– A SAF do Paulista e o Protesto do Torcedor Comum.

1. A Informação Desde algum tempo, a EXA Capital de Pedro Mesquita (Ex-XP Investimentos), que um dia foi negociar com o Guarani de Campinas e se intermediou que o negócio se direcionasse ao Paulista de Jundiaí, mantém as tratativas para comprar a SAF do clube.

Mesquita, que intermediou as transações de Botafogo e Cruzeiro (mas nunca foi gestor de time de futebol, o Galo Jundiaiense seria a primeira empreita), pediu mais prazo para auditar as contas do clube. Dado o prazo, a Diretoria Executiva do Paulista FC reuniu o Conselho para “pedir autorização para continuar a negociar a SAF”. Entretanto, ninguém sabe o que foi oferecido, valores, condições ou outras situações – a não ser os pares bem próximos do presidente e vice do clube, que estão à frente da negociação.

2. A situação incômoda – A auditoria de Mesquita mostrou dívidas de R$ 87 milhões. Alguns conselheiros questionaram valores, cópia do contrato e, especialmente, o envolvimento do Estádio Jayme Cintra no negócio. Coincidentemente, um Suplente do Conselho pediu a expulsão dos conselheiros que mais faltaram às sessões e foi atendido. E eram justamente os que questionaram…

3. A consequência – No ano passado, sócios e conselheiros que protestaram contra a administração do atual presidente, foram suspensos por longo prazo. Estes, se somaram aos atuais opositores descontentes e expulsos,  protestando na última 3ª feira (ontem), de maneira pacífica, pela falta de transparência e envolvimento do patrimônio do clube, o Estádio, nas tratativas pela SAF.

4. A minha opinião particularTudo o que não é transparente, não é legal. Qual o valor oferecido por Pedro Mesquita? Quais os prazos? Quem assumirá a gestão? De onde virão os recursos? Por quê a insistência pelo Estádio? Ninguém sabe.

Nenhuma SAF brasileira envolveu estádio no negócio, mas apenas a cessão dele para o time jogar. No modelo que se propõe, o Estádio Jayme Cintra vai para o investidor (e isso seria um péssimo negócio). Quando o investidor “se cansar da brincadeira”, o Paulista Futebol Clube jogará em que lugar, já que Jundiaí não tem estádio municipal e o Jayme Cintra, orgulho dos torcedores, estará nas mãos de outro dono? E, portanto, se confirmaria o que tanto se teme com a especulação imobiliária galopante em nossa cidade: derrubá-lo para fazer condomínios?

Entendo ser um péssimo negócio, financeiramente falando (ainda mais se confirmado que o investimento será a troco das dívidas). E me questiono: por quê alguém investiria num time de 4ª divisão regional, sem divisão nacional, por 10 anos, esperando retorno no caixa? Mas me admiro que ninguém questiona isso (ou explica a matemática!).

Eu sou a favor de SAF (como Botafogo, Coritiba), clube-empresa (como Red Bull Bragantino) ou com gestores internacionais (como o City Group no Bahia). Mas desde que seja bom negócio para ambos (e se saiba como são esses negócios). E também ressalvo: SAF não quer dizer excelência na gestão, há as boas ou ruins (e por isso a importância da comunidade jundiaiense discutir o modelo e as condições). Vejam Flamengo ou Palmeiras, que bem geridos administrativamente, dispensam tal modelo.

Me espanta o fato de que, “de uma hora para a outra”, o Estatuto foi aplicado e ter expulsado os opositores! Mas os conselheiros da situação, todos (sem exceção), além dos demais remanescentes, estiveram cumprindo todos os requisitos? Que não seja uma estratégia para “limpar” quem pensa contra, ou quem quer transparência (afinal, nomes históricos que colaboraram com o Paulista financeira ou politicamente foram alijados). Toda “canetada”, “censura” ou “imposição” não pode existir na democracia.

Por fim: por quê ninguém sabe as condições do negócio – exceto que Pedro Mesquita quer o Jayme Cintra – e outras nuances? Seria medo de se criticar o negócio financeiramente?

Repito e insisto: sou entusiasta de modelos SAFs no futebol, desde que sejam vantajosos. Para “perder o estádio”, aí não vale.

Fica apenas uma observação: há muito espertalhão que imagina tirar vantagem de uma SAF. Fica a pergunta para responder sem vacilar: o Botafogo (cuja SAF é de John Textor) é presidido por...

Lembrou?

O cartola do clube vira um mero desconhecido

Por enquanto, não dá para ser contra ou a favor a SAF do Paulista nas mãos de Pedro Mesquita, pois não se tem nada no papel publicamente. Mas se o estádio for vendido, aí “é fria”. Lembremos: Paschoal Grassioto*, dono da Lousano, quase conseguiu fazer com que o Galo perdesse o estádio para seus rolos particulares, e só não o fez graças a duas pessoas: Adilson Freddo e o saudoso Cláudio Levada. Se o Paulista ainda o tem, deve a essas duas pessoas (e a história é pública).

Nada de radicalismo “para vender” ou “para não vender” a SAF. Que todos possam avaliar a viabilidade do negócio, sem interesses particulares, mas sim da comunidade do Tricolor Jundiaiense.

Sobre Paschoal Grassioto, ex-presidente do Lousano Paulista, uma nota antiga e interessante: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/12/30/ex-dono-da-lousano-e-preso-ao-tentar-embarcar-para-os-eua.htm

– O prejuízo técnico de quem… vai bem no futebol!

Quem se dá bem nos campeonatos de futebol em nosso país, por tabela, se dá mal! É mole?

Digo isso pelo excesso de jogos e o nosso calendário apertado. Vejamos, por exemplo, o que o Botafogo-RJ (melhor time do ano) disputou:

Campeonato Carioca (Taça Guanabara e Taça Rio)

Copa do Brasil

Copa Libertadores (incluindo a fase Pré)

Campeonato Brasileiro

Copa Intercontinental

No ano que vem, devido ao sucesso em 2024, acrescente-se:

Recopa Sul-americana

Supercopa do Brasil

Supermundial da FIFA.

Não dá tempo de comemorar os títulos. Quanto mais tem conquista, mais jogos nos arrastados campeonatos e menos tempo de descanso. Não é loucura que, mesmo tendo conquistado a Libertadores, não houve um período “tranquilo” para a comemoração, pois tinha o Brasileirão? E conquistando o Brasileirão, teve que sair do campo e viajar para o Catar, para jogar o Intercontinental?

Sacrifica-se o elenco, o lazer, a recuperação e a “vida útil” do atleta, que só vai ser percebida no futuro.

Precisamos rediscutir o calendário brasileiro, envolvendo não só cartolas do esporte, mas também os jogadores e os médicos. É muito jogo para poucos dias no calendário.

Que tal diminuir as datas dos Estaduais e reduzir o número de times na série A e Libertadores? Já seria um começo…

Lógico, sabemos que temos muitos jogos justamente por mais dinheiro. Mas pensemos: menos vulgarização de jogos, mais qualidade do atleta em campo… haveria valorização. Ou não?

– A hora mais maçante do futebol.

Hora de especulações cansativas para técnicos: Arthur Jorge poderia ir ao Atlético Mineiro por uma fortuna? Pedro Caixinha estaria indo ao Grêmio? Quem vai dirigir o Vasco?

É a época mais maçante do ano, pois não tem jogo, mas muitas fofocas, “forçadas de barra” e ausência de notícias relevantes no futebol.

Pobres jornalistas, que sofrem com sondagens”, boatarias e a necessidade de distinguir o que é informação e o que é tentativa de plantar notícias por interesses

– E o “pacto demoníaco” do Athletico? É de arrepiar…

Amigos… essa aqui é para quem gosta de mistério…
Esse canal religioso captou algo curioso: ontem, foi dia de Nossa Senhora da Conceição (Protetora oficial do Atlético Mineiro e Padroeira de Bragança Paulista). Tanto Galo quanto Massa Bruta se salvaram do rebaixamento.
Porém, o Athletico Paranaense, divulgou um vídeo que havia feito um pacto (foi em seu canal) com o… OCULTO!
Com símbolos satânicos e voz misteriosa, mostrou trevas e falou que havia pactuado pela força que vem do além (com caveiras, corvos, e outros “chamamentos do ocultismo”.
Por curiosidade (independente de crença religiosa), veja que interessante (e um pouco assustador): https://www.youtube.com/watch?v=CCgM7p4auX8
.

