milagre da mulata que viveu em Baependi.

Nhá Chica não é a única nessa corrida rumo à santidade. Existem outros candidatos a santo espalhados pelo Brasil. Nem todos estão tão bem encaminhados quanto ela, que é serva de Deus (leia quadro à pág. 95) e já tem parecer favorável do Vaticano quanto a um milagre. Mas o aumento dos processos nos últimos anos mostra que uma onda de canonizações nacionais se avizinha.

Não há um registro oficial de quantos processos de reconhecimento de santidade existem, já que cada uma das 258 dioceses do País se encarrega de tocar os seus. Sabe-se, porém, que, atualmente, há cerca de 60 causas em andamento. A estimativa é de irmã Célia Cadorin, 81 anos, a maior autoridade do País no assunto, responsável pela canonização de Madre Paulina, confirmada em 19 de maio de 2002, e de Frei Galvão, em 11 de maio de 2007.

A promoção de Nhá Chica, que faria companhia no mais alto dos céus a Frei Galvão, atualmente o único representante genuinamente brasileiro, começaria a fazer justiça à fé nacional. O Brasil é o maior país católico do mundo, com 145 milhões de fiéis. A Itália, por exemplo, com mais de 100 santos, tem apenas 57,7 milhões de devotos.

Questionada sobre as razões dessa distorção estatística, irmã Célia, que morou 20 anos em Roma, é categórica. “No Brasil ainda falta gente qualificada que entenda a importância e aceite a complexidade da burocracia da Santa Sé”, diz. Ela mesma admite que, no começo da carreira como postuladora, há 26 anos, estranhava o rigor da Congregação para a Causa dos Santos, órgão do Vaticano que estabelece as regras para o processo de canonização.

Mas hoje entende. “Os santos são referências e a canonização é irrevogável”, diz. “Todo cuidado é pouco quando o que se faz tem consequências eternas.” O caminho, portanto, tem que ser difícil. Mas difícil não é impossível. E foi isso que a religiosa mostrou quando conseguiu canonizar Madre Paulina e Frei Galvão. “O brasileiro acordou para a causa dos santos”, resume.

Baependi, localidade no sul de Minas onde Nhá Chica construiu sua obra, está mais do que desperta. Embora já não participe da vida da cidade há 114 anos – ela morreu em 1895 -, as histórias da mulata milagreira continuam vivas por lá.

No município de 20 mil habitantes, onde as mortes são anunciadas pelo sistema de altofalantes instalados em duas igrejas, os mais idosos permanecem como guardiões dos casos mais interessantes da mulher que, de tão santa, chegava a levitar, garantem seus devotos. O excomerciante César Solmé, 93 anos, conta que recebeu pelo menos duas graças. Uma foi ter sobrevivido a um ataque do coração e outra foi ver o filho sair ileso de um grave acidente. “Componho sonetos e músicas para ela”, afirma.

Até a canonização de Madre Paulina e, sobretudo, de Frei Galvão, o brasileiro mantinha uma distância respeitosa dos seus santos de devoção. Afinal, boa parte deles viveu uma realidade tão diferente, em um passado tão distante, que era impossível estabelecer vínculos que ultrapassassem o plano da fé, essa sim universal.

Com a canonização de Frei Galvão, as pessoas viram que um homem que teve a vida marcada pela história nacional – seu pai o matriculou na ordem franciscana temendo a perseguição dos jesuítas pelo marquês de Pombal, por exemplo – podia ser santo.

E essa aproximação também ajudou a desmistificar a figura do santificado, tido como uma pessoa perfeita. Esses dois fatores foram decisivos para a explosão que se vê nas candidaturas hoje. De repente, o pároco da cidade, a freira e até as pessoas comuns passaram a ser vistos como candidatos em potencial. E figuras que eram santificadas pelo povo, mas ignoradas pela hierarquia católica, começam a buscar seu lugar no céu.

Um dos melhores exemplos de força da fé popular vem do Ceará e tem um nome bastante conhecido. Padre Cícero ou simplesmente Padim Ciço. Ele nasceu Cícero Romão Batista, no município de Crato, em 1844, e foi político e líder religioso ao mesmo tempo. A fé em torno de sua figura é tamanha que se criou uma espécie de mitologia própria, com histórias que beiram a fantasia.

