– Como Medir a Contribuição do Conhecimento das Pessoas dentro das Organizações

Compartilho um belo texto sobre o grande desafio de se medir a contribuição do conhecimento das pessoas dentro das organizações. Aproveite e reflita: como medir a sua contribuição dentro da empresa?

Extraído do blog do jornalista especializado em Mundo Corporativo, José Renato Santiago Jr (http://www.jrsantiago.com.br/edit.html)

O GRANDE DESAFIO DA GESTÃO DO CONHECIMENTO: MEDIR A SUA CONTRIBUIÇÃO

Um dos grandes desafios das práticas relacionadas com a gestão do conhecimento diz respeito a medição de sua efetiva contribuição junto aos resultados de uma empresa.

Assim como os vários modelos de gestão que, digamos, “caem no gosto” dos profissionais de uma organização, a gestão do conhecimento muitas vezes é contestada por não conseguir apresentar resultados práticos, que possam ser medidos e claramente notados.

Ao pesquisarmos junto aos profissionais de diferentes níveis hierárquicos e que fazem parte de organizações atuantes em distintos segmentos do mercado, é quase que unânime a aprovação quanto a importância das práticas que norteiam a gestão do conhecimento (GC).

Da mesma forma, a efetiva mensuração da contribuição desta, é “o que pega”.

Ora bolas, assim como as práticas de GC estão fortemente fundamentadas aos valores intangíveis e tácitos, não é demais da conta “cobrar” que seus benefícios devam ser facilmente mensuráveis?

Pois bem, não, a GC deve realmente envolver práticas que permitam visualizar o bem que pode proporcionar a uma organização…

…e mais que isso… deve ser possível que seja feita uma adequada análise sob diferentes dimensões… quer sejam  econômicos financeiras, estratégicas, operacionais, de recursos humanos… apenas para citar algumas delas… 

É possível, e para plagiar alguém: Yes, We can…

Através de metodologias adequadas, da definição de premissas estratégicas, de um cuidado redobrado com questões pertinentes ao uso de tecnologias adequadas e da correta gestão dos colaboradores, é claramente factível medir o sucesso das iniciativas de gestão do conhecimento em qualquer organização.

Certamente, há cuidados a serem tomados…

Um dos primeiros está, certamente, relacionado com a definição dos objetivos que estas práticas deverão atender… “… é o começar pelo começo…”

A definição de indicadores também possui grande importância, e para isto é importante considerar 2 diferentes tipos, o primeiro quanto a própria eficiência das iniciativas de GC e o segundo relacionado a efetiva contribuição destas junto aos resultados organizacionais.

Por fim, há a relevância da definição das diferentes dimensões a serem consideradas… pois bem, falaremos mais sobre isso nas próximas semanas…

– Muricy Ramalho quer Demissão de Jornalistas?

Foi cômico. Ontem, Muricy Ramalho resmungou sobre os jogadores “que a imprensa contrata” para o Santos. E tirou uma casquinha, dizendo que os repórteres estão chutando tantos nomes errados, que os seus chefes deveriam ficar atentos.

A brincadeira dele foi: se o técnico cai por mau resultado, jornalista deveria ser mandado embora também por tanta bola fora!

E-la-iá… Sempre que dá, Muricy cutuca alguém.

– Ganso, Lucas e Thiago Silva

Cada vez mais os contratos no futebol deixam os jogadores desprovidos de espírito coletivo e de lealdade aos seus formadores. Paixão clubística inexiste no mundo profissional.

Vejam Ganso: a cada jogo decisivo que participou pelo Santos, sempre teve problema contratual e queixas às vésperas das partidas. O problema é que ele tem contrato, e por mais que não queira jogar no Santos, tem que cumprir o que assinou. E o cumprimento do contrato se dá por duas formas:

1) Jogando;

2) Pagando a Multa Contratual.

Pagar a multa também é cumprir contrato. Ué? Está descontente? Que banque sua parte.

Caso Lucas: Wagner Ribeiro cansou de dizer que possuía uma proposta de 30 milhões de euro para Lulinha, então no Corinthians. A cada renovação contratual, sempre surgia a proposta. Agora, Wagner Ribeiro age identicamente com Lucas. Existe uma proposta de 30 milhões a ele também? Mostre-a ou admita um blefe. Ops: por esse valor, eu o vendia e embrulhava para presente.

Venda de Thiago Silva: reparo que os sites divulgam que dentro da concentração da Seleção Brasileira, representantes do Paris Saint German assinaram o contrato com o jogador. Como é “concentrada” a tal da concentração, não? Não poderia ser em outro lugar? Ou em outro momento?

– Gafes nos Currículos e Situações a Evitar

Vejam só: a Revista Exame trouxe uma matéria bacana sobre bobagens colocadas nos currucula vitae em busca de emprego. São exemplos a se evitar e dicas para uma boa elaboração. Vale a pena dar uma olhada!

Extraído de: http://exame.abril.com.br/carreira/guia-do-curriculo/noticias/as-gafes-mais-absurdas-ja-cometidas-no-curriculo?page=1

AS GAFES MAIS COMETIDAS EM CURRICULUM

Estudante envia foto de Nicolas Cage em vez de currículo para recrutador e vira celebridade na web; veja outros vexames memoráveis no currículo, segundo o Career Builder

por Talita Abrantes

Lembra da Luiza que estava no Canadá? Pois exatamente no Canadá, uma estudante ganhou o status de celebridade instantânea das redes sociais – exatamente como a brasileira há alguns meses atrás. Mas por um motivo que faria qualquer um corar de vergonha em frente ao headhunter.

Em vez de encaminhar seu currículo por e-mail para o recrutador, Vanessa Hodja anexou uma foto (para lá de bizarra) do ator Nicholas Cage. O recrutador a avisou.

Ela publicou a seguinte mensagem (em letras maiúsculas e com um print do e-mail) em  seu perfil noTumblr: “Jesus Cristo, acidentalmente, eu enviei para meu potencial futuro chefe uma foto do Nic Cage…”.

Não deu outra. Em instantes, a imagem circulou pela internet e Vanessa virou exemplo para uma porção de candidatos desatentos nos Estados Unidos.

Mas ela não é a única. Pesquisa da Career Builder, divulgada hoje, mostra que Vanessa não está sozinha quando o assunto é “mico” na hora de enviar ou escrever um currículo.

O site americano especializado em carreira pediu que recrutadores americanos contassem quais foram os erros mais bizarros que já presenciaram quando o assunto é currículo.

AS GAFES MAIS MEMORÁVEIS

1 O candidato chamou a si mesmo de gênio no currículo e convidou o recrutador para entrevistá-lo em seu próprio apartamento
2 Em um processo de seleção para um emprego na Antártida, um dos candidatos afirmou que era capaz de falar “antarticano”, fluentemente. 
3 Para deixar o currículo mais charmoso, um candidato não pestanejou em decorá-lo com uma série de pequenos coelhos cor de rosa.

4 Um candidato afirmou que seu currículo foi criado para ser “cantado ao som de ‘The Brady Bunch’”, uma série musical exibida na televisão americana nas décadas de 60 e 70. No Brasil, o programa ficou conhecido como “A família Sol-Lá-Si-Dó”.

5 Durante o processo de seleção para uma vaga de gestão, um dos candidatos listou “caçador de jacarés” como uma habilidade em seu currículo.

OS ERROS MAIS COMUNS

Você, provavelmente, sentiu muita vergonha alheia ao ler a lista das gafes mais memoráveis. Mas, acredite, mesmo com bom senso, muita gente pode perder a oportunidade de emprego por deslizes, aparentemente, inofensivos.

Para se ter uma ideia, de acordo com a pesquisa do Career Builder, 61% dos recrutadores afirmam que desclassificam um candidato que envia um currículo com erros gramaticais ou, pasmem, de digitação. Confira o ranking de erros que podem tirar você do processo seletivo:

1 Erros gramaticais e de digitação
2 Copiar frases prontas do anúncio de emprego
3 Enviar o currículo com um e-mail inapropriado. (Exemplo: gatinha65@xxx.com)
4 Não listar suas principais habilidades 
5 O currículo ter mais do que duas páginas
6 Enviar um currículo impresso em um papel decorativo. 
7 Na hora de descrever sua experiência, focar mais nas tarefas do que nos resultados que entregou em cada função. 
8 Enviar uma foto junto com o currículo
9 Ser prolixo e escrever grandes blocos de textos

– Pessoas mais Bonitas são mais Egoístas?

Sabem aqueles estudos que beiram o preconceito? Este é um deles.

