– O polêmico lance aos 49 m do 2o tempo de Palmeiras 1x 0 Corinthians

No 4o minuto dos acréscimos do Dérbi deste final de semana, o goleiro Fernando Prass (SEP) sai para defender uma bola e tromba com o zagueiro Tiago Matias (SEP). Felipe (SCCP) estava junto para dividir a jogada. Não há falta no lance. Prass não consegue o domínio de bola pois Tiago, de costas, o toca. Ao menos, é o que se vê à exaustão pelas imagens de TV. O árbitro Raphael Claus apita falta no instante em que Bruno Henrique completa para o gol.

Aqui, é uma grande bobagem discutir se ele apitou a falta (inexistente) antes, durante ou depois do chute de Bruno Henrique. O gol sairia do mesmo jeito e seria invalidado em qualquer uma das situações, pois Claus entendeu como infração.

Perigo de gol, alguns diriam?

Não creio. Acredito em erro de interpretação. Agora, se aparecer outra imagem que ninguém viu, rendamos a mão à palmatória.

Importante 1: surge, agora, uma imagem congelada mostrando Felipe encostado no braço de Prass. Teria força suficiente para evitar o domínio de bola? Ou a trombada de Tiago foi mais significativa para isso? Se a resposta foi a primeira, acertou Clauss.

Importante 2: se Felipe estava impedido (segundo a Fox Sports, estava mesmo), o árbitro acertou por linhas tortas (já que foi marcado o tiro livre direto e não indireto).

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– O Paulista e a McMillan: tempo para pensar, desistência ou golpe?

Uma brincadeira que parecia virar realidade e se tornou um grande engodo. É essa a impressão que eu tenho sobre a história da parceria que se sonhou há pouco tempo e, de repente… PUF!

Sumiu.

No dia 1o de abril, fiz uma inocente postagem alusiva a data do “Dia da Mentira”, sobre um endinheirado sheik que viria do Oriente Médio e bancaria o Tricolor Jundiaiense, salvando desde as categorias de base, passando pelo profissional e administrando até o estádio Jayme Cintra. Citei que desejaria que tudo isso fosse verdade.

De repente… um susto! Surgiram as primeiras informações de que o sonho utópico poderia se concretizar. Dizem (e de gente confiável) que as negociações com Elton, que um dia foi jogador do Sub17 do Paulista, começaram há muito tempo. Acredito nas pessoas que iniciaram as conversas. Acredito também nas que fizeram os últimos contatos.

Seria um grupo formado por árabes e investidores da Grã Bretanha em um fundo internacional, sediado em Londres, chamado McMillan. Aplicariam o dinheiro em imóveis, na indústria, em prestação de serviço e agora no futebol. O próprio Elton (que diz morar em na capital inglesa), se dizia formado pela respeitável F.A. em gestão esportiva, e ele seria o administrador por 10 anos representando o parceiro.

Depois do golpe que o Galo sofreu ao aceitar como parceiro o grupo de Mônaco que teria como treinador o português Paulo Fernandes (e que era uma tremenda picaretagem comprovada, um conto do vigário aplicado em diversos clubes mundo afora), tal novo parceiro sempre me pareceu suspeito.

Sabe o ditado de que “quando a esmola é muita o santo desconfia”? Ou outro dito: “cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça?”. Pois é. Era bom demais para ser verdade…

Já tivemos a Lousano que ajudou o Paulista. Também vimos a Parmalat turbinar o time como Etti Jundiaí. Teríamos outro endinheirado gastando a vontade? E a grande pergunta: por que gastar tanto dinheiro em um time da Terceirona Estadual, sem calendário nacional, e com a deficitária Copa Paulista em vias de começar?

Elton sumiu. Não atende as chamadas telefônicas dos cartolas, nem dos dirigentes, nem da imprensa. E confesso algo que sempre me perturba: não gosto de quem não atende telefonema, não responde e-mail ou foge do contato. Neste mundo contemporâneo de inúmeras redes sociais e formas de comunicação instantâneas proporcionadas pela tecnologia, só há duas respostas para tal ato: ou está com problemas sérios e não quer ser importunado, ou foge da raia para não ser achado e resolver pendências.

Qual seria, então, o motivo do sumiço de Elton?

Se o problema era o Paulista FC, qual o trauma dele externar? Diga que os dirigentes do clube não chegaram a um acordo. Se a culpa foi da desistência do negócio por parte do fundo, que diga sem remorso de que a tentativa frustrou. Mas por que o desaparecimento sem notícia? Fica a impressão de um ôba-ôba de Elton, iludindo a todos.

O pessoal do marketing, que tanto se esforçou nos últimos meses, não está mais para responder sobre o futuro do clube. Dr Franklin e Pitico, do Novo Paulista, foram até onde conseguiram ir. O Dr Marco Antonio, que estava trabalhando como abnegado, saiu. O presidente Djair Bocanella renunciou. Pepe Verdugo, ex-presidente dos anos 90 (além do Dr Levada, de Milton Demarchi e demais apaixonados) terão a árdua missão de decidir o rumo do mais que centenário Paulista Futebol Clube.

Não adianta crer que a comunidade jundiaiense colabore. Os pedidos de ajuda foram feitos nos últimos dois anos, e a verdade é: o empresariado não pode colaborar mais do que já fez (o país está em crise), o futebol deixou de ser um produto atrativo no Brasil, há outras opções de lazeres que roubam o público, a Prefeitura tem (e deve ter mesmo) outras prioridades com a sociedade e a torcida é aquela que sempre vemos: os presentes torcedores organizados, somados aos tradicionais torcedores que faça chuva ou faça sol sempre vão, os proprietários de cativa que aceitam limpar suas cadeiras sujas pelos excrementos de pombo e outros anônimos que somam os 800 a 1300 pagantes, variando para mais ou para menos, dependendo da campanha.

Sejamos realistas: o Galo está falido. Só não fechou a porta pois essas pessoas que citei ainda resistem em coro nas redes sociais, na esperança de dias melhores e na lembrança das glórias conquistadas.

A saída a curto prazo é arrendar o clube para algum empresário. Sabemos, logicamente, que não é a melhor solução. O verdadeiro (e difícil) remédio é alguém profissionalizar o Paulista e colocar dinheiro em um time da 3a divisão regional (sem divisão nacional), convivendo com os oficiais de justiça, com penhoras judiciais e cobranças diversas.

Que não estejamos vendo a morte de um tradicional clube de futebol. Embora, cá entre nós, esteja há tempos na UTI.

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– Fred no Atlético Mineiro?

Há muito tempo o atacante Fred está nivelado por baixo. Mal na Copa de 2014, ruim de ambiente no Fluminense (onde mandava e desmandava), chega com alto salário ao Atlético Mineiro.

Dias atrás, surgiu a informação de que o Galo de MG possui dívidas astronômicas. Já com o compromisso de R$ 800.000,00 / mês a Robinho, fica a pergunta: como pagar as contas?

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– O Dopping de Alecsandro e a Necessidade de Profissionalismo

O atacante palmeirense Alecsandro foi flagrado pelo exame anti-dopping por uso de anabolizantes, revelou a FPF nesta 3a feira, na partida entre Corinthians x Palmeiras no Paulistão.

