– Dia Nacional do Orgulho Gay: Reflexões.

Do ano retrasado, para refletir:

Quando ocorreu o “Dia Nacional do Orgulho Gay (25/03)”, o SPFC (assim como outros times de futebol) fizeram postagens nas Redes Sociais pedindo o fim da homofobia (e o ambiente das arquibancadas é carregado disso).

A foto da esquerda é uma postagem do São Paulo, e nos comentários, há elogios e muitas críticas, beirando a própria homofobia, e algumas mais descaradas como “desnecessário” e outras com palavrões que me recuso a publicar aqui.

A foto da direita tem uma pergunta pertinente do perfil de “Estrelinha @Lekass_”: Me diga, se fosse 2 homens tirando uma foto dessa na arquibancada laranja?”

Enfim, a questão é: por mais que se peça respeito nas arquibancadas, haverá o machismo, o preconceito e a confusão de que “respeitar é fazer apologia”.

Parabéns por quem, ao menos, tenta respeitar e promover o respeito no futebol. E paciência pelas críticas que surgirão.

– Carreira ou Família: Quando as Mulheres têm que Decidir!

No mundo da Administração de Empresas, muitas vezes os profissionais se vêm obrigados a tomar decisões que afetam a vida pessoal num grau muito significativo. Àqueles que já passaram pela experiência de um difícil conflito entre carreira X família X anseios, sabem como é martirizante e sacrificante tal momento.

Sendo assim, compartilho um artigo interessante sobre as mulheres na hora de decidir o futuro no trabalho! A Revista Época (Ed 09/03 pg 56-59), traz uma pertinente reportagem de Suzana Villaverde sobre esse complicado instante da vida profissional delas.

Abaixo:

PRESIDENTE? NÃO, OBRIGADA

As mulheres preferem abrir mão dos cargos de dedicação integral para cuidar melhor da vida pessoal e da família

É tarde de terça-feira, e Christina Munte, de 43 anos, aproveita para passear com as filhas Juliana, de 9 anos, e Lara, de 5, em um clube da Zona Sul de São Paulo. Almoçam juntas e em seguida lá vai ela, para o alto da arquibancada, assistir ao jogo de tênis da mais velha. Depois, é hora de acompanhar as acrobacias da caçula na aula de ginástica olímpica. O programa é repetido todas as terças-feiras. Embora pareça fazer parte da rotina típica de uma dona de casa, essas cenas têm como protagonista uma profissional muito bem-sucedida, diretora da Atlantica International, uma rede internacional de hotéis. Exceto pelo dia tranquilo que passa com as meninas, no resto da semana Christina se desdobra em reuniões, feiras e viagens internacionais. A vida é corrida, mas ela garante que o ritmo já foi muito pior.

O mercado hoteleiro estava em ebulição nove anos atrás, quando Christina teve seu primeiro bebê. Nessa ocasião, ela trabalhava nos fins de semana, chegava em casa tarde e ficava muito frustrada. “Por cansaço e pela vontade de curtir minha filha”, diz ela. Em 2005, Christina engravidou novamente e sentiu que estava diante de um dilema. “Tinha pavor de abrir mão de uma carreira que me dava imenso prazer, mas precisava aproveitar minha família”, afirma. A solução veio durante uma conversa franca com seu supervisor, ao final da qual ele fez uma proposta tentadora: reduzir em 20% a carga horária semanal, assim como o salário de Christina. “Foi a solução perfeita, pois não precisei abrir mão de nada”, diz.

Profissionais como Christina constituem um grupo em expansão. Elas querem chegar ao topo da pirâmide corporativa, mas, ao contrário das pioneiras, que começaram a percorrer esse caminho na década de 1970 – e tiveram de deixar de lado marido, filhos e até a vaidade para concorrer em pé de igualdade com os homens –, não admitem abdicar de sonhos pessoais ou perder as alegrias oferecidas pela vida privada. Na prática, abrem mão dos postos de dedicação integral para exercer também o papel de mulher, mãe e esposa. A constatação desse fenômeno tem levado à conclusão polêmica de que a desigualdade no topo do mercado de trabalho é incorrigível – e nem sequer deveria ser vista como um problema. Uma pesquisa realizada no ano passado pelo Sophia Mind, um instituto de pesquisa voltado para as mulheres, perguntou a 340 mulheres brasileiras entre 25 e 50 anos, com nível superior completo, se elas desejavam ser presidentes de empresa. Apenas 37% disseram que sim.

“Apesar das queixas das feministas, a verdade é que homens e mulheres têm diferentes aspirações de carreira”, afirma a conceituada socióloga britânica Catherine Hakim, pesquisadora da London School of Economics. “Homens e mulheres têm diferentes objetivos na vida, e as autoridades não deveriam esperar que eles tivessem resultados idênticos na carreira profissional.” No Brasil, segundo uma pesquisa coordenada pelo Instituto Ethos, as mulheres representam 43,6% s da população economicamente ativa, mas estão em apenas 13,7% dos cargos de liderança.

Desacelerar ou recusar cargos invejáveis pode ser o desejo de centenas de trabalhadoras, mas existe espaço para expressar essa demanda? No Brasil, é comum encontrar mães que voltam ao trabalho antes do término da licença-maternidade ou passam anos sem conseguir conciliar suas férias com as das crianças. “Muitas acham um absurdo usufruir esses direitos básicos quando conquistam uma carreira de sucesso”, diz a consultora de Recursos Humanos Carmelina Nicke. Para ela, gerentes e diretoras ainda temem se mostrar mais vulneráveis que os homens no escritório e preferem se submeter a um cotidiano extenuante. Mas essa seria, segunda a consultora, uma realidade com os dias contados. “A tendência é que nas próximas décadas as companhias ofereçam de antemão uma jornada flexível para segurar a profissional competente”, diz Carmelina. Uma pesquisa divulgada na semana passada pela consultoria Accenture mostrou que 41% das mulheres gostariam de ter “formatos flexíveis de trabalho”. Uma possível explicação: um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicado em 2010 revelou que as mulheres gastam 24 horas semanais em atividades domésticas, enquanto os homens fazem somente 9,7 horas de trabalho doméstico.

Para contornar essas dificuldades, a paranaense Ana Carolina Haracemiv, de 35 anos, montou uma “miniempresa” em casa. “Tenho duas empregadas que moram comigo, motorista e até jardineiro”, afirma. Somente assim ela consegue acompanhar a lição das crianças e curtir o marido, sem perder o foco da empresa em que trabalha, a Dow Brasil. “Se você tem de fazer tudo, não consegue pensar em nada direito”, diz. Orgulhosa do esquema que criou, a engenheira não se arrependeu ao recusar uma proposta de ouro: um cargo de liderança na sede da empresa, nos Estados Unidos. “Meu marido é médico, seria complicado para ele. Seria fantástico para minha carreira, mas não era interessante para todos.” É claro que recusar a promoção deixou Ana Carolina apreensiva, mas ela acabou se surpreendendo. Seis meses depois, foi promovida. Disse adeus ao cargo de gerente de marketing para se tornar diretora comercial da América Latina. “A responsabilidade aumentou, mas o impacto na minha família foi mínimo”, diz ela. “Só deixei de lado a ginástica, mas, sinceramente, nunca gostei muito de malhar.”

Imagem extraída de: https://sescap-pr.org.br/index.php/noticias/post/e-possivel-ter-sucesso-no-trabalho-e-na-familia

– Triste mundo que achou o Racismo normal…

… ou que ainda acha?

Essa imagem é real e chocante:

– O pastor mexicano que quebrou Nossa Senhora a machadadas!

Esse senhor que se diz pastor da Igreja Batista “Monte Sión”, em Tamaulipas, no México, quebrou uma imagem da Padroeira da América Latina e Mãe dos mexicanos, Nossa Senhora de Guadalupe, a golpes de machado.

Lembrei-me de Sérgio Von Helder, da Igreja Neopentecostal “Universal do Reino de Deus”, de Edir Macedo, destruindo a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.

Isso se chama: intolerância religiosa! Se a pessoa não venera a Virgem Santíssima, respeite-se quem a venera (pois católico não adora santos, e muita gente faz confusão com isso).

Toda religião que não tolera o culto alheio, comete crime.

– Sam Alisson, o 2º árbitro negro da história da Inglaterra.

Sheffield United vs Luton Town, pela Premiere League, foi histórico. 

Motivo?

