– As Faculdades mais Influentes do Mundo

 

A Times Higher Education publicou o ranking das universidades mais influentes do mundo, ed 2010/2011.

 

Abaixo, a lista, extraída de PORTAL EXAME (clique acima para citação):

 

(Ops: a melhor brasileira é a USP, em 232º Lugar)

 

AS UNIVERSIDADES MAIS INFLUENTES DO MUNDO

 

São Paulo – A revista Times Higher Education (THE), em parceria com o grupo de mîdia Thomson Reuters, publicou este mês o ranking de melhores universidades do mundo de 2010-11.

Foram ouvidos 13.388 acadêmicos pelo planeta. Treze  indicadores de desempenho foram divididos em 5 grandes categorias: ensino (o ambiente de aprendizagem, valendo 30% da nota), o impacto das citações (ou a medida da influência das pesquisas do instituto, valendo 32,5% da nota), pesquisa (quantidade, renda e prestígio, valendo 30% da nota), influência internacional (do corpo docente e discente, valendo 5%) e rendimento industrial (um medidor da transferência do conhecimento, valendo 2,5%).


Os Estados Unidos ficaram na frente do ranking de melhores universidades: 15 das 20 melhores instituições do planeta são americanas. Segundo Ann Mroz, editora da THE, o motivo é o maior investimento que o país dá à educação, em comparação com os outros (3,1% de seu Produto Interno Bruto, comparado com 1,5%  médio do mundo).


A primeira universidade brasileira a aparecer no ranking é a USP, em 232º posição. A THE considera que as colocações de 200 a 400 são uma “posição indicativa”, pois há apenas pequenas diferenças entre as pontuações.

 

Para a citação do original e continuidade do texto, clique AQUI

– Variação de Preços Brasil – Itália

 

É impressionante a variação de preços entre países. Meu pai está na Itália, e me passou alguns preços que assustam (todos em Euro; para facilitar a conta, multiplique por 3 para saber o preço em reais):

 

– um prato de macarrão: 20.00

– um risoto: 66.00

– um quilo de carne (equivalente a coxão duro): 15.50

– um telefone celular: 15.00

– um monitor LCD de 16 polegadas: 88.00.

 

Comer está caro; informática e bens de consumo, barato. Em suma, o brasileiro paga pouco para comer, e incrivelmente ainda há gente passando fome.

– Prêmio Nobel da Paz vai para Chinês e a Hipocrisia Local

 

Liu Xiaobo – este é o vencedor do Prêmio Nobel da paz de 2010.

 

Seu feito? Lutar pela democracia e pelos direitos humanos na China. Muito bom. Causa nobre e que teve represálias: foi preso pelas autoridades locais por subversão.

 

Peraí: os americanos não defendem sanções econômicas aos países que não respeitam os direitos humanos? Por que se calam nesse momento?

 

A China é tão ou mais ditatorial quanto ao Irã, Coréia do Norte, Venezuela… É claro que a omissão se dá pelos negócios. Comprar e vender da China superam, infelizmente, os interesses democráticos.

 

Parabéns ao chinês Xiaobo pela sua luta quase que solitária (ao menos, no quesito ‘apoio das nações ricas’).

– Terroristas que Não Perdoam nem a Caridade

Meu pai e minha irmã estão em Roma. Passaram sufoco na Alfândega do aeroporto, já que a Europa está em alerta máximo para atentados terroristas.

 

‘Seu Lili’ e a ‘Pílóca’ não tem perfil de terroristas. Mas os produtos de beleza e higiene pessoal deles o fizeram ter uma conversa mais íntima com as autoridades locais. Fico imaginando que, se ao invés de serem brasileiros, fossem árabes! Ficariam em observação e retidos!

 

A neurose que tomou conta da Europa tem seus motivos, mas é um capítulo triste da sociedade mundial. O medo da Al-Qaeda faz com se veja o capeta por todos os lados.

 

Ontem, por exemplo, um comboio de 55 carretas com alimentos para a população carente foi incendiado por terroristas no Paquistão. Sem dó e sem piedade.

 

Que mundo cão…

– O Bom Pagador

A Revista Época desta semana (ed 646, pg 17, coluna Primeiro Plano), traz uma interessante matéria sobre a dívida contraída pela Alemanha na Primeira Guerra Mundial, cujo pagamento terminou nesta semana!

 

Será que se o governo brasileiro, com seus usos e costumes, honraria uma dívida como esta?

 

A PRIMEIRA GUERRA ENFIM ACABOU

 

O Governo da Alemanha comemora deste domingo 20 anos de reunificação do país. A data vai marcar, também, outro acerto de contas. Será paga a histórica multa imposta pelos aliados após o fim da Primeira Guerra Mundial. Pelo Tratado de Versalhes, de 1919, os derrotados alemães se comprometem a pagar 226 bilhões de marcos (101 bilhões de reais) pelos danos da guerra.

 

1929 – a dívida é reduzida para 112 bilhões de marcos com prazo d epagamento de 59 anos.

 

1933 – ao tomar o poder, Hittler interrompe os pagamentos da multa.

 

1953 – a Alemanha Ocidental se dispõe a pagar o montante principal, mas parte dos juros só seriam pagos caso o país se reunificasse.

 

1990 – a Alemanha se reunifica e os juros começam a ser pagos.

 

03 de outubro de 2010 – O governo anuncia o pagamento da última parcela.

 

Bom pagador é isso aí… Tava fácil um calote, não?

– Doentes e Minorias Sacrificados para um “Bem Maior”?

Para se testar um remédio ou uma vacina, em fase final de experiência, você precisa de pessoas doentes ou dispostas a se infectarem de alguma moléstia para se comprovar a eficácia do remédio ou vacina, certo?

 

Muito se relatou na história em testes que ocorreram com prisioneiros de guerras ou doentes terminais, sempre se contestando a ética.

 

Agora, vemos que os americanos pedem publicamente desculpas aos guatemaltecos por utilizarem as prostitutas locais e deficientes para pesquisas médicas, contaminando-os com gonorréia e sífilis. O governo dos EUA emitiu uma nota se penitenciando pelo fato, ocorrido há 70 anos.

 

A experiência, realizada politicamente incorreta, trouxe como resultado a Penicilina.

 

Abaixo, a nota oficial dos EUA. Mas, o que você pensa sobre esse “sacrificar pessoas” em prol de outras?

 

Deixe seu comentário:

 

(Extraído de: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101002/not_imp618676,0.php)

 

EUA SE DESCULPAM POR TESTES

 

Por Gustavo Chacra – OESP

 

Centenas de prisioneiros e doentes mentais foram infectados com sífilis e gonorreia na Guatemala nos anos 40 para pesquisar a eficácia da penicilina

 

O governo dos EUA pediu desculpas formais por ter infectado centenas de pessoas com sífilis e gonorreia na Guatemala no fim dos anos 40, em um experimento para testar a eficácia do tratamento com penicilina, então um antibiótico recém-descoberto.

Os contaminados eram prisioneiros e doentes mentais. Eles não sabiam da pesquisa e não há informações se foram curados ou se morreram por causa dessas doenças.

O pedido de desculpas dos americanos foi feito depois da revelação de um estudo da historiadora Susan Reverby, da Universidade Wellesley, que pesquisava sobre outro episódio, dos anos 60. Na época, negros americanos contaminados com sífilis não foram tratados para que pesquisadores vissem como a doença evoluía. No meio dos documentos, Susan descobriu o experimento na Guatemala e alertou as autoridades americanas.

“A inoculação de doenças transmissíveis na Guatemala entre 1946 e 1948 foi claramente antiética. Embora esses eventos tenham ocorrido há mais de 64 anos, estamos indignados com o experimento”, disseram em comunicado conjunto as secretárias de Estado, Hillary Clinton, e da Saúde, Kathleen Sebelius.

“Lamentamos profundamente e pedimos desculpas aos indivíduos afetados por essas práticas repugnantes. A condução do estudo não representa os valores dos EUA e nosso respeito pelo povo da Guatemala”, acrescentaram.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que o presidente Barack Obama telefonaria ontem mesmo para o presidente da Guatemala, Álvaro Colom, para desculpar-se formalmente. Uma investigação oficial do episódio também será instalada pelo governo. Não está definido se haverá alguma compensação financeira para as vítimas.

De acordo com a pesquisa de Susan, 696 pessoas foram infectadas no experimento feito na Guatemala. O responsável pelas pesquisas era John Cutler, considerado um dos mais proeminentes médicos americanos na década de 40.

Autorização. A pesquisadora afirma que autoridades guatemaltecas deram permissão para os americanos levarem adiante o experimento. No procedimento, os cientistas utilizavam até prostitutas para infectar os guatemaltecos em prisões e hospitais. Em outros casos, contaminavam as pessoas usando injeções.

Hoje, as leis americanas e códigos de ética mais rígidos impedem cientistas de realizar pesquisas com seres humanos que não saibam das eventuais consequências.

– Telefonemas entre Presidentes, Lula X Obama

Veja que interessante: a Revista Superinteressante, ed Novembro 2009, pg 52, mostrou como funciona o processo para “se por na linha telefônica” o presidente brasileiro e o presidente americano Obama. O processo é burocrático e cheio de esquemas de segurança!

Escrito em Verde, ações brasileiras. Escrito em Azul, ações americanas:

Por etiqueta e segurança, uma simples ligação entre chefes de Estado segue um rígido protocolo. Conheça os passos necessários até que um presidente dê “alô” para outro.

3 dias antes – Neste exemplo, Lula quer falar com Obama. A etiqueta exige que Lula, por meio de nossa embaixada em Washington, manifeste o desejo de ligar para Obama, informando o assunto da conversa. Se Obama aceitar falar com Lula, sua assessoria informa quando ele estará disponível, para qual número os brasileiros devem ligar e quem vai atender. Em paralelo, nossos diplomatas acertam a hora da ligação e quem vai telefonar em nome de Lula.