– E o Diniz no Cruzeiro?

Ao ler, ontem, que Fernando Diniz estava demitido, pensei: mais um nome para a bolsa de apostas dos clubes à procura de treinador. E Diniz ficou bravo…

Hoje, não estava demitido mais! Mentirinha, Fake News, Boataria… Diniz segue no comando do Cruzeiro!

O futebol brasileiro é emocionante, não?

– Se o Fluminense tivesse caído…

Eu fico pensando: se o Fluminense tivesse sido rebaixado, como explicar à comunidade internacional do futebol de que no Super Mundial da FIFA, teríamos um time da Série B do Brasileirão no torneio?

Ok, venceu a Libertadores em 2023. Mas se estivesse jogando a Segundona em 2025 e disputando a Copa do Mundo de Clubes, aí não daria para entender… os adversários ficariam, cá entre nós, com a pulga atrás da orelha.

– Pitacos do Brasileirão 2024: campeão, previsão, premiação e bicho no futebol. Parabéns, Botafogo!

O Botafogo FR merecidamente é o Campeão Brasileiro 2024. Ganhou a Libertadores e agora o título máximo do nosso país. Merecido, é o time que mais joga futebol de boa qualidade no país.

Me decepcionou na reta final o Palmeiras: perdeu do próprio Glorioso e ontem do Fluminense. Imaginei que não seria assim… O ciclo de vários atletas estaria se encerrando?

Aliás, foi muito curioso ver palmeirenses reclamando de uma possível falta de esforço do São Paulo contra o Botafogo (como se o Tricolor tivesse time para vencer o Fogão no RJ, já que perdeu até para o Juventude no Morumbis) e o próprio Verdão não fazer a sua parte…

Também me surpreendi com o “enredo” do Brasileirão: em determinado momento, o Corinthians tinha aproximadamente 0,4% de chances em chegar à Zona da Libertadores (aqui, citando a fase preliminar) e o Red Bull Bragantino chances de quase 80% de rebaixamento. Ambos contrariaram a lógica e mudaram a previsão.

A pergunta que fica: esse ótimo (e caro) elenco do Botafogo “vai se pagar”? Afinal, o time profissional é uma SAF, e precisa ter lucro. Com todas as custosas contratações e salários, haverá retorno financeiro? Nesse primeiro momento, com os números que se lê na mídia, está bem longe disso…

——–

O “bicho no futebol” é algo instituído na cultura brasileira. É uma premiação por produtividade ou por conquistas, e me incomoda muito.

Penso: se eu sou um professor, devo me dedicar ao máximo na docência, sem esperar um “incentivo extra” para lecionar melhor. Devo (e sou) profissional. E compare com um jogador de futebol: ele não tem boa estrutura, condições de trabalho e (em tese), salários em dia para render dentro de campo ao máximo que puder? Por quê eu preciso pagar um valor extra para o jogador conquistar uma vitória? É obrigação dele tentar isso!

Me refiro, especificamente, ao Red Bull Bragantino: foi necessário pagar um “bicho gordo” para fugir do rebaixamento? As informações falam de R$ 50.000,00 para cada atleta nesses dois últimos jogos. E depois de uma sequência de péssimos resultados, o Massa Bruta venceu justamente as duas derradeiras.

Questiono-me: sem o “extra”, os atletas teriam conseguido as duas vitórias? 

Ficaremos no “e se…”

– O prejuízo técnico de quem… vai bem no futebol!

Quem se dá bem nos campeonatos de futebol em nosso país, por tabela, se dá mal! É mole?

Digo isso pelo excesso de jogos e o nosso calendário apertado. Vejamos, por exemplo, o que o Botafogo-RJ (melhor time do ano) disputou:

Campeonato Carioca (Taça Guanabara e Taça Rio)

Copa do Brasil

Copa Libertadores (incluindo a fase Pré)

Campeonato Brasileiro

Copa Intercontinental

No ano que vem, devido ao sucesso em 2024, acrescente-se:

Recopa Sul-americana

Supercopa do Brasil

Supermundial da FIFA.

Não dá tempo de comemorar os títulos. Quanto mais tem conquista, mais jogos nos arrastados campeonatos e menos tempo de descanso. Não é loucura que, mesmo tendo conquistado a Libertadores, não houve um período “tranquilo” para a comemoração, pois tinha o Brasileirão? E conquistando o Brasileirão, teve que sair do campo e viajar para o Catar, para jogar o Intercontinental?

Sacrifica-se o elenco, o lazer, a recuperação e a “vida útil” do atleta, que só vai ser percebida no futuro.

Precisamos rediscutir o calendário brasileiro, envolvendo não só cartolas do esporte, mas também os jogadores e os médicos. É muito jogo para poucos dias no calendário.

Que tal diminuir as datas dos Estaduais e reduzir o número de times na série A e Libertadores? Já seria um começo…

Lógico, sabemos que temos muitos jogos justamente por mais dinheiro. Mas pensemos: menos vulgarização de jogos, mais qualidade do atleta em campo… haveria valorização. Ou não?

– Parabéns, Botafogo!

E merecidamente o Botafogo é Campeão Brasileiro de 2024.

Melhor futebol jogado, melhor treinador do torneio e com o craque da competição: Luís Henrique.

Esportivamente, apagou o vexame de 2023 e deu a volta “mais do que por cima”.

– Ih, Caramba! Monster ou Red Bull?

O Criciúma andou provocando o Bragantino com energético Monster…

E hoje teve que aguentar a provocação reversa com o Red Bull:

– Quem será campeão, e quem cairá para a série B?

Curto e grosso: hoje, teremos o Botafogo Campeão e a última vaga do rebaixamento será do Fluminense.

E para você?

Deixe seu comentário:

– Pitacos do Brasileirão 2024: campeão, previsão e premiação. Parabéns, Botafogo!

O Botafogo merecidamente é o Campeão Brasileiro 2024. Ganhou a Libertadores e agora o título máximo do nosso país. Merecido, é o time que mais joga futebol de boa qualidade no país.

Me decepcionou na reta final o Palmeiras: perdeu do próprio Glorioso e hoje do Fluminense. Imaginei que não seria assim… O ciclo de vários atletas estaria se encerrando?

Aliás, foi muito curioso ver palmeirenses reclamando de uma possível falta de esforço do São Paulo contra o Botafogo (como se o Tricolor tivesse time para vencer o Fogão no RJ, já que perdeu até para o Juventude no Morumbis) e o próprio Verdão não fazer a sua parte…

Também me surpreendi com o “enredo” do Brasileirão: em determinado momento, o Corinthians tinha aproximadamente 0,4% de chances em chegar à Zona da Libertadores (aqui, citando a fase preliminar) e o Red Bull Bragantino chances de quase 80% de rebaixamento. Ambos contrariaram a lógica e mudaram a previsão.

A pergunta que fica: esse ótimo (e caro) elenco do Botafogo “vai se pagar”? Afinal, o time profissional é uma SAF, e precisa ter lucro. Com todas as custosas contratações e salários, haverá retorno financeiro? Nesse primeiro momento, com os números que se lê na mídia, está bem longe disso…

——–

O “bicho no futebol” é algo instituído na cultura brasileira. É uma premiação por produtividade ou por conquistas, e me incomoda muito.

Penso: se eu sou um professor, devo me dedicar ao máximo na docência, sem esperar um “incentivo extra” para lecionar melhor. Devo (e sou) profissional. E compare com um jogador de futebol: ele não tem boa estrutura, condições de trabalho e (em tese), salários em dia para render dentro de campo ao máximo que puder? Por quê eu preciso pagar um valor extra para o jogador conquistar uma vitória? É obrigação dele tentar isso!

Me refiro, especificamente, ao Red Bull Bragantino: foi necessário pagar um “bicho gordo” para fugir do rebaixamento? As informações falam de R$ 50.000,00 para cada atleta nesses dois últimos jogos. E depois de uma sequência de péssimos resultados, o Massa Bruta venceu justamente as duas derradeiras.

Questiono-me: sem o “extra”, os atletas teriam conseguido as duas vitórias? 

Ficaremos no “e se…”

– Sobre a Arbitragem da última rodada do Brasileirão e a análise pré-jogo do juizão para Red Bull Bragantino x Criciúma.

Uma mescla de novatos e veteranos: foi isso que Wilson Luís Seneme preparou para a última rodada do Brasileirão, “ressuscitando” alguns árbitros.

