– Diferenças entre Educação Brasileira e a Coreana

Vejo uma edição antiga da Época Negócios (set/2011, pg 134-136), onde há uma interessante matéria de Débora Fortes, a respeito da Educação na Coréia do Sul. E me chamou muito a atenção. Veja só:

– 84% dos alunos estão na faculdade.

Nota 9 é uma nota ruim. A busca é pelo 10.

– Sábado não é dia de aula. Mas é dia de ir à faculdade por conta própria para estudar.

– Não pesquisam qualquer coisa, mas sim o que dá lucro!

20% das aulas são em inglês.

Outras curiosidades, abaixo:

O SEGREDO NÃO É OLHO PUXADO. É ENSINO PUXADO

O sofisticado sistema de educação montado pela Coreia foi também um elemento imprescindível para que o país ganhasse destaque na inovação. Currículos e livros didáticos mudam rapidamente, conforme a necessidade do mercado. “Se você não tiver uma educação capaz de fazer as pessoas mudarem depressa, não terá inovação. A cada quatro ou cinco anos, há um novo plano nacional de educação na Coreia, amplamente discutido”, diz Song Won Park, professor do Departamento de Engenharia Química da Poli/USP. 

Mercado virou uma palavra fundamental dentro das faculdades. “A cooperação com as empresas é intensa. Qualquer companhia pode usar a infraestrutura e os cérebros da universidade”, diz o professor Youngil Kim, da SKKU (Universidade Sungkyunkwan). Com isso, entra mais capital privado para pesquisas. Também na lista das universidades mais importantes do país, a SKKU tem um de seus campi na cidade de Suwon, onde está o Q.G. de pesquisas da Samsung Electronics. Não foi por acaso. Na década de 60, a empresa comprou a universidade, que tinha base em Seul. Hoje, a Samsung é a dona da Fundação da SKKU, com um orçamento anual de cerca de US$ 76 milhões. Além de ter acesso aos cérebros da faculdade durante os cursos, contrata muitos deles logo que se formam. 

Por olhar para o mercado, as universidades já não perseguem qualquer tipo de inovação. Querem as lucrativas. “A corrida por patentes não é tão rápida na Coreia quanto imaginávamos. Em muitos casos, eles preferem produzir primeiro e patentear depois. O mais importante é o tempo que uma invenção leva para chegar ao mercado”, diz o professor Guilherme Vaccaro, gerente de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos), localizada em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Ele esteve com outros quatro professores da Unisinos na Coreia, durante cinco meses, para estudar o modelo de educação e identificar o que o Brasil pode aproveitar. “Um divisor de águas para o Brasil seria termos um relacionamento universidade/empresa nos moldes do que existe na Coreia.” 

Durante a missão, a Unisinos assinou seis acordos de cooperação com instituições coreanas, um deles com a SKKU. A universidade também atraiu investimento privado para o país. A Unisinos vai cooperar e receber investimentos da HT Micron, uma joint venture formada entre a coreana Hana Micron e a brasileira Altus. A empresa está investindo US$ 10 milhões na construção de uma fábrica em São Leopoldo. Outros US$ 25 milhões devem ser injetados no instituto de pesquisas e desenvolvimento da Unisinos na área de semicondutores. “Se a companhia tiver sucesso, vamos investir mais”, diz Hyouk Lee, diretor do Instituto de P&D da Hana Micron. 

Com a mentalidade de gerar resultados já incorporada às universidades, a nova onda do ensino coreano é investir em currículos multidisciplinares. A fusão de disciplinas pode envolver, por exemplo, habilidades complementares como engenharia e administração. “Estamos fazendo uma grande mudança no sistema educacional. A ideia é produzir uma geração de trabalhadores mais criativa”, diz o professor Bong Joo Lee, da SNU. 

Outra mudança é a preocupação de ter cursos mais globalizados. Na SNU, 20% dos cursos de graduação estão sendo dados em inglês. Há ainda um investimento mais forte em pesquisa de base, uma etapa que a Coreia havia pulado. Antes, só se pensava em pesquisa aplicada. “Habilidades originais serão fundamentais. Não adianta ficar só copiando e aplicando”, diz Joo Lee. Neste momento, algumas das áreas promissoras são biotecnologia, ciências naturais e nanotecnologia. 

Além de dar aulas em inglês, as universidades têm importado professores. O plano é reforçar áreas que os coreanos consideram prioritárias, como o design. A professora Mary Kathryn Thompson veio do MIT para dar aulas no Kaist, em 2007. Todo aluno do primeiro ano, não importa a especialidade, tem de cursar Introdução ao Design e Comunicação. “Aqui, os estudantes têm praticamente as mesmas oportunidades dadas no MIT, incluindo pesquisas, estágios e atividades extracurriculares”, diz ela. Com os esforços feitos, a Coreia já conseguiu emplacar duas universidades no ranking das 100 melhores do mundo. A SNU e o Kaist estão no QS World University Rankings 2010-2011. Na lista, não há um único representante brasileiro.

   Reprodução

Imagem extraída de: https://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,ERT263819-16380,00.html

– Origens da Vida. Como se chega a uma conclusão?

Ouço teorias evolutivas, criacionistas, da turma do Designer Inteligente, de cientistas ateus... E cada vez mais vejo que as respostas sobre a origem da vida rodeiam, teorizam-se, acumulam-se e não conseguem deixar de apontar para outra conclusão, senão Deus!

De onde vem a laranja?

– Da árvore.

E de onde vem a árvore?

– Da semente.

E… ?

Redundante.

Custa-me a aceitar que há pessoas que crêem que a origem da vida se deu por bilionárias combinações químicas ao acaso. Seria tão difícil acreditar que por trás de tudo isso há a mão de Deus?

Claro que não… Fé e Razão não são e nem devem ser inimigas, mas aliadas e complementares. Pés no chão e coração no Céu, diria o poeta.

Deus existe: evidências da existência de Deus - Conexão Boas Notícias

Imagem extraída de: https://www.conexaoboasnoticias.com.br/deus-existe-evidencias-da-existencia-de-deus/

– Treine a sua mente!

Seu “emocional” é forte?

Muitas vezes, precisamos capacitar nosso cérebro para sermos resilientes.

Na imagem de Adriana Mendes de Souza, publicada no LinkedIn do Prof Efrain (citação na própria figura abaixo), uma mostra dessa necessidade com exemplos: 

– O Dilema do Propósito: quais são os dois momentos mais importantes da vida?

Quando as coisas não têm sentido, é necessário investigá-las. Ou apenas vivenciá-las!

Veja esse tema extraído de Ariane Abdallah e David Cohen (me perdoem a falta de link, perdi a citação):

DILEMA DO PROPÓSITO

Quais são os dois momentos mais importantes da vida?”, perguntou o ancião Kampala, da etnia HADZA da Tanzânia.

O escritor e consultor americano RICHARD LEIZDER respondeu o que lhe pareceu óbvio: o momento em que você nasce e o momento em que você morre”.

“Bahhh!”, disse o ancião. “Você viaja de avião, eu nunca andei de avião, você chega até aqui de jipe, eu ando a pé, você dorme numa tenda, eu durmo ao lado da fogueira… e você não sabe a resposta para a pergunta mais básica de todas?

Leider, que viaja frequentemente para lugares distantes justamente para coletar elementos de sabedoria dos anciãos, perguntou: “Qual é a resposta?”

Do alto dos seus 98 anos, Kampala disse: “O primeiro momento você acertou, é quando você nasce. O segundo é quando você descobre por que nasceu“.

Selecta | Vida

Imagem extraída de: https://seeklogo.com/vector-logo/231403/live-free-and-dance

– Como você aparece na Web?

Você toma cuidado com o que posta na Internet?

Faz bom uso das Redes Sociais?

Sobre Reputação Digital, em: https://www.youtube.com/watch?v=4Om0jFCanyc

– A insuficiência do conhecimento e seus problemas nas organizações.

As pessoas que “sabem das coisas”, sabem mesmo? Ou o conhecimento delas é baixo, raso, insuficiente?

Leia esse artigo espetacular sobre o “conhecimento raso no mundo corporativo. Muito interessante!

Extraído de: https://medium.com/@jrsantiagojr/o-maior-mal-do-mundo-corporativo-o-conhecimento-raso-1f556224f4be

O MAIOR MAL DO MUNDO CORPORATIVO: O CONHECIMENTO RASO

Por José Renato Sátiro Santiago 

Vivemos a chamada “Era do Conhecimento” aquela sobre a qual Peter Drucker, ainda nos idos de 1960, afirmou que o diferencial competitivo iria estar presente nas pessoas que trabalhassem com as informações, as desenvolvessem, e de acordo com o contexto presente, as transformassem em conhecimentos a serem aplicados em suas atividades profissionais. O raciocínio que suporta este entendimento é claro. Apenas o conhecimento aplicado pode gerar aquilo que é essencial para qualquer organização e/ou profissional, a competência.

A grande evolução tecnológica tem impactado de forma consistente este cenário. Hoje em dia as mudanças ocorrem em grande velocidade, bem como seus impactos. Aquilo que ontem era de um jeito, hoje é desse e amanhã será de outro. Isto tem provocado a falta de previsibilidade dos eventos. Diante tudo isso, planejar tem sido algo ainda mais difícil e, ao mesmo tempo, longe de ser descartado. Cada vez é mais complexo afirmar que existe apenas uma resposta correta, mas sim diversas possíveis respostas para as situações, o que tem provocado também o surgimento de múltiplas interpretações para um mesmo fato. Diante disso, o conhecimento passou a ter um prazo de validade cada vez menor, um grande paradoxo para a “Era do Conhecimento”.

A necessidade de possuir conhecimentos específicos cada vez mais complexos vai na contramão de uma frequente constatação de muitos pseudo especialistas presentes no mercado corporativo, que diz respeito a “precisarmos ser generalistas”. Tempos atrás, o genial Ariano Suassuna afirmou que “… a massificação procura baixar a qualidade artística para a altura do gosto médio. Em arte, o gosto médio é mais prejudicial do que o mau gosto… Nunca vi um gênio com gosto médio.” Fazendo uma breve analogia, o ‘primo’ do gosto médio na arte é o conhecimento generalista no mundo corporativo. O conhecimento generalista, muitas vezes, é raso. Ele tem muito pouca valia no processo de geração de novos requisitos de riqueza, a inovação, que acontece, necessariamente, a partir do conhecimento profundo. Ainda que seja cabível considerar que a visão de alguém novo, ou de fora do processo, possa ser um importante gatilho, a inovação só acontece a partir da disposição daqueles que possuem muito conhecimento. Em tempos de redução da validade deste, saber quem sabe é a grande sacada para nos manter competitivos.

Há ainda aqueles que tendem a afirmar outros mantras que chegam a ser ainda mais constrangedores. Talvez por isso, ou certamente, por conta disso, vivemos uma epidemia de tantas práticas de autoajuda, disfarçadas, na maioria das vezes, com o título de coaching. Pessoas pobremente construídas de conhecimentos explicítos, em sua maioria formadas em barulhentos e caros cursos de finais de semana, e com parcos conhecimentos tácitos, frutos de inexpressivas ou quase nulas experiências pessoais e/ou profissionais, se acotovelam em buscar algo a ser conquistado, verdadeiramente, apenas por aqueles que construíram de forma efetiva seus pilares de aprendizado. Muitas das empresas e profissionais que constroem suas carreiras explorando este filão, levantam a bandeira em prol do conhecimento raso, o mal maior de nossa sociedade. Cabe prevenção. Esta injeção tem como princípio ativo o conhecimento. Com as bençãos de Drucker e Suassuna e sem qualquer contraindicação.

