– O Péssimo Desrespeito do Ronaldinho Gaúcho

Gênio e ao mesmo tempo cabeça de bagre…

Lembram quando Ronaldinho Gaúcho atendeu a um telefone celular, durante a premiação da Olimpíada, onde ele estava no Pódio? Ontem, para mim, fez pior.

Ronaldinho Gaúcho inegavelmente foi craque. Hoje, joga pela fama conquistada. Sexta-feira, o Flamengo assinou um belo acordo com a Unicef, onde mensagens em defesa da criança foram feitas; personalidades olímpicas e autoridades estavam por lá, além de pessoas de boa vontade em ajudar na luta por causas sociais.

Quem faltou?

R10.
Curioso: convidado, não compareceu. Mas foi flagrado num baile funk as 6:00 da manhã, horas antes do evento.

Para a farra, há tempo…

A diferença de um cara engajado verdadeiramente e alguém sem responsabilidade mas forçado por outros interesses? O comprometimento.

– 2012 do Apito será diferente de 2011?

Há certas coisas que impressionam. O descaso a certas categorias é uma delas, com o perfeito exemplo à arbitragem.

Li dias atrás que, apesar de estarmos quase em 2012, não temos no site da CBF a lista de árbitros para 2011 (pode ser coloquem agora, depois desse ‘toque’…). E não é que é verdade?

À beira do ano novo vemos que a lista é de 2010. Sandro Meira Ricci é ainda aspirante a FIFA, junto com Gutemberg de Paula! Péricles Bassols ainda apita como árbitro internacional, e outros erros mais.

Puxa… Com tanto dinheiro para a Copa e com tanta riqueza da CBF, e os Árbitros são tão esquecidos assim? Não tem uns trocados para atualizar o site? Será que o presidente Ricardo Teixeira tem tantos afazeres que esqueceu dos apitadores? Ou eles não interessam às preocupações maiores da casa?

Para quem quiser acessar, o caminho é: http://www.cbf.com.br/institucional/arbitragem

Depois clique em “Renaf” (Relação Nacional dos Árbitros).

(o link direto é: http://www.cbf.com.br/media/75321/renaf_2010.pdf)

Talvez seja por isso que muitos criticam algumas situações. A bola da vez é o Chicão de Alagoas. Sem cornetar esse ou aquele árbitro, mas como ex-árbitro e observador de futebol, leio e escuto assuntos da área. Dizem (não sou eu que digo, mas é só ligar o rádio ou ler jornal) que estão forçando a barra para um escudo FIFA à ele. A julgar pelas atuações e sequência de escalas, por quê não?

Mas quem sairia? A lista atual é:

ÁRBITROS FIFA

Evandro Rogério Roman – PR

Gutemberg de Paula Fonseca – RJ

Heber Roberto Lopes – PR

Leandro Pedro Vuaden – RS

Marcelo de Lima Henrique – RJ

Paulo César de Oliveira – SP

Ricardo Marques Ribeiro – MG

Sálvio Spínola Fagundes Filho – SP

Sandro Meira Ricci – DF

Wilson Luís Seneme – SP

Roman voltou com tudo, não perde sorteio algum e, para quem passa só pela série A e se assusta com a sorte inacabável, esquece-se de ver as escalas na série B. Como diria o amigo Zé-Boca-de-Grade, “ele ganha na Mega toda a semana e na Quina quando joga”.

Gutemberg atuou mal nesse ano. Mas perderia o escudo para alguém de outro estado? Assim como os paulistas, RJ troca por RJ e SP troca por SP. Assim, por exemplo, duvido que o amigo e bom árbitro Luiz Flávio (aspirante) integre o quadro no ano que vem.

Sobraram Heber (que está bem), Ricci (sem chances de sair do quadro, ótimo campeonato) Vuaden e Ricardo Marques Ribeiro. O gaúcho Vuaden reprovou no teste físico e voltou magrinho. É bom árbitro. A região Sul ficaria sem ninguém? Creio que não.

Por lógica, sobraria Ricardo Marques, que nunca foi tido como Top pelos próprios árbitros. Talvez… teve mais baixos do que altos no ano.

Entretanto, temos o ‘fator teste físico’: na maluquice em tornar árbitro de futebol um corredor, muita gente acaba sofrendo overtraining. Ou seja: estoura! Penso que quem reprovar, dançou!

E quem entra? A lista de aspirantes conta com Wagner Reway (MT), que é muito jovem além de ser o primeiro ano dele; tem o Luiz Flávio já citado; o brasiliense Wilton Sampaio (mas teríamos 2 do DF?) ou André Luís de Castro (GO), que faz um excelente campeonato.

Em que eu apostaria? No Célio Amorim, de SC? Não, falta comer mais feijão (ou você lembra algum clássico que ele apitou para ser FIFA?). Pablo dos Santos Alves (ES)? Fez um bom campeonato, mas aquele pênalti que ele marcou no Cruzeiro X Corinthians manchou o ano (não deveria apagar o restante do seu trabalho). Ou o Francisco-Chicão Carlos do Nascimento? Talvez… afinal os melhores jogos e a sequência maior foi para ele, sem dúvidas.

Ôpa: quantos aspirantes à FIFA de estados que não serão sedes da Copa! Que coisa… Coincidência, pois afinal, aqui vem a história de que se precisa de árbitros neutros, de centros não desenvolvidos no Futebol para poderem apitar equipes de qualquer estado (um árbitro da Roraima não teria problemas em apitar jogos de equipes cariocas, paulistas, gaúchas…)

E para você, quem vai virar o ano passando de Aspirante à FIFA?

Ei, quase esqueci: Será que os jogadores gozarão realmente de 30 dias de férias e pelo menos terão duas semanas de pré-temporada? Salvo engano, temos 60 dias para a divulgação da Tabela do Paulistão A1, de acordo com o Estatuto do Torcedor. Então dá.

E já quem entramos no assunto… quem serão os novos árbitros Ouro para 2012?

Xi… teremos de novo a angústia dos árbitros Prata esperando, esperando, e nada sai. O ranking paulista é gozado: no Regulamento se fala em divulgação em Dezembro, só é divulgado de fato no ano seguinte, mas os árbitros que serão aprovados já treinam desde Outubro deste ano. Ué? Calendário às avessas?

Claro que a resposta a essa contestação está pronta: os nomes que constam no “Informações aos Árbitros” (link da FPF) não são os Ouro 2012, mas aqueles que trabalharão não necessariamente na A1. Ah bom… e todos aqueles tem chances independentes de zerar ou não nas últimas provas. Gozado!

Também, alguém já viu a fórmula do ranking? É mirabolante:

Pf = [Pm*2 – Pe*1 / _ (pesos)] + Pb

Sendo Pm = pontuação média dos Relatórios de Avaliação;

Sendo Pe = penalizações em função dos testes escritos, físicos e sanções disciplinares;

Sendo Pb = pontos de bonificação.

(está em: http://futebolpaulista.com.br/arquivos/an1nmclassarb10.pdf)

Procure RESULTADO DO COMPONENTE FÍSICO ESPECÍFICO, na página 2 do link acima. Tem de tudo! Albert Einstein penou, mas conseguiu decifrá-lo.

Sinceramente? Faça algo mais claro, se quer criar ranking. Datas claras, divulgações claras, notas claras. Se existe ranking, é porque é um campeonato de árbitros. Ou então se abomine e crie algo diferente.

No final do Paulistão, depois daquelas polêmicas do sorteio, o presidente Marco Polo Del Nero disse que “Ouro é Ouro, e que em 2012 vai todo mundo para o globinho. Vai?

Era melhor não criar coisas que compliquem a si próprio… De tanto reformar os critérios adotados, deveriam aboli-los e recomeçar de novo. Por que não nova gente, mas não no apito, mas na administração?

Fica aí a sugestão: por quê não evitar que pessoas ligadas a entidades de defesa aos árbitros trabalhe como dirigentes da Federação, envolvendo desde a escalação nas Comissões até as punições na Ouvidoria? A independência seria melhor.

Pelo jeito, os árbitros devem gostar do sistema atual. Afinal, alguém reclama?

Boa sorte em 2012.

– E a Culpa é do… Placar Eletrônico???

Já ouvimos as mais esfarrapadas desculpas no futebol: ‘perdemos por culpa do juiz, falhamos nos minutos finais, faltou atenção para a equipe, o campo estava ruim…’ Mas Dedé, zagueiro do Vasco da Gama, se superou: a culpa do empate com o São Paulo, no último domingo, foi do… Placar Eletrônico!

É. Ele disse que quando o time viu anunciado no placar de São Januário que o Avaí ganhava do Corinthians por 2X1 (na verdade, seria o contrário), os jogadores mudaram o comportamento para garantir o empate em 0X0!

Ué, independente do placar no Pacaembu, o Vasco não deveria tentar a vitória em casa?

Uma coisa é certa: o funcionário que cuida do placar eletrônico no estádio deve ter ouvido poucas e boas… Aliás, placares falsos para motivar equipes é comum no futebol, principalmente em reta final. Nesse caso, o tiro saiu pela culatra.

A propósito, gostaria de saber (e pergunto a quem saiba): por quê Arnaldo César Coelho disse que “Dedé era um mascarado de salto alto” durante o jogo? Confesso não saber de polêmicas do atleta.

Abaixo, extraído do Uol Esporte: http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/brasileiro/serie-a/ultimas-noticias/2011/11/03/dede-culpa-placar-de-sao-januario-por-empate-com-sao-paulo-no-ultimo-domingo.htm

DEDÉ CULPA PLACAR DE SÃO JANUÁRIO POR EMPATE

Erro do árbitro, dos auxiliares, falta de atenção deste ou daquele jogador, azar. Estas e muitas outras são justificativas normais para um mau resultado em um jogo de futebol. O zagueiro Dedé, do Vasco, porém, inovou ao explicar o empate em 0 a 0 contra o São Paulo, domingo, no estádio de São Januário.

“No fim da partida, quando apareceu no placar que o Avaí vencia o Corinthians por 2 a 1 em São Paulo, mudamos nosso estilo de jogo. Seguramos mais para não levar gol e garantir o empate”, disse o jogador.

Caso a informação no placar fosse correta, uma derrota do Corinthians e um empate do Vasco faria com que o clube de São Januário terminasse a 32ª rodada com três pontos à frente do clube paulistano. Os placares “reais” fizeram com que o Timão reassumisse a liderança do Brasileiro, pelo critério de número de vitórias.

