– A Gafe nas Escolas do DF!

Pior impossível: olha a camiseta dos alunos que a Secretaria de Educação do DF entregou- ENCINO! Com “C” mesmo…

Vergonha…

Extraído de: http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/03/17/encino-alunos-recebem-uniforme-escolar-com-erro-de-portugues-no-df.htm

“ENCINO”: ALUNO RECEBE UNIFORME ESCOLAR COM ERRO DE PORTUGUÊS NO DF

Na última sexta-feira (14), a imagem de uma camiseta de uniforme escolar com erro de português publicada nas redes sociais causou polêmica no Distrito Federal. Na peça, entregue a um aluno do Centro de Ensino Médio 01, em Brazlândia, a palavra ensino aparece escrita com “C”. Até a manhã desta segunda (17), a imagem foi compartilhada por mais de 8.900 pessoas. A Secretaria de Educação está investigando o caso.

A camiseta com erro ortográfico foi entregue ao estudante Maykon Douglas, 18, há cerca de duas semanas. O uniforme escolar tem o símbolo da Secretaria de Educação e segue o padrão adotado pelas escolas públicas do Distrito Federal neste ano, com a imagem do estádio Mané Guarrincha –em comemoração à realização da Copa do Mundo.

camiseta-de-uniforme-escolar-do-centro-de-ensino-medio-1-brazlandia-com-erro-ortografico-1395065933153_615x300.jpg

– Identificando um Ótimo Professor

O artigo de Gustavo Ioscpe na Revista Veja (Ed 13/02/2013) é uma das boas coisas que mentes brilhantes criam. Independente se você for professor ou aluno, tenho certeza que gostará:

COMO IDENTIFICAR UM BOM PROFESSOR

Vou fazer uma pergunta fácil: você teve algum Professor especial, que fez diferença na sua vida? Se você passou mais de dez anos estudando, aposto que não apenas a resposta foi positiva, como imediatamente lhe veio à mente aquele(a) Professor(a). Agora, uma pergunta mais difícil: você poderia descrever as qualidades desse Professor especial, de forma que seus atributos pudessem ser copiados por todos os outros Professores em atividade?

Uma série de estudos demonstra que um bom Professor exerce influência substancial sobre seus Alunos, não apenas durante o período Escolar mas por toda a vida. Boa Educação melhora a saúde, diminui a criminalidade e aumenta o salário. Eric Hanushek, pesquisador de Stanford, calcula que um Professor que esteja entre os 25% do topo da categoria e que tenha uma turma de trinta Alunos gera, a cada ano, um aumento na massa salarial desses Alunos de quase 500 000 dólares ao longo da vida deles. O problema é que, mesmo que todos saibam intuitivamente quem é um bom Professor, ainda não conseguimos explicar e decompor o seu comportamento de forma que seja possível identificar os
bons profissionais, promovê-los e reproduzir a sua atuação. Os estudos estatísticos, que se valem de dados facilmente quantificáveis, nos trazem alguns bons indícios — por exemplo, a experiência do Professor só importa nos dois a cinco primeiros anos de carreira; Professores que faltam às aulas têm Alunos que aprendem menos; Professores que obtiveram notas melhores em testes padronizados, estudaram em universidades mais competitivas e têm mais habilidade verbal exercem impacto positivo sobre o aprendizado dos Alunos; quanto mais sindicalizados os Professores, mais eles faltam e mais insatisfeitos estão com a carreira; e Professores com expectativas mais altas para seus Alunos também obtêm resultados superiores. Essas são todas variáveis “de fora”; estudos mais recentes começam a entrar na Escola e na sala de aula e tentam explicar os componentes de um bom Professor.

Um estudo lançado em janeiro representa um grande passo à frente (esse e todos os outros estudos citados aqui estão em http://www.twitter.com/gios-chpe). Patrocinado pela fundação Bill & Melinda Gates, ele conseguiu criar um “mapa da mina” para a identificação de bons Professores, depois de acompanhar milhares de Professores e Alunos em sete distritos Escolares americanos (incluindo Nova York, Dallas e Denver) ao longo de três anos. Normalmente, só cito neste espaço estudos publicados em revistas acadêmicas ou simpósios, que são revisados e criticados por outros acadêmicos, porque é pequena a probabilidade de uma fundação privada reconhecer em um relatório que, “depois de três anos de esforços e milhões de dólares gastos, não encontramos nada de relevante”. Nesse caso, porém, creio que a exceção é justificada, não apenas por se tratar de uma fundação séria, que chamou pesquisadores renomados para o trabalho, mas também por seu design inovador.

Em 2009-2010, o estudo tentou criar instrumentos que identificassem Professores competentes. Chegou a um menu de três itens: observação de Professores em sala de aula, questionários preenchidos pelos Alunos e ganhos dos Alunos em testes padronizados, ou seja, quanto os Alunos daquele determinado Professor ganhavam em aprendizado de um ano a outro nesses testes (equivalentes ao nosso Enem ou Prova Brasil). Fez-se um trabalho cuidadoso para estabelecer quem deveria observar os Professores, quantas vezes e olhando para quais dimensões; como inquirir os Alunos; e no quesito valor agregado, teve-se a precaução de controlar uma série de variáveis dos Alunos (status social, situação familiar etc.) para que se pudesse isolar a qualidade do Professor, não do Aluno.

Mesmo com todos esses cuidados, ainda há muito que não sabemos nem controlamos que pode interferir nos resultados. Pode ser que os melhores Alunos procurem os melhores Professores, ou que os melhores Professores escolham dar aulas para turmas ou séries melhores, e aí o que pareceria o impacto do Professor seria uma complexa interação entre Professores e Alunos que inviabilizaria qualquer análise. (Seria como examinar a eficácia de um médico julgando apenas a taxa de cura dos seus pacientes. Se os casos mais complicados procuram os melhores médicos, ou se os melhores médicos procuram os pacientes mais intratáveis, é provável que os melhores médicos e os piores tenham pacientes com expectativa de vida similar, apesar de terem competências radicalmente distintas.) A fundação então conseguiu fazer o que se faz nas ciências exatas para isolar o efeito de uma variável: no ano seguinte, distribuiu os Professores aleatoriamente. A turma a que cada um ensinaria foi totalmente determinada por sorteio. Mais de 1 000 Professores, atendendo mais de 60 000 Alunos, participaram. E os resultados são fascinantes.

Em primeiro lugar, a performance esperada dos Professores ficou muito próxima da performance real (ambas medidas pelo aprendizado de seus Alunos). Ou seja, os Professores identificados como bons através das observações de seus pares, questionários de Alunos e valor agregado em anos anteriores continuaram, grosso modo, sendo bons Professores ensinando a turmas aleatoriamente escolhidas.

Em segundo lugar, foi possível sofisticar o modelo. Testaram-se quatro variações das ferramentas de avaliação dos Professores, e notou-se que uma das melhores combinações era aquela que dava peso igual (33% a cada um) aos três componentes (performance em teste, observação e questionário de Alunos). Quando alguns Professores reclamam que é reducionismo avaliá-los somente pela performance de seus Alunos em testes, aparentemente têm razão: é melhor adicionar essas duas outras variáveis. Também se testaram vários modelos diferentes de observação Docente, desde aquele em que o Professor é avaliado por seu diretor até versões mais complexas. Os modelos mais confiáveis se mostraram aqueles em que o Professor foi avaliado por pelo menos quatro observadores, em aulas diferentes, sendo dois deles pessoas da administração da Escola (é importante que seja mais de uma para evitar a influência de conflitos/preferências pessoais) e dois, outros Professores, treinados para a tarefa.

Nenhum estudo é definitivo, muito menos um feito por uma fundação, e nada garante que os mesmos achados serão encontrados no Brasil, ainda que normalmente o que apareça nos Estados Unidos também se verifique aqui. Mas, ante o modelo atual, obviamente fracassado, em que o Professor é contratado por concurso no início da carreira e depois fica esquecido em sua sala de aula, fazendo o que bem entender e sendo promovido por nível de estudo e experiência, o horizonte descortinado por essa pesquisa é bem mais promissor. Precisamos encontrar e premiar os bons Professores. E ter ferramentas objetivas e mensuráveis para tirar os maus profissionais da sala de aula. Sem isso, dificilmente sairemos dessa pasmaceira.

imgres.jpg

– Fim da AIDS em 15 anos?

Dias atrás, o Dr Luiz Loures, principal nome da ONU para o combate à AIDS, declarou publicamente que:

A Epidemia de AIDS pode acabar em 15 anos, e o Brasil pode ser o primeiro país a controlar a doença devido aos investimentos e combate a doença.

Repercutiu bem para alguns, e péssimo para outros. Quem avalizou, diz que estamos na vanguarda.Quem contrariou, alegou que ele desconhece a realidade e que tal declaração seria um incentivo ao descuido da prevenção.

E você, o que achou?

imgres.jpg

– Dificuldade Impulsiona a Criatividade

A dificuldade pode ser um fator tanto desanimador quanto incentivador. Porém, vemos que muitas pessoas, ao sentirem desafiadas pelos percalços, acabam se superando. Um artigo fala sobre isso, extraído do Caderno Inteligência, da Revista Época Negócios, ed Jan/13, pg 100.

