– A culpa de chefes ruins é de…

quem os escolhem!

Segundo o livro dos consultores em Administração Jefrrey Cohn e Jay Moran (“Por que somos tão ruins para escolher bons líderes?”), alguns fatores são decisivos. Abaixo, a lista deles:

(extraído de: http://is.gd/p5wZ61)

POR QUE HÁ TANTOS LÍDERES RUINS?

Rafael Palladino, do Banco Panamericano. Carly Fiorina, da HP. Bob Nardelli, do Home Depot. Gilberto Tomazoni, da Sadia. Bernie Ebbers, da WorldCom. Harry Stonecipher, da Boeing. Dominique Strauss-Kahn, do FMI. A lista de executivos-chefes que se mostraram inadequados, por motivos que vão de fraude e escândalos sexuais a erros de gestão ou omissão, é enorme. Tão grande que impõe a questão: é assim tão difícil escolher um bom líder para a empresa? Pelo ritmo intenso de trocas de comando – o estudo anual da consultoria Booz & Co. conclui que a rotatividade nas 2,5 mil maiores companhias abertas em 2010 foi de 11,2% –, parece que sim. Por quê?

O primeiro motivo é a pressão a que estão submetidos os executivos-chefes. Num mundo mais competitivo, em que os resultados precisam vir mais rapidamente, é natural que a rotatividade aumente. Mas um estudo psicológico de como são feitas as escolhas de líderes apontou problemas recorrentes, capazes de causar grandes prejuízos. O estudo é dos pesquisadores Jeffrey Cohn e Jay Moran, da consultoria Spencer Stuart, autores de Why Are We Bad at Picking Good Leaders? (“Por que somos ruins para escolher bons líderes?”). A seguir, as cinco principais armadilhas em que conselho e acionistas caem:

O GRANDE CARISMA DIANTE DO PÚBLICO ÀS VEZES CAMUFLA
UMA FALHA NA HABILIDADE DE SE COMUNICAR FACE A FACE

1. Síndrome da patota_Cercar-se de iguais é intrínseco ao ser humano. “Muitos executivos do alto escalão favorecem, mesmo que inconscientemente, os profissionais com histórico, experiências e características similares às suas próprias”, dizem os autores. No Banco Panamericano, Rafael Palladino, um ex-personal trainer sem diploma em administração sob cuja gestão o banco quase fechou, era primo em primeiro grau de Íris Abravanel, mulher de Silvio Santos.

2. Síndrome dos holofotes_A loquacidade e o carisma, o talento de magnetizar uma plateia, costumam impressionar os selecionadores. O prestígio do CEO carismático é ainda residual da “Era Jack Welch” na GE. Casos como o de Steve Jobs, que dá verdadeiros shows nas apresentações da Apple, reforçam o mito. Porém, como advertem os autores, o grande carisma diante do público às vezes camufla uma insuficiência na comunicação íntima, face a face. “Falar em público é uma capacitação aprimorável com um coach. Já a comunicação direta com o interlocutor é algo bem mais difícil de desenvolver”, dizem.

3. Síndrome do deslocamento_Poucos CEOs foram tão demonizados na década passada quanto o autocrático Bob Nardelli, em sua desastrada passagem pela rede de varejo Home Depot. Ao tentar gerar eficiência operacional, Nardelli quase destruiu a cultura descentralizada, informal e amigável que era marca registrada da rede. O CEO chutado, obviamente, estava longe de ser um tolo. Na década de 90, fora um dos executivos mais admirados dos Estados Unidos, na General Electric. “Há casos em que as competências do executivo estão deslocadas, e não têm como ser bem utilizadas na empresa”, dizem Cohn e Moran. O caso de Nardelli era mais ou menos como exigir de um caminhão Scania a performance de uma Ferrari.

4. Síndrome do menino-prodígio_É fácil ficar impressionado com profissionais brilhantes, principalmente se forem jovens geniais. Mas esse encantamento às vezes impede de enxergar falhas grandes em outros aspectos, como a ética ou a capacidade de comunicação. O caso mais notório, na última década, foi o de Jeffrey Skilling, ex-CEO da Enron, hoje cumprindo pena de 24 anos numa cadeia americana por causa de uma bilionária fraude de “contabilidade criativa”. Precoce, Skilling era braço direito do então presidente Kenneth Lay, nos anos 90. Ajudou-o a catapultar a capitalização de mercado da Enron, de US$ 2 bilhões para US$ 70 bilhões. Tornou-se sucessor natural de Lay. Foi um desastre.

5. Síndrome do bom-moço_É o contrário da anterior, o encantamento com o executivo-modelo, querido por todos. A justificativa em geral vai para o lado de que a pessoa é uma ótima “formadora de equipes”, ou “cria sinergia”. A dura realidade, dizem os autores, é que “os melhores líderes raramente são bons membros de equipe”. O profissional “bom-moço” tem ascensão rápida na escada corporativa. Mas quase sempre dá um ótimo número 2, não número 1. Tendendo à gestão por consenso, ele costuma agregar profissionais de pensamento homogêneo.

Ter em mente essas armadilhas não vai livrar as empresas de sofrerem deslizes. Mas diminui, dizem Cohn e Moran, a possibilidade de um desastre.

Contabilidade criativa – É a manipulação das demonstrações financeiras de empresas, aproveitando brechas na legislação para turbinar resultados. A expressão tornou-se célebre em 2001 com os escândalos contábeis da Enron e da WorldCom

Imagem extraída da Web.

– As 6 regras de reuniões, segundo Jeff Bezos:

Boas dicas para que as reuniões não sejam improdutivas e enfadonhas.

Olhe aí como funciona na Amazon de Jeff Bezos:

– Que não se critique o Flamengo pelas receitas!

Goste ou não da diretoria do Flamengo, é inegável que ela sabe fazer negócios.

Olhe só as receitas do Mengão, que números impressionantes:

– Pesadelo na Cozinha (Burguer One): aula de “desadministração”.

As funções clássicas do Administrador de Empresas são: Planejar, Organizar, Liderar e Controlar!

Ao assistir esse episódio de “Pesadelo na Cozinha”, veremos: elas… não existem!

Boa opção aos professores em sala de aula: discutir as funções com esse vídeo.

Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=qnoQKSimMzY

 

– Que não se critique o Flamengo pelas receitas!

Goste ou não da diretoria do Flamengo, é inegável que ela sabe fazer negócios.

Olhe só as receitas do Mengão, que números impressionantes:

– O que estamos fazendo para nos aprimorarmos profissionalmente?

Compartilho excepcional artigo do prof José Renato Santiago Sátiro, do Blog do Conhecimento (http://www.jrsantiago.com.br/area_de_conhecimento/_Editorial), a respeito de Crescimento e Aperfeiçoamento Profissional, Capacitação e Competência, Competitividade e Mundo Corporativo.

O texto é de extrema valia aos profissionais de qualquer área de atuação, mas em especial aos Administradores de Empresas. Abaixo:

O QUE ESTAMOS FAZENDO PARA NOS MANTERMOS COMPETITIVOS?

Uma das mais relevantes verdades que suportam o atual mundo corporativo diz respeito a necessidade de constante aperfeiçoamento de nossas competências.

A correta gestão dos nossos conhecimentos certamente contribui muito para que todos nós, colaboradores, que prestamos atividades profissionais, remuneradas ou não, possamos buscar a excelência e o atendimento de nossos objetivos.

No entanto, é de entendimento comum que os conhecimentos que possuímos hoje não irão garantir o nosso sucesso futuro.

Sempre haverá a necessidade de algo mais.

A grande surpresa que fundamenta este fato não está associada com a efetiva necessidade de capacitação constante, mas sim com a predisposição em buscá-la.

Há diferença nisso?

Sim, claro que existe, sutil, mas evidente.

Anos atrás não era incomum que as pessoas buscassem oportunidades em organizações que possuíssem planos de carreira bem estruturados e possibilidades de capacitação aos seus colaboradores.

Hoje, as coisas mudaram, então?

Claro que não.

Todos tendemos a valorizar oportunidades profissionais em empresas que não somente ofereçam bons salários e condições de crescimento, mas, principalmente, reais possibilidades de aprimoramento de nossas competências.

No entanto, algo está diferente.

Ainda que haja esta valorização, é temeroso o profissional sinalizar esta preocupação voltada a capacitação como se fosse um diferencial a ser oferecido por uma empresa.

E a resposta é simples.

Buscar isto junto a um terceiro, no caso qualquer organização que seja, é um lamentável equívoco.

Qualquer capacitação que nos é ofertada, não terá uma ínfima relevância quando comparada com aquela que é conquistada pelo profissional que se preocupa em alinhar seus intentos e metas com os treinamentos dos quais ele próprio busca fazer parte.

Poucas vezes, o que não é injusto, os treinamentos ofertados nas empresas possui alguma associação com as reais expectativas de seus profissionais.

Isto ocorre, pois, as organizações priorizam o atendimento de seus próprios objetivos, e eventualmente apenas eles são comuns aos dos colaboradores.

Não há qualquer, digamos “maldade” por parte das empresas, ainda, mas, pelo fato das relações em vigência serem profissionais.

A partir do momento que tenhamos certeza desta real diferença entre os nossos interesses e os das organizações onde atuamos, creio que caiba responder a seguinte pergunta:

– O que estamos fazendo para nos manter competitivos?

Certamente é nossa responsabilidade.

competitividade.jpg

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

IN ENGLISH – I am sharing an exceptional article by Prof. José Renato Santiago Sátiro from the Blog do Conhecimento (Blog of Knowledge) (http://www.jrsantiago.com.br/area_de_conhecimento/_Editorial), regarding Professional Growth and Development, Training and Competence, Competitiveness, and the Corporate World.

The text is of great value to professionals in any field, but especially to Business Administrators. Below:


WHAT ARE WE DOING TO STAY COMPETITIVE?

One of the most relevant truths that supports the current corporate world concerns the need for the constant improvement of our competencies.

The correct management of our knowledge certainly contributes a lot so that all of us, employees, who perform professional activities, whether paid or unpaid, can seek excellence and the fulfillment of our objectives.

However, it is common knowledge that the knowledge we possess today will not guarantee our future success.

There will always be a need for something more.

The great surprise that underlies this fact is not associated with the effective need for constant training, but rather with the predisposition to seek it out.

Is there a difference in that?

Yes, of course there is, a subtle but evident one.

Years ago, it was not uncommon for people to seek opportunities in organizations that had well-structured career plans and training opportunities for their employees.

Have things changed today, then?

Of course not.

We all tend to value professional opportunities in companies that not only offer good salaries and conditions for growth but, above all, real possibilities for improving our competencies.

However, something is different.

Even with this valuation, it is unwise for a professional to signal this concern for training as if it were a benefit to be offered by a company.

And the answer is simple.

Seeking this from a third party, in this case any organization, is a regrettable mistake.

Any training that is offered to us will have minimal relevance when compared to that which is gained by the professional who is concerned with aligning their intentions and goals with the training they themselves seek to be a part of.

Seldom—and this is not unfair—does the training offered by companies have any association with the real expectations of their professionals.

This occurs because organizations prioritize the fulfillment of their own objectives, and only occasionally are they common to those of the employees.