Uma pena. O jogador alega que possa ter sido vítima de contaminação de um suplemento alimentar que ele tomava por conta própria.

Cá entre nós: um atleta profissional de equipe de ponta não pode dar uma vacilada como essa. Aliás, sempre a culpa é dos outros (do remédio, do laboratório, da farmácia…).

Pelo histórico, Alecsandro pode não ter tido má fé. Entretanto, imagine quantos jogadores que não fazem o exame anti-dopping (e por isso não são pegos) e as modernas drogas que existem nos diversos esportes.

É a ciência para alto rendimento via burla, fazendo o esporte deixar de ter espírito esportivo.

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– Renan e o fim do Estranho Contrato

No futebol, não duvido de nada. E é assustador imaginar até onde a corrupção no esporte pode levar. Talvez essa matéria abaixo possa explicar alguns negócios improváveis, como Douglas no Barcelona e/ou tantos atletas que custam tão caro e praticamente não jogam, sob a desculpa de deficiência técnica ou adaptação.

Sobre o goleiro Renan, que chegou a ser convocado até para a Seleção Brasileira, compartilho:

(Extraído do Blog do Paulinho, em: http://blogdopaulinho.net)

RENAN, O TRAFICANTE E OS R$ 15 MILHÕES QUE O CORINTHIANS JOGOU NO LIXO

“Nada entra ou sai do Corinthians, nem mesmo um alfinete, sem que o Andres Sanches receba comissão. Ele é conhecido por nós, empresários, como ‘Taxinha’”.

(DIMITRIZ TZLAS, vulgo “Grego”, empresário de jogadores)

Terminou o contrato de cinco anos do goleiro Renan (contratado em 2011 junto ao Avaí) com o Corinthians.

O saldo: R$ 15 milhões gastos entre aquisição e salários, apenas três jogos disputados e cinco gols sofridos.

A explicação: Renan pertencia ao Avaí, clube que havia terceirizado o departamento de futebol para o traficante internacional Ângelo Canuto (“fusca”, para a polícia, “padrinho”, na criminalidade), amigo do ex-presidente Mario Gobbi.

O acerto se deu por aval do agente Carlos Leite (comissionado em R$ 500 mil), do treinador Mano Menezes (que, para ajudar, convocou-o para uma única e estratégica oportunidade à Seleção Brasileira) e do atual presidente do Corinthians, Roberto “da Nova” Andrade, à época diretor de futebol, preposto do deputado federal Andres Sanches (PT).

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– Seleção Brasileira e sua nova realidade no cenário mundial

A minha geração se encantou com Telê-82 e se assustou com Lazzaroni-90. Se irritou com o apito amigo hermano em 78 (mas finge que nunca ouviu falar do apito amigo brazuca de 62). Suportou o título pragmático de Parreira-94 e festejou nas clínicas cardíacas Felipão-02. E que esperava mudanças após o #GER7x1BRA-14, mas ficou só na vontade…

Na verdade, criou-se uma falsa sensação de superioridade absoluta ao longo dos anos que contrastou com o inicial Complexo de Vira-Latas. O Brasil nunca foi uma Seleção de “NBA do futebol”, nem quando tínhamos as encantadoras Seleções de 70 e 58 (por vídeos, as melhores que vi jogar).

Contra o Equador, o 0x0 foi bom, e escrevo isso com dor no coração. Afinal, eles são líderes das Eliminatórias Sulamericanas para a Copa de 2018 e nós estamos distantes na pontuação.

Somos um time muito bom, uma equipe comum turbinada por Neymar (que está assistindo nas arquibancadas), mas não nos classifiquemos como excepcionais. Já fomos, não somos mais.. Deixemos o ufanismo de lado e rendamo-nos à realidade. Entre os grandes, somos apenas um deles.

Não podemos deixar de citar o futebol dos clubes brasileiros, que deixou de ser diferenciado e se apequenou. Vide a diferença entre América do Sul e Europa. Some-se, ainda, a baixa qualificação dos árbitros internacionais brasileiros de hoje. Antes, tínhamos 10 FIFAs com condições de apitar uma Copa do Mundo. Hoje, se muito, 3 ou 4.

Infelizmente, não vejo mudanças positivas à vista… E você?

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– A antipática declaração unfair-play de Paulo Bento

No último confronto entre Cruzeiro X América-MG, dias atrás, um atleta do time americano se lesionou e o seu companheiro colocou a bola para fora. Na devolução, o treinador do Cruzeiro, o Português Paulo Bento, orientou a não devolver a bola. Disse ainda:

O Cruzeiro não colocará a bola fora. Se a colocar, não pretendemos que nos devolvam“.

Claro, a regra não obriga a devolução embora o Fair Play (o espírito do jogo), sim. Entretanto, o fim de tal gesto não parece uma atitude inapropriada e deselegante?

O que você pensa sobre isso?

Deixe seu comentário:

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– A Mão na Bola de Flamengo 1×2 Palmeiras e o seu Custo Benefício

Futebol é realmente algo bacana para se discutir. Na partida do Mané Garrincha entre Flamengo x Palmeiras, uma ruim atuação do árbitro paraense Dewson Freitas (e que é da FIFA!). Uma clara mão deliberada na bola (não dá nem para discutir movimento antinatural, o zagueirão do Mengo teve clara intenção) e que ele fez vista grossa. Certamente, dirá que não viu o toque, mas a verdade é que aparenta ter errado na interpretação.

Mas o assunto é outro: a defesa do zagueiro César Martins, jogador de linha que evitou o gol espalmando a bola. Correto pênalti marcado e cartão vermelho bem aplicado. Mas vale refletir: ele trocou o gol certo que sua equipe sofreria por um possível risco de sofrer um gol de pênalti, a troco de sua equipe jogar com um atleta a menos o restante da partida.

O sacrifício foi em vão. Vale a pena correr o risco?

Se eu fosse jogador, preferiria ter um atleta a mais na partida. E você?

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– Afinal, a bola do gol anulado saiu ou não saiu?

Se válido, o gol do Equador contra o Brasil na Copa América Centenário seria um dos grandes “frangos” da Seleção Brasileira de todos os tempos. Entretanto, o bandeira Carlos Aztrosa anulou alegando saída de bola no cruzamento de Bolaños e o árbitro chileno Julio Buscañàn confirmou a marcação dele.

Nas imagens da Rede Globo, achei que foi erro grotesco. Porém, vejo no site do jornal espanhol Marca uma foto que pode explicar a falha: se o árbitro assistente estava atrasado no lance (não consegui verificar na jogada se ele bobeou no seu posicionamento), sua visão não era em linha reta mas sim em diagonal. Portanto, houvera sido enganado pela ilusão de ótica como na imagem abaixo:

  • Traído pelo atraso?
  • Os árbitros de vídeo, se existissem, ajudariam?
  • A tecnologia como a do tênis poderia resolver o problema?

