– Cadê os Bons Profissionais do Mercado de Trabalho no Brasil?

Alô, universitários! Falta boa mão de obra no Brasil! 

Compartilho interessante matéria sobre a importação de profissionais para trabalharem em nosso país, pelo simples motivo da falta de mão-de-obra-qualificada!

Sobram vagas para gente competente no Brasil. Abaixo:

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI217544-15259,00-VAMOS+ABRIR+O+BRASIL.html

VAMOS ABRIR O BRASIL

por Marcos Coronato, Keila Cândido e Murilo Ramos

País cresce e precisa de mais profissionais do que consegue formar. Outras nações também sofrem com falta de pessoal. Por que deveríamos entrar nessa briga por cérebros

Os ingênuos costumam crer que os números formem uma linguagem universal e objetiva. Os contadores sabem que não é bem assim – números, como palavras, podem confundir mais do que esclarecer. Por isso, os executivos da Whirlpool, empresa que fabrica os eletrodomésticos Brastemp e Consul, vêm se dedicando a fazer todas as suas contas da mesma forma, nos mais de 40 países em que tem sedes. No Brasil, parte do trabalho de padronizar as contas da Whirlpool está a cargo do executivo Robert Gisewite, um americano “importado” em 2010. O episódio pode ser visto de duas formas. Uma seria questionar: por que trazer um estrangeiro para ocupar uma vaga que poderia estar com um brasileiro? A outra seria comemorar: afinal, dezenas de brasileiros, incluindo jovens executivos de finanças, ganharam a oportunidade de crescer e aprender com um profissional assim.

Cada um desses brasileiros será enriquecido pelo convívio e se tornará mais valioso para a Whirlpool, para outras empresas em que eles venham a trabalhar e para negócios próprios que venham a abrir no futuro. A única coisa a lamentar é que casos assim não sejam mais comuns no Brasil.

Embora gostemos de pensar em nós mesmos como uma nação aberta e hospitaleira, 0,5% de nossa população é de imigrantes legais, muito menos que os 2% do Chile e os 4% da Argentina e dos Estados Unidos. E certamente bem menos que os 18% de estrangeiros da população do Canadá e os 25% na Austrália, os países que mais atraem forasteiros no mundo. Mesmo se considerarmos apenas os imigrantes com alta qualificação, que chegam ao país de destino na maioria das vezes já empregados, o Brasil pouco se integra ao resto do planeta. Entre 1999 e 2009, caiu a participação desses estrangeiros no mercado formal de trabalho. É fato que o país se tornou mais atraente para os estrangeiros nos últimos anos, e eles cresceram em números absolutos – as histórias apresentadas nestas páginas ilustram isso. Mesmo assim, a falta de empenho do governo e das empresas em atrair estrangeiros e nossa nada desprezível burocracia diante dos que querem ingressar no Brasil nos classificam como um país fechado. Entre 30 grandes países, ficamos apenas na 23ª posição em abertura e mobilidade de profissionais, atrás de outras nações em desenvolvimento, como Argentina, México e Índia. O Canadá é o campeão nesse quesito, segundo a avaliação feita pela consultoria Heidrick & Struggles e pela área de pesquisa da revista britânica The Economist.

Trata-se de um mau negócio para todo brasileiro. À medida que a economia cresce, precisa de mais gente com formação boa o bastante para entrar no mercado de trabalho e assumir responsabilidades rapidamente, para atuar numa nova loja, num escritório em expansão, numa obra em andamento. Ora, não são os brasileiros que devem preencher essas vagas? Sim, são. O problema é que não há brasileiros bem preparados em número suficiente. No longo prazo, a única solução é formar nossa gente: dar a muito mais pessoas uma educação muito melhor. Mas isso é no longo prazo. Enquanto isso não chega, precisamos aproveitar o momento animador da economia (que não vai durar para sempre).

Para quem acaba de conseguir ou está a ponto de obter um emprego novo, uma promoção ou um aumento, essa preocupação pode soar exagerada. Não é. Os empregos, promoções e aumentos do resto da década correm o risco de ser comprometidos por queda de produtividade, perda de oportunidades de negócios e alta da inflação – desequilíbrios que se ampliam com a falta de gente qualificada.

O desencontro entre o tipo de profissional que as companhias precisam e os profissionais que chegam ao mercado já tem consequências. Em diversos estudos, cerca de dois terços das companhias no Brasil relatam dificuldade para contratar, ante menos da metade das chinesas e menos de um quinto das indianas. Uma pesquisa feita pela IBM em 2010 mostrou que, enquanto as empresas no resto do mundo se preocupam principalmente com transformações em andamento em seus mercados, o que as brasileiras mais temem neste momento é a escassez de pessoal qualificado (embora esse temor ocorra, em diferentes graus, no mundo todo, como veremos adiante). “O processo de recrutamento e seleção ficou mais longo, para conseguirmos encontrar quem precisamos”, diz Alexandre Garcia, diretor de Recursos Humanos da Whirlpool.

Embora o país abra muitos postos de trabalho (deverá ser mais de 1,5 milhão neste ano), subiram as exigências para preenchê-los. O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Economia (Confea) calcula haver demanda por 20 mil engenheiros extras a cada ano. Apenas um em cada 50 formandos no Brasil é dessa área, proporção muito inferior à de um em 20 do México ou um em quatro da Coreia do Sul. O país forma anualmente menos de 40 mil engenheiros, porque os jovens se acotovelam em outras carreiras com menor demanda e pior remuneração média – daí chegarem ao mercado anualmente 20 mil bacharéis em humanidades e artes e mais de 10 mil psicólogos.

Também temos poucos economistas, matemáticos, físicos, geólogos e técnicos em geral – supervisores de obras, operadores de máquinas, laboratoristas, mecânicos e eletricistas. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) prevê que, a partir de 2014, a maior parte da demanda será por técnicos com qualificação mais demorada, acima de 200 horas de treinamento. “Não falta gente, mas falta gente qualificada. O problema é generalizado, mas mais agudo no nível técnico profissionalizante e em alguns setores, como construção, turismo e petróleo”, diz Christian Orglmeister, do Boston Consulting Group (BCG), que vem estudando o trânsito internacional de profissionais. “É insustentável o ritmo de investimento da infraestrutura, da logística e da produção se continuarmos com esse ritmo com que estamos formando”, afirmou recentemente o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. A dificuldade para achar pessoas bem preparadas pode ser percebida também por famílias e microempresas que procuram prestadores de serviços diversos, de limpeza, manutenção e reparos.

Nesse cenário de escassez imediata, uma solução para o futuro próximo seria o Brasil adotar uma política ativa para tentar atrair profissionais estrangeiros naqueles setores em que há maior falta de mão de obra qualificada. Trata-se de avançar até o ponto em que outros países já estão faz tempo. Eles têm – e ao Brasil falta – um conjunto de leis e regras que se pode chamar de “política de imigração”. Aqui, as permissões ou negativas de entrada de estrangeiros são decididas pontualmente, com base em pedidos de empresas e em razões políticas, sociais e humanitárias. Só que a falta de gente capacitada sentida agora não é um problema brasileiro – é uma preocupação global, que provoca uma disputa internacional pelos melhores cérebros. O Canadá já se antecipava a ela em 1981, quando o Departamento de Emprego e Imigração produzia uma obra-prima de pragmatismo: “A não ser que seja corrigida por meio de políticas governamentais adequadas, a falta de mão de obra poderá ter impacto negativo em emprego, produtividade e inflação”. Em seguida, sugeria que fossem admitidos de 20 mil a 25 mil “trabalhadores selecionados” para atender às demandas que não pudessem ser resolvidas com o treinamento de canadenses.

Esse medo ressurge com força, nas economias mais importantes do mundo, pela confluência do envelhecimento das populações dos países ricos com o forte crescimento econômico dos países em desenvolvimento. Nos próximos anos, quando os Estados Unidos e a Europa voltarem a crescer, a situação vai piorar. “A economia global se aproxima de um choque demográfico em escala não observada desde a Idade Média. Numerosas organizações serão incapazes de encontrar empregados suficientes em seus países de origem para sustentar a lucratividade e o crescimento”, afirma o relatório Estimulando economias pelo incentivo à mobilidade de talentos, do Fórum Econômico Mundial e do BCG. Por isso, países como Estados Unidos, China, Cingapura, Malásia e Austrália vêm modificando suas políticas de imigração. Ao mesmo tempo que restringem a entrada de estrangeiros menos instruídos, tentam atrair estudantes promissores e adultos capazes de criar riqueza (leia no mapa abaixo). O Brasil não tem o dinheiro dos Estados Unidos e da China nem a qualidade de vida da Austrália e do Canadá para atrair esses cérebros. Mas pode-se fazer muita coisa. Algumas das sugestões de empresas e consultorias especializadas são:

 

·         reforçar a “marca Brasil”, aproveitando um momento em que o país é bem-visto. Profissionais talentosos em outros países deveriam associar o Brasil a crescimento e oportunidades, e não somente a uma aposentadoria tranquila à beira-mar;

·         fechar mais acordos com outros países para facilitar o trânsito de profissionais e o reconhecimento da formação do estrangeiro, quando ela for de boa qualidade;

·         criar uma categoria de visto de trabalho expresso, com um mínimo de burocracia, para trabalhadores altamente qualificados;

·         facilitar o envio de recursos para a família no exterior e a transferência para o Brasil de benefícios e pensões que o estrangeiro receba em seu país de origem;

·         incentivar ambientes tolerantes, abertos, multiculturais.

 

O tema é delicado. Atrair estrangeiros é uma estratégia que desperta receios em populações e políticos em todos os países, principalmente nas economias mais maduras, que geram menos emprego. De carona na crise econômica mais recente, a xenofobia também recrudesceu. Felizmente, há muitos estudos sobre o tema, em parte porque vários países tentam entender o que deu tão certo em países como Canadá e Austrália, que atraem não só muitos imigrantes, mas também os mais bem qualificados do mundo; e o que deu errado em casos como os da França e da Alemanha, onde muitos filhos de imigrantes não conseguem se integrar à sociedade e à economia. As pesquisas já descobriram fatos que seriam úteis para o Brasil.

Na União Europeia, calcula-se que um aumento de 10% no número de imigrantes de um país reduza o nível de emprego dos nativos da mesma faixa educacional em até 0,7%. O maior especialista em imigração nos Estados Unidos, o economista cubano George Borjas, professor da Universidade Harvard, afirma que a concorrência de estrangeiros pode, sim, reduzir salários em seus respectivos níveis de formação. Um aumento de 10% na quantidade de estrangeiros com doutorado reduziria os salários desse nível de qualificação em 3%. A resposta veio de outro imigrante, o economista italiano Giovanni Peri, da Universidade da Califórnia. Ele constatou que a chegada de estrangeiros bem qualificados a uma região aumenta localmente o nível de emprego e, entre os mais instruídos, eleva também os salários. Segundo Peri, muitos estrangeiros assumiriam funções complementares às dos nativos e aumentariam a produtividade e a riqueza disponível para todos.

Na Austrália, constatou-se que os filhos de imigrantes não falantes de inglês – oriundos de países asiáticos, na maioria – vêm conseguindo notas médias melhores que todas as outras crianças. No Canadá, descobriu-se que um aumento de 10% no número de imigrantes de um determinado país é seguido por um crescimento no comércio exterior com aquele país em até 3%. Um relatório da ONU de 2009, chamado Superando barreiras: mobilidade humana e desenvolvimento, concluiu que o trânsito aberto de profissionais beneficia o país de origem e o país de destino (contanto que nenhum dos dois seja miserável). Isso ocorreria porque, diante da maior intensidade de imigração e emigração, crescem nos países envolvidos a busca e a cobrança por educação de melhor qualidade. Todos se preparam melhor, mesmo que apenas uma minoria chegue algum dia a sair de seu país ou a enfrentar diretamente competidores estrangeiros. “Administrar esse assunto é um desafio. Os estrangeiros disputam vagas com os brasileiros, sim, mas também trazem novos conhecimentos para o mercado”, diz a cientista social Maria Tereza Fleury, diretora da escola de administração da FGV e especialista em atuação internacional de empresas. “Historicamente, a imigração teve para o Brasil mais consequências positivas. Esses benefícios já ocorreram com a agricultura, com a indústria e agora começam a acontecer com serviços e tecnologia.”