Foi apitado por um árbitro negro (Sam Alisson), apenas o SEGUNDO em todos os tempos de futebol na elite da Inglaterra.

Em 1997, Uriah Rennie se tornou o primeiro negro a apitar futebol na 1ª divisão inglesa. Agora, tanto tempo depois, é a vez de Sam.

Cá com meus botões: há ou não discriminação por lá?

E por aqui?

Imagem extraída de: https://www.terra.com.br/esportes/futebol/internacional/premier-league-tera-o-primeiro-arbitro-negro-a-apitar-partida-apos-15-anos,08cb285bf80b772f2120496b39c406deaf03enec.html#:~:text=Sam%20Allison%2C%20de%2042%20anos,no%20dia%20seguinte%20ao%20Natal.

– As bençãos da Igreja Católica aos casais gays, segundo o Papa Francisco.

Nesta segunda-feira, o Papa Francisco aprovou as bençãos da Igreja para os Casais Homossexuais, com algumas orientações. 

Abaixo, em: https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2023-12/declaracao-doutrina-da-fe-bencaos-para-casais-irregulares.html

DECLARAÇÃO DOUTRINÁRIA DA FÉ ABRE BENÇÃOS 

por Vatican News

Com a “Fiducia supplicans” do Dicastério para a Doutrina da Fé, aprovada pelo Papa, será possível abençoar casais formados por pessoas do mesmo sexo, mas fora de qualquer ritualização e imitação do matrimônio. A doutrina sobre o matrimônio não muda, a bênção não significa aprovação da união.

Diante do pedido de duas pessoas para serem abençoadas, mesmo que sua condição de casal seja “irregular”, será possível para o ministro ordenado consentir. Mas sem que esse gesto de proximidade pastoral contenha elementos minimamente semelhantes a um rito matrimonial. Isso é o que diz a declaração “Fiducia supplicans” sobre o significado pastoral das bênçãos, publicada pelo Dicastério para a Doutrina da Fé e aprovada pelo Papa. Um documento que aprofunda o tema das bênçãos, distinguindo entre as bênçãos rituais e litúrgicas e as bênçãos espontâneas, que se assemelham mais a gestos de devoção popular: é precisamente nessa segunda categoria que agora contemplamos a possibilidade de acolher também aqueles que não vivem de acordo com as normas da doutrina moral cristã, mas pedem humildemente para serem abençoados. Desde agosto, de 23 anos atrás, o antigo Santo Ofício não publicava uma declaração (a última foi em 2000, “Dominus Jesus”), um documento de alto valor doutrinário.

“Fiducia supplicans” começa com uma introdução do prefeito, cardeal Victor Fernandez, que explica que a declaração aprofunda o “significado pastoral das bênçãos”, permitindo que “sua compreensão clássica seja ampliada e enriquecida” por meio de uma reflexão teológica “baseada na visão pastoral do Papa Francisco”. Uma reflexão que “implica um verdadeiro desenvolvimento em relação ao que foi dito sobre as bênçãos” até agora, chegando a incluir a possibilidade “de abençoar casais em situação irregular e casais do mesmo sexo, sem validar oficialmente seu status ou modificar de qualquer forma o ensino perene da Igreja sobre o casamento”.

Após os primeiros parágrafos (1-3), em que o pronunciamento anterior de 2021 é lembrado e agora ampliado, a declaração apresenta a bênção no sacramento do matrimônio (parágrafos 4-6), declarando “inadmissíveis ritos e orações que possam criar confusão entre o que é constitutivo do matrimônio” e “o que o contradiz”, a fim de evitar reconhecer de alguma forma “como matrimônio algo que não é”. Reitera-se que, de acordo com a “doutrina católica perene”, somente as relações sexuais dentro do casamento entre um homem e uma mulher são consideradas lícitas.

Um segundo grande capítulo do documento (parágrafos 7-30) analisa o significado das várias bênçãos, que têm como destino pessoas, objetos de devoção, lugares de vida. O documento lembra que, “de um ponto de vista estritamente litúrgico”, a bênção exige que o que é abençoado “esteja em conformidade com a vontade de Deus expressa nos ensinamentos da Igreja”. Quando, com um rito litúrgico específico, “se invoca uma bênção sobre certas relações humanas”, é necessário que “o que é abençoado possa corresponder aos desígnios de Deus inscritos na Criação” (11). Portanto, a Igreja não tem o poder de conferir uma bênção litúrgica a casais irregulares ou do mesmo sexo. Mas é preciso evitar o risco de reduzir o significado das bênçãos apenas a esse ponto de vista, exigindo para uma simples bênção “as mesmas condições morais que são exigidas para a recepção dos sacramentos” (12).

Depois de analisar as bênçãos nas Escrituras, a declaração oferece um entendimento teológico-pastoral. Quem pede uma bênção “se mostra necessitado da presença salvadora de Deus em sua história”, porque expressa “um pedido de ajuda de Deus, uma súplica por uma vida melhor” (21). Esse pedido deve ser acolhido e valorizado “fora de uma estrutura litúrgica”, quando se encontra “em uma esfera de maior espontaneidade e liberdade” (23). Olhando para elas da perspectiva da piedade popular, “as bênçãos devem ser valorizadas como atos de devoção”. Para conferi-las, portanto, não há necessidade de exigir “perfeição moral prévia” como pré-condição.

Aprofundando essa distinção, com base na resposta do Papa Francisco às dubia dos cardeais publicada em outubro passado, que pedia um discernimento sobre a possibilidade de “formas de bênção, solicitadas por uma ou mais pessoas, que não transmitam uma concepção errônea do matrimônio” (26), o documento afirma que esse tipo de bênção “é oferecido a todos, sem pedir nada, fazendo com que as pessoas sintam que continuam abençoadas apesar de seus erros e que “o Pai celeste continua a querer o seu bem e a esperar que elas finalmente se abram ao bem” (27).

Existem “várias ocasiões em que as pessoas vêm espontaneamente pedir uma bênção, seja em peregrinações, em santuários, ou mesmo na rua quando encontram um sacerdote”, e tais bênçãos “são dirigidas a todos, ninguém pode ser excluído” (28). Portanto, permanecendo proibido de ativar “procedimentos ou ritos” para esses casos, o ministro ordenado pode unir-se à oração daquelas pessoas que “embora em uma união que de modo algum pode ser comparada ao matrimônio, desejam confiar-se ao Senhor e à sua misericórdia, invocar a sua ajuda, ser guiados a uma maior compreensão do seu plano de amor e de verdade” (30).

O terceiro capítulo da declaração (parágrafos 31-41), portanto, abre a possibilidade dessas bênçãos, que representam um gesto para aqueles que “reconhecendo-se indigentes e necessitados de sua ajuda, não reivindicam a legitimidade de seu próprio status, mas imploram que tudo o que é verdadeiro, bom e humanamente válido em suas vidas e relacionamentos seja investido, curado e elevado pela presença do Espírito Santo” (31). Essas bênçãos não devem ser normalizadas, mas confiadas ao “discernimento prático em uma situação particular” (37). Embora o casal seja abençoado, mas não a união, a declaração inclui entre o que é abençoado o relacionamento legítimo entre as duas pessoas: na “breve oração que pode preceder essa bênção espontânea, o ministro ordenado pode pedir paz, saúde, espírito de paciência, diálogo e ajuda mútua, bem como a luz e a força de Deus para poder cumprir plenamente a sua vontade” (38). Também é esclarecido que, para evitar “qualquer forma de confusão e escândalo”, quando um casal irregular ou do mesmo sexo pede uma bênção, “ela nunca será realizada ao mesmo tempo que os ritos civis de união ou mesmo em conexão com eles. Nem mesmo com as roupas, os gestos ou as palavras próprias de um casamento” (39). Esse tipo de bênção “pode encontrar seu lugar em outros contextos, como uma visita a um santuário, um encontro com um sacerdote, uma oração recitada em um grupo ou durante uma peregrinação” (40).

Por fim, o quarto capítulo (parágrafos 42-45) nos lembra que “mesmo quando o relacionamento com Deus está obscurecido pelo pecado, sempre é possível pedir uma bênção, estendendo a mão a Ele” e desejá-la “pode ser o melhor possível em algumas situações” (43).

Papa Francisco

Imagem extraída de: https://www.poder360.com.br/internacional/vaticano-aprova-bencao-a-casais-do-mesmo-sexo-pela-1a-vez/

– Eugenia, a Ciência do Preconceito

Após ler a reportagem de Karina Ninni, da Revista Superinteressante (pg 78-81, edição Março), fiquei impressionado com o tema tratado: a EUGENIA.