Propriedade Intelectual e a Era do conhecimento compartilhado

Imagem extraída de: https://www.ideiademarketing.com.br/2017/07/05/propriedade-intelectual-e-era-do-conhecimento-compartilhado/, na postagem de Tércia Duarte (vide o link)

– O Q.I. das gerações futuras será menor do que a nossa média?

Algo curioso e preocupante: estudos mostram que o QI das pessoas aumenta ao passar das gerações, e que a atual pode estar sendo a primeira a ter queda de QI por conta do excesso de telas / equipamentos eletrônicos!

Entenda, em: https://youtu.be/8_jrk8WwCw0

– Os especialistas e PhD’s da Web.

Não é assustador ver a quantidade de pessoas que fala sobre todo e qualquer assunto, com tom professoral (mesmo se equivocando), desrespeitando a opinião alheia?

Ao mesmo tempo, com uma dose de fanatismo nas Redes Sociais, desacreditam quem tem formação só porque pensam diferente!

Tempos difíceis… Saramago, nessa arte abaixo, diz tudo:

– Parabéns ao pessoal da USF pelo Prêmio Fleury.

Pesquisadores da Universidade São Francisco, de Bragança Paulista, participaram do importante Prêmio de Inovação 2021 do Grupo Fleury, falando sobre Pandemia e Sustentabilidade. E foram premiados com o 2o lugar!

O trabalho deles envolveu validação de testes de Covid por exame de urina, de maneira rápida (4 minutos) e barata. Uma inovação à Ciência! Além desse, outro projeto do mesmo grupo esteve entre os TOP 5 do Brasil: o da caneta MasSpec (matéria abaixo).

Parabéns à toda equipe de cientistas! Em especial, à minha querida esposa Andréia de Melo Porcari, uma das participantes.

Extraído de: https://fleurylab.com.br/pif-2021/

PRÊMIO DE INOVAÇÃO DO GRUPO FLEURY 2021

O Prêmio de Inovação do Grupo Fleury (PIF) nasceu em 2015, com o objetivo de reconhecer e divulgar projetos altamente inovadores oriundos da pesquisa nacional, com foco na área da saúde.

Em 2021, o tema da premiação será Pandemia e Sustentabilidade. A intenção do PIF é reconhecer e iniciativas inovadoras de longo prazo que buscaram trazer mudanças para o período de pandemia da COVID-19. Serão premiadas três categorias: Ações Sociais, Tecnologias e Alternativas relacionadas a insumos.

Sobre o Trabalho na USF: https://www.usf.edu.br/noticias/noticias-historico-exibir/182471235/pesquisas+em+ciencias+da+saude+da+usf+sobre+a+covid19+sao+destaques+em+publicacoes+internacionais+.htm

PESQUISA EM DESTAQUE

Desde o início da emergência sanitária causada pela pandemia de COVID-19 o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciência da Saúde da Universidade São Francisco, em parceria com a Unidade Integrada de Farmacologia e Gastroenterologia (UNIFAG) e a Secretaria de Saúde de Bragança Paulista, vem atuando ativamente no desenvolvimento de tecnologias e soluções para o enfrentamento do SARS-CoV-2 (link da primeira notícia do projeto no começo da pandemia). Após 1 ano do início do projeto de Prevenção e Combate a Surtos, Endemias, Epidemias e Pandemias financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES – Edital nº 09/2020), a equipe do MS4Life Lab, liderada pela docente Andréia de Melo Porcari, publica o primeiro artigo utilizando a tecnologia da MasSpec Pen que permite a triagem de pacientes com COVID-19 em menos de um minuto.

O manuscrito intitulado “Rapid Screening of COVID-19 Directly from Clinical Nasopharyngeal Swabs Using the MasSpec Pen” foi publicado na renomada revista americana Analytical Chemistry (qualis A1), recebendo destaque na contracapa da revista (https://pubs.acs.org/toc/ancham/93/37). O estudo desenvolvido contou com as parcerias da UNIFAG, liderada pela profa. Dra. Márcia Ap. Antônio, Universidade do Texas, liderada pela profa. Dra. Livia S. Eberlin, Universidade Mackenzie, liderada pelo prof. Marcos Eberlin e da Secretaria Municipal de Saúde de Bragança Paulista, por intermédio da Dra. Lisamara Dias de Oliveira Negrini, também docente da USF. 

Para a Coordenadora do Núcleo de Pós-Stricto Sensu, professora Yomara Lima Mota, os desempenhos nas pesquisas demonstram o compromisso da USF com a pesquisa científica brasileira e com o enfrentamento às demandas sanitárias que surgiram durante a pandemia. “A Universidade compreende que o momento é de apoio mútuo e de fortalecimento coletivo da sociedade e incentivo de cooperação científica”, afirmou a professora.

O método desenvolvido neste estudo emprega um novo design da tecnologia MasSpec Pen (conhecida popularmente como “a caneta do câncer”) para análise direta de swabs clínicos. Com tempo  de análise curto (∼45 segundos por swab) e exatidão de 91% quando comparado ao teste referência (PCR), o novo método desenvolvido tem potencial como ferramenta de triagem rápida para a COVID-19 quando o PCR não estiver prontamente disponível. Segundo a profa. Dra. Andréia, a ideia com a nova tecnologia é fornecer uma alternativa diagnóstica rápida e com alta confiabilidade. 

Outros estudos realizados pelo grupo liderado pelo prof. Dr. Fernando Augusto de Lima Marson, também do PPG em Ciências da Saúde da USF, focaram sobre aspectos sociais, epidemiológicos, de tratamento, diagnósticos e de saúde pública associados à pandemia da COVID-19. Em resumo foram publicados mais de 20 artigos que versaram sobre: (i) a importância do manejo por uma equipe multidisciplinar (1); (ii) impacto da pandemia em indígenas (2,3); (iii) diagnóstico e subnotificação da pandemia (4,5); (iv) progressão da doença e medidas de saúde pública (6,7,8,9,10); (v) vacinação (11,12); (vi) bibliotecometria (13,14,15); (vii) exames de imagem (16), e (viii) condições hospitalares associadas ao preparo para o manejo do paciente acometido pela COVID-19 de maior gravidade (17). 

O grupo participou ainda de um importante estudo internacional relacionado à avaliação do impacto da COVID-19 em ambiente hospitalar em momentos cirúrgicos. Foram incluídos um total de 142 mil pacientes de 1.677 centros de 122 países. O estudo contou com a participação de aproximadamente 15 mil autores (reconhecido pelo Guinness Book como o maior estudo do mundo em autoria – LINK: https://www.guinnessworldrecords.com/world-records/653537-most-authors-on-a-single-peer-reviewed-academic-paper) e, até o momento, possibilitou a publicação de 4 artigos (18,19,20,21). 

E não para por aí! Outro método de diagnóstico da COVID-19 já está em fase final de desenvolvimento pelo grupo na USF, utilizando a urina como matriz, buscando um método menos invasivo do que o famoso “cotonete”. Vamos acompanhar! Esses e outros estudos sobre a COVID estão sendo conduzidos por discentes e docentes do PPG em Ciências da Saúde da USF.

As universidades brasileiras têm protagonizado a formulação de respostas para a prevenção, o diagnóstico, o controle, o tratamento e a busca da cura para o novo coronavírus. Conforme aponta a Profa. Dra. Patricia Carvalho, coordenadora do PPG em Ciências da Saúde, “Os trabalhos gerados pelo grupo desde o início da pandemia, representam o compromisso e o esforço contínuo da USF, junto aos parceiros públicos e privados, com a sociedade e a ciência na área de enfrentamento da pandemia”.

Referências

1. PALAMIM, C. V. C. ; MARSON, F. A. L. . COVID-19 ? four million cases worldwide and the importance of multidisciplinary health care team during the pandemic ?. Journal of Emergency Nursing, v. 46, p. 570-571, 2020.

2. PALAMIM, CAMILA VANTINI CAPASSO ; ORTEGA, MANOELA MARQUES ; MARSON, FERNANDO AUGUSTO LIMA . COVID-19 in the Indigenous Population of Brazil. Journal of Racial and Ethnic Health Disparities, v. 7, p. 1053-1058, 2020.

3. MENDES, MATHEUS FERREIRA ; PEREIRA, LETÍCIA ROGINI ; LIMA, TAINÁ MOMESSO ; MELANI, VITÓRIA FRANCHINI ; PALAMIM, CAMILA VANTINI CAPASSO ; BOSCHIERO, MATHEUS NEGRI ; MARSON, FERNANDO AUGUSTO LIMA . COVID-19 pandemic evolution in the Brazilian Indigenous population. Journal of Racial and Ethnic Health Disparities, 2021.

4.CARVALHO, TATIANA ALINE ; BOSCHIERO, MATHEUS NEGRI ; MARSON, FERNANDO AUGUSTO LIMA . COVID-19 in Brazil: 150,000 deaths and the Brazilian underreporting. DIAGNOSTIC MICROBIOLOGY AND INFECTIOUS DISEASE, v. 99, p. 115258, 2020.

5. MARSON, F. A. L.. COVID-19 – 6 million cases worldwide and an overview of the diagnosis in Brazil: a tragedy to be announced. DIAGNOSTIC MICROBIOLOGY AND INFECTIOUS DISEASE, v. 98, p. 115113, 2020.

6. MEDEIROS, M. M. ; PEIXOTO, A. O. ; TAKESAKI, N. A. ; TANI, S. ; MARSON, F. A. L. ; BELLUOMINI, F. ; FRAGA, A. M. A. . Operational preparation of a pediatric emergency unit to assist COVID-19. REV. RESIDÊNCIA PEDIÁTRICA, v. 10, p. 79-82, 2021.

7. BOSCHIERO, M. N. ; PALAMIM, C. V. C. ; ORTEGA, M. M. ; MAUCH, R. M. ; MARSON, F. A. L. . One Year of Coronavirus Disease 2019 (COVID-19) in Brazil: A Political and Social Overview. Annals of Global Health, v. 87, p. 44, 2021.

8. MARSON, F. A. L.. Um milhão de casos de COVID-19. REVISTA DE MEDICINA (USP), v. 99, p. 209-212, 2020.

9. ORTEGA, M. M. ; MARSON, F. A. L. . COVID-19 in Brazil. Pulmonology, v. 26, p. 241-244, 2020.

10. CARVALHO, T. A. ; MARSON, F. A. L. . O CENÁRIO DOS DADOS EPIDEMIOLÓGICOS DESCRITIVOS E A IMPORTÂNCIA PARA O CONTROLE DA PANDEMIA DA COVID-19 NO BRASIL. REVISTA DE EPIDEMIOLOGIA E CONTROLE DE INFECÇÃO, v. 10, p. 375-386, 2020.