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– Crueldade do Futebol da Seleção, Tabela Cruel e o Cruel Comentário do Rival

A Copa América começa com o Campeonato Brasileiro em andamento. E nada os clubes fazem?

Eles cedem seus jogadores, os pagam e não reclamam. Que medo é esse de Marco Polo Del Nero (que não viajou para o evento pois pode ser preso pelo FBI)?

É sintomático: perde-se os melhores jogadores e os times fraquejam. Vide o Santos, amargurando péssimos resultados. E pior: há risco de perder atletas lesionados ou desvalorizá-los na Seleção, por mais incrível que possa parecer. Aliás, que maré de azar de Dunga: quantos jogadores cortados!

A verdade é que, na minha infância, qualquer amistoso da Seleção Brasileira parava o país. Hoje, perdeu a graça.

Avalie: quais dos atletas de hoje jogariam no time de 2002 ou de 1994? Talvez só Neymar. Nas demais Seleções (58, 62 e 70), não se pode nem especular.

Alfio Basile, ex-jogador e treinador ícone argentino, disse: o Brasil tem o pior futebol de sua história“.

Creio que talvez só não poderemos comparar com os escretes da década de 30 (pois é difícil achar vídeos desses registros).

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– A Permissão EM OFF para testes de vídeo e o árbitro emudecido.

A CBF prometeu que usaria o árbitro de vídeo no Campeonato Brasileiro. Não poderia fazer de maneira oficial, já que o tempo era curto, o torneio não poderia começar sem o recurso eletrônico e tê-lo no meio da competição, e as imagens teriam que ser feitas por geradora independente.

O discurso, evidentemente, era demagogo. E eis que a FIFA não liberou o uso do recurso de árbitro de vídeo para utilização oficial para ajudar os árbitros, nem liberou o Brasileirão para que tivesse tal benefício em formato de teste prático. Ela permitiu somente testes em OFF: ou seja, se acontecer um lance polêmico, o árbitro não poderá tomar a sua decisão com base no uso do vídeo. O novo árbitro (AV, o árbitro de vídeo) estará vendo as imagens, agindo como se fosse corrigir o árbitro, mas não o fazendo de fato.

Na prática, é um simulado que não poderá ter interferência em campo. Um teste sem uso verdadeiro do recurso, e que poderá trazer um grande problema: e se o árbitro tomar uma decisão polêmica e voltar atrás? Dirão que ele recebeu informação do árbitro de vídeo que em tese não poderia informá-lo?

Aqui fica a confirmação: a CBF disse iria usar o árbitro de vídeo no Campeonato Brasileiro, mesmo sabendo que seria uma mentira. Terá que se contentar com um teste oficial, “quase nulo” na prática, pois o ideal era testar com as informações valendo, não com um AV mudo.

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– De Lucas Perdomo a Rodrigão

Muito bom o texto do jornalista Heitor Freddo sobre jogadores que, como promessas, têm oportunidades e se perdem. Outros, labutando em meio as dificuldades, agarram a primeira e única chance com unhas e dentes.

Vale a pena conferir:

Extraído de: https://heitorfreddo.wordpress.com/2016/05/31/de-lucas-perdomo-a-rodrigao/

DE LUCAS PERDOMO A RODRIGÃO

Ontem a palavra futebol entrou no noticiário policial com a prisão de Lucas Perdomo, jogador do Boavista suspeito de participar de um dos crimes mais assustadores dos últimos tempos – o estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos.

Enquanto boa parte da sociedade ainda tenta encontrar uma brecha para culpar a vítima – comportamento típico da cultura do estupro que vigora no país -, pouco se discute sobre o que leva um ser humano a ter uma atitude tão nojenta. Nesse caso específico, estamos falando de uma das profissões mais badaladas na hora de encontrar uma parceira.

Um jogador de 20 anos apadrinhado pelo mega astro Seedorf. Atleta do Boavista, mas observado por outros clubes como o Audax em São Paulo e o Botafogo no Rio de Janeiro.. Uma vida jogada no lixo por culpa única e exclusiva dele. Não digam que foram as más companhias, porque ele não estava obrigado naquele quarto. Não tratem como uma armação, porque foram os estupradores quem filmaram e espalharam o vídeo de uma menina desacordada na cama enquanto eles (incluindo o jogador Lucas) passam as mãos nas partes íntimas dela – se você não sabe, isso já é um estupro.

Mas no mesmo dia em que o futebol perdeu um jogador promissor, preparado desde criança para ser atleta de alto rendimento, uma história exatamente oposta desse esporte veio à tona. Um caminho de superação, força de vontade, determinação e a realização de um sonho. Uma carreira construída sem ajuda de ninguém e sem nenhuma perspectiva de sucesso.

Em 2013 Rodrigão era um atacante de futebol amador. Com porte físico de centroavante, o rapaz de 19 anos era estrela nos campos de várzea da Bahia. Uma diversão aos finais de semana para quem ganhava a vida trabalhando como pintor de paredes.

É óbvio que desde menino, Rodrigão sempre sonhou em ser jogador profissional. Mas como apostar nesse sonho e viver fora de casa quando desde criança você é um dos responsáveis por garantir o sustento da família e o pagamento do aluguel?

A diversão do final de semana falou mais alto. Em 2013 olheiros do Democrata de Governador Valadares em Minas Gerais descobriram Rodrigão jogando no futebol amador da Bahia e o convidaram para um teste no clube. Eu juro que eu queria esses olheiros para o meu time.

Rodrigão se profissionalizou, foi contratado pelo Boa Esporte (a quarta força do futebol mineiro) e esse ano foi vendido ao Campinense da Paraíba, onde em menos de 5 meses se tornou o maior goleador do país com 18 gols que levaram o Campinense a mais uma final estadual.

Três anos depois do inesperado convite no futebol amador, Rodrigão é o novo reforço do Santos Futebol Clube. O jovem pintor de paredes vai vestir uma das camisas mais importantes do futebol mundial. E na sua chegada, deixa claro qual seu principal objetivo. Não é fazer fama, nem comprar um carrão de luxo ou ser fotografado pelo Ego aos beijos com uma Panicat. Rodrigão que comprar uma casa própria para a família e ter a segurança de que, se o sonho do Cinderella de chuteiras for interrompido, a carreira não terá sido em vão.

Impossível não lembrar da história de outro guerreiro da bola. Grafite, o artilheiro do Campeonato Brasileiro pelo Santa Cruz, começou a carreira de jogador de futebol aos 21 anos. Antes, Edinaldo era vendedor de sacos de lixo de porta em porta e jogava por prazer no futebol amador aqui da nossa região. Assim nasceu um campeão da Libertadores, campeão e ídolo na Alemanha, jogador de seleção brasileira em Copa do Mundo e maior ídolo da história do Santa Cruz.

São histórias assim que fazem as esperanças serem renovadas no futebol. Numa época de jogadores mimados, blindados por todo tipo de assessor e parte da geração mimimi, temos ainda atletas que brilham os olhos ao receberem um convite de um clube grande. Numa fase de atletas preocupados com o status nas redes sociais, ainda temos guerreiros que sonham com uma casa própria.