A Eugenia é a ciência do preconceito, ou seja, da purificação das raças. E para quem pensava que isso fosse idéia de Nazistas que defendessem a purificação ariana, engana-se. No Brasil, durante o século XX, muitos cientistas eugênicos velada ou abertamente defenderam um Brasil livre de outras raças diferentes à branca.

Em 1911, durante um Congresso realizado em Londres, o antropólogo brasileiro João Antonio Batista proclamou radiante que em 2010 não haveria mais negros ou índios no país!

Um dos maiores defensores da Eugenia foi Francis Galton (primo de Charles Darwin, da teoria da Evolução), que defendia a crença que a evolução humana dependeria da seleção genética e controle das raças.

No Brasil, os eugenistas verde-amarelos não conseguiram ir adiante, mas chegaram a sonhar com programas similares ao da Alemanha de Hitler: esterilização de “raças inferiores” e sacrifícios de deficientes e inválidos. Na política, infiltrados, tentaram até colocar artigos na Constituição que defendesse a raça branca.

Notadamente, foram pessoas de expressão na sociedade, destacando-se Vital Brazil (fundador do instituto Butantan), Arnaldo Vieira de Carvalho (diretor da Faculdade Paulista de Medicina, hoje da USP), o sanitarista Belisário Penna, o médico Olegário de Moura (que dizia: sanear é eugenizar – imagine essa frase dita hoje!) e o fundador da Sociedade Eugênica Brasileira, o limeirense Renato Kehl, que escreveu mais de 30 livros defendendo a raça branca brasileira.

Felizmente, todas essas ações frustaram-se ao longo do século passado, mas um legado triste pode ser observado: a ainda defesa da discriminação racial por parte de muitos brasileiros.

Algumas frases eugências destacadas da matéria citada:

“O Brasil vem sofrendo, desde a colonização, as consequências da mestiçagem” Renato Kehl

“Os índios, em geral, são muito sôfregos e pouco amigos da disciplina” Oliveira Vianna

“Está provado que casamentos entre raças dão origem a tipos inferiores física, psíquica e moralmente”Nina Rodrigues

“O negro, raça inferior, apresenta uma indiscutível e franca animalidade”Luiz Silva

“Os mulatos são, na maioria, elementos feios e fracos. Apresentam instabilidade de caráter e perturbam o progresso nacional” Renato Kehl

“Deus perdoe esses idiotas racistas”Eu mesmo.

Imagem extraída de: https://www.saopauloinfoco.com.br/sociedade-eugenica-sao-paulo/

– Bandeira contra o Racismo.

Ela tem 85 anos e sua história a tornou um verdadeiro ícone no carnaval carioca. Porta-bandeira da minha querida Portela, por seu bailado de extrema …

Continua em:BANDEIRA CONTRA O RACISMO

– O Papa e os Trans, como Jesus e os Marginalizados.

Francisco não tem medo! Assim como Cristo se sentou com marginalizados e excluídos (e foi criticado), o pontífice faz o mesmo nos dias atuais.

Pela segunda vez, se reuniu com a comunidade trans e prostitutas, comendo à mesa com eles. 

Abaixo:

– Zumbi dos Palmares.

“Em 1971, um grupo de jovens negros se reuniu no centro de Porto Alegre para pesquisar a luta dos seus antepassados e questionar a legitimidade do 13…

Continua em: Zumbi dos Palmares

– O Preconceito contra Mulheres no Mundo Árabe.

Texto de 2014 atualizadíssimo…

As mulheres muçulmanas costumam ser submissas aos maridos. Algumas por tradição e desejo próprio; outras, a força.

Neste mundo árabe machista, leis absurdas existem: mulheres que não podem entrar em shoppings, dirigir ou realizar outras atividades comuns.

Eis que em Teerã, na última semana, uma jovem foi presa e condenada por simplesmente tentar assistir ao jogo entre Irã x Itália pela Liga Mundial de Vôlei. Motivo: no Irã, as mulheres não podem frequentar praças esportivas para assistirem jogos masculinos, sendo permitido a elas apenas assistirem a jogos femininos (a prática é com véus). Em protesto, a moça está fazendo greve de fome…

Estamos no século XXI, hein?…

Abaixo, em:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2014/11/1543004-iraniana-condenada-por-tentar-ver-jogo-de-volei-faz-greve-de-fome

IRANIANA CONDENADA POR TENTAR VER JOGO DE VÔLEI FAZ GREVE DE FOME

A iraniana, que também tem nacionalidade britânica, condenada à prisão em Teerã por tentar assistir a uma partida de vôlei masculino no país iniciou uma greve de fome, anunciou seu irmão à agência francesa AFP.

Ghoncheh Ghavami, 25, foi detida em 20 de junho em um ginásio de Teerã. Ela fazia parte de um grupo de mulheres que tentava assistir a uma partida da Liga Mundial de vôlei entre Itália e Irã.

A jovem, formada em direito em Londres, protesta contra o que considera uma “detenção ilegal”, afirmou sua mãe ao canal britânico BBC.

“Ela está em greve de fome desde sábado (30)”, afirmou o irmão da condenada, Iman Ghavami.

Ghoncheh, que aguarda a ratificação da pena, fez uma greve de fome de duas semanas em outubro para protestar contra a detenção.

Todas as mulheres foram impedidas de assistir à partida no ginásio Azadi de Teerã, incluindo as jornalistas credenciadas. Desde 2012, o país proíbe que mulheres assistam aos jogos de vôlei.

Embora o advogado tenha indícios de que a pena seja de um ano, o procurador-geral ainda não confirmou a sentença de Ghavami.

A jovem foi acusada de fazer propaganda contra o regime, um argumento muito utilizado pela justiça iraniana para determinar prisões.

FEDERAÇÃO DE VÔLEI

No dia 1º deste mês, no encerramento do 34º Congresso da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), em Cagliari (Itália), os representantes dos países afiliados à FIVB aplaudiram de pé uma moção em apoio à iraniana.

Em carta escrita ao presidente do Irã, Hasan Rowhani, o presidente da federação, o brasileiro Ary Graça Filho, pede a libertação da iraniana.

Graça Filho lembrou aos representantes o compromisso da FIVB para a inclusão das mulheres e o direito de elas participarem desse esporte em igualdade de condições, como prega a Carta Olímpica.

“Estou certo de que você [Rowhani] vai se juntar a mim hoje para garantir o desejo da FIVB de que Ghoncheh Ghavami seja liberada imediatamente e que as mulheres de todo o mundo sejam autorizadas a assistir e a participar do voleibol em pé de igualdade.”

O Congresso da FIVB aprovou a atitude por unanimidade.

Em entrevista ao canal SporTV, Graça Filho disse que ainda não recebeu resposta do governo do Irã.

“Estamos fazendo contato com a Federação Iraniana de Vôlei para continuarmos. Para nós, fica muito difícil fazer eventos no Irã, porque fica comprometida a inclusão. Não entra na nossa cabeça a exclusão de mulheres. Estamos em contato com a federação para que eles mudem o procedimento”, afirmou.

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Imagem extraída da Web.

– Uma Mensagem Papal no Dia da Tolerância.

Em 17/11 é celebrado o “Dia Internacional da Tolerância”. E o Papa Francisco tuitou no ano passado uma importante mensagem sobre a data, na qual deveríamos pensar diariamente:

“O diálogo entre pessoas de diferentes religiões não se faz apenas por diplomacia, amabilidade ou tolerância. O objetivo do diálogo é estabelecer amizade, paz, harmonia e partilhar valores e experiências morais e espirituais num espírito de verdade e amor. #DayForTolerance

Respeitemos as diferenças, celebremos o que nos une.

Dia Internacional da Tolerância combate qualquer tipo de intolerância e preconceito, seja ele religioso, sexual, econômico ou cultural. Imagem extraída de: https://www.sonhosbr.com.br/dia-internacional-da-tolerancia/

– Absurdo…

Leio que as duas influencers que “presentearam” crianças negras com macacos e bananas de pelúcia (num irônico e racista vídeo, tentando se passar como “humor”) foram presas.

Que raio de insensibilidade é essa? Praticar racismo é humor?

Pior: e as crianças?

Absurdo…

– Buraco Negro não pode, Ministra?

Há certos exageros que me assustam. Digo isso pois leio que a Ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, disse que o termo Buraco Negro é racista!