There is no “malice,” so to speak, on the part of the companies, but rather because the relationships in force are professional.

From the moment we are certain of this real difference between our interests and those of the organizations where we work, I believe it is fitting to answer the following question:

  • What are we doing to stay competitive?

It is certainly our responsibility.

– Perplexity surpreende e oferece US$ 34,5 bi para comprar Chrome do Google.

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– Quem será verdadeiramente o dono da SAF do Botafogo?

Barbaridade, que rolo…

Antes, a SAF do Botafogo era tocada por John Textor. Por ser considerado “má gestor”, a Eagle (da qual ele faz parte) quer destitui-lo, pois o fundo ARES, investidor da Eagle, quer o controle.

Quem vai mandar: Textor ou Eagle?

Mas agora surge um novo ator no mercado: o próprio clube, o Botafogo FR, alegando que investidores poderosos sondaram para arrendar o Botafogo SAF.

Afinal, qual será o futuro do Glorioso?

Entenda esse imbrolho, aqui: https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2025/08/14/botafogo-diz-que-robustos-investidores-mostram-interesse-em-comprar-a-saf.ghtml

IN ENGLISH –

Wow, what a tangled mess…

Previously, Botafogo’s SAF was run by John Textor. Deemed a “poor manager,” Eagle, who was the American’s “main partner,” wants to remove him.

Who will be in charge: Textor or Eagle?

But now a new player has emerged: the club itself, Botafogo FR, claiming that powerful investors have probed the possibility of leasing the Botafogo SAF.

So, what will the Glorioso’s future be?

Understand this imbroglio here: https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2025/08/14/botafogo-diz-que-robustos-investidores-mostram-interesse-em-comprar-a-saf.ghtml

– O ilusório mundo das SAFs brasileiras…

Em um primeiro momento, as SAFs foram endeusadas em nosso país. Milionários investidores com sede de negócios compraram os departamentos de futebol dos clubes. E aí vem a primeira correção: não compraram, mas arrendaram por tempo limitado.

Aí reside o grande questionamento: quando se negociou, alguém perguntou qual seria o retorno sobre o investimento previsto (ROI)? Ou como se concretizariam os projetos desejados?

É muito pueril imaginar que alguém colocaria dinheiro em um time de futebol “apenas para ajudar”, e não vai querer uma contrapartida. Negociadores espertos não perdem dinheiro, eles ganham! E muitos, de maneira anti-ética, não o fazem honestamente. É óbvio: muitos fazem desonestamente.

Segundo Amir Somoggi, da Sports Value, somente em 2024, as SAFs totalizaram R$ 1,3 bi de prejuízo! E a pergunta é: como a conta fechará? Ou não fechará?

Lembrando: as SAFs não são donas, mas arrendatárias. Se eu compro uma SAF e não pago os credores, quem seria o fiador, ou o co-partícipe?

Há contas mirabolantes. O Botafogo SAF, por exemplo, atual campeão da Libertadores da América, com todos os prêmios que recebeu, amargurou R$ 300 milhões de prejuízos. O Atlético Mineiro SAF, que atrasou o pagamento dos salários dos jogadores (que protestaram mostrando “bolsos vazios”) é de propriedade dos 4 homens mais ricos de Minas Gerais. O Bahia SAF teve prejuízo (mas aí o dono é bilionário, o Grupo City, representando o Fundo Soberano dos Emirados Árabes, que parece usar o futebol não para ter lucro, mas para sportwashing) e não se importa em perder dinheiro – e honra todos as contas.

O Cruzeiro SAF lucrou o quê? Nada. E o Red Bull Bragantino? Esse não é SAF, é propriedade privada, e o seu intuito é investir em atletas jovens e fazer publicidade (e teve um balanço positivo, além do aumento do valor de mercado).

Não nos deixemos levar pelo excesso de otimismo ou de pessimismo: o Corinthians, que não é SAF, bateu a casa de R$ 2,4 bilhões em dívidas. O SPFC quase R$ 980 mi. Mas Palmeiras e Flamengo, grupos associativos que reorganizaram suas gestões, ao contrário: estão arrecadando muito dinheiro.

Percebamos: não é o modelo do negócio que importa, mas a competência e a honestidade das pessoas. Por mais que alguém possa dizer que os investidores turbinam os seus times, alguém tem que pagar a conta, que muitas vezes, não é paga. E essa bola de neve estourará quando chegar ao fim o tempo de contrato. Ou, em muitos casos, antes: vide a 777 no Vasco da Gama.

Se SAFs de clubes de apelo enorme, com torcedores-consumidores espalhados por todo o Brasil, não conseguem fechar no azul, fica a pergunta: e nas pequenas SAFs?

Ninguém questiona John Textor como ele lucra com o Botafogo, ou ainda: se o percentual que o clube leva da SAF para quitar dívidas, está sendo honrado (e isso é muito importante: as SAFs devem destinar percentuais aos clubes – mas se ao invés de lucrar e dividir o dinheiro, eu tenho prejuízo… dividirei o quê? Repartirei mais contas a pagar? Traga essa realidade, insisto, aos pequenos clubes. E nesse ponto, abordo: foi prometida uma SAF ao Paulista Futebol Clube em Jundiaí, onde ninguém sabe ao certo os valores, não se tem certeza das garantias, tampouco como se projeta lucro num time que está nas divisões de baixo. E a pergunta mais complicada: o estádio Jayme Cintra será em comodato, ou alguém irresponsavelmente toparia vender ao investidor EXA Capital o único patrimônio do clube? Mais do que isso: como lucraria com o time de futebol? Ou por trás de tudo isso, está apenas o interesse de compra do estádio para uma arena de eventos e a agremiação esportiva seria apenas uma desculpa? E depois dos 10 anos de SAF, jogaria de favor em que lugar?

São perguntas que ninguém faz ao interessado, e que são de interesse público. O torcedor tem direito em saber (e já faz mais de um ano da formalização do interesse, onde a diretoria alegou que havia uma tratativa iniciada há meses…). A propósito, a diretoria do Paulista deveria rever a negociação: afinal, de tanto tempo, o time que estava na 5ª divisão estadual, subiu para a 3ª (portanto, vale mais).

Dos grandes aos pequenos clubes, as SAFs interessadas precisariam ser mais investigadas, interpeladas e controladas pelas autoridades. Quando a bolha estourar, aí será tarde…

Enfim: o problema ou a solução não é a SAF, mas os gestores.

IN ENGLISH –

At first, SAFs were deified in our country. Millionaire investors with a business appetite bought the football departments of clubs. And here comes the first correction: they didn’t buy them, but leased them for a limited time.

Therein lies the big question: when the deal was made, did anyone ask what the projected return on investment (ROI) would be? Or how the desired projects would be realized?

It’s very naive to imagine that someone would put money into a football team “just to help” and not want something in return. Smart negotiators don’t lose money; they make money! And many, in an unethical way, don’t do it honestly. It’s obvious: many do it dishonestly.

According to Amir Somoggi, from Sports Value, in 2024 alone, SAFs totaled R$ 1.3 billion in losses! And the question is: how will the bills be paid? Or will they not be?

Remember: SAFs are not owners, but lessees. If I buy an SAF and don’t pay the creditors, who would be the guarantor, or the co-participant?

There are fantastic figures. Botafogo SAF, for example, the current champions of the Copa Libertadores de América, with all the prize money they received, amassed R$ 300 million in losses. Atlético Mineiro SAF, which delayed the payment of players’ salaries (who protested by showing “empty pockets”) is owned by the 4 richest men in Minas Gerais. Bahia SAF had losses (but its owner is a billionaire, the City Group, representing the Sovereign Wealth Fund of the United Arab Emirates, which seems to use football not to make a profit, but for sportswashing) and doesn’t mind losing money—and honors all its accounts.

What did Cruzeiro SAF earn? Nothing. And Red Bull Bragantino? This isn’t an SAF, it’s private property, and its purpose is to invest in young athletes and do advertising (and it had a positive balance sheet, in addition to an increase in market value).

Let’s not get carried away by excessive optimism or pessimism: Corinthians, which is not an SAF, hit R$ 2.4 billion in debt. SPFC is at almost R$ 980 million. But Palmeiras and Flamengo, associative groups that reorganized their management, on the contrary: are raising a lot of money.

Let’s understand: it’s not the business model that matters, but the competence and honesty of the people. As much as someone might say that investors boost their teams, someone has to pay the bill, which is often not paid. And this snowball will burst when the contract term ends. Or, in many cases, before: see the case of 777 at Vasco da Gama.

If SAFs of enormous appeal, with fan-consumers spread throughout Brazil, cannot get into the black, the question remains: what about the small SAFs?

No one questions how John Textor makes a profit with Botafogo, or even: if the percentage that the club receives from the SAF to pay off debts is being honored (and this is very important: SAFs must allocate percentages to the clubs – but if instead of profiting and dividing the money, I have a loss… what will I divide? Will I share more bills to pay? Bring this reality, I insist, to the small clubs. And at this point, I address: an SAF was promised to Paulista Futebol Clube in Jundiaí, where no one knows for sure the values, there is no certainty about the guarantees, nor how profit is projected for a team that is in the lower divisions. And the most complicated question: will the Jayme Cintra stadium be on a commodatum basis, or would someone irresponsibly agree to sell the club’s only asset to the EXA Capital investor? More than that: how would they profit from the football team? Or behind all this, is there just an interest in buying the stadium for an events arena and the sports club would just be an excuse? And after 10 years of SAF, where would they play as a favor?

These are questions that no one asks the interested party, and which are of public interest. The fan has the right to know (and it has been more than a year since the formalization of the interest, where the board claimed that a negotiation had been initiated months ago…). By the way, the Paulista board should review the negotiation: after all, in so much time, the team that was in the 5th state division has moved up to the 3rd (therefore, it’s worth more).

From the large to the small clubs, the interested SAFs would need to be more investigated, questioned, and controlled by the authorities. When the bubble bursts, it will be too late…

In short: the problem or the solution is not the SAF, but the managers.

– Quem será verdadeiramente o dono da SAF do Botafogo?

Barbaridade, que rolo…

Antes, a SAF do Botafogo era tocada por John Textor. Por ser considerado “má gestor”, a Eagle (da qual ele faz parte) quer destitui-lo, pois o fundo ARES, investidor da Eagle, quer o controle.

Quem vai mandar: Textor ou Eagle?

Mas agora surge um novo ator no mercado: o próprio clube, o Botafogo FR, alegando que investidores poderosos sondaram para arrendar o Botafogo SAF.

Afinal, qual será o futuro do Glorioso?

Entenda esse imbrolho, aqui: https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2025/08/14/botafogo-diz-que-robustos-investidores-mostram-interesse-em-comprar-a-saf.ghtml

IN ENGLISH –

Wow, what a tangled mess…

Previously, Botafogo’s SAF was run by John Textor. Deemed a “poor manager,” Eagle, who was the American’s “main partner,” wants to remove him.

Who will be in charge: Textor or Eagle?

But now a new player has emerged: the club itself, Botafogo FR, claiming that powerful investors have probed the possibility of leasing the Botafogo SAF.

So, what will the Glorioso’s future be?

