– Michael Jackson morreu. E quem vai pagar a dívida de 1/2 bilhão de dólares?

Respeito quem goste de Michael Jackson. Eu mesmo me lembro da dança do “break” quando era mais jovem. Inegavelmente, um talento musical. Mas… daí a se tornar santo?

Muitos estão fazendo a cobertura como se fosse o fim do mundo. Foi o fim da vida dele, como poderia de ser de outro, como é a de muitos, milhões, dia-a-dia. A “bronca” (perdoe-me o termo), é a visão imaculdada que estão fazendo!

O meu sentimento é de pena. Um cara com talento acima da média, mas com uma deficiência mental que assombrava! Como alguém poderia ter uma casa com um parque maior que o Hopi Hari no seu quintal (the Neverland, sua residência)? Como bancar o custo mensal de 1 milhão de dólares das suas contas pessoais? O homem era até pouco tempo dono dos direitos comerciais dos Beatles! Sem dizer que casou (na primeira vez) com a filha do Elvis Presley. E depois de 750 milhões de Discos (disco foi bom, né?) vendidos, 13 vezes na ponta da lista da Bilboard, primeiro negro a ter um video-clip na MTV americana… como pôde terminar assim? Com uma dívida de 500 milhões de dólares, esquizofrênico e cheio de esquisitices. Tornou-se bizarro, assustador.

Dá dó. Mas não se pode culpá-lo: não teve amigos, a família (por incrível que possa parecer) foi um problema à ele, além de inúmeros traumas de infância. A propósito, não quero aqui entrar em discussão sobre os problemas dos tristes casos de Pedofilia.

Simplesmente, descanse em paz. O Cido, rapaz bacana que era vizinho nosso, ajudou muita gente e era um homem de respeito, morreu também. E ninguém falou nada dele.

Que ele também descanse em paz!

Para quem não martirizou Michael Joseph Jackson, uma matéria interessante, extraída de: http://diversao.terra.com.br/gente/michaeljackson/interna/0,,OI3845790-EI14032,00.html

Michael Jackson acumulava US$ 500 mi em dívidas

Michael Jackson acumulava uma dívida superior a US$ 500 milhões e confiava em sua volta aos palcos em julho para superar seus problemas financeiros, que o levaram a hipotecar ou vender grande parte de suas posses.

Segundo a edição desta sexta-feira (26) do The Wall Street Journal, as dívidas de Michael chegaram a esse valor mesmo depois de o artista ter vendido quase 750 milhões de discos e tenha arrecadado cerca de US$ 700 milhões em quatro décadas de atividade.

Seu advogado, Brian Oxman, explicou em entrevista que a cifra exata “é algo que Michael sempre manteve em segredo, mas era um número considerável que estava administrando, e o estava fazendo bem”.

Nesse sentido, deu como exemplo seu catálogo musical, que “é um dos mais valiosos da indústria do entretenimento, se não o mais valioso”.

Segundo Oxman, “há oito ou dez meses, a Sony/ATV (a “joint venture” formada pelo artista e pela empresa Sony) comprou sucessos musicais por US$ 400 milhões em dinheiro”.

A rede de televisão americana CNBC assegurou que, em conjunto, o valor dos ativos de Michael, falecido nesta quinta-feira em Los Angeles, pode passar de US$ 1 bilhão.

No entanto, durante o julgamento contra ele em 2005, ficou comprovado que suas despesas anuais superava sua renda em US$ 30 milhões, a qual caiu após as acusações de abuso de menores, e também devido a seus investimentos em propriedades, aquisição de animais exóticos e objetos de colecionador.

Aparentemente, o cantor tinha comprometido grande parte de seu capital para pedir dinheiro emprestado, como ocorreu com parte do catálogos das canções dos Beatles, que utilizou para garantir um empréstimo de US$ 200 milhões.

No ano passado, Michael vendeu seu famoso rancho Neverland, na Califórnia, a uma “joint venture” formada por ele mesmo e pela empresa Colony Capital, que comprou a hipoteca da propriedade no valor de US$ 24 milhões, para evitar que tivesse que se declarar falido.

A Colony Capital pretendia vendê-lo por até US$ 90 milhões após reformá-lo e se a carreira do cantor fosse retomada com sua volta aos palcos, após 12 anos de ausência.

Segundo um artigo da revista Rolling Stone escrito antes da morte de Michael, a sequência de 50 shows programada para julho em Londres solucionaria boa parte destes problemas.

“Em teoria, esta turnê resolveria problemas de Michael, já que ganharia entre US$ 50 milhões e 100 milhões. Seria uma solução rápida, mas infelizmente nunca o veremos”, declarou o co-autor desse artigo, Steve Knopper, em entrevista concedida nesta sexta-feira.

– Aprendendo com os Aprendizes

Então está ocorrendo a Copa das Confederações, na África do Sul, para testes visando a Copa do Mundo, ok?

Certo. E a questão da SEGURANÇA tem sido o ponto crítico. A Seleção Brasileira e a Egípcia tiveram pertences furtados em seus hotéis.

Mas o que mais chama atenção é a notícia sobre o programa de colaboração entre as policias. Há na África do Sul uma comitiva de policiais do Brasil, que estão recebendo orientações dos seus colegas sulafricanos, a fim de conhecer a sua experiência. Resumidamente: os africanos estão ensinando os brasileiros, para nós nos prepararmos para a Copa de 2014.

Entretanto, bandidos invadiram o hotel dos policiais brasileiros, que tiveram que prendê-los e entregar aos sulafricanos. E não era pegadinha ou simulação. Era sério mesmo!

Nessa, os aprendizes ensinaram àqueles que eram os professores…

Extraído de: http://www.sowetan.co.za/News/Article.aspx?id=1023093

BRAZILIAN COPS ARREST PRETORIA THIEVES 

GOTCHA! Two Brazilian police officials arrested thieves who tried to break in to their hotel rooms.

“Two guys got caught with their hands in the cookie jar,” said South African police spokesman Vish Naidoo.

He said the two men were trying to steal from the Brazilian police officers’ hotel rooms in Pretoria at 3am on Tuesday.

The Brazilians, guests of the SA Police Service, are on an observer mission for preparations for the 2010 soccer world cup.

Brazil are the hosts for the 2014 event.

Naidoo said the two men appeared to gain access to the hotel from the outside.

The men appeared in the Pretoria Magistrate’s Court on Wednesday on charges of housebreaking with the intent to steal.

Sapa 

 

– A Insistência em Estar do Lado Errado

Quando da reeleição supostamente fraudulenta de Ahmadinejad no Irã, nosso presidente Lula disse que as manifestações não passavam de flamenguistas e vascaínos discutindo. Ora, o mundo está vendo a repressão das autoridades locais, nada democráticas, com mortes em decorrência dos protestos. Entretanto, fazemos coro aos pouquíssimos países que legitimaram o resultado, sem contestar. Até o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo daquele país, demorou para aceitar a eleição. E aqui, apesar da distãncia, de pronto a reconhecemos.

Pior: não conseguimos manter ponto de neutralidade de um problema que não é nosso. E a pergunta incessante: a troco de quê?

– Administrando em Terras de Ditadores: A Coca-Cola e Chávez

E lá vai Hugo Chávez contra o capitalismo americano! Há tempos, ele anda maltratando a subsidiária da Coca-Cola na Venezuela, justamente para bater nos EUA. Agora, proibiu a Coca Zero!

Como empresas de fora investirão num ambiente instável econômico-administrativo como estes?

A justificativa de Chávez para proibir a Coca-Cola? Saúde pública!

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI78035-15227,00-HUGO+CHAVEZ+E+A+COCA+ZERO+NA+VENEZUELA.html

HUGO CHÁVEZ E A COCA ZERO NA VENEZUELA

O presidente Hugo Chávez encontrou um motivo torto para realizar um dos sonhos de qualquer ditador de esquerda: proibir a venda de Coca-Cola. Ele decretou que uma versão dietética do refrigerante, a Coca Zero, não pode ser vendida no país. O motivo alegado é “preservar a saúde dos venezuelanos”. Ao explicar a proibição, o ministro da Saúde do país, Jesús Mantilla, afirmou apenas que a fórmula do refrigerante continha substâncias prejudiciais ao organismo. O anúncio não trouxe mais detalhes.

