– Desprestígio Paulista na FIFA. Dá-lhe FPF…

Marcelo Damato, jornalista bem informado e que não costuma cometer gafes em sua coluna “De Prima” do Jornal Lance, publicou na última 5a feira uma nota que arrepiou muita gente: Paulo César de Oliveira poderá pendurar o apito!

Que coisa… Depois de Sálvio Spínola Fagundes Filho ter largado a carreira por não poder aspirar muita coisa de acordo com os planos da Comissão de Árbitros brasileira, após Wilson Luís Seneme também abandonar a FIFA (e consequentemente a CBF e a FPF) para assumir um cargo representativo na Conmebol, agora PC poderá deixar a carreira e se tornar comentarista da Rede Globo de Televisão.

Parabéns a ele! Seria um tapa com luva de pelica àqueles que o esnobaram no auge. PC teve dois momentos importantes: o da Copa de 2006, em que tecnicamente empatava com Carlos Eugênio Simon em alto nível de arbitragem, mas não foi escolhido; e em 2010, onde já não rendia a mesma coisa e estava sendo contestado (em alguns jogos justa, e em outros injustamente). Para 2014, foi literalmente escanteiado e não lembrado. A verdade é que Paulo César teve um brilhante começo de carreira, trabalhou com certa irregularidade nas últimas temporadas e foi esquecido pelos cartolas. Abandonar a cartolagem do apito e ir para a Globo é uma oportunidade ímpar.

Fica o detalhe: há quantas décadas São Paulo não ficava sem árbitro da FIFA em seu quadro? Tínhamos 3 efetivos e outros tantos para assumir a honraria (lembrando que Anselmo da Costa, Cleber Wellington Abade, Rodrigo Braguetto e outros não foram por falta de oportunidade e, claro, por politicagem). Agora, não teremos nenhum, caso se concretize.

Desejo boa sorte ao amigo PC. E fico imaginando a CBF só com 8 árbitros da FIFA e a FPF sem nenhum árbitro internacional até 2015. Belo trabalho de Marco Polo Del Nero e do presidente da CEAF Coronel Marinho… O estado de São Paulo regrediu!

Resta a Luiz Flávio de Oliveira, Guilherme Ceretta de Lima e Raphael Claus brigarem pelas duas vagas, lembrando que Claus ainda não é aspirante ao quadro da FIFA, mas aposto que será em breve.

Para mim, no ano que vem, teremos Claus e Luiz Flávio. Mero palpite. E para você?

PC, sem dúvida, abriu os olhos na hora certa…

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– Como fazer mal uma escala: Análise da Arbitragem de Corinthians x São Paulo e Palmeiras x Paulista

Ela se supera! Definitivamente, a Comissão de Árbitros da FPF está em péssima fase.

Cá entre nós: que trabalho difícil eles têm, se o Paulistão da A1 dura só 3 meses? O resto do ano é para torneios menos importantes e formação de árbitros. E no pouco que são exigidos, executam mal sua tarefa.

Vamos lá:

1) Para o Majestoso no Pacaembu, está escalado Luiz Flávio de Oliveira. Ele que apitou bem recentemente Palmeiras x São Paulo. Antes era só Seneme nos clássicos. Agora, só Luiz Flávio? Aliás, é para forçar o nome dele ao quadro da FIFA e assegurar que a FPF não perca a vaga do agora aposentado Seneme para outro estado? Lembrando que o Luís Flávio foi o árbitro sorteado e que minutos antes houvera, por erro do digitador da FPF, sido anunciado como o escolhido para o Choque-Rei (antes da bolinha cair do globinho).

Depois da má atuação no São Paulo x Santos, finalmente os bandeiras Emerson Augusto e Marcelo Van Gassen não estarão escalados num clássico. Não poderia evitar repetição de árbitro em clássicos também? Ou não revelaram árbitros suficientes?

O detalhe é que o árbitro reserva desse jogo será Marcelo Rogério, de impecável atuação no jogo Ponte Preta x Corinthians (onde expulsou Gil e Paulo André) e que apitou a dificílima e nervosa partida entre os desesperados Paulista x Sorocaba na fuga do rebaixamento (sobre a arbitragem desse jogo, clique em: http://is.gd/PAUxSOR). Marcelo Rogério é superior e está em melhor fase técnica e física do que Luiz Flávio. A pergunta é: por que ele não apita tal jogo? Não vale usar a desculpa do sorteio, já que ele é o subterfúgio ideal para se justificar qualquer coisa pelos cartolas. No fundo, os dirigentes da arbitragem amam o sorteio, pois atrás dele se escondem.

2) Para Paulista x Palmeiras, apitará Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, árbitro que fez um ótimo Campeonato Paulista, em que pese as críticas do jogo São Paulo x Santos, onde foi muito prejudicado pelos bandeiras e ele próprio teve atuação boa em lances difíceis, com erros aceitáveis e acertos polêmicos (sobre esse jogo, a análise da arbitragem também está disponível, ela está em: http://is.gd/SAOxSAN). Marcelo já atuou em jogo do Paulista FC no Jayme Cintra, na partida do Galo Jundiaiense contra o Audax, e foi muito bem (o histórico da atuação desse jogo está em: http://is.gd/PAUxAUD). O que questiono é: se o Palmeiras está liderando o grupo e classificado enquanto o Paulista está na lanterna e rebaixado, por quê não lançar um nome novo? Para quê um árbitro dessa categoria num jogo fácil para se apitar e que vale pouco? Um desrespeito para as promessas. É a prova maior de não saber confeccionar uma escala.

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– Os Tipos de Workaholics

Veja só: o workaholic é aquele típico viciado em trabalho. Porém, agora já temos catalogados 4 tipos desse sujeito.

Será que você se encaixa em alguns deles, sendo um workaholic e não sabe?

Extraído de: Revista Superinteressante, ed Janeiro/2013, ed 45.

AS QUATRO FACES DOS WORKAHOLICS

1) O IMPLACÁVEL

Não sabe dizer “não”. Assume mil responsabilidades sem conseguir priorizar o que importa nem delegar tarefas a outras pessoas. Com tanta coisa a fazer em pouco tempo, acaba deixando passar muitos erros.

2) O BULÍMICO

Por ter autoestima baixa, cria expectativas altas demais de como devem ser seus resultados. Isso lhe dá medo de começar projetos e, quando começa, trabalha à exaustão, extremamente preocupado com o risco de cometer erros.

3) O DESATENTO

Tem prazer com muitas idéias e, assim, começa uma imensidão de projetos. Porém, sente-se enfadado quando precisa levá-los adiante. Acaba fazendo tudo sem muito empenho, pensando em outras coisas.

4) O DEGUSTADOR

Detalhes o preocupam tanto que ele acaba paralisando, reescrevendo a mesma frase, rechecando algo. Como acha que ninguém será cuidadoso como ele, não consegue passar o bastão. E aí, você se identificou com algum perfil?

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– Seneme, Pós-Carreira, Comissões de Arbitragem e o Novo FIFA

Wilson Luís Seneme encerra a carreira de árbitro de futebol. Me lembro da sua formatura em 1998, onde acabara de estrear na série A3 pelos bons jogos apitados (mesmo antes de receber o diploma); e de lá para a FIFA. Não entra na galeria de imortais, como Dulcídio ou Roberto Goicochea, mas será lembrado como um dos grandes nomes do apito.

Seneme ainda tinha um pouco mais de tempo de carreira. Não quis continuar. Suas dificuldades com a saúde do joelho o impediram de ir à Copa do Mundo, pois tecnicamente, seria o nome provável.

Ele optou por aceitar um cargo diretivo na Conmebol, indicado por José Maria Marin (o mesmo que ocupou recentemente Sálvio Spinola Fagundes). Fico me questionando: por quê o presidente da CBF indicaria um árbitro FIFA do seu quadro e o desfalcaria? Se faltam nomes para a Comissão de Árbitros trabalhar, este é um de peso a menos.

E em São Paulo, como fica? Dos 10 árbitros da FIFA que formavam o quadro brasileiro, a FPF tinha Seneme, Sálvio e PC. Quando presidente da CA-CBF, Sérgio Correia (dizem…) encurtou a carreira de Sálvio para privilegiar um escudo FIFA para o NE. Destaquei o “DIZEM” pois Sálvio viria a público declarar algo (talvez em relação a esse boato) e depois nada disse, assumindo o cargo que agora Seneme assumirá.

São Paulo, portanto, hoje só tem 1 FIFA e a CBF deixará (depois de mais de 20 anos) de ter o número máximo de 10 oficiais permitido. Permanecerá com 9 pois pelo fato do convite ter surgido agora e só em Janeiro a entidade permitir mudanças / trocas no quadro, o desfalque é inevitável.

Claro, Seneme passará por uma nova fase da sua vida, pois se para o jogador de futebol a aposentadoria é traumática, para o árbitro idem. Desejo boa sorte ao amigo, e fico na memória com alguns jogos que trabalhamos juntos, e em especial, um difícil e chuvoso Bragantino x Ponte Preta numa quarta à noite, com ânimos exaltados dos “doces torcedores” incentivados pelos “dóceis dirigentes”.

E quem assumirá a vaga deixada?

Guilherme Ceretta e Luiz Flávio são aspirantes à FIFA, mas ambos sofreram recentemente com os testes físicos. Ceretta está perdendo a bola que pinga e Luiz Flávio, confesso, penso que passou do tempo – principalmente com suas contusões durante os jogos.

Sobrou Raphael Claus, que conta contra a sua ascensão o fato de nem ser aspirante à FIFA. Entretanto, é o mais capacitado para a vaga paulista. Farão um “bem bolado” para ele assumir o escudo, sortearão Ceretta ou Luiz Flávio ou São Paulo perderá a vaga?

Pior ainda ficará o Cel Marinho em São Paulo: Seneme era quem resolvia seus problemas de escalas em jogos de grande dificuldade. Capacitados para grandes clássicos sobraram PC (que tem veto do Palmeiras), Claus, Ceretta e…

E…

E ainda…

E também o…

Bom, há o Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, mas este não tem mais idade para ser FIFA; há o Marcelo Rogério apitando com a faca entre os dentes, mas por má vontade (Ou por politicagem? Ou por incompetência dos cartolas?) não está sendo escalado em grandes jogos. Há o Leandro Bizzio Marinho que é declaradamente admirado pelos membros da CEAF-SP, desde os tempos que ascendeu a categoria Ouro e que era fiscal de contas da Cooperativa; há também o Vinícius Furlan, que um dia gravou um vídeo de apoio político na Campanha do Arthurzinho; mas ambos estão mostrando serviço em campo, com boas atuações.

E aqui se faz necessário falar do mau trabalho da CEAF. Onde estão as promessas? Vide as más escalas: Fausto Viana bandeirou Paulista x Penapolense e na rodada seguinte Penapolense x Santos. E se errasse contra a Penapolense, que clima iria para o jogo seguinte? José Cláudio Rocha Filho teve péssima atuação em Corinthians x São Bernardo e nessa noite apita Corinthians x Comercial. Ninguém se atenta a esses detalhes da escala? Jogarão a culpa no sorteio?

Há quanto tempo o Cel Marinho com Arthur Alves Júnior e seus ajudantes assumiram? Quem foi revelado? Vivemos de árbitros da gestão Gustavo Caetano Rogério e José Manuel Evaristo (fico pasmo que até o Zé Manuel revelou árbitro, com toda a sua truculência).

O grande problema é: a falta de gestão profissional! Misturar cargos de Patrão e Empregado não é bom, mesmo que a pessoa seja honesta. Traz dúvidas para a opinião pública. Além da ojeriza às críticas! Jornalista especializado do assunto não entende nada; árbitro de segunda divisão é fracassado; juiz que bateu na trave e não entrou na FIFA é frustrado – são essas as considerações feitas àqueles que não elogiam!

Há colegas que ironizam estudiosos do assunto se referindo ao “Blog do Tenista” (pejorativamente ao competente Fernando Sampaio, que entende e muito do assunto); também aos ex-árbitros questionando “quem foi fulano de tal ou beltrano de onde?” Ora, o Cel Marinho nunca foi árbitro, mas comanda a entidade! Assim, uma coisa não tem nada a ver com outra e necessita-se de respeito.

Os dirigentes do apito precisam ser mais humildes, abandonar a vaidade e respeitar quem escreve, fala ou disserta sobre o tema arbitragem (claro, aos que o fazem sem passionalidade e/ou interesse diverso).

Felipão era cabeça-de-bagre em campo e jogador de segunda divisão. Mas no curriculum dele consta a conquista de uma Copa do Mundo e muito dinheiro honestamente ganho com o seu trabalho. Por quê para entender de arbitragem e da condução administrativa dela necessita-se ter sido árbitro da FIFA? Pior: quem está no poder e cobra isso, ironicamente, nunca colocou um apito na boca…

Por essa lógica, Flávio Prado, Mauro Betting, PVC e outros tantos consagrados comentaristas deveriam ter sido treinadores de futebol. Pura bobagem… cada um na sua.

No fundo, todos querem o bem da arbitragem. De que forma fazê-lo é o grande mistério!

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– O Depressivo Boa Vida?

Ele foi afastado do serviço por depressão. É juiz federal, se chama Marcelo Antonio Cesca, recebe R$ 23.997,00 integralmente e postou no Facebook e no Instagram:

Eu agradeço ao Conselho Nacional de Justiça por estar há 2 anos e 3 meses recebendo salário integral sem trabalhar, por ter 106 dias de férias mais 60 dias pra tirar a partir de 23/03/14, e por comemorar e bebemorar tudo isso numa quinta-feira à tarde do lado de minha amada gata de 19 anos!

Parece brincadeira, né? E o cara ainda diz que está com depressão?

Olha a foto do cara-de-pau:

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– A Necessidade dos Chatos nas Empresas

Um chato incomoda muita gente? Claro que sim.

E dois chatos? Muito mais!

Mas tem um detalhe: muitas vezes, são os chatos que nos abrem os olhos sobre alguns aspectos organizacionais, e é por isso que muitas empresas estão abrindo espaço para questionadores com total liberdade para “chatear”.

Veja, extraído de: Revista EXAME, ed 1042, pg 94,  29/05/13.

ODE AO CHATO

O chato é um chato, Não é o tipo de companhia que se quer para tomar um vinho, ir ao cinema ou chamar para compartilhar um jantar. O chato tem a insuportável mania de apontar o dedo para as coisas, enxergar os problemas que não queremos ver, fazer comentários desconcertantes. Por isso, é pouco recomendável ter um deles por perto nos momentos nos quais tudo o que você não quer fazer é tomar decisões. Para todos os outros – e isso envolve o dia a dia dos negócios, a hora de escolher entre um caminho e outro caminho, de fazer isso ou aquilo – é bom ter um desses cada vez mais raros e discriminados exemplares da fauna empresarial por perto.

Conselho dado por alguém que entende muito de ganhar dinheiro, Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo: “Ouça alguém que discorde de você”. No início de maio, Buffett convidou um sujeito chamado Doug Kass para participar de um dos painéis que compuseram a reunião anual de investidores de sua empresa, a Berkshire Hathaway. Como executivo de um fundo de hedge, ele havia apostado contra as ações da Berkshire. Buffett queria entender o porquê. Kass foi o chato escolhido para alertá-lo sobre eventuais erros que ninguém havia enxergado.

