– Wal-Mart gaúcho e o preconceito do gerente!

Há ainda aqueles que menosprezam seus subordinados pelo cargo de chefia. Pior: somam isso à cor da pele!

Olha só o que um gerente de supermercado causou no Rio Grande do Sul por se manifestar de maneira racista,

extraído de: http://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2015/11/26/walmart-e-condenado-por-chefe-dizer-que-tiraria-os-pretinhos-do-caixa.htm?cmpid=tw-uolnot

WALMART É CONDENADO POR CHEFE DIZER QUE TIRARIA “OS PRETINHOS” DO CAIXA

A rede de supermercados Walmart foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 7.000 por danos morais a uma funcionária que teria sido vítima de discriminação racial. Ainda cabe recurso da decisão.

De acordo com o processo, a mulher trabalhou em uma unidade do Walmart no Rio Grande do Sul, entre 1993 e 2006. Testemunhas disseram que a chefe da funcionária costumava afirmar, a respeito de suas atitudes, que “isso só poderia ser coisa da cor” e que tiraria “todos os pretinhos da frente de caixa”.

Ela também teria feito gestos preconceituosos, apontando a cor de seu braço com o dedo indicador, e outros comentários racistas.

Procurada pelo UOL, a empresa respondeu, por meio de nota, que “repudia veementemente qualquer ato de discriminação” e que “trata-se de um fato isolado”.

Decisão foi revista

Na primeira instância, na vara do Trabalho de Guaíba (RS), a Justiça não deu razão à ex-funcionária, por falta de “provas irrefutáveis” de que ela teria sido ofendida. “A testemunha trazida pela ex-empregada apenas refere ter ficado sabendo de fatos discriminatórios por conta de comentários”, disse na sentença.

No Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio Grande do Sul, porém, a decisão foi revista. Para o TRT, o fato de a testemunha não ter presenciado a chefe ofendendo a ex-empregada não tira o valor do depoimento, porque teria ficado claro que as demais operadoras de caixa comentaram sobre as ofensas.

O Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso do Walmart, mantendo a decisão do TRT.

(Com informações da Secretaria de Comunicação Social do TST).

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– Novembro Azul: o Fim do Preconceito Bobo em nome da Saúde da Próstata

Se em Outubro costuma-se realizar a ação social de conscientização ao câncer de mama denominada Outubro Rosa, agora é a vez da divulgação da preocupação à prevenção do câncer de próstata através da campanha do “Novembro Azul”!

Infelizmente, há ainda aqueles que evitam o exame do toque retal por puro preconceito. Bobagem de machões ignorantes, que preferem dizer que há constrangimento (injustificável, é claro) do que cuidar da saúde.

Abaixo, sobre a iniciativa, extraído do site da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU):

NOVEMBRO AZUL

O movimento Novembro Azul é realizado em parceria pela SBU e o Instituto Lado a Lado com o objetivo de orientar a população masculina sobre a importância do exame de toque retal e PSA para diagnóstico precoce do câncer de próstata.

O câncer de próstata é mais incidente que o câncer de mama, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), que em sua estimativa 2012/2013 apontou 60.180 novos casos de câncer de próstata e 52.680 de mama. Pesquisa* realizada pelo Datafolha para a SBU, em 2009, constatou que o preconceito com o exame de toque retal ainda é forte no Brasil. Apenas 32% dos homens brasileiros declararam já ter feito o exame.

De acordo com o presidente da SBU, Aguinaldo Nardi, cerca de 30% dos pacientes do SUS são diagnosticados com câncer de próstata já avançado. Se forem descobertos no início, 90% dos casos são curáveis. “Um a cada seis homens terá câncer de próstata e 1 a cada 36 morrerá da doença”, afirma Nardi. De acordo com ele, falta uma porta de entrada para o paciente masculino.

Por isso, a SBU vai entregar uma lista de sugestões aos parlamentares, entre elas está a criação de Centros de Referência em Saúde do Homem, para melhorar seu acesso ao SUS. Hoje, Centros de Referência da Mulher recebem as pacientes encaminhadas pelo programa de saúde da família, o que agiliza seu atendimento. Já o homem, se tiver suspeita de alguma doença, é encaminhado aos ambulatórios de especialidades e aguardará, talvez, meses para ter uma primeira consulta.

Desde 2004, a SBU realiza ações de conscientização sobre a doença, tendo já contado com o apoio da apresentadora Ana Maria Braga, em 2004, e de Tony Ramos, em 2005. Desde 2012, a SBU realiza o Novembro Azul em parceria com o Instituto Lado a Lado pela Vida.

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– #SomosTodosTaísAraújo: uma reflexão!

Um idiota (sim, quem pratica racismo é imbecil) publicou mensagens racistas contra a competente e bela atriz Taís Araújo em rede social.

O que leva alguém a discriminar uma pessoa pela cor da pele? Só existe uma raça: a raça humana. E, cá entre nós: justamente a cor da pele de Taís realça a sua beleza (fora a sua inteligência).

A Polícia tem que prender o indivíduo. E o mais curioso: na hora das postagens, ela encenava “O Topo da Montanha”, um texto sobre Martin Luther King que trata de afeto, tolerância e igualdade…

Dizer o quê?

As bobagens do último fim de semana estão na foto:

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– O Árbitro Gay da Final da Copa!

Em um esporte preconceituoso como o futebol, tal fato seria discutido (e muito): na Copa do Mundo de Rugby, no próximo sábado, o galês Nigel Owens, único árbitro assumidamente homossexual, apitará a final entre Nova Zelândia x Austrália!

Veja que curioso: Nigel é reconhecidamente competente, mas quase cometeu suicídio por “estar no armário”. Após revelar que era gay, declarou:

Minha vida mudou, minha arbitragem mudou. Se tem uma coisa que apitar exige, é que você esteja completamente concentrado nos 80 minutos. Se algo está mexendo com a sua cabeça, atrapalha. Um árbitro feliz é um árbitro bom.

E se fosse no futebol? E se um árbitro FIFA se revelasse homossexual?

No país em que a bandeira Ana Paula de Oliveira parou sua carreira após fotos sensuais na Revista Playboy e que o árbitro Guilherme Ceretta de Lima foi (segundo ele) prejudicado pela carreira de modelo (entre outras coisas), certamente se aqui exercesse seu ofício, Nigel teria consumado sua tentativa de tirar a vida, lamentavelmente…

E você, o que acha? O Futebol é ainda excessivamente conservador ou não?

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– A Piada Homofóbica sobre o SPFC e a repercussão mais tolerante

Foi há 1 mês: o Programa humorístico Zorra Total da Rede Globo levou ao ar um quadro onde um soldado gay era enterrado. Na ocasião, ele recebeu honras militares e uma bandeira do time do seu coração, o São Paulo.

Muita gente reclamou de homofobia; outros não gostaram da associação; as redes sociais bombaram entre piadas e protestos. Mas, em documento oficial, o próprio SPFC publicou:

Somos o Clube que ama a Libertadores, e também a liberdade. Sonhamos com um mundo, que já conquistamos três vezes, muito melhor. Somos o Clube da Fé. E é com a Fé que carregamos no peito que acreditamos que todo mundo deve ser feliz. Respeitamos as diferenças, pois vejam só: amamos a união do vermelho, do branco e do preto. Aqui, o cartão vermelho é para o preconceito. Somos gigantes. Somos todos Tricolores. O São Paulo Futebol Clube é contra qualquer tipo de discriminação.

Saiu-se bem o clube, não? Talvez esteja nascendo um princípio de tolerância nesses novos tempos da sociedade. Claro, alguns membros de torcidas adversárias mais fanáticas atazanaram em gozações, e outros, mais respeitosos, condenaram.