Por exemplo: para Grêmio x Corinthians, teremos Paulo César Zanovelli da Silva – FIFA / MG (aquele mesmo suspenso de Fluminense x SPFC, do erro de direito). Provavelmente, seu último jogo no quadro internacional. Para o “confronto dos Atléticos”, Rafael Rodrigo Klein. Mas me chamou a atenção o jogo do Palmeiras x Fluminense: Ramon Abatti Abel, o mesmo que deu dois pênaltis inexistentes contra o Fortaleza / a favor do Verdão (reveja aqui: https://wp.me/p55Mu0-3yg). No Botafogo x São Paulo, teremos Daronco no apito.

Nos jogos que não valem muita coisa ou quase nada, como Cuiabá x Vasco, teremos Thaillan Gomes, que vem de Macapá/AP para ter sua primeira grande chance no apito. No Flamengo x Vitória, teremos o paranaense Lucas Casagrande.

E para o confronto do Massa Bruta contra o Tigre, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Sávio Pereira Sampaio – DF
Árbitro Assistente 1: Eduardo Gonçalves da Cruz -MS
Árbitro Assistente 2: Lucas Costa Modesto – DF
Quarto Árbitro: Maguielson Lima Barbosa -DF
Quinto Árbitro: Leandro Matos Feitosa – SP
VAR: Pablo Ramon Goncalves Pinheiro – RN
AVAR: André da Silva Bitencourt – RS
AVAR2: Dyorgines Jose Padovani de Andrade – ES
Inspetor: Roberto Perassi – SP
Quality manager: Paulo Roberto da Rocha Camello – RJ

Sávio tem 39 anos, é natural de Guará/DF e trabalha como assistente administrativo. É irmão do árbitro Wilton Pereira Sampaio, que foi às últimas Copa do Mundo e Copa América. O problema é que Sávio chegou (na minha modesta opinião) sem merecimento até o quadro da FIFA. No ano passado, ele errou muito técnica e disciplinarmente (tanto é que perdeu o escudo internacional no último ano). Nesse ano, apitou Cruzeiro x Red Bull Bragantino.

Um dos seus grandes equívocos foi há dois anos em Internacional x Botafogo (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-32H), onde ele mostrou seu principal defeito: como em um “jogo de queimada”, a bola relou na mão ou no braço… virou pênalti

Para se ter ideia da falta de confiança da CA-CBF em Sávio, ele estava apitando a Série B e sendo escalado apenas como 4º árbitro na Série A. Nas últimas rodadas é que voltou a apitar a Primeira Divisão.

Desejo um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Criciúma pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 08/12, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– O São Paulo não deveria jogar contra o Botafogo com o seu time ideal?

O São Paulo, segundo a imprensa, anuncia que deve ir com um time alternativo para o Rio de Janeiro enfrentar o Botafogo (jogo que vale o título do Fogão).

De tal forma, o Campeonato Brasileiro será decidido com uma provável vitória do time carioca e o Palmeiras com o óbvio vice-campeonato. Mas, penso: no mundo ideal, ético, de condições idênticas a todos, o SPFC não deveria enfrentar o seu rival com o time completo, jogando com vontade, como se fosse valer a sua vaga para Libertadores?

Eu entendo que o Botafogo vence o São Paulo “principal” e o São Paulo “alternativo”. Mas os campeonatos deveriam ter mesmo nível de dificuldade para todos. Por exemplo: o Juventude jogou no Morumbi contra um time desmotivado, que só cumpria tabela, e fugiu da Zona do Rebaixamento. Sendo assim, esforce-se igualmente (mesmo eu entendendo: os clubes procuram ver o que é melhor para eles, e não para o torneio).

– SAF é certeza de sucesso? Nem sempre…

César Grafietti é um dos maiores especialistas em “Economia e Finanças no Futebol” do Brasil. Analista de risco e consultor, ele escreveu sobre as SAFs e os investidores endinheirados “Faria Laimers” que entram no Futebol como Negócio, além de fazer uma excelente observação: há SAFs boas e há SAFs ruins, sendo que “ser SAF” não quer dizer que você é competente.
Desde meu Mestrado, quando escrevi sobre Gestão Profissional no Futebol, digo: “ter competência financeira não significa necessariamente ter competência administrativa”. Trocando em miúdos: ter dinheiro não quer dizer que você sabe gerir o futebol.
Há torcedores que não se importam com os balanços dos seus times. A eles, mais aficcionados, “eu quero título e as contas que se explodam!”. Pobres ingênuos… não sabem que é justamente isso que mata os clubes e impede a sua sobrevivência campeonato a campeonato.
Vale a pena ler o texto do Grafietti, extraído de seu LinkedIn: 
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ENTRE A FARIA LIMA E OS ESTÁDIOS: A RELAÇÃO ENTRE FUTEBOL E MERCADO FINANCEIRO.

Há algum tempo venho falando que sempre que o mercado de capitais se aproxima de algum setor é sinal de que a organização está se aproximando. Há uns 5 anos eram poucos na Faria Lima que estavam dispostos a sujar os sapatos com terra explorar o mundo agro. Desde então o que vimos foi evoluções importantes em termos de organização, transparência, capacitação por parte dos produtores, e capacidade de compreensão dos riscos e oportunidades do setor por parte de quem fica atrás das planilhas.

Desde a lei das SAFs – Sociedades Anônimas do Futebol – temos visto mudança relevante na visão que o mercado financeiro tem em relação ao futebol. Setor ainda de difícil compreensão – ainda que tenhamos 200 milhões de treinadores no país – mas em fase de ruptura com o modelo amador de controle e gestão.

Já estamos no 3º ano de SAFs, e vimos alguns clubes ganharem donos – tem até quem já trocou de dono ou está em fase de trocar – bons projetos, projetos ruins. Começamos a entender que o futebol, que só entre os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro movimenta mais de R$ 8 bilhões em receitas e tem dívidas de mais de R$ 11 bilhões, pode apresentar ativos interessantes sob o ponto de vista de retorno e oportunidades de negócios.

Se é verdade que no caso do Vasco da Gama o primeiro controlador da SAF (777 Partners) fez água, no Cruzeiro o Ronaldo Fenômeno já lucrou após reestruturar um ativo que estava prestes a cair no ostracismo esportivo, mesmo com uma história rica em conquistas. A Treecorp apresenta bons resultados nas ações fora de campo, mas ainda sofre na gestão esportiva do Coritiba – fazer futebol fora de campo é mais fácil do que conseguir construir uma estrutura vencedora dentro dele – enquanto John Textor criou um modelo de negócios arriscado, mas que tem apresentado resultados esportivos positivos.

O futebol na era das SAFs tem de tudo um pouco. Até bilionários que se comportam como mecenas, e associações que se comportam como corporações, cuidadosas nos investimentos e controle da condição econômico-financeira. Tudo fruto de uma mudança de mindset, através da qual a sustentabilidade dos clubes no longo prazo é função de gestões eficientes, e não do abnegado perdulário.

Por isso o mercado de capitais passou a olhar o futebol de maneira mais atenta. Não só com as SAFs, mas através de operações antes inimagináveis. O FUDC do São Paulo FC capitaneado pela Galapagos e Outfield, as debêntures-fut do Atlético-MG, a investida de fundos sobre a Portuguesa, com um olhar esportivo, mas essencialmente de exploração dos ativos imobiliários.

Alternativas que só um mercado atento é capaz de encontrar, mesmo que o futebol siga sendo uma indústria que sofre de preconceitos. Não é fácil depender de casas de aposta para fechar as contas, nem ver o nome “futebol” envolvido em ações da Polícia Federal. Processos de amadurecimento costumam doer e demandam esforço para ultrapassar barreiras. O mercado de capitais precisa entender a dinâmica do futebol, e encontrar o trigo no meio do joio, mas cabe ao futebol romper com um passado pouco transparente e de comportamentos nada republicanos se quiser realmente deixar a várzea – no sentido amador do termo – e se transformar num negócio de mais bilhões de reais.

O caminho está sendo pavimentado. Há interesse de todos os lados. Basta que as partes se adaptem e, quem sabe, ao lado dos festivais sertanejos teremos na Faria Lima telões acompanhando os nossos times do coração.

Meu acréscimo: investir em Flamengo, Palmeiras e outros grandes clubes com potencial de mercado e torcida nacional, há retorno, se os gastos forem inteligentes. Investir em quem não tem potencial de retorno coerente com o que se vai investir, aí é incompreensível…

Meu acréscimo, parte 2: John Textor ganha títulos, investindo como um Mecenas. Mas quando ele terá retorno financeiro do que já gastou?