11. BOSCHIERO, M.N. ; PALAMIM, C.V.C. ; MARSON, F.A.L. . COVID-19 vaccination in Brazil and the crocodile side-effect. Ethics, Medicine and Public Health, v. 17, p. 100654, 2021.

12. BOSCHIERO, MATHEUS NEGRI ; PALAMIM, CAMILA VANTINI CAPASSO ; MARSON, FERNANDO AUGUSTO LIMA. The hindrances to perform the COVID-19 vaccination in Brazil. Human Vaccines & Immunotherapeutics, 2021.

13. ??BOSCHIERO, M. N. ; CARVALHO, T. A. ; MARSON, F. A. L. . Retraction in the era of COVID-19 and its influence on evidence-based medicine: is science in jeopardy?. Pulmonology, v. 27, p. 97-106, 2021.

14. CARVALHO, T. A. ; LIMA, T. M. ; MELANI, V. F. ; MENDES, M. F. ; PEREIRA, L. R. ; MARSON, F. A. L. . The scientific production during 2009 swine flu pandemic and 2019/2020 COVID-19 pandemic. Pulmonology, v. 26, p. 340-345, 2020.

15. ALENCISE, FELIPE EDUARDO ; BOSCHIERO, MATHEUS NEGRI ; PALAMIM, CAMILA VANTINI CAPASSO ; MARSON, FERNANDO AUGUSTO LIMA . The COVID-19 impact on the scientific production on the 25 main death causes according to world region. Pulmonology, 2021.

16. PEIXOTO, A. O. ; COSTA, R. M. ; UZUN, R. S. ; FRAGA, A. M. A. ; RIBEIRO, J. D. ; MARSON, F. A. L. . Applicability of lung ultrasound in COVID-19 diagnosis and evaluation of the disease progression: A systematic review. Pulmonology, 2021.

17. PALAMIM, C. V. C. ; MARSON, F. A. L. . COVID-19 – The Availability of ICU Beds in Brazil during the Onset of Pandemic. Annals of Global Health, v. 86, p. 100-115, 2020. 

18. PALAMIM, C. V. C. ; FERREIRA, E. P. ; MARSON, F. A. L. ; COVIDSurg Collaborative ; GlobalSurg Collaborative . SARS-CoV-2 vaccination modelling for safe surgery to save lives: data from an international prospective cohort study. BRITISH JOURNAL OF SURGERY, 2021.

19. FERREIRA, E. P. ; PALAMIM, C. V. C. ; MARSON, F. A. L. ; COVIDSurg Collaborative ; GlobalSurg Collaborative . Effects of pre-operative isolation on postoperative pulmonary complications after elective surgery: an international prospective cohort study. ANAESTHESIA, 2021.

20. PALAMIM, C. V. C. ; FERREIRA, E. P. ; MARSON, F. A. L. ; COVIDSurg Collaborative ; GlobalSurg Collaborative . SARS-CoV-2 infection and venous thromboembolism after surgery: an international prospective cohort study. ANAESTHESIA, 2021.

21. PALAMIM, C. V. C. ; FERREIRA, E. P. ; MARSON, F. A. L. ; COVIDSurg Collaborative ; GlobalSurg Collaborative . Timing of surgery following SARS-CoV-2 infection: an international prospective cohort study. ANAESTHESIA, v. 76, p. 748-758, 2021.

O agradecimento do pós-prêmio em: https://youtu.be/GF1qQejVu-o

– Atemporalidade na Sabedoria

Há pessoas que deixam frases que se eternizam. Um desses grandes pensamentos:

Quando não se acha o caminho, é momento de construirmos ele.

Thomás Edson

Dispensa qualquer comentário…

Crédito de imagem: Pexels.com. Extraído de: https://ichi.pro/pt/5-sabedoria-atemporal-que-o-fara-pensar-em-os-quatro-acordos-de-don-miguel-ruiz-109844881537217

– Dia Mundial da Ciência pela Paz e Desenvolvimento.

Hoje a UNESCO celebra a Ciência em prol da humanidade, e como a razão e a fé são duas asas que nos elevam para Deus, sabiamente escreveu o Papa Francisco nesta data:

A sociedade se enriquece com o diálogo entre ciência e fé, que abre novos horizontes ao pensamento. Os progressos científicos devem ser iluminados com a luz da fé, para que respeitem a centralidade da pessoa humana.”

É isso aí! A inteligência serve para ajudar o próximo.

#WorldScienceDay

Imagem extraída de: https://agenciacienciaweb.wordpress.com/2012/11/09/dia-mundial-da-ciencia-e-comemorado-neste-sabado/, na reportagem de Fernando Vilela.

– Ouça (e filtre) conselhos.

No cotidiano, encontramos pessoas que querem nos ajudar (e outras não).

Normalmente ouvimos daquelas de boa vontade, muitos conselhos sobre resoluções e decisões a tomar. Por quê não nos fazermos ouvintes?

Escute experiências, seja atencioso e filtre o necessário. Todo conhecimento e toda reflexão são benquistos; afinal, “não somos donos da verdade” e precisamos aprender continuamente.

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– Como as novas gerações podem estar diminuindo o QI por culpa dos aparelhos eletrônicos.

Normalmente, os estudos mostram que de geração em geração os filhos têm QI maior que seus pais (em média). Porém, um novo estudo mostra que a “geração digital” está contrariando a lógica. Ou seja: as crianças estão se tornando menos inteligentes!

Abaixo extraído de: https://g1.globo.com/bemestar/viva-voce/noticia/2020/10/30/geracao-digital-por-que-pela-1a-vez-filhos-tem-qi-inferior-ao-dos-pais.ghtml

POR QUE PELA 1ª VEZ OS FILHOS PODEM TER QI INFERIOR AO DOS PAIS

Especialista analisa como as ferramentas tecnológicas têm influenciado negativamente no QI das crianças.

A Fábrica de Cretinos Digitais. Este é o título do último livro do neurocientista francês Michel Desmurget, diretor de pesquisa do Instituto Nacional de Saúde da França, em que apresenta, com dados concretos e de forma conclusiva, como os dispositivos digitais estão afetando seriamente — e para o mal — o desenvolvimento neural de crianças e jovens.

“Simplesmente não há desculpa para o que estamos fazendo com nossos filhos e como estamos colocando em risco seu futuro e desenvolvimento”, alerta o especialista em entrevista à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC.

As evidências são palpáveis: já há um tempo que os testes de QI apontam que as novas gerações são menos inteligentes que anteriores.

Desmurget acumula vasta publicação científica e já passou por centros de pesquisa renomados como o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e a Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

Seu livro se tornou um best-seller gigantesco na França. Veja abaixo trechos da entrevista com ele.

BBC News Mundo: Os jovens de hoje são a primeira geração da história com um QI (Quociente de Inteligência) mais baixo do que a última?

Michel Desmurget: Sim. O QI é medido por um teste padrão. No entanto, não é um teste “estático”, sendo frequentemente revisado. Meus pais não fizeram o mesmo teste que eu, por exemplo, mas um grupo de pessoas pode ser submetido a uma versão antiga do teste.

E, ao fazer isso, os pesquisadores observaram em muitas partes do mundo que o QI aumentou de geração em geração. Isso foi chamado de ‘efeito Flynn’, em referência ao psicólogo americano que descreveu esse fenômeno. Mas recentemente, essa tendência começou a se reverter em vários países.

É verdade que o QI é fortemente afetado por fatores como o sistema de saúde, o sistema escolar, a nutrição, etc. Mas se considerarmos os países onde os fatores socioeconômicos têm sido bastante estáveis por décadas, o ‘efeito Flynn’ começa a diminuir.

Nesses países, os “nativos digitais” são os primeiros filhos a ter QI inferior ao dos pais. É uma tendência que foi documentada na Noruega, Dinamarca, Finlândia, Holanda, França, etc.

BBC News Mundo: E o que está causando essa diminuição no QI?

Desmurget: Infelizmente, ainda não é possível determinar o papel específico de cada fator, incluindo por exemplo a poluição (especialmente a exposição precoce a pesticidas) ou a exposição a telas. O que sabemos com certeza é que, mesmo que o tempo de tela de uma criança não seja o único culpado, isso tem um efeito significativo em seu QI. Vários estudos têm mostrado que quando o uso de televisão ou videogame aumenta, o QI e o desenvolvimento cognitivo diminuem.

Os principais alicerces da nossa inteligência são afetados: linguagem, concentração, memória, cultura (definida como um corpo de conhecimento que nos ajuda a organizar e compreender o mundo). Em última análise, esses impactos levam a uma queda significativa no desempenho acadêmico.

BBC News Mundo: E por que o uso de dispositivos digitais causa tudo isso?

Desmurget: As causas também são claramente identificadas: diminuição da qualidade e quantidade das interações intrafamiliares, essenciais para o desenvolvimento da linguagem e do emocional; diminuição do tempo dedicado a outras atividades mais enriquecedoras (lição de casa, música, arte, leitura, etc.); perturbação do sono, que é quantitativamente reduzida e qualitativamente degradada; superestimulação da atenção, levando a distúrbios de concentração, aprendizagem e impulsividade; subestimulação intelectual, que impede o cérebro de desenvolver todo o seu potencial; e o sedentarismo excessivo que, além do desenvolvimento corporal, influencia a maturação cerebral.

BBC News Mundo: Que dano exatamente as telas causam ao sistema neurológico?

Desmurget: O cérebro não é um órgão “estável”. Suas características ‘finais’ dependem da nossa experiência. O mundo em que vivemos, os desafios que enfrentamos, modificam tanto a estrutura quanto o seu funcionamento, e algumas regiões do cérebro se especializam, algumas redes são criadas e fortalecidas, outras se perdem, algumas se tornam mais densas e outras mais finas.

Observou-se que o tempo gasto em frente a uma tela para fins recreativos atrasa a maturação anatômica e funcional do cérebro em várias redes cognitivas relacionadas à linguagem e à atenção.

Deve-se ressaltar que nem todas as atividades alimentam a construção do cérebro com a mesma eficiência.

BBC News Mundo: O que isso quer dizer?

Desmurget: Atividades relacionadas à escola, trabalho intelectual, leitura, música, arte, esportes… todas têm um poder de estruturação e nutrição muito maior para o cérebro do que as telas.

Mas nada dura para sempre. O potencial para a plasticidade cerebral é extremo durante a infância e adolescência. Depois, ele começa a desaparecer. Ele não vai embora, mas se torna muito menos eficiente.

O cérebro pode ser comparado a uma massa de modelar. No início, é úmida e fácil de esculpir. Mas, com o tempo, fica mais seca e muito mais difícil de modelar. O problema com as telas é que elas alteram o desenvolvimento do cérebro de nossos filhos e o empobrecem.

BBC News Mundo: Todas as telas são igualmente prejudiciais?

Desmurget: Ninguém diz que a “revolução digital” é ruim e deve ser interrompida. Eu próprio passo boa parte do meu dia de trabalho com ferramentas digitais. E quando minha filha entrou na escola primária, comecei a ensiná-la a usar alguns softwares de escritório e a pesquisar informações na internet.