Eu sou contra qualquer tipo de preconceito e busco sempre tratar as pessoas de maneira inclusiva e respeitosa. Mas crer que o nome de um fenômeno da natureza (os buracos negros no universo) é de conotação preconceituosa, aí já foge do bom senso…

Menos, dona Ministra.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, participou do programa "Bom dia, Ministra" nesta 4ª feira (1º.nov.2023) | Reprodução/ Youtube- CanalGov

Imagem extraída de: https://www.poder360.com.br/governo/termo-buraco-negro-e-racista-diz-anielle-franco/, com a matéria na íntegra. Crédito no próprio link.

– O Papa Francisco e sua posição ao Ministério LGBT dos EUA.

Nos EUA, causa bastante repercussão a resposta positiva do Papa Francisco a um Ministério de Acolhimento Católico às Pessoas Gays, mostrando uma tendência discutida pré-Sínodo: a de abertura maior.

Compartilho, extraído de ACI Digital.

Extraído de: https://www.acidigital.com/noticia/56545/obrigado-pelo-seu-ministerio-escreve-papa-francisco-a-lider-lgbt

OBRIGADO PELO SEU MINISTÉRIO, ESCREVE PAPA FRANCISCO A LÍDER LGBT

por Joseph Bukuras*

Um homem do estado americano do Kentucky envolvido em um “ministério católico LGBTQ” publicou uma carta on-line que diz ter recebido no início deste mês do papa Francisco agradecendo-lhe pelo seu trabalho.

Stan “JR” Zerkowski chefia a comissão de divulgação LGBTQ da diocese de Lexington, no estado americano do Kentucky. A comissão é um “esforço diocesano de buscar, acolher, acompanhar e ministrar à comunidade LGBT”.

Ele também lidera o ministério LGBTQ+ na Igreja Católica de St. Paul em Lexington, uma paróquia que foi causa de polêmica no passado, inclusive por uma imagem da Bem-Aventurada Virgem Maria envolta em uma bandeira do orgulho gay postada em seu site e uma oração à Mãe Santíssima, compartilhada sob o título de “Mãe do Orgulho”.

A nota manuscrita do papa veio em resposta a um e-mail que Zerkowski escreveu a ele em 10 de outubro sobre os três ministérios LGBTQ de Zerkowski, dois dos quais estão sob a diocese de Lexington.

“Eu contei a ele sobre Fortunate Families. Eu disse a ele o que faço local e nacionalmente com paróquias, hierarquia, instituições educacionais e construção de ministérios LGBTQ+ intencionais”, escreveu Zerkowski em uma postagem no Facebook.

“Agradeci a ele por abrir as portas para o ministério LGBTQ+ e expliquei que foi e ainda é um ministério difícil. Eu disse a ele que sua abertura salvou vidas, sei disso em primeira mão. Mencionei que à medida que o Sínodo [da Sinodalidade] se desenrola em Roma, ele ocupa um lugar especial nas minhas/nossas orações”, escreveu.

A resposta do papa Francisco, traduzida para o inglês numa foto que Zerkowski publicou on-line, dizia: “Querido irmão, muito obrigado pelo seu e-mail. Obrigado pelo seu ministério. Eu oro por você, por favor, continue fazendo isso por mim. Que o Senhor te abençoe e Nossa Senhora cuide de você”.

“Eu entendo perfeitamente que esta nota não é sobre mim. Esta nota é sobre nós e nosso ministério. É sobre você. É uma afirmação do papa”, escreveu Zerkowski. “Minha lição pessoal? O papa está ouvindo. O papa se importa”.

Zerkowski é autor de um livro de memórias intitulado “Coming Out and Coming Home: A Gay Catholic Man’s Journey from Marginalization to Ministry, with a Few Miracles Along the Way” (Saindo do armário e voltando para casa: A jornada de um homem gay católico da marginalização ao ministério, com alguns milagres ao longo do caminho). O bispo de Lexington, dom John Stowe, OFMConv, escreveu o prefácio.

Além de liderar a comissão de divulgação da diocese e o ministério LGBTQ+ em St. Paul’s, Zerkowski dirige um ministério chamado Fortunate Families que oferece recursos e orientação ao clero, paróquias e escolas para “discernir e iniciar o ministério para pessoas LGBTQ+ através de boas-vindas intencionais e LGBTQ+ ministério” dentro da Igreja.

O site de Fortunate Families apresenta testemunhos de indivíduos que vivenciaram uma crise de identidade de gênero, alguns dos quais passaram por transições de gênero hormonais ou cirúrgicas. Contudo, ainda dizem que desejam estar em comunhão com a Igreja Católica.

Um homem que sofria de disforia de gênero escreveu em seu testemunho: “Depois de muita oração, consideração e ajuda de um terapeuta, comecei a terapia hormonal. Fisicamente estou muito melhor: minha saúde melhorou e meus sintomas diminuíram. Emocionalmente, estou lutando para saber como vou contar à minha esposa e a todos os outros. Acredito que meu caminho é fazer a transição e me apresentar como a mulher que sou. Acredito que é o único caminho a seguir, embora não saiba aonde o caminho vai levar. Continuo me lembrando de não ter medo e confiar em Deus”.

“Acredito que não há problema em ser transgênero e católico. A vida de Jesus na terra se centrou no cuidado dos pobres e marginalizados. Ninguém estava e está fora de sua compaixão. Como ele disse: ‘É misericórdia que desejo, não sacrifício’”, continuou o depoimento.

A CNA, agência em inglês do grupo EWTN, do qual ACI Digital faz parte, perguntou a Zerkowski se os depoimentos de indivíduos que passaram pela transição de gênero incentivavam a prática.

“Ouvimos e partilhamos histórias reais, tal como o papa Francisco encorajou a Igreja a fazer através do sínodo”, respondeu Zerkowski por e-mail. “As histórias são sagradas”.

Também no site há um livro para profissionais de saúde mental chamado “The Gender Affirmative Model: An Interdisciplinary Approach to Supporting Transgender and Gender Expansive Children” (O modelo afirmativo de gênero: uma abordagem interdisciplinar para apoiar crianças transgênero e com expansão de gênero). A sua descrição diz que “os leitores aprenderão como facilitar e permitir que as crianças vivam no seu gênero autêntico com os apoios sociais necessários”.

O livro diz que “influenciar as crianças a aceitarem o gênero que corresponde ao sexo na sua certidão de nascimento foi contestado, declarado antiético e avaliado como prejudicial ao bem-estar das crianças”.

Outro recurso, intitulado “Este é um livro para pais de crianças gays: um guia de perguntas e respostas para a vida cotidiana”, diz: “Seu filho, ao ter a liberdade de explorar quem é, pode conhecer alguém do mesmo sexo, cair loucamente apaixonado e envelhecer com eles, mais feliz do que você jamais poderia imaginar”.

Ao ser questionado por CNA se os dois livros contradizem o ensinamento da Igreja sobre relações entre pessoas do mesmo sexo e transgenerismo, Zerkowski se referiu ao site, que diz que Fortunate Families fornece uma lista de recursos, mas “não pode endossá-los”.

“Apoiamos o ensinamento social católico sobre a dignidade da pessoa humana e o mandato do Evangelho de trabalharmos juntos para o bem comum”, diz o site.

A notícia da carta surge após relatos de que o papa Francisco se reuniu em sua residência em outubro com a liderança da organização americana LGBT New Ways Ministry (Ministério Novos Caminhos), que foi anteriormente denunciada tanto pela conferência dos bispos dos EUA quanto pela Congregação para a Doutrina da Fé da Santa Sé por causar confusão sobre a moralidade sexual entre os fiéis católicos.

A doutrina católica sobre a homossexualidade está resumida em três artigos do Catecismo: 2357 A homossexualidade designa as relações entre homens ou mulheres, que experimentam uma atracção sexual exclusiva ou predominante para pessoas do mesmo sexo. Tem-se revestido de formas muito variadas, através dos séculos e das culturas. A sua génese psíquica continua em grande parte por explicar. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves a Tradição sempre declarou que «os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados». São contrários à lei natural, fecham o ato sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afetiva sexual, não podem, em caso algum, ser aprovados.

2358. Um número considerável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente radicadas. Esta propensão, objetivamente desordenada, constitui, para a maior parte deles, uma provação, devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição.

2359. As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes do autodomínio, educadoras da liberdade interior, e, às vezes, pelo apoio duma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem aproximar-se, gradual e resolutamente, da perfeição cristã.