As universidades de Barcelona, Madri e Edinburgo resolveram pesquisar a relação Beleza x Comportamento, e chegaram a conclusão que pessoas atraentes cooperam com o próximo em 45,7%; já os menos atraentes cooperam em 67,3%.

Conceito de beleza: simetria facial!

Cá entre nós: que grande bobagem, não? Como os reitores deixam o dinheiro dessas instituições escoarem pelo ralo… além do conceito de “belo” ser subjetivo, o que deve valer é a beleza interior!

(informações extraídas da Revista Superinteressante, out/2011, pg 18,por Fernando Badô)

E aí, você tem a mesma impressão ou não? Deixe seu comentário:

– Profissionais ao Extremo: o Osmólogo

Leio na Galileu de Julho/2012, pg 31, uma interessante matéria de Thaís Sant’Ana: os osmólogos na indústria.

Osmólogo é o profissional contratado para cheirar o odor de veículos. A Volkswagen do Brasil, por exemplo, possui 11 osmólogos, que cuidam dos estofados, porta-mala, peças internas, entre outras partes.

Os profissionais precisam ser formados em química, cuidar bem do olfato e do nariz.

Você conhece alguma criança que sonha em ser osmólogo quando crescer? Claro que não. Que tal investir nesse nicho de trabalho?

– Como Lidar com Gente Difícil no Dia-a-Dia

Um artigo bacana publicado no Caderno “Inteligência”, na Época Negócios: como se relacionar com gente de personalidade forte, instável ou antissocial. Dicas que extrapolam a Administração de Empresas e vão ao cotidiano da sociedade.

Abaixo, extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Inteligencia/noticia/2012/06/gente-e-problema.html

GENTE É PROBLEMA

E você tem que saber lidar com os tipos.

O primeiro é o colega “Mel Gibson”, o tipo hostil, que leva tudo para o lado pessoal quando é contrariado; o segundo é o colega “Marilyn Monroe”, suscetível à rejeição, preocupado com a desaprovação alheia, real ou imaginária; o terceiro é o “Woody Allen”, neurótico, que faz uma tempestade diante de qualquer conflito; por fim, há o colega “Paris Hilton”, o egoísta que só enxerga o próprio umbigo. Sim, são estereótipos. Mas cada vez mais encontrados no mundo do trabalho, segundo a revista Psychology Today.

Lidar com eles é uma habilidade necessária. Para fazer isso, mantenha as interações curtas e objetivas. A comunicação deve ser lógica, pois é infrutífero – e perigoso – tentar fazer uma comunicação emocional com o interlocutor emblemático. Outra dica: mantenha o foco na conversa nele, não em você. É a forma mais segura para que, mais tarde, suas palavras não acabem distorcidas. Não tente convencê-los de seu ponto de vista. Também pare de sonhar que algum dia essas pessoas poderão ser tratadas normalmente. Aceite-as como são!

Com um colega difícil, é salutar evitar assuntos espinhosos. Quando isso for necessário, faça-o a portas fechadas (…).

– Semana com Apenas 3 dias?

Carlos Slim, o homem mais rico do mundo, bilionário dono da Claro, Net e Embratel, declarou que gostaria que as pessoas trabalhassem 3 dias por semana. Ele acredita que assim todos teriam mais tempo para a família, e com cabeça “fresca”, teriam mais disposição e boas ideias.

Tal pensamento vai de encontro com as ideias do italiano Domenico de Masi, que há 20 anos defende a ideia do “Ócio Criativo” (descansado, as pessoas criam mais, segundo ele).

Detalhe: será que Slim colocaria em prática em suas empresas tal proposta? Lembrando que ele próprio é workaholic…

– Os Melhores Alunos, em Sala!

Um projeto americano que chega ao Brasil: bons alunos e recém-formados são convidados a lecionar, ganhando experiência com a docência e adquirindo a simpatia de grandes instituições, como a Natura e o Itaú.

Tal funcionamento deste programa social pode ser acessado em: http://is.gd/jILSpm

QUER SER UM BOM LÍDER? VÁ DAR AULA!

por Marcos Todeschini

Com o apoio de grandes empresas, um novo projeto recruta os melhores alunos para lecionar em escolas públicas com problemas

Uma das maiores dificuldades de dar jeito no ensino é atrair profissionais de topo – o status e a recompensa financeira não ajudam. Nos Estados Unidos, que enfrentam o mesmo problema, uma ex-aluna da Universidade Yale criou, em 1992, o programa Teach for America. E conseguiu recrutar, desde então, 25 mil dos melhores cérebros do país para dar aulas nas escolas públicas com as piores notas. A grande sacada foi atraí-los por prazo determinado, bem no início da carreira.

Essa ideia está agora chegando a algumas escolas públicas brasileiras. O programa Ensina! recruta os melhores recém-formados, em diversas áreas, oferece treinamento e coloca-os para dar aulas de reforço. A iniciativa começou este ano com 30 professores em 13 escolas do Rio de Janeiro, e deve chegar a cidades de outros estados, como São Paulo e Minas Gerais.

Por 40 horas semanais, os “ensinas” recebem cerca de R$ 2 mil. Eles são seduzidos pelo idealismo, mas há outra recompensa: são bem-vistos por empresas como Tecnisa, Natura e Itaú, apoiadoras do projeto. Elas favorecem membros do Ensina! na fase de seleção, fazendo-os pular as etapas iniciais. Por quê? “Os ensinas desenvolvem habilidades valorizadas, como a capacidade de resolver conflitos, cumprir metas, liderar e dar feedback”, diz Maíra Pimentel, diretora do Ensina!. Nos Estados Unidos, as escolas do programa subiram de nível. Espera-se resultado semelhante no Brasil.   

– O que Fazemos para nos Aprimorarmos Profissionalmente?

Compartilho excepcional artigo do prof José Renato Santiago Sátiro, do Blog do Conhecimento (http://www.jrsantiago.com.br/area_de_conhecimento/_Editorial), a respeito de Crescimento e Aperfeiçoamento Profissional, Capacitação e Competência, Competitividade e Mundo Corporativo.

O texto é de extrema valia aos profissionais de qualquer área de atuação, mas em especial aos Administradores de Empresas. Abaixo:

O QUE ESTAMOS FAZENDO PARA NOS MANTERMOS COMPETITIVOS?

Uma das mais relevantes verdades que suportam o atual mundo corporativo diz respeito a necessidade de constante aperfeiçoamento de nossas competências.

A correta gestão dos nossos conhecimentos certamente contribui muito para que todos nós, colaboradores, que prestamos atividades profissionais, remuneradas ou não, possamos buscar a excelência e o atendimento de nossos objetivos.

No entanto, é de entendimento comum que os conhecimentos que possuímos hoje não irão garantir o nosso sucesso futuro.

Sempre haverá a necessidade de algo mais.

A grande surpresa que fundamenta este fato não está associada com a efetiva necessidade de capacitação constante, mas sim com a predisposição em buscá-la.

Há diferença nisso?

Sim, claro que existe, sutil, mas evidente.

Anos atrás não era incomum que as pessoas buscassem oportunidades em organizações que possuíssem planos de carreira bem estruturados e possibilidades de capacitação aos seus colaboradores.

Hoje, as coisas mudaram, então?

Claro que não.

Todos tendemos a valorizar oportunidades profissionais em empresas que não somente ofereçam bons salários e condições de crescimento, mas, principalmente, reais possibilidades de aprimoramento de nossas competências.

No entanto, algo está diferente.

Ainda que haja esta valorização, é temeroso o profissional sinalizar esta preocupação voltada a capacitação como se fosse um diferencial a ser oferecido por uma empresa.

E a resposta é simples.

Buscar isto junto a um terceiro, no caso qualquer organização que seja, é um lamentável equívoco.

Qualquer capacitação que nos é ofertada, não terá uma ínfima relevância quando comparada com aquela que é conquistada pelo profissional que se preocupa em alinhar seus intentos e metas com os treinamentos dos quais ele próprio busca fazer parte.

Poucas vezes, o que não é injusto, os treinamentos ofertados nas empresas possui alguma associação com as reais expectativas de seus profissionais.

Isto ocorre, pois, as organizações priorizam o atendimento de seus próprios objetivos, e eventualmente apenas eles são comuns aos dos colaboradores.

Não há qualquer, digamos “maldade” por parte das empresas, ainda, mas, pelo fato das relações em vigência serem profissionais.

A partir do momento que tenhamos certeza desta real diferença entre os nossos interesses e os das organizações onde atuamos, creio que caiba responder a seguinte pergunta:

– O que estamos fazendo para nos manter competitivos?

Certamente é nossa responsabilidade.

– Pisada de Bola do LAOR?