Até qual ponto os clubes aceitam/ aceitarão facções gays em suas fileiras? E os próprios torcedores tradicionais?

Aliás, fica a observação: nos anos 80, o programa “Os Trapalhões” era sucesso em audiência com suas piadas politicamente incorretas. Hoje, com a mudança dos padrões educacionais e sociais, talvez teriam que se reinventar…

A propósito: quais dos 12 clubes grandes do Brasil (4 SP, 4 RJ, 2 MG e 2 RS) teriam a grandeza de vestir um uniforme rosa em alusão à campanha “Outubro Rosa” em prol do combate e prevenção ao câncer de mama?

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– Já tivemos Árbitras. Mas e Treinadoras no Futebol Masculino no Brasil?

Becky Hammon, ex-jogadora da WNBA por 16 anos, será a técnica do time masculino de basquete do San Antonio Spurs na temporada de verão. Becky ainda será assistente técnica de Gregg Popovich na temporada regular da NBA.

Já na NFL, o time de futebol americano Arizona Cardinals contratou a também ex-jogadora Jen Welter para ser estagiária da comissão técnica para a temporada 2015/2016.

Trazendo para a nossa realidade: será que um dia veremos Marta, Sissi ou Formiga dirigindo um time de futebol masculino do Brasileirão na Série A?

Na arbitragem, algumas mulheres venceram esse preconceito, como a árbitra Sílvia Regina de Oliveira e a bandeirinha Ana Paula Oliveira. Mas a situação delas era um pouco diferente, pois além da exigência técnica, sofriam com a exigência física – a de conseguir o mesmo preparo físico dos seus colegas homens para suportarem o desgaste de uma partida masculina.

No caso das treinadoras de futebol, a única exigência será a da competência técnica.

Em tempo: a baiana Sisleide Lima do Amor (Sissi), a 1a camisa 10 de destaque da Seleção Brasileira e que nos anos 90 jogou pelo Vasco da Gama e São Paulo, mora nos EUA. Tem 48 anos, é mãe e treinadora de equipes universitárias. Lá ela começou a carreira como assistente, se tornou técnica e hoje faz o curso de formação específica para obter a licença A – que autoriza o trabalho como treinadora profissional na MLS.

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– As Camisas Politicamente Corretas do time espanhol

O pequeno Rayo Vallecano, que disputa o Campeonato Espanhol, resolveu inovar e se tornar um clube engajado em motes sociais. Está promovendo novos uniformes “politicamente corretos”.

As duas novas camisas são: a 1a, contra os preconceitos racial e homossexual, trazendo o preto e o arco íris; a 2a, grafite e rosa, trazendo como símbolo o combate ao câncer.

O que você acha dessa ação sócio-política: correta (de responsabilidade social), demagoga (querendo apenas repercussão), ou comercial (simplesmente para vender mais camisas)?

Aprovaria se o seu time fizesse algo assim?

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– Prenderam o Racista do caso “Maju” (Globo). E o do caso Joyce Ribeiro (SBT)?

Com a ajuda do Facebook, foi detido o internauta que atacou a jornalista Maria Júlia Coutinho com ofensas racistas na Internet na última semana. É um jovem de 15 anos, morador em Carapicuíba. 

Tomara que o “meninão” seja reeducado e perceba a tolice que fez, aprendendo a viver em sociedade e que só existe uma raça: a raça humana!

Espero, ainda, que outros casos sejam exemplarmente resolvidos, como a da também jornalista Joyce Ribeiro, do SBT, tão ofendida quanto Maju, ainda não solucionado. Veja, extraído de Carta Capital.com.br, de novembro/2014:

JORNALISTA JOYCE RIBEIRO, DO SBT, É VÍTIMA DE RACISMO NA INTERNET

Ofensas publicadas na página do Facebook do Jornalismo do SBT levaram a jornalista Joyce Ribeiro, 36, a registrar na delegacia o crime de injúria racial que sofreu pela rede. A denúncia é direcionada a um usuário que usa o nome “Simone Hidalgo” e que publicou o seguinte texto no último dia 21: “Esta negra chata, vesga, gaguejando, na bancada do jornal é deprimente, fora Joice Sebastiana crioula, volta para o tronco“.

A seguir, sobre a prisão do 1o caso citado:

(Extraído de: Uol Tecnologia)

POLÍCIA IDENTIFICA ADOLESCENTE QUE POSTOU COMENTÁRIOS OFENSIVOS CONTRA MAJU

A Polícia Civil identificou um adolescente de 15 anos suspeito de ter postado comentários ofensivos e preconceituosos no Facebook contra a apresentadora da TV Globo Maria Júlia Coutinho, mais conhecida como Maju. O menor, que mora em Carapicuíba, na Grande São Paulo, foi localizado nesta segunda-feira (6) e levado à delegacia para ser ouvido.

A jornalista foi vítima de comentários racistas nas redes sociais na noite da última quinta-feira (2), após a inclusão de uma foto dela na página oficial do Jornal Nacional. “Só conseguiu emprego no ‘Jornal Nacional’ por causa das cotas. Preta imunda”, dizia um dos comentários. “Não tenho TV colorida para ficar olhando essa preta não”, escreveu outro internauta.

A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa) instaurou inquérito policial para investigar o crime de prática de discriminação ou preconceito de raça. Mesmo após a identificação do menor, A polícia prossegue nas investigações para identificar outros envolvidos.

Para chegar aos suspeitos, os policiais rastrearam as imagens com as mensagens ofensivas e fizeram buscas nas redes sociais para identificar as páginas dos envolvidos. Também foram solicitados dados cadastrais e números de IPs ao Facebook.

A pena para quem comete esse tipo de crime é de dois a cinco anos, além de multa. No caso do adolescente, ele responde por ato infracional, podendo, a critério da Justiça da Infância e da Juventude, responder a alguma medida socioeducativa.
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– Racismo contra a Maju. Outro caso no Brasil? #SomosTodosMajuCoutinho

#SomosTodosMajuCoutinho

Um bobão e sua turma postaram palavras racistas contra a jornalista Maria Julia Coutinho (Maju, como é carinhosamente chamada), que apresenta a previsão do Jornal Nacional na Rede Globo.

Escreveram sobre ela::

Só conseguiu emprego no ‘Jornal Nacional’ por causa das cotas. Preta imunda (…) Alguém poderia jogar um biscoito para ela, logo? (…) Preta catinguenta (…) Parece uma tampa de toddy (…)”, entre outras coisas.

Um sujeito que pensa dessa forma pode viver integrado à sociedade?

Só existe uma raça: a raça humana, na qual todos somos iguais perante Deus e perante a Constituição.
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– A tristeza do imbecil racista americano que matou 9. Veja o que ele disse quando foi preso…

Dylann Storm Roof, de 21 anos, é o jovem que invadiu uma igreja na Carolina do Sul na 4a feira e matou a sangue frio 9 pessoas negras. O caso chocou a todos.

Preso, Dylann simplesmente declarou:

Eu queria acender uma guerra racial nos EUA”.

O que dizer? A governadora do estado pediu pena de morte. Mas isso resolverá a dor das famílias que perderam seus entes queridos…

Infelizmente, há imbecis em todos os lugares do mundo, em especial, racistas e doentes mentais.
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– Euricão, Suicídio, Fair Play e a Arbitragem Feminina e Gay. O que dizer?