*Joseph Bukuras é jornalista da Catholic News Agency. Joe tem experiência anterior no governo estadual e federal, em organizações sem fins lucrativos e na educação católica. Contribuiu para uma série de publicações e suas reportagens foram citadas pelas principais fontes de notícias, incluindo o New York Times e o Washington Post. É bacharel em Ciências Políticas pela Universidade Católica da América. Está em Boston.

Imagem extraída do link acima

– Deus nos fez todos valorosos e iguais. Por quê agir diferente com o outro?

Pratique sempre o bem.

Nunca faça mal ao seu próximo.

Seja solidário.

Defenda a paz e o perdão.

Ajude o mundo a ser um lugar melhor para se viver.

Demonstre mansidão.

  • Todos somos iguais perante Deus, perante a sociedade e perante nossa consciência.

Não existe alguém “melhor ou pior que outrem”. Assim, seu irmão é negro, branco, gay, hetero, baixo, alto, magro, gordo, estrangeiro, vizinho e…. acima de tudo, uma pessoa tão abençoada como você.

#Respeito, #Harmônia e #Convivência. Serve para todas as crenças e descrença. 🙏🏻

Imagem extraída de: https://querobolsa.com.br/revista/solidariedade-na-pandemia-universidades-promovem-campanhas-de-doacao-no-combate-ao-coronavirus

– Parabéns, Sevilla.

O bobão dessa foto que corre o mundo, imitando um macaco para Vinícius Jr, foi expulso pelo Sevilla, entregue as autoridades e denunciado pela La Liga.

Exatamente o contrário que o Valencia fez anteriormente.

Embora possamos nos contentar com a possível justiça do caso, o triste é: há pessoas que se sentem confortáveis em fazer esse nojento gesto.

O que pensam indivíduos como esse cara, não?

– A realista entrevista de Vini Jr sobre a luta contra o racismo.

Vinicius Jr parece estar lutando sozinho contra o racismo na Europa – e ainda assim não desiste.

Ao jornal francês L’Equipe, disse nessa semana:

“Se eu for o único contra o racismo, o sistema vai me esmagar com facilidade. Eu quero simplesmente estar tranquilo para jogar e saber que não vou ser insultado em campo porque sou preto. Não creio em um mundo sem racistas, mas eles devem ser uma minoria. As próximas gerações não podem pensar que é normal ser assim”.

Como se lê, ele é realista e clama: não pode ser uma voz solitária e precisa conscientizar a sociedade.

A pergunta é: onde estão os demais jogadores para apoiá-lo na mesma intensidade dos ataques que são praticados?

Imagem: Fadel Senna / AFP

– O pastor de Bastos, o desrespeito à Padroeira e a Intolerância contra católicos.

Para qualquer discordância de crença religiosa, se alerta para a intolerância. Mas isso tem sido seletivo: você não pode criticar determinadas profissões de fé e suas crenças (por questões de cidadania). Porém, para outras, vale tudo.

O termo “preconceito religioso” é cunhado muitas vezes contra religiões de origem africanas e a alguns ramos evangélicos. Mas contra os católicos, muitas vezes ele é “deixado de lado”.

Vide o caso da cidade de Bastos-SP, ocorrido nessa semana: um pastor disse (e gravou-se em vídeo) que a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que está na entrada da cidade era “Satanás fantasiado” e uma “porta do inferno para quem é da idolatria.

Total desconhecimento da fé católica (que não idolatra ninguém, mas adora o Pai, o Filho e o Espírito Santo) e venera a Virgem Maria, os Santos e Anjos como modelos de fé a Jesus Cristo, que devemos imitar.

Qual a repercussão que temos desse caso? Onde está a indignação? Está se falando de intolerância?

É mais ou menos igual a questão do aborto: se você defende a vida do nascituro pelo motivo religioso, sua fé é desrespeitada pelos grupos pró-aborto. Mas se algum ponto das crendices desse pessoal é questionado, vira intolerância.

Valores defendidos e atacados circunstancialmente?

Foto: autoria pessoal (Padroeira do Brasil, da Catedral Nossa Senhora da Conceição, em Bragança Paulista / SP)

– Inadmissível nos dias atuais.

Homem bater (literalmente) em mulher?

Crime, cadeia e o alerta da falta de vergonha na cara!

Neste tempo do anúncio da foto (abaixo), não tinha Lei Maria da Penha! Como deveria ser difícil para as pobres senhoras mais indefesas…

Cada coisa que a humanidade já viu, não? Ao ler essa propaganda, me traz uma pontinha de curiosidade: o que as pessoas justificavam quando questionadas se “bater em mulher” era algo comum (e até aceito!)?

Imagem extraída da web, autoria desconhecida.

– A quem interessa o racismo?

“Na verdade a mão escrava / Passava a vida limpando / O que o branco sujava, ê. / Imagina só / O que o branco sujava, ê. / Imagina só / O que o negro pensava, ê. Mesmo…

Continua no link em: A QUEM INTERESSA O RACISMO?

– Deixem as jogadoras em paz! Sobre as questões extra-Copa Feminina:

Eu respeito toda e qualquer manifestação religiosa, política e sexual. Tenho a minha e não me perturbo com a dos outros. É coisa pessoal, íntima e merece ser privada.

Digo isso pois quando vou buscar informações sobre a Copa do Mundo Feminina, a maioria das buscas redireciona para “os relacionamentos e as namoradas das jogadoras“. 

Não se fala de esquema tático ou coisas do jogo, mas sobre questões feministas e/ou LGBTQIAN+!

Ao contrário do que muitos possam defender, isso não é questão de empoderamento. Ao contrário: é tratar do assunto de forma sensacionalista, como se fossem pessoas “diferentes” ou “atrações” por algumas serem lésbicas, bissexuais, não-binárias ou qualquer outra condição. São pessoas! O atrativo é o esporte, não do que elas gostam.

Se elas desejarem expressar suas intimidades, que o façam. Mas quando a imprensa esportiva fica buscando esse tema, deixando o futebol de lado, é invadir a privacidade delas. E quem quer apenas discrição?

Deixem as moças em paz… Já foi o tempo de ficar “fuçando a vida pessoal” dos outros. Chega de preconceito.

Marta e Carrie Lawrence

Marta e Carrie Lawrence se conheceram no Orlando Pride, time em que jogam, e namoram há um ano – Instagram @carrie__lawrence, extraído de: https://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2023/07/copa-do-mundo-feminina-conheca-os-amores-das-jogadoras-que-disputam-o-mundial-de-futebol.shtml

– Além do Racismo… tivemos Nazismo no Universitário x Corinthians? Aguardemos a Conmebol!

Ontem falamos sobre a questão da Conmebol punir o racismo e se os torcedores ousariam ou não praticar tais nefastos atos em Lima, no Universitário x Corinthians (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-Ocg).

E não é que os relatos de jogadores foram de torcedores imitando gestos de macacos do trajeto do hotel ao estádio? O atleta Matheus Bidu, por exemplo, desabafou nas Redes Sociais.

Tão grave quanto a isso foi a presença de uma torcida chamada “Los Nazis”, uma louvação ao… Nazismo! Inclusive, torcedores com suásticas foram filmados pela TV.

Fico pensando: o Peru é um país miscigenado, com descendentes indígenas e uma parcela negra. Farfán e Guerrero, atacantes recentes da seleção peruana, que o digam. E o maior atleta da história deles: Teófilo Cubillas! Como pode ocorrer isso?

Defender (ou minimizar) os males do Racismo e do Nazismo não é uma forma de atacar o adversário, mas atentar contra a sua própria história. Não imaginava tamanha ignorância dessa parcela da população do nosso país vizinho (que infelizmente, deve existir aqui dentro do próprio Brasil também).

Aguardemos o que a Conmebol fará nesse episódio.

Imagem extraída de: https://revistaforum.com.br/esporte/2023/7/18/universitario-time-peruano-que-enfrenta-corinthians-na-sul-americana-tem-torcida-nazista-139710.html

– O ousado racismo em Itaquera… como resolver?

O preparador físico do Universitário-PER, Sebastian Avellino Vargas, é um sujeito corajoso (ou sem juízo): chamou um grupo de torcedores do Corinthians, em plena Arena Neo Química, de macaco, além de praticar gestos racistas.

