– O Absurdo Aumento dos Combustíveis na Bolívia

 

Todas as mídias noticiaram: a população da Bolívia saiu às ruas contra o aumento dos combustíveis ordenado por Evo Morales.

 

A Gasolina, por exemplo, subiu 83%.

O Diesel, 73%.

A tarifa dos ônibus, 100%.

E o salário mínimo, 20%.

Tudo numa canetada!

 

Imagine se fosse aqui! Apesar de que, com os freqüentes aumentos do etanol, a coisa não é tão diferente…

 

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4867345-EI8140,00-Crise+da+gasolina+deixa+feridos+e+detidos+na+Bolivia.html

 

CRISE DA GASOLINA DEIXA 15 FERIDOS E 21 DETIDOS NA BOLÍVIA

 

Quinze agentes ficaram feridos e 21 pessoas foram detidas nos choques entre policiais e manifestantes nesta quinta-feira nas cidades bolivianas de El Alto e Cochabamba, em meio à crise provocada pelo aumento de até 83% nos preços dos combustíveis.

“Há 15 policiais feridos em El Alto, dois gravemente. Em Cochabamba, 16 (manifestantes) foram detidos, e outros cinco em El Alto”, informou o ministro do Interior, Sacha Llorenti. Segundo o ministro, “atos de vandalismo” foram cometidos por ativistas “identificados” do Movimento Sem Medo (MSM), do ex-prefeito de La Paz Juan del Granado.

Llorenti informou que manifestantes atacaram a polícia com pedras, e os agentes reagiram com bombas de gás lacrimogêneo. Durante os protestos, a multidão quebrou o portão da sede da vice-presidência boliviana, incendiou postos de pedágio, destruiu agências da empresa aérea estatal BoA e atacou as sedes da Central Operária e do sindicato dos plantadores de coca. Os manifestantes também tentaram queimar uma bandeira da Venezuela e incendiar o monumento ao guerrilheiro Ernesto Che Guevara.

El Alto, cidade-dormitório vizinha a La Paz, foi tomada por milhares de manifestantes, que levantaram barricadas e incendiaram pneus para interromper o trânsito. Em Cochabamba, os grevistas do transporte de carga estacionaram caminhões nos cruzamentos para bloquear o tráfego. Santa Cruz de la Sierra, motor do desenvolvimento boliviano, também era muito afetada pela paralisação dos transportes.

Durante a tarde, um grupo liderado pelo MSM tentou chegar ao Palácio Presidencial de La Paz, mas foi reprimido pela polícia de choque, que dispersou o protesto com bombas de gás lacrimogêneo. Diante da repressão policial, o grupo desistiu de chegar à Praça das Armas, onde estão as sedes dos poderes Executivo e Legislativo.

Em meio aos protestos, a população correu em busca de alimentos e formou enormes filas em torno dos mercados de La Paz. Os manifestantes exigem a renúncia de Morales, que deflagrou a crise ao decidir pelo fim dos subsídios aos combustíveis, provocando um aumento de 83% na gasolina e de 73% no díesel.

Para suavizar a alta dos combustíveis, Morales aumentou em 20% o salário mínimo e a remuneração das Forças Armadas, da polícia e dos funcionários da saúde e da educação. O presidente também anunciou outras medidas, como incentivos a agricultores e a pequenos empresários. Morales convocou ainda os militares para tentar reduzir os efeitos das greves que paralisam o país.

O ministro da Defesa, Rubén Saavedra, anunciou que homens das Forças Armadas farão e venderão pães ao “preço antigo”, diante da decisão do sindicato dos padeiros de parar a categoria por 24 horas e elevar o preço do pão em até 100%.

Os militares bolivianos também foram chamados para dirigir ônibus e caminhões visando atenuar o aumento unilateral de 100% nos preços das passagens de taxis e micro-ônibus que ignoram a greve nos transportes. A Força Aérea Boliviana está realizando voos comerciais na rota La Paz-Cochabamba-Santa Cruz ao preço simbólico de 150 bolivianos (R$ 33).

Morales afirma que elevou os preços da gasolina e do díesel para enfrentar o contrabando de combustíveis para os países vizinhos, ao custo anual de US$ 150 milhões. A Bolívia tem um consumo de 35 mil de barris diários de petróleo, e em 2010 produziu apenas 4.500 barris diários. O restante é importado, principalmente de Venezuela e Argentina.

– Homenagem Derradeira ao Molusco?

 

Queria não escrever sobre política neste final de ano, mas a situação obriga.

 

A Petrobras anunciou que o Campo de Tupi, local onde se encontra a maior reserva de petróleo do Brasil e local do pré-sal, mudará o nome para Campo Lula.

 

Criticada, a empresa alegou que não está homenageando o Presidente Lula, mas sim o molusco Lula…

 

Ahhhhh bom…… Acreditamos.

 

Por quê não homenagear outro vivente do mar, como Campo Golfinho, Campo Polvo ou Campo Ostra?

 

Interessante lembrar: a homenagem ocorreu logo após o presidente Lula confirmar a permanência de Gabriele como presidente da estatal no governo Dilma…

 

E você, o que acha disso: demagogia política ou homenagem verdadeira ao molusco? Deixe seu comentário:

– 477 dias de Viagem ao Exterior?

 

Quase 1 ano e 4 meses! Esse é o tempo em que o presidente Lula ficou fora do país em viagens durante o seu governo.

 

Para os opositores, dirão de que ele só passeou ao invés de trabalhar.

Para os admiradores, dirão que defendeu o nosso país mundo afora.

 

Democracia é isso aí. Faça o seu juízo.

– E o Battisti, como fica?

 

Já que acabamos de falar sobre política, uma perguntinha:

 

Como é que fica o caso do terrorista italiano Cesare Battisti? Lula vai extraditá-lo ou ele será mais um refugiado (criminoso e assassino, diga-se de passagem) que nós teremos que sustentar?

 

Battisti não deveria ser problema nosso. Ele é procurado na Itália pelos crimes de lá. Vamos mandá-lo de volta para Roma!

– Dilma em 2014? Mas já?

 

Hoje, em entrevista, Lula praticamente lançou Dilma Roussef à reeleição para 2014. Ela nem assumiu e o nosso guia-mestre quer que comecem logo sua campanha!

 

Sabe qual a contradição? É que ele próprio criticou reeleições de mandato, criticando Fernando Henrique Cardoso como mentor dessa possibilidade.

 

Ué? Então por que fez questão de se reeleger e usar os microfones para lançar Dilma daqui a 4 anos?

– Um Sábio Sabão no Senado Brasileiro e no Congresso Nacional

 

Dom Edmilson poderia ser um bispo desconhecido. Mas, ontem, mostrou-se um homem de virtudes singulares!

 

O religioso foi homenageado com uma comenda no Senado. Chamado ao plenário para recebê-la, RECUSOU-A E PASSOU UM SABÃO no Congresso.

