– A Boataria sobre o Corte de Maicon é culpa de quem?

A não-transparência da divulgação do desligamento do lateral direito Maicon do grupo da Seleção Brasileira que está nos EUA para uma série de amistosos trouxe consequências desastrosas: uma onda de especulações sem fim na Internet.

Gilmar Rinaldi alegou que o atleta foi cortado por indisciplina. O provável e aceitável motivo é de que o jogador se atrasou para o horário de volta ao hotel na folga de sábado. Se estaria ou não embriagado ainda não se sabe.

Entretanto, como a CBF não foi clara na explicação, histórias diversas surgiram. Algumas possíveis, outras bizarras. E dentre as bizarras, duas difamatórias: uma envolvendo David Luís e a outra Elias.

Maurício Meirelles, humorista do CQC, criou uma versão fantasiosa de que Maicon houvera se masturbado e colocado esperma no Shampoo de David Luís, seu companheiro de Seleção e de vasta cabeleira. Nas redes sociais, isso se propagou e posteriormente o próprio comediante confessou ter inventado a brincadeira.

Porém, na mesma onda de mistério e especulação, o site de humor Olé do Brasil, notadamente uma página de brincadeiras do futebol, criou uma história de que Maicon e Elias foram a uma tradicional boate americana e se embebedaram. Depois de algumas confusões por lá, voltaram para o hotel e acabaram desmaiando de tanta bebida. Supostamente Maicon acordou primeiro e aliciou Elias, mantendo relações sexuais com o corinthiano ainda grogue.

O problema é que quando histórias que permitem gozações entre times rivais se tornam populares, para alguns passa a ser uma verdade instantânea! Muitos creram nisso e, mesmo com os desmentidos, haverá bulling em Elias quando ocorrer jogos do Corinthians com equipes de tradicional rivalidade.

Enfim: o boato se espalhou e o estrago foi feito. Se houvesse mais clareza por parte da CBF (em especial, de Gilmar Rinaldi e Dunga), tudo isso poderia ter sido evitado.

Porém, penso que o corte de Maicon não deveria obrigar o treinador a convocar outro atleta. Fabinho, lateral do Mônaco, está com a Seleção Brasileira Sub 21 no Catar. Foi desligado dela e atravessará o planeta para… ser reserva?

É necessário mesmo?

E você, o que acha de tudo isso? Deixe seu comentário:

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– Dirigentes demitem treinadores. Mas quem demite os dirigentes?

Os treinadores Adilson Batista, Celso Roth, Ricardo Gareca e Oswaldo de Oliveira foram demitidos de seus clubes (Vasco, Grêmio, Palmeiras e Santos).

Em alguns casos (como o de Oswaldo), é um erro. Em outros, é por culpa dos resultados.

Mas esses treinadores foram contratados por alguém. E esse alguém nunca é demitido: o presidente do time!

O Santos não tem dinheiro para contratar jogadores, e quando Oswaldo coloca no banco de reservas um jogador de mais de 40 milhões e corajosamente põe para jogar um garoto melhor do que ele, perde o emprego?

Onde Oswaldo errou?

Se Oswaldo é errado, errou quem o contratou.

Aliás: o próprio Santos não tem um bom patrocínio na camisa, joga para estádio vazio e não viu a cor do dinheiro que o Barcelona deu para Neymar. E a culpa é do Oswaldinho?

Durma-se com tal barulho…

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– R10 faltou no Jogo da Paz?

Ronaldinho Gaúcho é o típico talento desperdiçado. Se potencializado, estaria gravado na história como rival de Pelé na disputa de melhor do mundo (qualidade já mostrou, quando leva sua carreira a sério).

Nessa semana, o Vaticano realizou o “Jogo da Paz pelos Pobres”, com arrecadação destinada aos mais carentes. Zidane, Maradona e outros nomes compareceram. R10, mesmo convidado pelo Papa Francisco, faltou.

O que esse cara quer e pensa da vida? Só se preocupa em festividades e baladas?

Aliás, Assis, seu irmão e empresário, gerencia muito mal sua carreira…

Pisou na bola, Gaúcho!

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– Dois Chapéus de Assis e Ronaldinho Gaúcho no Palmeiras?

Leio que depois da frustrada tentativa de contratar Ronaldinho Gaúcho no passado, o Palmeiras desistiu do jogador nesta nova empreitada. Segundo o clube, tudo estava certo para a assinatura do contrato e Assis, empresário e irmão do jogador, estressou!

Claro: o estresse deve ter sido um nome elegante para justificar o pedido de mais dinheiro. Sabidamente se conhece “os leilões de última hora” que a dupla Assis + R10 fazem.

Imaginaram se o Ronaldinho Gaúcho fosse um profissional sério, dedicado e com um bom gestor de carreiras? Se não sendo ele já foi gigantesco, caso fosse estaria sendo comparado a Pelé e ainda cogitado para integrar a Seleção Brasileira de Dunga, sem dúvidas do rendimento dele.

E agora: jogará onde?

Talvez não queira trabalhar por uns tempos. Ou não precise!

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– Segurança em situações de Pavor é com ele mesmo: Comandante Schettino dará aulas de Gestão do Pânico!

Francesco Schettino, comandante do navio de passageiros Costa Concórdia que afundou na Europa (e que vexatoriamente fugiu, deixando o barco e os turistas naufragarem), dará aulas sobre “Gestão do Pânico” na Universidade de Roma.

Segundo ele, justificou que:

Fui convidado como especialista, pois sei me comportar nessas situações.”

Mas que italiano cara-de-pau! Só poderá ensinar O QUE NÃO FAZER em momentos de risco.

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– A Arbitragem para Santos x Corinthians e Paulista x Rio Branco

Dois campeonatos completamente diferentes (Brasileirão e Copa Paulista) e duas observações de escalas muito pertinentes. Vamos analisá-las?

1) Santos x Corinthians na Vila Belmiro: para este clássico do Brasileirão, apitará, de acordo com o sorteio da CBF, Raphael Claus.

Ótimo árbitro, apitou recentemente Santos x Palmeiras, mas…

Apesar de arbitrar muito bem, estar nadando de braçadas rumo ao escudo FIFA para o estado de SP (tínhamos 3, e hoje não temos nenhum), ser uma pessoa muito bacana, ter ótimo porte físico, eu não o escalaria! Não pela sua competência, mas pelo intuito de formar novos árbitros.

Perceberam que para todo jogo importante de São Paulo agora se coloca o Claus (quando não se coloca árbitro de fora)? Como vamos revelar novos juízes assim?

Antes, para um jogo como esse, tínhamos José Henrique, Abade, Seneme, PC, Braguetto, Sálvio, Romildo, e uma leva de ótimos bons nomes querendo aparecer. Recentemente, fruto de um mau trabalho na FPF, a Comissão de Árbitros fez com que “os caras” (aqueles que entram em campo sem trazer preocupação) fossem apenas Seneme e PC. Hoje, Ceretta e Luiz Flávio, os dois aspirantes à FIFA, estão sendo deixados de lado para clássicos paulistas.

Boa sorte ao Claus. Será ele que apitará São Paulo x Palmeiras semana que vem também?

2) Paulista x Rio Branco no Jayme Cintra: para esse importante jogo da Copa Paulista, Alysson Matias apitará. Razoável árbitro, há tempo na estrada transitando entre A2 e A3. Tem experiência e ótimo condicionamento físico. Entretanto, nas escalas anteriores, se via jovens apitadores que buscavam oportunidade. Mas para essa partida, mudou-se o critério. Provavelmente para dar ritmo de jogo devido aos inúmeros árbitros que formam o quadro da FPF. O detalhe que me incomoda é: o quarto árbitro, Luiz Carlos Ramos Jr! Explico: o árbitro se formou em 2003; com pouquíssimo tempo, já estava na A1, caiu do ranking Ouro para o Prata na sequência e hoje transita em divisões menores. Na semana passada apitou pela mesma Copa Paulista. Porém, fazer a função de quarto-árbitro na Copinha é ruim para qualquer árbitro com histórico como dele. É necessário escalar garotos que apitam sub 17 e sub 15 para que tenham nessa competição o seu primeiro contato. Não gosto desse humilhante critério da Comissão de Árbitros.

Enfim, nas duas arbitragens, creio que teremos boas atuações. E você, o que pensa sobre isso?

Em tempo: Há 5 anos, Alysson apitou a final do Amador de Jundiaí e o jogo não acabou… Compartilho link do jornalista Thiago Baptista de Olim da TVE Jundiaí sobre o tema: http://www.tvejundiai.com.br/tveesporte/no-jayme-arbitro-de-final-do-amador-que-nao-terminou/

Acompanhe nossa transmissão com o Time Forte do Esporte pela Rádio Difusora Jovem Pan Sat 810 AM, com o comando de Adilson Freddo, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, análise da arbitragem de Rafael Porcari, reportagens de Luiz Antonio Oliveira (Cobrinha); na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luiz Lucas!

Também pela Internet ou App – sábado, 09/08 – 15h (Jornada Esportiva a partir das 14h).

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– Azarados e Sortudos no Futebol

Há fases em que tudo dá errado na vida da gente. Alguns creditam a isso como azar, outros, acaso!

Vejamos:

1- Rodrigo Caio sempre foi contestado no São Paulo; pela Seleção Olímpica disputando o torneio de Toulon na França, se tornou o melhor jogador da competição. Retornando à rotina no Brasileirão… rompeu o ligamento e voltará daqui a 8 meses!

2- O atacante uruguaio Lodero aguardou sua liberação durante muito tempo; dedicado nos treinos, na véspera da sua estréia pelo Corinthians… pisou numa saboneteira e levou pontos no pé! Sem comentários…

3- O treinador Ricardo Gareca esperou tanto tempo para estrear no Palmeiras; aguardou o período pré-Copa, fez intertemporada e tudo tem dado errado. Não venceu nenhum jogo pelo Campeonato Brasileiro.

Azar, incompetência ou acaso?

Mas existem também aqueles que dão muita sorte! Lembro-me de tantos cabeças de bagre jogando em grandes clubes… A bola da vez é Willian José! Razoável jogador; jovem, é verdade, mas que custa a se firmar. Agora jogará (ou jogaria, pois há boatos que a negociação melou) no Palmeiras para resolver o problema da falta de gols. Mas será (ou seria) a solução?

Veja os números:

– Pelo Grêmio Prudente no Brasileirão, onde apareceu: 0,31 gols/jogo (18 anos de idade);

– Pelo São Paulo FC: 0,24 gols/jogo (16 gols em 66 jogos);

– Pelo Grêmio/RS: 0,33 gols/jogo (em 4 meses jogou 9 partidas)

– Pelo Santos: 0,19 gols/jogo (5 gols em 26 partidas)

– Pelo Real Madrid B: 0,25 gols/jogo (4 gols em 16 partidas e rebaixamento para a 3a divisão espanhola).

Quem tem bom empresário, acaba nem precisando jogar bem (infelizmente).

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– União Barbarense x Paulista há 1 ano!

Nesta 4a feira teremos Paulista x Barbarense no Jayme Cintra. E há um ano, o Galo jogou no estádio do adversário ocorrendo um fato curioso: a boba expulsão de Diego Macedo. Falamos sobre o assunto na época, e o tal tema é atual – os jogadores sabem evitar cartões?

