– 1 ano depois que o Árbitro Profissionalizou…

Já faz um ano que alguns árbitros, ilusoriamente, comemoraram a profissionalização da categoria.

Mas mudou o quê?

Leia sobre o que escrevemos na oportunidade:

A REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE ÁRBITRO DE FUTEBOL

Vejo muita gente comemorando a regulamentação da profissão de árbitro de futebol. Mas quem milita no meio sabe que esse projeto sancionado pela presidente Dilma Rousseff é, na verdade, uma hipócrita e demagógica ação que nada mudará no dia-a-dia dos árbitros de futebol, tampouco trará melhorias práticas.

Assustou com minha opinião? Explico a ilusão desse projeto:

1 – Ao árbitro será permitido se associar em cooperativas de trabalho e sindicatos. Mas já não é assim? E, pasmem: se um árbitro não se sindicalizar e/ou cooperar, não apita jogos profissionais nesse país! No Rio de Janeiro, Jorge Rabello, funcionário da FERJ, é o responsável pelo departamento de árbitros da entidade. Porém, é ele quem dirige o Sindicato e a Cooperativa de lá! Em São Paulo, Arthur Alves Júnior é o presidente do Sindicato dos Árbitros e Silas Santana trabalha na Cooperativa, sendo que ambos são funcionários da FPF! Claro que tudo está dentro da lei; e, mesmo sendo legal, poder-se-á contestar: não é imoral? A mim, tal situação desagrada muito, já que entendo como incompatibilidade de cargos. Se o árbitro tiver que brigar com a Comissão de Árbitros de SP ou do RJ, e quiser recorrer ao Sindicato, terá que recorrer à mesma pessoa. Dá para imaginar o Rabello do Sindicato discutindo com o Rabello da Federação Carioca?

Reforço: nada contra essas pessoas, mas entendo ser impossível que se tenha condição de trabalhar antagonicamente em cargos tão distintos, sendo o mesmo dirigente.

2- A Lei reza que o árbitro poderá trabalhar em Ligas e Entidades de prática do Futebol. Ué, cadê a novidade?

Na verdade, se festeja única e exclusivamente o fato de que, no papel, existe uma profissão chamada de “árbitro de futebol”. A lamentar que nada se fez para que o árbitro receba FGTS, tenha direito a 13o e Férias, fruto de registro na Carteira de Trabalho, sendo as Federações e/ou a CBF o(s) patrão(ões).

Aliás, me causa curiosidade: por quê os Sindicatos e Cooperativas que agora podem representar o árbitro (mas que já representavam) não lutam para que as Federações e a Confederação assumam o árbitro como empregado? Que banquem os treinos para melhorar o desempenho em campo e os assumam como funcionários profissionais para que se dediquem integralmente a profissão e não cometam tantos erros.

Reitero: a Lei é demagógica, já que ilude o cidadão comum a pensar que algo vultuoso foi feito; e hipócrita, pois se comemora para disfarçar o que está em situação calamitosa, que é a péssima condição dos árbitros do Brasil, resultando em arbitragens no nível que se vê.

Gozado: para apitar em São Paulo, os árbitros assinam um documento de próprio punho dizendo que são prestadores autônomos de serviços aos clubes, sendo que a FPF é quem os paga, via Sindicato (descontando-se taxa sindical), alegando que o dinheiro é repassado das verbas que o clube receberia a fim de evitar calote.

Isso não é contestado por quê?

Portanto, torcedor comum, não se anime: nada mudará nos jogos que você assistir. E aos árbitros, vale o lembrete: você não ganhou nada com a nova lei.

Invejo a Inglaterra. Lá sim o árbitro é profissional, com contrato de trabalho e tudo mais.

Abaixo, compartilho o texto da lei:

LEI nº 12.867, DE 10 DE OUTUBRO DE 2013

Regula a profissão de árbitro de futebol e dá outras providências.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º
A profissão de árbitro de futebol é reconhecida e regulada por esta Lei, sem prejuízo das disposições não colidentes contidas na legislação vigente

Art. 2º
O árbitro de futebol exercerá atribuições relacionadas às atividades esportivas disciplinadas pela Lei no 9.615, de 24 de março de 1998, destacando-se aquelas inerentes ao árbitro de partidas de futebol e as de seus auxiliares

Art. 3º
(VETADO)

Art. 4º
É facultado aos árbitros de futebol organizar-se em associações profissionais e sindicatos.

Art. 5º É facultado aos árbitros de futebol prestar serviços às entidades de administração, às ligas e às entidades de prática da modalidade desportiva futebol.

Art. 6º
Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 10 de outubro de 2013;

192º da Independência e 125º da República

DILMA ROUSSEFF

Manuel Dias

Aldo Rebelo

Luís Inácio Lucena Adams

bomba.jpg

– E a Lusa já caiu (em vários sentidos)!

A Portuguesa está no fundo do poço. Nem o mais fanático e otimista torcedor acredita na salvação do rebaixamento da Série C.

Cresci aprendendo que a Portuguesa era o menor dos grandes clubes paulistas. Mas era grande!

De conquistas memoráveis como a honraria da conquista da Fita Azul, a comunidade Lusa foi se apequenando. Nos últimos tempos, me recordo de conquistas como o Vice-Campeonato Paulista de 85 e o Vice-Campeonato Brasileiro contra o Grêmio em 96. Depois disso, passou a clube médio e, com dor no coração, admitamos: se tornou um clube pequeno hoje.

Se fosse apenas uma fase, vá lá. Mas é uma constância retrógrada! Falida financeiramente, desgraçada na tábua de classificação e um arremedo politicamente.

Não usemos como causa o rebaixamento da Série A para a B. Isso foi consequência dos desmandos e da bagunça que impera no Canindé, não causa dos males.

A verdade é: hoje, a Lusa está no mesmo patamar que o Juventus nos anos 80, ou seja, o segundo time do coração, o simpático que é fraco, que se torce mas que se sabe que não vencerá.

Imaginemos que Palmeiras e Botafogo, em crise também, não estejam (ainda) sofrendo esse mesmo processo. Mas lembremo-nos que na Europa clubes tradicionalíssimos se apequenaram, como o ex-gigante alemão Nuremberg, o bicampeão da Champions League Notthingam Forest, entre outros.

bomba.jpg

– Redes Sociais são Estressantes, segundo pesquisa

Ora, ora… o “Parque de Diversões Virtual” que costuma ser o mundo das redes sociais como Facebook e Twitter, acaba deixando as pessoas mais irritadas do que relaxadas.

Motivo: pesquisa mostra que hoje, com pais, parentes e chefes sendo adicionados e usando tal ferramenta, a pessoa passa a ser mais vigiada e se obriga a tomar muito cuidado ao postar algo.

Vai que a mãe dá um puxão de orelha virtual e todos lêem, ou o chefe implica com alguma coisa?

Extraído de:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1192600-adicionar-os-chefes-no-facebook-pode-aumentar-estresse-diz-pesquisa.shtml

ADICIONAR OS CHEFES NO FACEBOOK PODE AUMENTAR ESTRESSE, DIZ PESQUISA

Pesquisa feita na escola de negócios da Universidade de Edimburgo mostra que quanto mais círculos sociais uma pessoa conecta em sua vida on-line, mais estresse causam as mídias sociais.

Isso porque quanto mais grupos relacionados ao perfil no Facebook, maior o potencial de esses amigos causarem uma ofensa pública. A ansiedade a esse respeito aumenta ainda mais quando a pessoa adiciona chefes ou familiares.

A apreensão é justificada: pesquisas indicam que mais da metade dos empregadores já deixou de contratar alguém por algo que foi visto nas redes sociais.

Os pesquisadores da Universidade de Edimburgo descobriram que, em média, os amigos de uma pessoa no Facebook pertencem a sete círculos sociais diferentes.

O grupo mais comum é o de amigos off-line, seguido pela família ampliada, irmãos e irmãs, amigos dos amigos e colegas.

O levantamento, que ouviu 300 pessoas, detectou ainda que apenas um terço usa as listas privadas do Facebook para divulgar suas atualizações, ferramenta que permite controlar para quais grupos de amigos vão as informações.

“O Facebook costumava ser uma grande festa para todos os amigos, onde se podia dançar, beber e paquerar. Mas agora, com pais, mães e chefes olhando tudo, a festa se torna um evento cheio de potenciais armadilhas sociais”, disse Ben Marder, autor da pesquisa e professor da Universidade de Edimburgo.

imgres.jpg

– Reclamações Preventivas funcionam no Futebol?

Após o jogo entre São Paulo 2 x 2 Flamengo, jogadores como Alecsandro e Muralha choraram as mágoas no Twitter, dizendo que “o apito derrubará o Flamengo para a série B”.

Mas eles não assistiram ou não jogaram contra o Corinthians no Maracanã? Ou tampouco contra o Coritiba pela Copa do Brasil? Não foram jogos com erros pró-Mengão?