 

Essa sim é uma atitude coerente e virtuosa. Veja abaixo como foi o episódio. (Senhores políticos, reflitam bem esse caso):

 

Extraído de: http://www.opovo.com.br/app/opovo/politica/2010/12/22/noticiapoliticajornal,2080884/bispo-cearense-recusa-comenda-oferecida-pelo-senado.shtml

 

BISPO CERAENSE RECUSA COMENDA DO SENADO

 

Durante discurso, dom Edmilson afirmou que, enquanto os parlamentares reajustaram seus salários em 61%, motoristas de ônibus em Fortaleza tiveram 6%

 

Em protesto contra o reajuste salarial de 61% autoconcedido pelos parlamentares, no último dia 16, o bispo cearense Dom Manuel Edmilson da Cruz recusou a comenda “Direitos Humanos Dom Helder Câmara”, que lhe foi oferecida pelo Senado por indicação do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE).

 

No plenário da Casa, o discurso de Dom Edmilson surpreendeu os senadores, que haviam reservado a manhã de ontem para realizar a sessão de entrega da comenda.

 

O bispo lamentou que o Congresso tenha aprovado reajuste para seus próprios salários em 61%, enquanto os trabalhadores do transporte coletivo de Fortaleza “mal conseguiram” 6%. Ele também mencionou as aposentadorias reduzidas e o salário mínimo que cresce em “ritmo de lesmas”. “Quem assim procedeu não é parlamentar. É para lamentar.”

 

Autor do projeto da Comenda, o senador José Nery (Psol-PA), que votou contra o reajuste e presidia a sessão durante a homenagem, disse que o Congresso deveria refletir sobre o reajuste após o protesto do bispo. Mais tarde, ao O POVO, Nery afirmou que talvez fosse mais “adequado” o bispo dizer que “simplesmente não ia receber”. “Vir até aqui causou um certo mal-estar. Mas em nada esse fato pode diminuir o gesto e a decisão do Senado em instituir comenda para homenagear Dom Hélder”, afirmou.

 

Além do bispo, a homenagem foi oferecida a mais quatro autoridades que se destacaram em favor dos direitos humanos: dom Pedro Casaldáliga, Marcelo Freixo, Wagner de La Torre e Antônio Roberto Cardoso.

– Tá Começando bem o Ministro do Turismo! Festinha no Motel?

 

Infelizmente, o trocadilho é inevitável: Pedro Novais, deputado apadrinhado de Sarney e escolhido por Dona Dilma, será Ministro do Turismo. Mas será que do Turismo Sexual? Sim, pois a imprensa acaba de revelar festa em motel promovida por ele, com dinheiro público!

 

E você, o que pensa disso? Quem é denunciado e provado como corrupto pode assumir cargos governamentais? Deixe seu comentário:

 

Extraído de: http://colunas.epoca.globo.com/ofiltro/2010/12/22/ministro-de-dilma-pagou-motel-com-dinheiro-publico/

 

MINISTRO DE DILMA PAGOU MOTEL COM DINHEIRO PÚBLICO

 

O governo Dilma Rousseff ainda nem começou e tem um dos ministros escolhidos pela presidente eleita já tem um escândalo para se preocupar. O deputado Pedro Novais (PMDB-MA), apadrinhado do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e escolhido para a pasta do Turismo, gastou R$ 2.156,00 em dinheiro público em uma festa realizada em um motel de São Luís. Segundo reportagem do Estadão, Novais apresentou a nota fiscal do Motel Caribe na prestação de contas de sua verba indenizatória de junho, e classificou o episódio como um “erro”.

– Dona Dilma X Justin Bieber, Twitter e sumiço Midiático

 

Guilherme Fiúza, em sua coluna semanal na Revista Época, observou com perfeição: a presidente Dilma Roussef sumiu da mídia nos últimos dias! Mas o mais interessante é a comparação dela com o astro teen Justin Bieber no uso do Twitter e na popularidade: o que ambos têm em comum e o que os diferenciam.

 

O final do artigo é cruel e vale a pena ser lido: Justin Bieber, ao menos, teria um plano de governo…

 

APERTEM OS CINTOS, A PRESIDENTE SUMIU

 

Por Guilherme Fiúza, Revista Época, pg 68, Ed 20/12/2010, no. 657

 

A presidente eleita, Dilma Rousseff, é um sucesso no Twitter. Ficou em segundo lugar no ranking dos mais citados na febril rede de mensagens telegráficas em 2010. Perdeu apenas para o cantor adolescente Justin Bieber, que aliás se parece muito com Dilma. Os dois são pastéis de vento da cultura de massas e suas cabeças foram feitas pelos melhores cabeleireiros da modernidade brega. Não se sabe exatamente por que a primeira presidenta brasileira foi superada pelo ídolo canadense. Talvez ele tenha um plano de governo.

Aos 16 anos, Justin Bieber já tem até um filme sobre sua vida. É um exemplo e tanto para Dilma. Está provado que não é preciso viver para entrar na história. A presidenta está seguindo rigorosamente esta linha: não fez nada para se eleger, e depois de eleita prosseguiu, coerentemente, não fazendo nada. Em time que está ganhando não se mexe.

Agora a vice-campeã do Twitter tem tudo para virar filme também. Não importa se ela já fez tanto na vida quanto o adolescente Bieber. Isso o roteirista resolve. Qualquer problema, é só providenciar uns enxertos com pedaços da biografia de Norma Benguell, usando o mesmo expediente da campanha eleitoral. A transfusão de identidade, que fez Dilma aparecer no lugar da atriz numa passeata em 1968, foi um sucesso. Se ainda faltar material para o longa-metragem, ainda é possível encher linguiça com as peripécias de Erenice, alter ego da presidenta – tão prematuramente ceifada da vida pública só porque exercia seu instinto maternal na máquina administrativa. Puro preconceito contra a mulher.

Justin Bieber pode ser o rei do Twitter, mas não tem tudo. Não tem, por exemplo, um Edison Lobão no ministério. O velho novo ministro de Minas e Energia, aquele que no apagão convocou uma coletiva para ler um bilhete dizendo que ia ficar tudo bem, é quase uma força da natureza. Seria difícil supor de onde vem sua inexorável sobrevivência no poder sem um olhar profundo para o Estado do Maranhão, que o fez senador. Ali mora o mistério do Brasil moderno.

Ali mora José Sarney (fora um ou outro pernoite no Amapá, para um alô a seus eleitores). Lobão é só um dos ministros de Sarney no governo revolucionário da primeira presidenta. Justin Bieber precisaria nascer de novo em São Luís, no Maranhão, para entender o que é um reinado de verdade. Influenciar pencas de adolescentes pelo mundo não é nada. Difícil é influenciar pencas de contratações de parentes e amigos no Senado, ser apanhado com a boca na botija e continuar dando as cartas na República. Sarney é um milagre da dupla Lula-Dilma, um dos filmes mais incríveis que Hollywood não fez. O resto é água com açúcar.

Dilma não disse nada sobre a guerra no Rio, a inflação recorde de novembro e o ajuste fiscal

Nunca antes na história deste país se viu um presidente eleito sumir de cena de forma tão resoluta. Dilma não tem nada a dizer ao povo. Dilma não disse nada sobre a guerra no Rio de Janeiro. Dilma não comenta a inflação recorde de novembro. Dilma não fala sobre o ajuste fiscal que o velho novo ministro Mantega anunciou e o padrinho Lula desmentiu. Dilma não dá um pio sobre a crise da partilha do pré-sal, nem do pós-sal. Mas Dilma fala no Twitter:

“Amigos, muito legal ser tão lembrada no twitter em 2010. Logo eu, que tive tão pouco tempo p/ estar aqui c/ vocês. Vamos conversar mais em 2011”.