“Só descobrimos o real placar do jogo do Corinthians no vestiário. Saímos de campo acreditando que o Avaí é quem tinha feito o segundo gol”, informou, em entrevista ao programa Arena SporTv.

O Vasco volta a campo neste domingo, para enfrentar o Santos, na Vila Belmiro. Vice-líder, torce por um tropeço do Timão para voltar à liderança do Brasileirão.

– Visão Profissional de Max Weber versus Visão Profissional de Andrés Sanches

O mundo do Futebol, se comparado ao universo da Administração de Empresas, nos permite estudos de casos e debates fantásticos.

Ontem, o presidente do Corinthians Andrés Sanches, em entrevista ao repórter Fábio Seródio da Rádio Jovem Pan, disse a respeito do atacante Adriano e seus costumeiros festejos, ao ser indagado sobre as dificuldades do atleta em seu processo de recuperação:

Não sou babá dele, na folga ele faz o que quiser

(Áudio em: http://jovempan.uol.com.br/videos/no-sou-bab-dele-na-folga-ele-faz-o-que-quiser-61717,1,0)

A declaração se baseia em que o mandatário do Corinthians não se importa com o consumo de álcool, festejos ou condutas do jogador fora do horário e do ambiente de trabalho. Em suma, na folga, tudo pode (embora o atleta esteja afastado do time se recuperando fisicamente).

Qualquer profissional do futebol dirá que o descanso ajudará na recuperação, que evitar o consumo de álcool fará bem, que o resguardo o ajudará a voltar ao trabalho mais cedo…

Porém, caímos numa discussão: o que é ser Profissional nos dias atuais?

Na última semana, discutimos com estudantes em Administração o conceito sobre Profissional, dentro da visão Weberiana.

Max Weber, um dos mais árduos defensores do capitalismo e contraponto das idéias de Karl Marx em seu tempo, é pai da Sociologia da Burocracia, obra que desencadeou em valorosos conceitos em Gestão de Empresas & Profissionalismo. Max Weber era alemão, e considerado um gênio na sua época. Formado em Economia, Direito, Sociologia, Filosofia, Teologia e Música (ufa!), das suas idéias na virada do século XIX/XX surgiu o conceito na década de 30 de que o Profissional era:

um indivíduo dedicado à sua instituição, onde teria no seu emprego, que é a fonte de renda que lhe custeia a sobrevivência, sua principal atividade. Na empresa, o homem é ocupante de um cargo, e por tal motivo, deve aceitar os interesses organizacionais acima dos seus interesses individuais, capaz de representar a empresa em qualquer ambiente, dando-lhe exclusividade e sendo remunerado de acordo com o seu empenho”.

Em outras palavras, o profissional é aquele que representa a empresa durante o horário de trabalho e fora dele; é a imagem da organização, pois leva o nome da mesma por estar vinculado a ela. Deve-se dedicar a uma única instituição, pois não seria cabível dividir seu tempo com outra atividade (uma das duas seria prejudicada). Deve se cuidar para não afetar seu rendimento. E, por fim, ganhará muito bem como recompensa de tais exigências.

Exemplos práticos?

– Um médico poderia abusar de bebida alcoólica e ir dormir tarde, sendo que as 7:00 da manhã tem uma cirurgia delicada marcada?

– Um esportista pode descumprir ordens da sua equipe, mesmo que sua vontade seja diferente da do time? (vide Rubens Barrichello no GP da Áustria, anos atrás, onde teve que abdicar da vitória em prol do seu companheiro Schumacher, a pedido da Ferrari).

– Um executivo de multinacional poderia ter comportamento discriminatório, provocando debates sociais levando a consumidores a boicotarem seus produtos, por culpa da opinião pessoal dele em tema polêmico?

– Dirigentes de clubes de futebol poderiam abrir mão do precioso tempo de suas empresas a fim de dedicarem-se aos seus clubes, sem remuneração, apenas por paixão?

Enfim, dentro do conceito weberiano/burocrático, o profissional é o indivíduo dedicado à instituição, que deve ter uma conduta dentro e fora da organização irrepreensível, pronto a atender a empresa a qualquer instante, e que deverá ter um alto salário como compensação.

Claro que há outros conceitos profissionais nos dias de hoje, transformando a questão “ser profissional” muito subjetiva. Para uns, o funcionário da empresa leva o nome da empresa para todos os lugares em que freqüenta, e por isso deve ter cuidados com o que faz. Para outros, fora do horário de trabalho, o vínculo deixa de existir e pode-se fazer o que bem entender.

Em tempos de saudável democracia, convém-se acreditar que o profissional é aquele que cumpre seus deveres com a empresa e que suas ações particulares são inquestionáveis. Mas aí temos o dilema: tudo que é permitido, de fato, é devido? Nem tudo que se pode, em muitos casos, deve-se fazer, pois há se confunde permissividade absoluta com irresponsabilidade desregrada.

Um atleta de futebol em recuperação, embora possa no seu horário de descanso fazer o que bem entender (beber, fumar, festejar), deve ter cuidados? Alguns atos não poderiam retardar sua plena forma, prejudicando a equipe?

O que você pensa sobre isso: ser profissional no século XXI é algo diferente do que em outras épocas?

Encerrando: lembro-me do caso da jornalista Soninha, apresentadora de um programa para adolescentes na TV Cultura, demitida por declarar à Revista Época que consumia maconha e defendia a liberação. A justificativa, na oportunidade, é que tal declaração pessoal não era condizente à filosofia profissional e educacional da emissora. Misturaram opinião pessoal com conduta profissional?

– Listas Indicam a Real Qualidade?

Estamos no final de 2011, e surgem as mais diversas listas: melhores jogadores, melhores treinadores, melhores árbitros (tanto em âmbito nacional quanto internacional).

Mas será que a composição das listas reflete a verdadeira condição?

Um exemplo: hoje, Alemanha, Brasil, Itália e México são a elite da arbitragem mundial, com o maior número de oficiais de arbitragem da FIFA: 20. A França e a Argentina possuem 19; Espanha 18 e, pasmem, a Inglaterra tem 17 (mesmo número que a Polônia e a Áustria!).

Será que a poderosíssima Áustria está no mesmo patamar técnico e de importância do que a Inglaterra? Ou que os árbitros brasileiros são melhores do que os argentinos?

Qual o critério para criação de rankings, vagas e escolhas?

Neymar figura entre os 23 nomes do Bola de Ouro da FIFA. Ok. Deverá ganhar todos os prêmios aqui no Brasil, mas em âmbito internacional, pela forte influência européia, talvez leve mais tempo para erguer troféus. Poderá levar na categoria FIFA U-21 (se é que a premiação ainda existe).

Mas aí vem a dificuldade das listas: se Neymar é unanimidade como craque do Brasileirão, como escolher a revelação do campeonato? Próximo do término do Brasileirão (mais ou menos 1 mês), quem é a surpresa? Difícil dar um nome “na lata”. A safra é fraca.

Refaço a pergunta ao árbitro: quem é o árbitro-revelação? Também é difícil compor a lista. Quem é o melhor do ano? Aí teremos Seneme, Ricci, Roman na sensacional sequência nesta reta final (e olha que só observamos os jogos seguidos da Série A, sem contar os jogos da série B, os quais também vence nos sorteios), entre outros.

Creio que se preocupar em escolher as revelações são tão importantes quanto premiar as realidades. Revelações são promessas, personagens que poderão representar o país no futuro. Se não temos revelações de jogadores e de árbitros, quem nos representará com boa qualidade em breve?

É inevitável: se temos preocupações para daqui praticamente 2 anos, com a Copa de 2014, com dificuldade em repor posições para Kaká e Ronaldinho (com Jadsons e Fernandinhos ostentando a camisa 10), quiçá 2018?

Na arbitragem, por exemplo, quem serão os nomes para a Copa da Rússia? Como aspirantes, temos Célio Amorim, Francisco Carlos do Nascimento, Wagner Reway… estariam eles daqui 6 anos aptos para uma Copa do Mundo?

Por fim: se o Brasil tem hoje 20 oficiais no quadro FIFA, sendo 10 árbitros e 10 bandeiras, fica a curiosidade: Paulo César de Oliveira é o mais antigo da relação, o único desde o ‘século passado’ (1999). E 2014 está logo ali. Mas e a questão sobre a meritocracia: por que ele nunca teve sua chance, nos melhores momentos de sua carreira? Por que repetimos consecutivamente 3 vezes o mesmo árbitro nas Copas do século XXI?

Será que teremos PC em 2018 e 2022?

E para você, quais as revelações deste ano: jogador, treinador e árbitro?

(Encerro com um sábio comentário que ouvi: ‘você acha que com os bilhões que custarão a Copa do Mundo, Ricardo Teixeira está preocupado com a arbitragem do Brasileirão?’)

Deixe seu comentário:

– Duras punições aos Jogadores por Excesso de Alegria na Comemoração!

Comemorar gols e não tomar cuidado com o excesso do festejo pode ser problemático. Na 1ª divisão do Irã, a equipe do Persépolis (de Teerã), venceu a partida contra o Damashi, mas acabou punida por uma atitude curiosa: teve dois jogadores punidos com suspensão por tempo indeterminado, pois, segundo a Comissão de Disciplina Desportiva do Irã, comemoraram o gol de forma inadequada, imoral e mal-educada.

O zagueiro Mohamad Nasri, vendo os atletas pularem em cima do artilheiro atacante, comemorou o gol cumprimentando seu companheiro de time, Sheis Rezaei, com um tapinha no bumbum.

O gesto carinhoso foi duramente criticado. Lembremo-nos que o Irã é um regime teocrático, xiita, e tais atos que possam ofender a masculinidade são punidos severamente.

Curioso: no Irã, é comum homens se cumprimentarem com beijos (ou ósculo, como preferir), e andarem de mãos dadas, em sinal de comunhão religiosa fraterna (nada que envolva opção homossexual, mas com o sentido de ‘irmandade em Alá’).

Para quem não viu, aqui o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=iaR-V-NoDJ8&feature=player_embedded

Se fosse no Brasil… apesar que, cá entre nós, fui generoso ao chamar o ato de tapinha. Afago soa melhor?

– Neymar e a Maior Conquista até então!

Neymar era molequinho; promessa, não realidade; odiado pelos árbitros; irresponsável. Se jogava e se mostrava mimadinho demais.

Caiu a ficha!

