– O ódio às Pessoas que Pensam!

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os ‘com-diploma’, começando com jornalistas e aqueles ‘que escrevem artigos em jornais’”

Refletiram a opinião acima? É do Consultor em Administração Stephen Kanitz, uma das mentes mais brilhantes do Brasil. Ele fala sobre o ódio de alguns sobre uma elite intelectual, a caça à classe média e a perseguição pelos órgãos de imprensa.

Quando ser inteligente torna-se repugnante (para alguns)…

A ONDA ANTIINTELECTUAL

por Stphen Kanitz

Por que o PT odeia tanto o PSDB, se ambos têm o mesmo ideário e adotam basicamente os mesmos programas?

Por que Lula rompeu com a ala intelectual de sociólogos, filósofos, antropólogos, historiadores e economistas de seu partido que lhe deram apoio total?

Quando Lula critica as elites, ele se refere à elite intelectual, não à elite empreendedora que ele admira. Quanto mais o PSDB batia na tecla de que Lula não tinha diploma, mais ele subia nas pesquisas eleitorais.

Tudo isso são sintomas de um perigoso antiintelectualismo que cresce na América Latina. A eleição de Hugo Chávez e Evo Morales mostra o mesmo fenômeno. O povo latino-americano se cansou do silêncio, da soberba e da incompetência de sua elite intelectual, que pouco cria e só copia teorias como Inflation Targeting, por exemplo.

Essa onda antiintelectual não é resultado do obscurantismo nem do populismo, como acham alguns. É resultado dos mirabolantes planos elaborados às pressas por professores de fala difícil que nunca pisaram num chão de fábrica (ao contrário de Lula), que nunca ouvem ninguém e tanto sofrimento e confusão trouxeram à nação. A classe média, normalmente responsável pelo crescimento de uma nação, foi alijada do poder por intelectuais de gabinete, e por isso ela vota maciçamente no PT.

Na China, os intelectuais foram ativamente perseguidos durante a famosa Revolução Cultural. As universidades permaneceram fechadas por praticamente dez anos, para o desespero deles. Hoje, o povo chinês acredita que foi justamente isso que colocou o país no eixo. “Os intelectuais foram obrigados a fazer algo que nunca fizeram, a trabalhar no campo como nós”, disse-me um porteiro de hotel em Beijing. “Os líderes de hoje são justamente aqueles que por dez anos não foram educados por intelectuais”, comentou nosso taxista em Xangai. A história do mundo está repleta de “revoltas das massas”, queimando livros e intelectuais.

Nos Estados Unidos, a intelligentsia é malvista, como gente que somente usa o intelecto e nada mais, que só critica e nada produz de prático ou pragmático.

Definir-se como “intelectual”, como muitos fazem, é visto como uma atitude elitista e arrogante. Afinal, todo ser humano, por mais humilde que seja, tem de usar o intelecto para desempenhar sua função, desde o porteiro do prédio até o motorista do ônibus escolar de seu filho.

Essa é a verdadeira questão por trás da atual crise do PSDB. Desde 2004, há uma divisão declarada no partido entre “os que trabalham e os que escrevem artigos de jornal”, como disse em público um de seus mais destacados membros do baixo clero.

Quais as conseqüências práticas de tudo isso?

Em primeiro lugar, a América Latina não está dando uma guinada para a esquerda, como acreditam alguns, mas uma perigosa guinada contra a intelligentsia nacional, ou seja, justamente o contrário. É o feitiço virando contra o feiticeiro, o que tantas vezes ocorre na história, a começar pela Revolução Francesa.

Em segundo, os investidores internacionais percebem que não correm perigo na América Latina, tanto que o risco Brasil nunca esteve tão baixo, justamente porque eles acreditam que Lula não fará loucuras em seu segundo mandato presidencial, se for reeleito. Eles têm certeza de que ele não usará teorias heterodoxas nunca antes testadas, e sim o bom senso, na medida do possível.

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os “com-diploma”, começando com jornalistas e aqueles “que escrevem artigos em jornais”. Seria o fim da imprensa como a conhecemos.

Deixar de lado os intelectuais, como muitos países fazem, obviamente não é a solução. Exigir que sejam mais pragmáticos, mais realistas, menos dogmáticos é uma forma mais acertada de resgatar a verdadeira função deles.

Toda nação precisa de centenas de milhares de pessoas que analisem seus problemas corretamente e apresentem não dogmas do passado, mas soluções para o futuro. Mas, se essa onda sair do controle, quem irá defender nossos intelectuais contra um movimento que muitos deles ajudaram a iniciar?

– As mudanças na Educação no Brasil

E as Mudanças na Grade Curricular do Ensino Brasileiro?

Não entendi nada até agora. Que confusão o Governo Temer fez!

Isso sim é golpe, se confirmada as barbaridades: quer dizer que Educação Física não é mais obrigatória (justamente no país da última Copa do Mundo e Olimpíada)? Geografia e História serão opcionais? Depois confirmam essa maluquice, e na sequência falam em erro de comunicação?

Estão matando o Brasil… Até agora não sei o que DE VERDADE está mudando. Alguém sabe?

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– Ranking de Universidades

Qualquer classificação por ranking (do que quer que seja), levará à discussão: as melhores de uma lista são, de fato, as “melhores”?

Pois bem: a Folha de São Paulo trouxe seu Ranking Geral das Universidades 2016 (RUF) das melhores do Brasil. Pela ordem, as 3 primeiras são: UFRJ, USP e UNICAMP.

Consulte a instituição de ensino da sua cidade, sabendo em qual posição que ela ficou no link do RUF, em: http://ruf.folha.uol.com.br/2016/

Também o Estadão trouxe um ranking, da Times Higher Education (THE), que pode ser consultado abaixo (nele, a USP é a 1a e a UNICAMP a 2a da América Latina, mas longe das demais do resto do mundo).

RANKING INTERNACIONAL EM: (ESTADÃO.COM)

USP E UNICAMP CAEM EM RANKING INTERNACIONAL DE UNIVERSIDADES

A Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) perderam posições no ranking de melhores instituições de ensino do mundo. É o que mostra a lista da revista britânica Times Higher Education (THE), uma das principais em avaliação do ensino superior no mundo. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 21.

Neste ano, a USP aparece em um grupo que está entre 251 e 300 melhores universidades. Após a posição nº 200, o ranking deixa de considerar as instituições de forma unitária e passa a considerá-las por grupos. No ano passado, a universidade aparecia no grupo 201-250.

É o pior resultado da USP desde 2012. Naquele ano, a instituição ficava em 158º lugar na lista. Mesmo assim, continua sendo a melhor universidade da América Latina, seguida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A instituição de Campinas caiu do grupo 351-400 para 401-500, deixando a USP como a única entre as 400 melhores do mundo.

O THE informou à reportagem que fez correções em seu ranking de 2015. No ano passado, havia sido divulgado que a universidade já tinha caído para a posição 251-300. Mas naquele ano a instituição se manteve, na verdade, no grupo 201-250, perdendo a posição só agora.

A novidade neste ano é a inclusão de duas instituições públicas paulistas entre as 800 melhores – a Universidade Federal do ABC (UFABC) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A avaliação do THE utiliza informações como número de citações em pesquisa, o nível de internacionalização, o grau de titulação dos professores, a transferência de conhecimento para a sociedade e outros aspectos.

O ranking geral ainda mostra universidades americanas e do Reino Unido no topo. Entre as 10 principais instituições, seis são americanas: Instituto de Tecnologia da Califórnia (2º), Universidade de Stanford (3º), MIT (5º), Universidade de Harvard (6º), Universidade de Princeton (7º) e Universidade de California, Berkeley (10º). No primeiro lugar está a Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Além das instituições tradicionais, a edição deste ano aponta para uma melhora das universidades asiáticas, que têm ganhado posições nas últimas edições: a Universidade Nacional de Cingapura, por exemplo, subiu de 26º para 24º lugar. A Universidade de Pequim, na China, melhorou e foi do 42º lugar para 29º.

“O Brasil precisará trabalhar duro para melhorar suas universidades à medida que a concorrência global fica mais acirrada caso queira alcançar a mesma tarefa ambiciosa”, analisa o editor do ranking, Phil Baty.

Apesar das inclusões, o editor faz ressalva às pioras das instituições brasileiras. “O Brasil perdeu terreno. Ambas de suas instituições líderes, a USP e a Unicamp, perderam posições, o que significa que existe apenas uma universidade brasileira dentre as 400 melhores, uma a menos do que no ano passado. No total, um terço de seus representantes caiu para um grupo inferior.”

Neste ano, a USP já perdeu posições em outro ranking da revista, que mede reputação acadêmica. A universidade caiu da faixa 51-60 para a faixa 91-100 em relação ao ano passado. O ranking existe desde 2011 e a USP foi inserida na relação em 2012. Harvard, nos EUA, ficou com o primeiro lugar.

CONTRAPONTO

Os dados contrastam com os resultados de outro ranking internacional, o QS World University, da publicação britânica Quacquarelli Symonds (QS). Nesta lista, a USP saiu do 143º lugar em 2015 para 120º neste ano, melhor posição já conquistada desde 2010, quando o ranking passou a ser divulgado. A Unicamp também melhorou: foi de 195º para 191º. Esta pesquisa considera também, além da reputação acadêmica e citações de artigos científicos, a reputação entre empregadores e proporção entre professores e alunos e número de estudantes e professores estrangeiros.

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– Roth, Carpeggiani e Mano: eles não estavam superados?