“Isso pode ser negativo”, ressalva irmã Célia. Segundo ela, quando a história de um candidato a santo é aumentada na fé popular sem que haja documentação para prová-la, fica difícil dar início a um processo de canonização. “Mas sei que tem gente trabalhando no Ceará para levantar documentação do padre Cícero”, revela a religiosa. “E ele é um forte candidato.”

Segundo os especialistas, a lógica da santificação é simples: quanto mais postulantes, mais chances. Afinal, como disse o papa João Paulo II, o pontífice que mais canonizou santos – 482 em 26 anos de pontificado -, em sua visita ao Brasil em 1991, o Brasil não precisa só de santos, o Brasil precisa de muitos santos.

A diocese de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, seguiu à risca a orientação papal. Poucos casos estão tão bem documentados quanto o do padre Donizetti, que foi pároco de Tambaú, cidade de 22 mil habitantes distante 270 quilômetros da capital paulista, de 1926 a 1961. O processo pela canonização do religioso, nascido Donizetti Tavares de Lima, em Santa Rita de Cássia, Minas Gerais, foi aberto em 1982.

Ele sofreu algumas interrupções, mas foi retomado com força depois da canonização de Frei Galvão. Hoje, Tambáu respira padre Donizetti. Casas, lojas, hotéis, restaurantes e as onipresentes sorveterias locais exibem, orgulhosos, a imagem do candidato a santo, que teve seu processo encaminhado a Roma no dia 14 de setembro. “Em Tambaú, falar das graças do padre parece conversa de boteco”, brinca Anderson Donizetti Ramos da Silva, 36 anos, sobre o assunto preferido da população local.

Estima-se que hoje, no Brasil, existam 2,7 milhões de Donizettis com menos de 45 anos. Na cidade, é verdade incontestável que todos foram batizados para homenagear o pároco. Há até a Missa dos Donizettis, feita anualmente no Santuário Nossa Senhora Aparecida. Donizetti Batista Prado, 53 anos, empresário da cidade, é presença garantida.

“Minha mãe tinha sofrido complicações durante a gravidez da minha irmã, nove anos mais velha do que eu”, explica. Os médicos disseram que Ilda Prado, hoje com 82 anos, não poderia mais ter filhos. Mas, contrariando os prognósticos, ela engravidou. Prado veio ao mundo em 3 de janeiro, a mesma data de nascimento do pároco, que foi seu padrinho de batismo.

“São tantas histórias de graças alcançadas que temos dificuldade para acompanhar os relatos”, conta José Adílson Pieruzzi, 70 anos, presidente da Associação de Fiéis do Padre Donizetti.

Empresário, ele dedica seu tempo à administração da associação que reúne não só histórias, mas também fundos para a canonização do religioso. Fazer um santo, além de dar trabalho, custa caro – pelo menos R$ 90 mil. “Mas estamos em uma situação confortável”, diz Pieruzzi. Segundo suas estimativas, a associação tem cerca de 400 filiados que pagam uma taxa anual de R$ 25 e se comprometem a ajudar sempre que há alguma despesa imprevista. “Estamos com R$ 57 mil em caixa”, conta.

Transformar um homem em santo é um processo demorado, cansativo e meticuloso (leia quadro à pág. 94). São, pelo menos, 12 anos de dedicação para alçar uma pessoa a essa condição. E quase nunca se executa todo o trabalho de maneira contínua. Os processos sofrem interrupções das mais variadas naturezas. Às vezes, o postulador passa anos em busca de um documento.

Outras, o dinheiro de quem financia a causa – uma ordem ou congregação religiosa ou doações de devotos para a diocese – acaba. Não raro, o próprio postulador morre e o Vaticano ordena o fechamento até que alguém com competência reconhecida se disponha a assumir o processo. Um exemplo emblemático é o da canonização do beato José de Anchieta.

Foram 378 anos de trabalho marcados por interrupções que chegaram a durar mais de 100 anos. “A Igreja não tem pressa”, diz irmã Célia. A Igreja também é democrática no acolhimento das candidaturas. Há crianças entre os postulantes, por exemplo. Uma delas é Antônio da Rocha Marmo, que nasceu em 1918 na capital paulista e morreu de tuberculose aos 12 anos. “Estamos esperançosos”, afirma o padre Paulo Afonso Alves Sobrinho, vice-postulador do processo.

“Quando o caso não exige relatos de quem viu o candidato a santo em vida, as coisas fluem com mais tranquilidade”, explica. A onda de devoção em torno de Antoninho existe desde a década de 30 – foi ela que empurrou a causa adiante. Mas só em outubro de 2007 começou o processo formal, acolhido pelo Vaticano: Antoninho já é servo de Deus. Irmã Dulce, a freira baiana visitada em duas ocasiões pelo papa João Paulo II, é outra que está bem encaminhada.

