– Para que serve a Libertadores?

Conquistar a Taça Libertadores da América parece ter se tornado uma obsessão aos clubes brasileiros. Fico imaginando como os dirigentes de Botafogo e Santos dos anos 60, se ainda vivos, se remoem de remorso por não darem a atenção devida. O Independiente-ARG, grande detentor de títulos da competição nesse período, aproveitou-se desta época e faturou o caneco. Mas talvez viva só desse passado, pois no presente, sua realidade é outra. Não importa; assim como a Celeste Olímpica Uruguaia (30 e 50) está historicamente na frente da Inglaterra (66) em Copas do Mundo (mesmo sendo no começo da competição), os argentinos são mais vitoriosos do que quaisquer brasileiros. O que entra para a história é a conquista do título, e ponto final.

Mas vamos ao que interessa: o que os clubes buscam ao disputar a Libertadores? Dinheiro? Prestígio? O Título simplesmente?

Lendo hoje o Jornal Lance, numa bela matéria do jornalista Marcelo Damato (coluna De Prima, 23/04/2010, pg 14), me impressionei com os valores citados. Por exemplo: os prêmios acumulados pela conquista da Taça Libertadores totalizam US$ 5,39 milhões. Desconte os custos de viagens e hospedagens, anti-dopings, elenco e outras taxas, e do que sobrar, compare com o prêmio pago, por exemplo, pelo Campeonato Paulista: R$ 7,5 milhões. O Campeão carioca, R$ 6,3 mi e o Mineiro R$ 5 mi.

O prêmio continental está desvalorizado, não?

Compare com a Europa: a Champions League paga para um clube que seja eliminado na primeira fase (qualquer equipe cipriota, polaca, albanesa, eslovaca…) cerca de 8,7 milhões de euro. Mais que o campeão sulamericano! Na prática, a desclassificação do modestíssimo Hapel ainda assim traria mais receita do que uma conquista do Corinthians, Flamengo ou São Paulo.

Pensando cá com meus botões… O Brasileirão com 20 clubes é muito mais difícil de se competir do que a Libertadores com 32! Não imagino equipes como Deportivo Itália (VEN), Blooming (BOL) ou Juan Aurich (PER) conseguindo disputar competitivamente nem na nossa série B do Brasileiro. Como na segunda fase da competição sobra metade das equipes, aí sim começa a valer de fato! Mas se há questionamentos da viabilidade financeira da competição ou questionamentos sobre a qualidade técnica da equipe, por que se diz que ela é muito difícil de se disputar?

A resposta é direta: pelas condições e instalações dos estádios, pelo fanatismo de algumas equipes estrangeiras adversárias que impressionam as equipes brasileiras, o excesso de supervalorização da competição, o estilo de arbitragem da escola sulamericana porção espanhola, e, por fim, pelos esquemas táticos pragmáticos. Esqueça a eficiência, busca-se apenas a eficácia. Trocando em miúdos, ninguém vai jogar o futebol-bailarino um dia propagado por um certo treinador quando assumiu a seleção, mas sim o futebol-brucutú, feio, botinudo e de resultado.

Talvez o ímpeto de possuir a Taça Libertadores seja meramente o da conquista de título e internacionalização da marca, o acesso a um status que aí sim pode trazer resultados financeiros mais concretos: a busca do Mundial de Clubes, agora regido pela FIFA e muito mais organizado e valorizado que outrora, justamente pela chancela da entidade. Embora, cá entre nós, o nível técnico só pode ser considerado quando se chega na fase final, quando se joga a decisão entre Sulamericanos X Europeus (como de praxe, as outras equipes só estão pelo caráter universalista de uma competição dita ‘mundial’).

Por curiosidade e por pertencer a nossa seara:

– um árbitro que apite Boca Juniors X Corinthians numa Libertadores receberá 800 dólares.

– um árbitro que apite Bayern X Lion pela Champions League receberá 8.000 euro.

O futebol daqui pode fazer frente ao de lá dentro de campo, mas no bolso…

– Craque Maluquinho

E o tal do Balotelli? Atacante da Inter de Milão, com dupla nacionalidade (ele é ítalo-ganês) e até cotado para a Copa do Mundo (por qual seleção eu não sei…). Mostrou que sua cabecinha é fraquinha…

Imagine só: o centroavante do Corinthians aparecendo no Faustão fazendo juras de amor ao… Palmeiras! E assume ser palestrino desde criança, e até veste a camisa ao vivo no programa! Que clima ficaria para ele no Parque São Jorge? Pior: depois da torcida reclamar, do ambiente ficar ruim, ao disputar uma boa partida ele joga a camisa ao chão contra seus próprios torcedores?

Que falta de bom senso do garoto… Olha só o que esse “xarope” fez após a partida de ontem entre Inter de Milão 3 X 1 Barcelona pela Champions League.

Extraido de: http://esportes.terra.com.br/futebol/noticias/0,,OI4392554-EI1832,00.html

O ”menino problema” da Inter de Milão, o atacante Mario Balotelli, voltou a causar problemas nesta terça-feira, quando entrou em conflito com torcedores interistas e colegas de time ao final do jogo contra o Barcelona, pela Liga dos Campeões, vencido pelo time italiano por 3 a 1.

No encerramento daquela que foi considerada uma ”noite mágica” para a Inter, o jogador de origem ganesa voltou a ser protagonista ao responder a críticas e vaias de torcedores tirando a camisa do time e a jogando com raiva no gramado.

O gesto, obviamente, foi mal recebido pela torcida, que há alguns meses vive uma relação tensa com o jogador, torcedor confesso do Milan.

Para a imprensa italiana, o episódio pode ter sido a gota d”água de uma relação que já estava perto do fim, entre o clube e o jogador, que ainda teria discutido com companheiros no vestiário.

É uma pena que estrague uma festa como esta com um gesto assim“, disse o capitão da Inter, o zagueiro Javier Zanetti, que acrescentou que “Mario tem que aprender ficar quieto e fazer o que sabe, jogar ao futebol”.

Por outro lado, o sérvio Dejan Stankovic tentou minimizar a importância do episódio, dizendo que “Mario ainda é uma criança“.

No último mês de março, o atacante já teve problemas com o treinador José Mourinho, que o deixou fora de cinco partidas do time. Dias depois, Balotelli apareceu em um programa de televisão segurando a camisa do Milan.

Após o jogo desta quarta, o próprio Mourinho reprovou o comportamento do jogador, mas assegurou que conta com ele para o jogo contra a Atalanta, pelo Campeonato Italiano, no próximo fim de semana.

– O Brasil nas Copas: A Era “Telê”

Para quem gosta de futebol, o programa é imperdível: André Fontenelle, da Revista Época, será o palestrante do encontro promovido pelo Memofut + Museu do futebol, em relação ao tema: A era Telê: 1982/1986, dando sequência as palestras sobre o Brasil nas Copas. Acontecerá sábado, das 10:00 às 12:00h, com entrada gratuita. Abaixo:

O BRASIL NAS COPAS – “A ERA TELÊ (1982/1986)”

 Palestra com ANDRÉ FONTENELLE e MARCELO UNTI sobre O BRASIL NAS COPAS DO MUNDO DE FUTEBOL

O Grupo Literatura e Memória do Futebol – MEMOFUT em parceria com o Museu do Futebol está promovendo uma série de reuniões, aos sábados pela manhã, apresentando a participação do Brasil em Copas do Mundo de Futebol

 

Programação:

24 de abril – sábado

Horário: 10h às 12h

Palestra: “A ERA TELÊ (1982/1986)”  com ANDRÉ FONTENELLE – Editor-executivo da revista Época. Trabalhou anteriormente nos jornais O Globo, Folha de S. Paulo e Lance e nas revistas Placar e Veja. É co-autor do livro “Todos os Jogos do Brasil” (2006) e MARCELO UNTI – Advogado, membro do MEMOFUT e colecionador de futebol de botão e de escudos. Possui um acervo com mais de 1.300 revistas e 500 livros.

 

Local: Auditório Armando Nogueira -Museu do Futebol – Praça Charles Miller – Estádio do Pacaembu

Entrada gratuita

 

Para mais informações sobre eventos do Museu do Futebol, acesse:

Museu do Futebol – www.museudofutebol.org.br       

Telefone: (11) 3664-3848

– Jogadores, Homens ou Imbecis?

Lamentável o episódio ocorrido ontem no Parque Antártica, envolvendo os atletas Danilo e Manoel. Não me alongarei, a polêmica pode ser entendida neste link: PALMEIRAS x ATLÉTICO. Entretanto, algumas reflexões são extremamente necessárias:

– Um homem que dá uma cabeçada em outro para intimidá-lo, é, verdadeiramente, um cidadão?

– Um homem que dá uma cusparada no rosto de outro é realmente homem?

– Um homem que distingue pessoas pela cor da pele pode ser respeitado (já que existe apenas uma raça: a raça humana. Cor da pele não quer dizer nada…)?

– Um homem que agride com pisões seu semelhante é justo?

Pior de tudo: esses ‘homens’ são atletas, jogadores de futebol de clubes de expressão, que ganham muito bem financeiramente, pessoas públicas e que deveriam dar o exemplo em suas condutas, principalmente pelas crianças.

Tudo bem que o futebol é viril, tem contato físico. Mas é esporte simplesmente. Os dois imbecis estão errados. Agredir seu semelhante física ou moralmente por idiotice é clássico exemplo de falta de educação e cidadania.

Aliás, racismo é crime. Agressão também! AMBOS TÊM QUE PEDIR DESCULPAS PÚBLICAS À SOCIEDADE.

– Tiro Penal com Giro de 360 graus!

A paradinha tem sido muito discutida no Brasil. A cada cobrança mais excessiva (as ironizadas “paradonas”), se retoma o assunto.