Imaginemos como prosseguirá essa conversa em 2011, aproveitando as duas palavras mais importantes da mensagem: logo eu, que não saio da sombra do meu inventor; logo eu, que só penso na cota do PMDB, na cota do PT e na cota do Sarney; logo eu, que articulo para presidente da Câmara um lunático que quer derrotar o capitalismo; logo eu, que rezo todos os dias para que a política econômica de Fernando Henrique não me abandone, e eu possa continuar surfando no folclore do oprimido. A musa do Twitter promete. Te cuida, Justin Bieber.

– Proteção Amazônica versus Reforma Agrária e Produtividade

 

Leio no Estadão de hoje uma curiosa matéria sobre desapropriação de terras na região amazônica. E algumas coisas são inacreditáveis!

 

Um fazendeiro cumpre a lei: possui 80% das suas terras sem desmatar, já que são de proteção ambiental. Entretanto, por não produzir nada nelas, teve sua propriedade desapropriada por serem terras improdutivas!

 

O que podemos falar disso? Ou ‘quem faz as leis’ não se preocupa com detalhes, ou ‘quem a faz cumprir’ é um burocrata sem igual.

 

Em suma, quem ‘cumpre a lei’ sofre nesse Brasil…

 

Extraído de: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101219/not_imp655562,0.php

 

DESAPROPRIADA FAZENDA QUE PROTEGE A FLORESTA

 

Por Marta Salomom

 

“Floresta, a senhora fala, é o mato”, corrige Divino Rodrigues, um dos sem-terra acampados nas bordas de uma floresta de 142 km². É uma das poucas áreas com essas dimensões de vegetação nativa do bioma Amazônia que restam no norte de Mato Grosso, onde a pecuária domina. Divino conta os dias para o fatiamento do “mato” da Fazenda Mandaguari em lotes da reforma agrária.

A Mandaguari segue o que diz a lei, que mandou preservar a vegetação nativa em 80% do território das propriedades rurais instaladas no bioma Amazônia. Mas seguir a regra ambiental estabelecida em 2001, raridade entre os produtores da região, pesou contra no laudo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O instituto classificou o imóvel de “grande propriedade improdutiva” porque não explorava mais que 20% das terras. “Era um direito adquirido”, alega o superintendente do Incra em Mato Grosso, William Sampaio. De acordo com ele, o proprietário teria de explorar metade das terras que não estava registrada como reserva legal na matrícula do imóvel, segundo a lei que vigorava na época do avanço da fronteira agrícola na região.

A Fazenda Mandaguari foi desapropriada por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2004, após vistoria relâmpago nas terras. Depois de anos de disputa na Justiça, os donos têm até os primeiros dias de janeiro para retirar quase 5 mil cabeças de gado do local e entregar as terras – pastos e florestas – ao futuro assentamento. Um experimento arriscado para a preservação do meio ambiente.

Laudos do Incra comprovam que a fazenda Mandaguari tem 79,48% da vegetação nativa ainda preservada. Em outubro de 2010, um auto de inspeção da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso constatou queimada de 25 hectares da floresta da fazenda, atribuído pelo documento aos sem-terra acampados no local. “A vizinha ali foi queimar o lixo e o fogo escapuliu”, contou o assentado Odair José de Oliveira, diante dos sinais ainda visíveis da queimada.

“Fiz de tudo o que estava ao meu alcance”, disse ao Estado um dos donos da fazenda, João Antônio Lian, um grande exportador de café. Ele negociou com o Incra e admite ter financiado o sindicato dos trabalhadores rurais na tentativa de suspender o acampamento. Lian e o sócio devem receber da União R$ 25 milhões pelas terras, segundo avaliação mais recente. Ele quase fez um acordo com o Incra, quando o preço chegou a R$ 30 milhões.

Madeira e serraria. “A madeira lá dentro vale mais que o preço da terra”, calcula Ricardo Ewald, dono da Serraria Jaraguá, instalada a apenas 9 quilômetros do acampamento dos sem-terra. A madeira se tornou escassa na região. Madeireiras, ao contrário, ainda abundam.

Os futuros assentados da Fazenda Mandaguari tratam os madeireiros como os inimigos do assentamento e da floresta, mas eles admitem que também têm planos de instalar uma serraria no lugar. Dirceu Tavares da Silva, líder do acampamento Unidos Venceremos, fala da serraria dos sem-terra como uma forma de escapar à pressão dos madeireiros que estão de olho nos troncos de mogno, angelim, cedro e ipê, entre outras madeiras nobres encontradas no “mato”, como todos ali chamam a floresta.

Na paisagem dominada por pastos da região, a floresta aparece como um gigantesco quintal do acampamento. “A gente não tem aprovado projeto de manejo para corte de madeira nos assentamentos porque é muito difícil controlar a pressão de fora”, observa o superintendente do Incra em Mato Grosso, dando conta da dificuldade de administrar a exploração de madeira ali.

William Sampaio disse que a possibilidade de exploração “sustentável” da floresta será considerada, porém, nos estudos que serão feitos, a partir de janeiro, para definir detalhes do assentamento na Mandaguari, a começar pelo tamanho dos lotes.

Modelo tradicional. Documento do Incra a que o Estado teve acesso prevê que a Fazenda Mandaguari tem capacidade de assentar 350 famílias. Cada uma teria direito a 10,57 hectares da área já desmatada e ocupada por pasto e mais 37,17 hectares da área de floresta, “a ser explorada através de plano de manejo”, quando há corte seletivo de árvores.

O formato é criticado pelos acampados, que ainda pensam no modelo tradicional de assentamentos de reforma agrária. “Para a nossa região aqui, a terra tem de ter no mínimo 50 hectares abertos para cada um, menos que isso não é viável”, calcula José Viana, um dos acampados. “Quatro alqueires é bom para plantar perto da cidade. Aqui não dá renda.”

Na expectativa de serem assentados em breve, os acampados cuidam de repetir como mantras que a floresta há de ser bem tratada por eles. “Como cuidamos dos nossos filhos”, disse o líder do acampamento. “Já trabalhei com mato, primeiro para derrubar, agora não pode arrancar um pau”, credencia-se Sebastião Teodoro da Silva, outro acampado.

– Sem Sexo não se Vive?

Demagogia, Folclore ou Caso de Saúde Pública?

Na pequenina Parnamirim/RN, um vereador local quer distribuir gratuitamente remédios para disfunção erétil. Ele é Rosano Taveira, e se diz alicerçado nas idéias do psicólogo americano Maslow.

Ora, leciono na área de Administração de Empresas, e conheço bem a obra de Maslow. Abraham Maslow criou nos anos 40 uma teoria comportamentalista (ele era um dos pais do movimento behaviorista, adaptado à administração). Sua obra consistia na criação de uma Hierarquia das Necessidades às pessoas, e que através da satisfação ou frustração dessas necessidades o homem poderia ter reações previsíveis, e assim poderia ser administrado conforme sua carência pelos seus superiores (a chamada visão do Homem Probabilístico/Administrativo). Essas hierarquias eram divididas em dois grupos: Primárias, as mais importantes (fisiológicas e de segurança) e Secundárias (social, estima e auto-realização).

