– Quanto você pagaria por mês a Ronaldinho Gaúcho?

Se você fosse dirigente do seu clube de futebol e lhe fosse ofertado contratar Ronaldinho Gaúcho, quanto você ofereceria a ele por mês?

Pois bem: o presidente Fikret Orman, mandatário-mor do time do Besiktas (Turquia) ofereceu oficialmente cerca de R$ 1.300.000,00 mensais, mais € 20 mil por jogo que entrar em campo. Alexandre Kalil receberá a proposta para cobrir e assegurar a permanência dele em Minas Gerais no Atlético Mineiro ou não.

Tal valor é alto para os padrões turcos, mas não é só pelo futebol dele, e sim pelo projeto de marketing que o clube quer fazer, já que o Besiktas é a 3a força local e está em ascensão no ganho de novos torcedores, atrás do Fenerbahce e Galatassaray.

Ronaldinho ainda vive das glórias catalãs e pela magia que proporcionou em Barcelona. É inesquecível o jogo em que atuou contra o Real Madrid em pleno Estádio Santiago Bernabéu (vitória de 3 x 0), sendo aplaudido pelos torcedores arqui-rivais de pé no 3o gol, após dominar a bola no meio de campo e fazer fila nos adversários e praticamente entrar com “bola e tudo” na meta. E esse é só um dos grandes jogos que por lá fez. No Milan, já se mostrava desinteressado e pouco fez.

Não dá para esquecer os momentos negativos: o leilão que seu empresário (Assis, o próprio irmão) fez com o Palmeiras, acertando posteriormente com o Grêmio e largando o time na mão com a festa armada para a apresentação e fechando em definitivo com o Flamengo. No Mengão, jogou bem (embora, muito criticado pleas festas e baladas que participava).

Recentemente no Atlético Mineiro atuou muito bem, em especial na Libertadores da América. Só que na semifinal decisiva contra o Raja Casablanca, pelo Mundial de Clubes da FIFA, não apareceu no jogo, embora, sejamos justos, marcou um golaço de falta e que nada ajudou.

Toda vez que ouço no nome do R10 me vem a mente a lembrança de um craque irresponsável. Quem não se recorda dele nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 recebendo a medalha de bronze falando ao celular?

Com a experiência que tem, poderia ajudar muito a Seleção Brasileira. Mas como o treinador Luís Felipe Scolari não leva desaforo para casa, dificilmente o convocará para a Copa do Mundo, principalmente após se atrasar na apresentação para o amistoso em Belo Horizonte contra o Chile em abril do ano passado. E sabe de uma coisa? Está certo Felipão, eu também não o levaria.

Por fim: está na minha memória uma entrevista dada por Ronaldinho Gaúcho à Revista Placar, quando estava no auge no Barcelona, onde o jornalista perguntou sobre como administrava suas finanças. E ele disse:

Não mexo com dinheiro, o meu foco é futebol. E pra ser sincero, nem sei quanto ganho. Minhas roupas são todas de presentes do meu patrocinador, nunca paguei um almoço porque ninguém quer cobrar e nas festas que eu frequento sou convidado. Só pago a gasolina no posto, mas não sei quanto pago pois é débito automático“.

E você, o que acha? Vale contratar Ronaldinho Gaúcho para seu time? E se vale, a que preço?

Deixe seu comentário:

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– Os Limites Éticos do Jornalismo depois do Caso Schumacher

O triste episódio do acidente em uma pista de Ski do heptacampeão de automobilismo Michael Schumacher, traz à tona uma observação: até onde os jornalistas podem e desejam ir em busca de um furo de informação?

Digo isso devido ao desrespeito observado nesta semana quando, disfarçado de padre que levaria o Sacramento da Unção dos Enfermos, um jornalista foi descoberto, tentando tirar fotos exclusivas de Schummi.

Puxa, não se respeita ninguém mesmo. A troco de quê tal violação de conduta? É ético? É correto?

Lamento profundamente que pessoas do tipo non sense continuem agindo assim, invadindo a privacidade e a dor dos familiares dos outros. Condenável!

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Quem foi o melhor árbitro do mundo em 2013?

Em breve saberemos quem será eleito o melhor jogador do mundo: Cristiano Ronaldo, Lionel Messi ou Ribery?

Fazer listas e rankings é algo difícil. Carece-se de critério, bom senso, e eleitores e/ou aconselhantes isentos. Permitir voto pela Internet é algo surreal, pois, respeitosamente, sabe-se que se existir uma boa campanha um azarão ganha pela simpatia num pleito eletrônico.

E se a lista for para a escolha daqueles que tem pouca torcida e muita antipatia?

Pois é: eleger o melhor árbitro de um campeonato estadual tem grau de dificuldade médio. O de um país, a dificuldade aumenta. E do mundo?

Não dá para assistir jogos do planeta inteiro, quiçá um ou outro das principais ligas da Europa. Mas todas as partidas, impossível.

A grosso modo, você pode se basear nas grandes partidas e competições internacionais. E leio num desses blogs especializados do assunto (link enviado pelo árbitro Maicon Maia), o “Football Refereeing”, elegeu os 3 melhores do planeta em 2013: Björn Kuipers , Howard Webb e Sandro Meira Ricci.

Kuipers é o holandês que apitou os principais jogos da Champions League e a final da Liga Europa. Seu ápice foi a final a Copa das Confederações (Brasil x Espanha no Maracanã). Escolha justa.

Webb é o inglês que apitou a final da Copa de 2010 e de tantos outros jogos importantes. Tem muita personalidade e sempre figura entre os melhores.

Ricci é o brasileiro que entrou na lista da FIFA para representar o Brasil na Copa do Mundo em 2014. Quando apitou os principais e mais difíceis jogos do Brasileirão ainda como aspirante a FIFA, foi preterido, dizem, por motivos políticos. No ano seguinte entrou para o quadro internacional. Alguns o criticam por ter sido escolhido como árbitro da Copa por ser justamente “político demais”. Ora, se assim fosse, estaria a mais tempo no quadro da FIFA e de bate-pronto escolhido para o Mundial. A vaga era de Seneme que se lesionou, passou para Vuaden que reprovou no teste físico e ficou pingando para Ricci, que a agarrou. Acho justo. Quem está melhor do que ele hoje para a vaga? Heber Roberto Lopes? A torcida são-paulina não se esquece do fatídico SPFC x Grêmio deste ano. Paulo César? O admiro, mas sua vez já foi. Ricardo Marques Ribeiro, Péricles Bassols, Chicão de Alagoas ou Wilton Sampaio? Esqueça. Sobrou Marcelo de Lima Henrique para dividir a preferência.

Mas o mote é: Ricci é o 3o do mundo?

Nesse ano, não apitou os principais jogos do Brasileirão, mas em compensação esteve nas principais competições internacionais: Eliminatórias, Libertadores, Copa do Mundo Sub 20 e Mundial de Clubes, onde apitou a final da competição. Talvez isso o tenha tornado o mais importante árbitro da América do Sul.

Repito: não é fácil criar rankings, principalmente os de arbitragem. As vezes temos muita má vontade com os nossos árbitros. Carlos Eugênio Simon foi a 3 Copas do Mundo, e ainda assim o criticam. Marsiglia, Wright, Arnaldo e Romualdo fizeram bonito lá fora, mas o reconhecimento é pouco. O “complexo de vira-lata”, tão presente na Seleção Canarinho até a metade do Século XX, persiste no meio do apito. Por quê tantas críticas aos árbitros locais, se eles estão na média mundial?

Quando foi a Nazaré, sua terra natal, Jesus não realizou grandes milagres pela falta de fé do povo. Disse então que “um profeta não é reconhecido pelo seu próprio povo”. Foi daí que se eternizou o dito “Santo de casa não faz milagre”.

Sandro Meira Ricci não é Jesus Cristo para se chamar de santo ou perfeito e fazer milagres em campo. Tampouco para ser crucificado. Assim, que tal olharmos com bons olhos para tal destaque e torcermos para que o árbitro brasileiro apite a decisão do 3o e 4o lugar da Copa de 2014? Claro, não o queremos na final, pois lá estará a Seleção Brasileira contra qualquer outra; afinal, neste ano, Felipão afirmou que “O Brasil será campeão”.

Ou está tudo errado? Previsão de Scolari, escolha do árbitro, ranking e tudo mais?

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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Observação 1: Novamente, não teremos árbitro central paulista na Copa (mas sim bandeira). Veja a relação completa:

1930 – Gilberto de Almeida Rego-RJ (árbitro, com 49 anos)

1934 – nenhum

1938 – nenhum

1950 – Mário Vianna-RJ (árbitro, com 42 anos), Alberto da Gama Malcher e Mário Gardelli (auxiliares)

1954 – Mário Vianna-RJ (árbitro, com 46 anos)

1958 – nenhum

1962 – João Etzel Filho-SP (árbitro, com 46 anos)

1966 – Armando Marques-RJ (árbitro, com 36 anos)

1970 – Ayrton Vieira de Moraes-RJ (árbitro, com 46 anos)

1974 – Armando Marques-RJ (árbitro, com 44 anos)

1978 – Arnaldo Cézar Coelho-RJ (árbitro, com 35 anos)

1982 – Arnaldo Cézar Coelho-RJ (árbitro, com 39 anos)

1986 – Romualdo Arppi Filho-SP (árbitro, com 47 anos)

1990 – José Roberto Wright-RJ (árbitro, com 46 anos)

1994 – Renato Marsiglia-RS (árbitro, com 43 anos) e Paulo Jorge Alves (assistente)

1998 – Márcio Rezende de Freitas-MG (árbitro, com 38 anos) e Arnaldo Pinto (assistente)

2002 – Carlos Eugênio Simon-RS (árbitro, com 37 anos) e Jorge Paulo Gomes (assistente)

2006 – Carlos Eugênio Simon-RS (árbitro, com 41 anos), Aristeu L Tavares e Ednilson Corona (assistentes)

2010 – Carlos Eugênio Simon-RS (árbitro, com 45 anos), Altemir Haussman e Roberto Braatz (assistentes).

2014 – Sandro Meira Ricci-MG (árbitro, com 40 anos), Emerson Augusto Carvalho e Alessandro Rocha Matos (assistentes).

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Observação2: A matéria do texto-base pode ser acessada em: http://footballrefereeing.blogspot.com.br/2013/12/the-3rd-team-referee-of-year-2013-bjorn.html?m=1 (abaixo):

THE 3RD TEAM REFEREE OF THE YEAR 2013: BJÖRN KUIPERS

“From zero to hero” – that was a phrase issued by one member of this blog’s community that perfectly circumscribes the past year 2013 for Dutch referee Björn Kuipers. He is today honoured by The Third Team and its community as the world’s best Referee of the Year 2013.

Many people expected that EURO 2012 might have been a caesure for Kuipers’ referee career. Having been sent home after the group stage as one of four referees, he was somehow punished for his rather weak performances in Ireland – Croatia and Ukraine – France. It was indeed a caesura – but a positive one. In 2012/13, Kuipers outperformed all expectations and rapidly improved his skills on the pitch. Or, to formulate it differently, he finally managed to put his skills onto the pitch visible for everyone.

This culminated in a well-deserved semifinal in UEFA Champions League between Borussia Dortmund and Real Madrid which he handled almost faultlessly. He was then selected to take charge of UEFA Europa League Final 2013 in his home country – in Amsterdam Arena – between SL Benfica and Chelsea FC. The performance of his whole team including assistant referees Van Roekel and Zeinstra as well as the additional assistant referees Van Boekel and Liesveld has been impressive. As a logical consequence, Kuipers furthermore took control over the heated and combatted final at FIFA Confederations Cup between hosts Brazil and World Champions Spain. There is no need to say that this performance was very good as well. In the end, Kuipers has established at the peak of European refereeing which has led us to this award. Congratulations. He is following in the footsteps of Ravshan Irmatov and Cüneyt Çakır, who have been awarded this small prize in 2011 and 2012 respectively.

English Howard Webb has landed on the second place. Certainly, 2013 has been one of the best years of his career and probably the best year after 2010.

Brazilian Sandro Ricci has shown great progress over the last couple of months being somehow pushed into the role to represent the hosting nation Brazil at the next World Cup in 2014. He has coped well with these expectations and this pressure and has proven to be a very good referee at FIFA U-20 World Cup, where he handled four matches, and FIFA Club World Cup, where he took charge of the final between Bayern München and Raja Casablanca (last week).

Djamel Haimoudi of Algeria has been elected as the best African referee of the year, while Nawaf Shukrallah of Bahrain managed to do so as the best Asian official. While Haimoudi handled important matches within his confederation (CAF), such as the AFCON 2013 final in South Africa, and the third place match at Confederations Cup 2013 between Italy and Uruguay, Shukrallah very likely has qualified for next year’s World Cup by multiple achievements: he refereed the World Cup qualifier between Japan and Australia in a very good manner and was able to confirm this positive impression at FIFA U-20 World Cup where he, among others, took charge of a semifinal. In addition, he very well controlled the AFC Champions League Final between Guangzhou Evergrande and FC Seoul.

Mexico’s Roberto García has been elected as the best CONCACAF referee of the year. Certainly, his final appointment and performance at U-20 World Cup (Uruguay – France) were one vital reason for this vote.