Embora não ocorreu no futebol de campo profissional, mas no Showball, uma cobrança me chamou a atenção: a cobrança com giro em 360 graus!

É claro que não tomou tanto destaque pelo lance ser em categoria amadora. Mas esse tipo de cobrança de tiro penal, se ocorrido no futebol de campo profissional, seria válido?

O protagonista foi Djalminha, na partida Flamengo X São Paulo, semana passada.

Veja o lance ‘maluco’ e corajoso (defendido pelo goleiro!) em: http://www.youtube.com/watch?v=UC6kq9m12Mw

Responda: você validaria a cobrança se fosse no Futebol Profissional? (a regra não fala em paradinha, giro, cambalhota, nada disso… fala em fintas excessivas. As fintas, dentro de um certo limite, são permitidas. Mas e esta?)

– Fim de Mordomia de Boleiros causa Revolta para Alguns

Comer em restaurantes luxuosos e não pagar? Ser VIP em todos os lugares? Paparicado e cortejado? Andar de jatinho? Para alguns jogadores de futebol, esse era o dia-a-dia em suas equipes galáticas. É assustador o relato de Mônica Bérgamo sobre as reclamações dos atletas que vieram das mordomias europeias de volta ao futebol brasileiro. Algo que eles não se conformam: ter que pagar o almoço em churrascarias. Para eles, por serem famosos, é inaceitável!

Extraído da Coluna de Mônica Bérgamo, FSP, 11/04/2010, E2.

MINHA NADA MOLE VIDA

Depois que ganhou o Campeonato Brasileiro, em dezembro do ano passado, o Flamengo foi recebido pelo presidente Lula em Brasília. Jogadores e comissão técnica viajaram juntos a Brasília, em avião de carreira. Mas um deles preferiu fazer um roteiro próprio. “O Adriano chegou lá de jatinho, 15 minutos antes da audiência com o Lula”, conta o ex-presidente do clube, Delair Dumbrosck, umas das pessoas que, em abril de 2009, viabilizaram a contratação do Imperador, apelido do atacante, para a equipe rubro-negra.

Craques que, como o Imperador, ganharam fortunas em temporadas fora do Brasil (ele abriu mão de contrato de R$ 8,5 milhões na Internazionale de Milão) e voltaram ao país -Ronaldo, do Corinthians, Vágner Love, hoje no Flamengo, Robinho, do Santos, Cicinho, do São Paulo, e Roberto Carlos, também no Timão- tentam manter os luxos da vida antiga ao mesmo tempo em que se adaptam à nova vida brasileira.

De volta a São Paulo depois de 15 anos, desde que deixou o Palmeiras rumo à Europa, o lateral Roberto Carlos tenta se acostumar ao trânsito da cidade. Se, nos tempos de Real Madrid, ele morava a “oito, dez minutos” do treino, hoje ele leva uma hora para ir de sua casa, na rua Oscar Freire, até o Parque São Jorge, sede do Corinthians. “Aquela Radial Leste é uma confusão danada”, diz, sobre a avenida que se tornou parte de seu caminho diário. O lateral são-paulino Cicinho faz coro contra o trânsito: “São Paulo não tem mais horário de pico. Pô, o rádio [gravador do repórter] tá ligado aqui, mas vou falar mesmo assim. Em São Paulo horário é tudo pica.”

Outra reclamação dos boleiros é com os donos de restaurantes da capital. No tempo em que era habituê do Asador Donostiarra, churrascaria considerada “point” dos jogadores do Real Madrid, Roberto Carlos não precisava botar a mão no bolso. “Era sentar para comer, levantar, ir embora e dizer “muito obrigado”. Aqui em São Paulo todo mundo cobra, rapaz!”, diz ele, que frequenta A Figueira Rubaiyat, o Gero e a cantina Lellis Trattoria, nos Jardins, e costuma tomar “um cafezinho” nos hotéis Maksoud Plaza e Renaissance.

Cicinho, que voltou ao Brasil em fevereiro, emprestado pela Roma, calcula que, nos primeiros 15 dias em SP, foi oito vezes a churrascarias. “Minha comida na Itália, nos últimos dois anos, era só macarrão, macarrão, macarrão. Não tive problema, mas falta o tempero brasileiro, o arroz, o feijão.”

O lateral estreou no SPFC no mesmo dia em que desembarcou em Cumbica. Com o ritmo de concentrações impedindo que saísse para procurar casa, foi morar no centro de treinamento. O quarto número 4 da concentração, na Barra Funda, que divide com o goleiro Bosco, tem televisor com DVD, mesinha com telefone, banheiro e armários. Bem diferente da casa de três andares e quatro quartos em que morava, nos arredores de Roma, onde pagava 6.000 de aluguel.

Os craques voltam ao Brasil já como objeto de cobiça de patrocinadores. Adriano, cuja maior parte do salário de R$ 450 mil é paga pela Olympikus, fornecedora de material esportivo do Flamengo, fechou cinco patrocínios depois de chegar. “Antes ele não queria. Na Copa de 2006, deixou de ganhar cachê de US$ 1,2 milhão do Santander, porque teria que ficar dois dias gravando o comercial. Colocaram o Cafu no lugar dele. Agora o Adriano está mais aberto”, diz Gilmar Rinaldi, empresário do jogador.

Roberto Carlos diversificou os investimentos. Investe cerca de R$ 1,7 milhão por ano na equipe de Stock Car de que é sócio. Tem a grife RC3, reativou seu escritório de agenciamento artístico -onde empresaria a dupla Rionegro e Solimões, a banda de axé Psirico e o grupo Só pra Contrariar, do cantor Fernando Pires, seu padrinho de casamento- e abriu uma empresa para captar patrocínios pessoais. Mas, mesmo com tudo isso e um salário estimado em R$ 300 mil, ele tem saudade de algumas vantagens dos contratos europeus. Quando jogava no Real Madrid, Roberto só circulava de Audi, dado pela montadora que patrocina o clube. “Aqui cada um tem o carro próprio. As empresas poderiam patrocinar não só o clube, mas também os jogadores. O Corinthians poderia ser o pioneiro nessas coisas boas também.”

Eliminado do Campeonato Paulista, ele espera poder se atualizar sobre a noite paulistana comemorando algum título do Timão no futuro. “Na minha época de Palmeiras, a gente ia às boates boas. Lembra da Limelight? Acho até que já fechou.” E quer gastar parte do patrocínio de R$ 35 milhões que a vinda de Ronaldo e a dele ajudaram o Corinthians a faturar. “Se formos campeões, o presidente Andrés [Sanchez] tem que levar a gente para hotéis bons, restaurantes bons, porque agora o Corinthians tá com dinheiro.”

“Jogando na Rússia [no CSKA de Moscou], a visibilidade diminui bastante”, diz Vágner Love, explicando a decisão de voltar. “Em Moscou, eles têm muita estrutura, mas não têm os profissionais corretos para trabalhar. Aqui a preparação é melhor”, diz. Mas é fora de campo que a vida mudou. “Lá eu ficava muito em casa, assistindo televisão. Ia muito em shopping, restaurante, mas não era muito de sair. Aqui você pode ir no cinema, num teatro e curtir um pagode.” Ele diz que os shows de “amigos” do meio, como os cantores Belo e Zeca Pagodinho e os grupos Exaltasamba e Revelação, são seus programas preferidos no Rio. Recentemente, depois de uma noitada, ele teve até que prestar depoimento à polícia por ter participado, na Rocinha, de um baile funk em que apareceu ao lado de traficantes armados.

Era sentar [numa churrascaria espanhola] para comer, levantar, ir embora e dizer “muito obrigado”. Aqui em São Paulo todo mundo cobra, rapaz!”
ROBERTO CARLOS
jogador do Corinthians

“O presidente Andrés [Sanchez, do Corinthians] tem que levar a gente para hotéis bons, restaurantes bons, porque agora o Corinthians tá com dinheiro”
IDEM

“Aquela [avenida] Radial Leste é uma confusão danada”
IDEM

Reportagem DIÓGENES CAMPANHA

– Sem Muita Graça…

Quando criança, adorava as figurinhas e os álbuns. Quase todas de futebol! Do Burrochaga eu tinha muitas para trocar!

O álbum oficial da Copa da África sai nessa semana. Tem figurinha do Ronaldinho Gaúcho (ué, ele será convocado?). Tem 17 jogadores (mas não são mais de 20?). Não tem Júlio Baptista (mas ele vai!!!)

Ficou sem graça… Antecedência demais com nomes errados. Ou sem alguns.

– Ética e Comprometimento Versus Passionalidade

O episódio ocorrido dias atrás entre um executivo da empresa Locaweb e sua paixão futebolística serve de exemplo para muitos outros setores. Vamos lá:

A Locaweb, no último clássico Corinthians X São Paulo, patrocinou as mangas do time do Morumbi. O jogo marcou a vitória por 4×3 para a equipe do Parque São Jorge. Alex Glikas, diretor da empresa Locaweb e corinthiano, gozou os sãopaulinos atavés do Twitter. A empresa, descontente com a ação do seu funcionário, demitiu-o alegando “incompatibilidade com a filosofia corporativa da empresa”.

De certo modo, a empresa mostrou coerência: patrocino uma agremiação para divulgar minha marca e na derrota meu próprio diretor ironiza o perdedor ao qual me associei? É claro que um executivo precisa ter cuidado para não cometer uma gafe como essa. Até onde o “amor clubístico” extrapola o profissionalismo?

Inocente brincadeira mal interpretada, vacilo corporativo ou fanatismo à flor da pele?

É comum nos meios corporativos essas saias justas. Funcionários da Ambev tomando guaraná Kuat? Publicamente, esqueça. Executivos da Volkswagem andando com carros da Fiat? Nem pensar.