Essa não devia ser uma questão controversa. Os Estados Unidos construíram seu caminho de superpotência com diversas levas de imigrantes – desde a aceitação indiferenciada de “pobres, cansados, rejeitados” de que fala a inscrição da Estátua da Liberdade, em Nova York, até a política de atração de gênios durante a Segunda Guerra Mundial que lhes deu a chave da energia nuclear. Israel, um país que compete como nação de primeira grandeza no mundo da tecnologia, foi formado por levas de imigrantes do mundo todo. Na própria história do Brasil há exemplos de explosão empreendedora a partir das massas de imigrantes no início do século passado. O mundo de hoje – empresas e países – vive uma era de guerra por talentos, gente capaz de inovar, inspirar, implementar. Está mais que na hora de o Brasil alistar exércitos para essa guerra. Venham de onde vierem.

– Estudar garante Emprego?

Segundo a Rádio Band News, uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estudos de Porto Alegre mostra um dado alarmante: quanto mais você estuda, mais difícil será arranjar emprego!

Calm. A lógica é a seguinte: Quanto menor a escolaridade, mais sujeita a pessoa fica ao desemprego. Assim, aceita ganhar salários menores e se sujeita às atividades profissionais sem exigir muito. Em contrapartida, quanto mais graduada, maior a exigência ao aceite de empregos.

Se não estudar, “faz-se qualquer coisa”. Se estudar, não se aceita qualquer emprego. Que dilema, não?

É claro que devemos estudar. Sempre, sempre e sempre…

– Concurso Público faz prova com Questões da Novela das 8 e Zorra Total?

Parece incrível, mas aconteceu: a Prefeitura de Cambé realizou concurso público para a contratação de garis, e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná teve a responsabilidade em formular as questões. E no quesito “cultura”, perguntou sobre a novela Fina Estampa e o humorístico Zorra Total!

Então, por lógica, somos obrigados a concluir que para a instituição, assistir novela é mais importante do que ir para a escola?

É dessas coisas que me revolto…

– Introvertidos e Extrovertidos na Administração de Empresas

Susan Cain, escritora americana voltada à Administração & Negócios, dissertou recentemente sobre uma das piores invenções do século XX: a da “cultura da extroversão. Tanto que até escreveu um livro sobre o assunto: “Calado: o poder dos introvertidos num mundo que não para de falar”.

Para ela, o mundo é feito e desenhado para pessoas extrovertidas, onde quem quer ficar quieto sofre até mesmo preconceito social. A escritora disse que:

A solidão é como eu recarrego minha bateria

Para ela, Steven Spielberg (cineasta) e Larry Page (co-fundador do Google) são exceções de tímidos que venceram na vida! Afinal, o mundo os discrimina…

E você, o que pensa sobre isso? O mundo é para os extrovertidos ou isso é bobagem?

– Quando a Incompatibilidade de Cargos faz Vítimas!

Mateus 6:24 – Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro.”

Não gosto de usar palavras sagradas em meio a ocasiões profanas indevidas. Mas é curioso como em algumas situações a incompatibilidade de funções/ações gera vítimas.

Digo isso pois o amigo Marcelo Marçal foi destituído de suas funções como responsável do site da Cooperativa de Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo. Em nota, disse que a decisão foi dos cooperados.

Ué, eram quantos cooperados? Numerosos?

Marcelo Marçal possui há anos o site Apitonacional.com , onde o foco são notícias do mundo da arbitragem de futebol. Evidentemente, não seria espantoso imaginar que em alguma oportunidade, caso seu site abordasse algum tema que desagradasse a Cooperativa de Árbitros, fosse questionado. Seria exagero imaginar que as críticas a um árbitro sul-matogrossense que vem trabalhando em SP motivaram a sua demissão? Talvez. Não importa. É de direito da Cooperativa dos Árbitros, que é uma empresa privada, e ela não deve nenhuma satisfação à sociedade (mas aos seus cooperados). E como os cooperados gostam e participam da instituição, deve estar tudo bem.

E aqui vai a observação: por mais que o site Apitonacional.com buscasse a isenção, o comprometimento com a outra empresa poderia ser nocivo, pelo fato do site não poder blindar alguém (e nem deve!). Uma hora ou outra, isso poderia acontecer. E se aconteceu, é porque quís mostrar independência.

Marçal é um trabalhador, sujeito esforçado e inteligente. E aqui, nada de solidariedade ou caridade pois ele não precisaria disso, graças a sua competência, mas sim uma palavra de quem entende tais incompatibilidades: pensar pelo lado positivo– agora, não há impedimento algum para a discussão sobre outros temas, como a necessidade de tantas entidades de árbitros (custosas a eles próprios), como descontos de Cooperativas e Sindicatos, além de, quando ocorrerem, possíveis casos de subserviência à FPF poderem ser abordados com maior profundidade.

Boa sorte nesse momento novo. Tenho certeza de que não fará falta aquele trabalho.

– A Mercantilização do Apito e o desprestígio aos árbitros locais

Algo novo, que ao mesmo tempo não deixa de ser velho: árbitros trocando de estado e levando seus escudos FIFA para as novas praças.

Calma, não estamos falando de fidelidade partidária, onde você perde o cargo por mudar de legenda. Então, vamos trocar algumas ideias sobre o tema?

Sandro Meira Ricci apitará por Pernambuco. Se no ano passado a luta era para um escudo FIFA ao Nordeste em 2012, situação prioritária para muitos, agora teremos 2 árbitros internacionais: Francisco Carlos do Nascimento (o Chicão de Alagoas) e Sandro Meira Ricci, que sai da Federação Brasiliense e vai para a Federação Pernambucana.

Antes de debatermos, algo importante: sem preconceito ao NE ou coisa que o valha, mas aqui o assunto será COMPETÊNCIA.

Em 2011, Francisco C do Nascimento não teve um bom ano na arbitragem. Está fresca na memória a recordação de atuações ruins (nada contra a pessoa do árbitro). Mesmo assim, galgou o objetivo maior, que era virar FIFA. Já a Federação de Pernambuco, costumeiramente recebe (e aceita) críticas dos clubes grandes. É público que lá a geladeira (o ato de tirar de escala o árbitro) é costumeira. Para resolver a situação, trouxeram Sandro Meira Ricci.

Tudo bem, o árbitro troca de estado sem problemas, pois, teoricamente, o escudo FIFA é dele, não do seu estado de origem. Mas fica uma dúvida: a troco de quê?

Sandro Meira Ricci deixou o DF pelos problemas políticos que ocorrem por lá, ou por convite para contribuir com o crescimento do futebol de PE? Se a resposta é a contribuição, surge outra pergunta: o fará por simpatia, por remuneração ou por compartilhar competência?

E, se for por remuneração, que mal haverá? Vivemos um período de mercantilização, negócios ou neoliberalismo das relações (lembrei os mais auspiciosos tempos de FHC), não importa o nome que você deseje chamar. O que não vale é negociata, ou seja, negociação suja, irregular, criminosa.

Se eu sou FIFA, e um estado me oferecer melhores condições de trabalho, qual é o problema? Ao menos, o estado contratante reconhece o árbitro como uma figura competente. Márcio Rezende de Freitas, Carlos Elias Pimentel, Oscar Roberto Godoy fizeram essa transferência para SC, anos atrás.

O problema passa a ser outro: e o prestígio aos árbitros locais?

Imagino que os árbitros pernambucanos devem estar chateados com tal situação; afinal, ao invés de investir nos árbitros natos de lá, “importa-se” um nome gabaritado. Quando alguma empresa não tem competência, contrata-se no mercado um executivo competente! Mas não seria melhor formar os competentes?

Fazer intercâmbios, trazer gente de fora para orientar ou reciclar, é algo saudável! Não desenvolver competências locais torna-se problemático.

Lembro-me do episódio em que o então presidente da Federação Paulista de Futebol, Eduardo José Farah, começou a trazer árbitros estrangeiros para o Paulistão. Na época, a seção “cartas à redação” do jornal “A Gazeta Esportiva” trazia um email de Edilson Pereira de Carvalho, fazendo inúmeras críticas a tal fato, dizendo que

enquanto descascamos o abacaxi, nas finais vem gente de fora para comer o filet mignón”.

Edilson, para não ser punido, jurou de pé junto que um gaiato usou o seu nome (eram tempos primórdios da Internet…). Anos mais tarde, durante uma pré-temporada da FPF, perguntei a ele sobre o episódio e ele me confirmou:

claro que fui eu; não é uma vergonha um estado como SP importar árbitro?

E aí fica a questão: tal prática (a de importar árbitros de nome de outros estados) é salutar ou não para a arbitragem local?

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– Fim de linha (ou de carreira?) para Adriano!

Escreveria sobre o Imperador e sua saída do Corinthians. Afinal, um atleta que recebeu mais de 4 milhões, dá de retorno 2 gols, poucas partidas disputadas e muita confusão, não poderia passar batido! Mas Luís Carlos Quartarollo, da Jovem Pan, me economizou tempo e escreveu exatamente o que eu queria dizer. Por isso, reproduzo abaixo, extraído do blog dele (http://is.gd/eS6Lox)

CORINTHIANS RESOLVE O PROBLEMA. ADRIANO ESTÁ FORA.

Deu a lógica. Numa segunda-feira cheia de notícias, eis que Adriano de novo é manchete negativa.

Foi demitido do Corinthians. Agora está liberado para farrear à vontade, para visitar a Comunidade que é o nome pomposo das favelas, poderá ficar na noite até a hora que quiser com quem bem quiser, poderá beber à vontade e ninguém mais vai cobrar nada.

Pode viver a sua vida e gasta-la como bem quiser.

Liberou geral. Boa sorte, Adriano. É a vida que você pediu a Deus.

E Ele que te ajude porque você vai precisar, e muito.

Isso é o que eu chamo de desperdício de talento.

Era para ser um dos melhores centro-avantes do futebol mundial e não quer ser.

Problema dele. Seja feita a sua vontade.

– Domingos e o “Tô de Olho em Você”. Pode?

No último sábado, o jogador do Guarani, Domingos, zagueiro com passagens por Santos e Portuguesa, reclamou de uma possível perseguição do árbitro José Cláudio Rocha na partida Corinthians X Guarani. Disse mais: que gostaria de sair do Brasil pois os árbitros não o deixam jogar!

Precisamos tomar cuidado em duas coisas para analisar se as reclamações procedem ou não:

1- o excesso de força de alguns lances de Domingos,

2- a preocupação dos árbitros em não deixar de puni-lo.

Domingos joga duro; não amolece em divididas; mostra virilidade ao extremo. Vez ou outra, faz por merecer expulsões. Mas precisamos tomar cuidado para, sabedores do histórico do zagueiro, não marcar infrações ou aplicar cartões injustos pré-condicionados pelo histórico e fama criada pelo atleta.

Imagine a seguinte situação: em lance duvidoso de pênalti, numa disputa de bola onde o atacante cai – se for Neymar, por tudo o que já simulou, o árbitro tende, na dúvida, a acreditar que se jogou. Mas se for Messi, que quase nunca cai, acreditará que o atleta sofreu a falta. Idem se fizermos a analogia a zagueiros com históricos diferentes> Miranda, extremamente técnico X Domingos, extremamente faltoso!

Assim é a interpretação do árbitro sobre Domingos: inconscientemente, o juiz já o vê como o “cara que é violento”. Problemas de excesso de rigor, de fato, podem acontecer, justamente pelos inúmeros lances já protagonizados pelo atleta – inclusive em treino!