Uma “pisada de bola” do presidente santista Luís Álvaro Oliveira Ribeiro. Ele reclamou hoje a tarde que a CBF privilegia o Corinthians, não escalando atletas do time adversário, cansando os do Santos FC em amistosos da Seleção.

Ora, deveria reclamar antes do jogo. Não parece mais um chororô?

Infelizmente, é difícil dirigente de clube de futebol não arranjar desculpas responsabilizando outrem pós-derrota…

– Preconceito ou Não?

A Petrobras ganhou na Justiça (por 5 votos a Zero) o direito de não contratar um servidor que foi aprovado no seu concurso público. O motivo? Seu peso: 168 kg. A entidade alegou que tal peso inviabiliza o bom rendimento no trabalho, que é nas plataformas de petróleo, devido a dificuldade de mobilidade.

Seria preconceito contra obesos?

Se existe a necessidade de um determinado peso para o exercício do ofício, por que não estava no edital do concurso?

E aí, qual a sua opinião?

– Vida Comercial 24 horas de um Mundo Globalizado

Hoje é feriado, e estou na labuta no Posto de Combustível. Aliás, faço parte da parcela da população que não sabe o que é regrar um dia de descanso: pode ser na segunda, na quarta, ou até no domingo. Na verdade, pode ser quando der certo, ou até não ser, já que invariavelmente temos que virar dias sem parar.

Repararam que o dia comum de descanso inexiste?

Você pode, nesta 5ª feira de festa religiosa, ir ao mercado, comprar em lojas no Centro / Shopping, alugar um carro, gastar na farmácia, passear num parque de diversões… fazer quase tudo!

As indústrias não param. O comércio idem. E pela Internet, muitas outras facilidades. Escritórios de empresas multinacionais trabalham devido a negócios com outros países não cristãos. Alguns varam a noite pelo horário comercial asiático, inverso ao nosso.

É hora de respirar fundo e aceitarmos: estamos no final da era dos tempos de viver a semana comercial e descansar no sábado e domingo. Todo dia é dia de trabalho.

Como hoje encerro o expediente mais cedo (embora de pé desde a madrugada), sobrará um tempinho para curtir a família. Que tal um cineminha para se divertir e assistir Madagascar 3?

Já que vivemos full-time no trabalho, qualquer folga deve-se curtir intensamente.

Quem quer pipoca?

– Cuidados com o Profissionalismo: o caso Romarinho

Segundo o UOL (citação em: http://is.gd/MAnBp2), Romarinho, jogador contratado pelo Corinthians e que atuava pelo Bragantino, declarou à TV FPF que seu time de coração é o Santos, em entrevista de tempos atrás.

Para qualquer mortal, isso é irrelevante. Mas num mundo fanático e que leva a distorções como no futebol, tal declaração não passa batido.

Já imaginaram um gol perdido num clássico entre ambas equipes?

Com o profissionalismo exigido pelo futebol nos dias atuais, o resguardo de algumas declarações públicas de jogadores de futebol se faz necessário. Parece bobagem, mas para alguns torcedores, isso tem muita importância…

– Por que não te Calas?

por José Renato Santiago Sátiro

Novamente a famosa frase proferida pelo Rei da Espanha, Juan Carlos, cabe perfeitamente em determinada situação, agora no futebol, no caso Flamengo x Ronaldinho Gaúcho.

Sem querer julgar quem está certo ou errado em toda situação, é fácil notar a forma totalmente equivocada com a qual a direção do Flamengo está tratando toda esta situação.

Vamos a alguns fatos:

I

O dirigente rubro negro, Paulo César Coutinho, pronuncia a imprensa que o jogador está afastado, sem que a presidente do clube tenha decidido por isso, tão pouco o próprio jogador.

Flamengo 0x1 Ronaldo

Gol contra do Rubro Negro que deu a Ronaldinho o argumento de ter passado o constrangimento por ter sido, supostamente, afastado, da equipe através da imprensa.

A justiça trabalhista dará a razão ao dentuço gaúcho.

II

O atual dirigente Zinho faz pronunciamento, insinuando que o jogador pediu o afastamento pelo fato dele, Zinho, ter informado que “agora, a bagunça acabou!”.

Flamengo 0x2 Ronaldo

Mais um gol contra Rubro Negro, uma vez que mostra uma clara confissão que a bagunça reinava no clube, sendo que ele, Zinho, sequer estava presente para saber disso a fundo.

Além de fazer uma interpretação muito particular sobre uma decisão que coube ao Ronaldinho, pelo que sei Zinho ainda não desenvolveu o poder de ler a mente das pessoas, e indicar a motivação do pedido de afastamento de um jogador que estava com pagamentos atrasados, é, na melhor das hipóteses, um completo despreparo.

III

Dirigentes rubro negros divulgam imagens que mostram Ronaldinho indo ao quarto de uma moça, durante a madrugada, quando a equipe rubro negra fazia pré temporada em Londrina.

Flamengo 0x3 Ronaldo

Caberiam dois gols contras, uma vez que a própria moça, que aparece na imagem, certamente processará o clube. As imagens gravadas no circuito interno não podem ser utilizadas e publicadas sem que haja autorização das pessoas presentes ou solicitação formal de autoridades.

Além disso, é um claro exemplo de assédio moral ao jogador, que por mais que, eventualmente estivesse fazendo algo indevido, não pode ficar sob vigilância eletrônica, em situação profissional, no caso a concentração, fato diferente se ele estivesse em campo.

Aliás, neste caso, todos os jogadores poderão processar o clube rubro negro.

IV

Diretoria flamenguista divulga na imprensa que possui exames de sangue de Ronaldinho que indicam a presença de álcool.

Flamengo 0x4 Ronaldo

Nenhuma empresa pode publicar os exames médicos de qualquer profissional.

Os exames pertencem aos profissionais e só podem ser divulgados com a devida autorização do mesmo.

Mais um fato que indica assédio moral.

V

Diretoria do Flamengo informa oficialmente o Palmeiras sobre possível assédio ao jogador, sem que houvesse qualquer fato de conhecimento público sobre o assunto.

Flamengo 0x5 Ronaldo

Atitude amadora, motivada simplesmente por “raiva”, e que, potencializada pelo fato de Ronaldo não ter se acertado com o alviverde, mostra claro despreparo e desgaste da imagem da instituição.

VI

Rapidamente Ronaldo acerta contrato com o Atlético Mineiro, treina e tem sua escalação prévia, para o próximo jogo da equipe. Golaço de Ronaldo e Assis.

Flamengo 0x6 Ronaldo

Enfim o primeiro gol marcado pelo próprio Ronaldo, uma vez que tira do Flamengo a argumentação que o jogador não está a fim de jogar.

Não sou flamenguista, mas respeito e admiro muito a equipe mais popular do Brasil.

Por isso, como admirador de futebol, peço aos dirigentes rubro negros: Por favor, calem a boca!!!

– Ronaldinho Gaúcho: O erro foi de quem?

Dirigentes do Palmeiras e do Grêmio devem estar felizes por não terem conseguido contratar Ronaldinho Gaúcho. Custo-benefício inviável, problemas extra-campo e mau exemplo aos mais jovens.

Além de tudo isso, o Flamengo pecou na relação com a Traffic, tendo que arcar com o altíssimo salário.

A aposta sempre foi de risco. Ninguém percebia que Ronaldinho demonstrava ser um ex-atleta em atividade?

Uma pena. Para quem viu os momentos gloriosos do R10 no Barcelona, entristece-se ao vê-lo nesse fim de carreira. Tudo bem que continua ganhando dinheiro, mas dando mostra de falta de profissionalismo.

O pior é que o Mengão está teimando em cair no mesmo erro: Adriano está perto de ser contratado.

Infelizmente, parece que a irresponsabilidade financeira é marca de alguns clubes. Não dá para acreditar que queiram, honesta e conscientemente, perder tanto dinheiro!

– Árbitros 100% Nada Consta

Leio no site Voz do Apito (www.vozdoapito.com.br) que o Dr Edson Rezende, Corregedor de Arbitragem da CBF, pede aos árbitros para que assinem um documento liberando a investigação da vida pessoal deles, além dos tradicionais documentos de nada consta na Justiça e nos órgão comerciais (Serasa / SPC), entre outros.

Claro que o assunto é delicado. Os árbitros devem ter uma vida imaculada para não serem questionados. Se o árbitro estiver com dívidas, por exemplo, os mais críticos poderão dizer que está mais suscetível a propostas indecorosas. Se sofre ou move algum processo, questionará se uma escala contra determinado clube implicará em interesse pessoal ou não. O que fazer?

Por mais antipática que seja, entendo que a decisão seja acertada. Se o árbitro não tem nada a esconder, não há problemas. O único inconveniente (e aí será algo de foro pessoal) é o questionamento da perda de privacidade.