Lembrei-me de um filme recente, baseado numa história real, cujo nome era (salvo engano) “É permitido fumar”, onde um executivo da indústria do fumo se via num dilema em desincentivar o uso do cigarro devido ao seu filho (o qual não queria que fosse fumante) e manter seu emprego.

Quantos e quantos casos não acontecem por aí e a grande mídia nem fica sabendo. Sobre esse epísódio Locaweb, você pode acessa a matéria e o ‘twitter da discórdia’ em: LOCAWEB E SCCP x SPFC

– Adivinha o Título?

“Acabou de acabar”: Barcelona 4 X 1 Arsenal, com 4 gols de Messi, pelas Quartas de Final da Champions League.

Lionel Messi está jogando muito mesmo. Não há dúvida de que ele é o melhor jogador de futebol do mundo hoje, em atividade. Logo virão (e já ocorrem) as comparações: Messi e Maradona ou Messi e Di Stéfano.

Mas sobre o jogão de hoje, não tem nem o que pensar sobre o título das matérias: Messi 4 x 1 Arsenal.

Se os jornais que dão notas a jogadores não derem 10,0 à ele, vai justificar o quê?

– O Futebol Brasileiro Contra o Apartheid

É dessas coisas que nos orgulhamos!

Extraído de: http://colunas.epoca.globo.com/matamata/2009/06/22/como-a-selecao-brasileira-ajudou-a-derrotar-o-apartheid/

Como a Seleção Brasileira ajudou a derrotar o apartheid

PRETÓRIA – Nós, brasileiros, nunca pensamos nisso, mas Pelé – e a seleção brasileira – tiveram um pequeno, mas importante papel na derrubada do apartheid. Além de inspirarem o futebol sul-africano (a ponto de um de seus principais times, o Mamelodi Sundowns, usar camisa amarela e calção azul em homenagem à seleção), os multi-raciais times brasileiros “davam um tapa na cara do apartheid” cada vez que ganhavam uma Copa do Mundo. É o que diz na entrevista abaixo o principal historiador do futebol sul-africano, Peter Alegi. Como professor da Eastern Kentucky University, Alegi escreveu Laduma!, o melhor livro sobre o tema. “Laduma” é o grito dos locutores, em zulu, quando acontece um gol. Hoje professor da Michigan State University, Alegi explicou os conflitos que prejudicam tanto o “soccer” na África do Sul (na foto acima, os Johannesburg Highlanders, um bem-sucedido time das ligas negras sul-africanas da década de 30).

ÉPOCA – De que forma o futebol ajudou a derrotar o apartheid?
Peter Alegi – O futebol humanizou a vida de pessoas que tinham muito pouco motivo para comemorar nas condições impiedosas e punitivas da segregação e do apartheid. O esporte também criou um espaço cultural que deixava evidente um desejo geral de integração racial e direitos iguais. Internacionalmente, o futebol desempenhou um papel crucial no movimento de boicote esportivo. O isolamento da África do Sul branca entre 1961 e 1992, com exceção de um breve período em 1963, mostrou-se um estímulo significativo à luta pela libertação, pois mostrou que o apartheid era inaceitável e que o resto do mundo não estava disposto a jogar com racistas.

ÉPOCA – O sucesso do multi-racial time brasileiro, e em particular o de Pelé, era visto como um exemplo pelos negros sul-africanos?
Alegi – Não há dados sobre até que ponto as seleções brasileiras dos anos 60 e 70 inspiraram jogadores, torcedores e organizadores das comunidades negras. Há evidências circunstanciais em favor dessa ideia de um papel “inspirador”. O time dos Mamelodi Sundowns, fundado no início dos anos 60 no bairro misto de Marabastad, em Pretória, adotou camisa amarela e calção azul em homenagem à seleção. É bom lembrar que a televisão só chegou à África do Sul em 1976, e que a primeira Copa do Mundo só foi transmitida em 1990, depois da libertação de Nelson Mandela. Então, os torcedores devem ter visto poucos filmes do Brasil de 1958-70 e de Pelé. Certamente nunca partidas inteiras. No entanto, é certo que o sucesso de um time de brasileiros brancos, negros e mestiços era um tapa na cara da ideologia do apartheid. Nos anos 70, Pelé foi um símbolo do poder negro nas townships (as favelas habitadas por negros na periferia das grandes cidades sul-africanas).

ÉPOCA – Seu livro menciona o caso da Portuguesa Santista, que quase aceitou jogar uma partida apenas com jogadores brancos, na Cidade do Cabo, em 1959 – um telegrama do presidente Juscelino Kubitschek impediu que isso acontecesse. O que ocorreu ali, exatamente?
Alegi – A Portuguesa Santista, segundo o que se publicou na época, teria aceitado barrar vários jogadores negros e escalar um time só de brancos contra um combinado branco da Província Ocidental, na Cidade do Cabo. A South African Sports Association (Sasa), uma entidade anti-apartheid, ao saber dessa aceitação do racismo, imediatamente disparou um protesto oficial ao cônsul do Brasil na Cidade do Cabo. O cônsul, aparentemente depois de comunicar-se com o presidente Juscelino Kubitschek, ordenou que a Portuguesa Santista não entrasse em campo.

ÉPOCA – Depois do fim do apartheid, a África do Sul ainda parece buscar sua identidade. A Copa do Mundo terá alguma importância nesse sentido?
Alegi – O governo sul-africano tem usado a Copa do Mundo para estimular o orgulho nacional e a unidade e aumentar o prestígio do Estado e de seus líderes. Esse projeto enormemente dispendioso e importante, porém, chega num momento delicado para o país. A África do Sul ainda é profundamente dividida em linhas de raça e classe, e ainda luta com enormes problemas sociais, incluindo pobreza, racismo, violência, HIV e a crescente xenofobia. No geral, acredito que uma Copa bem organizada e memorável vai gerar algum sentimento de comunhão e patriotismo e pode desafiar os estereótipos negativos sobre os africanos. Mas qualquer nova identidade sul-africano será provavelmente efêmera e frágil se não for acompanhada por reformas estruturais mais amplas na sociedade.

– Mais Árbitros Banidos por Corrupção na UEFA

Mais uma vez, notícias sobre corrupção no futebol. Infelizmente, os casos têm aparecido semanalmente na grande mídia e revelam muita sujeira. Semana passada, houve o episódio da criação de “campos de concentração” para árbitros e treinadores, devido a manipulação de resultados na China (clique aqui para ler o assunto). Agora, a UEFA resolveu banir um árbitro ucraniano, pelo seu envolvimento em fabricação de placares. Dias atrás, a UEFA já houvera punido 3 outros árbitros, devido a relatórios da polícia alemã.

Abaixo, extraído do próprio site da UEFA (clique acima para citação)

AFASTAMENTO DE ÁRBITRO DECIDIDO EM 18 DE MARÇO

A UEFA anunciou que o árbitro ucraniano Oleh Orekhov foi banido de todas as actividades futebolísticas de forma vitalícia, depois de ter sido acusado de violar os Regulamentos Disciplinares da UEFA.

O Comité de Controlo e Disciplina da UEFA baniu o árbitro ucraniano Oleh Orekhov de todas as actividades futebolísticas de forma vitalícia.

Baseado em informações das investigações decorrentes da polícia alemã, sobre viciação de resultados e corrupção, o Comité de Controlo e Disciplina tomou a decisão esta quinta-feira, quando examinou o caso de Orekhov, que esteve suspenso provisoriamente o mês passado, durante 30 dias.

O árbitro ucraniano foi acusado de ter violado os princípios de lealdade e integridade, sob o Artigo 5 dos Regulamentos Disciplinares da UEFA. O parecer da UEFA está sujeito a recurso, no prazo de três dias após o conhecimento dos motivos da decisão.

As decisões tomadas pelo Comité de Controlo e Disciplina são desportivas, instigadas pela UEFA, permitidas pelos Estatutos da UEFA e geridas pelos Regulamentos Disciplinares do organismo, edição de 2008. Por isso, são decisões desportivas separadas, sem relação com as investigações policiais e procedimentos criminais em curso, conduzidos pelas autoridades policiais de Bochum.

DECISÕES SOBRE ÁRBITROS INVESTIGADOS EM 18 DE FEVEREIRO

O Comité de Controlo e Disciplina da UEFA tomou decisões sobre três árbitros europeus, com base na investigação em curso da polícia alemã sobre viciação de resultados de jogos e corrupção.

O Comité de Controlo e Disciplina da UEFA tomou decisões na quinta-feira, dia 18 de Fevereiro, respeitantes a três árbitros europeus, com base na investigação em curso da polícia alemã sobre viciação de resultados de jogos e corrupção. Os três árbitros foram acusados de quebrarem os princípios da lealdade e integridade descritos no Artigo 5º dos Regulamentos de Disciplina da UEFA.

Novo Panic, árbitro da Bósnia-Herzegovina, foi banido para sempre de qualquer actividade relacionada com o futebol. Panic apresentou um recurso junto da UEFA contestando o veredicto, sendo que a respectiva data da audiência será comunicada em devido tempo. Tomislav Setka, árbitro assistente da Croácia, foi suspenso até 30 de Junho de 2011. Oleg Oriekhov, árbitro da Ucrânia, foi suspenso provisoriamente durante 30 dias [e banido, conforme relato atual acima].

Noutro caso, o Comité de Controlo e Disciplina da UEFA decidiu que nenhuma acção será intentada contra o árbitro búlgaro Anton Genov, na sequência de investigações ligadas a padrões de apostas ilegais.

A propósito, um árbitro suspenso por corrupção por 1 ano e 3 meses, como o croata citado, tem direito a voltar a apitar?