Compartilho:

A INFANTIL EXPULSÃO E A FALTA DE ORIENTAÇÃO

Há situações que poderiam ser evitadas no futebol. Cartões Amarelos e Vermelhos aos milhares que não precisavam ser aplicados, caso os jogadores se controlassem melhor. Basta que alguns clubes orientem melhor seus atletas, e que estes aprendam (ou pelo menos se interessem um pouco) sobre Regras de Futebol.

Quer mostra disso? Na última rodada da Copa Paulista, entre União Barbarense x Paulista, Deivid Macedo foi expulso por reclamação ainda no primeiro tempo (ele já tinha cartão amarelo e recebeu o segundo). O jogador jundiaiense desafiou o juiz “pedindo” ironicamente o cartão. Na súmula, há o relato redigido pelo árbitro Emiliano Costa em letras garrafais:

EXPULSO POR HAVER, DEPOIS DE ADVERTIDO COM UM CARTÃO AMARELO, PERSISTIR NA RECLAMAÇÃO ACINTOSA, PROFERINDO EM MINHA DIREÇÃO AS SEGUINTES PALAVRAS:

“- DÁ O SEGUNDO CARTÃO, FODA-SE”.

APÓS A EXPULSÃO, O MESMO VEIO ATE MIM, COM DEDO EM RISTE, ENCOSTANDO-O NO MEU ROSTO, EMPURRANDO-ME PARA TRÁS. APÓS ESTE FATO, FOI RETIRADO DE CAMPO POR SEUS COMPANHEIROS DE EQUIPE.

Cá entre nós: o jogador fala isso para o juizão e ainda quer ficar em campo? Expulsão infantil, evitável e que prejudicou o Galo da Terra da Uva. O atleta deveria ser multado pela atitude antiprofissional.

O curioso é que no site da Federação Paulista de Futebol há um comunicado recente que pede aos árbitros para que coíbam com rigor tal comportamento indisciplinado de jogadores. Veja a orientação:

“item 21: A CA/FPF DETERMINA que os senhores Árbitros adotem medidas enérgicas contra os jogadores e oficiais das equipes que reclamarem da arbitragem, expulsando os que atuarem de maneira desrespeitosa, acintosa ou grosseira.”

Será que ninguém viu ou ninguém sabia?

Aqui, outra consideração a ser feita: além dos clubes capacitarem os atletas com essas informações, não deveria a própria FPF mandar gente da Comissão de Árbitros orientar os jogadores?

Fica a reflexão final: os jogadores não deveriam aprender melhor as regras do próprio ofício que praticam (ao mesmo tempo que não as dominam)?

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– Contrastes do Futebol nos EUA e no Brasil!

Ann Arbor é uma pequena cidade americana e lá se situa o Michigan Stadium. No último sábado, protagonizou um fato histórico: o maior público de soccer dos EUA!

No amistoso entre Manchester United 3 x 1 Real Madrid, quase 110 mil pessoas estiveram presentes (e a população da cidade curiosamente é de 116 mil moradores).

De fato, o futebol está se tornando uma febre nos Estados Unidos, promovendo bons jogos de fortes equipes europeias em pré-temporada, além dos investimentos locais.

Enquanto isso, no Brasil… vamos na contramão! O que dizer de apenas 10 mil pagantes no Maracanã para assistirem o glorioso e histórico Botafogo contra o líder Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro?

A verdade é que o futebol nacional vai mal dentro e fora de campo, seja com os clubes ou com a Seleção. Até na TV a audiência caiu. Pudera, estamos com uma grande entressafra de “pé-de-obra”, com craques indo embora cada vez mais cedo e mau trabalho na formação das categorias de base. Os clubes pequenos e do interior, antes celeiros de craques, padecem! Vide a ‘Copa Paulista”, onde o recém promovido Red Bull, que tem suas finanças em ordem, levou 135 torcedores ao Moisés Lucarelli, onde manda as partidas. O Paulista de Jundiaí, contra seu tradicional rival XV de Piracicaba, conseguiu apenas 461 torcedores e teve prejuízo de R$ 1.944,31.

Cadê o torcedor?

Deve estar nos Shoppings, nos Parques, em casa, ou assistindo pela TV jogos do Barcelona, do Chelsea, do Bayern…

Será que veremos os estádios lotados com regularidade por aqui? Difícil crer… Contraditoriamente, enquanto agonizamos com média de público baixa (12.983 torcedores em 2013), a MLS (liga americana) sorri com os seus 18.807 pagantes por jogo.

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– O árbitro corre, corre, corre… mas quem banca?

Durante os últimos dias, ocorreu o teste físico dos árbitros da FPF no Complexo Esportivo Nicolino de Lucca, em Jundiaí.

Mais uma prova física, diga-se de passagem…

O torcedor comum não sabe como é a exigência desse teste padrão FIFA. E os dirigentes da Federação Paulista de Futebol cada vez mais exigem condicionamento físico de praticante de atletismo, não de arbitragem de futebol.

É claro que o juiz têm que correr mais do que o jogador nos dias de hoje. Mas é inadmissível que o árbitro tenha que perder dia de trabalho, pagar suas estadias e demais despesas de viagem algumas vezes por ano!

Todos os gastos saem do bolso de cada um dos juízes e bandeirinhas. Coloque na ponta do lápis:

1- o coitado sai de Presidente Prudente, Araçatuba, Rio Preto ou de qualquer cidade paulista rumo a Jundiaí por conta própria;

2- se não for profissional liberal, tem que negociar as faltas no trabalho;

3– arcará os reais gastos com pedágio, combustível, alimentação e hospedagem, além do desgaste com a viagem.

Por quê não se regionaliza os testes? A Pista de Atletismo de Jundiaí é excepcional, mas só existe ela?

O pior: com tantos árbitros no quadro da FPF, nem todos conseguem apitar regularmente e sentem que muitas vezes colocam dinheiro do próprio bolso, pensando seriamente se vale a pena a carreira ou não. Claro, a Federação Paulista nem se preocupa com isso, pois “ela é uma empresa privada que não pede para o sujeito ser árbitro“, como costuma alegar. E ainda tem as dependências do Centro Esportivo Jundiaiense cedidas de graça pela Prefeitura Municipal!

Lamentavelmente, não se vê movimentação do Sindicato, da Cooperativa e dos órgãos que representam a categoria para mudar tal situação. E se há, é quase imperceptível!

Fico preocupado que jovens corredores hoje são mais prestigiados do que experientes apitadores. Quanto mais velho, rodado e sábio está o árbitro, melhor! E ele acaba sendo limitado pelo corpo e ultrapassado nas raias pelos seus sucessores muitas vezes não tão bem preparados do que eles.

Isso tudo é profissionalismo?

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– Trabalhar demais pode render divórcio!

Cuidado se você se dedica demais para a empresa e pouco ao parceiro. Veja a gigante  ALL: foi condenada a pagar indenização por indiretamente provocar um divórcio!

Exigia tanto empenho da sua funcionária que o marido dela a abandonou…

Entenda, em: http://www.correioforense.com.br/direito-trabalhista/trabalhadora-que-teve-o-casamento-prejudicado-por-exigencia-de-jornadas-muito-extensas-deve-ser-indenizada-por-dano-existencial/#.U9ZcLlaZPLc

EMPRESA É CONDENADA A PAGAR INDENIZAÇÃO POR PROVOCAR DIVÓRCIO CAUSADO POR JORNADA EXCESSIVA DE TRABALHO

Uma empregada da América Latina Logística (ALL) deve ser indenizada em R$ 20 mil por danos causados aos seus projetos pessoais, devido à exigência patronal de jornadas extensas. Ela trabalhou por quase cinco anos das 8h às 20h, entre segundas e sextas-feiras, nos sábados das 8h às 16h e, em dois domingos por mês, das 8h às 13h, com uma hora diária de intervalo. Para os desembargadores da 4ª Turma do TRT da 4ª Região (RS), a carga horária, bastante superior ao limite fixado pela Constituição Federal, gerou dano existencial à trabalhadora, já que acarretou no fim do seu casamento por causa de desentendimentos gerados pela sua ausência. O dano existencial ocorre quando uma exigência ou permissão patronal prejudica a realização de projetos de vida do empregado, ao violar o direito à convivência familiar e social, bem como ao descanso e ao lazer.

Em primeira instância, o juiz Max Carrion Brueckner, da 6ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, arbitrou o valor da indenização em R$ 67,8 mil. Os desembargadores da 4ª Turma do TRT-RS, apesar de confirmarem o entendimento do magistrado de origem, decidiram diminuir o montante para R$ 20 mil. As partes ainda podem recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

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– Gilmar Rinaldi como Coordenador da CBF. O que dizer?

Minha memória sobre Gilmar Rinaldi me remete quando saiu do Internacional para jogar no São Paulo. Depois, como reserva atuante na Seleção, pois com sua experiência trocava impressões com os titulares. Hoje, trabalha como agente de jogadores.

Tenho amigos em comum com o Gilmar. E todos me dizem maravilhas sobre ele – em especial, quanto a honestidade!

Sabem qual foi a 1a atitude do novo Coordenador quando aceitou o convite? Ligar para os jogadores aos quais trabalhava e se demitir!

Apesar do termo “empresário de jogador de futebol” ser pejorativo no país, ele era uma das exceções. Tentou salvar Adriano Imperador diversas vezes, mas o jogador sucumbiu à agência do Ronaldo Fenômeno e se perdeu na carreira.

Agora, sejamos sinceros: ser boa gente não significa ser competente! Gilmar não assumirá a função do Parreira como dizem, mas sim o cargo que houvera sido extinto de Andrés Sanches. E aí vem o problema: na sua entrevista, disse que fará o elo da Seleção Brasileira Principal com as das Categorias de base.

Eu penso ser um erro… Isso serve para os clubes, que precisam dessa integração no limite máximo! Mas em Seleção é diferente: nem todos os garotos da base se tornam jogadores de verdade. O menino tem que aparecer no time em que joga para chegar à Seleção, e não formá-lo na Granja Comary para tentar chegar à principal. E sabemos: as categorias de base são contaminadas por empresários que querem vender os jovens talentos não importando para onde.

Espero um começo difícil ao Gilmar Rinaldi, mas penso que com sua competência estudará um modelo de gestão adequando. Afinal, não dá para bolar um planejamento em 2 ou 3 dias do convite que lhe foi feito à apresentação.

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– Desrespeito aos Moradores do Bairro Medeiros

Com pesar, “sinalizaram a Avenida Reynaldo Porcari” de maneira amadorística. E o lamento é maior pelos fatos que cercam o histórico da via.

Depois da Prefeitura solicitar aos moradores que fizessem as calçadas no logradouro em 2012, prometeu recapear o asfalto naquele trecho (ainda antes do término da Administração Miguel Haddad). A mim, pessoalmente, foi dito que a camada asfáltica que emendaria o velho asfalto às calçadas seria provisória, pois antes do final do mandato a avenida seria recapeada). A aquela emenda foi dado o nome de casca.

As calçadas foram feitas pelos moradores. As Eleições Municipais passaram, Miguel Haddad entregou o cargo e não recapeou. Assumiu Pedro Bigardi, recapeou imediatamente a Avenida Benedicto Castilho de Andrade no Parque Eloy Chaves (que também precisava) e esqueceu da Avenida Reynaldo Porcari.