Numa época de Lucas Perdomo, que bom que ainda temos Rodrigo.

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– Vale Cobrar: e o Árbitro de Vídeo, dona CBF?

Falamos em Março, voltamos ao tema em Abril e Maio e estamos quase entrando em Junho: o Campeonato Brasileiro de 2016 está em curso SEM O ÁRBITRO DE VÍDEO, prometido demagogicamente no começo do ano.

Há meses venho batendo na mesma tecla e pedindo para ser cobrado: o discurso da Comissão de Árbitros era diálogo flácido a fim de acalentar bovino, ou se preferir no popular: “conversa mole pra boi dormir.

Os motivos são os mesmos que já citei:

  • A CBF não tem estrutura adequada para implantá-lo;
  • Não poderá usar as imagens da Rede Globo, pois ela tem que ter uma geradora dedicada à arbitragem;
  • É proibido usar o recurso com um campeonato já iniciado (ou se faz em todas as partidas ou em nenhuma);
  • O prazo era curto para a implantação sem treino aos árbitros nem experiência em torneio amador;
  • Mesmo com muita grana, Marco Polo Del Nero não gastará o dinheiro em tal incremento.

Pois bem: estou sentado, ainda esperando um pronunciamento oficial da CBF e daqueles que venderam a mentira de que o BR-16 possuiria os AV já nesse ano (e não vale recadinho via e-mail).

Assim como na política, o futebol está cheio de demagogos e espertalhões tentando iludir as pessoas de bem. E há quem acreditou que a IFAB / FIFA levaria a CBF a sério, cujo presidente nem pode sair do país!

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– A falta não marcada em São Paulo 1×0 Palmeiras. Dudu está definitivamente marcado?

Creio que não há dúvida em dois lances polêmicos no Choque-Rei do último domingo: a falta não marcada em Dudu no começo da partida (e na sequência sai o gol de Ganso) e a tentativa de pênalti simulado por Rogério no final do jogo.

No primeiro lance, errou o juizão. No segundo, acertou, embora faltou a aplicação do cartão amarelo. Aliás, o árbitro Ricardo Marques Ribeiro me impressionou fisicamente. Como correu em campo! E foi extremamente criterioso na marcação ou não de faltas: contato em disputa de bola que fosse duvidoso, deixava o jogo seguir sem dar a suposta infração, deixando até de marcar algumas faltinhas de jogo.

Mas o leitor pode perguntar: por quê não foi marcada a falta sobre Dudu?

Simples. Porque Dudu tem histórico ruim com a arbitragem. É jogador que está marcado e “cavou tal condição”. É evidente também que os árbitros não podem entrar predispostos contra ele.

Claro, seria leviano afirmar que a falta não foi marcada de caso pensado. Mas cá entre nós: se você tem um lance supostamente faltoso que envolva Cocito (ex-Corinthians e Atlético Paranaense, que batia bastante e fazia sua própria sombra sair de maca), se o árbitro tem dúvida, vai marcar. Se no mesmo lance fosse o Gamarra (o grande zagueiro paraguaio), vai deixar seguir.

Com Dudu é a mesma coisa: se ele dividir uma bola e pedir falta, existindo dúvida, o árbitro não vai marcar. E o atleta está ciente disso, pois após a partida, declarou sobre o juiz (querendo mudar a sua imagem):

Ele apitou bem o jogo, sem reclamação”.

Nunca vi Romário simular pênalti ou reclamar da arbitragem. Pergunte aos árbitros sobre o Baixinho dentro de campo. Já sobre Djalminha, Edmundo, Marcelinho Carioca (que jogavam muito mais do que Dudu)…

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– O jogador ia ser atingido e pulou. Marca-se falta ou não?

Dias atrás, ouvi em uma rádio um jogador que sofreria uma falta e que resolveu pular dizer:

Se não pulo, me quebrava.

É nesse ponto que devemos ter atenção quanto às marcações das faltas: Quando é que o fato do atleta “Pular” invalida ou não uma infração?

A Regra 12 (Infrações e indisciplinas) diz que todo ato faltoso (dar um pontapé, agredir, cuspir) independe se atingiu ou não o atleta. O jogador que DAR ou TENTAR praticar a infração deve ser punido.

Se na disputa de bola, um zagueiro pratica um carrinho e, na iminência de atingir as pernas do seu adversário, este atacante pula para não se machucar, deve-se considerar falta (a mesma marcação de como se tivesse atingido), por essa condição da regra. A Regra do Jogo permite isso, pois, logicamente, se o atleta permanecesse esperando as travas de uma chuteira, fatalmente se lesionaria gravemente.

Portanto, pular para não ser atingido pode; e ainda ganha a falta ao seu favor.

O que não pode:

– Pular depois de perder uma disputa de bola, simulando a infração, tentando ludibriar a arbitragem/torcedores.

– Pular antes da disputa de bola se efetivar, abdicando da tentativa de domínio, deixando de jogar para tentar cavar uma falta.

A primeira situação, a da simulação, é um problema cultural brasileiro, onde os jogadores preferem enganar a arbitragem do que disputar lealmente o jogo, fato que não ocorre em torneios como a europeia Champions League

A segunda situação, a da abdicação do jogo, é outro problema tupiniquim, o de achar que “tudo é falta”, onde “encostou tem que parar o jogo”. Remete até mesmo a uma certa frouxidão, não obervada em torneios como a sulamericana Libertadores da América.

Portanto, pular para se preservar no momento de ser atingido, pode.

Claro, os jogadores agem aqui no Brasil dessa forma não tão correta (abdicar do jogo), e nas partidas internacionais, mudam de comportamento. É visível. Também os árbitros procedem da mesma forma, diferenciando o comportamento em partidas domésticas e internacionais, infelizmente.

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– O acerto de Daronco em Ponte Preta x Flamengo

Um lance polêmico no Moisés Lucarelli: aos 11 m do 1o tempo, a Macaca estava no ataque. A bola foi cruzada para a área do Mengão e Fábio Ferreira (AAPP) está em posição de impedimento. Porém, a bola é cabeceada por Wellington Paulista (AAPP), que vem de trás em posição legal. O árbitro assistente 1 Jorge Eduardo Bernardi se equivoca e anula o gol. Anderson Daronco, o juizão da partida, anula o tento e na sequência vai conversar com o bandeira. O árbitro corajosamente chama o lance para ele e confirma o gol outrora anulado (procedimento legal, já que não houve reinício do jogo).

Parabéns ao árbitro Daronco. Mas uma dúvida: a decisão foi em decorrência da sua sensibilidade e atenção ou existiu uma informação externa (que seria ilegal)?

Quero crer na 1a hipótese.

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– 3 perguntas sobre CR7 e outras observações:

Já falamos sobre a arbitragem da Champions League (clique aqui: http://wp.me/p55Mu0-Ws). Entretanto, me chamou a atenção o mau desempenho de Cristiano Ronaldo durante a bola rolando (justiça seja feita: bateu muito bem o pênalti decisivo do título).

Afinal, o português…

1- Jogou machucado?

2- Teve somente uma noite ruim?

3- Foi anulado pelo esquema tático de Simeone?