Inegável que evoluiu. Aprendeu a “apanhar na hora certa” e cavar faltas na medida correta. Se comporta melhor dentro e fora de campo.

Amadureceu.

Inegável, é o melhor jogador Brasileiro da década de 10. Mas o seu maior feito aconteceu hoje: é o único brasileiro a figurar no Brasil na lista dos 23 da FIFA, na versão moderna, pós-Pelé.

Será que o presidente santista LAOR conseguirá fazer o jogador ser o melhor do mundo sem jogar na Europa, como deseja? Seria incrível.

– Árbitro pedir camisa de jogador. Pode?

Claro que não. Por motivos óbvios e exemplo práticos, explico:

Normalmente, as grandes equipes costumam entregar kits aos árbitros. Calma, nada de tentativa de suborno, mas souvenirs, lembranças da sua passagem por aquele estádio. Chaveiros, canetas ou camisas. Brindes, em geral.

Pequenas e médias equipes também fazem isso eventualmente, dependo da condição financeira. Certa vez, em Lençóis Paulista, tanto a equipe de arbitragem e os adversários ganharam cestas de chocolates do patrocinador local, que era o fabricante das guloseimas. Em outra oportunidade, em Americana (a equipe do Rio Branco sempre fazia isso), cortes de tecido (a cidade é conhecida como “tecelã”). Em São Carlos você ganhava toalhas. E por aí vai.

Até esse ponto, do oferecimento ser souvenir, tudo bem. Ou algum árbitro se venderá por uma camisa de clube? Claro que não.

Dar uma lembrança e aceitar/ou não, independente do placar, é até mesmo uma questão educacional.

O problema passa a ser o seguinte: PEDIR.

Vi muitas vezes colegas de arbitragem pedirem camisas. Nunca o fiz, pois sempre achei deselegante, e confesso que nunca tive motivos para pedir também. Ganhei, e confesso também, camisas de todos os grandes clubes de São Paulo, que foram por mim doadas. Sempre as recebi com os demais integrantes e nunca sozinho.

Em algumas situações como quarto árbitro, já passei pela delicada situação de árbitro me pedir para solicitar aos dirigentes camisas. Não o fiz por achar apelativo.

Quando a partida foi disputada sem problemas, se não houve polêmica, se tudo ocorreu bem, se por ventura o árbitro sacar da sua mala uma camisa para ser autografada pelo craque do time à um amigo torcedor, penso que tudo bem (embora não faria isso). Já presenciei isso também.

Algo complicado: árbitros que recebem camisas de brinde e as revendem. Isso também já aconteceu. Faturar em cima da gentileza de alguém. É mercenarismo.

O problema em pedir é a contrapartida da equipe em caso de derrota. Já vi dirigente levando camisas antes do jogo e reclamando ao término da partida: “assalta o time e ainda leva camisa”. Difícil…

A FPF proíbe seus árbitros de receberem qualquer coisa em seus vestiários. Presentes e agrados nem pensar.

A CBF, por sua vez, regulou a proibição de aceite em 2004, após a polêmica do dirigente do Vitória, Paulo Carneiro, ter acusado o árbitro Edilson Soares da Silva (lembram-se dele, o famoso Michael Jackson do apito?) de pedir camisas do Santos, após o término da partida Vitória 1 X 2 Santos.

No último sábado, Francisco Carlos Nascimento supostamente teria pedido a camisa de Neymar no jogo entre Santos 4X1 Atlético Paranaense. Repito: para quem ganha taxas de arbitragem num valor considerável e apita uma grande sequência de jogos, o valor de uma camisa é irrisório… Porém, o valor de estima é de ser “a” camisa do Neymar, a roupa em que ele vestia numa atuação de gala, onde a loja não possui; só quem esteve no espetáculo poderia obtê-la com maior facilidade.

O árbitro negou em entrevista, dizendo que foi Durval quem pediu seu par de cartões como lembrança. Mas mesmo se Chicão tivesse pedido, pelos lances polêmicos, seria indevido. Em outras situações, poderia ser estranho, mas aceitável. Antonio Lopes, treinador adversário do Santos, pediu afastamento sumário do árbitro (em: http://ht.ly/7drX5)

É uma questão de cultura. Mas e você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

Sobre o jogo entre Santos X Atlético Paranaense, você pode ver a análise da arbitragem no site “Pergunte ao Árbitro”( http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/2011/10/30/o-lance-de-alan-kardec-de-impedimento-passivo-como-defini-lo-analise-da-arbitragem-de-santos-x-atletico-paranaense/) ou no Blog do Professor Rafael Porcari (http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2011/10/30/analise-de-arbitragem-santos-x-atletico-paranaense-brasileirao-2011-29102011-pacaembu/)

– Análise de Arbitragem: Santos X Atlético Paranaense, Brasileirão 2011, 29/10/2011, Pacaembu.

Na partida envolvendo Santos X Atlético Paranaense, realizada, ontem, sábado, lances polêmicos de diversas naturezas.

Erro 1: Logo de início, Neymar disputa uma bola com Cleber Santana e é trancado. Lance normal. Entretanto, o árbitro Francisco Carlos do Nascimento/AL marca infração, e por estar dentro da área, pênalti.

Não havia ninguém atrapalhando sua visão, marcação convicta e bandeira Fábio Pereira/TO corre à linha de fundo. Impressiona a firmeza de um lance tão mal assinalado.

Nem todo tranco é legal. A regra 12 nos lembra que:

Será concedido um tiro livre direto para a equipe adversária se um adversário (…) dar um tranco em um adversário de maneira imprudente, temerária ou com força excessiva”.

Houve algumas das condições infracionais no tranco de Cleber Santana? Não. Ele dá o tranco disputando legalmente a bola, consciente, sem imprudência (não levando certo perigo por descuido), nem temerária (sem querer lesionar o jogador por risco), muito menos com força excessiva (sem usar força desproporcional que certamente o machucaria).

Assim, interpretou com total equívoco o lance. Começou a perder o jogo ali. Tanto que Antonio Lopes, experiente treinador atleticano, reclamou a partida inteira e nada fez para coibir isso.

Erro 2: Aos 42m, uma jogada bacana para se explicar aos jovens árbitros e curiosos. A bola é lançada, Alan Kardec está em posição de impedimento e resolve nem tentar dominá-la, mostrando que está consciente de que está na posição citada. A bola sobra para Neymar, que em posição legal faz o gol. Muitas reclamações dos paranaenses, e, para surpresa geral, o árbitro volta atrás e marca impedimento!

Para quem não viu o lance, em: http://globoesporte.globo.com/temporeal/futebol/29-10-2011/santos-atletico-pr/#topolances

Para se marcar um impedimento, há 3 condições necessárias para o árbitro e o árbitro assistente analisarem no lance. São elas (impostas pela Regra 11 – Impedimento –  aqui resumidamente):

O jogador estará impedido se estiver mais próximo da linha de fundo do que a bola exceto se tiver 2 ou mais atletas entre eles ou em mesma linha- não valendo impedimento para lances de escanteio, arremesso lateral ou tiro de meta (quando lançada por companheiro)”.

Ele estará em impedimento ativo quando:

1-    Interferir ativamente no lance, tocando-a;

2-    Interferir contra um adversário;

3-    Interferir por tirar proveito da sua posição.”

Alan Kardec não toca a bola no lance; nem atrapalha um adversário tentando dominá-la; muito menos interfere no jogo pela sua posição, já que abdica da jogada. Por quê foi marcado o impedimento então?

Novo grave equívoco. Vendo a imagem, chego a pensar se houve algum toque em Alan Kardec para tal decisão. Mas o que me deixa com a pulga atrás da orelha é: o que motivou tal decisão (a de voltar atrás), após dois minutos ou mais? Tanto o bandeira e o árbitro haviam dado o gol.

Erro 3: aos 54 minutos, Cleber Santana e Edu Dracena disputam um lance pelo alto. Ambos com o braço aberto. Dracena pula com o braço sobre Cleber, que aparentemente empurra Dracena. O árbitro (mal posicionado, revejam o lance, ele não tinha visão aberta da jogada, não estava paralelo aos atletas, uma espécie de “lado cego” para verificar os braços) dá pênalti. Nesse lance, respeito, mas não marcaria nada. Já imaginaram tal lance numa Libertadores da América? Seguiria normalmente. Percebo que Francisco entendeu que Cleber foi faltoso e entendeu empurrão. Se foi empurrão, deveria dar então falta de ataque pelo braço do Dracena, para mostrar coerência de critério. Esse erro é mais aceitável do que os demais.

Agora, o 4º erro: se ele entendeu que foi pênalti, deveria ter dado cartão amarelo, pela posição de Dracena, que teria o cabeceio evitado. Não o fez. Já no primeiro pênalti, marcado equivocadamente, ele deu amarelo!

O 5º erro grave (perceberam que não citamos erros bobos, como faltas invertidas ou cartões indevidamente aplicados ou não) foi o pedido de troca de camisas. Ora, com tanta coisa no jogo, por quê arranjar tal constrangimento? Pedir a camisa para o filho? Ora, compre uma, afinal, a taxa é boa e a sequência de escalas também. Importante: Neymar, que se comportou adequadamente na partida, mostrou amadurecimento como atleta, não foi pivô de polêmicas negativas e jogou muita bola. Assim, imaginaram que alguém poderia levantar a dúvida: “deu o primeiro pênalti para lhe pedir a camisa?” Vexatório tal ato e imoral.

Uma ressalva: fico preocupado com a “necessidade” da CA-CBF em abranger todo o país com as escalas. Nada contra a origem nordestina do árbitro e nortista do assistente, mas sim com a meritocracia.

Reflita: o bandeira 2 era de Tocantins; o árbitro de Alagoas, o bandeira 1 de Sergipe, o 4º árbitro de Mato Grosso do Sul. Teriam eles experiência suficiente para tal jogo? Estariam entrosados?

– Pênalti mal marcado entra sim!

E a polêmica do jogo Santos X Atlético Paranaense? (Leia a análise da arbitragem aqui: http://is.gd/1UsZ41).

Quem disse que pênalti mal marcado não entra? Entra sim. Ontem, foi prova disso…

– E o Vídeo do Ronaldinho Gaúcho? Bombou com atraso…

Na próxima rodada do Brasileirão, jogarão Grêmio X Flamengo. E pela polêmica criada entre o atleta e a equipe do Sul, que acreditava na contratação mas se surpreendeu pelo aceite dos milhões da equipe da Gávea, muita coisa surgiu. E, agora que se aproxima o dia em que o R10 terá que voltar ao estádio Olímpico, as organizadas gremistas anseiam como uma guerra.