Sobre a queixa de que o árbitro o perseguira quando supostamente disse: “estou de olho em você”: nada de anormal! Coisa comum no futebol. Quando um atleta faz por merecer uma advertência, entretanto a aplicação do rigor do cartão é questionada, o árbitro deve adverti-lo verbalmente para que mude o seu comportamento, a fim de não receber um cartão que poderia ser evitado. Quando o árbitro diz ao atleta que está atento (‘de olho’), serve de alerta para ele se cuidar e se preservar mais em campo. O jogador deveria agradecer ao árbitro de ser informado que na próxima será punido com cartão e de ter a oportunidade de evitar uma admoestação maior.

E você, o que pensa sobre Domingos? Um incompreendido ou chororô?

– O Péssimo Atendimento de Alguns Supermercados Jundiaienses

Conhecer a cultura local é importante para o sucesso de qualquer negócio. Contratar funcionários da região, idem.

Digo isso pelo atendimento de algumas redes de supermercados de Jundiaí. NUNCA consigo ser bem atendido no Carrefour ou no Extra. Porém, os concorrentes da cidade – Russi, Boa, Coopercica e MonteSerrat (Itupeva) – sempre me proporcionam experiências melhores!

Nas duas redes nacionais, os caixas sempre estão de cara amarrada. Custa um sorriso? Ninguém orienta a isso? Além dos poucos caixas abertos e a falta de empacotadores…

Diferente das redes locais, onde se vê a simpatia e sempre um jovem e/ou idoso pronto para ajudar no empacotamento.

É por isso que levo a ferro-e-fogo a decisão de evitar esses grandes hipermercados e privilegiar gente/comércio daqui que atende bem!

E você, o que pensa do seu mercado de preferência?

– O Mico Adriano!

Adriano Imperador sempre esteve envolvido em escândalos e casos de indisciplina. O Corinthians insistiu na aposta. E, agora, nem treinador nem dirigentes sabem o que fazer com ele! Ganha muito, não entra em forma e não colabora nos treinos.

O que fazer?

Dizem que ele pode ir para o Flamengo. Já imaginaram um time com Ronaldinho Gaúcho, Vagner Love e Adriano Imperador?

Com respeito, mas a noite carioca será uma criança. Coitado do treinador Joel Santana!

– E se Balotelli morasse no Brasil?

Que o jogador Mario Balotelli é meio doido, todos nós sabemos. Entretanto, as coisas estapafúrdias que faz se tornaram rotina; tanto que até uma “simples ida aos pubs” na véspera de jogo não chama tanto a atenção.

Agora, novamente uma multa: justamente por ir a uma casa de striptease na véspera de um jogo.

(Em tempo: de nada adiantou Balotelli jogar nessa 5ª feira, contra o Sporting de Lisboa, pois seu time perdeu na partida de ida pela Liga Europa por 1 X 0, com gol de Xandão, ex-SPFC, de calcanhar!)

Extraído de: http://esporte.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2012/03/07/manchester-city-multa-balotelli-por-ida-a-boate-de-striptease-antes-de-jogo.htm

MANCHESTER CITY MULTA BALOTELLI POR IDA A BOATE DE STRIPTEASE ANTES DE JOGO

O Manchester City multou nesta quarta-feira o atacante italiano Mario Balotelli com o salário de uma semana, cerca de 144 mil euros, por estar em um clube de striptease antes de uma partida, segundo o treinador do clube, Roberto Mancini.

Balotelli, que se envolveu em vários escândalos desde que chegou ao clube inglês em 2010, foi visto na madrugada de sexta-feira, deixando um clube noturno em Liverpool, sendo que no dia seguinte sua equipe receberia o Bolton pelo Campeonato Inglês.

Apesar do incidente, o jogador italiano foi titular no lugar do argentino Sergio Agüero e contribuiu para a vitória por 2 a 0 de sua equipe, marcando o segundo gol dos ‘Citizens’.

“Falei com Mario e lhe dei uma multa de uma semana de salário pelo que fez. É uma medida normal porque qualquer jogador deve ter um bom comportamento antes de um jogo”, declarou Mancini.

O atacante, que na terça-feira reconheceu seu erro e se desculpou publicamente por seu comportamento, aceitou a punição, disse Mancini.

Balotelli, que soma dez gols em 24 jogos nesta temporada, protagonizou polêmicas tanto por suas aventuras fora dos gramados, como dentro das quatro linhas atuando pelo City, que o contratou por 28 milhões de euros.

Esta é a segunda vez ao longo desta temporada que Balotelli é punido por uma saída noturna antes de uma partida, embora sua carreira esteja marcada por outras ações controversas, como incendiar acidentalmente sua própria casa após lançar fogos de artifício no banheiro e pisar na cabeça de um rival.

Além disso, na última terça-feira, o atacante italiano foi expulso de um shopping por não querer tirar o capuz que cobria sua cabeça, como haviam pedido os agentes de segurança do estabelecimento.

– Grandes Empresas que Procuram Funcionários pelas Redes Sociais

Coca-Cola, Natura, Vivo, Google e Ipiranga; segundo Veja.com, essas empresas fuçam Orkut, Facebook, Twitter e LinkedIn para conhecer melhor os seus candidatos.

E você, o que pensa disso? Está preparado para uma devassa no seu perfil nas redes sociais? Deixe seu comentário:

– A Administração do Tempo e suas Características

Renato Berhoeft, consultor e especialista em Administração do Tempo, deu uma entrevista deliciosa à Rádio CBN, no Programa “Mundo Corporativo”, de Heródoto Barbeiro. De maneira didática, falou sobre a importância em administrar o tempo, e fez relações com a vida pessoal e profissional. Interessante e valioso, o tema me chamou a atenção para uma fala do entrevistado, sobre o que é prioritário na vida: “Prioridade é aquilo que é importante e urgente, pois há coisas importantes e não urgentes.

Abaixo, trecho extraído do Blog do Barbeiro (clique acima para citação)

COMO ADMINISTRAR MELHOR O TEMPO E TER SUCESSO NOS NEGÓCIOS

O tempo é o recurso mais escasso e o mais valioso que existe. Agora já passou e não tem dinheiro no mundo que possa comprar este minuto de volta. A pressa se tornou o mal maior da sociedade moderna, causando os mais diversos problemas psicológicos e até econômicos. Portanto, aprender a administrar o tempo é uma das ações mais importantes que qualquer pessoa pode fazer para melhorar suas chances de sucesso nos negócios e na vida. Sobre mais esse desafio do Mundo Corporativo, Heródoto Barbeiro conversa hoje com o consultor Renato Bernhoeft….continua,  Clique aqui para o acesso ao PodCast da Entrevista

– Empresa pode Consultar Justiça, Polícia e SPC para Contratar!

A Justiça decide: empregador fazer consultas ao Serasa e a Polícia sobre a situação do candidato à vaga de emprego não é discriminação, mas sim, critério de seleção pessoal!

Tal polêmica se deu em SE, onde uma rede de lojas contratava funcionários que possuíssem “nada consta cível e criminal”, além de “certidão de negativação do SPC e Serasa”. Contra ela, foi movida uma ação de dano moral e discriminação, sendo a empresa absolvida.

Extraído de: http://is.gd/6yBWBa

JUSTIÇA DIZ QUE EMPRESA PODE CONSULTAR SPC ANTES DE CONTRATAR

Fazer consultas a serviços de proteção ao crédito, órgãos policiais e ao Poder Judiciário não é fator de discriminação, e sim critério de seleção de pessoal que leva em conta a conduta individual.

Com esse argumento, uma rede de lojas de Aracaju (SE) conseguiu evitar, na Justiça do Trabalho, uma condenação por prática discriminatória e dano moral coletivo. O Tribunal Superior do Trabalho (TST), ao negar recurso do Ministério Público contra o processo seletivo realizado pela rede de lojas –que se utilizava de dados públicos para analisar previamente os candidatos a emprego–, mostrou que há possibilidade, sim, dessa consulta se tornar válida em todos os processos de seleção para empregos.

“Se a administração pública, em praticamente todos os processos seletivos que realiza, exige dos candidatos, além do conhecimento técnico de cada área, inúmeros comprovantes de boa conduta e reputação, não há como vedar ao empregador o acesso a cadastros públicos como mais um mecanismo de melhor selecionar candidatos às suas vagas de emprego”, disse o relator do recurso de revista, ministro Renato de Lacerda Paiva.

Ao examinar o caso, Paiva frisou que os cadastros de pesquisas analisados pela rede de lojas “são públicos, de acesso irrestrito, e não há como admitir que a conduta tenha violado a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas”.

Destacou também que, se não há proibição legal à existência de serviços de proteção ao crédito, de registros policiais e judiciais, menos ainda à possibilidade de algum interessado pesquisar esses dados.

Para o especialista em direito do trabalho Eduardo Pragmácio Filho, sócio do Furtado, Pragmácio Filho & Advogados Associados, o TST agiu acertadamente.

“O tema é bastante delicado e gera opiniões diversas. A situação gira em torno do poder diretivo do empregador, para saber se o exercício desse direito é abusivo ao se consultar o cadastro de inadimplentes de um candidato. Ao meu ver não há abuso. O TST agiu acertadamente. É bom lembrar que o contrato de trabalho é fiduciário e se baseia na confiança mútua”, afirma.

– Empresas Familiares e a Sucessão: A Preparação na Escola!

Sucessão nas empresas familiares: Herdeiro se faz na escola!

Extraído de: Revista Istoé Dinheiro, pg 62-65, edição 675, 15/09/2010

DIPLOMA DE SUCESSOR

Num ambiente corporativo ainda dominado por empresas familiares, há uma oferta crescente de cursos para formação de herdeiros – e companhias de todos os portes estão aderindo a essa tendência. – Por Letícia Moreli

Em tempos de globalização econômica, competição acirrada e megafusões, o ditado “nascido em berço de ouro” já não garante a ascensão do herdeiro de uma grande empresa ao trono da presidência.

É preciso polir e lapidar bem esse berço até que, após muito ser embalado, o rebento ande com suas próprias pernas. O conhecimento passado a esses herdeiros tem sido cada vez mais valorizado para que ocorra uma transferência de poder tranquila e sadia dentro das empresas.

E o que não falta no mundo corporativo são negócios com essa característica familiar de comando. Nos Estados Unidos, 40% das 500 maiores companhias são controladas por famílias. No mundo, a média chega a 80%. Uma realidade da qual o Brasil não se distancia. Em estudo realizado em 2005, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) apontou que 90% das empresas registradas no País são tradicionalmente familiares.

Assim, formar corretamente os futuros presidentes e diretores, mesmo que herdeiros naturais do negócio, matriculando-os em cursos específicos ou contratando consultores que funcionem como treinadores/tutores desses futuros executivos, pode ser decisivo para determinar a longevidade de uma empresa. Poucas vezes, as empresas brasileiras se depararam com esse tipo de desafio de forma tão dramática. 

Isso porque grandes grupos estão assumindo um papel global, justamente no momento de passar o bastão de uma geração para outra.  Ao longo da última década, pipocaram escritórios e escolas para sucessores no mundo – com cursos que variam de R$ 3 mil a US$ 35 mil. 

Em países como Suíça, França, Estados Unidos e Itália, especialistas trabalham na formação dos herdeiros e  renomadas escolas de economia e administração abrem suas portas para cursos de gestão de empresas familiares (observe quadro abaixo). 

Um dos principais nomes desta tendência é John Davis, professor de Harvard que virou referência para altos executivos brasileiros de empresas familiares e abriu, no Brasil, o primeiro escritório da Cambridge Business Advisors fora dos EUA, em maio. 

Davis participou do plano de sucessão de Jorge Gerdau Johannpeter, na presidência do grupo Gerdau, e orientou a mudança do comando no Pão de Açúcar, em 2003. 

O trabalho de escritórios como o de Davis é fazer com que as empresas se deparem com uma questão básica: “temos alguém na família preparado para assumir o comando?” Uma questão que muitos não sabem como responder . 