Understand this imbroglio here: https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2025/08/14/botafogo-diz-que-robustos-investidores-mostram-interesse-em-comprar-a-saf.ghtml

– O ilusório mundo das SAFs brasileiras…

Em um primeiro momento, as SAFs foram endeusadas em nosso país. Milionários investidores com sede de negócios compraram os departamentos de futebol dos clubes. E aí vem a primeira correção: não compraram, mas arrendaram por tempo limitado.

Aí reside o grande questionamento: quando se negociou, alguém perguntou qual seria o retorno sobre o investimento previsto (ROI)? Ou como se concretizariam os projetos desejados?

É muito pueril imaginar que alguém colocaria dinheiro em um time de futebol “apenas para ajudar”, e não vai querer uma contrapartida. Negociadores espertos não perdem dinheiro, eles ganham! E muitos, de maneira anti-ética, não o fazem honestamente. É óbvio: muitos fazem desonestamente.

Segundo Amir Somoggi, da Sports Value, somente em 2024, as SAFs totalizaram R$ 1,3 bi de prejuízo! E a pergunta é: como a conta fechará? Ou não fechará?

Lembrando: as SAFs não são donas, mas arrendatárias. Se eu compro uma SAF e não pago os credores, quem seria o fiador, ou o co-partícipe?

Há contas mirabolantes. O Botafogo SAF, por exemplo, atual campeão da Libertadores da América, com todos os prêmios que recebeu, amargurou R$ 300 milhões de prejuízos. O Atlético Mineiro SAF, que atrasou o pagamento dos salários dos jogadores (que protestaram mostrando “bolsos vazios”) é de propriedade dos 4 homens mais ricos de Minas Gerais. O Bahia SAF teve prejuízo (mas aí o dono é bilionário, o Grupo City, representando o Fundo Soberano dos Emirados Árabes, que parece usar o futebol não para ter lucro, mas para sportwashing) e não se importa em perder dinheiro – e honra todos as contas.

O Cruzeiro SAF lucrou o quê? Nada. E o Red Bull Bragantino? Esse não é SAF, é propriedade privada, e o seu intuito é investir em atletas jovens e fazer publicidade (e teve um balanço positivo, além do aumento do valor de mercado).

Não nos deixemos levar pelo excesso de otimismo ou de pessimismo: o Corinthians, que não é SAF, bateu a casa de R$ 2,4 bilhões em dívidas. O SPFC quase R$ 980 mi. Mas Palmeiras e Flamengo, grupos associativos que reorganizaram suas gestões, ao contrário: estão arrecadando muito dinheiro.

Percebamos: não é o modelo do negócio que importa, mas a competência e a honestidade das pessoas. Por mais que alguém possa dizer que os investidores turbinam os seus times, alguém tem que pagar a conta, que muitas vezes, não é paga. E essa bola de neve estourará quando chegar ao fim o tempo de contrato. Ou, em muitos casos, antes: vide a 777 no Vasco da Gama.

Se SAFs de clubes de apelo enorme, com torcedores-consumidores espalhados por todo o Brasil, não conseguem fechar no azul, fica a pergunta: e nas pequenas SAFs?

Ninguém questiona John Textor como ele lucra com o Botafogo, ou ainda: se o percentual que o clube leva da SAF para quitar dívidas, está sendo honrado (e isso é muito importante: as SAFs devem destinar percentuais aos clubes – mas se ao invés de lucrar e dividir o dinheiro, eu tenho prejuízo… dividirei o quê? Repartirei mais contas a pagar? Traga essa realidade, insisto, aos pequenos clubes. E nesse ponto, abordo: foi prometida uma SAF ao Paulista Futebol Clube em Jundiaí, onde ninguém sabe ao certo os valores, não se tem certeza das garantias, tampouco como se projeta lucro num time que está nas divisões de baixo. E a pergunta mais complicada: o estádio Jayme Cintra será em comodato, ou alguém irresponsavelmente toparia vender ao investidor EXA Capital o único patrimônio do clube? Mais do que isso: como lucraria com o time de futebol? Ou por trás de tudo isso, está apenas o interesse de compra do estádio para uma arena de eventos e a agremiação esportiva seria apenas uma desculpa? E depois dos 10 anos de SAF, jogaria de favor em que lugar?

São perguntas que ninguém faz ao interessado, e que são de interesse público. O torcedor tem direito em saber (e já faz mais de um ano da formalização do interesse, onde a diretoria alegou que havia uma tratativa iniciada há meses…). A propósito, a diretoria do Paulista deveria rever a negociação: afinal, de tanto tempo, o time que estava na 5ª divisão estadual, subiu para a 3ª (portanto, vale mais).

Dos grandes aos pequenos clubes, as SAFs interessadas precisariam ser mais investigadas, interpeladas e controladas pelas autoridades. Quando a bolha estourar, aí será tarde…

Enfim: o problema ou a solução não é a SAF, mas os gestores.

– O altruísmo do engenheiro da Volvo.

Você sabia que o cinto de segurança de 3 pontos foi criação da Volvo? E, mesmo tendo patenteada a invenção, a empresa abriu mão da exclusividade e liberou para todos usassem, pois trazia mais segurança?

Abaixo:

 

– Quais as marcas esportivas que mais investem em publicidade?

Números expressivos do mercado esportivo: alguma surpresa?

Vide a imagem abaixo:

– Encante os seus clientes!

Não é só vender! É sobre encantar clientes…

Veja só: 

Screenshot

– Quais as marcas esportivas que mais investem em publicidade?

Números expressivos do mercado esportivo: alguma surpresa?

Vide a imagem abaixo:

– O dia em que a invenção de Steve Jobs (o iPhone) foi desdenhada.

Os erros que a Apple iria cometer quando lançasse seu maior equívoco (para alguns concorrentes), o iPhone, foram retratados nesse artigo bem curioso.

Abaixo (extraído do BlogdoIphone.com):

O DESDÉM INICIAL DO IPHONE 

O desdém inicial pelo iPhone

Muitos se arriscaram na época a prever o futuro catastrófico (SIC) do iPhone. “Especialistas” que queimaram a língua por não verem o futuro chegando.

O iPhone era tão diferente de tudo até ali que muitas mudanças foram difíceis de absorver. A falta completa de um teclado físico era uma das críticas mais usadas pelos detratores, além do fato dele ser “grande” para o padrão da época.

O CEO da Palm chegou a dizer na época “Os caras dos computadores não vão agora chegar e mostrar como se faz. Não é só chegar e fazer“.

Já um outro analista do Bloomberg não acreditava que o iPhone duraria muito tempo:

“O iPhone não é nada mais do que um brinquedo de luxo que vai apelar para alguns loucos por gadgets. Em termos de seu impacto sobre a indústria, o iPhone é menos relevante. É pouco provável que a Apple faça algum impacto neste mercado. A Apple vai vender um pouco para alguns de seus fãs, mas o iPhone não vai marcar a indústria a longo prazo.”

Michael Kanellos, da CNET, foi ainda mais categórico, prevendo o fracasso total do aparelho:

“A Apple está se preparando para lançar um novo telefone… E ele vai fracassar. As vendas deste telefone até irão disparar no começo, mas as coisas vão se acalmar e o telefone da Apple vai tomar o seu lugar nas prateleiras com as câmeras de vídeo aleatórias, telefones celulares, roteadores sem fio e outros possíveis acertos. Quando o iPod surgiu no final de 2001, ele resolveu alguns problemas importantes com MP3 players. Infelizmente para a Apple, são problemas que não existem no setor de telefonia. Os telefones celulares não são desajeitados, dispositivos inadequados. Em vez disso, eles são muito bons. Muito bons.”

Nem mesmo a Microsoft estava acreditando no que estava acontecendo. O diretor de marketing da empresa, Richard Sprague, comentou na época:

“Eu não posso acreditar nesta atenção toda que está sendo dada para o iPhone … Eu só tenho que saber quem vai querer uma coisa dessas (além do fanático religioso). Então, por favor,  favorite este post e volte daqui dois anos para ver os resultados da minha previsão : eu prevejo que o iPhone não vai vender nem perto dos 10 milhões [de unidades] que Jobs prevê para 2008.”

E claro, não podemos esquecer do comentário que ficou na história, vindo da boca do então presidente da Microsoft, Steve Ballmer:

Confira um outro artigo com uma coletânea de frases ditas contra o iPhone. Aproveite também para analisar os comentários que nossos leitores fizeram há cinco anos.

iPhone 11 de 256 GB – Amarelo - Apple (BR)IN ENGLISH –


The errors that Apple was supposedly going to make when it launched its biggest blunder (for some competitors), the iPhone, were portrayed in this very curious article.

Below (extracted from BlogdoIphone.com):

THE IPHONE’S INITIAL DISDAIN

The initial disdain for the iPhone

Many at the time dared to predict the catastrophic (SIC) future of the iPhone. “Experts” who ate their words for not seeing the future coming.

The iPhone was so different from everything before it that many changes were difficult to absorb. The complete lack of a physical keyboard was one of the most common criticisms from detractors, besides the fact that it was “big” by the standards of the time.

The CEO of Palm even said at the time: “The computer guys aren’t just going to come in now and show us how it’s done. It’s not just about showing up and doing it.”

Another Bloomberg analyst didn’t believe the iPhone would last long:

“The iPhone is nothing more than a luxury toy that will appeal to a few gadget freaks. In terms of its impact on the industry, the iPhone is less relevant. Apple is unlikely to make any impact in this market. Apple will sell a few to some of its fans, but the iPhone will not make its mark on the industry in the long term.”

Michael Kanellos of CNET was even more categorical, predicting the device’s total failure:

“Apple is getting ready to launch a new phone… And it will fail. Sales of this phone will even surge at first, but things will calm down and Apple’s phone will take its place on shelves with random video cameras, cell phones, wireless routers, and other possible successes. When the iPod emerged in late 2001, it solved some important problems with MP3 players. Unfortunately for Apple, these are problems that don’t exist in the phone industry. Cell phones are not clunky, inadequate devices. Instead, they are very good. Very good.”

Not even Microsoft believed what was happening. The company’s marketing director, Richard Sprague, commented at the time:

“I can’t believe all this attention being given to the iPhone… I just have to know who would want such a thing (besides the religious fanatic). So, please, favorite this post and come back in two years to see the results of my prediction: I predict that the iPhone will not sell anywhere near the 10 million [units] that Jobs predicts for 2008.”

And of course, we can’t forget the comment that made history, coming from the mouth of the then Microsoft president, Steve Ballmer:

Check out another article with a collection of quotes made against the iPhone. Also, take the opportunity to analyze the comments our readers made five years ago.


– Motivos para pedir demissão de uma empresa.

E ao procurar elencar os fatores que levam funcionários a se demitirem de uma empresa, me deparo com essa interessante e didática imagem. Abaixo:

– A Necessidade dos Chatos nas Empresas.

Um chato incomoda muita gente? Claro que sim.

E dois chatos? Muito mais!

Mas tem um detalhe: muitas vezes, são os chatos que nos abrem os olhos sobre alguns aspectos organizacionais, e é por isso que muitas empresas estão abrindo espaço para questionadores com total liberdade para “chatear”.

Veja, extraído de: Revista EXAME, ed 1042, pg 94,  29/05.