E, apesar de antigo, volta à cena um vídeo do jogador, JURANDO AMOR ao Grêmio. Mas isso seria irrelevante, caso uma frase de efeito não fosse o destaque:

Jogar no Grêmio não tem preço, eu jogo de graça.”

Deve ter se arrependido amargamente de ter dito tal coisa…

Olha o vídeo nesse link:

http://globoesporte.globo.com/platb/meiodecampo/2011/10/25/ronaldinho-de-graca/

– Seleção Brasileira em seu jogo 1000! Gabão neles…

Não morro de amores pelo Mano Meneses. Nos clubes, foi bem. Mas na Seleção…

Não temos padrão de jogo. Não temos seleção Olímpica. Não temos seleção profissional.

Quantos caras da Ucrânia já foram convocados? Acho que temos mais jogadores do Shaktar do quer qualquer grande brasileiro.

Jádson, Fernandinho… todos comuns. E o Jucilei? Convocou e foi vendido de imediato?

Sinto que vamos perder a Copa.

E, o curioso, é que contra o Gabão, no próximo jogo, faremos o jogo 1000 da história da Seleção Brasileira. Antimarketing total.

Num jogo dessa importância, deveríamos fazer uma festa, amistoso contra o Resto do Mundo, Wembley… nada disso.

– Comentários sobre Emerson Leão, Vasco da Gama X Estrela da Ponte e São Cristóvão X São Paulo

Rápidos pitacos da Rodada da Sulamericana de ontem:

O Vasco da Gama ganhou ontem do boliviano Aurora, por 8 X 3. Tudo bem que jogou com 1 atleta a mais boa parte do jogo, mas o time de Cochabamba é sofrível. Não dá para imaginar como os cariocas perderam no jogo de ida. Respeitosamente, se o time da Bolívia jogasse o Campeonato Amador de Jundiaí, apanharia do Vila Marlene, do Engordadouro, do União da Vila e do Palmeirinha do Medeiros. Certamente, o Estrelinha da Ponte São João, com 3 X 1 a favor, não perderia de 8 do Vasco.

Justiça seja feita: na década de 90, com o time cruz-maltino sendo comandado por Eurico Miranda e Antonio Lopes, a imagem do Vasco se tornou sinônimo de antipatia. A gestão do Roberto Dinamite, associada a finess do educadíssimo (e competente) Ricardo Gomes, trouxe uma simpatia muito grande à agremiação. Será que o Vascão vai levar, além da Copa do Brasil, o Brasileirão e a Sulamericana?

E o São Paulo? Perdeu para o Libertad, time que na década de 20 era grande, sucumbiu ao marasmo e com o seu patrono Nicolas Leós, presidente da Conmebol, retomou ao sucesso. A história do clube retoma a do São Cristóvão, do RJ. Mas impulsionado por política… capacitou-se para ganhar também na bola.

Sempre disse, enquanto árbitro: os cartões mais fáceis de se aplicar são de atacantes que voltam à defesa para marcar. Atacante tem que jogar do meio pra frente, recebendo falta, e não fazendo! Lucas e Luís Fabiano, no começo do jogo, fizeram bobas faltas quando estavam no campo de defesa. Aliás, que ironia: Luís Fabiano deu vantagem ao São Paulo no jogo de ida, e tirou a mesma vantagem no jogo de volta, cometendo infantil pênalti. E deveria receber Cartão Amarelo, não pela falta, mas pela excessiva reclamação. Rogério Ceni catimbou, reclamou, mas não adiantou.

Tudo bem que os bandeiras foram mal em lances de impediemnto e supostamente prejudicaram o São Paulo. Mas não dá para culpá-los pela desclassificação. Faltou bola no Morumbi e em Assunção.

Aliás… Juan reclamando que foi chamado de macaco pelo árbitro? Mico-leão-branco? Sem ser politicamente incorreto, mas perceberam que sempre há um culpado ou um motivo para a derrota? O lateral sãopaulino está em péssima fase e ainda vai sustentar a tese do racismo? Tenha dó…

Hoje, dizem que a Sulamericana não vale nada. Ué, mas e a vaga à Libertadores? Daqui a 20 anos, será que os campeões da Sulamericana omitirão do seu curriculum de conquistas tal título? Claro que não. Só não vale para quem perde.

Por fim: histórias de Leão, novo treinador tricolor. Trabalhei em jogos dele em partidas dos 4 grandes paulistas. E ele sempre me impressionou nos confrontos que estive: pela inteligência, pelo estudo, pela arrogância e pelo desprezo.

Quando era ainda principiante, me lembro que havia um temor sobre Leão. Diziam que ele era muito forte na FPF, pois era sócio do então presidente, Eduardo José Farah. Correção: não do Farah, mas de sua esposa, Josefina Farah, em negócios de gado.

Se era ou não, ou certo que ele sempre foi temido pelos árbitros, até mesmo pela sua forte personalidade.

Me recordo dele na Vila Belmiro, com o emergente time de Diego & Robinho. O jovem camisa 10 caia quase tanto quanto Neymar faz hoje, e a cada queda não marcada, Leão urrava! Ía ao limite com o time, e talvez por isso foi campeão brasileiro na época.

No Palmeiras, me lembro de um clássico Portuguesa X Palmeiras, no Canindé. O árbitro era PC de Oliveira, e quando fui ao vestiário palestrino, Leão de cara já disse que “não queria perseguição contra ele, que hoje ele estava de mau humor e que não era para encher o saco”. Pressãozinha pré-jogo, normal (Leão sempre se sentiu ‘prejudicado’ pelo Paulo César). Embora, verdade seja dita, o treinador estivesse com a cabeça a prêmio, caso perdesse aquela partida. Durante o jogo, PC simplesmente ignorou Leão. Havia 9 palmeirenses para cada torcedor luso. Aí saiu o gol da Portuguesa, do angolano Johson. Metade do estádio gritava “Fora Leão, fora Leão”. Na sequência, gol do Palmeiras. A outra metade gritou: “Leão, Leão”. Amado e odiado…

No São Paulo, em duas oportunidades seguidas, o treinador me questionou sobre como usar a Regra do Jogo a seu favor. Ele estudava o adversário e queria o minar usando de detalhes da regra. Poucas vezes vi isso. Mas na mesma proporção da astúcia, vinha o desrespeito. Contrariado, perdia a noção da boa educação. Uma pena.

Boa sorte a ele. Espero que o período sabático de resguardo que passou tenha trazido mais equilíbrio emocional.

– Dia de Comemoração: Em 1863, nascia o Futebol Moderno. Você mudaria algo hoje?

Em 26 de outubro de 1863, findava em Londres uma vitoriosa campanha encabeçada por universitários e pelo jornalista John Cartwright: a da padronização das diversas práticas de ‘football’.

Como o esporte era jogado sob a orientação dos diversos colégios e associações esportivas, não havia regra única para o futebol. Há exatos 148 anos, na Freemason’s Tavern, dessa união de esforços nasceu a “The Football Association” (a F.A. é a ‘CBF inglesa’), que visava, como mote maior, divulgar um único conjunto de medidas para que o jogo de futebol fosse disputado uniformemente em toda a Grã-Bretanha.

Nascia assim o livro The Simplest Play, que nada mais eram as Regras do Jogo de Futebol, com 14 regras.

Curiosidades (11 itens, já que em 1870 passou a ser jogado com esse número de atletas definido pela regra 3):

1) As traves (Regra 1) eram compostas apenas por postes; o travessão só surgiu 2 anos mais tarde, tamanha era a confusão para se determinar se os chutes muito altos tinham sido gol ou não;

2) Infrações (Regra 12) eram resumidas como: ‘são proibidas rasteiras, caneladas e cotoveladas, bem como golpear ou segurar a bola com a mão’;

3) Não existia a figura do árbitro (Regra 5), que só surgiu em 1868, e ficava sentado numa cadeira, na sombra, servindo para tirar as dúvidas dos capitães das equipes (que eram as pessoas que decidiam se havia alguma falta ou não em comum acordo). Somente em 1878 é que surgiu o apito, mas ainda não servia para marcar faltas, mas para avisar sobre o começo e término dos jogos. Em 1881, enfim o árbitro entra em campo, decide sofre infrações sem a consulta de capitães e passa a fazer parte da regra.

4) O tempo de jogo (Regra 7) é definido em 90 minutos (1893), com intervalo e sem acréscimos. Deu o tempo, encerra a partida imediatamente, quer a bola esteja no ataque ou não.

5) O pênalti (Regra 14) surge em 1891. Até então, nas faltas próximas ao gol, os jogadores se aglomeravam em cima da linha de meta e formavam uma barreira.

6) Diversas infrações poderiam deixar de serem marcadas, caso a equipe que sofresse a falta achasse que não importava a marcação. Ou seja, nascia em 1903 a “lei da vantagem” (não era o árbitro quem determinava se seguia ou não o lance).

7) O goleiro podia segurar a bola com a mão por toda a sua metade do campo. Em 1907, radicalizou-se e o arqueiro só podia colocar as mãos dentro da grande área. Mas somente em 1921 alguém teve a idéia de que eles deveriam usar roupas diferentes dos jogadores de linha, para não confundir as pessoas.

8) Preocupada com a saúde dos atletas, decidiu-se em 1924 que, se o árbitro considerasse que um jogador estivesse contundido, deveria parar o jogo para que ele fosse atendido. Antes, o lesionado deveria se arranjar sozinho para deixar o campo, e o jogo não deveria ser interrompido.

9) Uma revolução acontece em 1925: o impedimento (Regra 11) passou a exigir que ao menos 2 atletas (antes, eram 3) estivessem dando condição para que o jogo prosseguisse.

10) Em 1938, numa ‘reengenharia’ esportiva, definiu-se as 17 regras do futebol que persistem até hoje, com algumas alterações ao longo do século.

11) Somente em 1970 permitiu-se substituições de atletas universalmente (Regra 3). Antes (desde 1966), eram permitidas somente em partidas que envolvessem clubes. Também temos a adoção dos cartões amarelos ou vermelhos (Regra 12).

É claro que ao longo do século XX outras tantas modificações surgiram, como o tempo de 6 segundos da posse do goleiro com a bola nas mãos, mesma linha deixar de ser impedimento, 3ª substituição, acréscimos na partida, área técnica, entre outras.