– Escola Anti-Corrupção para Árbitros e Treinadores

Na última semana, um escândalo no futebol da China resultou na denúncia envolvendo 4 árbitros de futebol. Ao longo da mesma semana, foram presos dois vice-presidentes da Federação Chinesa de Futebol, o presidente da Comissão de Árbitros da China e 3 árbitros de futebol (incluindo o árbitro que apitou a Copa de 2002).

Como medida corretiva, as autoridades locais criaram dois campos para reeducação. Um que servirá para árbitros (200 oficiais) e outro para os treinadores. Neles, segundo o presidente da Federação Chinesa de Futebol, Wei Dei, os “alunos” em regime de concentração poderão ter a “oportunidade de redenção dos seus problemas”. Em outras palavras, a chance de confessar crimes, desistir da carreira ou provar sua lisura.

Extraído de: http://www.lusa.pt/lusaweb/user/showitem?service=310&listid=NewsList310&listpage=1&docid=10797888

ÁRBITROS E TREINADORES EM REEDUCAÇÃO PARA CONFESSAREM DELITOS DE CORRUPÇÃO

Pequim, 13 mar (Agência Lusa) – As autoridades chinesas decidiram concentrar centenas de árbitros e treinadores para reeducação e para que confessem os seus delitos, na sequência de um escândalo de corrupção a todos os níveis na liga de futebol.

O diário South China Morning Post revela hoje que foram criados dois “campos de retificação de educação anti-corrupção”, um nos arredores da capital chinesa, para onde foram enviados 200 árbitros de futebol, e outro no sul da província de Cantão, onde se encontram treinadores da maioria das equipas da liga de futebol chinesa.

Segundo o jornal, estas concentrações são “a última oportunidade para confessarem os seus delitos em troca de sanções menos duras”.

O novo presidente da federação chinesa da modalidade, Wei Di, afirmou que o campo de retificação é “uma oportunidade de redenção para os que têm problemas” e advertiu que aqueles que confessem os delitos depois de passado o “período de graça” serão duramente punidos.

O mundo do futebol transformou-se numa área de experimentação na luta contra a corrupção na China, depois de o presidente Hu Jintao expressar no ano passado a sua preocupação com o mau estado institucional daquela modalidade e com os péssimos resultados internacionais da seleção chinesa de futebol.

Desde então, rara tem sido a semana em que não há notícias sobre treinadores, jogadores, dirigentes ou árbitros envolvidos em redes de manipulação de resultados desportivos e em apostas ilegais.

A campanha anti-corrupção já levou às prisões do país dois ex vice-presidentes da federação de futebol chinesa (Nan Yong e Yang Yimin), de Zhang Jianqiang, diretor do comité de árbitros e três conhecidos árbitros de futebol, um dos quais apitou no campeonato mundial de futebol de 2002.

FVZ.

– O Gol do Vento (Irregular) no Campeonato Alemão

Para aqueles que frequentam cursos de arbitragem de futebol, sabem que há alguns lances folclóricos discutidos que trazem muitas gozações. Um dos mais comuns é o famoso “gol do vento“, onde alguém cobra o tiro de meta e a bola, tomada por uma rajada de ar, entra no próprio gol. Comenta-se que tal lance seria impossível de se acontecer, tamanha a raridade.

Mas tal lance inusitado aconteceu em uma patida na Alemanha. Na partida entre Wimshein 2 X 1 Grunbach, por um campeonato regional, o zagueiro do Grunbach cobra o tiro de meta com um chutão para a frente, a bola sai da grande área, o forte vento a segura no ar, e a bola começa a fazer o caminho de volta até… entrar no ângulo, sem ter sido tocada por ninguém (a não ser pelo “goleador” vento)!

O árbitro validou o lance, ninguém reclamou e o gol foi determinante na vitória do Wimshein.

Apesar de inusitado e engraçado, o lance é irregular.

Vamos ilustrar? Veja o lance clicando no link a seguir, extraído do YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=tYJttBJq6lw&feature=player_embedded.

Sobre o lance:

– É válido um gol por cobrança de tiro de meta, desde que no gol adversário, ou seja, gol contra de tiro de meta não vale.

– Para a bola entrar em jogo após a cobrança de tiro de meta, ela deve ter saído da área penal, seja por terra ou ar. O folclore de que precisa “pingar” não existe. Portanto, a bola entrou em jogo. Se alguém a tocá-la antes de sair da área penal, repete-se a cobrança.

– Se a bola entrar diretamente no gol sem ter sido tocada por ninguém (como o ocorrido), é tiro de canto. PORTANTO, O LANCE FOI CONFIRMADO ERRONEAMENTE. DEVERIA-SE MARCAR ESCANTEIO PARA O ADVERSÁRIO.

O gol só seria válido se qualquer jogador adversário ou qualquer jogador da equipe que cobrou o tiro de meta (exceto o zagueiro que chutou a bola) a tocasse com alguma parte válida do corpo para se jogar. Se o zagueiro a tocasse com alguma parte válida (com o pé, por exemplo) se marcaria tiro livre indireto ao adversário, já que se consideraria que tocou duas vezes na bola na cobrança do tiro de meta. Se esse mesmo jogador colocasse a mão na bola (que é uma parte inválida para se jogar), se marcaria pênalti, pois a mão intencional na bola é uma infração mais grave naquele momento. Não se expulsa o atleta, pois ali ele não impediu uma situação clara e manifesta de gol. A bola entraria na meta, caso ele não colocasse a mão na bola, mas não seria gol… Portanto, não impediu um gol! Se marca pênalti por uso indevido das mãos na bola, mas não se mostra o cartão vermelho.

A regra de jogo é fantástica, não? Pena que o erro do nosso colega europeu foi determinante para a derrota do Grunbach. Talvez por desconhecimento, por desatenção, ou até mesmo pelo susto do ineditismo do lance!

*ATENÇÃO: VEJA A DATA DA POSTAGEM, POIS AS REGRAS MUDAM.

– Evento do Memofut: o Complexo de Vira Lata

Amigos, lembram-se do evento do Memofut em parceria com o Museu do Futebol divulgado na semana passada (Copas do Pré-Guerra)? Pois é: o evento ocorrido no ultimo sábado foi um sucesso, auditório lotado, com fila para entrar.

Teremos um próximo evento, também de altíssimo nível e gratuito, que está programado para o próximo sábado, dia 6 de março. A Palestra será sobre as Copas do Mundo de 1950 e 1954: O COMPLEXO DE VIRA LATA (1950/1954) e contará com a participação dos jornalistas Roberto Muylaert e Geneton Moraes Neto.

O BRASIL NAS COPAS – O COMPLEXO DE VIRA LATA (1950/1954)

O Grupo Literatura e Memória do Futebol (MEMOFUT) em parceria com o Museu do Futebol está promovendo uma série de reuniões, aos sábados pela manhã, apresentando a participação do Brasil em Copas do Mundo de Futebol Programação: 06 de março, com:

ROBERTO MUYLAERT – Jornalista, editor e escritor. Autor dos livros: “A Copa que ninguém viu e a que não queremos lembrar” (1994) e “Barbosa – Um gol faz cinqüenta anos” (2000) e

GENETON MORAES NETO – Jornalista da Rede Globo desde 1985. Escreveu o livro “Dossiê 50 – Os onze jogadores revelam os segredos” (2000).

Horário: 10h às 12h Local: Auditório Armando Nogueira -Museu do Futebol – Praça Charles Miller – Estádio do Pacaembu Entrada gratuita Para mais informações sobre eventos do Museu do Futebol, acesse: Museu do Futebol – <http://www.museudofutebol.org.br/> http://www.museudofutebol.org.br Telefone: (11) 3663-3848

– Frases Interessantes do Futebol

Embora publicada há alguns dias, recebi ontem essa interessante matéria sobre alguns “frasistas” marcantes do futebol. Entre as pérolas, a do inesquecível George Best, ídolo do Manchester United que morreu tragicamente, vítima do alcoolismo.

Extraído de: http://esportes.terra.com.br/futebol/europeu/2009/noticias/0,,OI3973105-EI14093,00-Veja+as+frases+mais+raras+do+futebol+europeu.html

FRASES CONTUNDENTES DO FUTEBOL

O norte-irlandês George Best, não bastasse ter sido o maior jogador da história do Manchester United, ainda foi um dos principais frasistas do futebol europeu, sempre mesclando a imagem de boêmio com a do meia-atacante de potencial técnico explosivo.

Best é o personagem principal desta lista elaborada pelo Terra Chile, com frases raras e marcantes do futebol europeu. Confira:

David Beckham: “Definitivamente, quero que meu filho Brooklyn seja cristianizado. Só não sei, todavia, por qual religião”

Ronaldo: “Perdemos porque não ganhamos”

Diego Maradona: “Não estou contra os homossexuais. Me parece bom que existam, porque dessa maneira deixam as mulheres livres para nós que somos machos de verdade”

George Best: “Em 1969, deixei as mulheres e a bebida, mas foram os piores 20 minutos de minha vida”

George Best: “Há alguns anos, disse que me deixassem escolher entre marcar um golaço no Liverpool ou me encontrar com uma Miss Universo, e que seria uma difícil eleição. Afortunadamente, tive a oportunidade de fazer ambas as coisas”

Thierry Henry: “Às vezes, no futebol, é preciso marcar gols”

Johan Cruyff: “Meus atacantes só devem correr 15 metros, a não ser que sejam estúpidos ou estejam dormindo”

Jorge Valdano, ex-treinador do Real Madrid: “Um rival sem interesse em atacar? É como fazer amor com uma árvore”

Alan Hansen, ex-capitão do Liverpool: “Nunca disputei as bolas aéreas no Liverpool. Se sabe que cada vez que cabeceia a bola se perde 50% dos neurônios. Assim, mandava Mark Lawreson cabecear. Sempre convém delegar. É prerrogativa dos capitães”

John Toshack, ex-treinador do Real Madrid: “Nas segundas, sempre penso em trocar dez jogadores, às terças sete ou oito, às quintas quatro, às sextas dois. E no sábado penso que têm que jogar os mesmos “cabrones”

Alfredo Di Stéfano: “A bola é de couro, o couro vem da vaca, a vaca come pasto, assim há que jogar bola sobre o pasto”

Paul Gascoigne: “Tive 14 cartões nessa temporada. Oito deles foram culpa minha, mas sete podem ser discutidos”

Romário: “Se não saio pela noite, não marco gols”

Ade Akinbiyi, jogador do Houston: “Estava vendo ao vivo a partida do Blackburn pela televisão. Quando vi que George Nadh havia marcado no primeiro minuto, minha reação foi correr ao telefone para ligar a ele. Logo me dei conta de que ele não poderia atender porque estava jogando”

– Esperteza ou Moleza dos Boleiros?