Os alunos devem aprender habilidades e ferramentas básicas de informática? Claro. Da mesma forma, pode a tecnologia digital ser uma ferramenta relevante no arsenal pedagógico dos professores? Claro, se faz parte de um projeto educacional estruturado e se o uso de um determinado software promove efetivamente a transmissão do conhecimento.

Porém, quando uma tela é colocada nas mãos de uma criança ou adolescente, quase sempre prevalecem os usos recreativos mais empobrecedores. Isso inclui, em ordem de importância: televisão, que continua sendo a tela número um de todas as idades (filmes, séries, clipes, etc.); depois os videogames (principalmente de ação e violentos) e, finalmente, na adolescência, um frenesi de autoexposição inútil nas redes sociais.

BBC News Mundo: Quanto tempo as crianças e os jovens costumam passar em frente às telas?

Desmurget: Em média, quase três horas por dia para crianças de 2 anos, cerca de cinco horas para crianças de 8 anos e mais de sete horas para adolescentes.

Isso significa que antes de completar 18 anos, nossos filhos terão passado o equivalente a 30 anos letivos em frente às telas ou, se preferir, 16 anos trabalhando em tempo integral!

É simplesmente insano e irresponsável.

BBC News Mundo: Quanto tempo as crianças devem passar em frente a telas?

Desmurget: Envolver as crianças é importante. Eles precisam ser informados de que as telas danificam o cérebro, prejudicam o sono, interferem na aquisição da linguagem, enfraquecem o desempenho acadêmico, prejudicam a concentração, aumentam o risco de obesidade, etc.

Alguns estudos mostram que é mais fácil para crianças e adolescentes seguirem as regras sobre telas quando sua razão de ser é explicada e discutida com eles. A partir daí, a ideia geral é simples: em qualquer idade, o mínimo é o melhor.

Além dessa regra geral, diretrizes mais específicas podem ser fornecidas com base na idade da criança. Antes dos seis anos, o ideal é não ter telas (o que não significa que de vez em quando você não possa assistir a desenhos com seus filhos).

Quanto mais cedo forem expostos, maiores serão os impactos negativos e o risco de consumo excessivo subsequente.

A partir dos seis anos, se os conteúdos forem adaptados e o sono preservado, o tempo em frente a tela pode chegar até meia hora ou até uma hora por dia, sem uma influência negativa apreciável.

Outras regras relevantes: sem telas pela manhã antes de ir para a escola, nada à noite antes de ir para a cama ou quando estiver com outras pessoas. E, acima de tudo, sem telas no quarto.

Mas é difícil dizer aos nossos filhos que as telas são um problema quando nós, como pais, estamos constantemente conectados aos nossos smartphones ou consoles de jogos.

BBC News Mundo: Por que muitos pais desconhecem os perigos das telas?

Desmurget: Porque a informação dada aos pais é parcial e tendenciosa. A grande mídia está repleta de afirmações infundadas, propaganda enganosa e informações imprecisas. A discrepância entre o conteúdo da mídia e a realidade científica costuma ser perturbadora, se não enfurecedora. Não quero dizer que a mídia seja desonesta: separar o joio do trigo não é fácil, mesmo para jornalistas honestos e conscienciosos.

Mas não é surpreendente. A indústria digital gera bilhões de dólares em lucros a cada ano. E, obviamente, crianças e adolescentes são um recurso muito lucrativo. E para empresas que valem bilhões de dólares, é fácil encontrar cientistas complacentes e lobistas dedicados.

Recentemente, uma psicóloga, supostamente especialista em videogames, explicou em vários meios de comunicação que esses jogos têm efeitos positivos, que não devem ser demonizados, que não jogá-los pode ser até uma desvantagem para o futuro de uma criança, que os jogos mais violentos podem ter ações terapêuticas e ser capaz de aplacar a raiva dos jogadores, etc.

O problema é que nenhum dos jornalistas que entrevistaram esse “especialista” mencionou que ela trabalhava para a indústria de videogames. E este é apenas um exemplo entre muitos descritos em meu livro.

Isso não é algo novo: já aconteceu no passado com o tabaco, aquecimento global, pesticidas, açúcar, etc.

Mas acho que há espaço para esperança. Com o tempo, a realidade se torna cada vez mais difícil de negar.

BBC News Mundo:Há estudos que afirmam, por exemplo, que os videogames ajudam a obter melhores resultados acadêmicos…

Desmurget: Digo com franqueza: isso é um absurdo.

Essa ideia é uma verdadeira obra-prima de propaganda. Baseia-se principalmente em alguns estudos isolados com dados imprecisos, que são publicados em periódicos secundários, pois muitas vezes se contradizem.

Em uma interessante pesquisa experimental, consoles de jogos foram dados a crianças que iam bem na escola. Depois de quatro meses, elas passaram mais tempo jogando e menos fazendo o dever de casa. Suas notas caíram cerca de 5% (o que é muito em apenas quatro meses!).

Em outro estudo, as crianças tiveram que aprender uma lista de palavras. Uma hora depois, algumas puderam jogar um jogo de corrida de carros. Duas horas depois, foram para a cama.

Na manhã seguinte, as crianças que não jogaram lembravam cerca de 80% da aula em comparação com 50% das que jogaram.

Os autores descobriram que brincar interferia no sono e na memorização.

BBC News Mundo: Como o Sr. acha que os membros dessa geração digital serão quando se tornarem adultos?

Desmurget: Costumo ouvir que os nativos digitais sabem “de maneira diferente”. A ideia é que embora apresentem déficits linguísticos, de atenção e de conhecimento, são muito bons em “outras coisas”. A questão está na definição dessas “outras coisas”.

Vários estudos indicam que, ao contrário das crenças comuns, eles não são muito bons com computadores. Um relatório da União Europeia explica que a baixa competência digital impede a adoção de tecnologias educacionais nas escolas.

Outros estudos também indicam que eles não são muito eficientes no processamento e entendimento da vasta quantidade de informações disponíveis na internet.

Então, o que resta? Eles são obviamente bons para usar aplicativos digitais básicos, comprar produtos online, baixar músicas e filmes, etc.

Para mim, essas crianças se assemelham às descritas por Aldous Huxley em seu famoso romance distópico Admirável Mundo Novo: atordoadas por entretenimento bobo, privadas de linguagem, incapazes de refletir sobre o mundo, mas felizes com sua sina.

BBC News Mundo: Alguns países estão começando a legislar contra o uso de telas?

Desmurget: Sim, especialmente na Ásia. Taiwan, por exemplo, considera o uso excessivo de telas uma forma de abuso infantil e aprovou uma lei que estabelece multas pesadas para pais que expõem crianças menores de 24 meses a qualquer aplicativo digital e que não limita o tempo de tela de meninos entre 2 e 18 anos.

Na China, as autoridades tomaram medidas drásticas para regulamentar o consumo de videogames por menores: crianças e adolescentes não podem mais brincar à noite (entre 22h e 8h) ou ultrapassar 90 minutos de exposição diária durante a semana (180 minutos nos finais de semana e férias escolares).

BBC News Mundo: O Sr. acredita que é bom que existam leis que protegem as crianças das telas?

Desmurget: Não gosto de proibições e não quero que ninguém me diga como criar minha filha. No entanto, é claro que as escolhas educacionais só podem ser exercidas livremente quando as informações fornecidas aos pais são honestas e abrangentes.

Acho que uma campanha de informação justa sobre o impacto das telas no desenvolvimento com diretrizes claras seria um bom começo: nada de telas para crianças de até seis anos de idade e não mais do que 30-60 minutos por dia.

BBC News Mundo: Se essa orgia digital, como você a define, não para, o que podemos esperar?

Desmurget: Um aumento das desigualdades sociais e uma divisão progressiva da nossa sociedade entre uma minoria de crianças preservadas desta “orgia digital” — os chamados alfas do livro de Huxley —, que possuirão, através da cultura e da linguagem, todas as ferramentas necessárias pensar e refletir sobre o mundo, e uma maioria de crianças com ferramentas cognitivas e culturais limitadas — os chamados gamas na mesma obra —, incapazes de compreender o mundo e agir como cidadãos cultos.

Os alfas frequentarão escolas particulares caras com professores humanos “reais”. Já os gamas irão para escolas públicas virtuais com suporte humano limitado, onde serão alimentados com uma pseudo-linguagem semelhante à “novilíngua” de (George) Orwell (em 1984) e aprenderão as habilidades básicas de técnicos de médio ou baixo nível (projeções econômicas dizem que este tipo de empregos serão super-representados na força de trabalho de amanhã).

Um mundo triste em que, como disse o sociólogo Neil Postman, eles vão se divertir até a morte. Um mundo no qual, através do acesso constante e debilitante ao entretenimento, eles aprenderão a amar sua servidão. Desculpe por não ser mais otimista.

Talvez (e espero que sim) eu esteja errado. Mas simplesmente não há desculpa para o que estamos fazendo com nossos filhos e como estamos colocando em risco seu futuro e desenvolvimento.

Vários estudos têm mostrado que, quando o uso de televisão ou videogame aumenta, o QI diminui, afirma o neurocientista Michel Desmurget — Foto: Getty Images

Vários estudos têm mostrado que, quando o uso de televisão ou videogame aumenta, o QI diminui, afirma o neurocientista Michel Desmurget — Foto: Getty Images (by BBC).

– Métodos tradicionais ou modernos para estudar?

Uma discussão bacana: até onde os métodos tradicionais de estudo funcionam? Com o advento da tecnologia, estudar pode ser algo diferente. E nesta matéria, abaixo, uma reflexão: não estaríamos próximos do ensino oral, via computadores?

Interessante, extraído de Época Negócios, Caderno inteligência, pg 66-68, ed 32.

AFINAL, A DECOREBA FUNCIONA?

por Lelivaldo Marques Filho e Robson Viturino

Há muito os educadores discutem qual seria a melhor forma de aprender: a elaboração dos conceitos ou as técnicas de memorização? Em busca de uma resposta, a edição de janeiro da revista Science indica que, no futuro, é provável que a pedagogia empreenda algumas mudanças nos métodos de aprendizado. Segundo um estudo divulgado na publicação, estudantes estimulados a ler textos, resgatar e reconstruir o conhecimento em intervalos regulares obtêm melhores resultados do que os colegas que recorrem à criação de mapas conceituais – aqueles diagramas em que os “nós” representam conceitos e as conexões entre esses “nós” simbolizam a relação entre os conceitos.
Para confrontar as duas técnicas, os pesquisadores da americana Purdue University realizaram um experimento em que 200 alunos estudaram textos de diferentes disciplinas científicas. Na primeira prova, próxima das seções de estudo, não houve diferença significativa no resultado. No entanto, uma semana depois, quando se mediu o sucesso da retenção no médio prazo, o grupo que se valeu de técnicas de resgate regular da informação colheu resultados 50% melhores do que seus colegas. As avaliações incluíam tanto perguntas literais, cuja informação estava diretamente no texto, quanto questões que requeriam interpretação.

De acordo com os autores do estudo, Jeffrey D. Karpicke e Janell R. Blunt, atualmente há uma tendência entre pedagogos no sentido de encorajar práticas baseadas no “estudo elaborado” em detrimento da velha e boa releitura. Os maiores interessados no assunto estão no mesmo barco. Karpicke e Blunt dizem que os próprios estudantes, antes que vissem o que diz a pesquisa, avaliaram que a primeira técnica seria a mais eficiente para solidificar o aprendizado.