1 dia antes – A assessoria de Lula prepara um roteiro para a conversa, que deve ser breve e objetiva, focando assuntos-chave. Enquanto isso, a assessoria de Obama faz para ele um relatório sobre o que Lula quer discutir, incluindo possíveis respostas.

2 horas antes – A embaixada brasileira entrega aos americanos um aparelho chamado “telefone seguro” (converte a voz em chiado, que só vira de novo em voz quando se digita uma senha, que funciona apenas em aparelhos fixos). Este aparelho será acoplado ao telefone comum usado por Obama. Telefones seguros prontos, um assessor predefinido liga para o outro. Por segurnaça, se os nomes não baterem, a ligação é cancelada.

Alô/Hello – Finalmente os presidentes entram na linha. Se eles não falam uma mesma língua, a conversa acontece no viva-voz, com tradução de intérpretes.

– Os Desesperados da fronteira Mexicana

Na semana passada, 72 pessoas foram fuziladas na fronteira México / Estados Unidos, após serem seqüestradas por narcotraficantes.

 

Falam de xenofobia contra latinos (ora, mexicanos são latinos também…). Não há outra explicação, a não ser a de que um imigrante ilegal é uma pessoa que deixou tudo para trás, leva seus bens e seus documentos no bolso, tentando entrar nos EUA. Assim, imagine o valor em espécie na sua posse… Os bandidos ficam ansiosos por encontrá-los.

 

O que a Polícia de Fronteira pode fazer? Nada, pois não quer comprar briga com eles. A missão das autoridades é deportá-los!

– Cédulas de Dinheiro com Dificuldades de Descontaminação

Já imaginaram quantas pessoas põe a mão no dinheiro, do trajeto da Casa da Moeda até as nossas mãos? E do nosso bolso pelo comércio afora, quantas e que tipos de pessoas as pegam? E em que ambiente elas passam? E como se contaminam?

 

Pois bem: Universidade comprova que 80% das cédulas de Real que circulam no Brasil contém resíduos de COCAÍNA. Nas notas de dólar, nos EUA (especificamente Washington), o número atinge impressionantes 95%.

Assustador, não? Mas acalme-se: a quantidade é insignificante para trazer danos graves à saúde, segundo o mesmo estudo.

 

Abaixo, a matéria extraída da Folha de São Paulo, 08/06/2010, Caderno cotidiano, pg 1

 

NOTAS DE REAL TEM TRAÇOS DA DROGA, DIZ ESTUDO

 

Um estudo realizado pela Universidade de Massachusetts em 2009 em mais de 30 cidades de cinco países concluiu que 80% das cédulas de dinheiro que circulam no Brasil têm traços de cocaína.
Foram avaliadas dez notas no país. O Brasil foi superado apenas por Canadá, que, de acordo com o teste, tem 85% das notas contaminadas, e Estados Unidos.

A pesquisa diz que cerca de 95% das notas de dólar que circulam em Washington têm vestígios de cocaína. Em Boston, Baltimore e Detroit, os índices são de 80%.
Ainda de acordo com dados da pesquisa, a China e o Japão foram os países que apresentaram o menor nível de cocaína no dinheiro em circulação.
De acordo com os cientistas, as cédulas conservam restos da droga quando são usadas como “canudo” para inalação. Essas notas podem acabar contaminado outras que não serviram para consumir cocaína.
Segundo Yuegang Zuo, o autor da pesquisa, de maneira geral aumentou o número de cédulas com vestígios da droga nos últimos anos.
“Não sabemos com certeza por que houve esse aparente aumento, mas ele pode estar relacionado à crise econômica mundial, que fez com que mais pessoas estressadas recorressem à cocaína”, disse.

– Filantropia enganosa ou ajuda despropositada de interesse econômico-promocional?

 

Vemos um grande modismo nos EUA atualmente: Bilionários prometendo a doação de suas fortunas para entidades filantrópicas.

 

Os comandantes desta operação de beneméritos são Bill Gates, da Microsoft, e Warren Buffet, megainvestidor. Conhecidíssimos e riquíssimos, se juntam a uma lista de 38 bilionários americanos com patrimônio estimado em US$ 230 bilhões. A ideia é convencer essas pessoas a doarem metade de suas fortunas aos pobres. Bill Gates disse que após a morte, dos seus 53 bilhões de dólares, os 3 filhos ficarão com “apenas” 10 milhões e o resto será doado. Buffett doará 99% dos seus 47 bilhões.

 

Bonito, não? Mas… será que desinteressadamente?

 

Calma, não me chamem de azedo. Se você está acessando esse blog, é porque tem hábitos que o diferenciam de demais pessoas. Assim, somos privilegiados intelectualmente por termos acesso a boas discussões e desenvolver espírito crítico. Não seria interessante desenvolver um debate sobre as reais motivações?

 

Vamos lá: cada vez mais as empresas investem em ações de Responsabilidade Social. Ajudam sua comunidade, descontam o custo filantrópico de impostos e divulgam sua marca corporativa. É bom para todos.

 

A questão é: doar para quem, para quê e por quê. Isso é relevante e vale para os bilionários ou para nós, cidadãos comuns, que somos constantemente convidados a doar.

 

Para quais instituições vou doar? São confiáveis?

Para quê servirá o dinheiro? Quem ajudarei?

Por quê faço isso? Por espírito humanitário ou por interesse?

 

É interessante lembrar que muitas empresas doam ou realizam atividades sociais e têm como volta um grande reforço financeiro, com elevação no valor de suas ações em bolsa por reforço de imagem ou alavancamento de vendas.

 

Tudo isso é válido para ajudar. Mas a eficiência é importante. Qual a melhor forma de ajudar?

 

Li recentemente um artigo de uma socióloga nigeriana que critica celebridades como Angelina Jolie e Brad Pitt, por adotarem crianças pobres. Ela argumenta que a ajuda é individualizada a essas crianças e as capas promocionais de revistas dão muito maior valor aos pais adotivos. Eficiente seria gastar todo o dinheiro em programas assistenciais em vilas africanas, pois com o mesmo custo ajudaria muito mais crianças. A “contrapartida” é que a fama de solidário não acompanharia os doadores…

 

Resumindo: ao invés de doar em morte, que tal doar em vida (é sabido que todas essas pessoas citadas já fazem em vida suas ações filantrópicas)?  Quer ser verdadeiramente solidário: faça sem esperar retorno, franciscamente, por amor ao próximo. Já imaginaram quantas pessoas doam muito menos e ajudam muito mais? E nem se sabe quem são esses bondosos anônimos.

 

A filantropia deve ser melhorada na sua gestão. Para isso, ela precisa ser transformada em CARIDADE, o ato de ajudar com amor e lutar para a concretização dos ideais de ajuda.

 

Lembro-me de uma passagem do Evangelho, onde Jesus fala sobre a importância de uma viúva que deu uma moedinha como esmola. A moeda era a fortuna dela, pois era pobre; era tudo o que ela possuía. O valor de gesto fraterno tem mais valor do que ações demagogas, não importando o valor.

 

Nós vemos ótimas instituições em Jundiaí, por exemplo, que podemos ajudar: Pastorais da Igreja, ONGs, enfim, projetos que permitem ver a materialização e o alcance das doações. Quer um ótimo exemplo? O Grendacc, onde você pode ajudar financeiramente ou voluntariamente e vê a coisa se realizar.

 

Por fim, o que você pensa sobre tudo isso? Se fosse bilionário, doaria tudo em vida ou tal gesto é de difícil prática? Como você ajuda o próximo? Deixe seu comentário.

 

Aproveitando, como hoje é domingo e Dia dos Pais, deixo um mensagem ao meu querido pai e extensiva a todos os papais (CLIQUE NO LINK AO LADO): FELIZ DIA DOS PAIS!

– O Rei e o Bobo da Corte

Hugo Chávez é o dono da Venezuela. Ditador e demagogo, faz o que quer no nosso país vizinho.

Maradona, um monstro dentro dos campos de futebol, deu uma de bobo-da-corte ao aparecer do lado do estadista, concordando com o fim das relações diplomáticas com a Colômbia.

A troco de quê Maradona dá uma dessas?

– O índice Big Mac da “The Economist” traz surpresas.

A revista especializada em negócios e economia “The Economist” utiliza o índice Big Mac para fazer análises de valorização de moeda e custo de vida populacional. Trocando em miúdos, o preço do lanche comparado entre países mostra a força da economia.

Por exemplo: nos últimos 12 meses, o Real e o Yen foram as moedas mais valorizadas. O Brasil está no topo desta alta, sendo que um Big Mac no Brasil custa US$ 4.90, contra US$ 3,73 nos EUA. Na China, ele custa US$ 1,90; o mesmo lanche na Argentina sai por US$ 1,78.

 

Duas rápidas análises:

1-      o lanche é muito caro no nosso país, já que os americanos ganham bem mais do que o brasileiro e o preço é menor lá. Assim, nosso custo de vida em relação aos salários é extremamente alto, em números não-absolutos.

2-      Na China, a esse valor, temos o exemplo perfeito de quão barata realmente é a mão-de-obra local, sendo covardia a concorrência com os produtos aqui fabricados.

– O que Você faria com 25 milhões de dólares?

O Presidente Lula sancionou a doação de 25 milhões de dólares para a Faixa de Gaza.

Gaza, no Oriente Médio, precisa ser ajudada por brasileiros, ou o Governo deveria usar essa quantia para resolver os problemas internos?

