– Semana de 3 dias é uma Afronta ao Cidadão!

Quer dizer que a Câmara dos Deputados oficializou o trabalho dos nobres parlamentares em 3 dias? Não precisa mais trabalhar na 2a e 6a feira no Congresso! Que boa vida e mordomia absurda.

Se fosse cartão picado e hora trabalhada, o salário dos deputados federais seria muito diferente…

– Cyberespionagem de Grandes Empresas Chinesas nos EUA

Se você tem algum equipamento da marca ZTE ou Huwaei, conhecidos líderes fabricantes chineses de celulares e demais eletrônicos, saiba que os EUA estão muito bravos com eles!

O motivo é que o serviço de inteligência americano as acusam de trabalharem a mando do Governo Chinês, espionando em seu território.

Verdade ou delírio? Extraído de OESP, 08/10/2012, Mundo, pg 8.

AUTORIDADES SUSPEITAM QUE HUAWEI E ZTE ESTEJAM SENDO USADAS PELO PARTIDO COMUNISTA CHINÊS PARA ESPIONAR OS EUA

por Rodrigo Ghedin

Numa espécie de revival da Guerra Fria, o governo dos Estados Unidos está bastante desconfiado da Huawei e ZTE, empresas que vendem soluções em telecomunicações da China. A situação é bem desconfortável, já envolveu o FBI e a Câmara dos Representantes, espécie de Câmara dos Deputados da terra do tio Sam, e parece estar longe de um desfecho amigável. Dá para confiar nos chineses?

A Huawei foi fundada em 1987 por Ren Zhengfei, ex-engenheiro do Exército de Libertação Popular da China. Seu passado, somado a denúncias de roubo de propriedade intelectual lá no início e suspeitas de subsídio do governo chinês para a expansão internacional da empresa levantaram suspeitas nos EUA. A Huawei é, hoje, a segunda maior em equipamentos de telecomunicações, atrás apenas da sueca Ericsson.

Sua concorrente doméstica, a ZTE, também está sob suspeita por motivos semelhantes e um agravante repulsivo para os norte-americanos: a suspeita de que ela teria revendido equipamentos da Cisco, ex-parceira comercial, para o Irã, país sob embargo comercial desde 1995.

O principal receio das autoridades norte-americanas acerca da dupla é que elas poderiam estar, a mando do Partido Comunista Chinês, espionando ou armando uma rede de espionagem contra os EUA através de seus equipamentos de rede. Usando uma política de preços agressiva característica das fabricantes chinesas, Huawei e ZTE conseguiram prosperar internacionalmente. Segundo a Economist, o faturamento da Huawei se sobressai ao das outras empresas do ramo em praticamente todo o mundo, com exceção da América Latina (por muito pouco) e dos EUA, onde a penetração ainda é baixa, em grande parte, devido a barreiras impostas à entrada desses equipamentos. Espera-se que, dentro de pouco tempo, a Huawei ultrapasse a Ericsson e se torne a maior empresa de telecomunicações do mundo.

Esse temor tem fundamento? Para tentar responder essa pergunta, o comitê de inteligência da Câmara dos Representantes elaborou um relatório não confidencial de 52 páginas que foi liberado hoje. Ele não traz provas incontestáveis das acusações, apenas indícios de “relatos de incidentes estranhos ou alarmantes” em pequenas redes montadas com equipamentos da Huawei nos EUA e outros relativamente fracos para uma acusação tão forte. Ele diz, ainda, que as duas empresas não forneceram informações suficientes para amenizar as preocupações. Um anexo confidencial do relatório traz informações adicionais sobre esses receios. Mike Rogers, chairman do comitê de inteligência, disse que  ”nós simplesmente não podemos confiar sistemas tão vitais a empresas com laços conhecidos com o estado chinês, um país que é o maior perpetrador de ciberespionagem contra os EUA.” Eventos recentes de espionagem partindo da China contra empresas norte-americanas, como aquele do Google, aumentam a desconfiança.

De seu lado, Huawei e ZTE se defendem. Ambas dizem que o governo da China não interfere em suas linhas de produção, embora, no caso da ZTE, membros do Partido sejam acionistas — a Huawei não forneceu essa informação. Outro argumento usado pela dupla é de que muitos equipamentos de empresas ocidentais, como a Alcatel-Lucent e a Nokia Siemens Networks, são montados na China — ou seja, poderiam muito bem conter software espião também. A Huawei, por sinal, sequer fabrica seus equipamentos; ela terceiriza esse trabalho à vizinha Foxconn, na mesma planta onde iPhones e iPads são montados, em Shenzhen. A empresa aposta firmemente em propriedade intelectual e tem 44% dos seus 140 mil funcionários focados em pesquisa e desenvolvimento.

O caminho para as chinesas é serem mais abertas e, no que depender das duas, é isso o que elas farão. A Huawei emitiu um comunicado declarando estar cooperando com o comitê de inteligência da Câmara dos Representantes e estar engajada em outras ações de abertura. Ao mesmo tempo, ela investe em consultores de relações públicas e lobistas nos EUA para ganhar força política no país. Construir confiança é muito difícil, mais ainda quando se está sob suspeita. Infundada ou não, o povo está quase neurótico com isso tudo e, nessa troca de acusações e defesas, é difícil saber em quem acreditar.