– O empolgante Brasileirão.

A briga pelo título e contra o rebaixamento do emocionante Campeonato Brasileiro!

Quem será campeão e quem irá para a segunda divisão?

Em: https://youtu.be/6vTAhBTTyr0?si=t-PdIVziMyFumKJu

– Quem será campeão, e quem cairá para a série B?

Curto e grosso: hoje, teremos o Botafogo Campeão e a última vaga do rebaixamento será do Fluminense.

E para você?

Deixe seu comentário:

– Sobre a Arbitragem da última rodada do Brasileirão e a análise pré-jogo do juizão para Red Bull Bragantino x Criciúma.

Uma mescla de novatos e veteranos: foi isso que Wilson Luís Seneme preparou para a última rodada do Brasileirão, “ressuscitando” alguns árbitros.

Por exemplo: para Grêmio x Corinthians, teremos Paulo César Zanovelli da Silva – FIFA / MG (aquele mesmo suspenso de Fluminense x SPFC, do erro de direito). Provavelmente, seu último jogo no quadro internacional. Para o “confronto dos Atléticos”, Rafael Rodrigo Klein. Mas me chamou a atenção o jogo do Palmeiras x Fluminense: Ramon Abatti Abel, o mesmo que deu dois pênaltis inexistentes contra o Fortaleza / a favor do Verdão (reveja aqui: https://wp.me/p55Mu0-3yg). No Botafogo x São Paulo, teremos Daronco no apito.

Nos jogos que não valem muita coisa ou quase nada, como Cuiabá x Vasco, teremos Thaillan Gomes, que vem de Macapá/AP para ter sua primeira grande chance no apito. No Flamengo x Vitória, teremos o paranaense Lucas Casagrande.

E para o confronto do Massa Bruta contra o Tigre, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Sávio Pereira Sampaio – DF
Árbitro Assistente 1: Eduardo Gonçalves da Cruz -MS
Árbitro Assistente 2: Lucas Costa Modesto – DF
Quarto Árbitro: Maguielson Lima Barbosa -DF
Quinto Árbitro: Leandro Matos Feitosa – SP
VAR: Pablo Ramon Goncalves Pinheiro – RN
AVAR: André da Silva Bitencourt – RS
AVAR2: Dyorgines Jose Padovani de Andrade – ES
Inspetor: Roberto Perassi – SP
Quality manager: Paulo Roberto da Rocha Camello – RJ

Sávio tem 39 anos, é natural de Guará/DF e trabalha como assistente administrativo. É irmão do árbitro Wilton Pereira Sampaio, que foi às últimas Copa do Mundo e Copa América. O problema é que Sávio chegou (na minha modesta opinião) sem merecimento até o quadro da FIFA. No ano passado, ele errou muito técnica e disciplinarmente (tanto é que perdeu o escudo internacional no último ano). Nesse ano, apitou Cruzeiro x Red Bull Bragantino.

Um dos seus grandes equívocos foi há dois anos em Internacional x Botafogo (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-32H), onde ele mostrou seu principal defeito: como em um “jogo de queimada”, a bola relou na mão ou no braço… virou pênalti

Para se ter ideia da falta de confiança da CA-CBF em Sávio, ele estava apitando a Série B e sendo escalado apenas como 4º árbitro na Série A. Nas últimas rodadas é que voltou a apitar a Primeira Divisão.

Desejo um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Criciúma pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 08/12, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Red Bull Bragantino só depende dele para permanecer na 1a divisão!

Vitória ENORME do Red Bull Bragantino. Depende dele próprio para permanecer na série A.
Na minha opinião, a chance do Criciúma vencer o Massa Bruta na Terra da Linguiça é a mesma do São Paulo vencer o Botafogo no RJ.
Se o Fluminense perder do Palmeiras, os Atléticos podem se salvar num jogo de “cumpadres”, empatando.

– Os grupos do Supermundial de Clubes da FIFA.

Como sul-americano, acho muito bacana a ideia desse verdadeiro Mundial de Clubes da FIFA. Mas se eu fosse europeu, odiaria!

Simples: será muito legal ver os confrontos entre clubes da UEFA contra os da Conmebol. Técnica versus vontade. Menosprezo pelo torneio versus Ambição pela conquista. Não tenha dúvida de que será curioso.

Óbvio, essa competição (racionalmente falando) arrebentará com o calendário mundial. Faz sentido o Real Madrid e outros times não estarem tão afim de jogar…

Enfim, esportivamente falando, a sensação é: para os brasileiros, o grupo talvez mais difícil seja o do Botafogo, e o menos difícil o do Palmeiras. Em tese (na prática, pode ser diferente), em todo grupo poderemos ter um time da Europa e um da América classificados.

E você, o que achou dessa nova Copa do Mundo de Clubes? Deixe seu comentário:

 

– O que acontece com o Manchester City de Pep Guardiola?

Como explicar a péssima temporada do Manchester City?

Tem o melhor técnico do mundo e os melhores jogadores. Estrutura impecável. E…

Como explicar a atual campanha?

– SAF é certeza de sucesso? Nem sempre…

César Grafietti é um dos maiores especialistas em “Economia e Finanças no Futebol” do Brasil. Analista de risco e consultor, ele escreveu sobre as SAFs e os investidores endinheirados “Faria Laimers” que entram no Futebol como Negócio, além de fazer uma excelente observação: há SAFs boas e há SAFs ruins, sendo que “ser SAF” não quer dizer que você é competente.
Desde meu Mestrado, quando escrevi sobre Gestão Profissional no Futebol, digo: “ter competência financeira não significa necessariamente ter competência administrativa”. Trocando em miúdos: ter dinheiro não quer dizer que você sabe gerir o futebol.
Há torcedores que não se importam com os balanços dos seus times. A eles, mais aficcionados, “eu quero título e as contas que se explodam!”. Pobres ingênuos… não sabem que é justamente isso que mata os clubes e impede a sua sobrevivência campeonato a campeonato.
Vale a pena ler o texto do Grafietti, extraído de seu LinkedIn:
.
ENTRE A FARIA LIMA E OS ESTÁDIOS: A RELAÇÃO ENTRE FUTEBOL E MERCADO FINANCEIRO.

Há algum tempo venho falando que sempre que o mercado de capitais se aproxima de algum setor é sinal de que a organização está se aproximando. Há uns 5 anos eram poucos na Faria Lima que estavam dispostos a sujar os sapatos com terra explorar o mundo agro. Desde então o que vimos foi evoluções importantes em termos de organização, transparência, capacitação por parte dos produtores, e capacidade de compreensão dos riscos e oportunidades do setor por parte de quem fica atrás das planilhas.

Desde a lei das SAFs – Sociedades Anônimas do Futebol – temos visto mudança relevante na visão que o mercado financeiro tem em relação ao futebol. Setor ainda de difícil compreensão – ainda que tenhamos 200 milhões de treinadores no país – mas em fase de ruptura com o modelo amador de controle e gestão.

Já estamos no 3º ano de SAFs, e vimos alguns clubes ganharem donos – tem até quem já trocou de dono ou está em fase de trocar – bons projetos, projetos ruins. Começamos a entender que o futebol, que só entre os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro movimenta mais de R$ 8 bilhões em receitas e tem dívidas de mais de R$ 11 bilhões, pode apresentar ativos interessantes sob o ponto de vista de retorno e oportunidades de negócios.

Se é verdade que no caso do Vasco da Gama o primeiro controlador da SAF (777 Partners) fez água, no Cruzeiro o Ronaldo Fenômeno já lucrou após reestruturar um ativo que estava prestes a cair no ostracismo esportivo, mesmo com uma história rica em conquistas. A Treecorp apresenta bons resultados nas ações fora de campo, mas ainda sofre na gestão esportiva do Coritiba – fazer futebol fora de campo é mais fácil do que conseguir construir uma estrutura vencedora dentro dele – enquanto John Textor criou um modelo de negócios arriscado, mas que tem apresentado resultados esportivos positivos.

O futebol na era das SAFs tem de tudo um pouco. Até bilionários que se comportam como mecenas, e associações que se comportam como corporações, cuidadosas nos investimentos e controle da condição econômico-financeira. Tudo fruto de uma mudança de mindset, através da qual a sustentabilidade dos clubes no longo prazo é função de gestões eficientes, e não do abnegado perdulário.