This is the complete list. Every voter had sent a top 15. Every place (1 to 15) was linked to a certain amount of points that have been added so that a final list came into existence:

1. Björn Kuipers – Netherlands – 1973 – 370 points

2. Howard Webb – England – 1971 – 273 points

3. Sandro Ricci – Brazil – 1974 – 258 points

4. Jonas Eriksson – Sweden – 1974 – 218 points

5. Nawaf Shukralla – Bahrain – 1976 – 172 points

6. Djamel Haimoudi – Algeria – 1970 – 170 points

7. Roberto García – Mexico – 1974 – 162 points

8. Joel Aguilar – El Salvador – 1975 – 160 points

9. Wilmar Roldán – Colombia – 1980 – 158 points

10. Enrique Osses – Chile – 1974 – 138 points

11. Felix Brych – Germany – 1975 – 122 points

12. Milorad Mažić – Serbia – 1973 – 108 points

13. Svein Oddvar Moen – Norway – 1979 – 84 points

14. Bakary Gassama – Gambia – 1979 – 64 points

15. Benjamin Williams – Australia – 1977 – 57 points

16. Damir Skomina – Slovenia – 1976 – 54 points

17. Pedro Proença – Portugal – 1970 – 43 points

18. Cüneyt Çakır – Turkey – 1976 – 42 points

19. Yuichi Nishimura – Japan – 1972 – 37 points

20. Néstor Pitana – Argentina – 1975 – 31 points

21. Roberto Moreno – Panama – 1969 – 30 points

22. Ravshan Irmatov – Uzbekistan – 1977 – 29 points

23. Nicola Rizzoli – Italy – 1971 – 28 points

24. Abdul Bashir – Singapore – 1968 – 27 points

….. Alireza Faghani – Iran – 1978 – 27 points

26. Néant Alioum – Cameroon – 1982 – 18 points

27. Mark Geiger – USA – 1974 – 14 points

….. Antonio Arias – Paraguay – 1972 – 14 points

29. Craig Thomson – Scotland – 1972 – 13 points

30. Víctor Carrillo – Peru – 1975 – 12 points

….  Marco Rodríguez – Mexico – 1973 – 12 points

32. Courtney Campbell – Jamaica – 1968 – 11 points

33. Viktor Kassai – Hungary – 1975 – 10 points

34. Bouchaib El Ahrach – Morocco – 1972 – 9 points

33. Carlos Vera – Ecuador – 1976 – 8 points

….. Badara Diatta – Senegal – 1969 – 8 points

35. Roberto Silvera – Uruguay – 6 points

36. Daniel Bennett – South Africa – 1976 – 4 points

37. Stéphane Lannoy – France – 1969 – 3 points

….. Peter O’Leary – New Zealand – 1972 – 3 points

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– Você Contrataria ex-detentos? A Pepsi-EUA, não.

Nos EUA, segundo o Huffington Post, a Pepsico terá que pagar US$ 3,1 mi de multa por investigar o passado dos seus empregados. O motivo era evitar pessoas que já foram presas ou mesmo detidas em delegacia.

E aí: você contrataria um ex-presidiário?

Extraído de: http://is.gd/Huc5P7

PEPSI TERÁ QUE PAGAR 3,1 MILHÕES DE DÓLARES

Empresa também recusava aqueles que tivessem sido detidos ou acusados de pequenos delitos.

A Pepsi concordou em pagar 3,1 milhões de dólares por acusações de discriminação racial ao checar a ficha criminal para avaliar candidatos a vagas na empresa. As informações são do Huffington Post.

A EEOC (comissão de oportunidades iguais de emprego dos Estados Unidos) afirmou que essa política da Pepsi, de não contratar funcionários que já foram detidos excluiu, desproporcionalmente, 300 negros que tentavam uma vaga na empresa.

Pela política da Pepsi, os candidatos não seriam contratados mesmo se nunca tivessem sido condenados. A empresa também recusava aqueles que tivessem sido detidos ou acusados de pequenos delitos.

Segundo a EEOC, usar a detenção ou a condenação como critério de seleção de candidatos pode ser ilegal se não for relevante para o emprego.

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– Empresas que controlam o tempo do banheiro!

Sua empresa controla o tempo que você gasta indo ao banheiro?

Talvez não. Mas a Tim, sim. O serviço de telefonia é falho, mas a austeridade com os funcionários não.

A empresa foi multada por impor regras e tempo para os seus funcionários irem ao banheiro. Veja, extraído de:

http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2013/11/tim-e-condenada-pagar-r-5-milhoes-por-controlar-ida-ao-banheiro.html

TIM É CONDENADA A PAGAR R$ 5 MILHÕES POR CONTROLAR IDA AO BANHEIRO

Decisão é da 8ª Vara do Trabalho de Curitiba; empresa pode recorrer.
Segundo o TRT, ex-funcionária também era avaliada em frente a colegas.

A TIM foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar uma indenização de R$ 5 milhões a uma ex-funcionária que tinha horários de banheiro controlados em Curitiba, de acordo com o Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR). A sentença é do juiz Felipe Augusto de Magalhães Calvet, da 8ª Vara do Trabalho de Curitiba, e a empresa pode recorrer. A condenação foi divulgada pelo TRT-PR nesta segunda-feira (25).

Além de a mulher ter os horários de banheiro controlados, ela era avaliada na frente dos colegas e sofria ameaça de mudança para um horário pior caso faltasse ao serviço, segundo o TRT-PR.

O Tribunal Regional do Trabalho do Paraná explicou que o valor da indenização foi aumentado significativamente em relação a sentenças envolvendo situações semelhantes porque, diante de “valores ínfimos”, a empresa manifestou “qualquer interesse em ajustar o ambiente de trabalho, sendo mais barato pagar eventuais ações trabalhistas do pequeno número de empregados que reclamarem judicialmente”. O juiz citou sete decisões judiciais contra a Tim no Paraná pela mesma prática de controle do horário de banheiros, que tiveram indenizações variando entre mil e dez mil reais.

Uma testemunha no processo confirmou que a ida ao banheiro era considerada como “pausa descanso” e que, fora dessas pausas, era necessário mandar um e-mail para o supervisor solicitando autorização para ir ao banheiro, o que nem sempre era possível  dependendo da fila de espera de atendimento de clientes.

A TIM informou que já foi notificada e que está tomando as providências de recurso.

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– Vasco x Cruzeiro, Dedé, Júlio Baptista, Profissionalismo e Facilitação

Nas redes sociais, bombou o tema “entrega”, em referência ao jogo entre o Vascão e a Raposa. O time cruz-maltino lutando contra o rebaixamento; o time mineiro só cumprindo a tabela depois do título conquistado.

Coisas curiosas do jogo: o elenco cruzeirense com o ex-treinador vascaíno, Marcelo Oliveira, e outros atletas do rival, como Fábio e principalmente Dedé.

E Dedé, o zagueiro ídolo do clube carioca que agora joga em MG, disse durante a semana que “amava o Vasco da Gama e, se o Cruzeiro não estivesse precisando dele, preferiria não jogar”.

Foi sincero. Mas foi profissional?

O clube paga o seu jogador e ele demonstra titubeação e sentimentalismo contra sua ex-equipe?

Um mal-estar, sem sombra de dúvida. Mas o problema maior foi o fato do Vasco fazer 2 gols no primeiro tempo e o Cruzeiro demonstrar desconsideração pela partida. Isso deturpa o campeonato!

Quando Criciúma, Ponte Preta e Náutico, times que lutam contra o rebaixamento ou que já caíram, jogaram contra o Cruzeiro, o time mineiro mostrou o mesmo emprenho (ou falta de)?

Azar de quem jogou com o time quando ele ainda disputava o torneio buscando o título, e sorte de quem pegou o Campeão desprezando a competição.

O Vasco da Gama jogou bem, é fato. Mas o que preocupa é: pelo seu mérito única e exclusivamente, ou pelo demérito do Cruzeiro? Mais: a má noite do Campeão de 2013 se deu a um relaxamento natural pós-conquista (ressaca) ou por um proposital mau desempenho (corpo mole)?

Esse último argumento fica reforçado por aqueles que viram pela TV Júlio Baptista dizer ao adversário: “faz logo o terceiro, p…”.

Será que o cruzeirense falou ironicamente provocando o vascaíno ou simplesmente queria que a partida fosse liquidada logo?

Em tempo: o Bahia já anunciou que reclamará formalmente à CBF, pois o Vasco da Gama é seu adversário direto contra o rebaixamento.

Deixe seu comentário.

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– O desrespeito no caso Kleina & Palmeiras

É impressionante como Gilson Kleina e Palmeiras numa fase de desrespeito.

Sim, ambos estão faltando ao respeito com uma pessoa em comum: o próprio Kleina. O Palmeiras pelo fato de não valorizar o treinador que aceitou assumir o clube em um momento crítico, a beira do abismo e conseguiu o acesso para o retorno à série A, oferecendo a ele um contrato de renovação pela metade do salário atual. E Gilson se autodesrespeitando, após saber que não era o preferido para continuar no cargo, depois de outros profissionais sendo procurados, aceitando tudo isso passivamente.

Não me convence o argumento de que é preferível ficar no Palmeiras recebendo a metade do que ganha ao procurar novos ares. A premiação pelo seu bom trabalho deve ser a renovação do contrato, e se possível, com aumento.

Fico pensando: demite-se Kleina para trazer Luxemburgo, Abel, ou outro de salário elevadíssimo? A troco de quê?

Paulo Nobre estava indo muito bem na presidência até agora. Nesse episódio, está pisando na bola!

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– Lula e a birra contra a Jornalista

Tem certas coisas que mostram a aversão às críticas de certas pessoas. E Lula parece que é expert em criticar quem o critica, sempre desqualificando o outro.

Agora, atacou a jornalista Rachel Sheherazade (a âncora do SBT, que tem se destacado pro opiniões contundentes). Disse sobre ela:

Uma menina de 20 e poucos anos não pode criticar políticos sem embasamentos.

Ora, ora, ora… Então, para elogiar, pode? Criticar, não?

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– Você sabe distinguir a Geração Y?

A geração Y está cada vez mais presente no mundo da Administração de Empresas. É a turma entre os “20 e poucos” até os “30 e tantos” anos que quer mudar o mundo dos negócios. Isso é bom, claro.

Aqui mesmo no blog já escrevi algumas matérias sobre essa geração, mas agora gostaria de compartilhar um texto da Revista América Economia, Ed Janeiro /2011, por Ainá Vietro, onde há um belo resumo das características dessa turma:

ENTENDA A GERAÇÃO Y

A pedido de AmericaEconomia, Daniella Correa, consultora de RH da Catho Online, traçou um perfil dessa nova geração:

– Além de forte ligação com a tecnologia desde a infância, são criativos, curiosos e imediatistas.

– São pessoas multitarefas, ativas, mas que sabem gerir seu tempo.

– Priorizam os próprios interesses e têm necessidade constante de feedback – uma conversa rápida é suficiente para uma injeção de ânimo.

– Querem trabalhar para viver, mas não vivem para trabalhar.

– Aceitam a diversidade, mas têm dificuldade de se relacionar com figuras de autoridade. Esperam ser tratados como colegas, e não como subordinados.

– Reivindicam seus direitos.

– Admiram a competência real e o comportamento ético mais do que o nível hierárquico.

– Desejam contribuir com inovações, receber recompensas e reconhecimento explícito pelo bom desempenho.

– Gostam de trocar conhecimentos em um clima de colaboração e priorizam o trabalho em equipe.

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– O Imediatismo dos Jovens no Início de Carreira

Está na moda o termo “Empresa Y”. Resumidamente, é aquela que possui em seus quadros executivos jovens nascidos entre 1980 e 1994. E o que elas querem e o que esses jovens querem?

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI113188-16642,00-A+EMPRESA+Y.html

A EMPRESA Y

As companhias já aprenderam a lidar com o imediatismo dos jovens em início de carreira? A julgar pela experiência das empresas Boehringer, Usiminas, IBM, Andrade Gutierrez, Leroy Merlin e Kimberly-Clark, a resposta é sim. A geração Y comemora e agradece

Por Karla Spotorno

Atlanta, outubro de 2009. Fernanda Barrocal, 28 anos, e Renata Herz, 27, gerentes da Kimberly-Clark no Brasil, tentavam esconder o nervosismo. Estavam ali, num centro de convenções, para apresentar os resultados de uma iniciativa baseada no livro A Estratégia do Oceano Azul e realizar toda uma argumentação em inglês. Publicado pelo especialista em gestão W. Chan Kim em 2005, Oceano Azul tornou-se um best-seller e inspirou empresas mundo afora. Fernanda e Renata conheciam muito bem o projeto da filial brasileira, mas a apreensão era justificada. Além de 30 executivos da multinacional americana, estava na plateia o próprio Chan Kim. Mas elas se saíram tão bem que começaram a ser requisitadas para dar mais informações sobre a iniciativa, inclusive por gestores da empresa em outros países.

Fernanda e Renata são típicas representantes da geração Y, formada por jovens entre 18 e 30 anos que entraram no mercado de trabalho nesta década. Eles cresceram conectados à internet, são menos pacientes, não se apegam a valores corporativos e querem crescer de forma rápida na carreira. Surpreendem os gestores tradicionais ao se dirigir ao chefe da mesma forma como falam com os amigos, o que mostra uma dificuldade para lidar com o ambiente formal de muitas empresas. São ainda multitarefas. Podem muito bem executar um trabalho enquanto ouvem música e navegam nas redes sociais. Querem liberdade para sugerir mudanças e esperam alguma recompensa imediata pelos bons resultados.