Como explicar o fato do Cruzeiro, à beira do rebaixamento, demitir o português Paulo Bento, e se salvar (por enquanto) com Mano Meneses, chamado de ultrapassado e que estava na China?

Ou do considerado ex-treinador Paulo César Carpeggiani ressuscitar o Coritiba no Campeonato Brasileiro?

Ou ainda de Celso Juarez Roth, que sempre é criticado, começar a ganhar partidas pelo Internacional na luta contra a série B?

Coisas que só acontecem no Futebol Brasileiro… Mas cá entre nós: o Palmeiras, que se modernizou estruturalmente (conta com laboratórios de psicologia de alta performance), o Atlético Mineiro que também colocou ciência em seu trabalho, e o Flamengo do estudioso e jovem Zé Ricardo, estão na ponta de cima (juntamente com o Santos de Dorival Júnior que vai bem).

São os que se profissionalizam versus os tradicionais boleiros e suas artimanhas que ganham destaque no Brasileirão 2016.

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– Osiris provará que somos oriundos de micróbios extraterrestres?

O assunto é polêmico e será debatido entre cientistas, evolucionistas, criacionistas e defensores da TDI (Teoria do Design Inteligente): a sonda Osiris-Rex foi lançada pela NASA nesta semana para descobrir se a vida no planeta Terra surgiu de micróbios extraterrestres.

A missão será alcançar o asteroide Bennu, numa viagem que durará até 2018, colhendo amostras minerais e vasculhando micro-organismos. Segundo alguns, um asteroide como esse poderia ter se chocado com o planeta Terra e trazido matéria orgânica para cá. Desta forma, evoluímos dessas formas preliminares de vida vindas do universo.

O custo de tudo isso será de quase 1 bilhão de dólares. Além do valor alto, claro, fica a questão: não é “forçar demais a barra” querer que a Ciência prove algo assim (a origem da vida)?

Sem dúvida, alguns o fazem para tentar provar quão maravilhosa é a criação de Deus, que usa dos elementos do universo que Ele fez para dar origem à vida. Outros, justamente o contrário: provar exatamente a ausência dEle…

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– Para Prefeito de Jundiaí, votarei em… Marina Porcari, 7 anos.

Uma ótima atividade na escola da minha filha, que me deixou muito orgulhoso com seu desempenho (pai coruja, mas com justo motivo). Com seus errinhos de português, mas com grande sabedoria e sinceridade, disse um pouquinho do que faria se fosse prefeita da nossa cidade. Abaixo:

TATO ECOLÉGIO, 2o ano, profa. Maria Edith:

PERGUNTA: Muitos jovens pedem esmolas para comprar um simples pãozinho. Mas o que fazer para resolver esse problema tão sério de falta de moradia, emprego, comida e escola para as pessoas? Imagine que você é o prefeito da cidade e resolverá esse problema. A partir do seu mandato ninguém mais dorme na rua, todos têm o que comer e uma escola para estudar. Escreva algumas soluções encontradas por você para resolver tudo isso.

RESPOSTA: Eu dividira o dinheiro dos impostos em 8 partes, uma para cada coisa:

1- Escola,

2- Hospital,

3- Casas,

4- Orfanato,

5- Emprego,

6- Fatecs,

7- Etecs,

8- Creches.

Com isso acredito que o mundo pode melhorar. O Governo tem esse papel. Se o Governo não faz, nós, as crianças, vamos fazer! É um grande passo! Jesus disse: “vinde a mim as criancinhas, porque a elas pertence o Reino do Céu”.

Devemos começar essa atitude! Podemos mudar isso! Vamos tomar essa atitude? Vamos fazer isso?

Vamos mudar o mundo? Não sei, mas se tentarmos é isso que importa. Mas uma coisa eu tenho certeza: sozinhos, isso não podemos fazer. Os números falam que as crianças não têm o direito de governar [pela idade], mas isso não está certo. As crianças não são corruptas. Isso depende de você, de mim, de nós! Vamos conseguir porque a união faz a força. Então vamos lá! Nós vamos fazer isso sim! E nós vamos conseguir porque não tem ninguém mais honesto que as crianças. Vamos!!!

Ah se nossos políticos fossem puros como nossas crianças…

Um detalhe: ela criou o PHP – Partido da Honestidade Presente, e declarou que “vai ter que entrar na Política para acabar com a corrupção. Mas enquanto ela não pode ser candidata a nada, vai ajudar do jeito que puder”.

Meu voto é para ela (e o coração também).

– Lecionar em Universidade Federal ou Estadual?

O reitor da Unicamp, Prof Dr José Tadeu Jorge, escreveu um brilhante e esclarecedor artigo na Folha de São Paulo, Página A3, “Tendências e Debates”, sobre as diferenças e dificuldades dos professores de universidades públicas. E alerta: quem dá aula em Universidade Federal, hoje, pode ganhar até R$ 12.000,00 a mais do que seu colega de Universidade Estadual!

Abaixo:

O COMEÇO DO FIM

Não é por acaso que USP e Unicamp são as melhores universidades da América Latina e se situam, juntamente com a Unesp (Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”), entre as melhores do mundo. Um fator decisivo para conquistar suas posições destacadas foi o processo de autonomia com vinculação orçamentária iniciado no ano de 1989.

Desde então, responsabilidade, compromisso social e planejamento tornaram-se princípios fundamentais dos projetos dessas universidades, propiciando indicadores de qualidade e produtividade muito acima da média nacional.

A carreira de um professor universitário em instituições públicas é baseada no mérito. Nas universidades estaduais paulistas só é possível ingressar por concurso público e depois da obtenção do título de doutor. Um programa de doutorado exige, no mínimo, de quatro a cinco anos de intensa dedicação. O cargo final da carreira é o de professor titular, alcançado por cerca de 40% dos professores após 20 a 25 anos, em média.

Ao longo desses 26 anos de autonomia plena, as universidades públicas paulistas estabeleceram uma carreira atrativa, condição indispensável para conquistar a liderança qualitativa que hoje ostentam. Sem contar com os melhores professores e pesquisadores jamais teriam conseguido chegar aos níveis de qualidade que hoje ocupam.

Todo esse cenário, construído com muito esforço e dedicação, começa a ruir. Uma sequência de equívocos está conduzindo as universidades estaduais paulistas à vala comum dos serviços públicos burocráticos e pouco qualificados.

A raiz dos acontecimentos pode ser identificada em uma mudança constitucional aprovada em 2003, desrespeitando o conceito básico da própria Constituição, que permitiu tetos salariais distintos para atividades, fundamentalmente, iguais.

Tanto a Constituição Federal, com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação consagram o caráter nacional da educação. Não há distinção entre universidades federais e estaduais. Pelo contrário, os textos legais destacam a necessária articulação e integração entre os diferentes sistemas e níveis.

Trata-se de conceito idêntico ao que se aplica aos membros da magistratura federal e estadual, que, por decisão do Supremo Tribunal Federal, têm o mesmo teto salarial.

O teto salarial do sistema federal é de R$ 33.763. Assim, um professor universitário de uma universidade federal pode receber até esse valor. Entretanto, cada Estado da Federação pode fixar seu subteto. Dezesseis Estados optaram por definir o subteto com base no subsídio do desembargador (R$ 30.471,11) e quatro escolheram o de ministro do Supremo Tribunal Federal (R$ 33.763).

Apenas sete Estados fizeram a opção de limitar os salários aos subsídios dos seus governadores, entre eles São Paulo, onde o limite é de R$ 21.613,05. Esse valor só não é menor do que os subtetos dos Estados de Espírito Santo e Ceará.

A evidência é estarrecedora! Ser professor de uma universidade do sistema federal permite ganhar, por mês, cerca de R$ 12 mil a mais do que o mesmo professor em uma universidade estadual paulista, as melhores da América Latina.

Ótimo para as universidades federais, sentença de morte para as estaduais paulistas, que não mais conseguirão atrair os melhores professores e pesquisadores.

Dirigentes e legisladores estão, portanto, diante de opções que impactarão decisivamente a história: consolidar a conquista da condição de melhores universidades da América Latina ou condenarem essas instituições ao papel de meras figurantes no enredo do desenvolvimento social e econômico.

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– O melhor compromisso de domingo foi…

ajudar minha filha a fazer os deveres escolares!

Trabalhei pra chuchu hoje, o dia começou de madrugada, mas valeu arranjar um pedaço do domingo para orientar uma atividade sobre o Nordeste Brasileiro, breve história e culinária para a filhota.

Ela está no segundo ano, e por gostar de estudar, quis caprichar no dever de casa. E como sou contra pai ou mãe por a mão na massa nesses momentos,eu fico do lado dela, a instigo e a desafio – mas o trabalho é exclusivamente dela para poder aprender.

O dia fechou com chave de ouro por esse momento-cansaço de muito prazer! Foram 9 deliciosas páginas. Clique em todas elas no arquivo em PDF (em negrito).

Trabalho da Marina sobre Caracteristicas e Culinária do NE

Abaixo, uma das páginas:


– A maior ponte de vidro do mundo!

Uma maravilha da engenharia: com 300 metros de altura e quase 0,5 km de extensão, ao custo de R$ 3,4 bilhões de dólares, a China inaugura a maior ponte de vidro do mundo!

Extraído de: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/45001/na+terra+natal+de+mao+tse-tung+china+inaugura+mais+alta+e+longa+ponte+de+vidro+do+mundo.shtml?cmpid=tw-uolnot

CHINA INAUGURA MAIS ALTA E LONGA PONTE DE VIDRO DO MUNDO

A China abriu neste sábado (20/08) ao público a mais alta e longa ponte de vidro do mundo, que tem 430 metros de extensão e está localizada a 300 metros de altura, no espetacular parque natural de Zhangjiajie, local que inspirou as Montanhas Aleluia do filme Avatar.