Importante – Nesta semana, o grupo criado pela FIFA chamado “FIFA TASK FORCE 2014”, uma espécie de força tarefa da entidade, formado por personalidades do futebol e em especial pessoas ligadas à chamada “família FIFA”, estarão discutindo propostas inovadoras para a Copa do Mundo do Brasil.

Entre elas,

1) proposta de tornar mais clara a Regra 11 (impedimento), sugerida por Beckenbauer, tornando mais objetiva a questão do que é impedimento passivo e impedimento ativo;

2) uso da tecnologia em favor do árbitro, sugerida por Sunil Gulati, da Federação de Futebol dos EUA;

3) regulação e diminuição do uso do cartão vermelho (somente em situações gravíssimas no meio de campo – como agressão- ou em pênaltis que impediriam gols), sugerida pelo ex-jogador Lupescu (representando os atletas da UEFA);

4) cobrança de arremessos laterais com os pés, sugerida por Pelé.

E você, teria alguma sugestão para mudanças de Regra do Futebol, no dia do seu aniversário de 148 anos? Deixe seu comentário:

– Custos, Valores, Números da Copa… Vale a pena fazer um Mundial da FIFA?

Interprete esses números abaixo e reflita se vale a pena termos uma Copa do Mundo:

A FIFA arrecadou US$ 3.2 bi antes da Copa do Mundo da África começar. Mas o PIB da África do Sul, motivado pela Copa 2010, cresceu apenas 0,2%. A entrada de dinheiro prometida não ficou, em tese, nas mãos dos sulafricanos. Reproduzimos dias atrás esses dados, explicados pelo membro do Conselho de Pesquisas de Ciências Humanas da África do Sul, Prof Dr Udesh Pillay, que disse (citação extraída de Exame: http://is.gd/Oq7qIX)

O governo caiu na ilusão da realização de uma Copa do Mundo (…) Assumiu todas as responsabilidades e obrigações para sediar o Mundial. Já o lucro foi todo para a Fifa.”

Para a segurança da Copa, o Exército Brasileiro estima gastar até 4,5 bilhões em compra de equipamentos e gastos em logística para as operações durante o período, contra US$ 1 bi gastos pela África do Sul para o evento (números extraídos de Época: http://is.gd/ygWtaD)

Não esquecendo: de todos os estádios que historicamente já sediaram uma final de Copa do Mundo, o Maracanã será o mais caro de todos, conforme comparação com outras arenas (segundo a ESPN – veja os valores – em: http://is.gd/o4ZHp4)

E aí, fica a célebre frase de Ricardo Teixeira, quando o Brasil foi escolhido como sede:

Não haverá dinheiro público na Copa do Mundo

Segundo a ONG Contas Abertas, na palavra de Gil Castelo Branco (em: http://is.gd/DibSOT) a “matriz de responsabilidades” para a Copa prevê que o seu custo seja de quase 24 bilhões de reais. Entretanto, o Tribunal de Contas da União (que fiscaliza esses gastos) não tinha um dado sequer fornecido pelo Ministério dos Esportes sobre os gastos do Itaquerão. Na teoria, não houve 1,00 real sequer de dinheiro público no Estádio do Corinthians.

Uma simples constatação: Fortaleza tem um dos piores índices sociais do país em comparação com as demais capitais (saúde, educação, segurança, saneamento…), e recentemente o Jornal Nacional (da Rede Globo) veiculou uma matéria na crise da saúde pública. Entretanto, a capital cearense festeja o fato de 6 jogos serem marcados para o Castelão, estádio oficial de lá. Mas quantos hospitais poderiam ser construídos com os gastos da Copa do Mundo? O que é melhor: gastar com futebol ou gastar com saúde pública?

É o país do pão e circo… E vamos ter que agüentar ainda mais 30 meses…

Encerro com a crônica brilhante e irônica do José Roberto Torero, na Folha de São Paulo do último sábado, remetendo à conversa do imperador Vespasiano ao seu filho Tito:

Não pare a construção do Coliseu. Onde o povo prefere se sentar: numa privada, num banco de escola ou num estádio? No estádio, lógico...”

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Quem tem Razão: Ronaldo ou Luxemburgo?

Após a partida contra o Santos no último domingo, Wanderley Luxemburgo esquivou-se de algumas perguntas sobre a arbitragem, mas foi enfático numa das respostas:

O problema é que a arbitragem está protegendo demais Neymar; caiu é falta”.

Na última segunda-feira, Ronaldo comentou sobre o craque santista:

O problema é que os árbitros precisam proteger mais o Neymar; eu apanhei muito que nem ele”.

E aí quem tem razão? Luxemburgo ou Ronaldo? Deixe seu comentário:

– Análise da Arbitragem de Internacional X Corinthians. Foi bem o árbitro?

Evandro Rogério Roman, árbitro do jogo no Beira Rio nesta tarde, fez uma das melhores (senão a melhor) arbitragem de todo o Brasileirão.

 

Seguro, vindo de inúmeras escalas consecutivas, mostrou que está com ótimo ritmo de jogo. Se posicionou excepcionalmente bem durante a partida, correu bastante, e, principalmente, transmitiu segurança aos atletas.

 

A equipe gaúcha começou muito nervosa, reclamando a todo instante dos lances de falta. A discordância das marcações foi nitidamente para pressioná-lo, pois acertou em quase tudo.

 

Nos lances de bola na mão (foram 3), acertou em todas as marcações ao não dar infração. Acertou no cartão amarelo para o argentino D’Alessandro no primeiro tempo, visto que suas reclamações eram fora do contexto. No final da partida, fez uma evitável falta em Alex e levou, com justiça o segundo amarelo e consequentemente a expulsão.

 

Quanto a expulsão do corinthiano Alessandro, é fácil analisar: Carrinho por cima, nas pernas, com força excessiva. Quer ficar em campo? O que me chama a atenção é que Alessandro já deve ter sido expulso duas ou três vezes nesse ano por lances idênticos. Não aprendeu ainda? O mais preocupante é que, se os atletas atingidos nesses jogos estivessem com o pé preso no chão, as pernas deles poderiam estar quebradas.

 

Bom trabalho ao Evandro no restante do campeonato. Fez péssimas partidas no pouco que apitou no ano, teve um 2010 para ser esquecido, reprovou no teste físico e nas últimas 3 partidas vem indo bem. A sorte virou?

Para encerrar: e o lance bisonho do bandeira? Se Roman foi bem, o assistente…

– Ronaldo e Andrés, donos de hotel vizinho do Itaquerão?

Para quem acompanha a Blogosfera e gosta de futebol, dificilmente não conhece o “Blog do Paulinho”, do jornalista de mesmo nome, árduo defensor e denunciante das mazelas do esporte.

E leio com indignação que, em meio à especulação imobiliária da região de Itaquera, o presidente do Corinthians Andrés Sanches e o ex-jogador e agora embaixador do clube, Ronaldo Fenômeno, estariam juntos na construção de um hotel de luxo na vizinhança da Arena.

Contra a lei, nada. Mas dá para discutir a questão moral/ética de tudo isso… São funcionários do clube ou se aproveitam dele para faturar?

– Tropeços Esportivos de Quem Ataca a Imprensa

O treinador do Palmeiras, Felipão disse um dia que seus jogadores não tinham medo dos adversários, mas da imprensa (na verdade, eles devem ter medo da torcida organizada).

O treinador do Fluminense, Abel Braga, aplaudiu a covarde ameaça e tentativa de agressão de um conselheiro do seu clube contra a imprensa nessa semana.

O que ambos têm em comum, além da aversão aos jornalistas? Distanciaram-se dos líderes ontem com tropeços no Brasileirão. Será que a culpa, de novo, será da imprensa?

Aliás, clima de guerra no Canindé após a derrota alviverde. Esta história vai acabar mal ainda…

– Natal do Futebol

O Prof José Renato Sátiro Santiago, em seu site “Memória do Futebol”, tirou uma sacada excepcional: Hoje é Natal no Mundo do Futebol!

Sim, pois é aniversário de Pelé!

Visite o ótimo site, em: http://www.memoriafutebol.com.br/efemerides

– Tevez Consegue unir os Rivais contra ele! As Camisas no Lixo de Carlitos!

Rivais históricos, torcedores do Manchester City e do Manchester United se uniram pela primeira vez. Motivo: o ódio por Carlitos Tevez.

O argentino não cumpre contratos por onde passa, e costuma esnobar seus contratos. Raivosos, os torcedores em comum contrataram caminhões de lixo para recolher tanto camisas do United quanto do City!

Hilário, o vídeo está em: http://www.miragens.abola.pt/videosdetalhe.aspx?id=14671 , e a pintura é personalizada pelas duas equipes!

– O Hotel Temático 5 estrelas do Boca Jrs

Enquanto nossas ações de marketing engatinham no futebol, em Buenos Aires está quase pronto o primeiro hotel temático de futebol (dedicado aos torcedores do Boca), com categoria 5 estrelas, será inaugurado em 2012.

Abaixo, extraído de:

http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/viagens/noticias/torcedores-do-boca-juniors-terao-hotel-tematico-em-buenos-aires

TORCEDORES DO BOCA JUNIORS TERÃO PRIMEIRO HOTEL TEMÁTICO DO MUNDO

Os torcedores do Boca Juniors terão a partir de março de 2012 um hotel cinco estrelas em Buenos Aires para se hospedarem rodeados de cores e objetos em alusão ao time de futebol mais popular da Argentina.

A construção do Boca Design, apresentado como o primeiro hotel temático de futebol do mundo, avança a passos gigantescos no bairro de Monserrat, muito perto do centro financeiro da cidade, e está a cargo do grupo hoteleiro Design Suítes, que confiou o projeto ao arquiteto uruguaio Carlos Ott.

O hotel terá uma área de 7.500 metros quadrados, 17 andares e 85 suítes, nas quais os torcedores desfrutarão de todos os serviços de uma hospedagem cinco estrelas.

Com um investimento de US$ 15 milhões, o Boca Design promete algumas particularidades, como tapetes que imitarão o gramado do estádio do Boca Juniors, quartos com quadros alusivos à equipe e toalhas azuis e amarelas.

La Bombonera, apelido mundialmente conhecido do Estádio Alberto J. Armando, também será o nome do salão de eventos do hotel, que identificará seus quartos com os nomes de ídolos do clube, como Diego Maradona.

O hotel também foi projetado para que os jogadores se hospedem em suas instalações e convivam com os torcedores. 