Passado o 1o ano da administração, o asfalto continua irregular, cheio de ondulações e a casca se esfarela. Mas não é que sinalizaram porcamente a avenida com uma faixa amarela TODA TORTA?

Com todo respeito, mas quem fez esse serviço é (1) incompetente; (2) estava embriagado ou (3) foi sacana mesmo. Repararam no péssimo traçado?

Vejam a foto abaixo:

1- Em frente a escola Educar, a avenida faz um zigue-zague. E fica sem estacionamento mais a frente para os frequentadores do Salão das Testemunhas de Jeová.

2- Próximo aos Residenciais Parque da Serra e Reserva da Mata, afunilaram a via para o lado esquerdo (sentido Estrada de Itupeva). E o pedestre andará onde, pois, veja: cadê a calçada? E o ciclista, andará no mesmo sentido que os carros na outra via, em ponto cego?

3- Vizinho ao Condomínio das Chácaras das Palmeiras Imperiais, o coitado do morador local achará que quem traçou a faixa perdeu as noções de reta, curva, simetria… Ridículo!

4- Pintura nova, mas não aguentou a primeira chuva em frente ao Batalhão da PM. Já se apagou com menos de uma semana. E repare: ali sempre empoça água quando chove, mas o problema nunca é resolvido…

E aí, o que os moradores devem fazer? O vereador Rafael Purgato tem mostrado boa vontade nisso, mas, creio, não poderia deitar na frente dos veículos de pintura para pará-los. Mas cá entre nós… será que não poderia interceder por um serviço mais competente nessa sinalização e solicitar o recapeamento?

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– E Paulo César de Oliveira oficialmente encerrou a carreira!

Já havíamos escrito diversas vezes sobre as baixas dos árbitros FIFA do Estado de São Paulo: Sálvio Spínola, Wilson Seneme e de Paulo César (este último, a confirmar). E o bom árbitro PC deu baixa em seu prontuário na FPF nesta 5a feira e aposentou o apito.

Desde 1996, Paulo foi destaque na arbitragem. Me recordo quando saiu de camburão do Parque Antártica em um jogo do Palmeiras após cumprir a regra e não deixar Djalminha e seus companheiros crescerem para cima dele, um iniciante ainda bem jovem e mirrado. Naquele tempo, a FPF dava respaldo ao árbitro e, ao invés de veto ou geladeira, foi aplaudido pela casa.

PC teve 3 oportunidades para ir a uma Copa do Mundo. Em duas poderia realmente ter ido pelo seu desempenho; em outra a concorrência estava difícil, pois Carlos Eugênio Simon estava em elevadíssima fase.

Me parece que nos últimos tempos ele estava desmotivado. De que adiantava ótimos testes físicos, boas atuações ou comportamento irrepreensível fora de campo? Os jogos importantes estavam se rareando, perdendo espaço para novatos que não se firmavam e que subiam sabe-lá-como.

O trabalho da atual CEAF-SP é fraquíssimo. Prova disso é que, mesmo com a dupla Marin & Marco Polo no poder, não temos mais nenhum árbitro paulista no quadro da FIFA. Isso é incrível!!! Um dia a FPF foi referência no número e na qualidade de juízes de futebol…

Arrisco-me a dizer que o grande pecado de Paulo César de Oliveira nestes últimos anos foi não se meter na política do apito. E digo isso com pesar: ser neutro politicamente e desejar a meritocracia passou a ser defeito!

O folclórico “Zé Boca de Bagre”, amigo do Professor Reinaldo Basile, advogado renomado e jornalista ícone aqui de Jundiaí, diria que “se PC tivesse participado daquelas reuniões marcadas pelas cervejadas de um poderoso dirigente sindical, tudo teria sido diferente”.

Será?

Como não creio na existência desse viés e acredito no árduo trabalho desses dirigentes do apito (com incompetência, mas intenso), quero crer que faltou simplesmente a oportunidade.

Boa sorte na nova vida como comentarista de arbitragem da Rede Globo, PC. Torço por você!

(ops: abaixo, o Copo de Budweiser na mão, recolhido num Flamengo X Coritiba em Brasília, é sim uma imagem mais emblemática do que parece. Coincidente mensagem subliminar?)

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– Brasil perde sua 1a Dama do Futebol

Para as coisas do amor não há explicação. Mesmo com a diferença de aproximados 50 anos de idade entre os enamorados nunca tendo sido um empecilho, Marco Polo Del Nero rompeu o seu noivado e deixará a CBF sem uma Primeira Dama.

Carolina Galan, a ex-noiva, é talvez quem tenha sofrido mais: com o casamento desmarcado, perdeu o noivo e o seu programa na TV FPF, que saiu do ar. Tudo logo após o pleito que elegeu o dirigente paulista ao comando do futebol nacional…

Assim como tudo começou fulminante (o olhar clínico de Marco Polo percebeu a estudante na Escola de Árbitros da FPF e logo viu o tato jornalístico da moça, galgando-a para outras searas e posteriormente se tornando um romance), acabou de maneira inesperada.

Vida que segue… o cargo ficará vago?

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– Os Executivos “Dois-em-Um”!

A onda na Administração de Empresas agora é essa: executivos com Dupla Responsabilidade no Gerenciamento.

Ser hábil em uma área e “dar conta de outra” é cada vez mais necessário…

Sobre os “Executivos Dois-em-Um”, abaixo,

extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/05/1455826-companhias-agora-buscam-por-executivos-dois-em-um.shtml

COMPANHIAS AGORA BUSCAM POR EXECUTIVOS ‘DOIS-EM-UM’

Empresas reduzem salários e benefícios para pessoal do alto escalão, além de preferir profissionais que liderem mais de uma área.

por Joana Cunha

O desaquecimento do mercado de trabalho e o fraco desempenho da economia brasileira se refletem agora no alto escalão das empresas, que estão reduzindo remunerações e benefícios de executivos e preferindo profissionais que abracem mais de uma área.

É o “dois em um” na busca por “sinergias” e “habilidades para cada momento econômico”, segundo Carla Rebelo, diretora da empresa de recrutamento Hays.

No nível diretivo, dos salários que superam R$ 30 mil, já se verifica queda de até 10% no volume de contratações no primeiro trimestre deste ano ante igual período de 2013, segundo a empresa de recrutamento PageGroup.

“A expressão é reestruturar e deixar a operação mais enxuta para reduzir custo e aumentar a produtividade, ganhar rentabilidade. É um retrato do momento econômico”, afirma Sócrates Melo, diretor de operações da recrutadora Robert Half.

“Estão substituindo profissionais que não estavam ajustados por outros de perfil mais completo. Em algumas áreas de suporte, substituem dois por um”, diz Carla.

A unificação de áreas é mais difícil de ser implementada em companhias de grande porte devido à complexidade dos processos. Mas as pequenas e médias já começaram a subordinar departamentos de recursos humanos e tecnologia a um diretor administrativo-financeiro.

Telma de Mônaco, do laboratório SalomãoZoppi, foi contratada há pouco mais de um ano para tocar apenas o departamento de marketing, mas acabou assumindo neste ano a área de produtos. “A empresa certamente fará mais movimentos como este nos próximos meses.”

Na incorporadora Maxhaus, Luana Rizzi responde pelas áreas de marketing, relacionamento com clientes e recursos humanos.

“Esse movimento de acúmulo de responsabilidades busca perfis mais empreendedores do que técnicos. É uma visão sistêmica e a questão econômica acaba forçando mais esse modelo.”

O pacote de remuneração fixa e variável dos diretores contratados caiu em média 35% desde o período de maior aquecimento dos salários inflacionados, segundo a Michael Page. A maior parte da queda está nos bônus.

“Notamos que uma parcela importante das contratações agora é consequência da necessidade de substituição por performance, ou seja, as empresas estão se cobrando mais por eficiência devido à redução dos fatores de crescimento da economia”, afirma Marcelo de Lucca, diretor-geral da Michael Page no Brasil.

Existem três pilares que motivam trocas de diretores e costumam ser um retrato do momento econômico: criação de novos projetos, mudanças societárias e substituição por performance.

Neste ano, o principal motor de trocas de diretores é a busca por melhor performance, que cresceu de 55% para 65% das contratações realizadas, segundo Lucca. Juntos, os recrutamentos de diretores devido a mudanças societárias ou para investimento em novos projetos somam agora 35%.

Quando se abrangem os cargos de diretoria e gerência há registros de queda de 25% no recrutamento nos últimos três anos. “O volume de oportunidades era muito maior entre 2010 e 2011. Era um período de expansão maior do PIB, em contraponto ao PIB tímido de hoje”, diz Lucca.

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– O Novo-Velho Chefe da Arbitragem do Brasil

Pois é… Marco Polo Del Nero nem sentou na cadeira como capitão-mor da CBF e já começou a tomar as suas decisões (mesmo que seja o presidente de fato somente a partir de 2015).

Na última 3a feira, resolveu mudar os Dirigentes da Estrutura da Arbitragem Brasileira. Sérgio Correa da Silva será o novo presidente da Comissão de Árbitros, no lugar de Antonio Pereira da Silva. E Antonio Pereira da Silva será o novo presidente da Escola Nacional de Árbitros, no lugar de Sérgio Correa da Silva.

Agora vai funcionar? Realocar os dois numa inversão de cadeiras é a solução para os males da arbitragem?

Mas há pouco tempo, cedendo a pressão dos times cariocas (como bom político que é), José Maria Marin não havia retirado Sérgio Correa (que já era o presidente da Comissão) e o colocado como Diretor de Árbitros na ENAF? O escolhido presidente é o Novo-Velho cartola, que, como um grande jogo de xadrez, foi movido para mudar tudo. Mas já não esteve por lá?

A novidade: a ex-bandeira Ana Paula da Silva Oliveira será secretaria da Escola Nacional.

O irônico é: quando houve a pendenga entre Botafogo x Figueirense, onde o então presidente do Fogão, Carlos Augusto Montenegro, desferiu ofensas das mais baixas possíveis contra a moça e conseguiu seu afastamento, Sérgio Correa não deu guarida a ela. Agora trabalharão próximos!

Verdade seja dita: após as fotos sensuais à Playboy, a CBF abandonou a moça. Porém, a FPF deu todo o suporte para a sua volta, incentivando escalas mesmo com as sequenciais reprovações nos testes físicos. Na oportunidade, publicamente, Marco Polo disse que “era interessante ter Ana nas escalas pois era uma atração ao Campeonato Paulista”.

Sem dúvida Ana Paula foi competente como árbitra. Mas e como cartola?

E nas voltas que a vida dá, lembro-me que um dia Marco Polo trouxe Sérgio Correa à Comissão de Árbitros de SP. Quando ele foi para a Comissão da CBF, rompimento entre eles (aliás, lembram em que gelada Marco Polo colocou Sérgio Correa no caso “Madonna”, tendo que escalar um novo árbitro na final?). Depois da saída de Ricardo Teixeira e a volta das boas relações CBF-FPF, tudo ficou em paz…

Aliás: o discurso de saída do Sérgio Correa era para tratar da sua doença. Sarou?