Abaixo, compartilho, sobre “dificuldades desejáveis”:

NÃO FACILITE

A dificuldade estimula a criatividade

Nosso cérebro responde melhor às dificuldades do que imaginávamos. Na verdade, elas estimulam nossa criatividade. O pesquisador Robert Bjork, da Universidade da Califórnia, até cunhou a expressão “dificuldades desejáveis” para defender um intervalo maior entre uma aula e outra, obrigando um esforço adicional dos alunos para lembrar a lição anterior. E cientistas da Universidade de Princeton descobriram que alunos assimilavam melhor os conteúdos impressos em fontes tipográficas mais feias e difíceis de ler. Estudos neurológicos mostram que, confrontadas com obstáculos inesperados, as pessoas conseguem aumentar seu “escopo perceptivo”, recuando seus pensamentos para enxergar o quadro mais amplo.

O poeta britânico Ted Hughes defendia que poesia deveria ser escrita à mão: o esforço para usar uma caneta em uma folha de papel obriga a criar expressões mais densas e sintéticas. Os Beatles são um exemplo de que as “dificuldades desejáveis” ajudam a criatividade: em 1966, depois de lançar Rubber Soul, planejavam gravar seu próximo disco nos Estados Unidos, onde os equipamentos eram muito mais sofisticados. Obrigações contratuais os obrigaram a gravar nos estúdios da gravadora, em Londres. Resultado: com a ajuda de um grande produtor e excelentes engenheiros de som, exploraram todas as possibilidades dos quatro canais de gravação disponíveis e produziram os revolucionários álbuns Sgt. Pepper e Revolver.

imgres.jpg

– Você sabe distinguir a Geração Y?

A geração Y está cada vez mais presente no mundo da Administração de Empresas. É a turma entre os “20 e poucos” até os “30 e tantos” anos que quer mudar o mundo dos negócios. Isso é bom, claro.

Aqui mesmo no blog já escrevi algumas matérias sobre essa geração, mas agora gostaria de compartilhar um texto da Revista América Economia, Ed Janeiro /2011, por Ainá Vietro, onde há um belo resumo das características dessa turma:

ENTENDA A GERAÇÃO Y

A pedido de AmericaEconomia, Daniella Correa, consultora de RH da Catho Online, traçou um perfil dessa nova geração:

– Além de forte ligação com a tecnologia desde a infância, são criativos, curiosos e imediatistas.

– São pessoas multitarefas, ativas, mas que sabem gerir seu tempo.

– Priorizam os próprios interesses e têm necessidade constante de feedback – uma conversa rápida é suficiente para uma injeção de ânimo.

– Querem trabalhar para viver, mas não vivem para trabalhar.

– Aceitam a diversidade, mas têm dificuldade de se relacionar com figuras de autoridade. Esperam ser tratados como colegas, e não como subordinados.

– Reivindicam seus direitos.

– Admiram a competência real e o comportamento ético mais do que o nível hierárquico.

– Desejam contribuir com inovações, receber recompensas e reconhecimento explícito pelo bom desempenho.

– Gostam de trocar conhecimentos em um clima de colaboração e priorizam o trabalho em equipe.

geracao-y.jpg

– O Radicalismo dos Pet Protestantes

Fiquei impressionado com a violência dos manifestantes a favor dos direitos dos animais em São Roque. Lá, o Instituto de Pesquisas Royal desenvolve trabalhos científicos usando como cobaias cães. Por tal motivo, protestantes invadiram e roubaram os animais. E, para ajudar, Black Blocs se juntaram para tombar 3 carros e queimar outro (viaturas da PM e de Emissora de TV).

O que faz um imbecil virar um carro da Polícia Militar (que é um bem público, pago com o dinheiro do povo)? Que culpa o carro da emissora de Sorocaba tem para ser queimado? Radicalismo tolo, bandidagem e vandalismo que deve ser coibido.

Sobre o estudo científico com animais: ora, adoro a Natureza, defendo os bichos, mas penso que a vida humana está acima da vida dos irracionais.

Como desenvolver pesquisas de saúde, vacinas e medicamentos, sem cobaias? Primeiro, testa-se nos animais; depois em pessoas (aqui não se discute a experiência científica onde o animal pode ser substituído por outra técnica, como na indústria de cosméticos, mas sim defendendo sua utilização para fins maiores).

Não podemos inverter os valores: a causa animal é importante; mas não pode ser maior do que a da saúde pública.

beagle.jpg

– A Burrice da Inteligência Artificial

O título deste post é o mesmo da matéria de Pedro Burgos e Alexandre Versignassi numa edição da Revista Superinteressante. Eles se referem às experiências com o Supercomputador Watson, da IBM, a máquina que assustou o mundo com seus 15 mil gigabytes e princípios de inteligência artificial, vencendo humanos em um reality show americano.

A reportagem é interessante: o que poderia vencer a inteligência artificial é… a burrice humana! Fantástico, pois a questão é a seguinte: apesar de tão esperto, ele não entende falhas de pessoas, justamente porque são erros.

Ao ler a reportagem, orgulho-me de ainda ser um humanóide…rsrsrs

imgres.jpg

– O Ranking das Universidades Brasileiras da Folha de São Paulo

A Folha de São Paulo tem seu ranking anual de avaliação de universidades. E, através dele, divulgou que as 5 melhores universidades brasileiras são:

  1. USP;
  2. UFRJ;
  3. UFMG;
  4. UFRGS e
  5. UNICAMP.

Para ver os critérios, a lista completa e pontos fortes e fracos de cada uma, acesse: http://ruf.folha.uol.com.br/2013/

url.jpg

– Bom Arquiteto, Péssimo Urbanista? Carro à frente dos pedestres…

Olha aí: leio uma edição antiga da Veja (2444, pg 116–118). Uma entrevista com o Professor de Arquitetura Paul Goldberger, respeitoso doutor na área. E ele criticou Brasília, pois Oscar Niemeyer não pensou nos pedestres, mas privilegiou os carros.

Acho que Brasília tem boa arquitetura, mas terrível urbanismo. Niemeyer foi um discípulo de Le Corbusier, um dos maiores arquitetos de todos os tempos. Mas Le Corbusier era um urbanista horroroso. Ele percebeu o efeito profundo que o automóvel teria nas cidades, e entendeu que o melhor a fazer era destruir a cidade tradicional e construir uma cidade nova, inteiramente a serviço do automóvel. E isso não funciona. Qualquer lugar em que você precisa dirigir o tempo todo não é, a meu ver, uma cidade bem resolvida.”

E aí: você concorda com ele?

imgres.jpg

– O Big Brother do Povo Americano

O presidente Barack Obama confirmou: a agência de inteligência dos EUA realmente faz escutas telefônicas e leitura de e-mails da população americana, precavendo-se contra atentados terroristas.

Primeiro, a arapongagem começou com as empresas de telefonia. Em 2007, o Yahoo e o Hotmail permitiram que as autoridades tivessem acesso às caixas de e-mails dos seus clientes. Em 2009, o Google resolveu colaborar com o Governo e liberou seus dados também. Em 2011 o Facebook abriu as portas dos seus provedores e no ano passado, a Apple.

Ou seja: a espionagem atinge toda a população. Eles vasculham a vida de quem eles quiserem.

Por lá, fica o debate: ação inteligente e necessária para se evitar ações de grupos radicais, ou invasão de privacidade?

Aliás, o próprio Obama disse que ataques cibernéticos em diversas partes do mundo são promovidos ou evitados graças a essa ação. Mas e aqui no Brasil, será que tem alguém nos ouvindo e lendo nossas mensagens, sem que saibamos?

url.jpg

– Tetraplégica, Muda, Cega e… Doutora! Um exemplo a Nós.

Queridos amigos e alunos,

Quando reclamarmos das provas, dos estudos, das dificuldades em geral, recordemos o exemplo dessa moça que ontem terminou seu doutorado na USP: ela não anda, não fala, não enxerga, não mastiga e nem engole. Mas superou as barreiras e, com disposição, defendeu sua tese!

Abaixo, extraído de: Folha de São Paulo, Caderno Equilíbrio, pg E4

ARTISTA TETRAPLÉGICA E MUDA É PhD COM DISTINÇÃO E LOUVOR

Por Cláudia Collucci

O primeiro “obrigada” foi mais difícil e demorado. O nervosismo atrapalhava a doutoranda na escolha das letras. No entanto, depois de um “ops!” que arrancou gargalhadas da plateia, ela se soltou e respondeu com desenvoltura aos comentários da banca examinadora.

Ao final de três horas, Ana Amália Tavares Barbosa, 46, recebeu ontem, com “distinção e louvor”, o título de doutora em arte e educação pela USP. É a primeira pessoa na sua condição (tetraplégica, muda, deficiente visual e que não consegue mastigar e engolir) a receber o título lá.

Ana Amália escreveu sua tese usando um programa de computador desenvolvido para ela. Ela toca um sensor com o queixo para escolher cada letra e formar, assim, as palavras. No início da cerimônia, fez uma apresentação usando um programa que transforma o texto em voz.

Há dez anos, Ana Amália sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) no tronco cerebral, no dia da defesa da sua dissertação de mestrado. Como sequela, ficou com síndrome do encarceramento (”locked in”).