Teoricamente, a primeira necessidade humana é a de atender as necessidades do corpo, como comer, beber, dormir e descansar. Sexo é uma necessidade fisiológica; mas ela seria incontrolável, como as demais?

Ou o nobre vereador se equivocou com a necessidade primária da população, ou é um abnegado em atender a saúde pública. Tenho meus receios; afinal, os remédios de disfunção erétil tem suas contraindicações, principalmente para os cardíacos! Tomá-los sem prescrição médica é um perigo (aliás, qualquer automedicação é perigosa). Dar de graça esse tipo de medicamento me parece irresponsabilidade.

Em tempo: tal projeto não é novidade: em Novo Santo Antonio/MT, os idosos acima de 60 anos tem direito a 4 comprimidos de Viagra ou Ciallis garantidos pela prefeitura local, numa ação social chamada de “Projeto Pinto Alegre”. Parece gozação tal nome, não é? Trocadilho infame das autoridades de lá…

– O Salário de Deputado Federal para 2011

 

Em Agosto, falamos sobre os atuais rendimentos de um deputado no Congresso Nacional e suas mordomias. O artigo Quanto ganha um deputado federal pode ser acessado clicando aqui.

 

Pois bem: no apagar das luzes, quando todos os deputados já estão quase de férias, não é que eles reapareceram ontem, para uma extraordinária sessão? Motivo: votaram seu próprio reajuste salarial.

 

O Salário base de um deputado, sem as mordomias, é hoje de R$ 16.512,09. Ontem, eles votaram o reajuste para R$ 26.700,00 !

 

Uau… que índice inflacionário eles usaram para atualizar os salários? Nossos nobres representantes alegam que o salário estava defasado… Mas 62% de reajuste? Caro leitor, quanto foi o percentual de reajuste do seu salário?

 

Importante: eles não votam o próprio aumento, mas o aumento daqueles que tomarão posse no ano seguinte (que, por uma coincidência impressionante, são de deputados reeleitos).

 

Depois disso, fico com a frase do Deputado Federal Tiririca, o mais votado do Brasil! Ontem, ele conheceu pela primeira vez o Congresso, e disse alegremente: “Puxa, nem comecei a trabalhar e já ganhei aumento!”.

 

E dizem que ele é analfabeto, bobo, despreparado… Bobo sou eu por pagar meus impostos!

 

Veja a composição dos rendimentos:

 ·          Salário Mensal: R$ 16.512,09 (2010). {Para 2011, R$ 26.700,00}.

·          13º,+ 14º e 15º Salários;

·          Auxílio Moradia: R$ 3.000,00;

·          Cota Telefônica: R$ 4.000,00;

·          Passagens: R$ 9.000,00;

·          Assinaturas Mensais de Revistas: R$ 1.000,00;

·          Assistência Médica: R$ 8.000,00;

·          Verba Indenizatória: R$ 15.000,00;

·          Verba de Gabinete: R$ 60.000,00. 

 

Emprego bom, não? E o trabalho não é de domingo a domingo, muito menos picam cartão de ponto…

 

(Valores de maio / 2010, fonte: ONG Transparência Brasil, extraído da Revista Superinteressante, edição 281 de Agosto/2010, 46-47.)

 

E você, o que acha disso? Deixe seu comentário:

– Adeus, Diogo Mainardi!

 

E o Diogo Mainardi, depois de deixar de ter a coluna semanal em Veja, passando-a para quinzenal, agora será mensal e esporádica. Uma pena! Para aqueles que eram seus leitores assíduos como eu, só a lamentar. Mas na sua despedida, a fina ironia prevaleceu.

 

Extraído de: http://veja.abril.com.br/blog/mainardi/

 

MEU ADEUS COMO COLUNISTA

 

Esta é minha última coluna.

Eu passei oito anos zombando do lulismo. Se agora eu passasse a zombar do dilmismo, que é uma mera pantomima do lulismo, eu me tornaria uma mera pantomima de mim mesmo.

— Diogo é um Arlecchino! Diogo é um Pantalone! Diogo é uma Colombina!

O lulismo queria que eu fosse embora do Brasil. Eu fui. O lulismo queria que eu me desinteressasse do presidente da República. Eu me desinteressei. O lulismo queria que eu renunciasse à minha coluna. Eu renunciei. Eu sou igual a um marido que, para poder se livrar da mulher amarga e rancorosa, cede todos os seus bens e vai morar num flat. Eu fui morar num flat mental. Eu fui morar numa kitchenette existencial. Eu sei que o lulismo está feliz de se separar de mim, mas garanto que eu estou incomparavelmente mais feliz de me separar dele.

Rubens Barrichello compreendeu a natureza do dilmismo. Quando lhe perguntaram o nome da presidente eleita, ele respondeu sabiamente:

— Como é que se chama a mulher?

A partir de hoje, esse é meu lema. Eu posso falar sobre Bartolomeo Bon. Eu posso falar sobre Anco Marcio. Eu posso falar sobre Cosmè Tura. Quem mais? Eu posso falar sobre Sexto Empirico. Eu posso falar sobre Pavel Chichikov. Eu posso falar sobre Pepe Le Pew. Só a presidente eleita está proibida de entrar em meu flat mental. Sobre ela, minha resposta será sempre a mesma:

— Como é que se chama a mulher?

Além de compreender a natureza do dilmismo, Rubens Barrichello compreendeu também a natureza do automobilismo. Ele demonstrou que, se é para guiar devagar, ninguém precisa de uma Ferrari. VEJA é uma Ferrari. Para poder me livrar do dilmismo, estou pronto a ceder minha vaga na escuderia. O que eu quero, neste momento, é pilotar um kart. De agora em diante, escreverei apenas um artigo mensal para VEJA. Renuncio à coluna, portanto, mas continuo aqui, em marcha lenta. Milan Kundera disse que quem anda devagar contempla as “janelas de Deus”. Rubens Barrichello anda devagar e contempla as janelas de Deus. Sou bem mais modesto do que ele. Para mim, basta poder contemplar as janelas da minha kitchenette existencial.

O primeiro ato de um espetáculo grotesco, como aquele encenado pelo lulismo até 2006, pode despertar algum interesse. O segundo ato é inevitavelmente mais sonolento. Mas é o terceiro e último ato, repetindo as mesmas galhofas dos anteriores, que realmente entedia e aporrinha o espectador. Foi para poupar o público desse constrangimento que resolvi sair do palco.

— Onde está o Arlecchino? Onde está o Pantalone? Onde está a Colombina?

(Um espectador aplaude. Outro atira um tomate. Outro ronca. Luzes.)

– Tardia, mas oportunamente, o Reconhecimento de um erro ao Washington Post

 

Dilma Roussef deu sua primeira entrevista, depois de eleita, à imprensa escrita para o jornal americano Washington Post (Lula fez o mesmo). E na interessante publicação, declarou: foi um erro o Brasil se abster em condenar o Irã pelo apedrejamento da mulher supostamente adúltera e pela violação de Direitos Humanos.

 

Gostei, dona Dilma. Enfim uma bola dentro.