Eurico Miranda, polêmico presidente do Vasco da Gama, realmente é uma figura ímpar. Sem papas na língua, em entrevista à Rádio “DIA FM” na última 4a feira, ao ser questionado sobre Fair Play, respondeu:

“Futebol é uma guerra. Até na pelada é uma guerra. Você entra para ganhar, não pode ter essas babaquices para lá, para cá, colocar a bola para fora. Por qual motivo tem que devolver, porra? Sabe o que isso ocasiona? O jogador fingir que está contundido, colocar a bola para fora sem motivo.”

Sobre mulheres e homossexualismo na arbitragem, ele ampliou o tema e foi mais enfático! Disse que:

Futebol não pode ser apitado por veado. Veado que apita futebol pode se comprometer. Mulher tem que apitar jogo das mulheres, não tem que apitar jogo dos homens. Mas não tenho e nunca tive nada contra gay, tenho contra veado“.

Sobre os problemas extra-campo do jogador Bernardo e sua suposta tentativa de suicídio, disse Eurico:

“É um problema dele. Eu sempre fui adepto de uma filosofia diferente: o problema que o jogador tem fora do trabalho, desde que não comprometa a instituição e não traga reflexos a sua produção, não tenho nada com isso. Ele está com o contrato suspenso por 20 dias por problema comportamental. Por este tempo, não tem relação”.

E aí, o que achou das declarações de Eurico Miranda?

Deixe seu comentário:
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– E se eu dissesse que tenho Orgulho Hetero?

Hoje é dia da famosa Parada Gay em São Paulo, uma das maiores do mundo. E a aceitação pública da comunidade homossexual deve ser aceita; afinal, todos nós somos cidadãos iguais perante a lei, independente de credo, raça, orientação sexual e tantas outras coisas.

Porém, algumas considerações: respeitar a pessoa gay não quer dizer fazer apologia. Claro, ainda existem inúmeros casos de homofobia no país, assim como crimes contra as mulheres e negros, sendo que nenhum grupo pode exigir “tratamento especial” sobre si, já que, repito, todos nós temos direitos e deveres iguais.

Mas me pesa o seguinte: a idéia de um movimento em prol dos direitos dos homossexuais muda de sentido a partir do momento em que a Parada Gay se torna uma festa com mote de evento sexualizado, onde pessoas semi-nuas mandam beijos e rebolados para as outras. É movimento político ou farra sexual?

Por fim: o mote em expressar “Orgulho Gay” é uma manifestação democrática. Nada contra quem o brada por todos os cantos. Mas e se eu fizer a mesma coisa divulgando o “Orgulho Heterossexual” que sinto? Serei criticado, policiado e acusado de alguma coisa?

Sou a favor do fim da homofobia, mas também contra o surgimento da heterofobia.
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E você, o que pensa sobre isso?

– Preconceito ou Mal Entendido?

Quem tem razão? Veja:

Meses atrás, em uma churrascaria de Alagoas, havia a promoção de “Jantar Promocional” para casais, com desconto no preço do rodízio por pessoa. Entretanto, um casal gay, na hora de pagar, contestou a cobrança do preço integral. Deu processo judicial.

A churrascaria defende que o desconto é pelo fato de mulheres comerem menos do que homem; o casal reclama de tratamento desigual ao de um casal heterossexual.

Quem tem razão?

Abaixo, extraído de: http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/al-restaurante-e-condenado-por-negar-promocao-a-casal-gay,d9b86e20fada6410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

JUSTIÇA DE ALAGOAS CONDENOU UMA CHURRASCARIA DE MACEIÓ A PAGAR MULTA DE R$ 16 MIL POR TER SE RECUSADO A CONCEDER UMA PROMOÇÃO DE RODÍZIO PARA UM CASAL HOMOSSEXUAL, EM AGOSTO DE 2013.

As informações são do jornal Folha de S.Paulo. De acordo com a publicação, o casal Rodrigo Goes e Ygor Nascimento foi à churrascaria para jantar. Ao pedirem a conta, porém, os dois perceberam que não haviam recebido o desconto para casais. Eles então questionaram o gerente do local, que afirmou que, para receber desconto, casais homossexuais precisavam apresentar certidão de casamento.

Os dois pagaram o valor total do rodízio e processaram o restaurante. Em sua defesa, o advogado da churrascaria alegou que o desconto se referia a casais heterossexuais porque “por razões biológicas, a mulher consome menos que o homem”, e negou discriminação.

O juiz Celyrio Accioly, porém, rejeitou a alegação e considerou que houve conduta discriminatória vedada pela Constituição. “Casal é casal, seja homem e mulher ou pessoas do mesmo sexo, vez que o Supremo Tribunal Federal já reconheceu a união estável entre estes, inclusive, podendo haver o casamento”, afirmou o juiz.

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– Racismo no Futebol: De novo?

O tema está cansando: mais um jogador é ofendido com os dizeres de “macaco”. Agora foi Elias, do Corinthians, sendo xingado pelo adversário uruguaio Gonzales, jogador do Danúbio. O árbitro nada viu.

Chamar um cidadão negro de macaco é algo deplorável. Crime de racismo deveria ter punição muito rigorosa, afinal, é menosprezar alguém de maneira humilhante. Todos somos de uma mesma raça: a raça humana. Sendo assim, se a cor da pele é mais escura ou mais clara, não significa nada (ou não deveria).

Infelizmente, ainda não vi nenhum árbitro flagrar tal ato e aplicar o Cartão Vermelho. Mas os Tribunais de Justiça das entidades, mediante tantas provas áudio-visuais, devem suspender os atletas infratores.

Daniel Alves, do Barcelona, quando ofendido comeu a banana que foi jogada em campo contra ele. Hulk, do Zenit, respondeu com gols. Aranha, do Santos e hoje no Palmeiras, desabafou publicamente. E, infelizmente, Elias do Corinthians preferiu deixar o “assunto morrer”.

Discordo. Deveria protestar e insistir para que a diretoria do Corinthians peça sanção rigorosa à Conmebol. O problema é: a Confederação Sulamericana vai punir Gonzales?

Fiquemos no aguardo!
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– Homofobia a Árbitro leva a Punição!

Nigel Owens é árbitro de rúgbi e apitou o amistoso internacional entre Inglaterra 21 X 24 Nova Zelândia, em Londres. Seria mais um jogo normal, se Owens não fosse o 1o árbitro da elite do rúgbi a assumir sua homossexualidade, com duas Copas do Mundo no seu currículo e grandes clássicos mundiais.

Durante o jogo, dois torcedores xingaram o árbitro com expressões pejorativas, fazendo alusão ao fato de ser gay. Um torcedor que estava ao lado se incomodou com os gritos homofóbicos e denunciou à Federação Inglesa, que, dois dias depois, com as câmeras do circuito de filmagem do estádio e a ajuda testemunhal do denunciante, os identificaram e entregou os nomes à Polícia. Os torcedores que xingaram o árbitro terão que se apresentar em uma delegacia por dois anos a cada jogo da Seleção Inglesa e foram multados em US$ 2.000,00.

Ao saber da punição, o árbitro apenas declarou:

Infelizmente, você tem algumas pessoas que vão ao estádio, ficam bêbados e que provavelmente sequer assistiram ao jogo de rúgbi, eles só estão lá para ficarem bêbados e xingarem as pessoas. Mas eles são minoria“.

Ian Ritchie, presidente da Federação Inglesa, festejou a punição dizendo:

A Federação leva os valores de trabalho em equipe, respeito, disciplina e espírito esportivo muito a sério e está determinada a mantê-los no esporte. A punição foi exemplar.

E se fosse no Brasil?

Certamente não aconteceria nada. Ofender quanto a questão racial, sexual ou geográfica tem sido uma constante histórica nas arquibancadas. É cultural!