Não foi a primeira briga de Chávez com a Coca-Cola. Há três meses, o presidente desapropriou um depósito da empresa na Venezuela para construir casas populares. Até então, parecia mais um combate entre um presidente socialista e o que ele considera um símbolo do imperialismo dos Estados Unidos. A decisão de proibir a Coca Zero vai além: coloca em xeque a responsabilidade de uma marca mundialmente conhecida em relação à saúde de seus consumidores.

A decisão de Chávez pode ter sido mais ideológica que sanitária – e é bem provável que tenha sido influenciada por um “spam”. Há tempos circula na internet um e-mail alardeando que a fórmula da Coca Zero vendida nos Estados Unidos é diferente da fabricada em outros países.

Assinado por Edgardo Derman, supostamente um médico argentino, o e-mail pergunta por que o ciclamato, prejudicial à saúde, é proibido nos Estados Unidos e liberado em países pobres, inclusive o Brasil. A resposta, segundo o próprio Derman, estaria no preço: o quilo do aspartame, outro adoçante artificial, custaria pelo menos 15 vezes mais que o quilo do ciclamato vetado nos EUA. Nenhum órgão sério de pesquisa científica deu atenção à denúncia de Derman. Chávez, ao contrário, encontrou ali um argumento irresistível: os Estados Unidos não aceitam consumir a mesma Coca Zero vendida em outros países.

A diferença entre a fórmula americana e a de outros países tem uma explicação técnica: os Estados Unidos proibiram o uso do ciclamato de sódio em 1969, depois que pesquisas mostraram a incidência de câncer de bexiga em ratos que ingeriram a substância. Estudos posteriores, no entanto, contestaram os resultados – e por isso o ciclamato é liberado em mais de 50 países, inclusive na Europa. “Os resultados de cerca de 80 estudos científicos demonstram que o ciclamato não oferece risco para a saúde humana”, diz a assessoria de imprensa da Coca-Cola do Brasil.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirma seguir as regras da Organização Mundial da Saúde, que recomenda um consumo máximo diário de 11 miligramas por quilo de peso corpóreo. Cada lata de Coca Zero contém 24 miligramas da substância. Para um consumo considerado seguro, um indivíduo de 70 quilos pode ingerir nove latas do refrigerante diariamente. Os americanos, mesmo sem ciclamato, dificilmente beberiam mais que nove latas de Coca Zero por dia. Os venezuelanos, agora, não podem beber nenhuma.

– A Gripe Suína Chega nas Escolas Paulistanas

Justamente porque Deus é bom, a gripe suína “só chegou” às escolas paulistanas nas vésperas do recesso escolar. Recentemente, no México, emendou-se o feriado do dia do trabalho para a população evitar contato físico e não multiplicar os casos de infectados pela gripe. Em escala muito menor, mas não menos preocupante, já se deveria pensar no recesso amplo escolar por aqui. Não atrapalharia o calendário estudantil, e como prevenção, teria eficácia.

Extraído de: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/06/22/sobe+para+240+o+total+de+casos+de+gripe+suina+no+brasil+6879983.html

Sobe para 240 o total de casos de “gripe suína” no Brasil

Dos novos casos confirmados nesta segunda-feira, 15 foram registrados em São Paulo, três no Espírito Santo, três em Santa Catarina, dois no Distrito Federal, um no Maranhão e um em Minas Gerais.

De acordo com o último boletim divulgado nesta tarde pelo Ministério da Saúde, os sinais e sintomas mais frequentes entre os casos confirmados são tosse, febre, coriza e mialgia. Ainda segundo o ministério, todos os casos confirmados apresentaram quadro clínico leve a moderado e passam bem.

5 escolas paradas

A gripe levou três escolas na cidade de São Paulo, uma em Belo Horizonte, e uma no Rio Grande do Sul a antecipar as férias, após alunos terem a infecção pela doença confirmada, informaram as instituições e as secretarias de Saúde dos Estados nesta segunda-feira.

O colégio Magno, em São Paulo, decidiu suspender as aulas em uma de suas unidades até o dia 3 de agosto após a confirmação de que dois de seus alunos, que são irmãos, contraíram a gripe após viajarem para a Argentina no feriado de Corpus Christi (11 de junho).

Segundo a diretora-geral da escola, Myrian Tricate, os estudantes infectados chegaram a frequentar as aulas na semana passada e tiveram a doença confirmada no sábado e no domingo.

O colégio Palmares, também na capital paulista, anunciou nesta segunda-feira a antecipação do início das férias de seus alunos em uma semana, para 23 de junho. A decisão ocorreu depois da confirmação da doença em um estudante de 12 anos.

Segundo a assessoria de imprensa da instituição, não havia mais nenhum aluno com sintomas da doença entre seus colegas de sala. O estudante, que também foi infectado na Argentina, passa bem, disse a assessoria.

Na sexta-feira, o colégio Pueri Domus adotou a mesma medida em uma de suas unidades após um aluno ter sido infectado pela gripe também em viagem à Argentina durante o mesmo feriado. Um outro aluno do colégio já havia sido infectado por um familiar.

A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo disse que por enquanto não pretende tomar nenhuma medida adicional para combater o alastramento da gripe, como pedir a suspensão de aulas no Estado. O Ministério da Saúde, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que a interrupção das aulas é uma decisão dos colégios.

Em Belo Horizonte, o colégio Marista Dom Silvério suspendeu as aulas de uma classe após a confirmação da doença em dois alunos de 8 anos e uma professora.

Outras 19 crianças da mesma idade e que mantiveram contato com o primeiro estudante infectado pelo vírus também apresentaram sintomas da doença e estão sendo monitoradas em casa, segundo a Secretaria da Saúde do Estado de Minas Gerais.

A secretaria disse, no entanto, que não pode informar a procedência desses casos suspeitos, e o colégio não confirma que sejam alunos da instituição.

O Colégio Farroupilha, tradicional instituição da capital gaúcha, suspendeu todas as suas atividades por uma semana como medida preventiva contra a gripe A (H1N1), a gripe suína. A decisão foi anunciada hoje, um dia depois de a Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul confirmar que um aluno da instituição foi infectado pelo vírus.

Ele chegou da Alemanha na semana passada e já conviveu com os colegas, especialmente os da oitava série do ensino fundamental.

A direção da escola pediu que as famílias mantenham suas crianças e adolescentes em casa e comuniquem qualquer alteração da saúde deles que possa estar relacionada com a doença. Embora os sete casos da gripe A (H1N1) registrados até agora no Rio Grande do Sul tenham ocorrido com pessoas que viajaram para o exterior, o secretário estadual da Saúde, Osmar Terra, admitiu que há risco real de uma epidemia da doença no Estado.

Casos no País

Apesar de o País ter registrado 16 casos autóctones, todos com vínculo epidemiológico com pacientes procedentes do exterior, o ministério da Saúde considera que a transmissão no Brasil é limitada sem evidências de transmissão sustentada do novo vírus Influenza A(H1N1) de pessoa a pessoa. Outros 14 caso autóctones estão em investigação.
 
O Ministério da Saúde informou ainda que acompanha 159 casos suspeitos no País. Além disso, 592 foram descartados, até o momento.

No mundo

Segundo informações dos governos e da Organização Mundial de Saúde (OMS), até o momento, 100 países têm casos confirmados e divulgados da doença.
    
Do total de países, 35 têm casos autóctones: Europa (Áustria, Bélgica, Dinamarca, Estônia, França, Alemanha, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Holanda, Noruega, Polônia, Portugal, Romênia, Eslováquia, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido); Américas (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Estados Unidos, Guatemala, México, Panamá, Peru e Uruguai); Ásia (Japão); África (Egito) e Oceania (Austrália).
 
De acordo com a OMS, Estados Unidos, México, Canadá e Austrália são considerados os países com transmissão sustentada. 

– Medidas Demagógicas

Dois pontos distantes do globo. Dois setores que nada têm em comum. Mas apenas uma similaridade: a demagogia.

Aqui, a Justiça proibiu a Telefônica de instalar novos “Speedy”, alegando a incompetência da empresa em administrar o serviço.

No Irâ, o Conselho dos Cléricos determinou a recontagem dos votos da eleição fraudulenta naquele país.

Tudo seria bom, se fossem medidas aplicadas com correção. No caso da Telefônica, a medida é cautelar, e não terá efeito prático. No caso do Irâ, se fará uma recontagem (veja o absurdo) aleatória de 10% dos votos.