“Atendemos famílias que não sabem como estabelecer um acordo de acionistas e definir o futuro. Se os filhos vão atuar ou não e como prepará-los”, diz Claudinei Santos, consultor de empresas há 37 anos e diretor da área de projetos de pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing, de São Paulo. 

Foi com o auxílio de uma dessas instituições brasileiras, a Fundação Dom Cabral – notória na formação de todo tipo de executivos, herdeiros ou não –, que o grupo mineiro Asamar concretizou a sucessão da segunda para a terceira geração, preparou os sucessores e desenvolveu o processo de abertura para participação de acionistas não familiares. 

O principal negócio da família se resumia à fábrica Cimentos Montes Claros. “Com o aquecimento da economia e a globalização percebemos que não conseguiríamos construir negócios grandes só com os recursos da família e optamos pela parceria com investidores”, explica Sérgio Cavalieri, 57 anos, do conselho administrativo e um dos seis herdeiros da empresa. Ele fez o curso da fundação. 

“Além do curso em si, a consultoria feita pela Dom Cabral no estabelecimento das regras do processo de transição nos ensinou muito. Agora, outro aprendizado vem com o dia a dia da empresa, já que, com o alinhamento entre acionistas e gestores, temos metas para entregar resultados”, garante Cavalieri. 

Hoje, o grupo Asamar desenvolve negócios nas áreas de distribuição de combustíveis líquidos – entre eles a marca Ale –, incorporação e construção imobiliária, operação de imóveis e hotelaria, produtos e serviços financeiros, construção em aço, reflorestamento e produtos florestais, biocombustíveis e tecnologia da informação. A receita total da holding é de R$ 8,5 bilhões.

A importância dos consultores também ganhou holofotes na sucessão familiar. A Riccó, fabricante de móveis domésticos e para escritório, é um exemplo de como esse tipo de profissional, fora da esfera familiar, pode ajudar. 

Fábio José Riccó, 31 anos, diretor-executivo da empresa há quatro anos, representa a quinta geração de um negócio que começou como uma marcenaria em 1857 e que vem crescendo 40% por ano. Antes de assumir a empresa, Fábio resolveu montar um outro negócio, fora do da família. 

“Foi importante ter sucesso sozinho, para sentir que funcionaria na empresa da família e que herdar o comando não era algo dado de graça”, diz o empresário, filho de Fábio Paulo Riccó, ex-presidente da Riccó. Para segurar os embates, ele e o pai contaram com a ajuda de um empresário amigo da família, que até hoje atua como um consultor informal. “Tive que aprender a me controlar,  falar menos e escutar mais”, admite Fábio. 

Mas qual o segredo para dar continuidade aos negócios geração após geração? Para os especialistas, a palavra-chave é competência. Ocorre que nem sempre é possível encontrar pessoas capazes de herdar o talento e o espírito empreendedor dos fundadores. “Por vezes, a solução é afastar os integrantes da família, colocando-os no conselho administrativo e substituindo-os por profissionais experientes”, diz Santos. 

Nas escolas de sucessores, os cursos servem para corroborar ou não se o DNA do herdeiro tem consistência empresarial. Se o boletim vier cheio de notas vermelhas, o pretenso sucessor familiar é reprovado. “Em geral, a empresa familiar resiste em abrir mão do controle. 

Mas o mercado é impiedoso e é preciso sabedoria para reconhecer quando é hora de mudar”, orienta Teresa Roscoe, gerente coordenadora da parceria para desenvolvimento de acionistas da Fundação Dom Cabral.

– Tipos de Ajuda Corporativa

Ter ajuda é bom na Administração de Empresas. Mas ter alguém chato, crítico, sempre contrário a você, faz bem também!

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI292507-16366,00-TRES+TIPOS+DE+AJUDA.html

TRÊS TIPOS DE AJUDA

Você precisa de um coach, de um empreendedor… e de um ‘do-contra’

Por Paulo Eduardo Nogueira

Reza um aforismo de Peter Drucker, um dos padroeiros da administração moderna: “Cultura começa com as pessoas certas e cultura se alimenta de estratégia no café da manhã”. Mas quem são as pessoas certas? Os consultores de inovação G. Michael Maddock e Raphael Louis Vitón sugerem três tipos que podem ajudar muito na transformação de ideias em produtos ou serviços inovadores. O primeiro é o coach desafiador, que instiga os funcionários a ir além dos limites autoimpostos e a correr riscos que normalmente evitariam.

O segundo é o empreendedor, aquele que enxerga oportunidades de negócios onde outros veem dificuldades, e adora desafios.

O terceiro é alguém que seja o seu oposto. A experiência mostra que empresas de grande sucesso combinaram executivos com mentalidades diferentes para gerar choque criativo de ideias: se você é yang, procure seu yin.

– Salário de PM X Salário de Deputado

Estamos vendo a triste realidade da PM na Bahia. Imaginaram um país com a Polícia em Greve?

Anarquia total

Muitas pessoas estão criticando o fato de policial entrar em greve. Mas, cá entre nós, reflita o seguinte cenário:

Um Policial Militar, que trabalha de sol a sol (às vezes, noite a noite), trocando tiros com bandidos, mal equipado, com receio de represálias à família, aguentando vagabundo e problemas diversos, ganha perto de R$ 2.000,00.

Já um Deputado Federal, que trabalha 3 dias da semana, goza de vários períodos de férias, aposentadoria especial e outras coisas, ganha:

·          Salário Mensal: R$ 16.512,09 (2010). {Para 2011, R$ 26.700,00}.

·          13º,+ 14º e 15º Salários;

·          Auxílio Moradia: R$ 3.000,00;

·          Cota Telefônica: R$ 4.000,00;

·          Passagens: R$ 9.000,00;

·          Assinaturas Mensais de Revistas: R$ 1.000,00;

·          Assistência Médica: R$ 8.000,00;

·          Verba Indenizatória: R$ 15.000,00;

·          Verba de Gabinete: R$ 60.000,00. 

Qual custo benefício vale mais ao nosso país?

São esses senhores engravatados que discutem e regulam aumentos (nas esferas estaduais ou federal) para aqueles que verdadeiramente trabalham?

Falamos sobre PMs. E se fosse para professor, médico público…

Está tudo errado. O político, que deveria ser servidor do povo, é quem desfalca o bolso do contribuinte. E o coitado do Policial, na situação que se encontra, ainda é alvo de críticas…

– A Ilusão dos Estaduais que nada valem como parâmetro aos grandes

O Vasco da Gama tem 100% de aproveitamento no Campeonato Carioca. Mas na primeira partida da Libertadores da América, perdeu em casa para o Nacional do Uruguai.

Os grandes paulistas São Paulo, Palmeiras e Corinthians se revezam na ponta do Estadual, definitiva ou provisoriamente. Doce ilusão?

Cada vez mais, vemos que os regionais não servem para parâmetro. A cada ano, o Brasileirão fica mais empolgante e os Campeonatos Estaduais servem apenas para os times pequenos. É inegável que a fórmula de disputa de 3 meses é ruim para clubes de grande torcida, que poderiam se dedicar a excursões ou campeonatos continentais, e péssima para os clubes menores, pois, para alguns, o ano só tem a disputa do Regional.

Profissionalismo?

A quem interessa realizar uma partida profissional as 17h em plena quinta-feira? Paulista X São Caetano jogarão hoje no Jayme Cintra nesse inusitado horário e dia, a R$ 30,00 o ingresso mais barato, num estádio de difícil acesso para quem conhece o trânsito da cidade de Jundiaí no horário de pico. Chegar ao Jardim Pacaembu nesse horário é uma aventura!

Por quê insistirmos em método deficitário de campeonato?

– Os Administradores que Apagam Incêndios Organizacionais

Muito boa a matéria da Revista IstóÉ Dinheiro intitulada “Bombeiros Corporativos”, ou seja, executivos que lutam para reorganizar confusões organizacionais e minimizar crises.

Vem de encontro a figura popular criada pelos administradores de empresas brasileiros: a do “apagador de incêndios“.

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/618/bombeiros-corporativos-conheca-os-segredos-e-o-estilo-dos-especialistas-146072-1.htm

BOMBEIROS CORPORATIVOS

Conheça os segredos e o estilo dos especialistas na arte de apagar incêndios de crises financeiras, reestruturar empresas em dificuldades e viabilizar negócios aparentemente impossíveis

Assim como seres humanos, as empresas possuem ciclos de vida. Nascem, crescem e morrem. No meio disso tudo, também enfrentam crises e doenças. Nessa hora, homens e mulheres buscam ajuda de gente especializada, sejam médicos, sejam psicólogos ou pais de santo. No mundo corporativo, também existem profissionais que se dedicam exclusivamente a socorrer companhias que já não conseguem lidar com seus próprios problemas. Como bombeiros, apagam incêndios de crises financeiras, fecham negócios improváveis e desatam os nós mais intricados da gestão das empresas. São profissionais de perfil específico, diferentes dos executivos clássicos que tocam o dia a dia de uma organização. Quem observar o comportamento desses bombeiros perceberá características aparentemente contraditórias. São, ao mesmo tempo, duros nas decisões e carismáticos no trato com as pessoas. Não adotam um tom de conciliação, mas apresentam uma tremenda capacidade de negociação. Mas o que chama mais a atenção é a agilidade. “Esses processos normalmente exigem decisões baseadas em diagnósticos que têm que ser feitos rapidamente”, avalia Adriana Gomes, do núcleo de gestão de pessoas da ESPM, de São Paulo.

Em geral, os acionistas clamam por bombeiros de empresas quando sentem que os efeitos de suas decisões se tornaram inócuos. Muitas vezes, eles já não são capazes de tomar as medidas necessárias para debelar a crise, pois, para isso, teriam que romper laços sentimentais ou até familiares com a estrutura da empresa. Ou seja: falta coragem ou até força política para demitir o veterano colaborador ou o parente que ocupa uma diretoria. “Como se trata de um processo de ruptura, a reestruturação exige do gestor atitudes extremas”, afirma Alexandre Fialho, diretor do Hay Group. “Às vezes, até mesmo como demonstração de força de que as coisas mudarão radicalmente.”

A atividade explodiu na década de 80, quando a instabilidade econômica provocou rupturas violentas nas companhias brasileiras. Um dos pioneiros foi Cláudio Galeazzi, hoje presidente-executivo do Grupo Pão de Açúcar. Sua empresa, a Galeazzi Consultores, foi responsável pela recuperação de grandes companhias, como a Cecrisa, a Daslu e a Lojas Americanas. Outros seguiram o mesmo caminho e um exército de especialistas em reestruturação começou a se formar.

“Esse profissional é forjado dentro da própria consultoria, já que não existem cursos de especialização nessa área”, diz Adriana, da ESPM. “O treinamento é feito por pessoas experientes nesse segmento, que construíram carreiras a partir da experiência prática.” A atividade também requer boas doses de intuição, adverte o headhunter Simon Franco. “É muito importante identificar os talentos ocultos, os líderes informais, funcionários que influenciam os demais, mesmo sem ascendência hierárquica”, diz ele. “Essas pessoas podem tornar a reestruturação mais fácil.”

Os bombeiros adquirem grande força política dentro das organizações que assumem. Em suas mãos, estão o poder de contratar e de demitir, de comprar e de vender, de pagar ou blefar. Trata-se de um risco, que deve ser administrado permanentemente. “O profissional tem que respeitar alguns limites e não se colocar como se fosse dono da empresa”, alerta Adriana, da ESPM. Para entender melhor a atividade desses especialistas em reestruturação, DINHEIRO selecionou as histórias de alguns dos mais respeitados profissionais do mercado. A seguir, conheça as lições que podem ser colhidas da experiência desses especialistas:

(continua em: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/618/artigo146072-2.htm )

– R$ 4 milhões e Luxemburgo vai embora!

Ora essa: ouço que a multa rescisória de Vanderlei Luxemburgo é de 4 milhões de reais. O ambiente insuportável criado por ele e por Ronaldinho Gaúcho, segundo as informações da imprensa, é notório.

Aí fica a dúvida: ele está preocupado em permanecer no cargo ou não? Lucraria mais em atividade ou parado?

