Estava ouvindo o ex-Titãs Nando Reis no Programa Morning Show da Rádio Jovem Pan, meses atrás. E questionado sobre as frequentes declarações de compositores que fazem canções sob efeito de drogas (que elas inspirariam), ele declarou:
“Eu não posso dizer que usava para compor, já fiz boas a más canções com elas. Mas para você sair é difícil, foi uma luta para eu parar. Você não precisa da droga. Eu usava para fugir do mundo, mas para isso existe outras coisas como ginástica por exemplo. E as drogas fazem muito mal!“.
Se eu já o admirava, admiro muito mais!
Xô, drogas!
Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.
Faz 59 anos tal fato: os Beatles desembarcavam nos EUA pela primeira vez, e… Mesmo já relativamente famosos, foram chamados de “ridículos” e “caipiras”.
A CBS chegou a dizer, vejam só: “Não-heróis, fazendo não-música, com não-cortes de cabelo”.
Aliás, além das críticas dizerem que eles eram apenas “publicidade europeia”, os americanos adoravam falar sobre os cabelos do pessoal de Liverpool. Veja abaixo a matéria feita sobre os 50 anos da data, em:
O primeiro desembarque dos Beatles nos EUA, que completa 50 anos nesta sexta-feira (7), foi criticado e ridicularizado em jornais norte-americanos, mesmo com a crescente “beatlemania” dos fãs no país. O quarteto britânico era um “desastre” com “cabelos de tigela de pudim” para a revista “Newsweek”. “Ridículos”, atacou o jornal “Daily News”.
A chegada da banda a Nova York, em 7 de fevereiro de 1964, foi episódio fundamental na história da música pop. É um marco da “invasão britânica” às paradas americanas. Mas, para o “New York Daily News”, seria apenas “leve entretenimento” passageiro, enquanto não vinham problemas mais pesados, como a Guerra Fria.
No aeroporto, John, Paul, George e Ringo rebateram perguntas maliciosas em entrevista coletiva. “Que acham de Beethoven?”, quis saber um repórter. “Ótimo. Especialmente seus poemas”, troçou Ringo. “Já decidiram quando vão se aposentar?“, atacou outro. “Semana que vem”, disse Lennon. A banda seguiu por mais seis anos e nunca mais foi tratada com tanto desdém.
No começo da semana, se vivo fosse, Elvis Presley, completaria 88 anos. E agora morreu sua filha Lisa, com 54 anos, de ataque cardíaco!
Fico imagino a vida de Priscilla Presley: o marido morreu em meio a fama, a filha teve um ataque cardíaco e há pouco tempo o neto, Benjamim, se suicidou.
Que tristeza…
Em tempo: Lisa Marie Presley, filha do Rei do Rock, foi casada com Michael Jackson, o Rei do Pop, nos anos 90.
A cantora Lisa Marie Presley, de 54 anos de idade, que morreu nesta quinta-feira (12), teve uma vida marcada por polêmicas e dramas pessoais. Única filha do rei do rock, Elvis Presley (1935-1977), com a atriz Priscilla Presley, 77, ela seguiu a a carreira do pai na música, mas sua vida pessoal se tornou mais noticiada que sua vida profissional.
Seu primeiro casamento foi com o músico Danny Keough, com quem ficou de 1988 a 1994. Da relação nasceram dois filhos: a atriz Riley Keough e Benjamin Keough, que se matou em 2020, com apenas 27 anos de idade.
Lisa também lutou por muitos anos contra a dependência em drogas, álcool e remédios. “Eu estava viciada em analgésicos e opioides, bebia muito, mas álcool não era o que eu gostava mais. Eu estava abusando terrivelmente de cocaína”, disse ela em uma entrevista, em 2018.
Um mês após se divorciar de Danny Keough, surpreendeu o mundo ao se casar com o rei do pop, Michael Jackson (1958-2009). Os dois chegaram a estrelar um clipe juntos, em que aparecem em clima de romance e seminus (relembre clicando abaixo), mas o casamento durou menos de dois anos.
Em 2002, Lisa Marie Presley se casou com outro astro, mas desta vez dos cinemas: Nicolas Cage. A relação foi ainda mais relâmpago e durou poucos meses até o divórcio.
O terceiro casamento veio em 2006, com o guitarrista Michael Lockwood, com quem teve dois filhos: as gêmeas Harper e Finley. Lisa e Michael, porém, se divorciaram em 2016.
Claro, sou daqueles que acreditam que “Elvis não morreu“!