Sua tese, intitulada “Além do Corpo”, é fruto de três anos de trabalho com artes visuais, realizado com um grupo de seis crianças com lesões cerebrais atendidas na Associação Nosso Sonho.

A defesa da tese quebrou todos os protocolos. Teve choro, risos, aplausos fora de hora e fala que não estava prevista. “É um momento histórico não só para as pessoas com deficiências, mas para toda a sociedade. Deve levar a uma transformação do modelo educacional vigente”, disse a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Battistella.

A mãe de Ana Amália, Ana Mae Barbosa, professora aposentada da ECA (Escola de Comunicação e Artes), preferiu assistir à cerimônia de longe. “Estou nervosíssima e muito orgulhosa. Ela deixou de ser vítima da vida para conduzir a própria vida.”

As cinco examinadoras elogiaram a clareza, a objetividade e a concisão do texto de Ana Amália. E, principalmente, o caráter de “manifesto político” do trabalho.

“Ele mostrou que não sabemos nada de aprendizagem, de educação, de cognição, de percepção, de inteligência e de generosidade”, afirmou Sumaya Mattar, professora da ECA.

A orientadora de Ana Amália, Regina Stela Machado, resumiu: “A gente dá muita desculpa para o que não faz, vive muito na superficialidade e não vê as coisas importantes da vida.”

Ao final, já doutora, Ana Amália disse só uma palavra com os olhos: “Consegui”.

url.jpg

– Números e salários de Mestres e Doutores Brasil Afora

Mulheres com mestrado ganham menos do que homens; negros representam apenas 2% da população que chega ao Doutorado. Outros números interessantes revelados por UOL Educação, extraído de: http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/04/23/mulheres-com-mestrado-ganham-menos-do-que-homens-titulados.htm

MULHERES COM MESTRADO GANHAM MENOS DO QUE HOMENS TITULADOS

O número de mulheres com mestrado no Brasil é maior que o número de homens com a mesma titulação. Elas representam 53,5% dos mestres no país e eles, 46,5%. No entanto, em termos de remuneração, as mulheres ganham em média R$ 5.438,41, 28% a menos que os homens, que recebem R$ 7.557,31. Os dados foram divulgados nessa segunda-feira (22) pelo CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos) no estudo “Mestres 2012: Estudos da Demografia da Base Técnico-Científica Brasileira”.

Segundo o estudo, que utiliza dados do final de 2009, as mulheres têm uma participação maior (71%) nas áreas de linguística, letras e artes. Na área de ciências sociais aplicadas, onde a remuneração é maior, as mulheres representam 43,2% dos empregados.

Na segunda área de maior remuneração, as engenharias, as mulheres têm a menor participação relativa entre os empregados, 27,9%.

Os números mostram que, dentro de uma mesma carreira, ocorre diferenciação. Nas engenharias, homens com mestrado ganham em média, R$ 8.430,18. As mulheres com a mesma formação e carreira, recebem em média, R$ 6.133,98. Em linguística, letras e artes, carreira em que são maioria, as mulheres recebem em média R$ 4.013,87 e os homens, R$ 4.659,60.

Um dos fatores para essa diferença salarial, explica a coordenadora técnica do projeto, Sofia Daher, assessora técnica do CGEE, é que existem “menos mulheres em cargos de confiança, nos quais os salários são maiores”.

DISTÂNCIA REGIONAL

A diferença aparece também entre as regiões. “Em 2010, a remuneração média mensal dos mestres que eram mulheres era 44% menor do que a dos homens nas regiões Sudeste e Sul. Nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, a diferença era respectivamente 38% e 37% enquanto que na Região Norte era 18%”, diz o estudo.

“A diferença de remuneração por gênero é algo que temos que pensar e melhorar. A educação corrige uma parte, mas não corrige totalmente a distinção que está na sociedade”, diz o presidente do CGEE, Mariano Laplane. O mesmo, segundo ele, se aplica para a população negra.

Os brancos, que correspondem a 47% da população, representam 80% dos mestres e doutores. Os pardos, que são 42% da população, representam 16% dos mestres e 12% dos doutores. Os negros são 8% da população, 3% dos mestres e 2% dos doutores.

Em dados gerais, de 1996 a 2009, a formação de novos mestres cresceu 10,7% no país. O Distrito Federal é a unidade federativa com maior número de mestres por habitante, 5,4 mestres por mil habitantes entre 25 e 65 anos de idade. Cerca de 43% desses profissionais atua na área de educação. A titulação oferece um aumento de salário –  mestres recebem 83% a mais que graduados e doutores 35% a mais que mestres.

“O mestrado é um treinamento rápido, de dois anos, que atende a uma demanda maior que o doutorado. O mestrado atende a uma demanda do setor produtivo da nossa economia. Temos conseguido expandir a etapa de ensino para regiões mais carentes, para formar mão de obra qualificada”, diz Laplane.

mestrado-mba-ou-especializacao-confira-qual-a-pos-ideal-para-voce.htm.jpg

– Andragogia: estamos preparados e afiados com o desafio?

Amigos e Colegas Professores, um tem a importante que compartilho: a Andragogia! estamos preparados realmente? Abaixo:

EXTRAÍDO DA APOSTILA DE PLANEJAMENTO DOCENTE DO 1º SEMESTRE/2007 DA UNISANT’ANNA – SALTO

ANDRAGOGIAarte e ciência destinada a compreender e aprimorar o processo de aprendizagem dos adultos.

Em suma – pedagogia: ciência que busca levar o aprendizado às crianças; andragogia : aos adultos.

Quatro (4) observações sobre o que acontece ao indivíduo na sua idade adulta:

1.     Modifica seu auto-conceito (dependente/independente);

2.     Acumula crescente reserva de experiência e maior volume de recursos de aprendizagem;

3.     Tem sua motivação de aprendizagem orientada para desenvolver seus papéis sociais;

4.     Modifica sua “perspectiva de tempo” em relação à aplicação de conhecimento (mais imediata).

Sua aprendizagem deve deixar de ser centralizada no conteúdo para centralizar-se no problema.

CARACTERÍSTICAS DOS ADULTOS COMO APRENDIZES E SUAS CONSEQÜÊNCIAS NA APRENDIZAGEM

1-                   Adultos possuem uma quantidade razoável de experiências. Então, as estratégias de apdz de adultos devem encorajar a troca de experiências.

2-                   O corpo dos adultos, sendo maior que o das crianças, está sujeito à maiores pressões e estímulos gravitacionais.  Então, o conforto físico é importante para a apdz ; pouco conforto ou o excesso dele pode ser desastroso.

3-                   Adultos possuem conjuntos de hábitos fortemente sedimentados. Então, os hábitos e gostos devem ser, na medida do possível, considerados e atendidos.

4-                   Adultos tendem a ter grande orgulho de si próprios. Então, espera-se boas respostas no desenvolvimento de oportunidades.

5-                   Adultos, em geral, têm coisas tangíveis a perder. Então, a ênfase deve ser na promoção do sucesso em lugar de revelar as deficiências.

6-                   Adultos têm que tomar decisões e resolver problemas. A apdz centralizada em problemas é mais efetiva e agradável.

7-                   Adultos tendem a ter grandes preocupações e problemas a resolver fora da situação de apdz . Então, deve haver um balanceamento adequado entre o tempo necessário para a apresentação da situação de apdz e o tempo necessário para a obtenção da apdz .

8-                   Os adultos, na atualidade, são cada vez mais pressionados por grande número de opções. Então, aprender a decidir é uma opção importante.

imgres.jpg

– Celular, 40 anos

E o telefone celular faz 40 anos. Mas chegou ao Brasil só em 1996…

Lembram daqueles primeiros “tijolos” da Telesp Celular? Muitos o usavam como objeto de ostentação. Tarifas caríssimas!

Me recordo do meu primeiro celular: um Startac da Motorola! E era uma revolução para a época. Hoje, nós não conseguimos viver sem o celular, que se transformou não só simplesmente em aparelho telefônico, mas pager, computador de mão, calculadora, relógio…

Olha o primeiro aparelho, o DynaTAC da Motorola, com seu inventor, Mr Cooper:

imgres.jpg

– O Enem e as Provas Escrachadas

Está dando o que falar a questão das notas de Redação do Enem. Provas com brincadeiras inseridas (como o Hino do Palmeiras e a Receita do Miojo) tiveram boa pontuação. Erros de português ignorados, semi-alfabetizados próximos da nota máxima, além de outras incoerências fazem com que os corretores sejam questionados.

A questão é: quem corrige as provas faz seu serviço com competência e boa vontade, ou dá notas sem sequer as ler?

Extraído de: G1.com (http://is.gd/dvDrLJ)

CANDIDATO INCLUI HINO DO PALMEIRAS NA REDAÇÃO DO ENEM E TIRA NOTA 500

‘Tentei enganar os avaliadores’, afirmou Fernando Maioto Júnior ao G1.
Inep diz que aluno perdeu pontos por ‘impertinência’. Nota vai de 0 a 1.000.

por Ana Carolina Moreno

foto_4.jpg

O estudante de medicina Fernando Cesar Maioto Júnior, de 21 anos, inseriu trechos do hino do Palmeiras no meio da prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012, que teve como tema o “Movimento imigratório para o Brasil no século 21”. A redação do estudante tem quatro parágrafos, e frases retiradas do hino oficial da Sociedade Esportiva Palmeiras aparecem em dois deles (veja o destaque na imagem acima).