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– Genoíno: Ninguém se deu conta que ainda estava no Governo?

Depois da condenação do Mensalão, José Genoíno deixou o Governo.

Ué, estava lá?

Sim, estava! Como Assessor Especial do Ministério da Defesa! Remunerado, e “trabalhando muito”…

O que fazia nesse cargo?

Depois de todo o escândalo, só agora ele saiu? Ninguém pensou em exonerá-lo?

Sobra dinheiro nesse país…

– Ser Corrupto Vale a Pena?

Para a tristeza do cidadão de bem e alegria dos picaretas, uma pesquisa divulgada na Inglaterra comprovou: ser corrupto vale a pena!

Extraído de Revista Superinteressante, Out/12, pg 18, por Anna Carolina Rodrigues.

CORRUPÇÃO COMPENSA E DÁ LUCRO DE 1000%…

Estudo que analisou 166 casos de suborno em 52 países comprova: empresas que dão propina a políticos recebem de volta 10 vezes o dinheiro em vantagens ilegais.

Pagar propina vale a pena. Essa é a triste constatação de um novo estudo da Universidade de Cambridge, que analisou 166 casos de corrupção ocorridos em 52 países nas últimas 3 década. O esquema era sempre o mesmo: uma empresa subornou políticos ou funcionários públicos para obter vantagens ilegais, como burlar uma licitação ou fechar um contrato irregular. E em todos os casos deu certo – a empresa pagou a propina e obteve o retorno financeiro equivalente a 1000% do capital “investido” em corrupção.

Entre os casos estudados pelos pesquisadores, a ocorrência de suborno foi maior nos países mais pobres, onde a justiças e instituições são mais fracas. Segundo o estudo, o valor pago muda de acordo com o cargo da pessoa cuja mão foi “molhada”. Quanto mais importante a pessoa é, mais cara também – funcionários de baixo escalão recebem em média 1,2% do valor do contrato em propina, contra 4,7% pagos para chefes de Estado. As empresas de construção são as que mais corrompem os políticos: são responsáveis por 27,7% dos casos de suborno. Todos os casos estudados pelos pesquisadores são escândalos que chegaram ao conhecimento da população e, em vários deles, as empresas corruptoras foram processadas. Mas isso não foi suficiente para conter a prática. “O risco de ser apanhado e condenado não são grandes o suficiente para impedir a prática”, segundo o Prof. Raghavendra Rau, autor do estudo.

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– Eleição ou Apelação?

Coisas que impressionam e irritam nos dias de Eleições: a votação começa as 8h, mas logo 06h30 já tem fila? Estão lá, de pé, em meio a imundice dos santinhos jogados. Na minha rua, logo de madrugada passaram sujando as ruas. O candidato deveria ser multado! Ou melhor: os candidatos e as candidatas, pois tem para todos os gostos!

E nessas fotos, sorrisos muitas vezes falsos. Os antipáticos viraram sorridentes servidores da população…

Aliás, agora é moda tirar foto sorrindo para o eleitor. Todos sorriem. Imagine Ulisses Guimarães fazendo essas caretas engraçadas?

Quem não conhece alguns candidatos, acham que realmente são todos pessoas solícitas e alegres. Pena que são só alguns. E haja sorriso forçado!

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– Fim da Propaganda Eleitoral

Viva! Está acabando o horário político. Chega da candidatos bizarros, tempo jogado fora e inexistência de propostas corretas.

Confesso publicamente a quem votarei: para vereador, votarei no delegado Paulo Sérgio Martins, 23000.

Por vários motivos: ele é trabalhador, sério, teve nota máxima da exigente e competente ONG Voto Consciente; esteve diversas vezes no meu bairro, se faz acessível e fez por merecer meu voto.

Quer uma curiosidade? Viu os imundos cavaletes eleitorais na cidade? Achou algum deles com o número 23000? Claro que não. Não precisa atrapalhar as calçadas, pois sua campanha se baseia nas atitudes.

Se você não tem candidato, não se decepcionará.

E boas eleições!

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– Política para a Classe Média

Amigos, compartilho interessante crônica enviada pelo jornalista Reinaldo Oliveira, a respeito da Classe Média, hábitos e política.

VIVA A CLASSE MÉDIA BRASILEIRA

Pe. Alfredo J. Gonçalves, CS

João Ubaldo Ribeiro escreveu a obra “Viva o Povo Brasileiro”. Aliás, um trabalho de mestre: releitura fictícia da história do Brasil a partir da cultura negra. Neste momento de euforia por parte das autoridades governamentais e da publicidade, poderíamos parafrasear o escritor com a saudação de “Viva a classe média brasileira!”. Segundo os dados, já ultrapassa a casa dos 100 milhões de cidadãos! Sorrateiramente, porém, levanta-se uma pergunta incômoda e inquieta: qual o critério para medir a passagem da pobreza à classe média? Os beneficiados das políticas compensatórias, por exemplo, podem ser chamados de nova classe média? Classe média sujeita à ajuda permanente do Estado ou classe média capaz de caminhar com as próprias pernas? A pergunta pode ser feita de outra forma: onde está a tão alardeada classe média?