Cá entre nós: toda rodada, até em jogos improváveis envolvendo clubes que não se esperava, estão acontecendo problemas. E avalie algumas circunstâncias bem particulares:

  • O que leva a um profissional do esporte ir a outro país e fazer tal bobagem? Um esportista deveria congregar as pessoas, não o contrário.
  • Ele vem de um país mestiço (Peru), sendo que ele é estrangeiro (Uruguai). Não deveria ter um pouco mais de experiência, sensibilidade e respeito?
  • Sebastian não é branco de olhos azuis… e ainda assim faz isso?
  • Como ele ficará perante os jogadores negros de seu clube?
  • Se casado, como explicará aos seus filhos a detenção?

O mais irritante é que, quando preso, fez cara de coitado e provavelmente justificou que foi ofendido por torcedores (como se não conhecesse o mundo do futebol).

Aguardemos a omissa Conmebol, que tirou uma “casquinha” dos problemas de Vinícius Jr, divulgando notas e protestos, mas nada faz de concreto em seu próprio território.

 

Foto: Marcelo Braga, extraído do G1.com

– Seleção abandona o jogo após ato racista.

Um primeiro e significativo caso: após seu zagueiro sofrer racismo de um adversário, estando vencendo por 1×0, a Nova Zelândia abandonou o amistoso contra o Catar, em protesto.

Quando um clube grande ou uma Seleção campeã fará o mesmo em jogo de expressão?

Extraído de: https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/nova-zelandia-abandona-amistoso-contra-catar-acusacoes-racismo/

NOVA ZELÂNDIA ABANDONA AMISTOSO CONTRA CATAR APÓS ACUSAÇÕES DE RACISMO

A Nova Zelândia se recusou a participar do segundo tempo do amistoso contra o Catar, na Áustria, nesta segunda-feira (19), após alegações de abuso racial contra o zagueiro Michael Boxall por parte de um adversário.

O incidente aconteceu pouco antes do intervalo, desencadeando uma confusão. Jogadores indignados da Nova Zelândia cercaram um dos jogadores do Catar antes de uma cobrança de falta.

“Michael Boxall sofreu abuso racista durante o primeiro tempo do jogo por um jogador do Catar (disse a confederação de futebol da Nova Zelândia, em sua conta no Twitter). Nenhuma ação oficial foi tomada, então a seleção concordou em não jogar o segundo tempo da partida.”

A federação do Catar disse em seu Twitter que a Nova Zelândia se retirou do amistoso, sem dar mais detalhes.

O árbitro Manuel Schuttengruber teve uma longa discussão com o capitão da Nova Zelândia, Joe Bell, e logo depois o jogo foi para o intervalo.

A Nova Zelândia vencia por 1 a 0, com gol de Marko Stamenic aos 16 minutos.

O racismo no futebol voltou às manchetes nas últimas semanas, com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciando um comitê antirracismo liderado pelo atacante brasileiro do Real Madrid Vinicius Jr, que foi vítima de abuso racista na LaLiga.

(Reportagem de Janina Nuno Rios na Cidade do México)

Zagueiro Michael Boxall, da Nova Zelândia, teria sofrido racismo em partida contra a seleção do Catar

Zagueiro Michael Boxall, da Nova Zelândia, teria sofrido racismo em partida contra a seleção do Catar Scott Winters/Icon Sportswire via Getty Images

– Escurinho ou Alemãozinho?

Estão “pegando no pé” do Vanderlei Luxemburgo pois, ao esquecer o nome do jogador Patrick de Paula, tentou se lembrar dizendo “escurinho”.

Eu sou contra o racismo e contra toda e qualquer forma de discriminação. Mas não deu a impressão que pela entonação da fala, ele não falou de maneira pejorativa, mas adjetiva, como se referisse a um jogador branco como “alemãozinho”?

Da mesma forma que alguém pode dizer “aquele negão forte” como “aquele brancão forte”, ou ainda como “crioulo” como “polaco”, e por aí vai.

Muitas vezes, mudam-se os termos e as cognições ao bel-prazer. Não me pareceu nem ao menos um ato de racismo estrutural (mas respeito toda e qualquer posição contrária).

Ops: eu, particularmente, não usaria esse termo e não gosto também do uso – embora eu tenha o entendimento acima.

Imagem extraída da Web.

– Euricão, Suicídio, Fair Play e a Arbitragem Feminina e Gay. O que dizer?

Texto de 2015, mas muito curioso para os mais jovens que não conheceram o politicamente incorreto Eurico Miranda:

Eurico Miranda, polêmico presidente do Vasco da Gama, realmente é uma figura ímpar. Sem papas na língua, em entrevista à Rádio “DIA FM” na última 4a feira, ao ser questionado sobre Fair Play, respondeu:

“Futebol é uma guerra. Até na pelada é uma guerra. Você entra para ganhar, não pode ter essas babaquices para lá, para cá, colocar a bola para fora. Por qual motivo tem que devolver, porra? Sabe o que isso ocasiona? O jogador fingir que está contundido, colocar a bola para fora sem motivo.”

Sobre mulheres e homossexuais na arbitragem, ele ampliou o tema e foi mais enfático! Disse que:

Futebol não pode ser apitado por veado. Veado que apita futebol pode se comprometer. Mulher tem que apitar jogo das mulheres, não tem que apitar jogo dos homens. Mas não tenho e nunca tive nada contra gay, tenho contra veado“.

Sobre os problemas extra-campo do jogador Bernardo e sua suposta tentativa de suicídio, disse Eurico:

“É um problema dele. Eu sempre fui adepto de uma filosofia diferente: o problema que o jogador tem fora do trabalho, desde que não comprometa a instituição e não traga reflexos a sua produção, não tenho nada com isso. Ele está com o contrato suspenso por 20 dias por problema comportamental. Por este tempo, não tem relação”.

E aí, o que achou das declarações de Eurico Miranda?

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Imagem extraída de Goal Brasil. Quem souber do autor, favor informar para crédito.

– Quando o homem é vítima de machismo.

Um texto para o “homem moderno”. Na verdade, para uma sociedade justa, não preconceituosa, respeitosa, digna e de equidade aos homens e mulheres:

“O machismo convence o mundo de que um homem deve sentir-se vexado por ganhar menos que a mulher. Convence o mundo de que um homem que abra mão da carreira para cuidar dos filhos é um fracassado disfarçando sua incompetência profissional. Convence-nos de que o homem, sexualmente, deve funcionar como uma máquina que nunca poderá ter falha alguma, seja no porte, na performance ou na vida útil. Que o homem precisa dirigir bem, manobrar com facilidade, saber trocar pneu, desentupir ralo e trocar resistência de chuveiro. Que o homem não deve usar antirrugas, nem corretivo para acne e olheiras, nem filtro solar. Que o homem não deve ter medo de barata, de escuro, de altura, de ficar solteiro, de não poder ter filhos, de se aposentar e sentir-se inútil.”

Na íntegra, abaixo, extraído de: https://emais.estadao.com.br/blogs/ruth-manus/o-quanto-o-machismo-tambem-reprime-os-homens/

O QUANTO O MACHISMO TAMBÉM REPRIME O HOMEM

por Ruth Manus

Como todos sabemos o comportamento machista não é exclusividade masculina. Há homens machistas, mulheres machistas, músicas machistas, livros machistas, doutrinas machistas. Da mesma forma, o feminismo não é uma luta apenas das mulheres. O feminismo, como já mencionamos aqui no blog, não é o contrário de machismo, mas é a luta por igualdade entre homens e mulheres. E isso interessa todos nós.

A mentalidade machista mata, fere, humilha e reprime mulheres todos os dias, em todos os cantos do mundo. E nós precisamos lutar diariamente contra esse tipo de comportamento, mesmo quando ele se apresenta de forma sutil, disfarçado de piada, de pequena censura.

Mas não são só as mulheres que são vítimas do machismo. Obviamente não estamos comparando dores, nem nivelando os potenciais das agressões. As maiores vítimas do machismo sempre serão as mulheres. Mas talvez esteja na hora de entendermos que a vida de todo mundo seria melhor sem ele.

Começa muito cedo. O antiquado “menino não chora” ainda circula por aí. Por vezes ele se traveste de “vai ficar chorando que nem uma menina?”. O machismo tenta enfiar as lágrimas de volta nos olhos dos meninos, que já crescem com duas ideias erradas: a de que eles não podem ter fragilidades e a de que toda menina é frágil por natureza.