Sabe o que essa doação equivale em obras, por exemplo? A quase 8 Hospitais Regionais de Jundiaí(o Hospital Regional custará próximo de 7 milhões de reais).

Doar com o dinheiro dos outros (sim, afinal essa quantia provém dos nossos impostos) é muito fácil.

O que você faria com 25 milhões de dólares?

– O Orgulho do Foro de São Paulo. Opa: Orgulho?

Serra acusou aquilo que todos já sabiam: que o PT tinha afinidades com os terroristas das FARC. E dando uma navegada no meu próprio blog, olha o que eu achei sobre a relação FARC X PT (publiquei algum tempo atrás, mas o assunto está atualíssimo!)

O Orgulho do Foro de São Paulo. Opa: Orgulho?

Você sentiria orgulho em pertencer a uma associação conjunta com as Farc’s e Hugo Chávez?

Eu (e creio que a maioria dos brasileiros) sentiria vergonha! Mas nosso governo não pensa assim…

Compartilho interessante material sobre o famigerado “Foro de São Paulo” e a participação dos nossos governantes…

Extraído de: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/lula-fala-foro-sao-paulo/

LULA FALA SOBRE O FORO DE SÃO PAULO

Qualquer partido brasileiro que pertencesse a uma rede que congregasse militantes de extrema direita seria massacrado pela imprensa em três dias. E com razão. Tanto pior se essa rede abrigasse grupos terroristas e tivesse uma agenda internacionalista. Mais grave ainda se, com tudo isso, tal partido chegasse ao poder. Pois o PT chegou e é membro do Foro de São Paulo, junto com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), dedicada à guerrilha comunista e ao narcotráfico. E o silêncio a respeito é ensurdecedor.

O tal Foro foi criado em 1990, entre outros, por Lula e Fidel Castro e reúne partidos e grupos de esquerda e extrema esquerda da América Latina. Em julho de 2005, no aniversário de 15 anos, a reunião dos “companheiros” se deu no Brasil. E Lula discursou para a turma. A íntegra está aqui, num site oficial do Planalto. Na véspera do início do 3º Congresso do PT — aquele de que falo posts abaixo — cumpre ler a fala do petista, de que destaco alguns trechos (em vermelho), com comentários (em azul):

“E eu queria começar com uma visão que eu tenho do Foro de São Paulo. Eu que, junto com alguns companheiros e companheiras aqui, fundei esta instância de participação democrática da esquerda da América Latina, precisei chegar à Presidência da República para descobrir o quanto foi importante termos criado o Foro de São Paulo. (…) nesses 30 meses de governo, em função da existência do Foro de São Paulo, o companheiro Marco Aurélio tem exercido uma função extraordinária nesse trabalho de consolidação daquilo que começamos em 1990, quando éramos poucos, desacreditados e falávamos muito. “
A imprensa, de maneira geral, não acredita nem mesmo que o Foro exista. Está aí. O “Marco Aurélio” a que se refere é o “Top Top” Garcia, um dos idealizadores do tal Foro.

“Foi assim que nós, em janeiro de 2003, propusemos ao nosso companheiro, presidente Chávez, a criação do Grupo de Amigos para encontrar uma solução tranqüila que, graças a Deus, aconteceu na Venezuela. E só foi possível graças a uma ação política de companheiros. Não era uma ação política de um Estado com outro Estado, ou de um presidente com outro presidente. Quem está lembrado, o Chávez participou de um dos foros que fizemos em Havana. E graças a essa relação foi possível construirmos, com muitas divergências políticas, a consolidação do que aconteceu na Venezuela, com o referendo que consagrou o Chávez como presidente da Venezuela.”
Chávez, encontro em Havana, Grupo dos Amigos da Venezuela… Eis aí: ficam claras as articulações do foro com o ditador de Cuba — O Partido Comunista daquele país pertence ao grupo — e a movimentação para dar apoio internacional a Chávez, num momento em que ele precisava. A “consolidação do que aconteceu na Venezuela”, a esta altura, ninguém ignora, pode se traduzir por “ditadura”.

“E eu quero dizer para vocês que muito mais feliz eu fico quando tomo a informação, pelo Marco Aurélio ou pela imprensa, de que um companheiro do Foro de São Paulo foi eleito presidente da Assembléia, foi eleito prefeito de uma cidade, foi eleito deputado federal, senador, porque significa a aposta decisiva na consolidação da democracia no nosso país.”
Eis aí. É um foro que reúne entidades de extrema esquerda, algumas ilegais, que, não obstante, elege pessoas.

“Se não fosse assim, o que teria acontecido no Equador com a saída do Lucio Gutiérrez? Embora o Presidente tenha saído, a verdade é que o processo democrático já está mais consolidado do que há dez anos atrás. O que seria da Bolívia com a saída do Carlos Mesa, recentemente, se não houvesse uma consciência democrática mais forte no nosso continente entre todas as forças que compõem aquele país? A vitória de Tabaré, no Uruguai: quantos anos de espera, quantas derrotas, tanto quanto as minhas.“
É a confissão da existência de uma agenda do foro e de ajuda mútua, coisas que têm de ser investigadas. À época escrevi e reitero: o passa-moleque que levamos, como país, do governo da Bolívia só não surpreendeu, é evidente, o Foro de São Paulo. Como diz Lula, eles estão todos lá para se ajudar. O que eu gostaria de saber é que tipo de auxílio é prestado, por exemplo, às Farc. Ou, pior, que tipo de colaboração elas têm com o nosso país. Lembro que já prometeram US$ 5 milhões à campanha de Lula, segundo relato de um agente da Abin — o que todos negam (não me digam!). Também concedemos asilo político a um de seus terroristas: Olivério Medina.

“Eu estava vendo as imagens do primeiro encontro e fico triste porque a velhice é implacável. A velhice parece que só não mexe com a Clara Charf, que é do mesmo jeito desde que começou o primeiro Foro, mas todos nós, da mesa, envelhecemos muito. Espero que tenha valido a pena envelhecer, Marco Aurélio. Eu me lembro que eu não tinha um fio de cabelo branco, um fio de barba branca e hoje estou aqui, todos estão, de barba branca.”
Para quem não lembra, Clara Charf é a mulher de Carlos Marighella.

“Vejam que os companheiros do Movimento Sem-Terra fizeram uma grande passeata em Brasília. Organizada, muito organizada. E todo mundo achava que era um grande protesto contra o governo. O que aconteceu? A passeata do Movimento Sem-Terra terminou em festa, porque nós fizemos um acordo entre o governo e o Movimento Sem-Terra pela primeira vez na história, assinando um documento conjunto. “
Considerando a agenda do MST, o trecho fala por si mesmo.

“Por isso, meus companheiros, minhas companheiras, saio daqui para Brasília com a consciência tranqüila de que esse filho nosso, de 15 anos de idade, chamado Foro de São Paulo, já adquiriu maturidade, já se transformou num adulto sábio. E eu estou certo de que nós poderemos continuar dando contribuição para outras forças políticas, em outros continentes, porque logo, logo, vamos ter que trazer os companheiros de países africanos para participarem do nosso movimento, para que a gente possa transformar as nossas convicções de relações Sul-Sul numa coisa muito verdadeira e não apenas numa coisa teórica. “
Há aí o delírio megalômano de sempre, mas é evidente o caráter realmente supranacional do Foro. “Que mal há? Não existe a Internacional da Democracia Cristã?”, poderiam perguntar. Existe, é evidente. Com partidos legais. O tal movimento bolivariano, de Chávez, que se saiba, não pertence ao Foro. Mas é certo que o coronel foi um dos principais beneficiários da existência do grupo.
Os bobalhões, supondo sempre que idiotas são os outros, logo indagam: “Está achando o quê? Que haverá uma revolução comunista continental?” Não sejam tolos e não me suponham tolo. Cada país vai chegar o mais longe possível na agenda do grupo. As condições venezuelanas permitem a Chávez a ditadura? Permitem. Os sócios lhe darão apoio. No Brasil, é possível fazer o quê? Entregar a Petrobras quase de mão-beijada à Bolívia e sem soltar um pio? Assim se fará. Revejam o vídeo preparatório do 3º Congresso à luz deste discurso de Lula. Maluquice é ignorar o óbvio.

Integram o Foro além dos brasileiros PT e PC do B: Movimento de Esquerda Revolucionária (Colômbia), Partido Comunista Colombiano, Exército de Libertação Nacional (Colômbia), Forças Armadas Revolucionarias de Colômbia, Partido Comunista de Cuba, Partido Comunista da Argentina, Movimento Clement Payne (Barbados ), Partido Comunista da Bolívia, Partido Comunista do Chile, Partido Socialista do Chile, Partido Popular Costa-Riquenho, Partido Trabalhista de Dominica, Partido de Libertação Dominicano, Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (El Salvador), União Revolucionária Nacional da Guatemala, Aliança do Povo Trabalhador (Guiana), Partido do Trabalho (México), Partido Socialista Popular (México), Partido da Revolução Democrática (México), Frente Sandinista de Libertação Nacional (Nicarágua), Partido Comunista Paraguaio, Partido Pátria Livre (Paraguai), Partido Comunista Peruano, Partido Socialista do Peru, Partido Nacionalista Porto-riquenho, Frente Socialista (Porto Rico), Movimento de Independência Nacional Hostosiano (Porto Rico), Federação Universitária Pró-Independência de Porto Rico, Frente Ampla (Uruguai), Partido Comunista do Uruguai, Partido Socialista do Uruguai, Tupamaros (Uruguai), Partido Comunista da Venezuela.

– Só pode Cabelo Curto no Irã!

Isso mostra o que é ser um país com ingerência absurdamente descontrolada e irracional na vida das pessoas: o presidente iraniano Ahmadinejad determina até como os homens devem cortar o cabelo!