Grande parte desta, ao que parece, continua morando nas periferias das grandes e médias cidades, até mesmo em favelas e cortiços. Tem esgoto a céu aberto e nem sempre conta com água encanada; desloca-se como “sardinha em lata” no transporte coletivo, ou perde horas diárias no trânsito caótico. Vive sob o signo do medo e da violência, sem a proteção do Estado e muitas vezes conforme os ventos incertos do crime organizado. Dificilmente consegue matricular os filhos em escolas particulares e tem de contentar-se com o ensino público de qualidade nem sempre confiável… A isso chamamos de classe média! Mas essa nova fatia da população brasileira pode consumir! Aí está um dado que as autoridades e o mercado podem comemorar com grande euforia. Viva, pois, o consumo da classe média brasileira. Agora ela pode comprar carro, TV de não sei quantas polegadas, móveis, eletrodomésticos, e assim por diante. No entanto, aqui se erguem novamente uma série de dúvidas. Se o critério para vencer a fronteira entre uma classe e outra permanece o consumo individual e familiar, onde estão os investimentos do Estado em termos de infraestrutura?

A única política pública que vem se destacando por parte dos governos federal, estadual e municipal parece ser o incentivo ao consumo, através de um marketing apelativo, estridente e por vezes agressivo, para não dizer irresponsável. Disso resultam sinais preocupantes de uso e abuso de cartões de crédito, crescimento dos percentuais de inadimplência, devolução de produtos impagáveis, nome sujo na praça… Enfim, dívidas sobre dívidas! No fundo, uma robusta classe média requer um padrão de investimento público igualmente robusto. Condições de vida e trabalho sadias e duradouras: malha viária e ferroviária para o transporte público urbano e à distância; ensino fundamental de qualidade e gratuito, com perseverança dos alunos; sistema de saúde sem os acidentes quase diários de falta de atendimento, filas, demora, e erro médico; segurança sem os efeitos colaterais da truculência, tortura e extermínio de jovens e adolescentes; reforma agrária e política agrária no campo, com apoio ao pequeno produtor e à agricultura familiar; rede integrada de portos e aeroportos…

Não é isto o que se vê na sociedade brasileira. Há muito que fazer em termos de políticas públicas efetivas, voltadas para essa mesma classe média, que ainda amarga uma situação endêmica de carência e precariedade. Receber ajuda do Estado para o consumo é algo que evidentemente amplia os direitos do cidadão. Mas como fazê-lo tornar-se protagonista de sua própria trajetória de existência? Convém não esquecer que o pão da dignidade humana vem do suor do rosto, ao passo que “o pão da esmola vem regado pelas lágrimas da vergonha”, como costuma dizer, ainda em décadas passadas, o jornalista Mauro de Santayana. O consumo, em princípio não é bom nem mau. Todo cidadão tem suas necessidades e o direito aos bens do progresso. Mas, se e quando desacompanhado de uma infraestrutura de formação (em nível pessoal) e um horizonte de oportunidades (em nível social), o mesmo consumo pode tornar-se freneticamente febril, impulsivo, doentio. O estímulo às compras pressupõe uma base sólida de serviços públicos. Para isso servem os impostos cujo montante, no Brasil, nada deixa a desejar. O que deixa a desejar é o uso correto de tamanha carga tributária. O termo carga, neste caso, nada tem de metafórico e exige um retorno por parte dos governos.

– 20 anos de Impeachment de Collor é para Celebrar?

Muitos lembraram do Impeachment de Collor, há 20 anos. Recordo-me bem: começou com um Fiat Elba cuja origem do dinheiro era suspeita e deu no que deu…

O que seria necessário, comparado com os dias atuais, para uma condenação ao Lula, já que ambos tiveram problemas com recursos “não contabilizados”?

Aliás: não dá para comemorar, já que 20 anos depois, Collor é Senador da República.

Inacreditável e inaceitável.

Eleitor, muitas vezes, é bobo ou tem memória curta…

– Lembrança inusitada de Maluf foi o Presente do Dia do Rádio

Nesta semana, celebrou-se o “Dia do Rádio”. A Rádio Estadão Espn promoveu um encontro especial com os principais radialistas / âncoras da atualidade, por ocasião da data. E, no bate-papo, Heródoto Barbeiro contou um fato interessante:

Certa feita, Paulo Maluf foi entrevistado por ele, e disse que nunca teve dinheiro no exterior (mesmo as provas mostrando o contrário e hoje, nós, sabedores de todo o imbrólhio). E o jornalista, logicamente incrédulo, insistiu na dúvida. Eis que Maluf desafiou:

“Se um dia alguém encontrar algum dinheiro em meu nome no exterior, dou uma procuração para que se dê todo o dinheiro para a Santa Casa de Misericórdias”.

Promessa de político… Será que as Santas Casas se animaram?