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) confirmou, em nota divulgada na noite desta terça-feira (19), a veracidade da prova, e afirmou que a nota foi de 500, de um máximo de 1.000 pontos. Segundo a autarquia, a “impertinência” foi notada pelos avaliadores e tirou pontos do estudante.

Ao G1, Fernando disse que fez o Enem só para tentar provar que a correção da redação não era confiável, aproveitando o fato de que, a partir da edição de 2012, os estudantes teriam acesso ao espelho da redação e poderiam provar possíveis falhas na correção. “Tentei enganar os avaliadores. A gente sempre escuta que o pessoal que corrige só lê o primeiro parágrafo e a conclusão, resolvi fazer no centro, no segundo e terceiro parágrafos”, contou.

Em parte da redação, por exemplo, o estudante mesclou o tema da imigração e versos do hino em uma mesma frase: “As capitais, praias e as maiores cidades são os alvos mais frequentas dos imigrantes, porque quando surge o alviverde imponente no gramado onde a luta o aguarda, sabe bem o que vem pela frente e que a dureza do prélio não tarda.”

Fernando explicou que, meses antes do Enem, conseguiu a aprovação no vestibular de medicina da Faculdade Faceres, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. “Preferia estudar aqui, já moro aqui, é mais fácil”, disse. O estudante também já havia prometido aos colegas que, se conseguisse passar no vestibular antes do Enem, tentaria incluir o hino do seu time do coração no meio do texto.

Segundo a nota do Inep, os corretores encarregados de avaliar a prova “identificaram a impertinência do texto inserido, o que trouxe para a redação palavras e expressões sem sentido e em estilo inadequado ao tipo textual exigido na prova”.

Isso garantiu que a nota do estudante fosse baixa “especialmente nas competências I e II”. As duas competências incluem como exigências “demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita” e “compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo”.

A redação do Enem deve obedecer cinco competências previstas no edital. A realização da prova de redação deveria cumprir as exigências de cinco competências determinadas no edital do MEC:

1ª competência: Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita.

2ª competência: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

3ª competência: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

4ª competência: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação.

5ª competência: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Veja abaixo a íntegra da nota divulgada pelo Inep:

A coordenação pedagógica do exame, a cargo das professoras da Universidade de Brasília e doutoras em Linguística, Profa. Dra. Vilma Reche Corrêa e Profa. Dra. Maria Luiz Monteiro Sales Coroa, esclarece que os avaliadores identificaram a impertinência do texto inserido, o que trouxe para a redação palavras e expressões sem sentido e em estilo inadequado ao tipo textual exigido na prova. Com isso, a redação obteve nota 500, tendo nota baixa especialmente nas competências I e II. Desconsiderada a inserção inadequada, o texto tratou do tema sugerido e apresentou ideias e argumentos compatíveis. O texto indica compreensão da proposta da redação, não fugiu ao tema por completo e não feriu os direitos humanos.”

– Identificando um bom professor!

O artigo de Gustavo Ioscpe na Revista Veja desta semana (13/02/3013) é uma das boas coisas que mentes brilhantes criam. Independente se você for professor ou aluno, tenho certeza que gostará:

COMO IDENTIFICAR UM BOM PROFESSOR

Vou fazer uma pergunta fácil: você teve algum Professor especial, que fez diferença na sua vida? Se você passou mais de dez anos estudando, aposto que não apenas a resposta foi positiva, como imediatamente lhe veio à mente aquele(a) Professor(a). Agora, uma pergunta mais difícil: você poderia descrever as qualidades desse Professor especial, de forma que seus atributos pudessem ser copiados por todos os outros Professores em atividade?

Uma série de estudos demonstra que um bom Professor exerce influência substancial sobre seus Alunos, não apenas durante o período Escolar mas por toda a vida. Boa Educação melhora a saúde, diminui a criminalidade e aumenta o salário. Eric Hanushek, pesquisador de Stanford, calcula que um Professor que esteja entre os 25% do topo da categoria e que tenha uma turma de trinta Alunos gera, a cada ano, um aumento na massa salarial desses Alunos de quase 500 000 dólares ao longo da vida deles. O problema é que, mesmo que todos saibam intuitivamente quem é um bom Professor, ainda não conseguimos explicar e decompor o seu comportamento de forma que seja possível identificar os
bons profissionais, promovê-los e reproduzir a sua atuação. Os estudos estatísticos, que se valem de dados facilmente quantificáveis, nos trazem alguns bons indícios — por exemplo, a experiência do Professor só importa nos dois a cinco primeiros anos de carreira; Professores que faltam às aulas têm Alunos que aprendem menos; Professores que obtiveram notas melhores em testes padronizados, estudaram em universidades mais competitivas e têm mais habilidade verbal exercem impacto positivo sobre o aprendizado dos Alunos; quanto mais sindicalizados os Professores, mais eles faltam e mais insatisfeitos estão com a carreira; e Professores com expectativas mais altas para seus Alunos também obtêm resultados superiores. Essas são todas variáveis “de fora”; estudos mais recentes começam a entrar na Escola e na sala de aula e tentam explicar os componentes de um bom Professor.

Um estudo lançado em janeiro representa um grande passo à frente (esse e todos os outros estudos citados aqui estão em http://www.twitter.com/gios-chpe). Patrocinado pela fundação Bill & Melinda Gates, ele conseguiu criar um “mapa da mina” para a identificação de bons Professores, depois de acompanhar milhares de Professores e Alunos em sete distritos Escolares americanos (incluindo Nova York, Dallas e Denver) ao longo de três anos. Normalmente, só cito neste espaço estudos publicados em revistas acadêmicas ou simpósios, que são revisados e criticados por outros acadêmicos, porque é pequena a probabilidade de uma fundação privada reconhecer em um relatório que, “depois de três anos de esforços e milhões de dólares gastos, não encontramos nada de relevante”. Nesse caso, porém, creio que a exceção é justificada, não apenas por se tratar de uma fundação séria, que chamou pesquisadores renomados para o trabalho, mas também por seu design inovador.

Em 2009-2010, o estudo tentou criar instrumentos que identificassem Professores competentes. Chegou a um menu de três itens: observação de Professores em sala de aula, questionários preenchidos pelos Alunos e ganhos dos Alunos em testes padronizados, ou seja, quanto os Alunos daquele determinado Professor ganhavam em aprendizado de um ano a outro nesses testes (equivalentes ao nosso Enem ou Prova Brasil). Fez-se um trabalho cuidadoso para estabelecer quem deveria observar os Professores, quantas vezes e olhando para quais dimensões; como inquirir os Alunos; e no quesito valor agregado, teve-se a precaução de controlar uma série de variáveis dos Alunos (status social, situação familiar etc.) para que se pudesse isolar a qualidade do Professor, não do Aluno.

Mesmo com todos esses cuidados, ainda há muito que não sabemos nem controlamos que pode interferir nos resultados. Pode ser que os melhores Alunos procurem os melhores Professores, ou que os melhores Professores escolham dar aulas para turmas ou séries melhores, e aí o que pareceria o impacto do Professor seria uma complexa interação entre Professores e Alunos que inviabilizaria qualquer análise. (Seria como examinar a eficácia de um médico julgando apenas a taxa de cura dos seus pacientes. Se os casos mais complicados procuram os melhores médicos, ou se os melhores médicos procuram os pacientes mais intratáveis, é provável que os melhores médicos e os piores tenham pacientes com expectativa de vida similar, apesar de terem competências radicalmente distintas.) A fundação então conseguiu fazer o que se faz nas ciências exatas para isolar o efeito de uma variável: no ano seguinte, distribuiu os Professores aleatoriamente. A turma a que cada um ensinaria foi totalmente determinada por sorteio. Mais de 1 000 Professores, atendendo mais de 60 000 Alunos, participaram. E os resultados são fascinantes.

Em primeiro lugar, a performance esperada dos Professores ficou muito próxima da performance real (ambas medidas pelo aprendizado de seus Alunos). Ou seja, os Professores identificados como bons através das observações de seus pares, questionários de Alunos e valor agregado em anos anteriores continuaram, grosso modo, sendo bons Professores ensinando a turmas aleatoriamente escolhidas.

Em segundo lugar, foi possível sofisticar o modelo. Testaram-se quatro variações das ferramentas de avaliação dos Professores, e notou-se que uma das melhores combinações era aquela que dava peso igual (33% a cada um) aos três componentes (performance em teste, observação e questionário de Alunos). Quando alguns Professores reclamam que é reducionismo avaliá-los somente pela performance de seus Alunos em testes, aparentemente têm razão: é melhor adicionar essas duas outras variáveis. Também se testaram vários modelos diferentes de observação Docente, desde aquele em que o Professor é avaliado por seu diretor até versões mais complexas. Os modelos mais confiáveis se mostraram aqueles em que o Professor foi avaliado por pelo menos quatro observadores, em aulas diferentes, sendo dois deles pessoas da administração da Escola (é importante que seja mais de uma para evitar a influência de conflitos/preferências pessoais) e dois, outros Professores, treinados para a tarefa.