Engana que eu gosto, diria o irônico poeta…

– A Ditadura Iraniana

Quer dizer que o Irã reelegeu o seu presidnete com mais de 65% de aprovação, e “democraticamente” se sentiu feliz pelo resultado?

Que democracia é essa em que o povo sai às ruas reclamando do resultado, acusações de fralde e prisão de opositores?

Pior: jornalistas estrangeiros estão sendo proibidos de gravar, a Internet está sendo controlada e o autoritarismo impera. É essa a democracia de Ahmadinejad, amigo do Venezuelano Chávez e sedento armamentista nuclear.

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u582747.shtml

Nas minhas últimas horas no Irã, não posso circular, relata jornalista

Primavera de Teerã está nas ruas, mas não posso usar nem celular nem internet em minhas últimas oito horas na cidade. Está tudo bloqueado. Em teoria, não posso nem circular, relata o enviado especial Raul Juste Lores em reportagem da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Em meio aos protestos da oposição e bloqueios impostos pelo governo iraniano, a imprensa estrangeira foi abafada após a cobertura eleitoral. “O governo cancelou a credencial dos jornalistas estrangeiros. O trânsito é mínimo. Por medo de mais distúrbios e das milícias pró-Ahmadinejad que circulam armadas em motos pela cidade, lojas e empresas fecham mais cedo”, afirma. Segundo o correspondente, que viajou a Dubai (Emirados Árabes Unidos), nas ruas da capital iraniana já se teme um golpe. “Isto é o início de um golpe de Estado, tem militar por todo lado, querem vocês jornalistas fora daqui”, diz o funcionário de um hotel usado pelos repórteres. “Quando não tiver mais ninguém de fora para ver, o que será de nós?”.

Tecnologia de oposição

Moradores locais, munidos de celulares e câmeras digitais, se tornaram as grandes fontes para noticiar os protestos no país, já que a imprensa internacional não pode mais estar presente. A internet e o telefone foram bloqueados em várias partes.

O governo do Irã tem tentado impedir que a imprensa registre os protestos realizados contra a eleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad. Apoiadores de candidatos da oposição, como ex-primeiro-ministro Mir Hossein Mousavi, têm saído as ruas para criticar a suposta fraude na eleição. Confrontos já deixaram sete mortos.

O novo protesto, marcado para esta quinta-feira, visa manter a pressão no governo pela anulação da votação, que deu a reeleição a Ahmadinejad com cerca de 63% dos votos contra 34% de Mousavi. O opositor convocou ainda a um dia de luto pelos mortos.

O Conselho de Guardiães, órgão de 12 integrantes que é o pilar da teocracia iraniana, rejeitou nesta anular o pleito e aceitou fazer uma recontagem parcial dos votos, válida somente para as urnas cuja integridade foi questionada. Mousavi rejeitou a proposta como insuficiente.

– Imagens Arranhadas Publicamente

Excesso e falta de sinceridade que mancham uma imagem de respeitabilidade. Duas personagens publicamente conhecidas e distintas nos dão esses exemplos: o premier italiano Silvio Berlusconi e o jogador de futebol Carlos Alberto.

O político italiano, recentemente, teve fotos dele divulgadas em jornais onde estava em verdadeiras orgias, com jovens seminuas e até mesmo outras pessoas peladas. Há dias, sua mulher já houvera pedido o divórcio e Berlusconi, às vésperas de eleição na Itália, disse que aquilo tudo “não era nada de mais”. Ao ver as fotos, a quantidade, a “mostra de suas virtudes” e a beleza dessas garotas, nitidamente se vê que não é bem assim…

Já o boleiro Carlos Alberto, numa interessante entrevista à última edição de Placar (que aliás trás uma importante matéria sobre critérios de arbitragem, a ser postada em breve nesse espaço), relatou as dificuldades que teve nos diversos clubes que já jogou: Fluminense, Seleção Brasileira, Porto, Corinthians, Werder Bremem, São Paulo, Botafogo, Fuminense de novo e agora Vasco. Nestes, teve contusões, síndrome do Pânico, hipertireoidismo, insônia e até encosto espiritual! Na matéria, sinceramente diz que já trocou cusparada e socos com Teves, ficou pelado xingando o treinador Leão no vestiário, socou um alemão no Werder, desmaiou por coma alcoólico em treino e tudo mais. Detalhe: apenas 24 anos…

Dois exemplos de que uma imagem pode ser manchada facilmente, e que o profissionalismo e seriedade hão de ser uma meta a ser conquista com árdua mudança comportamental.

– A Chantagem Norte-Coreana

É impressionante o poderio de chantagem da Coréia do Norte frente a Comunidade Internacional. Analistas são unânimes em dizer que os mísseis lançados no Mar do Japão nos últimos dias, e a demonstração de que a nação norte-coreana possui arsenal atômico, são apenas manifestações de pressão para que se diminua o boicote econômico em futuras negociações.

O certo é que seus vizinhos, Coréia do Sul e Japão, estão bastante apreensivos quanto a possíveis ataques, mesmo sabedores que que estes não ocorrerão.

Muito triste ver que o diálogo surge apenas pelo uso das armas e dentes à mostra…

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u574117.shtml

Pyongyang prepara lançamento de míssil intercontinental, diz Yonhap

Movimentos detectados em instalações militares levam a crer que a Coreia do Norte está preparando o lançamento de um míssil intercontinental, dizem fontes anônimas citadas hoje pela agência sul-coreana Yonhap.

A notícia também foi repercutida nesta sexta por um jornal sul-coreano e por alguns funcionários do Pentágono norte-americano, que, sob condição de anonimato, informaram que os satélites do país captaram movimentação em um dos locais usados pela Coreia do Norte para lançar mísseis de longo alcance, o que pode indicar a iminência de um novo lançamento.

As fontes da Yonhap asseguram que a Coreia do Sul dispõe de imagens de satélite de um trem de carga que transporta algo que poderia ser um míssil de longo alcance nas cercanias de Pyongyang.

Segundo a Yonhap, a preparação para o lançamento levaria uns dois meses, mas o especialista assinalou que o processo poderia ser finalizado em duas semanas, e o lançamento poderia ocorrer em meados de junho.

Também outras fontes de defesa consultadas pela agência de notícias revelaram que foram detectados movimentos em uma fábrica de armamentos norte-coreana utilizada para a fabricação de mísseis.

Tanto a Coreia do Sul quanto os Estados Unidos acreditam que o regime comunista de Pyongyang estaria preparando o lançamento de um míssil intercontinental do tipo Taepodong, teoricamente capaz de alcançar o Alasca ou o Havaí.

O lançamento de um míssil de longo alcance se somaria aos outros mais recentes de projéteis de curto alcance, lançados da costa leste norte-coreana e criticados por toda a comunidade internacional.

Nesta sexta-feira, em um discurso em Cingapura, na conferência anual sobre a segurança regional, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, declarou que os Estados Unidos “não aceitarão uma Coreia do Norte equipada com armas nucleares”.

“A política dos Estados Unidos não mudou. Nosso objetivo é a desnuclearização completa e inquestionável da península coreana, e nós não vamos aceitar que a Coreia do Norte seja um Estado nuclearizado”, afirmou.

Ele disse que a transferência de armas ou materiais nucleares da Coreia do Norte para outros Estados ou grupos não estatais “seria considerada uma grave ameaça para os Estados Unidos e seus aliados”.

Conselho de Segurança

É por infringir os termos das sanções impostas em 2006 que a Coreia do Norte será alvo de uma nova resolução, por parte do Conselho de Segurança da ONU. Os membros da entidade discutem atualmente quais sanções adotar contra a Coreia do Norte de modo a não agravar o isolamento daquele país e congelar as negociações pela desnuclearização.

Pyongyang afirma que os cinco representantes permanentes do Conselho de Segurança –Estados Unidos, Rússia, França, China e Reino Unido– são “hipócritas”, pois realizaram “99,99% de todos os testes nucleares”. “O teste conduzido por nossa nação desta vez é o número 2.054 da Terra”, afirmou o Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte.

Embaixadores dos cinco membros permanentes e dos dois países mais afetados, Japão e Coreia do Sul, reuniram sugestões a serem debatidas em reuniões. Um diplomata afirmou nesta quinta-feira (28) que a lista inclui um embargo ainda maior sobre armas e restrições para as operações financeiras e bancárias do regime comunista.