Qual a sua opinião?

Aliás, duas observações:

1- Qualquer que seja o adversário do Real Madrid na final interclubes da FIFA, haverá chances do time merengue não ser o campeão?

2- Pela 1a vez, CR7 é treinado por alguém que jogou mais bola do que ele (Zidane). Veremos um dia Messi na mesma condição?

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– Mourinho e Guardiola em Manchester. Viva a rivalidade no futebol!

Sempre brinco que equipes rivais são simplesmente adversários, não inimigos. Embora, sabemos que o fanatismo de um Corinthians x Palmeiras, Grêmio x Internacional, Flamengo x Vasco, entre outros, possa no desmentir.

E o que dizer dos dois times de Manchester, United x City?

Agora, dois treinadores espetaculares que duelaram no poderosíssimo Real Madrid x Barcelona por diversos jogos, respectivamente José Mourinho e Pep Guardiola, estarão por lá.

Alguém duvida que eles mudarão o conceito de futebol conjuntamente na Inglaterra?

Já estou na expectativa deste clássico da Premier League.

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– A Sábia decisão de Muricy

Muricy Ramalho faz bem em tomar a decisão de pedir demissão do Flamengo e encerrar (temporária ou definitivamente) a carreira de treinador. Vai cuidar da saúde, que tem lhe dado sustos ultimamente.

Todos aqueles que gostam do meio futebolístico evitam esse momento de parar. É verdadeiramente difícil.

Financeiramente, o treinador não terá preocupação. Deve descansar, curtir a família e, quem sabe, voltar ao futebol como comentarista esportivo. O que não pode é continuar se estressando como estava. Afinal devemos trabalhar para viver, e não viver só para trabalhar. E ele já trabalhou bastante…

Boa sorte ao Muricy neste novo momento da sua vida.

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– Os 5 lances de erros de arbitragem em Real Madrid x Atlético de Madrid

Uma decepção o árbitro inglês Mark Clattenburg. Talvez ele seja o número 1 da Premier League, onde recebe US$ 25,000.00 / mês. Lá, os árbitros são profissionais.

Escalado para a final da Uefa Champions League entre Real x Atlético, mostrou ser medroso e ruim tecnicamente. Fisicamente foi bem. Disciplinarmente razoável. Já o vi atuando em clássicos ingleses, e esperava muito mais dele.

Noite infeliz?

Talvez. Mas suas atitudes mostraram, principalmente no final do jogo, insegurança. Mas vamos lá:

Lance 1) A bola é cruzada na área e Bale toca de cabeça para Sérgio Ramos, em posição de impedimento ativo, marcar o gol. Lance difícil, que só bons auxiliares ou o auxílio da tecnologia poderiam ajudar. Aqui, absolva-se o árbitro e condene-se o bandeira Simon Beck, que está lá só para isso e foi escalado pela competência que tem.

Lance 2) Pepe (RMA) se antecipa na bola e a domina antes do atacante Fernando Torres (ATL), que o toca levemente, derrubando o zagueiro. É falta de ataque, mas o juizão se equivoca e marca pênalti, aplicando cartão amarelo. Pepe pagou pela fama de “caçador de canelas”. Na cobrança, outro erro: Griezmann chuta na trave e há invasão de área dos dois times! Deveria voltar a cobrança. Só que como provavelmente já tinha percebido que errou na marcação do pênalti, fez de conta que não viu…

Lance 3) Filipe Luís vai dividir uma bola com Pepe, que simula ter sido trancado no ombro, cai e pede a falta, alegando dores pelo golpe inexistente. O árbitro vê, mas não aplica cartão amarelo (seria o segundo dele, e portanto, estaria expulso). Na sequência, Filipe coloca a mão no rosto de Pepe que simula ter levado um tapa. Ainda assim o árbitro se acovarda e nada faz disciplinarmente.

Lance 4) Aos 47 minutos do segundo tempo, Carrasco arma um contra-ataque e Sérgio Ramos dá um carrinho certeiro por trás. É lance para Vermelho Direto, mas falta coragem e o árbitro aplica Amarelo. Errou de novo. 

Lance 5) No segundo tempo da Prorrogação, Pepe atinge com a sola o joelho do adversário Koke. Maldade pura! Lance para Vermelho, mas o árbitro só aplica o Amarelo. Está proibido expulsar?

Para mim, pelo que ganha no seu ofício, pelo que pode se preparar por ser profissional e pelo histórico, arbitragem muito aquém de uma final de UCL.

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– Cuca será punido pelo comunicador ou não?

Alberto Valentim, assistente técnico, foi flagrado com um rádio comunicador na partida entre Palmeiras 2×0 Fluminense. Supostamente, ele se comunicava com Cuca, que estava nas tribunas, suspenso por ser expulso no último jogo.

Mas ele poderia usar de tal artifício?

No Brasil, quando treinador era suspenso, ía a um camarote e acabava, indiretamente, dirigindo o time por rádio ou qualquer outro meio de comunicação. Não podia estar no banco como técnico, mas sua vontade e opinião chegavam ao seu substituto. Porém, a FIFA proibiu a comunicação da comissão técnica com auxiliares ou pessoas de fora a partir do momento que vetou rádios, celulares e afins (sobre o que “pode ou não” e a evolução das proibições, leia o texto no link em: http://wp.me/p55Mu0-VU).

Na Europa, tivemos um caso interessante e parecido em 2011. O francês Arsene Wenger, técnico do inglês Arsenal, foi expulso por mau comportamento na partida entre Arsenal X Barcelona nas Oitavas de Final da Champions League daquele ano (gesticulou contra as marcações do árbitro Massimo Bussaca, acirrando os ânimos dos seus atletas contra o juizão). Julgado, recebeu 2 jogos de suspensão.

No cumprimento da primeira partida de suspensão contra a Udinese, Wenger estava na arquibancada e foi flagrado conversando num telefone celular no mesmo momento em que seu substituto no banco também conversava em outro aparelhoA Comissão Disciplinar da UEFA entendeu que Wenger cometeu duas infrações por esse ato:

  1. por estar suspenso, não poderia conversar por rádio, celular, bilhete, recado ou qualquer outra forma com o banco.
  2. mesmo se estivesse calado na arquibancada, não poderia estar ali, já que a suspensão implica em estar proibido em estar dentro do estádio.

A defesa do treinador alegou que a punição foi confusa: Wenger imaginava que poderia pagar um ingresso e assistir ao jogo no meio da multidão, anonimamente, e não sabia que comunicadores estavam proibidos. Alegou ainda que conversava ao telefone com sua esposa que estava em casa, não com o treinador substituto.

Mesmo assim, a pena para Arsene Wenger foi aumentada em mais 2 partidas; ou seja, dobrou-se  a punição.

E você, o que acha? Cuca será punido como Wenger ou nada disso?

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– O pênalti por movimento antinatural de Figueirense 2×2 Santos

Para quem tem dúvida sobre a nova orientação da mão na bola, vale assistir o lance que originou o 1o gol do Santos em Santa Catarina.