Nenhum estudo é definitivo, muito menos um feito por uma fundação, e nada garante que os mesmos achados serão encontrados no Brasil, ainda que normalmente o que apareça nos Estados Unidos também se verifique aqui. Mas, ante o modelo atual, obviamente fracassado, em que o Professor é contratado por concurso no início da carreira e depois fica esquecido em sua sala de aula, fazendo o que bem entender e sendo promovido por nível de estudo e experiência, o horizonte descortinado por essa pesquisa é bem mais promissor. Precisamos encontrar e premiar os bons Professores. E ter ferramentas objetivas e mensuráveis para tirar os maus profissionais da sala de aula. Sem isso, dificilmente sairemos dessa pasmaceira.

imgres.jpg

– Inovação: para colocá-la em Prática, precisa-se de Grana ou Competência?

Sempre questione a relação Competência Financeira X Competência Intelectual/Administrativa. Nem sempre ter dinheiro significa ter sucesso.

Veja só: o conhecidíssimo Clemente Nóbrega, em seu enésimo excepcional artigo, escreveu a respeito dos investimentos minguados no Brasil em INOVAÇÃO. E desafia: se investirmos mais dinheiro, teremos mais inovação?

Ele duvida. Responde que nem sempre dinheiro se transforma em bons resultados.

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI177094-16644,00-O+FATOR+DECISIVO.html

O FATOR DECISIVO

O Brasil investe pouco em inovação – cerca de 1% do PIB. Será que mais uns bilhõezinhos melhorariam nossa performance? Duvido.

por Clemente Nóbrega

Em um artigo publicado em 2007, mostrei a correlação entre incompetência para inovar e instituições fracas – não há inovação sem que na sociedade haja confiança institucionalizada. Pesquisas mostram que não melhoramos nisso, mas temos outros pecados também. Fala-se que o país investe pouco em inovação – cerca de 1% do PIB (países ricos, duas ou três vezes mais). Será que mais uns bilhõezinhos melhorariam nossa performance? Duvido. Eu não aumentaria investimentos, rearranjaria recursos que já estão no sistema. Veja só. No mundo da gestão (de qualquer coisa, privada ou pública), só o que legitima é resultado – output, não input. Sucesso não é medido pelo que entra no sistema, mas pelo que sai dele. Não número de policiais nas ruas, mas redução de crimes. Não campanhas de vacinação, mas diminuição de doenças. Claro que inputs são aproximações – proxys, como dizem, para resultados esperados, mas um gestor que se limita a proxys não é um gestor, é um burocrata.

A Apple – empresa mais inovadora do mundo – investe bem menos em inovação do que a média das empresas de tecnologia, mas obtém muito mais resultado. É mais produtiva em inovar. Numa empresa, os dirigentes estabelecem diretrizes (metas a atingir e meios para que sejam alcançadas). Ex: “Queremos que, dentro de cinco anos, 20% de nossas receitas estejam sendo geradas por produtos que não existem hoje”. Os recursos que vão ser alocados para que a diretriz seja cumprida dependem da meta a alcançar, não é simples? O que as empresas inovadoras têm são processos gerenciados em função de metas de output de inovação. Assim: “Se tudo continuar sendo feito como vem sendo feito, cresceremos ‘x%’ ano que vem. Mas se quisermos inovar, então, em cima de ‘x%’, colocaremos, digamos, mais um ou dois pontos percentuais, que têm de vir de inovações. Ficando no ‘papai &mamãe’, cresceríamos 20%, mas a meta é 22%. Esses 2% além do ‘esperado’ são inovação na veia. O investimento para chegar lá será um percentual desse ‘extra’ que espero obter (um percentual aplicado aos 2%). Os 2% de inovação terão de ser desdobrados por todas as áreas produtivas da empresa. Cada uma dará sua contribuição para o todo. Não sabem como fazer? Treine-os, há método para isso. A unidade bateu sua meta de inovação? Prêmios, bônus, fanfarras. Não bateu? Bem, o que acontece com um vendedor que não vende? Com um financeiro que não planeja o fluxo de caixa? Não há mistério. É gestão pelas diretrizes. Tem meta, prazo, responsabilização e plano de ação. A cada período tudo se repete – um delta além do ‘papai & mamãe’, incorporando os ganhos do período anterior”.

A Apple investe bem menos em inovação do que
 a média, mas obtém muito mais resultado

Órgãos fomentadores de inovação devem parar de se medir pelo dinheiro que injetam no sistema, como se isso garantisse resultado. Sem gestão, não garante. O input que conta é conhecimento, mais que dinheiro. Atenção: o investimento em inovação (como percentual do resultado) tem de diminuir com o tempo, mas riqueza nova tem de ser criada continuamente. Possível, mas só com gestão da inovação.

* Clemente Nobrega é físico, escritor, consultor de empresas e autor do blog Ideias e Inovação no site de Época NEGÓCIOS

imgres.jpg

– A Polêmica Reclamação dos Cursos Reprovados pelo MEC

O MEC reprovou 38 cursos de 21 instituições por nota baixa em sua avaliação, composta pela estrutura da instituição de ensino, qualidade do corpo docente e notas dos alunos. Porém, com boicotes de alunos em algumas avaliações, os resultados podem ser distorcidos. PUC e Mackenzie, de qualidade reconhecida no Ensino Superior, estão nesta lista. Agora essas instituições não podem ampliar o número de vagas, tampouco receber recursos do FIES.

Aloísio Mercadante disse que as universidades terão que assinar um protocolo de comprometimento de melhorias a esses cursos, e que não abrirá exceções, mesmo as que possuem quase a totalidade de mestres e doutores (e que a nota resulta da não-realização de provas dos alunos).

Em São Paulo, as instituições foram:

  • Mackenzie: Arquitetura
  • PUC (SP): Geografia, História
  • PUCCAMP: Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Educação Física, Engenharia Civil, Letras, Química
  • UniAnchieta: Engenharia da Produção
  • UniPinhal: Ciências Biológicas
  • UniSalesiano: Educação Física

imgres.jpg

– Os Cursos Universitários Suspensos!

O Ministério da Educação suspendeu o vestibular para 207 cursos de ensino superior no Brasil.

Vez-ou-outra estamos vendo tais decisões. E isso é muito bom! A Educação não deve ser oferecida como refrigerantes em bares de esquina, mas sim fiscalizada pela necessidade de formarmos profissionais competentes ao invés de simplesmente “estudantes formandos”.

Abaixo, motivos para tal decisão e outras considerações sobre as instituições.

Extraído de: http://is.gd/2Ea3sX

POR DESEMPENHO RUIM, MEC SUSPENDE 207 VESTIBULARES

Por Gustavo Gantois

O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta terça-feira que 207 vestibulares serão suspensos no ano que vem. Ao todo, 38.794 vagas no ensino superior estão congeladas. A medida, inédita, faz parte do pacote de regulação e supervisão adotado após a divulgação dos indicadores de qualidade da educação superior e terá validade mínima de um ano. A lista com os cursos e instituições suspensas será divulgada no Diário Oficial da União de amanhã.

Apesar de comemorar um aumento na qualidade da educação superior brasileira, o MEC verificou que há instituições que não apresentaram qualquer melhoria nos cursos e continuam oferecendo vagas a um número cada vez maior de alunos. Diante desse quadro, o governo decidiu intervir para que universidades, faculdades e centros universitários que apresentaram notas abaixo de 3 no Conceito Preliminar de Curso (CPC) tenham um controle mais rigoroso nos vestibulares.

“São medidas duras, mas necessárias para não permitir que estudantes que se sacrificam para estudar nessas instituições não tenham como retribuição um curso que os prepare para a vida profissional”, justificou o ministro Aloizio Mercadante.

Pelas regras, os 207 cursos que apresentaram um CPC abaixo de 3, numa escala que vai de 1 a 5, terão de assinar um protocolo de compromissos. Os 117 que apresentaram uma tendência positiva de crescimento, isto é, que saíram do índice 1 para o 2, terão 60 dias para tomar providências em relação ao corpo docente. Caso não tenham mestres e doutores, terão de contratar. Elas ainda terão 180 dias para realizar os investimentos necessários em infraestrutura.

Para esse grupo, uma comissão formada pelo MEC fará avaliações bimestrais sobre as evoluções feitas pelas instituições para a recuperação desses cursos. Caso apresentem as melhorias necessárias, a proibição dos vestibulares poderá ser revertida ainda durante o ano que vem.

Já para os 90 cursos que apresentaram tendência negativa, isto é, caíram de conceito 2 para 1 ou mantiveram-se estáveis, não há qualquer possibilidade de reversão da decisão do MEC em suspender os vestibulares. Novas vagas só poderão ser oferecidas a partir de 2014 caso cumpram com as exigências do governo.

Instituições

O endurecimento do MEC em relação a educação superior atinge também as instituições de ensino. O mesmo conceito será aplicado a universidades, faculdades e centros universitários que tiveram nota abaixo de 3 no Índice Geral de Cursos (IGC). São 185 instituições, sendo 99 em tendência positiva e 86 em tendência negativa.

Da mesma forma que haverá o cancelamento dos vestibulares dos cursos que não tenham atingido a meta, o IGC será o filtro para determinar o congelamento de matrículas nas instituições que ficaram abaixo do estipulado pelo governo.