– O Fim dos Cavaletes Eleitorais e a Limitação dos gastos dos Candidatos a Vereador!

Rondonópolis, com 200 mil habitantes, dá o exemplo: lá, os candidatos a vereador combinaram em não poluir visualmente a cidade, evitando colocar nas praças públicas e avenidas os horripilantes cavaletes de propaganda. E para conter os gastos, cada candidato só pode contratar até 10 cabos eleitorais.

Fantástico. Pena que seja utopia imaginar que isso possa ser uma regra no Brasil…

– “Esto nunca se había visto em este país”

Líderes políticos de semelhança ideológica, e, agora, unidos por um bordão!

Hugo Cháves, para sua reeleição na Venezuela, contratou o marqueteiro de Lula, João Saldanha. E a primeira providência foi usar o bordão lulista que tanto cansou, agora em castelhano: “nunca antes na história deste país”…

Tá meio devagar a criatividade do João.

– Politização dos Argentinos

Cristina Kirchner está abusando na Argentina. Agora, quer mudar a Constituição para novas reeleições, a la Hugo Chaves e no melhor roteiro ditatorial possível. Se puder, ela não sai mais do poder.

A população local, em protesto, saiu às ruas fazendo o famoso “panelaço”. Impressionantes imagens que vem de lá!

Ah se fôssemos politizados como os hermanos…

– A Frase enlouquente da Ministra da Cultura

A nova Ministra da Cultura, Marta Suplicy, se superou. Ontem, aos jornalistas, disse sobre aceitar o desafio do Ministério, eleições municipais e motivação:

“Eu faço, Lula é deus e Dilma é bem avaliada”

Lula como deus??? Tenha dó… Até a loucura tem limite!

– Quanto ganha e o que faz um Vereador?

Está na Revista Galileu de Setembro/2012, pg 15, com os dados fornecidos pela Câmara Municipal de São Paulo: o que faz um Vereador e quanto ele recebe!

O salário de Vereador (na capital paulista) é de R$ 9.288,00, sendo que ele tem direito a mais R$ 123.700,00 para despesas de gabinete!

Cerca de 63% das leis foram denominações de ruas e logradouros públicos, homenagens e datas comemorativas; 3% de medidas administrativas, 2% de declarações de utilidades públicas concessões e o restante de medidas diversas não impactantes.

No último Censo Legislativo do IBGE, quando perguntado aos vereadores sobre “o que fazem”, responderam que:

– Atendem a pedidos de eleitores (60%),

– Legislam e fiscalizam (30%),

– Ambos (9%),

– Outros (1%)

No Brasil, concorrerão 447.758 candidatos, sendo que 83% não fizeram faculdade e 68% são homens. A relação candidato vaga é de 7,68. No maior colégio eleitoral (São Paulo-SP) é de 21,8. No menor (Borá-SP) é de 90,9.

Um problema não abordado: a qualidade dos candidatos. Mas essa, só pelo horário político, já dá para sentir…

– Troca de Favores?

Marta Suplicy aceitou entrar na campanha de Fernando Haddad, na última sexta-feira, à Prefeitura de São Paulo. A senadora e ex-prefeita estava chateada pois queria concorrer pelo PT, e notoriamente não estava se esforçando em angariar votos ao colega petista.

Coincidentemente, foi convidada a ser Ministra da Cultura no lugar de Anna de Holanda.

Troca de favores?

– Ronaldo Nazário, o Vice-Presidente da República?

A informação vem do jornalista Bruno Astuto (Coluna Vida, Revista Época, Ed 10/09/2012, pg 89): segundo ele, com as bênçãos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Ronaldo Nazário deve ser convidado para ser o candidato a vice-presidente, na chapa encabeçada por Aécio Neves na disputa de 2014.

Vale lembrar que FHC já disse publicamente que gosta de jogar poker com Ronaldo, que é seu vizinho de apartamento em Higienlis. Ademais, o ex-atleta já recebeu uma sondagem sobre a possibilidade e se encaixaria no perfil buscado pelo PSDB: o de um novato na política, conhecido publicamente e carismático.

Se você, eleitor, pudesse votar separadamente para vice: o Fenômeno teria seu voto?

– E o Homem da Paçoca? Convicção no Voto é isso Aqui!

Situações inusitadas das Eleições: um cliente meu que coleta recicláveis na rua possui uma Kombi velha. E saiu de Jundiaí e visitou certo dia cidades vizinhas. Numa delas, enquanto coletava garrafas pet de um es”tabelecimento comercial, foi abordado por um candidato a vereador, o “Edinho da Paçoca!

Não é que o postulante à vereança ofereceu R$ 100,00 para adesivar sua Kombi? Tal prática tem sido comum: o candidato coloca colantes no carro de alguém que fica circulando por aí fazendo publicidade.

O único detalhe é que o veículo em questão não é da cidade; o motorista não vota lá; o candidato colou os adesivos e a Kombi no dia seguinte estava bem distante da sua zona eleitoral.

Ah! O meu cliente? Ficou feliz. Faturou “cenzinho” na maciota.