Brincadeiras a parte, se vivo fosse, hoje o Rei do Rock completaria 88 anos. Que pena queum gênio da música se deixou levar para o mundo das drogas…
E isso porque elas eram proibidas e difíceis de serem encontradas. Imagine nos dias atuais, onde elas são achadas em qualquer esquina apesar da ilicitude?
Como Elvis Presley estaria se não fossem elas, não?
O cantor cearense Fágner deu uma interessante declaração sobre as“músicas sem futuro”. Disse que:
“Eu e os da minha geração continuamos cultuados pela qualidade do que a gente fez e faz. Mas a inutilidade das novas canções de sucesso me preocupa. É uma música que não tem futuro. O que essa moçada vai ouvir daqui a alguns anos, para lembrar de passagens de suas vidas? É tudo descartável, não vai ficar.”
De fato, há muitos cantores com sucesso de uma canção só. E que depois de alguns anos nem mais são lembrados.
Eu gosto demais da canção católica “Noites Traiçoeiras”, especialmente quando se fala sobre “se o mundo te faz sofrer, Deus te quer sorrindo”.
Abaixo:
NOITES TRAIÇOEIRAS
Deus está aqui neste momento Sua presença é real em meu viver Entregue sua vida e seus problemas Fale com Deus, Ele vai ajudar você
Deus te trouxe aqui Para aliviar os teus sofrimento É Ele o autor da Fé Do princípio ao fim Em todos os seus tormentos
E ainda se vier noites traiçoeiras Se a cruz pesada for, Cristo estará contigo O mundo pode até fazer você chorar Mas Deus te quer sorrindo
E ainda se vier noites traiçoeiras Se a cruz pesada for, Cristo estará contigo O mundo pode até fazer você chorar Mas Deus te quer sorrindo
Seja qual for o seu problema Fale com Deus, ele vai ajudar você Após a dor vem a alegria Pois Deus é amor e não te deixará sofrer
Deus te trouxe aqui Para aliviar o seu sofrimento É Ele o autor da Fé Do princípio ao fim Em todos os seus tormentos
E ainda se vier noites traiçoeiras Se a cruz pesada for, Cristo estará contigo O mundo pode até fazer você chorar Mas Deus te quer sorrindo
E ainda se vier noites traiçoeiras Se a cruz pesada for, Cristo estará contigo O mundo pode até fazer você chorar Mas Deus te quer sorrindo Mas Deus te quer sorrindo
Para inspirar: “Tu és minha vida” / “Estás entre nós” é uma canção católica que nos faz viajar no Espírito Santo! Uma letra que permite refletir o quanto Deus nos ama e nos protege.
EmCDG
Tu és minha vida, outro Deus não há!
EmCDG
Tu és minha estrada, a minha verdade
AmDGEm
Em tua palavra eu caminharei
AmDGB7
Enquanto eu viver e até quando tu quiseres
AmDGEm
Já não sentirei temor, pois, estás aqui
CDEm
Tu estás no meio de nós
EmCDG
Creio em Ti, Senhor, vindo de Maria
EmCDG
Filho eterno e Santo, homem como nós
AmDGEm
Tu morreste por amor; vivo estás em nós
AmDGB7
Unidade trina com o Espírito e o Pai
AmDGEm
E um dia eu bem sei: tu retornarás
CDEm
E abrirás o reino dos céus
EmCDG
Tu és minha força, outro Deus não há!
EmCDG
Tu és minha paz, minha liberdade
AmDGEm
Nada nesta vida nos separará
AmDGB7
Em tuas mãos seguras minha vida guardarás
AmDGEm
Eu não temerei o mal, tu me livrarás
CDEm
E no teu perdão viverei!
EmCDG
Ó, Senhor da vida, creio sempre em ti!
EmCDG
Filho Salvador, eu espero em ti!
AmDGEm
Santo Espírito de amor: desce sobre nós
AmDGB7
Tu, de mil caminhos, nos conduzes a uma fé
AmDGEm
E por mil estradas onde andarmos nós
CDEm
Qual semente nos levarás!
CDEm
Tu estás no meio de nós
CDEm
E abrirás o reino dos céus
CDEm
E no teu perdão viverei!
CDEm
Qual semente nos levarás!
EmCDG
Tu és minha vida, outro Deus não há!