ODE AO CHATO

O chato é um chato. Não é o tipo de companhia que se quer para tomar um vinho, ir ao cinema ou chamar para compartilhar um jantar. O chato tem a insuportável mania de apontar o dedo para as coisas, enxergar os problemas que não queremos ver, fazer comentários desconcertantes. Por isso, é pouco recomendável ter um deles por perto nos momentos nos quais tudo o que você não quer fazer é tomar decisões. Para todos os outros – e isso envolve o dia a dia dos negócios, a hora de escolher entre um caminho e outro caminho, de fazer isso ou aquilo – é bom ter um desses cada vez mais raros e discriminados exemplares da fauna empresarial por perto.

Conselho dado por alguém que entende muito de ganhar dinheiro, Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo: “Ouça alguém que discorde de você”. No início de maio, Buffett convidou um sujeito chamado Doug Kass para participar de um dos painéis que compuseram a reunião anual de investidores de sua empresa, a Berkshire Hathaway. Como executivo de um fundo de hedge, ele havia apostado contra as ações da Berkshire. Buffett queria entender o porquê. Kass foi o chato escolhido para alertá-lo sobre eventuais erros que ninguém havia enxergado.

Buffett conhece o valor deste tipo de pessoa. O chato é o sujeito que ainda acha que as perguntas simples são o melhor caminho para chegar às melhores respostas. Ele não tem medo. Não se importa de ser tachado de inábil no trato com as pessoas ou de ser politicamente incorreto. Questiona. Coloca o dedo na ferida. Insiste em ser o animal pensante, quando todo mundo sabe que dá menos dor de cabeça deixar tudo como está. Acha ridículo ver o rei passar no por ai enquanto todo ao redor fingem que nada está acontecendo. O chato não se rende ao cinismo que, quase sempre, domina as relações nas grandes empresas. Ele não se conforma com a mediocridade (inclusive a própria), com as desculpas esfarrapadas, com as demonstrações de autopiedade diante de erros. E o pior: quase sempre, as coisas que o chato diz fazem um tremendo sentido. Nada pode ser mais devastador para seus críticos do que o chato, feitas as contas, tem razão.

Pobre do chefe que não reconhece, não escuta e não tolera os chatos que cruzam no caminho dele. Ele – o chefe, que frequentemente prefere ser chamado de líder – acredita que está seguro em um mundo de certezas próprias, de verdades absolutas. Ora, qualquer dono de botequim sabe que o controle total de um negócio é uma miragem. Coisas boas e ruins acontecem o tempo todo nas empresas sem que ele se dê conta. Achar que é possível estar no comando de tudo, o tempo todo, ó vai torna-lo mais vulnerável como chefe – e o mais ridículo aos olhos dos outros. E vai, mais dia menos dia, afastar definitivamente os chatos, os questionadores, aqueles que fazem as perguntas incômodas e necessárias. Sobrarão os ineptos, aqueles que, não tendo opção de pensar, ficam ali mesmo, fingindo que acreditam nas ordens que recebem e que são capazes de produzir algo que valha a pena.

Por isso, só existem chatos em lugares onde há alguma perspectiva de futuro. Essa espécime de profissional só prolifera em ambientes onde liberdade de pensamento e expressão é respeitada (não estou falando de democracia total ou decisão por consenso), onde a dúvida não é um mal em si, onde existe disposição, coragem e humildade para mudar de trajetória quando se parece a melhor opção. Olhe para as companhias de sucesso espalhadas pelo mundo e conte quantos questionadores há nelas –  e como são tratados pelos chefes e pelo grupo. São companhias eternamente insatisfeitas, que se questionam, mas que tem a coragem de ir em frente em suas decisões quando tem convicção. Os muitos chatos que fazem parte delas questionam, ajudam a encontrar respostas e vão em frente – ainda que enxerguem os riscos onipresentes em qualquer tipo de negócio. Em seu discurso aos formandos da Universidade Stanford, Steve Jobs – o ídolo supremo dos chatos empresariais – deu a sua definição do caminho para o sucesso. Seu último conselho: “Continuem famintos. Continuem ingênuos”. Ser chato é ser ingênuo. Ser chato é ser livre.

Sales Guy

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagem extraída de: https://www.websticker.com/blog/im-no-salesperson-or-am-i/

– A Guerra dos Streamings: o Futebol foi o diferencial para a Prime Vídeo passar a Netflix.

A JustWacht, que monitora a audiência dos streamings, trouxe uma novidade: a Netflix perdeu a liderança para a Prime Video no Brasil, pela primeira vez. E o motivo se deve aos eventos esportivos. Por exemplo, na próxima fase da Copa do Brasil, a Amazon comprou os direitos exclusivos para os dois jogos entre Corinthians x Palmeiras, com narração de Galvão Bueno e comentários dos ex-jogadores Neto e Marcos (ídolos de cada time).

Atualmente, está em:

Amazon Prime Video: 22%

Netflix: 21%

Disney+: 16%

HBO Max: 12%

Globoplay: 10%

Apple TV: 7%

Paramount: 5%

MUBI: 4%

A questão é: TVs abertas e fechadas estarão fazendo o quê para concorrer com mais afinco contra os streamings?

– O Conhecimento Raso é algo bom? A discussão entre ser Generalista nos dias atuais.

As pessoas que “sabem das coisas”, sabem mesmo? Ou o conhecimento delas é baixo, raso, insuficiente?

Leia esse artigo espetacular sobre o “conhecimento raso no mundo corporativo. Muito interessante!

Extraído de: https://medium.com/@jrsantiagojr/o-maior-mal-do-mundo-corporativo-o-conhecimento-raso-1f556224f4be

O MAIOR MAL DO MUNDO CORPORATIVO: O CONHECIMENTO RASO

Por José Renato Sátiro Santiago 

Vivemos a chamada “Era do Conhecimento” aquela sobre a qual Peter Drucker, ainda nos idos de 1960, afirmou que o diferencial competitivo iria estar presente nas pessoas que trabalhassem com as informações, as desenvolvessem, e de acordo com o contexto presente, as transformassem em conhecimentos a serem aplicados em suas atividades profissionais. O raciocínio que suporta este entendimento é claro. Apenas o conhecimento aplicado pode gerar aquilo que é essencial para qualquer organização e/ou profissional, a competência.

A grande evolução tecnológica tem impactado de forma consistente este cenário. Hoje em dia as mudanças ocorrem em grande velocidade, bem como seus impactos. Aquilo que ontem era de um jeito, hoje é desse e amanhã será de outro. Isto tem provocado a falta de previsibilidade dos eventos. Diante tudo isso, planejar tem sido algo ainda mais difícil e, ao mesmo tempo, longe de ser descartado. Cada vez é mais complexo afirmar que existe apenas uma resposta correta, mas sim diversas possíveis respostas para as situações, o que tem provocado também o surgimento de múltiplas interpretações para um mesmo fato. Diante disso, o conhecimento passou a ter um prazo de validade cada vez menor, um grande paradoxo para a “Era do Conhecimento”.

A necessidade de possuir conhecimentos específicos cada vez mais complexos vai na contramão de uma frequente constatação de muitos pseudo especialistas presentes no mercado corporativo, que diz respeito a “precisarmos ser generalistas”. Tempos atrás, o genial Ariano Suassuna afirmou que “… a massificação procura baixar a qualidade artística para a altura do gosto médio. Em arte, o gosto médio é mais prejudicial do que o mau gosto… Nunca vi um gênio com gosto médio.” Fazendo uma breve analogia, o ‘primo’ do gosto médio na arte é o conhecimento generalista no mundo corporativo. O conhecimento generalista, muitas vezes, é raso. Ele tem muito pouca valia no processo de geração de novos requisitos de riqueza, a inovação, que acontece, necessariamente, a partir do conhecimento profundo. Ainda que seja cabível considerar que a visão de alguém novo, ou de fora do processo, possa ser um importante gatilho, a inovação só acontece a partir da disposição daqueles que possuem muito conhecimento. Em tempos de redução da validade deste, saber quem sabe é a grande sacada para nos manter competitivos.

Há ainda aqueles que tendem a afirmar outros mantras que chegam a ser ainda mais constrangedores. Talvez por isso, ou certamente, por conta disso, vivemos uma epidemia de tantas práticas de autoajuda, disfarçadas, na maioria das vezes, com o título de coaching. Pessoas pobremente construídas de conhecimentos explicítos, em sua maioria formadas em barulhentos e caros cursos de finais de semana, e com parcos conhecimentos tácitos, frutos de inexpressivas ou quase nulas experiências pessoais e/ou profissionais, se acotovelam em buscar algo a ser conquistado, verdadeiramente, apenas por aqueles que construíram de forma efetiva seus pilares de aprendizado. Muitas das empresas e profissionais que constroem suas carreiras explorando este filão, levantam a bandeira em prol do conhecimento raso, o mal maior de nossa sociedade. Cabe prevenção. Esta injeção tem como princípio ativo o conhecimento. Com as bençãos de Drucker e Suassuna e sem qualquer contraindicação.

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– E o Emir catari esteve no Brasil!

E o dono do PSG, pela primeira vez, esteve no Brasil.

Ao invés de comprar cavalos (conforme a matéria da Exame), compraria um time de futebol?

Certa vez se especulou o Vitória/BA… será?

– A relação comercial entre brasileiros e chineses:

A demanda Brasil e China assusta: 

“Em 2001, tudo aquilo que o Brasil exportava para a China e tudo aquilo que o Brasil importava da China, somados, dava  US$ 1 bilhão por ano. Hoje [2025], essa mesma soma dá US$ 1 bilhão a cada 52 horas”

De Marcos Troyjo, ex-presidente dos BRICS, ao Programa Pânico da JP:

Impressiona ou não?

– Empreendimentos Lucrativos e Socialmente Corretos: o Negócio Social

Cada vez mais vemos preocupações em agregar valor social a bens e serviços. Porém, a busca de lucro vem atrelada ao desejo de ajuda. São os NEGÓCIOS-SOCIAIS.

Gosto muito desse assunto, e por isso compartilho esse interessante artigo da Revista Exame, abaixo (clique aqui para citação):

COMO CRIAR UM NEGÓCIO SOCIAL

por Daniela Moreira

O tempo em que a etiqueta “sem fins lucrativos” vinha necessariamente atrelada a uma operação com propósitos sociais ficou para trás. Hoje, as organizações que querem contribuir para a construção de um mundo melhor podem fazê-lo sem abrir mão de gerar receita e operar dentro das melhores práticas de gestão e eficiência do mercado.

Os “negócios sociais” começam a se consolidar como uma opção para quem quer empreender e, ao mesmo tempo, gerar impacto social. “É usar o potencial empreendedor para resolver questões de qualidade de vida de populações mais vulneráveis”, explica Maure Pessanha, diretora executiva do Centro de Formações em Negócios Sociais da Artemisia, aceleradora de negócios sociais. Entre os exemplos de iniciativas neste modelo estão negócios voltados a consumidores de classes C, D e E, como serviços de saúde e educação a baixo custo. “Tem que gerar receita, mas tem que resolver um problema social”, resume Rodrigo de Méllo Brito, co-fundador e diretor executive da Aliança Empreendedora. Confira a seguir algumas dicas dos especialistas para criar um negócio social:

Pesquise o público-alvo

Para ser relevante, um negócio social precisa atender às necessidades reais do seu público. Isso exige um contato muito próximo com os consumidores dos produtos e serviços a serem oferecidos.