Aliás: o Corinthians foi prejudicado contra o Flamengo e depois beneficiado contra o São Paulo, que foi beneficiado contra Flamengo. Saldo zero de reclamações em 15 dias a esses 3 clubes com os erros se compensando.

Por fim: nesta reta final, vale o chororô preventivo, usado como desculpas pela incompetência. Claro que não se pode esconder os erros, mas tal declaração leva a crer em má fé! E Luxemburgo que o diga: quem o ouve e não conhece o treinador, compra o discurso.

bomba.jpg

– Profissionalismo e Tecnologia repudiados pelo Chefe de Árbitros da CBF.

É de se lamentar a declaração do Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF Sérgio Correa da Silva à Sportv durante a semana, depois do infeliz episódio sobre a orientação equivocada de bola na mão, cuja “orelha foi puxada” pela FIFA.

Em tom de desabafo (e até mesmo de arrogância), falando sobre as condições dos árbitros do Brasil, criticou a Profissionalização, reclamando que se fossem profissionais,

não poderia mandar o sujeito que errar embora”.

Cômodo, não? Vejam alguns árbitros que há ANOS fazem lambanças folclóricas e ainda assim continuam nas escalas (e não são profissionais). Um árbitro profissional, que a grosso modo seria um membro FIFA, de elite e de excelência, caso errasse em um jogo importante, teria demissão sumária? Claro que não. Há alguns que apitam muito bem e nunca chegam a elite, sumindo aos poucos do quadro de árbitros. E há outros que começam a apitar no Maracanã e nunca se firmam, mas a bolinha é incansavelmente sorteada.

Pior é o discurso para a não utilização dos sistemas tecnológicos no futebol. Declarou Sérgio que:

Vai acabar com a discussão e o futebol vai ficar muito chato. Vai tornar o futebol mais justo, mas vai perder a graça.

Meu Deus! Se falamos cada vez mais em legitimar os resultados dentro de campo, e a tecnologia de ponta nos permite isso, por que rumar contra a maré?

Isso é um verdadeiro 7×1 do apito no futebol…

bomba.jpg

– Os 10 maiores Salários dos Atacantes Brasileiros

Os clubes de futebol não podem reclamar da situação financeira que passam. Ao menos, é o que se verifica ao ler o Blog do Perrone no UOL, do jornalista Ricardo Perrone.

Veja quanto os artilheiros ganham:

· Fred, Fluminense, 8 gols no Brasileirão, R$ 900 mil

· Alexandre Pato, São Paulo, 8 gols no Brasileirão, R$ 800 mil

· Kléber, Vasco, 4 gols na Série B, R$ 650 mil

· Robinho, Santos, 2 gols no Brasileirão, R$ 620 mil

· Luis Fabiano, São Paulo, 4 gols no Brasileirão, R$ 550 mil

· Emerson Sheik, Botafogo, 6 gols no Brasileirão, R$ 520 mil

· Nilmar, Internacional, pelo menos R$ 500 mil (salário e luvas)

· Leandro Damião, Santos, 3 gols no Brasileirão, R$ 500 mil

· Rafael Moura, Internacional, 5 gols no Brasileirão, R$ 415 mil

· Guerrero, Corinthians, 7 gols no Brasileirão, R$ 300 mil (deve passar a ganhar R$ 500 mil)

Avalie: esses “matadores” valem quanto ganham?

Bola-dinheiro.jpg

– Você acredita em Greve de Árbitros por Respeito?

Você acredita em greve dos árbitros de futebol? Já passaram por tanta coisa e nunca nada foi feito…

Agora, a ANAF quer uma mobilização da categoria. Veja o comunicado:

A Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf) ameaça paralisar o Campeonato Brasileiro em protesto contra a falta de respeito ao árbitro. Na opinião da entidade, as críticas e reclamações de jogadores, treinadores e dirigentes visam esconder a crise técnica do futebol brasileiro, transferindo a culpa do mau futebol à arbitragem.A proposta de paralisação defendida pela Anaf será discutida em assembleia-geral, caso não houver uma ação enérgica da CBF e do STJD, punindo com rigor as ofensas. ‘Os árbitros estão indignados e querem parar o campeonato. O nível técnico da competição é baixíssimo e querem jogar a culpa da derrota no árbitro. Isto é um desrespeito à figura do arbitro, que tem o papel de comandar a partida’, afirma o presidente da Anaf, Marco Antônio Martins.

A ANAF deveria protestar, acima deste propósito, também contra os dirigentes da arbitragem da CBF, contra as condições de trabalho ruim, contra o rigoroso teste físico, contra as “geladeiras”, contra as péssimas instruções e contra a não profissionalização. É necessário dar-se o respeito para ter-se o respeito. DUVIDO que aconteça uma greve de árbitros no Brasil sem o aval da CBF.

Repito: não acredito que teremos greve se não tiver permissão da CBF. Há quantos anos você vê as Associações, Sindicatos ou Cooperativas de Árbitros, tanto Nacional quanto Estaduais, sempre de braços dados com a CBF ou Federações Regionais?

É um relacionamento de sinergia plena, não discordante, sem desavenças e níveis nulos em atritos.

Para mim, essa história de greve é “diálogo flácido para acalentar bovino”. Ou, se preferir, conversa mole para boi dormir!

bomba.jpg

– A Espionagem de Patrões a Funcionários

Parece coisa de cinema: na semana passada, o banco HSBC foi condenado em definitivo após comprovadamente espionar os seus funcionários. Detetives de uma empresa foram contratados para verificar se os bancários com licença médica realmente estavam doentes. Até abordagem como carteiros foi feita para comprovar saúde frágil ou braço curto!

Extraído de: http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2014/02/hsbc-e-condenado-por-espionar-152-funcionarios-segundo-o-mpt-pr.html

(ops: o link é relativo à 1a decisão, o banco perdeu o recurso final).

HSBC É MULTADO EM R$ 67,5 MILHÕES POR ESPIONAR FUNCIONÁRIOS, DIZ MPT-PR

O banco HSBC foi condenado a pagar indenização de R$ 67.500.000,00, por danos morais e coletivos, por ter espionado 152 colaboradores entre os anos de 1999 e 2003. A decisão do juiz Felipe Calvet, da 8ª Vara do Trabalho de Curitiba, é de sexta-feira (7) e foi divulgada pelo Ministério Público do Trabalho do Paraná (MPT-PR) nesta segunda-feira (10). A ação civil pública foi ajuizada pelo MPT-PR, que recebeu a denúncia da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Créditos do Estado do Paraná e do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Curitiba e Região, no dia 8 de agosto de 2012.

De acordo com o Ministério Público do Trabalho, documentos comprovam que a instituição financeira contratou uma empresa de inteligência empresarial para realizar investigações privadas devido ao alto número de trabalhadores afastados por motivos de saúde. A empresa investigou pessoas de vários estados brasileiros. Os funcionários do banco eram seguidos e abordados com disfarces, como de entregador de flores e de pesquisador, que mexiam nos lixos e entravam na casa filmando e fotografando.

Horários de saída e de volta à residência, local de destino, meio de transporte, trajes, hábitos de consumo, informações sobre a família, antecedentes criminais, ajuizamento de ações trabalhistas, participação em sociedade comercial e posse de bens constavam nos dossiês, ainda segundo o MPT-PR.

Doze  testemunhas confirmaram ao Ministério Público do Trabalho dados – sobre as respectivas rotinas – que foram expostos nos dossiês. Porém, conforme o MPT-PR, as testemunhas afirmaram não saber da existência da investigação.

O HSBC também foi condenado a não mais realizar investigações particulares ou qualquer outro ato que viole o lar, a intimidade ou a vida privada de seus empregados ou trabalhadores terceirizados sob pena de pagamento de multa no valor de R$1 milhão por empregado investigado. O Ministério Público do Trabalho informou que os colaboradores investigados podem entrar com ação na Justiça do Trabalho para indenização por dano moral individual.

Para o procurador do trabalho responsável pela ação, Humberto Mussi de Albuquerque, a decisão deste caso terá efeito pedagógico e servirá como parâmetro para a autuação de outros empregadores do país. Segundo o procurador, os investigados tiveram os direitos fundamentais à intimidade e à vida privada “brutalmente” violados.

Em nota, o HSBC informou que, como a decisão é de primeira instância e sujeita a recursos, o banco não comentará o caso.

spy_hsbc.jpg

– Vergonha de quem?

Emerson Sheik e Valdívia protagonizaram o debate futebolístico nesta quarta-feira a noite.

O botafoguense havia recebido Cartão Amarelo e depois deu uma “patada” no adversário, recebeu a 2a advertência e foi expulso. Ao sair, procurou uma câmera de TV e disse que “a CBF é uma vergonha”. Tem lá suas razões, mas a hora foi inapropriada. Vergonha não é levar cartão vermelho tão infantilmente, sendo ele um jogador que adora ser taxado de experiente e malandro?

o palmeirense que tanto se ausenta do campo por inúmeras lesões e confusões, pisou no seu adversário e levou Vermelho. Brunoro, dirigente do Palmeiras, creditou a expulsão como erro do árbitro. Ora, não é vergonhoso o Palmeiras ser tanto auto-prejudicado mantendo um jogador tão caro que se tornou motivo de gozação e de prejuízo ao clube? Aliás, tenho curiosidade: quanto custou cada minuto jogado por Valdívia em 2014 aos cofres alviverdes?