Para os pesquisadores, a prática de resgate das informações sugere uma nova visão de como a mente funciona. “O resgate não é apenas uma leitura do conhecimento estocado na mente – o ato em si de reconstrução do conhecimento aumenta o aprendizado. Esta perspectiva da dinâmica da mente humana pode pavimentar uma via para o desenho de novas atividades educacionais”, afirmaram, no artigo que ganhou as páginas da Science.

Máquinas acionadas pela voz e linguagem visual irão
aposentar a palavra escrita, afirmam cientistas

Estendendo o horizonte de discussão, alguns cientistas já estão estudando como seria o aprendizado em um mundo sem textos. O futurólogo William Crossman supõe que, em 2050, a palavra escrita vai ser uma tecnologia obsoleta e, acredite se quiser, cairá em desuso como forma de armazenar conhecimento. A interação com computadores que respondem a comandos de voz e o avanço da iconografia terão chegado a tal ponto que não se ensinará mais os alunos a ler e escrever, diz ele. Todo o conhecimento e as informações do dia a dia virão desses repositórios interativos e inteligentes de informação.

Em seu livro VIVO [Voice-In/Voice-Out]: The Coming Age of Talking Computers (algo como “A nova era dos computadores que falam”), Crossman chega a descrever com detalhes como seria um dia normal na vida de uma família embebida dessa cultura oral. Desde o despertar até o final do dia, as atividades de uma mãe e seus dois filhos em idade escolar são realizadas sem nenhum contato com informação escrita.

É uma alegoria do futuro, como várias que vimos no passado. Algumas se configuram e outras não. Mas vale a pergunta: será mesmo possível aprender com profundidade sem o distanciamento e a introspecção que a leitura exige? Ou essa questão é apenas fruto de nossa tendência de nos apegar ao que já conhecemos?

– A Tecnologia “Emburrece” o Homem?

Dias atrás, Susan Greenfield, importante neurocientista reconhecida mundialmente, deu entrevista à Revista Veja, nas “Páginas Amarelas” (ed 09/01/13).

Sob o título de “O Lado Sombrio da Tecnologia”, ela dissertou sobre como estamos ficando menos inteligentes com o excesso dela, nos esforçando menos no aprendizado. Ela lembrou que:

É um suicídio viver em uma sociedade dependente de ciência e tecnologia e não saber nada sobre ciência e tecnologia [segundo Carl Sagan, divulgador científico](…) Não acho que a distribuição de tablets nas escolas possa ajudar a prender a atenção das crianças, que estão cada vez mais dispersas pelo excesso de estímulos digitais. Só bons professores são capazes de cativá-las.”

E então: concorda com a opinião da cientista?

– E se o Amor fosse a Conta-Gotas, comprado em Farmácia?

Olha que interessante: a “droga do amor” já é vendida nos EUA, em boa parte das farmácias. Pode ser em gotas ou em spray.

O que ela faz e como age? Simples, relato abaixo (extraído de Revista Superinteressante, Ed Novembro/ pg 68-70):

AMOR DE FARMÁCIA

Já existe um remédio que promete melhorar a vida a dois. E ele não é azul. Veja como a ciência está metendo o bedelho no amor.

Por Carol Castro e Felipe Van Deursen

Amor não é uma vontade incontrolável de ficar com seu amante o tempo todo. O nome disso é serotonina.

Amor não relaxa o corpo, cria laços e deixa os apaixonados felizes. O nome disso é ocitocina. É dopamina!

Biologicamente, paixão é só um jato de hormônios e neurotransmissores disparados pelo cérebro. E que viciam quase como droga – as áreas de prazer e recompensa ativadas são as mesmas. Mas uma hora cansa. Quando a festa hormonal no cérebro acaba, o amor chega ao fim.

Com isso em mente, os neurocientistas Julian Savulescu e Andres Sandberg, da universidade de Oxford, iniciaram a busca pela ciência do amor eterno (…) A ideia deles é incentivar a produção de remédios que supram a escassez dessas substâncias. Para isso, estudam o papel delas no amor, a fim de descobrir como sua falta atrapalha os relacionamentos e como seria benéfico aumentar de novo suas doses no corpo. Porém, enquanto eles cuidam da parte teórica, outro grupo já pôs as ideias em prática. O remédio do amor vem em um recipiente de 7,5 ml, com conta-gotas, ou sob a forma de spray nasal. A ocitocina está no ar! (…)

Em 2010, o psiquiatra americano Bryan Post decidiu sintetizar e engarrafar o hormônio. Diz ele: “não é tóxica, não faz mal e não vira um vício, já que não desperta uma vontade contínua de uso” (…) Ele já pode ser comprado em farmácias nos EUA e custa cerca de R$ 120,00.

O remédio não restaura a paixão. Nem chega perto disso. Mas proporciona uma forte sessão de relaxamento. E isso pode ajudar nos momentos mais tensos da relação. Com duas borrifadas no nariz ou seis gotas debaixo da língua, o hormônio corre pleo sistema sanguíneo e aos poucos entra no sistema nervoso central, reduzindo o nível de cortisol (hormônio do estresse) no sangue. Aí, é só calmaria.

DIAS DE OCITOCINA

Experimentamos a droga do amor. Veja como foi!

Ela tem sabor de menta. Para fazer efeito, você precisa pingar 6 gotas embaixo da língua ou apertar o spray uma vez em cada narina. Após dez minutos, a droga começa a surtir efeito, que dura até quatro horas. Em pouco tempo, o braço amolece e o coração desacelera. Piadas bobas ficam engraçadas. A vontade de defender qualquer assunto beira a zero. Estender uma briga fica muito difícil. De fato, uma discussão acalorada de namorados foi dissolvida no ar quando o spray fez efeito. Por um tempo, tudo é lindo. Sorrisos e abraços ficam fáceis. É bom. Mas basear a tranquilidade do dia-a-dia ou, pior, sustentar um relacionamento nessas gotas soa um tanto assustador.

– A necessidade da Estabilidade das Emoções para os jovens.

Li uma entrevista muito bacana do psicoterapeuta, filósofo e educador australiano Richard Robbins na Revista Época. Ele fala bastante coisa sobre Equilíbrio Emocional, como, por exemplo, da relação dos jovens e seus problemas cotidianos.

Para o professor, os jovens, quando incomodados por dificuldades no cotidiano, precisam de estabilidade emocional para produzirem. E defende que se crie nas universidades uma disciplina voltada para o “Ensino de Emoções” a fim de maiores ganhos econômicos e produtividade na sociedade.

É dele a frase:

Jovens são esponjas que assimilam rapidamente atitudes que se mostram eficazes para eles.”

Interessante. Mas… será que isso vale somente aos jovens?

Certamente, aos jovens de espírito também!

– Os problemas, indiretamente, podem nos estimular?

A dificuldade pode ser um fator tanto desanimador quanto incentivador. Porém, vemos que muitas pessoas, ao sentirem desafiadas pelos percalços, acabam se superando. Um artigo fala sobre isso, extraído do Caderno Inteligência, da Revista Época Negócios, ed Jan/13, pg 100.

Abaixo, compartilho, sobre “dificuldades desejáveis”:

NÃO FACILITE

A dificuldade estimula a criatividade

Nosso cérebro responde melhor às dificuldades do que imaginávamos. Na verdade, elas estimulam nossa criatividade. O pesquisador Robert Bjork, da Universidade da Califórnia, até cunhou a expressão “dificuldades desejáveis” para defender um intervalo maior entre uma aula e outra, obrigando um esforço adicional dos alunos para lembrar a lição anterior. E cientistas da Universidade de Princeton descobriram que alunos assimilavam melhor os conteúdos impressos em fontes tipográficas mais feias e difíceis de ler. Estudos neurológicos mostram que, confrontadas com obstáculos inesperados, as pessoas conseguem aumentar seu “escopo perceptivo”, recuando seus pensamentos para enxergar o quadro mais amplo.

O poeta britânico Ted Hughes defendia que poesia deveria ser escrita à mão: o esforço para usar uma caneta em uma folha de papel obriga a criar expressões mais densas e sintéticas. Os Beatles são um exemplo de que as “dificuldades desejáveis” ajudam a criatividade: em 1966, depois de lançar Rubber Soul, planejavam gravar seu próximo disco nos Estados Unidos, onde os equipamentos eram muito mais sofisticados. Obrigações contratuais os obrigaram a gravar nos estúdios da gravadora, em Londres. Resultado: com a ajuda de um grande produtor e excelentes engenheiros de som, exploraram todas as possibilidades dos quatro canais de gravação disponíveis e produziram os revolucionários álbuns Sgt. Pepper e Revolver.

– Entropia e Sinergia.

O que dizer desta perfeita imagem? Precisamos sempre estarmos abertos ao aprendizado, críticas e elogios. Veja e conclua: somos, em muitos momentos, “parcialmente abertos ou fechados”?

Abaixo:

– Como se forma e como trabalha um bom professor?

A resposta a esse questionamento pode estar nesse ótimo arquivo de Arnaldo Niskier, membro da Academia Brasileira de Letras.

Compartilho abaixo, extraído da Folha de São Paulo, 19/09/2016, pg A3.

O BOM PROFESSOR

Pesquisas recentes demonstram que a habilidade de ensinar não é inata. Assim como treinadores ajudam atletas a melhorar em suas modalidades, professores também podem ter suas vocações aprimoradas.

Sabe-se que o segredo para notas excelentes e estudantes bem-sucedidos não são os colégios elegantes, turmas pequenas ou equipamentos mirabolantes. São os professores. É a principal conclusão da reportagem publicada na revista “The Economist”, de 11 de junho de 2016.

No mundo todo, poucos professores são suficientemente bem preparados. Em países pobres, muitos recebem pouco treinamento. Em países ricos, o problema é mais sutil. Os professores se qualificam, seguindo um curso longo que, normalmente, envolve discussões rasas sobre diversas teorias.

Alguns desses cursos, inclusive mestrados em educação, não têm nenhum efeito sobre quão bem os alunos dos seus graduados acabam sendo ensinados. As escolas negligenciam os seus alunos mais importantes: os próprios professores.

É preciso aprender como transmitir conhecimento e preparar jovens mentes para recebê-lo. Bons professores definem objetivos claros, aplicam padrões altos de comportamento e administram o tempo em sala de aula com sabedoria.

Usam técnicas comprovadas de ensino para garantir que todas as cabeças estejam funcionando todo o tempo -como, por exemplo, fazer perguntas na sala de aula, escolhendo o aluno que irá responder, em vez de perguntar e esperar uma resposta, o que sempre leva a ter os mesmos alunos ansiosos levantando as mãos.

A aplicação dessas técnicas é mais fácil em teoria do que na prática. Com o ensino, o caminho para a maestria não é uma teoria confusa, mas sim uma intensa prática orientada, baseada no conhecimento do assunto e métodos pedagógicos.

Os estagiários deveriam ficar mais tempo em sala de aula. Os países onde os alunos têm o melhor desempenho fazem professores inexperientes passar por um aprendizado exigente.