Quanto ao homossexualismo, já trabalhei com colegas de arbitragem gays. Eles existem no futebol – inclusive nos jogos de alto nível, e ninguém assume.

Impossível não tocar nesse assunto e lembrar sobre as questões que envolvem o assédio sexual, não exclusivamente homo mas sim também heterossexual no futebol. Alguém duvida que, como em diversas atividades profissionais, árbitros ou árbitras teriam ascensão na carreira por superiores após certos convites?

Nenhuma acusação aqui, mas muitas indagações… sendo a principal: punições à discriminação sexual existiriam de fato, seja por pressão de torcedores ou aliciamento de cartolas, caso fossem denunciadas?

Sem querer defender a causa e tampouco fazer apologia, mas fica o lembrete: futebol deve ser resolvido em campo, por competência e não por influência.

E você, o que acha sobre isso? Deixe seu comentário:
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– E o Nobre e Pobre Deputado Bolsonaro?

E o Bolsonaro?

“Nobre” pelo adjetivo mentiroso que seus colegas o chamam, mas “Pobre” de espírito…

Em um país que se torna intolerante e desrespeitoso cada vez mais, é inadmissível que um deputado – simplesmente por discordar de uma posição política – fale idiotices como a infeliz frase proferida à deputada Maria do Rosário: “Eu só não (… continua na imagem abaixo):
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– Julien Blanc é o palestrante mais odiado pelas mulheres!

Já ouviu falar do “conselheiro amoroso” Julien Blanc?

Eu já! Quem não o conhece, pode pensar que ele é um tipo de Hitch, personagem de Will Smith nos cinemas que ajudava aos homens a perderem a timidez e conquistar as mulheres.

Nada disso. Ele, de fato, dá conselhos a homens. Mas para conquistar grosseiramente as mulheres, a lá homem das cavernas! Ele se denomina “artista da pegação”.

Seus métodos condenáveis estão levando a diversas ONGs a pedirem a proibição da sua entrada no Brasil, onde deseja realizar palestras.

Veja como ele orienta, abaixo, extraído da Revista Época, 17/11, pg 18-19:

COMO DESPERTAR O FOGO NAS MULHERES – DE RAIVA

Por Cristina Grillo

Em fotos e vídeos que circulam pela internet, ele até parece bonitinho, com certo charme, do tipo que tem chances de terminar uma noitada bem acompanhado. Mas o que o americano Julien Blanc (foto), de 28 anos, diz em suas “aulas” é grosseria pura. Ele pretende ensinar candidatos a machos alfa a “pegar” mulheres. Sim, é esse o termo que ele usa. Não se trata de “conquistar”.

Blanc merece terminar a noite bebendo cerveja quente ao lado de um bêbado chato. As reações raivosas a seu método ultrapassaram em muito o alcance de sua técnica ruim de conquista. Abaixo-­assinados se espalharam pelo mundo e fizeram com que ele fosse impedido de entrar na Austrália e no Reino Unido e fosse execrado no Canadá e no Japão. Em vídeo, Blanc afirmou que homens brancos poderiam abordar japonesas de qualquer forma que desejassem, sem temer as consequências. Ele planejava vir ao Brasil em janeiro, para dar aulas sobre seu “método”. Um abaixo-assinado no site Avaaz reunira, até a sexta-feira da semana passada, mais de 300 mil assinaturas pedindo ao Ministério das Relações Exteriores e à Polícia Federal que não concedessem visto de entrada ao fanfarrão. Na quinta-feira, o Itamaraty afirmava ter elementos suficientes para negar o ingresso de Blanc no país.

Blanc se define como um “pick up artist” – um artista da pegação, em tradução livre – e mostra em vídeos algumas de suas “técnicas”. Uma consiste em empurrar a cabeça da escolhida até que ela fique próxima de seu pênis. Não deixa de ser uma tática arriscada. Outra é apertar o pescoço da candidata, como se fosse sufocá-la, até conseguir um beijo. Descreve ainda um método que poderia ser chamado de “morde e assopra”. Ensina aos pupilos que eles devem ameaçar a futura conquista com palavras duras, depois aliviar a pressão. Diz que a técnica, de “curto-circuito emocional”, é infalível.

As táticas de Blanc falham. Uma troca de mensagens publicada na internet mostra uma tentativa sua de “pegar” a administradora de um grupo do aplicativo de encontros Tinder. Blanc, sem rodeios, convida a mulher a fazer sexo com ele e pede seu endereço. Ela responde: “Por que motivos eu daria meu endereço a alguém que acabo de conhecer no Tinder?”. Ele sugere, então, que se encontrem num lugar neutro. Ela, mais uma vez, nega. Autoconfiante, ele começa a executar a parte “morde” de sua técnica e xinga a “candidata” com os piores impropérios. Depois, passa à fase “assopra”. Pede desculpas, pergunta se há algo errado com sua aparência, implora por nova chance. Como resposta, recebe um link para uma imagem da bela cantora Adele – fazendo um gesto obsceno com o dedo médio.

A guerra contra Blanc começou na Austrália, onde ele planejava dar um de seus cursos, com ingresso em torno de R$ 2 mil. Um abaixo-assinado com 41 mil nomes, argumentando que ele incita à violência contra as mulheres, levou o governo australiano a negar-lhe o visto de entrada. Em uma semana, a história correu o mundo. Chegou ao Brasil na última terça-feira, com a abertura de um abaixo-assinado pedindo ao governo federal que não permita sua entrada no país.

“Em Tóquio, um homem branco pode fazer o que quiser”, diz Julien Blanc, autodenominado “artista da pegação”, numa lição em vídeo. As bobagens de Blanc passaram a ocupar gente em Brasília. A Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República pediu providências ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Em nota, a secretaria se define como favorável à liberdade de expressão, em seguida afirma que “esse senhor” incentiva a violência contra as mulheres, “inclusive o estupro”. E acrescenta: o Anuário brasileiro de segurança pública estima que mais de 143 mil mulheres foram estupradas em 2013 no Brasil, com base nas 50.320 notificações. O Itamaraty passou a consultar outros órgãos do governo federal sobre o assunto.

O presidente da Comissão de Direito Internacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Eduardo Tess Filho, afirma que impedir a entrada de Blanc por causa de um abaixo-assinado pode levar a um “campo minado”. “Uma coisa é (barrar) um terrorista, um agitador, outra coisa é censura. Misturar movimento social feminista com censura é um perigo”, diz. O problema, para Tess, é definir se Blanc acarreta risco para as mulheres ou apenas para o bom gosto.

Um psiquiatra ouvido por ÉPOCA conta o caso de um paciente ainda em tratamento. O jovem afirma ter criado um método infalível para arrumar namoradas. “É só descobrir o que elas esperam de um homem e fazer tudo direitinho, sem questionar”, diz ele, segundo seu médico. O tratamento é para ensinar a ele como funcionam a conquista e a vida afetiva. Talvez, no lugar de protestos e de um abaixo-assinado para a Polícia Federal e o Itamaraty, Julien Blanc precise ser encaminhado para terapia.
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– Realmente precisamos de um dia específico para Consciência Negra?

Sou contra certas datas festivas: Todo dia é dia das mães; dos pais; das mulheres; dos homens ou dos negros.

Muitas vezes, temos datas comerciais: o dia dos namorados, por exemplo. Ou outras demagógicas: não seria a de hoje um exemplo disso?

Detesto rotulações: raça branca, negra, amarela… Ora, somos todos uma única raça, a RAÇA HUMANA! Não importa a cor da pele, a preferência sexual ou a religião: todos somos iguais em direitos e deveres.