Em tempo: com a divulgação das escalas da 5a rodada do Brasileirão, apenas 3 árbitros de São Paulo foram escalados para os 50 jogos: Raphael Claus (4 partidas), Luiz Flávio (1) e Marcelo Aparecido Ribeiro (1). E tal cenário não mudará, pois quem começou com esse critério de “integração nacional” foi o próprio Sérgio.

Triste é ver grandes nomes do apito e da assistência na FIFA encerrando a carreira esquecidos, e os cartolas continuando na mesmice.

E aí, gostou das mudanças no comando do apito? Deixe seu comentário:

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– A Bipolaridade do Mundo Organizacional

Compartilho um artigo extremamente oportuno de um fenômeno atual: a “Mudança de ‘Humor Organizacional’ das Empresas”, retratado pelo Prof José Renato Sátiro Santiago.

Abaixo, extraído de:

http://jrsantiago.com.br/blog/texto/A_Bipolaridade_no_Mundo_Corporativo_e_seu_uso_indevido

A BIPOLARIDADE NO MUNDO CORPORATIVO E SEU USO INDEVIDO

Distúrbio caracterizado pela repentina mudança de humor de seu paciente, a bipolaridade tem invadido o dia a dia de todos nós.

Diferentemente do que acontecia em um passado remoto, hoje em dia não é tão raro conhecermos alguém que sofra deste mal.

A questão aqui, no entanto, não diz respeito ao efetivo crescimento, mas sim ao seu diagnóstico.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a OMS, há cerca de 340 milhões de pessoas que sofrem de transtornos desta natureza (1 a cada 20).

Sim, sofrer é o termo certo, pois se trata de uma doença com a qual se deve ter um enorme cuidado.

Conforme alguns estudos, o índice de suicídio entre as pessoas bipolares é cerca de 30 vezes maior se comparado com aquelas que não possuem tal distúrbio.

Assustador.

Ainda assim, há um mal maior sofrido por uma pessoa bipolar, o preconceito.

Muitos, talvez por pura ignorância no assunto, costumam associar as características deste mal como sendo “pura frescura” ou “falta de uma boa surra quando criança”.

Como se fosse possível controlar seus efeitos.

No mundo corporativo, por exemplo, não é incomum confundirem a bipolaridade com questões bem diferentes sem qualquer relação de causa e feito.

Isto é péssimo e é o pior que pode ser feito.

Quantos de nós, ao longo de nossa vida profissional, já testemunhamos colegas que mudam radicalmente de postura e comportamento de um momento para o outro.

Tal tipo de situação costuma ser marcada por frases de tal estirpe “…ele (ou ela) só pode ser bipolar…”.

A verdade absoluta é que isto está longe de ser bipolaridade.

O que seria apenas uma estratégia de sobrevivência, mesmo que vil, passa a ser entendido como algo que é feito sem que haja a devida previsibilidade.

A pessoa bipolar age de acordo com o seu humor, e este, o humor, muda de forma muito rápida e extremada.

Trata-se de algo que pode ser controlado com tratamento, inclusive com medicação apropriada.

A mudança de posicionamento repentino, conforme conveniência, não possui qualquer relação com este tipo de transtorno.

O assunto sobre o qual se refere é outro.

Além disso, e justamente por se tratar de uma doença, é uma irresponsabilidade o uso indevido de um assunto tão sério para qualificar alguém.

Uma atitude preconceituosa, pois tende a associar uma doença como sendo uma característica pessoal.

“Ah mais eu não sabia disso”.

Ainda assim, o desconhecimento sobre as características desta, ou de qualquer outra, doença não serve de atenuante ao seu uso indevido.

Aliás, isto deveria servir para tudo, não é mesmo?

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– Beleza atrapalhando a Competência?

A moça é muito bonita: Fernanda Colombo Uliana vem despertando vários sentimentos nos boleiros: de suspiros a manifestações odiosas.

Acontece que ela é árbitra assistente do quadro de Santa Catarina. Naquele estado, muitas bandeirinhas têm surgido, embelezando o futebol catarinense. O problema é que a ascensão meteórica de Fernanda é discutida no meio da arbitragem.

Vejamos: com apenas 23 anos, ela trabalhou no jogo entre São Paulo x CRB pela Copa do Brasil. De fato, teve atuação muito ruim… E mesmo tão jovem e inexperiente, foi escalada para um jogo do Campeonato Brasileiro da série A! Pasmem: para Atlético Mineiro x Cruzeiro, clássico envolto de muita rivalidade (onde também foi mal).

Ora, cá entre nós: Fernanda foi recentemente indicada para a relação de aspirantes à FIFA, só tendo 1 jogo na Primeira Divisão. Respeitosamente, mas não é preciso ter rodagem para tal honraria? Qual o histórico dela para trabalhar em clássico nacional com tal pouca idade?

Alguns falarão da sua beleza. Claro, incontestável. Mas não se pode usar isso como questão discriminatória. Seria preconceito?

Nada disso… Beleza e competência não andam de mãos dadas ou por si só brigadas. Vide a conterrânea de Fernanda, Nadine Bastos, bandeira tão bonita quanto ela e que foi muito bem no Brasileirão do ano passado.

O bom árbitro / bandeira é o “competente” e ponto final. O problema é: por que a ela foi dada tão importante oportunidade, mesmo com atuações ruins, e a outros não?

Os críticos fatalmente ligarão suas boas escalas à sua formosura. E na hora das reclamações, ocorrerão os preconceituosos ditos como o do diretor cruzeirense Alexandre Mattos:

Estão tentando promover ela, porque ela é bonitinha, e não é por aí, ela tem de ser boa de serviço, ela tem de ser profissional, competente. O erro dela foi muito anormal de quem está começando uma carreira, aquilo não é normal“.

A contradição começa aqui: começar carreira num Atlético x Cruzeiro?

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– Há 4 anos, o que ficou?

Encerrei exatamente há 4 anos minha carreira de árbitro de futebol. Foram mais de 700 partidas trabalhadas, em diversas divisões e funções.

Eu gostaria de estar em atividade?

Claro, creio que não só eu, mas muitos aposentados do apito, que ainda apitam suas partidas em seu íntimo. Vestem o uniforme e se transformam nos gramados que sonham.

Mas, definitivamente, acabou. A saudade de estar em campo é enorme. A disposição em obedecer aos dirigentes é nula.

A distância entre o prazer da arbitragem é abissal em relação às humilhações que se têm que fazer e viver nas comissões de árbitros. Reuniões enfadonhas, falta de meritocracia, sacerdócio que se doa em vão. Contraste absurdo da paixão de apitar uma partida de futebol.

Enfim, vida que segue e família que se curte (coisa que não se consegue enquanto árbitro). Hoje, falo de futebol na TV, no rádio, no jornal e na internet e sou feliz!

Uma singela constatação: se a carreira de árbitro fosse mais justa, mais competentes os nomes seriam.

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– Disparates Salariais entre Gêneros e outros Indicadores

Mulheres com mestrado ganham menos do que homens; negros representam apenas 2% da população que chega ao Doutorado. Outros números interessantes revelados por UOL Educação, extraído de:http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/04/23/mulheres-com-mestrado-ganham-menos-do-que-homens-titulados.htm

MULHERES COM MESTRADO GANHAM MENOS DO QUE HOMENS TITULADOS

O número de mulheres com mestrado no Brasil é maior que o número de homens com a mesma titulação. Elas representam 53,5% dos mestres no país e eles, 46,5%. No entanto, em termos de remuneração, as mulheres ganham em média R$ 5.438,41, 28% a menos que os homens, que recebem R$ 7.557,31. Os dados foram divulgados nessa segunda-feira (22) pelo CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos) no estudo “Mestres 2012: Estudos da Demografia da Base Técnico-Científica Brasileira”.

Segundo o estudo, que utiliza dados do final de 2009, as mulheres têm uma participação maior (71%) nas áreas de linguística, letras e artes. Na área de ciências sociais aplicadas, onde a remuneração é maior, as mulheres representam 43,2% dos empregados.

Na segunda área de maior remuneração, as engenharias, as mulheres têm a menor participação relativa entre os empregados, 27,9%.

Os números mostram que, dentro de uma mesma carreira, ocorre diferenciação. Nas engenharias, homens com mestrado ganham em média, R$ 8.430,18. As mulheres com a mesma formação e carreira, recebem em média, R$ 6.133,98. Em linguística, letras e artes, carreira em que são maioria, as mulheres recebem em média R$ 4.013,87 e os homens, R$ 4.659,60.

Um dos fatores para essa diferença salarial, explica a coordenadora técnica do projeto, Sofia Daher, assessora técnica do CGEE, é que existem “menos mulheres em cargos de confiança, nos quais os salários são maiores”.

DISTÂNCIA REGIONAL

A diferença aparece também entre as regiões. “Em 2010, a remuneração média mensal dos mestres que eram mulheres era 44% menor do que a dos homens nas regiões Sudeste e Sul. Nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, a diferença era respectivamente 38% e 37% enquanto que na Região Norte era 18%”, diz o estudo.

“A diferença de remuneração por gênero é algo que temos que pensar e melhorar. A educação corrige uma parte, mas não corrige totalmente a distinção que está na sociedade”, diz o presidente do CGEE, Mariano Laplane. O mesmo, segundo ele, se aplica para a população negra.

Os brancos, que correspondem a 47% da população, representam 80% dos mestres e doutores. Os pardos, que são 42% da população, representam 16% dos mestres e 12% dos doutores. Os negros são 8% da população, 3% dos mestres e 2% dos doutores.

Em dados gerais, de 1996 a 2009, a formação de novos mestres cresceu 10,7% no país. O Distrito Federal é a unidade federativa com maior número de mestres por habitante, 5,4 mestres por mil habitantes entre 25 e 65 anos de idade. Cerca de 43% desses profissionais atua na área de educação. A titulação oferece um aumento de salário –  mestres recebem 83% a mais que graduados e doutores 35% a mais que mestres.

“O mestrado é um treinamento rápido, de dois anos, que atende a uma demanda maior que o doutorado. O mestrado atende a uma demanda do setor produtivo da nossa economia. Temos conseguido expandir a etapa de ensino para regiões mais carentes, para formar mão de obra qualificada”, diz Laplane.

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– Fica quieto, Sheik

E novamente Emerson Sheik aparece envolvido com polêmicas. Não bastasse seu histórico nada abonador (identidade falsa, carro contrabandeado e outras questões extra-campo), agora o atleta dispara contra seu ex-treinador Mano Menezes.

Entrevistado pela rádio Mix do Rio de Janeiro, disse:

O que eu sinto sobre o Mano? Eu não gosto dele. Não escondo de ninguém que não gosto dele. Entendo que ele é um cara de caráter duvidoso e para mim isso basta”.

Ter respeito às pessoas é importante. Muitos questionam os métodos de trabalho de Mano, as convocações esquisitas dele enquanto treinador da Seleção e o relacionamento íntimo com o seu empresário Carlos Leite (que abastece o Corinthians com atletas do seu casting).

Mas se ele fala sobre caráter (e não julgo o caráter de Mano), me parece aqui mais a história do “roto e do esfarrapado”. É o Emerson que de tantas cotoveladas deu maldosamente em campo? É o dos carrinhos violentos contra desafetos? O da mordida no argentino do Boca Jrs? O do selinho provocativo? O do que chegava atrasado aos treinos de helicóptero?