Na quarta-feira (17), um lance inusitado na partida Porto (POR) X Arsenal (ING): Após um recuo de bola do time inglês ao seu goleiro, o árbitro sueco Martin Hansson (aquele mesmo de França X Irlanda, do gol de mão de Henry – que fase, hein juizão!) assinalou tiro livre indireto a favor dos portugueses. O esperto centroavante pegou a bola, colocou no chão e cobrou rapidamente, fazendo o gol. Naquele momento, o goleiro e a defesa do Arsenal estavam desarrumados e desatentos. O gol foi confirmado.

Veja o lance: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/portugues/0,,MUL1495243-9850,0.html

E a pergunta: pode?

Claro que pode, e aí uma curiosidade: Quem é que disse que precisa esperar a barreira? Onde está a barreira na regra? E o apito do árbitro, tem que esperar?

Vamos lá: o time que cobra a falta tem o direito de exigir as 10 jardas de distâncias (9,15m). Nada impede que ele abra mão desse direito. Se o fizer, e a bola atingir o defensor, segue o jogo. Afinal, o adversário não teve tempo de se posicionar a 9,15 metros. Não teve culpa. Não precisa esperar o apito.

Entretanto, se o adversário se posicionar em frente a bola, e impedir propositalmente a cobrança, ficando a menos de 9,15m, e a bola bater nele, repete-se a cobrança e aplica-se o cartão amarelo por não manter a distância regulamentar e/ou retardar o reinício de jogo.

Perceba que são situações diferentes: no primeiro lance, ele não teve tempo de se posicionar. No segundo lance, ele fez questão de não se posicionar.

Mas e quando o time que fez a falta “pede barreira“? Aí outro mito do futebol: o infrator não tem esse direito, ele tem o dever de dar a distância. O que acontece muitas vezes é que os batedores de falta exigem a distância de 9,15m, e as defesas se agrupam como “paredões”, “muralhas” ou, como conhecemos, “barreiras”. As barreiras não existem na regra; é que a própria regra não vê nada de ilegal no fato dos atletas se agruparem a 9,15m.

Outra curiosidade que você não costuma observar: se o atleta quer bater a falta rapidamente, e o adversário fica na sua frente, ele pode tirar grande proveito disso: a regra permite que ele “tabele’ com o adversário, ou seja, posso chutar nesse atleta que está me atrapalhando, a fim de recebê-la de volta e sair eu mesmo jogando! Quantas vezes você viu esse lance em campo? Dizem que Pelé fazia isso, mas com a bola rolando, não em lance de bola parada.

E quando vemos o gesto do árbitro mandando esperar o apito para cobrar a falta?

– Normalmente ocorre pela exigência da equipe que cobrará a falta em querer a distância. O árbitro indica que irá contar a barreira, e por estar de costas e o jogo paralisado, precisa indicar aos atletas quando o jogo deve ser reiniciado (ou melhor, a falta cobrada). Alguns batedores de falta exigem a barreira, por ela ser um ponto de referência a eles. Usam e treinam com esse artifício. Vale lembrar que também o árbitro poderá desautorizar a cobrança caso tenha que tomar alguma providência (como o atendimento a um atleta que se lesiona gravemente, por exemplo). O atacante não precisa esperar nem para a aplicação de cartão amarelo a um adversário, caso deseje cobrar rapidamente a falta (o árbitro aplica o cartão na primeira paralisação seguinte).

Tal texto pertence as diretrizes da regra 5, no texto USO DO APITO: “O apito não é necessário para reiniciar o jogo mediante um tiro livre (…) O uso do apito é necessário para reiniciar o jogo mediante um tiro livre após determinar a distância correta de uma barreira“.

Mas o que a zaga deve fazer? Resposta simples: estar atenta! Ou se arrisca em tomar um cartão amarelo de árbitro que cumpra fielmente as regras do jogo, permanecendo em frente a bola e torcendo para que o adversário exija a barreira (se o adversário chutar, toma o amarelo e aí tem que esperar a barreira e o uso do apito mesmo, não pode mais cobrar rapidamente).

Parece severo, mas atende ao Espírito do Jogo, que juntamente com as Regras, norteiam o futebol: nunca beneficiar o infrator!

Assim, vale a pena os atacantes estarem espertos e estudarem a regra. Poderiam marcar mais gols.

Especificamente, no lance do Porto X Arsenal: um amigo me perguntou se vale o gol, já que o árbitro não teve tempo de levantar o braço para indicar tiro livre indireto. Vale sim! É que quando há tiro livre indireto e a bola é chutada direto ao gol, sem o braço do árbitro estar levantado, volta a cobrança (pois, teoricamente, o atleta não foi informado pelo árbitro que era em 2 lances). Se o braço estivesse levantado e a bola entrar no gol diretamente, tiro de meta. (Claro, como o lance foi dentro da área e a bola foi tocada, tudo bem).

Vale a lúcida colocação do atacante do time londrino, Fábregas: “Nós estávamos desatentos…”

– O Futebol no Pré-Guerra: evento do Memofut + Museu do Futebol

Amigos, o Memofut – (Grupo Literatura e Memória do Futebol), em parceria com o Museu do Futebol, está organizando durante todo este ano o evento: O Brasil nas Copas, que consistirá em 8 palestras sobre as participações brasileiras nas Copas do Mundo. A intenção é não se limitar as questões estatísticas e números da Seleção Brasileira, mas apresentar também as curiosidades futebolísticas e sociais que envolveram o Brasil e as Copas.

Entre alguns palestrantes já confirmados, estão Max Gehringer, Geneton Moraes Neto, Roberto Muylaert.

Abaixo seguem mais informações sobre a primeira palestra “Copas do Pré-Guerra (1930/1934/1938)”, com Max Gehringer, que acontecerá sábado, dia 27 de fevereiro, às 10:00. (Informações fornecidas pelo jornalista e escritor José Renato Santiago). Abaixo:

 

O BRASIL NAS COPAS

 

Palestra com o jornalista e escritor MAX GEHRINGER; ele inicia uma série de palestras sobre O BRASIL NAS COPAS DO MUNDO DE FUTEBOL

A partir de 27 de fevereiro, o Museu do Futebol em parceria com o Grupo Literatura e Memória do Futebol – MEMOFUT, promoverá uma série de reuniões, aos sábados pela manhã, apresentando a participação do Brasil em Copas do Mundo de Futebol

 

Programação:

27 de fevereiro – sábado

Palestra: ”COPAS DO PRÉ-GUERRA (1930/1934/1938)”, com MAX GEHRINGER – Comentarista da Rádio CBN, consultor do Fantástico da TV Globo, articulista da revista Época e do jornal Diário de São Paulo, e pesquisador de futebol.

Horário: 10h às 12h

Local: Auditório Armando Nogueira -Museu do Futebol – Praça Charles Miller – Estádio do Pacaembu

Entrada gratuita.

 

Para mais informações sobre eventos do Museu do Futebol, acesse:

Museu do Futebol – www.museudofutebol.org.br        Telefone: (11) 3663-3848

– Deus e o Diabo em Campo na Itália

Há dias, tratamos de um tema interessante: a proibição de que os jogadores proferissem palavrões durante as partidas de futebol na Itália, independente do motivo (para ler a matéria, clique aqui: PALAVRÃO RESULTARÁ EM CARTÃO VERMELHO). E não é só de palavrões que a norma trata: também das questões religiosas: usar o nome de Deus (e de qualquer crença) ou divulgar mensagens de amor em camisetas e/ou mensagens políticas, também valerá a punição. Sobre esse assunto, tratamos na oportunidade em que a FIFA resolveu dar atenção ao proselitismo religioso durante os festejos da Seleção Brasileira na Copa das Confederações-09 (para ler a matéria, clique aqui: A FIFA E A MANIFESTAÇÃO RELIGIOSA NO FUTEBOL BRASILEIRO).

Assim, embora realmente a medida seja polêmica (e a qual particularmente considero incabível e impraticável), a nova lei poderá fazer sua primeira vítima: o goleiro juventino Buffon, que blasfemou ao falhar no gol sofrido contra o Gênova, no último domingo. O árbitro não tomou providências no lance (a recomendação é a expulsão), mas o Comitê Disciplinar tomou as devidas medidas e irá julgar o goleiro, pela leitura labial!

Incrível e desnecessário, não? O cara erra um lance, e não pode desabafar consigo próprio?
 
Abaixo, extraído do Estadão com as citações no link: 

http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,goleiro-buffon-pode-ser-punido-por-blasfemia,511725,0.htm

GOLEIRO BUFFON PODE SER PUNIDO POR BLASFÊMIA 

Jogador é acusado de proferir o nome de Deus em vão após falhar no segundo gol do Genoa

TURIM – Gianluigi Buffon, da Juventus, pode ser o primeiro jogador a ser punido por má conduta em campo pelo Campeonato Italiano. O goleiro do time de Turim e da seleção italiana é acusado de proferir o nome de Deus em vão após falhar no segundo gol do Genoa, marcado por Rossi, na vitória da Juventus, no último domingo, por 3 a 2.