Projetada pelo arquiteto israelense Haim Dotan, a ponte de seis metros de largura une dois lados da montanha Tianmen (“Porta do Céu”) através de 99 painéis com três camadas de vidro, e está preparada para que sobre ela circulem até 800 pessoas ao mesmo tempo.

Os construtores testaram sua resistência recentemente, a partir da circulação de um caminhão de duas toneladas, e inclusive pediram que várias pessoas batessem no chão da ponte com martelos a toda a força possível, também a fim de mostrar sua resistência.

A obra, que custou 22,5 bilhões de iuanes (cerca de 3,4 US$ bilhões), terminou em maio, cinco meses depois do que o previsto devido às intensas chuvas na região.

Com esta ponte, a província central de Hunan, muito visitada por turistas chineses por ser a terra natal de Mao Tsé-tung, procura com este projeto aumentar o número de viajantes a uma de seus maiores joias naturais, o parque de Zhangjiajie.

A bela mistura de relevos cársticos -mais de 3 mil colunas arenosas o povoam- com a vegetação das florestas subtropicais mereceu ser declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1992 e inspirou James Cameron para idealizar as montanhas que no filme “Avatar” têm idêntico aspecto, embora nesse caso flutuem nas nuvens desafiando as leis da física.

Caminhar pela ponte transparente pode ser a forma mais parecida de “flutuar” sobre essas montanhas, uma experiência não apta para pessoas com vertigem.

A ponte de Zhangjiajie não é a primeira estrutura de vidro da China, onde este tipo de atração é muito popular.

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– O Emocional dos Treinadores Desconhecidos da Mídia e a falta de Empatia para com os Árbitros.

Tarcísio Pugliesi, Paulo Roberto e Marcelo Chamusca: tratamos destes técnicos de futebol em nossa participação no programa Futebol Esporte Show desta sexta-feira (apresentado por Marcel Capretz, no SBT, pelas suas retransmissoras Vtv e Tv Sorocaba).

Podem ser desconhecidos pelo grande público, mas cada um deles tem uma peculiaridade dentro de suas competências e são figurinhas carimbadas no Interior Paulista. E aqui vai uma provocação: estariam preparados para um desafio em grandes clubes de massa?

Vamos lá:

1) Tarcísio Pugliese é atual treinador do Ituano. Já passou por inúmeros clubes pequenos, teve uma passagem razoável pelo Guarani (que estava em fase turbulenta) e ao encontrar a boa estrutura proporcionada pelo Galo de Itu através de Juninho Paulista, tem feito um ótimo trabalho. Sabe montar equipes ofensivas dando equilíbrio à defesa. Gosto muito do seu trabalho, embora, na única vez em que apitei um jogo dele anos atrás, continuo com a mesma impressão: tende a querer ganhar no grito! E precisa corrigir urgentemente esse defeito, pois quando desanda a ficar nervoso, perde a razão e acaba expulso. Se tiver equilíbrio emocional, vai longe!

2) Paulo Roberto é um veterano no ofício. Trabalhando por algumas vezes no São Bento, encontrou um grupo de empresários que deu suporte financeiro para que o Bentão não tenha problemas econômicos a fim de deixar o treinador atuar focado somente com os problemas dentro de campo. E é lá que Paulo dá o seu melhor e o seu pior! Expulsei-o no Rio Claro quando ainda o chamavam de “Luxemburgo do Interior”, pois seus métodos são os mesmos: arma muito bem suas equipes, que sempre mostram intensidade, mas conturba o jogo com “pilhagem excessiva”. Irriquieto na área técnica, pula, grita, gesticula e… cria fatos! Adora chamar a atenção e acaba sendo convidado a sair de campo. Digo e repito: se tivesse um comportamento mais elegante à beira do gramado, sem chiliques, Paulo já teria tido uma oportunidade real para mostrar sua inteligência tática como treinador. Seu temperamento dirá até onde chegará.

3) Marcelo Chamusca é a grata surpresa. Trazido pelo Guarani e confundido num primeiro instante com Péricles Chamusca, esse mais conhecido, era um ilustre desconhecido para a maioria. E em meio à formação do elenco do Bugre Campineiro (fez a pré-temporada com 12 jogadores e vários atletas chegando com o Brasileirão da Série C em andamento), conseguiu montar uma equipe sólida, raçuda, coesa taticamente. Se ela não ganha jogando bonito, alcança os resultados de maneira pragmática. Um adepto de Carlos Alberto Parreira? Talvez. Mas o certo é que marcou seu nome nessa 1a fase do torneio, colocando o time de Campinas como o melhor clube da Terceirona. Mas e quando o time precisar de um cara “pilhado à beira do gramado” (que não é muito o seu estilo), o terá?

Talvez tenhamos bons nomes para o futebol brasileiro, taticamente falando. Mas e o emocional?

Aqui eu reafirmo uma antiga opinião: as Comissões Técnicas devem ter obrigatoriamente um psicólogo, não só para os atletas, mas também aos treinadores. Ou eles estão “acima do bem e do mal”?

Em especial, Tarcísio e Paulo Roberto, que há tempos estão na estrada e ainda não tem tanta idade, precisam conciliar a inteligência que têm ao equilíbrio psicológico. É o último passo da carreira deles para uma série A de Brasileirão. E, evidentemente, diminuir a antipatia que transmitem aos árbitros, pois isso atrapalha tanto a carreira deles quanto aos próprios times que dirigem. Por experiência própria: em muitos momentos, chega a ser irritante ver tal comportamento deles.

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– A invasão de caçadores de PokemónGo e as mortes imbecis

A vida é um bem valioso, certo? Perdê-la de maneira absurda é revoltante.

Um garoto de 9 anos morreu afogado no RS após cair de um barco. Ele e seu amigo caçavam Pokemóns e acabou se desequilibrando e caindo da embarcação.

Pessoas tem sido atropeladas. Celulares roubados em vias públicas por desatentos jogadores. Em Jundiaí, após um megaencontro de fãs, o Parque da Cidade e o Jardim Botânico sofreram vandalismos, como problemas nas instalações elétricas por mal educados caçadores que, desesperados para carregar seus celulares, fizeram mau uso das tomadas e desligaram equipamentos públicos.

Em contrapartida, ouço matérias de quem está tirando bom proveito: hospitais infantis que incentivam crianças a levantarem da cama para brincarem de caçadores de bichinhos. Além disso, pais contentes que ao andar, os filhos fazem atividade física. Aí, sim!

O modismo não pode ser uma alienação. E toda forma radical ou viciada traz desconforto.

Um fato curioso: a Arquidiocese de São Paulo, visando atrair turistas e fiéis, emitiu um convite: quer que jogadores venham caçar Pokemón nas igrejas católicas, conheçam os templos e participem das celebrações (e nessa hora, dê um tempo no joguinho).

Tudo tem o bom ou mal propósito. Vale o bom senso!

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– Cuidado com o Plágio!!!

INFORMO aos meus amigos e seguidores das redes sociais, que vários textos meus estão sendo postados em uma página do Facebook, sem nenhuma referência ao dono da mesma.

INFORMO AINDA que em algumas postagens, onde fiz atualizações, estas não constam nas reproduções. Não sou proprietário da referida página, não sei (ainda) quem é o autor, mas verifico que desde muito tempo isso está acontecendo.

NENHUM problema em reproduzir minhas publicações. São artigos justamente para discussão e para ajudar no desenvolvimento do espírito crítico. Entretanto, fazê-lo sem citação levando a crer que a produção intelectual é de outrem, torna-se crime de plágio.

PERMITO TODA E QUALQUER REPRODUÇÃO dos meus artigos dos diversos temas públicos, desde que cite de onde foi extraído. Meus 3 blogs são: Blog do Professor Rafael Porcari / Discutindo Contemporaneidades, Blog “Pergunte ao Árbitro” e Blog no Diário de São Paulo/ Rede Bom Dia.

Atenciosamente,

Rafael Porcari

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– Use o Cérebro!

Essa eu retirei do Twitter do amigo prof José Renato Santiago Sátiro:

A inteligência é como o ferro: por falta de uso, enferruja.” (Eugene Ionescu)

Alguém duvida?

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– Juno chega em Júpiter!

A tecnologia é algo fantástico. A sonda espacial Juno viajou 5 anos pelo universo e enfim chegou a Júpiter.

Olha que bacana a animação da NASA, em: https://youtu.be/p7Y5UH7g-SU

– Tipos de Boa Ajuda Corporativa

Ter ajuda é bom na Administração de Empresas. Mas ter alguém chato, crítico, sempre contrário a você, faz bem também!

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI292507-16366,00-TRES+TIPOS+DE+AJUDA.html

TRÊS TIPOS DE AJUDA

Você precisa de um coach, de um empreendedor… e de um ‘do-contra’

Por Paulo Eduardo Nogueira

Reza um aforismo de Peter Drucker, um dos padroeiros da administração moderna: “Cultura começa com as pessoas certas e cultura se alimenta de estratégia no café da manhã”. Mas quem são as pessoas certas? Os consultores de inovação G. Michael Maddock e Raphael Louis Vitón sugerem três tipos que podem ajudar muito na transformação de ideias em produtos ou serviços inovadores.