Por isso o mercado de capitais passou a olhar o futebol de maneira mais atenta. Não só com as SAFs, mas através de operações antes inimagináveis. O FUDC do São Paulo FC capitaneado pela Galapagos e Outfield, as debêntures-fut do Atlético-MG, a investida de fundos sobre a Portuguesa, com um olhar esportivo, mas essencialmente de exploração dos ativos imobiliários.

Alternativas que só um mercado atento é capaz de encontrar, mesmo que o futebol siga sendo uma indústria que sofre de preconceitos. Não é fácil depender de casas de aposta para fechar as contas, nem ver o nome “futebol” envolvido em ações da Polícia Federal. Processos de amadurecimento costumam doer e demandam esforço para ultrapassar barreiras. O mercado de capitais precisa entender a dinâmica do futebol, e encontrar o trigo no meio do joio, mas cabe ao futebol romper com um passado pouco transparente e de comportamentos nada republicanos se quiser realmente deixar a várzea – no sentido amador do termo – e se transformar num negócio de mais bilhões de reais.

O caminho está sendo pavimentado. Há interesse de todos os lados. Basta que as partes se adaptem e, quem sabe, ao lado dos festivais sertanejos teremos na Faria Lima telões acompanhando os nossos times do coração.

Meu acréscimo: investir em Flamengo, Palmeiras e outros grandes clubes com potencial de mercado e torcida nacional, há retorno, se os gastos forem inteligentes. Investir em quem não tem potencial de retorno coerente com o que se vai investir, aí é incompreensível…

Meu acréscimo, parte 2: John Textor ganha títulos, investindo como um Mecenas. Mas quando ele terá retorno financeiro do que já gastou?

– Sócrates, 13 anos de sua morte.

Hoje faz 13 anos que o “Doutor Sócrates” morreu. Foi triste seu final de vida, pelas questões de saúde, mas é inegável que sua carreira foi marcada por luta pelos direitos do cidadão e do esporte.

Abaixo, uma reportagem para os mais jovens que não o conheceram, saberem mais desse mítico atleta,

Extraído de: https://placar.abril.com.br/blog/tbt-placar/socrates-o-craque-mais-politizado-que-o-brasil-ja-teve/

SÓCRATES, O CRAQUE MAIS POLITIZADO QUE O BRASIL JÁ TEVE

Capitão da seleção na década de 80 manteve voz ativa contra a ditadura e a favor das causas sociais. O Doutor sempre tinha algo a dizer, inclusive a PLACAR

Por Guilherme Azevedo, Atualizado em 23 set 2021, 14h34 – Publicado em 10 jun 2021, 09h31
Sócrates, jogador do Corinthians, usando camisa com os dizeres "Dia 15 vote" -
Sócrates, jogador do Corinthians, usando camisa com os dizeres “Dia 15 vote” –  J. B. Scalco/Social QI
Em tempos de polarização extrema, em que quase todas as figuras públicas querem ser despolitizadas, até mesmo alguns governantes, o futebol virou um ponto cada vez mais neutro, inerte e alienado, sobretudo no Brasil. O recente manifesto “apolítico” da seleção brasileira em relação à Copa América em plena pandemia — termo, aliás, ignorado no texto — reacendeu o debate sobre o papel dos ídolos do esporte. Não que décadas atrás fosse tão comum ver um jogador lutando por causas sociais, mas havia exceções, mesmo durante a ditadura, como Reinaldo, Casagrande e o protagonista do #TBT desta quinta-feira, 10: Sócrates Brasileiro, o doutor.Assine a revista digital no app por apenas R$ 8,90/mês

Sócrates (1954-2011) foi o craque mais politizado do nosso futebol. Era quem imprimia em campo, com seus surpreendentes passes de calcanhar, e fora, com sua personalidade, a fuga dos padrões. Intelectualizado, formado em Medicina pela USP, o meia-atacante batizado em homenagem ao filósofo grego foi um grande pensador seja nos consultórios, nos estádios ou nos palanques. Sócrates foi capa de PLACAR diversas vezes e sempre tinha algo a dizer.

Em 1982, época de eleição para governador do Estado de São Paulo, PLACAR pediu para Magrão escrever seu plano perfeito de governo (veja no print abaixo).

Revista PLACAR especial Sócrates
Reprodução/Placar

Naquela época, Sócrates já denunciava a apatia da maioria dos atletas. “Acontece que, preso em sua própria incapacidade, o jogador é um medroso para se expressar e se sente acuado. Não o deixam crescer e atendem todas as suas exigências”, disse a PLACAR, em 1986. Sem ‘dar bola’ a um corporativismo que poderia colocar freios nas palavras, continuou: “Ele (jogador de futebol) gosta de ser tratado como um filhão, que não tem de batalhar nada. O sistema é viciante, com uma relação de idolatria ou severa punição. O jogador é uma eterna criança e gosta de ser, pois adorou o vício.”.

Inegavelmente, sua descontração e língua afiada era pura política, apesar de os boleiros de hoje morrerem de medo do termo. Nascido em Belém (PA) e criado em Ribeirão Preto (SP), Sócrates surgiu como atleta durante a ditadura militar, período antidemocrático do Brasil que durou entre 1964 e 1985. Chegou ao Corinthians, foi contestado no início e acabou virando ídolo.

Capa da revista Placar de 27 de abril de 1984 -
Capa da revista Placar de 27 de abril de 1984 – Reprodução/Placar

Em um contexto sociopolítico em que a liberdade individual era negada, direitos civis caçados e opositores mortos e torturados, Sócrates encabeçou a Democracia Corinthiana, movimento que deu voz aos atletas nas decisões técnicas e políticas do clube. Mas até ele cansou. E não de correr com suas longas pernas pelos campos, mas da situação que o Brasil se encontrava.

Tanto que, em 1984, quando sua ida para a Fiorentina era assunto nos jornais, o ex-jogador foi capa de PLACAR. Vestido de Dom Pedro I, fez referência ao grito de independência e bradou: “Se o Brasil mudar eu fico”. O país demorou mais um pouco para se democratizar, e Sócrates não ficou. Sem ele, o movimento corinthiano foi perdendo forças, mas seu legado é eterno. Na mesma época, Sócrates participou ativamente do movimento Diretas Já, engajando-se com protagonismo na luta pelo poder do povo e na edição 727, na qual foi capa como figura política, ao ser perguntando pelo editor Juca Kfouri sobre quando as eleições, disse “Diretas já, diretas ontem”. Um ato político praticamente inimaginável para os dias atuais.

Sócrates, com os dedos enfaixados, fumando -
Sócrates, com os dedos enfaixados, fumando – J. B. Scalco/Placar

Além do posicionamento claro sobre a situação do país, ele não escondia o gosto pela cerveja e pelo cigarro; vícios que acabaram abreviando sua vida. Em outra dessas aparições, entrevistado em 1986, Sócrates afirmou: “Bebo, fumo e penso. Este é o país em que mais cachaça se bebe no mundo e parece que eu bebo tudo sozinho”.

Sua passagem pela Fiorentina não foi de sucesso. Já com 30 anos, o peso de não levar vida de atleta pode ter tirado boas atuações do meio-campista. Por outro lado, em entrevista a PLACAR em 1986, o próprio Sócrates diz que a passagem decepcionante no berço do Renascimento teve motivações políticas. “O futebol italiano é dominado pela Democracia-Cristã e eu era do lado do Partido Comunista Italiano. Os democratas-cristãos me aniquilaram.”. A política, de fato, não saía de sua cabeça— talvez de forma até exagerada em alguns momentos.

O Doutor jogou duas Copas do Mundo. Em 1982, sua primeira, brilhou dentro dos campos, junto à seleção brasileira que enchia os olhos do torcedor. Na seguinte, fora do auge, apesar de ter perdido um pênalti na eliminação para a França, Sócrates usou faixas na testa, manifestando-se contra a violência estatal praticada no México, sede da competição.

Sócrates, Casagrande e Careca
Sócrates, Casagrande e Careca, do Brasil antes do jogo contra a Espanha, na Copa do Mundo de Futebol em 1986, no Estadio Jalisco, México Pedro Martinelli/Dedoc

Magrão viveu diversas vidas em 57 anos. Nunca recusou impulsos, jamais se acovardou e deixou um legado de craque, com e sem chuteira. Aposentado, tornou-se escritor e manteve atuação política fervorosa. Queria morrer com o Corinthians campeão, e assim foi. Por complicações causadas por um quadro de problemas com álcool, Sócrates morreu no dia 4 de dezembro de 2011. No mesmo dia, após empate com o arquirrival Palmeiras, o Corinthians se tornou Campeão Brasileiro daquele ano, e atletas e torcedores o homenagearam com seu tradicional gesto, o punho erguido para cima. Pedido atendido.