Se continuar vencendo no Cariocão, tudo bem. Mas se for eliminado da Libertadores pelo Potosí… aí sim é vergonhoso!

Você, no lugar da Patrícia Amorim, ciente dos valores rescisórios de Ronaldinho Gaúcho e Luxemburgo, analisando o custo-benefício, faria o quê? Mandaria os dois embora, ficaria com eles ou demitia um ou o outro?

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– A Arte da Bajulação!

Olha que texto bacana, publicado na Época Negócios (citação abaixo), sobre “a arte de ser um puxa-sacos”. Como se promover bajulando os chefes!

A ARTE DA BAJULAÇÃO

As loas disfarçadas aos chefes podem dar aquele empurrãozinho que faltava para sair uma promoção. É o que revela uma pesquisa

Por Robson Viturino com Álvaro Oppermann

Bajulação e puxa-saquismo não são propriamente uma novidade no cotidiano das empresas. No entanto, para quem rejeita essas práticas sem pensar duas vezes, um estudo recente da Kellogg School of Management traz uma notícia no mínimo preocupante. Por meio de entrevistas com executivos de companhias americanas com atuação em diversas áreas, os professores Ithai Stern e James West¬phal constataram que a subida ao alto escalão corporativo raramente se dá apenas por competência. Em grande parte dos casos, as promoções envolvem uma boa dose de politicagem, diplomacia e bajulação. “Os executivos geralmente ganham o ingresso para as posições mais disputadas usando formas sutis e sofisticadas de adulação”, afirmam os autores do estudo.

Os maiores puxa-sacos, segundo eles, são os advogados, os políticos e os vendedores – não necessariamente nesta ordem. Já no que diz respeito à faixa social, os profissionais oriundos das classes média e média-alta têm se mostrado mais hábeis, quando comparados às pessoas das classes mais baixas. Mas, quando se trata de puxa-saquismo, nem tudo é preestabelecido. Embora alguns grupos tenham maior “talento” para a bajulação, existem táticas que, de acordo com os professores, aumentam significativamente as chances de qualquer profissional saltar aos olhos do chefe.

Stern e Westphal identificaram técnicas de insinuação que, sem soar como abjetas, podem ajudar os interessados a subir os degraus da escada corporativa. Soa cínico, e provavelmente é. Mas vamos a elas:

Disfarçar a adulação como pedido de conselho_É o meio de elogiar os patrões sem deixar que o elogio soe como “rasgação de seda” ou cause constrangimento às duas partes. “Esta é uma tática certeira”, dizem os professores.

Discordar antes de concordar_Em vez de concordar na mesma hora, o bajulador tarimbado negaceia: “De início eu discordei de você, mas seus argumentos acabaram me convencendo”.

Fazer o elogio chegar às pessoas certas_A loa muitas vezes é mais eficaz quando feita indiretamente. Em outras palavras, é melhor falar bem do chefe aos seus amigos, cuidando para que suas palavras cheguem aos ouvidos certos, do que babar o tempo todo na sua gravata.

Fazer o elogio desculpando-se, para não constranger o chefe_Para se precaver, o bajulador ensaia desculpas antes de iniciar o paparico: “Eu não quero que você pense que elogio à toa, mas a sua apresentação foi sensacional!”.

Expressar a mesma opinião que os superiores_Não adianta concordar com eles. É preciso fazê-lo em voz alta. “Eu sou da mesma opinião” e “Acho que todos nós concordamos com você” são algumas das frases usadas.

Descobrir a opinião dos chefes_Se o bajulador não sabe o que pensam os seus superiores, ele sonda. E depois adequa seu argumento ao da chefia.

– Foxconn compara seus trabalhadores a Animais!

Terry Gou é o presidente da FoxConn, empresa que monta eletrônicos, e, em especial, os da Apple. A empresa é conhecida pelo gigantismo dos seus números, e, claro, torna-se empregador de milhares de pessoas.

Quanto aos seus funcionários, Terry deu uma infeliz declaração no último dia 20:

A Foxconn tem uma força de trabalho de mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo. Seres humanos também são animais, e gerenciar 1 milhão de animais me dá dores de cabeça

Posteriormente, a empresa fez um pedido de desculpa a seus funcionários. Mas… Não fica uma pontinha de ressentimento? Será que, no fundo, não é esse o pensamento da empresa?

Extraído de: http://is.gd/slUpSf

FOXCONN SE DESCULPA POR TRATAR TRABALHADORES COMO ANIMAIS

A Foxconn, gigante da indústria de componentes eletrônicos, pediu desculpas pelas recentes declarações de seu presidente, Terry Gou, que comparou os trabalhadores da empresa a animais.

A declaração do presidente teria acontecido na última sexta-feira (20) durante um encontro entre os executivos da empresa, de acordo com o Want China Times, site de notícias de Taiwan.

“A Foxconn tem uma força de trabalho de mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo. Seres humanos também são animais, e gerenciar 1 milhão de animais me dá dores de cabeça”, afirmou Gou durante o evento.

Ainda de acordo com o portal de notícias, o presidente teria dito que queria aprender com o responsável pelo Zoológico de Taipei como “animais deveriam ser tratados”. As declarações de Gou geraram uma enxurrada de críticas por meio de redes sociais, principalmente.

A empresa emitiu um comunicado no qual pediu desculpas a “quem se sente ofendido”. No entanto, a Foxconn alegou que as declarações do presidente foram retiradas de contexto pela imprensa.

Terry Gou foi considerado uma das pessoas mais influentes do mundo pelos leitores da revista norte-americana Time. O executivo planeja deslocar parte de suas operações para o Brasil, mas não especificou uma data para a nova empreitada.

SUICÍDIO

As polêmicas que envolvem a Foxconn não se limitam apenas às declarações. No último dia 3 de novembro, cerca de 300 chineses que trabalham na empresa ameaçaram cometer suicídio coletivo caso não tivessem os salários elevados.

De acordo com o jornal britânico The Sun, a empresa teria sugerido que os profissionais insatisfeitos pedissem demissão para receber o salário do mês. O acordo, entretanto, não foi cumprido e revoltou os funcionários.

– Redes Sociais e Arbitragem: o Uso e Desfruto das Ferramentas Eletrônicas

Dias atrás, a FIFA determinou que seus árbitros encerrassem as contas em Redes Sociais Eletrônicas, como Twitter e Facebook (informações disso em: http://is.gd/0x921a). E isso é bom ou ruim?

Ninguém melhor que os árbitros para falarem sobre o assunto. No meu Facebook, tenho cerca de 230 árbitros e ex-árbitros. Sabe como a notícia repercutiu entre os árbitros atuantes? Péssima, de mau gosto, e com muita chiadeira. Já os árbitros aposentados, nenhuma objeção.

Os motivos de quem critica a medida são de que o árbitro é um ser comum e elemento do futebol que deve ser visto sem diferenciação na sociedade. Conversei com muitos sobre o assunto, e a maior parte deles alega o seguinte: nas redes sociais, os árbitros não comentam assuntos de jogo e nem temas polêmicos.

Já os ex-árbitros alegam que o árbitro é um ser diferenciado, mais visado e que todos os cuidados para se preservar a imagem são necessários. Os desabafos indesejados pelas entidades desportivas seriam evitados.

E o que eles escrevem atualmente nessas redes sociais? No Orkut, não tão usado pelos árbitros hoje (puxa, parece até que a rede caiu em desuso –e caiu mesmo), os árbitros atuantes ali escreviam nomes disfarçados e se escondiam para opinarem sobre lances de jogo e situações de desagrado da carreira; algumas comunidades foram criadas em defesa da categoria, mas poucas prosperavam. No Facebook, há a divulgação das escalas e torcida entre os árbitros entre si; como exemplo, o jogo Corinthians X Palmeiras, onde os clubes ficaram de lado e fotos de Seneme e louvores à sua arbitragem foram destacados. Por fim, no Twitter, há muito menos árbitros do que se possa imaginar, e ali não há muita polêmica no Brasil. Mas vale o lembrete: Carlos Eugênio Simon, na África do Sul, divulgou via microblog a escala do japonês que apitaria Brasil X Holanda antes da divulgação da FIFA; no Paraguai e na Colômbia outros problemas ocorreram. Seriam essas situações determinantes para a entidade decretar a proibição?

Há exemplos de árbitros que se utilizam da ferramenta para sua promoção fora do futebol, buscando destacar seus trabalhos. O paulista Guilherme Ceretta de Lima e o baiano Diego Pombo, bons árbitros, são modelos profissionais, e estão não só nas redes sociais mas também na TV e em outras mídias. A recomendação os proibiria de tais ações, mesmo que não misturassem as atividades? Se sim, oficializaríamos a questão de ofícios indesejados pela FIFA na conciliação com a arbitragem?

Muitos criticam o uso de tais ferramentas como escada para outros interesses: ou seja, do uso da atividade e da imagem do árbitro para promoção particular. Ué, é só profissionalizar os árbitros e promover plano de carreira, que as atividades paralelas minimizariam. Portanto, a proibição das Redes Sociais tem dois objetivos não claros, mas perceptíveis, aos olhos da FIFA: evitar polêmicas geradas pelos próprios árbitros na Web e a não promoção particular dos árbitros em outras atividades utilizando a imagem da FIFA.

O que penso? Que a proibição oficial é uma atitude antipática, além de grande bobagem. Claro, bobagem, afinal o árbitro sabe que se polemizar, não apitará. E aquele que não tiver inteligência para saber do seu limite nas redes, cá entre nós, deve estar fora da atividade.

E você, o que pensa sobre tudo isso? Deixe seu comentário:

– Sorrisos Amarelos no Ambiente de Trabalho

Até onde a simpatia não-sincera vale a pena? Uma pesquisa da Universidade de Michigan alega: falsidade com sorrisos forçados é prejudicial ao trabalho, em especial ao ambiente entre os colegas e às vendas.

Extraído da Revista Época Negócios, Caderno Inteligência, Ed Abril 2011, pg 63

QUANDO SORRIR FAZ MAL

Sabe aquele risinho amarelo, forçado, que serve apenas para tentar agradar à freguesia? Livre-se dele ou você poderá prejudicar a saúde e os negócios

Funcionários que lidam diretamente com o público e passam o dia sorrindo contribuem para um bom e produtivo ambiente de trabalho, certo? Depende do sorriso. Aquele amarelo, tão falso quanto uma nota de R$ 3, pode ser contraproducente e acabar minando os negócios. Pelo menos é este o resultado de um estudo feito por professores da Universidade de Michigan. Segundo os pesquisadores, a energia aparentemente positiva de um funcionário “farsante” não só piora o seu humor como dificulta o cumprimento das tarefas cotidianas. Por outro lado, quando o riso é genuíno e tem origem em pensamentos positivos ocorre uma efetiva melhora no ânimo.

Durante duas semanas, os pesquisadores acompanharam a rotina de motoristas de ônibus. Cabe lembrar que, nos Estados Unidos, os motoristas também atuam como cobradores, o que lhes obriga a interagir frequentemente com o público. Nas ocasiões em que estes profissionais declararam ter tentado disfarçar pensamentos negativos com sorrisos forçados, as respostas aos questionários revelaram uma nítida piora no humor. Não por acaso, os períodos de alteração no estado de espírito revelados pela pesquisa coincidiram com um aumento de ausência no trabalho. Por outro lado, quando os motoristas disseram que cultivaram pensamentos positivos – como lembranças das férias –, as faltas no trabalho caíram e o humor manifestado nas respostas da pesquisa melhorou.

“Empresários podem pensar que ter funcionários sorridentes é algo bom para a organização, mas não é bem assim”, disse Brent Scott, professor de administração responsável pelo estudo. “Sorrir por sorrir pode levar à exaustão emocional e fazer o funcionário se ausentar do trabalho.” O efeito foi ainda mais forte entre as mulheres, que apresentaram, além de uma queda mais acentuada no humor, maior propensão que os homens a faltar no trabalho após uma longa série de sorrisos amarelos. Da mesma forma, o pensamento positivo teve um efeito mais benéfico sobre elas, tanto no que diz respeito ao humor quanto à disposição para trabalhar.