51D2B24F82D0785DC2C1736A19A51A.jpg

– Norma da CBF acaba com diálogo entre repórteres e jogadores durante o jogo.

A CBF, em comum acordo com a Associação dos Cronistas Esportivos do Brasil, divulgou algumas normas para os profissionais da imprensa e que valerão a partir de 09/09/2014. E dentre estas, me chamou a atenção uma: os jornalistas não podem mais fornecer informações aos jogadores e treinadores, em especial sobre lances polêmicos.

Quem fiscalizará isso? Os árbitros?

Não. Segundo a CBF, as Federações Estaduais!

Uma das coisas mais comuns no futebol é o goleiro se virar para trás e perguntar ao repórter quanto tempo falta para acabar o jogo. Ou alguém da TV “soprar” para o 4o árbitro sobre um lance polêmico que ocorra e este “ouvir mesmo sem querer ou poder ouvir”.

Quero ver o jogador perguntar algo para o jornalista e ele responder: “não posso falar, é norma”. Ou o treinador perguntar: “o Arnaldo disse que na hora do gol estava impedido ou não?” E o jornalista dizer: “Eu é quem estou impedido de lhe responder…

zoom-calado-nunca-mais-342.jpg

– A Boataria sobre o Corte de Maicon é culpa de quem?

A não-transparência da divulgação do desligamento do lateral direito Maicon do grupo da Seleção Brasileira que está nos EUA para uma série de amistosos trouxe consequências desastrosas: uma onda de especulações sem fim na Internet.

Gilmar Rinaldi alegou que o atleta foi cortado por indisciplina. O provável e aceitável motivo é de que o jogador se atrasou para o horário de volta ao hotel na folga de sábado. Se estaria ou não embriagado ainda não se sabe.

Entretanto, como a CBF não foi clara na explicação, histórias diversas surgiram. Algumas possíveis, outras bizarras. E dentre as bizarras, duas difamatórias: uma envolvendo David Luís e a outra Elias.

Maurício Meirelles, humorista do CQC, criou uma versão fantasiosa de que Maicon houvera se masturbado e colocado esperma no Shampoo de David Luís, seu companheiro de Seleção e de vasta cabeleira. Nas redes sociais, isso se propagou e posteriormente o próprio comediante confessou ter inventado a brincadeira.

Porém, na mesma onda de mistério e especulação, o site de humor Olé do Brasil, notadamente uma página de brincadeiras do futebol, criou uma história de que Maicon e Elias foram a uma tradicional boate americana e se embebedaram. Depois de algumas confusões por lá, voltaram para o hotel e acabaram desmaiando de tanta bebida. Supostamente Maicon acordou primeiro e aliciou Elias, mantendo relações sexuais com o corinthiano ainda grogue.

O problema é que quando histórias que permitem gozações entre times rivais se tornam populares, para alguns passa a ser uma verdade instantânea! Muitos creram nisso e, mesmo com os desmentidos, haverá bulling em Elias quando ocorrer jogos do Corinthians com equipes de tradicional rivalidade.

Enfim: o boato se espalhou e o estrago foi feito. Se houvesse mais clareza por parte da CBF (em especial, de Gilmar Rinaldi e Dunga), tudo isso poderia ter sido evitado.

Porém, penso que o corte de Maicon não deveria obrigar o treinador a convocar outro atleta. Fabinho, lateral do Mônaco, está com a Seleção Brasileira Sub 21 no Catar. Foi desligado dela e atravessará o planeta para… ser reserva?

É necessário mesmo?

E você, o que acha de tudo isso? Deixe seu comentário:

10620606_695713583843659_147700119049690914_n.jpg

– Dirigentes demitem treinadores. Mas quem demite os dirigentes?

Os treinadores Adilson Batista, Celso Roth, Ricardo Gareca e Oswaldo de Oliveira foram demitidos de seus clubes (Vasco, Grêmio, Palmeiras e Santos).

Em alguns casos (como o de Oswaldo), é um erro. Em outros, é por culpa dos resultados.

Mas esses treinadores foram contratados por alguém. E esse alguém nunca é demitido: o presidente do time!

O Santos não tem dinheiro para contratar jogadores, e quando Oswaldo coloca no banco de reservas um jogador de mais de 40 milhões e corajosamente põe para jogar um garoto melhor do que ele, perde o emprego?

Onde Oswaldo errou?

Se Oswaldo é errado, errou quem o contratou.

Aliás: o próprio Santos não tem um bom patrocínio na camisa, joga para estádio vazio e não viu a cor do dinheiro que o Barcelona deu para Neymar. E a culpa é do Oswaldinho?

Durma-se com tal barulho…

Santos-Oswaldo-Oliveira-640x480-LuizFernandoMenezesFotoarena.jpg

– R10 faltou no Jogo da Paz?

Ronaldinho Gaúcho é o típico talento desperdiçado. Se potencializado, estaria gravado na história como rival de Pelé na disputa de melhor do mundo (qualidade já mostrou, quando leva sua carreira a sério).

Nessa semana, o Vaticano realizou o “Jogo da Paz pelos Pobres”, com arrecadação destinada aos mais carentes. Zidane, Maradona e outros nomes compareceram. R10, mesmo convidado pelo Papa Francisco, faltou.

O que esse cara quer e pensa da vida? Só se preocupa em festividades e baladas?

Aliás, Assis, seu irmão e empresário, gerencia muito mal sua carreira…

Pisou na bola, Gaúcho!

RONALDINHO_FESTA.jpg

– Dois Chapéus de Assis e Ronaldinho Gaúcho no Palmeiras?

Leio que depois da frustrada tentativa de contratar Ronaldinho Gaúcho no passado, o Palmeiras desistiu do jogador nesta nova empreitada. Segundo o clube, tudo estava certo para a assinatura do contrato e Assis, empresário e irmão do jogador, estressou!

Claro: o estresse deve ter sido um nome elegante para justificar o pedido de mais dinheiro. Sabidamente se conhece “os leilões de última hora” que a dupla Assis + R10 fazem.

Imaginaram se o Ronaldinho Gaúcho fosse um profissional sério, dedicado e com um bom gestor de carreiras? Se não sendo ele já foi gigantesco, caso fosse estaria sendo comparado a Pelé e ainda cogitado para integrar a Seleção Brasileira de Dunga, sem dúvidas do rendimento dele.

E agora: jogará onde?

Talvez não queira trabalhar por uns tempos. Ou não precise!

5661441.babado_ronaldinho_gaucho_1gente___fotos_224_299.jpg

– Segurança em situações de Pavor é com ele mesmo: Comandante Schettino dará aulas de Gestão do Pânico!

Francesco Schettino, comandante do navio de passageiros Costa Concórdia que afundou na Europa (e que vexatoriamente fugiu, deixando o barco e os turistas naufragarem), dará aulas sobre “Gestão do Pânico” na Universidade de Roma.

Segundo ele, justificou que:

Fui convidado como especialista, pois sei me comportar nessas situações.”

Mas que italiano cara-de-pau! Só poderá ensinar O QUE NÃO FAZER em momentos de risco.

schetti.jpg

– A Arbitragem para Santos x Corinthians e Paulista x Rio Branco

Dois campeonatos completamente diferentes (Brasileirão e Copa Paulista) e duas observações de escalas muito pertinentes. Vamos analisá-las?

1) Santos x Corinthians na Vila Belmiro: para este clássico do Brasileirão, apitará, de acordo com o sorteio da CBF, Raphael Claus.

Ótimo árbitro, apitou recentemente Santos x Palmeiras, mas…

Apesar de arbitrar muito bem, estar nadando de braçadas rumo ao escudo FIFA para o estado de SP (tínhamos 3, e hoje não temos nenhum), ser uma pessoa muito bacana, ter ótimo porte físico, eu não o escalaria! Não pela sua competência, mas pelo intuito de formar novos árbitros.

Perceberam que para todo jogo importante de São Paulo agora se coloca o Claus (quando não se coloca árbitro de fora)? Como vamos revelar novos juízes assim?

Antes, para um jogo como esse, tínhamos José Henrique, Abade, Seneme, PC, Braguetto, Sálvio, Romildo, e uma leva de ótimos bons nomes querendo aparecer. Recentemente, fruto de um mau trabalho na FPF, a Comissão de Árbitros fez com que “os caras” (aqueles que entram em campo sem trazer preocupação) fossem apenas Seneme e PC. Hoje, Ceretta e Luiz Flávio, os dois aspirantes à FIFA, estão sendo deixados de lado para clássicos paulistas.