O primeiro é o coach desafiador, que instiga os funcionários a ir além dos limites autoimpostos e a correr riscos que normalmente evitariam.

O segundo é o empreendedor, aquele que enxerga oportunidades de negócios onde outros veem dificuldades, e adora desafios.

O terceiro é alguém que seja o seu oposto. A experiência mostra que empresas de grande sucesso combinaram executivos com mentalidades diferentes para gerar choque criativo de ideias: se você é yang, procure seu yin.

 

– Tetraplégica, Muda, Cega e… Doutora! Um exemplo a Nós.

Queridos amigos e alunos,

Quando reclamarmos das provas, dos estudos, das dificuldades em geral, recordemos o exemplo dessa moça que ontem terminou seu doutorado na USP: ela não anda, não fala, não enxerga, não mastiga e nem engole. Mas superou as barreiras e, com disposição, defendeu sua tese!

Abaixo, extraído de: Folha de São Paulo, Caderno Equilíbrio, pg E4

ARTISTA TETRAPLÉGICA E MUDA É PhD COM DISTINÇÃO E LOUVOR

Por Cláudia Collucci

O primeiro “obrigada” foi mais difícil e demorado. O nervosismo atrapalhava a doutoranda na escolha das letras. No entanto, depois de um “ops!” que arrancou gargalhadas da plateia, ela se soltou e respondeu com desenvoltura aos comentários da banca examinadora.

Ao final de três horas, Ana Amália Tavares Barbosa, 46, recebeu ontem, com “distinção e louvor”, o título de doutora em arte e educação pela USP. É a primeira pessoa na sua condição (tetraplégica, muda, deficiente visual e que não consegue mastigar e engolir) a receber o título lá.

Ana Amália escreveu sua tese usando um programa de computador desenvolvido para ela. Ela toca um sensor com o queixo para escolher cada letra e formar, assim, as palavras. No início da cerimônia, fez uma apresentação usando um programa que transforma o texto em voz.

Há dez anos, Ana Amália sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) no tronco cerebral, no dia da defesa da sua dissertação de mestrado. Como sequela, ficou com síndrome do encarceramento (”locked in”).

Sua tese, intitulada “Além do Corpo”, é fruto de três anos de trabalho com artes visuais, realizado com um grupo de seis crianças com lesões cerebrais atendidas na Associação Nosso Sonho.

A defesa da tese quebrou todos os protocolos. Teve choro, risos, aplausos fora de hora e fala que não estava prevista. “É um momento histórico não só para as pessoas com deficiências, mas para toda a sociedade. Deve levar a uma transformação do modelo educacional vigente”, disse a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Battistella.

A mãe de Ana Amália, Ana Mae Barbosa, professora aposentada da ECA (Escola de Comunicação e Artes), preferiu assistir à cerimônia de longe. “Estou nervosíssima e muito orgulhosa. Ela deixou de ser vítima da vida para conduzir a própria vida.”

As cinco examinadoras elogiaram a clareza, a objetividade e a concisão do texto de Ana Amália. E, principalmente, o caráter de “manifesto político” do trabalho.

“Ele mostrou que não sabemos nada de aprendizagem, de educação, de cognição, de percepção, de inteligência e de generosidade”, afirmou Sumaya Mattar, professora da ECA.

A orientadora de Ana Amália, Regina Stela Machado, resumiu: “A gente dá muita desculpa para o que não faz, vive muito na superficialidade e não vê as coisas importantes da vida.”

Ao final, já doutora, Ana Amália disse só uma palavra com os olhos: “Consegui”.

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– Para quê serve a Pós Graduação? Para mim: obrigação!

Leio uma interessante matéria sobre a popularização dos cursos de Pós Graduação. E o que ela fala? Sobre o fato dos cursos não serem mais vantagem competitiva.

Isso nós já sabíamos: devido a competitividade do mercado, o administrador de empresas, por exemplo, tem obrigação em se especializar. Compartilho abaixo:

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/115548_MUITO+CANUDO+POUCO+RESULTADO

MUITO CANUDO, POUCO RESULTADO

Popularização faz dobrar o número de alunos de pós-graduação em dez anos, e o curso deixa de ser um diferencial na formação

por Luciani Gomes

Até há pouco tempo, os cursos de pós-graduação (stricto ou lato sensu) eram a melhor maneira de o profissional se destacar no mercado de trabalho. Mestrado e doutorado não eram tão comuns, MBA ainda era uma novidade e quem tinha um ou outro era exceção. Nos últimos anos, no entanto, os cursos se popularizaram demais e deixaram de ser diferencial. De 1999 a 2009, o número de alunos de mestrado, doutorado e mestrado profissional dobrou – pulou de 80 mil inscritos para 160 mil em todo o País, segundo dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Os jovens já saem das faculdades com algum curso engatado e com planos de outro na sequência. “A pós-graduação virou requisito básico. Por isso, já não é um diferencial tão forte”, constata Edson Rodriguez, consultor em gestão de pessoas.

Dois exemplos dessa nova geração são o advogado Pedro Cabral de Vasconcellos e a fisioterapeuta Charlene Boif, ambos de 28 anos. Vasconcellos fez primeiro uma pós-graduação em direito e processo no trabalho e, ato contínuo, em direto do trabalho. “É uma maneira de permanecer atualizado”, justifica o advogado. Charlene já tem um mestrado na Espanha e está concluindo a segunda especialização em ciência da performance humana. Seus planos são fazer mais um mestrado em 2011 e depois emendar com um doutorado. “Para mim, tão importante quanto o aprendizado é a troca com profissionais que os cursos possibilitam”, diz ela.

Mas, para quem quer ir além das pós-graduações tradicionais, há algumas alternativas, segundo especialistas. A primeira é uma experiência no Exterior. Foi a opção de Fernanda Cabral, 23 anos, que se formou em marketing e partiu para um curso de extensão nos Estados Unidos. “Eu queria ver as coisas de outra perspectiva. E a experiência de viver a profissão fora do País fará a diferença quando eu voltar”, acredita. Fluência em mais de um idioma estrangeiro é outro item essencial para quem quer ter o currículo no topo da pilha, segundo a gestora de carreiras Waleska Farias. “O Brasil é a bola da vez. É necessário ir muito além do inglês, que virou requisito básico.” Porém, o fundamental para quem busca o aprimoramento é se certificar da qualidade do curso oferecido. Assim como faculdades privadas proliferaram e a qualidade ficou em segundo plano, também há cursos de especialização e de pós-graduação que deixam a desejar. “É sempre bom avaliar bem o projeto pedagógico, o corpo docente, as instalações e as referências”, alerta o educador Efrem Maranhão, membro da Academia Brasileira de Educação.

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– Formandos que se Tornam Líderes Corporativos dando Aula.

Eis um projeto salutar para a nação, glorioso para a Educação e com retorno garantido ao profissional: ajudar comunidades carentes intelectualmente, a partir da boa vontade de recém-formados, garantido boa impressão às empresas que desejam contratar.

Abaixo:

QUER SER UM BOM LÍDER? VÁ DAR AULA

Extraído de Época Negócios, pg 30, Ed Abril2012, por Marcos Todeschini

Com o apoio de grandes empresas, um novo projeto recruta os melhores alunos para lecionar em escolas públicas com problemas

Uma das maiores dificuldades de dar jeito no ensino é atrair profissionais de topo – o status e a recompensa financeira não ajudam. Nos Estados Unidos, que enfrentam o mesmo problema, uma ex-aluna da Universidade Yale criou, em 1992, o programa Teach for America. E conseguiu recrutar, desde então, 25 mil dos melhores cérebros do país para dar aulas nas escolas públicas com as piores notas. A grande sacada foi atraí-los por prazo determinado, bem no início da carreira.

Essa idéia está agora chegando a algumas escolas públicas brasileiras. O programa Ensina recruta os melhores recém-formados, em diversas áreas, oferece treinamento e coloca-os para dar aulas de reforço. A iniciativa começou este ano com 30 professores em 13 escolas do Rio de Janeiro, e deve chegar a cidades de outros estados, como São Paulo e Minas Gerais.

Por 40 horas semanais, os “ensinas” recebem cerca de R$ 2 mil. Eles são seduzidos pelo idealismo, mas há outra recompensa: são bem-vistos por empresas como Tecnisa, Natura e Itaú, apoiadoras do projeto. Elas favorecem membros do Ensina! na fase de seleção, fazendo os pular as etapas iniciais. Por quê?

“Os ensinas desenvolvem habilidades valorizadas, como a capacidade de resolver conflitos, cumprir metas, liderar e dar feedback“, diz Maira Pimentel, diretora do Ensina!. Nos Estados Unidos, as escolas do programa subiram de nível. Espera-se resultado semelhante no Brasil.

 

– Inteligência Emocional ou Fria?

Leio interessante artigo do psicoterapeuta George Vittorio Szenészi, em entrevista à Cilene Pereira na Revista IstoÉ, Ed 2173, pg7-9. Ele fala sobre a importância de ser inteligente num mundo corporativo onde administrar as relações humanas é cada vez mais fundamental.

E, na preocupação em administrar sentimentos, vem uma colocação interessante:

Inteligência sem emoção não funciona”.

Taí. Essa afirmação serve como reflexão para muitos gestores espertalhões que têm o coração duro. Administrar sentimentos pode ser tão importante quanto números em empresas.
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– E Cruyff nos deixou… o cigarro o levou!

O incrível jogador holandês Johan Cruyff faleceu. Vítima do câncer de pulmão, era tabagista compulsivo. Após largar o vício  (20 anos depois), descobriu que estava enfermo.