 

Extraído de: Revista Época, 12 de julho de 2010, Ed 634, pg 16, Seção Primeiro Plano, por Juliano Machado

 

SÓ PODE CABELO CURTO

 

O governo iraniano lançou na semana passada um guia para cortes de cabelo masculinos, seguindo os princípios da cultura e religião do país. Muitos barbeiros vinham sendo detidos por oferecer aos clientes estilos “ocidentais” de corte. Cabelos compridos com rabos de cavalo, franjas e moicanos estão vetados. O gel pode ser usado moderadamente (…) No começo do ano, um clérigo declarou que mulheres usando roupas que deixam uma parte do corpo à mostra são responsáveis por desastres naturais.

– O Desastre da Competitividade Comercial

Brasil X Holanda será o jogo de logo mais às 11h. Mas você sabia que estamos levando de goleada da laranja mecânica fora de campo?

Ângela Pimenta, na Revista Exame desta quinzena (Ed 971 de 30/06/2010, pg 44-45), nos mostra que a participação brasileira no comércio global é ínfima, se comparada a da Holanda. Somos o 24º. do mundo, e nosso adversário do gramado é o 5º.

O maior comerciante mundial é a China, com 9,6% das negociações, seguida pela Alemanha, EUA, Japão e Holanda. O Brasil representa apenas 1,2% dos negócios realizados.

Tal resultado se deve, segundo a matéria, ao negativo desempenho diplomático: nos distanciamos dos países ricos e passamos a comercializar com nações mais pobres ou ditatoriais (vide relacionamento com Irã e Coréia do Norte).

 

E você, o que pensa sobre isso: o problema é a política externa?

 

O texto na íntegra (com as citações acima) segue abaixo:

 

A ARTE DE ESCOLHER O PIOR

 

Apesar do triunfalismo, a diplomacia talvez seja o pior aspecto do governo Lula: nenhum avanço nos acordos comerciais, distância dos países ricos e aproximação com ditaduras. A mudança – se é que virá – fica para o sucessor

 

Por Ângela Pimenta

 

Nunca antes na história deste planeta um presidente brasileiro e o próprio Brasil tiveram tamanha projeção global. Graças à estabilidade e ao peso da economia brasileira, a oitava maior do mundo, o país é uma voz respeitada em fóruns internacionais como o G20. Em parte, a crescente visibilidade se deve ao carisma do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – e ao fascínio que sua história de metalúrgico que chegou à Presidência exerce em algumas sociedades ricas. Tal projeção, usada corretamente, poderia se traduzir em ganhos diplomáticos e comerciais para o Brasil. Mas não é isso que vem acontecendo. Desde 2002, o país fechou um único tratado de livre comércio, com Israel. No que diz respeito aos Estados Unidos, que apesar da crise continuam a ser a maior economia do mundo, o governo brasileiro insiste em confrontar a Casa Branca, intervindo em questões como a nuclearização do Irã. “Em 18 horas de negociação conseguimos o que os Estados Unidos não conseguiram em 31 anos”, disse Lula sobre o controverso – e já fracassado – acordo fechado por Brasil, Irã e Turquia para tentar evitar que Teerã recebesse novas sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Mas o pior equívoco da política externa é o apoio a ditaduras brutais, como o próprio Irã, de Mahmoud Ahmadinejad, e Cuba – além de fazer vista grossa para o recrudescimento do regime autoritário da Venezuela de Hugo Chávez. “O Brasil pode até ter ganhado algum respeito no front econômico”, escreveu a analista Mary Anastasia O’Grady, do The Wall Street Journal. “Mas quando se trata de liderança geopolítica, o presidente Lula tem se empenhado em preservar a imagem de um país de Terceiro Mundo ressentido e estridente.”

 

Muito barulho e pouco resultado

 

No governo Lula, a política externa tem sido marcada pela agressividade. Além de confrontar os Estados Unidos, tentando ser mediador de questões globais complexas, como o programa nuclear iraniano, o Itamaraty multiplicou as representações em outros países.

Segundo diversos analistas ouvidos por EXAME, quem vier a suceder Lula na Presidência terá o desafio de recompor a imagem do país na arena internacional, além de dar prioridade à diplomacia comercial. Em clima de campanha, os candidatos delineiam suas plataformas de política externa. A candidata petista, Dilma Rousseff, promete uma linha de continuidade, inclusive quanto ao Irã. “A posição do Brasil a respeito do Irã é pró-paz, que atingimos porque temos soberania nas relações internacionais”, disse Dilma em recente viagem à Europa. De sua parte, se eleito, o candidato tucano, José Serra, deve reaproximar o país dos Estados Unidos. “Com Serra, a diplomacia voltará ao leito normal, com a valorização da política comercial e menos complacência com os governos populistas vizinhos”, diz um assessor da campanha do candidato. Serra já acusou o presidente da Bolívia, Evo Morales, de ser conivente com a exportação de cocaína de seu país para o Brasil. O candidato tucano também declarou que criaria um órgão à semelhança da Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). Já a candidata Marina Silva, do Partido Verde, promete enfatizar a liderança brasileira nas questões climáticas. “Devemos dar o exemplo, incentivando a economia de baixo carbono”, diz Marina em sua plataforma, que também destaca a defesa dos direitos humanos.

Os erros do governo Lula no front internacional, na visão dos analistas, têm duas causas. A primeira é a diminuição do poder do Itamaraty – reconhecido mundialmente pela qualidade dos diplomatas – na formulação da política externa. “A fim de apaziguar os setores mais radicais do PT, Lula fez uma espécie de barganha, promovendo, de um lado, uma política monetária conservadora, mas adotando, por outro, uma diplomacia esquerdista”, diz David Fleischer, cientista político da Universidade de Brasília. O segundo erro seria a escolha equivocada de prioridades. “Em vez de se atritar com os Estados Unidos, o Brasil deveria dar prioridade à liderança na América do Sul, que, além de ser sua esfera primordial de influência, é um importante mercado”, diz José Botafogo Gonçalves, presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais. Apesar de manter uma retórica integracionista na América do Sul, o governo Lula, com uma série de concessões à Argentina, debilitou a evolução do Mercosul – união aduaneira que, além dos dois países, inclui o Uruguai e o Paraguai e num futuro próximo deve incorporar a Venezuela. “A tolerância brasileira para com a Argentina impediu o avanço do Mercosul, tornando-o um grupo sem regras comuns cujas disputas só podem ser resolvidas por decisões presidenciais, o que é um claro sinal de debilidade diplomática”, diz Peter Hakim, presidente emérito do centro de estudos Diálogo Inter-Americano, de Washington. Outro vácuo da liderança brasileira é a ausência de acordos bilaterais de livre comércio. “O Brasil tem focado demais as negociações da Organização Mundial do Comércio, ainda emperradas, e descuidado de tratados mais específicos que aumentem significativamente as exportações”, diz Ricardo Mendes, especialista em comércio externo.

O resultado de tal política é claramente insatisfatório. Em valores absolutos, de 2002 a 2008, as exportações brasileiras cresceram mais de três vezes, de 60 bilhões de dólares para 198 bilhões de dólares. Contudo, nesse período, o comércio global como um todo se multiplicou e o resultado é que a participação brasileira avançou pouco, de 0,9% para o ainda modesto 1,2% do volume de trocas no mundo. A crescente competição chinesa com as manufaturas brasileiras em mercados estratégicos, como a América Latina e os Estados Unidos, é uma questão que deverá ser discutida nos próximos anos. Um estudo da dupla de economistas Marina Filgueiras e Honório Kume, recém-publicado no livro O Brasil e os Demais Brics – Comércio e Política, mostra que, de 2000 a 2008, a China quase dobrou as vendas para os Estados Unidos, que passaram de 8,3% para 16% das importações americanas, enquanto as vendas brasileiras aos americanos subiram de 1,1% para 1,4%.

Ao contrário do que o governo brasileiro diz, as escaramuças entre Brasília e Washington tornam ainda mais remota a ambição brasileira de obter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, já que os americanos têm poder de veto na instituição. Um dos focos de atrito entre ambos é Honduras, a pequena nação centro-americana que já conta com um presidente, Porfírio Lobo, eleito democraticamente, ainda não reconhecido pelo Brasil. O governo brasileiro, que em 2009 concedeu asilo na embaixada em Tegucigalpa ao ex-presidente hondurenho Manuel Zelaya, deposto por querer violar a Constituição do país, forçando sua reeleição, veta a presença de Honduras na Organização dos Estados Americanos. “Se quisesse se afirmar como uma potência digna de representar a América Latina no Conselho de Segurança, o Brasil deveria adotar posições mais corajosas na defesa da democracia em Honduras e na Venezuela”, diz o cientista político chileno Patrício Navia, professor da Universidade de Nova York. “Hoje, numa posição antiamericana e dogmática, o Brasil não tem uma agenda positiva.” Seja quem for o sucessor de Lula, seria desejável que, em 2011, o Itamaraty começasse a recuperar espaço na condução da diplomacia brasileira. “Nos anos 70, o Brasil tinha o Pelé como líder global e hoje tem o Lula,” diz Fleischer, da UnB. “De um lado, a celebridade de Lula é boa para o Brasil, por outro, a exposição excessiva do presidente, com declarações polêmicas, tem criado ruídos desnecessários.”

– Por 1 Trilhão!

Pelo jeito, os americanos não deixarão o Afeganistão tão cedo! Está em todo o noticiário: possíveis reservas minerais que alcançariam 1 trilhão de dólares foram descobertas. E a maior parte em Ouro e Lítio!

Dá para entender o porquê de tanta permanência por lá?