Por serem assim tão diferentes das gerações anteriores, esses jovens são frequentemente retratados de forma estereotipada. Um dos mitos propagados é o de que são desleais e acreditam que só vale a pena permanecer na empresa se ela for útil e proporcionar um rápido crescimento da carreira. Uma pesquisa da consultoria de recursos humanos Hay Group mostra exatamente o contrário. O levantamento ouviu 5.568 jovens que atuam em grandes empresas e apontou que 65% pretendem ficar mais de cinco anos onde trabalham.

Além disso, 78% afirmam que há respeito à diversidade, especialmente quando se trata de diferenças entre gerações. “A culpa pela alta rotatividade é da própria empresa”, diz Ricardo Guerra, 24 anos, trainee na área de vendas para grandes clientes da Kimberly-Clark. Segundo ele, se as companhias não aprenderem a oferecer o que os jovens procuram, continuarão perdendo os talentos. Guerra rejeitou um convite para trocar de emprego porque vê perspectivas de crescer na Kimberly. Isso acontece também com suas colegas Renata e Fernanda, responsáveis pela apresentação da iniciativa baseada no Oceano Azul.

Renata se formou em publicidade, estudou inglês e espanhol. Quando entrou na Kimberly-Clark, em 2004, não imaginava que ficaria tanto tempo. “Apesar de estar há quase seis anos na empresa, não me sinto estagnada. Posso propor melhorias, dar minha opinião”, afirma. Formada em engenharia naval, Fernanda também não tem pressa. Ela trabalha há quase quatro anos na Kimberly e há dois, quando passou por um programa de job rotation, teve a oportunidade de conhecer a companhia de forma mais ampla. “Claro que não existe lugar perfeito. Mas, quando saio com meus amigos da faculdade, percebo como a vida pode ser dura em empresas que têm outras formas de trabalho”, afirma.

Assim como a Kimberly-Clark, muitas companhias já podem ganhar o selo informal de Empresa Y, por estarem aprendendo, na prática, como lidar com essa geração irrequieta. Ao dar a duas jovens promissoras a missão de representar a filial brasileira na reunião anual da diretoria da América Latina, em Atlanta, nos Estados Unidos, a Kimberly-Clark sinaliza que delegar projetos importantes para sua população Y foi a solução encontrada pela direção para atrair e reter esses talentos. Fabricante de produtos de higiene e limpeza, como as fraldas da Turma da Mônica, os absorventes Intimus Gel e a linha Scott, a companhia enfrentava uma estagnação no início da década. Para voltar a crescer, o único caminho era inovar e lançar produtos criativos. E nada melhor para isso do que dar espaço aos jovens, que formam hoje 43% de sua força de trabalho.

“Cerca de 10% do nosso faturamento deve vir de inovação. E se depender somente das minhas ideias, vamos viver pobres”, afirma João Damato, 59 anos, presidente da empresa. A estratégia parece ter dado certo. Depois de abrir espaço para o diálogo e a criatividade e oferecer mais oportunidades aos novatos, a empresa cresceu 250% em receita nos últimos sete anos.

A siderúrgica Usiminas e a indústria farmacêutica Boehringer Ingelheim também perceberam que precisavam ir além do trivial para segurar seus jovens funcionários. Resolveram, então, mudar os programas de estágio, no ano passado. “Digamos que agora o sistema está menos Pinochet e mais Piaget”, afirma Helena Pessin, 52 anos, superintendente de desenvolvimento humano da Usiminas, dando a entender que o diálogo vai superar os desmandos hierárquicos.

Na Boehringer, a metodologia também foi renovada. Acabaram as palestras formais em auditório. Os estagiários da empresa participam agora de fóruns no formato do programa Altas Horas, da TV Globo, um clássico dessa geração. O entrevistado fica no centro de um círculo, apresenta suas ideias e responde a perguntas. Segundo o professor Anderson de Souza Sant’anna, 38 anos, da Fundação Dom Cabral, faz mesmo todo o sentido evitar o modelo de sala de aula, que prepara os estudantes para trabalhar em um sistema fabril, em que o empregado ouve o chefe, cumpre suas ordens e exerce sua atividade individualmente, sem questionar. “Ninguém é treinado para discutir, ouvir críticas e colaborar”, afirma Sant’anna. “A escola ainda não forma as pessoas para trabalhar em equipe.”

Mas mudar a cultura organizacional exige tempo, energia e disposição dos gestores. Em alguns casos, a resistência de funcionários mais antigos pode ser grande, como ocorreu na Boehringer Ingelheim. A empresa de origem alemã começou a implementar, em 2004, uma política de abertura para o diálogo e de menos formalidade entre gestores e subordinados. Quatro diretores não aceitaram a quebra das barreiras hierárquicas e deixaram a companhia. “O desligamento foi um caso extremo. Mas eles não se adequaram à nova cultura da empresa porque realmente não acreditavam nela”, afirma Adriana Tieppo, 44 anos, diretora de RH. O episódio mostra que uma companhia que pretende ser inovadora precisa reservar tempo para muita conversa entre as pessoas de sua equipe, coincidentemente uma reivindicação da geração Y.

Na siderúrgica Usiminas, para evitar problemas de relacionamento, a área de recursos humanos criou workshops para ensinar os gestores a dialogarem com os jovens. No quadro de funcionários da companhia, cerca de 20% pertencem à geração Y. Em 2014, esse número deverá estar em 45%. Apesar de privatizada em 1991, a companhia preserva algumas características de empresa estatal, como a lentidão para promoções e mobilidade entre as áreas. Uma das ações para transformar a cultura foi o treinamento dos gestores para que incorporem os novos valores corporativos instituídos em março de 2009 pela nova diretoria, que assumiu em 2008. “Queremos conferir mais voz, mais poder e também mais responsabilidade para as pessoas”, diz Marco Antônio Castello Branco, 49 anos, presidente da Usiminas.

A iniciativa parece ter convencido os jovens da empresa. A economista Mariana Paes, 26 anos, foi transferida da área financeira para a de gestão da inovação depois que sua chefe imediata percebeu sua preferência por funções que envolvem a colaboração. “Minha antiga gestora é superantenada. Ela começou a me envolver em projetos mais inovadores porque sabia que isso me motivaria”, diz Mariana, que não recebeu um aumento de salário mas mesmo assim gostou da mudança, por representar um reconhecimento e uma nova oportunidade para crescer.

Casos como o de Mariana Paes, da Usiminas, mostram a importância que os jovens dão ao desenvolvimento pessoal. Na pesquisa do Hay Group, 93% disseram que desenvolvimento é crucial para permanecer no emprego. Os jovens querem aprender novas funções e conhecer outras áreas para entender de forma mais ampla os negócios e perceber que estão evoluindo com a companhia. Outro fator que motiva a geração Y é o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Depois de ver que os pais dedicaram mais tempo ao trabalho do que à família, sem grandes recompensas, eles entendem que precisam ter outra postura em relação ao trabalho. Para a maioria, pouco importa o sobrenome corporativo. O que vale é encontrar um sentido para suas tarefas. As empresas podem ajudar nessa busca ao lhes oferecer uma abertura maior para o diálogo, mais responsabilidade, feedbacks constantes, desenvolvimento pessoal e ascensão de forma mais rápida. Não são, no entanto, coisas fáceis de fazer, especialmente em razão do conflito entre as gerações, agora acentuado dentro das corporações.

Pela primeira vez na história do trabalho, coabitam quatro gerações nos escritórios. Além dos jovens da geração Y, estão no mercado os chamados tradicionais, pessoas que nasceram até 1945; os baby boomers, nascidos entre 1946 e 1963; e a geração X, que forma o menor grupo em razão da taxa de natalidade mundial abaixo da média entre 1964 e 1979. Hoje, a diferença de idade entre o funcionário mais novo e o mais velho nas empresas ultrapassa meio século.

“A tendência é ainda de aumento nessa diferença, na próxima década, em razão do envelhecimento da população. Na Europa, as pessoas entre 65 e 90 anos somarão 21% dentro de dez anos. Em 2000, esse percentual era 11%”, afirmou a Época NEGÓCIOS Guido Stein, 46 anos, professor da Universidade de Navarra e especialista em gestão de pessoas e liderança.

Combinar em suas equipes a vitalidade dos jovens em início de carreira e a experiência dos funcionários mais velhos só traz benefícios, e as empresas sabem bem disso. Mas, segundo a psicóloga Elaine Saad, 46 anos, gerente-geral para a América Latina da consultoria Right Management, a responsabilidade maior está nas mãos dos gestores. “O líder tem a obrigação de respeitar as diferenças e aprender como se comunicar com cada indivíduo”, afirma Elaine. Para Rolando Pelliccia, 47 anos, diretor do Hay Group, a retenção dos talentos está mais associada às competências do gestor e ao clima de trabalho do que às ações da empresa. Na pesquisa da consultoria, o valor da relação com o gestor ficou nítido. Entre os jovens participantes, 75% dizem que são ouvidos pelos superiores. Eles afirmam ainda que o gestor tem algo a ensinar e que aceita sugestões e críticas.

Depois de fazer um esforço para entender o jovem da geração Y, os executivos da IBM no Brasil decidiram criar um comitê chamado “crossgenerational”, ligado à área de diversidade. A ideia é que o comitê proponha ações para melhor atender os jovens, que totalizam 35% dos 19 mil colaboradores da empresa. Além disso, a IBM decidiu inovar no seu programa de mentoring, que agora é reverso. No lugar de o funcionário mais antigo ser mentor do mais novo, o novato é que dá conselhos para o mais velho. Qualquer um pode participar do programa e indicar quem gostaria de ter como mentor. “O jovem chega com uma expertise em colaboração e em redes sociais muito valiosa para a empresa”, afirma Osvaldo Nascimento, 47 anos, diretor de RH da IBM Brasil. “A capacidade para trabalhar com diferentes grupos de pessoas e em vários lugares também é importante para a companhia.”

As discussões sobre a geração Y dentro das empresas têm mostrado que o desejo de crescer rapidamente na carreira não é bom nem para os jovens nem para as corporações. Afinal, em qualquer profissão experiência é insubstituível. Muitas companhias deram cargo e salário sem transferir responsabilidades, para atender à pressa típica dessa geração e segurar possíveis talentos, mas o resultado foi a frustração do jovem e um problema no organograma.

O engenheiro civil André Gerab, 24 anos, concorda que em muitas áreas o que vale mesmo é a experiência. “Quando saí da faculdade, eu era superarrogante. Achava que sabia tudo. Comecei a trabalhar e percebi que tenho muito ainda a aprender”, afirma. Ex-aluno da Universidade de São Paulo, Gerab trabalha na construtora Andrade Gutierrez e não tem muita pressa de crescer. Entende que para construir uma carreira sólida precisa passar por diferentes áreas dentro da empresa e aprender outras funções.

A opinião é compartilhada por Camila da Rocha Correa, 25 anos, relações-públicas da Andrade Gutierrez. Há menos de um ano na empresa, Camila diz que não quer ser promovida sem ter a maturidade e o conhecimento necessários para o cargo. “O que eu realmente desejo é ser reconhecida por fazer algo muito bem”, afirma.

Para ajudar profissionais como Camila e Gerab a crescerem de forma consistente, a Andrade Gutierrez criou um programa de desenvolvimento de competências chamado Geração AG. Já passaram pelo programa 230 jovens, como o engenheiro civil Rafael Perez, 28 anos, três de formado e há seis na Andrade Gutierrez. A meta de Perez é ser engenheiro chefe de obra. Para isso, já passou por várias funções. Atualmente é ele que coordena a produção, uma das quatro grandes áreas de uma obra. “Preciso aprender todas as funções”, diz Perez, que hoje trabalha na construção de uma estação de tratamento de esgoto na Baixada Santista.

Como a Andrade Gutierrez, a rede de varejo de material de construção e itens para casa Leroy Merlin também decidiu acelerar a carreira de profissionais da geração Y e investe em um programa de contratação e formação de jovens gerentes desde o ano passado. No processo de seleção dos candidatos, em São Paulo, o diretor regional Patrick Leffondre, 45 anos, decidiu levar em conta principalmente os valores pessoais e não a competência técnica, algo prioritário antes. “Quem vem trabalhar aqui precisa ter prazer em conhecer profundamente a empresa e as funções que irá exercer, e também gostar de desenvolver equipe e ter iniciativa”, diz Leffondre. Apesar de tentar atender às demandas dos jovens, a Leroy Merlin quer encontrar candidatos que realmente se identifiquem com o sistema de gestão descentralizado da multinacional francesa e que gostem do trabalho em loja. “Estamos preparando as pessoas e a empresa para acompanharem o crescimento da rede”, afirma Cynthia Cerotti, 39 anos, gerente da área de RH no Brasil. Em 2010, a varejista repetirá o investimento de R$ 130 milhões do ano passado, quando inaugurou três lojas, cada uma com 250 funcionários.

Apesar dos avanços, para atrair e reter os jovens talentosos e, consequentemente, ganhar em inovação e crescimento, as empresas ainda precisam dar vários passos. Para a economista americana Sylvia Ann-Hewlett, diretora do Center for Work-Life Policy, em Nova York, muitas das demandas dos jovens são realmente positivas para as companhias. “Um novo sistema de recompensas, por exemplo, é uma das questões que as companhias deveriam pensar em adotar”, afirmou Sylvia a Época NEGÓCIOS. Autora de diversos artigos e livros sobre diversidade, Sylvia diz que o que é bom para a geração Y também agradará ao baby boomer. “As duas gerações estão olhando para o emprego de maneira semelhante e devem conduzir grandes mudanças na forma de trabalhar”, diz. Entre essas mudanças, Sylvia destaca a necessidade de intervalos na carreira, como os sabáticos, em que o profissional volta após um período fora, e a flexibilidade de horário. Para Sylvia, essas são algumas demandas que as duas gerações deverão implementar juntas nos próximos anos. Até por questões de sobrevivência, nenhuma empresa vai querer ficar fora.