– Uma Barrigada quanto ao Terrorista da AlQaeda no Brasil

Hoje cedo a Folha de São Paulo trouxe uma matéria sobre um possível terrorista da Al Qaeda preso no Brasil.

Felizmente, alarme falso.

O homem ficou preso por 21 dias, e era engano! Veja as explicações abaixo:

Extraído de: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1168637-5602,00-MINISTERIO+PUBLICO+DIZ+QUE+PRESO+EM+SAO+PAULO+NAO+ERA+INTEGRANTE+DA+ALQAEDA.html

MINISTÉRIO PÚBLICO DIZ QUE PRESO EM SP NÃO ERA DA ALQUAEDA

O Ministério Público Federal (MPF) afirmou, através de uma nota nessa terça-feira (26), que o homem que ficou preso por 21 dias pela Polícia Federal não é um integrante da al-Qaeda, um dos principais grupos terroristas do mundo.Nessa terça-feira, o jornal “Folha de S.Paulo” publicou que um “integrande da alta hierarquia da al-Qaeda” fora detido em São Paulo pela Polícia Federal (PF). “Não consta, porém, que desenvolvesse alguma atividade relacionada a ações de terror no Brasil”, completa o texto assinado pelo colunista Janio de Freitas.

“A Polícia Federal recebeu informações do FBI (polícia federal americana) sobre a existência de um fórum fechado da internet, publicado em língua árabe, com mensagens discriminatórias e anti-americanas. A PF tinha a informação de que parte dos conteúdos eram postados a partir do Brasil”, diz a nota assinada pela procuradora da República, Ana Letícia Absy.

Sob autorização, a PF quebrou o sigilo do computador do homem, que não teve a identidade revelada, e de que ele era responsável pelo fórum. Ainda segundo o MPF. “entende como deplorável o material publicado pelos integrantes do fórum.”

 

“A investigação apontou que o fórum era organizado e possuía estatuto e que nada era publicado sem autorização do homem preso, entretanto não há indício de que esse grupo integre ou tenha praticado qualquer ato de uma organização terrorista. Não foram apreendidas armas, documentos secretos, planos, etc”, completa a nota.Além de não encontrar uma prova que ligasse o homem à al-Qaeda, o suspeito possui situação regular no país, segundo a justiça de São Paulo.

Confira a íntegra da nota do MPF:

“MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROCURADORIA DA REPÚBLICA NO ESTADO DE S. PAULO

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

NOTA À IMPRENSA

26/05/09 – Investigação não comprovou que preso em SP é membro da Al Qaeda

Sobre a coluna de Jânio de Freitas, intitulada, “Al Qaeda no Brasil”, publicada hoje pela Folha de S. Paulo, o Ministério Público Federal em São Paulo esclarece que:

1) A Polícia Federal recebeu informações do FBI sobre a existência
de um fórum fechado da internet, publicado em língua árabe, com mensagens discriminatórias e anti-americanas. A PF tinha a informação de que parte dos conteúdos eram postados a partir do Brasil;
2) Após a quebra de sigilo telemático, foi confirmado que um
cidadão de origem árabe, residente no Brasil, era o moderador do fórum e que este poderia estar ligado a algum grupo terrorista;
3) Uma vez quebrado o endereço de IP do investigado, foi autorizada
a quebra de sigilo telemático, para interceptação das mensagens;
4) Após novas manifestações policiais, com a concordância do
Ministério Público Federal, foi decretada a prisão preventiva do investigado e a busca e apreensão dos computadores usados por ele;
5) A Polícia Federal, entretanto, até o momento, não apresentou
nenhum laudo que comprove a existência de conteúdo criptografado no computador do investigado e não foi comprovado que o homem preso em São Paulo, é membro de qualquer organização terrorista;
6) Foi juntado aos autos ofício do Federal Bureau of Investigation
(FBI, a Polícia Federal americana), no qual o FBI apenas pediu para receber informações sobre o caso para fins de inteligência;
7) A 4ª Vara Federal Criminal de São Paulo, decidiu que a prisão do
cidadão de origem árabe, após 21 dias, já não atendia mais os pressupostos legais para uma prisão preventiva. Foi consignado que o investigado vive em situação regular no país, com comércio e residência fixos em São Paulo, não possuindo pendência imigratória;
8) A investigação apontou que o fórum era organizado e possuía
estatuto e que nada era publicado sem autorização do homem preso, entretanto não há indício de que esse grupo integre ou tenha praticado qualquer ato de uma organização terrorista. Não foram apreendidas armas, documentos secretos, planos, etc;
9) O MPF entende como deplorável o material publicado pelos
integrantes do fórum e, por meio do Grupo de Combate a Crimes Cibernéticos, atua há anos contra crimes contra os Direitos Humanos na internet, como os crimes de ódio. Tais mensagens de incitação à violência, ódio a americanos e intolerância religiosa, continuam sob análise do Ministério Público Federal, de forma serena, em busca da verdade real dos fatos e da correta aplicação dos pressupostos de um Estado Democrático de Direito.

São Paulo, 26 de maio de 2009

ANA LETÍCIA ABSY Procuradora da República”

– Al-Qaeda a Paisana no Brasil?

A Folha publicou hoje cedo, e o IG reproduziu. Parece história de cinema!

Extraído de: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/05/26/sinopse+de+imprensa+integrante+da+al+qaeda+esta+preso+no+brasil+6342950.html

SÃO PAULO – Está preso no Brasil, sob sigilo rigoroso, um integrante da alta hierarquia da Al- Qaeda. A prisão foi feita pela Polícia Federal em São Paulo, onde o terrorista estava fixado e em operações de âmbito internacional. As informações são do jornal “Folha de S. Paulo” desta terça-feira.

Segundo a publicação, não consta, porém, que desenvolvesse alguma atividade relacionada a ações de terror no Brasil.
Ainda de acordo com o jornal, há cinco dias, o FBI prendeu por antecipação os incumbidos de vários atentados iminentes nos Estados Unidos, inclusive em Nova York.

A cautela para preservação do sigilo fez a Polícia Federal atribuir a prisão, até mesmo para efeito interno, a investigações sobre células de neonazistas. Segundo a “Folha”, só o governo dos Estados Unidos tem informações do ocorrido em São Paulo, mesmo porque o FBI e o grupo americano antiterrorismo têm agentes no Brasil em ação conjunta com a Polícia Federal.

O jornal destaca ainda que a escolha de São Paulo pela Al-Qaeda parece decorrer, ao menos em parte, da conjunção de “neutralidade simpática” do governo brasileiro ante os países islâmicos e de inexistir, aqui, obsessão (e motivos para tê-la) antiterrorista.

 OPS: complemento do post, atualizado às 22:30h:

O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL ACABA DE DECLARAR QUE O HOMEM PRESO, DETIDO HÁ 21 DIAS, NÃO É TERRORISTA ! DETALHES NO POST: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2009/05/26/uma-barrigada-quanto-ao-terrorista-da-alqaeda-no-brasil/

 

– BNDES: Dinheiro para a Venezuela à Vontade!

Peça dinheiro ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) para ajudar a capitalizar sua empresa, ou ainda para financiar o crescimento… Haverá inúmeros processos burocráticos e nunca há verba disponível.

Entretanto, fico horrorizado em saber que eles estão emprestando dinheiro ao hermano Cháves. Quer dizer que para os brasileiros, não há dinheiro. Mas para os venezuelanos…

Como é bom ser amigo do nosso mestre-guia Lula.  O Banco de Desenvolvimento Brasileiro socorre a Venezuela, ao invés de socorrer o Brasil. Pasmem: já há mais de 4 bi em empréstimos realizados!

Extraído de: http://br.noticias.yahoo.com/s/22052009/25/economia-chavez-pede-apoio-bndes-projetos.html

Chávez pede apoio do BNDES para projetos na Venezuela

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pediu ao presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, apoio financeiro a projetos que estejam sendo tocados ou que venham a ser desenvolvidos por empresas brasileiras naquele país. A iniciativa de Chávez ocorreu durante encontro com Coutinho na quinta-feira, em Caracas, e expõe as dificuldades financeiras pelas quais a economia venezuelana atravessa, impactada, principalmente, pela forte queda no preço do petróleo.