A bola é cruzada para o ataque santista, e o defensor Ferrugem pula para disputá-la. Seus braços estão abertos, e durante a queda, ao invés de naturalmente os braços caírem, os mantém esticados esperando a bola bater em um deles (e é o que acontece). O árbitro Wagner do Nascimento Magalhães corretamente marcou pênalti.

Repare que o desvio ocorre mesmo ele tendo tempo para recolher o braço. É a chamada “intenção disfarçada”, o movimento antinatural dos braços.

Importante: a Regra não mudou, ele teve intenção e desejo de que a bola batesse no braço tirando o proveito. Nunca diga que pulou de maneira imprudente, pois a imprudência em lances de mãos e braços na bola continua não sendo falta.

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– Havia ou não Ponto Eletrônico em Palmeiras 2×0 Fluminense? E se havia…

Muita polêmica sobre a utilização de um suposto ponto eletrônico ou não do suspenso treinador Cuca e seu banco de reservas na partida do Allianz Arena entre Palmeiras 2×0 Fluminense.

Afinal, isso pode ou não pode?

Aliás, a questão sobre como jogador, treinador e seus auxiliares se comunicam tem sido discutida há algum tempo: tudo começou com Vanderlei Luxemburgo, então treinador do Corinthians, na final do Campeonato Paulista de 2001: Corinthians x Santos jogaram e descobriu-se que Luxemburgo orientava o meia Ricardinho através de um ponto eletrônico escondido em seu ouvido. Era permitido ou proibido?

Ninguém sabia se podia, pois a Regra nada dizia. Dias depois, em uma reunião da International Board (o Organismo que é “dono” das Regras do Futebol) determinou-se que seria proibida a comunicação eletrônica entre treinador e jogadores durante a partida.

Recentemente, passou a ser fato comum a comunicação via celular entre treinadores e seus assistentes. O próprio Luxemburgo, certa feita, assistia o 1o tempo das partidas nas arquibancadas, conversava com seu assistente via rádio e depois dirigia a equipe no 2o tempo no banco de reservas.

Após os estudos de uma equipe de força-tarefa da FIFA em 2011 (grupo formado por ex-atletas e estudiosos do futebol, que visava trazer sugestões), reforçou-se textualmente com a redação da orientação na Regra 4 (Equipamento dos Jogadores):

Os árbitros proibirão o uso de radiocomunicação entre jogadores e o corpo técnico”.

Mas aí veio uma nova modificação. Para 2013/2014, houve alteração do mesmo texto:

Os árbitros proibirão o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre os jogadores e/ou o corpo técnico”.

Aqui a alteração é mais profunda: a comunicação eletrônica por celulares ou rádios era proibida (portanto, a comunicação FALADA), mas nada impedia que a comunicação fosse REDIGIDA através de outro equipamento eletrônico “não sonoro” exceto os citados, como, por exemplo, via tablets ou notebooks. Onde estaria a proibição de que um treinador não poderia se comunicar com os atletas mostrando imagens e informações em um iPad com estatísticas em tempo real? Ou com informações de fora via email?

Agora, a proibição é EXTENSIVA A QUALQUER SISTEMA ELETRÔNICO DE COMUNICAÇÃO e não mais somente entre jogadores e treinadores, mas AMPLIADA ENTRE OS PRÓPRIOS INTEGRANTES DA COMISSÃO TÉCNICA. E um grande exemplo disso: José Mourinho costumava receber informações estatísticas on-line das partidas de seu assistente técnico via tablet, e as repassava através de bilhetinhos escritos a mão para seus jogadores. Isso (informação de fora), agora, não pode! Mas se o treinador quiser passar suas instruções por escrito em uma tecnologia rudimentar, como papel, somente com suas impressões pessoais, PODE!

Na sua última circular antes do início do Paulistão 2014, a FPF reforçou esse lembrete no capítulo 20 das suas orientações:

É PROIBIDO o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre jogadores e/ou comissão técnica. Exemplo: treinador para assistente fora do campo, conforme alt Regra 4, pg 29 do Livro de Regras.[Lembro que não é só fora do campo, mas dentro também].

Eu, particularmente, acho um retrocesso proibir a comunicação externa. Se o clube tem uma equipe técnica profissional e que se atenta a detalhes do jogo para ajudar o treinador, isso deveria ser uma evolução bem vinda ao futebol. Porém, entendo também o que os legisladores da Regra pretendem: se um árbitro não tem um celular para ligar a alguém com imagens e perguntar se foi pênalti ou não, seria desproporcional que treinadores tivessem essa informação privilegiada.

Resta aos mais espertos utilizarem alternativas. Imaginaram bolinhas de papel voando das arquibancadas com informações ao banco? Quem disse que a rudimentar tecnologia de “escrita no papel” está proibida? O texto é claro: somente a eletrônica está proibida.

E nas arenas européias, onde torcedores e comissões técnicas estão próximas: que tal a comunicação boca-a-boca, onde um torcedor assiste o jogo em tempo real via Web em som alto e “sem querer” o treinador escuta?

Alternativas criativas existem! Ou você acha que não? O que não pode, de fato, reforço, é a eletrônica.

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– Lambanças de Flamengo 2×2 Chapecoense

O árbitro Diego Almeida Real teve uma noite infeliz em Volta Redonda, ao dar dois pênaltis inexistentes (1 para cada time) em Flamengo 2×2 Chapecoense.

Aos 10m do 1o tempo, Lucas Gomes (CHA) invade a área e Juan (FLA) vai disputar a jogada. O atacante adianta a bola e se joga. É simulação, mas o árbitro, estando longe do lance, marca pênalti e dá amarelo ao zagueiro. Errou. O detalhe: Lucas ficou no chão fingindo que estava todo dolorido…

Aos 49m do 2o tempo, um Flamenguista cabeceia a bola, ela bate nas costas de um zagueiro catarinense, reboteia e bate despretensiosamente no braço de Marcelo (que estava próximo, com o braço colado ao corpo) e que leva um susto. Nada a se marcar, mas… juizão dá pênalti ao Mengão! Errou absurdamente.

Fica a dúvida: equívoco por deficiência técnica ou fez média pelo erro anterior?

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– Revivendo: Impedimento por “lançar involuntariamente a bola”

Um texto bacana de 31/05/2010, publicado neste blog, falando sobre uma jogada quando a bola é lançada pela zaga e sobra a um adversário em impedimento. Vale dar uma “revivida” nas diversas situações:

LANÇAMENTO DE ZAGA PARA ADVERSÁRIO?

Futebol é apaixonante por certos detalhes. Ontem, no jogo Corinthians X Santos, o atacante santista Marquinhos estava em impedimento a 44 cm. Distância significativa, não dá para reclamar, gol bem anulado. Mas vejo com surpresa uma reclamação que mostra certo desconhecimento da regra. A de que embora o bandeira Ednilson Corona tenha acertado no impedimento pela posição do jogador, o árbitro Sálvio Spinola houvera errado por não perceber que a bola partiu da zaga corinthiana.