Pela nova legislação promulgada pela Federação Italiana de Futebol, a blasfêmia, se ouvida dentro do campo, deve ser punida pelo árbitro com cartão vermelho ou outros tipos de sanções após teste de leitura labial pela televisão. Os jogadores que falarem palavrão em campo também deverão ser expulsos.

A postura radical contra esse tipo de atitude foi adotada na semana passada pela Federação Italiana por sugestão do presidente do Comitê Olímpico Italiano. Também deverão punidos pela federação os jogadores que mostrarem nos jogos camisetas com mensagens pessoais de amor ou religião. Segundo os dirigentes, esta é uma forma de dar exemplo aos jovens.

Buffon, no entanto, não acredita que será punido. “A ideia pode ser justa, mas difícil de implementar. O esporte profissional, às vezes, cria situações de pressão que podem fazer você perder a lucidez. Não sei como poderão provar se o jogador poderá dizer Dio [Deus], Zio [Tio] ou Dino”.

– Jogões de Hoje

Hoje tem Milan X Manchester United e Lyon X Real Madrid pela Champions League. Enquanto isso, o equivalente em terras de Simon Bolivar promove Libertad X Blooming…

– Palavrão resultará em Cartão Vermelho!

Cada vez mais, observamos jogadores soltando palavrões por um gol perdido. Muitas vezes, o lamento se torna um ato teatral. Mãos abertas, socos no ar, e até mesmo uma espécie de “satisfação à torcida”. Mas não só a perda de um lance provoca essas reações: também nos acertos! Está na moda goleiro comemorar como se fosse um gol feito a cada defesa realizada, o lateral vibrar com um carrinho certeiro na bola e até sinal-da-Cruz para bola na trave vale!

Dito isso, vejo que a FIGC (Federazione Italiana di Gioco di Calcio) proibiu jogadores de xingar em campo. Qualquer palavrão dito, mesmo como ato reflexo, valerá cartão vermelho.

Particularmente, acho uma medida exagerada. Os bocas-sujas que se cuidem, pois a suspensão poderá ser imposta mesmo se o árbitro não expulsar o atleta mas se o vídeo permitir leitura labial.

Obs: quero ver para os estrangeiros que jogam na Liga, como serão punidos? O repertório de palavrões em português, sérvio, russo, togolês, hutu e outras línguas é de conhecimento dos árbitros? Assim, só valerá expulsão para quem xingar em italiano. Valerá dizer “Mama mia“, ao invés de “Porca miseria“!

Extraído de: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/italiano/0,,MUL1483722-9848,00.html

PALAVRÃO EM CAMPO SERÁ PUNIDO COM CARTÃO VERMELHO EM CAMPO

Federação anuncia ainda que vai usar vídeos dos jogos para punir aqueles que xingarem e não forem flagrados pela arbitragem

Nada de praguejar quando perder um gol, xingar quando um companheiro errar um passe, muito menos se referir a adversários ou à arbitragem com palavrões. A Federação Italiana anunciou nesta terça-feira que tornará oficial a decisão de que os jogdores “boca-suja” serão punidos com cartão vermelho nos jogos do Campeonato Italiano.A nova recomendação deverá ser cumprida pelos árbitros e, quando não forem, poderão ser avaliadas por uma comissão no dia seguinte. Os xingadores que não forem expulsos poderão também ser punidos com base nos vídeos dos jogos.

– A ideia é melhorar o comportamento dentro de campo – explicou o presidente da federação, Giancarlo Abete.

A Federação Italiana vai apertar o cerco também aos jogadores que exibem camisas com mensagens por baixo do uniforme do clube. Além do habitual cartão amarelo, eles serão também multados.

– Árbitros com Apito e Termômetro

Em São Paulo, a Federação Paulista de Futebol determinou que haja uma parada para hidratação aos 65 minutos de jogo, devido ao forte calor durante as partidas de futebol. Tal medida é válida para as partidas iniciadas às 10h, 11h, 15h e 16h. Jogos depois desse horário não sofrerão essa paralisação. Essa determinação partiu da presidência e vale até 31 de março deste ano.

No Rio Grande do Sul, a Justiça determinou que os jogos comecem após as 18h, devido ao forte calor. Mas com uma grande novidade: o árbitro adentrará em campo com um termômetro, e se a temperatura estiver além dos 35ºC, o jogo deve ter seu início atrasado, a fim de esperar a queda da temperatura. Só daí o meteorologista, ops, o árbitro dará o apito inicial!

Extraído de Globoesporte.com (clique aqui para a citação e link)

ÁRBITROS TERÃO DE USAR TERMÔMETRO NO RS

Horários dos jogos do Gauchão e da Copa do Brasil vão depender do calor. Partidas marcadas para 18h só serão realizadas com menos de 35ºC

por Richard Souza

A liminar da Justiça do Trabalho que proíbe a realização de jogos das séries A e B do Campeonato Gaúcho entre 10h e 18h está mantida, foi ampliada e fica ainda mais rigorosa. Nesta segunda-feira, o Juiz do Trabalho Rafael da Silva Marques proibiu a realização de qualquer partida de futebol profissional no Estado do Rio Grande do Sul, incluindo jogos da Copa do Brasil, entre 18h01m e 19h29m, quando a temperatura atingir ou for superior a 35ºC. Os árbitros das partidas serão os responsáveis pelo controle do calor e terão de usar termômetros. Em caso de descumprimento, a pena inicial de R$ 150 mil por jogo e R$ 5 mil por atleta está mantida. A Federação Gaúcha de Futebol (FGF) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já foram informadas sobre a decisão.

Por conta do calor intenso, o Sindicato dos Atletas Profissionais do Rio Grande do Sul moveu uma ação cautelar na quinta-feira passada para impedir os jogos entre 10h e 18h. A Justiça acatou o pedido e ordenou as mudanças. No domingo, a partida entre Grêmio e Universidade, pela sétima rodada da Séria A, inicialmente marcada para 17h, passou para 19h. Todos os confrontos da Série B foram suspensos pela FGF, já que muitos estádios dos times não têm iluminação artificial.

Tudo começou na última quarta-feira, depois que Grêmio e São Luiz de Ijuí se enfrentaram no estádio Olímpico, às 17h, com temperatura na casa dos 40º C. Alguns jogadores do Tricolor, como os zagueiros Rafael Marques e Mário Fernandes, passaram mal. O comentarista e ex-jogador Batista desmaiou antes da transmissão da partida.

A Federação Gaúcha de Futebol tentou cassar a liminar, mas não obteve sucesso. Nesta segunda-feira, o presidente da entidade, Francisco Novelletto, disse que nem um acordo entre a FGF e o Sindicato dos Atletas será capaz de mudar a decisão judicial.

Com a nova determinação, a partida entre Cerâmica-RS e Paraná, pela primeira fase da Copa do Brasil, marcada para a próxima quarta-feira, passa de 16h para 18h (de Brasília), no estádio Passo D’Areia, em Porto Alegre.

Todos os duelos do próximo sábado, pela oitava rodada do primeiro turno do Gauchão, estão previstos para 17h. Com a decisão da Justiça do Trabalho, terão de ser alterados.

Decisão surpreende árbitros

O presidente do Sindicato dos Árbitros do Rio Grande do Sul, Ciro Camargo, reconheceu que a decisão judicial o surpreendeu. Segundo ele, os árbitros precisam de qualificação para medir a temperatura antes dos jogos. Como a decisão é inédita, não consta dentro do quadro do Estado alguém especializado no assunto.

– Tenho certeza de que nenhum de nós está habilitado e qualificado para aferir temperatura. Somos quase 400 e não conheço ninguém que entenda de meteorologia. Teremos de tomar ciência, levar esta determinação do juiz ao nosso departamento jurídico. Vamos cumprir, mas precisamos saber como deve ser feito, em que local do campo devemos usar o termômetro. É muito subjetivo. Trata-se de uma novidade, de uma situação atípica – explicou, por telefone, ao GLOBOESPORTE.COM.

– Os Maiores Devedores do Futebol

A Casual Auditores Independentes divulgou a lista dos maiores devedores do Brasil, na área do futebol.

Compartilho a relação abaixo, mas com uma ressalva: “dever muito” não quer dizer “ser caloteiro”. Posso ter muitas contas a pagar; mas se elas estiverem agendadas, negociadas e com possibilidade de serem liquidadas, não há problemas. Muitas vezes, os maiores devedores são também os que mais faturam (vide Manchester United, por exemplo).

Na relação abaixo, a grande somatória de dívidas, em referência aos brasileiros, se deve a contas atrasadas trabalhistas e impostos.

Extraído de IG Esportes

CLUBES CARIOCAS LIDERAM O RANKING DOS MAIORES DEVEDORES DO BRASIL

  CLUBE REAIS EUROS
 1  Vasco  377.854.000  145.739.000
 2  Flamengo  333.328.000  128.529.000
 3  Fluminense  320.721.000  123.668.000
 4  Atlético-MG  283.334.000  109.252.000
 5  Botafogo  265.424.000  102.380.000
 6  Corinthians  255.164.000  98.423.000
 7  Palmeiras  197.229.000  76.076.000
 8  Internacional  176.906.000  68.237.000
 9  Santos  175.565.000  67.719.000
 10  Portuguesa  155.598.000  60.018.000
 11  Grêmio  154.638.000  59.651.000
 12  São Paulo  148.380.000  57.237.000
 13  Cruzeiro  131.578.000  50.755.000
 14  Vitória  91.313.000  35.223.000
 15  Coritiba  52.994.000  20.442.000
 16  Náutico  49.857.000  19.232.000
 17  Atlético-PR  37.028.000  14.283.000
 18  Paraná  27.303.000  10.532.000
 19  Figueirense  10.940.000  4.220.000
 20  São Caetano  3.137.000  1.210.000
 21  Barueri  539.000  207.000

Fonte: Casual Auditores Independentes

Vasco desbanca o rival Flamengo e aparece no topo da lista. Rubro-Negro é o segundo colocado, seguido por Fluminense, Atlético-MG e Botafogo

por Marcelo Monteiro, iG São Paulo

Os times cariocas lideram o ranking dos maiores devedores entre os clubes brasileiros. Dos cinco primeiros colocados no levantamento, quatro são do Rio de Janeiro – todos os grandes do Estado.