Depois os meninos são tolhidos nos brinquedos. Uma menina jogando bola ou brincando de carrinho pode até ser aceita (embora o mundo prefira vê-la com uma cozinha de plástico cor de rosa). Mas um menino com uma Barbie jamais passará ileso. Um menino que queira brincar de ser pai de uma boneca será motivo de preocupação. Um menino com um bambolê. Um menino que se divirta penteando cabelos.

Mais tarde são os cursos universitários: Nutrição? Enfermagem? Psicologia? Pedagogia? Design de interiores? Gastronomia? O machismo está pronto para mandá-los para a engenharia, para o direito e para administração de empresas. Nas profissões não é diferente. Um amigo que estuda em Barcelona é excelente com crianças, pensou em se oferecer para cuidar de algumas. Mas quem aceitará “um” baby-sitter? Será um pedófilo? Um pervertido? Além disso, misturam-se conceitos, associando profissões a orientação sexual e, de repente, o simples fato de um homem gostar de cortar cabelos ou desenhar roupas já torna-o gay aos olhos dos machismo. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas o machismo é muito burro.

O machismo convence o mundo de que um homem deve sentir-se vexado por ganhar menos que a mulher. Convence o mundo de que um homem que abra mão da carreira para cuidar dos filhos é um fracassado disfarçando sua incompetência profissional. Convence-nos de que o homem, sexualmente, deve funcionar como uma máquina que nunca poderá ter falha alguma, seja no porte, na performance ou na vida útil. Que o homem precisa dirigir bem, manobrar com facilidade, saber trocar pneu, desentupir ralo e trocar resistência de chuveiro. Que o homem não deve usar antirrugas, nem corretivo para acne e olheiras, nem filtro solar. Que o homem não deve ter medo de barata, de escuro, de altura, de ficar solteiro, de não poder ter filhos, de se aposentar e sentir-se inútil.

O machismo não costuma matar homens. (a não ser que esse homem beije outro homem no meio da Avenida Paulista). O machismo prefere matar mulheres. O machismo odeia todas as mulheres que não se encaixam em seu asqueroso e pobre padrão. Mas também odeia os homens que não correspondem às suas tristes expectativas. E reprime-os. Julga-os. Condena-os. Não os mata com armas de fogo, não os espanca no chão da cozinha, não os violenta nos becos escuros. Mas mata, sim, a cada dia, um pouco das sua liberdade, da sua paz, dos seus sonhos.

Morte grande e sangrenta ou morte pequena e sutil, somos todos vítimas do mesmo machismo. E a luta contra ele é uma só: uma luta sem gênero, protagonizada por todos os que sabem que não queremos seguir caminhando por caminhos trilhados por uma mentalidade tão pobre, tão atrasada e tão carregada de ódio.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Ronaldinho Gaúcho e Vinícius Jr: qual a diferença quanto à perseguição?

Jogando no Barcelona, Ronaldinho Gaúcho não sofreu ataques públicos de racistas na Espanha. Consta apenas uma situação desagradável, onde seu companheiro de ataque Samuel Eto’o foi chamado de macaco pela torcida do Zaragoza. Na oportunidade, o camaronês ameaçou abandonar o campo e contou com o apoio do brasileiro, que abandonaria o jogo junto. Ambos acabaram demovidos da ideia.

Racismo, publicamente visto, ocorreu quando ele foi jogar no Querétaro-MEX, quando um membro do Partido Conservador ficou preso no trânsito por conta da apresentação de R10, e o político disse que o congestionamento era por conta daquele “macaco”.

Mas compare:

Ronaldinho Gaúcho dava dribles geniais. Vinícius, idem.

R10 fazia malabarismos e firulas com a bola. Vinícius, em algumas oportunidades, idem.

R10 comemorava os gols dançando. Vini Jr também.

R10 e Vini Jr, ambos, são negros.

Não é curioso que Ronaldinho Gaúcho não tenha sido perseguido? Ao contrário de Vinícius Jr, que recebe todo tipo de manifestação.

Teria algo em relação à Catalunha / Barcelona e Capital / Madrid? Ou não?

Conversando com um colega professor nessa semana, ele me alertou:

“Existe o efeito ‘manada‘ combinado com o efeito ‘modismo’: se uma pessoa pratica racismo e alguns acham engraçado ou tolerável, a “modinha” vai se espalhando. E a multidão em sua volta, compactuando, a segue (efeito manada). Isso dura semanas ou meses.”

O ideal é que na primeira ocorrência: puna-se, para evitar novos casos. Mas as autoridades espanholas deixaram a manada fazer moda E agora, não adianta entrar em campo com faixa escrita “não ao racismo”, pois falar para os educados, não precisa; e pedir respeito os transgressores, não adianta.

Vinícius simplesmente foi escolhido por ser negro e um importante atleta de um time de destaque. Poderia ter sido outro, pois o bolinador não escolhe causa, mas alvo. Virou atração de racistas!

Eu sou branco, e por mais que eu tente demonstrar empatia para dizer que sinto a dor de Vini Jr, será mentira, pois vivemos (nós, brancos) por instantes essa mácula. Ele vive diariamente, e isso nunca conseguiremos sentir.

Abaixo, uma representação do que colonizadores europeus faziam: tratavam negros como bichos (citação em: https://wp.me/p4RTuC-JKN).

Que o mundo não se cale para essa barbaridade, em pleno 2023!

Na imagem,

– Evento “Virada Histórica” debate o preconceito no futebol.

Seminário discute os 100 anos dos “camisas negras” e o racismo no futebol O Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte (LEME), em parceria com o …

Continua em: Evento “Virada Histórica” debate o preconceito no futebol

– Passado metade do prazo dado pelas Organizadas ao Luxemburgo no Corinthians…

Em 6 jogos disputados, nenhuma vitória de Vanderlei Luxemburgo pelo Corinthians (e o acordo com as Torcidas Organizadas foi de 10 partidas).

Concordo que o time esteve mais organizado na última rodada, contra o Flamengo. Mas ainda é muito pouco. E tem dado azar, apesar das bagunças da direção e das entrevistas sem sentido do treinador (a “analogia do banheiro”, na coletiva de domingo, foi bizarra). Aliás, nada dá certo mesmo (já falamos aqui: https://wp.me/p4RTuC-MMd).

Luxemburgo será mantido no cargo, se for eliminado na Libertadores e perder os próximos jogos do Brasileirão (o que é provável que aconteça)?

Mano Menezes, procurado antes de Luxemburgo, provavelmente estará à disposição na praça… O Corinthians o contrataria?

A propósito, uma observação: boa arbitragem de Rafael Klein, gaúcho considerado o sucessor da Daronco na FIFA – porém, como ele não tem disposição alguma em agilizar o jogo! Se seu colega de estado gosta de parar o jogo com faltas, Klein (que tem essa tendência também) não se importa com a cera para o reinício da partida. Não é curioso que a Escola Gaúcha de Arbitragem, que tanto se notabilizou por deixar o jogo correr, marcar poucas faltas e permitir a virilidade nas disputas (como a Escola Argentina), mudou radicalmente?

Corinthians se posiciona oficialmente contra o retorno do futebol | Agência Brasil

Imagem extraída da Web:

Em tempo, recebi, há pouco: o Corinthians se pronunciou a favor de Vinícius Jr e contra o racismo. Mas o episódio envolvendo internamente o próprio clube, não será resolvido? Abaixo:

– A solução para Vini Jr contra os racistas espanhóis.

Sobre os insistentes ataques racistas contra Vinícius Jr (culminado com a absurda expulsão do atleta por se revoltar contra os xingamentos de macaco, na partida em Valência), há dois caminhos:

  • A La Liga chamar a atenção dos árbitros para a aplicação do Protocolo FIFA (que na 3ª etapa encerra a partida), consequentemente punindo o time dos infratores (me parece uma conivência enorme dos juízes – talvez por quê não sintam o racismo contra eles próprios, afinal, não há árbitro negro na Espanha; ou
  • Vinícius Jr mudar de time (afinal, vejo muito poucas atitudes reais dos seus companheiros de clube, como, por exemplo, ameaçarem abandonar o campo – se o Vila Xurupita sai de um jogo, a repercussão seria mínima; já o Real Madrid, chamaria a atenção do planeta). Imaginaram ele na Premier League?