Boa sorte ao Claus. Será ele que apitará São Paulo x Palmeiras semana que vem também?

2) Paulista x Rio Branco no Jayme Cintra: para esse importante jogo da Copa Paulista, Alysson Matias apitará. Razoável árbitro, há tempo na estrada transitando entre A2 e A3. Tem experiência e ótimo condicionamento físico. Entretanto, nas escalas anteriores, se via jovens apitadores que buscavam oportunidade. Mas para essa partida, mudou-se o critério. Provavelmente para dar ritmo de jogo devido aos inúmeros árbitros que formam o quadro da FPF. O detalhe que me incomoda é: o quarto árbitro, Luiz Carlos Ramos Jr! Explico: o árbitro se formou em 2003; com pouquíssimo tempo, já estava na A1, caiu do ranking Ouro para o Prata na sequência e hoje transita em divisões menores. Na semana passada apitou pela mesma Copa Paulista. Porém, fazer a função de quarto-árbitro na Copinha é ruim para qualquer árbitro com histórico como dele. É necessário escalar garotos que apitam sub 17 e sub 15 para que tenham nessa competição o seu primeiro contato. Não gosto desse humilhante critério da Comissão de Árbitros.

Enfim, nas duas arbitragens, creio que teremos boas atuações. E você, o que pensa sobre isso?

Em tempo: Há 5 anos, Alysson apitou a final do Amador de Jundiaí e o jogo não acabou… Compartilho link do jornalista Thiago Baptista de Olim da TVE Jundiaí sobre o tema: http://www.tvejundiai.com.br/tveesporte/no-jayme-arbitro-de-final-do-amador-que-nao-terminou/

Acompanhe nossa transmissão com o Time Forte do Esporte pela Rádio Difusora Jovem Pan Sat 810 AM, com o comando de Adilson Freddo, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, análise da arbitragem de Rafael Porcari, reportagens de Luiz Antonio Oliveira (Cobrinha); na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luiz Lucas!

Também pela Internet ou App – sábado, 09/08 – 15h (Jornada Esportiva a partir das 14h).

10603206_822747214432609_7548040204612900269_n.jpg

– Azarados e Sortudos no Futebol

Há fases em que tudo dá errado na vida da gente. Alguns creditam a isso como azar, outros, acaso!

Vejamos:

1- Rodrigo Caio sempre foi contestado no São Paulo; pela Seleção Olímpica disputando o torneio de Toulon na França, se tornou o melhor jogador da competição. Retornando à rotina no Brasileirão… rompeu o ligamento e voltará daqui a 8 meses!

2- O atacante uruguaio Lodero aguardou sua liberação durante muito tempo; dedicado nos treinos, na véspera da sua estréia pelo Corinthians… pisou numa saboneteira e levou pontos no pé! Sem comentários…

3- O treinador Ricardo Gareca esperou tanto tempo para estrear no Palmeiras; aguardou o período pré-Copa, fez intertemporada e tudo tem dado errado. Não venceu nenhum jogo pelo Campeonato Brasileiro.

Azar, incompetência ou acaso?

Mas existem também aqueles que dão muita sorte! Lembro-me de tantos cabeças de bagre jogando em grandes clubes… A bola da vez é Willian José! Razoável jogador; jovem, é verdade, mas que custa a se firmar. Agora jogará (ou jogaria, pois há boatos que a negociação melou) no Palmeiras para resolver o problema da falta de gols. Mas será (ou seria) a solução?

Veja os números:

– Pelo Grêmio Prudente no Brasileirão, onde apareceu: 0,31 gols/jogo (18 anos de idade);

– Pelo São Paulo FC: 0,24 gols/jogo (16 gols em 66 jogos);

– Pelo Grêmio/RS: 0,33 gols/jogo (em 4 meses jogou 9 partidas)

– Pelo Santos: 0,19 gols/jogo (5 gols em 26 partidas)

– Pelo Real Madrid B: 0,25 gols/jogo (4 gols em 16 partidas e rebaixamento para a 3a divisão espanhola).

Quem tem bom empresário, acaba nem precisando jogar bem (infelizmente).

sorte-azar.jpg

– União Barbarense x Paulista há 1 ano!

Nesta 4a feira teremos Paulista x Barbarense no Jayme Cintra. E há um ano, o Galo jogou no estádio do adversário ocorrendo um fato curioso: a boba expulsão de Diego Macedo. Falamos sobre o assunto na época, e o tal tema é atual – os jogadores sabem evitar cartões?

Compartilho:

A INFANTIL EXPULSÃO E A FALTA DE ORIENTAÇÃO

Há situações que poderiam ser evitadas no futebol. Cartões Amarelos e Vermelhos aos milhares que não precisavam ser aplicados, caso os jogadores se controlassem melhor. Basta que alguns clubes orientem melhor seus atletas, e que estes aprendam (ou pelo menos se interessem um pouco) sobre Regras de Futebol.

Quer mostra disso? Na última rodada da Copa Paulista, entre União Barbarense x Paulista, Deivid Macedo foi expulso por reclamação ainda no primeiro tempo (ele já tinha cartão amarelo e recebeu o segundo). O jogador jundiaiense desafiou o juiz “pedindo” ironicamente o cartão. Na súmula, há o relato redigido pelo árbitro Emiliano Costa em letras garrafais:

EXPULSO POR HAVER, DEPOIS DE ADVERTIDO COM UM CARTÃO AMARELO, PERSISTIR NA RECLAMAÇÃO ACINTOSA, PROFERINDO EM MINHA DIREÇÃO AS SEGUINTES PALAVRAS:

“- DÁ O SEGUNDO CARTÃO, FODA-SE”.

APÓS A EXPULSÃO, O MESMO VEIO ATE MIM, COM DEDO EM RISTE, ENCOSTANDO-O NO MEU ROSTO, EMPURRANDO-ME PARA TRÁS. APÓS ESTE FATO, FOI RETIRADO DE CAMPO POR SEUS COMPANHEIROS DE EQUIPE.

Cá entre nós: o jogador fala isso para o juizão e ainda quer ficar em campo? Expulsão infantil, evitável e que prejudicou o Galo da Terra da Uva. O atleta deveria ser multado pela atitude antiprofissional.

O curioso é que no site da Federação Paulista de Futebol há um comunicado recente que pede aos árbitros para que coíbam com rigor tal comportamento indisciplinado de jogadores. Veja a orientação:

“item 21: A CA/FPF DETERMINA que os senhores Árbitros adotem medidas enérgicas contra os jogadores e oficiais das equipes que reclamarem da arbitragem, expulsando os que atuarem de maneira desrespeitosa, acintosa ou grosseira.”

Será que ninguém viu ou ninguém sabia?

Aqui, outra consideração a ser feita: além dos clubes capacitarem os atletas com essas informações, não deveria a própria FPF mandar gente da Comissão de Árbitros orientar os jogadores?

Fica a reflexão final: os jogadores não deveriam aprender melhor as regras do próprio ofício que praticam (ao mesmo tempo que não as dominam)?

Deixe seu comentário:

url.jpg

– Contrastes do Futebol nos EUA e no Brasil!

Ann Arbor é uma pequena cidade americana e lá se situa o Michigan Stadium. No último sábado, protagonizou um fato histórico: o maior público de soccer dos EUA!

No amistoso entre Manchester United 3 x 1 Real Madrid, quase 110 mil pessoas estiveram presentes (e a população da cidade curiosamente é de 116 mil moradores).

De fato, o futebol está se tornando uma febre nos Estados Unidos, promovendo bons jogos de fortes equipes europeias em pré-temporada, além dos investimentos locais.

Enquanto isso, no Brasil… vamos na contramão! O que dizer de apenas 10 mil pagantes no Maracanã para assistirem o glorioso e histórico Botafogo contra o líder Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro?

A verdade é que o futebol nacional vai mal dentro e fora de campo, seja com os clubes ou com a Seleção. Até na TV a audiência caiu. Pudera, estamos com uma grande entressafra de “pé-de-obra”, com craques indo embora cada vez mais cedo e mau trabalho na formação das categorias de base. Os clubes pequenos e do interior, antes celeiros de craques, padecem! Vide a ‘Copa Paulista”, onde o recém promovido Red Bull, que tem suas finanças em ordem, levou 135 torcedores ao Moisés Lucarelli, onde manda as partidas. O Paulista de Jundiaí, contra seu tradicional rival XV de Piracicaba, conseguiu apenas 461 torcedores e teve prejuízo de R$ 1.944,31.

Cadê o torcedor?

Deve estar nos Shoppings, nos Parques, em casa, ou assistindo pela TV jogos do Barcelona, do Chelsea, do Bayern…

Será que veremos os estádios lotados com regularidade por aqui? Difícil crer… Contraditoriamente, enquanto agonizamos com média de público baixa (12.983 torcedores em 2013), a MLS (liga americana) sorri com os seus 18.807 pagantes por jogo.