“Cróife” era um gênio com as bolas no pé. São dele algumas das 25 frases magistrais do futebol (extraídas de futebol.com), como:

  1. Técnica não é poder fazer 100 embaixadas. Qualquer um pode fazer isso se praticar. Da até para trabalhar no circo. Técnica é passar a bola com um toque, na velocidade correta, no pé certo do seu companheiro.
  2. Alguém que faz graça com a bola no ar durante um jogo, dando tempo para os quatro defensores adversários voltarem, é o jogador que as pessoas pensam ser ótimo. Eu digo que ele deve ir para o circo.
  3. Escolha o melhor jogador para cada posição e você não terá a melhor equipe, apenas 11 bons de cada uma.
  4. No meu time, o goleiro é o primeiro atacante e o atacante, o primeiro defensor.
  5. Por que não se pode vencer um clube rico? Nunca vi um saco de dinheiro marcar gol.
  6. Eu sempre jogava a bola para frente porque se eu a recebesse de volta, era o único jogador desmarcado.
  7. Sou um ex-jogador, ex-dirigente, ex-treinador, ex-presidente honorário. Uma lista bacana que, mais uma vez, mostra que tudo chega a um fim.
  8. Jogadores que não são verdadeiros líderes mas tentam ser, sempre brigam com os outros depois de um erro. Líderes de verdade dentro de campo já sabem que os outros vão errar.
  9. O que é velocidade? A mídia esportiva sempre confunde velocidade com visão. Veja, se eu começar a correr antes que os outros vou sempre parecer mais rápido.
  10. Tem apenas um momento em que você pode chegar na hora. Se você não estiver lá. Você estará sempre adiantado ou atrasado.
  11. Antes de cometer um erro, eu não cometo esse erro.
  12. Em uma partida de futebol, é estatisticamente provado que os jogadores tem a posse de bola por 3 minutos, em média. Então, o mais importante é: o que fazer nos 87 minutos em que você não tem a bola. Isso é o que determina se você é um bom jogador ou não.
  13. Depois de ganhar alguma coisa, você não estará mais 100%, mas 90%. É como uma garrafa de água com gás quando fica sem tampa. Pouco tempo depois fica com menos gás dentro.
  14. Tem apenas uma bola, então você precisa tê-la.
  15. Não sou religioso. Na Espanha todos os 22 jogadores faziam o sinal da cruz antes de entrar em campo. Se isso funcionasse, todas as partidas terminariam empatadas.
  16. Precisamos fazer com que o pior jogador deles tenha a posse da bola. Teremos ela de volta em pouco tempo.
  17. Se você tem a posse da bola, precisa fazer com que o campo seja o maior possível, mas se você não tem, precisa fazer com que fiquei o menor possível.
  18. Todo jogador profissional de golfe tem um treinador para suas tacadas, outro para suas colocadas, para seus tiros. No futebol temos um treinador para 15 jogadores. Isso é absurdo.
  19. Sobreviver à primeira fase nunca é o meu objetivo. O ideal seria estar com Brasil, Argentina e Alemanha no mesmo grupo. Assim eu teria eliminado dois rivais na primeira fase. É como eu penso. Idealista.
  20. Os jogadores hoje só sabem chutar com o peito do pé. Eu podia chutar com o peito, de chapa e a parte de fora de ambos os pés. Em outras palavras, eu era seis vezes melhor que os jogadores de hoje.
  21. Qualidade sem resultado é inútil. Resultado sem qualidade é entediante.
  22. Existem poucos jogadores que sabem o que fazer quando não estão marcados. Então as vezes você fala para o seu jogador: aquele atacante é muito bom, mas não marque ele.
  23. Acho ridículo quando um talento é rejeitando baseado em estatísticas de computador. Baseado nos critérios do Ajax de hoje eu teria sido rejeitado. Quando tinha 15 anos não conseguia chutar uma bola mais de 15 metros com minha perna esquerda e talvez 20 com a direita. Minhas qualidades, técnicas e visões não podem ser detectadas por um computador.
  24. Jogar futebol é muito simples, mas jogar um futebol simples é a parte mais difícil do jogo.
  25. Se eu quisesse que você entendesse isso, eu teria explicado melhor.

Que descanse em paz!

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– Bebida Alcoólica deixa a Pessoa mais Inteligente?

Parece loucura e contradição, mas… beber deixa a pessoa mais inteligente, segundo duas pesquisas científicas!

Porém, antes de se embebedar, vale a pena ler!

Extraído de:

http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/pessoas-inteligentes-bebem-mais/

GÊNIO, A SUA MANEIRA?

Bebeu demais? Nada de se sentir um lixo: pode considerar a ressaca do dia seguinte um reflexo da sua superinteligência. Soa politicamente incorreto, a gente sabe, mas é o que indicam informações de dois estudos, um feito no Reino Unido (o National Child Development Study) e outro nos EUA (o National Longitudinal Study of Adolescent Health).

Em ambos, pesquisadores mediram a inteligência de crianças e adolescentes de até 16 anos e as categorizaram em uma de cinco classes cognitivas: “muito burro”, “burro”, “normal”, “esperto” ou “muito esperto” (de novo, politicamente incorreto, mas tudo pelo bem da ciência, né?). Os hábitos das crianças americanas foram registrados por sete anos depois disso; já as inglesas foram acompanhadas por mais tempo, até os 40 anos.

Os pesquisadores mediram os hábitos alcoólicos de cada uma conforme elas iam envelhecendo. E eis que as crianças avaliadas como mais inteligentes em ambos os estudos, quando cresceram, bebiam com mais frequência e em maiores quantidades do que as menos inteligentes. No caso dos ingleses, os “muito espertos” se tornaram adultos que consumiam quase oito décimos a mais de álcool do que os colegas “muito burros”. E isso mesmo levando em consideração variáveis que poderiam afetar os níveis de bebedeira, como estado civil, formação acadêmica, renda, classe social etc. Ainda assim, o resultado foi o mesmo: crianças inteligentes bebiam mais quando adultos. E por que, hein?

Há hipóteses (uma, que a gente viu lá no Psychology Today, diz que essa relação entre álcool e inteligência seria um traço evolutivo que começou há cerca de 10 mil anos, quando finalmente surgiu o álcool bebível; até então, o único jeito de ficar alcoolizado era a partir de frutas apodrecidas – coisa séria), mas os pesquisadores ainda não sabem ao certo. Eles alertam, no entanto, que apesar de a tendência a “beber mais” estar de alguma forma ligada à esperteza de cada um, encher a cara não deixa ninguém “mais inteligente”. Ouviu?

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– Dinheiro ou Criatividade para Inovar?

Sempre questione a relação Competência Financeira X Competência Intelectual/Administrativa. Nem sempre ter dinheiro significa ter sucesso.

Veja só: o conhecidíssimo Clemente Nóbrega, em seu enésimo excepcional artigo, escreveu a respeito dos investimentos minguados no Brasil em INOVAÇÃO. E desafia: se investirmos mais dinheiro, teremos mais inovação?

Ele duvida. Responde que nem sempre dinheiro se transforma em bons resultados.

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI177094-16644,00-O+FATOR+DECISIVO.html

O FATOR DECISIVO

O Brasil investe pouco em inovação – cerca de 1% do PIB. Será que mais uns bilhõezinhos melhorariam nossa performance? Duvido.

por Clemente Nóbrega

Em um artigo publicado em 2007, mostrei a correlação entre incompetência para inovar e instituições fracas – não há inovação sem que na sociedade haja confiança institucionalizada. Pesquisas mostram que não melhoramos nisso, mas temos outros pecados também. Fala-se que o país investe pouco em inovação – cerca de 1% do PIB (países ricos, duas ou três vezes mais). Será que mais uns bilhõezinhos melhorariam nossa performance? Duvido. Eu não aumentaria investimentos, rearranjaria recursos que já estão no sistema. Veja só. No mundo da gestão (de qualquer coisa, privada ou pública), só o que legitima é resultado – output, não input. Sucesso não é medido pelo que entra no sistema, mas pelo que sai dele. Não número de policiais nas ruas, mas redução de crimes. Não campanhas de vacinação, mas diminuição de doenças. Claro que inputs são aproximações – proxys, como dizem, para resultados esperados, mas um gestor que se limita a proxys não é um gestor, é um burocrata.

A Apple – empresa mais inovadora do mundo – investe bem menos em inovação do que a média das empresas de tecnologia, mas obtém muito mais resultado. É mais produtiva em inovar. Numa empresa, os dirigentes estabelecem diretrizes (metas a atingir e meios para que sejam alcançadas). Ex: “Queremos que, dentro de cinco anos, 20% de nossas receitas estejam sendo geradas por produtos que não existem hoje”. Os recursos que vão ser alocados para que a diretriz seja cumprida dependem da meta a alcançar, não é simples? O que as empresas inovadoras têm são processos gerenciados em função de metas de output de inovação. Assim: “Se tudo continuar sendo feito como vem sendo feito, cresceremos ‘x%’ ano que vem. Mas se quisermos inovar, então, em cima de ‘x%’, colocaremos, digamos, mais um ou dois pontos percentuais, que têm de vir de inovações. Ficando no ‘papai &mamãe’, cresceríamos 20%, mas a meta é 22%. Esses 2% além do ‘esperado’ são inovação na veia. O investimento para chegar lá será um percentual desse ‘extra’ que espero obter (um percentual aplicado aos 2%). Os 2% de inovação terão de ser desdobrados por todas as áreas produtivas da empresa. Cada uma dará sua contribuição para o todo. Não sabem como fazer? Treine-os, há método para isso. A unidade bateu sua meta de inovação? Prêmios, bônus, fanfarras. Não bateu? Bem, o que acontece com um vendedor que não vende? Com um financeiro que não planeja o fluxo de caixa? Não há mistério. É gestão pelas diretrizes. Tem meta, prazo, responsabilização e plano de ação. A cada período tudo se repete – um delta além do ‘papai & mamãe’, incorporando os ganhos do período anterior”.