Não presuma que uma demanda existe – busque verificar através de pesquisas e contatos constantes com os usuários exatamente o que eles querem. “É preciso entender muito bem do problema para poder traçar a estratégia de trás para a frente. Quanto o cliente está disposto a pagar pelo produto? Que tipo de meio de pagamento ele tem à disposição? É respondendo a essas perguntas que você poderá chegar a uma oferta ideal”, detalha Brito.

Encontre um modelo de negócio

Não há um consenso a respeito da constituição jurídica ideal para este tipo de negócio. Muitos nascem a partir de iniciativas de ONGs que precisam de recursos para se autofinanciar. Mas, cada vez mais, tornam-se comuns projetos que já nascem como negócios sociais. Neste caso, é importante pensar desde o início em um modelo que permita que o negócio seja autossustentável – se não a curto prazo, pelo menos em um futuro não muito distante.

“O capital inicial para começar um negócio pode vir de várias fontes, inclusive doações. O que não pode acontecer é contar doação como faturamento, isso é uma ilusão. No longo prazo, é preciso gerar receita”, destaca Maure. Os modelos de negócios são variados. Algumas empresas faturam com a venda dos próprios produtos e serviços oferecidos. Em outros casos, treinamentos e consultoria podem entrar como uma fonte de receita para sustentar um atendimento gratuito ao público.

Faça um bom plano de negócios

Como qualquer negócio que almeja o sucesso, um negócio social deve ter um plano de negócios, o documento que vai detalhar e traduzir em números qual será a oferta da empresa, o mercado em que ela vai atuar, seus concorrentes e projeções de ganhos e gastos potenciais. “O negócio social tem que ser, antes de tudo, um bom negócio, muito bem estruturado e administrado”, destaca Maure. Além de ajudar na hora de buscar recursos, este documento será útil na gestão do dia-a-dia do negócio.

Conduza um piloto

Para fazer os ajustes finos necessários no projeto e mostrar a potenciais investidores que a ideia é boa, fazer um piloto é um caminho interessante. “Teste o seu mercado assim que possível e veja se o produto tem valor para a comunidade”, recomenda Maure.

Busque recursos

A oferta de capital para negócios sociais vêm crescendo no Brasil. Fundos internacionais e até brasileiros, como a Voz Capital e a Sitawi, injetam recursos em projetos promissores em troca de uma fatia do negócio. Como muitos negócios sociais ainda nascem a partir de um modelo híbrido – ONGs que acabam migrando para o setor 2,5 gradativamente, em busca de sustentabilidade –, também é possível captar recursos tradicionalmente disponíveis para o terceiro setor, como verbas de institutos e fundos sociais de empresas. Outra opção é ir atrás de recursos dos programas de subvenção econômica governamentais.

Tenha paixão e perseverança

Um negócio social algumas vezes leva mais tempo para decolar que um negócio tradicional, por isso é fundamental que o empreendedor acredite muito na ideia e tenha persistência. “É importante ter uma visão, uma consciência do impacto do negócio”, diz Maure. Embora, no longo prazo, a remuneração de um executivo responsável por um negócio social possa se equiparar aos valores de mercado, assim como em qualquer empreendimento, e empreendedor terá que apertar o cinto até que o negócio se consolide. “Mesmo negócios tradicionais levam anos para ter escala. É preciso ter paciência”, aconselha Britto.  “A boa notícia é que até o investidor está disposto a esperar mais e ganhar menos, porque investe pelo impacto social”, conclui.

Resultado de imagem para Negócio social

– Google desembolsa US$ 2,4 bi para turbinar IA com talentos da Windsurf.

Google investe US$ 2,4 bi e contrata equipe da Windsurf 🚀👨‍💻 Corrida por talentos de IA esquenta! #tecnologia #ia #linkezine O post Google …

Continua em: Google desembolsa US$ 2,4 bi para turbinar IA com talentos da Windsurf

– Os números impressionantes do futebol brasileiro, em valores, explicando a liderança dos clubes na América do Sul (comparando com os europeus).

Com a Copa do Mundo de Clubes, descobrimos que não estamos tão longe do que estávamos dos europeus, e que estamos bem a frente dos rivais argentinos. mais do que isso: que somos um ótimo mercado de futebol!

Calma: os números, que são frios, explicam. E o respeitado Amir Somoggi nos explica:

(Extraído de: https://www.linkedin.com/posts/amirsomoggi_sucesso-dos-clubes-brasileiros-na-copa-do-activity-7346870422254039040-CwpG/?utm_source=share&utm_medium=member_ios&rcm=ACoAAAfYyaUB79SiZOXAYT3-JkVtGtrP1U_H7Ts)

CLUBES BRASILEIROS DO MUNDIAL EM NÚMEROS

Sucesso dos clubes brasileiros na Copa do Mundo de Clubes explicado em números. Brasil pode ser um novo mercado depois desse evento.

A Copa do Mundo de Clubes da FIFA chegou às quartas de final, com grandes jogos e uma grande certeza, o futebol brasileiro se valorizou com a competição.

Modelo brasileiro de gestão de futebol
Clubes brasileiros geraram em 2024 US$ 1,8 bi, sendo US$ 1,4 bi em receitas operacionais e gastam US$ 0,9 bi em salários.

Brasil é a 7ª liga em receitas, 6ª em salários, mas é o maior formador de jogadores do planeta. No Brasil é relativamente barato ter times de alta qualidade.

Times de elite do Brasil como Clube de Regatas do Flamengo, S.E. Palmeiras, SAF BOTAFOGO e Fluminense Football Club têm gastos salariais infinitamente menores que os europeus, mas muito alto para o padrão de todo o continente americano.

Alguns fatores que explicam a qualidade dos times brasileiros:
✅ No Brasil é muito mais barato que na Europa montar times competitivos, salários do Palmeiras são 9X menores que do PSG.
✅ Brasil forma jogadores e vende os maiores talentos, mas fica com jogadores de alta qualidade.
⁠✅ Embora clubes no Brasil. paguem salários menores que na Europa, são bem maiores que os demais mercados sul-americanos, atraindo muitos talentos de muitos países.

Continua em: https://www.linkedin.com/pulse/success-brazilian-clubs-fifa-club-world-cup-explained-amir-somoggi-jiknf?utm_source=share&utm_medium=member_ios&utm_campaign=share_via

IN ENGLISH – With the Club World Cup, we discovered that we are not so far behind the Europeans, and that we are well ahead of our Argentine rivals. More than that: we are a great football market!

Don’t worry: the numbers, which are cold, explain it. And the respected Amir Somoggi explains:

(Extracted from: https://www.linkedin.com/posts/amirsomoggi_sucesso-dos-clubes-brasileiros-na-copa-do-activity-7346870422254039040-CwpG/?utm_source=share&utm_medium=member_ios&rcm=ACoAAAfYyaUB79SiZOXAYT3-JkVtGtrP1U_H7Ts)

BRAZILIAN CLUBS IN THE WORLD CUP IN NUMBERS

The success of Brazilian clubs in the Club World Cup explained in numbers. Brazil could be a new market after this event.

The FIFA Club World Cup has reached the quarterfinals, with great games and one great certainty: Brazilian football has gained value with the competition.

Brazilian football management model
Brazilian clubs generated US$ 1.8 billion in 2024, with US$ 1.4 billion in operating revenues and US$ 0.9 billion in salaries.

Brazil is the 7th league in revenues, 6th in salaries, but it is the largest producer of players on the planet. In Brazil, it is relatively cheap to have high-quality teams.

Elite Brazilian teams such as Clube de Regatas do Flamengo, S.E. Palmeiras, SAF BOTAFOGO and Fluminense Football Club have salary expenses infinitely lower than European teams, but very high for the standard of the entire American continent.

Some factors that explain the quality of Brazilian teams:
In Brazil, it is much cheaper to assemble competitive teams than in Europe; Palmeiras’ salaries are 9X lower than PSG’s.

Brazil produces players and sells the best talents, but keeps high-quality players.
⁠ Although clubs in Brazil. Although they pay lower salaries than in Europe, they are much larger than other South American markets, attracting many talents from many countries.

Continued at: https://www.linkedin.com/pulse/success-brazilian-clubs-fifa-club-world-cup-explained-amir-somoggi-jiknf?utm_source=share&utm_medium=member_ios&utm_campaign=share_via

 

– Os 10 Mandamentos de Taiichi Ohno.

Taiichi Ohno, o responsável pelo sucesso da Toyota, deixou lições para gestores que precisam ser discutidas.

A seguir, no texto e arte extraídos do LinkedIn de Cláudio Galdino, em: https://www.linkedin.com/posts/cl%C3%A1udioclaudino_leanmanufacturing-melhoriacontaednua-taiichiohno-activity-7331978719600824320-2hiz

💡OS 10 MANDAMENTOS DE TAIICHI OHNO

Lições atemporais para líderes e equipes que querem ir além!

Taiichi Ohno, o gênio por trás do Sistema Toyota de Produção, não deixou apenas métodos: ele deixou um legado. Um código de conduta que atravessa décadas e ainda desafia profissionais no mundo todo a serem melhores, todos os dias.

✨ Aqui estão seus 10 Mandamentos — leia, reflita e pergunte-se: estou vivendo esses princípios?

🔥 1️⃣ Não procure culpados, procure causas
Erros acontecem, mas apontar dedos não resolve nada. Quer mudar de verdade? Vá atrás da causa raiz. É ali que moram as soluções duradouras.

🔥 2️⃣ Não diga “não é da minha conta”
Problema do setor vizinho? Também é seu. Quem joga junto, cresce junto. Assuma responsabilidade além das fronteiras.

🔥 3️⃣ Não diga “não tem tempo”
⏳ Tempo não aparece: você cria. Quer melhorar processos? Faça disso prioridade — e veja como tudo acelera.

🔥 4️⃣ Não diga “teoricamente está certo”
Papel aceita tudo. Quer a verdade? Vá para o Gemba, o chão de fábrica. É lá que as coisas reais acontecem.

🔥 5️⃣ Não diga “com certeza” (sem dados!)
Suposição sem fato é aposta cega. Quer ter razão? Traga números, traga evidências.

🔥 6️⃣ Não diga “acho que…”
Achismo é armadilha. Estude, observe, comprove. Base sólida evita falhas bobas.

🔥 7️⃣ Não diga “estamos fazendo o nosso melhor”
Sempre dá para melhorar. A verdadeira excelência nasce da humildade de saber que o topo nunca é o fim.

🔥 8️⃣ Não diga “isso é um problema de produção”
⚙️ Problemas não são de um setor, são da empresa. Quem tem visão sistêmica resolve o que os outros ignoram.

🔥 9️⃣ Não diga “não conseguimos”
Troque o bloqueio pela pergunta: como podemos? Quem quer, cria caminhos.

🔥 🔟 Não diga “acabou por hoje”
A melhoria nunca termina. Todo dia é uma nova chance de fazer melhor, de inovar, de crescer.

✨ Esses mandamentos não são só frases bonitas — são motores de transformação.
Equipes que os vivem se tornam mais fortes, mais ágeis, mais preparadas para vencer qualquer desafio.