O estudo, publicado em fevereiro no Academy of Management Journal, não investigou as causas do fenômeno nem a razão da diferença entre gêneros. No entanto, segundo Scott, pesquisas anteriores indicam que as mulheres demonstram mais suas emoções do que os homens. Quando forjam um sorriso enquanto sentem emoções negativas, elas entram em um intenso conflito interno, que pode afetar mais fortemente os sentimentos. De qualquer forma, ensina o professor, mulheres e homens devem utilizar a técnica da semeadura de bons pensamentos com moderação. Ela parece de fato melhorar o humor no curto prazo, mas pode causar sequelas depois de certo tempo. “Se você ficar tentando cultivar boas emoções a todo momento, corre o risco de começar a se sentir falso”, afirmou Scott.

– Usar o Celular ou o E-mail da empresa em casa, para fins de trabalho, pode dar hora extra!

Pouca gente se apercebeu, mas no final do ano, Dilma Roussef assinou uma série de medidas que foram pouco comentadas. Uma delas vem a tona: o uso do celular e do e-mail da empresa em casa pode gerar hora extra.

Aí vem a discussão: muitos funcionários são obrigados a terem o celular da empresa 24 horas ligado, além da verificação constante de e-mails mesmo nas folgas.

O que você acha disso? Tal necessidade da empresa configura hora-extra ou é exagero da lei?

Extraído de: http://is.gd/mockW7

CELULAR E E-MAIL FORA DO TRABALHO PODEM DAR HORA EXTRA

Em tempos de popularização dos smartphones, uma lei que acaba com a distinção entre trabalho dentro da empresa e à distância, sancionada pela presidente Dilma Rousseff no final de 2011, já gera polêmica entre empregados e empregadores.

A legislação, que alterou a Consolidação Geral do Trabalho (CLT), diz que o uso de celular ou e-mail para contato entre empresas e funcionários equivalem, para fins jurídicos, às ordens dadas diretamente aos empregados, informa reportagem de Maeli Prado e Priscilla Oliveira publicada na Folha desta quinta-feira.

A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

De acordo com advogados especializados, a mudança abre espaço para que funcionários que usam o celular para trabalhar após o horário de expediente, por exemplo, recebam horas extras por isso.

É uma interpretação oposta a de entidades empresariais, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que rebatem que o objetivo do projeto de lei do deputado Eduardo Valente, de 2004, que deu origem à mudança

E-MAIL E CELULAR ESTENDEM JORNADA ATÉ NAS FÉRIAS

A combinação entre crescimento mais intenso da economia e avanço nas tecnologias de comunicação tem resultado em aumento das horas trabalhadas no Brasil.

Sete em cada dez profissionais –que ocupam cargos como analista, gerente e supervisor– afirmam que passam mais tempo no escritório hoje do que há cinco anos, informa reportagem de Érica Fraga publicada na Folha desta segunda-feira.

A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Mais da metade diz que o teto da carga horária no escritório saltou de oito para dez horas diárias, e quase 80% são acionados nos momentos de lazer e descanso via mensagens no celular.

Nem as férias escapam: mais de 50% dos funcionários de empresas que atuam no país respondem a e-mails de trabalho nesse período, segundo pesquisa feita pela Asap, consultoria de recrutamento de executivos, a pedido da Folha.

– Destrinchando as Denúncias da Arbitragem

Ontem, o jornalista Fernando Sampaio, da Rádio Jovem Pan, conseguiu uma brilhante entrevista com o árbitro carioca Gutemberg de Paula Fonseca, retirado da relação de árbitros do quadro da FIFA para 2012. Dias atrás, o árbitro havia dito ao site ‘Voz do Apito’ que abandonaria a carreira, caso fosse excluído sem explicação da lista (matéria em: http://is.gd/MR98LP). E, o agora ex-árbitro não só falou, como fez importantes revelações na matéria veiculada na Rádio Jovem Pan.

Em aproximadamente 10 minutos de entrevista, Gutemberg abalou o meio esportivo com denúncias fortes, firmes, e segundo ele, embasadas. Mas e os quase 40 minutos gravados, o que teriam de mais surpreendente?

Quem ouviu o Jornal de Esportes, programa esportivo da emissora paulistana, ficou impressionado. Hoje, a Jovem Pan colocou a entrevista inteira em sua programação, onde Sampaio aborda outros temas pertinentes e Gutemberg responde a todos os questionamentos sem titubear.

Confesso que me impressionou a firmeza nas respostas, teor das queixas e a certeza garantida pelo árbitro das provas a serem apresentadas. Gostem ou não da arbitragem ou da pessoa de Gutemberg de Paula, inegavelmente sua atitude pode ser classificada como corajosa. Claro, pois assumiu a responsabilidade de tudo o que falou.

O link da reportagem pode ser acessado via Jovem Pan, em seu site, ou pelo caminho abaixo:

1 – clique em http://is.gd/gutembergdenunciaafsampaionajp

2- clique, abaixo da imagem do vídeo, em PodCast (o vídeo, que abre automaticamente, tem a apresentação de 3 minutos. Feche-o. O Podcast, na barra em cor verde, possui a íntegra, com 38 minutos e 02 segundos.

3- clique em, Play no Podcast.

Abaixo, 15 tópicos relevantes da longa e bombástica entrevista, divididos pelos minutos do aúdio do link:

1) CRITÉRIOS DA CBF (00:00 a 01:30)

Gutemberg questionou o por quê, com notas altas e acima da média proposta pela CBF, foi excluído. Qual o critério que levaria um árbitro a ser FIFA ou não?

(Transparência em critérios é algo difícil em algumas relações. Se levarmos em conta exclusivamente as notas, um mesmo avaliador pode fazer a nota de um árbitro ir de 0 a 10 com muita facilidade. Entretanto, certamente não são só as notas que levam um árbitro a ser FIFA. André Castro-GO teve atuações muito melhores do que Chicão de Alagoas, mas o segundo entrou para a FIFA em 2012…)

2) ACUSAÇÕES (01:30 a 01:40)

Mentiroso, mariquinha e corrupto”.

Esses foram alguns adjetivos dirigidos ao presidente da Comissão de Árbitros, Sérgio Correa da Silva. Ao longo dos tópicos, entenderemos as queixas.

3) INTERESSES PESSOAIS (01:40 a 02:00)

Quando faz algo pelos anseios pessoais, não precisa dar dinheiro. Corrupção pode ser por presente também”.

Fala em referência a supostas vaidades, interesses pessoais e questionamentos da ética do presidente da Comissão.

4) RELAÇÕES POLÍTICAS E DESRESPEITO AOS ÁRBITROS (02:00 a 05:20)

Os árbitros atuais sabem da sacanagem da comissão atual”.

Gutemberg defendeu o ato de Sálvio Spínola encerrar a carreira, por não concordar com a retirada do nome dele do quadro internacional. Falou sobre o desrespeito à figura do árbitro de futebol, onde os mesmos são usados e descartados pelas comissões. Aqui, não tenho como não me solidarizar com Gutemberg. Corretíssimo.

5) LIGAÇÕES PÓS-ESCALA E RECOMENDAÇÕES (05:20 a 08:20)

Sérgio inventou a situação de quando receber a escala, ligar para ele para receber recomendações”.

Falou sobre a constrangedora necessidade de, após a escala, ouvir conselhos. Citou ainda que logo após ter sido escalado para Corinthians X Goiás (5X1), Sérgio disse: “Vai lá, boa sorte. Vai apitar o jogo do Timão, hein?

Se fosse Corinthians X Grêmio, FlaXFlu, ou outro grande clássico, entendo normal o fato da Comissão de Árbitros ligar e dizer: “Atenção, boa sorte, você está em um jogo importante”. Mas o árbitro ter que ligar? E se fosse São Paulo X Paulista de Jundiaí? Ligaria?

Tal frase, pela experiência de árbitro, não soa bem. Parece intimidação, assédio moral ou qualquer outra coisa indevida. O Goiás lutava na época contra o rebaixamento. Não deveria dizer para ter atenção com o time goiano também?

Agora, não podemos dizer que o campeonato foi encomendado. Teria que combinar com todos os árbitros do quadro que apitaram o Corinthians e os times que brigavam diretamente pelo título. O problema é: sugestionar uma atenção, um privilégio ou um carinho maior com o time grande ou afinado politicamente. Se isso ocorreu, é antiético.

6) PAULO JORGE ALVES E A LAN HOUSE (08:20 a 13:32)

Gutemberg contou um assustador episódio onde Paulo Jorge Alves, ex-bandeira e atual membro da CA-CBF, forjou de maneira cinematográfica certidões negativas contra ele, descobertas em investigação policial! Tudo virou ação criminal e com o depoimento na Polícia por parte do Sérgio Correa de que Paulo seria afastado, o que não houve. Segundo Gutemberg, Paulo continua firme em seu cargo até hoje. As acusações atingiram inclusive Pablo dos Santos Alves, filho de Paulo, que é aspirante à FIFA e que tivera feito as consultas sobre certidões criminais.

Medonho o caso, não?

7) SANTA CRUZ DENUNCIANTE (13:32 a 14:20)

Lembrou-se de uma denuncia do Santa Cruz/PE contra uma suposta atitude de corrupção de Paulo Jorge Alves, onde curiosamente o caso foi encerrado quando o presidente da equipe pernambucana assumiu um cargo diretivo.

Seria o famoso cala-boca?

8) MOTIVAÇÕES (14:20 A 15:24)

Contribuir para que toda a sujeira seja lavada”. Esse foi o mote de Gutemberg, segundo ele próprio.

9) CRIAÇÃO DE SITE CHAPA BRANCA (15:24 A 19:30)

Algo delicado foi a denúncia de que um site chapa branca levantou suspeitas sobre uma negociação do escudo FIFA. Tal site, segundo Gutemberg, dizia que o escudo FIFA foi oferecido a ele em troca de um CT de excelência à arbitragem. E que o mesmo fez inúmeras denúncias falsas e caluniosas.

O árbitro lembrou que é assessor de vereador no Rio de Janeiro, e que solicitado pelo Sindicato dos Árbitros, negociou dentro dos trâmites legais a doação de um terreno para os árbitros, com aproveitamento para toda a categoria, respeitando todos os processos burocráticos. O site teria levantado suspeitas e, segundo Gutemberg, ameaçado sobre questões “hierárquicas”.

Se verdade a negociação, Sérgio Correa seria o negociante? Claro, se há corruptor, há corrupto também.

10) FORTALEZA X CRB (19:30 a 24:48)

Num jogo denunciado pela grande imprensa, onde supostamente as equipes teriam combinado o resultado, e numa contenção de despesas num momento impróprio, bandeiras locais foram escalados no jogo decisisvo para o não-rebaixamento do time do Fortaleza. Foi a partida onde Carlinhos Bala pediu para o zagueiro ajudar (e parece que ajudou…). E se a partida tivesse erro a favor da equipe cearense? Gutemberg era o árbitro escalado nesse jogo.

No mais, a partida foi ao TJD e o árbitro também. As equipes foram absolvidas, junto com o próprio árbitro, Mas a CA manteve-o na geladeira.

11) SAÍDA ANUNCIADA ANTECIPADAMENTE (24:48 a 27:17)

Sua saída foi avisada primeiramente por Ubiraci Damásio, que alertou que ele sairia de qualquer forma. Gutemberg falou de vários colegas de arbitragem que tiveram a carreira encerrada prematuramente.

12) PESSOAS DA CBF (27:17 a 28:20)

Uma lista de pessoas consideradas de bem e corretas foi citada: Manoel Serapião, instrutores e o Dr Edson Rezende.

13) VAGAS FIFA (28:20 a 32:00)

A briga de escudos e atendimento de pedidos políticos foi debatida, com a disputa da vaga de Carlos Simon, número de vagas para o Rio de Janeiro e a ascensão de Péricles, Sandro Ricci e ele próprio à categoria.