Quem usa desse argumento, reclama por conhecer PARCIALMENTE a Regra 11, que se refere ao impedimento. Essa regra é uma das mais curtinhas do futebol, e justamente por isso você tem que dar muita importância a cada palavra do seu texto.

Vamos usar alguns exemplos simples, comparando com o lance reclamado:

1- Zagueiro recua a bola para o goleiro e esta é interceptada por um atacante adversário impedido, que domina a bola (segue o jogo, bola que vem do adversário não tem impedimento).

2- Zagueiro chuta a bola pra frente, bate na cabeça do seu COMPANHEIRO e sobra para o atacante adversário impedido (segue o jogo, o desvio não muda nada, valia o chute no momento da POSSE DE BOLA do zagueiro).

3- Zagueiro chuta a bola pra frente, bate na cabeça do seu ADVERSÁRIO e sobra para o atacante impedido (não segue o jogo; marca-se impedimento, lembrando que o desvio de um atleta da equipe que ataca é diferente do desvio de um atleta que defende; valia o momento do TOQUE/DESVIO NA BOLA do atacante).

Poucos se atentaram ao fato de que um jogador não estará em impedimento se a bola é “lançada” pelo seu adversário, mas estará em impedimento se for “lançada ou tocada” por seu companheiro. A palavra “tocada” é desprezada por muitos, mas é ela quem faz a diferença! Na regra, lançar ou tocar tem interpretações diferentes. Ela significa que se a bola for desviada ou resvalada num atacante, e por conta do desvio cair no pé de um atacante que estava em posição de outrora impedimento passivo, imediatamente este mesmo atacante passa a estar em impedimento ativo.

Resumindo: uma bola que seja lançada deliberadamente ou tocada sem intenção através de um desvio para o seu companheiro em impedimento, tem o mesmo peso para a sanção técnica.

Assim, tanto Sálvio quanto Corona acertaram na marcação e mostraram conhecer bem as regras do jogo, neste lance específico

Cá entre nós… será que os jogadores, torcedores, treinadores, jornalistas e até nós, que militamos na arbitragem de futebol, sabemos de todos os detalhes da regra?

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– Torcida Organizada pressionar jogador funciona?

Eduardo “Gaguinho” Ferreira, diretor adjunto de futebol do Corinthians, declarou sobre a pressão da torcida organizada exercida aos jogadores na última semana:

Foi uma reunião produtiva, os torcedores sempre trazem mensagens de apoio e conselhos.

Pergunte aos atletas e treinadores de quaisquer equipes se eles gostam de tal “apoio” e da “doçura” que os organizados dessas agremiações os tratam.

A propósito, depois da reunião, o Corinthians perdeu para o Vitória… será que o apoio foi pequeno ou demasiado?

O Timão não pode ser refém de Torcidas Organizadas. Nem de diretores que comungam com seus ideais. 

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– Flávio Guerra encerra a Carreira de Árbitro

Um fim melancólico: Flávio Rodrigues Guerra, o mesmo da polêmica entre Corinthians x Santos no Brasileirão passado e que, mesmo suspenso pelo STJD, foi escalado pelo Cel Marcos Marinho (involuntariamente ajudando a derrubá-lo do cargo), “pendurou o apito“.

Segundo o site ApitoNacional.com, Guerra irá comentar futebol pela Rede Família, já que seus compromissos profissionais atrapalhavam a carreira de árbitro.

Na verdade, sem o Coronel Marinho na Comissão de Árbitros Paulista e “queimado” no quadro nacional por Sérgio Correa devido à lambança de outrora, o agora ex-árbitro ficou sem clima e oportunidade para apitar.

Boa sorte ao Guerra no seu novo desafio!

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– Os gols polêmicos de Fluminense 2×2 Santa Cruz

Reclamações aos montes em Volta Redonda. Vamos aos lances?

Segundo Gol do Fluminense: dizem que o nascedouro do escanteio aconteceu de maneira irregular, com Fred impedido. Não consegui assistir o lance, tampouco achei o link. Mas certamente a conclusão dele foi irregular: viram a posição de Gerson? O escanteio é cobrado, há o bate-rebate e o atacante do Flu está na frente do goleiro. Ele está impedido segundo a regra 11 por interferir contra o adversário. Porém, a arbitragem nada fez.

Antigamente, quando um jogador estava impedido, ele corria para fora do campo ou para dentro do gol tentando demonstrar que abdicava de participar da jogada. Hoje, lembremos que nas novas orientações, quando um jogador entrar dentro do gol, deve ser considerado em impedimento ativo. Sendo assim, como justificar ato passivo de Gerson na frente do goleiro? Portanto, gol ilegal.

Segundo Gol do Santa Cruz: o lance do pênalti em Grafite. Indiscutível erro. O atacante “fura” o cruzamento, chuta estando em desequilíbrio na tentativa de continuar a jogada. O árbitro marca convictamente o pênalti, e repare nas imagens que o bandeira número 2 está incrédulo, vacilando para correr no posicionamento de tiro penal. Aliás, ele poderia ter ajudado o árbitro Jailson Macedo a desmarcar o equívoco.

E se tivéssemos o árbitro de vídeo em vigência? Será que o placar seria 1×1 ao invés de 2×2?

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– O Gol anulado de Ponte Preta 2×1 Palmeiras: acerto ou erro da arbitragem?

Muita reclamação por parte do Verdão a respeito do gol anulado por impedimento de Gabriel de Jesus no jogo do Moisés Lucarelli. Procede a chiadeira ou não?

Para mim, acerto do bandeira Daniel Zioli, corroborado pelo árbitro Leandro Vuaden. Explico: a bola é cruzada, o zagueiro da Macaca toca nela e ela cai nos pés de Gabriel que estava a frente, em posição de impedimento, no nascedouro da jogada.

Impedimento ativo claro. Desvio de bola não tira impedimento (há raríssima exceção da regra). O toque do zagueiro não é um novo lance, nem uma nova jogada criada. A bola foi lançada para o ataque por um palmeirense, visando os jogadores companheiros de frente. Se um pontepretano a toca ou não, é irrelevante nesse caso.

Alguns entendem que o fato do zagueiro ter ido disputar a bola e a tocado possibilitou uma nova jogada – e sendo assim, seria um toque de bola da defesa para o adversário, situação na qual não existe o impedimento (como uma bola recuada erroneamente ao adversário, por exemplo). Respeito quem pensa assim, mas discordo. Não foi um domínio de bola tocado para trás, foi um desvio acidental que de nada modificou a condição de impedimento (já que o jogador do Palmeiras lança a bola para o ataque palmeirense, não para a zaga campineira).

Por fim, há quem possa ainda interpretar como a nova orientação do começo desta década: uma bola que é desviada pela zaga e que caia nos pés de um jogador em impedimento mas que não estava na jogada e que nem tinha a pretensão de recebê-la, não é mais impedimento (por exemplo, um chute para o gol, a bola bate num defensor e sobra para um atacante sozinho, em posição de impedimento, próximo ao mastro de escanteio) Não foi o caso também, na minha humilde avaliação.

E você, o que achou? Deixe seu comentário:

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– As escalas nonsense da CBF

Duas escalas infelizes da Comissão de Árbitros da CBF. Totalmente evitáveis e que parecem duas coisas: provocativas ou ingênuas.