👉 E você? Qual desses mandamentos mais precisa praticar hoje?
👉 Compartilhe este post e inspire seu time a crescer junto!

#LeanManufacturing #MelhoriaContínua #TaiichiOhno #GestãoDeProcessos #Liderança #AltaPerformance #Excelência

– E o rebrand da Jaguar, de fato, deu errado. Em números:

O reposicionamento de marca da automobilística Jaguar, fez as vendas da empresa despencarem 98% na Europa!

A campanha woke da empresa, mudando o público-alvo, refletiu drasticamente: em abril / 2025, se comparado ao ano passado, as vendas foram de 1161 veículos para 49!

Se você não viu a propaganda, clique aqui: https://professorrafaelporcari.com/2024/11/28/e-a-nova-logo-da-jaguar-com-sua-campanha-publicitaria/

O risco de fracasso era alto, e deu no que deu… a Jaguar era voltada para um mercado, e buscou outro, sem ter qualquer identificação. Desagradou a todos.

– Os números impressionantes do futebol brasileiro, em valores, explicando a liderança dos clubes na América do Sul (comparando com os europeus).

Com a Copa do Mundo de Clubes, descobrimos que não estamos tão longe do que estávamos dos europeus, e que estamos bem a frente dos rivais argentinos. mais do que isso: que somos um ótimo mercado de futebol!

Calma: os números, que são frios, explicam. E o respeitado Amir Somoggi nos explica:

(Extraído de: https://www.linkedin.com/posts/amirsomoggi_sucesso-dos-clubes-brasileiros-na-copa-do-activity-7346870422254039040-CwpG/?utm_source=share&utm_medium=member_ios&rcm=ACoAAAfYyaUB79SiZOXAYT3-JkVtGtrP1U_H7Ts)

CLUBES BRASILEIROS DO MUNDIAL EM NÚMEROS

Sucesso dos clubes brasileiros na Copa do Mundo de Clubes explicado em números. Brasil pode ser um novo mercado depois desse evento.

A Copa do Mundo de Clubes da FIFA chegou às quartas de final, com grandes jogos e uma grande certeza, o futebol brasileiro se valorizou com a competição.

Modelo brasileiro de gestão de futebol
Clubes brasileiros geraram em 2024 US$ 1,8 bi, sendo US$ 1,4 bi em receitas operacionais e gastam US$ 0,9 bi em salários.

Brasil é a 7ª liga em receitas, 6ª em salários, mas é o maior formador de jogadores do planeta. No Brasil é relativamente barato ter times de alta qualidade.

Times de elite do Brasil como Clube de Regatas do Flamengo, S.E. Palmeiras, SAF BOTAFOGO e Fluminense Football Club têm gastos salariais infinitamente menores que os europeus, mas muito alto para o padrão de todo o continente americano.

Alguns fatores que explicam a qualidade dos times brasileiros:
✅ No Brasil é muito mais barato que na Europa montar times competitivos, salários do Palmeiras são 9X menores que do PSG.
✅ Brasil forma jogadores e vende os maiores talentos, mas fica com jogadores de alta qualidade.
⁠✅ Embora clubes no Brasil. paguem salários menores que na Europa, são bem maiores que os demais mercados sul-americanos, atraindo muitos talentos de muitos países.

Continua em: https://www.linkedin.com/pulse/success-brazilian-clubs-fifa-club-world-cup-explained-amir-somoggi-jiknf?utm_source=share&utm_medium=member_ios&utm_campaign=share_via

IN ENGLISH – With the Club World Cup, we discovered that we are not so far behind the Europeans, and that we are well ahead of our Argentine rivals. More than that: we are a great football market!

Don’t worry: the numbers, which are cold, explain it. And the respected Amir Somoggi explains:

(Extracted from: https://www.linkedin.com/posts/amirsomoggi_sucesso-dos-clubes-brasileiros-na-copa-do-activity-7346870422254039040-CwpG/?utm_source=share&utm_medium=member_ios&rcm=ACoAAAfYyaUB79SiZOXAYT3-JkVtGtrP1U_H7Ts)

BRAZILIAN CLUBS IN THE WORLD CUP IN NUMBERS

The success of Brazilian clubs in the Club World Cup explained in numbers. Brazil could be a new market after this event.

The FIFA Club World Cup has reached the quarterfinals, with great games and one great certainty: Brazilian football has gained value with the competition.

Brazilian football management model
Brazilian clubs generated US$ 1.8 billion in 2024, with US$ 1.4 billion in operating revenues and US$ 0.9 billion in salaries.

Brazil is the 7th league in revenues, 6th in salaries, but it is the largest producer of players on the planet. In Brazil, it is relatively cheap to have high-quality teams.

Elite Brazilian teams such as Clube de Regatas do Flamengo, S.E. Palmeiras, SAF BOTAFOGO and Fluminense Football Club have salary expenses infinitely lower than European teams, but very high for the standard of the entire American continent.

Some factors that explain the quality of Brazilian teams:
In Brazil, it is much cheaper to assemble competitive teams than in Europe; Palmeiras’ salaries are 9X lower than PSG’s.

Brazil produces players and sells the best talents, but keeps high-quality players.
⁠ Although clubs in Brazil. Although they pay lower salaries than in Europe, they are much larger than other South American markets, attracting many talents from many countries.

Continued at: https://www.linkedin.com/pulse/success-brazilian-clubs-fifa-club-world-cup-explained-amir-somoggi-jiknf?utm_source=share&utm_medium=member_ios&utm_campaign=share_via

 

– A relação comercial entre brasileiros e chineses:

A demanda Brasil e China assusta: 

“Em 2001, tudo aquilo que o Brasil exportava para a China e tudo aquilo que o Brasil importava da China, somados, dava  US$ 1 bilhão por ano. Hoje [2025], essa mesma soma dá US$ 1 bilhão a cada 52 horas”

De Marcos Troyjo, ex-presidente dos BRICS, ao Programa Pânico da JP:

Impressiona ou não?

– Tipos de Boa Ajuda Corporativa.

Ter ajuda é bom na Administração de Empresas. Mas ter alguém chato, crítico, sempre contrário a você, faz bem também!

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI292507-16366,00-TRES+TIPOS+DE+AJUDA.html

TRÊS TIPOS DE AJUDA

Você precisa de um coach, de um empreendedor… e de um ‘do-contra’

Por Paulo Eduardo Nogueira

Reza um aforismo de Peter Drucker, um dos padroeiros da administração moderna: “Cultura começa com as pessoas certas e cultura se alimenta de estratégia no café da manhã”.

Mas quem são as pessoas certas? Os consultores de inovação G. Michael Maddock e Raphael Louis Vitón sugerem três tipos que podem ajudar muito na transformação de ideias em produtos ou serviços inovadores.

O primeiro é o coach desafiador, que instiga os funcionários a ir além dos limites autoimpostos e a correr riscos que normalmente evitariam.

O segundo é o empreendedor, aquele que enxerga oportunidades de negócios onde outros veem dificuldades, e adora desafios.

O terceiro é alguém que seja o seu oposto. A experiência mostra que empresas de grande sucesso combinaram executivos com mentalidades diferentes para gerar choque criativo de ideias: se você é yang, procure seu yin.

bonequinhosss2.jpg

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem souber, favor informar para divulgação dos créditos


ENGLISH:

THREE TYPES OF HELP

You need a coach, an entrepreneur… and a ‘contrarian’

By Paulo Eduardo Nogueira

An aphorism by Peter Drucker, one of the patron saints of modern management, says: “Culture starts with the right people, and culture eats strategy for breakfast.”

But who are the right people? Innovation consultants G. Michael Maddock and Raphael Louis Vitón suggest three types that can help a lot in transforming ideas into innovative products or services.

The first is the challenging coach, who encourages employees to go beyond self-imposed limits and take risks that they would normally avoid.

The second is the entrepreneur, who sees business opportunities where others see difficulties, and loves challenges.

The third is someone who is your opposite. Experience shows that highly successful companies have combined executives with different mindsets to generate a creative clash of ideas: if you are yang, look for your yin.

– Novos e Antigos conceitos corporativos.

Gostei desta comparação das prioridades na gestão das empresas e compartilho:

– Bobbie Goods: que mania é essa?

Eu já escrevi sobre minha filha e sua paixão pelos livros Bobbie Goods (aqui: https://professorrafaelporcari.com/2025/05/10/bobbie-goods-e-legal-mas-os-livrinhos/).

Pois bem: eis que eles viraram uma rentável febre à indústria.

Compartilho: https://istoedinheiro.com.br/bobbie-goods-sabe-livros-colorir

BOBBIE GOODS: O QUE SE SABE SOBRE OS LIVROS DE COLORIR

Na mais recente edição da Bienal do Livro do Rio de Janeiro ele aparece na lista dos mais vendidos, sendo o primeiro lugar da sua editora, os livros da coleção Bobbie Goods. Nesta semana, a Gloda, plataforma especializada em análise de dados dentro do TikTok divulgou que o produto mais vendido no TikTok Shop na última semana foi, ele mesmo, o livro Bobbie Goods.

Esses são apenas dois exemplos do sucesso que os livretos com desenhos para colorir têm feito no Brasil. Uma busca rápida com o nome Bobbie Goods nas redes sociais, principalmente no YouTube e TikTok, vão revelar uma série de páginas e postagens dedicadas ao tema.

Aliás, muito do sucesso da coleção de colorir vem com a ajuda das redes sociais, que ajudaram a divulgar os livros e toda uma gama de atividades relacionadas a eles, como técnicas de pintura, tipos de canetinhas, desafios, novas narrativas. Tem até vídeos ensinando como imprimir o seu próprio desenho Bobbie Goods. Ao mesmo tempo, eles também servem de escape do mundo das telas, sendo uma atividade não só de lazer e passatempo, mas com efeitos terapêuticos.

Os desenhos são bastante simples, até mesmo infantilizados, mas acabaram conquistando fãs de todas as idades, especialmente os adolescentes e jovens adultos. As imagens são de animais humanizados em situações cotidianas e da natureza.

E, ao contrário do sucesso dos livros de colorir para adultos do passado, os Bobbies Goods trazem uma sequência de desenhos que contam uma pequena história, dentro dos temas: “Dias quentes”, “Do dia para a noite”, “Isso e aquilo” e “Dias frios”.

Outro diferencial é que se popularizou entre os fãs o uso de canetinhas para pintar, o que acabou puxando também as vendas de material de pintura.

Cada livro custa em média de R$ 20 a R$ 40 e na internet podem ser encontrados em kits promocionais, alguns com o material para colorir, ou edições especiais. E como todo sucesso, tem também as edições “piratas”, não oficiais da marca Bobbie Goods. Os livros oficiais vêm com 20 ilustrações para colorir em cada livro. As páginas destacáveis para emoldurar ou distribuir.

As marcas também querem aproveitar essa onda. O Burguer King, por exemplo, fez uma parceria com a Faber-Castell para uma promoção envolvendo seus lanches e os livros. A rede de fast food ainda transformou toda a fachada externa de uma de suas unidades com os desenhos Bobbie Goods e decorou algumas lojas com o tema da coleção de colorir.