Agora no Botafogo, deveria se preocupar com seu rendimento em campo e deixar as águas passadas rolarem. Não gosto de mau profissional falando de ex-chefe (seja ele bom ou ruim). Se fosse jogador exemplar, aceitava-se a crítica como mágoa pela reserva incompreendida. Mas no caso dele, não.

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– Juizada de Bolso Cheio? Mais ou menos…

Dar maior remuneração para qualquer atividade trabalhista é sempre bem visto. Mas há certas boas discussões sobre dinheiro e trabalho que valem a pena. Vejam só uma delas: os árbitros de futebol tiveram aumento de salário.

Um árbitro FIFA (ou ex-FIFA) receberá R$ 3.450,00 por jogo na série A do Campeonato Brasileiro. Se a distância de ida e volta for maior do que 100 km, acrescente um reembolso de R$ 100,00. Se fora do estado, R$ 500,00.

Os aspirantes à FIFA e ex-aspirantes receberão R$ 2.650,00. Os árbitros básicos R$ 2.350,00.

Para os que não gostam dos AAA (os adicionais da linha de fundo), isso será motivo de ira: um AAA FIFA ganhará R$ 1.000,00 / jogo. Os bandeiras receberão sempre a metade do árbitro.

Mas algo que me irrita: um delegado da CBF vai embolsar R$ 500,00. E estes são muito mais escalados do que os árbitros e geralmente são os mesmos. E aqui fica a discussão: um árbitro não é escalado toda rodada (um ou outro é); há aqueles que apitam uma vez por mês e olhe lá! Desconte-se impostos, taxas de sindicato, cooperativa, associação. Lembre-se que o árbitro perde o dia de serviço e banca seus gastos com a preparação física e material de treinos. Se machucar, não vai receber nada. Vale a pena?

Sem contar o seguinte: é o árbitro que recebe R$ 3.450,00 quem decidirá se o zagueiro Lúcio (que recebe por volta de R$ 250.000,00) fez ou não pênalti em Emerson Sheik (que recebe R$ 520.000,00).

Justo ou não?

Mas a maior consideração ao árbitro não seria aumento de salário, mas a profissionalização e independência, livre das cooperativas e sindicatos do modelo atual. Isso ainda é utopia.

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– Uma Cáca arbitrada que vale até a CBF?

Comentamos em nossa última análise de arbitragem do Campeonato Paulista a má atuação do árbitro Adriano de Assis Miranda no jogo entre Mogi Mirim x Paulista FC. E eis que a FPF premia o juizão: fará parte da elite do estado de São Paulo, composta por 18 nomes para trabalhar na CBF em jogos do Brasileirão nas suas 4 divisões. Lembrando que na relação há a árbitra Regildênia de Holanda Moura, que se aprovada poderá apitar jogos masculinos, além de Paulo César de Oliveira que deverá anunciar a aposentadoria nos próximos dias, segundo o noticiário.

Para mim, surpreendente a lista por dois fatos: alguns bons nomes ficaram de fora, como Marcelo Rogério (justificativa: pelo regulamento da CBF, ele é “velho”, mesmo que outros árbitros da mesma idade do que ele estejam no quadro) e a quantidade pequena de nomes escolhidos. Já tivemos 40 bons árbitros na relação na década de 90, todos com boas condições de aturarem na série A. E desses 18, todos têm condição de apitar um Fla-Flu ou Gre-Nal?

Abaixo a lista:

Adriano de Assis Miranda

Antonio Rogério Batista do Prado

Aurélio Santanna Martins

Flavio Rodrigues Guerra

Flavio Rodrigues de Souza

Guilherme Cereta de Lima

Jose Claudio Rocha Filho

Leandro Bizzio Marinho

Luiz Flavio de Oliveira

Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza

Marcelo Prieto Alfieri

Marcio Henrique de Gois

Paulo Cesar Oliveira

Raphael Claus

Regildenia de Holanda Moura*

Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral

Thiago Duarte Peixoto

Vinicius Furlan

Importante: já que citamos o jogo referido do Estadual envolvendo Mogi Mirim x Paulista, olha que loucura – na partida, criticamos a expulsão do atleta Gabriel Firmino pelo segundo e injusto cartão amarelo por falta simples (está em: http://is.gd/l2pRzU). Mas para surpresa geral, ao ler a súmula, ele foi expulso POR SIMULAÇÃO DE PÊNALTI!

Um verdadeiro “samba do crioulo doido”: o atacante entra na área e faz uma falta simples. Para todos que assistiram o jogo, o Amarelo deveu-se a esse excesso de rigor. Mas não! O árbitro considerou essa jogada lance legal. Na sequência, o zagueiro chuta o atacante, e como o jogo não estava parado, seria pênalti para o Paulista. Aí ele erra de novo: não marca a infração e entende como simulação, mesmo sem ter sido e o expulsa.

Durma-se com um barulho desse: o cara faz essa lambança e no outro dia é indicado à CBF…

Na verdade, a culpa não é do árbitro; é de quem o escalou sem o ter preparado adequadamente nem feito um plano de carreira: a própria Comissão de Árbitros. E, infelizmente, ela pode tudo e ninguém a muda. Pudera, esperar o quê de Marco polo Del Nero, presidente da CBF e futuro mandatário-mor da CBF?

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– Problema na Coxa por qual motivo?

E o imperador Adriano parece que nunca aprende…

Irremediável!

O atleta não poderá jogar pelo Atlético Paranaense pela Libertadores por estar com problemas na coxa. Mas ele es concentrou? Está se tratando?

A foto tirada no “Graciosa Country Club” explicou como ele está preocupado com a recuperação, na véspera do jogo, após o veto… Abaixo:

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– Desprestígio Paulista na FIFA. Dá-lhe FPF…

Marcelo Damato, jornalista bem informado e que não costuma cometer gafes em sua coluna “De Prima” do Jornal Lance, publicou na última 5a feira uma nota que arrepiou muita gente: Paulo César de Oliveira poderá pendurar o apito!

Que coisa… Depois de Sálvio Spínola Fagundes Filho ter largado a carreira por não poder aspirar muita coisa de acordo com os planos da Comissão de Árbitros brasileira, após Wilson Luís Seneme também abandonar a FIFA (e consequentemente a CBF e a FPF) para assumir um cargo representativo na Conmebol, agora PC poderá deixar a carreira e se tornar comentarista da Rede Globo de Televisão.

Parabéns a ele! Seria um tapa com luva de pelica àqueles que o esnobaram no auge. PC teve dois momentos importantes: o da Copa de 2006, em que tecnicamente empatava com Carlos Eugênio Simon em alto nível de arbitragem, mas não foi escolhido; e em 2010, onde já não rendia a mesma coisa e estava sendo contestado (em alguns jogos justa, e em outros injustamente). Para 2014, foi literalmente escanteiado e não lembrado. A verdade é que Paulo César teve um brilhante começo de carreira, trabalhou com certa irregularidade nas últimas temporadas e foi esquecido pelos cartolas. Abandonar a cartolagem do apito e ir para a Globo é uma oportunidade ímpar.

Fica o detalhe: há quantas décadas São Paulo não ficava sem árbitro da FIFA em seu quadro? Tínhamos 3 efetivos e outros tantos para assumir a honraria (lembrando que Anselmo da Costa, Cleber Wellington Abade, Rodrigo Braguetto e outros não foram por falta de oportunidade e, claro, por politicagem). Agora, não teremos nenhum, caso se concretize.

Desejo boa sorte ao amigo PC. E fico imaginando a CBF só com 8 árbitros da FIFA e a FPF sem nenhum árbitro internacional até 2015. Belo trabalho de Marco Polo Del Nero e do presidente da CEAF Coronel Marinho… O estado de São Paulo regrediu!

Resta a Luiz Flávio de Oliveira, Guilherme Ceretta de Lima e Raphael Claus brigarem pelas duas vagas, lembrando que Claus ainda não é aspirante ao quadro da FIFA, mas aposto que será em breve.

Para mim, no ano que vem, teremos Claus e Luiz Flávio. Mero palpite. E para você?

PC, sem dúvida, abriu os olhos na hora certa…

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– Como fazer mal uma escala: Análise da Arbitragem de Corinthians x São Paulo e Palmeiras x Paulista

Ela se supera! Definitivamente, a Comissão de Árbitros da FPF está em péssima fase.

Cá entre nós: que trabalho difícil eles têm, se o Paulistão da A1 dura só 3 meses? O resto do ano é para torneios menos importantes e formação de árbitros. E no pouco que são exigidos, executam mal sua tarefa.

Vamos lá:

1) Para o Majestoso no Pacaembu, está escalado Luiz Flávio de Oliveira. Ele que apitou bem recentemente Palmeiras x São Paulo. Antes era só Seneme nos clássicos. Agora, só Luiz Flávio? Aliás, é para forçar o nome dele ao quadro da FIFA e assegurar que a FPF não perca a vaga do agora aposentado Seneme para outro estado? Lembrando que o Luís Flávio foi o árbitro sorteado e que minutos antes houvera, por erro do digitador da FPF, sido anunciado como o escolhido para o Choque-Rei (antes da bolinha cair do globinho).

Depois da má atuação no São Paulo x Santos, finalmente os bandeiras Emerson Augusto e Marcelo Van Gassen não estarão escalados num clássico. Não poderia evitar repetição de árbitro em clássicos também? Ou não revelaram árbitros suficientes?

O detalhe é que o árbitro reserva desse jogo será Marcelo Rogério, de impecável atuação no jogo Ponte Preta x Corinthians (onde expulsou Gil e Paulo André) e que apitou a dificílima e nervosa partida entre os desesperados Paulista x Sorocaba na fuga do rebaixamento (sobre a arbitragem desse jogo, clique em: http://is.gd/PAUxSOR). Marcelo Rogério é superior e está em melhor fase técnica e física do que Luiz Flávio. A pergunta é: por que ele não apita tal jogo? Não vale usar a desculpa do sorteio, já que ele é o subterfúgio ideal para se justificar qualquer coisa pelos cartolas. No fundo, os dirigentes da arbitragem amam o sorteio, pois atrás dele se escondem.

2) Para Paulista x Palmeiras, apitará Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, árbitro que fez um ótimo Campeonato Paulista, em que pese as críticas do jogo São Paulo x Santos, onde foi muito prejudicado pelos bandeiras e ele próprio teve atuação boa em lances difíceis, com erros aceitáveis e acertos polêmicos (sobre esse jogo, a análise da arbitragem também está disponível, ela está em: http://is.gd/SAOxSAN). Marcelo já atuou em jogo do Paulista FC no Jayme Cintra, na partida do Galo Jundiaiense contra o Audax, e foi muito bem (o histórico da atuação desse jogo está em: http://is.gd/PAUxAUD). O que questiono é: se o Palmeiras está liderando o grupo e classificado enquanto o Paulista está na lanterna e rebaixado, por quê não lançar um nome novo? Para quê um árbitro dessa categoria num jogo fácil para se apitar e que vale pouco? Um desrespeito para as promessas. É a prova maior de não saber confeccionar uma escala.

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– Os Tipos de Workaholics

Veja só: o workaholic é aquele típico viciado em trabalho. Porém, agora já temos catalogados 4 tipos desse sujeito.