Buffett conhece o valor deste tipo de pessoa. O chato é o sujeito que ainda acha que as perguntas simples são o melhor caminho para chegar às melhores respostas. Ele não tem medo. Não se importa de ser tachado de inábil no trato com as pessoas ou de ser politicamente incorreto. Questiona. Coloca o dedo na ferida. Insiste em ser o animal pensante, quando todo mundo sabe que dá menos dor de cabeça deixar tudo como está. Acha ridículo ver o rei passar no por ai enquanto todo ao redor fingem que nada está acontecendo. O chato não se rende ao cinismo que, quase sempre, domina as relações nas grandes empresas. Ele não se conforma com a mediocridade (inclusive a própria), com as desculpas esfarrapadas, com as demonstrações de autopiedade diante de erros. E o pior: quase sempre, as coisas que o chato diz fazem um tremendo sentido. Nada pode ser mais devastador para seus críticos do que o chato, feitas as contas, tem razão.

Pobre do chefe que não reconhece, não escuta e não tolera os chatos que cruzam no caminho dele. Ele – o chefe, que frequentemente prefere ser chamado de líder – acredita que está seguro em um mundo de certezas próprias, de verdades absolutas. Ora, qualquer dono de botequim sabe que o controle total de um negócio é uma miragem. Coisas boas e ruins acontecem o tempo todo nas empresas sem que ele se dê conta. Achar que é possível estar no comando de tudo, o tempo todo, ó vai torna-lo mais vulnerável como chefe – e o mais ridículo aos olhos dos outros. E vai, mais dia menos dia, afastar definitivamente os chatos, os questionadores, aqueles que fazem as perguntas incômodas e necessárias. Sobrarão os ineptos, aqueles que, não tendo opção de pensar, ficam ali mesmo, fingindo que acreditam nas ordens que recebem e que são capazes de produzir algo que valha a pena.

Por isso, só existem chatos em lugares onde há alguma perspectiva de futuro. Essa espécime de profissional só prolifera em ambientes onde liberdade de pensamento e expressão é respeitada (não estou falando de democracia total ou decisão por consenso), onde a dúvida não é um mal em si, onde existe disposição, coragem e humildade para mudar de trajetória quando se parece a melhor opção. Olhe para as companhias de sucesso espalhadas pelo mundo e conte quantos questionadores há nelas –  e como são tratados pelos chefes e pelo grupo. São companhias eternamente insatisfeitas, que se questionam, mas que tem a coragem de ir em frente em suas decisões quando tem convicção. Os muitos chatos que fazem parte delas questionam, ajudam a encontrar respostas e vão em frente – ainda que enxerguem os riscos onipresentes em qualquer tipo de negócio. Em seu discurso aos formandos da Universidade Stanford, Steve Jobs – o ídolo supremo dos chatos empresariais – deu a sua definição do caminho para o sucesso. Seu último conselho: “Continuem famintos. Continuem ingênuos”. Ser chato é ser ingênuo. Ser chato é ser livre.

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– Árbitros Assistentes Adicionais: uma luta inglória?

A Rodada dos Estaduais serviu para criar uma polêmica: e os Adicionais (ou AAA, ou juízes de meta, de linha, do que você quiser chamar), servem para algo?

Há defensores deles como ajudantes legítimos dos árbitros de futebol. Porém, existem outros que fazem vista grossa, consideram como gasto desnecessário e jocosamente os tratam como “cones”.

São duas linhas de pensamento claras:

1) A de que eles são uma inovação positiva: mais olhos para cuidar do jogo ajudando o árbitro em lances na grande área (e até mesmo fora dela), tirando o fardo que o bandeira tinha em prestar atenção se uma bola entrou ou não no gol e vigiando os jogadores durante disputas em área (o famoso agarra-agarra entre atletas durante cobranças de bola parada).

2) A de que eles são uma invenção negativa: se intimidam e não chamam o árbitro, se omitem de responsabilidades maiores, assistem ao jogo e nada fazem, e sua não existência não mudaria em nada o jogo. Ainda: um mau AAA poderia atrapalhar o árbitro.

Sou defensor dos Árbitros Assistentes Adicionais, mas confesso que estou me tornando voto vencido. Vide 3 situações:

A) No Maracanã, jogaram Vasco x Flamengo. Na cobrança de falta de Douglas (VAS) aos 11m, a bola bate no Travessão e em seguida no chão (bem dentro do gol). O AAA2 estava muito bem posicionado, e não avisou o árbitro que a bola entrou (as imagens correram o mundo). Porém, 28 minutos depois em uma falta cobrada por Elano (FLA) a bola entra e, dentro do gol (com alguns pouquíssimos centímetros) é tirada pelo goleiro Martin Silva. Nesse lance o AAA1 titubeia mas avisa o árbitro (repare que ele não informa de bate-pronto). Conclusão: em dois lances de muita dificuldade para o árbitro, um erro gravíssimo e um acerto importante. E se façam as seguintes observações:

A1) o próprio juizão não poderia ter confirmado o gol do Vasco (ou o bandeira avisado) devido ao tanto que a bola entrou? E quando não existiam Adicionais e se confirmavam lances assim?

A2) para quem não gosta dos Adicionais, a queixa é clara: ele não poderia ter sido substituído pelos novos sistemas de tecnologia desenvolvidos pela FIFA, onde o sensor da bola ao passar pela meta manda a informação ao árbitro confirmando se a bola entrou ou não?

A3) o azar do árbitro! Caramba, tem jogo que o juiz tem que esquecer… na linguagem da arbitragem: “pára-raios”, tudo acontece em seu jogo!

B) Comentei a partida do Paulistão entre Linense x Paulista de Jundiaí. Durante a transmissão, falamos das enésimas situações de agarra-agarra dentro da área ainda no 1o tempo. O zagueiro Lucas Pivato e o atacante Anselmo se engalfinharam, agarraram, grudaram, se uniram numa única maçaroca em todas as cobranças de escanteio (seja para um time quanto para o outro) e nada se fez! Tudo aos olhos dos AAAs… O Adicional 2 teria apenas avisado ao árbitro no final do jogo que somente depois dos 35 do 2o tempo deu uma advertência verbal? Ninguém poderia se impor, dar uma bronca preventiva e fazer algo para acabar com isso? As imagens eram até engraçadas, pois em todos os lances um impedia o outro de se posicionar ou de disputar a bola. Dança de salão, rosto e corpo coladinhos!

C) Lembram de Corinthians x São Bernardo, no início do Campeonato Paulista? Edson levou “um rapa” do volante corinthiano dentro da área, num pênalti claro e fácil de se marcar; o árbitro José Cláudio da Rocha Filho (bem posicionado) não deu e o AAA Rafael Claus que estava na frente do lance nada fez. Curiosamente, Claus apitou Corinthians x Palmeiras nesse domingo (com os mesmos bandeiras do jogo citado e que estão escalados em todos os clássicos) e teve excelente atuação (em que pese o chororô de Valdívia e as reclamações infundadas de Gilson Kleina).

Eu defendo a ajuda e a importância dos Árbitros Assistentes Adicionais (mesmo sendo minoria no pós-rodada). Mas não como o modelo e as escalas trabalhadas, e sim com duas modificações:

1) Gosto deles posicionados a direita do gol (do lado contrário do bandeira, como foi o primeiro ano de experiência em alguns estados brasileiros e como foi na Liga da Europa), pois é um lugar estrategicamente melhor, não atrapalha o assistente e ajuda o árbitro para aquela ‘despoavada’ região do campo.

2) Prefiro árbitros que encerraram a carreira como árbitros centrais atuando nessa função. Insisto nessa tese: Com 45 anos de idade, apesar do árbitro não estar em plena forma física, ele está no auge da experiência da carreira. Todo o seu know-how/ expertise poderia ser aproveitado na função de AAA (que visivelmente não se corre muito). Imagine o quão importante seria um árbitro novato ser lançado num clássico e tendo como suportes de um lado o AAA1 Cleber Wellington Abade e do outro o AAA2 Sálvio Spínola (com 48, 50, 52 anos)? E o mais importante: sem se preocupar com as escalas seguintes! Vejam só o número de árbitros escalados como AAA e que na rodada posterior são escalados como árbitros centrais de um dos jogos dos times que trabalhou na rodada anterior?

Imagine se na 4a feira o cara é AAA e está escalado no domingo como árbitro principal num dos times (como muito têm ocorrido no Paulistão)? Se ele avisar o árbitro de um lance duvidoso contra o time X, pense como estará a cabeça dele sabendo que na rodada seguinte irá apitar o time X na casa dele (já que o sorteio é feito com uma rodada ainda a ser cumprida e o árbitro sabe em qual jogo estará na próxima semana)? Se o AAA for um árbitro aposentado e uma função específica, a independência e a qualidade da decisão são muito maiores!

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– O Segredo da Felicidade no Trabalho

Segundo uma recente pesquisa, apenas uma parcela de 24% dos brasileiros é feliz no trabalho.

Mas qual é a fórmula para que os outros 76% deixem a infelicidade de lado?

Abaixo, na matéria da Isto É (citação em: http://is.gd/zb5wVR)

OS SEGREDOS DE QUEM É FELIZ NO TRABALHO

Por Débora Rubim

Pesquisas mostram que a grande maioria dos brasileiros está infeliz no emprego. Conheça algumas características das pessoas que estão de bem com a vida profissional e saiba como obter mais satisfação no dia a dia.

Depois de dez anos na mesma empresa, João estagnou. Já tinha passado por diversos setores, mudado de cidade, coordenado equipes e ajudado a lançar campanhas de produtos. Estava infeliz. Não acreditava mais naquele projeto, não via por onde ir e tinha sofrido assédio moral. Naquele ponto de sua vida, o paulistano João de Lorenzo Neto, 34 anos, tinha duas opções clássicas: seguir infeliz num cargo de gerência ou jogar tudo para cima e viver do seu hobby favorito, a fotografia. Nem um nem outro. João fugiu do óbvio. “Não queria jogar fora uma década de experiência”, recorda. “E, em vez de levar a minha habilidade profissional para o hobby, decidi levar todo o prazer que sinto no hobby para o profissional.” Ele mudou a lente, ajustou o foco, ampliou suas possibilidades e deu um novo tratamento à sua carreira. Aceitou a proposta de uma empresa concorrente que estava lançando um projeto novo, abraçou a causa e hoje, mesmo trabalhando mais horas por dia, sente-se pleno. “Vejo que estou construindo algo, deixando minha marca, e faço o possível para ver minha equipe sempre feliz e motivada”, diz ele, que é gerente de trade marketing de uma empresa de cosméticos.

João faz parte de uma minoria no Brasil, a dos felizes no trabalho. De acordo com uma pesquisa feita pelo International Stress Management no Brasil (Isma-BR), apenas 24% dos brasileiros se sentem realizados com sua vida profissional. A imensa maioria tem se arrastado todos os dias para o escritório. Entre as mulheres, a porcentagem de infelizes é ainda maior, dada a quantidade de afazeres extras além do expediente. “As principais queixas são a carga horária elevada, cobrança excessiva, competição exagerada e pouco reconhecimento”, explica a autora da pesquisa, Ana Maria Rossi, presidente do Isma-BR. E, hoje, um infeliz não pensa duas vezes quando quer sair de onde está. Em tempos de baixo desemprego (6%, segundo dados do Ministério do Trabalho), os profissionais têm mais possibilidades profissionais e podem se dar ao luxo de mudar com mais facilidade. Além disso, algumas companhias têm um grande contingente de funcionários da geração Y (entre 20 e 31 anos), famosa por ser inquieta e descompromissada. O resultado é um troca-troca que deixa as empresas perdidas em relação à gestão de pessoas. O problema é que nem sempre os profissionais ficam satisfeitos com a mudança. Um levantamento feito pelo site Trabalhando.com mostra que 39% das pessoas que aceitaram uma nova proposta não ficaram mais felizes.

Nesse contexto, o que faz de João uma exceção? Ele é o que o psicólogo holandês Arnold B. Bakker, estudioso do tema, chama de “naturalmente engajado”. Ou seja, aquela pessoa que consegue colocar energia, otimismo e foco no que faz. É mais aberta às novidades, produtiva e disposta a ir além da obrigação. “Mais que isso, são pessoas que conseguem moldar o ambiente de trabalho para se encaixar melhor em suas qualidades e não o contrário”, explica Bakker, professor da Universidade Erasmo de Roterdã. Postura semelhante tem a gerente de recursos humanos Neusa Floter, 56 anos. Ela é figura rara, que quase já não existe nos quadros das grandes empresas: mulher de uma companhia só. Está há 43 anos – sim, desde os 13, você fez a conta certa – em uma indústria agroquímica que ela viu crescer e se tornar a líder de seu segmento. “Quem ouve minha história acha que eu sou uma acomodada, aquela que se encostou na primeira empresa que entrou”, conta, rindo. “Bem ao contrário, nunca um dia meu foi igual ao outro e sinto que ainda tenho aquele mesmo gás do começo da carreira.”

Neusa é uma otimista de carteirinha, sempre em busca de motivos para fazer seu dia ser o melhor possível. O otimismo é uma das características que ligam pessoas como Neusa e João. Segundo o estudo feito pelo Isma-BR, os 24% felizes têm também a autoestima elevada, são confiantes, flexíveis e sabem o que querem. “Não têm medo de ser quem são”, resume Ana Maria. Essas pessoas buscam, por exemplo, carreiras e corporações que lhe deem autonomia. “Não é à toa que as empresas de tecnologia viraram o sonho de consumo da geração Y, porque elas são mais ousadas e permitem que o funcionário seja quem ele é”, exemplifica o headhunter e consultor de executivos Gutemberg Macedo.

Foi o que seduziu o programador Dalton Sena, 23 anos, de Belo Horizonte, a continuar em seu emprego em uma start-up – nome dado às pequenas empresas de tecnologia. Quando ela dava seus primeiros passos na área de produção de softwares para vídeos digitais, Dalton foi aprovado em um concurso público. Para desespero de seu pai, ele não assumiu o cargo, porque queria continuar onde estava. “Cheguei para meus chefes e disse a verdade: ‘Eu quero continuar com vocês, mas vocês querem continuar comigo?’” A resposta foi sim. E o estudante de análise de sistemas pôde continuar exibindo seu longo rastafari e usar bermuda em horário comercial. Seu local de trabalho tem até uma salinha com videogames, mesa de pingue-pongue e outros entretenimentos que podem, e devem, ser usados a qualquer momento. A verdadeira razão pela qual o jovem quis continuar ali, entretanto, tem a ver diretamente com sua produção. Além da autonomia para criar, Dalton se sente desafiado diariamente . “Nada chega aqui mastigado, você sempre tem que descobrir como fazer as coisas.”

Intrigada com tanta gente reclamando da vida profissional, a consultora de recursos humanos Elaine Saad, da Right Management, decidiu fazer um levantamento amplo via Twitter. Ela quer saber de um milhão de brasileiros se eles estão felizes, ao menos 70% do tempo, em seus trabalhos. “Coloquei essa porcentagem porque felicidade o tempo todo não existe”, pondera. Até agora, dez mil participantes já deram seu “sim” ou “não”. Seu objetivo é comparar as respostas de funcionários do mundo corporativo com a de profissionais liberais e pequenos empreendedores. De acordo com estudos feitos anteriormente por ela, os dois últimos tendem a ser os mais felizes, pois são donos de sua produção, e não apenas uma peça em uma engrenagem maior. Levar esse sentimento para dentro das corporações é um dos grandes desafios dos departamentos de recursos humanos hoje, segundo a especialista. “A ideia é fazer cada um se sentir um pouco dono do negócio, essência do conceito de líderes empreendedores que começa a crescer cada vez mais em grandes grupos.”