– O Árbitro agora é Profissional. E daí?

Vejo muita gente comemorando a regulamentação da profissão de árbitro de futebol. Mas quem milita no meio sabe que esse projeto sancionado pela presidente Dilma Rousseff é, na verdade, uma hipócrita e demagógica ação que nada mudará no dia-a-dia dos árbitros de futebol, tampouco trará melhorias práticas.

Assustou com minha opinião? Explico a ilusão desse projeto:

1 – Ao árbitro será permitido se associar em cooperativas de trabalho e sindicatos. Mas já não é assim? E, pasmem: se um árbitro não se sindicalizar e/ou cooperar, não apita jogos profissionais nesse país! No Rio de Janeiro, Jorge Rabello, funcionário da FERJ, é o responsável pelo departamento de árbitros da entidade. Porém, é ele quem dirige o Sindicato e a Cooperativa de lá! Em São Paulo, Arthur Alves Júnior é o presidente do Sindicato dos Árbitros e Silas Santana trabalha na Cooperativa, sendo que ambos são funcionários da FPF! Claro que tudo está dentro da lei; e, mesmo sendo legal, poder-se-á contestar: não é imoral? A mim, tal situação desagrada muito, já que entendo como incompatibilidade de cargos. Se o árbitro tiver que brigar com a Comissão de Árbitros de SP ou do RJ, e quiser recorrer ao Sindicato, terá que recorrer à mesma pessoa. Dá para imaginar o Rabello do Sindicato discutindo com o Rabello da Federação Carioca?

Reforço: nada contra essas pessoas, mas entendo ser impossível que se tenha condição de trabalhar antagonicamente em cargos tão distintos, sendo o mesmo dirigente.

2- A Lei reza que o árbitro poderá trabalhar em Ligas e Entidades de prática do Futebol. Ué, cadê a novidade?

Na verdade, se festeja única e exclusivamente o fato de que, no papel, existe uma profissão chamada de “árbitro de futebol”. A lamentar que nada se fez para que o árbitro receba FGTS, tenha direito a 13o e Férias, fruto de registro na Carteira de Trabalho, sendo as Federações e/ou a CBF o(s) patrão(ões).

Aliás, me causa curiosidade: por quê os Sindicatos e Cooperativas que agora podem representar o árbitro (mas que já representavam) não lutam para que as Federações e a Confederação assumam o árbitro como empregado? Que banquem os treinos para melhorar o desempenho em campo e os assumam como funcionários profissionais para que se dediquem integralmente a profissão e não cometam tantos erros.

Reitero: a Lei é demagógica, já que ilude o cidadão comum a pensar que algo vultuoso foi feito; e hipócrita, pois se comemora para disfarçar o que está em situação calamitosa, que é a péssima condição dos árbitros do Brasil, resultando em arbitragens no nível que se vê.

Gozado: para apitar em São Paulo, os árbitros assinam um documento de próprio punho dizendo que são prestadores autônomos de serviços aos clubes, sendo que a FPF é quem os paga, via Sindicato (descontando-se taxa sindical), alegando que o dinheiro é repassado das verbas que o clube receberia a fim de evitar calote.

Isso não é contestado por quê?

Portanto, torcedor comum, não se anime: nada mudará nos jogos que você assistir. E aos árbitros, vale o lembrete: você não ganhou nada com a nova lei.

Invejo a Inglaterra. Lá sim o árbitro é profissional, com contrato de trabalho e tudo mais.

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– A Regulamentação da Profissão de Árbitro de Futebol

Vejo muita gente comemorando a regulamentação da profissão de árbitro de futebol. Mas quem milita no meio sabe que esse projeto sancionado pela presidente Dilma Rousseff é, na verdade, uma hipócrita e demagógica ação que nada mudará no dia-a-dia dos árbitros de futebol, tampouco trará melhorias práticas.

Assustou com minha opinião? Explico a ilusão desse projeto:

1 – Ao árbitro será permitido se associar em cooperativas de trabalho e sindicatos. Mas já não é assim? E, pasmem: se um árbitro não se sindicalizar e/ou cooperar, não apita jogos profissionais nesse país! No Rio de Janeiro, Jorge Rabello, funcionário da FERJ, é o responsável pelo departamento de árbitros da entidade. Porém, é ele quem dirige o Sindicato e a Cooperativa de lá! Em São Paulo, Arthur Alves Júnior é o presidente do Sindicato dos Árbitros e Silas Santana trabalha na Cooperativa, sendo que ambos são funcionários da FPF! Claro que tudo está dentro da lei; e, mesmo sendo legal, poder-se-á contestar: não é imoral? A mim, tal situação desagrada muito, já que entendo como incompatibilidade de cargos. Se o árbitro tiver que brigar com a Comissão de Árbitros de SP ou do RJ, e quiser recorrer ao Sindicato, terá que recorrer à mesma pessoa. Dá para imaginar o Rabello do Sindicato discutindo com o Rabello da Federação Carioca?

Reforço: nada contra essas pessoas, mas entendo ser impossível que se tenha condição de trabalhar antagonicamente em cargos tão distintos, sendo o mesmo dirigente.

2- A Lei reza que o árbitro poderá trabalhar em Ligas e Entidades de prática do Futebol. Ué, cadê a novidade?

Na verdade, se festeja única e exclusivamente o fato de que, no papel, existe uma profissão chamada de “árbitro de futebol”. A lamentar que nada se fez para que o árbitro receba FGTS, tenha direito a 13o e Férias, fruto de registro na Carteira de Trabalho, sendo as Federações e/ou a CBF o(s) patrão(ões).

Aliás, me causa curiosidade: por quê os Sindicatos e Cooperativas que agora podem representar o árbitro (mas que já representavam) não lutam para que as Federações e a Confederação assumam o árbitro como empregado? Que banquem os treinos para melhorar o desempenho em campo e os assumam como funcionários profissionais para que se dediquem integralmente a profissão e não cometam tantos erros.

Reitero: a Lei é demagógica, já que ilude o cidadão comum a pensar que algo vultuoso foi feito; e hipócrita, pois se comemora para disfarçar o que está em situação calamitosa, que é a péssima condição dos árbitros do Brasil, resultando em arbitragens no nível que se vê.

Gozado: para apitar em São Paulo, os árbitros assinam um documento de próprio punho dizendo que são prestadores autônomos de serviços aos clubes, sendo que a FPF é quem os paga, via Sindicato (descontando-se taxa sindical), alegando que o dinheiro é repassado das verbas que o clube receberia a fim de evitar calote.

Isso não é contestado por quê?

Portanto, torcedor comum, não se anime: nada mudará nos jogos que você assistir. E aos árbitros, vale o lembrete: você não ganhou nada com a nova lei.

Invejo a Inglaterra. Lá sim o árbitro é profissional, com contrato de trabalho e tudo mais.

Abaixo, compartilho o texto da lei:

LEI nº 12.867, DE 10 DE OUTUBRO DE 2013

Regula a profissão de árbitro de futebol e dá outras providências.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º
A profissão de árbitro de futebol é reconhecida e regulada por esta Lei, sem prejuízo das disposições não colidentes contidas na legislação vigente

Art. 2º
O árbitro de futebol exercerá atribuições relacionadas às atividades esportivas disciplinadas pela Lei no 9.615, de 24 de março de 1998, destacando-se aquelas inerentes ao árbitro de partidas de futebol e as de seus auxiliares

Art. 3º
(VETADO)

Art. 4º
É facultado aos árbitros de futebol organizar-se em associações profissionais e sindicatos.

Art. 5º É facultado aos árbitros de futebol prestar serviços às entidades de administração, às ligas e às entidades de prática da modalidade desportiva futebol.

Art. 6º
Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 10 de outubro de 2013;

192º da Independência e 125º da República

DILMA ROUSSEFF

Manuel Dias

Aldo Rebelo

Luís Inácio Lucena Adams

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– Dia do Empreendedor

Hoje é dia do Empreendedor!

A nós, Administradores de Empresas, uma data especial, pois ela se torna a lembrança de queempreender é arriscar, mudar, alterar, investir, produzir valor! Nem sempre resultando em sucesso, pois a experiência do fracasso é da essência do Empreendedorismo.

Àqueles que desejarem, compartilho ótimo case sobre “Empreendedores que Inspiram”!

Em: http://is.gd/EMPREENDEDORES

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– Uma Relação Positiva entre Empregados e Chefes sem Bajulação

O Diário de São Paulo trouxe em seu Caderno de Empregos uma matéria interessante: como se dar bem com os chefes, sem parecer bajulador (ou puxa-saco, como queiram).

Compartilho, extraído de: http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2011/09/139304-para+se+dar+bem+com+o+chefe.html

PARA SE DAR BEM COM O CHEFE

De carona com o filme “Quero Matar Meu Chefe”, o DIÁRIO lista os dez piores tipos de líder e dá dicas de como domar as feras

No mundo corporativo há todo tipo de chefe, como tirano, acomodado, workaholic (viciado em trabalho), baladeiro, o que só promove os amigos etc. No filme “Quero Matar Meu Chefe” (Horrible Bosses), ainda em cartaz, é possível ver como líderes que não trabalham em equipe e não têm bom relacionamento interpessoal podem criar situações ruins no ambiente de trabalho. Nessa comédia, três empregados insatisfeitos com a chefia decidem recorrer a um ex-presidiário para matar seus gestores e acabar com seus problemas.

No livro “Como Gerenciar seu Chefe”, os autores Armênio Rego, Miguel Pina e Cunha e Thomaz Wood Jr. identificam dez tipos de chefe que podem ser encontrados no mundo corporativo e dão dicas de como domar essas feras. Entre eles há o chefe barata burocrática, que é fixado em normas, regras e procedimentos e baseia todas suas ideias e estratégias nessas premissas. Já o gestor preguiça procrastinador vive cansado e demora a realizar suas tarefas e obrigações.

Exageros à parte, esses líderes comprometem o desempenho e os resultados da equipe e, normalmente, são responsáveis pela alta rotatividade dos colaboradores, que não aguentam a pressão, o assédio moral ou outros problemas. De acordo com pesquisa da Robert Ralf, empresa especializada em seleção e recrutamento, as principais razões para aumentar o estresse no universo corporativo são: pressão desnecessária e insatisfação com a capacidade de gestão.

“A maioria dos profissionais que troca de emprego sai para não ter de trabalhar com aquele gestor. O conceito de chefes que abusam do poder está ultrapassado”, afirma Fabiano Kawano, da Robert Half. Não conhecer o funcionário, não saber dar feedbacks (retornos) negativos, não conversar com o subordinado e subestimar a capacidade do colaborador são os erros mais comuns cometidos pela liderança.

“Os gestores precisam saber onde o profissional quer atuar, devem conhecer seu perfil para conseguir entender como ele quer estruturar a carreira”, ressalta Ricardo Rocha, gerente da Michael Page, especializada em recrutamento. “O que as empresas buscam hoje são bons líderes, um conceito muito mais complexo do que o de chefes. A liderança, por exemplo, de chefes que inspiram seus funcionários”, diz Kawano.

Responsabilidades da chefia:

-Incentivar e motivar a equipe
-Dar exemplo aos funcionários
-Promover a integração do grupo
-Conhecer o perfil dos profissionais
-Apresentar desafios e novos projetos
-Ter bom relacionamento interpessoal
-Dar feedbacks (retornos) sobre tarefas realizadas

Qualificação é essencial para um líder:


Com 22 anos de trabalho na rede de fast food Mc Donald’s, João Célio Oliveira, de 42, passou por vários cargos antes de se tornar diretor de treinamento. “Comecei como gerente de trainee em um restaurante, passei por todos os postos dentro da loja e fui para o escritório, com o objetivo de fazer carreira”, recorda o gestor.

Com a ajuda da empresa, Oliveira fez faculdade de marketing, pós-graduação em gestão de negócios e, agora, se prepara para investir em um master of business administration (MBA). “Formação e conhecimento são fundamentais para que você se mantenha firme e atualizado”, acredita o profissional.

De acordo com ele, os principais aprendizados que adquiriu para se tornar um líder foram saber ouvir e dar feedbacks (retornos) para seus funcionários. Para Oliveira, é preciso ouvir todas as opiniões, inclusive as negativas, para aprimorar os negócios e resolver situações. “O líder tem de estar atento e saber ouvir as verdades. Além de dar feedbacks, o chefe também precisa recebê-los. Pensar coletivamente e se comunicar é importante.”

Despreparo leva ao assédio moral:

Abusar do poder e humilhar os funcionários são atitudes que podem ser consideradas assédio moral. “No geral, a empresa tem chefes despreparados que fazem isso com seus funcionários e a diretoria não sabe. Assim, não há como evitar”, fala Wolnei Tadeu, diretor jurídico da Associação Brasileira de Recursos Humanos Nacional (ABRH Nacional).

Como proceder ao ser humilhado:

Segundo Tadeu, quem sofre assédio deve procurar o RH ou a diretoria da empresa e contar sua experiência. Casos que não são resolvidos podem chegar à Justiça do Trabalho.