Será que você se encaixa em alguns deles, sendo um workaholic e não sabe?

Extraído de: Revista Superinteressante, ed Janeiro/2013, ed 45.

AS QUATRO FACES DOS WORKAHOLICS

1) O IMPLACÁVEL

Não sabe dizer “não”. Assume mil responsabilidades sem conseguir priorizar o que importa nem delegar tarefas a outras pessoas. Com tanta coisa a fazer em pouco tempo, acaba deixando passar muitos erros.

2) O BULÍMICO

Por ter autoestima baixa, cria expectativas altas demais de como devem ser seus resultados. Isso lhe dá medo de começar projetos e, quando começa, trabalha à exaustão, extremamente preocupado com o risco de cometer erros.

3) O DESATENTO

Tem prazer com muitas idéias e, assim, começa uma imensidão de projetos. Porém, sente-se enfadado quando precisa levá-los adiante. Acaba fazendo tudo sem muito empenho, pensando em outras coisas.

4) O DEGUSTADOR

Detalhes o preocupam tanto que ele acaba paralisando, reescrevendo a mesma frase, rechecando algo. Como acha que ninguém será cuidadoso como ele, não consegue passar o bastão. E aí, você se identificou com algum perfil?

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– Seneme, Pós-Carreira, Comissões de Arbitragem e o Novo FIFA

Wilson Luís Seneme encerra a carreira de árbitro de futebol. Me lembro da sua formatura em 1998, onde acabara de estrear na série A3 pelos bons jogos apitados (mesmo antes de receber o diploma); e de lá para a FIFA. Não entra na galeria de imortais, como Dulcídio ou Roberto Goicochea, mas será lembrado como um dos grandes nomes do apito.

Seneme ainda tinha um pouco mais de tempo de carreira. Não quis continuar. Suas dificuldades com a saúde do joelho o impediram de ir à Copa do Mundo, pois tecnicamente, seria o nome provável.

Ele optou por aceitar um cargo diretivo na Conmebol, indicado por José Maria Marin (o mesmo que ocupou recentemente Sálvio Spinola Fagundes). Fico me questionando: por quê o presidente da CBF indicaria um árbitro FIFA do seu quadro e o desfalcaria? Se faltam nomes para a Comissão de Árbitros trabalhar, este é um de peso a menos.

E em São Paulo, como fica? Dos 10 árbitros da FIFA que formavam o quadro brasileiro, a FPF tinha Seneme, Sálvio e PC. Quando presidente da CA-CBF, Sérgio Correia (dizem…) encurtou a carreira de Sálvio para privilegiar um escudo FIFA para o NE. Destaquei o “DIZEM” pois Sálvio viria a público declarar algo (talvez em relação a esse boato) e depois nada disse, assumindo o cargo que agora Seneme assumirá.

São Paulo, portanto, hoje só tem 1 FIFA e a CBF deixará (depois de mais de 20 anos) de ter o número máximo de 10 oficiais permitido. Permanecerá com 9 pois pelo fato do convite ter surgido agora e só em Janeiro a entidade permitir mudanças / trocas no quadro, o desfalque é inevitável.

Claro, Seneme passará por uma nova fase da sua vida, pois se para o jogador de futebol a aposentadoria é traumática, para o árbitro idem. Desejo boa sorte ao amigo, e fico na memória com alguns jogos que trabalhamos juntos, e em especial, um difícil e chuvoso Bragantino x Ponte Preta numa quarta à noite, com ânimos exaltados dos “doces torcedores” incentivados pelos “dóceis dirigentes”.

E quem assumirá a vaga deixada?

Guilherme Ceretta e Luiz Flávio são aspirantes à FIFA, mas ambos sofreram recentemente com os testes físicos. Ceretta está perdendo a bola que pinga e Luiz Flávio, confesso, penso que passou do tempo – principalmente com suas contusões durante os jogos.

Sobrou Raphael Claus, que conta contra a sua ascensão o fato de nem ser aspirante à FIFA. Entretanto, é o mais capacitado para a vaga paulista. Farão um “bem bolado” para ele assumir o escudo, sortearão Ceretta ou Luiz Flávio ou São Paulo perderá a vaga?

Pior ainda ficará o Cel Marinho em São Paulo: Seneme era quem resolvia seus problemas de escalas em jogos de grande dificuldade. Capacitados para grandes clássicos sobraram PC (que tem veto do Palmeiras), Claus, Ceretta e…

E…

E ainda…

E também o…

Bom, há o Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, mas este não tem mais idade para ser FIFA; há o Marcelo Rogério apitando com a faca entre os dentes, mas por má vontade (Ou por politicagem? Ou por incompetência dos cartolas?) não está sendo escalado em grandes jogos. Há o Leandro Bizzio Marinho que é declaradamente admirado pelos membros da CEAF-SP, desde os tempos que ascendeu a categoria Ouro e que era fiscal de contas da Cooperativa; há também o Vinícius Furlan, que um dia gravou um vídeo de apoio político na Campanha do Arthurzinho; mas ambos estão mostrando serviço em campo, com boas atuações.

E aqui se faz necessário falar do mau trabalho da CEAF. Onde estão as promessas? Vide as más escalas: Fausto Viana bandeirou Paulista x Penapolense e na rodada seguinte Penapolense x Santos. E se errasse contra a Penapolense, que clima iria para o jogo seguinte? José Cláudio Rocha Filho teve péssima atuação em Corinthians x São Bernardo e nessa noite apita Corinthians x Comercial. Ninguém se atenta a esses detalhes da escala? Jogarão a culpa no sorteio?

Há quanto tempo o Cel Marinho com Arthur Alves Júnior e seus ajudantes assumiram? Quem foi revelado? Vivemos de árbitros da gestão Gustavo Caetano Rogério e José Manuel Evaristo (fico pasmo que até o Zé Manuel revelou árbitro, com toda a sua truculência).

O grande problema é: a falta de gestão profissional! Misturar cargos de Patrão e Empregado não é bom, mesmo que a pessoa seja honesta. Traz dúvidas para a opinião pública. Além da ojeriza às críticas! Jornalista especializado do assunto não entende nada; árbitro de segunda divisão é fracassado; juiz que bateu na trave e não entrou na FIFA é frustrado – são essas as considerações feitas àqueles que não elogiam!

Há colegas que ironizam estudiosos do assunto se referindo ao “Blog do Tenista” (pejorativamente ao competente Fernando Sampaio, que entende e muito do assunto); também aos ex-árbitros questionando “quem foi fulano de tal ou beltrano de onde?” Ora, o Cel Marinho nunca foi árbitro, mas comanda a entidade! Assim, uma coisa não tem nada a ver com outra e necessita-se de respeito.

Os dirigentes do apito precisam ser mais humildes, abandonar a vaidade e respeitar quem escreve, fala ou disserta sobre o tema arbitragem (claro, aos que o fazem sem passionalidade e/ou interesse diverso).

Felipão era cabeça-de-bagre em campo e jogador de segunda divisão. Mas no curriculum dele consta a conquista de uma Copa do Mundo e muito dinheiro honestamente ganho com o seu trabalho. Por quê para entender de arbitragem e da condução administrativa dela necessita-se ter sido árbitro da FIFA? Pior: quem está no poder e cobra isso, ironicamente, nunca colocou um apito na boca…

Por essa lógica, Flávio Prado, Mauro Betting, PVC e outros tantos consagrados comentaristas deveriam ter sido treinadores de futebol. Pura bobagem… cada um na sua.

No fundo, todos querem o bem da arbitragem. De que forma fazê-lo é o grande mistério!

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– O Depressivo Boa Vida?

Ele foi afastado do serviço por depressão. É juiz federal, se chama Marcelo Antonio Cesca, recebe R$ 23.997,00 integralmente e postou no Facebook e no Instagram:

Eu agradeço ao Conselho Nacional de Justiça por estar há 2 anos e 3 meses recebendo salário integral sem trabalhar, por ter 106 dias de férias mais 60 dias pra tirar a partir de 23/03/14, e por comemorar e bebemorar tudo isso numa quinta-feira à tarde do lado de minha amada gata de 19 anos!

Parece brincadeira, né? E o cara ainda diz que está com depressão?

Olha a foto do cara-de-pau:

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– A Necessidade dos Chatos nas Empresas

Um chato incomoda muita gente? Claro que sim.

E dois chatos? Muito mais!

Mas tem um detalhe: muitas vezes, são os chatos que nos abrem os olhos sobre alguns aspectos organizacionais, e é por isso que muitas empresas estão abrindo espaço para questionadores com total liberdade para “chatear”.

Veja, extraído de: Revista EXAME, ed 1042, pg 94,  29/05/13.

ODE AO CHATO

O chato é um chato, Não é o tipo de companhia que se quer para tomar um vinho, ir ao cinema ou chamar para compartilhar um jantar. O chato tem a insuportável mania de apontar o dedo para as coisas, enxergar os problemas que não queremos ver, fazer comentários desconcertantes. Por isso, é pouco recomendável ter um deles por perto nos momentos nos quais tudo o que você não quer fazer é tomar decisões. Para todos os outros – e isso envolve o dia a dia dos negócios, a hora de escolher entre um caminho e outro caminho, de fazer isso ou aquilo – é bom ter um desses cada vez mais raros e discriminados exemplares da fauna empresarial por perto.

Conselho dado por alguém que entende muito de ganhar dinheiro, Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo: “Ouça alguém que discorde de você”. No início de maio, Buffett convidou um sujeito chamado Doug Kass para participar de um dos painéis que compuseram a reunião anual de investidores de sua empresa, a Berkshire Hathaway. Como executivo de um fundo de hedge, ele havia apostado contra as ações da Berkshire. Buffett queria entender o porquê. Kass foi o chato escolhido para alertá-lo sobre eventuais erros que ninguém havia enxergado.

Buffett conhece o valor deste tipo de pessoa. O chato é o sujeito que ainda acha que as perguntas simples são o melhor caminho para chegar às melhores respostas. Ele não tem medo. Não se importa de ser tachado de inábil no trato com as pessoas ou de ser politicamente incorreto. Questiona. Coloca o dedo na ferida. Insiste em ser o animal pensante, quando todo mundo sabe que dá menos dor de cabeça deixar tudo como está. Acha ridículo ver o rei passar no por ai enquanto todo ao redor fingem que nada está acontecendo. O chato não se rende ao cinismo que, quase sempre, domina as relações nas grandes empresas. Ele não se conforma com a mediocridade (inclusive a própria), com as desculpas esfarrapadas, com as demonstrações de autopiedade diante de erros. E o pior: quase sempre, as coisas que o chato diz fazem um tremendo sentido. Nada pode ser mais devastador para seus críticos do que o chato, feitas as contas, tem razão.

Pobre do chefe que não reconhece, não escuta e não tolera os chatos que cruzam no caminho dele. Ele – o chefe, que frequentemente prefere ser chamado de líder – acredita que está seguro em um mundo de certezas próprias, de verdades absolutas. Ora, qualquer dono de botequim sabe que o controle total de um negócio é uma miragem. Coisas boas e ruins acontecem o tempo todo nas empresas sem que ele se dê conta. Achar que é possível estar no comando de tudo, o tempo todo, ó vai torna-lo mais vulnerável como chefe – e o mais ridículo aos olhos dos outros. E vai, mais dia menos dia, afastar definitivamente os chatos, os questionadores, aqueles que fazem as perguntas incômodas e necessárias. Sobrarão os ineptos, aqueles que, não tendo opção de pensar, ficam ali mesmo, fingindo que acreditam nas ordens que recebem e que são capazes de produzir algo que valha a pena.