Até onde o árbitro aceita ter sua vida pessoal invadida por um dirigente? Isso é muito particular para cada um.

Para quem nada deve, sem dificuldade para a aceitação. Lamentavelmente, o árbitro além de ser honesto “tem que parecer ser honesto”!

E você? Concorda ou discorda de tal medida?

Caso tenha curiosidade, os documentos exigidos pela CBF aos árbitros poderão ser acessados no seguinte PDF: http://www.vozdoapito.com.br/noticias/img/cbf_3.pdf

– Antidoping para Árbitros?

O jornalista Wanderley Nogueira, da Rádio Jovem Pan e da TV Gazeta, informa em seu blog que a FIFA cogita realizar o exame antidoping em árbitros de futebol. O texto pode ser acessado no link abaixo, e repare que ele questiona o leitor com a indagação: você aprova ou não?

Pois bem, aqui vai uma resposta ao questionamento e alguns dados interessantes.

O árbitro, hoje, é um dos elementos do jogo que mais corre em uma partida de futebol: cerca de 9,5 a 13 km/h, segundo os dados da Federação Paulista de Futebol. Tal número mostra que ele corre mais que muitos atletas em campo. O Prof Sérgio Cunha, do Departamento de Biomecânica da Unicamp, em recente estudo mostrou que os atletas correm até 11 km por jogo, dependendo da posição (vide: http://www.youtube.com/watch?v=htUVsmzy-B0)

Sendo assim, vale refletir: como o árbitro, com sua preparação amadora, sem os profissionais que os grandes clubes de futebol possuem, podem ser mais exigidos em campo do que os atletas?

São alguns fatores motivacionais que o ajudam: a carreira em si (necessidade de desempenhar o máximo para o sucesso profissional) e o doping psicológico (a busca em vencer desafios de grande monta). Fora o motivacional, vem o físico (cuidados com o corpo, nutricionista e treino a exaustão).

Em 15 anos de carreira (em jogos, mais de 700), nunca vi doping explícito ou ouvi relatos de árbitros que usavam substâncias ilegais para melhorar a performance; tudo que observei era dentro da normalidade, como vitaminas ou outros suplementos. Mas vi alguns colegas fazerem uso de drogas ilícitas e alguns de drogas lícitas, no pré-jogo e no jogo. Explico os momentos de uso:

Muitos árbitros, quando lesionados, relutam em pedir dispensa de escalas, preocupados com o prejuízo na carreira ou com o desgosto da Comissão que o escalou. Estes costumam fazer infiltrações, usarem drogas farmacológicas via oral ou até mesmo apelarem para uma arbitragem “menos corrida”, posicionando-se no meio do campo, apitando todas as faltas, a fim de não sentirem dor. Poucos ousam abrir mão dos jogos em que estão escalados.

O problema em si, durante o jogo, é o doping contra a dor de uma lesão, pela automedicação. Mas há algo mais grave: o doping pré-jogo, que não tem ligação alguma à preocupação em maior rendimento no gramado, mas que se constitui em descuido do corpo, falta de profissionalismo e um pouco de descomprometimento. E, claro, uma realidade social: o alcoolismo e o uso de narcóticos. Estes árbitros que usam são minoria, mas existem e estão nos gramados, conduzindo jogos.

Em jogos em que há pernoite, esses árbitros (normalmente mais jovens ou deslumbrados com um início financeiro rentável), abdicam do descanso e aproveitam a noite. E, longe de casa, muitas vezes no rico interior do estado, excedem nas bebidas alcoólicas. E, na “curtição”, como qualquer outro profissional/cidadão descuidado, pode cair nas drogas das mais leves como a maconha às mais pesadas como êcstasi. Já vi situações delicadas de colegas que quase perdem uma carreira por uso de tais substâncias, ao invés de se concentrarem para a partida.

Evidentemente que aqui o consumo é para o chamado “uso social”, não para o aumento de rendimento, pois os efeitos indesejáveis: cansaço, ressaca, larica e desconcentração o atrapalham nos jogos.

Importante: ambos os árbitros (que fazem uso do doping para o jogo com medicamentos e os que sofrem com o doping pré-jogo) entram em campo, de uma maneira ou de outra, fora das condições normais. Não são logicamente a maioria, mas existem e devem ter a atenção.

Àqueles que nada devem, em nome da responsabilidade, nada devem temer. Portanto, eu aprovo o doping surpresa nos árbitros.

Abaixo, o artigo de Wanderley Nogueira, extraído de: http://wanderleynogueira.blog.terra.com.br/2012/05/24/o-arbitro-e-o-doping/

O ÁRBITRO E O DOPING

O Congresso Médico da Fifa cogita fazer exames antidoping em árbitros.

Os responsáveis pelo setor afirmam que o “juiz é um atleta no campo e diante disso deveria ser submetido às mesmas regras”.

O assunto já começou a provocar opiniões favoráveis e contrárias.

Sou favorável.

E aqui, no Brasil, onde a profissão de árbitros vai passar a ser reconhecida como “profissional”, é o momento oportuno para sua implantação.

É de se esperar que todos os árbitros aplaudam a iniciativa.

Também considero árbitro de futebol um atleta.

E para evitar a suspeição de que alguns apitam “turbinados”, o controle virá em boa hora.

E você, aprova ou não ?

– Márcio Thomas Bastos e o Dilema Ético

Dizem a boa pequena que o ex-Ministro da Justiça e atual advogado do contraventor Carlinhos Cachoeira, Márcio Thomas Bastos, está cobrando R$ 15 milhões pela defesa do homem que assusta os políticos.

Claro, ele cobra o que acha que vale. É um dos profissionais mais respeitados do Brasil, tendo conseguido sucesso nas mais difíceis causas. Mas… será que nessas horas, não existe o questionamento se a causa vale ser aceita por impedimento ético/moral ou não?

Tudo bem, ele não pode ser recriminado. Mas que a situação é polêmica, claro que é.

– A Sábia Queixa sobre a Relação entre Patrões e Empregados

A blogueira cubana Yoani Sanchez, perseguida pela ditadura castrista, há tempos escreve sobre os desvios de conduta da administração de Cuba. Critica principalmente a censura, ditadura e desmandos.

Porém, dessa vez ela escreve um artigo excepcional sobre como o Governo influencia na vida dos Sindicatos. Essas entidades nada mais seriam do que instituições bancadas pela União, servindo aos interesses de Fidel / Raul Castro.

No artigo, ela fala sobre a incompatibilidade de um sindicato fazer a vontade do empregador, ao invés do empregado!

Temos exemplos iguais a esses na sociedade brasileira… na política e no esporte, nem se diga!

Abaixo, a reprodução extraída do OESP, pgA19, na tradução de Terezinha Martino

SINDICATO NOS BRAÇOS DO PATRÃO

Se alguma coisa distingue o 1.º de Maio de outros dias do ano não é o desfile, tampouco a multidão que agita as bandeirinhas de papel. O mais ostensivo é o silêncio que cai sobre Havana depois de encerrada a cerimônia na Plaza de la Revolución. Um silêncio só interrompido pelos poucos carros que trafegam pelas ruas e por algum policial apitando em uma esquina.

Todas as escolas, fábricas, dependências oficiais e até os pontos de ônibus estão vazios. Este cenário tem se repetido há décadas, mas neste 2012 algo rompeu o tédio habitual da jornada dos trabalhadores.

Muitos estabelecimentos particulares, conhecidos aqui como autônomos, abriram as portas apesar do feriado, deixaram de lado as comemorações para dedicar-se ao comércio de pizzas, sorvetes ou sucos de frutas. Enquanto outros lançavam slogans de reafirmação revolucionária, eles vendiam seus produtos; pescavam no rio aprazível deixado pelo comércio estatal fechado.

Espera-se que no final deste ano em torno de 600 mil cubanos tenham uma licença para trabalhar no setor privado. Entre eles estão muitos que ficaram sem emprego por causa da redução da mão de obra que vem ocorrendo em todo o país.

Nos próximos meses mais de 170 mil postos de trabalho serão cortados nas diferentes esferas do Estado e estas pessoas serão realocadas em outros serviços ou, então, serão despedidas.

Os eufemismos que caracterizam a linguagem oficial chegou à sua expressão máxima no momento de fazer referência a este impopular processo. Os cortes passaram a ser chamados de “reorganização da mão de obra” e as pessoas desempregadas são chamadas de disponíveis.