Na América, as escolas com alto desempenho ensinam os estagiários em sala. Acertar nos incentivos também ajuda. Em Xangai, os professores ensinam somente de 10 a 12 horas por semana, menos que metade da média americana de 27 horas.

Estudos recentes da Universidade Harvard destacam o poder do bom ensino. Mas uma pergunta persegue os criadores de políticas: “Bons professores nascem bons ou se tornam bons?”. Preconceitos na cultura popular sugerem a última opção. Professores ruins são vistos como pessoas preguiçosas que odeiam crianças.

Edna Krabappel, de desenho “Os Simpsons”, trata as aulas como obstáculos para chegar aos intervalos. Enquanto isso, professores bons e inspiradores são vistos como pessoas dotadas de dons sobrenaturais.

Em 2011, um levantamento sobre atitudes em relação à educação verificou que essas visões indicam a crença das pessoas: 70% dos americanos acreditavam que a habilidade de ensinar resultava mais de talento inato que de treinamento.

As instituições que preparam professores precisam ser mais rigorosas. Mudanças nos sistemas escolares são irrelevantes se não mudarem como e o que as crianças aprendem. Para isso, importa o que os professores fazem e acham. A resposta, afinal, está na sala de aula.

O professor medíocre conta. O bom... William Arthur Ward - Pensador

– Os Anti Intelectuais

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os ‘com-diploma’, começando com jornalistas e aqueles ‘que escrevem artigos em jornais’”

Refletiram a opinião acima? É do Consultor em Administração Stephen Kanitz, uma das mentes mais brilhantes do Brasil. Ele fala sobre o ódio de alguns sobre uma elite intelectual, a caça à classe média e a perseguição pelos órgãos de imprensa.

Quando ser inteligente torna-se repugnante (para alguns)…

A ONDA ANTIINTELECTUAL

por Stphen Kanitz

Por que o PT odeia tanto o PSDB, se ambos têm o mesmo ideário e adotam basicamente os mesmos programas?

Por que Lula rompeu com a ala intelectual de sociólogos, filósofos, antropólogos, historiadores e economistas de seu partido que lhe deram apoio total?

Quando Lula critica as elites, ele se refere à elite intelectual, não à elite empreendedora que ele admira. Quanto mais o PSDB batia na tecla de que Lula não tinha diploma, mais ele subia nas pesquisas eleitorais.

Tudo isso são sintomas de um perigoso antiintelectualismo que cresce na América Latina. A eleição de Hugo Chávez e Evo Morales mostra o mesmo fenômeno. O povo latino-americano se cansou do silêncio, da soberba e da incompetência de sua elite intelectual, que pouco cria e só copia teorias como Inflation Targeting, por exemplo.

Essa onda antiintelectual não é resultado do obscurantismo nem do populismo, como acham alguns. É resultado dos mirabolantes planos elaborados às pressas por professores de fala difícil que nunca pisaram num chão de fábrica (ao contrário de Lula), que nunca ouvem ninguém e tanto sofrimento e confusão trouxeram à nação. A classe média, normalmente responsável pelo crescimento de uma nação, foi alijada do poder por intelectuais de gabinete, e por isso ela vota maciçamente no PT.

Na China, os intelectuais foram ativamente perseguidos durante a famosa Revolução Cultural. As universidades permaneceram fechadas por praticamente dez anos, para o desespero deles. Hoje, o povo chinês acredita que foi justamente isso que colocou o país no eixo. “Os intelectuais foram obrigados a fazer algo que nunca fizeram, a trabalhar no campo como nós”, disse-me um porteiro de hotel em Beijing. “Os líderes de hoje são justamente aqueles que por dez anos não foram educados por intelectuais”, comentou nosso taxista em Xangai. A história do mundo está repleta de “revoltas das massas”, queimando livros e intelectuais.

Nos Estados Unidos, a intelligentsia é malvista, como gente que somente usa o intelecto e nada mais, que só critica e nada produz de prático ou pragmático.

Definir-se como “intelectual”, como muitos fazem, é visto como uma atitude elitista e arrogante. Afinal, todo ser humano, por mais humilde que seja, tem de usar o intelecto para desempenhar sua função, desde o porteiro do prédio até o motorista do ônibus escolar de seu filho.

Essa é a verdadeira questão por trás da atual crise do PSDB. Desde 2004, há uma divisão declarada no partido entre “os que trabalham e os que escrevem artigos de jornal”, como disse em público um de seus mais destacados membros do baixo clero.

Quais as conseqüências práticas de tudo isso?

Em primeiro lugar, a América Latina não está dando uma guinada para a esquerda, como acreditam alguns, mas uma perigosa guinada contra a intelligentsia nacional, ou seja, justamente o contrário. É o feitiço virando contra o feiticeiro, o que tantas vezes ocorre na história, a começar pela Revolução Francesa.

Em segundo, os investidores internacionais percebem que não correm perigo na América Latina, tanto que o risco Brasil nunca esteve tão baixo, justamente porque eles acreditam que Lula não fará loucuras em seu segundo mandato presidencial, se for reeleito. Eles têm certeza de que ele não usará teorias heterodoxas nunca antes testadas, e sim o bom senso, na medida do possível.

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os “com-diploma”, começando com jornalistas e aqueles “que escrevem artigos em jornais”. Seria o fim da imprensa como a conhecemos.

Deixar de lado os intelectuais, como muitos países fazem, obviamente não é a solução. Exigir que sejam mais pragmáticos, mais realistas, menos dogmáticos é uma forma mais acertada de resgatar a verdadeira função deles.

Toda nação precisa de centenas de milhares de pessoas que analisem seus problemas corretamente e apresentem não dogmas do passado, mas soluções para o futuro. Mas, se essa onda sair do controle, quem irá defender nossos intelectuais contra um movimento que muitos deles ajudaram a iniciar?

– 10 Hábitos de Pessoas com Inteligência Produtiva

Recebi esse quadro com as características de pessoas que trabalham com inteligência produtiva, e gostei muito!

Compartilho abaixo:

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– #tbt 3: Para Prefeito de Jundiaí, votarei em… Marina Porcari, 7 anos.

Há 5 anos…

Uma ótima atividade na escola da minha filha, que me deixou muito orgulhoso com seu desempenho (pai coruja, mas com justo motivo). Com seus errinhos de português, mas com grande sabedoria e sinceridade, disse um pouquinho do que faria se fosse prefeita da nossa cidade. Abaixo:

TATO ECOLÉGIO, 2o ano, profa. Maria Edith:

PERGUNTA: Muitos jovens pedem esmolas para comprar um simples pãozinho. Mas o que fazer para resolver esse problema tão sério de falta de moradia, emprego, comida e escola para as pessoas? Imagine que você é o prefeito da cidade e resolverá esse problema. A partir do seu mandato ninguém mais dorme na rua, todos têm o que comer e uma escola para estudar. Escreva algumas soluções encontradas por você para resolver tudo isso.

RESPOSTA: Eu dividira o dinheiro dos impostos em 8 partes, uma para cada coisa:

1- Escola,

2- Hospital,

3- Casas,

4- Orfanato,

5- Emprego,

6- Fatecs,

7- Etecs,

8- Creches.

Com isso acredito que o mundo pode melhorar. O Governo tem esse papel. Se o Governo não faz, nós, as crianças, vamos fazer! É um grande passo! Jesus disse: “vinde a mim as criancinhas, porque a elas pertence o Reino do Céu”.

Devemos começar essa atitude! Podemos mudar isso! Vamos tomar essa atitude? Vamos fazer isso?

Vamos mudar o mundo? Não sei, mas se tentarmos é isso que importa. Mas uma coisa eu tenho certeza: sozinhos, isso não podemos fazer. Os números falam que as crianças não têm o direito de governar [pela idade], mas isso não está certo. As crianças não são corruptas. Isso depende de você, de mim, de nós! Vamos conseguir porque a união faz a força. Então vamos lá! Nós vamos fazer isso sim! E nós vamos conseguir porque não tem ninguém mais honesto que as crianças. Vamos!!!

Ah se nossos políticos fossem puros como nossas crianças…

Um detalhe: ela criou o PHP – Partido da Honestidade Presente, e declarou que “vai ter que entrar na Política para acabar com a corrupção. Mas enquanto ela não pode ser candidata a nada, vai ajudar do jeito que puder”.

Meu voto é para ela (e o coração também).

– Escola sem Partido: o que você pensa sobre isso?

De novo ele vem à tona? E você sabe a que se refere?

Muita gente polemizando (como sempre) sobre o Projeto de Lei Escola Sem Partido (como já aconteceu no ano passado e no anterior). Em tese, os professores não poderiam emitir opinião política no ensino.

  • Quem é contra, afirma ser censura e que está sendo cerceada a liberdade de expressão.
  • Quem é a favor, alega que se evite a “doutrinação partidária” em sala de aula.

Ambos tem certa razão. O ensino deve ser pleno e adequado. Devemos expor a realidade político-social em sala de aula sim, mas sem partidarismo. E aí é que eu prefiro a ideia de uma Escola sem Partido (apartidária), mas politizada (com espírito crítico independente).

Aqui um testemunho: já tive professores que eram verdadeiros cabos eleitorais. Não acho isso ético tampouco correto. É muito chato perceber que um lado só da situação é exposto. Isso seria “Escola COM Partido”.

Não vacilo em afirmar: o pluralismo de ideias é válido, sou contra doutrinadores. O que um professor fala é de extrema influência na formação do adolescente / jovem. Dessa forma, deve-se abordar todos os lados e incentivar o espírito crítico/analítico.

– Um ganhador de Prêmio Nobel da Química em assuntos difíceis.

Repost de 2017, mas com conceitos interessantes e atuais:

Sobre a Química versus a Bioquímica, Ativismo Político, Trump, e o “Difícil Espaço para Deus” – O depoimento interessante (mas polêmico) do Prêmio Nobel da Paz de 2016, Dr James Fraser Stoddart, à Folha de São Paulo (Caderno Ciência, página B5, 16/07/2017). Abaixo:

É HORA DE CIENTISTAS ASSUMIREM UMA POSIÇÃO POLÍTICA

por Gabriel Alves

Vencedor do Prêmio Nobel de Química de 2016 vê descrédito na Ciência com Temor

Para o escocês James Fraser Stoddart, 75, ganhador do do último Prêmio Nobel de Química, é hora dos cientistas “tirarem a cabeça de baixo da terra” e lutarem contra o desprestígio que a ciência vem sofrendo.

Crítico de Donald Trump e admirador de Angela Merkel, que é física, ele diz que gostaria de ver mais cientistas na vida política: “Chegamos a um ponto em que isso é absolutamente necessário”.

A láurea, que foi dividida com outros dois químicos, se deveu à pesquisa com nanomáquinas, moléculas formadas por poucos átomos e que podem funcionar como pequeníssimos elevadores ou como armazenadores de energia.

Outra possível aplicação decorrente do avanço da área é a construção de pequenos “veículos” capazes de levar drogas diretamente para tumores ou células doentes do organismo. Apesar disso, o químico tenta manter uma certa distância de “inspirações biológicas” para o desenvolvimento da química.