Saber aonde se quer chegar e ver sentido naquilo que se faz também é um traço marcante dos satisfeitos. A maioria infeliz está, em grande parte, em um estado de inércia. É o que o especialista em desenvolvimento humano Eduardo Shinyashiki chama de “aposentadoria mental”, quando a pessoa trabalha horas por dia, produz bastante, mas sua mente está completamente alheia a tudo aquilo que ela está fazendo. “É o famoso piloto automático”, diz ele. Como em um relacionamento amoroso, raramente o trabalho vai ser perfeito e de todo agradável. O que os especialistas chamam a atenção é para que o pacote não seja mais negativo que positivo. Quando nada mais motiva uma pessoa a sair da cama de manhã é porque está na hora de mudar o caminho. A grande maioria, no entanto, está insatisfeita apenas com alguns aspectos da vida profissional. “Se o lugar que você está é incrível e te paga bem, mas você nunca é reconhecido, vá buscar reconhecimento em outros lugares, no trabalho voluntário, em sua igreja, na sua família ou com seu hobby”, exemplifica Ana Maria, do Isma-BR.

Os empregadores também precisam fazer seus ajustes para melhorar a qualidade de vida dos colaboradores. De nada adianta criar ambientes agradáveis com salas para relaxar, subsídios generosos e cafezinho importado se a jornada é massacrante e a empresa estimula a competição em vez de cooperação. Tampouco surtem efeito palestras motivacionais se os computadores são ultrapassados, as cadeiras quebradas e os líderes engessados. Na maior parte das vezes, entretanto, os problemas mais complexos estão nas relações humanas. Um dos principais entraves é a comunicação entre chefes e subordinados.

Um estudo feito pela Michael Page Brasil, uma das maiores empresas de recrutamento de executivos do mundo, mostra que existe uma distância imensa entre o que líderes pensam sobre seu comportamento e como seus liderados os avaliam – 52% dos ouvidos não estão satisfeitos com seus gestores, mas 73% dos gestores se acham capacitados para o cargo. Para 53% dos chefes, o fato de ser íntegros e honestos é o que faz deles capacitados. Para 70% dos subordinados, seria mais interessante se seus chefes fossem grandes motivadores. “Em um momento bom da economia, com desemprego baixo, são os profissionais que estão escolhendo a empresa e não o contrário”, destaca o diretor-executivo da Michael Page Brasil, Marcelo DeLucca. “Melhorar a comunicação entre as partes é fundamental para reter os talentos.”

Apostar na felicidade do funcionário é acreditar na saúde da própria empresa. Afinal, trabalhador feliz falta menos, comete menos erros e produz mais. O bom ambiente de trabalho é o que motiva Ludmila da Silva Pinheiro Vasconcelos, 32 anos, no dia a dia como operadora de telemarketing. “É a minha segunda família”, garante. Ela quer mais: fazer faculdade, estudar inglês e crescer dentro da empresa que tanto admira. É o próprio indivíduo, porém, o maior responsável por sua satisfação profissional. A boa notícia, segundo o psicólogo holandês Arnold Bakker, é que todos podem se tornar um pouco mais engajados. “Muitas vezes o trabalho é tedioso mesmo e temos que tolerá-lo”, afirma o psicólogo. “Um primeiro passo para evitar que isso seja um drama é justamente não se colocar padrões tão elevados de felicidade.”

Para o headhunter Gutemberg Macedo, é preciso olhar também para fora dos muros da empresa em busca de um sentido maior nos afazeres cotidianos. “Leia, ouça música, vá ao teatro, cultive as coisas do espírito, ame os seus. A vida só vale a pena se damos algum sentido para ela.” E aprenda com os felizes que estão ao seu redor. O João do começo desta reportagem decidiu que não queria mais seguir o padrão de só ser feliz aos sábados e domingos, longe das tarefas profissionais. “É muita responsabilidade para o fim de semana. Optei por ser feliz todos os dias.”

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– A Generosidade que Funciona nas Empresas

Normalmente em nossas aulas às turmas de Administração de Empresas, falamos muito sobre as qualidades de um líder. E um dos tópicos tratados se tornou matéria de capa da Revista Época desta semana (Ed 817, pg 70-74, por Marcos Coronato), que é a Generosidade dos Chefes.

Mas aqui se fala sobre dois tipos de Generosos: o Vencedor e o Perdedor Organizacional.

Compartilho:

GENEROSO TRIUNFANTE

– tem metas, é ambicioso, sabe o que quer e define um rumo;

– organiza-se, compartilha como forma de trabalhar, não como interrupção ou distração;

– Usa bem o tempo, preservando ele para dedicar a seus interesses profissionais e pessoais;

– Escolhe o que com quem compartilha, em especial sobre os recursos que tenham impacto para o beneficiado; e o faz até para desconhecidos.

GENEROSO ESGOTADO

– é disperso, desvia-se de seus objetivos para ajudar os outros;

– produz pouco ao atender a muitos pedidos, tornando-se improdutivo;

– não controla o tempo e trabalha demais, permitindo que todos invadam seu tempo pessoal;

– Compartilha tudo com todos, atraindo pessoas que tentar extrair vantagem do relacionamento.

E você? Como líder generoso, em qual dos dois modelos você se encaixa?

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– A lista dos árbitros da Copa do Mundo é formada pelos melhores?

Nem sempre os mais competentes são escolhidos. A FIFA divulgou a lista dos trios de arbitragem para a Copa do Mundo, composta por 25 trios fixos além de “16 árbitros de suporte”, como são chamados os “árbitros de espera / ajuda” pela entidade (8 árbitros e 8 bandeiras).

Na relação, veremos árbitros do Taiti, Panamá e Gâmbia. Também teremos bandeiras das Ilhas Fiji, Quirguistão e Burundi.

Se temos 2 ou 3 trios ingleses, alemães, italianos ou de qualquer outra parte do globo mais qualificados, por que se fazer média de 1 trio por país? Somente para prestigiar politicamente federações menores?

Ravsham Irmatov, árbitro do Uzbequistão, fez uma lambança na Copa das Confederações (partida Brasil x Itália), mas estará na Copa do Mundo. Já o uruguaio Roberto Silvera, um dos melhores da América do Sul, ficou fora do Mundial devido ao rigoroso Teste Físico. Será que perdeu a vaga pelo salvadorenho Joel Aguilar, que é ruim de apito mas ótimo como velocista?

Aqui no Brasil, deu a lógica: Sandro Meira Ricci, com Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gassen irão representar a arbitragem brasileira.

Excelente e justa escolha!

Ricci é muito invejado por alguns colegas, talvez pelo fato de ser um árbitro bem estudado e esclarecido. Tem trabalhado com muita regularidade, e em especial apitou a final da Copa do Mundo de Clubes, vencida pelo Bayern. Emerson Carvalho é experiente, um dos melhores bandeiras com quem tive a oportunidade (e o prazer) de trabalhar. Foi muito criticado por um erro na partida Santos x Corinthians (erro que não costuma cometer e que foi pontual), e felizmente tal incidente não apagou os méritos da sua ótima carreira. E Marcelo Van Gassen é jovem e talentoso. Trabalhamos muitas vezes, a primeira há uns 12 anos, numa partida da Copa São Paulo de Futebol Jr (quando a Copinha ainda revelava árbitros). Foi prejudicado, e me recordo claramente, quando o então diretor de futebol do Corinthians Andrés Sanches invadiu o campo e prometeu que ligaria ao mandatário da CA-CBF Armando Marques pedindo punição, por não concordar com um gol anulado que estaria em impedimento, na partida Corinthians x Cianorte-PR pela Copa do Brasil (e que Van Gassen acertou). Mesmo com o acerto, “seu Armandinho” adorava fazer média e suspendeu injustamente Van Gassen.

Boa sorte aos árbitros da Copa, que terá potenciais nomes para apitar a final antes do torneio começar: o chileno Enrique Osses, o holandês Bjorn Kuipers, o japonês Yuichi Nishimura, o espanhol Carlos Vasques e o inglês Howard Webb. E fica o detalhe: Paraguai, Uruguai, França, entre outras nações, não terão árbitros na Copa do Mundo. Em compensação, teremos guatemaltecos, barenitas, quenianos…

A lista está disponível em: http://is.gd/WorldCup14Referee

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– Quanto você pagaria por mês a Ronaldinho Gaúcho?

Se você fosse dirigente do seu clube de futebol e lhe fosse ofertado contratar Ronaldinho Gaúcho, quanto você ofereceria a ele por mês?

Pois bem: o presidente Fikret Orman, mandatário-mor do time do Besiktas (Turquia) ofereceu oficialmente cerca de R$ 1.300.000,00 mensais, mais € 20 mil por jogo que entrar em campo. Alexandre Kalil receberá a proposta para cobrir e assegurar a permanência dele em Minas Gerais no Atlético Mineiro ou não.

Tal valor é alto para os padrões turcos, mas não é só pelo futebol dele, e sim pelo projeto de marketing que o clube quer fazer, já que o Besiktas é a 3a força local e está em ascensão no ganho de novos torcedores, atrás do Fenerbahce e Galatassaray.

Ronaldinho ainda vive das glórias catalãs e pela magia que proporcionou em Barcelona. É inesquecível o jogo em que atuou contra o Real Madrid em pleno Estádio Santiago Bernabéu (vitória de 3 x 0), sendo aplaudido pelos torcedores arqui-rivais de pé no 3o gol, após dominar a bola no meio de campo e fazer fila nos adversários e praticamente entrar com “bola e tudo” na meta. E esse é só um dos grandes jogos que por lá fez. No Milan, já se mostrava desinteressado e pouco fez.

Não dá para esquecer os momentos negativos: o leilão que seu empresário (Assis, o próprio irmão) fez com o Palmeiras, acertando posteriormente com o Grêmio e largando o time na mão com a festa armada para a apresentação e fechando em definitivo com o Flamengo. No Mengão, jogou bem (embora, muito criticado pleas festas e baladas que participava).

Recentemente no Atlético Mineiro atuou muito bem, em especial na Libertadores da América. Só que na semifinal decisiva contra o Raja Casablanca, pelo Mundial de Clubes da FIFA, não apareceu no jogo, embora, sejamos justos, marcou um golaço de falta e que nada ajudou.

Toda vez que ouço no nome do R10 me vem a mente a lembrança de um craque irresponsável. Quem não se recorda dele nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 recebendo a medalha de bronze falando ao celular?

Com a experiência que tem, poderia ajudar muito a Seleção Brasileira. Mas como o treinador Luís Felipe Scolari não leva desaforo para casa, dificilmente o convocará para a Copa do Mundo, principalmente após se atrasar na apresentação para o amistoso em Belo Horizonte contra o Chile em abril do ano passado. E sabe de uma coisa? Está certo Felipão, eu também não o levaria.

Por fim: está na minha memória uma entrevista dada por Ronaldinho Gaúcho à Revista Placar, quando estava no auge no Barcelona, onde o jornalista perguntou sobre como administrava suas finanças. E ele disse:

Não mexo com dinheiro, o meu foco é futebol. E pra ser sincero, nem sei quanto ganho. Minhas roupas são todas de presentes do meu patrocinador, nunca paguei um almoço porque ninguém quer cobrar e nas festas que eu frequento sou convidado. Só pago a gasolina no posto, mas não sei quanto pago pois é débito automático“.

E você, o que acha? Vale contratar Ronaldinho Gaúcho para seu time? E se vale, a que preço?

Deixe seu comentário:

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– Os Limites Éticos do Jornalismo depois do Caso Schumacher

O triste episódio do acidente em uma pista de Ski do heptacampeão de automobilismo Michael Schumacher, traz à tona uma observação: até onde os jornalistas podem e desejam ir em busca de um furo de informação?

Digo isso devido ao desrespeito observado nesta semana quando, disfarçado de padre que levaria o Sacramento da Unção dos Enfermos, um jornalista foi descoberto, tentando tirar fotos exclusivas de Schummi.

Puxa, não se respeita ninguém mesmo. A troco de quê tal violação de conduta? É ético? É correto?

Lamento profundamente que pessoas do tipo non sense continuem agindo assim, invadindo a privacidade e a dor dos familiares dos outros. Condenável!

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Quem foi o melhor árbitro do mundo em 2013?

Em breve saberemos quem será eleito o melhor jogador do mundo: Cristiano Ronaldo, Lionel Messi ou Ribery?

Fazer listas e rankings é algo difícil. Carece-se de critério, bom senso, e eleitores e/ou aconselhantes isentos. Permitir voto pela Internet é algo surreal, pois, respeitosamente, sabe-se que se existir uma boa campanha um azarão ganha pela simpatia num pleito eletrônico.

E se a lista for para a escolha daqueles que tem pouca torcida e muita antipatia?

Pois é: eleger o melhor árbitro de um campeonato estadual tem grau de dificuldade médio. O de um país, a dificuldade aumenta. E do mundo?

Não dá para assistir jogos do planeta inteiro, quiçá um ou outro das principais ligas da Europa. Mas todas as partidas, impossível.

A grosso modo, você pode se basear nas grandes partidas e competições internacionais. E leio num desses blogs especializados do assunto (link enviado pelo árbitro Maicon Maia), o “Football Refereeing”, elegeu os 3 melhores do planeta em 2013: Björn Kuipers , Howard Webb e Sandro Meira Ricci.

Kuipers é o holandês que apitou os principais jogos da Champions League e a final da Liga Europa. Seu ápice foi a final a Copa das Confederações (Brasil x Espanha no Maracanã). Escolha justa.

Webb é o inglês que apitou a final da Copa de 2010 e de tantos outros jogos importantes. Tem muita personalidade e sempre figura entre os melhores.

Ricci é o brasileiro que entrou na lista da FIFA para representar o Brasil na Copa do Mundo em 2014. Quando apitou os principais e mais difíceis jogos do Brasileirão ainda como aspirante a FIFA, foi preterido, dizem, por motivos políticos. No ano seguinte entrou para o quadro internacional. Alguns o criticam por ter sido escolhido como árbitro da Copa por ser justamente “político demais”. Ora, se assim fosse, estaria a mais tempo no quadro da FIFA e de bate-pronto escolhido para o Mundial. A vaga era de Seneme que se lesionou, passou para Vuaden que reprovou no teste físico e ficou pingando para Ricci, que a agarrou. Acho justo. Quem está melhor do que ele hoje para a vaga? Heber Roberto Lopes? A torcida são-paulina não se esquece do fatídico SPFC x Grêmio deste ano. Paulo César? O admiro, mas sua vez já foi. Ricardo Marques Ribeiro, Péricles Bassols, Chicão de Alagoas ou Wilton Sampaio? Esqueça. Sobrou Marcelo de Lima Henrique para dividir a preferência.

Mas o mote é: Ricci é o 3o do mundo?

Nesse ano, não apitou os principais jogos do Brasileirão, mas em compensação esteve nas principais competições internacionais: Eliminatórias, Libertadores, Copa do Mundo Sub 20 e Mundial de Clubes, onde apitou a final da competição. Talvez isso o tenha tornado o mais importante árbitro da América do Sul.

Repito: não é fácil criar rankings, principalmente os de arbitragem. As vezes temos muita má vontade com os nossos árbitros. Carlos Eugênio Simon foi a 3 Copas do Mundo, e ainda assim o criticam. Marsiglia, Wright, Arnaldo e Romualdo fizeram bonito lá fora, mas o reconhecimento é pouco. O “complexo de vira-lata”, tão presente na Seleção Canarinho até a metade do Século XX, persiste no meio do apito. Por quê tantas críticas aos árbitros locais, se eles estão na média mundial?