Entre os projetos que podem ser desenvolvidos por empresas brasileiras está a construção da linha 5 do metrô de Caracas. As obras das linhas 3 e 4 já haviam sido tocadas pela brasileira Odebrecht. O governo venezuelano também espera a participação de grupos nacionais em obras de infraestrutura e parques industriais.

O BNDES tem longo histórico de apoio a empresas brasileiras em projetos fora do País, em especial na América do Sul. Somente a Venezuela já recebeu, desde 1997, cerca de US$ 500 milhões de desembolso do banco, sendo US$ 295 milhões somente para as obras do metrô e para a construção da hidrelétrica de La Vueltosa. Entre projetos em perspectiva, em análise e já aprovados, o país de Hugo Chávez tem carteira de US$ 4 bilhões junto ao banco de fomento estatal brasileiro.

– Brasileiros Sobrando na Copa da Uefa

Estou postando essa mensagem exatamente no intervalo da partida final da última edição da Taça da UEFA (no ano que vem, teremos a Taça Europa), envolvendo as equipes do Shaktar Donetsk (Ucrânia) X Werder Bremem (Alemanha).

A equipe do Leste Europeu é de um magnata do setor de siderurgia da Ucrânia. Inaugurará, dentro em breve, o estádio mais suntuoso daquela localidade. É conhecido pelas extravagâncias financeiras, e adora o futebol brasileiro. Tanto que há mais brazucas no time do que jogadores locais!

A partida está 1×1, e há 6 brasileiros em campo. Pelo Shaktar: Fernandinho (ex-Atlético Paranaense), Jadson (idem), Willian (ex-Corinthians), Luis Adriano (ex-Internacional/RS) e Ilsinho (ex-Palmeiras e SPFC). Pelo Bremem, Naldo (ex-Juventude). Diego (ex-Santos), que seria o sétimo brasileiro, está suspenso.

Curiosidades:

– o número de brasileiros em campo é maior do que o de alemães e de ucranianos;

– a final é em Istambul (Turquia), e o presidente Lula, que está em visita àquele país, está no estádio, ao lado do premier turco, do representante alemão e do ucraniano.

– o ingresso mais barato custou 200 euro.

– A Decadência do Grau de Civilidade, por Cláudio Lembo, citando o “Filósofo Ronaldo Fenômeno”

Para este post, não é preciso comentário. Apenas leia:

(foi escrito pelo ex-governador Cláudio Lembo, especial para o Terra Magazine):

Extraído de: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3770320-EI8421,00-Gol+de+placa.html

GOL DE PLACA

por Cláudio Lembo

(a respeito da cidadadia – por quê a opinião de um boleiro repercute mais do que a de um educador?)

Vai mal. Muitos já perceberam a decadência de nosso grau de civilidade. Falam. Pregam no deserto. Ninguém quer escutar. É bom viver o dia que passa. O futuro a Deus pertence. É o pensamento hegemônico.

Caíram por terra os nossos mais sadios traços de convivência. Ninguém respeita ninguém. Os professores são desconsiderados em salas de aulas. Os pais não se relacionam com seus filhos.

Uma confusão geral. Esta se desdobra em todos os setores da sociedade. Nas relações de trabalho, os conflitos são comuns. No interior das religiões, atos impensáveis. Nada de bom exemplo.

Uma onda de deboche. Uma malícia disseminada em todas as conversas. Avança para a política. Todos se “lixam” de todos. As relações sociais se deturpam. As condutas ferem o sentimento médio acumulado por séculos.

A que se deve tão ampla onda de rompimento da convivência entre as pessoas? As causas podem ser muitas. A urbanização desenfreada que trouxe, para um único local, culturas diversas.

Ou então os meios de comunicação eletrônica que lançaram uma avalanche de costumes desconhecidos de amplos setores da sociedade. Os hábitos de determinados setores urbanos transferiram-se para todo o país.

Deu no que deu. Ninguém respeita ninguém. Uma entropia invade todos os segmentos da sociedade. Há campanhas publicitárias sobre tudo. Não há campanhas informativas sobre como proceder.

Inexiste preocupação sobre aspectos mínimos da razoável forma de se conduzir por parte das pessoas. Elas não são incentivadas a praticarem formas civis de convívio.

Tudo se tornou uma luta de todos contra todos. A agressividade invadiu o contexto social. Viver em sociedade, apesar do ensinamento em contrário, dos antigos filósofos, tornou-se oneroso.

Daí a fuga para um individualismo perverso. A retirada para o interior das moradias. O não conhecer o vizinho. A ausência da boa troca de idéias. Tudo recuou para o individual.

Quando se busca o convívio surge, comumente, o desafio do diálogo pobre. Entrecortado por frases desconexas e tratamento desprimoroso. Perdeu-se o traço singular do ser humano: a capacidade de convívio.

Isto acontece em todas as sociedades. Atingiu grau superior por aqui. Deformaram-se nos costumes. O melhor da brasilidade perdeu-se na mediocridade.

Nada foge a esta realidade. Da universidade à várzea, proliferam as formas incivilizadas de agir. As escolas são depredadas pelos alunos. Os templos violados. As cidades agredidas pelo mau uso.

Perderam-se os núcleos básicos de aprendizado da boa educação. As crianças e os jovens estão soltos. Já não contam com os pais para ensinar as regras mínimas de conduta. Estão ao Deus dará.

Este amargor alcança muitas pessoas, particularmente os que tiveram a felicidade de viver outros tempos. Não se trata de pessimismo ou saudosismo.

É mais. Trata-se de simples constatação de uma realidade envolvente. Ela surgiu com mais vigor nesta semana. O jornal Folha de São Paulo sabatinou Ronaldo, o jogador do momento.

Quando um educador fala, ninguém dá importância no atual contexto. É mais um chato a oferecer opiniões desagradáveis. Um pernóstico recheado de doutrinas e preconceitos.

Agora, quem pôs o dedo na ferida foi ele, Ronaldo, a figura mais exposta pelos meios de comunicação nos últimos tempos. Foi duro. Salutar, porém. Ronaldo foi enfático, mais do que enfático, marcou um gol à distância.

Ao ser indagado como e onde educará seu filho, respondeu o jogador do momento, na Europa. As crianças brasileiras são maliciosas. Possuem palavreado de adolescentes. Proferem palavrões.

E ao ser provocado por grito da platéia, Ronaldo foi além. Afirmou ser seu filho brasileiro, mas que prefere que ele conte com amiguinhos europeus, sem malandragem dos amiguinhos brasileiros.

Concluiu o fenômeno: “A gente quer sempre o melhor pros filhos, e eu, podendo escolher, prefiro que ele tenha educação européia”. Acertou na ferida. Não deixou saídas.

Lamentável. Lição, porém, legítima porque retrata a realidade social de degenerência dos costumes. É bom tomar atenção, se ainda houver tempo. Um pouco de boa educação não faz mal a ninguém.

É Ronaldo quem diz. Não um pedagogo qualquer.

– Violência Doméstica Deixada de Lado pelos Usos e Costumes

Na última segunda-feira, tivemos a oportunidade de trabalhar com os discentes a respeito do tema: “Negócios Internacionais”. Nessa aula, tratamos da preocupação da adaptação das grandes empresas aos costumes locais.

Entretanto, há alguns costumes que se tornam extravagantes a nós. Lendo essa nota, admirei-me do inusitado: em um Congresso contra a Violência Doméstica na Árabia Saudita (um dos pólos de negociação mais “explosivos” do mundo, um juiz local defende a agressão às mulheres, a fim de que elas “gastem menos”!

Cultura machista é uma coisa; agressão, já é exagero…

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3758091-EI308,00-Juiz+saudita+defende+agressao+a+mulheres+que+gastam+muito.html

Juiz saudita defende agressão a mulheres que gastam muito

Um juiz saudita provocou comoção ao afirmar que os homens têm o direito de agredir suas mulheres se elas gastarem demais. A afirmação foi feita recentemente durante um congresso sobre violência doméstica, na Arábia Saudita, informa a rede de TV americana CNN.

Para o juiz Hamad al-Razine, se as mulheres gastam a maior parte do dinheiro em roupas, os maridos têm o direito de agredi-las com “uma bofetada”. As mulheres presentes no evento protestaram imediatamente.

Al-Razine disse que pretendia esclarecer que o aumento da violência doméstica não é responsabilidade apenas dos homens. Segundo o juiz, as mulheres contribuem para a violência “com seu insolente comportamento”, mas nada se diz a respeito disso.