Como se não bastassem tais peculiaridades, o único sindicato autorizado em Cuba apoiou a decisão de “reduzir o número de funcionários para atingirmos a eficiência”. A Central de Trabalhadores de Cuba deixou claro que está mais do lado do empregador do que dos empregados. Uma posição que não surpreendeu nenhum dos seus quase 3 milhões de membros, acostumados a pagar, disciplinadamente, sua contribuição, mas conscientes de que essa organização representa os interesses do poder frente à base, e não o contrário.

A esse mesmo obediente sindicato foram parar mais de 80% dos mais de 370 mil trabalhadores autônomos e uma representação deles desfilou no último dia 1.º de Maio. Não se inscreveram para ter representatividade ou ajuda, mas para evitar problemas. Perceberam, com razão, que se não se afiliassem poderiam ser qualificados de “apáticos”, “burgueses” e, no pior dos casos, “contrarrevolucionários”.

Todos, sem dúvida, prefeririam uma associação que os defendesse dos altos impostos, convocasse protestos contra a ausência de um mercado atacadista e reivindicasse empréstimos bancários com que pudessem sustentar seus negócios. Gostariam de poder eleger os membros do sindicato e não teriam votado em Salvador Valdés Mesa, o atual secretário da Central dos Trabalhadores. Em vez de a Igreja nas mãos de Lutero, o nosso parece ser um sindicato imobilizado nas mãos do patrão.

Uma federação que respaldou a supressão de 500 mil empregos, processo que será aplicado até 2015, e firmou um compromisso com o governo de Raúl Castro. Como legado negativo dessa atitude passiva e cúmplice, ficará o rechaço futuro de muitos trabalhadores que rejeitarão integrar suas fileiras ou as de outra organização proletária. Será preciso tirar dos sindicatos, em Cuba, essa conotação de inação, para devolver-lhe o papel irreverente e autônomo que um dia teve.

Na tribuna do 1.º de Maio, em vez de uma mensagem de reivindicação o que se observou foram chamados à disciplina, a exigência e o controle. O inconformismo do trabalhador não teve espaço numa praça de slogans triunfais e elogios ao sistema. Nem um só bloco representou os desempregados, nenhum punho foi levantado em sinal de protesto, nenhum cartaz colocou em xeque as autoridades.

Muitas das pessoas ali presentes assistiram ao ato pela mesma razão que se inscreveram na Central dos Trabalhadores, ou seja, para não serem marcados como desafetos a um processo político em que mal acreditam. Sorriem para a câmera e alguns levam os filhos sobre os ombros. Mas nada restou da essência contestatória do Dia dos Trabalhadores. Quando a cerimônia terminou, retornaram à casa ou caminharam pelas ruas ao redor em busca de algo para comer ou beber.

Acabaram comprando no balcão de algum trabalhador autônomo não sindicalizado que manteve aberto o seu negócio durante o feriado. Na manhã seguinte, o jornal Granma estampou um orgulhoso título em letras vermelhas na capa: “Este foi o desfile mais organizado e mais rápido” da nossa história. E desta vez, o Granma teve razão.

– Salários Justos ou Exagerados na CBF?

Quer dizer que o vice-presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, que também é diretor na CBF, ganha da entidade maior R$ 70 mil?

E que o próprio José Maria Marin ganha R$ 160 mil?

Sempre pensei (e ainda penso) que salário é algo muito particular de cada profissional, e que seria algo a não divulgar. Mas tal absurdo exagero faz refletir: o que esses senhores fazem de tão especial para receber tal bagatela?

Será que não-oficialmente, nos clubes, alguns dirigentes arrecadam tanto quanto esses senhores citados?

Enquanto isso, pessoas se matam nas arquibancadas por amor ao futebol. Triste ilusão.

Extraído do Blog do Perrone, em http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/

MARIN AUMENTA SALÁRIO DE DIRETOR ALIADO E GERA DESIGUALDADE

José Maria Marin começa a gerar descontentamentos na CBF por ser mão aberta apenas com alguns funcionários. Aumentos concedidos pelo novo presidente acabam com a tradição da entidade de pagar salários iguais a seus diretores.

O blog teve acesso a documentos que atestam a disparidade entre o dinheiro repassado a dois importantes dirigentes. Em 27 de março, foi autorizado o pagamento de R$ 96.800 a Antonio Osóro Ribeiro da Costa Lopes, diretor financeiro.

 No mesmo dia, foi dada a autorização de pagamento no valor de R$ 69.221,79 para Reinaldo Carneiro Bastos, diretor de desenvolvimento e projetos e responsável por cuidar da Série B. Vice da Federação Paulista, ele vive entre tapas e beijos com Marco Polo Del Nero, braço direito de Marin.

Cerca de R$ 69 mil era justamente o que ganhava Osório, segundo apurou o blog. O diretor financeiro é afinado com o novo presidente.

Os dois pagamentos foram autorizados por meio de memorandos enviados pela secretaria geral da CBF à gerência tesouraria, ambos com data de vencimento em 30 de março.

Apesar de os documentos mostrarem pagamentos em valores distintos, o organograma da confederação, apresentado no site da entidade, coloca todas as diretorias no mesmo nível.

Procurada pelo blog, a confederação declarou que não há obrigatoriedade de pagar salários iguais aos diretores. E que não falaria sobre vencimentos de dirigentes. Só o presidente pode fazer isso, mas ele está em viagem.

As diferenças nos pagamentos são interpretadas na CBF como sinal de que Marin já escolheu a sua patota na entidade. E, vale lembrar que, segundo o colega Juca Kfouri, o presidente foi mão aberta em relação a seu próprio salário, que passou de cerca de R$ 90 mil para R$ 160 mil. Pelo menos o diretor financeiro não pode reclamar do patrão.

– O Engodo da Semana: a Lei que Profissionaliza a Arbitragem

Com pesar, lamento o passo em falso na Câmara dos Deputados, do projeto de lei do deputado André Figueiredo (PDT-CE) que profissionaliza a arbitragem, apresentado nessa semana.

Embora para muitos a lei tenha sido uma vitória, a proposta nada mais é que uma demagoga, falsa e incoerente profissionalização dos árbitros de futebol.

A lei visa referendar a existência da atividade de árbitro profissional de futebol. E como ela se dará?

Através de 4 pontos:

1- Reconhecer a profissão de Árbitro de Futebol;

Ora, dentro do futebol, todos são profissionais, apenas o árbitro, embora tivesse que agir como tal, não era reconhecido perante a lei. Mudou apenas o status no papel.

2- Criminalizar a manipulação de resultados;

Muitos entendiam que manipular um resultado era uma falta moral, mas não é crime. Com boa vontade, poder-se-ia entender que o crime de estelionato (171) enquadrasse tal item. Precisamos de nova lei?

3- Permitir que Árbitros e Associações criem escolas de formação de arbitragem;

Ué, isso já existe! A mudança se daria se o MEC tivesse uma comissão reguladora para reconhecer ou não a qualidade dos cursos, como qualquer outra atividade profissional. Nada mudou…

4- Proibir vínculo empregatício com as federações.

Viva o patronato! Antes, o árbitro deveria assinar um documento dizendo que era prestador autônomo de serviços, dizendo que não teria vínculo empregatício com a Federação/Confederação. Agora, as entidades não precisam exigir mais isso. A desvinculação é automática.

***********

Ora, dentro do futebol, todos são profissionais, apenas o árbitro, embora tivesse que agir como tal, não era reconhecido perante a lei. Mudou apenas o status no papel. Tal lei não ajuda em nada o árbitro, mas somente aqueles que exploram o trabalho dele.

Não é um desrespeito dizer que com a lei o árbitro se torna profissional, se ele tem que pagar o seu INSS do próprio bolso, não tem FGTS, 13º, Férias e outros benefícios, tudo isso porque a lei exige?

As Federações continuarão a exigir a presença de árbitros em enfadonhas reuniões não-produtivas, cobrar treinos, testes físicos e testes escritos dos árbitros, exigir uma série de condutas e simplesmente se isentar de pagar os encargos sociais! Para muitos, isso tudo é feito para apenas uma ou duas escalas no mês… E nos meses em que não há tantos jogos de futebol? E quando se lesiona? Pior: ela pagar o árbitro através de Cooperativas e Sindicatos, como se essas entidades fossem as fiéis representantes das vontades dos árbitros! E estas, descontam seus percentuais das taxas para que o árbitro possa receber…

O deputado André Figueiredo, através do projeto apresentado, isentou as Federações de qualquer responsabilidade sobre os árbitros (lembrei-me do caso Edilson Pereira de Carvalho: a FPF não teria incômodo algum perante a lei se isso já valesse), além de permitir que as Cooperativas e Sindicatos possam agir como empresas de arbitragem, com o diferencial de que não pagariam os impostos equivalentes aos de quaisquer outras empresas constituídas.