A revista “Rolling Stone” existe desde 1967, na Califórnia, produzindo conteúdo completamente voltado para a cultura popular, a música, o cinema e assuntos políticos mais polêmicos, inicialmente com cobertura do extravagante jornalista Hunter Thompson. Com um exército de 250 artistas, músicos, produtores, críticos e jornalistas do meio musical, o veículo recriou sua lista de “500 melhores músicas de todos os tempos”. A última versão da lista foi lançada há quase 20 anos. Foram aproximadamente 4 mil faixas votadas, dentre as quais, 500 foram selecionadas para o ranking. A única brasileira a despontar no rol é “Ponta de Lança Africano (Umbabarauma)”, de Jorge Ben, lançada em 1976. Confira o top 10 da lista agora, na Revista Bula. Os títulos estão classificados de acordo com as posições no ranking original.
Respect, Aretha Franklin (1967)
Originalmente escrita e lançada em 1965 por Otis Redding, a canção foi sucesso na voz de seu autor, mas superou todas as expectativas quando gravada pela cantora de Rythm & Blues, Aretha Franklin, em 1967. Além de se tornar um dos singles mais vendidos dos Estados Unidos, na voz da diva, a música ficou no topo na Billboard por duas semanas seguidas e se tornou um símbolo do movimento feminista.
Fight the Power, Public Enemy (1989)
A primeira versão da música foi lançada como single, em 1989, e se destacou como trilha sonora do filme de Spike Lee “Do The Right Thing”. Em 1990, o grupo a relançou em uma nova versão para o álbum “Fear of a Black Planet”. A letra inclui referências a James Brown, o cristianismo afro-americano e a luta pelos direitos civis.
A Change is Gonna Come, Sam Cooke (1964)
Em fevereiro de 1964, Sam Cooke lançou a canção em seu álbum “Ain’t That Good News”. Mais tarde, neste mesmo ano, uma versão ligeiramente alterada, com produção de Hugo e Luigi, entrou no lado b do single “Shake”. Cooke foi inspirado a escrever “A Change is Gonna Come” por vários acontecimentos de sua vida, mas em especial, quando ele e sua banda foram expulsos de um hotel para brancos na Louisiana. O fato o marcou e o motivou a falar sobre a luta dos afro-americanos pelos direitos civis.
Like a Rolling Stone, Bob Dylan (1965)
Os primeiros versos surgiram durante uma exaustiva turnê pela Europa. Algumas semanas mais tarde, ela ganhou estrofes e foi incorporada no disco “Highway 61 Revisited”, de 1965. Considerada longa e pesada demais pela gravadora, a canção só foi lançada porque uma cópia vazou e tomou os clubes de música nos Estados Unidos, sendo considerada “revolucionária” por críticos.
Smells Like Teen Spirit, Nirvana (1991)
Faixa de abertura de “Nevermind”, de 1991, a música se tornou um hit e colocou a banda de grunge Nirvana no circuito popular. Um hino dos jovens que nasceram no pós-Segunda Guerra, a letra contesta a apatia dos adolescentes daquela geração diante de assuntos de relevância política e social. Com estrofes suaves, a canção é marcada pelo riff rápido e barulhento e vocais guturais no refrão.
What’s Going On, Marvin Gaye (1971)
Escrita por Marvin Gaye, Renaldo Benson e Al Cleveland, “What’s Going On” é uma canção de cunho político e que transita por elementos do gospel, soul, funk e jazz. A letra foi inspirada por um episódio testemunhado por Benson, durante uma viagem para Berkeley. Manifestantes protestavam contra a Guerra do Vietnã, em maio de 1969, quando foram recebidos com truculência por policiais no People’s Park. Ao comentar o fato com Cleveland, surgiu a ideia de escrever a canção questionando o que estaria acontecendo com o país. Ao mesmo tempo, os levantes civis de Watts motivaram Gaye a complementar a letra.
Strawberry Fields Forever, The Beatles (1967)
Composta por John Lennon, a canção foi inspirada nos campos de morango do Exército da Salvação, onde brincava quando criança e que ficava próximo de sua casa. “Strawberry Fields Forever” foi lançada em 1967, no álbum “Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band”, sendo a primeira música do disco a ser gravada e definindo o conceito de rock psicodélico.
Get Ur Freak On, Missy Elliott (2001)
Escrita por Missy Elliot e Timbaland, a música tem como base elementos do bhangra, um estilo popular de música indiana, especialmente em Punjab. Seu lançamento foi inicialmente como single, em março de 2001. Posteriormente, uma versão remix foi lançada por Nelly Furtado e usada como trilha sonora de “Lara Croft: Tomb Raider”. Outros filmes também utilizaram a faixa, como “Bem-vindo à Selva”, com Dwayne Johnson, e “O Virgem de 40 Anos”, com Steve Carrell.