Elaborado pelo site Futebol Finance, com base em dados colhidos pela consultoria Casual Auditores Independentes, o ranking considera os dados divulgados pelos clubes em seus balanços referentes ao exercício de 2008. Segundo o auditor Carlos Aragaki, além dessas informações, também foram consideradas as dívidas fiscais e trabalhistas e os empréstimos contraídos pelas agremiações em 2009.

Com uma dívida de R$ 377,8 milhões, o Vasco é o primeiro do ranking, seguido pelos rivais Flamengo e Fluminense, pelo Atlético-MG e pelo Botafogo. Além de figurar no topo da lista, o Vasco mais do que dobrou sua dívida, que em 2006 era de R$ 165 milhões (crescimento de 129%).

Atual campeão nacional, o Flamengo também comemorou uma ligeira melhora no ranking. Líder do levantamento em anos anteriores, o Rubro-Negro deixou o incômodo posto de clube mais endividado do Brasil. Já o Fluminense, terceiro colocado, viu sua dívida saltar de R$ 166 milhões, em 2006, para R$ 320,7 milhões (aumento de 93%).

Manchester United deve cerca de R$ 2,1 bilhões

 

Perto da situação dos clubes europeus, os brasileiros até que estão muito bem, obrigado. Na última semana, a União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) divulgou um relatório sobre a saúde financeira dos times do continente. De acordo com o estudo, várias equipes tradicionais enfrentam sérios problemas. Algumas delas, inclusive, correm o risco de ir à falência.

De acordo com o estudo, pelo menos metade dos clubes europeus tem dívidas. Entre os cerca de 650 clubes de primeira e segunda divisões avaliados em todos os países europeus, mais de 300 registraram prejuízos nos dois últimos anos.

O Manchester United está no topo do ranking dos devedores europeus. Com um total próximo a 700 milhões de libras (cerca de R$ 2,1 bilhões), o clube inglês tem a maior dívida entre todos os times de futebol do planeta, de acordo com a Uefa.

Na Espanha, pelo menos oito clubes já declararam concordata: Sporting, Levante, Málaga, Murcia, Alavés, Las Palmas, Celta e Real Sociedad. No total, suas dívidas somam algo próximo a R$ 8,9 bilhões. Além deles, Real Madrid, Atlético de Madri e Valencia devem o equivalente a R$ 1,304 bilhão cada. Já o Barcelona registra uma dívida de R$ 1,13 bilhão.

– Paradinha liberada para a Copa do Mundo 2010

Paradinha liberada no Mundial da África. Atenção, PARADINHA, não PARADONA

Compartilho interessante material com uma entrevista do árbitro Carlos Eugênio Simon ao jornalista Diogo Oliver, do Zero Hora, a respeito do que será ou não permitido em relação à “paradinha” na próxima Copa. A propósito, segundo a coluna reproduzida abaixo, na próxima 6a. feira Simon será confirmado como árbitro na Copa do Mundo da África do Sul. Parabéns ao nosso colega brasileiro, torceremos por ele!

Extraído de: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&newsID=a2798225.xml&channel=13&tipo=1&section=Geral&source=widget

SIMON AVISA: PARADINHA ESTÁ LIBERADA NA COPA

Boa, muito boa notícia para a Seleção Brasileira que vai disputar a Copa da África. A paradinha está liberada na Copa do Mundo da África do Sul.Sabe aquela polêmica sobre a paradinha ser uma humilhação, quase um crime cometido pelo atacante contra o indefeso goleiro na hora do pênalti? E que, sendo assim, seria extirpada do futebol para todo e sempre? O presidente da Fifa, Joseph Blatter, chegou a colocar a discussão nestes termos, ao defender o fim do artifício.

Ficou só nisso. Não teve reunião da International Board, a entidade encarregada de regular as normas de arbitragem, nenhuma circular foi despachada para os árbitros da Fifa mundo afora, nada aconteceu desde então.

É o que garante Carlos Simon, que será anunciado na sexta-feira pela terceira vez seguida como um dos árbitros da Copa do Mundo. Feito, aliás, histórico. Um recorde para a arbitragem gaúcha e brasileira.

No Mundial de Clubes da Fifa, realizado em Dubai, nos Emirados Árabes, o assunto foi amplamente debatido pelos juízes em um encontro, antes de a bola rolar. O próprio Simon levantou o assunto para debate, já que a paradinha praticamente só acontece no Brasil.

Mais ainda: ele mesmo, Carlos Simon, com a experiência de quem já viu toda sorte de formas de cobrar o pênalti desta forma no Brasil, reino da paradinha, simulou com seus companheiros situações no campo.

— Tá liberado. Fica valendo a habilidade do batedor do pênalti, como diz a regra 14: é permitido fazer finta no tiro penal. Não pode ser aquele exagero, que configure conduta antidesportiva. Mas pode ter paradinha, sim — afirma Simon.

Portanto, tudo vai depender da interpretação de cada árbitro na Copa. Simon, por exemplo, já definiu alguns limites:

— Claro que não vou deixar dançar a chula antes de chutar. Nem ultrapassar a linha de bola, volta e bater. Mas parar, de repente chutar o chão antes de cobrar, pode — ensina Simon, que vai largar o apito após a Copa e não apenas sonha como fará de tudo para ajudar o amigo Leonardo Gaciba, de quem foi o principal incentivador na carreira, a herdar o seu escudo da Fifa.

Então, ficamos assim: a paradinha, inventada por Pelé, que ganhou contornos polêmicos depois dos exageros cometidos por alguns na tentativa de enganar os goleiros, está liberada para a Copa. Até ordem em contrário.

– Jovialidade Versus Experiência na Arbitragem de Futebol

Poderia até soar demagogo o título deste post. Ao contrário, ele vem dar o tom para um debate que certamente ocorrerá ao longo do ano: a Renovação do Quadro de Árbitros do Futebol Brasileiro.

A Comissão de Árbitros da CBF anunciou que os árbitros a ingressarem no Quadro Nacional em 2010 deverão ter até 30 anos de idade. Tal medida servirá de subsídio para aplausos e vaias, de acordo com o enfoque desejado.

(Importante: Por motivos de pertencer ao quadro de árbitros da FPF, ser árbitro atuante, ter 14 anos de arbitragem profissional e 15 de arbitragem amadora (com 34 anos de idade, estaria fora de uma indicação), tomarei o máximo de cuidado para não expressar minha opinião pessoal nem ferir princípios éticos, ou ainda tecer comentários em causa própria.)

Àqueles que defendem a renovação com nomes jovens e desconhecidos, a fim de realizar um trabalho de base, com treinamento técnico e teórico, tal medida é sensacional. Porém, dificultosa por alguns motivos: terião os clubes paciência para o amadurecimento desses árbitros? O trabalho de preparação dos nomes em treinamentos seria feito como? A estrutura financeira do futebol permitiria tal trabalho? Os jovens teriam a garantia de escalas? Um grande ponto a favor seria o condicionamento físico, num momento em que o futebol é muito mais corrido do que jogado. O ponto negativo, claro, a inexperiência.

Àqueles que defendem a renovação com nomes alternativos (não necessariamente tão jovens), a fim de oxigenar a atual relação, dando oportunidades a talentos das federações estaduais que até então, por número de vagas escassas, não apareceram no cenário nacional, tal medida adotada para 2010 será contestada: de onde viriam esses nomes jovens a serem indicados? Quem os garantiriam ou os respaldariam em caso de pressão de dirigentes? Como não queimar jovens talentos e lançá-los em jogos adequados? Um grande ponto a favor de nomes “alternativos” seria a experiência adquirida em campo em contrapartida dos novatos. O ponto negativo, claro, é o vício que poderão carregar pelos anos de apito (e entenda-se na linguagem do árbitro de futebol como “vício” os costumes e hábitos adquiridos na maneira de apitar e no estilo de arbitragem, difíceis de se eliminarem ao longo do tempo.

E aí virá a discussão – o que é mais necessário hoje: JOVIALIDADE OU EXPERIÊNCIA ? 

Para responder tal questão, leve em conta os fatores:

– Condicionamento físico;

– Capacidade de fazer a leitura do jogo durante a partida;

– Conhecimento de artimanhas e características de atletas já trabalhados em outras partidas;

– Histórico de arbitragem;

– Rodagem em campeonatos e clubes diversos;

– Respeitabilidade adquirida ao longo dos anos;

– Idade madura do árbitro (qual é a maturidade do jogador e a do árbitro?)

Tal tema é de dificílimo trato. E a implantação de tal projeto carece de força e apoio.

Desejo boa sorte ao Sérgio Correa nesta ousada empreitada. E que os clubes tenham paciência em entender o processo de renovação proposto.

(Vale lembrar que tal assunto não se restringe apenas ao mundo do futebol; no dia-a-dia, em qualquer seara, se discute sobre a renovação profissional, o momento dela, e o costumeiro debate: jovens ou seniors?  No mundo da administração, cotidianamente isso é questionado).