Não demorará para que tais entidades lancem franquias e “escolinhas de arbitragem” Brasil afora, imitando os clubes de futebol e remunerando os seus cofres. Seria esse o propósito de Cooperativas e Sindicatos?

O nobre parlamentar deveria se preocupar em regular a incompatibilidade de cargos, pois esses mesmos sindicatos e cooperativas são administrados em vários estados brasileiros por funcionários das federações, numa clara incompatibilidade moral de funções.

Árbitro profissional é: ter contrato de trabalho por período/campeonato; carteira assinada e dedicação exclusiva, como no modelo atual da Inglaterra (com número de profissionais reduzido). Ou, ainda, o modelo semi-profissional da Argentina, com uma remuneração fixa mensal.

Aqui, o árbitro vive com medo do sorteio e dos vetos dos clubes. Isso é puro amadorismo,e  anova lei nada melhorará.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Causas de Demissões no Mundo Organizacional

Pense rápido: qual seria o maior motivo para se demitir nas empresas? Incompetência do funcionário, redução de custos, ou alguma outra coisa?

Pois bem: a consultora Waleska Farias, segundo Ancelmo Gois em sua coluna no jornal Diário de São Paulo (26/04, pg 09), detectou em grandes empresas como Pão de Açúcar, Globosat, Habib’s, Contax, que os dois maiores motivos de demissão são:

– FOFOCAS NO TRABALHO;

– JEITO DO FUNCIONÁRIO SE VESTIR.

Depois desses motivos, aí sim vem a questão da capacitação. Até certo ponto, dado surpreendente! Isso quer dizer que a boa conduta no ambiente de trabalho é cada vez mais necessária, não bastando apenas a competência. Independente do ramo de atividade ou tipo de trabalho, o comportamento adequado é uma vantagem competitiva cada vez maior.

Uma interessante reflexão: e em sua atividade profissional, qual tem sido sua vantagem competitiva ou sua conduta? Faz jus à sua permanência nela?

– Criando Talentos na Administração de Empresas! Como?

Compartilho interessante matéria da Época Negócios a respeito da criação de talentos!

Para o Presidente da FESA, Alfredo Assumpção, empresa de recrutamento de altos executivos e autor do livro: “TALENTO, a verdadeira riqueza das nações, a criação de talentos não aocntece nas universidades, mas sim nas empresas!

Em: http://epocanegocios.globo.com/Opiniao/noticia/2012/05/que-tal-criar-talentos.html

– Causas de Demissões no Mundo Organizacional

Pense rápido: qual seria o maior motivo para se demitir nas empresas? Incompetência do funcionário, redução de custos, ou alguma outra coisa?

Pois bem: a consultora Waleska Farias, segundo Ancelmo Gois em sua coluna no jornal Diário de São Paulo (26/04, pg 09), detectou em grandes empresas como Pão de Açúcar, Globosat, Habib’s, Contax, que os dois maiores motivos de demissão são:

– FOFOCAS NO TRABALHO;

– JEITO DO FUNCIONÁRIO SE VESTIR.

Depois desses motivos, aí sim vem a questão da capacitação. Até certo ponto, dado surpreendente! Isso quer dizer que a boa conduta no ambiente de trabalho é cada vez mais necessária, não bastando apenas a competência. Independente do ramo de atividade ou tipo de trabalho, o comportamento adequado é uma vantagem competitiva cada vez maior.

Uma interessante reflexão: e em sua atividade profissional, qual tem sido sua vantagem competitiva ou sua conduta? Faz jus à sua permanência nela?

– Casais no Ambiente de Trabalho

E aí: casal que trabalha na mesma empresa é um problema às organizações ou não?

Para algumas, sim. Muitas vezes encontramos corporações que proíbem que marido e mulher trabalhem juntos, a fim de evitar complicações da vida pessoal com a profissional.

Recentemente, uma pesquisa (perdoem-me a não citação – perdida por mim – do instituto de pesquisa e de outros dados) com mais de 600 casais e empresas, constatou que realmente é problemático o fato de casais trabalharem juntos nas empresas, e o principal motivo é a falta de disciplina emocional dos cônjuges.

A pesquisa ainda constatou que, diferentemente do que se acreditava, ao invés das discussões da vida pessoal serem levadas ao ambiente de trabalho, o maior número de contratempos se dá pelos problemas profissionais levados para casa!

E você, concorda com essa constatação? Deixe seu comentário:

– Comparações de Professor Universitário Brasileiro com Canadense

Compartilho interessante matéria da Folha de São Paulo deste domingo (Cotidiano, pg C5, por Sabrine Righetti), sobre os salários e a carreira de professor universitário no Brasil e no Canadá.

Além da maior estabilidade para o docente, ele ganha o dobro!

SALÁRIO DE DOCENTE NO CANADÁ PAGA 2 NO BRASIL

Professor universitário brasileiro vive ‘sem conforto’, segundo estudo internacional que fez pesquisa em 28 países. Levantamento compara salários de instituições dos cinco continentes; no Brasil, instituições públicas pagam melhor.

Ser professor universitário no Brasil pode não ser mais tão vantajoso. Um estudo inédito que compara o salário de docentes de 28 países mostra que as universidades por aqui têm bons benefícios, mas deixam a desejar nos holerites.

Em média, um professor universitário no Brasil ganha U$S 4.550 mensais (cerca de R$ 8.500) quando atinge o topo da sua carreira.

Isso corresponde a cerca de metade do que receberia em instituições do Reino Unido ou do Canadá

Considerando o custo de vida local, um docente brasileiro não consegue viver “com conforto”, afirma o trabalho.

A compilação está no livro “Paying the Professoriate” (Pagando os Professores, Ed. Routledge), lançado neste mês. O trabalho foi coordenado pelo Centro Internacional de Ensino Superior da Boston College (EUA) e pela Universidade Nacional de Pesquisa de Moscou (Rússia).

No Brasil, os maiores salários estão nas universidades públicas, que concentram 91,6 mil dos 132,4 mil professores com dedicação integral.

Apesar de receberem mais, os docentes dessas instituições têm o pagamento padronizado conforme cargo e formação. Ou seja: professores titulares de universidades estaduais paulistas, por exemplo, terão o mesmo holerite.

“Os salários fixos são um problema quando se quer trazer pessoas excepcionais para o ensino superior nacional”, analisa o sociólogo e cientista político Simon Schwartzman, autor do capítulo brasileiro do estudo.

Universidades públicas de países como China e EUA, por exemplo, podem fazer propostas e contratar docentes conforme desejarem -inclusive estrangeiros.

Isso cria um ambiente de competitividade que, dizem especialistas, pode ser benéfico para as universidades.

Os salários analisados no trabalho, porém, não consideram alguns benefícios. Docentes com cargos administrativos, como chefia de departamento, recebem extras.

BOLSA E APOSENTADORIA

Se a produtividade científica for alta, o complemento vem do CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento), que paga uma bolsa mensal de R$ 1.300,00.

“Em geral, as condições de trabalho na universidade brasileira são boas e atrativas”, analisa Schwartzman.

Além disso, vantagens como a estabilidade de emprego e a aposentadoria integral também atraem os docentes às instituições públicas.

A pesquisa destaca ainda que o “engessamento” de salários evita desníveis entre regiões do país, áreas do conhecimento ou gênero.

É o que ocorre, por exemplo, no Canadá. Lá, uma professora ganha 20% menos do que um colega homem.

NO PAÍS, ENSINO SUPERIOR PRIVADO FICA PARA TRÁS

Apesar de os maiores salários estarem nas universidades públicas, a maioria dos alunos do país (75%) está nas instituições privadas.

Nessas, a prevalência é de docentes com dedicação parcial (81%). Ou seja: eles têm mais de um emprego.

A capacitação também é melhor nas públicas -48% dos professores têm doutorado. Nas privadas, são 8%.

Para o sociólogo Simon Schwartzman, autor da parte brasileira do estudo, nas privadas a ordem é o ensino ser barato. “Significa pagar pouco a docentes e investir pouco na infraestrutura.”

– Beto Richa é contra PM Inteligente?

Coisas Ininteligíveis: o Governador do Paraná, Beto Richa, disse que o Policial Militar que estuda muito pode causar insubordinação, pois quando está na faculdade, tende a questionar as ordens do seu superior na instituição.

Então devemos todos torcer para os soldados sejam iletrados, correto?

O político deveria ficar quieto…

– Formandos que se Tornam Líderes Corporativos dando Aula!