Quando foi a Nazaré, sua terra natal, Jesus não realizou grandes milagres pela falta de fé do povo. Disse então que “um profeta não é reconhecido pelo seu próprio povo”. Foi daí que se eternizou o dito “Santo de casa não faz milagre”.

Sandro Meira Ricci não é Jesus Cristo para se chamar de santo ou perfeito e fazer milagres em campo. Tampouco para ser crucificado. Assim, que tal olharmos com bons olhos para tal destaque e torcermos para que o árbitro brasileiro apite a decisão do 3o e 4o lugar da Copa de 2014? Claro, não o queremos na final, pois lá estará a Seleção Brasileira contra qualquer outra; afinal, neste ano, Felipão afirmou que “O Brasil será campeão”.

Ou está tudo errado? Previsão de Scolari, escolha do árbitro, ranking e tudo mais?

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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Observação 1: Novamente, não teremos árbitro central paulista na Copa (mas sim bandeira). Veja a relação completa:

1930 – Gilberto de Almeida Rego-RJ (árbitro, com 49 anos)

1934 – nenhum

1938 – nenhum

1950 – Mário Vianna-RJ (árbitro, com 42 anos), Alberto da Gama Malcher e Mário Gardelli (auxiliares)

1954 – Mário Vianna-RJ (árbitro, com 46 anos)

1958 – nenhum

1962 – João Etzel Filho-SP (árbitro, com 46 anos)

1966 – Armando Marques-RJ (árbitro, com 36 anos)

1970 – Ayrton Vieira de Moraes-RJ (árbitro, com 46 anos)

1974 – Armando Marques-RJ (árbitro, com 44 anos)

1978 – Arnaldo Cézar Coelho-RJ (árbitro, com 35 anos)

1982 – Arnaldo Cézar Coelho-RJ (árbitro, com 39 anos)

1986 – Romualdo Arppi Filho-SP (árbitro, com 47 anos)

1990 – José Roberto Wright-RJ (árbitro, com 46 anos)

1994 – Renato Marsiglia-RS (árbitro, com 43 anos) e Paulo Jorge Alves (assistente)

1998 – Márcio Rezende de Freitas-MG (árbitro, com 38 anos) e Arnaldo Pinto (assistente)

2002 – Carlos Eugênio Simon-RS (árbitro, com 37 anos) e Jorge Paulo Gomes (assistente)

2006 – Carlos Eugênio Simon-RS (árbitro, com 41 anos), Aristeu L Tavares e Ednilson Corona (assistentes)

2010 – Carlos Eugênio Simon-RS (árbitro, com 45 anos), Altemir Haussman e Roberto Braatz (assistentes).

2014 – Sandro Meira Ricci-MG (árbitro, com 40 anos), Emerson Augusto Carvalho e Alessandro Rocha Matos (assistentes).

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Observação2: A matéria do texto-base pode ser acessada em: http://footballrefereeing.blogspot.com.br/2013/12/the-3rd-team-referee-of-year-2013-bjorn.html?m=1 (abaixo):

THE 3RD TEAM REFEREE OF THE YEAR 2013: BJÖRN KUIPERS

“From zero to hero” – that was a phrase issued by one member of this blog’s community that perfectly circumscribes the past year 2013 for Dutch referee Björn Kuipers. He is today honoured by The Third Team and its community as the world’s best Referee of the Year 2013.

Many people expected that EURO 2012 might have been a caesure for Kuipers’ referee career. Having been sent home after the group stage as one of four referees, he was somehow punished for his rather weak performances in Ireland – Croatia and Ukraine – France. It was indeed a caesura – but a positive one. In 2012/13, Kuipers outperformed all expectations and rapidly improved his skills on the pitch. Or, to formulate it differently, he finally managed to put his skills onto the pitch visible for everyone.

This culminated in a well-deserved semifinal in UEFA Champions League between Borussia Dortmund and Real Madrid which he handled almost faultlessly. He was then selected to take charge of UEFA Europa League Final 2013 in his home country – in Amsterdam Arena – between SL Benfica and Chelsea FC. The performance of his whole team including assistant referees Van Roekel and Zeinstra as well as the additional assistant referees Van Boekel and Liesveld has been impressive. As a logical consequence, Kuipers furthermore took control over the heated and combatted final at FIFA Confederations Cup between hosts Brazil and World Champions Spain. There is no need to say that this performance was very good as well. In the end, Kuipers has established at the peak of European refereeing which has led us to this award. Congratulations. He is following in the footsteps of Ravshan Irmatov and Cüneyt Çakır, who have been awarded this small prize in 2011 and 2012 respectively.

English Howard Webb has landed on the second place. Certainly, 2013 has been one of the best years of his career and probably the best year after 2010.

Brazilian Sandro Ricci has shown great progress over the last couple of months being somehow pushed into the role to represent the hosting nation Brazil at the next World Cup in 2014. He has coped well with these expectations and this pressure and has proven to be a very good referee at FIFA U-20 World Cup, where he handled four matches, and FIFA Club World Cup, where he took charge of the final between Bayern München and Raja Casablanca (last week).

Djamel Haimoudi of Algeria has been elected as the best African referee of the year, while Nawaf Shukrallah of Bahrain managed to do so as the best Asian official. While Haimoudi handled important matches within his confederation (CAF), such as the AFCON 2013 final in South Africa, and the third place match at Confederations Cup 2013 between Italy and Uruguay, Shukrallah very likely has qualified for next year’s World Cup by multiple achievements: he refereed the World Cup qualifier between Japan and Australia in a very good manner and was able to confirm this positive impression at FIFA U-20 World Cup where he, among others, took charge of a semifinal. In addition, he very well controlled the AFC Champions League Final between Guangzhou Evergrande and FC Seoul.

Mexico’s Roberto García has been elected as the best CONCACAF referee of the year. Certainly, his final appointment and performance at U-20 World Cup (Uruguay – France) were one vital reason for this vote.

This is the complete list. Every voter had sent a top 15. Every place (1 to 15) was linked to a certain amount of points that have been added so that a final list came into existence:

1. Björn Kuipers – Netherlands – 1973 – 370 points

2. Howard Webb – England – 1971 – 273 points

3. Sandro Ricci – Brazil – 1974 – 258 points

4. Jonas Eriksson – Sweden – 1974 – 218 points

5. Nawaf Shukralla – Bahrain – 1976 – 172 points

6. Djamel Haimoudi – Algeria – 1970 – 170 points

7. Roberto García – Mexico – 1974 – 162 points

8. Joel Aguilar – El Salvador – 1975 – 160 points

9. Wilmar Roldán – Colombia – 1980 – 158 points

10. Enrique Osses – Chile – 1974 – 138 points

11. Felix Brych – Germany – 1975 – 122 points

12. Milorad Mažić – Serbia – 1973 – 108 points

13. Svein Oddvar Moen – Norway – 1979 – 84 points

14. Bakary Gassama – Gambia – 1979 – 64 points

15. Benjamin Williams – Australia – 1977 – 57 points

16. Damir Skomina – Slovenia – 1976 – 54 points

17. Pedro Proença – Portugal – 1970 – 43 points

18. Cüneyt Çakır – Turkey – 1976 – 42 points

19. Yuichi Nishimura – Japan – 1972 – 37 points

20. Néstor Pitana – Argentina – 1975 – 31 points

21. Roberto Moreno – Panama – 1969 – 30 points

22. Ravshan Irmatov – Uzbekistan – 1977 – 29 points

23. Nicola Rizzoli – Italy – 1971 – 28 points

24. Abdul Bashir – Singapore – 1968 – 27 points

….. Alireza Faghani – Iran – 1978 – 27 points

26. Néant Alioum – Cameroon – 1982 – 18 points

27. Mark Geiger – USA – 1974 – 14 points

….. Antonio Arias – Paraguay – 1972 – 14 points

29. Craig Thomson – Scotland – 1972 – 13 points

30. Víctor Carrillo – Peru – 1975 – 12 points

….  Marco Rodríguez – Mexico – 1973 – 12 points

32. Courtney Campbell – Jamaica – 1968 – 11 points

33. Viktor Kassai – Hungary – 1975 – 10 points

34. Bouchaib El Ahrach – Morocco – 1972 – 9 points

33. Carlos Vera – Ecuador – 1976 – 8 points

….. Badara Diatta – Senegal – 1969 – 8 points

35. Roberto Silvera – Uruguay – 6 points

36. Daniel Bennett – South Africa – 1976 – 4 points

37. Stéphane Lannoy – France – 1969 – 3 points

….. Peter O’Leary – New Zealand – 1972 – 3 points

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– Você Contrataria ex-detentos? A Pepsi-EUA, não.

Nos EUA, segundo o Huffington Post, a Pepsico terá que pagar US$ 3,1 mi de multa por investigar o passado dos seus empregados. O motivo era evitar pessoas que já foram presas ou mesmo detidas em delegacia.

E aí: você contrataria um ex-presidiário?

Extraído de: http://is.gd/Huc5P7

PEPSI TERÁ QUE PAGAR 3,1 MILHÕES DE DÓLARES

Empresa também recusava aqueles que tivessem sido detidos ou acusados de pequenos delitos.

A Pepsi concordou em pagar 3,1 milhões de dólares por acusações de discriminação racial ao checar a ficha criminal para avaliar candidatos a vagas na empresa. As informações são do Huffington Post.

A EEOC (comissão de oportunidades iguais de emprego dos Estados Unidos) afirmou que essa política da Pepsi, de não contratar funcionários que já foram detidos excluiu, desproporcionalmente, 300 negros que tentavam uma vaga na empresa.

Pela política da Pepsi, os candidatos não seriam contratados mesmo se nunca tivessem sido condenados. A empresa também recusava aqueles que tivessem sido detidos ou acusados de pequenos delitos.

Segundo a EEOC, usar a detenção ou a condenação como critério de seleção de candidatos pode ser ilegal se não for relevante para o emprego.

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– Empresas que controlam o tempo do banheiro!

Sua empresa controla o tempo que você gasta indo ao banheiro?

Talvez não. Mas a Tim, sim. O serviço de telefonia é falho, mas a austeridade com os funcionários não.

A empresa foi multada por impor regras e tempo para os seus funcionários irem ao banheiro. Veja, extraído de:

http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2013/11/tim-e-condenada-pagar-r-5-milhoes-por-controlar-ida-ao-banheiro.html

TIM É CONDENADA A PAGAR R$ 5 MILHÕES POR CONTROLAR IDA AO BANHEIRO

Decisão é da 8ª Vara do Trabalho de Curitiba; empresa pode recorrer.
Segundo o TRT, ex-funcionária também era avaliada em frente a colegas.

A TIM foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar uma indenização de R$ 5 milhões a uma ex-funcionária que tinha horários de banheiro controlados em Curitiba, de acordo com o Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR). A sentença é do juiz Felipe Augusto de Magalhães Calvet, da 8ª Vara do Trabalho de Curitiba, e a empresa pode recorrer. A condenação foi divulgada pelo TRT-PR nesta segunda-feira (25).

Além de a mulher ter os horários de banheiro controlados, ela era avaliada na frente dos colegas e sofria ameaça de mudança para um horário pior caso faltasse ao serviço, segundo o TRT-PR.

O Tribunal Regional do Trabalho do Paraná explicou que o valor da indenização foi aumentado significativamente em relação a sentenças envolvendo situações semelhantes porque, diante de “valores ínfimos”, a empresa manifestou “qualquer interesse em ajustar o ambiente de trabalho, sendo mais barato pagar eventuais ações trabalhistas do pequeno número de empregados que reclamarem judicialmente”. O juiz citou sete decisões judiciais contra a Tim no Paraná pela mesma prática de controle do horário de banheiros, que tiveram indenizações variando entre mil e dez mil reais.

Uma testemunha no processo confirmou que a ida ao banheiro era considerada como “pausa descanso” e que, fora dessas pausas, era necessário mandar um e-mail para o supervisor solicitando autorização para ir ao banheiro, o que nem sempre era possível  dependendo da fila de espera de atendimento de clientes.

A TIM informou que já foi notificada e que está tomando as providências de recurso.

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– Vasco x Cruzeiro, Dedé, Júlio Baptista, Profissionalismo e Facilitação

Nas redes sociais, bombou o tema “entrega”, em referência ao jogo entre o Vascão e a Raposa. O time cruz-maltino lutando contra o rebaixamento; o time mineiro só cumprindo a tabela depois do título conquistado.

Coisas curiosas do jogo: o elenco cruzeirense com o ex-treinador vascaíno, Marcelo Oliveira, e outros atletas do rival, como Fábio e principalmente Dedé.

E Dedé, o zagueiro ídolo do clube carioca que agora joga em MG, disse durante a semana que “amava o Vasco da Gama e, se o Cruzeiro não estivesse precisando dele, preferiria não jogar”.

Foi sincero. Mas foi profissional?

O clube paga o seu jogador e ele demonstra titubeação e sentimentalismo contra sua ex-equipe?

Um mal-estar, sem sombra de dúvida. Mas o problema maior foi o fato do Vasco fazer 2 gols no primeiro tempo e o Cruzeiro demonstrar desconsideração pela partida. Isso deturpa o campeonato!

Quando Criciúma, Ponte Preta e Náutico, times que lutam contra o rebaixamento ou que já caíram, jogaram contra o Cruzeiro, o time mineiro mostrou o mesmo emprenho (ou falta de)?

Azar de quem jogou com o time quando ele ainda disputava o torneio buscando o título, e sorte de quem pegou o Campeão desprezando a competição.

O Vasco da Gama jogou bem, é fato. Mas o que preocupa é: pelo seu mérito única e exclusivamente, ou pelo demérito do Cruzeiro? Mais: a má noite do Campeão de 2013 se deu a um relaxamento natural pós-conquista (ressaca) ou por um proposital mau desempenho (corpo mole)?

Esse último argumento fica reforçado por aqueles que viram pela TV Júlio Baptista dizer ao adversário: “faz logo o terceiro, p…”.

Será que o cruzeirense falou ironicamente provocando o vascaíno ou simplesmente queria que a partida fosse liquidada logo?

Em tempo: o Bahia já anunciou que reclamará formalmente à CBF, pois o Vasco da Gama é seu adversário direto contra o rebaixamento.

Deixe seu comentário.

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– O desrespeito no caso Kleina & Palmeiras

É impressionante como Gilson Kleina e Palmeiras numa fase de desrespeito.

Sim, ambos estão faltando ao respeito com uma pessoa em comum: o próprio Kleina. O Palmeiras pelo fato de não valorizar o treinador que aceitou assumir o clube em um momento crítico, a beira do abismo e conseguiu o acesso para o retorno à série A, oferecendo a ele um contrato de renovação pela metade do salário atual. E Gilson se autodesrespeitando, após saber que não era o preferido para continuar no cargo, depois de outros profissionais sendo procurados, aceitando tudo isso passivamente.

Não me convence o argumento de que é preferível ficar no Palmeiras recebendo a metade do que ganha ao procurar novos ares. A premiação pelo seu bom trabalho deve ser a renovação do contrato, e se possível, com aumento.

Fico pensando: demite-se Kleina para trazer Luxemburgo, Abel, ou outro de salário elevadíssimo? A troco de quê?