Dreams, Fleetwood Mac (1977)
De autoria de Stevie Nicks, vocalista do grupo, “Dreams” fez parte do álbum “Rumours”, de 1977. Em 1998, o grupo The Corrs a regravou para um álbum de covers de Fleetwood Mac. Ela foi escrita durante um período em que os integrantes da banda enfrentavam problemas em seus relacionamentos conjugais, o que motivou a letra. Após Nicks escrever a canção e mostrar aos outros membros da banda, eles decidiram gravá-la no dia seguinte.
Hey Ya!, Outkast (2003)
Composta e produzida por André 3000 para o álbum “The Love Below”, que integra o álbum duplo “Speakerboxxx/The Love Below”, o videoclipe é uma paródia à apresentação dos Beatles no “The Ed Sullivan Show”, em 1964.
Não assisti, mas não duvido: leio que as performances de Axl Rose (do Guns N’Roses) e de Billy Idol no Rock in Rio foram decepcionantes. E por dois motivos: a qualidade / saúde da voz (que já não é a mesma) e a desafinação!
Uma pena… símbolos da minha adolescência / juventude, grandes roqueiros que não se cuidaram ao longo do tempo.
Eugosto de boa música, e um dos compositores mais competentes do Brasil éLuiz Ayrão.
Pouca gente sabe, mas sucessos comoNossa Cançãoe tantos outros foram escritos por ele, nas vozes de Daniel, Roberto Carlos e muitos intérpretes famosos.
Não sabia por onde ele andava, e o vi no SBT,um pouco debilitado, mas ainda simpático e capaz!
Minha flha mais velha é uma “Otaku” – uma adolescente apaixonada por animes e mangás japoneses. E brincando com ela sobre séries e filmes da cultura japonesa, achamos a trilha de Karatê Kid.
Simone , Simaria, Silmaria, Simara, Dona Maria, Sei lá.
Não sou antenado nesses novos sertanejos, nem sei o que está se passando com eles. Mas que os assuntos que bombam nas redes sociais são essas mulheres nesta semana, não há dúvida.
Só sei que é uma dupla que se separou. Confere, produção?
Meu primo Marcel Franco de Oliveira é professor de música, e em seu sangue está o talento musical que veio do nosso avô. Ele sabe tocar tudo! E a sanfona do saudoso Toninho Porcari, em suas mãos, torna-se uma ferramenta de encanto aos nossos ouvidos.
Na minha casa, todos tem noções musicais.Só eu que de música, nada sei. Porém, aprendi sobre como surgiu o tão famoso “Do-Ré-Mi-Fá-Sol-La-Si” e quero compartilhar, de tão interessante que achei!
As notas musicais surgiram do monge beneditino Guido d’Arezzo, no século XI. Ele se inspirou em um Hino a São João Batista, que houvera sido composto no século VIII.
Originalmente, ele observou a sonoridade da canção, e resolveu a partir das iniciais, adaptar no que chamamos de “notas”.
O primeiro esboço era: Ut-Ré-Mi-Fá-Sol-La-S
O Hino a São João:
Ut queant laxis…
Ressonare fibris…
Mira gestorum…
Famuli tuorum…
Solve polluti…
Labii reatum…
Santi Iohannes.
Perceba que a primeira e a última nota foram trocadas. Mas isso aconteceu no século XVI, pois o músico Giovanni Bononcini não gostava da sonoridade. No lugar doUtentrou Do (inicial de Dominus) e ao invés deS,Si(iniciais de Santi Iohannes).
(Extraído de Revista Superinteressante, ed Jan/2013, pg 30).
Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.
Assisti a ótima entrevista do Ney Matogrosso ao Danilo Gentille!
É um pouco da história da música brasileira, carregada com as particularidades do cantor. Gostando ou não do artista, é interessante ver seu trabalho e sua visão (que não necessariamente agrada ou desagrada).
No dia 23 de abril de 1897 nascia Pixinguinha, o pai de um dos ritmos mais prazerosos de se ouvir: o Chorinho! Por isso, hoje se celebra o Dia do Chorinho!
“Carinhoso“ é o carro-chefe das suas obras-primas. Mas sabia que a letra da canção só veio anos mais tarde, com o compositor João de Barro?