Por isso, só existem chatos em lugares onde há alguma perspectiva de futuro. Essa espécime de profissional só prolifera em ambientes onde liberdade de pensamento e expressão é respeitada (não estou falando de democracia total ou decisão por consenso), onde a dúvida não é um mal em si, onde existe disposição, coragem e humildade para mudar de trajetória quando se parece a melhor opção. Olhe para as companhias de sucesso espalhadas pelo mundo e conte quantos questionadores há nelas –  e como são tratados pelos chefes e pelo grupo. São companhias eternamente insatisfeitas, que se questionam, mas que tem a coragem de ir em frente em suas decisões quando tem convicção. Os muitos chatos que fazem parte delas questionam, ajudam a encontrar respostas e vão em frente – ainda que enxerguem os riscos onipresentes em qualquer tipo de negócio. Em seu discurso aos formandos da Universidade Stanford, Steve Jobs – o ídolo supremo dos chatos empresariais – deu a sua definição do caminho para o sucesso. Seu último conselho: “Continuem famintos. Continuem ingênuos”. Ser chato é ser ingênuo. Ser chato é ser livre.

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– Árbitros Assistentes Adicionais: uma luta inglória?

A Rodada dos Estaduais serviu para criar uma polêmica: e os Adicionais (ou AAA, ou juízes de meta, de linha, do que você quiser chamar), servem para algo?

Há defensores deles como ajudantes legítimos dos árbitros de futebol. Porém, existem outros que fazem vista grossa, consideram como gasto desnecessário e jocosamente os tratam como “cones”.

São duas linhas de pensamento claras:

1) A de que eles são uma inovação positiva: mais olhos para cuidar do jogo ajudando o árbitro em lances na grande área (e até mesmo fora dela), tirando o fardo que o bandeira tinha em prestar atenção se uma bola entrou ou não no gol e vigiando os jogadores durante disputas em área (o famoso agarra-agarra entre atletas durante cobranças de bola parada).

2) A de que eles são uma invenção negativa: se intimidam e não chamam o árbitro, se omitem de responsabilidades maiores, assistem ao jogo e nada fazem, e sua não existência não mudaria em nada o jogo. Ainda: um mau AAA poderia atrapalhar o árbitro.

Sou defensor dos Árbitros Assistentes Adicionais, mas confesso que estou me tornando voto vencido. Vide 3 situações:

A) No Maracanã, jogaram Vasco x Flamengo. Na cobrança de falta de Douglas (VAS) aos 11m, a bola bate no Travessão e em seguida no chão (bem dentro do gol). O AAA2 estava muito bem posicionado, e não avisou o árbitro que a bola entrou (as imagens correram o mundo). Porém, 28 minutos depois em uma falta cobrada por Elano (FLA) a bola entra e, dentro do gol (com alguns pouquíssimos centímetros) é tirada pelo goleiro Martin Silva. Nesse lance o AAA1 titubeia mas avisa o árbitro (repare que ele não informa de bate-pronto). Conclusão: em dois lances de muita dificuldade para o árbitro, um erro gravíssimo e um acerto importante. E se façam as seguintes observações:

A1) o próprio juizão não poderia ter confirmado o gol do Vasco (ou o bandeira avisado) devido ao tanto que a bola entrou? E quando não existiam Adicionais e se confirmavam lances assim?

A2) para quem não gosta dos Adicionais, a queixa é clara: ele não poderia ter sido substituído pelos novos sistemas de tecnologia desenvolvidos pela FIFA, onde o sensor da bola ao passar pela meta manda a informação ao árbitro confirmando se a bola entrou ou não?

A3) o azar do árbitro! Caramba, tem jogo que o juiz tem que esquecer… na linguagem da arbitragem: “pára-raios”, tudo acontece em seu jogo!

B) Comentei a partida do Paulistão entre Linense x Paulista de Jundiaí. Durante a transmissão, falamos das enésimas situações de agarra-agarra dentro da área ainda no 1o tempo. O zagueiro Lucas Pivato e o atacante Anselmo se engalfinharam, agarraram, grudaram, se uniram numa única maçaroca em todas as cobranças de escanteio (seja para um time quanto para o outro) e nada se fez! Tudo aos olhos dos AAAs… O Adicional 2 teria apenas avisado ao árbitro no final do jogo que somente depois dos 35 do 2o tempo deu uma advertência verbal? Ninguém poderia se impor, dar uma bronca preventiva e fazer algo para acabar com isso? As imagens eram até engraçadas, pois em todos os lances um impedia o outro de se posicionar ou de disputar a bola. Dança de salão, rosto e corpo coladinhos!

C) Lembram de Corinthians x São Bernardo, no início do Campeonato Paulista? Edson levou “um rapa” do volante corinthiano dentro da área, num pênalti claro e fácil de se marcar; o árbitro José Cláudio da Rocha Filho (bem posicionado) não deu e o AAA Rafael Claus que estava na frente do lance nada fez. Curiosamente, Claus apitou Corinthians x Palmeiras nesse domingo (com os mesmos bandeiras do jogo citado e que estão escalados em todos os clássicos) e teve excelente atuação (em que pese o chororô de Valdívia e as reclamações infundadas de Gilson Kleina).

Eu defendo a ajuda e a importância dos Árbitros Assistentes Adicionais (mesmo sendo minoria no pós-rodada). Mas não como o modelo e as escalas trabalhadas, e sim com duas modificações:

1) Gosto deles posicionados a direita do gol (do lado contrário do bandeira, como foi o primeiro ano de experiência em alguns estados brasileiros e como foi na Liga da Europa), pois é um lugar estrategicamente melhor, não atrapalha o assistente e ajuda o árbitro para aquela ‘despoavada’ região do campo.

2) Prefiro árbitros que encerraram a carreira como árbitros centrais atuando nessa função. Insisto nessa tese: Com 45 anos de idade, apesar do árbitro não estar em plena forma física, ele está no auge da experiência da carreira. Todo o seu know-how/ expertise poderia ser aproveitado na função de AAA (que visivelmente não se corre muito). Imagine o quão importante seria um árbitro novato ser lançado num clássico e tendo como suportes de um lado o AAA1 Cleber Wellington Abade e do outro o AAA2 Sálvio Spínola (com 48, 50, 52 anos)? E o mais importante: sem se preocupar com as escalas seguintes! Vejam só o número de árbitros escalados como AAA e que na rodada posterior são escalados como árbitros centrais de um dos jogos dos times que trabalhou na rodada anterior?

Imagine se na 4a feira o cara é AAA e está escalado no domingo como árbitro principal num dos times (como muito têm ocorrido no Paulistão)? Se ele avisar o árbitro de um lance duvidoso contra o time X, pense como estará a cabeça dele sabendo que na rodada seguinte irá apitar o time X na casa dele (já que o sorteio é feito com uma rodada ainda a ser cumprida e o árbitro sabe em qual jogo estará na próxima semana)? Se o AAA for um árbitro aposentado e uma função específica, a independência e a qualidade da decisão são muito maiores!

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– O Segredo da Felicidade no Trabalho

Segundo uma recente pesquisa, apenas uma parcela de 24% dos brasileiros é feliz no trabalho.

Mas qual é a fórmula para que os outros 76% deixem a infelicidade de lado?

Abaixo, na matéria da Isto É (citação em: http://is.gd/zb5wVR)

OS SEGREDOS DE QUEM É FELIZ NO TRABALHO

Por Débora Rubim

Pesquisas mostram que a grande maioria dos brasileiros está infeliz no emprego. Conheça algumas características das pessoas que estão de bem com a vida profissional e saiba como obter mais satisfação no dia a dia.

Depois de dez anos na mesma empresa, João estagnou. Já tinha passado por diversos setores, mudado de cidade, coordenado equipes e ajudado a lançar campanhas de produtos. Estava infeliz. Não acreditava mais naquele projeto, não via por onde ir e tinha sofrido assédio moral. Naquele ponto de sua vida, o paulistano João de Lorenzo Neto, 34 anos, tinha duas opções clássicas: seguir infeliz num cargo de gerência ou jogar tudo para cima e viver do seu hobby favorito, a fotografia. Nem um nem outro. João fugiu do óbvio. “Não queria jogar fora uma década de experiência”, recorda. “E, em vez de levar a minha habilidade profissional para o hobby, decidi levar todo o prazer que sinto no hobby para o profissional.” Ele mudou a lente, ajustou o foco, ampliou suas possibilidades e deu um novo tratamento à sua carreira. Aceitou a proposta de uma empresa concorrente que estava lançando um projeto novo, abraçou a causa e hoje, mesmo trabalhando mais horas por dia, sente-se pleno. “Vejo que estou construindo algo, deixando minha marca, e faço o possível para ver minha equipe sempre feliz e motivada”, diz ele, que é gerente de trade marketing de uma empresa de cosméticos.

João faz parte de uma minoria no Brasil, a dos felizes no trabalho. De acordo com uma pesquisa feita pelo International Stress Management no Brasil (Isma-BR), apenas 24% dos brasileiros se sentem realizados com sua vida profissional. A imensa maioria tem se arrastado todos os dias para o escritório. Entre as mulheres, a porcentagem de infelizes é ainda maior, dada a quantidade de afazeres extras além do expediente. “As principais queixas são a carga horária elevada, cobrança excessiva, competição exagerada e pouco reconhecimento”, explica a autora da pesquisa, Ana Maria Rossi, presidente do Isma-BR. E, hoje, um infeliz não pensa duas vezes quando quer sair de onde está. Em tempos de baixo desemprego (6%, segundo dados do Ministério do Trabalho), os profissionais têm mais possibilidades profissionais e podem se dar ao luxo de mudar com mais facilidade. Além disso, algumas companhias têm um grande contingente de funcionários da geração Y (entre 20 e 31 anos), famosa por ser inquieta e descompromissada. O resultado é um troca-troca que deixa as empresas perdidas em relação à gestão de pessoas. O problema é que nem sempre os profissionais ficam satisfeitos com a mudança. Um levantamento feito pelo site Trabalhando.com mostra que 39% das pessoas que aceitaram uma nova proposta não ficaram mais felizes.

Nesse contexto, o que faz de João uma exceção? Ele é o que o psicólogo holandês Arnold B. Bakker, estudioso do tema, chama de “naturalmente engajado”. Ou seja, aquela pessoa que consegue colocar energia, otimismo e foco no que faz. É mais aberta às novidades, produtiva e disposta a ir além da obrigação. “Mais que isso, são pessoas que conseguem moldar o ambiente de trabalho para se encaixar melhor em suas qualidades e não o contrário”, explica Bakker, professor da Universidade Erasmo de Roterdã. Postura semelhante tem a gerente de recursos humanos Neusa Floter, 56 anos. Ela é figura rara, que quase já não existe nos quadros das grandes empresas: mulher de uma companhia só. Está há 43 anos – sim, desde os 13, você fez a conta certa – em uma indústria agroquímica que ela viu crescer e se tornar a líder de seu segmento. “Quem ouve minha história acha que eu sou uma acomodada, aquela que se encostou na primeira empresa que entrou”, conta, rindo. “Bem ao contrário, nunca um dia meu foi igual ao outro e sinto que ainda tenho aquele mesmo gás do começo da carreira.”