– Conselheiro do Fluminense Ameaça Imprensa e é APLAUDIDO pelos Jogadores!

Não concordo com nada do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de fazê-lo”.

Tal frase inspirada (e inspiradora) foi dita pelo filósofo iluminista Voltaire, no século XVII, em defesa da democrática liberdade de expressão.

E não é que tem muita gente que acha que pode censurar o próximo? Escrever o que não lhe é agradável fere; mas quando lhe interessa, massageia o ego.

Tudo isso digo em relação ao péssimo comportamento de um conselheiro do Fluminense, que conseguiu para um treino do seu clube para ofender a imprensa!

Revoltado com uma matéria do Lance!, o conselheiro passou a proferir ameaças e xingamentos aos jornalistas que cobriam o Tricolor Carioca. Ao perceberem o que acontecia, os nobres atletas do Flu pararam o treinamento e aplaudiram o ofensor.

E você, o que acha disso? Quando fala bem, o conselheiro não vai lá elogiar. Quando critica, pode ofender?

A matéria, do Globoesporte.com (com foto do cidadão), em: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/fluminense/noticia/2011/10/conselheiro-xinga-imprensa-e-jogadores-do-fluminense-aplaudem.html

– A FPF e a Reinscrição de seus Árbitros

A FPF liberou a relação de documentos e de procedimentos para os árbitros que pertencem ao quadro atual, a fim de que permaneçam trabalhando para a entidade em 2012.

Como todo ano, para os árbitros que já apitaram ou bandeiraram pela casa, tem que ocorrer a aprovação nos testes físicos e escritos, além de exames cardiológicos e oftalmológicos.

Até aí tudo bem.

Mas outros documentos exigidos são curiosos: as certidões negativas do Serasa e do SPC, além das declarações cível e criminal de que na Justiça nada consta. Não questiono; a justificativa é que árbitro endividado e sofrendo processo não estaria apto para apitar.

Ok, entendo tal situação. Mas se exigisse tais documentos aos dirigentes envolvidos… aí sim teríamos a perfeição no relacionamento.

Porém, é nos seguintes itens que a coisa pega:

A exigência de declaração de próprio punho de que o árbitro é um prestador de serviço autônomo, sem vínculo algum com a Federação Paulista de Futebol, recebendo as taxas dos clubes filiados à FPF, CBF, Conmebol e FIFA. E, claro, com a assinatura de dois árbitros do quadro atual como testemunhas. Um modelo dela pode ser encontrado no próprio site da FPF

(aqui, o último modelo que tiver que redigir, enquanto árbitro: http://futebolpaulista.com.br/arquivos/CartaModelo2009.pdf ).

Perceba que as taxas são pagas via Cooperativa dos Árbitros PELOS CLUBES. Mas , na verdade, o depósito é feito pela FPF… Sensacional, né?

Em suma: se você não for cooperado, não há como receber as taxas. A Cooperativa de Árbitros não é administrada nos cargos executivos pelos árbitros propriamente ditos, mas por ex-árbitros (através de eleição dos cooperados). Hoje, tem como seu presidente Silas Santana, Ouvidor da própria FPF, e o tesoureiro Arthur Alves Júnior, também funcionário da FPF (trabalha na Comissão de Árbitros).

Alguém tem dúvida que tal exigência é uma forma da FPF não se responsabilizar pelos árbitros? Tira-se toda a responsabilidade de pagamento de FGTS, INSS, ou qualquer vínculo empregatício. 

No final de 2008, Marco Polo Del Nero baixou uma resolução que OBRIGAVA os árbitros a se filiarem à Cooperativa e ao Sindicato (pagando taxas em dobro!). O documento era o de número 27/08. Porém, após a matéria-denúncia da Folha de São Paulo, Ed 22/01/2009, por Ricardo Perrone e Gustavo Alves, a resolução caiu.

Na matéria, há a afirmação do presidente da CEAF-SP, Coronel Marcos Marinho, que tais medidas eram permitidas, já que a FPF tem o direito de se resguardar (a velha história de que é uma entidade de direito privado…)

Hoje, o que mudou é que os árbitros não precisam mais ser sindicalizados. Entretanto, curiosamente, o Sindicato é presidido por Arthur Alves Júnior, vinculado à Cooperativa dos Árbitros e membro da Comissão de Árbitros da FPF.

E aí fica a questão: por quanto tempo os árbitros terão que aceitar a promiscuidade de tal situaçãoa da afirmação do amadorismo e de abrir mão dos direitos trabalhistas para continuar apitando?

Assim como eu também passei por tal constrangedora situação, 100% dos árbitros que lá estão também terão que aceitar. Quem discordar, está fora.

Tudo isso não aconteceria se tivéssemos Sindicato ou Cooperativa realmente forte e independente para defender a categoria. Sozinho, o árbitro não tem como fazer oposição ou manifestar sua insatisfação.

Já imaginaram um movimento com os principais árbitros da categoria (os nomes fortes, conhecidos e necessários para os campeonatos) pedindo profissionalização e independência já?

Utopia. Eles também seriam retirados dos seus jogos de destaque. E assim a arbitragem segue no Brasil, sem defesa, ao Deus-dará, desunida e, sobretudo, amedrontada pelo sistema.

Quem quiser acessar a matéria citada da Folha de São Paulo, abaixo:

FPF É ACUSADA NO MINISTÉRIO PÚBLICO

Para árbitros, federação fere Constituição ao obrigá-los a se filiar a sindicato e a cooperativa; outra queixa é a de pagamentos defasados

POR GUSTAVO ALVES (COLABORAÇÃO PARA A FOLHA) e RICARDO PERRONE 

O Paulista-2009 começou em meio a uma silenciosa crise entre Federação Paulista de Futebol e árbitros. Os juízes reclamam de que a entidade fere a constituição ao obrigá-los a se filiar a uma cooperativa e a um sindicato para atuarem.

Com medo de sofrerem retaliações, eles não falam publicamente sobre o assunto, mas uma denúncia anônima já foi feita ao Ministério Público do Trabalho de São Paulo.

Os árbitros se baseiam no artigo 5º da Constituição, que determina que ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado a um sindicato ou entidade.

A principal queixa é a de que os juízes gastam mais, pois pagam taxas ao Safesp (Sindicato dos Árbitros de Futebol de SP) e à Coafesp (Cooperativa dos Árbitros de SP). A cooperativa ainda fica com 5% do que o árbitro recebe por partida.

“A federação colocou essa condição para o árbitro poder apitar. E ela tem esse direito. Mas não obrigamos ninguém a nada”, afirma o presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, Marcos Marinho.

Marcílio Krieger, especialista em direito esportivo ouvido pela Folha, diz que “obrigar os árbitros à filiação é ilegal e inconstitucional”. A anuidade do sindicato é de R$ 220, pagos em até duas parcelas. É cobrada ainda taxa de readmissão no início do ano no valor de R$ 75.

Já para a cooperativa a contribuição é de R$ 20 mensais, mais R$ 80 por ano.

Até julho de 2008 só existia o sindicato, que cuidava dos pagamentos aos árbitros. Mas foi criada a Coafesp, presidida por Silas Santana, ouvidor da FPF para a arbitragem.

Ele conta no site da cooperativa que Marco Polo Del Nero, presidente da federação, sugeriu a criação da Coafesp como “conquista na busca da excelência na prestação de serviço de arbitragem de futebol”.

Na ocasião, a Comissão de Arbitragem da FPF estava em rota de colisão com Sérgio Corrêa da Silva, presidente da comissão nacional. Muitos juízes se desfiliaram do sindicato.

Com a nova entidade, o dinheiro (5%) que era descontado do pagamento dos juízes e era repassado ao sindicato passou a ir para a cooperativa.

Em julho, Del Nero assinou a resolução 27/08 determinando que “o árbitro que não for sócio da Coafesp e não for filiado ao Safesp estará impossibilitado de trabalhar no ano seguinte”.

A FPF mantém em seu site lista com as resoluções, mas a que obriga a dupla filiação não está mais lá. “Não há necessidade de ficar na lista porque está no regulamento geral das competições”, diz Marinho.

Os juízes também reclamam do congelamento no valor das taxas pagas a eles.

Conforme tabela da cooperativa, árbitros Fifa ganham R$ 2.200 por jogo no Paulista. Os demais recebem R$ 1.700.

As taxas reduzem conforme a divisão do torneio. Quem mais critica são os que apitam fora da elite. É para eles que a filiação dobrada pesa mais.

ENTIDADE CRIA MEDIDA CONTRA AÇÃO TRABALHISTA

Na lista de documentos exigida pela Federação Paulista de Futebol para a readmissão em 2009, consta que deve ser entregue também uma declaração, feita de próprio punho pelo árbitro, relatando que são remunerados pelos clubes, sem vínculo com a federação.

“É uma medida para nos resguardar”, afirma o presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, Marcos Marinho. “Tivemos muitos problemas no passado com árbitros que assinavam uma declaração semelhante à essa, só que feita no computador. Eles entravam na justiça do trabalho, diziam que tinham vínculo empregatício com a FPF e que assinaram o documento sem conhecer o conteúdo”, explicou Marinho.

A medida, porém, fere o Estatuto do Torcedor, que traz no Artigo 30, parágrafo único, a informação que “a remuneração do trio de arbitragem é de responsabilidade da entidade de administraçãodo desporto ou da liga organizadora do evento”. Para Marcílio Krieger, advogado especialista em direito esportivo, a exigência do documento pela FPF já indica o vínculo com o árbitro.Em juízo, o documento pode ser anulado, pois demostra pressão da Federação sobre os árbitros“, disse Krieger.

– Simon e o Cartão Vermelho contra a Corrupção

A partir da próxima 5ª, o Ministério Público do Rio Grande do Sul estará promovendo um simpósio de incentivo ao combate à corrupção. Muitos serão os palestrantes, e um deles me chamou a atenção: Carlos Eugênio Simon, ex-árbitro de futebol com participação em 3 Copas do Mundo participará do evento; agora, como Coordenador Executivo do Comitê Gaúcho Gestor da Copa do Mundo FIFA 2014. Sua intervenção ocorrerá no painel “CORRUPÇÃO: o que o ESPORTE tem a ver com isso?”.

Assunto difícil: em tempos em que o Ministro do Esporte está em situação delicadíssima, e num momento em que assuntos financeiros da Copa do Mundo não nos trazem bom presságio, desejo boa sorte!