– Faltou Imaginação, Sobrou Imaginação

Quem foi o iluminado que resolveu colocar o representante Sul-coreano ao lado do representante Norte-coreano, durante a cerimônia de abertura da Copa do Mundo? Eles viraram às costas um para o outro e nem se olharam!

Outro mais sensato resolveu o problema: durante a festa, arranjou o representante do Vaticano para sentar entre eles.

Aleluia!

– A Sátira ao Presidente Lula por um Israelista

Um dos termos utilizados para se dizer que um vídeo na Internet faz sucesso é o “bombou na Web”. Pois é: está bombando mundo afora um vídeo hebraico (de apenas 3 minutos), onde a aliança entre Almadinejad e Lula sobre o acordo nuclear é ironizada. Mostra-se o presidente brasileiro rodeado entre mulheres, dançando um sambinha de Martinho da Vila e dando respostas hiper-vaidosas. O diálogo mostra um Lula pouco inteligente e querendo fazer comparações indevidas com o futebol e a política.

Aos lulistas, o vídeo é um crime contra a moral do presidente. Aos antilulistas, mais uma prova da equivocada ação das negociações indevidas com o Irã.

Caso não tenha assistido ainda, é só clicar no link: http://www.youtube.com/watch?v=qp8pMmkHqU8 (está em hebraico, mas com boas legendas em português).

– Brasil X Irã: que Paixão é essa?

Não dá para entender: por quê o Brasil demagogicamente ruma contra a maré apoiando o Irã cegamente?

Agora, os americanos mostram um relatório mostrando que o Urânio Enriquecido em posse do Irã, mesmo com o acordo firmado, permite a construção de uma bomba atômica. E que o Brasil teria sido informado pela C.I.A desse confidencial.

A troco de quê nos metemos no Oriente? Só se vê perdas políticas nesta investida. Ou alguém crê que o acordo é realmente bom e que o Irã vai cumpri-lo pacificamente?

Se assim fosse, tudo bem. Mas sabemos que o presidente persa quer apenas ganhar tempo…

– Tática-Surpresa é isso aí!

A Coréia do Norte, ditadura que há anos sacrifica sua população, realmente impressiona. Pelo lado negativo, é lógico.

Leio na Revista ESPN, edição de Maio de 210, pg 26, por Marcus Alves, que 2 jogadores norte-coreanos foram para uma entrevista coletiva pelos clubes suiços que defendem. Entraram e saíram calados. Um agente da segurança nacional tentava responder as questões por eles. Sempre as de natureza esportiva, nunca as políticas, é claro.

De quanto é que, respeitosamente, o Brasil os goleiará? Ou poderá acontecer uma nova zebra como naquele fatídico Itália 0 X 1 Coréia do Norte?

– O Nosso Novo Irmão: o Irã

Lula está no Irã e ontem conseguiu, junto com o presidente da Turquia, um acordo para o problema da corrida nuclear naquele país. Mesmo a contragosto dos EUA e União Europeia, Lula resolveu liderar essa negociação.

Trocando em miúdos: parece que o Brasil, ou melhor, o presidente Lula, é muito ingênuo. Ele realmente acredita que o presidente iraniano tem intenções apenas pacíficas com o uso da energia nuclear? Ele próprio já deu declarações racistas e de guerrilha contra diversos povos e países.

Tomara que Lula não dê um tiro no pé da reputação brasileira. Se for em seu próprio pé, tudo bem, já que a medida nada mais é do que uma medida demagógica de auto-promoção para uma candidatura à ONU.

O site da BBC produziu um perguntas-e-respostas sobre essa questão nuclear, reproduzida pelo site do Terra. Compartilho:

 

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/noticias/0,,OI4435383-EI188,00-Entenda+a+polemica+envolvendo+o+programa+nuclear+do+Ira.html

– Bebeu… Cadeia!

E o nosso novo país-amigo, o Irã? Lá, pelos costumes islâmicos e radicalismo do governante local, o uso de bebida alcoólica é cadeia na certa.

Leio agora no Estadão (pg A16): Irã prende 80 pessoas em festa que servia álcool – (…) as pessoas foram acusadas por ‘buscar o prazer’ pela polícia iraniana. A lei iraniana proíbe homens e mulheres de se tocar ou dançar. Há 2 anos, o governo iraniano combate ‘movimentos ocidentais indecentes’. Além do álcool, estão nessa categoria os rappers”.

Cultura diferente é isso aí!

– 70 anos sem Comer nem Beber!

Está em todas as agências de notícias a história do indiano Prahlad Jani. Ele vive há 70 anos sem se alimentar, e está sendo estudado pelo Ministério da Defesa daquele país. Tal raridade poderia servir de experimento para pesquisas de sobrevivência. Olha que maluquice:

Extraído da Folha de São Paulo, 11/05/2010, pg A13

INDIANO QUE NÃO COME NEM BEBE INTRIGA CIENTISTAS

Um iogue octogenário que diz ter vivido mais de sete décadas sem beber ou comer tem causado espanto em cientistas da Índia.
Prahlad Jani, 83, passou duas semanas sob constante observação de 30 médicos e de câmeras de filmagem, em estudo que terminou na última quinta. No período, ele não ingeriu nada, não urinou nem defecou, segundo os observadores. “Continuamos sem saber como ele sobrevive. É um mistério”, disse Sudhir Shah, neurologista.
“O único contato de Jani com líquidos foi para fazer gargarejos ou se lavar”, disse G. Ilavazahagan, especialista em fisiologia. “Se ele não tira sua energia dos alimentos ou da água, deve tirá-la de outras fontes, e o sol é uma delas”, ponderou Shah.
O estudo foi conduzido pelo Ministério da Defesa, que quer tirar de Jani lições sobre sobrevivência para militares e vítimas de tragédias naturais. Os resultados finais são prometidos para os próximos meses.
Em sua aldeia natal de Ambaji (norte), o iogue alega que foi abençoado por uma deusa quando tinha oito anos e que isso lhe permite viver sem alimentos.
Em 2003, segundo a BBC, ele já passara dez dias sob observação de uma equipe médica, também sem consumir nada, mas apresentando boa saúde mental e física.

E a gente fica pensando em dieta, regime…

– Sí, nuestro povo és tutti americans!

A brincadeira com palavras do dicionário espanhol, português, italiano e inglês remete a situação vivida no Arizona, nos EUA. Lá, o governo local criou uma medida em que os policias podem abordar e prender imediatamente imigrantes que estiverem suspeitos de permanência legal ou atitude duvidosa.

A lei deveria valer para todos os cidadãos, mas tem característica xenófoba (segundo os imigrantes) pois os únicos a serem detidos serão os estrangeiros. Assim, os imigrantes saem as ruas com bandeiras americanas cobrando por respeito, querendo demonstrar que se sentem americanos de coração.

Para os americanos natos, a imigração tem sido um problema grande, devido a falta de empregos. Mesmo assim, a imigração ilegal sempre cresce! Aliás, é um problema sério vivido na Europa em relação aos árabes e africanos, levando ao surgimento, infelizmente, de grupos neonazistas que cobram “Europa para europeus”.

– A Crise Grega veio de Onde?

A Grécia está em pé-de-guerra! Nada de espartanos contra Atenas, mas sim de um povo contra seu governo. O país está praticamente falido, e as autoridades anunciam uma série de medidas no pacote econômico que chega em breve: aumento de impostos, corte de investimentos e aumento da idade de aposentadoria de 61 para 67 anos. Ainda, conseguiu um empréstimo de US$ 120 bi do FMI.

O que não dá para entender e ninguém consegue explicar é o seguinte: Como a crise começou?

A população está protestando nas ruas. Mas só um detalhe: lembra que o país realizou recentemente uma Olimpíada? É desde lá que vem a crise…

– O Frango Boliviano

E a declaração da última semana de Evo Morales sobre os frangos? Não tive tempo de comentar, mas mesmo com atraso vamos lá: o presidente da Bolívia declarou que os frangos de lá são tratados com muito hormônio feminino, e que quando os homens comem sua carne, acabam recebendo uma carga excessiva do hormônio que os deixam mais afeminados. Essa seria a causa do homossexualismo e da calvície dos homens da Bolívia.

Tudo a ver, né? E esse cara é o presidente do país…

Rapaz, que samba-do-crioulo-doido! Vá falar tanta abobrinha assim lá em La Paz!

– VW contra Toyota: a Briga pela Liderança

A japonesa Toyota, depois de 80 anos, passou a ter a dianteira mundial na venda de veículos, superando a americana GM. Mas seu reinado parece ameaçado pelos ambiciosos planos da alemã Volkswagen: a empresa, através de suas diversas marcas, quer ser a número 1 do mundo, principalmente devido aos investimentos na China e no Brasil.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/negocios/volkswagen-anuncia-plano-elevar-vendas-10-mi-530716.html

VOLKSWAGEN ANUNCIA PLANOS PARA ELEVAR VENDAS EM 10 MI

Frankfurt – A Volkswagen planeja tirar da Toyota Motor o título de maior montadora do mundo e anunciou um ambicioso plano de expansão para aumentar as vendas anuais de veículos para 8 milhões no médio prazo e para mais de 10 milhões até 2018. Maior montadora da Europa em vendas, a Volkswagen possui as marcas de automóveis VW e Audi, a luxuosa marca de carros esportivos Bugatti e a marca de caminhões pesados Scania, entre suas nove marcas. Em 2009, a Volks vendeu 6,3 milhões de veículos, comparado com 7,8 milhões vendidos pela Toyota.

A Volkswagen tem como meta de margem de lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) para o negócio automotivo no médio prazo “de pelo menos 5%, excluindo a planejada integração com a Porsche Automobil Holding em 2011. Sua margem Ebitda nos primeiros nove meses de 2009 estava em 2%.