Uma das possíveis aplicações das nanomáquinas de Stoddart é na mineração de ouro: seria possível extrair o metal sem o uso de cianeto ou de mercúrio –ele criou uma start-up para aplicar a tecnologia

O nobelista esteve no Brasil para o Congresso da União Internacional de Química Pura e Aplicada, que aconteceu na última semana, em São Paulo. Na sexta (14), o químico conversou com a Folha e fez uma defesa apaixonada do ofício –para ele, algo que une ciência e arte.

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Folha – Como nasceu seu interesse pela química?

James Fraser Stoddart – Sou filho único, cresci em uma fazenda. Era uma vida difícil, mas foi uma boa lição de como ser multitarefa e achar soluções para grandes problemas, como tempestades, doenças infecciosas no rebanho. É a “universidade da vida”. Cursei o ensino médio em Edimburgo (Escócia), e tive excelentes professores.
Na universidade, entrei em um grupo de pesquisa com salário baixíssimo. Imediatamente fui “picado” pelo insetinho da pesquisa –era algo viciante. Eu ficava até de madrugada no laboratório. Logo pela manhã, já estava de volta.

Hoje temos um arsenal molecular: elevadores, carros, rodas, carreadores de drogas… Como foi participar do alvorecer das nanomáquinas?

Não havia um caminho claro no começo. Ficou óbvio, penso, depois de 20 anos na academia. Aí já estávamos direcionados para fazer elevadores e alavancas moleculares. Para chegarmos às máquinas moleculares foi necessário muito esforço de design e estudos de performance.

O que mudou em sua vida após receber o Prêmio Nobel?

Muita coisa. Da noite para o dia você é uma celebridade e não foi treinado para isso como as pessoas da família real foram. Agora tenho muito respeito por qualquer membro de famílias reais.

Em qualquer lugar estou no holofote, há câmeras e pessoas fazendo perguntas. Mas estou preparado para aceitar. É algo que chegou tarde na vida e é só mais um desafio. Também é uma oportunidade de eu ajudar os mais jovens a assumirem posições mais fortes em nossa sociedade.

Que conselhos daria a eles?

Gostaria de ver mais cientistas na vida política porque chegamos a um ponto no Ocidente em que isso é absolutamente necessário. Parece que estamos voltando no tempo.

Há pessoas negando as mudanças climáticas e falando mal da ciência. Isso tem que ser debatido e os argumentos tem de ser contundentes.

Nos EUA há conflitos entre a administração Trump e os cientistas; no Brasil, cortes do orçamento federal para a pesquisa. Por que a ciência perdeu tanto prestígio?

Queria muito saber a resposta. Os cientistas têm de assumir responsabilidades. A gente tem escondido a cabeça na terra e não estávamos preparados para essa situação, na qual é necessário deixar nossa posição clara.

Se alguém gosta do que o Donald Trump tuíta todo dia, também podem gostar dos tuítes de Fraser Stoddart. Eu digo “isso aqui é ciência e ela é feita dia após dia”. Acho que cada esforço pode fazer a sociedade corrigir a direção para a qual vem caminhando.

Cientistas devem ser ativistas?

Sim, até certa medida. Ainda temos que fazer ciência, caso contrário nós estaríamos erodindo nossa própria base.

Em um futuro com nanomáquinas capazes de curar o organismo de dentro para fora, consertando o DNA e as células e combatendo a velhice, sobraria algum espaço para a existência de Deus?

Acredito que a raça humana pode tomar conta do próprio futuro. Não consigo achar uma razão para dar um passo atrás e entregar tudo nas mãos de um deus mítico ou algo do tipo. Há coisas acontecendo no planeta com as quais só nós podemos lidar. Não seremos resgatados por religião alguma quando o assunto são as mudanças climáticas ou problemas sociais e políticos.

Que áreas deveriam ser contempladas com o próximo Prêmio Nobel de Química?

Gostaria que o prêmio ficasse com a química, e não com algum aspecto da bioquímica ou da biologia, como foi feito por muitos anos.

Penso que a área das baterias de ion-lítio poderia ser premiadas, ou a área de energia solar.

Eu gostaria de ver reconhecido o trabalho fundamental que possibilitou a construção de estruturas organometálicas [que têm aplicações na área de semicondutores e na captura de carbono, por exemplo] -é uma área que se desenvolveu muito nos últimos 15 anos, liderada por japoneses.

Depois de uma carreira acadêmica de sucesso, como é se tornar um empreendedor e criar start-ups?

É algo que me deixa bastante empolgado. Você sabe… O que dá para fazer após ganhar o Prêmio Nobel?

Eu teria grande satisfação se minhas start-ups tivessem sucesso e conseguissem gerar lucro para que eu conseguisse criar uma fundação e seguir os passos de outros, como o próprio Alfred Nobel, e retribuir à comunidade científica, seja financiando diretamente a pesquisa ou criando prêmios.

A área preferida seria a química -sendo honesto, aquela sem muita conexão com a biologia.

Quais as virtudes de um bom químico?

Digo que não cheguei aonde estou com inspiração na biologia, mas sendo bem treinado em matemática, física, topologia, teoria dos grafos.

Eu queria ver o reconhecimento de pessoas que vestem a camisa da química e que mostram do que ela se trata: a criação de seus objetos de estudo por meio de síntese, o que torna o químico parecido com um pintor, um escultor ou um compositor. Nós temos essa característica única –somos criadores de coisas.

Raio-X

NOME
James Fraser Stoddart

NASCIMENTO
24.mai.1942 (75 anos) em Edimburgo, Escócia

FORMAÇÃO
Químico e doutor (PhD e DSc) pela Universidade de Edimburgo

TRAJETÓRIA
Foi professor nas universidades de Sheffield e de Birmingham (Reino Unido), na Universidade da California em Los Angeles e hoje está na Northwestern (EUA)

PRÊMIO NOBEL DE QUÍMICA
Em 2016, pelo trabalho com máquinas moleculares

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Danilo Verpa/Folhapress

– Indicadores de Amadurecimento.

A tecnologia, se usada para o bem, é algo fantástico. Leio que a Embrapa está desenvolvendo um “sensor em formato de selo” que indica se a fruta está madura!

Já imaginaram a diminuição das perdas de produtividade com isso, bem como da melhor qualidade de produtos em nossa mesa?

Abaixo, extraído de: https://revistapesquisa.fapesp.br/2020/04/07/fruta-no-ponto-certo/

FRUTA NO PONTO CERTO

Por Gabrielle Araújo / Embrapa

Uma parceria da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) com a Siena Company resultou no desenvolvimento de um sensor para monitorar o amadurecimento de frutos. Trata-se de um selo contendo nanopartículas de um composto à base de sílica que pode ser colado à embalagem ou à superfície do fruto. À medida que amadurecem, alguns frutos liberam o gás etileno, que reage com o sensor e o faz mudar de cor. Um aplicativo para celular que lê um código de barras e a cor do selo permite conhecer o estágio de maturação do fruto e as informações sobre sua origem. Batizado de Yva (fruto, em tupi-guarani), o sensor foi testado em manga e mamão. “Até onde sabemos, não existe no mercado um produto desse tipo”, diz Marcos Ferreira, pesquisador da Embrapa e um dos idealizadores do sensor, que pode ajudar a reduzir as perdas na cadeia produtiva.

– Levar conhecimento é muito bom…

Um sábado muito bom por vir: hoje é dia de levar conhecimento aos jovens empreendedores em Campinas/SP, através da “Discutindo Contemporaneidades Debates e Inteligência” em parceria com o Sebrae / IBS América Escola de Negócios!

Fomentar o crescimento de quem tem vontade de aprender é muito bom…

(Aqui no Blog, assuntos pré-agendados + o “ao vivo” da minha rotina matutina motivacional).

Abraços e ótima jornada!

– A Gestão do Conhecimento!

Compartilho um belo texto sobre o grande desafio de se medir a contribuição do conhecimento das pessoas dentro das organizações. Aproveite e reflita: como medir a sua contribuição dentro da empresa?

Extraído do blog do jornalista especializado em Mundo Corporativo, José Renato Santiago Jr (http://www.jrsantiago.com.br/edit.html)

O GRANDE DESAFIO DA GESTÃO DO CONHECIMENTO: MEDIR A SUA CONTRIBUIÇÃO

Um dos grandes desafios das práticas relacionadas com a gestão do conhecimento diz respeito a medição de sua efetiva contribuição junto aos resultados de uma empresa.

Assim como os vários modelos de gestão que, digamos, “caem no gosto” dos profissionais de uma organização, a gestão do conhecimento muitas vezes é contestada por não conseguir apresentar resultados práticos, que possam ser medidos e claramente notados.

Ao pesquisarmos junto aos profissionais de diferentes níveis hierárquicos e que fazem parte de organizações atuantes em distintos segmentos do mercado, é quase que unânime a aprovação quanto a importância das práticas que norteiam a gestão do conhecimento (GC).

Da mesma forma, a efetiva mensuração da contribuição desta, é “o que pega”.

Ora bolas, assim como as práticas de GC estão fortemente fundamentadas aos valores intangíveis e tácitos, não é demais da conta “cobrar” que seus benefícios devam ser facilmente mensuráveis?

Pois bem, não, a GC deve realmente envolver práticas que permitam visualizar o bem que pode proporcionar a uma organização…

…e mais que isso… deve ser possível que seja feita uma adequada análise sob diferentes dimensões… quer sejam  econômicos financeiras, estratégicas, operacionais, de recursos humanos… apenas para citar algumas delas…

É possível, e para plagiar alguém: Yes, We can…

Através de metodologias adequadas, da definição de premissas estratégicas, de um cuidado redobrado com questões pertinentes ao uso de tecnologias adequadas e da correta gestão dos colaboradores, é claramente factível medir o sucesso das iniciativas de gestão do conhecimento em qualquer organização.

Certamente, há cuidados a serem tomados…

Um dos primeiros está, certamente, relacionado com a definição dos objetivos que estas práticas deverão atender… “… é o começar pelo começo…”

A definição de indicadores também possui grande importância, e para isto é importante considerar 2 diferentes tipos, o primeiro quanto a própria eficiência das iniciativas de GC e o segundo relacionado a efetiva contribuição destas junto aos resultados organizacionais.

Por fim, há a relevância da definição das diferentes dimensões a serem consideradas… pois bem, falaremos mais sobre isso nas próximas semanas…

– A geração que vai diminuindo o QI.

EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA Pela 1a vez, uma geração de filhos tem QI inferior ao dos seus pais.

E como explicar essa queda de #inteligência?

Em: https://www.youtube.com/watch?v=6C4FjcoLF8w

– Mitos que os Jovens Empreendedores Costumam Acreditar.

Cada vez mais os jovens brasileiros querem empreender. Mas, para muitos, não é fácil, devido aos medos e a falta de dinheiro. Saiba 7 mitos que existem no ideário do administrador:

Extraído de: http://exame.abril.com.br/pme/noticias/7-mitos-que-os-jovens-empreendedores-ainda-acreditam

7 MITOS QUE OS JOVENS EMPREENDEDORES AINDA ACREDITAM

Não buscar sócios com conhecimentos complementares é um dos erros dos jovens empreendedores

por Priscila Zuini

Está comprovado: ter um negócio próprio é o sonho de maioria dos jovens brasileiros. Segundo uma pesquisa realizada pela Cia de Talentos em parceria com a Nextview People, 56% dos ouvidos disseram que pretendem empreender em algum momento da vida.