A Apple investe bem menos em inovação do que
 a média, mas obtém muito mais resultado

Órgãos fomentadores de inovação devem parar de se medir pelo dinheiro que injetam no sistema, como se isso garantisse resultado. Sem gestão, não garante. O input que conta é conhecimento, mais que dinheiro. Atenção: o investimento em inovação (como percentual do resultado) tem de diminuir com o tempo, mas riqueza nova tem de ser criada continuamente. Possível, mas só com gestão da inovação.

* Clemente Nobrega é físico, escritor, consultor de empresas e autor do blog Ideias e Inovação no site de Época NEGÓCIOS

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– KidZania: Gostei, mas poderia ser melhor!

Recentemente fui ao KidZania, um empreendimento extremamente inteligente, educativo e divertido. É um Parque de Diversões Temático, voltado às profissões, idealizado para as crianças e com parceria de grandes e reconhecidas empresas. Ótima opção de lazer, com muita variedade e aprendizado.

Porém, algumas coisas positivas e negativas:

POSITIVAS

Renomadas empresas: Burger King, Pizzeria 1900, Nikkon, TAM, Yakult, Folha, CBN e outras empresas estão no parque e disponibilizam uma estrutura incrível!

Diversas áreas de conhecimento: as crianças aprendem profissões de todos os tipos, sendo que a descoberta das vocação é sempre induzida à elas.

NEGATIVAS

Limite de entrada de crianças em sala é baixo, e a espera se torna muito grande. Impossível brincar no Parque inteiro sem ter que ir em 3 oportunidades e dessa forma o período do funcionamento é curto.

Caríssimo! Tudo tem o preço exorbitante, das atrações aos souvenirs.

A idéia do KidZania é ótima, mas infelizmente, não é para qualquer criança, financeiramente falando.

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– Parabéns ao Dr Nalini!

Com alegria leio que o novo Secretário da Educação do Estado de São Paulo será o jundiaiense Dr José Renato Nalini, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, reconhecidamente um homem de bem e de grandes valores éticos-morais.

A tarefa é árdua, pois a Educação Paulista agoniza. Decisão corajosa em aceitar tal missão.

Dará certo?

Não sei. Aguardemos. O fato é que o Governador Geraldo Alckmin, que há tempos vem me desapontando, acerta na escolha.

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– Acreditar e Lutar

Fé e Razão: duas asas que nos elevam para o Céu Papa João Paulo II

Acreditar e lutar por um mundo melhor com obras práticas é o melhor caminho para nos aproximar de Deus. Vale a pena pensar e agir com esse princípio!

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– O Silêncio Perturbador de quem Arrendou o Paulista FC

Leio com pesar nos principais sites e blogs esportivos que o treinador Paulo Fernandes impôs a “Lei do Silêncio” no Estádio Jayme Cintra como represália às críticas que recebeu da mídia jundiaiense.

Gol contra dele… Faltou inteligência nesse momento.

No momento em que a parceira é discutida se boa ou ruim, a atitude é antipática e só prejudica o próprio time, que se vê na obrigação ainda maior de fazer um papel bonito no Campeonato da A2, a fim de ser “um tapa na cara” de quem criticou o currículo do elenco ou do treinador, a dispensa de jogadores e profissionais da casa e questionou a falta de transparência.

É lógico que a torcida quer levar esse tapa, que significaria sucesso do Galo. Mas não poderia ser de maneira mais agregativa?

Aí vem a situação oposta: e se o time fizer má campanha? Municiaram ainda mais o estado caótico…

Aguardemos! Que os jogadores não sejam mudos em campo, e parabéns ao Alan Bahia que não se fez de rogado e deu entrevista à Rádio Difusora no Show de Bola à equipe do Time Forte do Esporte!

Se briga contra a imprensa ganhasse jogo… Importa é bola na rede.

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– Ensino Superior Gratuito: Sonho ou Realidade?

O Projeto é ambicioso: o Chile quer tornar universal o acesso às universidades, sem qualquer custo aos alunos.

Conseguirá?

Extraído de: http://bit.ly/1JHVRdX

CHILE PASSA A OFERTAR ENSINO SUPERIOR GRATIS

O Chile começa a pôr em marcha em 2016 a gratuidade no ensino superior, promessa da presidente Michelle Bachelet e uma das principais demandas dos protestos estudantis que há cinco anos convulsionaram o país.

Mas a novidade tem recebido uma chuva de críticas, a começar pela pressa com que foi implantada. A sanção presidencial ocorreu na véspera de Natal, poucos dias antes da matrícula deste ano letivo.

“A gratuidade não pode ser feita de qualquer maneira”, disse à Folha o deputado Gabriel Boric, um dos líderes dos protestos de 2011.

“Devemos primeiro fortalecer as universidades estatais e estabelecer compromissos para que as demais [instituições privadas, que recebem recursos públicos] não tenham fins lucrativos.”

Sem conseguir aprovar uma reforma completa do ensino superior, que mudaria também a forma de ingresso, a formação de professores e o financiamento das universidades públicas, o governo de Bachelet previu a gratuidade no Orçamento de 2016.

Mas não criou um marco legal para levar a proposta adiante nos anos seguintes.

Ficaram de fora, ainda, os alunos de instituições de ensino técnico superior. Em 2016, só 30 universidades poderão oferecer o benefício, restrito aos alunos de famílias que fazem parte dos 5% mais pobres do país.

“Está mal desenhado. Muitos estudantes de baixa renda que cursam o ensino técnico foram excluídos do benefício”, diz Harald Beyer, diretor do Centro de Estudos Públicos e ex-ministro da educação do governo de Sebastián Piñera (2010-14).

“O tratamento diferenciado frustra muitas famílias”.

UNIVERSALIZAÇÃO

O governo de Bachelet diz que quer começar pelas melhores escolas e com os mais vulneráveis. A meta, porém, é universalizar a gratuidade no ensino superior em 2020.

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– Enfim, a Vacina contra a Dengue está pronta!

A ANVISA aprovou e em breve estará à disposição da população: a Vacina contra a Dengue, após pesquisas e desenvolvimento do Laboratório Safoni.

Abaixo, extraído de: http://epoca.globo.com/vida/noticia/2015/12/como-funciona-vacina-contra-dengue-aprovada-pela-anvisa.html

COMO FUNCIONA A VACINA CONTRA A DENGUE APROVADA PELA ANVISA

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (28) a primeira vacina contra a dengue no Brasil. A vacina, produzida pela empresa francesa Sanofi Pasteur, promete reduzir em até 93% os casos graves da dengue – aqueles que podem levar à hospitalização ou ao óbito. Sheila Homsani, diretora médica da Sanofi Pasteur, conversou com a reportagem de ÉPOCA e explicou como funciona a vacina. Serão três doses, uma a cada seis meses, para imunizar os pacientes. Segundo ela, a vacina é uma importante ferramenta para controlar a doença, mas isso não significa que a população deve se descuidar da prevenção – continua sendo importante não deixar água parada e eliminar os criadouros do Aedes aegypti. “É importante mostrar para as pessoas que a vacina não vai resolver o problema sozinha”, afirma Sheila.

ÉPOCA – A gente pode considerar que a vacina é completamente segura? Existe contraindicação?
Sheila Homsani –
 É uma vacina segura, tanto é que a Anvisa aprovou. Mas ela é contraindicada para menores de nove anos e não pode ser usada por gestantes, porque é de vírus vivo atenuado. É como a vacina de rubéola, que também não é indicada para gestantes. Pacientes imunodeprimidos, como os de HIV positivo, também não podem. Essas são as contraindicações. Para os outros casos, é uma vacina muito segura.

ÉPOCA – O que é uma vacina de vírus vivo atenuado?
Sheila Homsani –
 A vacina é feita com o vírus vivo da doença, mas a gente atenua, enfraquece esse vírus. Ele fica tão fraco que não pode causar a doença, mas permite que o nosso sistema imunológico reconheça a forma dele, o genoma. Com isso, cada vez que o vírus entrar em contato com o organismo, nosso organismo já sabe como ele é e já produz os anticorpos.

ÉPOCA – Como essa vacina será aplicada?
Sheila Homsani –
 É uma injeção. São aplicadas três doses, uma a cada seis meses. A partir da primeira dose ela já faz efeito, mas são necessárias três para que ela tenha um equlíbrio e uma boa proteção contra os quatro tipos de vírus de dengue que existem e para a proteção ser duradoura. Até agora a gente não observou a necessidade de mais doses de reforço. Então, são três doses para a vida inteira. Pode ser que, no futuro, a gente observe na prática que precise de mais alguma dose. Em princípio, não. Para toda vacina nova é assim, tem de ir observando.

ÉPOCA – E se o paciente tomar essas três doses, ele estará protegido dos quatro tipos de dengue?
Sheila Homsani –
 Ela protege contra os quatro vírus. A eficácia geral dela é em torno de 66%. A proteção contra o Tipo 4 é de 83%, contra o Tipo 3 é de 73%, contra o Tipo 1, 58% e contra o Tipo 2, 47%. Os quatro tipos podem causar a versão grave da dengue, mas a vacina protege 93% das formas graves, o que é muito bom. São aqueles casos que levam à hospitalização, ao óbito. Então, esse tumulto que existe hoje nos corredores dos hospitais, com pessoas em casos graves morrendo, isso não aconteceria mais.