As do grupo com tendência positiva passarão pela mesma avaliação da comissão do MEC e terão de se adaptar às novas demandas. Caso apresentem melhorias, a partir do ano que vem poderão oferecer novas matrículas de acordo com o Censo de 2011. As que apresentam tendência negativa serão afetadas pelas mesmas regras de congelamento e só poderão abrir vagas em número equivalente ao que tinham durante o Censo de 2008, isto é, em quantidade menor.

Indicadores de qualidade

De acordo com o MEC, os indicadores de qualidade do ensino superior levam em conta o Índice Geral de Cursos (IGC), além do Conceito Preliminar de Curso (CPC). O cálculo do IGC inclui a média ponderada dos conceitos preliminares de curso e os conceitos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), responsável por avaliar os programas de pós-graduação das instituições.

Já o CPC avalia o rendimento dos alunos, infraestrutura e corpo docente. Na nota do CPC, o desempenho dos estudantes conta 55% do total, enquanto a infraestrutura representa 15% da nota e o corpo docente, 30%. Na nota dos docentes, a quantidade de mestres pesa 15% do total, já dedicação integral e doutores representam 7,5% (cada) da nota.

O IGC 2011 avaliou 1.875 universidades, faculdades e centros universitários. Desse total, 1.221 tiveram conceito igual ou superior a 3, considerado satisfatório. Dados divulgados pelo Ministério da Educação mostram ainda que 551 das instituições de ensino superior brasileiras tiveram conceito insuficiente no IGC em 2011.

Também foram avaliados 8.665 cursos, dos quais 6.083 estão dentro do sistema federal de ensino. Desses, 4.458 tiveram um CPC satisfatório e 672 não apresentaram conceito suficiente.

imgres.jpg

– Educação Coreana X Educação Brasileira

Vejo uma edição antiga da Época Negócios (set/2011, pg 134-136), onde há uma interessante matéria de Débora Fortes, a respeito da Coréia do Sul. E me chama a atenção sobre a Educação por lá. Veja só:

– 84% dos alunos estão na faculdade.

– Nota 9 é uma nota ruim. A busca é pelo 10.

– Sábado não é dia de aula. Mas é dia de ir à faculdade por conta própria para estudar.

– Não pesquisam qualquer coisa, mas sim o que dá lucro!

– 20% das aulas são em inglês.

Outras curiosidades, abaixo:

O SEGREDO NÃO É OLHO PUXADO. É ENSINO PUXADO

O sofisticado sistema de educação montado pela Coreia foi também um elemento imprescindível para que o país ganhasse destaque na inovação. Currículos e livros didáticos mudam rapidamente, conforme a necessidade do mercado. “Se você não tiver uma educação capaz de fazer as pessoas mudarem depressa, não terá inovação. A cada quatro ou cinco anos, há um novo plano nacional de educação na Coreia, amplamente discutido”, diz Song Won Park, professor do Departamento de Engenharia Química da Poli/USP.

Mercado virou uma palavra fundamental dentro das faculdades. “A cooperação com as empresas é intensa. Qualquer companhia pode usar a infraestrutura e os cérebros da universidade”, diz o professor Youngil Kim, da SKKU (Universidade Sungkyunkwan). Com isso, entra mais capital privado para pesquisas. Também na lista das universidades mais importantes do país, a SKKU tem um de seus campi na cidade de Suwon, onde está o Q.G. de pesquisas da Samsung Electronics. Não foi por acaso. Na década de 60, a empresa comprou a universidade, que tinha base em Seul. Hoje, a Samsung é a dona da Fundação da SKKU, com um orçamento anual de cerca de US$ 76 milhões. Além de ter acesso aos cérebros da faculdade durante os cursos, contrata muitos deles logo que se formam.

Por olhar para o mercado, as universidades já não perseguem qualquer tipo de inovação. Querem as lucrativas. “A corrida por patentes não é tão rápida na Coreia quanto imaginávamos. Em muitos casos, eles preferem produzir primeiro e patentear depois. O mais importante é o tempo que uma invenção leva para chegar ao mercado”, diz o professor Guilherme Vaccaro, gerente de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos), localizada em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Ele esteve com outros quatro professores da Unisinos na Coreia, durante cinco meses, para estudar o modelo de educação e identificar o que o Brasil pode aproveitar. “Um divisor de águas para o Brasil seria termos um relacionamento universidade/empresa nos moldes do que existe na Coreia.”

Durante a missão, a Unisinos assinou seis acordos de cooperação com instituições coreanas, um deles com a SKKU. A universidade também atraiu investimento privado para o país. A Unisinos vai cooperar e receber investimentos da HT Micron, uma joint venture formada entre a coreana Hana Micron e a brasileira Altus. A empresa está investindo US$ 10 milhões na construção de uma fábrica em São Leopoldo. Outros US$ 25 milhões devem ser injetados no instituto de pesquisas e desenvolvimento da Unisinos na área de semicondutores. “Se a companhia tiver sucesso, vamos investir mais”, diz Hyouk Lee, diretor do Instituto de P&D da Hana Micron.

Com a mentalidade de gerar resultados já incorporada às universidades, a nova onda do ensino coreano é investir em currículos multidisciplinares. A fusão de disciplinas pode envolver, por exemplo, habilidades complementares como engenharia e administração. “Estamos fazendo uma grande mudança no sistema educacional. A ideia é produzir uma geração de trabalhadores mais criativa”, diz o professor Bong Joo Lee, da SNU.

Outra mudança é a preocupação de ter cursos mais globalizados. Na SNU, 20% dos cursos de graduação estão sendo dados em inglês. Há ainda um investimento mais forte em pesquisa de base, uma etapa que a Coreia havia pulado. Antes, só se pensava em pesquisa aplicada. “Habilidades originais serão fundamentais. Não adianta ficar só copiando e aplicando”, diz Joo Lee. Neste momento, algumas das áreas promissoras são biotecnologia, ciências naturais e nanotecnologia.

Além de dar aulas em inglês, as universidades têm importado professores. O plano é reforçar áreas que os coreanos consideram prioritárias, como o design. A professora Mary Kathryn Thompson veio do MIT para dar aulas no Kaist, em 2007. Todo aluno do primeiro ano, não importa a especialidade, tem de cursar Introdução ao Design e Comunicação. “Aqui, os estudantes têm praticamente as mesmas oportunidades dadas no MIT, incluindo pesquisas, estágios e atividades extracurriculares”, diz ela. Com os esforços feitos, a Coreia já conseguiu emplacar duas universidades no ranking das 100 melhores do mundo. A SNU e o Kaist estão no QS World University Rankings 2010-2011. Na lista, não há um único representante brasileiro.

– Filhos de Karvadi, o Pai dos Nelores Brasileiros

Segundo a matéria de Fábio Portela, na Ed 2229 da Revista Veja, intitulada “Em busca do Boi Ideal”, 40% do rebanho brasileiro descende de um único boi nelore: Kavardi, um tetracampeão indiano em exposições e que foi comprado por um produtor de Uberaba. Do seu sêmem nasceram, até hoje, aproximadamente 80 milhões de animais.

A reportagem ainda trata da qualidade do boi brasileiro: rebanho sempre magro e doente, por culpa da origem européia, e que muda a partir da década de 40, quando começaram a chegar bois zebus trazidos da Índia, com a esperança de que as condições climáticas favorecessem a raça em nossa terra.

Pelo visto, deu certo!

imgres.jpg

– A Guerra Contra o Antiintelectualismo

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os ‘com-diploma’, começando com jornalistas e aqueles ‘que escrevem artigos em jornais’”

Refletiram a opinião acima? É do Consultor em Administração Stephen Kanitz, uma das mentes mais brilhantes do Brasil. Ele fala sobre o ódio de alguns sobre uma elite intelectual, a caça à classe média e a perseguição pelos órgãos de imprensa.

Quando ser inteligente torna-se repugnante (para alguns)…

A ONDA ANTIINTELECTUAL

por Stphen Kanitz

Por que o PT odeia tanto o PSDB, se ambos têm o mesmo ideário e adotam basicamente os mesmos programas?

Por que Lula rompeu com a ala intelectual de sociólogos, filósofos, antropólogos, historiadores e economistas de seu partido que lhe deram apoio total?

Quando Lula critica as elites, ele se refere à elite intelectual, não à elite empreendedora que ele admira. Quanto mais o PSDB batia na tecla de que Lula não tinha diploma, mais ele subia nas pesquisas eleitorais.

Tudo isso são sintomas de um perigoso antiintelectualismo que cresce na América Latina. A eleição de Hugo Chávez e Evo Morales mostra o mesmo fenômeno. O povo latino-americano se cansou do silêncio, da soberba e da incompetência de sua elite intelectual, que pouco cria e só copia teorias como Inflation Targeting, por exemplo.

Essa onda antiintelectual não é resultado do obscurantismo nem do populismo, como acham alguns. É resultado dos mirabolantes planos elaborados às pressas por professores de fala difícil que nunca pisaram num chão de fábrica (ao contrário de Lula), que nunca ouvem ninguém e tanto sofrimento e confusão trouxeram à nação. A classe média, normalmente responsável pelo crescimento de uma nação, foi alijada do poder por intelectuais de gabinete, e por isso ela vota maciçamente no PT.