– Tchau, Lula, o Mimadinho…

 

Atualmente, Guilherme Fiúza está para a Revista Época assim como Diogo Mainardi está para a Revista Veja. E brilhantemente escreveu sobre a saideira do nosso Guia-Mestre Lula.

 

Pasmem, alguns detalhes curiosos de última hora: um assessor para carregar cinzeiro, chacotas sobre jornalistas, amor incondicional à Sarney e desprezo àqueles que tem opinião contrária. Esse é nosso democrático presidente…

 

Teria subido à cabeça o sucesso?

 

Compartilho o artigo escrito na edição 655 de Época:

 

A DESPEDIDA DE UM PRESIDENTE MIMADO

 

Por Guilherme Fiúza

 

É claro que isso não ia acabar bem. Um presidente da República que vê seu cargo, acima de tudo, como fator de ascensão social está condenado à frustração. O elevador que o levou ao topo um dia desce – e esse dia está chegando. Luiz Inácio da Silva terá de se acostumar a parar de chamar seus interlocutores de “meu filho”, entre outros tratamentos irritadiços. Enquanto manda e desmanda no ministério da sucessora – seu último ato senhorial –, o ex-operário não disfarça a agonia de sua volta à planície.

Perguntado se estava no Maranhão para retribuir o apoio da oligarquia Sarney, Lula respondeu que o repórter tinha de “se tratar”. De acordo com o presidente, a pergunta demonstrava falta de evolução da imprensa, e em particular daquele repórter: “Você não evoluiu nada. É uma doença”.

O repórter repreendido por Lula não deve se abater. De fato, é difícil evoluir tão rápido, a ponto de compreender todos os avanços proporcionados ao país pela família Sarney. A resistência a essa modernização vertiginosa foi resumida por Roseana, a governadora dos novos tempos: “É preconceito contra a mulher”.

Também deve ser preconceito contra a mulher a reação de alguns ao projeto de compra do AeroDilma. O avião de meio bilhão de reais, que deverá substituir o AeroLula, é fundamental, segundo o presidente, para que o Brasil não se humilhe nas viagens oficiais. Tem toda razão. Chega de humilhação. Já basta o que os líderes do governo popular gastam de sola de sapato por aí, em anos e anos de comícios nos fins de mundo brasileiros. Uma vez eleitos, o mínimo a que têm direito é um salão de baile a 10.000 metros de altura – sem escalas enfadonhas.

Da altitude do poder, é possível esculhambar repórteres que fazem perguntas indesejáveis. Também é possível reescrever a história. No discurso de despedida do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – criado em 2003, e que se tornou muito importante por institucionalizar o bate-papo presidencial em horário de expediente –, Lula se emocionou. Disse que foi vítima de uma tentativa de golpe em 2005 (o ano do mensalão) e agradeceu aos conselheiros que permaneceram a seu lado naquele momento difícil. Deve ser mesmo comovente imaginar que, em menos de um mês, não haverá mais plateias simpáticas como essa para ajudá-lo a acreditar no que ele quiser.

Da altitude do poder, é possível esculhambar repórteres que fazem perguntas indesejáveis

Em 2003, recém-empossado, Lula recebeu no Palácio da Alvorada a visita dos humoristas do Casseta & planeta, para uma sessão do primeiro filme do grupo. Bussunda, que era fã de Lula, se fixou numa cena: o presidente estava numa cadeira de rodas, por causa de uma torção no pé. Enquanto era empurrado pelos corredores palacianos, um ministro caminhava a seu lado segurando um cinzeiro, para que o chefe batesse a cinza do charuto que fumava. O humorista achou que havia algo errado com a conquista do palácio pelo povo. Pareceu-lhe que o povo era quem tinha sido conquistado pelo palácio.

Lula foi conquistado pelo poder. E este lhe foi mesmo cativante. Foram oito anos vendo o Banco Central governar, surfando na conjuntura econômica generosa e distribuindo bolsas, repetindo bordões fáceis como PAC e pré-sal, engordando o mito do filho do Brasil. Nem convencer o povo de que Dilma é Lula deu trabalho – e aí, realmente, não se pode querer outra vida. Este 1º de janeiro vai ser mesmo difícil para o operário que chegou lá, e enfrentará seu maior desafio: sair de lá.

Essa outra vida promete ser estranha. Certas delícias vão desaparecer, como ignorar por oito anos a segurança pública e poder declarar, diante da ofensiva da polícia carioca contra o tráfico, que “ocupamos o Morro do Alemão”. Mas nem tudo está perdido. Talvez a máquina de arrecadação do PT lhe consiga alguém para segurar seu cinzeiro. E não há de faltar convite para um passeio no AeroDilma.

– Palestina/67 como Estado reconhecido pelo Brasil?

 

Lula, de saída da Presidência da República, reconheceu a Palestina como Estado. Até aí tudo bem… Mas com as fronteiras de 1967?

 

Agora, o Brasil se tornou o primeiro país ocidental a tomar tal atitude. O que será que o Estado de Israel achou da audaciosa decisão do presidente brasileiro?

 

Obs: a justificativa oficial é que tal medida ajuda no processo de paz mundial.

 

Ah bom… ajuda mesmo?

– Como é Fácil Pagar Dívidas Impagáveis, estando no Governo

 

Falamos há pouco tempo sobre a falta de Ética na Política, utilizando o fato das doações financeiras de Blairo Maggi à campanha do PT PÓS-ELEIÇÕES E ÀS VÉSPERAS DO ANÚNCIO DO NOME DO MINISTRO DA AGRICULTURA, do qual ele é cotado (o artigo está disponível clicando em: ÉTICA NA POLÍTICA É COISA RARA)

 

Pois bem: sabemos que a dívida criada pela campanha de dona Dilma é altíssima. Como pagá-la, sem recursos suficientes?

 

Uma solução é o uso de doações de “empresas amigas”, que depois teriam esse montante financeiro de volta através de vitórias em “concorrências” públicas e o lucro vultuoso nas obras realizadas.

 

Complexo? Imoral? Corruptível? Para nós, sim. Mas para quem tem know-how, nem tanto…

 

Compartilho um email esclarecedor enviado por um amigo e consultor na área sucroalcooleira sobre como se paga essa dívida através de ações suspeitas e totalmente interessadas (omito o nome do emitente por razões óbvias), cujo original está no blog do jornalista José Roberto de Toledo (OESP, clique aqui para visualizá-lo).

 

Veja abaixo se o esquema não é realmente muito bem feito. E nós, pobres mortais eleitores e contribuintes, novamente pagamos as contas:

 

COTADO PARA O MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, SENADOR BLAIRO MAGGI DOA R$ 1 MILHÃO PARA A CAMPANHA DE DILMA PÓS ELEIÇÃO

 

Cotado para assumir o Ministério da Agricultura, o senador eleito Blairo Maggi (PR) ajudou em mais de uma maneira a campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência. Através de suas empresas, o ex-governador de Mato Grosso doou R$ 1 milhão para o Comitê Financeiro Nacional para Presidente da República, administrado pelo PT.