Gestores que estão em alta:

Pró-atividade, liderança e bom relacionamento interpessoal são as principais características buscadas em gestores pelo mercado, de acordo com Ricardo Rocha, gerente da Michael Page.

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– E os Médicos do Exterior chegaram. E agora?

Os médicos estrangeiros chegaram ao Brasil. Claro que a polêmica é grande; chegaram cubanos, espanhóis, argentinos e russos.

A língua será uma barreira. Os médicos brasileiros, que tanto estudaram, criticam com certa razão. Mas também devemos ser justos: nos confins do país, não há quem se habilite para trabalhar, por mais incrível que possa parecer.

Para a população carente, quanto mais médico, melhor (desde que sejam competentes). A questão é: importaremos ambulâncias e leitos também? Resolveremos os problemas de desvios de verbas da Saúde?

Aí sim vou aplaudir. E você?

Ops: algo que incomoda- cada médico de Cuba custará 10.000,00 reais, sendo que receberão 4.000,00 e o restante vai ao Governo Cubano.

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– Zico no Catar

Zico foi contratado para ser treinador do Al Gharafa no Catar. É o time do Nenê (ex-Paulista de Jundiaí, Santos e Palmeiras).

O Galinho de Quintino está correto ao não querer ser treinador no Brasil. Imaginem um ídolo vaiado! Acerta em cheio ao se preservar.

Já pensaram na torcida do Mengão chamando ele de burro após alguma derrota, como é costume no nosso país? Parece impensável, mas é provável.

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– A Crise de Empregos na Mídia?

Que triste e que engraçado!

Dias atrás tanto Folha de São Paulo e Estadão demitiram jornalistas para enxugar as despesas. As rádios têm promovido isso. Mas agora, até gente incontestável foi para o olho da rua.

Ao ler, pensei que era alguma notícia falsa: Mauro Betting foi demitido da Rádio Bandeirantes!

Puxa! Enquanto isso, alguns picaretas continuam no dial. Dá para entender?

Certamente, da mais humilde à mais gloriosa das emissoras, Mauro Betting teria espaço onde quisesse.

Teria! Porque hoje a tarde ele foi recontratado pela emissora, após vários protestos de ouvintes e do apresentador Neto, da Tv Bandeirantes, pedir demissão ao vivo em solidariedade a ele.

Olha a despedida dele no Twitter (que agora, fica sem efeito).

Extraído de: http://blogs.lancenet.com.br/maurobeting/2013/08/02/voltamos-depois-do-intervalo/

MAURO BETTING

“Alô, ouvintes do Brasil” – há quase 10 anos escuto José Silvério sem precisar do fone de ouvido do Douglas, do Abrãozinho, do Jair, de tantos nas cabines e estúdios da rádio Bandeirantes.

“Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo” – há 40 anos ouvi pela primeira vez Fiori Gigliotti começar os jogos que eu sonhava ver. Delirava ouvir. Imaginava sentir na emissora que passei a frequentar quando eu tinha nove anos, em 1975. Quando meu pai foi contratado pela TV Bandeirantes, saindo da Record. Corredores e estúdios da rádio onde meu pai virou comentarista econômico depois de três anos de Jovem Pan, e dois de Gazeta, em 1977.

Sou filho do rádio. Seu Joelmir e dona Lucila se conheceram na 9 de Julho, onde apresentavam “Bombons de Música para a Petizada”. Talvez o pior nome da história do rádio. Mas foi lá que nasceu o amor entre eles. Foi desse amor no dial e dialético que nasceu Gianfranco, meu irmão, meu ídolo, em 1964. Foi nesse amor no éter e eterno que nasceu Mauro, em 1966.

Eu.

Que desde o berço queria ser jornalista por esporte. Ainda mais quando meu pai entrava no estúdio do segundo andar lá pelas 18h para falar alguns minutinhos de economia depois de Fiori, Ênio Rodrigues, Mauro Pinheiro, Luís Augusto Maltoni, Roberto Silva, Paulo Edson, Alexandre Santos e outras feras falarem aos microfones da “Marcha do Esporte”. Era o que eu queria ouvir. Era onde um dia eu gostaria de falar desde aquele 1977 na Cadeia Verde e Amarela.

Em fevereiro de 1999, José Carlos Carboni me deu a chance de realizar um sonho. Ser comentarista esportivo do AM 840, FM 90,9. Mas eu tive de dizer um dos “nãos” mais difíceis e doídos em 23 anos como jornalista esportivo de rádio, TV, jornal, revista, internet, livros, filmes e videogames. Meu Luca tinha cinco meses e não podia ficar sem o pai todos os dias da semana sem folga por causa dos empregos do pai em TV, jornal e internet. Tive de dizer não. Não tinha como conciliar escala. Não tinha como largar o salário maior da televisão. Eu tive de dizer não ao veículo que me dá prazer. Jornal é prestígio. Televisão é popularidade. Rádio é prazer. Por que ele vai com a gente ao banheiro, à escola, ao ônibus, pra cama, pra cima, pra baixo.

O rádio fala. Mas também ouve.

É o melhor amigo do homem. Vai ver que por isso também morde.

Em 2002 quase vim para a rádio Bandeirantes. Era eu ou o querido Roberto Avallone. Reticências… Não fui. Exclamação!

O “não” de 1999 e o “quase” de 2002 virou “sim” em novembro de 2003. O fratello Sergio Patrick teve a ideia. O chefe Carboni reiterou o convite. O diretor Fernando Vieira de Mello assinou. Em 1o. de dezembro de 2003 eu estreei na Bandeirantes. Exatos 12 anos depois da minha estreia em rádio esportivo pela Gazeta.

A primeira transmissão na cabine do Morumbi foi São Paulo x River Plate. Quando Carboni me ligou ao final dela para dizer que eu “acabara” de ganhar o prêmio Ford-Aceesp de 2004 um ano depois. E ele acertou. Desde então, com toda a equipe mais técnica do rádio, com os narradores, comentaristas, repórteres, apresentadores e produtores que temos, só não ganhei um ano o mais cobiçado prêmio do jornalismo esportivo paulista. São oito troféus em casa. Pelo meu lar radiofônico. Desde 1984, nenhum outro comentarista de rádio ganhou tantos como aquele filho do Joelmir Beting que, a partir de 2004, pela primeira vez em 17 anos de carreira, tinha a alegria de trabalhar com o pai na mesma emissora.

A felicidade de comentar futebol enquanto narraram José Silvério, Ulisses Costa, José Maia, Dirceu Maravilha, Hugo Botelho, Odinei Edson. Enquanto comentaram Claudio Zaidan, Estevan Ciccone, Neto, Paulo Calçade, Fábio Sormani, Flávio Gomes, Fábio Seixas, Fábio Piperno, Erich Beting. Enquanto reportaram jLeandro Quesada, Alexandre Praetzel, Eduardo Affonso, Alex Muller, Frank Fortes, PH Dragani, Ariane Rocha, Kamilla Malynowski, Antonio Petrin, Carlos Lima, Dirceu Cabral. Enquanto apresentaram Sergio Patrick, Ricardo Capriotti, Milton Neves, Beto Hora, Lélio Teixeira, Zé Paulo da Glória, Marcelo Duarte, Zancopé Simões. Enquanto produziram Vinicius Mendes, Guilherme Fagundes, Kelly Ferreira, Joãozinho, Vinicius Volpi, Claudia Oliveira, Mario Mendes, Bruno Almeida. Enquanto João Bicev comandava uma seleção de muita técnica. Com Ricardo Garcia, Davi Duarte, Aílton Dias, Nelson Wolter, Zé Pereira, Fabiano Villasboas, Arthur Figueiroa.

Mais que um timaço de colegas, meus amigos. Alguns mais que amigos. Irmãos.

Campeões da Copa Nike-2004 de futebol. Com o Fred, com o Veras, com amigos que falavam e faziam futebol. Com ouvintes que eram ouvidos. Eram nossos. Não tinha como errar.

Pela rádio Bandeirantes eu deixei de fazer programa com Nasi e Ronaldo Giovanelli na Kiss FM. Pela rádio Bandeirantes eu deixei de ser o comentarista principal da Band em 2007 por priorizar a rádio.

Pela rádio Bandeirantes eu posso ter deixado outras propostas profissionais de lado. Por amor ao rádio. Por prazer de ofício de trabalhar em casa. No meu lar. Como se eu estivesse no meu quarto. Como várias transmissões fiz descalço. Derrubando café na mesa. Assustando Milton Neves no estúdio ao lado. Rindo da desgraça própria. Chorando da emoção alheia. Comentando. Reportando. Analisando. Jornalistando.

Apenas jornalistando. O que é nosso ofício. Por vezes nosso sacrifício nessa marcha sem merchan.

Falando bobagens involuntárias ou mesmo com a intenção de produzir coliformes orais nas miltonlices da madrugadas. As mauradas que não tinham hora para acabar.

Mas que desde 17h de 1o de agosto de 2013 acabaram.

A mídia está mudando. Eu estou mudo no AM 840. Perdi a voz. Mas não a fala. Quem perdeu a voz foi a rádio que cala Walker Blaz – o Sinatra da Bandeirantes. Quem perdeu a vez foi a rádio que encerra 19 anos de Adriana Cury, filha de 57 anos de Muybo no AM. No amor que os Cury como os Beting têm pela Bandeirantes. Paixão que levamos no peito um crachá que não tem RH que arranhe e que arranque.

Rádio não tem cargo hereditário. Mas alguns filhos de radialistas têm pela Bandeirantes uma herança que não tem conta que não fecha que encerre o que guardamos aqui dentro. É contar e mandar a nossa gravação para ficar no Cedom da rádio que amamos.

Era preciso cortar números. Meu nome foi cortado da rádio Bandeirantes.

Sabia que haveria um dia em que não conseguiria mais acordar nossa equipe nas madrugadas de Munique tocando a Pamonha de Piracicaba com o Patrick na Copa de 2006. Sabia que um dia não berraria Master Bernard pelas ruas de Johanesburgo numa Copa como a de 2010. Sabia que podia contar com um irmão quando a vida separou meus filhos que amo cada vez mais na mesma semana em o que o mundo do meu fratello se separou. Sabia que nós iríamos reencontrar o amor que abençoa a ele e a mim logo depois. Com a agilidade do rádio. Com a paixão do rádio.

Sei que um dia teria de desligar o microfone que tantas vezes apertei o botão errado para abrir, que tantas vezes derrubei no chão, que tantas vezes não acreditei conversar, dialogar, tabelar com Silvério, Milton, Zaidan, Patrick, Ciccone, Capriotti, Quesada, Praetzel, Alex e tantos que continuam ou não na emissora.

Sei que um dia a Bandeirantes sairia de minha vida como os últimos sons do meu pai na vida foram pela rádio quando ele tentou voltar ao ar, nos 10 dias em que retornou do hospital. Quando um fiapo de voz pela T-Line instalada pelo João Bicev não o deixou voltar ao ar antes de retornar “em definitivo” para o hospital onde saiu do ar em 29 de novembro de 2012.

Quando no começo da madrugada de quinta-feira eu estava entrevistando Rogério Ceni até meu irmão dar a a notícia esperada desde o domingo pela manhã.

Meu pai morrera.

Eu estava saindo do ar. Eu estava fora do ar. Mas alguém precisava dizer que Joelmir Beting havia morrido. Eu mesmo disse. Li o texto que havia preparado para este blog na véspera. Li no ar a morte do meu pai.

Não era para isso que havia sido contratado. Mas é para isso que se é jornalista. Como foi meu pai de 1977 a 1985 na rádio Bandeirantes. Como ele foi de 2004 até morrer em 2012.

Eu fui rádio Bandeirantes do primeiro dia de dezembro de 2003 ao primeiro dia de agosto de 2013. Vou continuar sendo sempre aquilo que não pude mais ser. Com o mesmo prazer e honra que tive agora ao me tornar o quinto trading topic do twitter no mundo por ter sido demitido.

(A todos, todas as palavras que significam obrigado. Desculpem o cabotinismo. Mas estou precisando. Oferecimento: Mauro Beting Ltda.)

Como disse o Johnny Saad no velório do meu pai: “o Alemão é insubstituível”. E meu pai é mesmo. Posso garantir.

Como posso dizer a vocês que leem este blog e não precisavam ficar até o final deste longo texto: “o Mauro Beting é substituível”.

Não foi isso que me foi dito pela minha chefia a quem só posso agradecer pelos 10 anos de rádio.

Ao contrário.

Eles deixaram tão claro a mim como reitero a eles e a todos: as portas e microfones da rádio seguem tão abertas para mim como o amor que tenho pela casa, pelo prefixo, pelas pessoas, pelos colegas, pelos amigos.

Pela minha casa. Pela Bandeirantes.

Saio da rádio. Mas ela não sai de mim.

Assim é a vida. Assim é o rádio. Assim é a crise. Assim é a mídia.

São 2h28 de uma madrugada de sexta-feira. Estou acostumado pelo rádio e pelo Milton a sair tão tarde da emissora. A sair tão tarde de estádios onde já tive de pular muro ou pedir ao vivo que reabrissem os portões para que eu pudesse sair com nosso operador. Desde 2003 sou o jornalista que mais tarde sai de uma cabine e de um estádio. Sou o cara que normalmente apaga a luz. Sou o cara que hoje estou meio que fora do ar. Só não estou em off por ter a mulher que tenho, os filhos que tenho, a mãe que tenho, irmãos, primos, tios, madrinha e a família que me conforta. Me ama. Me Silvana.