Perceberam que o “dia de reflexão” virou descanso para uns e aproveitamento político para outros? Pior: o fato das cidades determinarem feriado municipal ou não acaba desacreditando no dia como feriado em si. Ou é para todos os municípios, nacionalizando a data, ou não.

Mais grave do que isso é tratar o dia como se fossem os negros gente inferior que precisassem de piedade. Nada disso. A história de cotas ou privilégios não pode ser uma caridade de gente subestimada, pois para ser inteligente ou competente não há cor (diferente das cotas sociais – por pobreza – as quais defendo).

Que o Dia da Consciência Negra sirva para refletir a igualdade, não aumentar discussões discriminatórias ou comparações de raças; coisas que são bobagens abomináveis nos dias atuais.

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– Revelar-se homossexual nas empresas traz vantagens? Sobre Tim Cook e sua declaração!

Tim Cook, CEO da Apple e sucessor de Steve Jobs, declarou recentemente que tem “orgulho de ser gay”.

Respeito, mas será que se eu disser que tenho “orgulho de ser heterossexual“, serei policiado/ criticado?

Pois é… Tempos de excessos de patrulha da turma do politicamente correto. E o que isso reflete na Apple?

Aliás, por quê o executivo fez isso?

– Ser homossexual é virtude?

– Estava angustiado com a boataria?

– Jogada de marketing?

Há muitas histórias que tentam explicar por diversos prismas, que vão desde o sujeito que não aguentava mais se “esconder no armário” até aquelas de que “tudo foi armado para ganhar dinheiro”.

Sinceramente, me parece que Tim Cook estava incomodado com a botaria sobre sua sexualidade, ao mesmo tempo que a empresa ganha pontos ao se mostrar aberta e inclusiva.

Gostei do seu discurso, pois sua fala não foi piegas, não fazendo apologia à homossexualidade, fato comum nos últimos tempos de quem se manifesta. Afinal, a preferência sexual não deve ser motivo de discussão, mas de respeito.

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– A Piada do STJD no recurso gaúcho

Se o Grêmio tivesse vencido o Santos por ½ x 0, estaria vivo na Copa do Brasil e não seria punido pelo Racismo. Ao menos, é a mensagem que o STJD deixa a entender após o julgamento do recurso nessa 6a feira.

Petros havia sido suspenso por 180 dias e teve a pena reduzida para 3 jogos. O Grêmio, excluído da Copa do Brasil, teve a pena reduzida para a perda de 3 pontos. Como o resultado do jogo de ida foi derrota por 0x2, o time está com -3. Mas e se tivesse vencido o jogo de ida? Teríamos o jogo de volta!

Coisas dos togados do RJ!

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– As Punições Descriteriosas no Futebol Brasileiro

Há muito vemos punições injustas dentro do esporte nacional. Em alguns casos, os auditores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva se mostram totalmente alheios à defesa ou acusação dos envolvidos e tomam decisões passionais.

Claro: se o envolvido for um time grande do eixo RJ-SP, a tendência é a de que as penas sejam mais brandas.

Mas veja só: neste final de semana, jogaram Tombense/MG x Operário/MT pela série D do Campeonato Brasileiro. O goleiro mato-grossense Igor (que é negro) reclamou que durante o aquecimento foi chamado de “macaco”. Aos 36 minutos de jogo, quando ele estava para cobrar um tiro de meta, resolveu se virar para a arquibancada e dar um bico na bola contra os torcedores, alegando que a torcida mineira cantava em coro: Aranha, Aranha.

E aí, alguém será punido? O Grêmio/RS foi excluído da Copa do Brasil. O Tombense será excluído da série D, ou como a repercussão foi nula ou quase inexistente, nada acontecerá?

Aliás, mantenho a curiosidade: se Grêmio x Santos fosse pela série A do Brasileirão, o clube gaúcho seria excluído? Eliminar uma equipe que já perdeu em casa por 2 x 0 em um torneio mata-mata é fácil…

Outra dúvida: se racismo é crime por preconceito racial, homofobia também é. Nunca vi um jogo ser paralisado por discriminação sexual! E é fato comum que jogadores sejam ofendidos em campo com palavras pejorativas. Ou vai dizer que nunca se ouviu o coro contra o atleta Richarlysson e tantos outros? Como ele nunca se queixou, a questão morre por aí mesmo. Mas se um jogador se assumir homossexual e ouvir “bicha” das arquibancadas, se parará a partida e o clube será excluído pelo STJD? Estou pagando para ver!

Fico com dó dos árbitros: a eles são atribuídos os adjetivos de ladrão, gaveteiro, viado, corno, fdp e tantos outros xingamentos. Mas aí é outra história: eles não têm torcida para reclamar a favor deles e tais reclamações fazem parte da cultura do futebol.

Pior é a punição (ou falta de) aos clubes e dirigentes que não cumprem as obrigações financeiras. Já viu algum time brasileiro perder ponto ou ser excluído de competição por não pagamento de obrigações trabalhistas ou simplesmente pelo calote nos salários?

O Grêmio Barueri vive uma situação vexatória com jogadores fazendo greve por falta de recebimento. O tradicionalíssimo Guarani de Campinas viu a renúncia do seu 3o presidente após o não pagamento dos salários de Junho na última 5a feira (estamos em Setembro…). Sem falar de Vasco da Gama e Botafogo, com dívidas milionárias mas que se mantém ilesos de qualquer pena.

Não deveríamos ter um Tribunal de Penas onde as condenações fossem aplicadas automaticamente ao invés de julgadas por senhores passionais? Tudo pré-determinado: atrasou pagamento e os jogadores se queixaram, pena X. Houve preconceito de torcida, pena Y. E por aí em diante…

E você: o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Racismo, de novo? E até quando?

– Há muito tempo, se discute o a prática do racismo nos estádios e não se vê eficácia alguma nas atitudes tomadas para evitá-lo.

– Há pouco tempo tivemos Daniel Alves sendo atingido por chuvas de banana, em mais um episódio de racismo.

– Há menos tempo ainda, Arouca foi ofendido por ato racista em Mogi Mirim.

– Há algumas horas, Aranha, goleiro do Santos, foi chamado de macaco na partida Grêmio x Santos.

– Imaginaram o jogador que está em campo trabalhando e sendo chamado de animal única e exclusivamente pela cor da pele?

– Imaginaram o tipo de educação que esses agressores verbais e morais tiveram para quererem gratuitamente inferiorizarem um ser humano?

– Imaginaram que tipo de prazer essas pessoas devem sentir em ofenderem alguém e sorrirem por tal conduta, com manifestação de vanglória?

– Imaginaram o sentimento da filha, da esposa, do pai ou da mãe do ofendido?

*********

Amigos, nessa quinta-feira novamente vimos o quão baixo e horroroso pode agir o ser humano a um irmão seu. Se ali em Porto Alegre a maioria é de pele branca, que raio de manifestação de supremacia racial foi inserida na mente desses idiotas para acreditarem que são superiores a quem tem pele de outra cor?

Estamos no século XXI. O homem chegou a Lua, criou a Internet e reduziu as distâncias de comunicação, inventou maravilhas que nos trazem comodidade, clonou animais e às vezes quer brincar de Deus. E, nesse mesmo mundo de tamanha inteligência, convive-se com aqueles que não conseguem entender que só existe uma única raça: a raça humana, de pela branca, negra, vermelha ou amarela.

E como resolver isso?