Na China, os intelectuais foram ativamente perseguidos durante a famosa Revolução Cultural. As universidades permaneceram fechadas por praticamente dez anos, para o desespero deles. Hoje, o povo chinês acredita que foi justamente isso que colocou o país no eixo. “Os intelectuais foram obrigados a fazer algo que nunca fizeram, a trabalhar no campo como nós”, disse-me um porteiro de hotel em Beijing. “Os líderes de hoje são justamente aqueles que por dez anos não foram educados por intelectuais”, comentou nosso taxista em Xangai. A história do mundo está repleta de “revoltas das massas”, queimando livros e intelectuais.

Nos Estados Unidos, a intelligentsia é malvista, como gente que somente usa o intelecto e nada mais, que só critica e nada produz de prático ou pragmático.

Definir-se como “intelectual”, como muitos fazem, é visto como uma atitude elitista e arrogante. Afinal, todo ser humano, por mais humilde que seja, tem de usar o intelecto para desempenhar sua função, desde o porteiro do prédio até o motorista do ônibus escolar de seu filho.

Essa é a verdadeira questão por trás da atual crise do PSDB. Desde 2004, há uma divisão declarada no partido entre “os que trabalham e os que escrevem artigos de jornal”, como disse em público um de seus mais destacados membros do baixo clero.

Quais as conseqüências práticas de tudo isso?

Em primeiro lugar, a América Latina não está dando uma guinada para a esquerda, como acreditam alguns, mas uma perigosa guinada contra a intelligentsia nacional, ou seja, justamente o contrário. É o feitiço virando contra o feiticeiro, o que tantas vezes ocorre na história, a começar pela Revolução Francesa.

Em segundo, os investidores internacionais percebem que não correm perigo na América Latina, tanto que o risco Brasil nunca esteve tão baixo, justamente porque eles acreditam que Lula não fará loucuras em seu segundo mandato presidencial, se for reeleito. Eles têm certeza de que ele não usará teorias heterodoxas nunca antes testadas, e sim o bom senso, na medida do possível.

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os “com-diploma”, começando com jornalistas e aqueles “que escrevem artigos em jornais”. Seria o fim da imprensa como a conhecemos.

Deixar de lado os intelectuais, como muitos países fazem, obviamente não é a solução. Exigir que sejam mais pragmáticos, mais realistas, menos dogmáticos é uma forma mais acertada de resgatar a verdadeira função deles.

Toda nação precisa de centenas de milhares de pessoas que analisem seus problemas corretamente e apresentem não dogmas do passado, mas soluções para o futuro. Mas, se essa onda sair do controle, quem irá defender nossos intelectuais contra um movimento que muitos deles ajudaram a iniciar?

– A Gina Indelicada bate Recordes!

Coisa de gente criativa: surgiu no Facebook um perfil da Gina, a moça que ilustra a caixa de palitos do mesmo nome. Só que a “moça” dá respostas diferentes, irônicas e atravessadas. Virou um sucesso!  Mais de 1,1 milhão de seguidores em uma semana.

E quem é a Gina de verdade?

Um publicitário de 19 anos! Olha ele aqui: http://is.gd/GINAfacebook

– As 4 Disciplinas Condensadas do Ensino Médio

Biologia, Química, Física, História, Sociologia, Geografia, Matemática, Artes, Inglês, Educação Física, Literatura, Português (e tantas outras disciplinas), poderão ser resumidas em 4 grandes grupos: Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Matemática e Linguagem.

É esta a proposta do MEC. O que lhe parece?

Extraído de Folha de São Paulo, ed 16/08/2012, C3, por Fábio Takahashi

MEC VAI PROPOR FUSÃO DE DISCIPLINAS NO ENSINO MÉDIO

O Ministério da Educação prepara um novo currículo do ensino médio em que as atuais 13 disciplinas sejam distribuídas em apenas quatro áreas (ciências humanas, ciências da natureza, linguagem e matemática).

A mudança prevê que alunos de escolas públicas e privadas passem a ter, em vez de aulas específicas de biologia, física e química, atividades que integrem estes conteúdos (em ciências da natureza).

A proposta deve ser fechada ainda neste ano e encaminhada para discussão no Conselho Nacional de Educação, conforme a Folha informou ontem. Se aprovada, vai se tornar diretriz para todo o país.

Para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, os alunos passarão a receber os conteúdos de forma mais integrada, o que facilita a compreensão do que é ensinado.

“O aluno não vai ter mais a dispersão de disciplinas”, afirmou Mercadante ontem, em entrevista à Folha.

Outra vantagem, diz, é que os professores poderão se fixar em uma escola.

Um docente de física, em vez de ensinar a disciplina em três colégios, por exemplo, fará parte do grupo de ciências da natureza em uma única escola. Ainda não está definida, porém, como será a distribuição dos docentes nas áreas.

A mudança curricular é uma resposta da pasta à baixa qualidade do ensino médio, especialmente o da rede pública, que concentra 88% das matrículas do país.

Dados do ministério mostram que, em geral, alunos das públicas estão mais de três anos defasados em relação aos das particulares.

Educadores ouvidos pela reportagem afirmaram que a proposta do governo é interessante, mas a implementação é difícil, uma vez que os professores foram formados nas disciplinas específicas.

O secretário da Educação Básica do ministério, Cesar Callegari, diz que os dados do ensino médio forçam a aceleração nas mudanças, mas afirma que o processo será negociado com os Estados, responsáveis pelas escolas.

Já a formação docente, afirma, será articulada com universidades e Capes (órgão da União responsável pela área).

Uma mudança mais imediata deverá ocorrer no material didático. Na compra que deve começar neste ano, a pasta procurará também livros que trabalhem as quatro áreas do conhecimento.

Organização semelhante foi sugerida em 2009, quando o governo anunciou que mandaria verbas a escolas que alterassem seus currículos. O projeto, porém, era de caráter experimental.

folhapress

– Teste de Inteligência: a Bala e o Café

Com um R$ 1,10 você compra uma bala e um café.

O café custa R$ 1,00 a mais do que a bala.

Quanto custa a bala?

.

.

.

Se você respondeu R$ 0,10, errou. Você foi traído pela intuição.

Se a bala custasse R$ 0,10, sendo o café R$ 1,00 mais caro, o café custaria R$ 1,10. Assim, você precisaria de R$ 1,20.

A resposta correta é R$ 0,05. Se a bala custa R$ 0,05 e o café é R$ 1,00 mais caro, portanto, o café custa R$ 1,05. Somados, dá o R$ 1,10 da pergunta inicial.

Calma, esse tipo de erro é por culpa da pressa em acertarmos, e o cérebro é traído por ela.

Essa questão matemática nos engana porque descuidadamente pensamos que o preço do café é R$ 1,00, ao invés de R$ 1,00 a mais.

Segundo o livro “Thinking, Fast and Slow”, do psicólogo Daniel Kahneman (vencedor do Prêmio Nobel de Economia), essa mesma brincadeira foi feita em escolas americanas, sendo que a taxa de erro foi maior que 80%! Quando ela foi realizada em faculdades renomadas como Havard, MIT ou Princeton, mais de metade dos universitários erraram.

Questãozinha boba, mas profunda para avaliarmos o quão apressados somos.

(Extraído da Revista Superinteressante, Ed Junho/2012, pg 55-57, com adaptações).

– Tecnologia de Guerra e Entrevista Fantasma

Coisas de um mundo moderno: os EUA mataram o no2 da rede terrorista Al Qaeda, Abu Al Libi, herdeiro de Osama Bin Laden no planejamento estratégico da entidade.

Curiosidades:

1) o terrorista foi morto por um avião robô de 4 bilhões de dólares, que o identificou facialmente no distante Waziristão do Norte!

2) para divulgar o feito, uma autoridade militar americana deu uma entrevista coletiva anonimamente, com corpo e voz modificados, explicando o modo da operação.

O futuro parece que já chegou…

– Se não usar, enferruja!

Essa eu retirei do Twitter do amigo prof José Renato Santiago Sátiro:

A inteligência é como o ferro: por falta de uso, enferruja.” (Eugene Ionescu)

Alguém duvida?

– Analfabetos e Doutores de Jundiaí

Leio que no setor industrial de Jundiaí trabalham apenas 320 profissionais com Doutorado Completo. Porém, há 1004 analfabetos (e olha que a pessoa que sabe escrever somente o nome não é considerado analfabeto).

Possuirmos 320 doutores é muito pouco para uma cidade do nosso porte. E somarmos 1004 analfabetos é um índice elevadíssimo (e os que não pertencem ao setor industrial?).

Disparates de uma cidade que cresce freneticamente.

– A variedade de Spam

Canso de receber propaganda em minha caixa de email. Boa parte inútil e vinda de parceiros comerciais. Mas o que mais me irrita são os “Aumente seu pênis”, “Shampoo do Fantástico” ou “Golpes de banco com chave de segurança”.

Agora recebi um que é inusitado:

Querido rafaelporcari@terra.com.br, a dança é a linguagem oculta da alma. Você foi selecionado pelo vídeo enviado e receberá via email o passo-a-passo para iniciantes em dança flamenca. Clique aqui para o link e coloque seus dados pessoais e bancários. Não haverá taxas. Se você não for rafaelporcari@terra.com.br, clique nesse outro link”.