 

Foram duas doações, registradas na contabilidade oficial da campanha petista. O mais curioso é que elas ocorreram na semana passada, muito depois do término da eleição. Ao que tudo indica, o empresário, um dos maiores produtores de soja do mundo, estava ajudando a fechar a conta da campanha de Dilma.

 

A maior doação foi feita pela Amaggi Exportação e Importação Ltda: R$ 700 mil, na quinta-feira passada. No dia seguinte, a Agropecuária Maggi Ltda doou mais R$ 300 mil ao mesmo Comitê Financeiro Nacional.

 

Na terça-feira, Blairo foi convidado a acompanhar a presidente eleita em viagem a Tucuruí, no Pará, para inauguração de duas eclusas construídas por outro doador da campanha de Dilma, a Camargo Corrêa. Se emplacar mesmo no ministério, ele deverá entrar na cota do PR.

 

O Comitê Financeiro Nacional para Presidente, do PT, recebeu 46 doações de empresas com valores superiores a R$ 10 mil após o término da campanha. Elas somam R$ 12,741 milhões. A maior doação individual foi feita pela Construtora Queiroz Galvão S/A, no valor de R$ 2 milhões.

 

Mas o setor que mais contribuiu após o fechamento das urnas foi o sucroalcooleiro. Foram pelo menos R$ 3,5 milhões nas últimas semanas. Segundo usineiros ouvidos (…), o segmento foi convidado a ajudar a fechar a contabilidade da campanha de Dilma após o término da eleição.

 

A Cosan, maior empresa do setor, fez duas doações em novembro, somando R$ 1,5 milhão. A Copersucar também doou R$ 500 mil no dia 23 passado. E a Usina São Martinho fez dois aportes no dia seguinte que totalizaram também R$ 500 mil.

 

Um caso especialmente interessante é o da Açúcar Guarani S/A. A empresa, controlada pelo grupo francês Tereos, fez duas doações à campanha de Dilma, que totalizaram R$ 1 milhão, nos dias 19 e 22 de novembro. A Petrobras é sócia da empresa.

 

Em abril, a Guarani recebeu um aporte da Petrobras no valor de R$ 682 milhões, o que garantiu 26,3% das ações da companhia à Petrobras Biocombustível. A PBio, como é chamado o braço da estatal voltado ao etanol, deverá investir mais R$ 929 milhões na Açúcar Guarani ao longo dos próximos cinco anos, o que lhe valerá 45,7% do capital da empresa.

– Ética na Política é Artigo Raro: Maggi e Dilma…

 

E a doação depois do final da campanha eleitoral do Blairo Maggi à campanha da Dona Dilma? O PT ficou devendo R$ 27 milhões em virtude das contas não-pagas da campanha eleitoral de 2010. Curiosamente, ontem, o matogrossense doou 1 milhão de reais (ele é um dos maiores agropecuaristas do Brasil; portanto, tal valor talvez seja irrelevante para ele), às vésperas do anúncio do nome do Ministro da Agricultura.

 

Isso é lobby ou compra de cargos? Ético, decerto, não é!

 

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– O Deputado-Palhaço que vale Ouro!

 

Isso sim é investimento que vale ouro. O palhaço Tiririca é uma fonte importante de receitas para o PR, já que o número elevado de votos renderá quase 3 milhões de reais para o partido, de acordo com a fatia do Fundo Partidário.

 

Sabe o que me parece? Que o que menos importa aos partidos e aos políticos é TRABALHAR PARA O PAÍS! A causa principal virou mote secundário…

 

O que você pensa dos políticos e suas ações?

 

Extraído de: OESP, 22/11/2010, pg A6, por Daniel Bramatti

 

TIRIRICA RENDERÁ R$ 2,7 MILHÕES POR ANO PARA SEU PARTIDO

 

Ao fazer do palhaço Tiririca sua principal aposta eleitoral em São Paulo, o PR o transformou não apenas em puxador de votos, mas também em “puxador de dinheiro”. Os mais de 1,3 milhão de eleitores que consagraram o deputado eleito valerão para sua legenda cerca de R$ 2,7 milhões por ano no rateio do Fundo Partidário.

Esse “bônus Tiririca” equivale a mais de cinco vezes o valor aplicado pelo partido na campanha do candidato, na qual se apresentou como “abestado” e celebrizou o slogan “pior que tá, não fica”.

O Fundo Partidário é formado por recursos públicos e dividido de acordo com a votação de cada legenda. Graças ao desempenho eleitoral deste ano, o Partido da República – chamado por alguns de seus próprios líderes de “Partido de Resultados” – vai elevar de 4,5% para cerca de 7,5% a sua fatia no bolo de R$ 201 milhões do fundo. Sua receita anual deve subir de cerca de R$ 8 milhões para pelo menos R$ 14 milhões.

Tiririca, que teve 6,4% dos votos para a Câmara dos Deputados em São Paulo, é o principal responsável por esse avanço, mas não o único. Em outros quatro Estados o deputado federal mais votado é do PR. Três deles tiveram até mais eleitores que o palhaço, em termos proporcionais – um exemplo é o ex-governador Anthony Garotinho, que teve 8,7% dos votos no Rio.

Nos últimos quatro anos, o PR ampliou sua bancada na Câmara de 23 para 41 deputados – o que elevará em 64% seu tempo de TV e seu cacife nas negociações de alianças.

O desempenho é resultado de uma estratégia que tem como figura central o deputado reeleito Valdemar Costa Neto (SP). Mentor da candidatura Tiririca, ele levou o partido a conquistar votos de eleitores desencantados com a política e com escândalos que, paradoxalmente, envolveram o próprio PR. Costa Neto é réu no processo do mensalão e, em 2005, renunciou ao mandato para evitar a cassação.

Na televisão, o puxador de votos do PR fez do deboche do mundo político sua plataforma de campanha. “O que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que depois eu te conto”, afirmou Tiririca, em uma de suas primeiras aparições. Enquanto o humorista celebrava a ignorância em relação ao próprio papel, seus correligionários comemoravam o acerto da aposta: já no início de setembro ele aparecia em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para a Câmara.

Questionado sobre a futura aplicação dos recursos extras, o PR informou que ela atenderá “aos parâmetros que sempre orientaram a legenda, com ênfase para a inserção social do partido e a difusão dos ideais republicanos”.

– Os maiores doadores de campanhas. Desprovidos de interesses?

 

E os gastos e doações das campanhas eleitorais? O Estadão de hoje, pg A12 e A13, em matérias de Alfredo Junqueira e Daniel Bramatti, trazem alguns números que impressionam.

 

Os maiores doadores de dinheiro para as campanhas eleitorais são as empreiteiras. Juntas, doaram R$ 240.558.487,00 reais! É muita grana… Só a Camargo Correia doou mais de 91 milhões de reais.

 

A pergunta é inevitável: Desinteressadamente? Claro; até que se prove o contrário, sim. A lei permite.

 

O Partido dos Trabalhadores foi o maior receptor: R$ 70.556.000,00. Aloísio Mercadante, o candidato que mais recebeu: R$ 5,5 mi.

 

Os bancos vêm em segundo lugar como maiores doadores: R$ 109 milhões.

 

Cá entre nós: é muito dinheiro que rola no processo eleitoral e é muito difícil fiscalizar tudo isso.

– Vocação Política é algo sensacional!