Neusa é uma otimista de carteirinha, sempre em busca de motivos para fazer seu dia ser o melhor possível. O otimismo é uma das características que ligam pessoas como Neusa e João. Segundo o estudo feito pelo Isma-BR, os 24% felizes têm também a autoestima elevada, são confiantes, flexíveis e sabem o que querem. “Não têm medo de ser quem são”, resume Ana Maria. Essas pessoas buscam, por exemplo, carreiras e corporações que lhe deem autonomia. “Não é à toa que as empresas de tecnologia viraram o sonho de consumo da geração Y, porque elas são mais ousadas e permitem que o funcionário seja quem ele é”, exemplifica o headhunter e consultor de executivos Gutemberg Macedo.

Foi o que seduziu o programador Dalton Sena, 23 anos, de Belo Horizonte, a continuar em seu emprego em uma start-up – nome dado às pequenas empresas de tecnologia. Quando ela dava seus primeiros passos na área de produção de softwares para vídeos digitais, Dalton foi aprovado em um concurso público. Para desespero de seu pai, ele não assumiu o cargo, porque queria continuar onde estava. “Cheguei para meus chefes e disse a verdade: ‘Eu quero continuar com vocês, mas vocês querem continuar comigo?’” A resposta foi sim. E o estudante de análise de sistemas pôde continuar exibindo seu longo rastafari e usar bermuda em horário comercial. Seu local de trabalho tem até uma salinha com videogames, mesa de pingue-pongue e outros entretenimentos que podem, e devem, ser usados a qualquer momento. A verdadeira razão pela qual o jovem quis continuar ali, entretanto, tem a ver diretamente com sua produção. Além da autonomia para criar, Dalton se sente desafiado diariamente . “Nada chega aqui mastigado, você sempre tem que descobrir como fazer as coisas.”

Intrigada com tanta gente reclamando da vida profissional, a consultora de recursos humanos Elaine Saad, da Right Management, decidiu fazer um levantamento amplo via Twitter. Ela quer saber de um milhão de brasileiros se eles estão felizes, ao menos 70% do tempo, em seus trabalhos. “Coloquei essa porcentagem porque felicidade o tempo todo não existe”, pondera. Até agora, dez mil participantes já deram seu “sim” ou “não”. Seu objetivo é comparar as respostas de funcionários do mundo corporativo com a de profissionais liberais e pequenos empreendedores. De acordo com estudos feitos anteriormente por ela, os dois últimos tendem a ser os mais felizes, pois são donos de sua produção, e não apenas uma peça em uma engrenagem maior. Levar esse sentimento para dentro das corporações é um dos grandes desafios dos departamentos de recursos humanos hoje, segundo a especialista. “A ideia é fazer cada um se sentir um pouco dono do negócio, essência do conceito de líderes empreendedores que começa a crescer cada vez mais em grandes grupos.”

Saber aonde se quer chegar e ver sentido naquilo que se faz também é um traço marcante dos satisfeitos. A maioria infeliz está, em grande parte, em um estado de inércia. É o que o especialista em desenvolvimento humano Eduardo Shinyashiki chama de “aposentadoria mental”, quando a pessoa trabalha horas por dia, produz bastante, mas sua mente está completamente alheia a tudo aquilo que ela está fazendo. “É o famoso piloto automático”, diz ele. Como em um relacionamento amoroso, raramente o trabalho vai ser perfeito e de todo agradável. O que os especialistas chamam a atenção é para que o pacote não seja mais negativo que positivo. Quando nada mais motiva uma pessoa a sair da cama de manhã é porque está na hora de mudar o caminho. A grande maioria, no entanto, está insatisfeita apenas com alguns aspectos da vida profissional. “Se o lugar que você está é incrível e te paga bem, mas você nunca é reconhecido, vá buscar reconhecimento em outros lugares, no trabalho voluntário, em sua igreja, na sua família ou com seu hobby”, exemplifica Ana Maria, do Isma-BR.

Os empregadores também precisam fazer seus ajustes para melhorar a qualidade de vida dos colaboradores. De nada adianta criar ambientes agradáveis com salas para relaxar, subsídios generosos e cafezinho importado se a jornada é massacrante e a empresa estimula a competição em vez de cooperação. Tampouco surtem efeito palestras motivacionais se os computadores são ultrapassados, as cadeiras quebradas e os líderes engessados. Na maior parte das vezes, entretanto, os problemas mais complexos estão nas relações humanas. Um dos principais entraves é a comunicação entre chefes e subordinados.

Um estudo feito pela Michael Page Brasil, uma das maiores empresas de recrutamento de executivos do mundo, mostra que existe uma distância imensa entre o que líderes pensam sobre seu comportamento e como seus liderados os avaliam – 52% dos ouvidos não estão satisfeitos com seus gestores, mas 73% dos gestores se acham capacitados para o cargo. Para 53% dos chefes, o fato de ser íntegros e honestos é o que faz deles capacitados. Para 70% dos subordinados, seria mais interessante se seus chefes fossem grandes motivadores. “Em um momento bom da economia, com desemprego baixo, são os profissionais que estão escolhendo a empresa e não o contrário”, destaca o diretor-executivo da Michael Page Brasil, Marcelo DeLucca. “Melhorar a comunicação entre as partes é fundamental para reter os talentos.”

Apostar na felicidade do funcionário é acreditar na saúde da própria empresa. Afinal, trabalhador feliz falta menos, comete menos erros e produz mais. O bom ambiente de trabalho é o que motiva Ludmila da Silva Pinheiro Vasconcelos, 32 anos, no dia a dia como operadora de telemarketing. “É a minha segunda família”, garante. Ela quer mais: fazer faculdade, estudar inglês e crescer dentro da empresa que tanto admira. É o próprio indivíduo, porém, o maior responsável por sua satisfação profissional. A boa notícia, segundo o psicólogo holandês Arnold Bakker, é que todos podem se tornar um pouco mais engajados. “Muitas vezes o trabalho é tedioso mesmo e temos que tolerá-lo”, afirma o psicólogo. “Um primeiro passo para evitar que isso seja um drama é justamente não se colocar padrões tão elevados de felicidade.”

Para o headhunter Gutemberg Macedo, é preciso olhar também para fora dos muros da empresa em busca de um sentido maior nos afazeres cotidianos. “Leia, ouça música, vá ao teatro, cultive as coisas do espírito, ame os seus. A vida só vale a pena se damos algum sentido para ela.” E aprenda com os felizes que estão ao seu redor. O João do começo desta reportagem decidiu que não queria mais seguir o padrão de só ser feliz aos sábados e domingos, longe das tarefas profissionais. “É muita responsabilidade para o fim de semana. Optei por ser feliz todos os dias.”

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– A Generosidade que Funciona nas Empresas

Normalmente em nossas aulas às turmas de Administração de Empresas, falamos muito sobre as qualidades de um líder. E um dos tópicos tratados se tornou matéria de capa da Revista Época desta semana (Ed 817, pg 70-74, por Marcos Coronato), que é a Generosidade dos Chefes.

Mas aqui se fala sobre dois tipos de Generosos: o Vencedor e o Perdedor Organizacional.

Compartilho:

GENEROSO TRIUNFANTE

– tem metas, é ambicioso, sabe o que quer e define um rumo;

– organiza-se, compartilha como forma de trabalhar, não como interrupção ou distração;

– Usa bem o tempo, preservando ele para dedicar a seus interesses profissionais e pessoais;

– Escolhe o que com quem compartilha, em especial sobre os recursos que tenham impacto para o beneficiado; e o faz até para desconhecidos.

GENEROSO ESGOTADO

– é disperso, desvia-se de seus objetivos para ajudar os outros;

– produz pouco ao atender a muitos pedidos, tornando-se improdutivo;

– não controla o tempo e trabalha demais, permitindo que todos invadam seu tempo pessoal;

– Compartilha tudo com todos, atraindo pessoas que tentar extrair vantagem do relacionamento.

E você? Como líder generoso, em qual dos dois modelos você se encaixa?

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– A lista dos árbitros da Copa do Mundo é formada pelos melhores?

Nem sempre os mais competentes são escolhidos. A FIFA divulgou a lista dos trios de arbitragem para a Copa do Mundo, composta por 25 trios fixos além de “16 árbitros de suporte”, como são chamados os “árbitros de espera / ajuda” pela entidade (8 árbitros e 8 bandeiras).

Na relação, veremos árbitros do Taiti, Panamá e Gâmbia. Também teremos bandeiras das Ilhas Fiji, Quirguistão e Burundi.

Se temos 2 ou 3 trios ingleses, alemães, italianos ou de qualquer outra parte do globo mais qualificados, por que se fazer média de 1 trio por país? Somente para prestigiar politicamente federações menores?

Ravsham Irmatov, árbitro do Uzbequistão, fez uma lambança na Copa das Confederações (partida Brasil x Itália), mas estará na Copa do Mundo. Já o uruguaio Roberto Silvera, um dos melhores da América do Sul, ficou fora do Mundial devido ao rigoroso Teste Físico. Será que perdeu a vaga pelo salvadorenho Joel Aguilar, que é ruim de apito mas ótimo como velocista?

Aqui no Brasil, deu a lógica: Sandro Meira Ricci, com Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gassen irão representar a arbitragem brasileira.

Excelente e justa escolha!

Ricci é muito invejado por alguns colegas, talvez pelo fato de ser um árbitro bem estudado e esclarecido. Tem trabalhado com muita regularidade, e em especial apitou a final da Copa do Mundo de Clubes, vencida pelo Bayern. Emerson Carvalho é experiente, um dos melhores bandeiras com quem tive a oportunidade (e o prazer) de trabalhar. Foi muito criticado por um erro na partida Santos x Corinthians (erro que não costuma cometer e que foi pontual), e felizmente tal incidente não apagou os méritos da sua ótima carreira. E Marcelo Van Gassen é jovem e talentoso. Trabalhamos muitas vezes, a primeira há uns 12 anos, numa partida da Copa São Paulo de Futebol Jr (quando a Copinha ainda revelava árbitros). Foi prejudicado, e me recordo claramente, quando o então diretor de futebol do Corinthians Andrés Sanches invadiu o campo e prometeu que ligaria ao mandatário da CA-CBF Armando Marques pedindo punição, por não concordar com um gol anulado que estaria em impedimento, na partida Corinthians x Cianorte-PR pela Copa do Brasil (e que Van Gassen acertou). Mesmo com o acerto, “seu Armandinho” adorava fazer média e suspendeu injustamente Van Gassen.

Boa sorte aos árbitros da Copa, que terá potenciais nomes para apitar a final antes do torneio começar: o chileno Enrique Osses, o holandês Bjorn Kuipers, o japonês Yuichi Nishimura, o espanhol Carlos Vasques e o inglês Howard Webb. E fica o detalhe: Paraguai, Uruguai, França, entre outras nações, não terão árbitros na Copa do Mundo. Em compensação, teremos guatemaltecos, barenitas, quenianos…

A lista está disponível em: http://is.gd/WorldCup14Referee

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