Eis um projeto salutar para a nação, glorioso para a Educação e com retorno garantido ao profissional: ajudar comunidades carentes intelectualmente, a partir da boa vontade de recém-formados, garantido boa impressão às empresas que desejam contratar. Abaixo:

QUER SER UM BOM LÍDER? VÁ DAR AULA

Extraído de Época Negócios, pg 30, Ed Abril2012, por Marcos Todeschini

Com o apoio de grandes empresas, um novo projeto recruta os melhores alunos para lecionar em escolas públicas com problemas

Uma das maiores dificuldades de dar jeito no ensino é atrair profissionais de topo – o status e a recompensa financeira não ajudam. Nos Estados Unidos, que enfrentam o mesmo problema, uma ex-aluna da Universidade Yale criou, em 1992, o programa Teach for America. E conseguiu recrutar, desde então, 25 mil dos melhores cérebros do país para dar aulas nas escolas públicas com as piores notas. A grande sacada foi atraí-los por prazo determinado, bem no início da carreira. 

Essa idéia está agora chegando a algumas escolas públicas brasileiras. O programa Ensina recruta os melhores recém-formados, em diversas áreas, oferece treinamento e coloca-os para dar aulas de reforço. A iniciativa começou este ano com 30 professores em 13 escolas do Rio de Janeiro, e deve chegar a cidades de outros estados, como São Paulo e Minas Gerais. 

Por 40 horas semanais, os “ensinas” recebem cerca de R$ 2 mil. Eles são seduzidos pelo idealismo, mas há outra recompensa: são bem-vistos por empresas como Tecnisa, Natura e Itaú, apoiadoras do projeto. Elas favorecem membros do Ensina! na fase de seleção, fazendo os pular as etapas iniciais. Por quê? 

“Os ensinas desenvolvem habilidades valorizadas, como a capacidade de resolver conflitos, cumprir metas, liderar e dar feedback“, diz Maira Pimentel, diretora do Ensina!. Nos Estados Unidos, as escolas do programa subiram de nível. Espera-se resultado semelhante no Brasil.

– Analfabetos e Doutores de Jundiaí

Leio que no setor industrial de Jundiaí trabalham apenas 320 profissionais com Doutorado Completo. Porém, há 1004 analfabetos (e olha que a pessoa que sabe escrever somente o nome não é considerado analfabeto).

Possuirmos 320 doutores é muito pouco para uma cidade do nosso porte. E somarmos 1004 analfabetos é um índice elevadíssimo (e os que não pertencem ao setor industrial?).

Disparates de uma cidade que cresce freneticamente.

– Geração Y e a Realidade Profissional

Muito se tem falado sobre os profissionais mais jovens, conectados e familiarizados às novas tecnologias. Mas qual é a verdadeira realidade profissional deles hoje?

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Primeiro-Plano/noticia/2012/04/eles-cairam-na-real.html

Eles caíram na real

Acostumados a mimos e salários atraentes, os jovens ajustaram suas expectativas diante da crise financeira global

LUCIANA VICÁRIA (TEXTO), MARCO VERGOTTI, RODRIGO FORTES, GERSON MORA E ALEXANDRE LUCAS (GRÁFICO)

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  A geração do milênio, formada por quem nasceu a partir da década de 1980, começou a carreira de forma atípica. Eles tiveram boa educação e deram a sorte de entrar no mercado num momento favorável, com empresas dispostas a pagar benefícios raros a iniciantes e salários bem acima da média, incluindo bônus, premiações e horários flexíveis de trabalho. “Era a única forma de reter essa turma tão disputada”, afirma João Lins, da consultoria PricewaterhouseCoopers (PWC). Não mais. Com os desdobramentos da crise financeira global, o mercado cortou os excessos. A oferta de vagas diminuiu, e a nova geração teve de fazer concessões, mostra uma pesquisa iné-dita da PWC. Ela compara dados de 2011 com os de 2008, antes da crise. O levantamento foi feito em 75 países, entre eles o Brasil. Trabalhadores americanos e europeus foram os que mais perderam benefícios. Boa parte dos jovens (32%) diz que aceita ganhar me-nos do que supõe merecer e 15% topam trabalhar em empresas distantes de sua residência, algo pouco comum há cerca de três anos.

PWC e Organização Internacional do trabalho)As marcas de uma geração antenada (Foto: Fontes: PWC e Organização Internacional do trabalho)

– Restrições Irrestritas ou Irrisórias?

A Federação Paulista de Futebol divulgou os árbitros sorteados para as Quartas-de-Final do Paulistão 2012. E uma escala certamente fará a alegria dos trollers e dos adeptos da Teoria da Conspiração: Rodrigo Braguetto apitará Corinthians X Ponte Preta.

Em Fevereiro, o jornalista Daniel Lian trouxe a público que Braguetto prestou serviços ao Corinthians através de sua empresa de eventos e arbitragem. Na oportunidade, discutiu-se a questão ética e implicações da relação comercial entre árbitros e clubes (para relembrar o caso, acesse o link: http://is.gd/profissionalpoderia).

Durante o restante do Paulistão, Rodrigo Braguetto não foi sorteado para jogos importantes do Corinthians, tendo trabalhado apenas no jogo contra o time da Catanduvense, no Pacaembu.

Agora, na fase eliminatória do Campeonato Paulista, os árbitros da Categoria Especial foram sorteados, excluindo Paulo César de Oliveira (por restrição ‘judicial’, já que processa o treinador palmeirense Luís Felipe Scolari) e Antonio Rogério Batista do Prado (por restrição ‘natalícia’, já que é campineiro e quer evitar Guarani e Ponte Preta). Braguetto não deveria ser excluído por restrição ‘comercial’?

Confio no ótimo trabalho de Rodrigo Braguetto, mas não podemos nos esquecer que, na última rodada, no Estádio Moisés Lucarelli (após o jogo que encerrou a primeira fase, coincidentemente Ponte Preta X Corinthians), o treinador pontepretano Gilson Kleina alardeou que a Ponte Preta, segundo ele, estaria sendo perseguida pela arbitragem e o Corinthians favorecido. Após indagação do jornalista Renato Otranto sobre possível má fé dos árbitros, o treinador policiou-se e disse que não “acreditava em ‘esquema’, mas equívocos, e que os torcedores deveriam ficar atentos”.

Claro que o Corinthians é favorito pelo futebol apresentado até agora (afinal, com o time reserva já ganhou da Ponte Preta em Campinas). Mas se tivermos erros involuntários no próximo confronto, imaginaram o fuzuê que será criado pelos mais críticos?

Boa sorte ao árbitro Rodrigo Braguetto e seus companheiros de arbitragem.

Sobre o tema discutido na oportunidade, está em:

http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2012/02/03/o-caso-braguetto-corinthians-arbitro-pode-ou-nao-ter-relacao-comercial-com-clube/

O CASO BRAGUETTO & CORINTHIANS: ÁRBITRO PODE OU NÃO TER RELAÇÃO COMERCIAL COM CLUBE? (03/02/2012)

Ontem, na matéria de Daniel Lian, o árbitro da FPF e da CBF Rodrigo Braguetto declarou que sua empresa de arbitragem prestou serviços ao Corinthians no último final de semana. Sua entrevista está disponível no link http://is.gd/arbitro.

A questão discutida ficou sendo: o árbitro de futebol pode ter relação comercial com um clube, cujo time pode estar envolvido nas competições que apita? É legal? É moral? Há alguma consideração contrária?

Vamos lá: no exercício da arbitragem de futebol, o indivíduo se torna um verdadeiro sacerdote na função- tem regramentos exclusivos, necessidade de se policiar e cuidados extremados que talvez nenhum outro elemento envolvido no futebol tenha que ter.

O árbitro não deve apenas ser honesto; deve parecer ser honesto! Como ficarão as explicações para os demais envolvidos no futebol sobre a relação comercial entre árbitro e clube (aqui, independe se é Braguetto e Corinthians, mas poderia ser qualquer outro árbitro e qualquer outro clube)? Torcedor enfurecido não quer saber se a ação comercial foi profissional e independente, ele mistura a coisa. E não adianta fazer vistas grossas, pois a repercussão sempre é grande. Sendo assim, para quê o desgaste?

Imaginem 2 jogos envolvendo Corinthians X Palmeiras:

1) na semifinal do último campeonato paulista, Paulo César de Oliveira foi criticado por sua atuação, mesmo fazendo uma grande arbitragem em jogo difícil. A expulsão de Scolari é lembrada até hoje. E se o árbitro fosse Braguetto? Infelizmente, alegariam que o vínculo da sua empresa de arbitragem teria influência na sua atuação.

2) no último jogo entre ambos, pelo Campeonato Brasileiro: Seneme expulsou Valdívia em lance sobre Jorge Henrique. E se tivesse sido Braguetto?