Se os jogadores não tomarem uma providência, a acomodada CBF vai permanecer demagoga alegando ser um problema social e mundial. Defendo uma greve de protesto! Paralisação da próxima rodada para chamar a atenção (e que se jogue o problema de datas prejudicadas por culpa de calendário aos cartolas). Mais: punição severa ao Grêmio! O que de efetivo foi feito quando macabramente louvaram o trágico acidente que vitimou o ex-jogador Fernandão?

Infelizmente, o discurso é de que quem faz isso é a minoria. Mas não é a maioria que defende o estádio de futebol um lugar permitido para extravasar, xingar, onde tudo pode?

De tantos idiotas racistas, as câmeras flagraram uma moça jovem, loira, desinibidamente chamado o jogador de macaco. Nas redes sociais já a identificaram com precedentes de intolerância. Sobrará apenas para essa menina, bonitinha e ordinária?

Mas e os demais?

Ninguém prendará uma gangue de torcedores. Provavelmente nem mesmo a jovem identificada (lembre-se: racismo é crime). E veremos o mesmo filme já visto após tais constrangimentos: clima de comoção, muito discurso e pouca ação duradoura que resolva o problema de verdade.

Por fim, vale a pena ler a declaração do goleiro pós-jogo:

A outra vez que viemos aqui jogar a Copa do Brasil tinha campanha contra racismo, não é à toa. Xingar, pegar no pé é normal. Agora me chamaram de ‘preto fedido, seu preto, cambada de preto’… Estava me segurando. Quando começou o corinho com sons de macaco eu até pedi para o câmera filmar, eu fiquei p… .Quem joga aqui sabe, sermpre tem racista no meio deles. Está dado o recado, agora é ficar esperto para a próxima. Tem leis, mas no futebol sabemos que o torcedor usa de várias maneiras para desestabilizar. Não vou deixar de jogar o meu futebol por manifestação de torcedor. Dói, mas tenho que jogar.

Sem comentários… simplesmente, disse tudo!

O link dos xingamentos está em: http://www.youtube.com/watch?v=XSBlzf_5EfA

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– Gay e Bambi na mira do STJD ou não?

O procurador Paulo Schmidt adora causar. Veja:

Lucio supostamente chamou Emerson Sheik de gay, e Paulo promete investigar e indiciá-lo.
O Atlético Paranaense chamou em seu site os jogadores do São Paulo de bambis. Paulo disse que não entra em discussões e provocações entre times.

Entre jogadores não pode. Mas entre clubes está liberado?

Pirei.!?!

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– Preconceito contra Obesos dentro do próprio Governo?

Triste caso de preconceito contra obesos: até o Governo está constrangendo quem está acima do peso? Professores barrados pelos quilos?

Uma vergonha… abaixo:

Extraído de: http://www.iberoamerica.net/brasil/prensa-generalista/folha.com.br/20140517/noticia.html?id=Jyuh02r

PERÍCIA BARRA DOCENTE OBESO EM CONCURSO

Por Mariana Bruno

A obesidade mórbida foi responsável pela rejeição de um quarto dos professores aprovados no último concurso do governo do Estado de São Paulo, no fim de 2013, para a educação básica.

De 11.858 docentes aprovados e que passaram pela avaliação de saúde, 155 foram considerados inaptos nas perícias, sendo 39 (25%) deles recusados por obesidade.

Segundo o DPME (Departamento de Perícias Médicas do Estado de São Paulo), órgão da Secretaria de Estado da Gestão Pública que forneceu os dados à Folha, os professores barrados no concurso ainda podem pedir reconsideração da avaliação.

Outras doenças também fazem com que professores aprovados fiquem pelo caminho. Entre elas estão nódulos em cordas vocais, neoplasia maligna (câncer), diabetes grave, hipertensão grave e hipoacusia (diminuição da capacidade auditiva).

A professora de química Ana Carolina Buzzo Marcondelli, 30, de Américo Brasiliense, na região de Ribeirão Preto, foi reprovada por ser obesa e disse que está sendo vítima de preconceito.

O diretor da Apeoesp (sindicato dos professores do Estado) em Ribeirão Preto, Mauro Inácio, questiona os critérios de avaliação, já que a maior parte dos professores reprovados já trabalha para o Estado sem ter feito concurso para se tornar efetivo.

Em nota, o sindicato se posiciona contra as reprovações e entende que a obesidade não poderia ser motivo para não aprovar professores.

HISTÓRICO

O caso é recorrente no Estado. No final de 2009 o Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para apurar a negativa do governo do Estado em contratar obesos que passaram em concursos.

Em 2011, o governo paulista reavaliou a situação de professores aprovados em concurso público, mas que foram considerados inaptos pela perícia médica do Estado.

Para o professor do departamento de Educação, Informação e Comunicação da USP de Ribeirão Preto José Marcelino de Rezende Pinto, o governo deveria avaliar mais questões didáticas e específicas sobre as disciplinas e não critérios como o peso.

“O fato de muitos candidatos reprovados já trabalharem no Estado, mas sem serem concursados, já mostra uma contradição”, disse.

CONTINUIDADE

O DPME informou que a perícia é uma prerrogativa de quem organiza o concurso e visa garantir a “continuidade no serviço público”.

Segundo o órgão, dos 39 professores reprovados na perícia por serem obesos mórbidos, somente três são da área de educação física.

A Secretaria de Estado da Educação não quis se manifestar sobre as reprovações.

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– E a Justiça nos festejos da Libertação dos Escravos?

Muitas teorias absurdas de pseudo-intelectuais ganhavam coro na Europa, como a do iluminista escocês David Hume, que em 1770 dizia:

Que negros sejam naturalmente inferiores aos brancos”.

Idiotice da época. A cor da pele nada faz para que se mude a dignidade das pessoas. Porém, mundo afora tivemos racismos históricos. A escravidão no Brasil, exemplo clássico.

Porém, em 13 de maio de 1888 a Princesa Isabel aboliu a escravatura. Foi a salvação para os negros?

Nada disso. Foi uma demagógica lei. No dia 12, eles dormiam em Senzalas e se alimentavam muito mal. No dia 13, foram livres e ficaram sem casa e sem comida.

Claro, o acerto foi a proibição da exploração. O grande erro foi a falta de assistencialismo da Lei, que deixou os pobres escravos ao Deus-dará.

Fica a histórica indagação: a Princesa Isabel bobeou e não pensou no futuro dos ex-escravos, ou simplesmente fez politicagem para ganhar os louros da fama?

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– O Silêncio do Ocidente contra as Moças Sequestradas na Nigéria

Cerca de 200 moças foram seqüestradas na Nigéria enquanto estavam na escola, por um grupo radical islâmico, há quase 1 mês!

Como os fanáticos religiosos proíbem mulheres de estudarem, as fizeram de mercadoria e ameaçam vendê-las por US$ 15.00.

E o mundo se cala?

As jovens pobres da África não tem o mesmo valor? E se fossem americanas, brasileiras ou europeias?

Da BBC: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/05/140505_meninas_sequestradas_nigeria_mv.shtml

QUEM SÃO AS CENTENAS DE JOVENS SEQUESTRADAS NA NIGÉRIA?

Na noite do dia 14 de abril, homens armados – integrantes do grupo radical islâmico Boko Haram – invadiram um internato em Chibok, pequena cidade interiorana no Estado de Borno, no noroeste da Nigéria.

“Não se preocupem, não vai acontecer nada com vocês”, os invasores disseram às jovens estudantes que encontraram. Depois de se apoderar de alimentos e outros produtos encontrados no local, os homens colocaram fogo no prédio e partiram, levando-as.

Duas semanas após o sequestro, quase nada se sabe sobre o destino das mais de 200 jovens, a maioria entre 16 e 18 anos, que se preparavam para fazer seus exames finais.