ÉPOCA – Quando a gente fala que reduz em 93%, isso significa que algumas pessoas, mesmo tomando a vacina, podem ficar doentes.
Sheila Homsani –
 Pode ocorrer. Nenhuma vacina é 100% eficaz. Mas mesmo nesses casos em que a vacina não conseguiu proteger o paciente, ele vai ter uma dengue leve, será mais fraca.

ÉPOCA – Com essa aprovação da Anvisa, nós já podemos ter uma ideia de quando a vacina estará disponível para os cidadãos?
Sheila Homsani –
 Agora vai depender da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (órgão da Anvisa). É ela que define o preço. Quando ela fizer isso, a gente traz a vacina para o Brasil. Esse processo em média leva até três meses. É só isso que falta.

ÉPOCA – Estamos com um surto muito grande de dengue aqui no Brasil. Quando a vacina passar por essa última fase, teremos condição de produzir todas as vacinas necessárias?
Sheila Homsani –
 Nós temos uma fábrica em Neville, na França, com capacidade para produzir 100 milhões de doses, para o mundo inteiro. O que precisamos é saber com antecedência se teremos a vacina no calendário público, para ter as doses necessárias. Precisa ser com antecedência porque leva tempo para produzir essa vacina. Também é importante mostrar para as pessoas que a vacina não vai resolver o problema sozinha. A gente tem de continuar limpando os criadouros, não permitir a água parada. A vacina protege só contra a dengue, não protege contra zika ou chikungunya. Se as pessoas continuarem deixando água nos potinhos, vai continuar proliferando o mosquito. Todo mundo tem de fazer a sua parte.

O mosquito Aedes aegypti. Ele transmite o zika vírus, que pode causar microcefalia em bebês cujas mães foram infectadas na gravidez (Foto: Thinkstock)

 

– O Futurólogo Ray Kurzweil e o Namoro com Robôs

Antes de 2.030 poderemos namorar robôs

O que podemos falar do cara que é o número 1 de Bill Clinton e de Bill Gates?

Um dos maiores estudiosos sobre tendências afirma: em 2029 o computador se igualará com o homem em inteligência. Daqui 14 anos teremos serviçais autômatos em casa. E a morte será algo contornável na vida do homem.

Uau!

Entrevista na Isto É, Ed 2189, pg 8-12, por João Lóes, em: http://is.gd/v1IRei

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– Fechar escolas nunca é bom!

O Governo do Estado de São Paulo anunciou um remanejamento de classes nas escolas paulistas. Em tese, o antigo “Ensino Primário” terá escolas exclusivas e separadas do “Ensino Secundário” (claro, hoje a nomenclatura é outra). Trocando em miúdos: crianças de séries mais novas estarão separadas de adolescentes mais velhos.

Isso é bom?

Creio que pedagogicamente seja melhor aos professores e alunos. O problema é: nem todas os bairros têm prédios e escolas suficientes. Além disso, há o discurso do governador Geraldo Alckmin que otimizará a utilização de edifícios com salas vazias.

Puxa, não dá para imaginar classe ociosa… Enfim: quem tem que se mudar, vai reclamar.

Fechar escola ou colocar aluno longe da sua casa, sempre é problemático. Não deveria-se fazer isso paulatinamente, fechando séries em um lugar abrindo outras novas bem próximas?

Acho que isso vai dar ainda muita confusão. Escola e Hospital não se fecha!

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– Estudar futebol não faz mal a ninguém!

O Vitória está praticamente de volta à série A do Brasileirão, capitaneado nesta ótima campanha pelo treinador Vagner Mancini na série B.

Dorival Júnior reformulou o Santos FC (mesmo após a saída de Robinho) e fez o time praiano jogar o futebol mais vistoso do Campeonato.

Tite erguerá a taça como Campeão Brasileiro pelo Corinthians.

Mano Menezes tirou o Cruzeiro da zona da degola.

Milton Mendes fez a Ferroviária-SP voltar à elite do Paulistão e de lá foi para o Atlético Paranaense (que o demitiu graças ao instável presidente Petraglia). Depois de sua saída, o time decaiu na tabela…

O que eles têm em comum?

Saíram do Brasil e foram se atualizar na Europa!

E aí compartilho o que o ex-jogador Leonardo disse na Revista Época dessa semana:

O técnico brasileiro não está dentro do circuito internacional. E, se não tem acesso a outras informações, dificilmente consegue desenvolver uma nova idéía. Ele está fechado para o mundo. A formação do treinador brasileiro é empírica. O treinador na Europa faz dois, três, quatro anos de curso. Depois desenvolve as ideias dele! Para ser treinador na Europa, eu fiz dois anos do curso UEFA. Os cursos do Brasil não são reconhecidos internacionalmente”.

Precisa dizer algo?

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– Estudantes com Ponto Eletrônico no Enem

Está se tornando repetitivo: de novo, duas manchetes idênticas sobre os candidatos que fazem/ farão as provas do ENEM:

1- Atrasos na chegada aos prédios;

2- Golpes da cola eletrônica.

São esses alunos que serão nossos médicos, advogados, administradores, professores….? Pontuais e éticos na luta para entrar na Universidade?

Tenho dó daquele que estuda, trabalha, pega ônibus e com muito sacrifício tenta chegar ao Ensino Superior. Os quem têm R$ 50.000,00 para pagar as quadrilhas que fornecem ponto eletrônico, são cúmplices desses bandidos e tão criminosos quanto.

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– A Pátria Educadora está falida, na iminência de um colapso nas instituições de investimento em pesquisa.

Uma triste constatação na área de Educação no Brasil: A Pesquisa Científica por aqui faliu! Os órgãos que fomentam os pesquisadores não tem dinheiro e a presidente Dilma Rousseff cortou as verbas.

Entenda, extraído de: http://epoca.globo.com/vida/noticia/2015/10/o-brasil-esta-beira-de-um-apagao-cientifico.html

O BRASIL ESTÁ À BEIRA DE UM APAGÃO CIENTÍFICO

O laboratório da professora Helena Nader, bióloga e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), fica no oitavo andar de um dos prédios da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Para chegar lá, como de costume em prédios desse porte, basta pegar o elevador. Porém há um detalhe: há semanas o elevador não funciona direito. Pergunto a Helena se isso já é uma evidência de que a crise econômica chegou à ciência. “O governo cortou o custeio de todo mundo. No nosso caso, isso significa contratar uma firma que não conserta o elevador. Então, nós subimos oito andares de elevador, mas descemos de escada todos os dias.” O caso poderia ser apenas uma anedota no mundo das universidades, mas não. No atual cenário de crise econômica, é o exemplo perfeito sobre o que pode acontecer com a ciência no Brasil. A queda na arrecadação e os cortes no orçamento já afetam pesquisa e desenvolvimento, e ameaçam provocar um verdedeiro apagão científico no país.

A crise de financiamento na ciência não começou agora. Ela já vem se arrastando desde o ano passado, especialmente com a pressão por causa da alta do dólar, já que muitas vezes equipamentos de laboratório precisam ser importados. Só que piorou a partir de julho deste ano, quando o governo parou de repassar os recursos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), uma agência de fomento para pesquisas de pós-graduação no país. A Universidade Federal da Bahia (UFBA), por exemplo, anunciou que estava simplesmente paralisando seu programa de pós-graduação, já que sofreu corte de 75% nos recursos da Capes. Outros anúncios se seguiram, com o da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) dizendo que o corte “afeta de modo irreparável cada um dos programas de pós-graduação da UFRJ e das demais universidades públicas”.

Em nota, o Ministério da Educação (MEC) negou o corte de 75%. Segundo o governo, houve um contingenciamento dos recursos, mas o valor voltará a ser pago. Porém, ainda assim 10% dos recursos deverão ser cortados. “A Capes assegura o repasse de 1,65 bilhões de reais para os seus programas de pós-graduação. O montante é equivalente a 90% do valor previsto para 2015”, disse o MEC.

A verdade é que, mesmo com o governo prometendo pagar as bolsas, a crise já é sentida em diversas esferas do universo científico brasileiro. De uma maneira geral, podemos resumir os cortes ou contigenciamentos atuais em quatro pontos:

  1. Corte de 10% do valor do custeio da Capes
O governo bloqueou 75% do valor de custeio da Capes, paralisando os trabalhos de pós-graduação de algumas universidades. Segundo o MEC, esses recursos não foram cortados – eles serão liberados aos pouco, em pagamentos parcelados. Porém, o governo disse que só garante o pagamento de 90% do montante. Ou seja, na prática, há um corte de 10%.
  2. Redução dos recursos dos Fundos Setoriais
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) é uma empresa pública criada para investir em ciência. Ela tem 16 fundos setoriais voltados para áreas específicas. Por exemplo, o fundo da Amazônia recebe recursos da arrecadação da Zona Franca de Manaus, e esse dinheiro é usado para pesquisa na Amazônia. Com a crise econômica, a arrecadação dos fundos cai, e a Finep consequentemente repassa uma verba menor para pesquisa científica.
  3. Paralisação dos editais dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs)
O governo criou em 2008 mais de cem institutos para desenvolver desde pesquisa básica como de ponta. Eles tinham validade de sete anos. Após o término, é preciso julgar os INCTs para saber quais merecem continuar o trabalho, quais serão interrompidos ou substituídos. O Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI) já publicou um novo edital para renovar os institutos, mas não tem recursos para honrar o edital. O processo está parado, e os institutos sem dinheiro.
  4. Crise nos programas estaduais
A crise também atinge órgãos estaduais de ciência. Em São Paulo não há cortes, mas os Institutos de Pesquisa operam com apenas metade do número dos pesquisadores considerado necessário. No Rio, a Fundação de Amparo a Pesquisa (Faperj) interrompeu momentaneamente a liberação de novos recursos. No Rio Grande do Sul, o governo enviou projeto de lei para acabar com a Fundação Zoobotânica e o Museu de Ciências Naturais.