La vita dell’essere umano è scandita fin da subito (dall’esperienza intrauterina), dalla presenza del ritmo. Le esperienze prenatali includono infatti la regolare presenza del battito cardiaco e del respiro materno; esperienze a cui seguirà dopo la nascita l’uso di tutta una serie di “suoni” che chi si prende cura del bambino, userà per comunicare con quest’ultimo/a. Tra i primi suoni utilizzati per comunicare o attirare l’attenzione del bambino, abbiamo l’uso delle filastrocche o ninnenanne.
Le filastrocche o comunque tutte quelle canzoncine usate, sono di solito caratterizzate da elementi comuni ovvero: estrema regolarità, semplicità e ripetitività. Si tratta in sostanza di canzoncine molto semplici (sia dal punto di vista ritmico che melodico), che riescono a creare come una sorta di sospensione, di attesa, un “prima o poi qualcosa accadrà”, che riesce a tenere i bambini calmi e sereni, analogamente a quanto accadeva quando nell’esperienza intrauterina erano cullati e coccolati dal suono della voce materna.
Numerose ricerche hanno affrontato il tema poc’anzi esposto. In generale si potrebbe dire che tutti nasciamo con una “certa” predisposizione ai suoni (proprio in vista delle esperienze intrauterine vissute), tuttavia i ricercatori hanno deciso di indagare ulteriormente la questione. Si è quindi deciso di valutare se, in qualche modo, essere sottoposto a giochi o attività musicali abbastanza precocemente possa rendere successivamente più bravi a distinguere/riconoscere i suoni oppure a percepirne la loro regolarità/irregolarità. La domanda a cui provare a rispondere diventa pertanto se l’allenamento possa essere un valido aiuto nello sviluppare la capacità di elaborazione dei suoni, oppure se solo chi in partenza ha una sensibilità più spiccata è poi successivamente più propenso a dedicarsi alla musica.
Christina Zhao e Patricia Kuhl, dell’Università di Washington, hanno distinto le due possibilità dividendo circa 40 bambini di nove mesi in 2 gruppi e facendoli poi giocare per un mese con i genitori: un gruppo ha ascoltato musiche complesse (ad esempio un Valzer) aiutando i genitori a batterne il ritmo mentre l’altro gruppo si è dedicato a giochi come quello delle macchinine; gioco simile a quello dell’altro gruppo (in termini di intensità e interazione di movimenti), ma senza musica.
Lo step successivo è stato far ascoltare altre musiche dai ritmi simili ma con anomalie e interruzioni del ritmo. I successivi esami dell’attività cerebrale (magnetoencefalografia) hanno mostrato che chi aveva ascoltato musica attivava di più le aree uditive e la corteccia prefrontale in risposta alle anomalie; si dimostrava pertanto una maggior capacità di attenzione e analisi dei suoni. Il dato interessante fu tuttavia un altro, ovvero che questi bambini erano anche maggiormente capaci di attivare una “risposta” in seguito all’ascolto di una lingua straniera.
“L’ascolto musicale precoce sembra migliorare la capacità dei bambini di decodificare suoni complessi individuandovi regolarità, un aspetto importante nella comprensione del linguaggio, e quindi potrebbe favorire anche l’apprendimento linguistico”, Zhao et Kuhl, “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
L’importanza dell’educazione all’ascolto musicale fu compresa anche da Maria Montessori che nel suo testo “Il metodo della pedagogia scientifica”, comprese come “la musica aiuta e potenzia capacità di concentrazione, ed aggiunge un nuovo elemento alla conquista dell’ordine interiore e dell’equilibrio psichico del bambino” evidenziando inoltre come questa capacità fosse di sostegno allo sviluppo del linguaggio e all’ampliamento del vocabolario.
Da musicista e psicologa ho sempre sostenuto l’importanza della musica. Credo sia fondamentale potenziare l’educazione all’ascolto; la capacità di concentrazione e sintonizzazione sul proprio e altrui Sè, che ascoltare un qualsiasi pezzo musicale richiede, è un potente mezzo nonchè una potente risorsa che l’essere umano ha. Investiamo tanto tempo nella velocità del nostro tempo moderno, dimenticando di fermarci ogni tanto, anche solo per una piccola pausa. E’ la musica che ce lo insegna.. ogni tanto prendiamo un piccolo respiro, un piccolo silenzio tra le mille note che riempiono la nostra giornata e impariamo ad ascoltare.. più intensamente. Di più.