Uma das hipóteses é a de que elas teriam sido levadas para Sambisa, um frondoso bosque cortado por riachos e habitado por antílopes e elefantes onde, antes da insurgência, moradores da região caçavam e pescavam.

Também há relatos de que algumas teriam sido vistas em caminhões na direção do Chade ou da República dos Camarões, onde seriam vendidas por US$ 15. Também na semana passada, surgiu a informação de que elas teriam sido forçadas a casar com sequestradores, que teriam pago US$ 12 por uma noiva.

Em um vídeo, o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, confirmou que as jovens seriam vendidas. “Deus me orientou a vendê-las, elas são propriedades Dele e eu vou fazer o que ele me pediu”, disse.

Há mais de uma década, os militantes do Boko Haram estão empenhados em uma campanha violenta com o objetivo de derrubar o governo e estabelecer um Estado islâmico na região. O grupo se opõe ao que qualifica de “educação ocidental” de mulheres e quer a adoção da Lei Sharia (Lei Islâmica) no país.

Não há informações sobre as medidas tomadas pelo governo para resgatá-las – o que, segundo as autoridades, se deve à necessidade de não revelar detalhes por razões de segurança – e tão pouco sobre o número exato de estudantes sequestradas.

Inicialmente, falava-se em 230. Depois, houve relatos de que 40 teriam conseguido escapar. Posteriormente, o número se elevou para 276. E a cifra mais recente, fornecida à BBC pelo chefe de polícia nigeriano Tanko Lawan, é de que 223 meninas teriam sido sequestradas.

Em desespero, nigerianos saíram às ruas no dia 1º de maio para protestar e exigir que o governo faça mais para resgatar as jovens.

Quem seriam, no entanto, essas jovens que venceram o medo e apostaram na educação, um caminho arriscado em um Estado cuja capital é o berço do grupo Boko Haram?

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– A Parada Gay tem o Propósito Cumprido?

Neste domingo haverá a Parada Gay em SP, e são esperadas 3 milhões de pessoas, sendo que a Prefeitura Municipal distribuirá 1 milhão de preservativos (o que sugere que 1/3 poderão fazer sexo seguro). Mas esta não é a questão levantada. A questão é: o respeito e a dignidade parecem ter sido esquecidos, onde justamente deveriam ser exaltados.

Há quase 1 ano, neste espaço, fiz uma observação que permanece atual. Vou repeti-la:

PARADA HOMO E PARADA HETERO

Fico pensando sobre toda essa manifestação dos grupos GLTB durante a Parada Gay. E chego a conclusão de que tal evento nada mais é do que um carnaval homossexual, sem atender aos propósitos da causa defendida.

Se prega o fim da Homofobia e o respeito aos direitos dos homossexuais. Mas como levar a sério, se os manifestantes estão sambando a um volume inaudível, com fantasias diversas e outros praticamente nús?

Ligo a TV e vejo um moreno, em cima de um trio elétrico, apenas de mini-saia. Onde está a defesa da manifestação? Onde estão as faixas defendendo os direitos gays?

No sábado anterior, houve uma caminhada lésbica na Av Paulista, com aproximadamente 200 pessoas, em defesa do direito das homossexuais. Sinceramente, este protesto tem muito mais respeito e dignidade do que os 3 milhões da Avenida Paulista. Elas protestaram, os outros festejaram.

Respeito o homossexual, mas não faço defesa da prática. A opção sexual de cada um deve ser discreta, respeitosa, para que não se torne vulgaridade ou promiscuidade. A Parada Gay se tornou uma festa de apologia, libertinagem e pornografia, aceita pela mídia e pelos grupos empresariais que querem negociar com este público consumidor.

Já imaginaram a repercussão de uma parada de 3 milhões de heteros, fazendo apologia a heterossexualidade? Seria condenada por muitos.

A causa que é cidadã parece se tornar libertina. Infelizmente.

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– Os Cristãos Crucificados na Síria fazem o Papa Chorar

Dias atrás o mundo parou para protestar contra o racismo com a hastag #somostodosmacacos. Mas não é só desse preconceito que o mundo vive: a intolerância religiosa é outro mal que ainda persiste.

Na Síria, nesta semana, fanáticos muçulmanos crucificaram vivos e aguardaram até a morte diversas pessoas. Motivo: serem cristãos!

Impressionante…

Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,papa-diz-ter-chorado-ao-saber-da-noticia-sobre-cristaos-crucificados-na-siria,1161426,0.htm

PAPA DIZ TER CHORADO AO SABER DA NOTÍCIA SOBRE CRISTÃOS CRUCIFICADOS NA SÍRIA

Freira denunciou as execuções em povoados ocupados por grupos de muçulmanos extremistas

O papa Francisco confessou ter chorado ao saber da notícia de que alguns cristãos tinham sido crucificados nos últimos dias “em um país não cristão”, como disse nesta sexta-feira durante a homilia da missa que oficia a cada manhã em sua residência, Santa Marta.

“Eu chorei quando vi nos meios de comunicação a notícia de que cristãos foram crucificados em certo país não cristão”, explicou o papa em referência aos fatos registrados recentemente na Síria.

Fazendo referência ao Evangelho e à perseguição dos primeiros cristãos, o papa acrescentou que “hoje também há gente assim, que, em nome de Deus, mata e persegue”. Em relação à perseguição dos cristãos, Francisco assegurou que “há muitos perseguidos” e lembrou que “existem países em que você pode ser preso apenas por levar o Evangelho”.

Há poucos dias, o site da “Rádio Vaticano” publicou as declarações de uma freira, a irmã Raghida, que esteve na Síria e que denunciou que cristãos estavam sendo crucificados em povoados ocupados por grupos de muçulmanos extremistas.

Em meio a essa questão, o papa Francisco acrescentou que “ao Senhor não lhe preocupa quantos lhe seguem”, ressaltando que, por exemplo, ele não pensa em fazer um “censo para ver se a Igreja aumentou”.

“Ele fala, predica, ama, acompanha, percorre o caminho com as pessoas, calmas e humildes. E fala com autoridade, ou seja, com a força do amor”, explicou o pontífice.

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– Libertadores sem Paulistas destacando os Mineiros

Cruzeiro e Atlético Mineiro estão vivos às fases seguintes da Libertadores da América, ambos buscando o bicampeonato.

Cá entre nós: sem os paulistas na competição, quem é torcedor do estado de São Paulo fica meio que alheio do torneio, com a sensação de que ele ainda nem começou… Não parece ser “sem graça”?

Mas duas coisas me chamaram a atenção nos últimos jogos:

1- O Atlético Mineiro se classificou com uma ótima atuação do goleiro Victor, na Colômbia, contra o Independente Santa Fé. E por que ele não está na Seleção ao menos como reserva imediato do Júlio Cesar? Neste jogo, um fato curioso: após a partida, Ronaldinho Gaúcho foi ovacionado de pé pela torcida local e deu uma volta olímpica no estádio!

2 – O Cruzeiro venceu fora de casa e pegará na próxima partida o Real Garcilasso (PER), a equipe cuja torcida chamou Tinga de macaco. Como será a recepção aos peruanos no Mineirão? Se eu fosse dirigente da Raposa, já teria (contra toda e qualquer vaidade anti-atleticana) providenciado um uniforme listrado de preto-e-branco, como gesto simbólico contra o racismo.

E você, o que sugeriria para os torcedores cruzeirenses fazerem neste confronto? Só não vale manifestação violenta! Deixe sua sugestão.

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– A Distorção dos Brasileiros Mal Educados quanto ao Estupro!