16758696.jpg.jpeg

– O árbitro corre, corre, corre… mas quem banca?

Durante os últimos dias, ocorreu o teste físico dos árbitros da FPF no Complexo Esportivo Nicolino de Lucca, em Jundiaí.

Mais uma prova física, diga-se de passagem…

O torcedor comum não sabe como é a exigência desse teste padrão FIFA. E os dirigentes da Federação Paulista de Futebol cada vez mais exigem condicionamento físico de praticante de atletismo, não de arbitragem de futebol.

É claro que o juiz têm que correr mais do que o jogador nos dias de hoje. Mas é inadmissível que o árbitro tenha que perder dia de trabalho, pagar suas estadias e demais despesas de viagem algumas vezes por ano!

Todos os gastos saem do bolso de cada um dos juízes e bandeirinhas. Coloque na ponta do lápis:

1- o coitado sai de Presidente Prudente, Araçatuba, Rio Preto ou de qualquer cidade paulista rumo a Jundiaí por conta própria;

2- se não for profissional liberal, tem que negociar as faltas no trabalho;

3– arcará os reais gastos com pedágio, combustível, alimentação e hospedagem, além do desgaste com a viagem.

Por quê não se regionaliza os testes? A Pista de Atletismo de Jundiaí é excepcional, mas só existe ela?

O pior: com tantos árbitros no quadro da FPF, nem todos conseguem apitar regularmente e sentem que muitas vezes colocam dinheiro do próprio bolso, pensando seriamente se vale a pena a carreira ou não. Claro, a Federação Paulista nem se preocupa com isso, pois “ela é uma empresa privada que não pede para o sujeito ser árbitro“, como costuma alegar. E ainda tem as dependências do Centro Esportivo Jundiaiense cedidas de graça pela Prefeitura Municipal!

Lamentavelmente, não se vê movimentação do Sindicato, da Cooperativa e dos órgãos que representam a categoria para mudar tal situação. E se há, é quase imperceptível!

Fico preocupado que jovens corredores hoje são mais prestigiados do que experientes apitadores. Quanto mais velho, rodado e sábio está o árbitro, melhor! E ele acaba sendo limitado pelo corpo e ultrapassado nas raias pelos seus sucessores muitas vezes não tão bem preparados do que eles.

Isso tudo é profissionalismo?

12481pista.jpg

– Trabalhar demais pode render divórcio!

Cuidado se você se dedica demais para a empresa e pouco ao parceiro. Veja a gigante  ALL: foi condenada a pagar indenização por indiretamente provocar um divórcio!

Exigia tanto empenho da sua funcionária que o marido dela a abandonou…

Entenda, em: http://www.correioforense.com.br/direito-trabalhista/trabalhadora-que-teve-o-casamento-prejudicado-por-exigencia-de-jornadas-muito-extensas-deve-ser-indenizada-por-dano-existencial/#.U9ZcLlaZPLc

EMPRESA É CONDENADA A PAGAR INDENIZAÇÃO POR PROVOCAR DIVÓRCIO CAUSADO POR JORNADA EXCESSIVA DE TRABALHO

Uma empregada da América Latina Logística (ALL) deve ser indenizada em R$ 20 mil por danos causados aos seus projetos pessoais, devido à exigência patronal de jornadas extensas. Ela trabalhou por quase cinco anos das 8h às 20h, entre segundas e sextas-feiras, nos sábados das 8h às 16h e, em dois domingos por mês, das 8h às 13h, com uma hora diária de intervalo. Para os desembargadores da 4ª Turma do TRT da 4ª Região (RS), a carga horária, bastante superior ao limite fixado pela Constituição Federal, gerou dano existencial à trabalhadora, já que acarretou no fim do seu casamento por causa de desentendimentos gerados pela sua ausência. O dano existencial ocorre quando uma exigência ou permissão patronal prejudica a realização de projetos de vida do empregado, ao violar o direito à convivência familiar e social, bem como ao descanso e ao lazer.

Em primeira instância, o juiz Max Carrion Brueckner, da 6ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, arbitrou o valor da indenização em R$ 67,8 mil. Os desembargadores da 4ª Turma do TRT-RS, apesar de confirmarem o entendimento do magistrado de origem, decidiram diminuir o montante para R$ 20 mil. As partes ainda podem recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

morte-trabalhar.jpg

– Gilmar Rinaldi como Coordenador da CBF. O que dizer?

Minha memória sobre Gilmar Rinaldi me remete quando saiu do Internacional para jogar no São Paulo. Depois, como reserva atuante na Seleção, pois com sua experiência trocava impressões com os titulares. Hoje, trabalha como agente de jogadores.

Tenho amigos em comum com o Gilmar. E todos me dizem maravilhas sobre ele – em especial, quanto a honestidade!

Sabem qual foi a 1a atitude do novo Coordenador quando aceitou o convite? Ligar para os jogadores aos quais trabalhava e se demitir!

Apesar do termo “empresário de jogador de futebol” ser pejorativo no país, ele era uma das exceções. Tentou salvar Adriano Imperador diversas vezes, mas o jogador sucumbiu à agência do Ronaldo Fenômeno e se perdeu na carreira.

Agora, sejamos sinceros: ser boa gente não significa ser competente! Gilmar não assumirá a função do Parreira como dizem, mas sim o cargo que houvera sido extinto de Andrés Sanches. E aí vem o problema: na sua entrevista, disse que fará o elo da Seleção Brasileira Principal com as das Categorias de base.

Eu penso ser um erro… Isso serve para os clubes, que precisam dessa integração no limite máximo! Mas em Seleção é diferente: nem todos os garotos da base se tornam jogadores de verdade. O menino tem que aparecer no time em que joga para chegar à Seleção, e não formá-lo na Granja Comary para tentar chegar à principal. E sabemos: as categorias de base são contaminadas por empresários que querem vender os jovens talentos não importando para onde.

Espero um começo difícil ao Gilmar Rinaldi, mas penso que com sua competência estudará um modelo de gestão adequando. Afinal, não dá para bolar um planejamento em 2 ou 3 dias do convite que lhe foi feito à apresentação.

gilmar-rinaldi-adriano.jpg

– Desrespeito aos Moradores do Bairro Medeiros

Com pesar, “sinalizaram a Avenida Reynaldo Porcari” de maneira amadorística. E o lamento é maior pelos fatos que cercam o histórico da via.

Depois da Prefeitura solicitar aos moradores que fizessem as calçadas no logradouro em 2012, prometeu recapear o asfalto naquele trecho (ainda antes do término da Administração Miguel Haddad). A mim, pessoalmente, foi dito que a camada asfáltica que emendaria o velho asfalto às calçadas seria provisória, pois antes do final do mandato a avenida seria recapeada). A aquela emenda foi dado o nome de casca.

As calçadas foram feitas pelos moradores. As Eleições Municipais passaram, Miguel Haddad entregou o cargo e não recapeou. Assumiu Pedro Bigardi, recapeou imediatamente a Avenida Benedicto Castilho de Andrade no Parque Eloy Chaves (que também precisava) e esqueceu da Avenida Reynaldo Porcari.

Passado o 1o ano da administração, o asfalto continua irregular, cheio de ondulações e a casca se esfarela. Mas não é que sinalizaram porcamente a avenida com uma faixa amarela TODA TORTA?

Com todo respeito, mas quem fez esse serviço é (1) incompetente; (2) estava embriagado ou (3) foi sacana mesmo. Repararam no péssimo traçado?

Vejam a foto abaixo:

1- Em frente a escola Educar, a avenida faz um zigue-zague. E fica sem estacionamento mais a frente para os frequentadores do Salão das Testemunhas de Jeová.

2- Próximo aos Residenciais Parque da Serra e Reserva da Mata, afunilaram a via para o lado esquerdo (sentido Estrada de Itupeva). E o pedestre andará onde, pois, veja: cadê a calçada? E o ciclista, andará no mesmo sentido que os carros na outra via, em ponto cego?

3- Vizinho ao Condomínio das Chácaras das Palmeiras Imperiais, o coitado do morador local achará que quem traçou a faixa perdeu as noções de reta, curva, simetria… Ridículo!

4- Pintura nova, mas não aguentou a primeira chuva em frente ao Batalhão da PM. Já se apagou com menos de uma semana. E repare: ali sempre empoça água quando chove, mas o problema nunca é resolvido…

E aí, o que os moradores devem fazer? O vereador Rafael Purgato tem mostrado boa vontade nisso, mas, creio, não poderia deitar na frente dos veículos de pintura para pará-los. Mas cá entre nós… será que não poderia interceder por um serviço mais competente nessa sinalização e solicitar o recapeamento?

1907345_776528525721145_3462600086085528406_n.jpg

– E Paulo César de Oliveira oficialmente encerrou a carreira!

Já havíamos escrito diversas vezes sobre as baixas dos árbitros FIFA do Estado de São Paulo: Sálvio Spínola, Wilson Seneme e de Paulo César (este último, a confirmar). E o bom árbitro PC deu baixa em seu prontuário na FPF nesta 5a feira e aposentou o apito.