Os treinadores de futebol pediram que no Campeonato Brasileiro de 2016 os 4os árbitros fossem neutros, ou seja, não sejam do mesmo estado da federação do time mandante (hábito praticado para evitar custos). A CBF atendeu o pedido e passou a escalar esses árbitros de outros estados. A idéia é evitar que 4os árbitros “da casa” tivessem mais intimidade com o time do seu estado do que com o visitante, já que estes convivem com frequência nos regionais.

E não é que a CA escalou bandeiras da casa? No ano passado, tentou-se quebrar o paradigma dizendo que todo mundo é neutro e não existe árbitro paulista ou carioca, mas sim ‘brasileiro’. Depois de muita reclamação, a ideia foi abandonada.

Nesta próxima rodada, teremos 4os árbitros de fora, mas no São Paulo x Internacional teremos o assistente FIFA de SP, Emerson Augusto Carvalho. É excelente bandeira, comprovadamente respeitado e competente, mas sua escala poderia ser evitada. Falta bandeira de outros estados? Certamente, o time gaúcho achará provocação e desejará que se “faça média” no 2o turno, quando jogarem Internacional x São Paulo, escalando um bandeira local também.

Por que não escalar todo mundo de fora? Parece que a CBF quer arranjar um debate desnecessário…

A outra bobeada: para a decisão do Campeonato Brasileiro Feminino (Rio Preto/SP x Flamengo/RJ), foi escalado o árbitro paulista Douglas Marques das Flores! Ué, se pede ajuda às mulheres e se reclama tanta falta de incentivo ao futebol feminino, mas os árbitros e os bandeiras são masculinos? Não tem lógica… Não existem novas árbitros no quadro? Não há renovação?

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– Os dois pênaltis reclamados em Atlético Mineiro 2×1 São Paulo

O Galo de Minas Gerais chiou bastante do árbitro uruguaio Andrés Cunha após a eliminação pela Libertadores. Com ou sem razão?

1) O lance em que o zagueiro Maicon agarra o adversário: sim, pênalti claro e indiscutível, pois ele aproveita que o árbitro não está olhando e impede o prosseguimento da tentativa de avanço do jogador do CAM. O juizão não viu pois acompanhava a jogada que acontecia no lado esquerdo do campo de defesa são-paulino. Se existisse o árbitro de vídeo, quem sabe fosse possível reclamar.

2) O puxão de Leonardo Siva: nem todo puxão de camisa é pênalti! Jogador malandro valoriza e cai, e se o juiz for fraquinho, marca a infração. Mas se o árbitro for bom, sabe que deve existir força suficiente para impedir o prosseguimento da jogada para se marcar falta ou pênalti. E não foi o caso de ontem. Leonardo Silva tentou cavar.

Algumas outras observações:

3) Para mim, os dois goleiros falharam nos gols sofridos.

4) Imaginem a “alegria” do presidente atleticano em por no lápis o custo benefício de Robinho. No jogo mais importante do ano até então, o jogador mais caro do clube não pode jogar.

5) Maicon está fazendo a função que Lugano deveria fazer. Cá entre nós: será que a Seleção Brasileira não precisava de um zagueiro “com cara de mau” na zaga, como ele, ao invés de David Luís?

6) Uma dúvida cuja resposta não encontrei: já tivemos algum campeão da Libertadores da América que conquistou o torneio mesmo com derrota “na baixitude” (ou seja, em casa) por algum time boliviano? Creio que não…

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– Micos Recentes no Ataque! Qual o maior?

E o atacante Leandro Damião acabou sendo um fiasco no Real Betis, sem jogar com frequência e tampouco marcar gols. Voltará ao Santos FC? Terá clima, depois de querer sair do clube apresentando um atestado de pobreza?

Enfim: a posição de camisa 9 se tornou rara. E alguns clubes demoram em acertar atacantes, que por diversas circunstâncias se tornam micos.

Num passado não tão distante, vimos o Corinthians sofrendo com Adriano Imperador ou Roger Chinelinho, que não emplacaram. Agora, sofre com Alexandre Pato e André Balada.

E aí: qual deles foi o maior “pepino” para o Timão?

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– Os Estaduais mudaram os Conceitos sobre os Professores?

Quem disse que Campeonato Estadual não vale nada?

Há 1 mês, Corinthians x Grêmio poderia ser a projeção de uma semifinal da Libertadores da América! Tite era o treinador-sensação para os paulistas e Roger o grande capitão dos gaúchos.

Agora…

Após serem eliminados dos regionais, começou a se questionar a qualidades dos técnicos. E depois de caírem da Libertadores, a coisa azedou de vez. Na Arena de Itaquera, os dois times mostraram um modorrento futebol, difícil de se assistir.

Trinta dias (ou duas eliminações) fazem um estrago no futebol, não?

Opinião volátil de quem elogiava ou consequência de mau momento?

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– E se a Eleição da FIFA para melhor do Mundo fosse hoje?

Imaginemos que a escolha do craque da temporada seguisse o calendário europeu: nesse 1o semestre, estariam na lista Neymar, Cristiano Ronaldo e Messi?

Provavelmente teríamos a hegemonia quebrada: Luis Suárez levaria o prêmio!

Como Luisito fez gols! Nesses primeiros meses, seria justo o título de melhor do mundo pelo que jogou. 

Concorda ou discorda?

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– O erro de arbitragem consertado em tempo hábil no Palmeiras 4x 0 Atlético Paranaense

Uma tarde, digamos, atrapalhada do árbitro carioca Bruno Arleu de Araújo no Allianz Parque.

Mau posicionado dentro de campo, embora razoável tecnicamente, se destacou por um lance curioso: aos 36 minutos do 1o tempo, estando ele longe da jogada, viu Paulo André (CAP) se enroscar numa disputa de bola com Lucas Barrios (SEP). Foi falta do zagueiro sobre o atacante, mas o árbitro equivocadamente interpretou ao contrário. Errou, e marcou falta de ataque do paraguaio (simulação ou falta de ataque?), aplicando o cartão amarelo a ele (e sendo o segundo, teria que ser expulso).

Após a lambança, o bandeira 1 Luiz Cláudio Regazone provavelmente o informou do erro e o juizão voltou atrás, para a legitimidade do lance. O cartão foi retirado e “re-aplicado” a Paulo André, e a falta remarcada para a equipe paulista.

Em tempos de tantas mudanças de regras, será que o árbitro estudou tanto os detalhes do livrinho que se esqueceu do be-a-bá?

Claro que não. Foi simplesmente um erro ocorrido por estar distante do lance e corrigido pelo assistente. Mas um detalhe: acabar a partida aos 45 minutos do 2o tempo não dá. Não existiram paralisações ou substituições para o acréscimo?

Em tempo: nos acostumemos a ver relógios marcando 50, 51 e 52 minutos no Brasileirão em jogos com parada para hidratação. Não se parará mais o cronômetro em tais situações, e o árbitro deve se comprometer a recuperar essa pausa após os 45 minutos.

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