Fantástico o homem da Paçoca, não? Com esse tipo de ações de campanha, vai longe… em todos os sentidos. Só não sei se vai ter voto.

– Banqueiros e Políticos do Mensalão: Distintas Posições

Não dá para passar batido: durante a semana, Ricardo Lewandowski, um dos juízes que julga o Mensalão e que se esforçou com força descomunal para livrar a cara do petista João Paulo Cunha, votou junto com o juiz relator Joaquim Barbosa pela condenação aos donos do Banco Rural.

Para quem está acompanhando o julgamento, fica nítido que para alguns, como o próprio Lewandowski, é uma dificuldade herculiana votar contra os políticos influentes. Mas contra os banqueiros já combalidos, aí é moleza!

– Poetas da Corrupção

enviado por Reinaldo Oliveira, autoria de Luciano Pires

POETAS DA CORRUPÇÃO

Tenho passado algumas horas assistindo na TV Justiça o julgamento do Mensalão. São aulas preciosas sobre justiça, retórica, lógica, política, jornalismo… Que maravilha!

Vemos alguns dos advogados mais conceituados e bem pagos do Brasil tentando provar que seus clientes são inocentes, e os juízes interpretando os autos para concordar ou discordar das argumentações.

Preciosas aulas de defesa de pontos de vista e de tomada de decisão, de escolha. Num dos momentos-chave do julgamento entrou em discussão a questão dos “atos de ofício” que em português simples quer dizer: provas materiais.

Existe algum ato de ofício, algum memorando, bilhete, email ou outro documento assinado pelo acusado que prove seu envolvimento no caso? Os advogados de defesa dizem que sem atos de ofício não existem provas.

Refletindo sobre a questão da subjetividade da materialidade (olha que louco isso!) das provas no mundo da retórica, lembrei-me de um texto que li no delicioso livro Senso Crítico de David W. Carraher, escrito pelo professor e pesquisador Stephen A. Tyler em seu livro The Said and The Unsaid (O Dito e o Não-Dito):

“Alguns objetos de nosso mundo são aparentemente não problemáticos – mesas, cadeiras e coisas semelhantes – enquanto outros, tais como pensamentos, imagens, memórias e dores, tem um status de objeto peculiar… Sua maior peculiaridade é que, embora não tenham nenhuma representação externa na percepção sensorial, falamos sobre eles como se não diferissem nada de mesas e cadeiras que, como todos sabem, podem ser percebidas pelos sentidos. Posso dizer que ‘eu tenho um pensamento’ do mesmo modo que diria ‘eu tenho duas pernas’, como se o pensamento e as pernas fossem objetos da mesma natureza. O problema é que nossa linguagem parece mentir a nós mesmos, pois ‘ter pensamentos’ não pode ser verificado ou descrito do mesmo modo que ‘ter pernas’; as pernas e os pensamentos não são objetos da mesma realidade. A linguagem trata pensamentos e pernas como se ambos tivessem extensão no espaço, como se fossem ambos substâncias.”

Parece que foi por aí que a discussão andou: os advogados tentando mostrar que o depoimento de uma testemunha – a subjetividade – , não tem, para efeito de prova, a mesma substância que o memorando assinado – a materialidade – pelo acusado.

Sem prova, sem atos de ofício, sem culpa. Pois é.

Aí me lembrei de nosso Poeta João Cabral de Melo Neto:

“As palavras pedra ou faca ou maçã, palavras concretas, são bem mais fortes, poeticamente, do que tristeza, melancolia ou saudade. Mas é impossível não expressar a subjetividade. Então, a obrigação do poeta é expressar a subjetividade, mas não diretamente. Ele não tem que dizer ‘eu estou triste’. Ele tem é que encontrar uma imagem que dê ideia de tristeza ou do estado de espírito – seja ele qual for – por meio de palavras concretas e não simplesmente se confessando na base do eu estou triste.”

Então matei a charada.

Zé Dirceu, Genoíno, João Paulo Cunha, Delúbio, Silvio, Valdemar, Jefferson e outros políticos envolvidos no caso, inclusive o sujeito oculto, não são simplesmente desonestos ou – no dizer do Procurador Geral da República – membros de uma quadrilha.

São poetas da corrupção.

– Mensalão: Gosto de Jiló, com cara de Pepino

Vejam só que curioso: o juiz do STF, Carlos Ayres Brito, diz que uma lei de contratação de publicidade foi alterada pelo ex-presidente Lula, única e exclusivamente para blindar os réus do Mensalão – não nos esqueçamos que Duda Mendonça (publicitário de Lula), Marcos Valério (financiador de recursos) e outros estão sendo julgados com políticos do PT no escândalo.

Ayres Brito declarou que tal manobra dificultou a acusação de muitos, e que “condenar alguém tem o mesmo gosto de jiló”.

Se tem gosto de jiló, não sei. Mas que é um pepinaço conseguir isenção do STF, ao que parece, é. Os juízes Lewandowski e Tóffilo, que absolveram João Paulo Cunha (e que tinham relação com o PT) que o digam!

– Disputa Eleitoral em São Paulo baseada no Populismo?