Abaixo, extraído da Agência Estado e reproduzido pela Gazeta do Sul (clique acima para a citação)

CBF VETA INGRESSO DE ÁRBITROS MAIORES DE 30

Os veteranos são bem-vindos nos times do País, mas na arbitragem as portas se fecharam. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) instituiu que somente profissionais com até 30 anos – antes era até 35 – podem ingressar ou reingressar no quadro nacional de árbitros para apitar jogos do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. As federações têm até hoje para enviar a relação de juízes.
A medida gerou polêmica e revolta. “Ela só vai prejudicar a carreira dos árbitros. Não faz sentido. Vários auxiliares e juízes já querem abandonar a carreira, já que quem tiver mais de 30 anos e não fizer parte do quadro nacional só pode apitar jogos dos estaduais, que duram apenas três meses”, declarou o presidente da Federação Pernambucana, Carlos Alberto de Oliveira.
A CBF distribuiu, em dezembro, circular com as novas diretrizes para entrar no quadro nacional. Segundo o documento, obtido pela Agência Estado, os árbitros devem ter, no mínimo, 21 anos completos e, para ingresso ou reingresso, 30 anos, no máximo. Precisa ter sido aprovado nos testes físicos e na avaliação teórica elaborada pela comissão de arbitragem da CBF, e atuado em partidas da primeira divisão nos últimos dois anos.

A resolução não afeta o árbitro com mais de 30 anos que já faça parte do grupo. “Mas, se ele não passar no teste físico, será cortado do quadro nacional e pode ter de encerrar a carreira”, argumentou o presidente da Comissão de Arbitragem da Federação do Rio, Jorge Rabello. “A ruptura de cinco anos (de 35 para 30 anos) é um desastre. Em países da Europa, os árbitros começam até com 16 anos”, afirmou.

Na visão do ex-árbitro Antônio Pereira da Silva, presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Goiana, a faixa entre 28 e 33 anos é o momento da afirmação profissional. “Isso vai matar muitos valores”, avisa. Já o presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista, coronel Marcos Marinho, afirmou que a medida vai afetar pouco os árbitros de São Paulo. Dos 16 que serão indicados, apenas dois estão ingressando. E até concorda com a determinação. “No futebol moderno, o grau de exigência é muito grande. O árbitro precisa acompanhar todos os lances em cima. Então, a idade pesa”, explicou Marinho.

 

– Marta com Calçados de Pelé

É emblemática uma imagem da Copa do Mundo de 70: Pelé se abaixa para amarrar as chuteiras e ali as câmeras focalizam a marca “Puma” para todo mundo. Até hoje o Rei do Futebol possue esse patrocínio.

Marta acaba de ganhar chuteiras personalizadas da empresa. Não é só patrocínio, é personalização: assim como o da Nike com o Ronaldinho Gaúcho e da Adidas com Kaká e suas estilosas chuteiras pessoais, com detalhes escolhidos a pedidos dos atletas.

A Puma estaria vislumbrando uma dupla poderosíssima de patrocínio para a Copa da África (Rei Pelé e Rainha Marta?)

– Um Bandeirinha Atropelado!

Para quem assistiu hoje a Manchester United X Hull, direto de Manchester, um lance inusitado: numa disputa de bola, o bandeira é literalmente atropelado, cai, desfalece, precisa de paramédicos e médicos, recebe o consolo dos jogadores de ambas equipes e volta ao jogo.

Curiosidade: o quarto-árbitro chega a começar o aquecimento para substitui-lo. Na imagem, ele está de agasalho por completo, gorro e luvas! Quarto-árbitro de gorro sentado no banco… ah, não dá!

O vídeo está disponível neste link: http://esporteinterativo.uol.com.br/noticia.aspx?idNoticia=17923

 

– A intervenção federal nas regras dos esportes!

Parece (e é) absurdo o projeto de lei da deputada federal Gorete Pereira (PR do CE) que busca a intervenção tecnológica nos esportes. A proposta da deputada (já em pauta, sob o número 5759/04), obriga as federações esportivas a filmarem os eventos esportivos promovidos por elas, e caso o capitão de alguma equipe se sinta prejudicado por alguma decisão do árbitro, terá o direito de pedir interrupção do evento (em 2 oportunidade de 5 minutos cada) para que o árbitro reveja sua marcação.

Como fazer com os esportes individuais? Como mudar as regras de todos os esportes? Como adequar paralisações no futebol, futsal, boxe, judô ou badminton?

Claro que há  a inconstitucionalidade no projeto da deputada, e evidente que mostra como o dinheiro público é mal gasto por alguns nobres parlamentares…

Material extraído de: http://www.apitonacional.com.br/noticias/jogosfilmados.htm

Jogos poderão ser filmados para auxiliar árbitros

 

Segundo proposta que tramita na Câmara dos Deputados, o capitão do time que se sentir prejudicado por uma decisão do juiz pode pedir a interrupção da partida para verificação das imagens. 

As federações esportivas brasileiras que promovem campeonatos profissionais poderão ser obrigadas a filmar os jogos oficiais para auxiliar os árbitros, no momento da partida, na aplicação das regras. A determinação consta no Projeto de Lei 5754/09, da deputada Gorete Pereira (PR-CE), em tramitação na Câmara. O texto altera o Estatuto de Defesa do Torcedor (Lei 10.671/03).  Segundo a proposta, o capitão do time que se sentir prejudicado por uma decisão do juiz pode pedir a interrupção da partida para verificação das imagens. Nas modalidades individuais, o pedido será do atleta.

A paralisação para verificação do lance duvidoso terá duração máxima de cinco minutos, limitada a duas por jogo, e será julgada pelo juiz e árbitros auxiliares. O PL 5754/09 determina que se o lance não for solucionado no tempo previsto, será considerada válida a aplicação original do juiz.

A deputada Gorete Pereira explica que proposta similar foi apresentada em 2004 pelo ex-deputado Roberto Pessoa (CE), tendo sido rejeitada. Ela decidiu reapresentar o texto por achar  que tem crescido o número de erros das arbitragens, “com visíveis e diretas repercussões no resultado das partidas”. Gorete acredita que a medida poderá até reduzir a violência nas partidas, que muitas vezes tem como estopim uma decisão do árbitro. Ele destaca que o futebol americano já usa as filmagens para a correção de erros da arbitragem.

– Preconceito ou Garantia sobre o atentado contra Togo?

Angola está sediando a Copa Africana de Nações. E é de conheciemnto público que a seleção de futebol de Togo sofreu um atentado terrorista, tendo seu ônibus sido metralhado durante uma viagem. Morreram 2 pessoas da Comissão Técnica e 1 assessor de imprensa.

A Copa continua confirmada, e a seleção togolesa jogará a competição mesmo assim. Mas… uma vida é uma vida. Algumas valem mais do que outras, para alguns. Se fosse Adebayor, craque togolês que joga na Inglaterra que tivesse sido morto, ao invés do anônimo assessor de imprensa, a repercussão seria a mesma?

Mas um exemplo da mesma linha me chamou a atenção neste domingo: o jornalista Flávio Prado, na Rádio Jovem Pan, convidou à seguinte reflexão: “Já imaginaram se fosse o Real Madrid ou o Barcelona que sofresse o atentado, o que aconteceria?”

É uma triste realidade… Duvido que dariam prosseguimento à competição. Como disse acima, infelizmente, uma vida vale mais para uns do que para outros. Ou menos!

– Ranking dos Árbitros Mundiais

Existe um polêmico instituto de história e estatística do futebol, IFFHS, que frequentemente divulga polêmicos rankings do futebol. Ontem, um me chamou a atenção: o ranking dos melhores árbitros do mundo. O ponteiro da lista é o ítalo-suiço Massimo Bussaca, o mesmo que neste último ano fez xixi em campo no Catar, entre tantas ações polêmicas. O curioso é que neste mesmo ranking não há nenhum voto a brasileiros (quem será que votou nesta lista?). O 15o. é do Uzbequistão. E tem até de Seicheles na votação!

Abaixo, a relação dos melhores do mundo, segundo a IFFHS, os pontos conquistados, e uma curiosidade: o mesmo instituto escolheu Pierluigi Colina como o melhor de todos os tempos, e José Roberto Wright como o melhor brasileiro até hoje, sendo o 22o. colocado do mundo na história do futebol.

Extraído de: http://www.iffhs.de/?28e43c03f32b00f31504e52d17f7370eff3702bb1c2bbb6e0b

1. Massimo Busacca Schweiz 225
2. Roberto Rosetti Italia 147
3. Howard Melton Webb England 52
4. Jorge Luis Larriondo Uruguay 47
5. Frank De Bleeckere Belgique 45
6. Luis Medina Cantalejo España 25
7. Manuel Enrique Mejuto González España 22
8. Carlos Luis Chandía Alarcon Chile 19
  Wolfgang Stark Deutschland 19
10. Héctor Walter Baldassi Argentina 17
11. Claus Bo Larsen Danmark 15
12. Carlos Arecio Amarilla Paraguay 12
  Alberto Udiano Mallenco España 12
14. Martin Atkinson England 11
  Ravshan Irmatov Uzbekistan 11
16. Oscar Julián Ruiz Acosta Colombia 10
  Ali Hamad Madhad Saif Al-Badwawi UAE 10
18. Benito Armando Archundia México 9
  Martin Hansson Sverige 9
  Tom Henning Övrebö Norge 9
21. Terje Hauge Norge 7
22. Dr. Felix Brych Deutschland 6
23. Herbert Fandel Deutschland 5
  Eddy Allen Maillet Seychelles 5
  Marco Antonio Rodríguez Moreno México 5
  Florian Meyer Deutschland 5

Eu não creio nesse ranking, que nem metodologia apresenta. Mas para quem gosta…

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.