Minha ultima jornada acabou 1h15 desta mesma quinta no Pacaembu. Saí por último como sempre. Peguei um táxi como poucas vezes. Rádio do taxista ligado em Milton. Na Bandeirantes. Em mim.

Voltei pra casa nos escutando. Sem saber que não voltaria mals a estar do outro lado do microfone.

Desde esta madrugada vou poder dormir mais horas. Só não digo que vou poder dormir melhor.

Obrigado, Bandeirantes, pelo melhor ambiente em 26 anos de Jornalismo.

Obrigado, família Bandeirantes, por continuar na Band e no Bandsports.

Voltamos depois do intervalo comercial.

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– Alexandre Gallo e as exigências na Sub 20

Um assunto que ficou batido na última semana, devido a monopolização da cobertura papal e conquista da Libertadores da América pelo Atlético Mineiro: o treinador da Seleção Brasileira Sub 20, Alexandre Gallo, declarou que vai impor algumas regras para a conduta dos atletas convocados, além de diretrizes para chamá-los a compor o elenco.

Sobre os jogadores, o treinador proibirá o uso de:

– brincos em treinos,

– fones de ouvido na concentração,

– uso de cabelos excêntricos.

Sobre os critérios de convocação, por ordem de importância serão:

1o: Caráter,

2o: Comprometimento,

3o: Capacidade Técnica.

E aí, o que você achou da normatização imposta por Gallo: dará certo? É justa?

Será que Neymar deixaria de usar brincos nos treinos, abandonaria os fones e mudaria o penteado? E a Capacidade Técnica dele estaria em 3o plano de importância?

Deixe seu comentário:

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– A Vez dos Office-Velhos

Vejam que bacana: ao invés de office-boys, em São Paulo surge uma nova categoria: os office-velhos. Remuneração razoável, carteira registrada e alguns benefícios que os agradam são os atrativos. Abaixo:

Extraído de: http://is.gd/3lOj0w

FILA ESPECIAL E ÔNIBUS GRÁTIS SÃO ATRATIVOS PARA O AVANÇO DOS “OFFICE-VELHOS”

por Mariana Sallowicz

Apesar de estar aposentado há cinco anos, o auxiliar administrativo Nilson Lúcio, 64, não pensa em parar. Ele trabalha como “office-velho” -como vem sendo chamado o profissional da terceira idade que atua como contínuo. Ele vai a bancos no centro do Rio ao menos duas vezes por dia para pagar contas, fazer transferências e depósitos da empresa em que trabalha. Também faz outros serviços administrativos. A categoria vem crescendo na medida em que os idosos têm prolongado a permanência no mercado de trabalho. Segundo o IBGE, 40% dos homens com 60 anos ou mais estavam ocupados em 2011. Já as mulheres somavam 17%. Para as empresas, além da vantagem de ter um profissional mais experiente e responsável, os “office-velhos” representam economia de tempo e dinheiro já que, dependendo da idade, têm acesso à fila especial nos bancos e gratuidade no transporte público -válida a partir dos 65 anos em São Paulo e Rio. Em São Paulo, o benefício no ônibus começa aos 60 anos. “O número de empresas que contratam idosos para fazer serviços bancários tem aumentado. O problema é que muitas não empregam formalmente”, afirma João Batista Inocentini, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados. Não foi o caso de Lúcio. Ele foi registrado após ter ficado quase um ano desempregado. “Quando aposentei, não consegui me acostumar, fazia bicos. Até que me chamaram para fazer esse serviço.” Segundo ele, um dos pontos que contaram a seu favor foi a experiência. Quando vai ao banco, usa a fila especial. Um dia, conta, um rapaz ficou gritando quando ele entrou na fila de idosos. “Ele achou que eu não tinha 60 anos. Algumas pessoas não respeitam quem está na fila especial, olham feio, mas não me importo.” Inocentini confirma que há reclamações. “Já estamos discutindo a possibilidade de criação de outra fila, para idosos que trabalham.”

SAÚDE

A economista do IBGE Cristiane Soares diz que os profissionais têm prolongado a permanência no mercado devido ao envelhecimento com mais saúde. “A expectativa de vida vem aumentando com avanços na área de saúde.”

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– A Troca de Treinadores na Europa

Aqui no Brasil, se o time vai mal, troca-se o treinador. É cultural!

Mas veja que interessante: seja por resultados, doença ou aposentadoria, na Europa nunca tivemos tantas trocas numa mesma temporada com equipes de peso.

A temporada 2013/2014 verá novos técnicos no: Manchester City, Manchester United, Chelsea, PSG, Bayern, Real Madrid e Barcelona!

Só time bom e com muito dinheiro.

E na praça, continuam a disposição aqui no Brasil: Muricy Ramalho, Celso Roth, Vanderlei Luxemburgo, Emerson Leão, entre outros.

Não dá para renovarmos nossos treinadores também? Aliás: nenhum brasileiro de peso consegue emplacar na Europa. Quais seriam os motivos?

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– Ambientes de Trabalho Descontraídos

Vejam só: escritório com mesa de sinuca, guitarra e cerveja!

Regalias?

Não, liberdade para pensar e agir! Um modismo positivo.

Veja, extraído de: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/180/noticias/o-preco-da-descontracao

O PREÇO DA DESCONTRAÇÃO

Oferecer benefícios descolados virou moda nas empresas brasileiras, mas isso atrai um tipo específico de profissional. Resta saber se esse é o seu perfil

Mesa de sinuca, guitarra, baixo, bateria, teclado e uma geladeira recheada de cerveja. Poderia ser um bar, mas é um escritório. Poderia estar no Vale do Silício, nos Estados Unidos, mas fica em Salvador, na Bahia.

Na sede do JusBrasil, site de informação na área de direito do trabalho, ninguém anda de terno. Além do kit roqueiro, a empresa oferece jogos eletrônicos e happy hour às sextas-feiras.

“Desde o começo, queríamos que fosse uma empresa com pouca hierarquia, onde os estagiários tivessem acesso aos chefes sem problemas”, diz Rodrigo Barreto, de 30 anos, sócio e diretor financeiro e operacional. “A autonomia é tudo para nós”, afirma Rafael Costa, de 30 anos, CEO da companhia.

A oferta de ambientes descontraídos tornou-se tendência nas empresas de tecnologia no Brasil e costuma despertar o interesse de jovens profissionais. Só em 2012, o arquiteto Edo Rocha, dono de um dos principais escritórios de arquitetura corporativa do Brasil, desenvolveu 26 projetos de escritórios descolados.

Empresas que colocam esse tipo de benefício à disposição do funcionário visam passar a mensagem de que se preocupam com o bem-estar de todos. Mas, conforme esses ambientes se popularizam, cresce a percepção de que nem todo profissional sente-se confortável neles.

A coach Taynã Malaspina, mestre em psicologia social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, investigou em sua dissertação de mestrado quatro grupos distintos de profissionais, sendo um deles de jovens que trabalham em agências de comunicação e empresas de tecnologia. Para esses trabalhadores, o principal valor é a liberdade para pensar e agir.

“Companhias de tecnologia vendem uma possibilidade de autonomia, como personalizar seu horário e tocar seu projeto com independência”, diz Taynã. Mas, se à primeira vista a decoração cria uma atmosfera de liberdade, num segundo momento a sensação provocada é de frustração.

Segundo Taynã, os profissionais se ressentem de não aproveitar os benefícios divertidos. Como resultado, muitos acabam se desapontando e deixando o emprego após um tempo. “A proposta se torna incoerente, e eles preferem sair”, afirma Taynã. “Eles querem trabalhar num lugar onde haja identificação de valores.”

Para uma ex-gerente do Buscapé, site de comparação de preços, produtos e serviços, se não for feito um trabalho com os gestores para que eles estimulem o clima de liberdade, não adianta oferecer opções de descontração.

A sede do Buscapé, em São Paulo, tem pebolim, pingue-pongue, cesta de basquete, redes para descanso e até um boneco de boxe para socar nas horas de estresse. A executiva diz que não regulava sua equipe, mas se lembra de ouvir outros gerentes criticando quando um funcionário deles descansava na rede. “Muitos achavam improdutivo usar a área de descompressão”, afirma a gestora.

Uma das consequências mais comuns dessa política de manter muitos atrativos na empresa é que as pessoas ultrapassam o horário regular do expediente. De acordo com Christian Barbosa, especialista em gestão de tempo e produtividade e fundador da Triad PS, de São Paulo, se por um lado os benefícios trazem felicidade ao escritório, por outro são uma maneira velada de a empresa manter os funcionários por perto.

“O intuito é que isso se traduza em produtividade, o que nem sempre acontece”, diz Christian. “Queremos tirar qualquer impressão do trabalho como um lugar ruim ou hostil. Os profissionais se sentem bem e nem querem sair daqui”, diz Rafael Costa, do JusBrasil.

Ambiente informal, jogos e alimentação saudável amenizam o peso das tarefas e a pressão por resultados e fazem o profissional passar mais tempo no escritório, restringindo as relações pessoais aos colegas da empresa. Quem opta por essa rotina acaba se esquecendo de que a vida não é só trabalho.

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– Análise de Detalhes da Arbitragem de São Paulo x Corinthians

No jogo da 3a fase do Paulistão entre São Paulo x Corinthians no Morumbi, tivemos uma arbitragem ruim do bom árbitro Antonio Rogério Batista do Prado. De fato, a temporada não tem sido boa para ele: após lesão durante a Copa São Paulo Jr, o árbitro trabalhou em 4 jogos, sendo seu jogo principal até então o clássico Corinthians x Palmeiras.

Tanto no Derby da 1a fase quanto no Majestoso de ontem, o árbitro cometeu um mesmo erro: contemporizou cartões! No mundo da arbitragem, tal estilo observado se diz pejorativamente que o juiz está “administrando o jogo”, ao invés de cumprir a Regra. Ou seja: mediando, poupando, segurando. Alguns árbitros fazem isso muitas vezes “para não estragar o jogo” (como se isso fosse de responsabilidade dele – evitar expulsões!). Não digo que é o caso de ontem, mas testemunho: em muitas das partidas em que atuei como quarto-árbitro, vi árbitros que, na hora da dúvida, não expulsavam jogadores para não serem vetados futuramente. Quanto menos cartões, avaliam ser melhor, pois evitam que dirigentes reclamem de atletas suspensos por cartões vermelhos.

Nada de má fé ou algo que possa condenar o árbitro, mas sim péssima leitura da partida. Emerson Sheik abusou da catimba, Rafael Tolói deixou de ser expulso (tudo se levarmos em conta o estilo adotado no começo da partida e posteriormente acomodado). E, principalmente, as reclamações de ambas equipes. Expulsões, mesmo, só depois do jogo: Maicon e Carleto receberam o Cartão Vermelho depois da decisão de tiros penais.

Não se pode colocar que o árbitro foi decisivo na última cobrança de pênalti ao mandá-la repetir (ali, Rogério Ceni realmente abusou), mas sim questionar condutas ruins: por qual motivo a partida se encerrou aos 45 minutos do 2o tempo, sem qualquer acréscimo? A propósito: em quantos jogos você não vê os acréscimos? Se deve sempre acrescer o tempo extra pelas substituições ocorridas, paralisações para retirada de atletas lesionados / atendimento médico e perdas diversas. Será que não houve nada disso, por isso nenhum minuto?

Há árbitros de meio-de-campeonato e árbitros de decisões. Já tivemos nos últimos anos Vinícius Furlan, Leandro Bizzio e outros juízes fazendo clássicos, num torneio onde fatalmente os 4 grandes se classificam entre os 8. Se eles vacilarem e forem mal, a equipe “dita prejudicada” tem tempo de se recuperar, já que o campeonato é longo. Na fase decisiva, onde são partidas eliminatórias, há de ser a nata da arbitragem. E que não se culpe o sorteio, pois da forma que se é feito, pode-se escalar com tranquilidade (aliás, um dia Marco Polo Del Nero não disse que ‘Ouro é Ouro e tem que apitar?’).

O problema é: rarearam-se os árbitros. Desde 2005 no cargo, qual árbitro foi revelado pela gestão da presidência da CEAF do Coronel Marcos Marinho, tendo como secretário Arthur Alves Júnior?

Ninguém!

Wilson Seneme e Paulo César de Oliveira (os árbitros paulistas da FIFA) eram frutos da gestão do Prof Gustavo Caetano Rogério (estão guardados paras as finais); Abade e Sálvio (que pararam), idem. Sobraram ainda para as decisões: Braguetto, Marcelo Ribeiro, Claus e Ceretta (frutos de outras gestões).

Enfim: como revelar árbitros, se os dirigentes que lá estão não produzem a contento? Há de se profissionalizar não só a arbitragem, mas a direção dela. Antonio Rogério não vive da arbitragem, assim como a maioria dos árbitros, que durante a semana exercem suas carreiras profissionais paralelas. Já os dirigentes do apito, ao invés de dedicação exclusiva na pasta que respondem, as dividem com outras: o Cel Marinho é presidente da CEAF, membro da Comissão Paz no Esporte e responde pelas questões de segurança dos Estádios. Ou faz uma coisa, ou outra! Arthur Alves Júnior é membro da CEAF, presidente do Sindicato dos Árbitros, tesoureiro da Cooperativa, entre tantas funções.