Paulo Nobre estava indo muito bem na presidência até agora. Nesse episódio, está pisando na bola!

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– Lula e a birra contra a Jornalista

Tem certas coisas que mostram a aversão às críticas de certas pessoas. E Lula parece que é expert em criticar quem o critica, sempre desqualificando o outro.

Agora, atacou a jornalista Rachel Sheherazade (a âncora do SBT, que tem se destacado pro opiniões contundentes). Disse sobre ela:

Uma menina de 20 e poucos anos não pode criticar políticos sem embasamentos.

Ora, ora, ora… Então, para elogiar, pode? Criticar, não?

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– Você sabe distinguir a Geração Y?

A geração Y está cada vez mais presente no mundo da Administração de Empresas. É a turma entre os “20 e poucos” até os “30 e tantos” anos que quer mudar o mundo dos negócios. Isso é bom, claro.

Aqui mesmo no blog já escrevi algumas matérias sobre essa geração, mas agora gostaria de compartilhar um texto da Revista América Economia, Ed Janeiro /2011, por Ainá Vietro, onde há um belo resumo das características dessa turma:

ENTENDA A GERAÇÃO Y

A pedido de AmericaEconomia, Daniella Correa, consultora de RH da Catho Online, traçou um perfil dessa nova geração:

– Além de forte ligação com a tecnologia desde a infância, são criativos, curiosos e imediatistas.

– São pessoas multitarefas, ativas, mas que sabem gerir seu tempo.

– Priorizam os próprios interesses e têm necessidade constante de feedback – uma conversa rápida é suficiente para uma injeção de ânimo.

– Querem trabalhar para viver, mas não vivem para trabalhar.

– Aceitam a diversidade, mas têm dificuldade de se relacionar com figuras de autoridade. Esperam ser tratados como colegas, e não como subordinados.

– Reivindicam seus direitos.

– Admiram a competência real e o comportamento ético mais do que o nível hierárquico.

– Desejam contribuir com inovações, receber recompensas e reconhecimento explícito pelo bom desempenho.

– Gostam de trocar conhecimentos em um clima de colaboração e priorizam o trabalho em equipe.

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– O Imediatismo dos Jovens no Início de Carreira

Está na moda o termo “Empresa Y”. Resumidamente, é aquela que possui em seus quadros executivos jovens nascidos entre 1980 e 1994. E o que elas querem e o que esses jovens querem?

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI113188-16642,00-A+EMPRESA+Y.html

A EMPRESA Y

As companhias já aprenderam a lidar com o imediatismo dos jovens em início de carreira? A julgar pela experiência das empresas Boehringer, Usiminas, IBM, Andrade Gutierrez, Leroy Merlin e Kimberly-Clark, a resposta é sim. A geração Y comemora e agradece

Por Karla Spotorno

Atlanta, outubro de 2009. Fernanda Barrocal, 28 anos, e Renata Herz, 27, gerentes da Kimberly-Clark no Brasil, tentavam esconder o nervosismo. Estavam ali, num centro de convenções, para apresentar os resultados de uma iniciativa baseada no livro A Estratégia do Oceano Azul e realizar toda uma argumentação em inglês. Publicado pelo especialista em gestão W. Chan Kim em 2005, Oceano Azul tornou-se um best-seller e inspirou empresas mundo afora. Fernanda e Renata conheciam muito bem o projeto da filial brasileira, mas a apreensão era justificada. Além de 30 executivos da multinacional americana, estava na plateia o próprio Chan Kim. Mas elas se saíram tão bem que começaram a ser requisitadas para dar mais informações sobre a iniciativa, inclusive por gestores da empresa em outros países.

Fernanda e Renata são típicas representantes da geração Y, formada por jovens entre 18 e 30 anos que entraram no mercado de trabalho nesta década. Eles cresceram conectados à internet, são menos pacientes, não se apegam a valores corporativos e querem crescer de forma rápida na carreira. Surpreendem os gestores tradicionais ao se dirigir ao chefe da mesma forma como falam com os amigos, o que mostra uma dificuldade para lidar com o ambiente formal de muitas empresas. São ainda multitarefas. Podem muito bem executar um trabalho enquanto ouvem música e navegam nas redes sociais. Querem liberdade para sugerir mudanças e esperam alguma recompensa imediata pelos bons resultados.

Por serem assim tão diferentes das gerações anteriores, esses jovens são frequentemente retratados de forma estereotipada. Um dos mitos propagados é o de que são desleais e acreditam que só vale a pena permanecer na empresa se ela for útil e proporcionar um rápido crescimento da carreira. Uma pesquisa da consultoria de recursos humanos Hay Group mostra exatamente o contrário. O levantamento ouviu 5.568 jovens que atuam em grandes empresas e apontou que 65% pretendem ficar mais de cinco anos onde trabalham.

Além disso, 78% afirmam que há respeito à diversidade, especialmente quando se trata de diferenças entre gerações. “A culpa pela alta rotatividade é da própria empresa”, diz Ricardo Guerra, 24 anos, trainee na área de vendas para grandes clientes da Kimberly-Clark. Segundo ele, se as companhias não aprenderem a oferecer o que os jovens procuram, continuarão perdendo os talentos. Guerra rejeitou um convite para trocar de emprego porque vê perspectivas de crescer na Kimberly. Isso acontece também com suas colegas Renata e Fernanda, responsáveis pela apresentação da iniciativa baseada no Oceano Azul.

Renata se formou em publicidade, estudou inglês e espanhol. Quando entrou na Kimberly-Clark, em 2004, não imaginava que ficaria tanto tempo. “Apesar de estar há quase seis anos na empresa, não me sinto estagnada. Posso propor melhorias, dar minha opinião”, afirma. Formada em engenharia naval, Fernanda também não tem pressa. Ela trabalha há quase quatro anos na Kimberly e há dois, quando passou por um programa de job rotation, teve a oportunidade de conhecer a companhia de forma mais ampla. “Claro que não existe lugar perfeito. Mas, quando saio com meus amigos da faculdade, percebo como a vida pode ser dura em empresas que têm outras formas de trabalho”, afirma.

Assim como a Kimberly-Clark, muitas companhias já podem ganhar o selo informal de Empresa Y, por estarem aprendendo, na prática, como lidar com essa geração irrequieta. Ao dar a duas jovens promissoras a missão de representar a filial brasileira na reunião anual da diretoria da América Latina, em Atlanta, nos Estados Unidos, a Kimberly-Clark sinaliza que delegar projetos importantes para sua população Y foi a solução encontrada pela direção para atrair e reter esses talentos. Fabricante de produtos de higiene e limpeza, como as fraldas da Turma da Mônica, os absorventes Intimus Gel e a linha Scott, a companhia enfrentava uma estagnação no início da década. Para voltar a crescer, o único caminho era inovar e lançar produtos criativos. E nada melhor para isso do que dar espaço aos jovens, que formam hoje 43% de sua força de trabalho.

“Cerca de 10% do nosso faturamento deve vir de inovação. E se depender somente das minhas ideias, vamos viver pobres”, afirma João Damato, 59 anos, presidente da empresa. A estratégia parece ter dado certo. Depois de abrir espaço para o diálogo e a criatividade e oferecer mais oportunidades aos novatos, a empresa cresceu 250% em receita nos últimos sete anos.

A siderúrgica Usiminas e a indústria farmacêutica Boehringer Ingelheim também perceberam que precisavam ir além do trivial para segurar seus jovens funcionários. Resolveram, então, mudar os programas de estágio, no ano passado. “Digamos que agora o sistema está menos Pinochet e mais Piaget”, afirma Helena Pessin, 52 anos, superintendente de desenvolvimento humano da Usiminas, dando a entender que o diálogo vai superar os desmandos hierárquicos.

Na Boehringer, a metodologia também foi renovada. Acabaram as palestras formais em auditório. Os estagiários da empresa participam agora de fóruns no formato do programa Altas Horas, da TV Globo, um clássico dessa geração. O entrevistado fica no centro de um círculo, apresenta suas ideias e responde a perguntas. Segundo o professor Anderson de Souza Sant’anna, 38 anos, da Fundação Dom Cabral, faz mesmo todo o sentido evitar o modelo de sala de aula, que prepara os estudantes para trabalhar em um sistema fabril, em que o empregado ouve o chefe, cumpre suas ordens e exerce sua atividade individualmente, sem questionar. “Ninguém é treinado para discutir, ouvir críticas e colaborar”, afirma Sant’anna. “A escola ainda não forma as pessoas para trabalhar em equipe.”

Mas mudar a cultura organizacional exige tempo, energia e disposição dos gestores. Em alguns casos, a resistência de funcionários mais antigos pode ser grande, como ocorreu na Boehringer Ingelheim. A empresa de origem alemã começou a implementar, em 2004, uma política de abertura para o diálogo e de menos formalidade entre gestores e subordinados. Quatro diretores não aceitaram a quebra das barreiras hierárquicas e deixaram a companhia. “O desligamento foi um caso extremo. Mas eles não se adequaram à nova cultura da empresa porque realmente não acreditavam nela”, afirma Adriana Tieppo, 44 anos, diretora de RH. O episódio mostra que uma companhia que pretende ser inovadora precisa reservar tempo para muita conversa entre as pessoas de sua equipe, coincidentemente uma reivindicação da geração Y.

Na siderúrgica Usiminas, para evitar problemas de relacionamento, a área de recursos humanos criou workshops para ensinar os gestores a dialogarem com os jovens. No quadro de funcionários da companhia, cerca de 20% pertencem à geração Y. Em 2014, esse número deverá estar em 45%. Apesar de privatizada em 1991, a companhia preserva algumas características de empresa estatal, como a lentidão para promoções e mobilidade entre as áreas. Uma das ações para transformar a cultura foi o treinamento dos gestores para que incorporem os novos valores corporativos instituídos em março de 2009 pela nova diretoria, que assumiu em 2008. “Queremos conferir mais voz, mais poder e também mais responsabilidade para as pessoas”, diz Marco Antônio Castello Branco, 49 anos, presidente da Usiminas.

A iniciativa parece ter convencido os jovens da empresa. A economista Mariana Paes, 26 anos, foi transferida da área financeira para a de gestão da inovação depois que sua chefe imediata percebeu sua preferência por funções que envolvem a colaboração. “Minha antiga gestora é superantenada. Ela começou a me envolver em projetos mais inovadores porque sabia que isso me motivaria”, diz Mariana, que não recebeu um aumento de salário mas mesmo assim gostou da mudança, por representar um reconhecimento e uma nova oportunidade para crescer.

Casos como o de Mariana Paes, da Usiminas, mostram a importância que os jovens dão ao desenvolvimento pessoal. Na pesquisa do Hay Group, 93% disseram que desenvolvimento é crucial para permanecer no emprego. Os jovens querem aprender novas funções e conhecer outras áreas para entender de forma mais ampla os negócios e perceber que estão evoluindo com a companhia. Outro fator que motiva a geração Y é o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Depois de ver que os pais dedicaram mais tempo ao trabalho do que à família, sem grandes recompensas, eles entendem que precisam ter outra postura em relação ao trabalho. Para a maioria, pouco importa o sobrenome corporativo. O que vale é encontrar um sentido para suas tarefas. As empresas podem ajudar nessa busca ao lhes oferecer uma abertura maior para o diálogo, mais responsabilidade, feedbacks constantes, desenvolvimento pessoal e ascensão de forma mais rápida. Não são, no entanto, coisas fáceis de fazer, especialmente em razão do conflito entre as gerações, agora acentuado dentro das corporações.

Pela primeira vez na história do trabalho, coabitam quatro gerações nos escritórios. Além dos jovens da geração Y, estão no mercado os chamados tradicionais, pessoas que nasceram até 1945; os baby boomers, nascidos entre 1946 e 1963; e a geração X, que forma o menor grupo em razão da taxa de natalidade mundial abaixo da média entre 1964 e 1979. Hoje, a diferença de idade entre o funcionário mais novo e o mais velho nas empresas ultrapassa meio século.

“A tendência é ainda de aumento nessa diferença, na próxima década, em razão do envelhecimento da população. Na Europa, as pessoas entre 65 e 90 anos somarão 21% dentro de dez anos. Em 2000, esse percentual era 11%”, afirmou a Época NEGÓCIOS Guido Stein, 46 anos, professor da Universidade de Navarra e especialista em gestão de pessoas e liderança.

Combinar em suas equipes a vitalidade dos jovens em início de carreira e a experiência dos funcionários mais velhos só traz benefícios, e as empresas sabem bem disso. Mas, segundo a psicóloga Elaine Saad, 46 anos, gerente-geral para a América Latina da consultoria Right Management, a responsabilidade maior está nas mãos dos gestores. “O líder tem a obrigação de respeitar as diferenças e aprender como se comunicar com cada indivíduo”, afirma Elaine. Para Rolando Pelliccia, 47 anos, diretor do Hay Group, a retenção dos talentos está mais associada às competências do gestor e ao clima de trabalho do que às ações da empresa. Na pesquisa da consultoria, o valor da relação com o gestor ficou nítido. Entre os jovens participantes, 75% dizem que são ouvidos pelos superiores. Eles afirmam ainda que o gestor tem algo a ensinar e que aceita sugestões e críticas.

Depois de fazer um esforço para entender o jovem da geração Y, os executivos da IBM no Brasil decidiram criar um comitê chamado “crossgenerational”, ligado à área de diversidade. A ideia é que o comitê proponha ações para melhor atender os jovens, que totalizam 35% dos 19 mil colaboradores da empresa. Além disso, a IBM decidiu inovar no seu programa de mentoring, que agora é reverso. No lugar de o funcionário mais antigo ser mentor do mais novo, o novato é que dá conselhos para o mais velho. Qualquer um pode participar do programa e indicar quem gostaria de ter como mentor. “O jovem chega com uma expertise em colaboração e em redes sociais muito valiosa para a empresa”, afirma Osvaldo Nascimento, 47 anos, diretor de RH da IBM Brasil. “A capacidade para trabalhar com diferentes grupos de pessoas e em vários lugares também é importante para a companhia.”

As discussões sobre a geração Y dentro das empresas têm mostrado que o desejo de crescer rapidamente na carreira não é bom nem para os jovens nem para as corporações. Afinal, em qualquer profissão experiência é insubstituível. Muitas companhias deram cargo e salário sem transferir responsabilidades, para atender à pressa típica dessa geração e segurar possíveis talentos, mas o resultado foi a frustração do jovem e um problema no organograma.

O engenheiro civil André Gerab, 24 anos, concorda que em muitas áreas o que vale mesmo é a experiência. “Quando saí da faculdade, eu era superarrogante. Achava que sabia tudo. Comecei a trabalhar e percebi que tenho muito ainda a aprender”, afirma. Ex-aluno da Universidade de São Paulo, Gerab trabalha na construtora Andrade Gutierrez e não tem muita pressa de crescer. Entende que para construir uma carreira sólida precisa passar por diferentes áreas dentro da empresa e aprender outras funções.

A opinião é compartilhada por Camila da Rocha Correa, 25 anos, relações-públicas da Andrade Gutierrez. Há menos de um ano na empresa, Camila diz que não quer ser promovida sem ter a maturidade e o conhecimento necessários para o cargo. “O que eu realmente desejo é ser reconhecida por fazer algo muito bem”, afirma.