Os desenhos Bobbie Goods também viraram tema de decoração de festas de aniversário e objetos.  Até o artista brasileiro Romero Britto, criador do Happy Art Movement, ou Movimento de Arte Alegre, e conhecido por suas pinturas supercoloridas, entrou na moda e lançou a sua própria coleção inspirada nos bichinhos Bobbie Goods.

A criação dos desenhos para colorir Bobbie Goods seria da ilustradora e designer americana Abbie Goveia, que já era conhecida por seus traços “fofos” com cachorrinhos e ursinhos. O primeiro livro foi lançado em 2021. O nome ‘Bobbie’ é o apelido de Abbie. E assim foi criada a marca, que conta com milhões de seguidores e curtidas em sua página oficial no TikTok.

Os números coloridos de Bobbie Goods

  • Segundo a Gloda, na semana entre 16 e 22 de junho, foram 16,7 mil unidades comercializadas na TikTok Shop, com um valor bruto de venda (GMV) de R$ 259,2 mil, sendo o produto mais vendido da loja da rede social.
  • A editora HarpperCollins, que publica a série Boobie Goods no Brasil, afirma que vendeu mais de 1 milhão de unidades em 2025 entre meados de janeiro, quando foi lançada no país, e o mês de maio. A editora prepara novos lançamentos nesse nicho.
  • A Tilibra também aproveitou a moda e lançou neste mês a coleção para colorir Cute & Relax, com duas temáticas. A “Life”, focada em ilustrações do cotidiano, e a “Seasons”, inspirada nas quatro estações do ano. A marca diz ainda que está monitorando o impacto da coleção nas vendas de materiais artísticos e que não descarta novos investimentos. A Tilibra destaca o sucesso não só dos livros, como dos lápis-de-cor e das canetas brush (um dos muitos tipos de canetas para colorir).
  • Na Livraria da Vila, com 22 lojas em 10 cidades do Brasil, os livros Boobie Goods representam 5% do faturamento da rede neste ano. A rede conta que começou até mesmo a trabalhar com novos fornecedores para atender a demanda de produtos específicos, como canetinhas brancas.
  • A Faber-Castell, uma das principais marcas de lápis, canetas e canetinhas para colorir, conta que registraram um aumento de 295% que no volume de compras de itens para colorir entre os meses de abril e maio deste ano.

Bobbie Goods

– Deixar as preocupações de lado: você consegue?

Muito bacana a matéria intitulada “DESOCUPE-SE”, da Revista Época (ed 838, pg 78-84), por Natália Spinacé, sobre pessoas sobrecarregadas de tarefas e que lutam para uma melhor qualidade de vida.

Nela, há dicas de como acabar com a correria no trabalho, nos afazeres domésticos e outras situações.

Abaixo:

DICAS PARA ACABAR COM A CORRERIA…

1) …NO TRABALHO

Tentar ser um funcionário exemplar e acumular tarefas costuma ser um atalho para o desespero

– Trabalhe apenas em seu horário estipulado. Estudos comprovam que horas demais no ambiente de trabalho levam a produtividade e a qualidade do trabalho a cair;

– Quando estiver no trabalho, trabalhe de verdade e evite procrastinar. A culpa por tarefas não executadas atrapalha o tempo livre;

– Liberte-se do “trabalhador ideal”. Se sua empresa exige disponibilidade total e horas infinitas de trabalho para promovê-lo, talvez você esteja na empresa errada;

– Não leve trabalho para casa. Estender o expediente no local onde você deveria relaxar é um erro. Você não descansa nem trabalha direito.

2) …NO LAZER

A culpa é a principal razão para as pessoas não aproveitarem o tempo livre

– Organize seu tempo livre. Pense realmente em como você quer se sentir e que tipo de experiência quer ter;

– Desligue-se. Você não precisa olhar seu e-mail durante os momentos de lazer. Dificilmente alguma coisa não poderá ser resolvida por outra pessoa;

– Tire férias. Estudos comprovam que quem descansa regularmente tem um desempenho melhor no trabalho;

– Liberte-se da culpa. Sentir-se culpado ou com a sensação de que deveria fazer algo produtivo anula o descanso.

3) …EM CASA

Para alguns, sair do trabalho é um alívio. Para outros, é só o começo da confusão

– Divida tarefas. Nada de ficar com a maior parte do trabalho e pedir apenas uma “ajudinha”. A divisão do trabalho doméstico deve ser de igual para igual;

– Peça ajuda nos dias de caos. Filhos doentes, pia cheia de louça, pó por todos os lados. Chame a sogra, a mãe ou uma amiga. Não faltarão oportunidades de retribuir;

– Não seja neurótico. A casa não precisa estar sempre impecável. Aproveite o tempo com a família para relaxar e se divertir;

– Deixe as preocupações no escritório. O lar é o lugar para recarregar as baterias. Tente não pensar nos problemas de trabalho enquanto estiver fora dele.

A matéria, segue:

DESOCUPE-SE

Ficar sobrecarregado e não ter tempo para nada virou obrigação, mas não deveria ser motivo de orgulho. Um novo livro reúne dicas para fugir dessa armadilha e acabar com a cultura da pressa.

Por Natália Spinacé

Estar ocupado virou moda. Repare. Quantas vezes, nos últimos dias, você ouviu alguém reclamar sobre como a vida anda corrida? Todos adoramos falar sobre isso. Exaltamos para amigos e conhecidos o número de reuniões que tivemos na semana, quanto estudamos ou trabalhamos. E como não sobrou tempo para encontrar os amigos, para ler ou dormir. Ter tempo para essas banalidades é coisa de desocupados e perdedores. Ninguém quer ser um deles. Ser ocupado traz prestígio social, e é em busca desse prestígio que muitos exageram. Pior: até quem não tem tarefas suficientes para se sobrecarregar acaba enrolando, só para se juntar ao time dos desesperados e reclamar nas redes sociais sobre a quantidade de trabalho.

Hoje em dia, ser (ou parecer) assoberbado é ter status — e essa pode ser uma moda perigosa. É essa a tese central do livro Overwhelwed (Sobrecarregado), recém lançado nos Estados Unidos. A autora, a jornalista americana Brigid Schultc, escreve sobre a epidemia de ocupação em que vivemos e sobre como ela nos afeta. Ela também dá dicas para fugir da cultura da pressa e organizar melhor o cotidiano em vários aspectos da vida.

Nem sempre foi assim. Ter tempo livre de sobra já foi sinal de nobreza, e o trabalho era tido como urna tarefa inferior. Na Roma Antiga, o ócio era visto como urna condição fundamental para a erudição, e o trabalho era desprezado. Hans-Joachim Voth, um historiador da Universidade de Zurique, afirma que, no século XIX, poderia se dizer quão pobre era uma pessoa analisando o tanto de horas que trabalhava. Quanto mais horas gastas no trabalho, mais pobre. Urna cena da série Downton Abbey, que retrata a vida da aristocracia britânica no início do século XX, deixa isso claro. Confusa com as conversas de seus parentes sobre trabalho, uma velha condessa interrompe a discussão e pergunta a eles o significado da expressão “fim de semana”. Para quem preenchia todos os dias com lazer, era difícil en tender esse conceito.

No século XX, muitos intelectuais alimentaram o sonho de que o luxo de urna vida de pouco trabalho seria possível para todos. Num ensaio escrito em 1930, o economista John Maynard Keynes fez previsões de que, em 2030, uma semana de trabalho teria 15 horas. Nada disso aconteceu. As incertezas econômicas e o apetite insaciável pelo consumo nos levaram a trabalhar cada vez mais, e esse comportamento nunca foi condenado. “O trabalho passou a ser visto corno algo nobre, edificante’ diz Brigid. “Não importa se, para isso, você sacrifica seu tempo com a família ou sua saúde.”

Hoje, quem tem tempo livre é tido como inútil ou desinteressante. Seguindo a lógica calvinista, segundo a qual o trabalho dignifica o homem, quanto mais tempo passamos na labuta, mais admirados somos. Um estudo divulgado no mês passado pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, constatou que, até a década de 1960, homens mais instruídos passavam menos horas por dia no trabalho que trabalhadores braçais. Hoje, quanto maior o nível de instrução, maior o tempo no trabalho. Muitos dos entrevistados afirmaram preferir o tempo no escritório aos momentos de lazer.

A tecnologia contribuiu para consagrar o trabalho. As empresas dão a seus funcionários computadores e smartphones e esperam deles produtividade em tempo integral. “Nenhuma empresa mostra isso abertamente, mas existe uma pressão psicológica velada para que o funcionário esteja disponível o tempo todo”, afirma o consultor Christian Barbosa, autor de A tríade do tempo, um popular manual sobre produtividade. Esse perfil é chamado pelos especialistas de “trabalhador ideal”. Aquele que trabalha mais horas que as estipuladas vai ao escritório mesmo doente, está sempre disponível, não reclama de nada e coloca o trabalho sempre em primeiro lugar. “As empresas, hoje, sonham com esse tipo de funcionário”, diz Brigid. “Mas essa expectativa é desumana.”

Essa dedicação extrema ao trabalho, é claro, traz dividendos financeiros. Uma pesquisa feita por Peter Kuhn, da Universidade da Califórnia, e Fernando Lozano, do Pomona College, nos Estados Unidos, mostrou que, entre trabalhadores com alta qualificação, uma pessoa que trabalhava 55 horas por se mana, na década de 1980, ganhava, em média, 11% mais do que urna que trabalhava 40 horas por semana na mesma atividade. Na virada do milênio, essa diferença aumentara para 25%. Mas a obsessão pelo trabalho traz também consequências negativas. Urna delas é a desvalorização do lazer. Pedir férias tornou-se constrangedor. Passar dias sem checar e-mails é considerado uma irresponsabilidade por muitas pessoas.

“O lazer passou a ser visto como algo errado e desnecessário”, afirma Karla Flenderson, psicóloga que estuda os benefícios do lazer na Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Uni dos. Pesquisas sobre o assunto mostram que a crença na desimportância do lazer não tem nenhuma fundamentação. Um estudo feito por cientistas do Centro de Estresse cia Universidade Yale concluiu que pessoas submetidas a situações de estresse constantemente sofrem alterações cerebrais que comprometem funções como a memória e a capacidade de fazer planos, tomar decisões e aprender. Tirar férias, fazer pausas e evitar o acúmulo de tarefas está, portanto, longe de ser algo supérfluo.

Se os superocupados tive tempo para analisar seus hábitos, perceberiam que ser ocupado demais é improdutivo. Uma pesquisa feita pela Harvard Business School comparou o desempenho de dois grupos de trabalhadores de uma mesma empresa. O primeiro grupo era formado por funcionários que não tiravam férias e trabalhavam em torno de 50 horas por semana. O segundo grupo não tinha férias atrasadas e trabalhava em média 40 horas semanais. O resulta do mostrou que o grupo que trabalhava menos horas era mais eficiente e produtivo que o primeiro. Numa pesquisa feita na Microsoft, o resultado mostrou que, numa semana de 45 horas de trabalho, a maioria dos funcionários só é produtiva durante 28 horas.