Nada se diga em relação à honestidade desses senhores, mas vale a reflexão: se se dedicassem a uma única atividade, não seria mais produtivo?

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

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– Melhores Cidades com oferta de RH para as Empresas!

Saiu na Revista Exame (ed 1039, pg 76): a seguradora britânica Aon realizou uma pesquisa global sobre as melhores cidades em oferta qualificada de mão de obra para as corporações. Os critérios eram: educação, demografia, leis trabalhistas, bem-estar social, comportamento do Governo com empresas e funcionários.

A campeã foi Nova York (1). A melhor latino-americana foi Santiago (52). São Paulo foi a melhor classificada do brasileira (65).

Das 138 pesquisadas, surgiu esse ranking:

  • 1- Nova York (EUA)
  • 2- Singapura (CIN)
  • 3- Toronto (CAN)
  • 4- Londres (ING)
  • 5- Montreal (CAN)
  • 6- Los Angeles (EUA)
  • 7- Copenhague (DIN)
  • 8- Hong Kong (CHI)
  • 9- Zurique (SUI)
  • 10- Boston (EUA)
  • 11- Chicago (EUA)
  • 12- Vancouver (CAN)
  • 13- San Diego (EUA)
  • 14- São Francisco (EUA)
  • 15- Estocolmo (SUE)
  • 52- Santiago (CHI)
  • 65- São Paulo (BRA)
  • 67- Rio de Janeiro (BRA)
  • 138- Damasco (SIR).

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– Rogério Ceni deveria parar?

Parar de fazer algo que se gosta é difícil. E parar alguém, mais ainda.

Respeito o Rogério Ceni; sem dúvida um ídolo aos são-paulinos, de enormes serviços prestados e títulos conquistados.

Mas… será que a idade não está pesando? Vide últimas atuações e falhas.

Repito: é difícil escolher o momento certo de parar.

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– Slow Work: Você consegue Desacelerar o Ritmo de Trabalho?

Um movimento ganha corpo no mundo organizacional: o de reduzir o ritmo frenético de trabalho que tanto estressa os profissionais.

Você conseguiria participar da turma do Slow Work?

Extraído de: http://is.gd/t1YoBz

DESACELERE O TRABALHO

Essa é a máxima do movimento slow work: quanto mais flexível for o ambiente profissional, mais produtiva será a equipe.

Natália Martino

Executivo de uma multinacional espanhola, Leonardo Ricciardi, 35 anos, iniciou 2012 como um típico profissional de sucesso. Mas a remuneração alta cobrava seu preço: a diferença de fuso horário com a Espanha fazia seu dia começar às 4h30. Cansado dessa rotina, Ricciardi resolveu trocar de emprego em fevereiro. Hoje gerente de operações de uma empresa de tecnologia no Rio de Janeiro, ele ganha duas vezes menos do que no emprego anterior. Em compensação, trabalha como, quando e onde quer. “Abaixei meu padrão financeiro, mas acompanho o crescimento da minha filha e finalmente vou terminar meu curso de chinês, que adio há seis anos”, diz. Essa flexibilidade é uma das vertentes do slow work, “trabalho lento”. Apesar do nome, especialistas garantem que a estratégia pode aumentar significativamente a produtividade da empresa. “Somos bombardeados com informação o tempo todo e se espera que a resposta seja sempre instantânea, mas a resposta mais rápida nem sempre é a melhor”, disse à ISTOÉ Peter Bacevice, consultor da DEGW, multinacional especializada em melhorias nos ambientes corporativos.

“O conceito de slow work é basicamente facilitar a vida dos empregados”, diz Clara Linhares, professora de gestão de pessoas da Fundação Dom Cabral. A satisfação deles, por sua vez, aumenta seu comprometimento com a empresa e sua produtividade. Para gerar esse contentamento vale tudo que favoreça o florescimento de novas ideias e o equilíbrio da vida profissional e pessoal. Mas as mudanças precisam ser feitas com cuidado. “A dica é incorporar as mudanças aos poucos e depois de muito diálogo com os funcionários”, diz Clara Linhares. Sem pressa e com mais eficiência, como o próprio slow work.  

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– Harlem Shake, Festas e Beijinhos no Futebol?

Nada contra quem gosta. Mas nesta semana, assistimos a dancinha do Harlem Shake do Corinthians, selinhos entre jogadores do Palmeiras, Neymar participando de 3 festanças e indo direto ao treino, entre outras tantas polêmicas no futebol.

Calma, não vou criticar os atletas. Eles são profissionais e devem saber das suas obrigações e até onde o limite das suas brincadeiras podem ir. E o que fazem fora das 4 linhas só diz respeito a eles. O que quero dizer é: diante dessa diversão, faz sentido torcedor se matar por times de futebol?

Percebem como o fanatismo de algumas pessoas por um clube é pura bobagem? Como qualquer fanatismo de qualquer área, brigar por bola é ingenuidade. Os jogadores são profissionais e não devem satisfação ao torcedor comum. Queira ou não, é a realidade.

Mas preciso acrescentar: será que Sócrates ou Serginho Chulapa participariam de algumas dessas brincadeiras?

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– Encontrando Soluções Adequadas?

Você segue o brilhante consultor em Administração Stephen Kanitz pelo Twitter?

Veja um de seus aconselhamentos:

“O maior erro que se pode cometer na vida é procurar soluções certas para os problemas errados”.

Fantástico, não?

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– Sobre Empatia, Confiança e Profissionalismo

Compartilho ótimo artigo do professor José Renato Sátiro Santiago a respeito dos delicados cuidados com a Empatia no mundo organizacional. Vale a pena dar uma conferida! Abaixo:

Extraído de: http://fb.me/2CISbo93z

EMPATIA, TOME CUIDADO! ELA TAMBÉM PODE ESCONDER SÉRIOS PROBLEMAS E DEFEITOS

Quantas vezes – creio que muitas – usamos a palavra empatia para qualificar pessoas que demonstram de uma forma natural algo bom, positivo e até amigo. Pois bem, não há duvida que a empatia é algo positivo.

Muitas vezes, quando não achamos palavras para qualificar alguém, costumamos falar: “Fulano tem uma empatia… fora do comum.”. Algo que, às vezes, procuramos ter também principalmente em nossas primeiras impressões, quer sejam com amigos ou, até mesmo, desconhecidos.

Costumamos gostar, facilmente, de pessoas que têm empatia, mostrar certa proximidade ou até certa dose de alinhamento com as nossas crenças. E normalmente isto ocorre de forma rápida, quase imediata, uma vez que a empatia é algo que “ou o sicrano tem ou não tem…”, isto é, acredita-se que seja algo difícil de desenvolver como se fosse alguma coisa que já viesse naturalmente com a pessoa.

Pois bem, infelizmente esta empatia, muitas vezes, por não ser algo construído sob os fortes alicerces da confiança e dos valores pode esconder sérios problemas, muitos defeitos, até mesmo destrutivos.

Gostamos de pessoas que tem empatia. No entanto, precisamos fundamentar esta empatia em fatos e ações que estas pessoas costumam tomar, em seus valores, nas suas atitudes, nas suas formas de agir.

Ter um pé atrás talvez não seja o termo mais adequado, mas sim, estabelecermos motivos e razões que possam transformar esta empatia em algo muito mais importante: confiança. Esta sim, coisa de grande valor em que podemos suportar e mais, algo com que realmente podemos qualificar uma pessoa. E que ela, certamente, irá apreciar muita mais ser confiável a ter empatia, simplesmente.

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– Trabalho & Remuneração

Você sabia que o brasileiro é um dos trabalhadores cuja remuneração tem menos poder de compra comparando-se com a carga horária entre países desenvolvidos?

Observe a sequência abaixo:

País – Jornada de Trabalho – Salário Mínimo Mensal em Dólares

Coréia do Sul – 55h – 904

EUA – 40h – 1257

Alemanha – 38h – Não há

França – 35h – 1855

Brasil – 44h – 306

(Cotação de 11/10/10, extraído de Superinteressante, Ed 289-A, Verdades Inconvenientes, Março/2011, pg 57).

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– Quanto Dista Neymar de Pelé?

Minha geração viu Maradona sendo o craque da vez. A turma da virada do milênio viu Ronaldo Nazário e Zidane. A de hoje, vê Messi. E quanto mais se passa o tempo, mais se vê alguém devido a globalização e a tecnologia.

Meu pai viu Pelé. Meu avô, Di Stéfano. Mas viam o que chegava, pois não existia You Tube e outros canais da Internet. E dentro desse espaço midiático, a geração Z ou infowayNeymar surgindo.

Bom de bola, bom de marketing. Mas esquentado e vaidoso! Após ser justamente criticado por Pelé devido ao seu individualismo em campo, sabiamente permaneceu calado. Mas o seu empresário… Vejam o que ele disse, via Twitter:

Pelé foi meu ídolo, mas acho Neymar melhor jogador que foi o Rei. Moramos num País com Democracia e Liberdade

Wagner Ribeiro, agente do jogador

Claro: o vendedor não denegriria seu produto. Mas que é “forçar a barra”, lógico que é. Estaria aproveitando a polêmica para valorizar seu atleta? Sim, principalmente com a capa da americana TIME instigando se Neymar seria um novo Pelé (abaixo).

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Talvez essa publicação seja prova de que os gringos ainda não entendem tanto de futebol… ou melhor, soccer!

– Administradores de Empresas não Conseguem Explicar sua Utilidade?

Stephen Kanitz, grande consultor em Administração de Empresas, publicou em um de seus numerosos e importantes artigos um pensamento interessante:

A maioria dos administradores não consegue provar a sua utilidade nem explicar o que exatamente faz”.

De tal afirmação, surgiu o texto abaixo extraído de http://t.co/6zXcXpJN

E aí, você concorda com  ele?

O ESTILO GERENCIAL DO ADMINISTRADOR

Toda profissão tem um estilo gerencial próprio. Ela depende das necessidades da profissão e de seus valores.

Muitos engenheiros, por exemplo, são perfeccionistas. Perfeccionismo é uma necessidade, ou um valor que muitos engenheiros possuem. O trabalho tem que ser bem feito, custe o que custar.

Por outro lado, advogados são detalhistas. São capazes de gastar horas em uma cláusula de contrato que provavelmente nunca será necessária. O trabalho é demorado, mas quando pronto o contrato cobrirá todos os detalhes e todas as incertezas do futuro. É isto que define um contrato bem feito.

Ambas as profissões administram suas vidas sob estilos gerenciais diferentes, definidos pelos seus valores e necessidades.

Por isto, todas as profissões entram em conflito com a profissão do administrador. Elas acham, incorretamente que o estilo gerencial do administrador é conflitante ou então desnecessário.

Por isto, tantas profissões, empresários e governadores não valorizam o administrador, porque não acham que nosso estilo administrativo seja superior, muito pelo contrário, “vocês não entendem nada de engenharia e advocacia”.

Pergunte a um engenheiro, advogado ou psicólogo qual é o estilo gerencial do administrador, e eles provavelmente também usariam um único adjetivo.

Provavelmente nos definiriam de “imediatistas”, preocupados com lucros de curto prazo, como Paul Krugman e seus colegas não param de escrever no New York Times.

Administradores, segundo a visão popular, querem tudo para “ontem”, vivem dizendo que “o ótimo é o inimigo do bom”, que precisamos mais de “acabativa” e não de iniciativa.

A maioria dos administradores, infelizmente, não consegue provar a sua utilidade nem sabe explicar exatamente o que faz. Por isto, eles não ganham o que merecem, por isto não são valorizados.

Muitos acham que administrar é liderar, executar, coordenar. Isto está até escrito em inúmeros livros de Administração adotados pelas nossas Faculdades de Administração. Uma tristeza!

Vou apresentar uma das funções básicas do administrador, e que define em linhas gerais o seu estilo, e que surpreendentemente muitos administradores sequer ouviram falar nas grandes escolas de Administração como FGV, Insper, Ibmec e USP.

Basicamente, a função do administrador é não permitir que  problemas se acumulem.

Uma organização complexa, que é a empresa moderna, requer a cooperação de milhares de pessoas, dentro e fora da empresa. E, esta cooperação gera inúmeros problemas que se não forem solucionados a tempo afetarão todos os parceiros envolvidos na empresa.

Não permitir que problemas se acumulem talvez seja a tarefa mais importante para o bom andamento de toda família, empresa e nação.

Quando o mundo era gerido por açougueiros, padeiros e fábricas de alfinetes, como observou na época  Adam Smith, de fato não havia muitos problemas “acumulados”, e nem havia necessidade para se contratar administradores. Tudo funcionava pela Mão Invisível do mercado, não pela “Mão Visível” do administrador, como apontaria 200 anos depois  seu livro com este mesmo título Alfred Chandler.

Hoje, o mundo é bem mais complexo e rápido, razão pela demanda crescente de profissionais em administração.

Toda empresa e nação precisa de um corpo de profissionais treinado e dedicado a resolver os problemas de forma rápida.

Não somos imediatistas como muitos acreditam, nós simplesmente estamos evitando que problemas se acumulem um atrás do outro, e nestes casos rapidez de raciocínio e ação são essenciais.

Por isto, nós nos preocupamos tanto com acompanhamento, qualidade total, processos, auditoria, recursos humanos, etc.

Infelizmente, não é assim que a maioria dos intelectuais brasileiros que ocuparam tantos cargos de destaques neste país pensam.