Pesquisa do Ipea divulgada ontem aponta: 65% dos brasileiros concordam que mulheres que usam roupas indecentes “merecem ser atacadas”. Segundo eles, elas acabam provocando os homens e são culpadas pelos casos de estupro “porque provocam” (texto de “O Globo” de hoje…).

Não vi a metodologia, tampouco o universo pesquisado. Mas o número é muito alto dos que pensam assim.

Nessas horas, fico tentando entender: é somente uma questão educacional ou a índole é essa mesma, animalesca?

vergonha de ser brasileiro nessas horas…

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– Os valores para as ofensas a seres humanos!

Real Garcilasso foi multado em 20 mil dólares pelas ofensas racistas ao jogador Tinga. Uma multidão nas arquibancadas o ironizou.

Mogi-Mirim foi multado em 50 mil reais pelas ofensas ao jogador Arouca. Alguns poucos torcedores o ofenderam na saída do campo.

As penas são proporcionais ou justas?

Acho que não. Os racistas estão nas ruas e por cinquentão o assunto foi resolvido para as entidades. Aliás, tanto Conmebol e FPF acabaram faturando com essa história, não? Afinal, o dinheiro não vai para nenhum dos ofendidos, tampouco para obras assistenciais (e pago pelos clubes).images.jpg

– Vergonhosos casos de Racismo que nunca dão em nada

Mais dois casos tristes de racismo: após ter apitado o jogo Veranópolis x Esportivo de Bento Gonçalves, o árbitro gaúcho Márcio Chagas deparou-se com o seu carro atingido por… bananas! Até no escapamento enfiaram uma fruta.

Imagine como o cara recebe tal mensagem simbólica de desprezo à figura humana…

Em Mogi Mirim, no jogo do time da casa contra o Santos, Arouca saia de campo e um pobre de espírito o chamou insistentemente de macaco.

Pense como o cidadão deve se sentir…

Cá entre nós: tudo isso é um problema educacional, de pessoas que não conseguem viver em sociedade. Gente da pior estirpe e que deveria estar na cadeia. Sim, prisão, pois aquele que despreza de tal modo o seu semelhante tem dificuldade de convívio social.

Mas há os oportunistas de plantão. A Federação Paulista de Futebol interditou o estádio Romildo Correia por culpa do acontecimento de Mogi. Ora, a culpa é do clube? Foi o estádio quem xingou o atleta? O concreto é preconceituoso? Pior: Rivaldo, o presidente do time, por acaso é polaco, alemão ou sueco?

Por fim: interditar vai resolver o quê? Punam o torcedor exemplarmente e eduquem o povo.

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– Libertadores de Prisioneiros do Preconceito

No Equador, na Colômbia ou no Brasil, todos são brancos de olhos azuis? Claro que não.

Nos países bolivarianos predominam indígenas miscigenados com europeus e alguns negros. No Brasil, a mistura das raças é ainda maior. Peles vermelhas com amarelos, negros, brancos ou de qualquer outra raça aqui se encontram e convivem harmoniosamente, representando bem o brasileiro.

Porém, mais um odioso episódio de racismo em plena América do Sul, em partida da Libertadores: no predominantemente indígena Peru, jogaram Real Garcilaso x Cruzeiro/MG. E não é que a torcida local ironizou o brasileiro negro Tinga com gritos, cânticos e performance de macaco?

Preconceituosos raciais que não conseguiram ainda entender: só existe uma raça: a humana. O Racismo é o cúmulo do desprezo humano.

Quer acabar com o Racismo no Futebol? Prenda o torcedor na arquibancada (sejam quantos forem) e eliminem o clube da competição que esteja disputando.

Rigoroso? Sim, afinal, racismo é crime contra a humanidade.

Fico imaginando o quão vazia é a vida e quão baixos são os princípios de quem chama seu semelhante de macaco. Qual a graça em ironizar seu próximo? E tento (mas não consigo) imaginar o sentimento de dor de quem sofre com o preconceito.

Não sei o que é pior: entristecer-se por ver a escória humana que é o racista ou o desprezo sentido pelo negro atingido por essa covarde agressão moral.

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– Preconceito Religioso e Sexual em Todos os Envolvidos

Nesta semana, uma série de defesas de pauta politicamente incorretas no mundo do futebol. E creio que ninguém saiu como mocinho da história!

Tudo começou com o jogador alemão Thomas Hitzlsperger, que fez parte da Seleção da Alemanha na Copa de 2006. Ele declarou publicamente ser gay.

O que deveria ser apenas uma questão particular de opção sexual do próprio atleta, virou uma grande polêmica. Alex, zagueiro do Paris Saint-Germain (ex Santos e Chelsea) declarou quanto a isso que:

Deus criou Adão e Eva, e não Adão e Ivo”.

Ora, qualquer um de nós pode defender ou criticar o homossexualismo como conduta pessoal e princípio de vida. Mas, sem dúvida, todos devem respeitar. É uma questão de cidadania, mesmo que você não concorde. Talvez Alex escolheu um péssimo momento para externar suas ideias e não fez as considerações adequadas.

Porém, quem foi defender Hitzsperger? Joe Barton! Lembram dele? O jogador do Queens Park Rangers que um dia polemizou dizendo “Quem era Neymar? Um jogador cai-cai que jogava na Selva” e que também atacou Thiago Silva, dizendo que ele “parece um transexual em campo”.

Barton realmente partiu para a defesa do fim do preconceito sexual, declarando-se claramente a favor do alemão. O problema que o fez praticando preconceito religioso, declarando:

Esta atitude é compreensível quando falamos de um religioso sem cérebro, que ainda acredita em um livro de ficção escrito há mais de dois anos“.

O que podemos dizer? Todos (Alex e Barton) estão errados, defendendo suas bandeiras sem respeitar a dos outros.

Vivemos numa sociedade que carece de cidadania. Se a pessoa se assume homossexual, que seja, sem fazer apologia da sua condição a quem é heterossexual. Se é religioso, que seja, sem fazer proselitismo por aí. E se não quiser ser nada ou não defender coisa alguma, tudo bem, desde que respeite os demais.

Quanta gente pisando na bola nessa semana, não? E uma curiosidade: tudo isso aconteceu exatamente 1 anos depois de Boateng abandonar um jogo do Milan por insultos de torcedores por preconceito racial!

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– Você Contrataria ex-detentos? A Pepsi-EUA, não.

Nos EUA, segundo o Huffington Post, a Pepsico terá que pagar US$ 3,1 mi de multa por investigar o passado dos seus empregados. O motivo era evitar pessoas que já foram presas ou mesmo detidas em delegacia.

E aí: você contrataria um ex-presidiário?

Extraído de: http://is.gd/Huc5P7

PEPSI TERÁ QUE PAGAR 3,1 MILHÕES DE DÓLARES

Empresa também recusava aqueles que tivessem sido detidos ou acusados de pequenos delitos.

A Pepsi concordou em pagar 3,1 milhões de dólares por acusações de discriminação racial ao checar a ficha criminal para avaliar candidatos a vagas na empresa. As informações são do Huffington Post.

A EEOC (comissão de oportunidades iguais de emprego dos Estados Unidos) afirmou que essa política da Pepsi, de não contratar funcionários que já foram detidos excluiu, desproporcionalmente, 300 negros que tentavam uma vaga na empresa.

Pela política da Pepsi, os candidatos não seriam contratados mesmo se nunca tivessem sido condenados. A empresa também recusava aqueles que tivessem sido detidos ou acusados de pequenos delitos.

Segundo a EEOC, usar a detenção ou a condenação como critério de seleção de candidatos pode ser ilegal se não for relevante para o emprego.

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