A violência doméstica foi tratada como tabu no país durante muito tempo, mas, ultimamente, o tema tem recebido mais atenção.

– Chuteiras que valem Ouro… mas para quem?

Nesta última semana, a Revista Veja trouxe uma interessante matéria sobre “jogadores tipo exportação”. Nela, se fala muito sobre como o jovem atleta é preparado para ser vendido ao exterior, e mostra que tal investimento pode dar até 2300% de retorno.

Entretanto, em muitos momentos, a reportagem faz uma apologia a esses investidores. Mas, aparentemente, o que pode parecer bom, nem sempre é. Abaixo há a matéria completa, mas convido à seguinte reflexão:

– Os grandes clubes de futebol estão reféns das exportações dos atletas. Isso faz com que os jovens talentos saiam logo. A busca de títulos se tornou secundária devido ao primeiro objetivo: sanear dívidas.

– Os jovens atletas estão nas mãos dos empresários. Hoje, não é mais o “clube dono do atleta”, mas, numa burra lógica, o “empresário patrão do jogador”. Não deveria ser esse agente o empregado dos talentosos atletas?

– Essa exportação dá a oportunidade de jovens carentes realizarem a independência financeira e ajudar suas famílias. Ótimo. Mas… se o “filé” das transações ( o dinheiro grosso da negociação ) ficar com o jogador, tudo bem. Se o clube formador se beneficiar, ok. Mas infelizmente os empresários inescrupulosos ficam com a maior parte.

– Insisto num termo: há um neocolonialismo europeu sobre nossos talentos. Temos que buscar a sustentabilidade esportivo/futebolística, não a dependência desses recursos financeiros externos.

A seguir, extraído de: http://veja.abril.com.br/130509/p_076.shtml

 

Chuteiras que valem ouro

O futebol é um negócio rentável não apenas para
os clubes e jogadores. Empresários e investidores
estão ganhando muito dinheiro com a venda de atletas

Em dezembro de 1962, o escritor e cronista Nelson Rodrigues, o primeiro a traduzir o lirismo do futebol brasileiro, escreveu o seguinte sobre a proposta do Juventus, clube da cidade italiana de Turim, para comprar o craque Amarildo, que brilhara na Copa do Chile, vencida meses antes pela seleção nacional:

Amigos, o Juventus da Itália reiterou o lance nababesco: 250 milhões (de cruzeiros) por Amarildo. Para um futebol pobre como o nosso e, repito, para um futebol barnabé, a oferta soa como um escândalo: 250 milhões! Aí está uma quantia que muitos só farejam ou apalpam nalgum delírio furioso. Há reis, impérios, cidades, nações que não valem tanto. E esse dinheiro todo por um rapaz, ali, de Vila Isabel, que faz a barba num salão do Boulevard e que apanha o lotação no Ponto de 100 réis.

Nelson Rodrigues se estende, na crônica publicada na revista Manchete, sobre a negativa do Botafogo de vender Amarildo – “Tratou os 250 milhões com o nojo de quem afasta com o lado do pé uma barata seca” – e a penúria dos nossos times, “que boiam num lago de dívidas como vitórias-régias”. Era um baita dinheiro – dezesseis vezes o maior prêmio pago pela Loteria Federal no mesmo ano. Quase 47 anos depois, os clubes nacionais continuam paupérrimos, mas, associados a investidores, já não se recusam a vender – nem por um minuto – suas estrelas por quantias nababescas. Muito pelo contrário. O futebol brasileiro tornou-se o grande celeiro que abastece os gramados da Europa e da Ásia. Só nos clubes europeus, há 551 atletas nacionais, o suficiente para formar trinta equipes completas, com sete reservas cada uma. Se um jogador de futebol brasileiro pudesse ser negociado na Bolsa Mercantil de Chicago, seria um investimento dos mais concorridos: a “mercadoria” está rendendo mais que o ouro. A venda de atletas para o exterior vem crescendo há três anos consecutivos e, em 2008, totalizou 1 176 transferências – 46% a mais do que em 2005. Só a transferência de Breno, ex-zagueiro do São Paulo, para o Bayern de Munique rendeu ao grupo investidor um lucro de 2 300% em menos de cinco meses.

Na corrida aos craques nacionais, a pressa de chegar antes do concorrente vem fazendo com que a idade dos contratados caia na mesma proporção com que dispara a cotação dos atletas no mercado: os gêmeos Rafael e Fabio da Silva, ex-Fluminense, foram comprados aos 15 anos pelo Manchester United, da Inglaterra. Philippe Coutinho, de 16 anos, joga no Vasco, mas já pertence ao Internazionale de Milão (que só poderá levá-lo quando ele completar 18 anos). Há ainda o incrível caso de Caio Werneck, “craque-bebê” brasileiro de apenas 10 anos e já selecionado pelo Roma. “Jogador de futebol virou commodity e o Brasil, seu maior exportador”, diz o italiano Raffaele Poli, pesquisador do Centro Internacional de Estudos do Esporte, na Suíça.

 
Um negócio só é bom mesmo quando é bom para os dois lados. Por tal critério, esse de selecionar, treinar e vender para o exterior jovens craques brasileiros é um excelente negócio. Para o jogador, a diferença entre os salários pagos por um clube brasileiro e por um time europeu de porte equivalente quase sempre é de um dígito, ou perto disso. Um atacante de um time médio, de primeira divisão, que ganhe 15 000 reais por mês no Brasil facilmente conseguirá emplacar um salário equivalente a 100 000 reais em um time de igual tamanho na Itália. Diante disso, os pobres clubes nacionais, as vitórias-régias de Nelson Rodrigues, fazem malabarismos para tentar segurar um pouco seus craques – pelo menos até o momento de conseguir vendê-los ao melhor preço. Os dirigentes do Santos, por exemplo, além de pagar salários expressivos a suas estrelas mirins – o promissor Jean Chera, de 14 anos, ganha 18 000 reais mensais, incluindo patrocínios –, esmeram-se em agradar àqueles a quem cabe a palavra final diante de um convite vindo do exterior: os pais dos meninos. Telefonemas simpáticos de integrantes da diretoria e visitas ocasionais para um cafezinho são as formas mais comuns de, digamos, “fidelizar” a família do pequeno jogador. A família do craque Neymar, de 17 anos, é íntima da diretoria do clube. O potencial de valorização do passe de Neymar atrai investidores como abelhas ao mel. Certamente, para a tristeza das arquibancadas da Vila Belmiro mas para a alegria do jogador, da sua família, da diretoria do clube e dos investidores, Neymar logo será vendido por uma fortuna. Quanto? Bem, o grupo Sonda comprou 40% do valor de uma venda futura quando o atleta ainda nem tinha entrado em campo pela primeira vez por 6,5 milhões de reais. Hoje, a multa rescisória do contrato dele com o Santos é de 90,5 milhões.

O sonho de fama e fortuna de milhares de jovens candidatos a craque materializa-se nas peneiras – testes que os grandes clubes fazem para identificar novos talentos. As peneiras são de trama apertada. As organizadas pelo Flamengo fora do Rio de Janeiro atraem 800 meninos a cada vez. Desses, apenas quatro são selecionados para um período de testes. No Santos, segundo Guto Assumpção, diretor de futebol de base do clube, de cada 100 garotos que entram nas categorias de base, apenas dez acabam vestindo a camisa profissionalmente. Outros cinquenta poderão até se tornar profissionais, mas em equipes de segundo ou terceiro escalões. Só três de cada cinquenta jogadores convocados para uma seleção de base chegam a vestir a camisa canarinho da seleção principal.