Diante de tudo isso, não há como negar que é um desgaste impreciso. Concordo que o árbitro é um prestador de serviços autônomo, que não tem sua atividade reconhecida profissionalmente, que não é considerado funcionário da Federação Paulista de Futebol, e, por isso, todo trabalho honesto realizado fora dos campeonatos oficiais não deva ser contestado. Mas dentro da sua atividade, moral e eticamente, muitos cuidados devem ser tomados. E se manter longe de vínculos mais próximos com os clubes se faz necessário.

Lembro fato semelhante ocorrido anos anteriores, já na gestão da atual Comissão de Árbitros: o árbitro Anselmo da Costa foi contratado pelo Instituto Wanderley Luxemburgo para lecionar aulas de arbitragem em seus cursos. O Cel Marinho, presidente da CEAF-SP, não escalou mais o árbitro em partidas nas quais o treinador estivesse envolvido, como que se rotulasse Anselmo a um subordinado de Luxemburgo, mesmo como árbitro.

E agora, nesse episódio?

Se escalar Braguetto em jogos do Corinthians, terá sido uma decisão contraditória à tomada no episódio Anselmo.

Se não escalar, acaba aceitando o argumento que o árbitro está envolvido com o clube e impedido de atuar em jogos da equipe.

Um problema a mais para a Comissão de Árbitros. Nessa próxima rodada, na qual alguns árbitros TOPs enfim estrearão (terá sido pelo excesso de reclamações das primeiras rodadas?), mais um assunto para ser discutido…

Um detalhe: Braguetto afirmou na entrevista que se isso for um problema, se aposentará.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

Visite esse post e outros no Blog do Portal Bom Dia / Diário de São Paulo, em:

http://www.redebomdia.com.br/blog/lista/109/Rafael+Porcari

 

– Marco Polo aconselha Rubens Lopes

Pela correria dos últimos dias, quase passou batido: e os aconselhamentos de Marco Polo Del Nero a Rubens Lopes?

Numa boa entrevista feita por Benjamim Bach (Lance, pg 26 e 27, 19/04/2012), o jornalista questionou o presidente da FPF sobre o que ele diria ao seu colega carioca, caso o encontrasse num elevador. E a resposta foi um conselho:

Rubinho, calma. Trabalhe direitinho, respeite as equipes, faça um bom trabalho na arbitragem e na administração que sua vez vai chegar. É até capaz que a gente se abrace.”

A dica é ótima. O futebol do Rio de Janeiro precisa de uma gestão assim. Tanto quanto São Paulo. Mas já que Marco Polo mostrou o caminho, quando é que ele próprio poderá praticar o que sugere por aqui?

– Palmeiras e Flamengo em má Consideração

Laura Capanema, jornalista da Revista Placar, foi a Istambul entrevistar o meia Alex, do Fenerbahce. E o atleta escancarou sobre dois grandes clubes brasileiros em que jogou:

Hoje a gente conversa entre os jogadores e a maioria não quer ir para o Palmeiras, todos sabem que lá é complicado de jogar e difícil de trabalhar (…) No Flamengo eu me arrependi de ter ido pra lá logo no primeiro dia em que cheguei. Era uma bagunça. Era horrível, o campo de treinamento, o ritmo de trabalho, o vestiário, o grupo dos jogadores. A concentração era marcada às 18h, meu companheiro de quarto chegava meia-noite. E ninguém falava nada… Era tudo empurrado com a barriga.”

E aí: esse é um retrato fiel destes clubes, ou o atleta exagerou nas suas palavras?

Deixe seu comentário:

– O que Muda na Arbitragem da FPF com a saída da Sílvia Regina?

Sílvia Regina de Oliveira, ícone da arbitragem feminina sulamericana, excepcional caráter, foi retirada de suas funções da Escola de Árbitros Flávio Iazzetti, entidade de formação dos novos árbitros da Federação Paulista de Futebol. Para o seu lugar, entrará o ex-assistente FIFA, Cel Nilson de Souza Monção, também de ótima índole e conhecimento profundo do futebol.

– Vamos a algumas considerações?

Monção foi um dos melhores com que trabalhei. Salvo engano, o último jogo em que tive a oportunidade de trabalhar com ele foi Guarani X São Bernardo, onde ele bandeirou para mim na A2. Mas isso não importa. Importa sim o fato dele assumir um cargo de tamanha responsabilidade, no qual grandes nomes como Gustavo Caetano Rogério, Antonio Cláudio Ventura, Roberto Perassi e Sílvia Regina atuaram nos últimos 20 anos.

Formar árbitros é difícil. Moldar a universalização dos critérios mais ainda. Segurar a empolgação do jovem apitador, então… Quem entra na Escola de Árbitros para se formar é seguramente um entusiasmado estudante. O jovem se orgulha em dizer que está na FPF! E aí é o momento delicado: respeitar a individualidade do futuro árbitro (suas características pessoais que estarão presentes no seu desempenho), mostrar a necessidade de respeitar critérios de arbitragem e não deixá-lo querer ser maior que o próprio espetáculo.

Por isso, desejo boa sorte ao Nilson Monção. E é impossível não questionar: por que a Sílvia Regina saiu?

Até agora, não há uma nota sequer oficial no site da FPF sobre a saída.

Sílvia é instrutora FIFA e assessora de árbitros da Conmebol. Claro, tal acúmulo de atividades poderia ser dificultoso a ela na EAFI-FPF. Perde a escola uma ótima professora, já que a didática dela (além de conhecimento e simpatia) é muito boa. Aqui, faz-se um adentro: ser um docente do ensino de arbitragem, não necessariamente, tem a ver com suas qualidades enquanto profissional dentro de campo, ou seja, a competência dela como professora não está atrelada a atuação que teve como árbitra (Roberto Perassi, Gustavo Caetano ou Ventura foram árbitros extremamente excepcionais? Claro que não, mas conheciam bem o meio). Se assim fosse, os comentaristas de futebol virariam treinadores e os treinadores virariam jornalistas. Portanto, cada um na sua.

O problema é: dirigentes do apito creditam a sua saída à mudanças profundas na arbitragem paulista! Disse o presidente Marco Polo Del Nero, sobre o fato de ter demitido a Sílvia:

A decisão é minha. Precisava ser feito algo. O treinamento precisa ser contínuo. Não estou feliz e os clubes também não

Balela. Pura bobagem. O presidente da FPF quer imputar a má atuação dos árbitros no Paulistão a ela? Demiti-la seria uma satisfação demagógica às reclamações dos clubes?

Ora, não é Sílvia quem escala os árbitros. Não é ela quem promoveu a absurda e forçada renovação de 70% do quadro de bandeiras da 1ª divisão! Na Escola de Árbitros, ela ensina regras àqueles que entravam no curso. Administrar o quadro, orientá-los dentro de campo é de responsabilidade da Comissão de Árbitros, não da Escola! A função deve ser exercida pelos administradores do departamento, Cel Marcos Marinho e seu assessor, Arthur Alves Júnior. Na hora do sorteio dos árbitros e das orientações, são eles que tem a função. Na hora de punir os árbitros, são eles que determinam as penas. Quando é para dar entrevistas, eles aparecem em público. E a culpa é da Sílvia, segundo Marco Polo?

Se você considera ótimo o trabalho dos árbitros no Paulistão, elogie a eles da Comissão. Se você considera ruim, se reporte aos próprios. Mas Sílvia é a menos culpada de tudo isso.

Na ânsia em dizer que o trabalho é bom, galgam jovens inexperientes à Categoria A1. E como fica toda a história do Ranking, de que o árbitro deveria passar por diversas etapas até chegar a elite? “Foi pro saco”, junto com as denominações Ouro, Prata e Bronze, substituídas por Especial/1,2,3,4 e estagiários?

Faço uma analogia com clube de futebol: é como se a campanha ruim do Flamengo não fosse culpa dos dirigentes ou dos jogadores, mas do treinador da categoria de base…

Atitude demagógica, no mínimo.

E o que dizer da punição ao árbitro José Cláudio da Rocha Filho e do bandeira João Boulgauber? A Comissão de Árbitros os suspenderam, devido a atuação no jogo Palmeiras X Comercial. A quem eles recorrerão? Ao Sindicato, cujo presidente Arthur Alves Júnior faz parte da Comissão que os puniu? Ou à Cooperativa, cujo tesoureiro (ele próprio) faz parte da mesma Comissão e o presidente Silas Santana trabalha na Ouvidoria da FPF?

Os árbitros estão desamparados ao extremo. E depois não querem que diga que há incompatibilidade de cargos nas entidades de defesa dos árbitros…

Uma pena.

E você, o que pensa sobre a medida do Marco Polo Del Nero? Demitir a Sílvia Regina resolve os problemas da arbitragem?

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