Jogadores do Corínthians durante homenagem ao ex-jogador Sócrates, em 2011
Jogadores do Corínthians durante homenagem ao ex-jogador Sócrates, em 2011 Renatto Pizzutto/Placar

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Athlético Paranense x Red Bull Bragantino:

E para o difícil confronto do Massa Bruta contra o Furacão na Arena da Baixada, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima – PE
Árbitro Assistente 1: Fabrício Vilarinho da SilvaGO
Árbitro Assistente 2: Luanderson Lima dos Santos – BA
Quarto Árbitro: André Luiz Skettino Policarpo Bento – MG
Assessor: Regildênia de Holanda Moura – SP
VAR: Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira – MG
AVAR: Helton Nunes – SC
Observador: Emerson Augusto de Carvalho CBF
Quality manager: Mikael Silva de Araujo – RJ

Rodrigo entrou para o quadro da FIFA recentemente, com a necessidade de um árbitro da região NE pertencer à relação internacional, pois não tínhamos nenhum juiz dessa região. E tem tido altos e baixos na carreira. Vide, por exemplo, algumas anotações complicadas sobre a irregularidade dele: https://wp.me/p55Mu0-3kL.

Nesse ano, Rodrigo oscilou muito: apitou Red Bull Bragantino x Internacional, mas foi apenas quarto-árbitro em Red Bull Bragantino x Flamengo. Aliás, no último domingo, protagonizou um erro sério no Maracanã que valeu o segundo (e irregular) gol do Colorado contra o Mengão. Se você não viu, clique aqui: https://wp.me/p4RTuC-12T3

Torço para que o juizão acorde com o pé-direito na 5ª feira…

Acompanhe conosco o jogo entre Athletico vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Quinta-feira, 05/12, 20h00. Mas desde às 19h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Minha coluna no JJ:

Minha coluna no Jornal de Jundiaí dessa 4ª feira:

Prestigiem!

🗞️ #opinião

– O que acontece com o Manchester City de Pep Guardiola?

Como explicar a péssima temporada do Manchester City?

Tem o melhor técnico do mundo e os melhores jogadores. Estrutura impecável. E…

Como explicar a atual campanha?

– Como o torcedor se ilude fácil…

Torcedor de futebol se ilude e muitas vezes não quer ver o óbvio. Afinal, algumas coisas não são agradáveis

Quer exemplos?

  • O Botafogo venceu a Libertadores (justo, dentro de campo está muito bem). Mas o time… dá lucro? E quando a SAF for devolvida? E as dívidas do Botafogo (clube), são saldadas pela SAF?
  • O Corinthians arrecadou pela torcida (segundo a última parcial da vaquinha) R$ 24 milhões. Porém… deve 2,4 bilhão! Precisa de 100 vezes o esforço que está ocorrendo para pagar as dívidas. E alguns acham que será fácil resolver isso?
  • O SPFC anuncia parcerias para reestruturação e criação de fundo. Só que… quase atingiu R$ 900 milhões de dívidas. E quem anunciou que reduzirá as dívidas… foi há quem algum tempo as fez!
  • O Fluminense venceu a Libertadores em 2023. Em 2024… luta contra o rebaixamento. O torcedor tricolor ficou iludido no ano passado?

Por mexer com paixões, o futebol ilude muita gente. E, infelizmente, há quem viva nessa eterna ilusão. Pés no chão, torcedor.

– A pressão emocional contra os atores do esporte.

Repararam o quanto estamos falando de “Saúde Mental” nessas últimas rodadas do Brasileirão?

O assunto é: o time A “pipocou”? O time B “sentiu o peso da necessidade da conquista?” O jogador C não estava preparado para o sucesso?”

A pressão entre os atores do mundo do futebol é enorme, mas há um silêncio muito grande sobre esse tema: o da saúde mental no esporte.

Em 2009, o goleiro alemão Robert Enke se matou atirando-se em uma linha de trem. Dois anos depois, o árbitro iraniano Babak Rafati, cansado da pressão do meio, tentou o suicídio cortando os pulsos. Mais recentemente, o ex-atacante Nilmar (Inter-RS e Corinthians) disse ter sofrido depressão e pensou em se matar.

Vários atletas de outras modalidades encerraram precocemente a carreira por conta da pressão por resultados, e isso decorre pelo fato de que o esporte de alto rendimento, no fundo, não é algo saudável. O exagero no desempenho do corpo, a carga enorme de treinamentos, a maratona de partidas e disputas, por fim, esgotam fisicamente a pessoa. E se o atleta não tiver um condicionamento emocional adequado, sucumbe. Vide Serginho (São Caetano) e Izquierdo (Nacional-URU), falecidos.

Muricy Ramalho, treinador, abandonou a carreira depois dos problemas de saúde, fruto da sua atividade. O AVC de Ricardo Gomes, ocorrido ao vivo num jogo do Brasileirão, credita-se ao stress. E aí somos obrigados a refletir: por mais que se possa dizer que grandes técnicos ganham muito dinheiro, e que isso é a sua compensação pelos percalços e cobrança que passam, a Saúde Mental fala muitas vezes mais alto. Às vezes, nem fala: grita!

Jürgen Klopp, ex-treinador do Liverpool, considerado um profissional atencioso e sempre divertido, demonstrou na Premiere League um comportamento diferente, perdendo a cabeça e se enervando desnecessariamente. Klopp parou com o ofício de treinador e será coordenador dos clubes da Red Bull (um trabalho bem menos exigente).

Pense: quantos outros treinadores não gostariam de fazer a mesma coisa? Abel Ferreira, treinador do Palmeiras, falou abertamente: “ganhei tanto dinheiro e não consigo gastá-lo, não consegui passear ainda na cidade de São Paulo”. 

Imagine, agora, os seguintes problemas: um jogador sofre pressão da torcida nas arquibancadas, não recebe o seu salário em dia, não pode sair para passear em shopping ou restaurante quando o clube perde, além da sua cobrança interior. Se não tiver ajuda psicológica, adoece. De que adiantou todo o dinheiro conquistado, se a qualidade de vida (e até a liberdade cotidiana) se esvazia?

Voltemos aos atletas: Kevin De Bruyne, do Manchester City, declarou que “estava feliz em se lesionar, pois estava curtindo a família em casa, coisa que não podia fazer. Por essas ausências na família, o ex-corintiano Rodrigo Varanda repensou a carreira. Mais ou menos o que quase aconteceu com o jogador atleticano Lyanco (esse, aparentemente, sofrendo de outra doença emocional: a Síndrome de Burnout). Ops: não nos esqueçamos de Yuri Alberto, que declarou ter melhorado o seu rendimento depois de ajuda psicológica!

Há um fator que potencializa ao extremo isso: as Redes Sociais. No Twitter (ou melhor, no atual “X”), torcedores entram nos perfis dos boleiros e ofendem com as maiores barbaridades possíveis. O assédio moral é violento e não há muito o que fazer: ou o profissional abandona a Internet ou ignora as críticas.

Um exemplo para comparação: Tom Holland, o jovem ator que interpretou “Homem Aranha” nos cinemas, anunciou que saiu das Redes Sociais para preservar a saúde mental. E considere: ele tem um staff enorme, acompanhamento terapêutico, é rico, e seu trabalho é elogiado. E ainda assim não aguentou. Imagine um atleta de futebol, que mexe paixões contrárias e a favor.

Fica o alerta para a FIFA, além das entidades locais, como a CBF: façamos campanhas de prevenção ao equilíbrio emocional e à saúde mental, antes que algo mais grave possa acontecer.

– Sócrates, 13 anos de sua morte.

Amanhã, 04/12, fará 13 anos que o “Doutor Sócrates” morreu. Foi triste seu final de vida, pelas questões de saúde, mas é inegável que sua carreira foi marcada por luta pelos direitos do cidadão e do esporte.