“É a escolha de Sofia”, diz a professora Helena Nader, referindo-se ao filme em que a personagem Sofia, interpretada pela atriz Meryl Streep, precisa escolher qual dos dois filhos vive. “Não é culpa do ministro Janine [Renato Janine Ribeiro, ministro da Educação antes da reforma ministerial] ou do ministro Rebelo [Aldo Rebelo, então ministro da Ciência]. Eles tiveram de se adequar a um orçamento menor e escolher onde cortar. E para fazer isso, decidiram manter as bolsas dos estudantes e cortar no custeio”. A rubrica do custeio, no entanto, é a grande pegadinha. Ela cobre desde a compra de lápis e canetas até equipamentos científicos. Ou manutenção de elevadores. Se por um lado é importante priorizar as bolsas de jovens cientistas, por outro, o corte do custeio pode deixá-los sem laboratórios, equipamentos e o material necessário para fazer pesquisa.

Não bastassem os cortes, a questão da alocação de recursos também chama a atenção da SBPC, especialmente no caso do programa Ciência sem Fronteiras, um dos carros-chefe da política para a educação do governo.  O programa investe na formação de alunos de graduação em universidades no exterior. Acontece que quando o Ciência sem Fronteiras foi criado, em 2011, o governo não gerou novos recursos para ele. Em vez disso, alocou o programa no orçamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDTC). As associações científicas dizem que o Ciência sem Fronteiras está, na prática, tirando dinheiro do desenvolvimento de ciência e inovação para financiar a graduação.

As tentativas para desatar o nó no investimento da ciência existem, mas são ainda tímidas. Segundo o professor Jacob Palis, presidente da Academica Brasileira de Ciências (ABC), uma das saídas que estão sendo negociadas, mas ainda está nos bastidores, seria um convênio ou empréstimo feito pelo governo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os recursos poderiam ser usados para liberar os editais dos INCTs. Retirar o Ciência sem Fronteiras do fundo da pós-graduação é outra demanda para evitar cortes em pesquisa, e as associações científicas continuam pedindo uma porcentagem nos recursos dos royalties do petróleo. Mas a medida favorita de Palis é uma saída pouco explorada no Brasil: incentivos para o financiamento privado na ciência.

“Nós precisávamos criar uma espécie de Lei Rouanet para a ciência e tecnologia”, diz, referindo-se à lei que cria incentivos fiscais para empresas investirem em cultura. “Poderia ser um mecanismo para incentivar pessoas e empresas a doar para instituições científicas e abater parte desse valor no Imposto de Renda”. O exemplo que ele dá é o de uma das mais importantes instituições científicas do mundo, a academia de ciências do Reino Unido, conhecida como Royal Society. Essa instituição recebeu, ao longo da história, doações de terrenos, prédios e recursos de empresas, milionários e entusiastas da ciência. Não por acaso, a Royal Society financiou e publicou trabalhos de cientistas distintos, de Isaac Newton a Stephen Hawking. Um artigo publicado em ÉPOCA em junho abordou esse ponto, com o sugestivo título Por que os milionários brasileiros não doam suas fortunas a universidades?.

E foi do Reino Unido que tive a melhor definição de como a ciência brasileira pode enfrentar a crise econômica. No começo de setembro, o Conselheiro-Chefe para Assuntos Científicos do Reino Unido, Robin Grimes, veio ao Brasil para assinar acordos de cooperação científica. Perguntei a ele como a Europa resistiu aos cortes durante a crise financeira de 2009. “É uma questão de a sociedade mostrar aos políticos que se importa com ciência”, disse. “Mostrar que ideias científicas podem ser transformadas em prosperidade, em empregos, em novos produtos. No Reino Unido, nós nos beneficiamos desse entendimento e conseguimos passar a crise com um orçamento estável”. Ou seja, não é apenas criticar e reclamar dos cortes. Nós, como cidadãos, também temos que mostrar que nos importamos com a ciência, sob a pena de ver o desenvolvimento do Brasil usando escadas enquanto os demais países sobem de elevador.

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– Em Marte há vida?

Pode ser que sim! Após a NASA revelar que o Planeta Vermelho tem pequenos leitos de rios de água corrente salgada sazonais, por que não crer que existam organismos por lá? Ou, claro, em outros mundos?

Somos um pequeno grão de areia no meio do Universo. Não podemos (e nem devemos) duvidar.

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– Os Anti Intelectuais

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os ‘com-diploma’, começando com jornalistas e aqueles ‘que escrevem artigos em jornais’”

Refletiram a opinião acima? É do Consultor em Administração Stephen Kanitz, uma das mentes mais brilhantes do Brasil. Ele fala sobre o ódio de alguns sobre uma elite intelectual, a caça à classe média e a perseguição pelos órgãos de imprensa.

Quando ser inteligente torna-se repugnante (para alguns)…

A ONDA ANTIINTELECTUAL

por Stphen Kanitz

Por que o PT odeia tanto o PSDB, se ambos têm o mesmo ideário e adotam basicamente os mesmos programas?

Por que Lula rompeu com a ala intelectual de sociólogos, filósofos, antropólogos, historiadores e economistas de seu partido que lhe deram apoio total?

Quando Lula critica as elites, ele se refere à elite intelectual, não à elite empreendedora que ele admira. Quanto mais o PSDB batia na tecla de que Lula não tinha diploma, mais ele subia nas pesquisas eleitorais.

Tudo isso são sintomas de um perigoso antiintelectualismo que cresce na América Latina. A eleição de Hugo Chávez e Evo Morales mostra o mesmo fenômeno. O povo latino-americano se cansou do silêncio, da soberba e da incompetência de sua elite intelectual, que pouco cria e só copia teorias como Inflation Targeting, por exemplo.

Essa onda antiintelectual não é resultado do obscurantismo nem do populismo, como acham alguns. É resultado dos mirabolantes planos elaborados às pressas por professores de fala difícil que nunca pisaram num chão de fábrica (ao contrário de Lula), que nunca ouvem ninguém e tanto sofrimento e confusão trouxeram à nação. A classe média, normalmente responsável pelo crescimento de uma nação, foi alijada do poder por intelectuais de gabinete, e por isso ela vota maciçamente no PT.

Na China, os intelectuais foram ativamente perseguidos durante a famosa Revolução Cultural. As universidades permaneceram fechadas por praticamente dez anos, para o desespero deles. Hoje, o povo chinês acredita que foi justamente isso que colocou o país no eixo. “Os intelectuais foram obrigados a fazer algo que nunca fizeram, a trabalhar no campo como nós”, disse-me um porteiro de hotel em Beijing. “Os líderes de hoje são justamente aqueles que por dez anos não foram educados por intelectuais”, comentou nosso taxista em Xangai. A história do mundo está repleta de “revoltas das massas”, queimando livros e intelectuais.

Nos Estados Unidos, a intelligentsia é malvista, como gente que somente usa o intelecto e nada mais, que só critica e nada produz de prático ou pragmático.

Definir-se como “intelectual”, como muitos fazem, é visto como uma atitude elitista e arrogante. Afinal, todo ser humano, por mais humilde que seja, tem de usar o intelecto para desempenhar sua função, desde o porteiro do prédio até o motorista do ônibus escolar de seu filho.

Essa é a verdadeira questão por trás da atual crise do PSDB. Desde 2004, há uma divisão declarada no partido entre “os que trabalham e os que escrevem artigos de jornal”, como disse em público um de seus mais destacados membros do baixo clero.

Quais as conseqüências práticas de tudo isso?

Em primeiro lugar, a América Latina não está dando uma guinada para a esquerda, como acreditam alguns, mas uma perigosa guinada contra a intelligentsia nacional, ou seja, justamente o contrário. É o feitiço virando contra o feiticeiro, o que tantas vezes ocorre na história, a começar pela Revolução Francesa.

Em segundo, os investidores internacionais percebem que não correm perigo na América Latina, tanto que o risco Brasil nunca esteve tão baixo, justamente porque eles acreditam que Lula não fará loucuras em seu segundo mandato presidencial, se for reeleito. Eles têm certeza de que ele não usará teorias heterodoxas nunca antes testadas, e sim o bom senso, na medida do possível.

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os “com-diploma”, começando com jornalistas e aqueles “que escrevem artigos em jornais”. Seria o fim da imprensa como a conhecemos.

Deixar de lado os intelectuais, como muitos países fazem, obviamente não é a solução. Exigir que sejam mais pragmáticos, mais realistas, menos dogmáticos é uma forma mais acertada de resgatar a verdadeira função deles.

Toda nação precisa de centenas de milhares de pessoas que analisem seus problemas corretamente e apresentem não dogmas do passado, mas soluções para o futuro. Mas, se essa onda sair do controle, quem irá defender nossos intelectuais contra um movimento que muitos deles ajudaram a iniciar?