Há pouco, em seu twitter, Simon disse que para a campanha ao combate à corrupção (envolvendo todos os setores da sociedade), sua imagem será usada com o tema: “Cartão Vermelho para a Corrupção”.

– Tanto na Europa como na Sulamérica, árbitros erram…

Assisti a Napoli 1 x1 Bayern, com um árbitro português cujo nome não me recordo.

Que lambança!

O zagueiro napolitano Canavarro pula de costas em um lance, e a bola bate na mão dele (e ele está completamente virado para trás, sem intenção nenhuma, deveria mandar seguir o jogo). Típica jogada de bola na mão e não mão na bola. Mas juizão marcou o tiro penal mesmo assim.

Após muita reclamação, o time alemão cobrou, goleiro se adiantou 2 metros (e defendeu o pênalti) e zagueiro da casa invadiu a área na mesma distância. Dupla infração do Napoli, deveria voltar a cobrança.

Voltou?

Que nada. Deveria estar com a consciência pesada. Foi lance nítido. Acho que o próprio árbitro deve ter torcido para errar o chute.

Certamente, ao ver na TV, nosso colega de Portugal vai se arrepender da marcação do lance

Por mais que queiramos enaltecer a Europa, nossos árbitros têm a mesma qualidade dos de lá. Ou somos melhores ainda, pois aqui é muito mais difícil apitar.

– Um Linguajar Inapropriado pode Ferir sua Equipe?

Questionado se o Corinthians desejava tirar o argentino Montillo da equipe do Cruzeiro, Andrés Sanches, seu ‘educado’ presidente, descartou a contratação dizendo à Rádio Itatiaia:

De merda, meu time está cheio.”

(áudio no YouTube em: http://www.youtube.com/watch?v=IXc1iT3q_hI)

Como é que os jogadores da sua equipe reagem a tal declaração? Intramuros, logicamente não devem ter gostado…

Recordando: no final da festa do Paulistão-2011, Andrés Sanches, questionado, descartou a contratação de Muricy Ramalho em substituição a Tite (que balançava na época) com o mesmo linguajar:

Já tenho um treinador ruim, vou trazer mais uma merda?

(texto no UOL em: http://uolesporte.blogosfera.uol.com.br/2011/05/23/andres-nega-trazer-muricy-e-alfineta-tite-ja-tenho-um-treinador-ruim/)

Uma pequena observação: tanto o treinador e os jogadores chamados pelo chulo termo estão na liderança do Brasileirão... irônico ou não?

– Chororô Preventivo ou Alerta Pertinente?

Tite, treinador do Corinthians, foi expulso na última rodada após reclamar (justamente) de um pênalti mal marcado. E pediu “atenção à arbitragem nas últimas rodadas”.

Wanderley Luxemburgo, também na última rodada, reclamou da arbitragem após a expulsão (correta) de Ronaldinho Gaúcho, alegando que falta à arbitragem “bom senso para certas decisões”.

Ambos venceram suas partidas, e ambos reclamaram.

E para você: nesta reta final do Campeonato Brasileiro, os treinadores estão superdimensionando a questão da arbitragem, com alertas importantes à questão, ou é apenas chiadeira preventiva?

– Análise da Arbitragem do Trio de Ferro na Última Rodada do Brasileirão

Vamos começar pela partida Palmeiras X Fluminense, apitada pelo aspirante à FIFA de Alagoas, Francisco Carlos Nascimento.

“Chicão”, como é conhecido, tem ótima estatura, boa postura, velocidade excepcional, mas… tecnicamente, precisa evoluir. Dias atrás, fez uma das maiores lambanças do ano na partida Atlético Mineiro X Ceará. Mas sempre está escalado, sua bolinha é incrível.

Ontem, observei que, quando tem dúvidas, prefere marcar a falta. Deco, por exemplo, divide uma bola e cai. Não foi nada, mas ele deu falta. Outro lance idêntico em dúvida com Fred. E assim vai.

O lance capital foi o pênalti de Martinuccio em Luan. Não foi nada, o palmeirense cavou e ele entrou.

Muitos sites de arbitragem crêem que Chicão de Alagoas é o ‘bola da vez’ para integrar o quadro da FIFA, devido a necessidade de dar um escudo politicamente ao Nordeste. Acredito neles. Entretanto, nada contra o Nordeste mas tudo a favor da competência. Se os 10 melhores árbitros brasileiros forem do Maranhão, que assim seja. Se metade for paulista e metade gaúcha, ok. O que não pode é fazer política. Chicão precisa comer muito arroz e feijão para ser comparado tecnicamente à Seneme ou Paulo César de Oliveira, entre outros.

Agora, Atlético Goianiense X São Paulo, apitada pelo FIFA Sandro Meira Ricci-DF.

Boa atuação no jogo em geral, exceto em um único lance: o pênalti de Xandão por suposta mão na bola (já descarto a polêmica do gol anulado por impedimento, pois o lance é dificílimo, só com TV e olha lá, depois de vários replays).

Xandão, zagueiro sãopaulino, todo estabanado, tenta desviar da bola e se atrapalha com o movimento do próprio corpo, batendo a mão na bola de cima para baixo. Claramente não quis tocá-la para dominá-la, ele abaixou a mão errando o tempo da bola para que ela não batesse nela, e acabou virando um tapa na própria bola.

Alguém poderia questionar: mas não é imprudência do jogador? E imprudência não é pênalti?

Sim, é imprudência, mas nos lances de mão se avalia exclusivamente INTENÇÃO. Lance bisonho, mas não é pênalti.

Chegamos ao mais polêmico: Cruzeiro X Corinthians, apitado pelo aspirante da FIFA, Pablo dos Santos Alves, carioca mas locado na federação capixaba.

Uma observação é importante: mesmo já tendo jogado neste ano contra o Corinthians, o Cruzeiro insiste em relembrar todo jogo como revanche, devido as reclamações de 2010. Bobagem eternizar tal pendenga, o time entra pilhado e nervoso à toa, atrapalhando seu futebol.

Ontem, na Arena do Jacaré, muitas faltas bobas. E, cauteloso, Pablo preferiu o excesso de prudência e amarrou o jogo apitando tudo: das faltas reais, fortes ou leves, passando pelas cavadas e pelas simulações. Entrou no clima das equipes, que preferiam a forte marcação e o jogo picado.

No lance mais significativo, errou ao marcar pênalti ao Cruzeiro, em jogada que envolveu Edenilson e Élber. Ali foi disputa leal, não faltosa. Apesar da bola não entrar, sobrou para Tite, que pressionando o árbitro com suas reclamações pelo lance, acabou expulso. Vale registrar: Tite não foi expulso por xingamentos, mas por contrariar insistentemente a marcação do árbitro. Ok, Tite tinha razão, mas não pode se comportar dessa forma no banco. Imagine se o treinador fosse o Luxemburgo? Aliás, como Luxa está judiando da arbitragem nesse Brasileirão…

No final da partida, Wellington Paulista poderia ter evitado o pisão no goleiro Júlio César. Para mim, houve intenção, maldade e deveria ser expulso. Errou o árbitro.

Nos 3 jogos do trio de ferro, 3 pênaltis mal marcados. Entretanto, a arbitragem não foi decisiva nas 3 partidas.

A cada rodada, vão sobrando menos árbitros para as escalas. Isso é ruim…

– Árbitro pode Processar por Calúnia? Aplausos para Simon e Vaias para Ricci…

Para quem gosta de superstição e polêmica, a próxima rodada deste Brasileirão será a ideal!

Palmeiras X Fluminense e Cruzeiro X Corinthians jogarão no domingo. Não dá para não lembrar de Fluminense X Palmeiras (2009) e Corinthians X Cruzeiro (2010). 

Em 2009, no Maracanã, Simon apitou FLU X PAL, e a equipe paulista chiou, reclamou do lance polêmico que envolveu Obina, e Luís Gonzaga Beluzzo, presidente na época, chamou Carlos Eugênio Simon de “safado, ladrão”, além de ameaçá-lo em entrevista de agressão.

Simon estava prestes a embarcar ao Mundial de Clubes da FIFA 2009 e escolhido para o Mundial de Seleções 2010. Curiosamente, Toninho Cecílio, diretor da equipe, rasgou elogios pré-jogo, falando sobre as virtudes de Simon e a confiança numa boa arbitragem.

Simon, corretamente, processou o dirigente palmeirense.

Em 2010, no Pacaembu, um pênalti polêmico sobre Ronaldo foi determinante para que Sandro Meira Ricci fosse escolhido como o culpado pelo resultado negativo do Cruzeiro. Lance que primeiramente poderia ser duvidoso, mas que pela exaustão na TV se percebia o acerto do árbitro e infantilidade do zagueiro, mas que não foi considerado por Zezé Perrela.

O presidente cruzeirense usou um leque grande de adjetivos pejorativos ao árbitro e para Sérgio Correa da Silva, presidente da CA-CBF. Para todos ouvirem, disse que havia esquema de manipulação e favorecimento ao Corinthians, ligando isso a Ricci e a Sérgio Correa.

Ricci, infelizmente, deixou barato. Correa não se manifestou. 

Aí fica a questão: Me lembro de Cláudio Vinícius Cerdeira processando Luxemburgo pelos irresponsáveis chororôs e infundadas reclamações. Exemplar. Simon também agiu. Fizeram com que os envolvidos provassem o que disseram, e como não era possível, tiveram que assumir a responsabilidade das falsas acusações.

Por quê os caluniados do jogo do Pacaembu aceitaram tudo passivamente?

Como é que alguém que é ofendido, estando certo, não reage? Princípio cristão à flor da pele em oferecer a outra face, tão defendido por São Francisco de Assis? Medo de represálias? Preocupação em perder escalas? Indisposição em entrar em relacionamentos políticos?

Enfim… qual a causa? Espero (e creio) que não seja a questão de “quem cala, consente”. 

Boa sorte aos árbitros na próxima escala. 

Quase esqueci: Ceará X Flamengo jogarão no Presidente Vargas. Há três rodadas, a equipe cearense reclamou da péssima arbitragem de Francisco Carlos do Nascimento, questionando pênalti contra sua equipe e as expulsões de 2 jogadores. E não é que na penúltima rodada, em casa, o Ceará viu seu adversário ter também 2 adversários expulsos e ainda assim não ganhou?