Para ajudar profissionais como Camila e Gerab a crescerem de forma consistente, a Andrade Gutierrez criou um programa de desenvolvimento de competências chamado Geração AG. Já passaram pelo programa 230 jovens, como o engenheiro civil Rafael Perez, 28 anos, três de formado e há seis na Andrade Gutierrez. A meta de Perez é ser engenheiro chefe de obra. Para isso, já passou por várias funções. Atualmente é ele que coordena a produção, uma das quatro grandes áreas de uma obra. “Preciso aprender todas as funções”, diz Perez, que hoje trabalha na construção de uma estação de tratamento de esgoto na Baixada Santista.

Como a Andrade Gutierrez, a rede de varejo de material de construção e itens para casa Leroy Merlin também decidiu acelerar a carreira de profissionais da geração Y e investe em um programa de contratação e formação de jovens gerentes desde o ano passado. No processo de seleção dos candidatos, em São Paulo, o diretor regional Patrick Leffondre, 45 anos, decidiu levar em conta principalmente os valores pessoais e não a competência técnica, algo prioritário antes. “Quem vem trabalhar aqui precisa ter prazer em conhecer profundamente a empresa e as funções que irá exercer, e também gostar de desenvolver equipe e ter iniciativa”, diz Leffondre. Apesar de tentar atender às demandas dos jovens, a Leroy Merlin quer encontrar candidatos que realmente se identifiquem com o sistema de gestão descentralizado da multinacional francesa e que gostem do trabalho em loja. “Estamos preparando as pessoas e a empresa para acompanharem o crescimento da rede”, afirma Cynthia Cerotti, 39 anos, gerente da área de RH no Brasil. Em 2010, a varejista repetirá o investimento de R$ 130 milhões do ano passado, quando inaugurou três lojas, cada uma com 250 funcionários.

Apesar dos avanços, para atrair e reter os jovens talentosos e, consequentemente, ganhar em inovação e crescimento, as empresas ainda precisam dar vários passos. Para a economista americana Sylvia Ann-Hewlett, diretora do Center for Work-Life Policy, em Nova York, muitas das demandas dos jovens são realmente positivas para as companhias. “Um novo sistema de recompensas, por exemplo, é uma das questões que as companhias deveriam pensar em adotar”, afirmou Sylvia a Época NEGÓCIOS. Autora de diversos artigos e livros sobre diversidade, Sylvia diz que o que é bom para a geração Y também agradará ao baby boomer. “As duas gerações estão olhando para o emprego de maneira semelhante e devem conduzir grandes mudanças na forma de trabalhar”, diz. Entre essas mudanças, Sylvia destaca a necessidade de intervalos na carreira, como os sabáticos, em que o profissional volta após um período fora, e a flexibilidade de horário. Para Sylvia, essas são algumas demandas que as duas gerações deverão implementar juntas nos próximos anos. Até por questões de sobrevivência, nenhuma empresa vai querer ficar fora.

– O Árbitro agora é Profissional. E daí?

Vejo muita gente comemorando a regulamentação da profissão de árbitro de futebol. Mas quem milita no meio sabe que esse projeto sancionado pela presidente Dilma Rousseff é, na verdade, uma hipócrita e demagógica ação que nada mudará no dia-a-dia dos árbitros de futebol, tampouco trará melhorias práticas.

Assustou com minha opinião? Explico a ilusão desse projeto:

1 – Ao árbitro será permitido se associar em cooperativas de trabalho e sindicatos. Mas já não é assim? E, pasmem: se um árbitro não se sindicalizar e/ou cooperar, não apita jogos profissionais nesse país! No Rio de Janeiro, Jorge Rabello, funcionário da FERJ, é o responsável pelo departamento de árbitros da entidade. Porém, é ele quem dirige o Sindicato e a Cooperativa de lá! Em São Paulo, Arthur Alves Júnior é o presidente do Sindicato dos Árbitros e Silas Santana trabalha na Cooperativa, sendo que ambos são funcionários da FPF! Claro que tudo está dentro da lei; e, mesmo sendo legal, poder-se-á contestar: não é imoral? A mim, tal situação desagrada muito, já que entendo como incompatibilidade de cargos. Se o árbitro tiver que brigar com a Comissão de Árbitros de SP ou do RJ, e quiser recorrer ao Sindicato, terá que recorrer à mesma pessoa. Dá para imaginar o Rabello do Sindicato discutindo com o Rabello da Federação Carioca?

Reforço: nada contra essas pessoas, mas entendo ser impossível que se tenha condição de trabalhar antagonicamente em cargos tão distintos, sendo o mesmo dirigente.

2- A Lei reza que o árbitro poderá trabalhar em Ligas e Entidades de prática do Futebol. Ué, cadê a novidade?

Na verdade, se festeja única e exclusivamente o fato de que, no papel, existe uma profissão chamada de “árbitro de futebol”. A lamentar que nada se fez para que o árbitro receba FGTS, tenha direito a 13o e Férias, fruto de registro na Carteira de Trabalho, sendo as Federações e/ou a CBF o(s) patrão(ões).

Aliás, me causa curiosidade: por quê os Sindicatos e Cooperativas que agora podem representar o árbitro (mas que já representavam) não lutam para que as Federações e a Confederação assumam o árbitro como empregado? Que banquem os treinos para melhorar o desempenho em campo e os assumam como funcionários profissionais para que se dediquem integralmente a profissão e não cometam tantos erros.

Reitero: a Lei é demagógica, já que ilude o cidadão comum a pensar que algo vultuoso foi feito; e hipócrita, pois se comemora para disfarçar o que está em situação calamitosa, que é a péssima condição dos árbitros do Brasil, resultando em arbitragens no nível que se vê.

Gozado: para apitar em São Paulo, os árbitros assinam um documento de próprio punho dizendo que são prestadores autônomos de serviços aos clubes, sendo que a FPF é quem os paga, via Sindicato (descontando-se taxa sindical), alegando que o dinheiro é repassado das verbas que o clube receberia a fim de evitar calote.

Isso não é contestado por quê?

Portanto, torcedor comum, não se anime: nada mudará nos jogos que você assistir. E aos árbitros, vale o lembrete: você não ganhou nada com a nova lei.

Invejo a Inglaterra. Lá sim o árbitro é profissional, com contrato de trabalho e tudo mais.

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– A Regulamentação da Profissão de Árbitro de Futebol

Vejo muita gente comemorando a regulamentação da profissão de árbitro de futebol. Mas quem milita no meio sabe que esse projeto sancionado pela presidente Dilma Rousseff é, na verdade, uma hipócrita e demagógica ação que nada mudará no dia-a-dia dos árbitros de futebol, tampouco trará melhorias práticas.

Assustou com minha opinião? Explico a ilusão desse projeto:

1 – Ao árbitro será permitido se associar em cooperativas de trabalho e sindicatos. Mas já não é assim? E, pasmem: se um árbitro não se sindicalizar e/ou cooperar, não apita jogos profissionais nesse país! No Rio de Janeiro, Jorge Rabello, funcionário da FERJ, é o responsável pelo departamento de árbitros da entidade. Porém, é ele quem dirige o Sindicato e a Cooperativa de lá! Em São Paulo, Arthur Alves Júnior é o presidente do Sindicato dos Árbitros e Silas Santana trabalha na Cooperativa, sendo que ambos são funcionários da FPF! Claro que tudo está dentro da lei; e, mesmo sendo legal, poder-se-á contestar: não é imoral? A mim, tal situação desagrada muito, já que entendo como incompatibilidade de cargos. Se o árbitro tiver que brigar com a Comissão de Árbitros de SP ou do RJ, e quiser recorrer ao Sindicato, terá que recorrer à mesma pessoa. Dá para imaginar o Rabello do Sindicato discutindo com o Rabello da Federação Carioca?

Reforço: nada contra essas pessoas, mas entendo ser impossível que se tenha condição de trabalhar antagonicamente em cargos tão distintos, sendo o mesmo dirigente.

2- A Lei reza que o árbitro poderá trabalhar em Ligas e Entidades de prática do Futebol. Ué, cadê a novidade?

Na verdade, se festeja única e exclusivamente o fato de que, no papel, existe uma profissão chamada de “árbitro de futebol”. A lamentar que nada se fez para que o árbitro receba FGTS, tenha direito a 13o e Férias, fruto de registro na Carteira de Trabalho, sendo as Federações e/ou a CBF o(s) patrão(ões).

Aliás, me causa curiosidade: por quê os Sindicatos e Cooperativas que agora podem representar o árbitro (mas que já representavam) não lutam para que as Federações e a Confederação assumam o árbitro como empregado? Que banquem os treinos para melhorar o desempenho em campo e os assumam como funcionários profissionais para que se dediquem integralmente a profissão e não cometam tantos erros.

Reitero: a Lei é demagógica, já que ilude o cidadão comum a pensar que algo vultuoso foi feito; e hipócrita, pois se comemora para disfarçar o que está em situação calamitosa, que é a péssima condição dos árbitros do Brasil, resultando em arbitragens no nível que se vê.

Gozado: para apitar em São Paulo, os árbitros assinam um documento de próprio punho dizendo que são prestadores autônomos de serviços aos clubes, sendo que a FPF é quem os paga, via Sindicato (descontando-se taxa sindical), alegando que o dinheiro é repassado das verbas que o clube receberia a fim de evitar calote.

Isso não é contestado por quê?

Portanto, torcedor comum, não se anime: nada mudará nos jogos que você assistir. E aos árbitros, vale o lembrete: você não ganhou nada com a nova lei.

Invejo a Inglaterra. Lá sim o árbitro é profissional, com contrato de trabalho e tudo mais.

Abaixo, compartilho o texto da lei:

LEI nº 12.867, DE 10 DE OUTUBRO DE 2013

Regula a profissão de árbitro de futebol e dá outras providências.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º
A profissão de árbitro de futebol é reconhecida e regulada por esta Lei, sem prejuízo das disposições não colidentes contidas na legislação vigente

Art. 2º
O árbitro de futebol exercerá atribuições relacionadas às atividades esportivas disciplinadas pela Lei no 9.615, de 24 de março de 1998, destacando-se aquelas inerentes ao árbitro de partidas de futebol e as de seus auxiliares

Art. 3º
(VETADO)

Art. 4º
É facultado aos árbitros de futebol organizar-se em associações profissionais e sindicatos.

Art. 5º É facultado aos árbitros de futebol prestar serviços às entidades de administração, às ligas e às entidades de prática da modalidade desportiva futebol.

Art. 6º
Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 10 de outubro de 2013;

192º da Independência e 125º da República

DILMA ROUSSEFF

Manuel Dias

Aldo Rebelo

Luís Inácio Lucena Adams

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– Dia do Empreendedor

Hoje é dia do Empreendedor!

A nós, Administradores de Empresas, uma data especial, pois ela se torna a lembrança de queempreender é arriscar, mudar, alterar, investir, produzir valor! Nem sempre resultando em sucesso, pois a experiência do fracasso é da essência do Empreendedorismo.

Àqueles que desejarem, compartilho ótimo case sobre “Empreendedores que Inspiram”!

Em: http://is.gd/EMPREENDEDORES

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– Uma Relação Positiva entre Empregados e Chefes sem Bajulação

O Diário de São Paulo trouxe em seu Caderno de Empregos uma matéria interessante: como se dar bem com os chefes, sem parecer bajulador (ou puxa-saco, como queiram).

Compartilho, extraído de: http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2011/09/139304-para+se+dar+bem+com+o+chefe.html

PARA SE DAR BEM COM O CHEFE

De carona com o filme “Quero Matar Meu Chefe”, o DIÁRIO lista os dez piores tipos de líder e dá dicas de como domar as feras

No mundo corporativo há todo tipo de chefe, como tirano, acomodado, workaholic (viciado em trabalho), baladeiro, o que só promove os amigos etc. No filme “Quero Matar Meu Chefe” (Horrible Bosses), ainda em cartaz, é possível ver como líderes que não trabalham em equipe e não têm bom relacionamento interpessoal podem criar situações ruins no ambiente de trabalho. Nessa comédia, três empregados insatisfeitos com a chefia decidem recorrer a um ex-presidiário para matar seus gestores e acabar com seus problemas.

No livro “Como Gerenciar seu Chefe”, os autores Armênio Rego, Miguel Pina e Cunha e Thomaz Wood Jr. identificam dez tipos de chefe que podem ser encontrados no mundo corporativo e dão dicas de como domar essas feras. Entre eles há o chefe barata burocrática, que é fixado em normas, regras e procedimentos e baseia todas suas ideias e estratégias nessas premissas. Já o gestor preguiça procrastinador vive cansado e demora a realizar suas tarefas e obrigações.

Exageros à parte, esses líderes comprometem o desempenho e os resultados da equipe e, normalmente, são responsáveis pela alta rotatividade dos colaboradores, que não aguentam a pressão, o assédio moral ou outros problemas. De acordo com pesquisa da Robert Ralf, empresa especializada em seleção e recrutamento, as principais razões para aumentar o estresse no universo corporativo são: pressão desnecessária e insatisfação com a capacidade de gestão.

“A maioria dos profissionais que troca de emprego sai para não ter de trabalhar com aquele gestor. O conceito de chefes que abusam do poder está ultrapassado”, afirma Fabiano Kawano, da Robert Half. Não conhecer o funcionário, não saber dar feedbacks (retornos) negativos, não conversar com o subordinado e subestimar a capacidade do colaborador são os erros mais comuns cometidos pela liderança.

“Os gestores precisam saber onde o profissional quer atuar, devem conhecer seu perfil para conseguir entender como ele quer estruturar a carreira”, ressalta Ricardo Rocha, gerente da Michael Page, especializada em recrutamento. “O que as empresas buscam hoje são bons líderes, um conceito muito mais complexo do que o de chefes. A liderança, por exemplo, de chefes que inspiram seus funcionários”, diz Kawano.

Responsabilidades da chefia:

-Incentivar e motivar a equipe
-Dar exemplo aos funcionários
-Promover a integração do grupo
-Conhecer o perfil dos profissionais
-Apresentar desafios e novos projetos
-Ter bom relacionamento interpessoal
-Dar feedbacks (retornos) sobre tarefas realizadas

Qualificação é essencial para um líder:


Com 22 anos de trabalho na rede de fast food Mc Donald’s, João Célio Oliveira, de 42, passou por vários cargos antes de se tornar diretor de treinamento. “Comecei como gerente de trainee em um restaurante, passei por todos os postos dentro da loja e fui para o escritório, com o objetivo de fazer carreira”, recorda o gestor.

Com a ajuda da empresa, Oliveira fez faculdade de marketing, pós-graduação em gestão de negócios e, agora, se prepara para investir em um master of business administration (MBA). “Formação e conhecimento são fundamentais para que você se mantenha firme e atualizado”, acredita o profissional.

De acordo com ele, os principais aprendizados que adquiriu para se tornar um líder foram saber ouvir e dar feedbacks (retornos) para seus funcionários. Para Oliveira, é preciso ouvir todas as opiniões, inclusive as negativas, para aprimorar os negócios e resolver situações. “O líder tem de estar atento e saber ouvir as verdades. Além de dar feedbacks, o chefe também precisa recebê-los. Pensar coletivamente e se comunicar é importante.”

Despreparo leva ao assédio moral:

Abusar do poder e humilhar os funcionários são atitudes que podem ser consideradas assédio moral. “No geral, a empresa tem chefes despreparados que fazem isso com seus funcionários e a diretoria não sabe. Assim, não há como evitar”, fala Wolnei Tadeu, diretor jurídico da Associação Brasileira de Recursos Humanos Nacional (ABRH Nacional).