O anúncio de novas metas de rentabilidade, junto com um agressivo plano de expansão, ocorre em um momento em que a Toyota, sofre os efeitos negativos de um gigantesco recall e uma abrangente suspensão nas vendas e produção. Alguns estudiosos da indústria avaliam que o quesito qualidade era um dos fatores relacionados ao rápido crescimento da Toyota nos últimos anos.

A companhia japonesa, que ganhou participação de mercado nos EUA às custas das montadoras de Detroit nos últimos anos, tinham reputação de confiabilidade e alta qualidade de seus veículos. Contudo, recentemente, um defeito no pedal do acelerador forçou a companhia a anunciar o recall de 8,1 milhões de veículos.

A meta da Volkswagen para a margem de Ebitda em 2018 é de 8%. O plano de investimento de capital em suas operações automotivas será de ao redor de 6% no longo prazo. A meta da Volks de retorno sobre investimento em suas operações automotivas são de mais de 16% em 2018.

O executivo-chefe da Volkswagen, Martin Winterkorn, e o executivo-chefe financeiro, Hans Dieter Poetsch, devem dar mais detalhes sobre as metas de crescimento da companhia em uma conferência com investidores marcada para esta quarta-feira em Londres.

A Volkswagen conseguiu enfrentar melhor os problemas da indústria no ano passado em comparação com suas concorrentes, em parte, por causa da suar maior presença na China e forte operação no Brasil. Além disso, as vendas domésticas na Alemanha foram reforçadas pelos incentivos do governo para troca dos veículos velhos em 2009. As informações são da Dow Jones.

– Globalização Vulcânica

Dificilmente poderíamos pensar nisso: um vulcão na Islândia está parando o tráfego aéreo na Europa. As cinzas expelidas estão cobrindo o continente todo, não permitindo voos. Na Inglaterra, faz tempo que os aeroportos não abrem…

É globalização ao pé da letra em sua forma mais extrema!!! Eu estava pensando em ir neste domingo para Paris, Roma ou Copenhague. Acho que vou embarcar para Jarinu ou Itupeva mesmo…

– Pedágio ao sair de Casa?

Na Holanda, através do controle por GPS, os proprietários de veículos pagarão 0,03 euro por km rodado, ao sair de casa. A medida é para diminuir os congestionamentos nas cidades.

Já imaginaram tal medida por aqui? O que teria de golpe para burlar a cobrança…

Extraído de: http://veja.abril.com.br/060110/saiu-garagem-pagou-p-080.shtml

SAIU DA GARAGEM, PAGOU

por Nathália Butti

Holanda, um dos países com maior densidade populacional da Europa, é também um dos que mais sofrem com congestionamentos de trânsito. Nos horários de pico, em Amsterdã e arredores, as lentidões chegam a se estender por 1000 quilômetros. Na tentativa de diminuir essa tortura diária infligida aos cidadãos, o ministério dos transportes holandês anunciou que, a partir de 2012, passará a cobrar uma taxa por quilômetro rodado de todos os carros que circulam no país. A tarifa básica será de 3 centavos de euro por quilômetro, com previsão de reajuste gradual até chegar a 6,7 centavos em 2017. Os valores serão maiores nas vias mais movimentadas e nos horários com volume de trânsito maior. Carros híbridos e muito econômicos terão descontos. Como compensação pela nova taxa, os impostos sobre veículos serão reduzidos. Até a cobrança entrar em vigor, todos os motoristas holandeses terão de equipar seus carros com aparelhos de GPS, que enviarão as informações sobre sua movimentação a uma central responsável pela cobrança. A falta do GPS acarretará multa.

Com a medida, o governo holandês espera reduzir pela metade os congestionamentos de trânsito até 2020. Outra consequência será a diminuição das emissões de gases do efeito estufa. Esse benefício é especialmente bem-visto num país com boa parte de seu território abaixo do nível do mar. Caso se concretize a previsão de elevação dos oceanos devido ao derretimento das geleiras do Ártico, a Holanda seria uma das primeiras vítimas da inundação das zonas costeiras.

O modelo criado pelos holandeses, de taxar toda a frota nacional, é inédito, mas o pedágio urbano vem sendo adotado por várias cidades do mundo como forma de aliviar o trânsito em seus pontos mais críticos. Singapura implantou o pedágio na área central em 1975 e, em quinze anos, conseguiu reduzir os engarrafamentos em 40%. Em 2003 foi a vez de Londres passar a cobrar dos motoristas para circular, das 7 da manhã às 6 da tarde, numa área de 22 quilômetros quadrados em torno do centro da cidade. A tarifa, inicialmente de 5 libras, está hoje em 8 libras, cerca de 22 reais, e a área foi ampliada. Em um ano, os congestionamentos no centro londrino foram reduzidos em 30%.

Em Estocolmo, na Suécia, o pedágio foi implantado em 2007. Antes de dar o aval por meio de um plebiscito, a população da cidade testou o sistema durante seis meses. Um transmissor acoplado ao para-brisa emite um sinal quando o carro passa sob arcos metálicos com sensores instalados nas vias que dão acesso ao centro da cidade. O valor é debitado diretamente na conta bancária do condutor. A Holanda fez outras tentativas para melhorar o fluxo de veículos, como criar pistas exclusivas para carros com mais de três ocupantes e distribuir brindes aos passageiros dos transportes públicos. Nada deu certo. Agora, a expectativa é sensibilizar os motoristas pelo bolso.

– Incoerência em Discurso sobre o Método de Protesto

Há dias quero escrever sobre o assunto e não tive tempo. Lá vai:

Lula reclama de que o manifestante cubano que fez greve de fome em Cuba, como forma de protesto à ditadura local, está sendo irresponsável. Nosso presidente se omite em apoiar o rebelde contra o regime de ditadura castrista.

Lula tende a dar asilo político ao terrorista italiano Cesare Batista, e na época acatou seu manifesto, que foi fazer greve de fome contra a democracia italiana, que o quer preso por homicídios na Itália.

O proprio Lula fez greve de fome por 6 dias, no tempo da dtadura.

Que raio de critério é esse? Incoerente, no mínimo. Defendemos o assassino e condenamos o inocente?

– Salam Fayad, Brasileiro da Gema

“O Brasil goza de prestígio universal e afeição imediata. É um atributo único (….) O peso do Brasil não pode ser ignorado”

Tal discurso ufanista é de Salam Fayad, premiê palestino, buscando a simpatia do Brasil em defender a criação do Estado da Palestina.

E não é que ele tem razão na fala acima, onde coloca o Brasil como importante mediador para a paz?

– O Profeta do Diálogo e da Discórdia

Lula irá a Israel. Um importante jornal local o chamou de “profeta do diálogo”, e faz menção de que ele pode ser um decisivo interlocutor para a paz no Oriente Médio. Entretanto, ao mesmo tempo, o criticou pela excessiva intimidade com o Irã.

Em tempo: Lula pode se candidatar a presidente da ONU em 2011. Curiosidade: seria o primeiro presidente da entidade a não dominar o inglês. E esse detalhe é deveras importante…

– Eike Batista já possui a 8a. Fortuna do Mundo

A Forbes divulgou a lista dos homens mais ricos do mundo. Carlos Slim, megaempresário mexicano (dono da Claro e Embratel) aparece no topo, a frente de Bill Gates. Mas uma curiosidade: o brasileiro Eike Batista, com US$ 27 bi, está a caminho da liderança…

Extraído de Ig (clique acima para citação)

FORTUNA DE EIKE BATISTA É A OITAVA DO MUNDO

O empresário Eike Batista parece estar no rumo de tornar-se o homem mais rico do mundo. Segundo a revista “Forbes”, o dono de empresas de mineração e petróleo deu um salto substancial no ranking dos bilionários. Sua fortuna aumentou US$ 19,5 bilhões, passsando para US$ 27 bilhões, a oitava maior do mundo.

Em 2009, ele aparecia na 61ª posição, com US$ 7,5 bilhões. Nunca um brasileiro alcançou posição tão alta no ranking da revista americana.

Em fevereiro, Eike Batista disse que pretende acumular US$ 100 bilhões nos próximos dez anos, praticamente a fortuna somada dos dois primeiros bilionários da lista da “Forbes”: o mexicano Carlos Slim Helú, da Telmex, e o dono da Microsoft, Bill Gates.

Filho de Eliezer Batista, ex-presidente da Vale, Eike Batista alçou a liderança entre os bilionários brasileiros ao convencer investidores a aplicar em seus projetos de mineração, petróleo, logística, energia. Agora, aos 53 anos, prepara a abertura de sua empresa de construção de estaleiros.

Na segunda posição entre os bilionários brasileiros, Jorge Paulo Lemann, controlador da Anheuser-Busch Inbev, a maior cervejaria do mundo, dobrou o valor de sua fortuna: de US$ 5,3 bilhões para US$ 11,5 bilhões.

Em seguida, aparece o banqueiro Joseph Safra, com US$ 10 bilhões. Em 2009, sua fortuna era calculada em US$ 7 bilhões.

– Perdendo Mercado, mas Ganhando Dinheiro

A Revista Exame desta semana traz uma curiosa matéria sobre a revolução na administração da cervejaria americana Budweiser. Após a compra da empresa pela Inbev, a Anheuser-Busch, ícone dos americanos, sofreu um choque cultural de gestão: demissões, fim de patrocínios e subsídios, corte de presentes e brindes, aquisição e venda de outras marcas, além de perda de 12% do mercado.

Tudo isso fez com que a antipatia e protesto pelos americanos contra os brasileiros que administram a empresa aumentasse. Por fim, tais ações fazem com que a AnInbev (nome do Conglomerado) tenha lucro! As ações dispararam, em contrapartida das vendas.

Veja como tem funcionado:

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0962/gestao/gestao-americana-feita-brasileiros-533945.html?page=1

GESTÃO AMERICANA, FEITA POR BRASILEIROS

Pouco mais de um ano após comprar a cervejaria Anheuser-Busch, um ícone dos Estados Unidos, os brasileiros da InBev deixam claro qual o caminho escolhido para ganhar dinheiro: uma crença em metas, austeridade e meritocracia que choca os próprios americanos

Por Tiago Lethbriddge, de St. Louis

Embora tenha sido berço do blues, do escritor T.S. Eliot e da casquinha de sorvete, a cidade americana de St. Louis cultivou com prazer a fama de capital nacional da cerveja. Foi aqui, às margens do Mississippi, que nasceu um dos maiores ícones americanos, a Budweiser, produzida desde 1876 pela Anheuser-Busch. Nesses anos, empresa e cidade desenvolveram uma simbiose rara. O clã Busch, que comandou a cervejaria por seis gerações, funcionava como uma espécie de patriarcado local, doando dezenas de milhões de dólares à caridade e financiando eventos artísticos. Jovens sonhavam em trabalhar na “cervejaria”, como a Anheuser-Busch é chamada na cidade. Os salários eram acima da média e a companhia mimava os funcionários com caixas de cerveja grátis, ingressos para jogos de beisebol no Busch Stadium e entradas para os parques temáticos Busch Gardens (o nome da família, como se vê, está por todo lado). St. Louis devolvia com fidelidade: quase sete em cada dez garrafas de cerveja consumidas na cidade saíam da fábrica da Anheuser-Busch, número muito superior à média americana, de 50%. Beber Budweiser era questão de orgulho municipal, dada a enorme rivalidade entre St. Louis e Milwaukee, onde nasceu a Miller. Essa história, porém, terminou em 18 de novembro de 2008, quando a empresa mais querida de St. Louis foi comprada pelo grupo belgo-brasileiro InBev. Desde então, a cidade vem tendo de se habituar a uma nova realidade – St. Louis não é mais a capital de coisa alguma. Para piorar as coisas, a aristocrática e generosa família Busch foi substituída por um pequeno grupo de executivos brasileiros que vestem calças jeans surradas, não dão a mínima para tradições centenárias e estão virando a maior cervejaria dos Estados Unidos do avesso. Os próprios funcionários trataram de resumir a dolorosa transformação: o endereço da sede da empresa, em 1 Busch Place, tem um novo apelido entre eles – 1 Brito Place.

O BRITO EM QUESTÃO É O CARIOCA Carlos Brito, presidente mundial da ABInBev. Ele comanda aquela que é a maior cervejaria do mundo, nascida após a aquisição da Anheuser-Busch pela InBev. Apesar de ter sede na Bélgica, a ABInBev é, em seu DNA, uma empresa brasileira. Nove dos 13 executivos de sua cúpula fizeram carreira na AmBev, braço brasileiro da cervejaria – o carioca Luiz Fernando Edmond, ex-presidente da AmBev, foi despachado para St. Louis para comandar pessoalmente a incorporação da Anheuser- Busch. Hoje, esses brasileiros têm aquela que é a mais difícil missão de sua carreira: fazer a maior aquisição da história do setor dar certo. A compra da Anheuser-Busch era um sonho antigo dos controladores da AmBev, os investidores Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, que atualmente dividem o comando da ABInBev com um grupo de famílias belgas. Mas o negócio acabou sendo concluído na pior hora possível, em meio ao pânico do fim de 2008. Para fechar a compra, a InBev teve de pagar caro e se endividar perigosamente – foram 45 bilhões de dólares em empréstimos para concluir a aquisição de 52 bilhões de dólares. Além disso, a maior recessão do pós-guerra fez o mercado americano de cerveja encolher.

Os resultados, no entanto, mostram que Brito, Edmond e seus comandados estavam à altura da tarefa. No dia 4 de março, a empresa divulga os resultados de seu primeiro ano inteiro à frente da AB. Segundo analistas ouvidos por EXAME, a empresa deve anunciar que Brito e Edmond cortaram mais de 1 bilhão de dólares em custos na AB no ano passado – mais que o prometido no dia da aquisição. Ao mesmo tempo, a empresa pagou parte da dívida ao levantar cerca de 9 bilhões de dólares com a venda dos parques Busch Gardens e de cervejarias na Europa e na Ásia. De novo, é mais do que o prometido. Esse desempenho pode ser explicado pelo tamanho da recompensa que espera os brasileiros caso consigam fazer a compra da Anheuser- Busch dar certo. Os acionistas da AB InBev ofereceram um senhor incentivo para que os executivos diminuam o endividamento da empresa a níveis considerados normais: um pacote de 28,4 milhões de opções de ações para os 40 executivos da cúpula. Eles têm até 2013 para atingir as metas. Em caso de fracasso, não ganham um dólar sequer. Já em caso de sucesso, a coisa muda bastante de figura. Segundo os cálculos da empresa de análise Stifel Nicolaus, os 40 funcionários racharão entre eles cerca de 1 bilhão de dólares caso o valor de mercado da ABInBev se mantenha no mesmo patamar atual. Como esse prêmio será pago em ações, porém, o valor pode se multiplicar. Caso a ação dobre de valor nos próximos anos (algo tido como plausível por analistas), o pacote ultrapassa os 2 bilhões de dólares. Só Brito, nesse cenário otimista, levaria opções avaliadas em mais de 200 milhões de dólares. Se o invejoso leitor já começou a torcer contra, eis uma má notícia: “Mantido o ritmo atual, eles podem atingir as metas no fim do ano que vem, dois anos antes do limite”, diz Trevor Stirling, analista da Sanford Bernstein.

Para os executivos brasileiros, cortar cabeças e custos após aquisições já é uma tradição, iniciada quando a Brahma comprou a Antarctica, em 1999. Em seguida vieram a Quilmes, na Argentina, a Labatt, no Canadá, e a Interbrew, na Bélgica. Em cada um desses casos, a receita foi a mesma: uma mistura de obsessão pela eficiência com remuneração atrelada ao desempenho. Esses são os pilares do modelo nascido na Brahma, que foi se espalhando como gene dominante após cada fusão ou aquisição, sempre melhorando resultados no caminho. Nunca, porém, isso aconteceu na escala e, sobretudo, na velocidade com que os brasileiros da ABInBev estão transformando a maior cervejaria dos Estados Unidos. Até novembro de 2008, a Anheuser-Busch era uma espécie de anti-AmBev. A empresa tinha seis aviões e dois helicópteros para transportar seus funcionários (a frota era conhecida como Air Bud). Enquanto Brito faz o trajeto de sua casa, em Connecticut, até o escritório, em Nova York, de trem, o chefão August Busch III costumava ir para o trabalho de helicóptero. Os executivos tinham escritórios luxuosos. Até mesmo os funcionários dos parques Busch Gardens ganhavam duas caixas de cerveja por mês. Enquanto a turma se esbaldava com sua Bud grátis, a Anheuser-Busch ficava cada vez menos eficiente. Sua margem operacional, por exemplo, era menos da metade da obtida pela AmBev. “Eu não preciso de cerveja grátis”, disse Brito em 2008, num resumo involuntário do abismo que separava as duas empresas. “Posso comprar minha própria cerveja.” 

ENTRE AS PRINCIPAIS RAZÕES para o fracasso de aquisições, o chamado “choque de culturas” é um dos suspeitos de sempre. Esse choque causa paralisia, e as consequências são lentidão nos resultados e decepção para os acionistas da empresa compradora. Quando a união entre InBev e AB foi anunciada, os analistas logo vaticinaram – vem choque de culturas por aí. Mas não foi o que aconteceu. Houve, digamos, um massacre cultural. Brito e Edmond adotaram a maquiavélica máxima segundo a qual é melhor fazer o mal de uma só vez. Semanas após a conclusão do negócio, 1 400 funcionários foram demitidos e 480 dos 1 200 BlackBerry da empresa foram tomados de volta. Num belo dia, os executivos chegaram a 1 Busch Place e perceberam que os luxuosos escritórios da cúpula estavam sendo demolidos a marretadas. “Parecia que tinham jogado uma bomba no 9o andar”, diz um alto executivo da Anheuser-Busch. “Era mogno para todo lado.” Foram instalados mesões comunitários para a diretoria, as secretárias passaram a ser divididas e os móveis foram leiloados. A Air Bud foi colocada à venda, e os funcionários passaram a voar na classe econômica. Para deixar claro que os tempos eram outros, listas com os executivos que mais gastavam em viagens ou com gorjetas começaram a circular pela empresa, numa espécie de eleição de “funcionário do mês” ao contrário. No futuro, a estrutura de remuneração mudará. Os salários serão fixados num nível abaixo da média do mercado, e a parte variável será maior que a média. Benefícios como seguro de vida para aposentados já estão sendo cortados. Já os 230 cavalos clydesdale, símbolos da Anheuser-Busch e mantidos pela cervejaria, ainda não foram afetados pelas mudanças.