Desde 1996, Paulo foi destaque na arbitragem. Me recordo quando saiu de camburão do Parque Antártica em um jogo do Palmeiras após cumprir a regra e não deixar Djalminha e seus companheiros crescerem para cima dele, um iniciante ainda bem jovem e mirrado. Naquele tempo, a FPF dava respaldo ao árbitro e, ao invés de veto ou geladeira, foi aplaudido pela casa.

PC teve 3 oportunidades para ir a uma Copa do Mundo. Em duas poderia realmente ter ido pelo seu desempenho; em outra a concorrência estava difícil, pois Carlos Eugênio Simon estava em elevadíssima fase.

Me parece que nos últimos tempos ele estava desmotivado. De que adiantava ótimos testes físicos, boas atuações ou comportamento irrepreensível fora de campo? Os jogos importantes estavam se rareando, perdendo espaço para novatos que não se firmavam e que subiam sabe-lá-como.

O trabalho da atual CEAF-SP é fraquíssimo. Prova disso é que, mesmo com a dupla Marin & Marco Polo no poder, não temos mais nenhum árbitro paulista no quadro da FIFA. Isso é incrível!!! Um dia a FPF foi referência no número e na qualidade de juízes de futebol…

Arrisco-me a dizer que o grande pecado de Paulo César de Oliveira nestes últimos anos foi não se meter na política do apito. E digo isso com pesar: ser neutro politicamente e desejar a meritocracia passou a ser defeito!

O folclórico “Zé Boca de Bagre”, amigo do Professor Reinaldo Basile, advogado renomado e jornalista ícone aqui de Jundiaí, diria que “se PC tivesse participado daquelas reuniões marcadas pelas cervejadas de um poderoso dirigente sindical, tudo teria sido diferente”.

Será?

Como não creio na existência desse viés e acredito no árduo trabalho desses dirigentes do apito (com incompetência, mas intenso), quero crer que faltou simplesmente a oportunidade.

Boa sorte na nova vida como comentarista de arbitragem da Rede Globo, PC. Torço por você!

(ops: abaixo, o Copo de Budweiser na mão, recolhido num Flamengo X Coritiba em Brasília, é sim uma imagem mais emblemática do que parece. Coincidente mensagem subliminar?)

paulocesarexibecopoadalbertomarquesagifgazeta.jpg

– Brasil perde sua 1a Dama do Futebol

Para as coisas do amor não há explicação. Mesmo com a diferença de aproximados 50 anos de idade entre os enamorados nunca tendo sido um empecilho, Marco Polo Del Nero rompeu o seu noivado e deixará a CBF sem uma Primeira Dama.

Carolina Galan, a ex-noiva, é talvez quem tenha sofrido mais: com o casamento desmarcado, perdeu o noivo e o seu programa na TV FPF, que saiu do ar. Tudo logo após o pleito que elegeu o dirigente paulista ao comando do futebol nacional…

Assim como tudo começou fulminante (o olhar clínico de Marco Polo percebeu a estudante na Escola de Árbitros da FPF e logo viu o tato jornalístico da moça, galgando-a para outras searas e posteriormente se tornando um romance), acabou de maneira inesperada.

Vida que segue… o cargo ficará vago?

Galan.jpg

– Os Executivos “Dois-em-Um”!

A onda na Administração de Empresas agora é essa: executivos com Dupla Responsabilidade no Gerenciamento.

Ser hábil em uma área e “dar conta de outra” é cada vez mais necessário…

Sobre os “Executivos Dois-em-Um”, abaixo,

extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/05/1455826-companhias-agora-buscam-por-executivos-dois-em-um.shtml

COMPANHIAS AGORA BUSCAM POR EXECUTIVOS ‘DOIS-EM-UM’

Empresas reduzem salários e benefícios para pessoal do alto escalão, além de preferir profissionais que liderem mais de uma área.

por Joana Cunha

O desaquecimento do mercado de trabalho e o fraco desempenho da economia brasileira se refletem agora no alto escalão das empresas, que estão reduzindo remunerações e benefícios de executivos e preferindo profissionais que abracem mais de uma área.

É o “dois em um” na busca por “sinergias” e “habilidades para cada momento econômico”, segundo Carla Rebelo, diretora da empresa de recrutamento Hays.

No nível diretivo, dos salários que superam R$ 30 mil, já se verifica queda de até 10% no volume de contratações no primeiro trimestre deste ano ante igual período de 2013, segundo a empresa de recrutamento PageGroup.

“A expressão é reestruturar e deixar a operação mais enxuta para reduzir custo e aumentar a produtividade, ganhar rentabilidade. É um retrato do momento econômico”, afirma Sócrates Melo, diretor de operações da recrutadora Robert Half.

“Estão substituindo profissionais que não estavam ajustados por outros de perfil mais completo. Em algumas áreas de suporte, substituem dois por um”, diz Carla.

A unificação de áreas é mais difícil de ser implementada em companhias de grande porte devido à complexidade dos processos. Mas as pequenas e médias já começaram a subordinar departamentos de recursos humanos e tecnologia a um diretor administrativo-financeiro.

Telma de Mônaco, do laboratório SalomãoZoppi, foi contratada há pouco mais de um ano para tocar apenas o departamento de marketing, mas acabou assumindo neste ano a área de produtos. “A empresa certamente fará mais movimentos como este nos próximos meses.”

Na incorporadora Maxhaus, Luana Rizzi responde pelas áreas de marketing, relacionamento com clientes e recursos humanos.

“Esse movimento de acúmulo de responsabilidades busca perfis mais empreendedores do que técnicos. É uma visão sistêmica e a questão econômica acaba forçando mais esse modelo.”

O pacote de remuneração fixa e variável dos diretores contratados caiu em média 35% desde o período de maior aquecimento dos salários inflacionados, segundo a Michael Page. A maior parte da queda está nos bônus.

“Notamos que uma parcela importante das contratações agora é consequência da necessidade de substituição por performance, ou seja, as empresas estão se cobrando mais por eficiência devido à redução dos fatores de crescimento da economia”, afirma Marcelo de Lucca, diretor-geral da Michael Page no Brasil.

Existem três pilares que motivam trocas de diretores e costumam ser um retrato do momento econômico: criação de novos projetos, mudanças societárias e substituição por performance.

Neste ano, o principal motor de trocas de diretores é a busca por melhor performance, que cresceu de 55% para 65% das contratações realizadas, segundo Lucca. Juntos, os recrutamentos de diretores devido a mudanças societárias ou para investimento em novos projetos somam agora 35%.

Quando se abrangem os cargos de diretoria e gerência há registros de queda de 25% no recrutamento nos últimos três anos. “O volume de oportunidades era muito maior entre 2010 e 2011. Era um período de expansão maior do PIB, em contraponto ao PIB tímido de hoje”, diz Lucca.

14136976.jpeg

– O Novo-Velho Chefe da Arbitragem do Brasil

Pois é… Marco Polo Del Nero nem sentou na cadeira como capitão-mor da CBF e já começou a tomar as suas decisões (mesmo que seja o presidente de fato somente a partir de 2015).

Na última 3a feira, resolveu mudar os Dirigentes da Estrutura da Arbitragem Brasileira. Sérgio Correa da Silva será o novo presidente da Comissão de Árbitros, no lugar de Antonio Pereira da Silva. E Antonio Pereira da Silva será o novo presidente da Escola Nacional de Árbitros, no lugar de Sérgio Correa da Silva.

Agora vai funcionar? Realocar os dois numa inversão de cadeiras é a solução para os males da arbitragem?

Mas há pouco tempo, cedendo a pressão dos times cariocas (como bom político que é), José Maria Marin não havia retirado Sérgio Correa (que já era o presidente da Comissão) e o colocado como Diretor de Árbitros na ENAF? O escolhido presidente é o Novo-Velho cartola, que, como um grande jogo de xadrez, foi movido para mudar tudo. Mas já não esteve por lá?

A novidade: a ex-bandeira Ana Paula da Silva Oliveira será secretaria da Escola Nacional.

O irônico é: quando houve a pendenga entre Botafogo x Figueirense, onde o então presidente do Fogão, Carlos Augusto Montenegro, desferiu ofensas das mais baixas possíveis contra a moça e conseguiu seu afastamento, Sérgio Correa não deu guarida a ela. Agora trabalharão próximos!

Verdade seja dita: após as fotos sensuais à Playboy, a CBF abandonou a moça. Porém, a FPF deu todo o suporte para a sua volta, incentivando escalas mesmo com as sequenciais reprovações nos testes físicos. Na oportunidade, publicamente, Marco Polo disse que “era interessante ter Ana nas escalas pois era uma atração ao Campeonato Paulista”.

Sem dúvida Ana Paula foi competente como árbitra. Mas e como cartola?