Como proceder ao ser humilhado:

Segundo Tadeu, quem sofre assédio deve procurar o RH ou a diretoria da empresa e contar sua experiência. Casos que não são resolvidos podem chegar à Justiça do Trabalho.

Gestores que estão em alta:

Pró-atividade, liderança e bom relacionamento interpessoal são as principais características buscadas em gestores pelo mercado, de acordo com Ricardo Rocha, gerente da Michael Page.

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– E os Médicos do Exterior chegaram. E agora?

Os médicos estrangeiros chegaram ao Brasil. Claro que a polêmica é grande; chegaram cubanos, espanhóis, argentinos e russos.

A língua será uma barreira. Os médicos brasileiros, que tanto estudaram, criticam com certa razão. Mas também devemos ser justos: nos confins do país, não há quem se habilite para trabalhar, por mais incrível que possa parecer.

Para a população carente, quanto mais médico, melhor (desde que sejam competentes). A questão é: importaremos ambulâncias e leitos também? Resolveremos os problemas de desvios de verbas da Saúde?

Aí sim vou aplaudir. E você?

Ops: algo que incomoda- cada médico de Cuba custará 10.000,00 reais, sendo que receberão 4.000,00 e o restante vai ao Governo Cubano.

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– Zico no Catar

Zico foi contratado para ser treinador do Al Gharafa no Catar. É o time do Nenê (ex-Paulista de Jundiaí, Santos e Palmeiras).

O Galinho de Quintino está correto ao não querer ser treinador no Brasil. Imaginem um ídolo vaiado! Acerta em cheio ao se preservar.

Já pensaram na torcida do Mengão chamando ele de burro após alguma derrota, como é costume no nosso país? Parece impensável, mas é provável.

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– A Crise de Empregos na Mídia?

Que triste e que engraçado!

Dias atrás tanto Folha de São Paulo e Estadão demitiram jornalistas para enxugar as despesas. As rádios têm promovido isso. Mas agora, até gente incontestável foi para o olho da rua.

Ao ler, pensei que era alguma notícia falsa: Mauro Betting foi demitido da Rádio Bandeirantes!

Puxa! Enquanto isso, alguns picaretas continuam no dial. Dá para entender?

Certamente, da mais humilde à mais gloriosa das emissoras, Mauro Betting teria espaço onde quisesse.

Teria! Porque hoje a tarde ele foi recontratado pela emissora, após vários protestos de ouvintes e do apresentador Neto, da Tv Bandeirantes, pedir demissão ao vivo em solidariedade a ele.

Olha a despedida dele no Twitter (que agora, fica sem efeito).

Extraído de: http://blogs.lancenet.com.br/maurobeting/2013/08/02/voltamos-depois-do-intervalo/

MAURO BETTING

“Alô, ouvintes do Brasil” – há quase 10 anos escuto José Silvério sem precisar do fone de ouvido do Douglas, do Abrãozinho, do Jair, de tantos nas cabines e estúdios da rádio Bandeirantes.

“Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo” – há 40 anos ouvi pela primeira vez Fiori Gigliotti começar os jogos que eu sonhava ver. Delirava ouvir. Imaginava sentir na emissora que passei a frequentar quando eu tinha nove anos, em 1975. Quando meu pai foi contratado pela TV Bandeirantes, saindo da Record. Corredores e estúdios da rádio onde meu pai virou comentarista econômico depois de três anos de Jovem Pan, e dois de Gazeta, em 1977.

Sou filho do rádio. Seu Joelmir e dona Lucila se conheceram na 9 de Julho, onde apresentavam “Bombons de Música para a Petizada”. Talvez o pior nome da história do rádio. Mas foi lá que nasceu o amor entre eles. Foi desse amor no dial e dialético que nasceu Gianfranco, meu irmão, meu ídolo, em 1964. Foi nesse amor no éter e eterno que nasceu Mauro, em 1966.

Eu.

Que desde o berço queria ser jornalista por esporte. Ainda mais quando meu pai entrava no estúdio do segundo andar lá pelas 18h para falar alguns minutinhos de economia depois de Fiori, Ênio Rodrigues, Mauro Pinheiro, Luís Augusto Maltoni, Roberto Silva, Paulo Edson, Alexandre Santos e outras feras falarem aos microfones da “Marcha do Esporte”. Era o que eu queria ouvir. Era onde um dia eu gostaria de falar desde aquele 1977 na Cadeia Verde e Amarela.

Em fevereiro de 1999, José Carlos Carboni me deu a chance de realizar um sonho. Ser comentarista esportivo do AM 840, FM 90,9. Mas eu tive de dizer um dos “nãos” mais difíceis e doídos em 23 anos como jornalista esportivo de rádio, TV, jornal, revista, internet, livros, filmes e videogames. Meu Luca tinha cinco meses e não podia ficar sem o pai todos os dias da semana sem folga por causa dos empregos do pai em TV, jornal e internet. Tive de dizer não. Não tinha como conciliar escala. Não tinha como largar o salário maior da televisão. Eu tive de dizer não ao veículo que me dá prazer. Jornal é prestígio. Televisão é popularidade. Rádio é prazer. Por que ele vai com a gente ao banheiro, à escola, ao ônibus, pra cama, pra cima, pra baixo.

O rádio fala. Mas também ouve.

É o melhor amigo do homem. Vai ver que por isso também morde.

Em 2002 quase vim para a rádio Bandeirantes. Era eu ou o querido Roberto Avallone. Reticências… Não fui. Exclamação!

O “não” de 1999 e o “quase” de 2002 virou “sim” em novembro de 2003. O fratello Sergio Patrick teve a ideia. O chefe Carboni reiterou o convite. O diretor Fernando Vieira de Mello assinou. Em 1o. de dezembro de 2003 eu estreei na Bandeirantes. Exatos 12 anos depois da minha estreia em rádio esportivo pela Gazeta.

A primeira transmissão na cabine do Morumbi foi São Paulo x River Plate. Quando Carboni me ligou ao final dela para dizer que eu “acabara” de ganhar o prêmio Ford-Aceesp de 2004 um ano depois. E ele acertou. Desde então, com toda a equipe mais técnica do rádio, com os narradores, comentaristas, repórteres, apresentadores e produtores que temos, só não ganhei um ano o mais cobiçado prêmio do jornalismo esportivo paulista. São oito troféus em casa. Pelo meu lar radiofônico. Desde 1984, nenhum outro comentarista de rádio ganhou tantos como aquele filho do Joelmir Beting que, a partir de 2004, pela primeira vez em 17 anos de carreira, tinha a alegria de trabalhar com o pai na mesma emissora.

A felicidade de comentar futebol enquanto narraram José Silvério, Ulisses Costa, José Maia, Dirceu Maravilha, Hugo Botelho, Odinei Edson. Enquanto comentaram Claudio Zaidan, Estevan Ciccone, Neto, Paulo Calçade, Fábio Sormani, Flávio Gomes, Fábio Seixas, Fábio Piperno, Erich Beting. Enquanto reportaram jLeandro Quesada, Alexandre Praetzel, Eduardo Affonso, Alex Muller, Frank Fortes, PH Dragani, Ariane Rocha, Kamilla Malynowski, Antonio Petrin, Carlos Lima, Dirceu Cabral. Enquanto apresentaram Sergio Patrick, Ricardo Capriotti, Milton Neves, Beto Hora, Lélio Teixeira, Zé Paulo da Glória, Marcelo Duarte, Zancopé Simões. Enquanto produziram Vinicius Mendes, Guilherme Fagundes, Kelly Ferreira, Joãozinho, Vinicius Volpi, Claudia Oliveira, Mario Mendes, Bruno Almeida. Enquanto João Bicev comandava uma seleção de muita técnica. Com Ricardo Garcia, Davi Duarte, Aílton Dias, Nelson Wolter, Zé Pereira, Fabiano Villasboas, Arthur Figueiroa.

Mais que um timaço de colegas, meus amigos. Alguns mais que amigos. Irmãos.

Campeões da Copa Nike-2004 de futebol. Com o Fred, com o Veras, com amigos que falavam e faziam futebol. Com ouvintes que eram ouvidos. Eram nossos. Não tinha como errar.

Pela rádio Bandeirantes eu deixei de fazer programa com Nasi e Ronaldo Giovanelli na Kiss FM. Pela rádio Bandeirantes eu deixei de ser o comentarista principal da Band em 2007 por priorizar a rádio.

Pela rádio Bandeirantes eu posso ter deixado outras propostas profissionais de lado. Por amor ao rádio. Por prazer de ofício de trabalhar em casa. No meu lar. Como se eu estivesse no meu quarto. Como várias transmissões fiz descalço. Derrubando café na mesa. Assustando Milton Neves no estúdio ao lado. Rindo da desgraça própria. Chorando da emoção alheia. Comentando. Reportando. Analisando. Jornalistando.

Apenas jornalistando. O que é nosso ofício. Por vezes nosso sacrifício nessa marcha sem merchan.

Falando bobagens involuntárias ou mesmo com a intenção de produzir coliformes orais nas miltonlices da madrugadas. As mauradas que não tinham hora para acabar.

Mas que desde 17h de 1o de agosto de 2013 acabaram.

A mídia está mudando. Eu estou mudo no AM 840. Perdi a voz. Mas não a fala. Quem perdeu a voz foi a rádio que cala Walker Blaz – o Sinatra da Bandeirantes. Quem perdeu a vez foi a rádio que encerra 19 anos de Adriana Cury, filha de 57 anos de Muybo no AM. No amor que os Cury como os Beting têm pela Bandeirantes. Paixão que levamos no peito um crachá que não tem RH que arranhe e que arranque.

Rádio não tem cargo hereditário. Mas alguns filhos de radialistas têm pela Bandeirantes uma herança que não tem conta que não fecha que encerre o que guardamos aqui dentro. É contar e mandar a nossa gravação para ficar no Cedom da rádio que amamos.

Era preciso cortar números. Meu nome foi cortado da rádio Bandeirantes.

Sabia que haveria um dia em que não conseguiria mais acordar nossa equipe nas madrugadas de Munique tocando a Pamonha de Piracicaba com o Patrick na Copa de 2006. Sabia que um dia não berraria Master Bernard pelas ruas de Johanesburgo numa Copa como a de 2010. Sabia que podia contar com um irmão quando a vida separou meus filhos que amo cada vez mais na mesma semana em o que o mundo do meu fratello se separou. Sabia que nós iríamos reencontrar o amor que abençoa a ele e a mim logo depois. Com a agilidade do rádio. Com a paixão do rádio.

Sei que um dia teria de desligar o microfone que tantas vezes apertei o botão errado para abrir, que tantas vezes derrubei no chão, que tantas vezes não acreditei conversar, dialogar, tabelar com Silvério, Milton, Zaidan, Patrick, Ciccone, Capriotti, Quesada, Praetzel, Alex e tantos que continuam ou não na emissora.

Sei que um dia a Bandeirantes sairia de minha vida como os últimos sons do meu pai na vida foram pela rádio quando ele tentou voltar ao ar, nos 10 dias em que retornou do hospital. Quando um fiapo de voz pela T-Line instalada pelo João Bicev não o deixou voltar ao ar antes de retornar “em definitivo” para o hospital onde saiu do ar em 29 de novembro de 2012.

Quando no começo da madrugada de quinta-feira eu estava entrevistando Rogério Ceni até meu irmão dar a a notícia esperada desde o domingo pela manhã.

Meu pai morrera.

Eu estava saindo do ar. Eu estava fora do ar. Mas alguém precisava dizer que Joelmir Beting havia morrido. Eu mesmo disse. Li o texto que havia preparado para este blog na véspera. Li no ar a morte do meu pai.

Não era para isso que havia sido contratado. Mas é para isso que se é jornalista. Como foi meu pai de 1977 a 1985 na rádio Bandeirantes. Como ele foi de 2004 até morrer em 2012.

Eu fui rádio Bandeirantes do primeiro dia de dezembro de 2003 ao primeiro dia de agosto de 2013. Vou continuar sendo sempre aquilo que não pude mais ser. Com o mesmo prazer e honra que tive agora ao me tornar o quinto trading topic do twitter no mundo por ter sido demitido.

(A todos, todas as palavras que significam obrigado. Desculpem o cabotinismo. Mas estou precisando. Oferecimento: Mauro Beting Ltda.)

Como disse o Johnny Saad no velório do meu pai: “o Alemão é insubstituível”. E meu pai é mesmo. Posso garantir.

Como posso dizer a vocês que leem este blog e não precisavam ficar até o final deste longo texto: “o Mauro Beting é substituível”.

Não foi isso que me foi dito pela minha chefia a quem só posso agradecer pelos 10 anos de rádio.

Ao contrário.

Eles deixaram tão claro a mim como reitero a eles e a todos: as portas e microfones da rádio seguem tão abertas para mim como o amor que tenho pela casa, pelo prefixo, pelas pessoas, pelos colegas, pelos amigos.

Pela minha casa. Pela Bandeirantes.

Saio da rádio. Mas ela não sai de mim.

Assim é a vida. Assim é o rádio. Assim é a crise. Assim é a mídia.

São 2h28 de uma madrugada de sexta-feira. Estou acostumado pelo rádio e pelo Milton a sair tão tarde da emissora. A sair tão tarde de estádios onde já tive de pular muro ou pedir ao vivo que reabrissem os portões para que eu pudesse sair com nosso operador. Desde 2003 sou o jornalista que mais tarde sai de uma cabine e de um estádio. Sou o cara que normalmente apaga a luz. Sou o cara que hoje estou meio que fora do ar. Só não estou em off por ter a mulher que tenho, os filhos que tenho, a mãe que tenho, irmãos, primos, tios, madrinha e a família que me conforta. Me ama. Me Silvana.

Minha ultima jornada acabou 1h15 desta mesma quinta no Pacaembu. Saí por último como sempre. Peguei um táxi como poucas vezes. Rádio do taxista ligado em Milton. Na Bandeirantes. Em mim.

Voltei pra casa nos escutando. Sem saber que não voltaria mals a estar do outro lado do microfone.

Desde esta madrugada vou poder dormir mais horas. Só não digo que vou poder dormir melhor.

Obrigado, Bandeirantes, pelo melhor ambiente em 26 anos de Jornalismo.

Obrigado, família Bandeirantes, por continuar na Band e no Bandsports.

Voltamos depois do intervalo comercial.

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– Alexandre Gallo e as exigências na Sub 20

Um assunto que ficou batido na última semana, devido a monopolização da cobertura papal e conquista da Libertadores da América pelo Atlético Mineiro: o treinador da Seleção Brasileira Sub 20, Alexandre Gallo, declarou que vai impor algumas regras para a conduta dos atletas convocados, além de diretrizes para chamá-los a compor o elenco.

Sobre os jogadores, o treinador proibirá o uso de:

– brincos em treinos,

– fones de ouvido na concentração,

– uso de cabelos excêntricos.

Sobre os critérios de convocação, por ordem de importância serão:

1o: Caráter,

2o: Comprometimento,

3o: Capacidade Técnica.

E aí, o que você achou da normatização imposta por Gallo: dará certo? É justa?

Será que Neymar deixaria de usar brincos nos treinos, abandonaria os fones e mudaria o penteado? E a Capacidade Técnica dele estaria em 3o plano de importância?