Alguns países e empresas resistem à cultura da ocupação. Na Dinamarca, o horário de trabalho tradicional é das 9 às 16 horas. Quem precisa de muitas horas extras não é visto como bom funcionário, mas como incompetente. Na França um novo acordo trabalhista feito em abril proíbe trabalhadores de responder a e-mails após as 18 horas. A nova regra foi criada pelos sindicatos franceses, e as empresas não devem exercer nenhum tipo de pressão para que seus funcionários trabalhem após o horário estipulado pela legislação trabalhista francesa, que prevê jornadas semanais de 35 horas. A Menlo, uma empresa de software nos Estados Uni dos, adotou um esquema rígido com seus funcionários. Lá, é proibido trabalhar após as 18 horas. Quem insiste se arrisca a ser mandado embora. As reuniões não devem durar mais de dez minutos. “As empresas não nos permitem ser humanos”, diz Rich Sheridan, um dos fundadores da Menlo. “Precisa mos negar que temos filhos, que temos pais envelhecendo e que precisam de cuidados. Isso não faz sentido.” O resultado dessas iniciativas beneficia não só os funcionários, que ganham tempo para o lazer e a família sem sentimento de culpa, mas também as empresas, que garantem mão de obra motivada e mais produtiva. Numa pesquisa feita na Dinamarca pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico OCDE), 84% da população respondeu ter mais experiências positivas que negativas durante um dia de trabalho.

Mudar-se para a Dinamarca não é uma opção para todos. Mas reclamar menos, impor limites à própria rotina de trabalho e aproveitar melhor os momentos de lazer são metas que qualquer um pode atingir. Em seu livro, Brigid reúne dicas para quem quer fugir da cultura da pressa e aproveitar melhor o tempo livre no trabalho, no lazer e na família. Várias dessas dicas estão nos quadros que acompanham esta reportagem. Da próxima vez que sentir vontade de dizei quanto está cansado, estressado ou ocupado, pense bem. Será que isso e uma razão para se gabar? Quem deveria ter orgulho são os franceses ou os dinamarqueses, que conseguem sair do trabalho a tempo para relaxar e curtir a vida. Isso sim, é ter status.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– O direito de se desconectar do trabalho aumentará a produtividade?

Na Bélgica, o Governo permitiu que os funcionários públicos tenham “o direito de não serem incomodados fora do expediente de trabalho por mídias eletrônicas”. Em troca, espera-se o aumento de produtividade.

Veja que interessante e avalie: a iniciativa privada entrará nessa onda?

Extraído de: https://epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2022/02/os-belgas-que-ganharam-direito-de-se-desconectar-do-trabalho.html

OS BELGAS QUE GANHARAM O DIREITO DE SE DESCONECTAR DO TRABALHO

A partir de fevereiro, funcionários públicos da Bélgica não poderão ser contatados fora do horário de expediente

Embora tenha um dia sonhado em ser chef de cozinha, Delphine acabou se tornando funcionária pública. Mas ela ainda faz questão de dedicar tempo para cozinhar. “É uma das minhas paixões”.

A belga de 36 anos está preparando um jantar para seus amigos Catherine e Roch. O prato é Hachis Parmentier, uma receita à base de carne moída e purê de batata. Enquanto frita cebolas, Delphine me conta que celebrou o fato de vários funcionários públicos da Bélgica estarem ganhando o “direito de se desconectar”.

“Especialmente para os jovens, não é claro quando eles devem ou não estar disponíveis”, disse.

“Porque quando você começa num emprego novo, você quer ser perfeito e você pensa: ‘Se eu não responder àquele email às 22h, talvez meu chefe não goste’. Então, agora, acho que haverá uma mudança cultural”, diz.

Desde o dia 1° de fevereiro, 65 mil funcionários públicos passaram a não poder ser contatados fora do horário de expediente. Há algumas exceções- por acordo ou se for algo tão urgente que não possa esperar. E isso não significa que não haverá funcionários de plantão.

Estresse e burnout

Um segundo princípio estabelecido pelas novas regras é que funcionários não poderão ser prejudicados por não atender o telefone ou responder a e-mails fora do horário de expediente.

A ministra da Administração Pública, Petra De Sutter, acredita que as mudanças vão aumentar a eficiência. Ela diz que a linha entre trabalho e vida pessoal tem se tornado cada vez mais cinzenta com a pandemia, com tantas pessoas trabalhando de casa.

Sem o direito de desconectar, ela diz, “o resultado seria estresse e burnout, e isso é uma doença real nos dias de hoje”. Essa mudança de regra é relativamente fácil de implementar porque só se aplica a funcionários públicos federais.

Um projeto para estender a prática para o setor privado poderá receber maior resistência. “O direito de desconectar não deve ser aplicado ao setor privado”diz Eric Laureys, da Voka, rede belga de empresas. Ele diz que essa mudança poderia “desfazer” o progresso visto durante a pandemia em flexibilizar rotinas de trabalho.

“Seria um grande sinal de desconfiança na abilidade dos empregadores de organizar o trabalho.”

Len Shackleton, pesquisador da Think Tank Instituto de Assuntos Econômicos e professor de economia na Universidade de Buckingham, concorda que o “direito de se desconectar” prejudicaria a flexibilidade.

“Restrições em contatar trabalhadores fora do horário de expediante seriam só uma dose a mais de regulação.” Petra De Sutter insiste que a medida não será um obstáculo à flexibilidade de trabalho, quando isso for do desejo do empregado.

“Por outro lado, temos que proteger direitos básicos dos trabalhadores”, diz ela.

Já Delphine ri quando perguntada se o “direito de se desconectar” não pode alimentar a ideia de que funcionários públicos trabalham pouco ou que estão sempre de olho no horário do fim do expediente.

Ela diz que isso é um clichê antigo e garante que a carga de trabalho aumentou nos últimos anos. “Acho que fazemos mais com menos pessoas, normalmente. Não acho que trabalhamos pouco.”

Outros países já aprovaram mudanças semelhantes, como a França. Na Bélgica, o próximo estágio do debate é verificar se um grupo maior de trabalhadores deveria, também, ganhar o direito de se desconectar.

A ministra da Administração Pública da Bélgica, Petra De Sutter, diz que a mudança vai aumentar a eficiência (Foto: AFP via BBC News)

– Bobbie Goods: que mania é essa?

Eu já escrevi sobre minha filha e sua paixão pelos livros Bobbie Goods (aqui: https://professorrafaelporcari.com/2025/05/10/bobbie-goods-e-legal-mas-os-livrinhos/).

Pois bem: eis que eles viraram uma rentável febre à indústria.

Compartilho: https://istoedinheiro.com.br/bobbie-goods-sabe-livros-colorir

BOBBIE GOODS: O QUE SE SABE SOBRE OS LIVROS DE COLORIR

Na mais recente edição da Bienal do Livro do Rio de Janeiro ele aparece na lista dos mais vendidos, sendo o primeiro lugar da sua editora, os livros da coleção Bobbie Goods. Nesta semana, a Gloda, plataforma especializada em análise de dados dentro do TikTok divulgou que o produto mais vendido no TikTok Shop na última semana foi, ele mesmo, o livro Bobbie Goods.

Esses são apenas dois exemplos do sucesso que os livretos com desenhos para colorir têm feito no Brasil. Uma busca rápida com o nome Bobbie Goods nas redes sociais, principalmente no YouTube e TikTok, vão revelar uma série de páginas e postagens dedicadas ao tema.

Aliás, muito do sucesso da coleção de colorir vem com a ajuda das redes sociais, que ajudaram a divulgar os livros e toda uma gama de atividades relacionadas a eles, como técnicas de pintura, tipos de canetinhas, desafios, novas narrativas. Tem até vídeos ensinando como imprimir o seu próprio desenho Bobbie Goods. Ao mesmo tempo, eles também servem de escape do mundo das telas, sendo uma atividade não só de lazer e passatempo, mas com efeitos terapêuticos.

Os desenhos são bastante simples, até mesmo infantilizados, mas acabaram conquistando fãs de todas as idades, especialmente os adolescentes e jovens adultos. As imagens são de animais humanizados em situações cotidianas e da natureza.

E, ao contrário do sucesso dos livros de colorir para adultos do passado, os Bobbies Goods trazem uma sequência de desenhos que contam uma pequena história, dentro dos temas: “Dias quentes”, “Do dia para a noite”, “Isso e aquilo” e “Dias frios”.

Outro diferencial é que se popularizou entre os fãs o uso de canetinhas para pintar, o que acabou puxando também as vendas de material de pintura.

Cada livro custa em média de R$ 20 a R$ 40 e na internet podem ser encontrados em kits promocionais, alguns com o material para colorir, ou edições especiais. E como todo sucesso, tem também as edições “piratas”, não oficiais da marca Bobbie Goods. Os livros oficiais vêm com 20 ilustrações para colorir em cada livro. As páginas destacáveis para emoldurar ou distribuir.

As marcas também querem aproveitar essa onda. O Burguer King, por exemplo, fez uma parceria com a Faber-Castell para uma promoção envolvendo seus lanches e os livros. A rede de fast food ainda transformou toda a fachada externa de uma de suas unidades com os desenhos Bobbie Goods e decorou algumas lojas com o tema da coleção de colorir.

Os desenhos Bobbie Goods também viraram tema de decoração de festas de aniversário e objetos.  Até o artista brasileiro Romero Britto, criador do Happy Art Movement, ou Movimento de Arte Alegre, e conhecido por suas pinturas supercoloridas, entrou na moda e lançou a sua própria coleção inspirada nos bichinhos Bobbie Goods.

A criação dos desenhos para colorir Bobbie Goods seria da ilustradora e designer americana Abbie Goveia, que já era conhecida por seus traços “fofos” com cachorrinhos e ursinhos. O primeiro livro foi lançado em 2021. O nome ‘Bobbie’ é o apelido de Abbie. E assim foi criada a marca, que conta com milhões de seguidores e curtidas em sua página oficial no TikTok.

Os números coloridos de Bobbie Goods

  • Segundo a Gloda, na semana entre 16 e 22 de junho, foram 16,7 mil unidades comercializadas na TikTok Shop, com um valor bruto de venda (GMV) de R$ 259,2 mil, sendo o produto mais vendido da loja da rede social.
  • A editora HarpperCollins, que publica a série Boobie Goods no Brasil, afirma que vendeu mais de 1 milhão de unidades em 2025 entre meados de janeiro, quando foi lançada no país, e o mês de maio. A editora prepara novos lançamentos nesse nicho.
  • A Tilibra também aproveitou a moda e lançou neste mês a coleção para colorir Cute & Relax, com duas temáticas. A “Life”, focada em ilustrações do cotidiano, e a “Seasons”, inspirada nas quatro estações do ano. A marca diz ainda que está monitorando o impacto da coleção nas vendas de materiais artísticos e que não descarta novos investimentos. A Tilibra destaca o sucesso não só dos livros, como dos lápis-de-cor e das canetas brush (um dos muitos tipos de canetas para colorir).
  • Na Livraria da Vila, com 22 lojas em 10 cidades do Brasil, os livros Boobie Goods representam 5% do faturamento da rede neste ano. A rede conta que começou até mesmo a trabalhar com novos fornecedores para atender a demanda de produtos específicos, como canetinhas brancas.
  • A Faber-Castell, uma das principais marcas de lápis, canetas e canetinhas para colorir, conta que registraram um aumento de 295% que no volume de compras de itens para colorir entre os meses de abril e maio deste ano.

Bobbie Goods