Se a peneira é apertada, as recompensas são também desproporcionalmente milionárias para quem chega lá. Por essa razão, o garimpo de novos talentos tem se revelado um ótimo negócio. Atraídos pelo baixo custo e pelo potencial de lucro fantástico, investidores dos mais variados setores têm feito suas apostas. É o caso do grupo de supermercados Sonda e da empresa EMS Sigma Pharma. Juntos, eles detêm direitos sobre futuras vendas de mais de uma centena de jogadores. Esse modelo de negócio surgiu quando o passe (título de propriedade de um jogador que, na maioria das vezes, pertencia ao seu clube) foi abolido pela Lei Pelé, em 2001. A partir daí, os times, eternamente endividados, começaram a vender aos interessados porcentuais do valor da venda futura de seus atletas, numa operação similar à divisão de capital entre os acionistas de uma empresa – com a diferença de que, nesse caso, o lucro só aparece quando o jogador é negociado. A Sigma Pharma, que detinha 42,5% dos direitos sobre a venda do ex-atacante do Cruzeiro Guilherme Gusmão, de 20 anos, embolsou em torno de 6 milhões de reais com a ida do atleta para o Dínamo de Kiev. O grupo Sonda tem participação na cota de venda de trinta jogadores profissionais, entre eles o argentino Andrés D’Alessandro, do Internacional, e de mais de setenta jogadores de base. “Nossa expectativa é duplicar o capital investido em até dois anos”, diz Thiago Ferro, um dos sócios do grupo. Para não falar de empresas dedicadas exclusivamente ao negócio esportivo – como a Traffic, que, além de ter um plantel de setenta jogadores, acaba de inaugurar uma verdadeira incubadora de talentos (veja o quadro).

 O assédio de clubes e investidores às chamadas “promessas do futebol” vem criando miniestrelas – jovens sem fama, mas já familiarizados com a pose de um David Beckham e a bajulação que cerca um Ronaldinho Gaúcho. Tome-se o caso de Luiz Henrique Muniz Batista, o Esquerdinha. Aos 16 anos, ele assinou com o Santos seu primeiro contrato como profissional. Dias depois, foi levado a um passeio na Oscar Freire, rua que abriga as lojas mais elegantes de São Paulo. Acompanhado por três empresários, o adolescente – de regata branca e chinelo de dedo – lotou sacolas de chuteiras, camisetas e bermudas de marcas caras. No momento em que a reportagem de VEJA o encontrou, Esquerdinha estava sendo levado para escolher seu próximo presente: um celular novo. O jogador contou que seus novos empresários reservaram um preparador físico para ajudá-lo a desenvolver a musculatura e contrataram um professor para lhe dar aulas de inglês. Como em Santos o idioma é português, está claro o objetivo final dos investidores.

Os brasileiros formam de longe o maior grupo de jogadores estrangeiros na Europa. Em geral, eles chegam lá por meio de uma negociação entre clubes. Mas podem também ser levados diretamente por um dos muitos olheiros que os times estrangeiros mantêm espalhados pelo Brasil. Essa rede de caça-talentos – em geral, constituída de ex-jogadores – acompanha desde os principais campeonatos regionais até as mais obscuras partidas de várzea. O inglês John Calvert-Toulmin, observador do Manchester United na América do Sul, assiste a cerca de cinquenta partidas por mês: “A minha função não é procurar o melhor jogador, mas o jogador que melhor se adapte às necessidades do meu clube”.

Ao contrário de barras de ouro, jogadores de futebol podem ter saudade de casa ou detestar o clima do novo país – isso quando não se metem em boates de reputação suspeita, com frequentadoras idem, ou dão chá de sumiço nos treinos para visitar os amigos no Brasil. VEJA acompanhou a rotina de três jogadores que estão vivendo na Europa: Willian Borges da Silva e Guilherme Gusmão, na Ucrânia, e Breno Borges, na Alemanha. Em comum, os três ganham pelo menos dez vezes mais do que recebiam no Brasil, mantêm-se sintonizados nos canais brasileiros de TV a cabo e mostram um notável desinteresse pela cultura local. O atacante Guilherme chegou à Ucrânia há três meses como a mais cara contratação do Dínamo de Kiev. Ele reclama do frio e do fato de que ninguém lá “parece fazer questão alguma” de entendê-lo, ainda que o atleta não fale outra língua. O ex-corintiano Willian, um dos seis brasileiros do Shakhtar, é um dos poucos a estudar um idioma, mas não com vistas à adaptação na Ucrânia. Ele está aprendendo inglês porque não pretende renovar o contrato com o clube de Donestk.

Com pouca idade e, em geral, baixa escolaridade, os jogadores brasileiros raramente tiram proveito pessoal da experiência de viver no exterior. Nesse sentido, ex-jogadores como Leonardo Nascimento de Araújo e Dunga são exceções. Ambos se beneficiaram com os anos passados na Europa. Dunga aprendeu italiano e alemão e se orgulha de ter podido visitar locais históricos fechados ao público (veja o depoimento). Leonardo diz que sempre teve curiosidade de conhecer outras culturas. “Procurei passar apenas dois anos em cada país e me esforcei para aprender a língua e conhecer o modo de vida de cada um deles”, diz. Na Itália, pouco antes de abandonar os campos, fez um curso de gestão esportiva. Hoje, aos 39 anos, é diretor técnico do Milan.

Leonardo deixou o Brasil para jogar na Espanha quando tinha 22 anos de idade. Dunga foi para a Itália pouco mais velho: aos 23. Coisas do século passado. Hoje, apesar de a Fifa proibir transferências internacionais de menores de 18 anos, uma série de subterfúgios permite que se drible a regra: uma das formas mais frequentes é a contratação fictícia do pai do atleta para um cargo em uma das empresas patrocinadoras do clube. Dessa maneira, a família se transfere para o exterior e o pai recebe o salário que seria do filho, mas que a lei impede que seja pago. A história do mineiro Caio Werneck, de apenas 10 anos, seria diferente também nesse aspecto. Em julho do ano passado, em Petrópolis, no Rio, o menino participou de um acampamento promovido pelo Roma. Assim como o Milan, o time da capital italiana realiza periodicamente esse tipo de evento com o objetivo oficial de “fortalecer a marca do clube” fora da Itália e a intenção inconfessada de detectar talentos precoces, também fora das fronteiras do seu país. Caio, segundo o técnico Ricardo Perlingiero, responsável pelas categorias de base do Roma, sobressaiu tanto nas partidas disputadas no acampamento que foi chamado para fazer um estágio de uma semana no clube romano. Lá, acabou sendo convidado a ficar. O fato de seu pai, Israel Werneck, ter conexões com o clube italiano ajudou.

A família se mudou para Roma e Caio passou a integrar a categoria de base do clube. “Ele tem um passe muito acima da média”, diz Perlingiero. O técnico, que é brasileiro, afirma que nem o menino nem sua família recebem nenhum tipo de remuneração. Israel Werneck revela que colocou o filho numa escola de futebol assim que ele completou 5 anos. Caio é um caso especial. Mas já se contam nos dedos das duas mãos os jogadores brasileiros que brilham no futebol no exterior e às vezes chegam à seleção canarinho sem nunca ter brilhado com a camisa profissional de um clube brasileiro. Ah, sim, quanto a Amarildo, o da crônica de Nelson Rodrigues, ele foi vendido para o Milan e jogou muitos anos na Itália antes de voltar ao Brasil para encerrar a carreira no Vasco.

1-“Não renovo por valor nenhum” – “Eu nunca quis jogar na Ucrânia. Vim para cá em 2007 porque insistiram muito. O presidente do clube fez de tudo para me convencer: cheguei da Alemanha no jatinho particular dele – até a torneira do banheiro era banhada a ouro. Fiquei impressionado com a proposta que me fizeram e assinei na hora. Ganho por volta de 200 000 dólares por mês. Com o passar do tempo, comecei a ficar infeliz. Jogando na Ucrânia não tenho visibilidade. Não quero ser um milionário desconhecido no resto do mundo. Depois, os treinos parecem de atletismo. Nos fins de semana, fico em casa, entediado. No inverno chega a fazer 25 graus negativos! Mas o que mais odeio aqui é a polícia, que sempre me para. Como eles sabem que sou jogador, fazem isso para tentar me tomar dinheiro. O Shakhtar pode me dar um caminhão de dólares, mas eu não renovo por valor nenhum.”