A religiosa que nasceu em 1914 e morreu em 1992 foi declarada venerável em janeiro deste ano. Agora basta comprovar um milagre para que ela se torne beata. “Temos duas histórias fortes que contam curas inexplicáveis”, revela Oswaldo Gouveia, que coordena a divisão de Memória e Cultura das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid). Segundo Gouveia, os dois casos escolhidos foram pinçados de um catálogo de quatro mil graças registradas no memorial instalado na Bahia.

Como o Vaticano ainda não avaliou os casos, eles permanecem em sigilo. Mas sabe-se que uma das histórias trata de uma complicação aparentemente irreversível durante um parto. “A mãe teve hemorragia grave e estava desenganada”, conta Gouveia. A mulher, então, invocou irmã Dulce e se salvou.

Manter a estrutura que um candidato a santo requer em seu quartelgeneral também não é fácil. Que o diga a pequena Tambaú. Semanalmente, a casa de padre Donizetti é visitada por uma média de três mil romeiros.

Todos disputam relíquias do padre. Quando vivo, o sacerdote não aprovava essa reverência. Pedia que quem recebesse graças invocando seu nome as atribuísse a Nossa Senhora. Até que, em 1954, um vendedor de vinhos chamado Constante Marcassa visitou o padre reclamando de fortes dores no joelho.

Com uma bênção, a dor se foi. “Como comerciante, ele viajava muito e espalhou a história”, diz Francisco Donizetti Sartori, que integra a comissão histórica pela causa. Em pouco tempo, Tambaú virou um centro de romarias. No auge, em 1955, um rio de gente desaguava dos trens da linha Mogiana, inundando com 30 mil romeiros a cidade que então tinha pouco mais de 18 mil habitantes. A maioria das curas atribuídas a ele teria se dado durante essas peregrinações. São milhares de muletas, centenas de garrafas de aguardente, óculos de grau e partes do corpo humano em cera guardados na casa como testemunhos dos milagres.

Apenas duas histórias de milagres, comprovadas por centenas de documentos e análises médicas e teológicas, são necessárias para o Vaticano referendar a santidade de um candidato. Mas, normalmente, antes de o primeiro papel pousar na Cúria Romana, o povo já alçou seu santo ao altar. Caso do padre Bento Dias Pacheco, filho único de família rica que nasceu em 1819, em Itu, a 90 quilômetros da capital paulista.

Para ele, a vida se resumiu a banhar, alimentar e limpar as feridas de um grupo de párias: os leprosos. “No começo, padre Bento tinha nojo dos infectados”, admite Maria Claudete Camargo, estudiosa do religioso. Mas ele superou os preconceitos e, aos poucos, tomou gosto pelo trabalho. “Essa é uma história de superação dos próprios limites”, diz o padre Francisco Rossi, vice-postulador da causa do padre Bento.

Em pouco tempo, o sacerdote já abraçava e beijava os doentes, com quem dividia o mesmo teto. Apesar do contato direto, nunca contraiu a doença e morreu aos 92 anos. Seu último desejo foi ser enterrado no cemitério dos leprosos. “A gente sentia um misto de admiração e medo da história dele”, diz Maria Lúcia Caselli, 76 anos, moradora de Itu desde 1938.

Em agosto de 1985 foi aberto o processo pela canonização do padre, na diocese de Jundiaí. Mas, como nos outros casos, foi só depois da canonização de Frei Galvão que a causa engrenou. “Em outubro de 2007 enviamos toda a documentação que reunimos ao Vaticano”, afirma padre Rossi. Foram 27 pastas com documentos. Para muitos, tanto trabalho já deveria ter dado frutos. “Se ele fosse de alguma ordem ou congregação, as coisas talvez andassem mais rapidamente”, polemiza uma admiradora. Mas paciência é fundamental em casos como esse.

A irmã Célia sabe disso. Embora não participe, oficialmente, de todos os processos que correm hoje no Brasil, ela é invariavelmente consultada por quem quer dar início a uma canonização.

Conhecida como a fazedora de santos, a religiosa é referência no meio e não se incomoda em receber a todos. Mas hoje ela mesma reconhece as dificuldades que tem para trabalhar. Com problemas de locomoção desde um acidente sofrido em 2001 – ela se movimenta com um andador -, a freira se esforça para passar tudo o que aprendeu aos futuros postuladores brasileiros.