Celso Russomano, José Serra e Fernando Haddad estão respectivamente em 1º, 2º e 3º lugares na corrida à sucessão de Gilberto Kassab na capital paulistana.

Russomano ficou conhecido como o repórter que defendia o consumidor no extinto “Aqui Agora”. Popular, com discurso populista. Declarou que prefere Igrejas a Cadeias. Pertence ao PRB, partido criado pela Igreja Universal. Tem a desconfiança de muitos. Poucos sabem que ele é atualmente deputado. E o que fez como parlamentar?

Serra foi prefeito e assinou em cartório documento dizendo que cumpriria o mandato até o fim. Não cumpriu. Esconde o apoio de FHC mas alardeia pontos positivos de Kassab. Sem comentários.

Haddad ganhou um elogio de Lula: “foi o melhor Ministro da Educação da História desse país”. Uau, a educação brasileira é excepcional mesmo, sem problema algum, pois todos foram resolvidos por ele.

Ainda bem que voto em Jundiaí…

Em quem votar em SP? Chalita, Gianazzi, Soninha e Levy Fydelix teriam chances?

– O Papelão de Lewandowski

Que feio, juizão! O magistrado do STJ, Ricardo Lewandowski, juiz revisor do Processo do Mensalão, durante o julgamento de ontem, votou pela INOCÊNCIA a João Paulo Cunha e a Marcos Valério.

Inacreditável. E ainda queremos que o país seja levado a sério…

Como alguém como ele pode brigar contra as provas? Seus próprios colegas de Tribunal ficaram constrangidos.

– Privatizar: Antes, era Pecado. Hoje, Virtude?

Me recordo que quando o presidente Fernando Henrique Cardoso começou a privatizar uma série de empresas estatais, foi duramente criticado pela oposição. Hoje, os mesmos críticos privatizam, mas a justificativa chega a ser risível:

“A diferença desse programa de privatização com a do FHC é como o colesterol: tem o bom e o ruim”

Aloísio Mercadante

Ah bom…

Como o comportamento muda quando a oposição se torna situação, não? E vice-versa, idem.

– Horário Eleitoral: E aí?

Hoje começa o enfadonho horário político. E por que não gosto?

Entendo e respeito a ideia de que permitir que todos os candidatos se apresentem em um veículo de comunicação de massa é democratizar de fato a disputa eleitoral. Porém, obrigar a transmissão em cadeia, em horários não-flexíveis, é democrático?

Sempre fui a favor do voto obrigatório, entendendo ser um Direito conquistado, e ao mesmo tempo um Dever de cidadania. Entretanto, será que torná-lo facultativo não eliminaria eleitores que votam pela simpatia de um candidato folclórico que apareça na TV, em nítida busca de emprego?

Coisas para se repensar: o naipe dos candidatos, o uso das mídias na eleição e a obrigatoriedade do voto.

Para quem gosta de comédia, veremos pleiteantes a vereadores prometendo até coisas que não podem e não são da sua alçada, tudo em busca do voto.

E o pior é que o próprio eleitor sabe que o candidato não cumprirá o que prometeu…

– A Função Social da… Motoserra?

Às vezes, pessoas públicas devem ficar caladas, se o argumento não for convincente. Leia a idiotice que o Deputado Federal do DEM-RR, Luciano Pizzatto, a respeito do desmatamento – basicamente, para ele, é importante desmatar para dar oportunidade de plantar!.

“O que os defensores domeio ambiente devem entender é que o universo é violento e destrutivo. Ao derrubar uma árvore, estamos na verdade dando o direito de outra árvore nascer”.

Acredite, ele é deputado e disse isso mesmo!!!

– Turitas Americanos no Brasil Desconhecem Brasília

Olha só: divulgou-se uma pesquisa onde 75% dos turistas que chegam dos EUA aqui no Brasil desconhecem que Brasília é nossa capital.

Normal. E se fizéssemos uma pesquisa perguntando aos brasileiros qual a capital dos americanos? Tenho certeza que Nova Iorque ganharia de Washington.

Aliás, há muitas cidades que são as mais importantes de um país e que não são as capitais. Embora Roma, Paris ou Buenos Aires sejam as capitais e principais cidades respectivamente de Itália, França e Argentina, não vale dizer o mesmo de Johannesburgo, São Paulo, Zurique, Sidney, entre tantas outras.

Ter a maior economia nem sempre representa ser a capital política e administrativa, embora sua força econômica a influencie.

– Advogados do Mensalão curam até Insônia! O Flagra dos Juízes do STJ.

Que flagra do Jornal “O Globo”: O blablablá dos advogados dos acusados do Mensalão é tão entediante, que fez 2 dos juízes do Supremo Tribunal desmaiarem de sono!

Pudera: ouvir os advogados de José Dirceu, Genoíno, entre outros, deve ser dose mesmo. Afinal, é duro convencer que eles não estejam envolvidos no escândalo.