E aí você cai nas páginas de golpistas que entram em sua máquina e email.

Sensacional o mundo dos bandidos virtuais, não? Desde quando eu quero dançar ou enviei um vídeo meu dançando? E flamenco???

– Metade das aulas com Alunos no Ensino a Distância?

A Tecnologia está aí. Blogs, Imagens via Satélite, Intranet, entre outras formas interativas de comunicação. É um fato.

As universidades cada vez mais permitem a interação de mestres e professores através de tais instrumentos. A tendência parece ser essa. Mas e quando os cursos presenciais tornam-se cada vez mais semi-presenciais?

Compartilho uma interessante matéria da Época Negócios (Ed março/2010, pg 20-22, por Alexandre Teixeira e Débora Fortes), a respeito da ousada empreitada da Anhanguera Educacional, onde quer ter 50% de aulas à distância até 2012.

Abaixo:

ENSINO HI-TECH

Quando Alex Dias, ex-CEO do Google no Brasil, assumiu a presidência da Anhanguera Educacional, em setembro, foi uma dupla surpresa. Por que um executivo de ponta trocaria uma das companhias mais sexies do mundo por uma rede de faculdades especializada em cursos para jovens da classe C? E por que uma organização fundada e administrada por professores recrutaria um profissional de tecnologia e mídia, com oito anos de DirecTV e dois de Google no currículo? A resposta é a mesma para as duas perguntas: a Anhanguera é, mais e mais, uma empresa hi-tech de mídia.

Embora o interesse por tecnologia só tenha ganho visibilidade com a aquisição, em 2008, da Rede de Ensino LFG, especializada em cursos televirtuais, a Anhanguera tem um histórico de inovação. Sua aposta no ensino a distância foi decisiva para conquistar o que chama de jovem trabalhador. A companhia montou uma das maiores estruturas de links de internet e de satélite do país. A partir de 23 estúdios de produção de conteúdo, transmite sua programação todas as noites por meio de 27 canais via satélite. Para se ter uma ideia, a Globosat, líder no mercado de TV por assinatura no Brasil, tem 34 canais.

Controlada por um fundo de private equity gerido pelo grupo Pátria, a Anhanguera tem 54 campi e 310 mil alunos. A meta é chegar a 100 campi até o final de 2012. Dois terços desse crescimento deverão se dar por meio de aquisições. As aulas hi-tech respondem hoje por 20% a 30% da vida acadêmica dos alunos, o que deve chegar a 50% nos próximos três anos. “A interface com o aluno tem de ser tão bacana quanto fazer uma compra na Amazon”, afirma Dias. Segundo ele, a próxima fronteira está na criação de métricas para aferir o aprendizado em uma aula em vídeo e no aumento da interação entre professor e aluno. Parte desse contato virá pelo próprio Google. É que a Anhanguera acabou de fechar um contrato para usar o pacote Google Apps For Business, que inclui do e-mail às planilhas. Tudo, claro, online.

– Parabéns, querida Mestra Andréia de Melo Porcari!

Com orgulho, hoje cedo minha esposa Andréia concluiu seu Mestrado na Unicamp, tendo defendido e sendo aprovada com louvor a dissertação: DESENVOLVIMENTO E VALIDACAO DE UM MÉTODO DE QUANTIFICACAO DE CORTISOL POR LC-MS/MS PARA ESTUDOS DE BEM-ESTAR ANIMAL EM BOVINOS, orientada pelo Prof Dr Marcos Nogueira Eberlin.

O assunto é na área de espectrometria de massas, assunto o qual ela se tornou expert!

Amigos, para concluir um Mestrado em Química tem que ser muito inteligente, ter bastante disposição e uma dose de loucura. Me orgulho e admiro demais a Andréia!

Parabéns, querida. Você é exemplo para todos nós. Te amamos!

 

– Ressurreição por via da Ciência

Incrível.

E não é que na Rússia, cientistas descobriram sementes congeladas de uma planta extinta há 2000 anos na Sibéria, 38 metros abaixo de uma superfície de gelo, e conseguiram fazê-las brotar?

A planta se chama Silene Stenophyla, e tal ressurreição nos faz pensar naquele cenário apocalíptico de Jurassic Park: um dia ressuscitaremos animais como dinossauros, entre outros?

O limite da inteligência humana é algo impressionante…

– Observações de um Sábio Einstein

Coloque a mão sobre o fogão por um minuto e parecerá uma hora. Sente-se com uma garota bonita por uma hora e parecerá um minuto”.

Albert Einstein

– Menos Formandos e Chances Desproporcionais nas Universidades

Depois de um tempo de crescimento desmedido, as universidades vivem um drama: a desaceleração do número de alunos. E alguns dados curiosos:

– Em 2010, menos estudantes se formaram do que em 2007;

– Em 1995, 37% dos alunos que se formavam eram de universidades públicas; hoje, apenas 22%;

– A chance de um aluno de SP entrar em faculdade federal: 0,7%. Média Brasil: 10%. Aluno do Acre: 70% (devido a falta de instituições privadas por lá);

– Pós Graduação: o número de concluintes é 0,5% menor do que há 10 anos.

Com tanta pujança econômica que o país vive, porque não acompanhamos o desenvolvimento das finanças com o educacional?

Veja o artigo do prof dr Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor da FAPESP e ex-reitor da UNICAMP na Folha de São Paulo de hoje, pg A3, sobre tal assunto:

A PARADA NO CRESCIMENTO DO ENSINO SUPERIOR

A velocidade do crescimento do ensino superior brasileiro diminuiu fortemente a partir de 2005, revelam os últimos números do Inep. A tendência preocupa, pois é um momento em que a economia brasileira cresce, aumentando a demanda por pessoal qualificado.

Em 2010, as instituições de ensino superior públicas formaram 178.407 estudantes, 24 mil a menos do que os 202.262 de 2004.

Nesses seis anos, a queda no número de concluintes foi de 1,8% ao ano. O freio é generalizado e atinge menos intensamente as instituições privadas. Nestas, o crescimento desde 2005 tem sido de 4,5% ao ano, contra uma taxa três vezes mais alta, de 13% ao ano, entre 1995 e 2005.

A queda na taxa de crescimento é mais intensa justamente nas instituições de ensino superior classificadas como universidades, onde se espera aliar ensino e pesquisa para formar melhor os estudantes.

De 1995 a 2005, a taxa média de crescimento foi de 11% por ano. A partir de 2005, o crescimento tem sido pífio, de somente 0,2% ao ano. Resultado: em 2010, menos estudantes se graduaram em universidades do que em 2007.

Os efeitos do freio no crescimento graduados se propagam para a pós-graduação, uma das joias da coroa do ensino superior brasileiro.

De 1995 a 2004, o número de doutores formados cresceu ao ritmo de 15% por ano. De 2005 a 2010, o ritmo de crescimento caiu para um terço, 5% por ano. Em 2010, titularam-se menos doutores do que em 2009.

Com o fim do crescimento no sistema público, a privatização do ensino superior após 2003 avançou como nunca antes. Em 1995, 37% dos concluintes no ensino superior completaram seus estudos em instituições públicas. Em 2003, foram 32%; e em 2010, o percentual despencou para apenas 22%.

Dois fatores ajudam a entender as razões da parada generalizada.

Primeiro, a política recente do MEC privilegia a expansão do número de instituições do ensino superior federal sem levar em conta a distribuição no território nacional do número de estudantes que concluem o ensino médio.

Um dos resultados dessa política é que, no Estado de São Paulo, o jovem que conclui o ensino médio tem 0,7% de chance de frequentar uma universidade federal, enquanto na Bahia (por exemplo), o segundo estado mais desassistido pela União em ensino superior, essa chance é de 7,3%. No Acre, a chance é de 70%. A média geral do Brasil é 10%.

O investimento em ensino superior precisa levar em conta, em alguma medida, o número de jovens que concluem o ensino médio em cada região, buscando a equidade entre as regiões do país.

O outro fator é o fraco desempenho do ensino médio no país. A universalização do acesso ao ensino fundamental, nos anos 1990, trouxe a expectativa de um aumento forte no ensino médio, mas em 2010 houve menos concluintes do que em 2003, com um decréscimo anual de 0,5% ao ano.

Em 2010, 2,5 milhões de alunos concluíram o ensino fundamental. Como os concluintes no ensino superior são 829 mil, anualmente o Brasil deixa de qualificar 1,7 milhões de brasileiros. Contando com eles, o país iria muito mais longe.

– Vírus ataca Aviões Não Tripulados dos EUA

Olha que interessante: dias atrás, um desses espetaculares aviões espiões não tripulados dos EUA (chamados de drones) foi capturado no Irã. Outro dia, outra baixa no Afeganistão. Por fim, a última na China.

Leio agora que a Central de Inteligência e Controle dos Drones, que está em Nevada (EUA), admitiu que as perdas se deram por vírus que conseguiram controlar as aeronaves.

Ora, ora… guerra tecnológica roubando aviões! Parece coisa de ficção científica!

Duas coisas a observar:

1- Quem será que está tentando capturar esses aviões?

2- Existem 7000 aviões drones, e mais da metade estão sobrevoando algum lugar do planeta. Onipresença americana incontestável!