A preocupação em criar uma onda de canonizações é tamanha que até o final do ano espera lançar uma apostila com cerca de 40 páginas detalhando, em português, o passo a passo para fazer um santo. “Com o avanço da ciência, que tem explicação para tudo, está cada vez mais difícil provar milagres e fazer santos, mas é um trabalho que vale a pena”, diz.

A julgar pela quantidade de candidatos à santificação no País, não é só ela que pensa assim. Com trabalho sério dos postuladores e boa vontade do Vaticano, o Brasil está bem encaminhado. Afinal, tudo indica que nossos santos de casa fazem milagre sim. Só falta o reconhecimento formal.

– 26a. Romaria Mista a Pé do Bairro Medeiros a Pirapora do Bom Jesus

Amigos, sob o lema “PEREGRINAR É CAMINHAR PARA CRISTO“, acontecerá na sexta-feira (dia 27) a nossa tradicional Romaria do Bairro Medeiros de Jundiaí ao Santuário do Bom Jesus de Pirapora.

Estaremos celebrando a 26a. edição consecutiva, e a primeira sem um dos fundadores da peregrinação, Eduardo Torezan (o conhecidíssimo ‘Barrica’), que nos deixou há pouco tempo. Nossas orações estarão juntas da dele nesta caminhada!

A ideia de uma romaria configura a expressão do povo de Deus de abandonar o homem velho para trás em busca de um novo homem! Ou seja, da reflexão, da transformação e  conversão através desse simbolismo e da peregrinação com fé. É o que faremos do bairro Medeiros até o Santuário!

Nossa caminhada se dá exclusivamente a pé, e é composta por homens e mulheres. Há apenas um custo simbólico de R$ 5,00, para custear as despesas.

A saída se dará de fronte a Igreja Nossa Senhora de Fátima, situada na Av Maria Aparecida Pansarin Porcari – Bairro Medeiros (marginal da Rod Dom Gabriel), na sexta-feira dia 27, às 18:30, para ali recebermos a benção do nosso pároco João Batista de Carvalho (Pe Joãozinho).

O trajeto se dará pela Av Guilherme Porcari até o bairro do Jacaré, de lá para o bairro do Bonfim, seguindo a Rodovia Pref J. Zacchi até a estrada do Corcovado (onde será a primeira parada para o lanche).  De lá para a Estrada dos Romeiros (onde haverá uma segunda parada para café, no bairro do Bananal). A chegada está prevista às 07:00h do sábado dia 28, na cidade de Pirapora.

Às 09:00h, será celebrada a Santa Missa dos Romeiros na Igreja do Bom Jesus, com a honrosa presença do grupo de música do Bairro Medeiros.

A volta se dará no mesmo sábado, com saída às 11:00 da manhã, e se dará por via motorizada. A chegada ao bairro Medeiros está prevista por volta das 12:00h.

Contamos com a participação de todos!

Maiores informações:

Rafael Porcari – rafaelporcari@terra.com.br ou Osvaldo Segre (Vado) – 4525.0290, 9914.0548

– Realizado o 15º Encontro de Comunicação Pastoral em Barretos/SP

Utilizar dos meios de tecnologia para o correto uso e propósitos nobres é importante. No processo de evangelização, a Igreja Católica tem se reunido e discutido novos meios.

POST EM COLABORAÇÃO DO JORNALISTA REINALDO OLIVEIRA

Realizado o 15º Encontro de Comunicação Pastoral em Barretos/SP

 