 

Romário, artilheiro de muitos clubes e da seleção, realmente é um vocacionado à política!

 

Na Revista Veja desta semana (ed 2190, pg 136 a 137), em entrevista à Malu Gaspar, o ex-atleta e agora deputado federal disse sobre seus costumes:

 

“Vou trabalhar de 3ª a 5ª como todo deputado, nada mais do que isso. Sair do RJ, nem pensar. Não vou deixar de fazer o que eu gosto: meu futvôlei, a pelada com os amigos, as noitadas. (…) Meu horário-padrão de sair da cama é tipo 1 da tarde (…) [A razão por entrar no partido?] Eles que me escolheram, acho que é porque sou famoso”.

 

Estamos bem de deputado, não? E nós que pagamos mais essa conta…

 

Responda: o brasileiro sabe votar? Deixe seu comentário:

– Medalha ao Mérito Legislativo a quem? Ao MST ?!?

 

Algumas coisas são inacreditáveis: João Pedro Stedile, o líder do Movimento dos Sem-Terra (MST), irá ser agraciado com a Medalha do Mérito pela Câmara dos Deputados!

 

Ele, que é reconhecidamente o cabeça das invasões, chefe da inteligência do movimento e defensor de atos de selvageria, será homenageado pelos nobres políticos!

 

Fico pensando: a quem interessa tal honraria? Ou os deputados estão realmente em péssima fase, ou simplesmente foram omissos em barrar tal propósito.

 

Parece aquela situação vexatória ocorrida em Jundiaí, quando a Câmara dos Vereadores quis homenagear Netinho de Paula, que nunca veio à cidade, logo após ter agredido sua esposa.

 

E você, o que pensa disso? O MST merece Medalha do Mérito? Ainda: a quem você daria uma Medalha de Honra? Deixe seu comentário:

– Nivelando por Baixo… Obama “era o cara” mesmo?

Passada a euforia, Obama se tornou um presidente comum nos EUA. Ele é muito mais prestigiado no exterior do que dentro do país.

Claro, sua vantagem era o ineditismo de um negro na presidência, a esperança de renovação, a troca de partido e o discurso convincente.

Hoje, Barack Obama se tornou um presidente “sem sal e sem açúcar” para os americanos. No começo, tudo era fantasia. E isso se explica pelo seguinte motivo: a base de comparação (administarção George Walker Bush) era muito baixa.

– O Aparentemente Sincero e o Visivelmente Enrolão

Silvio Berlusconi, que não esconde de ninguém que gosta de mulher (e muito), está sendo criticado pelo excesso de sinceridade. Por mais um escândalo que envolve sexo (uma marroquina de 17 anos – pelas fotos, lindíssima – era uma das garotas de programa que ele saía e até o telefone reservado do governo italiano ela tinha), os políticos pediram sua renúncia. Como resposta, declarou: “Ao menos eu gosto de mulher e não de gays“. Politcamente incorreto, mas autêntico.

José Dirceu, que estava sumido na campanha de Dilma Roussef, deu uma entrevista ao José Luís Datena na Rádio Bandeirantes AM, e falou sobre todo o seu envolvimento no governo Lula e apoio à presidente eleita Dilma Roussef. Disse que não quer cargos, pois “não precisa aparecer para ajudar o Brasil”.

Então tá… Ele não quer aparecer. Claro, na surdina, a ajuda é mais, digamos, eficaz!

– Reclamar somente agora vai adiantar, FHC?

 

E o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso? Ontem, na Folha, disse que o PSDB não pode esquecer das realizações do passado. Claro, se referindo a não utilização da sua imagem na campanha de José Serra.

 

Só agora, presidente?

– O Calote de Mugabe!

 

Ora essa. Lembra daquele amistoso da Seleção Brasileira contra o Zimbábue, às vésperas da Copa do Mundo e com nítido caráter político?

 

Pois é: deram calote nos organizadores!

 

Os direitos sobre os jogos da Seleção são da Kentaro, que foi a Justiça cobrar US$ 620 mil da federação do Zimbábue. Detalhe: a federação local também é subordinada do ditador Mugabe, mais um dos amigos políticos do guia-Mestre Lula.

– Apoteose Mental?

 

Interessantíssima a entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na Revista Veja que chega as bancas nesta semana. Entre outras coisas, ele fala de como é seu dia-a-dia, do repúdio ao fato de um ex-presidente poder tentar o terceiro mandato desde que não seja consecutivo e do que pensa sobre Lula. Aí vem algo curioso: ele disse que Lula lhe falou ao pé-do-ouvido, na troca de faixas há quase 8 anos atrás: “Aqui você terá um amigo”. Por não ter sido esse “amigo” desejado, FHC disserta sobre o que ele chama de apoteose mental do atual presidente Lula.

 

Vale a pena dar uma lida!

– É Hoje!

 

Segundo turno decisivo para o país. Vamos ver no que vai dar.

 

Votemos, afinal é um dever. E um direito também.

– Camisas 10 da Política?

 

O “10” costuma ser o craque no futebol. Hoje nem tanto. Mas costumeiramente, o camisa 10 é aquele que se destaca pela categoria, personalidade ou liderança.

 

Ontem tivemos o debate entre Dilma X Serra. Ambos não puderam se confrontar. A idéia da Globo em forçá-los a falar sobre propostas engessa a discussão. Mas, por outro lado, mostra a fragilidade dos nossos políticos em ter projetos e propostas.

 

Era nítido que tanto Serra e Dilma iniciavam suas respostas tentando ganhar tempo para pensar no que responder (vide: “sua pergunta é muito interessante e tal assunto será fundamental no meu governo e nós blábláblá”). Não existia resposta de bate-pronto, o que leva a crer que tais dúvidas dos eleitores eram assuntos não prioritários para os governantes, pois, se fossem, as respostas seriam enfatizadas e pontuais, sem enrolação.

 

Dentro do conceito acima de camisa 10 (não dizendo que votaria neles ou não ou se eram honestos ou não), lembro-me de Covas, Maluf, Brizola, o próprio Lula… esses caras eram bons em debate!

 

Serra e Dilma me decepcionaram ontem. Aliás, todos os presidenciáveis não me deram confiança nesse ano. Vamos ver no que dará amanhã.

– Samba do Crioulo Doido retrata com perfeição a Política Brasileira

 

Sempre gostei da letra do Samba do crioulo doido. Negão foi aprender história, fez um samba com os personagens, se atrapalhou com tanta informação, misturou tudo e ficou maluco!

 

Certos discursos não retratam bem a história desse sambinha?

 

Olha a história dele, abaixo, da Wikipédia (abaixo eu lanço a pergunta):

 

SAMBA DO CRIOULO DOIDO

 

O Samba do Crioulo Doido é uma paródia composta pelo escritor e jornalista Sérgio Porto, sob pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta, em 1968, para o Teatro de Revista, em que procura ironizar a obrigatoriedade imposta às escolas de samba de retratarem nos seus sambas de enredo somente fatos históricos.[1] A expressão do título é usada, no Brasil, para se referir a coisas sem sentido, a textos mirabolantes e sem nexo.