Abaixo, uma reportagem para os mais jovens que não o conheceram, saberem mais desse mítico atleta,

Extraído de: https://placar.abril.com.br/blog/tbt-placar/socrates-o-craque-mais-politizado-que-o-brasil-ja-teve/

SÓCRATES, O CRAQUE MAIS POLITIZADO QUE O BRASIL JÁ TEVE

Capitão da seleção na década de 80 manteve voz ativa contra a ditadura e a favor das causas sociais. O Doutor sempre tinha algo a dizer, inclusive a PLACAR

Por Guilherme Azevedo, Atualizado em 23 set 2021, 14h34 – Publicado em 10 jun 2021, 09h31
Sócrates, jogador do Corinthians, usando camisa com os dizeres "Dia 15 vote" -
Sócrates, jogador do Corinthians, usando camisa com os dizeres “Dia 15 vote” –  J. B. Scalco/Social QI
Em tempos de polarização extrema, em que quase todas as figuras públicas querem ser despolitizadas, até mesmo alguns governantes, o futebol virou um ponto cada vez mais neutro, inerte e alienado, sobretudo no Brasil. O recente manifesto “apolítico” da seleção brasileira em relação à Copa América em plena pandemia — termo, aliás, ignorado no texto — reacendeu o debate sobre o papel dos ídolos do esporte. Não que décadas atrás fosse tão comum ver um jogador lutando por causas sociais, mas havia exceções, mesmo durante a ditadura, como Reinaldo, Casagrande e o protagonista do #TBT desta quinta-feira, 10: Sócrates Brasileiro, o doutor.Assine a revista digital no app por apenas R$ 8,90/mês

Sócrates (1954-2011) foi o craque mais politizado do nosso futebol. Era quem imprimia em campo, com seus surpreendentes passes de calcanhar, e fora, com sua personalidade, a fuga dos padrões. Intelectualizado, formado em Medicina pela USP, o meia-atacante batizado em homenagem ao filósofo grego foi um grande pensador seja nos consultórios, nos estádios ou nos palanques. Sócrates foi capa de PLACAR diversas vezes e sempre tinha algo a dizer.

Em 1982, época de eleição para governador do Estado de São Paulo, PLACAR pediu para Magrão escrever seu plano perfeito de governo (veja no print abaixo).

Revista PLACAR especial Sócrates
Reprodução/Placar

Naquela época, Sócrates já denunciava a apatia da maioria dos atletas. “Acontece que, preso em sua própria incapacidade, o jogador é um medroso para se expressar e se sente acuado. Não o deixam crescer e atendem todas as suas exigências”, disse a PLACAR, em 1986. Sem ‘dar bola’ a um corporativismo que poderia colocar freios nas palavras, continuou: “Ele (jogador de futebol) gosta de ser tratado como um filhão, que não tem de batalhar nada. O sistema é viciante, com uma relação de idolatria ou severa punição. O jogador é uma eterna criança e gosta de ser, pois adorou o vício.”.

Inegavelmente, sua descontração e língua afiada era pura política, apesar de os boleiros de hoje morrerem de medo do termo. Nascido em Belém (PA) e criado em Ribeirão Preto (SP), Sócrates surgiu como atleta durante a ditadura militar, período antidemocrático do Brasil que durou entre 1964 e 1985. Chegou ao Corinthians, foi contestado no início e acabou virando ídolo.

Capa da revista Placar de 27 de abril de 1984 -
Capa da revista Placar de 27 de abril de 1984 – Reprodução/Placar

Em um contexto sociopolítico em que a liberdade individual era negada, direitos civis caçados e opositores mortos e torturados, Sócrates encabeçou a Democracia Corinthiana, movimento que deu voz aos atletas nas decisões técnicas e políticas do clube. Mas até ele cansou. E não de correr com suas longas pernas pelos campos, mas da situação que o Brasil se encontrava.

Tanto que, em 1984, quando sua ida para a Fiorentina era assunto nos jornais, o ex-jogador foi capa de PLACAR. Vestido de Dom Pedro I, fez referência ao grito de independência e bradou: “Se o Brasil mudar eu fico”. O país demorou mais um pouco para se democratizar, e Sócrates não ficou. Sem ele, o movimento corinthiano foi perdendo forças, mas seu legado é eterno. Na mesma época, Sócrates participou ativamente do movimento Diretas Já, engajando-se com protagonismo na luta pelo poder do povo e na edição 727, na qual foi capa como figura política, ao ser perguntando pelo editor Juca Kfouri sobre quando as eleições, disse “Diretas já, diretas ontem”. Um ato político praticamente inimaginável para os dias atuais.

Sócrates, com os dedos enfaixados, fumando -
Sócrates, com os dedos enfaixados, fumando – J. B. Scalco/Placar

Além do posicionamento claro sobre a situação do país, ele não escondia o gosto pela cerveja e pelo cigarro; vícios que acabaram abreviando sua vida. Em outra dessas aparições, entrevistado em 1986, Sócrates afirmou: “Bebo, fumo e penso. Este é o país em que mais cachaça se bebe no mundo e parece que eu bebo tudo sozinho”.

Sua passagem pela Fiorentina não foi de sucesso. Já com 30 anos, o peso de não levar vida de atleta pode ter tirado boas atuações do meio-campista. Por outro lado, em entrevista a PLACAR em 1986, o próprio Sócrates diz que a passagem decepcionante no berço do Renascimento teve motivações políticas. “O futebol italiano é dominado pela Democracia-Cristã e eu era do lado do Partido Comunista Italiano. Os democratas-cristãos me aniquilaram.”. A política, de fato, não saía de sua cabeça— talvez de forma até exagerada em alguns momentos.

O Doutor jogou duas Copas do Mundo. Em 1982, sua primeira, brilhou dentro dos campos, junto à seleção brasileira que enchia os olhos do torcedor. Na seguinte, fora do auge, apesar de ter perdido um pênalti na eliminação para a França, Sócrates usou faixas na testa, manifestando-se contra a violência estatal praticada no México, sede da competição.

Sócrates, Casagrande e Careca
Sócrates, Casagrande e Careca, do Brasil antes do jogo contra a Espanha, na Copa do Mundo de Futebol em 1986, no Estadio Jalisco, México Pedro Martinelli/Dedoc

Magrão viveu diversas vidas em 57 anos. Nunca recusou impulsos, jamais se acovardou e deixou um legado de craque, com e sem chuteira. Aposentado, tornou-se escritor e manteve atuação política fervorosa. Queria morrer com o Corinthians campeão, e assim foi. Por complicações causadas por um quadro de problemas com álcool, Sócrates morreu no dia 4 de dezembro de 2011. No mesmo dia, após empate com o arquirrival Palmeiras, o Corinthians se tornou Campeão Brasileiro daquele ano, e atletas e torcedores o homenagearam com seu tradicional gesto, o punho erguido para cima. Pedido atendido.

Jogadores do Corínthians durante homenagem ao ex-jogador Sócrates, em 2011
Jogadores do Corínthians durante homenagem ao ex-jogador Sócrates, em 2011 Renatto Pizzutto/Placar

– Está chegando o dia do sorteio do Supermundial!

O que acharam dos potes a serem sorteados para o Supermundial de Clubes 2025?

Pela lógica, podemos ter grupos com a maior parte de times bem difíceis… vide o Botafogo no pote 3.

Abaixo:

– A decisão de fechar os portões para Cruzeiro x Palmeiras tem que ser justificada.

Todos nós vimos a barbárie cometida pela Mancha Verde contra torcedores da Máfia Azul (no município de Mairiporã), em represália a uma outra idiotice cometida pelos torcedores organizados do Cruzeiro contra os do Palmeiras.

Ali, as autoridades deveriam ter tomado medidas duras e pontuais aos CPFs dos envolvidos. Como não tomam providências, fica esse quebra-pau entre as torcidas.

Agora, de maneira nonsense, a CBF determinou portões fechados para Cruzeiro x Palmeiras. E fica a pergunta: ué, por qual motivo?

  • Os clubes mineiro e paulista financiaram essas torcidas e são responsáveis? Não. 
  • O fato aconteceu dentro do estádio? Não.
  • A Polícia não tem condição de fiscalizar e tomar providências? Se a resposta for não… aí é a falência das instituições. Por quê não se prende todo mundo? Por quê se passa tanto a mão na cabeça desses briguentos? 