Reunindo mais de 80 profissionais de comunicação, de mais de 20 regiões do Estado de São Paulo, foi realizado na cidade de Barretos/SP, de 30 de outubro a 1 de novembro, o 15º Encontro Regional das Pastorais de Comunicação, órgãos de comunicação da Igreja Católica.  Durante o evento foi debatido o tema “Os meios de comunicação e Segurança Pública”, ligado à Campanha da Fraternidade 2009, que teve com tema “Fraternidade e Segurança Pública” e o lema “A paz é Fruto da Justiça”. Por este motivo no dia 30 houve a abertura oficial do 15º Encontro, no dia 31 duas conferências proferidas pelo professor Lindolfo Alexandre de Souza – Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo e pelo casal Clóvis e Marlise Costa – Mestrandos em Comunicação pela PUC/SP e coordenadores da Pastoral Carcerária Nacional, cujos assuntos abordados nortearam os debates. E a realização da conclusão de debates e plenárias no dia 1. O Encontro foi bastante relevante para os trabalhos desenvolvidos pelas Pastorais de Comunicação de todo o Estado de São Paulo, permitindo a troca de informações, reflexões, intercâmbio e avaliação com um olhar de como estes órgãos pastorais podem promover uma comunicação a serviço da Verdade e da Vida, contribuindo para um mundo mais fraterno e uma Cultura de Paz. Durante a realização do evento, através da conectividade online, o mesmo foi acompanhado em tempo real pela CNBB e por internautas da Espanha e do México.  Pela Diocese de Jundiaí participaram do evento o coordenador Diocesano da Pastoral de Comunicação – padre Jorge Demarchi, a coordenadora administrativa da Cúria Diocesana – Maria Laura Pinheiro Dias e o jornalista Reinaldo Oliveira – responsável pelos informativos das paróquias Nova Jerusalém/Jundiaí e São Sebastião/Itupeva.

– Origem do Dia de Finados

Ontem foi “Dia de Todos os Santos”. Hoje, “Dia dos Santos Defuntos”.

Veja a origem, extraído do texto do Mons. Arnaldo Beltrami, vigário responsável pela comunicação da Arquiodiocese de SP: (http://www.velhosamigos.com.br/DatasEspeciais/diafinados.html )

ORIGEM DO DIA DE FINADOS

O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.

É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.

Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos. Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de “Todos os Santos”. O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.

– Hoje é dia de Todos os Santos

Dia de júbilo a todos nós! Imitar a vida dos santos e usá-la como propósito do dia-a-dia é tornar o mundo melhor; ser mais cidadão, mais cristão e fraterno.

Extraído de: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/novembro/dia-de-todos-os-santos.php

A FESTA DO DIA DE TODOS OS SANTOS

Essa celebração teve origem em Antioquia no Oriente no século IV, e foi introduzida no Ocidente em Roma no século VI.

Várias foram as razões para realizar essa festa: resgatar a lembrança daqueles cujo nomes foram omitidos por falta de documentos e que somente são conhecidos por Deus, alcançar, por sua intercessão, as graças de que necessitamos e ter sempre presente esses modelos de conduta, a fim de imitá-los.

Deus prometeu de fato dar a eterna bem-aventurança aos pobres no espírito, aos mansos, aos que sofrem e aos que têm fome e sede de justiça, aos misericordiosos, aos puros de coração, aos pacíficos, aos perseguidos por causa da justiça e a todos os que recebem o ultraje da calúnia, da maledicência, da ofensa pública e da humilhação. Hoje todos esses Santos que tiveram fé na promessa de Cristo, a despeito das fáceis seduções do mal e das aparentes derrotas do bem, alegram-se e exultam pela grande recompensa dada por um Rei incompreensivelmente misericordioso e gênero, DEUS. Os Santos são amigos eficazes, pois a vontade deles e totalmente semelhante à de Deus, manifestada em Cristo, único Senhor deles e nosso.

Essa celebração presta homenagem também a todos os Santos desconhecidos, sem nome, que pareceram presença inútil no mundo, mas que carregaram em silêncio a marca do Filho do homem, ou seja a cruz. Para Deus, os Santos são amados todos do mesmo modo, pois o que conta não é a irradiação do testemunho dado na terra pelo mais lembrado ou pelo mais escondido deles, mas a fidelidade e o amor que somente Deus conhece.

Esta festa quer homenagear a multidão dos Santos que estão na glória de Deus e são para todos nós motivo de imensa alegria, pois são irmãos e irmãs nossos que souberam viver em Cristo e, pela graça de Deus, alcançaram a plenitude da vida eterna.

– Lula e Chávez: “Brincando nos Campos do Senhor”

O título acima se refere à foto na qual o presidente Lula e o venezuelano Hugo Chávez tiraram em El Tigre, colhendo soja, na capa da Folha de São Paulo deste sábado. Neste encontro, Chávez disse que: Lula vem como “Cristo anunciando o Evangelho”. Deve ser algum Evangelho Apócrifo, o mesmo do qual Lula disse que “se estivesse no Brasil, Jesus faria aliança com Judas”.

Perceberam como cada vez mais as analogias religiosas procuram endeusar as pessoas? O proselitismo religioso-político está em alta. Uma pena. Virou instrumento de demagogia.