Escreveu ele, em desabafo, no Twitter:

Não foi a primeira vez, nem a segunda e nem a terceira. O racismo é o normal na La Liga. A competição acha normal, a Federação também e os adversários incentivam. Lamento muito. O campeonato que já foi de Ronaldinho, Ronaldo, Cristiano e Messi hoje é dos racistas. Uma nação linda, que me acolheu e que amo, mas que aceitou exportar a imagem para o mundo de um país racista. Lamento pelos espanhois que não concordam, mas hoje, no Brasil, a Espanha é conhecida como um país de racistas. E, infelizmente, por tudo o que acontece a cada semana, não tenho como defender. Eu concordo. Mas eu sou forte e vou até o fim contra os racistas. Mesmo que longe daqui.

O “Mesmo que longe daqui” significa uma sinalização de que poderia mudar de Clube? Talvez esse seja o fator desencadeante da mudança de postura (mais contundente) do Real Madrid na noite passada, abraçando (ufa, enfim), a causa, e consequentemente dizendo que poderia ir até à Justiça contra os racistas?

Abaixo, a mensagem no Instagram de Vini:

 

– Os Albinos, a iniciativa contra o preconceito e à favor da saúde.

Quando eu era pequeno e sem saber o que era albinismo, pensava que essas pessoas eram estrangeiras no nosso país. Nem imaginava o que era a doença, nem que os negros poderiam sofrê-la também.

Mais do que isso: protetor solar, para eles, é remédio, e as autoridades pouco fazem…

Compartilho essa matéria da Revista VejaSP, ed 26/04, sobre esse assunto importante. Abaixo:

CUIDADO À FLOR DA PELE

Programa inédito no país ajuda albinos a tratarem da saúde e a lidar com o preconceito social

Por Mariana Zylberkan e Sara Ferrari

Em 2011, quando estava grávida de sua filha Beatriz, a professora Fernanda Quintiliano ouviu uma frase aterradora de uma médica que a acompanhava na gestação. “Ela me disse que eu não deveria pôr filhos albinos no mundo, pois havia um risco imenso de eles contraírem câncer de pele”, relembra.

Ela e o marido, o técnico em segurança do trabalho Flavio André Silva, possuem o distúrbio genético do albinismo e o transferiram às duas filhas — a caçula, Clarice, tem 1 ano. O único integrante da família de Osasco, na Grande São Paulo, que não apresenta a condição é Augusto, 6, adotado em 2011. “Eu sabia que nossos filhos biológicos seriam albinos, e não via problema nisso, mas esse comentário me deixou bastante assustada”, conta ela.

Quando a criança completou 3 anos, Fernanda encontrou o Programa Pró Albino, que funciona há seis anos na Santa Casa de Misericórdia com o objetivo de oferecer atendimento médico e psicológico gratuito a portadores de albinismo. Hoje, o casal e as duas meninas fazem consultas a cada três meses na instituição, para a realização de exames e acompanhamento clínico.

O albinismo é uma condição genética associada à deficiência de melanina, pigmento que dá cor à derme, aos olhos e aos cabelos. Além de possuir características físicas próprias (veja o quadro na pág. 50), quem é portador dessa mutação está sujeito a ter doenças cutâneas, como tumores, e deficiência visual.

Estima-se que existam 1 000 albinos no Estado de São Paulo. Para receberem tratamento específico, todos deveriam se dirigir ao instituto da Santa Casa, o único centro médico do Brasil voltado para esse público. No entanto, apenas 220 pacientes estão cadastrados no programa.

Em 2011, quando foi lançado, eram 22. “No começo, pedíamos aos pacientes para nos indicar outros albinos”, conta a dermatologista Carolina Marçon. A médica faz parte de uma equipe de nove especialistas, entre eles oftalmologista e geneticista, pronta para atender a uma gama de necessidades, desde a detecção do nível de melanina até o aconselhamento genético e o suporte para exigir auxílio por invalidez em caso de deficiência visual.

Os beneficiados são ainda orientados a proteger-se dos efeitos nocivos do sol com o uso de protetor solar com fator 30, no mínimo, e ingerir suplementos de vitamina D, substância que não são capazes de produzir naturalmente. Uma vez detectada alguma lesão mais grave na derme, o procedimento de internação e cirurgia é realizado no próprio hospital.

A ideia de criar o programa surgiu nos departamentos de dermatologia e oftalmologia da Santa Casa para prevenir casos de câncer de pele precocemente. “Muitas pessoas chegavam aqui com a doença em estágio avançado”, explica Carolina. Um dos motivos é a falta de conhecimento sobre essa condição por parte dos próprios médicos.

“Na minha infância, passei por vários pediatras e nunca me disseram nada”, diz Fernanda, que só recebeu o diagnóstico correto aos 17 anos. Além dos problemas de saúde, essa população enfrenta diariamente o preconceito social. A assistente de produtos Rafaela Rosário relata que atrai olhares curiosos quando está ao lado do namorado, Livyston Fernandes, também albino.

Os dois se conheceram em uma rede social há dez anos. O casal procura levar a situação na esportiva. “A gente tira sarro e até manda um ‘joia’ ”, diverte- se. Há ainda ajuda para resolver problemas práticos.

O aposentado Miguel José Naufel teve de entrar na Justiça contra a prefeitura de Mococa, cidade a 270 quilômetros da capital, onde mora, para conseguir retirar um frasco de protetor solar por semana em um posto de saúde local. “Alegaram que era cosmético, mas para nós é como um medicamento. Preciso usar todo dia”, explica.

Há dois anos, o Programa Pró Albino foi reconhecido pela Associação Paulista de Medicina como uma das principais iniciativas sociais da área médica na capital. O plano agora é expandir o trabalho a outros hospitais do país. “O Estado do Rio de Janeiro e Brasília estão implantando projetos semelhantes”, diz Carolina. “Eles vão facilitar a vida de quem necessita viajar milhares de quilômetros para vir a São Paulo para o tratamento.”

OS GRAUS DO ALBINISMO

Tipo 1: é a versão mais intensa da condição genética. Tem como características cabelos brancos, pele pálida e olhos claros. A deficiência visual, causada pela incapacidade de produção da proteína que forma os nervos ópticos, é mais acentuada.

Tipo 2: os indivíduos têm cabelos loiros ou castanho claros e pele menos pálida.

Tipo 3: a pigmentação da pele e dos cabelos é avermelhada e os olhos são castanhos, mas existem problemas de visão.

Tipo 4: essa variação se assemelha fisicamente ao tipo 2, mas as dificuldades de enxergar são mais amenas.

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Beatriz, Flavio, Augusto, Fernanda e Clarice (em sentido horário, a partir da esq.): consultas e exames de rotina (Alexandre Battibugli/Veja SP)

– O racismo em Athlético Paranaense x Flamengo

Que tristeza… racistas na Arena da Baixada, no Athletico x Flamengo, infernizaram alguns torcedores.

  • Um homem que imita um macaco ironizando uma pessoa negra, pode ensinar o quê para uma criança?

fácil identificar e punir. Assista o vídeo, abaixo, extraído do Twitter do jornalista Gilherme Silva, em: https://twitter.com/gsilvajpan/status/1655406048440733696

Fico pensando: o que faz um cara se achar superior a outro, por conta da cor da pele?

– O que é ter um “coração negro”?

Chimy Ávila, jogador argentino do Osasuna, após a derrota do seu time para o Real Madrid na Copa do Rei, disse sobre Vini Jr:

“Com o tipo de jogador que ele é, muito bom, está protegido e acho que isso é muito bom, mas também somos pessoas e é isso que é importante para se ser um bom ser humano, porque pode ser um bom jogador, mas se tiver um coração negro é impossível. O Vinícius tem muito para dar, gosto dele como jogador e o treinador ou os colegas de equipe vão corrigi-lo”.

Coração negro?

Eu não consigo acreditar que ele se referiu como uma forma pejorativa e racista para Vinícius Jr, associando que o coração (ou melhor: a índole) de um negro é diferente de um branco. Se foi isso, é uma atitude para as autoridades puni-lo imediatamente.

Vou torcer para que “coração negro” seja alguma expressão argentina mal compreendida, de sentido enviesado num primeiro momento a nós, mas entendível se explicada. Porém, se for o que se aparenta, será mais um triste episódio de racismo…

Em tempo: em Curitiba, no Athlético Paranaense x Flamengo, imbecis imitaram macaco para torcedores visitantes. Tudo filmado e fácil de se identificar. Que se puna exemplarmente (clube e autoridades públicas devem ser cobrados).

Arte de coração negro gerada por inteligência artificial

Imagem extraída de: https://br.freepik.com/fotos-premium/arte-de-coracao-negro-gerada-por-inteligencia-artificial_34842448.htm