14) COMANDANTE CONTROLADOR (32:00 a 34:02)

Gutemberg ironizou a autoridade de Sérgio Correa, lembrando que

se pudesse controlaria o árbitro por controle remoto, sentado em uma poltrona”.

Disse também – e aí concordo plenamente – que Ricardo Teixeira tem coisas muito mais sérias envolvendo Copa do Mundo do quese preocupar com a arbitragem. Ou seja, o mandatário-mor não está nem aí, desde que não se leve o problema a ele.

15) CORRUPÇÃO NO FUTEBOL (34:02 a 38:02)

A entrevista é finalizada com frases de efeito:

Não se seduz por dinheiro apenas, mas por presentes.”

Ou:

Árbitro não pode errar quando o interesse do dirigente é outro”. Ou ainda: “Árbitros são desmotivados pelos sistema atual”.

Mas a principal foi: “

Nas reuniões, não pode gravar, filmar e fotografar nada (…), estamos respirando com canudinho numa lagoa cheia de lama”.

Aí é complicado: tenho todas as ressalvas àqueles que proíbem registros. Por quê proibir? Há algo a esconder?

Recordo-me que um dia, Francisco Dacildo Mourão, então árbitro CBF pelo Ceará, gravou numa vexatória palestra Armando Marques, presidente da CA-CBF na ocasião, onde dava orientações absurdas e pedidos de vistas grossas a certos detalhes da regra e demais situações.

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ACRÉSCIMO: Rubens Pozzi, da ESPN, conseguiu posteriormente falar com Gutemberg, ontem a noite. E, acrescentou algo a mais: Segundo Gutemberg, as escalas para os jogos mais importantes SÃO TODAS VICIADAS. O vídeo está disponível em: http://ht.ly/8ljxr

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Tudo o que foi relatado acima está registrado na entrevista nos links citados. Não tem nenhuma informação particular minha (até porque não sou jornalista, mas ex-árbitro). Em meio aos respeitosos pitacos, quero acrescentar uma opinião bem clara: Gutemberg está sendo criticado por denunciar somente agora, o quê, para muitos, levantaria-se suspeitas dos propósitos. A perda do escudo traria um misto de mágoa e vingança? Para muitos, sim. Ora, fui árbitro e digo: qualquer um que critique atuando, é engolido pelo sistema. Se faz necessário abdicar da carreira para fazê-las. Poucos se arriscaram a isso: os valorosos Cláudio Vinícius Cerdeira e Evandro Rogério Roman, em seus estados, conseguiram herculeamente denunciar e sobreviver.

Independente do momento, todas essas denúncias graves e críticas que são reveladas ao público são feitas com o lembrete de Gutemberg que há provas! Me parece bem fundamentado e embasado para corajosamente vir ao público e fazê-las. Ademais, aquilo que é denunciado é mais grave do que a discussão sobre o valor do momento de quem a faz.

Conheço inúmeros ex-árbitros que nunca reclamaram pois sabem que há a necessidade de comprovação das queixas, que muitas vezes são difíceis de serem obtidas. O assédio moral não deixa rastros e é subjetivo. Não posso citar nenhum nome, claro, pois não tenho autorização. Mas falo por mim: a arbitragem e os dirigentes têm o seu encanto. Sobre o caso, Arnaldo César Coelho disse que “o árbitro acha que dirigente de arbitragem é bonito quando tem escala, quando sai fica feio”. Não é bem assim. Você pode ser confundido com a beleza exterior da categoria, e descobrir a feiúra interior com a convivência, suportando-a por um tempo limitado.

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Por fim, encerro com a reflexão: apurando-se tudo (por caminhos e entidades sérias, julgando e punindo os responsáveis), não está na hora de um choque de gestão? Urgente? Que tal?

Vamos repassar a arbitragem em todas as searas: Comissões, Sindicatos e Cooperativas viciadas, e em todas as esferas: nacional e estadual.

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E aí, depois de tudo isso, o que você tem a comentar? Deixe sua mensagem.

REITERO: AS INFORMAÇÕES E DECLARAÇÕES DESSA MATÉRIA NÃO SÃO DE MINHA AUTORIA, MAS REPRODUZIDAS / TRANSCRITAS DO ORIGINAL CITADO NOS LINKS ACIMA. NESSE ESPAÇO, HÁ APENAS O DEBATE, POIS O BLOG NÃO É DE CARÁTER JORNALÍSTICO, MAS SIM OPINATIVO, DENTRO DE TODO O ESPÍRITO DEMOCRÁTICO E RESPEITOSO.

– O Jantar de Rooney que custou R$ 655.000,00! Motivo? Desempenho no treino!

E o jogador Wayne Rooney, do Manchester United, se deu mal. Por falta de profissionalismo em treino, foi multado com o equivalente a uma semana de salário (225 mil libras ou 655 mil reais).

Mas o que realmente aconteceu?

Dia 26, após a vitória do seu time por 5 X 0 contra o Wigan, o jogador saiu para jantar com sua mulher e amigos (fato noticiado pela imprensa). Porém, no dia seguinte, o atleta tinha treino marcado, e segundo o treinador Alex Fergunson, Rooney não teve o desempenho esperado. Assim, levou a multa e foi sacado no jogo do último sábado.

E aí fica a questão: já imaginaram se tal medida fosse no Brasil? Treinou mal, desconta no salário?

Infelizmente, nossa noção de profissionalismo é outra…

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

 

– Relação Chefe X Chefiado: como se comportar bem?

O Diário de São Paulo trouxe em seu Caderno de Empregos uma matéria interessante: como se dar bem com os chefes, sem parecer bajulador (ou puxa-saco, como queiram).

Compartilho, extraído de: http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2011/09/139304-para+se+dar+bem+com+o+chefe.html

PARA SE DAR BEM COM O CHEFE

De carona com o filme “Quero Matar Meu Chefe”, o DIÁRIO lista os dez piores tipos de líder e dá dicas de como domar as feras

No mundo corporativo há todo tipo de chefe, como tirano, acomodado, workaholic (viciado em trabalho), baladeiro, o que só promove os amigos etc. No filme “Quero Matar Meu Chefe” (Horrible Bosses), ainda em cartaz, é possível ver como líderes que não trabalham em equipe e não têm bom relacionamento interpessoal podem criar situações ruins no ambiente de trabalho. Nessa comédia, três empregados insatisfeitos com a chefia decidem recorrer a um ex-presidiário para matar seus gestores e acabar com seus problemas.

No livro “Como Gerenciar seu Chefe”, os autores Armênio Rego, Miguel Pina e Cunha e Thomaz Wood Jr. identificam dez tipos de chefe que podem ser encontrados no mundo corporativo e dão dicas de como domar essas feras. Entre eles há o chefe barata burocrática, que é fixado em normas, regras e procedimentos e baseia todas suas ideias e estratégias nessas premissas. Já o gestor preguiça procrastinador vive cansado e demora a realizar suas tarefas e obrigações.

Exageros à parte, esses líderes comprometem o desempenho e os resultados da equipe e, normalmente, são responsáveis pela alta rotatividade dos colaboradores, que não aguentam a pressão, o assédio moral ou outros problemas. De acordo com pesquisa da Robert Ralf, empresa especializada em seleção e recrutamento, as principais razões para aumentar o estresse no universo corporativo são: pressão desnecessária e insatisfação com a capacidade de gestão.

“A maioria dos profissionais que troca de emprego sai para não ter de trabalhar com aquele gestor. O conceito de chefes que abusam do poder está ultrapassado”, afirma Fabiano Kawano, da Robert Half. Não conhecer o funcionário, não saber dar feedbacks (retornos) negativos, não conversar com o subordinado e subestimar a capacidade do colaborador são os erros mais comuns cometidos pela liderança.

“Os gestores precisam saber onde o profissional quer atuar, devem conhecer seu perfil para conseguir entender como ele quer estruturar a carreira”, ressalta Ricardo Rocha, gerente da Michael Page, especializada em recrutamento. “O que as empresas buscam hoje são bons líderes, um conceito muito mais complexo do que o de chefes. A liderança, por exemplo, de chefes que inspiram seus funcionários”, diz Kawano.

Responsabilidades da chefia:

-Incentivar e motivar a equipe
-Dar exemplo aos funcionários
-Promover a integração do grupo
-Conhecer o perfil dos profissionais
-Apresentar desafios e novos projetos
-Ter bom relacionamento interpessoal
-Dar feedbacks (retornos) sobre tarefas realizadas
Qualificação é essencial para um líder:
Com 22 anos de trabalho na rede de fast food Mc Donald’s, João Célio Oliveira, de 42, passou por vários cargos antes de se tornar diretor de treinamento. “Comecei como gerente de trainee em um restaurante, passei por todos os postos dentro da loja e fui para o escritório, com o objetivo de fazer carreira”, recorda o gestor.

Com a ajuda da empresa, Oliveira fez faculdade de marketing, pós-graduação em gestão de negócios e, agora, se prepara para investir em um master of business administration (MBA). “Formação e conhecimento são fundamentais para que você se mantenha firme e atualizado”, acredita o profissional.

De acordo com ele, os principais aprendizados que adquiriu para se tornar um líder foram saber ouvir e dar feedbacks (retornos) para seus funcionários. Para Oliveira, é preciso ouvir todas as opiniões, inclusive as negativas, para aprimorar os negócios e resolver situações. “O líder tem de estar atento e saber ouvir as verdades. Além de dar feedbacks, o chefe também precisa recebê-los. Pensar coletivamente e se comunicar é importante.”

Despreparo leva ao assédio moral:

Abusar do poder e humilhar os funcionários são atitudes que podem ser consideradas assédio moral. “No geral, a empresa tem chefes despreparados que fazem isso com seus funcionários e a diretoria não sabe. Assim, não há como evitar”, fala Wolnei Tadeu, diretor jurídico da Associação Brasileira de Recursos Humanos Nacional (ABRH Nacional).

Como proceder ao ser humilhado:

Segundo Tadeu, quem sofre assédio deve procurar o RH ou a diretoria da empresa e contar sua experiência. Casos que não são resolvidos podem chegar à Justiça do Trabalho.

Gestores que estão em alta:

Pró-atividade, liderança e bom relacionamento interpessoal são as principais características buscadas em gestores pelo mercado, de acordo com Ricardo Rocha, gerente da Michael Page.

– Os Novos Árbitros FIFA brasileiros para 2012

Em tempos de Pré-Temporada nos clubes, um assunto do futebol pouco debatido: a importante troca de nomes no quadro de árbitros brasileiros na FIFA! Vamos analisá-la?

A FIFA anunciou os novos árbitros para 2012. Nenhuma surpresa na lista.

Durante todo o Campeonato Brasileiro, especulou-se a entrada de Francisco Carlos Nascimento, árbitro da Federação Alagoana de Futebol, no quadro internacional de árbitros. A questão era: no lugar de quem?

Muitos sites especializados lembraram uma suposta saída do árbitro Gutemberg de Paula, da Federação do Estado do Rio de Janeiro. Sua saída abriria uma vaga para o árbitro que ficou conhecido como “Chicão de Alagoas”. Entretanto, era impensável politicamente admitir que São Paulo permanecesse com 3 vagas FIFA e o Rio de Janeiro apenas 1 vaga. Assim, as especulações, fofocas e boataria correram soltas durante o final do Campeonato Brasileiro, já que se precisaria equacionar a lista regionalmente.

Péricles Bassols, árbitro carioca que era FIFA no ano passado e foi trocado em 2011 por Gutemberg de Paula, também era cantado nas apostas como um nome que retornaria no lugar do próprio Gutemberg (uma troca RJ por RJ). Mas como Chicão entraria na vaga de algum outro árbitro, ficou a dúvida: de quem?