E nas voltas que a vida dá, lembro-me que um dia Marco Polo trouxe Sérgio Correa à Comissão de Árbitros de SP. Quando ele foi para a Comissão da CBF, rompimento entre eles (aliás, lembram em que gelada Marco Polo colocou Sérgio Correa no caso “Madonna”, tendo que escalar um novo árbitro na final?). Depois da saída de Ricardo Teixeira e a volta das boas relações CBF-FPF, tudo ficou em paz…

Aliás: o discurso de saída do Sérgio Correa era para tratar da sua doença. Sarou?

Em tempo: com a divulgação das escalas da 5a rodada do Brasileirão, apenas 3 árbitros de São Paulo foram escalados para os 50 jogos: Raphael Claus (4 partidas), Luiz Flávio (1) e Marcelo Aparecido Ribeiro (1). E tal cenário não mudará, pois quem começou com esse critério de “integração nacional” foi o próprio Sérgio.

Triste é ver grandes nomes do apito e da assistência na FIFA encerrando a carreira esquecidos, e os cartolas continuando na mesmice.

E aí, gostou das mudanças no comando do apito? Deixe seu comentário:

88327279.JPG.jpg

– A Bipolaridade do Mundo Organizacional

Compartilho um artigo extremamente oportuno de um fenômeno atual: a “Mudança de ‘Humor Organizacional’ das Empresas”, retratado pelo Prof José Renato Sátiro Santiago.

Abaixo, extraído de:

http://jrsantiago.com.br/blog/texto/A_Bipolaridade_no_Mundo_Corporativo_e_seu_uso_indevido

A BIPOLARIDADE NO MUNDO CORPORATIVO E SEU USO INDEVIDO

Distúrbio caracterizado pela repentina mudança de humor de seu paciente, a bipolaridade tem invadido o dia a dia de todos nós.

Diferentemente do que acontecia em um passado remoto, hoje em dia não é tão raro conhecermos alguém que sofra deste mal.

A questão aqui, no entanto, não diz respeito ao efetivo crescimento, mas sim ao seu diagnóstico.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a OMS, há cerca de 340 milhões de pessoas que sofrem de transtornos desta natureza (1 a cada 20).

Sim, sofrer é o termo certo, pois se trata de uma doença com a qual se deve ter um enorme cuidado.

Conforme alguns estudos, o índice de suicídio entre as pessoas bipolares é cerca de 30 vezes maior se comparado com aquelas que não possuem tal distúrbio.

Assustador.

Ainda assim, há um mal maior sofrido por uma pessoa bipolar, o preconceito.

Muitos, talvez por pura ignorância no assunto, costumam associar as características deste mal como sendo “pura frescura” ou “falta de uma boa surra quando criança”.

Como se fosse possível controlar seus efeitos.

No mundo corporativo, por exemplo, não é incomum confundirem a bipolaridade com questões bem diferentes sem qualquer relação de causa e feito.

Isto é péssimo e é o pior que pode ser feito.

Quantos de nós, ao longo de nossa vida profissional, já testemunhamos colegas que mudam radicalmente de postura e comportamento de um momento para o outro.

Tal tipo de situação costuma ser marcada por frases de tal estirpe “…ele (ou ela) só pode ser bipolar…”.

A verdade absoluta é que isto está longe de ser bipolaridade.

O que seria apenas uma estratégia de sobrevivência, mesmo que vil, passa a ser entendido como algo que é feito sem que haja a devida previsibilidade.

A pessoa bipolar age de acordo com o seu humor, e este, o humor, muda de forma muito rápida e extremada.

Trata-se de algo que pode ser controlado com tratamento, inclusive com medicação apropriada.

A mudança de posicionamento repentino, conforme conveniência, não possui qualquer relação com este tipo de transtorno.

O assunto sobre o qual se refere é outro.

Além disso, e justamente por se tratar de uma doença, é uma irresponsabilidade o uso indevido de um assunto tão sério para qualificar alguém.

Uma atitude preconceituosa, pois tende a associar uma doença como sendo uma característica pessoal.

“Ah mais eu não sabia disso”.

Ainda assim, o desconhecimento sobre as características desta, ou de qualquer outra, doença não serve de atenuante ao seu uso indevido.

Aliás, isto deveria servir para tudo, não é mesmo?

imgres.jpg

– Beleza atrapalhando a Competência?

A moça é muito bonita: Fernanda Colombo Uliana vem despertando vários sentimentos nos boleiros: de suspiros a manifestações odiosas.

Acontece que ela é árbitra assistente do quadro de Santa Catarina. Naquele estado, muitas bandeirinhas têm surgido, embelezando o futebol catarinense. O problema é que a ascensão meteórica de Fernanda é discutida no meio da arbitragem.

Vejamos: com apenas 23 anos, ela trabalhou no jogo entre São Paulo x CRB pela Copa do Brasil. De fato, teve atuação muito ruim… E mesmo tão jovem e inexperiente, foi escalada para um jogo do Campeonato Brasileiro da série A! Pasmem: para Atlético Mineiro x Cruzeiro, clássico envolto de muita rivalidade (onde também foi mal).

Ora, cá entre nós: Fernanda foi recentemente indicada para a relação de aspirantes à FIFA, só tendo 1 jogo na Primeira Divisão. Respeitosamente, mas não é preciso ter rodagem para tal honraria? Qual o histórico dela para trabalhar em clássico nacional com tal pouca idade?

Alguns falarão da sua beleza. Claro, incontestável. Mas não se pode usar isso como questão discriminatória. Seria preconceito?

Nada disso… Beleza e competência não andam de mãos dadas ou por si só brigadas. Vide a conterrânea de Fernanda, Nadine Bastos, bandeira tão bonita quanto ela e que foi muito bem no Brasileirão do ano passado.

O bom árbitro / bandeira é o “competente” e ponto final. O problema é: por que a ela foi dada tão importante oportunidade, mesmo com atuações ruins, e a outros não?

Os críticos fatalmente ligarão suas boas escalas à sua formosura. E na hora das reclamações, ocorrerão os preconceituosos ditos como o do diretor cruzeirense Alexandre Mattos:

Estão tentando promover ela, porque ela é bonitinha, e não é por aí, ela tem de ser boa de serviço, ela tem de ser profissional, competente. O erro dela foi muito anormal de quem está começando uma carreira, aquilo não é normal“.

A contradição começa aqui: começar carreira num Atlético x Cruzeiro?

d19ezhwc4e199030cvtkkll93.jpg

– Há 4 anos, o que ficou?

Encerrei exatamente há 4 anos minha carreira de árbitro de futebol. Foram mais de 700 partidas trabalhadas, em diversas divisões e funções.

Eu gostaria de estar em atividade?

Claro, creio que não só eu, mas muitos aposentados do apito, que ainda apitam suas partidas em seu íntimo. Vestem o uniforme e se transformam nos gramados que sonham.

Mas, definitivamente, acabou. A saudade de estar em campo é enorme. A disposição em obedecer aos dirigentes é nula.

A distância entre o prazer da arbitragem é abissal em relação às humilhações que se têm que fazer e viver nas comissões de árbitros. Reuniões enfadonhas, falta de meritocracia, sacerdócio que se doa em vão. Contraste absurdo da paixão de apitar uma partida de futebol.

Enfim, vida que segue e família que se curte (coisa que não se consegue enquanto árbitro). Hoje, falo de futebol na TV, no rádio, no jornal e na internet e sou feliz!

Uma singela constatação: se a carreira de árbitro fosse mais justa, mais competentes os nomes seriam.

images.jpg

– Disparates Salariais entre Gêneros e outros Indicadores

Mulheres com mestrado ganham menos do que homens; negros representam apenas 2% da população que chega ao Doutorado. Outros números interessantes revelados por UOL Educação, extraído de:http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/04/23/mulheres-com-mestrado-ganham-menos-do-que-homens-titulados.htm

MULHERES COM MESTRADO GANHAM MENOS DO QUE HOMENS TITULADOS

O número de mulheres com mestrado no Brasil é maior que o número de homens com a mesma titulação. Elas representam 53,5% dos mestres no país e eles, 46,5%. No entanto, em termos de remuneração, as mulheres ganham em média R$ 5.438,41, 28% a menos que os homens, que recebem R$ 7.557,31. Os dados foram divulgados nessa segunda-feira (22) pelo CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos) no estudo “Mestres 2012: Estudos da Demografia da Base Técnico-Científica Brasileira”.

Segundo o estudo, que utiliza dados do final de 2009, as mulheres têm uma participação maior (71%) nas áreas de linguística, letras e artes. Na área de ciências sociais aplicadas, onde a remuneração é maior, as mulheres representam 43,2% dos empregados.

Na segunda área de maior remuneração, as engenharias, as mulheres têm a menor participação relativa entre os empregados, 27,9%.

Os números mostram que, dentro de uma mesma carreira, ocorre diferenciação. Nas engenharias, homens com mestrado ganham em média, R$ 8.430,18. As mulheres com a mesma formação e carreira, recebem em média, R$ 6.133,98. Em linguística, letras e artes, carreira em que são maioria, as mulheres recebem em média R$ 4.013,87 e os homens, R$ 4.659,60.