Extraído de: http://oglobo.globo.com/pais/ministros-demonstram-cansaco-durante-julgamento-do-mensalao-5705349

MINISTROS DEMONSTRAM CANSAÇO DURANTE O JULGAMENTO DO MENSALÃO

Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes acompanham maratona de argumentações no 3º dia do processo

 

No terceiro dia de julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), alguns ministros deram sinais de cansaço. Os ministros Joaquim Barbosa, relator do processo, Gilmar Mendes e Celso de Mello chegaram a fechar os olhos ao longo da sessão de ontem.

A aparente fadiga dos magistrados contrastava com o nervosismo dos advogados escalados para falar durante a sessão. O julgamento começou na semana passada e deve se estender até setembro, conforme cálculos feitos pelos próprios defensores.

O cansaço dos ministros foi notado até mesmo pelo presidente do Supremo, Ayres Britto. No encerramento da sessão, depois de mais de cinco horas de discursos, Ayres Britto disse que iria sugerir o fim dos trabalhos para não prejudicar os advogados.

— A defesa leva desvantagem por pegar julgadores cansados quando a sessão é muito longa — disse o presidente.

Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes chegaram a fechar os olhos várias vezes durante a sessão, até mesmo num dos momentos em que os fotógrafos foram autorizados a entrar no plenário e registrar cenas do julgamento.

A entrada dos fotógrafos é sempre o momento mais ruidoso das sessões, em geral silenciosas. Alberto Toron, advogado de João Paulo Cunha (PT-SP), disse que é difícil para qualquer espectador prestar atenção numa fala superior a 50 minutos.

Na defesa, suor e pigarro

Enquanto os advogados falavam, os ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia faziam anotações. Os ministros Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Cezar Peluso fizeram consultas aos documentos do processo por várias vezes.

No lado oposto, era evidente o nervosismo de alguns advogados. José Luís de Oliveira Lima, defensor de José Dirceu e o primeiro a falar, confessou que estava tenso logo na abertura da exposição.

— Advogado que não sente um frio na barriga, que não fica com as mãos geladas, não fará uma boa defesa — disse Oliveira Lima ao chegar ao púlpito para defender Dirceu.

Em mensagem enviada pelo celular ao advogado, Dirceu mandou um agradecimento: “eternamente grato”.

Luiz Fernando Pacheco, encarregado da defesa de José Genoino, estava ainda mais tenso. Bebericou num copo d’água, revirou páginas do discurso e enxugou o suor do rosto todo o tempo.

Pacheco só relaxou um pouco ao terminar a explanação e saiu do plenário para fumar um cigarro.

— O nervosismo é a contrapartida do senso de responsabilidade — disse Pacheco.

Arnaldo Malheiros afirmou que se sentiu aliviado após defender Delúbio Soares no plenário do STF. Acometido de um pigarro durante sua fala, atribuiu o problema à seca de Brasília. Ele usou apenas 33 minutos do tempo de uma hora para apresentar seus argumentos.

— Não usei mais tempo por falta de carga acusatória e também para não encher a paciência dos ministros — explicou Malheiros.

Defensor de Marcos Valério, Marcelo Leonardo afirmou que estava com a sensação de “dever cumprido”. Contou que recebeu mensagens no celular elogiando sua atuação. A mais comemorada foi a de seu pai, o advogado Jair Leonardo Lopes, de 88 anos, que ainda atua no Direito:

— Receber elogio dele é tudo para mim.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/ministros-demonstram-cansaco-durante-julgamento-do-mensalao-5705349#ixzz22tZNmbHd 
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– A Demissão de Delúbio Soares

Delúbio Soares, o tesoureiro do PT e envolvido com o Mensalão, foi demitido das suas funções como professor de matemática em Goiás.

E sabem o por quê?

Por 4 anos e 2 meses (entre 1994 a 1998), não trabalhou nenhum dia, mas recebeu todos os seus salários, totalizando quase R$ 170.000,00.

A pergunta é: vai devolver o dinheiro?

DELÚBIO É DEMITIDO POR FALTAR 100 DIAS NO TRABALHO

O ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, foi exonerado nesta sexta-feira, 3, do cargo de professor de Matemática da rede pública de ensino em Goiânia (GO).

O decreto foi assinado pelo secretário de Educação, Thiago Peixoto, e deverá ser publicado no Diário Oficial do Estado, na próxima segunda-feira (6).

Delúbio Soares recebeu salários e não trabalhou no período entre setembro de 1994 e janeiro de1998. Foram 100 meses sem bater o ponto, não aparecer nas salas de aula, nem justificar a ausência ao tranbalho. Delúbio era professor de Matemática concursado.

O secretário Thiago Peixoto, um ex-deputado estadual pelo PMDB, não foi localizado para comentar a decisão. O decreto de exoneração deverá ser publicado no Diário Oficial do Estado, na próxima segunda-feira, 6.

100 dias. Oficialmente, a demissão ocorre dois anos e três meses após o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) ter condenado Delúbio Soares a devolver os R$ 164.695,51 que recebeu do Estado sem trabalhar durante 100 meses. Ou seja, no período entre os meses de setembro de 1994 e janeiro de 1998, e entre fevereiro de 2001 a janeiro de 2005.