O gaúcho Vuaden quase perdera o escudo, devido as dificuldades na aprovação do teste físico. Mas alguém em sã consciência acharia que o RS ficaria sem uma vaga na FIFA, com todo o bom trabalho da escola gaúcha de arbitragem? Ricardo Marques Ribeiro, de MG, teve atuação apagada. Mas seria interessante politicamente tirá-lo do quadro? O DF está bem representado por Sandro Meira Ricci; O PR tem Heber Roberto Lopes e Evandro Rogério Roman (este, em ótima fase na etapa final do torneio). Nenhum desses poderia ser substituído, se esquecermos a competência e pensarmos na estratégia política.

Sobrou analisar São Paulo, o estado com maior número de vagas, com Seneme, Paulo César e Sálvio. Francisco Carlos Nascimento seria melhor do que algum desses nomes?

Se compararmos ‘carreira’, não.

Se compararmos ‘as atuações de 2011’, também não.

Mas com a saída antecipada de Sálvio Spínola aos 43 anos (que o levou ao encerramento da carreira), uma vaga ficou ‘pingando’. A bola estava ali, para ser chutada… Assim, Francisco Carlos Nascimento entra no quadro da FIFA e a região Nordeste ganha sua vagaSão Paulo se parelha ao Rio de Janeiro com 2 árbitrosPéricles entra no lugar de Gutemberg.

Teremos, portanto, para 2012:

Paulo César de Oliveira – SP

Wilson Luís Seneme – SP

Marcelo de Lima Henrique – RJ

Péricles Bassols Cortes – RJ

Evandro Roman – PR

Heber Roberto Lopes – PR

Leandro Pedro Vuaden – RS

Sandro Meira Ricci – DF

Ricardo Marques Ribeiro – MG

Francisco Carlos do Nascimento – AL

Provavelmente, a Federação Paulista de Futebol não lamentará a perda da sua 3ª vaga, já que tivemos a compensação da (ótima) árbitra Regildênia de Holanda entrando no quadro internacional feminino.

E você, o que achou da troca de Sálvio Spínola por Francisco Carlos Nascimento e de Gutemberg de Paula por Péricles Bassols? Os árbitros foram merecedores da promoção ou não? Deixe seu comentário:

– A Estabilidade (ou falta de) dos Treinadores mudou no Brasil?

Jorginho, treinador da Portuguesa, deu uma sincera declaração ao Marcos Sérgio Silva, na revista Placar, Dez/2011, pg 67.

Eu falo para o jogador: ‘Não me sacaneie’. Não posso deixar gente de mau caráter continuar trabalhando no futebol, porque ele vai te derrubar”.

Ele era atleta também. O bom e sofrido Jorginho sabe que se jogador forçar a barra, derruba treinador mesmo. E há quem diga que jogador não faz isso…

O treineiro continua prestigiado; mas, no Brasil, a qualquer sintoma de crise, sobra para o treinador. Ou será que com os casos de Tite e Luxemburgo, que balançaram em 2011 mas permaneceram nos seus cargos, a coisa mudou? Ou só não foram demitidos por não termos nomes disponíveis na praça?

Qual a sua opinião? Deixe seu comentário:

– Os Salários dos Jogadores de Futebol Mais Bem Pagos

O jornal Lance divulgou em sua edição de 29/12/11, pg 29, o salário dos mais bem pagos jogadores de futebol.

É de assustar!

Tudo bem que salário é algo muito particular, mas as cifras astronômicas trazem a reflexão se os valores não estão supervalorizados. Além, claro, da desconfiança da origem dos patrões que tanto têm a pagar.

Árabes lavando dinheiro, russos envolvidos com máfia e chineses afortunados num país rodeado de crimes de apostas esportivas… será esse o futuro (ou realidade) do futebol?

Veja o valor em reais por mês:

Eto’o (camaronês que atua no Anzhi da Rússia): 4,05 mi

Cristiano Ronaldo (português que atua no Real Madrid da Espanha): 2,43 mi

Lionel Messi (argentino que atua no Barcelona da Espanha): 2,12 mi

Dario Conca (argentino que atua no Guangzhou da China): 2,10 mi

Fernando Torres (espanhol que joga no Chelsea da Inglaterra): 2,02 mi

Yayá Touré (costamarfinense que joga no Manchester City da Inglaterra): 2,01 mi

Rooney (inglês que joga no Manchester United da Inglaterra): 1,92 mi

Muita grana ou não? E você, o que acha disso: o soldo é merecido a esses artistas? Deixe seu comentário:

– E o Mundo do Futebol se Prepara para 2012?

Clubes, Jogadores, Árbitros e Dirigentes: o que estão fazendo para o ano novo?

Será que o mundo do futebol está pronto para 2012, ou tudo começará como acabou?

Vejam só: no período de férias das atividades profissionais, os jogadores estão liberados para o descanso. Mas não é irônico ver um boleiro jogar amistoso em Natal/RN e no dia seguinte estar de novo em campo em Porto Alegre/RS? Depois vai alegar cansaço, ritmo forte na temporada… Tudo bem que é jogo beneficente, mas ao mesmo tempo se vê que descanso não há nada.

Até mesmo no mundo das fofocas da bola não se cansa: Adriano é incansável, típico pararraios. Quando não procura problemas, os problemas o procuram! A moça em que se envolveu em confusão mudou o discurso e diz que “ela própria atirou em si mesma”. Doidinha a danada, não? E pelas atividades da moça, vê-se que o Imperador escolhe a dedo suas amigas de noitada.

Mas não são só os atletas: as torcidas organizadas também não conseguem ficar de férias! Ou vamos nos esquecer que esses profissionais torcedores foram pressionar os dirigentes do Palmeiras para não contratarem Richarlysson? Mesmo sem atividade, as organizadas continuam agindo e mantendo o futebol rancoroso, odioso e homofóbico.

Já que falamos de dirigentes, a volúpia em trabalhar deles é incrível. Tirone disse que não tira férias, e só viaja no final de ano se for a serviço do Palmeiras. Andrés Sanches, novo diretor da CBF, se licenciou do Corinthians só por 1 mês (ele não iria abandonar o cargo diretivo pra sempre?). E como esses caras vivem, se não dá para trabalhar no clube e em suas atividades profissionais ao mesmo tempo? Não devem ter 13º salário, né?

Até a imprensa está na ativa! Por tudo isso, o jornalismo esportivo não pode parar. Sempre haverá alguém para registrar mazelas, noticiar os fatos ou estar atento ao que muitos terão passado desapercebidos. Embora, cá entre nós: para eles, assim como eu, não ter futebol aos domingos é muito desalentador…

Por fim, estão lá os árbitros treinando em muitos estados. Eles também não param. Em muitos lugares, as pré-temporadas ocorrerão no começo do ano. Todo mundo segurando a gula para não começar o ano gordinho. Em SP, a pré-temporada com os árbitros OURO 2012 (mesmo sem ranking divulgado e antes das provas – fantástico, não?) ocorre desde outubro. Respeito e discordo da metodologia. Treina, treina, treina, e na hora do intensivão de 10 dias… Nada! Gosto do modelo de internato: fica concentrado treinando fisicamente cedo, praticando posicionamento a tarde e estudando regra a noite. E depois de uma semana nesse ritmo, sai direto do hotel para o jogo! Respeito mas não aprecio a metodologia atual: treina em 4 meses uma vez por semana sem ser profissional nem receber por isso. Imagina o coitado que mora em Presidente Prudente, e que tem que fazer uma quantidade de viagens caríssimas nesse período e pedir licença ao patrão. Se não tiver grana, não consegue se bancar para apitar!

E você, o que acha dos envolvidos no mundo do futebol? Estão se preparando bem para 2012? Deixe seu comentário:

– Os Ataques Argentinos Contra a Imprensa

Nosso vizinho país Hermano parece ter declarado guerra aos meios de comunicação. Criticou, censura!

Depois da presidente Cristina Kirchner ter manifestado descontentamento com as críticas, o canal de TV a cabo do grupo Clarín foi fechado por irregularidades não-bem explicadas.

Agora, o Governo Argentino anuncia que controlará o papel-jornal produzido no país, considerando-o recurso estratégico para a nação.

Será que faltará papel-jornal para quem tecer críticas? Não duvido… falou bem, papel-jornal garantido!

– O caso Beltrami: uma Singela Opinião

O ex-árbitro Djalma Beltrami foi preso no RJ ontem. Por falta de tempo, não foi possível comentar aqui no Blog.

Conheci ele superficialmente na carreira de árbitro, em eventuais encontros e desencontros quando estava em SP apitando. Confesso que conversei com ele mais vezes por email do que pessoalmente.

Tomo sempre muito cuidado quando alguém é acusado. Levo em conta o histórico (teria condições de fazer algo como fez ou não?); a família (que na maior parte dos casos não tem nada a ver com o suposto crime e sofre junto); a repercussão (alguém tira vantagem do fato?) e, principalmente, a seriedade das provas.

Não tenho condições (e nem me deve tal ato) de acusá-lo ou de absolvê-lo. Penso que as provas dos crimes devem ser claras e evidentes. Todo cuidado é pouco para que injustiças não sejam cometidas.

Leio que ele foi preso por supostamente facilitar o tráfico de drogas em alguns lugares. Mas leio também que já está solto. Aí, ficam claros dois itens:

Dificilmente alguém seria preso com tal pompa ‘de graça’; as provas deveriam ser incontestáveis, pois tal prisão foi bastante divulgada.

Ao mesmo tempo, já foi solto hoje, e sendo assim, quer dizer que as provas podem ser contestadas.

Difícil fazer qualquer juízo. Mas quero dizer algo: se provada a culpa, puna-se com o máximo rigor da lei. E se não tiver culpa, que apareçam e sejam punidos os responsáveis.

O curioso: ele havia substituído o antigo comandante afastado por suspeitas do crime envolvendo a morte da juíza de direito Patrícia Acioli.

Li em diversos fóruns de discussão alguns torcedores já levantando suspeitas de manipulação de resultados. Natural que isso aconteça. Mesmo demonstrando honestidade, qualquer árbitro é acusado. Imagine ele nesse momento, como estará sendo acusado de todas as derrotas dos diversos times que apitou.

Fica a pulga atrás da orelha: se aceitou corrupção do tráfico, que dirá dos clubes ou apostadores?

E novamente a ponderação: e se inocente, como fica a vida do sujeito?

Não queria estar na pele dele.

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– O Maomé do Apito e os Clubes da Montanha

Aquele dito árabe antigo sobre ‘Maomé e a Montanha’ é perfeito para uma discussão interessante sobre a conduta dos clubes e das comissões de arbitragem.

Muitas vezes, os clubes reclamam de critérios de arbitragem. Mas quantas agremiações têm em seus quadros Instrutores de Arbitragem ou Professores de Regra de Futebol na sua Comissão Técnica? Alguns, diz o folclore, têm até Pai-de-Santo oficial, mas acham caro ter algum profissional que ensine o jogador a evitar uma expulsão ou suspensão por cartões.

Ouço o seguinte: no Mundial de Clubes da FIFA, a Comissão de Arbitragem da FIFA chamou as equipes para ‘aula de regras’, mostrando lances a serem evitados e revelando critérios do torneio.

Por que aqui não se deixa a vaidade de lado, e faz-se o mesmo nos campeonatos regionais? Espera-se o clube pedir uma palestra para a Comissão de Arbitragem ir visitá-lo, ao invés das próprias Comissões obrigatoriamente visitarem os clubes. E olha que o torneio FIFA é muito mais importante para os clubes (logo, acredita-se que os times estariam mais atentos com critérios de arbitragem, e a Comissão de Árbitros FIFA não deveria se dar ao trabalho de ir ao encontro deles) do que com os estaduais.

Custa muito os instrutores de árbitros irem até as agremiações, orientando-as, durante as pré-temporadas? Dúvidas seriam esclarecidas, o árbitro seria poupado de “jogadores desavisados” e o número de cartões e jogadas de unfair play diminuiriam.

E você, o que acha disso? As Federações Estaduais deveriam dar palestras aos seus clubes filiados sobre critérios da arbitragem antes dos jogos? Deixe seu comentário: