– 8 Páginas Pagas pela Telefônica?

Nesta quarta-feira, a Telefônica publica 8 páginas de anúncio nos principais jornais do estado de São Paulo. Quanto custa tudo isso?

Enquanto isso, nosso Speedy… Como é terrível ser cliente da Telefônica. Na propaganda, são bons. Mas na prática… ai Jesus!

OBS: O Lucro do segundo trimestre da empresa foi de R$ 545 milhões!

– O BuddyPoke como Fonte de Arrecadação para a Mentez

A Mentez, dona dos direitos dos bonequinhos do BuddyPoke, tão comuns no Orkut, descobriu um filão de dinheiro a ser explorado: o uso das ações dos bonequinhos como serviço pago!

Em: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/614/artigo143872-1.htm

O SEGUNDO SECOND LIFE

Quando o universo em 3D do Second Life surgiu na internet, muitos acreditaram que a tão desejada fórmula para transformar a audiência das redes sociais em dinheiro tinha sido descoberta. Inegavelmente, o novo portal fez o que nenhum outro conseguiu fazer. Só no último ano ele movimentou US$ 360 milhões no mundo. Mas no Brasil, dois anos depois de sua chegada em 2007, a rede caiu no esquecimento.

O Second Life sempre foi muito mais conhecido do que usado. A rede não emplacou, mas a corrida em busca da rentabilidade das redes sociais continua mais ativa do que nunca. A nova aposta que tem despontado lá fora é a inserção de serviços pagos em comunidades virtuais. No Brasil, a modalidade acaba de ser implantada no Orkut pela Mentez, empresa multinacional de desenvolvimento de aplicativos.

Pelo sistema, usuários compram moedas virtuais para ter acesso a funções extras de ferramentas disponíveis na rede. É o caso do aplicativo de maior sucesso do site, o BuddyPoke. O serviço permite ao internauta criar gratuitamente seu personagem virtual e interagir com outros da rede. Mas para ir além e usar o avatar para pedir alguém em casamento, por exemplo, é preciso pagar. Quem ganha com isso são os desenvolvedores de aplicativos e gerenciadores do sistema de pagamento. Mas as marcas podem usar a distribuição da moeda para atrair o consumidor.

“O modelo tradicional de propaganda não teve sucesso nesse universo”, diz Tahiana D’Egmont, sócia da Mentez no Brasil. “Inserir as marcas no campo de interesse do usuário de uma forma interativa é a solução”, afirma. Segundo ela, este ano, a moeda virtual movimentará R$ 4,5 milhões no Brasil.

O interesse da Mentez pelo País surgiu da popularidade que as redes sociais têm por aqui e da perspectiva de crescimento do mercado de aplicativos para a internet. Fundada por um grupo de empresários colombianos, a empresa é representada no País por Tahiana, uma jovem de apenas 23 anos. A escolha do Orkut veio de sua liderança absoluta entre as redes por aqui. O portal tem mais de 30 milhões de usuários ativos.

O primeiro aplicativo a usar o sistema pago da Mentez foi o BuddyPoke. Hoje, cerca de 98% dos usuários usam o serviço. O boneco virtual é gratuito. No entanto, algumas funções são pagas. “A internet virou sinônimo de gratuidade. Mas quando a pessoa tem interesse pela ferramenta estará disposta a pagar para ter um conteúdo exclusivo”, afirma José Calazans, analista de mídia do Ibope Nielsen Online.

A compra de créditos é feita pelo sistema de pagamento online PagSeguro, do UOL. Os pacotes vão de R$ 5 a R$ 45. “Em breve, o usuário poderá recarregar suas moedas da mesma forma que faz com o celular: em padarias, bancas e farmácias”, revela Tahiana. Segundo ela, o gasto médio mensal dos usuários tem sido de R$ 21. Os serviços pagos já foram adquiridos por 0,1% dos usuários ativos. A renda é repartida entre a Mentez e o desenvolvedor do aplicativo.

A pergunta que fica é como as marcas podem tirar proveito desse novo negócio. Segundo Tahiana, as empresas poderão comprar pacotes de moedas e distribuir aos usuários em troca de uma aproximação com a sua marca. Por exemplo, o internauta que visitar o site da companhia pode ganhar créditos para usar no Orkut. Para Abel Reis, presidente da AgênciaClick, o consumidor tem uma boa tolerância à publicidade na internet, mas com algumas ressalvas.

Ela deve ser relevante ou viabilizar a gratuidade de outros serviços que o internauta está acostumado a usar. “O uso das moedas pode dar certo já que marca e consumidor saem ganhando”, afirma Reis. O próximo aplicativo a adotar o sistema é o Colheita Feliz, número um em acessos na China e na Rússia (Saiba mais no quadro “Serviços Pagos”).

O objetivo da Mentez é que seu sistema se torne uma moeda única entre as redes sociais. O portal Sonico deve adotar serviços pagos no segundo semestre. “É uma abordagem promissora, mas só o tempo vai poder dizer se será vencedora”, diz Reis.

– Tornei-me “Twitteiro”

Amigos, assinei minha conta no “Twitter”. Confesso que como ferramenta de trabalho, pessoalmente, não me ajudará nada. Mas como instrumento de comunicação, é mais uma boa alternativa. Algumas empresas estão usando o Twitter para divulgar seus serviços, como as Revistas Exame e Época.

Como modismo, é bacana. Só não pode consumir meu tempo…

Para seguir-me, clique em: http://twitter.com/rafaelporcari

– A Tecnologia a Serviço da Educação

São ações como esta que deveriam ser louvadas e incentivadas. Veja:

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI71842-15228,00-COMO+A+TECNOLOGIA+ESTA+TRANSFORMANDO+A+EDUCACAO+NA+AMAZONIA.html

COMO A TECNOLOGIA ESTÁ TRANSFORMANDO A EDUCAÇÃO NA AMAZÔNIA

Conheça três projetos que estão semeando esperança em povoados isolados no meio da floresta

Luciana Vicária, de Xapuri, Acre

Ainda está escuro quando Alessandro Nascimento calça os chinelos e escova os dentes. Com um caderno na mão, duas bananas na bolsa e o sonho de se tornar astrônomo, o menino de 9 anos enfrenta duas horas de caminhada até chegar à escola. Alessandro dorme na escola a semana toda. À noite, estende a rede no refeitório. “Assim não preciso caminhar tudo de novo. E aproveito para ver as estrelas”, diz o pequeno morador do Seringal São Pedro, no Acre, extremo oeste da Amazônia. Alessandro tem como ídolo o astrofísico Marcelo Gleiser.

Mais da metade dos 5 milhões de crianças que vivem na floresta não termina o ensino fundamental, de acordo com dados do governo do Amazonas. “É tarefa para caboclo iluminado”, dizia o ex-governador do Acre Jorge Viana. As raríssimas formaturas na floresta são comemoradas com fogos de artifício, fogueira, quadrilha e até padre. Os alunos que terminam o ciclo básico (9ª série) aproveitam até para se casar na colação de grau. “A façanha equivale a um título de doutor”, diz o professor Lissandro Augusto, do Seringal São Pedro. Os alunos têm de vencer não só a distância, mas também a fome e a falta de recursos. Como não deixar se perder o sonho de Alessandro?

Tanto o governo federal quanto as entidades não governamentais já tentaram impulsionar o ensino na floresta. Na primeira tentativa, na década de 80, foi montada uma grande operação para construir escolas em locais isolados. Nos anos 90, o governo organizou caravanas para transportar os alunos de sua casa até os centros educacionais mais próximos. Nenhuma das tentativas vingou. “A solução não estava em vencer a distância fisicamente, mas em encurtá-la com tecnologia”, diz Marcos Resende Vieira, diretor da Associação Brasileira de Ensino a Distância (Abed).

Foi assim que há dez anos a educação na floresta entrou em um processo lento – mas progressivo – de virtualização. Os primeiros resultados aparecem agora: a internet, os materiais em DVD e as videoconferências inverteram os números trágicos. A evasão escolar diminuiu 30%, os professores passaram a frequentar cursos on-line e o desempenho dos alunos melhorou 35%. Agora existe ensino médio na floresta.

A primeira grande experiência chegou com o Telecurso, que foi adotado como política do Estado no Acre. Os professores têm apoio de materiais extras em DVD e contato permanente com especialistas de todas as áreas do conhecimento. “A nota das crianças aumentou 1,5 ponto. E a distorção idade-série, que atingia 52% das crianças, diminuiu para 30% nas salas do Telecurso”, afirma Vilma Guimarães, gerente de Educação da Fundação Roberto Marinho.

A segunda experiência acontece na fronteira da Amazônia brasileira com outros países. O Exército abriu seus 38 pelotões de fronteira para educar crianças a partir do 6º ano. “O objetivo era atender os filhos de militares em missões temporárias. Mas filhos de civis que moram na região também acabaram nos procurando”, diz o major Robson Santos Silva, membro da Abed. As crianças recebem material didático, têm o apoio de um tutor e acesso a um canal exclusivo na internet. “Quando os pais voltam para a cidade de origem, as crianças estão preparadas para prestar o vestibular.” A iniciativa beneficiou 1.600 alunos.

O terceiro grande projeto chegou recentemente, com a Escola Técnica Aberta do Brasil (Etec), uma iniciativa do Ministério da Educação. A escola oferece ensino fundamental e colegial técnico a distância a quem mora longe das grandes cidades. São mais de cem salas de aula na floresta e potencial para atender 30 mil alunos. As aulas a distância funcionam dentro de escolas que já existem, com professores e videoconferências. “Com pouco investimento, esse projeto deu grandes resultados”, afirma Helio Chavez, do Ministério da Educação. 

– O Bing da Microsoft contra o Google

A briga entre os buscadores parece que vai ser boa. O Google terá um concorrente de peso: o Bing, produto da Microsoft, que promete assustar a concorrência e mostrar qualidades inovadoras. Aos internautas que o aguardam, terão que esperar até a próxima quarta-feira:

Olha o Blog “dia-a-dia, bit-a-bit”, sobre o lançamento do Ding: http://smeira.blog.terra.com.br/2009/05/30/bing-muda-o-que-no-universo-de-busca/

bing: muda O QUE no universo de BUSCA?

Tags:, , , , , – srlm às 00:54
semana que vem a microsoft lança seu “novo” engenho de buscas, bing, que antes iria se chamar kumo e que, na verdade, é uma combinação do que já estava rolando em live search com tecnologias que a microsoft estava desenvolvendo em casa e outras compradas recentemente [como powerset, por exemplo]. sem falar num redesenho razoável da interface de apresentação e interação.
 
segundo vozes internas da MSFT [don dodge, entre muitos outros] a empresa vai apontar bing para quatro alvos: tomar decisão de compra [e comprar de dentro do próprio bing]; planejar uma viagem [decidindo para onde ir e onde ficar e, a partir daí, como…]; pesquisar uma condição de saúde [e, quem sabe, decidir marcar um médico e comprar um remédio…] e, finalmente, achar um negócio local, perto de onde você está ou mora [e, talvez, decidir fazer alguma coisa a respeito]. tudo, óbvio, centrado no mercado americano, que é o maior do planeta [ainda] e onde a empresa de redmond perde de google por 8 a 1 [isto é, a cada oito buscas feitas em google, uma é feita em live search].
 
a microsoft está dizendo duas coisas básicas sobre bing: 1. ele não é um engenho de busca; ou seja, nada de enfrentar google cara a cara; google é de busca, mas bing é de “decisão“: a microsoft propõe que as pessoas usem seu serviço como auxiliar no processo de tomada de decisões [vamos ver se “pega”]; 2. não se espera resultados significativos, no mercado, no curto prazo; estão olhando, segundo steve ballmer, anos à frente.
isso tira a pressão de cima da turma de bing, que de outra forma teria que enfrentar google [o que vai ocorrer, queiram ou não] e mostrar resultados já. no topo disso, acho que o posicionamento de bing, como um sistema de decisão com a ajuda do qual [e de dentro de sua interface, veja o vídeo aqui] as pessoas vão poder tomar decisões de compra e realizá-las… muda o modelo SFO. como assim?
 
SFO é a abreviatura para search [faça uma pergunta], find [encontre o que você quer] e obtain [pegue uma cópia, isntância ou exemplar da coisa pra você] que é, digamos, o modo normal de navegar na rede. se você prestar atenção nos demos de bing [em vídeo, aqui] talvez concorde comigo que uma boa parte do esforço por trás da nova aposta da microsoft é fazer com que o “O” de SFO seja realizado, também, dentro do sistema “de busca”. assim, google seria um sistema do tipo SF e bing, SFO; talvez, no começo, com um “o” minúsculo: SFo. com a microsoft participando do processo, mediando as transações e, consequentemente, ganhando dinheiro com isso.
 
pode pegar, pode não. medida de sucesso? se eu estivesse financiando o esforço, iria querer alguma coisa como passar yahoo [que ganha de live search, no mercado americano, por 2.5 x 1] em 18 meses. ainda iria estar perdendo pra google por 3 x 1, mas aí já dava pra pensar em virar o jogo. quarta-feira a gente vai saber que time, mesmo, tá entrando em campo e em que condições. em qualquer caso, no começo da partida, eu não esperaria muita precisão e cobertura nos resultados, para conteúdo em português, localizado no brasil. mas tomara que eu esteja errado. na quarta a gente vai saber.

– Estratégias que Assustam a B2W

Há pouco tempo, criou-se a B2W, grupo que administra Americanas.com, Submarino e ShopTime (sim, se você não sabia, saiba que os 3 grandes vendedores da Internet são do mesmo grupo). Hegemônicos até então, estão se assustando com 2 potenciais concorrentes: Casas Bahia on-line e Wal-Mart.com.

Em: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/606/reinado-ameacado-a-b2w-dona-do-submarino-e-da-americanascom-135005-1.htm

REINADO AMEAÇADO

A B2W, dona do Submarino e da Americanas.com, sente a chegada de gigantes como Casas Bahia e Wal-Mart no varejo eletrônico e perde espaço no mercado virtual

por Adriana Mattos
A HOLDING B2W SURGIU PARA SER uma das maiores companhias de comércio eletrônico do mundo. Batizada propositalmente de Business to the World, ela engloba negócios como Americanas.com, Submarino e Shop Time – e tem em sua linha de frente os inseparáveis Carlos Alberto Sicupira, Marcel Telles e Jorge Paulo Lemann. Pouco antes de a crise global congelar planos e travar investimentos, a imprensa divulgou o plano de internacionalização da marca. A primeira parada seria o México. Mas os latinos terão de esperar. A B2W enfrenta a sua hora da verdade. A situação financeira da empresa já foi bem melhor e as vendas crescem abaixo da média do setor. Caiu a taxa de conversão de clientes (um numerozinho guardado a sete chaves que revela se as visitas se traduzem em pedidos) a ponto de ser tópico de diversas reuniões internas neste ano. Além disso, de repente, a empresa passou a enfrentar uma concorrência com fôlego idêntico ou até superior ao seu. O Wal-Mart, maior empresa do varejo no mundo, resolveu levar a sério o comércio eletrônico no País e, desde outubro, vende pela internet. A Casas Bahia fez o mesmo no início de 2009. Pela primeira vez, a B2W perdeu mercado – quase cinco pontos de market share em 2008. Sua receita subiu 23,5%, mas o mercado se expandiu 30%. A participação caiu de 44,8% para 39,5% – o que significa que deixou de incorporar R$ 410 milhões à sua receita anual.

Em 2009, a B2W prevê crescimento de 8% a 18%. O problema é que analistas estimam que o mercado saltará 25%. Ou seja, a líder do comércio eletrônico pode perder mais participação de mercado

Foram as novatas e os concorrentes de menor porte que avançaram sobre essa parte do bolo da B2W, avalia a consultoria e-bit, responsável por esses cálculos. Para piorar, um novo (e preocupante) dado chegou aos ouvidos dos executivos da holding nas últimas semanas. Juntas, Wal-Mart e Casas Bahia, ao lado de Extra, Ponto Frio, Magazine Luiza e Saraiva, têm potencial para chegar a uma participação de mercado de 30% em 2009, conforme calculou o Bradesco. Boa parte dessa taxa virá do crescimento do setor e do avanço sobre a líder (leia-se B2W). Dias atrás, analistas já questionaram a empresa a respeito desse risco. “Há uma clara mudança no mercado de e-commerce no Brasil. Até que ponto a B2W está se preparando para crescer igual ao mercado?”, perguntou o analista Fabio Monteiro, do Bradesco, em conversa com o comando da companhia na semana passada. Procurada pela reportagem da DINHEIRO , a empresa não se pronunciou.

Se algum rival se mexeu, só o fez porque havia espaço. A companhia mudou drasticamente de postura nos últimos meses. Desde o início da crise, puxou o freio de mão. Postergou investimentos de cerca de R$ 50 milhões para reduzir, de quatro para um, o número de centros de distribuição no País. Também apertou fornecedores num processo de revisão de contratos.

Para completar, endureceu a política de crédito e diminuiu parcelamentos para reforçar o caixa de forma mais rápida. Enquanto tentava se reorganizar, os custos financeiros só subiam. Altamente dependente de capital de giro, a empresa viu a taxa de desconto de recebíveis bater em 160% do CDI – o índice máximo não passa de 120%.

Essa fase de ajustes se estendeu até o final do primeiro trimestre – um momento em que a concorrência se arriscava e jogava preços no chão para aumentar as vendas. O resultado veio agora: as vendas da B2W subiram 6% de janeiro a março, como ela acaba de divulgar. “Nós ajustamos algumas variáveis em demasia”, admitiu a analistas José Timótheo de Barros, diretor financeiro e de relações com investidores do grupo, referindo-se às medidas tomadas no ano passado.

Medidas, aliás, que já fazem parte da história. Isso porque, desde abril, a empresa voltou a ser mais agressiva nos preços e nos planos de pagamento para reduzir o estoque de mercadorias formado após a brecada no final de 2008. Esse estoque bateu em 55 dias em março, 11 dias a mais do que no mesmo mês de 2008. Se tudo der certo, a estimativa é de um crescimento entre 8% e 18% em 2009, segundo a própria empresa. Se chegar nisso, ela perderá mercado de novo, pois a expansão do setor será de 20% a 25%, segundo a e-bit. Isso não tira o sono da B2W agora. “Estamos no caminho certo novamente”, disse Barros aos analistas. “Estamos trabalhando duro para melhorar a taxa de conversão. Mas não posso dar detalhes e entregar o ouro ao concorrente.”

Realmente não é o caso de “entregar o ouro a concorrentes”, mas é bom acompanhar o que eles fazem. Em março, após o anúncio de redução do IPI para produtos da linha branca, o Wal-Mart demorou 30 minutos para mudar os preços em seu site – e saiu na frente dos concorrentes. Com a nova tabela, a demanda por produtos de linha branca dobrou nas primeiras horas. Na Casas Bahia, são 2,2 milhões de acessos mensais à pagina virtual. É a metade do volume de visitas ao site do Magazine Luiza (a primeira a ter loja virtual no País) em apenas três meses de operação. É essa agilidade da concorrência que “rouba” fatias de mercado da B2W. “Se a B2W é líder, então obviamente ela é o alvo e tende a perder participação mesmo. Só seria inaceitável uma sangria de share muito elevada”, diz Eugenio Foganholo, sócio da Mixxer Consultoria. Uma sangria que pode ocorrer se a B2W não se mexer rapidamente.

– O Novo Modelo de Negócio de Música e Vídeo da Saraiva

A tendência do “fim de DVD’s e CD’s” parece se concretizar cada vez mais: a Livraria Saraiva lançou seu braço de negócio intitulado Saraiva Virtual, onde venderá on-line os principais títulos de filmes, exclusivo para download. É o aluguel eletrônico de filmes, onde você não irá mais à locadora, mas assitirá no seu PC.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0943/tecnologia/fantastica-fabrica-downloads-469847.html

A fantástica fábrica de downloads

A Saraiva inaugura o primeiro serviço de aluguel e venda de filmes digitais do país e dá início à era pós-DVD – Por Luiza Dalmazo
 
No início de abril, o filme Crepúsculo chegou às videolocadoras. Bárbara Alessi, de 14 anos, correu para alugar o DVD na maior loja de aluguel de filmes de Concórdia, no extremo oeste de Santa Catarina. Não conseguiu. Teve de enfrentar uma fila de espera de uma semana e meia, que já estava organizada antes mesmo da chegada do disco à cidade. A Cine Vídeo, locadora da qual Bárbara é cliente, comprou dez cópias do filme e nem assim conseguiu evitar as filas. Casos como esse se repetem semanalmente na maioria das 8 000 videolocadoras do país. Afinal de contas a quantidade de DVDs disponíveis para aluguel é limitada. Ou melhor, era. A entrega digital de filmes, que já começa a ganhar corpo nos grandes mercados do exterior, chega ao Brasil neste mês. A varejista Saraiva, dona do terceiro maior site de comércio eletrônico do país, está abrindo uma loja de downloads de filmes. Batizado de Saraiva Digital, o serviço é o primeiro no país a oferecer aluguel ou compra de filmes sob demanda. Com um computador e uma conexão de banda larga, será possível assistir a lançamentos, títulos de catálogo e programas de TV sem precisar ir até a locadora – ou à banca dos camelôs que vendem cópias piratas. O formato MP3 e os downloads legais (e também os ilegais) transformaram para sempre a indústria da música. Agora, o mesmo fenômeno começa a acontecer com os programas de televisão e o cinema. A indústria cinematográfica, um negócio que hoje movimenta 62 bilhões de dólares no mundo, está prestes a vivenciar a maior transformação desde o fim do cinema mudo.
A entrega digital de filmes tem vantagens óbvias sobre os discos. A maior delas é a comodidade. Não é preciso sair de casa nem se preocupar com filmes indisponíveis. Outra diferença fundamental dos serviços de download é o acervo. Por problemas de espaço, uma locadora de médio porte tem a qualquer momento em seu acervo uma média de 4 000 filmes. Num serviço digital, esse limite obviamente deixa de existir. A Saraiva Digital estreia com 700 títulos, mas o plano é crescer a coleção rapidamente para atingir 10 000 títulos em catálogo até o fim do ano. Há também a questão da distribuição geográfica. Embora haja locadoras nos mais remotos cantos do país (muitas vezes alugando filmes piratas), com a internet, a distância deixa de ser um obstáculo para a distribuição de filmes. Finalmente, existe a questão da variedade. Em geral, uma locadora mantém nas prateleiras somente os hits que têm mais procura. Quem está interessado em obras menos conhecidas tem de contar com a sorte – e olhe lá.

Nos Estados Unidos, país onde há o maior número de serviços de downloads de filmes em operação, o mercado de venda e aluguel de filmes online movimentou 620 milhões de dólares no ano passado, segundo a empresa de pesquisa de mercado Screen Digest. Esse número deve triplicar até 2012. Ainda é pouco diante dos 5,5 bilhões do mercado tradicional, mas é o segmento da indústria que mais cresce. O mundo da distribuição digital também é palco das maiores mudanças no tradicional jogo de forças do setor. Considere o caso da indústria da música. Lançada em abril de 2003, a loja virtual iTunes, da Apple, levou menos de seis anos para passar o Wal-Mart e tornar-se a maior vendedora de música dos Estados Unidos. Em janeiro deste ano, a Apple respondia por 19% das vendas de música no mercado americano, segundo o instituto de pesquisas NPD Group. Além de músicas, a Apple vende filmes e séries de TV e enfrenta a concorrência de empresas como a locadora Netflix, que entrega os DVDs pelo correio e agora tem a opção dos downloads, e a gigante do comércio eletrônico Amazon, com 40 000 títulos à disposição do usuário.

A Saraiva Digital é uma experiência pioneira, e a empresa não se arrisca a fazer previsões sobre o tamanho do mercado. Hoje, só 18% das residências brasileiras têm acesso à internet, e menos da metade dos assinantes conta com uma conexão rápida o suficiente para baixar filmes. Mas a ideia é olhar para o futuro, segundo Marcílio D’Amico Pousada, presidente da Livraria Saraiva, responsável pela iniciativa digital da empresa. “Sabemos que as pessoas vão comprar mais mídias digitais e queremos ser pioneiros nesse modelo que vai fazer parte da vida das pessoas”, diz Pousada. “Temos 95 anos de vida e sempre sobrevivemos antecipando as necessidades dos clientes.” EXAME acompanhou de perto os meses finais da montagem do serviço. Um dos maiores obstáculos foi vencer a burocrática liberação dos grandes estúdios. Inicialmente, apenas Warner Bros e Paramount Pictures farão parte do catálogo, além de distribuidoras independentes. (Com a Apple, a história foi parecida, e em menos de um ano todos os grandes estavam a bordo.) Para fazer marketing, a Saraiva pretende aproveitar a circulação de seu site, que tem 1 milhão de clientes ativos e processa 12 000 pedidos por dia. A empresa escolheu a tecnologia da Microsoft para a codificação e a segurança dos arquivos, e a loja virtual e o sistema de entrega foram desenvolvidos pela Truetech, uma companhia brasileira especializada em vídeos online.

O maior concorrente dos serviços online, não apenas da Saraiva mas em todo o mundo, ainda é o tempo. Embora as conexões de banda larga estejam se tornando o padrão, o meio físico ainda deve ter uma longa sobrevida. “Estimamos mais cinco ou dez anos de crescimento até que o vídeo online sob demanda se torne o líder de vendas”, afirma o vice-presidente de comunicação corporativa da americana Netflix, Steve Swasey. Além dos DVDs atuais, os estúdios de cinema começaram a lançar seus títulos de catálogos no formato Blu-ray, que oferece imagens em alta definição. Mas, apesar da vitória na guerra com o padrão HD-DVD, o Blu-ray pode se tornar um mercado comparativamente pequeno. Existem vários indícios de que o consumidor médio abre mão da qualidade da imagem em nome de um acervo vasto e de acesso imediato. Na cola da Saraiva, outras empresas, como Blockbuster Online, NetMovies e Virtus, já têm planos de lançar ofertas semelhantes. As locadoras de pequeno porte, que já sofreram um golpe com a chegada da rede Blockbuster ao país nos anos 90 (agora parte do grupo B2W), vão ter um novo concorrente, invisível e com espaço infinito nas prateleiras. Mais uma vez, o sucesso da venda de músicas digitais serve de exemplo: tecnicamente, a qualidade do áudio de um CD é superior à de um MP3 – mas as lojas especializadas em música continuam fechando as portas em todo o mundo. Bem-vindo à era pós-DVD.

– A Banda Estreita Brasileira

Sensacional a coluna de Silvio Meira, do Blog Dia-a-dia, Bit-a-bit. Além de inteligente e sarcástico, ele revela uma verdade: o brasileiro passa mais tempo na Web porque ela é lenta!

Extraído de: http://smeira.blog.terra.com.br/2009/05/07/banda-estreita-brasileiros-passam-muito-tempo-na-rede/

Banda Estreita: brasileiros passam muito tempo na rede

Toda vez que são publicados os dados sobre o uso da rede pelos brasileiros, o mesmo pensamento me assalta: será que passamos muito tempo na rede porque queremos realmente ficar lá… ou porque a rede, aqui, é tão lenta que nos obriga a ficar lá?…

a pergunta tem que ser feita porque, trocando o contexto pra trânsito e simplesmente olhando pras estatísticas de trânsito em são paulo, podemos chegar à conclusão que os paulistanos adoram engarrafamentos. pois bem: o megabit por segundo que comprominha casa, em recife, quase nunca chega a 500kbps. implicação? trazer um vídeo para casa pode levar horas; se eu quiser mesmo ver a coisa “agora”, acabo esperando e fazendo outras coisas, enquanto o tal conteúdo não chega. e ver um vídeo em tempo real é quase sempre impossível.

os dados de março para a web brasileira acabam de ser publicados pelo ibope/nielsen: mais de 38 milhões de pessoas tem banda “larga” em casa, contra uns 3 milhões que usam acesso discado. nossa média de tempo na rede, em março, foi de 26:15h, contra 25h do .UK e 24h do .FR e .DE. banda “larga”, pela definição, significa qualquer outra coisa que não “discada”. isso inclui meu megabit pela metade [no máximo] e coisas ainda mais lentas, às vezes na faixa de 128kbps.

não contem pra ninguém, mas segundo a OECD, a velocidade média de download, no japão, é quase 94 megabit por segundo, na frança e na coréia do sul, ao redor de 45mbps e, em portugal, mais de 12mbps. no brasil, a definição de banda larga tem que ser revisada para nearly always connected [ou NAO], ou seja, uma conexão que não é discada, mas é lenta e cai mais vez por outra do que gostaríamos.

pra gente ter uma idéia do que é a banda e larga do futuro bem próximo, a virgin media inglesa já começou os testes [em ambiente real, de uso] de conexões a 200mbps, capazes de transmitir IPTV de alta definição e de prover serviços de informação para casas e negócios como se os processadores e armazenamento remotos estivessem na sala ao lado… ou melhor: a rede interna da minha casa é “só” de 100mbps.

agora responda… ao tentar entender as estatísticas de horas de uso de web, no brasil, devemos concluir que ficamos muito tempo na rede porque queremos ou porque somos obrigados?…

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– Quando as inutilidades da Internet perturbam o conceito da rede

Quantas vezes ouvimos falar que a Internet é a “janela do mundo”? Que ela é o exemplo concreto da Globalização? Que sem internet um estudante não conseguirá nada? E tantas outras frases apológicas sobre a Rede Mundial de Comunicação por Computadores…

Mas, segundo levantamento feito recentemente por uma associação científica norte-americana, divulgada por diversas mídias, somente 6% das informações divulgadas na rede são úteis e verdadeiras. Os outros 94% de dados são falsos, sem comprovação científica, com apologia a crimes e outras barbaridades mais. E é esse o ponto de discussão: o que é bom e o que é ruim na Internet? Como filtrar os bons sítios ou sites que devemos nos relacionar?

É claro que a Internet não é só informação ou trabalho, mas também diversão e entretenimento. Vide as comunidades virtuais, como Orkut, ou modismos, como Second Life. Mas muitas vezes as inutilidades formam erroneamente a mente das pessoas, bitolam ou deturpam a índole e os propósitos dos menos esclarecidos.

A Internet é ótima, basta saber usá-la. Ou é péssima, pois engana, mente, e vicia. A propósito, é grande o números de grupos, na mesma medida do bem-sucedido Alcoólicos Anônimos, que surgem com o nome de Internautas Anônimos.

– Net Virtua e Bradesco sofrem ataques de Crackers

No último domingo, a empresa Net Virtua foi surpreendida por ataques virtuais. Os assinantes da empresa, quando acessavam o link do Bradesco pela página da cia, eram redirecionados para uma página “clonada”, onde forneciam seus dados pessoais e senhas para os bandidos virtuais.

Nem através de páginas oficiais de empresas idôneas têm-se segurança na internet… lamentável. Já não bastasse os inúmeros e-mails com golpes de redirecionamento (do próprio Bradesco, Unibanco, Itaú, MPF, Receita, Casa Bahia, TAM, CEF… ), agora mais essa!

Extraído de: http://www.bemparana.com.br/index.php?n=104218&t=servidor-do-virtua-vira-alvo-de-ataques

Servidor do Vírtua vira alvo de ataques

Um servidor da banda larga da Net (Vírtua) localizado em São Paulo foi vítima de ataque virtual. A informação, que surgiu primeiramente na internet no domingo, acabou confirmada nesta segunda-feira pela assessoria de imprensa da companhia.
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–>Um servidor da banda larga da Net (Vírtua) localizado em São Paulo foi vítima de ataque virtual. A informação, que surgiu primeiramente na internet no domingo, acabou confirmada nesta segunda-feira pela assessoria de imprensa da companhia.
Piratas virtuais direcionaram usuários que acessavam o site do banco Bradesco para uma página falsa. O site apócrifo roubava dados e senhas dos internautas.
“Ocorreu um fato isolado em um servidor de DNS (Domain Name System) que afetou menos de 1% de sua base de clientes de São Paulo e apenas os usuários que acessaram a página de um site bancário. O problema foi imediatamente identificado e corrigido”, informou a Net. “Temos recebido relatos desse mesmo problema de usuários do Vírtua que o sistema desse provedor está sendo abusado (sic) para ataque a nossa instituição. Já acionamos nossos colegas da NET para que solucionem o problema o quanto antes”, diz o e-mail.

– Apagão parcial do Speedy, e mesmo assim a Telefonica nega

Se você é usuário de banda larga pelo Speedy da Telefonica, percebeu que apagões parciais no sistema ocorreram nesses dias. Particularmente, fiquei a tarde toda sem o Speedy no meu local de trabalho, e os telefones de suportes todos congestionados. Quando consegui um atendente, ouvi a informação de que era uma falha momentânea, devido a manutenção na linha. Pois bem: era mais um apagão como o ocorrido no ano passado. Para variar, a Telefonica mente… 

E os prejuízos de quem é obrigado a ter Speedy para se conectar, como ficam?

Extraído de: http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2009/04/07/imprensa27294.shtml

Speedy apresenta problemas de conexão e navegação; Telefónica nega

Redação Portal IMPRENSA

O serviço de Internet de banda larga Speedy, da Telefónica, apresenta problema de conexão e navegação na capital e diversas regiões do estado de São Paulo desde a noite da última segunda-feira (6). Cerca de 170 mil usuários do serviço foram afetados, de acordo com dados da àrea de relacionamento de empresas da Telefónica.

Segundo informa o Portal UOL, que entrou em contato com o serviço de atendimento ao assinante Speedy, a assessoria de imprensa da Telefónica informou através de nota que não existe problema generalizado para o acesso ao serviço. “Existe a possibilidade da ocorrência de anormalidades pontuais, que podem ser consideradas normais no dia-a-dia do serviço de banda larga da Telefônica”, diz o comunicado.

No último dia 5 do mês março, o serviço sofreu uma falha técnica e tanto a navegação, quanto o acesso foram afetados. Diante dos protestos, a Telefónica informou que faria os reparos necessários para sanar o problema.

O portal UOL informa que usuários ainda registram queixas de dificuldade de acesso.

E até o nosso vizinho itupevense, o Izzo do Jornal, está sofrendo com o Speedy. Olha o desabafo:

Telefonica deixa cliente 6 dias sem Speedy

por Helio Lunardi

O jornalista Luiz Carlos Izzo registrou, nesta segunda-feira, queixa da empresa Telefonica pelo fato de estar, há 6 dias, sem conexão Speedy. A reclamação foi feita no site reclame aqui (www.reclameaqui.com.br) e segundo relato vem causando inúmeros problemas, principalmente na questão de atualização de endereço eletrônico.Segundo histórico, devidamente apresentado por meio de ‘protocolos’ o profissional explana sua total indignação com a empresa, por estar sem o serviço Speedy já há 6 dias, sem que haja solução por parte da Telefonica. Acompanhe sua reclamação.

‘Há 6 dias fiquei sem conexão speedy (Telefonica) e fiz uma solicitação de reparo, por parte da empresa responsável. Após todos os testes possíveis, realizados pelo suporte técnico deles, a resposta do atendente foi que o problema era externo e que eu teria que aguardar até 72 horas para que um técnico comparecesse ao local para reparo.

Fato é que hoje, passados 6 dias, esse tal de técnico ainda não chegou. Nesse período, muito descaso, horas e horas de espera na linha para falar com muitos atendentes: João, Luiz, Marcelo, Andréia, Cristina, Rafael, etc, etc, etc… Muitos foram os atendentes que me atenderam, porém, meu problema até o momento não foi solucionado. A promessa foi que ontem (domingo) o técnico chegaria. Ficamos no local, perdemos o domingo e o tal técnico não veio. Um absurdo.

Percebendo que o técnico, mais uma vez, não viria, solicitei ao atendente que me encaminhasse à Supervisão. Falei com Cristina que me atendeu muito bem. Mais uma vez, promessas!! “O tal técnico viria na segunda (HOJE)… e mais uma vez ele não apareceu!! Um absurdo!

Só promessas!!! Tenho vários números de protocolos de atendimento e, segundo a própria empresa, toda ligação é gravada. Então, basta dar um replay para ver que essa minha reclamação procede! é mesmo um absurdo,… descaso com o cliente!!! O que será que vou precisar fazer para que a Telefonica resolva meu problema???? Acorda Telefonica!!! Estou esperando contatos e, principalmente, SOLUÇÃO para meu problema! Vou reclamar em todos os sites que eu encontrar, e também meios de comunicação, pois não podemos nos calar frente a tamanha falta de respeito para com o consumidor!!! Estou aguardando!!!!’