É como marido traído que encontra a mulher cometendo adultério no sofá: para resolver o problema da mulher infiel, ele tira o sofá

Tal medida desagradou a todos, e agora surgem as teorias conspiratórias: é para ajudar o Palmeiras na luta pelo título prejudicando o Botafogo, é para prejudicar o Cruzeiro na luta por uma vaga na Pré-Libertadores contra o Corinthians, e por aí vai… e não tem nada disso. É simplesmente uma atitude CÔMODA da CBF.

Quando as autoridades paulistas decidiram torcida única em SP, eu defendi por entender que era uma medida emergencial, imaginando que soluções impactantes seriam tomadas a curto prazo. Elas não vieram, os responsáveis se acomodaram e essas mesmas autoridades fingem quem está tudo bem, tomando a medida provisória como permanente. Sendo assim: que se resolva o problema da violência das torcidas, parando de tomar medidas paliativas que não resolvem de fato o problema.

Gabriel Veron, ex-jogador do Palmeiras, pode ser uma das armas da Raposa em duelo com o rival paulista

Imagem: Gustavo Aleixo / Cruzeiro.

– Que bobeada, juizão! Sobre o segundo gol do Internacional contra o Flamengo.

No Flamengo x Internacional, o segundo gol Colorado saiu de um lance irregular: o árbitro pernambucano Rodrigo José Pereira de Lima, que é da FIFA, protagonizou um erro “por desconhecimento de regra” (erro de direito), mas usará o argumento de que “interpretou lance não relevante” (erro de fato). Explico:

O juizão, mal colocado, trombou com o flamenguista Gonzalo Plata, impedindo que ele disputasse uma jogada, derrubando-o. Na sequência do lance, saiu o gol do Internacional.

Antigamente, o árbitro era neutro (ou seja: qualquer coisa que acontecesse com ele – desde uma bola que batesse ou jogador que trombasse – seguia o jogo). Agora, o árbitro é como um corpo estranho (dessa forma, dever-se-á paralisar a partida se ele atrapalhar a jogada).

No lance visto no Maracanã, antigamente, poderia seguir o jogo (um acidente de trabalho). Hoje, pelo fato do árbitro não ser mais neutro e atrapalhar a jogada, paralisa-se o jogo e reinicia-se com bola ao chão com posse da equipe que estava com a bola no momento da trombada (afinal, a regra foi aprimorada para se evitar situações como essa e prejudicar um atleta de disputar a bola).

Em tempo: o jogo só deveria seguir se a trombada não trouxesse prejuízo a alguma equipe (uma trombada numa zona morta do campo, por exemplo).

– A pressão emocional contra os atores do esporte.

Repararam o quanto estamos falando de “Saúde Mental” nessas últimas rodadas do Brasileirão?

O assunto é: o time A “pipocou”? O time B “sentiu o peso da necessidade da conquista?” O jogador C não estava preparado para o sucesso?”

A pressão entre os atores do mundo do futebol é enorme, mas há um silêncio muito grande sobre esse tema: o da saúde mental no esporte.

Em 2009, o goleiro alemão Robert Enke se matou atirando-se em uma linha de trem. Dois anos depois, o árbitro iraniano Babak Rafati, cansado da pressão do meio, tentou o suicídio cortando os pulsos. Mais recentemente, o ex-atacante Nilmar (Inter-RS e Corinthians) disse ter sofrido depressão e pensou em se matar.

Vários atletas de outras modalidades encerraram precocemente a carreira por conta da pressão por resultados, e isso decorre pelo fato de que o esporte de alto rendimento, no fundo, não é algo saudável. O exagero no desempenho do corpo, a carga enorme de treinamentos, a maratona de partidas e disputas, por fim, esgotam fisicamente a pessoa. E se o atleta não tiver um condicionamento emocional adequado, sucumbe. Vide Serginho (São Caetano) e Izquierdo (Nacional-URU), falecidos.

Muricy Ramalho, treinador, abandonou a carreira depois dos problemas de saúde, fruto da sua atividade. O AVC de Ricardo Gomes, ocorrido ao vivo num jogo do Brasileirão, credita-se ao stress. E aí somos obrigados a refletir: por mais que se possa dizer que grandes técnicos ganham muito dinheiro, e que isso é a sua compensação pelos percalços e cobrança que passam, a Saúde Mental fala muitas vezes mais alto. Às vezes, nem fala: grita!

Jürgen Klopp, ex-treinador do Liverpool, considerado um profissional atencioso e sempre divertido, demonstrou na Premiere League um comportamento diferente, perdendo a cabeça e se enervando desnecessariamente. Klopp parou com o ofício de treinador e será coordenador dos clubes da Red Bull (um trabalho bem menos exigente).

Pense: quantos outros treinadores não gostariam de fazer a mesma coisa? Abel Ferreira, treinador do Palmeiras, falou abertamente: “ganhei tanto dinheiro e não consigo gastá-lo, não consegui passear ainda na cidade de São Paulo”. 

Imagine, agora, os seguintes problemas: um jogador sofre pressão da torcida nas arquibancadas, não recebe o seu salário em dia, não pode sair para passear em shopping ou restaurante quando o clube perde, além da sua cobrança interior. Se não tiver ajuda psicológica, adoece. De que adiantou todo o dinheiro conquistado, se a qualidade de vida (e até a liberdade cotidiana) se esvazia?

Voltemos aos atletas: Kevin De Bruyne, do Manchester City, declarou que “estava feliz em se lesionar, pois estava curtindo a família em casa, coisa que não podia fazer”. Por essas ausências na família, o ex-corintiano Rodrigo Varanda repensou a carreira. Mais ou menos o que quase aconteceu com o jogador atleticano Lyanco (esse, aparentemente, sofrendo de outra doença emocional: a Síndrome de Burnout). Ops: não nos esqueçamos de Yuri Alberto, que declarou ter melhorado o seu rendimento depois de ajuda psicológica!

Há um fator que potencializa ao extremo isso: as Redes Sociais. No Twitter (ou melhor, no atual “X”), torcedores entram nos perfis dos boleiros e ofendem com as maiores barbaridades possíveis. O assédio moral é violento e não há muito o que fazer: ou o profissional abandona a Internet ou ignora as críticas.

Um exemplo para comparação: Tom Holland, o jovem ator que interpretou “Homem Aranha” nos cinemas, anunciou que saiu das Redes Sociais para preservar a saúde mental. E considere: ele tem um staff enorme, acompanhamento terapêutico, é rico, e seu trabalho é elogiado. E ainda assim não aguentou. Imagine um atleta de futebol, que mexe paixões contrárias e a favor.

Fica o alerta para a FIFA, além das entidades locais, como a CBF: façamos campanhas de prevenção ao equilíbrio emocional e à saúde mental, antes que algo mais grave possa acontecer.

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Athlético Paranense x Red Bull Bragantino:

E para o difícil confronto do Massa Bruta contra o Furacão na Arena da Baixada, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima – PE
Árbitro Assistente 1: Fabrício Vilarinho da SilvaGO
Árbitro Assistente 2: Luanderson Lima dos Santos – BA
Quarto Árbitro: André Luiz Skettino Policarpo Bento – MG
Assessor: Regildênia de Holanda Moura – SP
VAR: Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira – MG
AVAR: Helton Nunes – SC
Observador: Emerson Augusto de Carvalho CBF
Quality manager: Mikael Silva de Araujo – RJ

Rodrigo entrou para o quadro da FIFA recentemente, com a necessidade de um árbitro da região NE pertencer à relação internacional, pois não tínhamos nenhum juiz dessa região. E tem tido altos e baixos na carreira. Vide, por exemplo, algumas anotações complicadas sobre a irregularidade dele: https://wp.me/p55Mu0-3kL.

Nesse ano, Rodrigo oscilou muito: apitou Red Bull Bragantino x Internacional, mas foi apenas quarto-árbitro em Red Bull Bragantino x Flamengo. Aliás, no último domingo, protagonizou um erro sério no Maracanã que valeu o segundo (e irregular) gol do Colorado contra o Mengão. Se você não viu, clique aqui: https://wp.me/p4RTuC-12T3

Torço para que o juizão acorde com o pé-direito na 5ª feira…

Acompanhe conosco o jogo entre Athletico vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
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ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Quinta-feira, 05/12, 20h00. Mas desde às 19h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– E o Massa Bruta?

Rapaz… na 2ª feira, o Red Bull Bragantino goleou o Botafogo-RJ e foi Campeão Brasileiro de Aspirantes. Mas o time dessa categoria será desativado
Nesse domingo, o profissional se complicou contra o Cruzeiro e poderá ser rebaixado.
Tá tudo errado, não?