A chegada dos novos donos foi recebida com sensações contraditórias entre os executivos da AB. Ao mesmo tempo que eles lutaram contra a oferta hostil da InBev, não havia muita esperança de que as coisas fossem melhorar sob o comando dos Busch – como eles tinham um bom punhado de ações da empresa, a aquisição poderia ser um bom negócio. “Nós podíamos ter comprado a AmBev dez anos atrás”, diz um ex-diretor da empresa. “Mas ficamos parados, e o resultado foi esse.” O desgosto era tão grande que até mesmo o banco Goldman Sachs, contratado pela AB para assessorar a defesa à oferta da InBev, apelidou os Busch de Crazy (o “Louco” August Busch III, que não sabia o que queria) e Lazy (o “Preguiçoso”, seu filho August Busch IV, que pouco fez para evitar a venda). Ao mesmo tempo que o desapreço pelos Busch crescia, Brito impressionava em sua atuação no teatro de máscaras característico de tentativas de aquisição hostil. Numa entrevista ao jornal St. Louis Post Dispatch, Brito avisou que os executivos da AB não deveriam ter medo. “Nós os amamos, respeitamos e gostamos do que eles fizeram com a empresa e com a marca”, disse Brito. Finalmente, alguns traços da cultura AmBev fascinavam a cúpula da Anheuser-Busch. Funcionários acostumados a caprichar no visual foram informados de que a calça jeans seria o uniforme dali em diante. Um novo chefe cheio de amor para dar; ir ao trabalho de calça jeans. Não parecia mal. A alegria durou algumas semanas. Logo, 14 dos 17 executivos da cúpula da Anheuser-Busch perderam o emprego. 

St. Louis Blues, uma das músicas mais famosas da história americana, conta a história de uma deprimida senhora que perdeu seu amante para uma dondoca com anéis de diamante. A música foi escrita há 96 anos, mas capta bem o espírito que baixou na cidade na era pós-venda da Anheuser-Busch. Dentro da empresa, claro, o clima é de tensão após um ano de mudanças tão dramáticas. “Ninguém sabe quem será o próximo demitido”, disse a EXAME um funcionário com três décadas de AB. Reina entre eles a certeza de que a sede da empresa acabará sendo transferida para Nova York, tirando ainda mais empregos de St. Louis. Mas, a rigor, as mudanças na Anheuser-Busch mexeram com a cidade inteira. As páginas de comentários do blog especializado em cerveja Lager Heads, do St. Louis Post Dispatch, tornaram-se o melhor termômetro para medir a popularidade dos novos donos da Anheuser-Busch. Lá, funcionários, ex-funcionários e cidadãos comuns se dedicam a jogar pedras nos executivos brasileiros. Brito, também conhecido entre eles como “Carlos Burrito”, é o alvo principal. Entre os comentaristas estão NOTOBRITO, In- Bevhater e BoycottBud. Para eles, os novos donos da Anheuser-Busch são “brazilian banditos” (assim mesmo, em espanhol) e “administradores do Terceiro Mundo”. “Os novos donos não têm o menor respeito pelas tradições da Anheuser-Busch, e sua ganância é um tapa na cara do trabalhador americano”, afirmou a EXAME, por e-mail, um funcionário que deixou a cervejaria em abril. “Descanse em paz, AB.” Não rende um blues?

Sob o comando de Edmond, é bem verdade, a empresa deixou de se preocupar em ser uma boa cidadã corporativa e passou a usar seu poder para ganhar cada centavo possível. Uma de suas primeiras atitudes foi espremer os fornecedores. Os pagamentos passaram a ser feitos em 120 dias, e não mais em um mês. Pequenas empresas locais que forneciam há seis décadas para a AB foram cortadas, e as que foram mantidas são obrigadas a esperar quatro meses para receber. Essas mudanças geraram um burburinho na cidade, até que a gigante local Emerson, que fatura 21 bilhões de dólares por ano, declarou guerra aos novos donos da cervejaria. Em abril, a empresa de equipamentos, que fornece para a Anheuser-Busch, decidiu boicotar os produtos da cervejaria em seus eventos corporativos. “Após a aquisição da AB pela InBev, vimos coisas ruins acontecerem na cidade de St. Louis e em nosso relacionamento com a InBev”, informou a empresa num comunicado interno. “Queremos que todas as divisões obedeçam e parem de comprar produtos da ABInBev. Sugerimos Coors, Miller, Modelo (Corona etc.) e Heineken.” A ira generalizada causou um fenômeno raro: a participação de mercado da Anheuser-Busch em St. Louis caiu no ano passado. Já as vendas da cervejaria local Schlafly cresceram 38% no período. “A cidade era muito leal à AB, e isso mudou com a venda para a InBev”, diz Dan Kopman, fundador da Schlafly. Somente em 2009, ele recebeu quase 1 000 currículos de ex-funcionários da Anheuser-Busch.

A PERDA DE MERCADO EM ST. LOUIS já estava nos cálculos da cúpula da ABInBev. Mas os problemas de Brito são bem maiores que isso. No ano passado, o volume de vendas da Anheuser- Busch nos Estados Unidos caiu 2,2%. Em janeiro, segundo dados preliminares, a queda foi de 12,2%. Esse é, claro, um dos efeitos da recessão – e não ajudou em nada o fato de Anheuser-Busch e MillerCoors, que juntas controlam 80% do mercado, terem aumentado os preços em 5% em 2009. Mas, segundo os analistas, o desempenho recente da Anheuser-Busch é vítima de dois problemas de fundo. O primeiro é a decadência da marca Budweiser, um fenômeno que já dura duas décadas. Em 1989, a Budweiser era dona de 25% do mercado americano. Hoje, a participação não passa de 9,3%. Nos últimos cinco anos, a queda da Budweiser anulou o crescimento de todas as outras marcas da Anheuser-Busch. O segundo fenômeno é a mudança nos hábitos do consumidor. Os americanos estão bebendo cada vez mais cervejas artesanais, como a Schlafly, criando um problema para as grandes. “A Anheuser-Busch não tem boas marcas artesanais, e é aí que está o crescimento hoje em dia”, diz Mark Swartzberg, da gestora de recursos Stifel Nicolaus, de St. Louis. Espera- se que esse fenômeno se intensifique nos próximos anos, quando a economia voltar a crescer e o consumidor ficar menos apertado. Esse, aliás, é um problema que a ABInBev conhece bem: na Europa Ocidental, há anos os consumidores têm trocado a cerveja tradicional por marcas mais caras ou mesmo por outros tipos de bebida, como vinho e destilados. Na Bélgica, berço da Interbrew, o consumo de cerveja caiu 20% entre 2000 e 2008.

A queda nas vendas no último ano mostra que cortar 1 bilhão de dólares em custos não é uma empreitada sem riscos. Um dos principais alvos do ataque de Brito e Edmond foi o celebrado departamento de marketing da Anheuser- Busch – responsável por campanhas simples e antológicas, como a dos sapos que berravam Bud-wei-seeeer. A InBev demitiu toda a cúpula do departamento. Entre as vítimas estavam Robert Lachky e Tony Ponturo, dois dos marqueteiros mais influentes dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a nova administração cortou comissões pagas a agências, reduziu o número de anúncios produzidos por ano e diminuiu a ênfase dada a eventos esportivos. “Os executivos de marketing da Anheuser- Busch eram os melhores do mundo, são pessoas que conhecem o consumidor americano melhor que ninguém”, diz Ann Gilpin, da Morningstar, empresa de análise de companhias abertas. “Fazer mudanças dessa maneira é extremamente arriscado.” Por dez anos seguidos, a Anheuser-Busch ganhou os prêmios de melhor anúncio do Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano e o evento publicitário mais importante do ano. Em 2009 e 2010, parou de ganhar.

DIANTE DA QUEDA NAS VENDAS, os executivos da ABInBev terão de tirar da cartola maneiras de atingir suas metas de desempenho. Uma das saídas cogitadas é a compra da cervejaria mexicana Modelo, que ajudaria a impulsionar a geração de caixa da ABInBev (hoje, a ABInBev já tem 50% das ações da cervejaria mexicana). Daqui para a frente, ninguém duvida que cortar custos será uma tarefa mais difícil que no ano passado. Em St. Louis, esperava-se para março o anúncio de mais demissões – devido a um acordo feito logo antes da aquisição, os funcionários que pertencem ao sindicato estão com o emprego garantido até 2013. O ataque à enorme e poderosa rede de distribuidores independentes da Anheuser-Busch é uma possível fonte de economia. A empresa pode tentar aumentar a quantidade de cerveja que vende diretamente ao varejo. Já na Europa, a ABInBev anunciou em janeiro que demitiria 10% de seus funcionários, e a decisão foi seguida por uma onda de protestos que incluiu a paralisação de fábricas. Os manifestantes chegaram a fazer funcionários da cervejaria reféns. “ABInBev assassina social”, diziam as faixas estendidas pelos grevistas, inconformados com o fato de a companhia anunciar resultados fantásticos a cada trimestre e, mesmo assim, insistir em novas demissões.

A magnitude dos protestos na Europa é um indício dos riscos de imagem que a ABInBev corre no mercado americano. É curioso que o modelo de gestão adotado por Jorge Paulo Lemann no banco Garantia, na Brahma, na Lojas Americanas e no fundo de investimento GP tenha nascido nos Estados Unidos. Lemann nunca escondeu que se inspirou na cultura meritocrática do banco de investimento Goldman Sachs, notória por sua intolerância à mediocridade. Mas, no mundo pós-Lehman Brothers, o Goldman se tornou o maior saco de pancadas do capitalismo americano – e a cultura baseada na recompensa ao cumprimento de metas de desempenho está em xeque. Em fevereiro, após o ano mais rentável da história do Goldman, o presidente do banco, Lloyd Blankfein, foi forçado a aceitar um bônus menor que o dos rivais para evitar uma crise de relações públicas. Imagine, agora, o que pode acontecer com os executivos da ABInBev caso atinjam suas metas e ganhem centenas de milhões de dólares em bônus após um drástico programa de corte de custos num dos maiores ícones americanos? Eis, aí, a ironia. A cultura de gestão dos brasileiros da ABInBev nasceu em Wall Street, deu a volta ao mundo e veio parar nos Estados Unidos – mas chegou num momento em que o sucesso está totalmente fora de moda.