A decisão do juiz João Waldeck Félix de Souza, da 2a. Câmara Cível, e foi anunciada no dia 19 de maio de 2010.

Na época, diligências da justiça descobriram que Delúbio Soares faltava nas salas de aula, mas trabalhava diariamente no PT, e até viajava a serviço do partido.

Porém, o status de professor faltoso foi mantido graças à conivência do Sindicato dos Trabalhadores Professores (Sintego), filiado ao PT, onde a presidente do Sindicato na época, Noeme Diná Silva, fazia vistas grossas, mas foi condenada solidariamente, pela Justiça.

De acordo com a decisão judicial, o Sindicato liberava licenças médicas para Delúbio, que era concursado e lotado na Secretaria Estadual de Educação (SEE) de Goiás.

Além do ressarcimento do dinheiro, o ex-tesoureiro do PT foi condenado à perda dos direitos políticos por oito anos, e proibido de celebrar contratos om o Poder Público, ou receber incentivos fiscais e creditícios, direta ou indiretamente, pelo prazo de 12 anos.

– Sonhos de Famílias, por João Ubaldo Ribeiro

Essa eu não sabia: O jornal espanhol “El País”, em matéria sobre o Brasil e a Corrupção, citou o consagrado escritor João Ubaldo Ribeiro. Segundo ele, o renomado letrado escreveu:

“No Brasil, o sonho de qualquer família é ter um parente ou um amigo que se eleja político, pois todos os problemas deles passariam a ser resolvidos”.

Sem comentários… é isso mesmo.

– A Infeliz Declaração do Guia-Mestre e o Mensalão

E o ex-presidente Lula, quando questionado se acompanharia o julgamento do Mensalão? Respondeu que:

“Tenho coisas mais importantes pra fazer”.

Ora, não podemos esquecer que um dia ele negou tudo e defendeu os mesmos companheiros que serão julgados. E, depois, contraditoriamente, pediu desculpas pelo ocorrido.

Quer se blindar do imbróglio? É claro que sim. Não dá para acreditar que ele nada sabia, se os seus principais partidários – e amigos – estavam envolvidos até o pescoço.

A propósito, o relator do Mensalão, na leitura do processo, acusou: o mentor do Mensalão foi José Dirceu.

Minha restrição: e o Ministro Dias Tófoli? Não deveria deixar de votar, já que sua namorada é advogada de envolvidos, e ele próprio foi advogado de Dirceu e do PT?

– Romário na Record. Mas e em Brasília?

O ex-jogador Romário está comentando futebol nas Olimpíadas pela Rede Record. Mas como bom parlamentar, não deveria estar em Brasília, trabalhando pelo povo? Ao que consta, desde o dia 1º de agosto o recesso dos deputados acabou!

– Mercosul, se país, seria a 5ª Economia do Mundo

A entrada da Venezuela no Mercosul (a contragosto do Paraguai) tem um simbolismo: fará o bloco econômico se tornar a 5ª economia do mundo, atrás dos EUA, China, Japão e Alemanha (caso fosse um país).

Claro que se o Brasil não fizesse parte do bloco, a posição despencaria. Porém, não dá para enxergar no Mercosul uma composição sólida como a da Comunidade Européia, pelos disparates econômicos e, principalmente, pela vaidade de seus líderes políticos.

Ou alguém acha fácil ser parceiro comercial de Hugo Chávez? Sentir-se irmanado com ele é complicado…

– Quem paga a Conta dos Parlamentares?

Guarde bem esses números: 77 deputados federais não voltaram à Brasília com o fim do recesso parlamentar (ou, se preferir, das férias!).

Motivo?

Disputarão a Prefeitura Municipal em suas bases.

E aí fica a questão: por que eles ainda irão receber os salários no período da Eleição, já que não trabalharão nesses meses?

A legislação garante o salário dos nobres parlamentares. Mas não é anti-ético, imoral e incoerente receber sem trabalhar? E, como todos nós sabemos, os valores são altos…

– Karina, a ex-atleta: Que pena…

Você conhece Karina Rodrigues, vereadora no interior paulista pelo PCdoB?

Provavelmente não. Mas se você tem entre 30 e 40 anos, se recordará da jogadora argentina Karina, que sempre esteve presente nas principais equipes de Basquetebol no Brasil.

Pois bem: Karina se tornou vereadora em Jaguariúna, e é investigada pela CGU (Controladoria Geral da União) por desvios de verbas públicas remetidas à sua ONG, chamada “Pra frente Brasil”.

Tomara que estejamos enganados, mas se confirmado, é triste saber que tão carismática atleta não usava o dinheiro para obras assistenciais e o embolsava.

– O Corrupto Coreano

Vejam só a declaração do presidente da Coréia do Sul, Lee Myung-bak, acusado de corrupção:

“Curvo a minha cabeça e peço desculpas por ter causado preocupações às pessoas por esses incidentes”.

Nada foi provado contra o presidente, mas ele se sentiu envergonhado da possibilidade de acharem que ele era corrupto!

Aqui, o político é acusado, comprovado e ainda insiste nunca ter feito nada de errado. E, se bobear, vira herói!