Um dos fatores para essa diferença salarial, explica a coordenadora técnica do projeto, Sofia Daher, assessora técnica do CGEE, é que existem “menos mulheres em cargos de confiança, nos quais os salários são maiores”.

DISTÂNCIA REGIONAL

A diferença aparece também entre as regiões. “Em 2010, a remuneração média mensal dos mestres que eram mulheres era 44% menor do que a dos homens nas regiões Sudeste e Sul. Nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, a diferença era respectivamente 38% e 37% enquanto que na Região Norte era 18%”, diz o estudo.

“A diferença de remuneração por gênero é algo que temos que pensar e melhorar. A educação corrige uma parte, mas não corrige totalmente a distinção que está na sociedade”, diz o presidente do CGEE, Mariano Laplane. O mesmo, segundo ele, se aplica para a população negra.

Os brancos, que correspondem a 47% da população, representam 80% dos mestres e doutores. Os pardos, que são 42% da população, representam 16% dos mestres e 12% dos doutores. Os negros são 8% da população, 3% dos mestres e 2% dos doutores.

Em dados gerais, de 1996 a 2009, a formação de novos mestres cresceu 10,7% no país. O Distrito Federal é a unidade federativa com maior número de mestres por habitante, 5,4 mestres por mil habitantes entre 25 e 65 anos de idade. Cerca de 43% desses profissionais atua na área de educação. A titulação oferece um aumento de salário –  mestres recebem 83% a mais que graduados e doutores 35% a mais que mestres.

“O mestrado é um treinamento rápido, de dois anos, que atende a uma demanda maior que o doutorado. O mestrado atende a uma demanda do setor produtivo da nossa economia. Temos conseguido expandir a etapa de ensino para regiões mais carentes, para formar mão de obra qualificada”, diz Laplane.

mestrado-mba-ou-especializacao-confira-qual-a-pos-ideal-para-voce.htm.jpg

– Fica quieto, Sheik

E novamente Emerson Sheik aparece envolvido com polêmicas. Não bastasse seu histórico nada abonador (identidade falsa, carro contrabandeado e outras questões extra-campo), agora o atleta dispara contra seu ex-treinador Mano Menezes.

Entrevistado pela rádio Mix do Rio de Janeiro, disse:

O que eu sinto sobre o Mano? Eu não gosto dele. Não escondo de ninguém que não gosto dele. Entendo que ele é um cara de caráter duvidoso e para mim isso basta”.

Ter respeito às pessoas é importante. Muitos questionam os métodos de trabalho de Mano, as convocações esquisitas dele enquanto treinador da Seleção e o relacionamento íntimo com o seu empresário Carlos Leite (que abastece o Corinthians com atletas do seu casting).

Mas se ele fala sobre caráter (e não julgo o caráter de Mano), me parece aqui mais a história do “roto e do esfarrapado”. É o Emerson que de tantas cotoveladas deu maldosamente em campo? É o dos carrinhos violentos contra desafetos? O da mordida no argentino do Boca Jrs? O do selinho provocativo? O do que chegava atrasado aos treinos de helicóptero?

Agora no Botafogo, deveria se preocupar com seu rendimento em campo e deixar as águas passadas rolarem. Não gosto de mau profissional falando de ex-chefe (seja ele bom ou ruim). Se fosse jogador exemplar, aceitava-se a crítica como mágoa pela reserva incompreendida. Mas no caso dele, não.

luana.jpg

– Juizada de Bolso Cheio? Mais ou menos…

Dar maior remuneração para qualquer atividade trabalhista é sempre bem visto. Mas há certas boas discussões sobre dinheiro e trabalho que valem a pena. Vejam só uma delas: os árbitros de futebol tiveram aumento de salário.

Um árbitro FIFA (ou ex-FIFA) receberá R$ 3.450,00 por jogo na série A do Campeonato Brasileiro. Se a distância de ida e volta for maior do que 100 km, acrescente um reembolso de R$ 100,00. Se fora do estado, R$ 500,00.

Os aspirantes à FIFA e ex-aspirantes receberão R$ 2.650,00. Os árbitros básicos R$ 2.350,00.

Para os que não gostam dos AAA (os adicionais da linha de fundo), isso será motivo de ira: um AAA FIFA ganhará R$ 1.000,00 / jogo. Os bandeiras receberão sempre a metade do árbitro.

Mas algo que me irrita: um delegado da CBF vai embolsar R$ 500,00. E estes são muito mais escalados do que os árbitros e geralmente são os mesmos. E aqui fica a discussão: um árbitro não é escalado toda rodada (um ou outro é); há aqueles que apitam uma vez por mês e olhe lá! Desconte-se impostos, taxas de sindicato, cooperativa, associação. Lembre-se que o árbitro perde o dia de serviço e banca seus gastos com a preparação física e material de treinos. Se machucar, não vai receber nada. Vale a pena?

Sem contar o seguinte: é o árbitro que recebe R$ 3.450,00 quem decidirá se o zagueiro Lúcio (que recebe por volta de R$ 250.000,00) fez ou não pênalti em Emerson Sheik (que recebe R$ 520.000,00).

Justo ou não?

Mas a maior consideração ao árbitro não seria aumento de salário, mas a profissionalização e independência, livre das cooperativas e sindicatos do modelo atual. Isso ainda é utopia.

futebol_dinheiro_lucro_clube-empresa.jpg

– Uma Cáca arbitrada que vale até a CBF?

Comentamos em nossa última análise de arbitragem do Campeonato Paulista a má atuação do árbitro Adriano de Assis Miranda no jogo entre Mogi Mirim x Paulista FC. E eis que a FPF premia o juizão: fará parte da elite do estado de São Paulo, composta por 18 nomes para trabalhar na CBF em jogos do Brasileirão nas suas 4 divisões. Lembrando que na relação há a árbitra Regildênia de Holanda Moura, que se aprovada poderá apitar jogos masculinos, além de Paulo César de Oliveira que deverá anunciar a aposentadoria nos próximos dias, segundo o noticiário.

Para mim, surpreendente a lista por dois fatos: alguns bons nomes ficaram de fora, como Marcelo Rogério (justificativa: pelo regulamento da CBF, ele é “velho”, mesmo que outros árbitros da mesma idade do que ele estejam no quadro) e a quantidade pequena de nomes escolhidos. Já tivemos 40 bons árbitros na relação na década de 90, todos com boas condições de aturarem na série A. E desses 18, todos têm condição de apitar um Fla-Flu ou Gre-Nal?

Abaixo a lista:

Adriano de Assis Miranda

Antonio Rogério Batista do Prado

Aurélio Santanna Martins

Flavio Rodrigues Guerra

Flavio Rodrigues de Souza

Guilherme Cereta de Lima

Jose Claudio Rocha Filho

Leandro Bizzio Marinho

Luiz Flavio de Oliveira

Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza

Marcelo Prieto Alfieri

Marcio Henrique de Gois

Paulo Cesar Oliveira

Raphael Claus

Regildenia de Holanda Moura*

Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral

Thiago Duarte Peixoto

Vinicius Furlan

Importante: já que citamos o jogo referido do Estadual envolvendo Mogi Mirim x Paulista, olha que loucura – na partida, criticamos a expulsão do atleta Gabriel Firmino pelo segundo e injusto cartão amarelo por falta simples (está em: http://is.gd/l2pRzU). Mas para surpresa geral, ao ler a súmula, ele foi expulso POR SIMULAÇÃO DE PÊNALTI!

Um verdadeiro “samba do crioulo doido”: o atacante entra na área e faz uma falta simples. Para todos que assistiram o jogo, o Amarelo deveu-se a esse excesso de rigor. Mas não! O árbitro considerou essa jogada lance legal. Na sequência, o zagueiro chuta o atacante, e como o jogo não estava parado, seria pênalti para o Paulista. Aí ele erra de novo: não marca a infração e entende como simulação, mesmo sem ter sido e o expulsa.

Durma-se com um barulho desse: o cara faz essa lambança e no outro dia é indicado à CBF…

Na verdade, a culpa não é do árbitro; é de quem o escalou sem o ter preparado adequadamente nem feito um plano de carreira: a própria Comissão de Árbitros. E, infelizmente, ela pode tudo e ninguém a muda. Pudera, esperar o quê de Marco polo Del Nero, presidente da CBF e futuro mandatário-mor da CBF?

fpf-x-cbf.jpg

– Problema na Coxa por qual motivo?

E o imperador Adriano parece que nunca aprende…

Irremediável!

O atleta não poderá jogar pelo Atlético Paranaense pela Libertadores por estar com problemas na coxa. Mas ele es concentrou? Está se tratando?

A foto tirada no “Graciosa Country Club” explicou como ele está preocupado com a recuperação, na véspera do jogo, após o veto… Abaixo:

BjGCcqEIMAA-kUJ.jpg