Para os dirigentes cearenses, sua equipe é a mais prejudicada do torneio. Já o Flamengo, pelos erros na última rodada, é aclamado pelos seus adversários como o mais beneficiado. Todo mundo tem uma certa razão… Qualquer erro certamente terá repercussão…

– Orlando Silva é denunciado. Ué, seria Surpresa?

Um dito antigo:

Diga-me com quem andas, que direi quem tu és

Orlando Silva é denunicado pela Revista Veja que chega hoje às bancas. Segundo a publicação, ele teria recebido propina até mesmo na garagem do Ministério! Fala-se ainda de um esquema de lavagem de dinheiro do PC do B com aval do Ministro dos Esportes.

Mas, cá entre nós: quem tem afinidade com Ricardo Teixeira, Nuzman, Marco Polo Del Nero e Andrés Sanches, poderia-se esperar algo diferente?

Não vejo nenhuma Madre Teresa de calcutá andando com essa turma…

E ele é o homem do poder público que cuidará da Copa-14 e Olimpíadas-16. Tenha dó!

– Ética e Moral do Árbitro, publicação no “Voz do Apito”

Compartilho com os amigos a minha coluna no site “Voz do Apito”: a Ética e a Moral do Árbitro de Futebol, em: http://www.vozdoapito.com.br/coluna_porcari.php

Assunto pertinente em nossos dias… Visite e prestigie!

– FIFA não pagará Impostos nos Combustíveis. Também quero!

Coisas inadmissíveis num país que deveria ao menos demonstrar honestidade com o dinheiro público: a isenção plena para a FIFA durante o período da Copa do Mundo de 2014 e Copa das Confederações 2013 concedida ontem!

O grande absurdo: se amanhã um dirigente da FIFA, qualquer um dos senhores privilegiados financeiramente, quiser vir aqui ver como estão as obras, já gozarão pessoalmente dos benefícios do decreto assinado pela presidente Dilma.

Um exemplo: qualquer elemento da FIFA (e inclua-se Ricardo Teixeira, presidente da CBF), poderá abastecer seu carro sem pagar impostos! E, como milito nessa área, sei que os combustíveis poderiam custar A METADE DO PREÇO, caso não tivéssemos tantos tributos.

Por quê justamente eles que tem tanto dinheiro recebem esse benefício, e a população em geral, não o tem?

Quer saber a duração do golpe? Ele vale até dezembro de 2015! Ué, se a Copa acabará em Julho de 2014, por que a FIFA, CBF e seus parceiros receberão benefícios por mais 1 ano e 5 meses?

Extraído de: http://rdplanalto.com/copa-2014-governo-federal-isenta-fifa-de-impostos/

GOVERNO FEDERAL ISENTA FIFA DE IMPOSTOS PARA A COPA

Um decreto publicado nesta quinta-feira pela presidente Dilma Rousseff no Diário Oficial da União concede à Fifa isenção total de impostos federais para bens e serviços relacionados à Copa das Confederações de 2013 e à Copa do Mundo de 2014.

Os dirigentes ficam livres, inclusive, da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), cobrada na importação e comercialização de combustíveis. A desoneração vale desde 1º de janeiro deste ano e se estende até 31 de dezembro de 2015 e, da forma geral como a regra foi escrita, permite, por exemplo, isenção de impostos durante visitas de representantes da Fifa ao Brasil para encontros com Dilma ou vistoria do andamento das obras.

A isenção abrange de alimentos a material de escritório, Já os bens duráveis que ficarem no País após junho de 2016 precisarão ser doados a entidades beneficentes ou à União para escapar do imposto retroativo. Segundo o coordenador-geral de Tributação da Receita Federal, Fernando Mombelli, a desoneração era uma “condição” para a realização dos eventos esportivos no País.

Tais concessões são comuns em eventos da Fifa, lembra Mombelli, mas o volume de desoneração depende da negociação de cada país com a entidade. A Receita prestará contas da desoneração em janeiro de 2016.

– Atlético Mineiro X Santos: Análise da Arbitragem e Detalhes sobre o Comportamento de Neymar

Partida quente em Sete Lagoas na noite de ontem. Arbitragem ruim, comportamento ruim de jogadores e lições de desportividade e/ou falta da mesma.

Nesse campeonato de pontos perdidos (pois, afinal, algumas equipes estão empacadas na classificação), Atlético Mineiro e Santos fizeram uma partida com inúmeras faltas chamadas de “anti-jogo”: aquelas que servem única e exclusivamente para parar a partida. Somada a uma arbitragem conivente, a confusão era esperada.

A partida estava 1×0 para o Atlético, quando o Santos desceu para o ataque. Bola cruzada da lateral para a grande área, e o árbitro paralisa a jogada. Ninguém entendeu. Borges, atacante santista, corria para pequena área disputando o espaço com Leonardo Silva, que segurou sua camisa. A bola não estava ainda em disputa, estava sendo cruzada. Ao sentir a mão na camisa, Borges se atira. Não houve puxão com força suficiente para derrubá-lo, mas espertamente o atacante procura cavar o pênalti e o juizão entra. Errou, não foi pênalti. Os próprios jogadores do Santos não haviam entendido de pronto o que o árbitro havia marcado.

No final do jogo, com a partida já empatada, Rever se aventura no ataque, a bola vem cruzada um pouco mais alta do que a ideal para o cabeceio, santistas Crystian e Henrique se esforçam o máximo para alcançá-la, saltando junto com Rever. Ambos caem por desequilíbrio de tentar pular mais do que conseguem. Ninguém empurra ou puxa ninguém. Lance normal. E não é que o árbitro Wilton Pereira Sampaio marca pênalti? Difícil saber prontamente se ele deu infração de Henrique ou de Crystian, pois tudo correu limpamente. Ao sacar o cartão para Crystian, que já tinha Amarelo, teve que expulsá-lo. Um erro com prejuízo duplo ao Santos: pênalti que não foi (resultando em gol) e expulsão de atleta que nada fez.

Ainda no final da partida, Neymar sofre falta e nitidamente pede cartão amarelo ao adversário. Árbitro não dá e não deveria, naquele lance específico, amarelar o atleticano. Pela insistência nas reclamações, dá o cartão amarelo ao próprio Neymar, que reage com aplausos irônicos. Incontinente, o árbitro o expulsa.

Cartão manjado, infantil e, infelizmente, que tem sido comum nas últimas rodadas. Vimos tal lance por parte de Cleber Santana sobre Marcelo de Lima Henrique, Emerson Sheik sobre Evandro Rogério Roman e agora Neymar sobre Wilton Sampaio. Jogador não sabe que vai ser punido? Não viu tal lance em outros jogos? Não é orientado a se controlar?

Sobre Neymar na partida de ontem, alguns pontos devem ser observados: o jogador sofreu um claro rodízio de faltas, não coibido pela arbitragem. Normalmente, se você faz 3 ou 4 faltas num atleta, mesmo sem violência e que sejam bobinhas, no meio de campo, você deve ser punido com Cartão Amarelo por reincidência. Uma estratégia comum é praticar o Rodízio de Faltas, variando os jogadores que batem, a fim de disfarçar a infração e inibir a advertência. Nesses casos, você tem que dar o cartão amarelo, mesmo que seja a primeira falta do faltoso (é como se fosse uma advertência para a equipe, uma espécie de cartão por “falta coletiva”).

No começo da partida, Pierre bateu a vontade em Neymar. Por dar cartão muito cedo, talvez o árbitro se sentiu inibido para mostrar outro cartão ao atleta. Espertamente, ainda no primeiro tempo, o treinador Cuca mudou o marcador do santista. E, no segundo tempo, havia o revezamento de atletas na falta.

Neymar sempre foi polemizado pelas faltas. No começo da carreira, no Paulistão, onde debutava, cansava de se jogar. Pelo “advento Neymar”, árbitros mais jovens não o puniam por simulação; ao contrário, caiam nas suas tentativas de engodo e marcavam faltas que não eram. Árbitros mais rodados acabavam por ignorar as faltas, mas ainda assim não advertiam o garoto por simular. Em seu primeiro Campeonato Brasileiro, Neymar começou a sofrer com a fama que estava construindo: árbitros de outros estados, que assistiam ao Paulistão, estavam sedentos em não entrar no golpe do menino, e no afair de não se iludirem com simulações, acabavam até mesmo não marcando algumas faltas reais (pelo motivo das inúmeras tentativas de quedas).

Os próprios jogadores começaram a intimidar o menino pelo seu comportamento. A lembrança emblemática é do zagueiro cearense João Marcos ganhando limpamente os lances de Neymar e o garoto chiando e querendo arranjar briga por se sentir intimidado.

O tempo passou, Neymar começou a amadurecer (custosamente) e começou a se jogar menos e com ‘mais qualidade’. Ou seja, aprendeu a “se jogar melhor” e em menos quantidade. Os adversários e a arbitragem aprenderam a lidar melhor com ele também. Portanto, tem sido um desafio enfrentar Neymar por parte do jogador adversário e apitar Neymar por parte do árbitro. Pará-lo, muitas vezes, só com faltas. Entretanto, na mesma proporção, a evolução das suas simulações passou a ser uma arma tão letal quanto seus dribles.

Ontem, em Minas Gerais, Neymar apanhou. E, por falta de equilíbrio emocional, foi expulso. Não dá para admitir que um jogador tão aclamado, bem remunerado, paparicado e talentoso, tenha um despreparo psicológico tão grande para ter reações que prejudiquem a ele próprio em campo.

Psicólogo e professor de arbitragem à Jóia Santista, urgente! Esses elementos só farão Neymar crescer e capacitá-lo dentro de campo, agregando mais qualidade ao seu dom indiscutível.

Dois pontos finais:

1- Muricy Ramalho repreendeu positivamente seu atleta pela infantil expulsão. Porém, já fez o alerta preventivo:

Árbitros têm vergonha de dar tanta falta no Neymar”.

Pelo exposto acima, não é bem assim…

2- Torcida atleticana reuniu as principais organizadas e criou o movimento #DeOlhoNoApito , com faixas e site na Internet, visando protestar contra os erros de arbitragem contra a equipe mineira. Já perceberam que todo time se sente o mais prejudicado pelos árbitros?

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– A Cautela que Felipão esqueceu…

Ao invés de defender seu atleta, Scolari sugeriu até que o próprio jogador errou, num suposto início de briga?

Sinceramente?

Felipão já passou do ponto. Um campeão mundial como ele deveria estar longe de situações como essa. Claro que seu alto salário é o que faz ele ainda trabalhar. Pois precisar, claro que não precisa…