Toda a filosofia de ensino, pelo menos a partir do iluminismo e cientificismo, é voltada para resolver problemas corretamente, até a segunda casa decimal. Rapidez, só no vestibular.

Todos os dados precisam ser precisos e rechecados. Todas as variáveis precisam ser “controladas”. O ser humano precisa estar “absolutamente certo”, o refrão do programa “O Céu é o Limite”.

Quando se acusa o PSDB de ficar sempre em cima do muro, na realidade se comete uma injustiça. Eles não evitam decidir ou tomar partido, na realidade seus intelectuais são simplesmente mais demorados na tomada de decisão, como todo intelectual.

Só que resolver problemas corretamente hoje em dia não é suficiente. Eles precisam ser resolvidos rapidamente, algo que nossos formadores de opinião, jornalistas e acadêmicos simplesmente não compreendem.

Temos que tomar decisões com os dados que temos, não com os dados que gostaríamos de ter.

O Brasil é um país atrasado porque estamos eternamente acumulando problemas.

É tão óbvia esta constatação que espanta que nossa opinião pública, nossos intelectuais e professores de história nunca perceberam esta simples verdade da história brasileira.

Quando se diz que precisamos fazer a Reforma Política, a Reforma Tributária, a Reforma Judiciária, o que queremos dizer é que deixamos tantos problemas se acumularem nestas áreas que somente uma ampla reforma resolverá o problema.

Se tivéssemos resolvido os problemas na medida que surgiram, o Brasil teria evoluído, teria caminhado para um sistema ótimo, em vez de termos que criar revoluções e enormes reformas de tempos em tempos, que no fundo nos atrasam ainda mais.

Temos problemas no judiciário, na previdência, na logística, na infraestruturua, na educação, na economia, simplesmente porque não temos um estilo gerencial que se preocupa com a rápida solução de problemas. Eproblemas que se acumulam crescem exponencialmente, não linearmente, como todo administrador sabe por experiência.

Quatro entre cinco empresas quebram no Brasil, porque são geridas por profissões que não percebem que problemas não podem se acumular. Aí, qualquer crise ou evento fora do comum, as abate.

Nenhuma empresa quebra por uma única razão, nenhum avião cai por causa de um único problema. Estas quatro empresas quebram a um custo de capital monstruoso para o país, por falta de um estilo gerencial apropriado.

O Brasil não poupa o suficiente para crescer; e pior, torramos 80% desta poupança em empresas que irão quebrar em quatro anos.

Eu não diria, e nunca disse, que o estilo gerencial do administrador é superior ao do engenheiro, do advogado ou do economista.

Infelizmente, estas profissões se sentem ameaçadas pelos administradores, à toa.

Não queremos comandar, gerir, tomar o lugar de ninguém.

Quero deixar claro para todo empresário, sociólogo, economista e político que possa se sentir ameaçado, que o estilo do administrador não é superior.

Ele é simplesmente necessário.

Não podemos permitir que nossos problemas se acumulem simplesmente porque cada profissão acha que seu estilo gerencial é superior.

Nós administradores aceitamos que engenheiros sejam perfeccionistas, que advogados sejam detalhistas, que economistas queiram dados precisos, mas tudo isto tem de ser adequado para não atrapalhar os outros dentro da empresa ou do governo.

Não podemos ficar esperando enquanto os outros seguem seus estilos individuais.

Engenheiros, advogados e economistas precisam entender que seus estilos gerenciais são superiores e apropriados, quando se trabalha sozinho, mas quando se trabalha em grupo é necessário conciliar.

Trabalhando em grupo, um simples atraso numa reunião atrapalha os outros, imaginem um problema que  não foi solucionado por anos a fio.

Quando vejo acusarem administradores e empresários de “imediatistas”, que pensamos somente no curto prazo, percebo que estas pessoas nada entendem das funções do administrador, de crescimento, de justiça social, de democracia e de um mundo feliz cheio de realizações, porque tudo é feito na velocidade necessária.

Se você está cansado de um país estagnado, que cresce aquém de suas possibilidades, que acumula pobreza, corrupção, injustiça e inúmeros problemas, converse mais com um administrador. Ele o ajudará a decidir e implantar suas ideias muito mais rapidamente do que você vem fazendo até hoje.

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– Felipão e a Nova Seleção

Quero dar meus pitacos sobre a convocação do Luís Felipe Scolari, novo-velho treinador da Seleção.

Gostei de mesclar jovens com experientes, tirando o peso das costas de Neymar & Cia.

Dante, zagueiro-surpresa da convocação, é um daqueles casos que todo treinador gosta: achar um nome que ninguém pensou. Seja Bilica com o Luxemburgo, Afonso Alves com Dunga, Hulk com o Mano Menezes e agora Dante com Felipão. Porém, Dante vem fazendo bonito a muito tempo no Campeonato Alemão.

Me parece que Scolari acertou bastante. Será um reerguimento da sua carreira, e um novo momento para a Canarinho.

Só tenho medo do comprometimento do Ronaldinho Gaúcho. Tenho trauma daquela imagem irresponsável dele no pódio com um celular, após uma derrota, nem aí com a Seleção…

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– Demonstrar as Emoções no Ambiente de Trabalho?

Uma pesquisa interessante mostrou que: chorar, gritar, sorrir – ações comuns do dia-a-dia – devem ser manifestadas no ambiente de trabalho. E que a sinceridade do funcionário aumenta a produtividade!

Isso vai contra o profissionalismo na visão weberiana, onde o profissional é alguém dedicado ao trabalho e impermeável ao sentimentalismo.

Trabalho interessante, extraído da Revista Isto É: (clique aqui para link)

SOLTE SUAS EMOÇÕES NO TRABALHO

Por Débora Rubin

Pesquisa constata que expressar os sentimentos durante o expediente pode aumentar a produtividade – vale até derramar lágrimas.

Pegue a caixinha de lenços: já é permitido chorar no ambiente de trabalho. E você nem precisa sair da mesa para derramar suas lágrimas. De acordo com a escritora americana Anne Kreamer, ex-executiva do canal infantil Nickelodeon, reprimir as emoções no ambiente profissional está ficando démodé. E, mais que isso, pode provocar grandes prejuízos para a saúde do trabalhador e para a produtividade da empresa. Essa é a tese que a americana sustenta em seu livro, “It’s Always Personal” (“É sempre pessoal”, ainda sem tradução para o português). Para entender melhor o que está acontecendo no mundo corporativo, Anne fez uma pesquisa com mais de mil americanos para saber como eles estão administrando seus nervos durante o expediente. A grande maioria ainda guarda para si sentimentos como raiva, mágoa e, a campeã das campeãs, frustração. Ainda assim, a autora pôde sentir que os conceitos estão mudando. Chorar, que sempre foi considerado quase um crime no mundo profissional, já é visto com olhos mais amigáveis: 48% dos homens e 42% das mulheres acham que não é pecado se emocionar na frente do computador.

A gerente financeira Marcela Amaral, 24 anos, é uma chorona assumida. Nem se dá ao trabalho de ir ao banheiro, tática das mais adotadas por funcionários, para colocar para fora suas mágoas. “Só apelo ao carro quando quero gritar”, diz, rindo. Marcela vive uma situação delicada. Seu pai é o dono da empresa onde ela trabalha e ela é chefe da sua tia. Tantas relações pessoais e profissionais misturadas geram estresse duplo. “Não entendo por que as pessoas guardam tanto os sentimentos, faz mal. Eu prefiro chorar a ter gastrite nervosa e problemas do coração.”

Marcela está certa. Como diz a americana Anne, as lágrimas são o botão natural para “reiniciar” a máquina humana. “Quando a gente resolve a questão que está incomodando, tira aquele problema da frente e passa a ser mais produtivo”, diz. Além disso, defende a autora, as emoções são fundamentais para tomar decisões. “A neurociência já mostrou que o sistema límbico, morada dos sentimentos, influencia na escolha das decisões”, complementa a consultora de recursos humanos Vera Martins, autora do livro “Tenha Calma!”, no qual ensina a transformar a raiva em uma poderosa ferramenta de trabalho. Como Anne, Vera acredita que é preciso refletir sobre a mensagem que as emoções estão passando. “A raiva é protetora da nossa individualidade, é o que nos avisa sobre a insatisfação interna e mobiliza para a mudança. Bem conduzida, ela pode libertar tensões e alertar contra ameaças”, exemplifica. Só não vale sair gritando com os outros ou puxando o tapete alheio.

O professor de história Therence Santiago, 32 anos, acredita que seu papel de docente vai muito além de transmitir conteúdo. “Quando passo para os meus alunos a minha emoção, estou ensinando também a importância de ser transparente em relação aos próprios sentimentos”, conta ele, que não se importa em dizer que chora sempre que sente vontade na frente da classe, seja por motivos pessoais ou seja por um tema que o emociona. Foi assim quando seu irmão mais velho morreu de gripe suína, há pouco mais de um ano. “Nunca fui tão abraçado pelos meus alunos”, recorda.

Segundo a pesquisa americana, homens choram menos no trabalho – 9% contra 41%. E, mesmo assim, a ressaca lacrimal ainda é um problema para as mulheres. “A imensa maioria ainda sente culpa depois que chora, é como se tivesse traindo a causa feminista”, afirma Anne. Uma mulher expressando sua raiva tampouco é bem-vista. Ainda prevalece a máxima de que as que choram são fracas e as que gritam são histéricas. Samira Racca, 25 anos, no entanto, não sente culpa alguma. Ela já foi auxiliar de escritório, vendedora em loja – chegou a ser consolada por um cliente – e hoje estuda artes visuais. Quer migrar para o universo artístico justamente por ser mais receptivo às dores humanas. “Sou muito intensa em tudo, para a felicidade e para a tristeza, não sei criar um personagem. Sempre que choro, me alivio”, diz.

Para Antônio Carminhato Jr., CEO do Grupo Soma, especializado em recursos humanos, as empresas brasileiras estão cada vez mais simpáticas às pessoas autênticas e honestas com seus sentimentos. As “competências emotivas”, segundo ele, são levadas em conta na mesma proporção das competências técnicas. “Eu diria que uma pessoa que chora no trabalho não é fraca, mas franca”, acredita. Apesar das boas novas, é bom lembrar que as mudanças em curso no mundo corporativo ainda são muito frescas – nem todos encaram as novidades com naturalidade. Não à toa a pesquisa de Anne Kreamer apresenta algumas contradições. Por exemplo, ao mesmo tempo que 43% das mulheres acham que quem chora é instável, 69% das pessoas ouvidas acham que quem se mostra emotivo diante dos colegas é mais humano. “Expressar as emoções faz parte das novas crenças que estão sendo disseminadas como indispensáveis dentro das empresas”, diz a consultora de RH Vera. “É a mensagem percebida como a ideal, mas ainda não foi totalmente incorporada no mundo profissional”, alerta. “Às vezes uma empresa encara positivamente, mas o colega da baia ao lado, não”, complementa Carminhato Jr. Portanto, pode chorar. Mas com moderação.

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– Celulares durante uma Reunião? Nãããão…

Se você também detesta que toque o celular de aluno durante uma aula, ou não gosta de ver gente disfarçando o uso do computador durante uma reunião, esta matéria é para nós:

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI270114-16363,00.html

QUEM CONHECE, NÃO USA

As empresas mais ligadas à tecnologia estão proibindo os eletrônicos durante as reuniões

Antes de assumir o posto de executivo-chefe do Google, em abril, Larry Page afirmou que a empresa precisava voltar a ser ágil como nos tempos de startup. Um de seus alvos eram as reuniões, que costumam tomar de 40% a 50% do tempo de um executivo. Entre outras medidas, ele pediu aos funcionários que não usem mais laptops e outros gadgets, para não dispersar. Ironicamente, essa não era uma prática adotada nos tempos de startup. Naquela época, o bilionário Barry Diller, um dos fundadores da Fox, irritou-se com Page porque ele não tirava os olhos do palm top, durante uma reunião. “Eu sempre faço isso”, foi sua resposta.

O problema é que, de lá para cá, todo mundo começou a levar seus notebooks, smartphones e tablets para as salas de reunião. Ficou muito mais rápido mandar a ata e distribuir tarefas, mas quase ninguém resiste a dar olhadinhas “rápidas” no e-mail, no Twitter, no Facebook, na câmera de vigilância de casa, num site de fotos, num site de fofocas, e aí… sobre o que era essa reunião, mesmo?

Parece contraditório, mas é nas empresas mais conectadas, como Google, Cisco e IBM, que a prática de limitar o uso de gadgets em reuniões vem pegando.

– Valdívia e o Profissionalismo

Férias!

É para fazer o que bem entender ou não é bem assim? Não precisa dar satisfação a ninguém?

Para muitas pessoas, tal afirmação é verdadeira. Mas… e para outras?

Valdívia, jogador de futebol que se contundiu por diversas vezes no Palmeiras e não estava jogando devido a sua lesão, até pouco tempo estava se tratando com os médicos do Palmeiras. Mas declarou que durante as férias, o período é “para descanso”.

Será que em todas as atividades profissionais é possível desligar-se do serviço e desregrar-se por completo?

Um jogador profissional tem direito de permanecer 30 dias na praia, comer churrasco todo esse período e voltar bem mais gordo e sem condicionamento para o trabalho?

Talvez, direito tenha. Mas apesar de permitido, é devido?

E você: concorda com o Valdívia? Férias são férias e não há compromisso com a atividade profissional nesse descanso (e nem os cuidados necessários para a sua volta ao trabalho)?

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