Deixe seu comentário:

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– A Vez dos Office-Velhos

Vejam que bacana: ao invés de office-boys, em São Paulo surge uma nova categoria: os office-velhos. Remuneração razoável, carteira registrada e alguns benefícios que os agradam são os atrativos. Abaixo:

Extraído de: http://is.gd/3lOj0w

FILA ESPECIAL E ÔNIBUS GRÁTIS SÃO ATRATIVOS PARA O AVANÇO DOS “OFFICE-VELHOS”

por Mariana Sallowicz

Apesar de estar aposentado há cinco anos, o auxiliar administrativo Nilson Lúcio, 64, não pensa em parar. Ele trabalha como “office-velho” -como vem sendo chamado o profissional da terceira idade que atua como contínuo. Ele vai a bancos no centro do Rio ao menos duas vezes por dia para pagar contas, fazer transferências e depósitos da empresa em que trabalha. Também faz outros serviços administrativos. A categoria vem crescendo na medida em que os idosos têm prolongado a permanência no mercado de trabalho. Segundo o IBGE, 40% dos homens com 60 anos ou mais estavam ocupados em 2011. Já as mulheres somavam 17%. Para as empresas, além da vantagem de ter um profissional mais experiente e responsável, os “office-velhos” representam economia de tempo e dinheiro já que, dependendo da idade, têm acesso à fila especial nos bancos e gratuidade no transporte público -válida a partir dos 65 anos em São Paulo e Rio. Em São Paulo, o benefício no ônibus começa aos 60 anos. “O número de empresas que contratam idosos para fazer serviços bancários tem aumentado. O problema é que muitas não empregam formalmente”, afirma João Batista Inocentini, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados. Não foi o caso de Lúcio. Ele foi registrado após ter ficado quase um ano desempregado. “Quando aposentei, não consegui me acostumar, fazia bicos. Até que me chamaram para fazer esse serviço.” Segundo ele, um dos pontos que contaram a seu favor foi a experiência. Quando vai ao banco, usa a fila especial. Um dia, conta, um rapaz ficou gritando quando ele entrou na fila de idosos. “Ele achou que eu não tinha 60 anos. Algumas pessoas não respeitam quem está na fila especial, olham feio, mas não me importo.” Inocentini confirma que há reclamações. “Já estamos discutindo a possibilidade de criação de outra fila, para idosos que trabalham.”

SAÚDE

A economista do IBGE Cristiane Soares diz que os profissionais têm prolongado a permanência no mercado devido ao envelhecimento com mais saúde. “A expectativa de vida vem aumentando com avanços na área de saúde.”

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– A Troca de Treinadores na Europa

Aqui no Brasil, se o time vai mal, troca-se o treinador. É cultural!

Mas veja que interessante: seja por resultados, doença ou aposentadoria, na Europa nunca tivemos tantas trocas numa mesma temporada com equipes de peso.

A temporada 2013/2014 verá novos técnicos no: Manchester City, Manchester United, Chelsea, PSG, Bayern, Real Madrid e Barcelona!

Só time bom e com muito dinheiro.

E na praça, continuam a disposição aqui no Brasil: Muricy Ramalho, Celso Roth, Vanderlei Luxemburgo, Emerson Leão, entre outros.

Não dá para renovarmos nossos treinadores também? Aliás: nenhum brasileiro de peso consegue emplacar na Europa. Quais seriam os motivos?

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– Ambientes de Trabalho Descontraídos

Vejam só: escritório com mesa de sinuca, guitarra e cerveja!

Regalias?

Não, liberdade para pensar e agir! Um modismo positivo.

Veja, extraído de: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/180/noticias/o-preco-da-descontracao

O PREÇO DA DESCONTRAÇÃO

Oferecer benefícios descolados virou moda nas empresas brasileiras, mas isso atrai um tipo específico de profissional. Resta saber se esse é o seu perfil

Mesa de sinuca, guitarra, baixo, bateria, teclado e uma geladeira recheada de cerveja. Poderia ser um bar, mas é um escritório. Poderia estar no Vale do Silício, nos Estados Unidos, mas fica em Salvador, na Bahia.

Na sede do JusBrasil, site de informação na área de direito do trabalho, ninguém anda de terno. Além do kit roqueiro, a empresa oferece jogos eletrônicos e happy hour às sextas-feiras.

“Desde o começo, queríamos que fosse uma empresa com pouca hierarquia, onde os estagiários tivessem acesso aos chefes sem problemas”, diz Rodrigo Barreto, de 30 anos, sócio e diretor financeiro e operacional. “A autonomia é tudo para nós”, afirma Rafael Costa, de 30 anos, CEO da companhia.

A oferta de ambientes descontraídos tornou-se tendência nas empresas de tecnologia no Brasil e costuma despertar o interesse de jovens profissionais. Só em 2012, o arquiteto Edo Rocha, dono de um dos principais escritórios de arquitetura corporativa do Brasil, desenvolveu 26 projetos de escritórios descolados.

Empresas que colocam esse tipo de benefício à disposição do funcionário visam passar a mensagem de que se preocupam com o bem-estar de todos. Mas, conforme esses ambientes se popularizam, cresce a percepção de que nem todo profissional sente-se confortável neles.

A coach Taynã Malaspina, mestre em psicologia social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, investigou em sua dissertação de mestrado quatro grupos distintos de profissionais, sendo um deles de jovens que trabalham em agências de comunicação e empresas de tecnologia. Para esses trabalhadores, o principal valor é a liberdade para pensar e agir.

“Companhias de tecnologia vendem uma possibilidade de autonomia, como personalizar seu horário e tocar seu projeto com independência”, diz Taynã. Mas, se à primeira vista a decoração cria uma atmosfera de liberdade, num segundo momento a sensação provocada é de frustração.

Segundo Taynã, os profissionais se ressentem de não aproveitar os benefícios divertidos. Como resultado, muitos acabam se desapontando e deixando o emprego após um tempo. “A proposta se torna incoerente, e eles preferem sair”, afirma Taynã. “Eles querem trabalhar num lugar onde haja identificação de valores.”

Para uma ex-gerente do Buscapé, site de comparação de preços, produtos e serviços, se não for feito um trabalho com os gestores para que eles estimulem o clima de liberdade, não adianta oferecer opções de descontração.

A sede do Buscapé, em São Paulo, tem pebolim, pingue-pongue, cesta de basquete, redes para descanso e até um boneco de boxe para socar nas horas de estresse. A executiva diz que não regulava sua equipe, mas se lembra de ouvir outros gerentes criticando quando um funcionário deles descansava na rede. “Muitos achavam improdutivo usar a área de descompressão”, afirma a gestora.

Uma das consequências mais comuns dessa política de manter muitos atrativos na empresa é que as pessoas ultrapassam o horário regular do expediente. De acordo com Christian Barbosa, especialista em gestão de tempo e produtividade e fundador da Triad PS, de São Paulo, se por um lado os benefícios trazem felicidade ao escritório, por outro são uma maneira velada de a empresa manter os funcionários por perto.

“O intuito é que isso se traduza em produtividade, o que nem sempre acontece”, diz Christian. “Queremos tirar qualquer impressão do trabalho como um lugar ruim ou hostil. Os profissionais se sentem bem e nem querem sair daqui”, diz Rafael Costa, do JusBrasil.

Ambiente informal, jogos e alimentação saudável amenizam o peso das tarefas e a pressão por resultados e fazem o profissional passar mais tempo no escritório, restringindo as relações pessoais aos colegas da empresa. Quem opta por essa rotina acaba se esquecendo de que a vida não é só trabalho.

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– Análise de Detalhes da Arbitragem de São Paulo x Corinthians

No jogo da 3a fase do Paulistão entre São Paulo x Corinthians no Morumbi, tivemos uma arbitragem ruim do bom árbitro Antonio Rogério Batista do Prado. De fato, a temporada não tem sido boa para ele: após lesão durante a Copa São Paulo Jr, o árbitro trabalhou em 4 jogos, sendo seu jogo principal até então o clássico Corinthians x Palmeiras.

Tanto no Derby da 1a fase quanto no Majestoso de ontem, o árbitro cometeu um mesmo erro: contemporizou cartões! No mundo da arbitragem, tal estilo observado se diz pejorativamente que o juiz está “administrando o jogo”, ao invés de cumprir a Regra. Ou seja: mediando, poupando, segurando. Alguns árbitros fazem isso muitas vezes “para não estragar o jogo” (como se isso fosse de responsabilidade dele – evitar expulsões!). Não digo que é o caso de ontem, mas testemunho: em muitas das partidas em que atuei como quarto-árbitro, vi árbitros que, na hora da dúvida, não expulsavam jogadores para não serem vetados futuramente. Quanto menos cartões, avaliam ser melhor, pois evitam que dirigentes reclamem de atletas suspensos por cartões vermelhos.

Nada de má fé ou algo que possa condenar o árbitro, mas sim péssima leitura da partida. Emerson Sheik abusou da catimba, Rafael Tolói deixou de ser expulso (tudo se levarmos em conta o estilo adotado no começo da partida e posteriormente acomodado). E, principalmente, as reclamações de ambas equipes. Expulsões, mesmo, só depois do jogo: Maicon e Carleto receberam o Cartão Vermelho depois da decisão de tiros penais.

Não se pode colocar que o árbitro foi decisivo na última cobrança de pênalti ao mandá-la repetir (ali, Rogério Ceni realmente abusou), mas sim questionar condutas ruins: por qual motivo a partida se encerrou aos 45 minutos do 2o tempo, sem qualquer acréscimo? A propósito: em quantos jogos você não vê os acréscimos? Se deve sempre acrescer o tempo extra pelas substituições ocorridas, paralisações para retirada de atletas lesionados / atendimento médico e perdas diversas. Será que não houve nada disso, por isso nenhum minuto?

Há árbitros de meio-de-campeonato e árbitros de decisões. Já tivemos nos últimos anos Vinícius Furlan, Leandro Bizzio e outros juízes fazendo clássicos, num torneio onde fatalmente os 4 grandes se classificam entre os 8. Se eles vacilarem e forem mal, a equipe “dita prejudicada” tem tempo de se recuperar, já que o campeonato é longo. Na fase decisiva, onde são partidas eliminatórias, há de ser a nata da arbitragem. E que não se culpe o sorteio, pois da forma que se é feito, pode-se escalar com tranquilidade (aliás, um dia Marco Polo Del Nero não disse que ‘Ouro é Ouro e tem que apitar?’).

O problema é: rarearam-se os árbitros. Desde 2005 no cargo, qual árbitro foi revelado pela gestão da presidência da CEAF do Coronel Marcos Marinho, tendo como secretário Arthur Alves Júnior?

Ninguém!

Wilson Seneme e Paulo César de Oliveira (os árbitros paulistas da FIFA) eram frutos da gestão do Prof Gustavo Caetano Rogério (estão guardados paras as finais); Abade e Sálvio (que pararam), idem. Sobraram ainda para as decisões: Braguetto, Marcelo Ribeiro, Claus e Ceretta (frutos de outras gestões).

Enfim: como revelar árbitros, se os dirigentes que lá estão não produzem a contento? Há de se profissionalizar não só a arbitragem, mas a direção dela. Antonio Rogério não vive da arbitragem, assim como a maioria dos árbitros, que durante a semana exercem suas carreiras profissionais paralelas. Já os dirigentes do apito, ao invés de dedicação exclusiva na pasta que respondem, as dividem com outras: o Cel Marinho é presidente da CEAF, membro da Comissão Paz no Esporte e responde pelas questões de segurança dos Estádios. Ou faz uma coisa, ou outra! Arthur Alves Júnior é membro da CEAF, presidente do Sindicato dos Árbitros, tesoureiro da Cooperativa, entre tantas funções.

Nada se diga em relação à honestidade desses senhores, mas vale a reflexão: se se dedicassem a uma única atividade, não seria mais produtivo?

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

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– Melhores Cidades com oferta de RH para as Empresas!

Saiu na Revista Exame (ed 1039, pg 76): a seguradora britânica Aon realizou uma pesquisa global sobre as melhores cidades em oferta qualificada de mão de obra para as corporações. Os critérios eram: educação, demografia, leis trabalhistas, bem-estar social, comportamento do Governo com empresas e funcionários.

A campeã foi Nova York (1). A melhor latino-americana foi Santiago (52). São Paulo foi a melhor classificada do brasileira (65).

Das 138 pesquisadas, surgiu esse ranking:

  • 1- Nova York (EUA)
  • 2- Singapura (CIN)
  • 3- Toronto (CAN)
  • 4- Londres (ING)
  • 5- Montreal (CAN)
  • 6- Los Angeles (EUA)
  • 7- Copenhague (DIN)
  • 8- Hong Kong (CHI)
  • 9- Zurique (SUI)
  • 10- Boston (EUA)
  • 11- Chicago (EUA)
  • 12- Vancouver (CAN)
  • 13- San Diego (EUA)
  • 14- São Francisco (EUA)
  • 15- Estocolmo (SUE)
  • 52- Santiago (CHI)
  • 65- São Paulo (BRA)
  • 67- Rio de Janeiro (BRA)
  • 138- Damasco (SIR).

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– Rogério Ceni deveria parar?

Parar de fazer algo que se gosta é difícil. E parar alguém, mais ainda.

Respeito o Rogério Ceni; sem dúvida um ídolo aos são-paulinos, de enormes serviços prestados e títulos conquistados.

Mas… será que a idade não está pesando? Vide últimas atuações e falhas.

Repito: é difícil escolher o momento certo de parar.

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– Slow Work: Você consegue Desacelerar o Ritmo de Trabalho?

Um movimento ganha corpo no mundo organizacional: o de reduzir o ritmo frenético de trabalho que tanto estressa os profissionais.

Você conseguiria participar da turma do Slow Work?

Extraído de: http://is.gd/t1YoBz

DESACELERE O TRABALHO

Essa é a máxima do movimento slow work: quanto mais flexível for o ambiente profissional, mais produtiva será a equipe.

Natália Martino

Executivo de uma multinacional espanhola, Leonardo Ricciardi, 35 anos, iniciou 2012 como um típico profissional de sucesso. Mas a remuneração alta cobrava seu preço: a diferença de fuso horário com a Espanha fazia seu dia começar às 4h30. Cansado dessa rotina, Ricciardi resolveu trocar de emprego em fevereiro. Hoje gerente de operações de uma empresa de tecnologia no Rio de Janeiro, ele ganha duas vezes menos do que no emprego anterior. Em compensação, trabalha como, quando e onde quer. “Abaixei meu padrão financeiro, mas acompanho o crescimento da minha filha e finalmente vou terminar meu curso de chinês, que adio há seis anos”, diz. Essa flexibilidade é uma das vertentes do slow work, “trabalho lento”. Apesar do nome, especialistas garantem que a estratégia pode aumentar significativamente a produtividade da empresa. “Somos bombardeados com informação o tempo todo e se espera que a resposta seja sempre instantânea, mas a resposta mais rápida nem sempre é a melhor”, disse à ISTOÉ Peter Bacevice, consultor da DEGW, multinacional especializada em melhorias nos ambientes corporativos.

“O conceito de slow work é basicamente facilitar a vida dos empregados”, diz Clara Linhares, professora de gestão de pessoas da Fundação Dom Cabral. A satisfação deles, por sua vez, aumenta seu comprometimento com a empresa e sua produtividade. Para gerar esse contentamento vale tudo que favoreça o florescimento de novas ideias e o equilíbrio da vida profissional e pessoal. Mas as mudanças precisam ser feitas com cuidado. “A dica é incorporar as mudanças aos poucos e depois de muito diálogo com os funcionários”, diz Clara Linhares. Sem pressa e com mais eficiência, como o próprio slow work.  

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