Os jovens também são maioria entre os que já empreendem. De acordo com o levantamento GEM 2012,33,8% dos negócios iniciais estão nas mãos de pessoas entre 25 e 34 anos. “O empreendedorismo está consolidado na cabeça do jovem como opção de vida, o que não está é o preparo desse jovem”, diz Bruno Caetano, diretor-superintende do Sebrae/SP.

Além das várias dificuldades de um negócio, os jovens costumam ter que lidar, muitas vezes, com a descrença. “Tem muitas pessoas que acham que precisam de mais capacitação ou vivência e não podem ter seu negócio próprio”, diz Marcelo Nakagawa, coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper. Veja abaixo alguns mitos sobre ter uma pequena empresa antes dos 30 anos.

1. Uma boa ideia basta

Muitas vezes, os jovens escolhem um hobby ou passatempo para transformar em negócio. “Muitos acreditem que basta ter uma boa ideia para que vire um negócio de sucesso”, diz Caetano.

Além de gostar da atividade, o jovem precisa se preparar para tirar o negócio do papel e não só apostar na sorte. “Ter uma grande ideia inovadora não é ter um grande negócio. Sem um time, a empresa cai por terra no primeiro contato com o cliente porque não vai ter quem execute”, alerta Nakagawa.

2. Empreender durante a faculdade é difícil

Largar a faculdade pelo negócio foi um passo para empreendedores como Mark Zuckerberg. Mas não é a regra. “Tem muitos que conseguem conciliar as duas coisas, principalmente quando o negócio é na área dele”, diz o professor do Insper.

Segundo ele, depende do empreendedor saber aproveitar os recursos e contatos da faculdade. “A dica que eu deixo é que ele se prepare para virar empreendedor. Está mais fácil para o jovem que está mais acostumado com o ambiente de escola, de estudo, de preparação”, sugere Caetano.

3. Negócios inovadores não têm concorrência

Confundir otimismo e ingenuidade é, para Nakagawa, um erro dos empreendedores mais jovens. “Ele tem que ser otimista, mas não pode ser ingênuo a ponto de achar que não tem concorrência”, diz. Segundo ele, é comum que nesta fase o empreendedor se sinta infalível. “Se o negócio der certo, vão aparecer dez negócios similares ao seu”, alerta o professor.

Outro mito, segundo ele, é achar que a concorrência vai demorar a reagir a sua inovação. “Em alguns casos é verdade. Em outros, é mito e o concorrente vai para cima e ocupa o espaço da startup”, explica.

4. Jovens têm mais chances de quebrar

Segundo Caetano, não há nenhum estudo que indique que empresas de jovens estão mais propensas ao fracasso. “Não há diferença significativa nas taxas de mortalidade de empresas chefiadas por jovens. Existe um preconceito da própria sociedade e os próprios jovens ficam inibidos de empreender”, justifica.

5. Reunir amigos na sociedade é melhor

Na universidade, muitos empreendedores reúnem um grupo de amigos da mesma turma para abrir um negócio. A afinidade pode parecer um bom motivo para estabelecer uma sociedade, mas pode ser uma armadilha. “Muitos começam a empresa com colegas da faculdade e o sócio é um espelho dele, com a mesma formação e os mesmos hábitos”, diz.

É preciso saber formar uma equipe que se complemente. “Basicamente, a regra é ter de alguém que sabe vender, alguém que sabe fazer e um terceiro sócio que cuide da gestão mais burocrática”, ensina o professor.

Para Caetano, achar que pode fazer tudo sozinho também pode acabar com o negócio. “É um erro fatal, precisa ter sócios que se complementem”, indica o executivo do Sebrae/SP.

6. O fracasso é o fim

Ninguém começa um negócio pensando em fracassar. Mas, se isso acontecer, não é o fim do mundo. “Uma questão que precisa ficar clara é que ele acha que não pode fracassar. É comum encontrar empreendedores que na primeira tentativa não deram certo, mas usaram isso como fonte de aprendizagem para negócios posteriores”, explica Caetano.

7. Um produto bom dispensa experiência

Assim como só uma boa ideia não é suficiente, o empreendedor não pode dispensar o conhecimento confiando apenas no produto ou serviço. “Achar que vai sustentar o negócio sem ter experiência em gestão é um erro”, diz Caetano. Outro mito é acreditar que as vendas vão acontecer facilmente. “Venda é uma estratégia, precisa ser estudada e exige dedicação”, afirma.

– Cabeça experiente com corpo jovem?

Calma, não é nenhuma analogia a experimento ou metamorfose qualquer que abordarei. Falarei sobre ter a experiência de vida e a sabedoria sensata que se tem quando mais maduro, somada com a disposição, ânimo e vigor da juventude. Para muitos, “cabeça de 40 num corpo de 20”!

Fico pensando: eu não fiz nada grave ou de muito errado na minha fase jovem (embora eu ainda seja jovial de alma). Sempre procurei ser ponderado, mesmo com os impulsos normais da mocidade. Mas com 44 anos, a gente está mais calejado e reflete muitas coisas ao ver jovens radicais, que não viveram ainda nada na vida, debatendo política, por exemplo, como se fossem “senhores da razão”.

Aí eu me auto-questiono: se eu vejo os erros do excesso da imprudência e falta de vivências dos moços, me cobro para ter ouvidos sempre abertos aos mais velhos que já viveram coisas que eu não vivi.

Isso não significa ser antiquado ou retrógrado, mas sábio e prudente. E lembrando: claro que os jovens tem boas ideias, criatividade e visões inspiradoras – e isso deve ser valorizado sempre! Mas conciliar a experiência com a jovialidade é o ideal!

Assim, repito: a maturidade ajuda a otimizar as “visões de mundo” que temos, e a juventude nos dá fôlego / hormônios / ímpeto para colocar as coisas em prática.

É por isso que devemos ter um espírito jovem, hoje e sempre, para nunca nos acomodarmos em nosso conhecimento contínuo e nos propósitos da vida.

– #tbt 3: Uma visita ao laboratório LNLS.

Repost bem bacana, há 4 anos:

Que legal. No último sábado, eu e minha filha Marina fomos em Campinas ao LNLS e seus outros laboratórios agregados, onde a comunidade pode conhecer as pesquisas agrícolas, o acelerador de partículas (parece o do seriado FLASH), a área de robótica com suas inúmeras pecinhas Lego e participar de desafios de criatividade!

A filhota, bem esperta, resolveu criar uma… ecoflora! Um equipamento portátil de jardinagem com irrigação e outros acessórios, feito por ela!

Abaixo, algumas imagens de um lugar que não parece Brasil, pois ali, há Ciência, Educação, Empreendedorismo e Inteligência (tudo apartidário) em abundância!

– A quem interessa o Analfabetismo Funcional de muitos brasileiros?

O Brasil (números oficiais) possui 6,6% da sua população composta por analfabetos acima de 15 anos, ou, se preferir, 11 milhões de brasileiros. É muita gente! A taxa de analfabetismo salta para 13,9% da população no Nordeste.

Mas um número mais assustador ainda pode ser o de analfabetos funcionais. O Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (INAF) mostrou que 30% da população não consegue interpretar textos simples! É quase 1/3 da população e que, sabemos, boa parte está na escola e não consegue melhorar seus conhecimentos.

Aí vem outra observação: o que se tem feito para acabar com esse problema? Nos diversos últimos governos (sabidamente, de ideologias diferentes entre si) não tivemos nenhuma medida drástica / prioritária. Seria, portanto, má gestão da Educação, falta de recursos para investimentos ou, na pior das hipóteses, manter o povo ignorante?

Triste o país que não se preocupa com o ensino.

Analfabetismo Funcional Afeta Ensino Superior

– A sua Inteligência “sozinha” + a Inteligência “sozinha” de outro é = a…?

Pesquisa mostra:

“A soma da inteligência de várias pessoas inteligentes é menor do que a inteligência somada de pessoas inteligentes em grupo”.

Você concorda?

Em: https://www.youtube.com/watch?v=S5-QMlZ574Y

– O Sucesso e o Fracasso no Empreendedorismo.

Raymond Kurzweil, um dos futurólogos mais renomados no mundo da Administração de Empresas, fala sobre o sucesso e o fracasso de empreendedores inventores. E ressalta: o fracassado, no Brasil, era rotulado e praticamente fadado ao ostracismo; mas, hoje, os que passam pela experiência do fracasso acabam usando da experiência negativa para evitar novos erros no futuro. E avisa: a prática da inovação deve começar desde a infância!

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI137055-16363,00-COMO+INVENTAR+SEGUNDO+O+INVENTOR.html

COMO INVENTAR, SEGUNDO UM INVENTOR

O termo singularidade, quando aplicado à tecnologia, designa um momento em que os homens superarão os limites da biologia. Farão isso a partir dos avanços em áreas como a genética e a nanotecnologia, que permitirão às pessoas desenvolverem uma inteligência sobre-humana, fundindo-se com as máquinas. Nesse instante, serão eternas. Essa ideia, por mais ficcional e maluca que pareça, tem defensores aguerridos. O inventor americano Raymond Kurzweil, 62 anos, é o mais notório deles e até estabeleceu uma data para essa guinada: 2045.

Formado pelo MIT, Kurzweil é um futurista com currículo realista. Criou o primeiro sistema computacional de reconhecimento de voz, e um sintetizador musical histórico, comprado por Stevie Wonder. É, contudo, tão inventivo quanto polêmico. Sonha, por exemplo, trazer seu pai, Fredric, morto em 1970, à vida. Para tanto, usaria amostras de DNA e um sistema de inteligência artificial estruturado a partir de reminiscências de sua própria memória.

Em fevereiro de 2009, Kurzweil participou da fundação da Singularity University (SU), na Califórnia, apadrinhada pelos fundadores do Google. Desde março, a instituição firmou uma parceria no Brasil, com a Faculdade de Tecnologia da Informação (Fiap), em São Paulo. Nos Estados Unidos, a SU oferece um curso de dez semanas para 80 universitários, com foco na formação de líderes empreendedores. Mas Kurzweil crê que essa preparação deva começar na infância. De que forma? O inventor responde: “É preciso que as crianças tenham prazer em aprender e o façam conectando diferentes habilidades”, disse a Época NEGÓCIOS. Kurzweil cita o exemplo de seu filho. Aos 13 anos, ele envolveu-se em um projeto que resultou no primeiro website de um escritório de advocacia do mundo. “A maior parte de projetos como este não terá êxito. Calculo que dois em cada 100 resultem em sucessos como o Facebook ou o Google. Mas é importante mostrar aos jovens que eles podem correr riscos”, diz. Em inovação, o americano crê que o Brasil pode se beneficiar se souber estimular crianças e jovens. “Muitas sociedades encaram a falha como vergonha. Isso não acontece nos Estados Unidos e no Brasil. As pessoas estão abertas a tendências e isso é positivo”, afirma Kurzweil, autor de livros como A Era das Máquinas Espirituais e The Singularity Is Near (“A singularidade está próxima”).