Willian Borges da Silva, 20 anos, jogador do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia

 

2- Tradução até na hora do parto – “Tudo é muito diferente na Alemanha: o povo e o clima são mais frios, os vizinhos cuidam mais da sua vida e nos treinamentos não tem ‘rachões’ (partidas disputadas entre reservas e titulares). No começo, senti dificuldade para me adaptar, mas tive a ajuda dos meus empresários, que moraram comigo durante quase cinco meses. Eles fizeram de tudo. Até colaram etiquetas na máquina de secar com as palavras em português, já que não falo inglês e não entendia nada de alemão. Também arrumamos uma ajudante ótima. Ela chegou a fazer a tradução do parto do Pietro, meu filho, já que minha mulher não entendia nada do que o médico falava. Hoje estou totalmente adaptado e, apesar de ter estudado apenas um mês, consigo até entender o alemão. A vizinhança é o que mais me atormenta aqui. Eles vasculham nosso lixo para ver se estamos fazendo corretamente a separação e já até ameaçaram chamar a polícia porque acharam que estávamos maltratando os cachorros por deixá-los na garagem no inverno. No geral, sou feliz aqui, mas queria poder jogar mais do que estou jogando. No tempo livre, geralmente fico em casa assistindo a partidas de futebol. Quando saio em Munique, costumo ir ao shopping, ao centro ou a lojas e restaurantes legais. Não me interesso por museus. Quando estou em São Paulo, não sou tão caseiro assim. No Brasil tem muito mais coisa para fazer.”

Breno Vinicius Borges, 19 anos, jogador do Bayern de Munique, da Alemanha, desde janeiro de 2008

 

3- Na Itália, como um italiano –  “Meu pai foi jogador de futebol e vendedor de bilhetes de loteria. Não tive berço de ouro. Quando fui jogar no Pisa, em 1987, não falava língua nenhuma. Se via alguma coisa e não sabia o nome, pedia para os colegas escreverem num papel. Um jogador estrangeiro não pode ser um corpo estranho na equipe. Quem vai para fora tem de se desvencilhar do Brasil, e não ficar procurando o Brasil lá fora.É por isso que, quando morei na Itália, tentei viver como um italiano, na Alemanha como um alemão, e no Japão como um japonês. Em Florença, por exemplo, ia sempre aos mercados tradicionais e a museus. Cheguei a entrar em lugares históricos reservados apenas para secretários de governo. No Japão, visitei vários templos budistas. Na Alemanha, tinha aulas com uma professora que me levava a festas típicas. Além disso, em todos os países, fiz amizade com famílias que me mostraram o modo de vida local. Isso foi bom não só pelo aspecto cultural. De certa forma, essas experiências me deixaram com a cabeça mais aberta e me ajudam a lidar com os jogadores como treinador.”

Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga, 45 anos, treinador da seleção brasileira 

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O misterioso dono da bola

Um dos homens mais ricos da Ucrânia, o deputado e empresário Rinat Akhmetov, de 42 anos, tem uma fortuna estimada em 1,8 bilhão de dólares e duas paixões: é louco por futebol e fanático pelo estilo brasileiro de jogar. Nos últimos quatro anos, importou nove atletas do Brasil para atuar no seu time, o Shakhtar Donetsk, um dos mais populares da Ucrânia. Além de dono do clube, Akhmetov é seu presidente. Foi o bilionário quem o elevou à categoria dos grandes de seu país. Ele sucedeu no cargo a Akhat Bragin, assassinado num misterioso atentado no estádio do Shakhtar, em 1995. Bragin era acusado de ser um dos chefes da máfia ucraniana.

O passado de Akhmetov também é um tanto obscuro. Segundo seus funcionários, ele “ganhou muito dinheiro jogando pôquer” nos anos que precederam o colapso da União Soviética. Já o jornalista Serhiy Kuzin, autor do livro Donetsk Mafia, afirma que o bilionário teria trabalhado como capanga da organização mafiosa, a mando da qual executara várias pessoas. Akhmetov só se desloca acompanhado de pelo menos cinco seguranças, em um comboio de três Mercedes-Benz S550 pretos e blindados. Quando seu time vence, costuma dar prodigiosas demonstrações de generosidade – distribui até 200 000 dólares para cada jogador.

Dono de um conglomerado de setenta empresas dos ramos de metalurgia, extração mineral e telecomunicações, ele mora em uma casa que ocupa praticamente três quarteirões, quase na divisa de Donetsk com Makeevka. Só na cozinha da mansão trabalham onze empregados, sem contar os treze garçons que se revezam para servir o empresário e sua família – a mulher e os dois filhos raramente são vistos em público. Vaidoso, Akhmetov tem personal stylist e maquiador.

Até o fim deste ano, ele deverá concluir mais um grande investimento: vai inaugurar um portentoso estádio em Donetsk, o Donbass Arena, orçado em 450 milhões de dólares (apenas 50 milhões de dólares mais barato que o Ninho de Pássaro, o célebre estádio que a China construiu para sediar a Olimpíada do ano passado). Não se trata do único investimento previsto para 2009: rumores na cidade dão conta de que a contratação de mais um brasileiro, o atacante Ciro Ferreira e Silva, do Sport Recife, é só uma questão de tempo.

– Discriminação ou Precaução

Os mexicanos estão fulos com alguns setores da sociedade em relação à gripe suína.

Dirigentes do Chivas Guadalajara e San Luis, que jogam o torneio de futebol da Libertadores da América, estão chamando as equipes do São Paulo FC-BRA  e  Nacional-URU de preconceituosas, por estarem se recusando em jogar no solo mexicano.

Políticos do México acusam a China de “Povo Xenófobo”, justamente por reter e deixar em quarentena passageiros do México que desembarcaram em Xangai, onde um passageiro desse voo foi internado suspeito da gripe.

Mas… esses envolvidos estão sendo preconceituosos ou precavidos? Todos nós estamos alertas com a gripe suína ( o mundo está assustado), e tais medidas parecem comum, visto o nível de alerta para pandemia determinado pela Organização Mundial da Saúde.

– A Gripe a a Bola

Uma inocente pergunta: se as equipes mexicanas que disputam a Taça Libertadores da América passarem para as Oitavas de Final, onde elas jogarão, já que a recomendação é para não viajar ao México?

O mais simplista poderá dizer que é fácil: muda-se o mando, e os times jogam na Costa Rica ou Guatemala.

O problema não é tão simples. E o isolamento dos residentes em área de contagio, como fica? Daqui a pouco, os jogadores terão que jogar de máscara e não poderão encostar nos adversários, já que o contato físico é uma das formas de transmissão dessa gripe mexicana que assusta o mundo.

Creio que nesse momento os dirigentes da Conmebol estão torcendo para a não-classificação de mexicanos… Seria um problema a menos para se discutir!

Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,gripe-suina-cancela-partidas-de-futebol-no-mexico,361398,0.htm

Gripe suína cancela partidas de futebol no México

CIDADE DO MÉXICO – Os temores sobre a gripe suína no México atingiram o futebol. Nesta segunda-feira, a Confederação de Futebol da América Central, América do Norte e Caribe (Concacaf) anunciou o cancelamento de seu campeonato sub-17 de seleções.
A competição, disputada na cidade de Tijuana, estava na semifinal. Os confrontos entre Costa Rica, Honduras, México e Estados Unidos estavam marcados para quarta-feira.
A Concacaf também anunciou que a partida de volta da final de sua Liga dos Campeões, entre os mexicanos Cruz Azul e Atlante, foi adiada por duas semanas, para o dia 12 de maio.
Segundo a entidade, as atitudes visam a assegurar a saúde de jogadores, funcionários e torcedores. O governo mexicano já anunciou o fechamento de escolas em todo o país.

Ingri Beatencourt

Há muito o que falar e refletir sobre o caso Ingrid Betancourt. Mas como o tema tem sido bem tratado pelas mídias, apenas algumas observações:

1- Depois de suas declarações, fica alguma dúvida de que as FARC não são uma organização terrorista? E o Brasil insite em reconhecer tal organismo como ONG.

2- Já imaginou ficar dias após dias acorrentado? O que deve passar na cabeça dessa pessoa…

3- Agora, é o momento em que líderes políticos tirarão proveito (contra e a favor): John McCain, candidato americano, esteve na véspera do resgate e ninguém havia entendido o que ele fazia na Colômbia. Sarkozy está desfilando com Ingrid na Europa. Uribe, presidente colombiano (talvez o verdadeiro merecedor dos méritos) foi elogiado mundo afora. Chávez, o venezuelano, quís tirar uma casquinha nas entrevistas, se intitulando indiretamente responsável. Evo Morales, da Bolívia, foi cético em achar que foi um resgate pacífico. Mas a “bola-fora” foi do equatoriano Rafael Corrêa, alegando que o resgate foi “um fracasso, pois teve ações militares. Só o diálogo para a libertação seria sinônimo de sucesso…”

Cada um com seu interesse em evidência!