 

A composição fez parte do musical Pussy Pussy Cats, produzido por Carlos Machado e estrelado pelo Quarteto em Cy (que o gravou para o rádio), juntamente com Sérgio Porto, o autor. A paródia do samba-de-enredo ia de encontro à obrigatoriedade imposta pelo Departamento de Turismo da Guanabara aos compositores desses sambas de tratarem dos temas da História do Brasil, e que produziam os maiores disparates.[1]

 

Do teatro rebolado a canção recebeu gravações pelo Quarteto em Cy[1] e Demônios da Garoa. adasd

 

No seu enredo, a música descreve como Chica da Silva obrigou a Princesa Leopoldina a se casar com Tiradentes, e este depois eleito como Pedro Segundo, quando procurou o padre José de Anchieta e, juntos, Anchieta e D. Pedro, proclamaram a escravidão – dentre outros disparates que reúnem num contexto personalidades de épocas e lugares distintos, em

condições absurdas.

 

LETRA

 

Foi em Diamantina Onde nasceu JK Que a Princesa Leopoldina Arresolveu se casá Mas Chica da Silva Tinha outros pretendentes E obrigou a princesa A se casar com Tiradentes

Lá iá lá iá lá ia O bode que deu vou te contar Lá iá lá iá lá iá O bode que deu vou te contar

Joaquim José Que também é Da Silva Xavier Queria ser dono do mundo E se elegeu Pedro II Das estradas de Minas Seguiu pra São Paulo E falou com Anchieta O vigário dos índios Aliou-se a Dom Pedro E acabou com a falseta

Da união deles dois Ficou resolvida a questão E foi proclamada a escravidão E foi proclamada a escravidão Assim se conta essa história Que é dos dois a maior glória Da. Leopoldina virou trem E D. Pedro é uma estação também

O, ô , ô, ô, ô, ô O trem tá atrasado ou já passou

 

Agora, depois desse histórico, fala sério: alguns políticos em seus discursos mostram que não existe ideologia partidária alguma e que a demagogia impera, e, ao mais intelectualizado, quando percebem tais aberrações, não se escandalizam? A letra do “samba do crioulo doido” é perfeita aos olhos dos críticos da coerência política do Brasil. E com razão.

– Qual a sua Pergunta para Dilma e para Serra?

 

E se Willian Bonner, logo mais a noite, resolvesse lhe convidar para participar do debate entre os presidenciáveis da Rede Globo?

 

Imagine só: você teria a oportunidade de formular 2 perguntas, tanto para Dilma Rousseff quanto para José Serra!

 

Encare esse desafio: se lhe fosse dada essa chance, quais as suas 2 questões aos presidenciáveis e que todo o Brasil acompanharia?

 

Deixe nos comentários as suas preciosidades:

 

Ops. As minhas 2 questões? Tudo bem, lá vão elas:

 

PERGUNTA 1 – Candidato(a), durante toda a campanha não se falou de ações concretas para a redução do analfabetismo. Durante os últimos 16 anos (8 de Fernando Henrique Cardoso e 8 de Luis Inácio Lula da Silva), a taxa de analfabetos do Brasil se manteve próxima de 15% (contra 4% do Chile, 3% da Argentina e 2% do Uruguai). Quais as ações concretas para se reduzir esse índice nos seus próximos 4 anos?

 

PERGUNTA 2 – Candidato(a), os programas assistenciais do Governo (como o Bolsa-Família) eram inicialmente uma fonte de ajuda às famílias carentes. Hoje, o assistencialismo virou renda, salário, dinheiro certeiro àqueles mais pobres. Como eliminar a questão assistencial do trabalhador e transformá-lo em empregado com renda proveniente do mercado de trabalho, possibilitando a sua verdadeira sustentabilidade através do seu emprego e seu suor e não da ajuda governamental?

 

Quais as suas questões?

 

– Pré-Sal em alta às vésperas da Eleição não faz o preço da Gasolina baixar!

 

O presidente Lula, ontem, inaugurou a extração de petróleo da camada pré-sal e ironizou dizendo que “o preço da gasolina é mais barato do que o da água no Brasil”. Entretanto, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que “o preço da Gasolina não irá baixar por causa da incompatibilidade de preços do combustível no mercado internacional”.

 

Incrivelmante, dois discursos antagônicos em um mesmo evento. Enquanto que Lula fala do pré-Sal como uma benção aos consumidores brasileiros, Gabrielli deixa escapar que essa benção não abençoará o brasileiro.

 

O que o presidente da estatal, trocando em miúdos, quer dizer é que: já que o preço do combustível está em alta no restante do mundo, é importante para a Petrobrás se basear no mercado exterior para ganhar dinheiro.

 

É evidente que o preço poderia ser reduzido sensivelmente.

É evidente que a ganância toma conta dos mesmos políticos.

É evidente, por fim, que a demagogia fala mais alto na hora de fazer campanha eleitoral…

 

E você, o que pensa disso? Beneficiamos a população reduzindo o preço da gasolina ou aproveitamos o momento para a Petrobrás ganhar dinheiro?

– A Culpada foi a Mão do Palhaço?

 

E o Tiririca, que alega ser alfabetizado mas confessa não ter escrito a declaração de próprio punho que confirma sua alfabetização?

 

Ganhando tempo (cada vez mais tempo) no processo que pode cassar sua eleição, o palhaço eleito deputado confessou que não pode escrever a declaração que confirma saber ler e escrever pois estava com a mão machucada.

 

Ahhhhh bommmm. Agora sim, tudo explicado.

 

O pior é que se Tiririca não assumir entra o José Genoíno.

 

Socorro. Chamem o professor de português!

– Minha Primeira vez no Horário Eleitoral

 

Por incrível que possa parecer, somente nesta quarta-feira consegui assistir o Horário Eleitoral dos candidatos à Presidência da República.

 

Acompanho as eleições por diversas mídias, e dispenso a TV, pelo horário e pelo formato. E me impressionou a fábrica de ilusões que se tornou a corrida presidencial. Tudo é uma superprodução, imagens belas, sentimentalismos, apelos emocionados e outras formas de conquista da simpatia popular.

 

Propostas concretas, dizendo o que fazer, como fazer e com que dinheiro, ninguém fez! Ao menos, ontem. Vai que dei azar e justamente ontem os dois programas esqueceram das propostas?…

– Quem tergiversará mais amanhã?

 

Na semana passada, no debate entre os presidenciáveis, os candidatos falaram muito que os adversários estavam tergiversando. Mas será que a palavra tergiversar, que entrou em moda, será usada de novo por eles amanhã?

Concordo que eles tergiversam muito. Quem tergiversará mais amanhã no debate da Rede Globo?

Tergiversar quer dizer: “fazer rodeios e não responder”, “enrolar na resposta de uma pergunta”, “desviar do assunto”.

Concluindo: tergiversar está no dia-a-dia e na prática dos políticos…

E você, o que acha dos políticos falarem ‘palavras bonitas” nos discursos?”

– Debate Tardio Vai Contra o Interesse do Trabalhador Comum

 

Hoje é o penúltimo debate entre os candidatos á Presidência, agora pela TV Record.

 

O horário é indigesto: 23h! Como é que o cara que trabalha cedo e quer ser politizado pode assisti-lo?

 

Cá entre nós: Debate de idéias a esse horário é democracia demagógica.